terça-feira, 18 de outubro de 2016

Sustentabilidade, um novo paradigma, artigo de Montserrat Martins




sustentabilidade

[EcoDebate] Nem à esquerda, nem à direita, rumo à sustentabilidade. Essa nova teoria política responde às necessidades do século XXI, o da crise climática e das metrópoles urbanas, se distinguindo das receitas do neoliberalismo e do estatismo.



O neoliberalismo, que sacraliza o livre mercado acompanhado de um “Estado mínimo”, não atende às necessidades de preservação nem do patrimônio natural, nem do patrimônio humano, social e econômico das sociedades contemporâneas. Na crise financeira global de 2008, a economia internacional teve de ser salva por intervenções estatais, com destaque para o governo americano que aumentou seu poder de endividamento para socorrer o sistema financeiro.



O estatismo, por outro lado, já evidenciou seus limites nas últimas décadas desde a derrocada da União Soviética, do leste europeu, de Cuba e da tragédia social vivida atualmente na Venezuela. O único regime político estatizado que vingou economicamente foi a China e para isso ela se flexibilizou para o mercado, assumindo característica peculiares e se encontrando ainda em evolução.



As democracias ocidentais usam sustentabilidade na retórica, mas não inibem o desmatamento nem a exclusão social. Com a globalização da economia, na Era do Capitalismo Financeiro, esse se caracteriza pela volatilidade e o imediatismo, ou seja, o mercado vai atrás do lucro instantâneo onde ele estiver. Projetos que desmatam a Amazônia para plantar cana, mais a soja e a pecuária lá, agravam a crise climática.



Também nenhum modelo de estatismo teve compromissos com a sustentabilidade, em suas dimensões econômica, social, ambiental, cultural, ética, política ou estética. Um dos “gargalos” do crescimento chinês (tal como ocorrera com os europeus) é o esgotamento dos seus recursos naturais, incluindo a crise hídrica.


Um novo paradigma para o século XXI requer um novo papel do Estado e do “mercado”, não como antagonistas, mas como complementares, bem como o protagonismo dos organismos internacionais como ONU, Unesco, OMC. Um exemplo “sustentabilista” foi dado por Barack Obama e Xi Jinping, presidente americano e secretário geral do PC chinês, ao assinarem esse ano um acordo de cooperação para reduzir a emissão de carbono na atmosfera.


Nesse acordo sino-americano não há supremacia nem do “mercado” que move a economia americana nem da “economia estatal” chinesa.



O terceiro setor e a sociedade civil são importantes nesse novo modelo de desenvolvimento, que não tem um Estado mínimo nem máximo, mas necessário. Um Estado não meramente “indutor” do desenvolvimento, mas que emana da própria sociedade e responde às necessidades de planejamento com visão estratégica para dar respostas às questões do século XXI.



Montserrat Martins, Colunista do Portal EcoDebate, é médico psiquiatra, bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e ex-presidente do IGS – Instituto Gaúcho da Sustentabilidade.

in EcoDebate, 17/10/2016
"Sustentabilidade, um novo paradigma, artigo de Montserrat Martins," in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 17/10/2016, https://www.ecodebate.com.br/2016/10/17/sustentabilidade-um-novo-paradigma-artigo-de-montserrat-martins/.

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Fenômenos naturais e negligência humana



, artigo de Roberto Naime




Inundação em Santa Catarina, outubro/2014. Foto: Defesa Civil de Santa Catarina/Divulgação
Inundação em Santa Catarina, outubro/2014. Foto: Defesa Civil de Santa Catarina/Divulgação

[EcoDebate] Se distinguem situações de risco decorrentes de fenômenos com forte intensidade com efeitos vorazes e catastróficos, mas com duração passageira, como terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, furacões, dos danos cotidianos resultantes de fenômenos naturais, enquanto ações crônicas, com incidência mais perversa em habitats e populações vulneráveis, com tormentas sucedidas de inundações urbanas ou deslizamentos.




Estes são fatos mais comuns no Brasil. Em qualquer dos casos, a verdade é que as populações mais afetadas são as mais pobres.


A noção básica que orienta a análise é de que os “desastres” não são naturais, mas decorrentes da ação humana, considerando as relações entre a produção do espaço, a forma como as sociedades ocupam e usam o território e a sujeição a riscos de fenômenos naturais.



Eventos naturais somente se convertem em desastres quando seres humanos vivem nas áreas onde ocorrem. A presença de fatores ambientais faz parte da vida urbana, porém os danos ambientais resultam da ação humana.



Os impactos dos fenômenos naturais na sociedade tornam-se problemáticos pelo modo de ocupação do solo, pela qualidade construtiva e pela presença ou ausência de infraestrutura adequada.
Outra noção é a de “vulnerabilidade urbana”, envolvendo riscos com implicações sociais, econômicas, tecnológicas, culturais, ambientais e políticas, diretamente vinculados a estruturas sociais.



Fatores de ordem social e institucional se combinam e levam a que determinados riscos produzam efeitos nocivos sobre as populações.



A expansão urbana mundial ocorre em cidades localizadas em áreas potencialmente perigosas em relação a fenômenos naturais, e cada cidade adota medidas preventivas próprias que podem resguardar de riscos a população.



A pobreza e a combinação de pobreza com urbanização e meio ambiente afeta a qualidade da vida urbana, expondo a população a situações de risco decorrentes de processos naturais ou humanos.
Mais graves que as catástrofes repentinas são as consequências cotidianas da combinação urbanização e pobreza, sob esse modelo inadequado e insustentável de apropriação e uso do espaço e dos recursos naturais.



Males que resultam da falta de saneamento e abastecimento de água potável, da poluição do ar e da água, da alta densidade da ocupação urbana sem controle, e da baixa qualidade das moradias e do habitat matam mais que muitas catástrofes.



Assim, a condição mais perversa de degradação ambiental advém do modelo de desenvolvimento econômico e da opção energética, do consumo desenfreado das classes abastadas e do crescimento geométrico do transporte individual, influenciando aceleradamente no efeito estufa e aquecimento global, cujas consequências climáticas, mesmo que afetem toda a humanidade, incidem mais tragicamente sobre as populações vulneráveis.



Se conclui que forças naturais raramente resultam em efemérides humanas significativos, salvo se as sociedades oferecem condições que tornem possíveis os desastres e suas consequências.
Ocorrências imprevistas se intensificam em cidades construídas em locais geologicamente ou ambientalmente instáveis, sem provisão de infraestrutura adequada e com construções estruturalmente frágeis, atingindo diretamente populações vulnerabilizadas.



Para enfrentar tais problemas, devem ser intensificadas análises que articulem os aspectos físicos e humanos na avaliação de riscos de fenômenos naturais, na identificação de populações vulneráveis e no desenvolvimento de procedimentos que eliminem os efeitos dos desastres.



Devem compreender e considerar os elementos da vida cotidiana e as lógicas que interagem na dinâmica de apropriação do solo e provisão pública de serviços e infraestrutura.



Mais importante, devem assegurar a participação da comunidade, pois ocorrem existir as informações fundamentais à tomada de decisões e à adoção de medidas de socorro, e contar como o fortalecimento do papel do Estado na condução do processo.



Porém, mais que pesquisas acadêmicas ou práticas gerenciais, há que ser repensado o modelo de desenvolvimento, colocando como prioridade o enfrentamento e a busca definitiva de solução para a miséria urbana. Acidentes não são meramente ocorrências naturais ou ambientais. São antes de tudo antropológicos.

Referência:
http://www.observatoriodasmetropoles.net/index.php?option=com_content&view=article&id=81:moura1&catid=34:artigos&Itemid=124&lang=pt

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Sugestão de leitura: Celebração da vida [EBook Kindle], por Roberto Naime, na Amazon.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A importancia das formigas e dos cupins para a estabilidade do solo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Mudanças no uso da terra afetam a biodiversidade e o solo, afirma estudo

Pesquisa realizada no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, acaba de mensurar o impacto da transformação de áreas de floresta em pastagens e de pastagens em canaviais sobre a biodiversidade do solo.




A conclusão é que esse impacto é devastador sobre a macrofauna original do solo: 90% dela – formada por cupins, formigas, minhocas, besouros, aranhas e escorpiões – desapareceu por completo.



A pesquisa foi realizada por André Luiz Custodio Franco, durante o seu doutorado e estágio de pesquisa no exterior realizados com bolsas da FAPESP, com orientação do professor Carlos Clemente Cerri.



Os resultados do trabalho foram publicados no periódico Science of the Total Environment .
“Nossa intenção foi verificar como a mudança no uso da terra interfere na emissão de gases e no armazenamento de carbono no solo e, em consequência, na composição da matéria orgânica, ” diz Franco.



Invertebrados, microrganismos e fungos desenvolvem um grande papel na reciclagem do solo, graças à sua ação na decomposição da matéria orgânica. Eles compõem a microfauna do solo. Formigas e cupins – que integram a macrofauna do solo – são os principais agentes estabilizadores, evitando a erosão graças à construção de seus ninhos.



Para verificar o que acontece com a biodiversidade com a mudança no uso da terra, os pesquisadores retiraram blocos de solo na forma de cubos com 30 centímetros de profundidade. Essas amostras foram coletadas em três canaviais localizados em Jataí, Goiás, Ipaussu e Valparaíso, São Paulo. Nessas áreas uma parte do pasto foi convertida em cana. A equipe também coletou blocos de áreas nativa, de mata, para demonstrar a biodiversidade do solo em um sistema estável, antes do desmatamento para pastagem.



“Quando a mata nativa é convertida em pasto, todos os predadores de topo do solo, como as aranhas e os escorpiões, desaparecem”, diz Franco. “Na ausência de predadores, as populações de cupins e minhocas explodem. A quantidade de cupins no solo aumenta nove vezes. Já a de minhocas cresce 14 vezes.”



Por outro lado, quando o pasto é convertido em canavial, as populações de cupim e minhocas também são eliminadas, em decorrência da correção química do solo.



O solo nativo é ligeiramente ácido e os invertebrados e microrganismos estão adaptados para viver num ambiente de leve acidez. Como a cana precisa de um solo mais alcalino, a agroindústria introduz quantidades maciças de calcário – além de fertilizantes, herbicidas e pesticidas. “Isto torna o solo tóxico, especialmente para as minhocas”, diz Franco.



O resultado da correção química do solo e, posteriormente, da adubação química é a eliminação quase completa de toda a sua biodiversidade. Os poucos animais e microrganismos que poderiam se adaptar a um solo levemente alcalino são eliminados pelos agrotóxicos.



“Cerca de 90% da macrofauna do solo desapareceu. Em termos de grupos animais, perdeu-se 40%”, diz Franco. Ou seja, o solo dos canaviais é um solo extirpado de biodiversidade – e, em consequência, instável.



Cupins e formigas são os “engenheiros do solo”, observa Franco. Eles são importantes para manter sua estabilidade. Onde há mais animais a estabilidade do solo é maior. Decorre daí que menos animais significa menor estabilidade e, por conseguinte, maior risco de erosão.






Outra questão a ser contabilizada é a perda de carbono do solo. A ação de cupins e formigas faz com que partículas de carbono sejam encapsuladas em microagregados de argila ou areia e permaneçam protegidas da decomposição por microrganismos. Já as minhocas estabilizam as partículas de carbono que passam pelo seu trato digestivo e que ficam igualmente encapsuladas, fora do alcance dos microrganismos.



A perda da macrofauna coloca em risco a estabilidade do solo e a sua capacidade de armazenar carbono, além de contribuir para a liberação de carbono na atmosfera.



O artigo de André L.C. Franco, Marie L.C. Bartz, Maurício R. Cherubin, Dilmar Baretta, Carlos E.P. Cerri, Brigitte J. Feigl, Diana H. Wall, Christian A. Davies Carlos C. Cerri, Loss of soil (macro)fauna due to the expansion of Brazilian sugarcane acreage, publicado em  Science of the Total Environment , pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0048969716308117.


Fonte: Fapesp

Arquiteto colombiano constrói casas com plástico e borracha reciclados


segunda-feira, 17 de outubro de 2016


Resíduos plásticos e borracha são derretidos e transformados em blocos semelhantes a peças de lego gigantes.

 
 
 
 
Oscar Mendez é um arquiteto e empresário colombiano que desenvolveu um novo tipo de construção capaz de resolver dois problemas de uma só vez: o lixo e a falta de moradia. A tecnologia desenvolvida por ele transforma plásticos e borracha em blocos para construção.
 
 
 
 
O material alternativo é feito da seguinte forma. Resíduos plásticos e borracha são derretidos e transformados em blocos semelhantes a peças de lego gigantes. O produto ainda recebe aditivos que o tornam resistentes ao fogo e, por ser feito com borracha, também é resistente a terremotos.
 
 
 
 
O diferencial da ideia de Mendez não está apenas na matéria-prima usada na construção, mas, principalmente na técnica aplicada, que facilita a construção, tornando-a rápida e acessível a qualquer pessoa, sem que seja necessário ter habilidades específicas.
 
 
 
 
De acordo com o empresário, esse material é ideal para construir moradias de baixo custo em pouquíssimo tempo. Para se ter ideia, uma casa para uma família pode ser construída em apenas cinco dias, por quatro pessoas sem experiência alguma na área da construção. Um abrigo para 14 famílias, precisa de apenas 15 pessoas para ser construído em dez dias.
 
 
 
 
A própria empresa se encarrega de ir até as comunidades para ensinar o método de construção aos moradores locais, garantindo autonomia e ajudando a elevar a autoestima e empoderando essas pessoas. A companhia também trabalha direto com as cooperativas de reciclagem, ajudando a gerar renda e capacitando-os para tornar o processo de separação dos materiais e a própria fabricação dos blocos mais eficientes.
 
 
 
 
Em termos financeiros, Mendez explica que uma construção feita com essa tecnologia custa, em média, 30% menos do que as tradicionais usadas em zonas rurais. Por isso, o objetivo principal é usar o método para levar moradias a comunidades carentes, fundações e organizações-não-governamentais.
 
 
 
 
Fonte: Ciclo Vivo

Gás gerado a partir do lixo vira energia no Rio Grande do Sul

segunda-feira, 17 de outubro de 2016


Usina com capacidade para abastecer uma cidade de até 80 mil habitantes recebeu investimento de R$ 30 milhões

 
 
 
 
Na semana do ambiente, o Rio Grande do Sul ganha um projeto que alia redução da emissão de gases causadores de efeito estufa e geração de energia em momento de crise elétrica no país. A primeira térmica a partir de gás gerado em aterro sanitário no Estado terá obras simbolicamente entregues em cerimônia, nesta terça-feira, em Minas do Leão, a 90 quilômetros da Capital.
 
 
 
 
Construída com investimento de R$ 30 milhões, a Biotérmica Energia terá capacidade para produzir até 15 megawatts (MW), suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 80 mil habitantes. O combustível que moverá a usina é o metano existente no biogás captado no aterro do município, que recebe diariamente 3,5 mil toneladas de lixo urbano de Porto Alegre e outras 130 cidades.
 
 
 
 
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O aterro é controlado pela Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), cujo capital pertence 70% ao grupo Solví e 30% à mineradora Copelmi. As duas empresas, na mesma proporção, também são donas da Biotérmica Energia. Em breve, outros municípios do Estado poderão ter iniciativas com o mesmo conceito.
 
 
 
 
– Já temos duas licenças prévias da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para Santa Maria e São Leopoldo e futuramente também em Pelotas e Giruá – diz o diretor-presidente da CRVR, Mauro Renan Pereira Costa, lembrando que as usinas nos dois municípios serão menores, de 1,5 MW, e podem operar em 2016.
 
 
 
 
O projeto de Minas do Leão se diferencia em outro aspecto. O aterro foi um dos primeiros no país a obter créditos de carbono com a queima do metano no sistema de chama conhecido como flare (tocha que fica constantemente acesa nas chaminés de petrolíferas), liberando CO2 – 23 vezes menos poluente que o metano. Segundo Costa, agora passou a ser a primeira térmica no mundo a também ganhar créditos de carbono originalmente com a queima de metano em flare.
 
 
 
 
Apesar de as obras estarem prontas, a usina ainda precisa passar por um teste de emissões da Fepam para receber a licença de operação e, depois, a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para dar a partida na geração comercial, o que deve ocorrer em 15 dias, prevê Costa. Inicialmente, a produção será de 8,5 MW, sendo que 6,5 MW foram comercializados em leilão. O restante será vendido no mercado livre.
 
 
 
 
O projeto
 
 
 
 
Capacidade total: 15 MW, suficiente para abastecer uma de cidade de cerca de 80 mil habitantes
 
 
 
Investimento: R$ 30 milhões
 
 
 
Benefício: cerca de 170 mil toneladas de CO2 a menos lançadas no ambiente
3,5 mil toneladas é a quantidade de lixo urbano já recebido diariamente no aterro de Minas do Leão.
Fonte: Zero Hora

A onda do Necroturismo

segunda-feira, 17 de outubro de 2016


Você já imaginou juntar dinheiro, tirar férias e sair por aí visitando cemitérios? Pode parecer bizarro, mas esse é o destino turístico de alguns mortais.



Os motivos podem ser os mais variados, seja pela arquitetura, por ter pessoas famosas, ou por um aspecto histórico particular. A verdade é que há cemitérios para todos os gostos, e que atraem milhares de viajantes durante o ano. Esse foi o tema de uma matéria da revista Forbes que fez uma lista dos cemitérios mais famosos do mundo.


Confira alguns deles:


Hollywood Forever – Hollywood, EUA



O Cemitério Hollywood Forever fica na Santa Monica Boulevard, em Hollywood,
distrito de Los Angeles, na Califórnia e foi fundado em 1899, como Hollywood Memorial Park.
À beira da falência, a empresa Tyler Cassity o adquiriu, em 1998, renomeando-o como “Hollywood Forever”, hoje, recuperado. No local estão enterradas celebridades da indústria de entretenimento.


Père Lachaise – Paris, França




É o cemitério mais famoso da França. Nos seus 500 mil m2 estão túmulos famosos, como os de Oscar Wilde, Edith Piaf, Honoré de Balzac, Marcel Proust, Alice B. Toklas, Richard Wright, e, claro, Jim Morrison. A importância do cemitério de Paris se deve ao fato de que ele se tornou um  marco, desde o século 19, para a construção dos cemitérios modernos.




Cemitério Old Jewish – Praga, República Tcheca



Trata-se de um cemitério judeu muito antigo, datado no século 15. Com aproximadamente 12 mil sepulturas e sem espaço para enterrar seus mortos, os judeus se viram obrigados a sobrepor lápides umas às outras. Com os anos, acumularam-se doze camadas. Entre elas está a de nada menos que Kafka.



No Brasil



O Cemitério da Consolação, o mais antigo dos 22 em funcionamento na cidade de São Paulo, é o mais famoso. Foi inaugurado em 1858 e é morada eterna de muitas fi guras célebres da história do País. Ter um lugar neste cemitério virou símbolo de prestígio. Por isso, hoje o passeio é considerado referência não apenas por necrófilos, mas também por amantes das artes -escultura e a chamada arte tumular.



Neste, estão enterradas celebridades como, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Mário de Andrade. Os presidentes Campos Sales e Washington Luís e a ex-primeira-dama Ruth Cardoso, o escritor Monteiro Lobato, entre outros. Destaque especial para o mausoléu da família Matarazzo, considerado o maior da América Latina: do subsolo ao topo são 25 metros, com uma área de 150 metros quadrados.



Fonte: Gazeta News

Entenda como as árvores ajudam a combater as ilhas de calor nas cidades



segunda-feira, 17 de outubro de 2016


As ilhas de calor acontecem devido à falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição extrema.




Ilha de calor é um termo usado para se referir ao aumento da temperatura em áreas urbanas. Em geral, isso acontece devido à falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição extrema. A forma mais eficaz de combater este efeito é com o plantio de árvores.


A primeira maneira de uma árvore contribuir para o combate às ilhas de calor é o fato de fornecerem sombras. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, uma área sombreada pode ser até sete graus mais fresca do que áreas expostas ao sol.


Amenizando o calor, ameniza-se também a quantidade de energia gasta para a refrigeração de ambientes, o que, consequentemente, também diminui a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.


As árvores ainda realizam naturalmente um processo de evapotranspiração, que é a transpiração das plantas. Isso acontece de maneira muito semelhante aos humanos. Durante este processo, as árvores liberam vapor de água na atmosfera, ajudando a refrescar naturalmente o ambiente.


O terceiro ponto, e de extrema importância, é a influência das plantas na manutenção do ar. As árvores têm poder para limpar os poluentes atmosféricos. Elas conseguem absorver óxido e dióxido de nitrogênio, dióxido sulfúrico e outros poluentes que costumam elevar a temperatura local. Enquanto isso, ela aspira oxigênio, gás totalmente necessário para a nossa própria existência.


Outro benefício oferecido pelas árvores é a purificação da água. Ao envolver o solo, as plantas funcionam como um filtro natural e retentor de águas. Quanto mais árvores presentes nas cidades, melhor é o escoamento de água durante as tempestades e mais limpo o recurso será.


Ter uma ou mais árvores perto de casa é um jeito simples de obter muitos benefícios pessoais e ambientais.

Fonte: Ciclo Vivo

Um hotel MUITO divertido!

https://www.youtube.com/watch?v=g_zFVNzzEgI



 Resultado de imagem para hotel com girafas

Ricardo Soavinski será o novo presidente do ICMBio


Por Fabio Pellegrini
Homenagem Rômulo Mello. Foto: Chico Ribeiro/GovMS.
Homenagem Rômulo Mello. Foto: Chico Ribeiro/GovMS.


O secretário de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ricardo Soavinski, vai acumular a presidência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Apesar de ainda não ter ocorrido a publicação no Diário Oficial da União (DOU), a notícia foi adiantada no fim de semana pelo próprio ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, em viagem ao Mato Grosso do Sul.


Durante a visita, membros do Ministério do Meio Ambiente estiveram no Refúgio Ecológico Caiman, onde aconteceu uma homenagem ao presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, falecido no último dia 10.


A cerimônia foi realizada pelo Projeto Onçafari, que desenvolve pesquisas de conservação da onça-pintada aliada ao ecoturismo. Durante a visita ao local, o ministro esteve acompanhado do idealizador do projeto, Mário Haberfeld, do secretário de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Ricardo Soavinski, e do secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, José Pedro Costa.


Rômulo Mello foi um dos entusiastas da iniciativa e sempre destacou o papel do projeto ao estimular o envolvimento de todos os setores da sociedade para trazer resultados para a conservação da biodiversidade na região.


Segundo Sarney Filho, foi possível testemunhar, na convivência com Rômulo, a sabedoria, a inteligência e a paixão que dedicou às questões socioambientais, na luta cotidiana pelo meio ambiente. “Sua amizade e seu trabalho, firme e generoso, farão imensa falta na nossa gestão”, enfatizou o ministro.


O refúgio é o primeiro empreendimento de ecoturismo do Pantanal de MS, fundado em 1987. A visita ocorreu a convite do Instituto SOS Pantanal que realizou, em parceria com o Governo do estado de Mato Grosso do Sul, o Encontro: “Futuro do Turismo e Iniciativas à Sustentabilidade do Pantanal”.


Ao longo de quatro dias, o ministro e sua comitiva se reuniram com integrantes de instituições não-governamentais para conhecerem in loco as belezas naturais, as boas práticas desenvolvidas e as ameaças que o Pantanal vem sofrendo com o avanço da fronteira agrícola de forma intensiva nos últimos 40 anos.


Biografia
Paranaense de Maringá, Ricardo Soavinski é oceanógrafo e analista ambiental do ICMBio. Sua atuação sempre foi voltada à pesquisa e conservação da natureza. Coordenou programas e projetos no IBAMA, MMA e ICMBio, em cooperação com diversos organismos internacionais.


Entre os cargos que ocupou ao longo da carreira, destacam-se o de diretor de Ecossistemas do Ibama, assessor especial do Ministério do Meio Ambiente e diretor de Unidades de Conservação do ICMBio. Soavinski foi secretário do Meio Ambiente do Paraná de janeiro de 2015 até em maio deste ano, quando assumiu a Secretaria de Recursos Hídricos do MMA.

Caça na Amazônia: o tamanho da matança ao longo do século XX

Por Vandré Fonseca
Peles de jaguar, lontra gigante, lontra neotropical e jaguatirica em um curtume de Manaus na década de 1950. Crédito: Biblioteca Virtual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Peles de jaguar, lontra gigante, lontra neotropical e jaguatirica em um curtume de Manaus na
década de 1950. Crédito: Biblioteca Virtual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Manaus, AM -- Um golpe de sorte colocou na frente da curiosidade do biólogo André Antunes manifestos de carga de barcos da JG Araújo, outrora uma grande exportadora de produtos amazônicos. Em mais de cem anos anotados em livros, estavam relações de peles e couros de animais que chegavam a Manaus do interior da Amazônia para serem exportados. Um negócio lucrativo -- se consideradas apenas as 11 espécies mais vendidas, gerou meio bilhão de dólares, em valores de 2015, entre as décadas de 1930 e 1960, quando a caça ainda era permitida.


O levantamento sobre este comércio, e do impacto dessa matança, está em um artigo publicado esta semana na revista Science Advances, por Antunes e pelos colegas Rachel Fewster, Eduardo Venticinque, Carlos Peres, Taal Levi, Fábio Rohe e Glenn Shepard. Para concluir a pesquisa, além das anotações, tornadas disponíveis pela família do comendador Joaquim Gonçalves Araújo, o biólogo ouviu muitas histórias de caça de populações do interior da região amazônica.


“É impressionante como a memória do comércio de peles é viva nas pessoas da Amazônia até hoje, a época da ‘fantasia’, como eles chamam”, conta André Antunes. A caça era uma atividade rentável, praticada por gente especializada, embora as comunidades também pudessem tirar proveito. “Ninguém matava onça para comer, mas se tivesse a oportunidade aproveitava. A pele de onça para a exportação custava cerca de 500 dólares”, conta.


O estudo estima que 23,3 milhões de animais, de vinte espécies de répteis e mamíferos, tenham sido abatidos no Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia entre 1904 e 1969. E este dado ainda é considerado conservador pelos pesquisadores responsáveis pela publicação, já que não entra na conta animais que tenham morrido em decorrência de ferimentos, ou peles que não tenham sido aproveitadas ou contrabandeadas.
Stand com peles de animais caçados na Amazônia na Feira de Exposição de Bruxelas, em 1911.Crédito: Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, Manaus.
Stand com peles de animais caçados na Amazônia na Feira de Exposição de Bruxelas, em 1911.Crédito: Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, Manaus.



Até 1912, o comércio era pequeno e focado no veado-vermelho. Logo após o declínio da borracha, se diversificou e atingiu um pico nas décadas de 1930 e 1940 e depois nos anos 1960, impulsionado pelo consumo de aumento dos preços nos Estados Unidos e Europa. Entre as peles e couros mais populares, estão onça-pintada, jaguatirica, gato-maracajá, ariranha, lontra, queixada, caititu, veado-vermelho, capivara, peixe-boi, anta, cutia, jacaré-açu, jacaré-tinga, iguana, sucuri, jiboia, jacuraru e jacuruxi.


Com os dados, foi possível avaliar também a capacidade de recuperação da fauna amazônica. A conclusão é que animais aquáticos entraram em colapso em poucas décadas, enquanto a exploração da maioria das espécies terrestres se manteve constante ao longo do anos. As ariranhas, que tem uma taxa de reprodução muito baixa, já haviam quase desaparecido de algumas regiões, como o entorno de Manaus, na década de 1930. Atualmente, está havendo um ressurgimento da espécie em algumas regiões.


Para André Antunes, a razão do colapso dos animais aquáticos está no acesso dos caçadores às áreas de refúgio. “Era mais fácil ir no remo pelo rio do que andar na mata em terra firme”, diz o biólogo. Isso indica, segundo ele, que hoje existe um grande risco também para animais terrestres.


“Se o principal fator de resiliência à caça são os refúgios, a inacessibilidade, quando você desmata e abre estradas, você tem perda de habitat e acesso às áreas de refúgio. Imaginamos que a resiliência na Amazônia vai decaindo”, alerta André Antunes, que atualmente é pesquisador da Wildlife Conservation Society (WCS).

Saiba Mais
Artigo original: Empty forest or empty rivers? A century of commercial hunting in Amazonia (em tradução livre, Florestas vazias ou rios vazios? Um século de caça comercial na Amazônia)

domingo, 16 de outubro de 2016

Cristal que emenda pedaços e cicatriza depois de quebrado


Cristal emenda pedaços e cicatriza depois de quebrado
O cristal cola novamente depois de quebrado - é possível ver a "cicatriz" na parte central do cristal. [Imagem: Patrick Commins/NYU Abu Dhabi]
Cristal
Pesquisadores sintetizaram um pequeno cristal amarelo que, quando quebrado, volta a colar, bastando colocar seus pedaços juntos novamente, sem adição de qualquer produto.



Já foram desenvolvidos vários materiais que se regeneram ou se autoconsertam, mas todos são polímeros ou géis, ou seja, materiais moles - esta é a primeira vez que o autoconserto ocorre em um material cristalino, duro e seco.


E a similaridade com a cicatrização dos materiais biológicos vai além: o cristal cria uma "cicatriz" depois de voltar a se unir.



Autoconserto
Vendo as características que permitem a recolagem dos materiais moles, Patrick Commins e seus colegas da Universidade de Nova Iorque se perguntaram o que aconteceria se eles sintetizassem um material duro que apresentasse a mesma estrutura atômica responsável pela cicatrização dos materiais moles.



Eles chegaram a um composto orgânico à base de enxofre - batizado de dissulfeto de di-pirazol-tiuram - que forma pequenos cristais. Isto porque é a relação entre os átomos de enxofre que dá a propriedade de autoconserto aos polímeros moles - os átomos de enxofre "fluem" em direção uns aos outros, refazendo a conexão que conserta o material.



E, confirmando que os átomos de enxofre são de fato responsáveis pela autocicatrização, a coisa funcionou no cristal. 



"O que acontece quando nós quebramos o cristal é que todos esses [átomos de] enxofre se movimentam, e quando nós pressionamos os pedaços eles reformam suas ligações e o cristal se conserta," contou Commins.



Cristal emenda pedaços e cicatriza depois de quebrado
Os átomos de enxofre "fluem" para a borda quando dois pedaços do cristal se juntam, refazendo a conexão e juntando as duas partes quebradas. [Imagem: Patrick Commins/NYU]
 
 
Cristais com cicatrização
O autoconserto é suficiente para que o cristal torne-se uma única peça novamente, restando apenas uma "marca de cicatrização" onde ele havia sido quebrado.



As propriedades mecânicas, contudo, não se restauram por completo: basta uma força de 6,7% da força necessária para quebrar originalmente o cristal para que ele se quebre novamente depois do autoconserto.



"Isto é de fato uma pequena revolução, porque mostra um conceito que até agora não era considerado possível. É a primeira vez que observamos que estruturas rígidas como cristais podem se autoconsertar. Ninguém esperava por isso. É certamente uma mudança no nosso entendimento dos cristais," disse o professor Pance Naumov.



Bibliografia:

Self-Healing Molecular Crystals
Patrick Commins, Hideyuki Hara, Pance Naumov
Angewandte Chemie International Edition
DOI: 10.1002/anie.201606003

Como a Inteligência Artificial afetará vida urbana em 2030


Como a Inteligência Artificial afetará a vida urbana em 2030
O objetivo do grupo é garantir que os benefícios da inteligência artificial sejam amplamente compartilhados pela sociedade. [Imagem: Stock/Askold Romanov/Mlenny/Tricia Seibold]
Desafios profundos
Um painel composto por pensadores da academia e da indústria fez um exercício de futurologia, focando no ano de 2030 para tentar prever como os avanços da inteligência artificial (AI) poderão afetar a vida de uma cidade em áreas como transporte, saúde e educação.


O objetivo é estimular a discussão sobre como garantir o desenvolvimento seguro, justo e benéfico destas tecnologias que estão emergindo rapidamente.


Este é o primeiro resultado publicado pelo grupo AI100 (Estudo de Cem anos sobre a Inteligência Artificial), um projeto criado pela Universidade de Stanford, nos EUA, para dar suporte à sociedade e fornecer orientações sobre o desenvolvimento ético dos softwares, sensores e máquinas inteligentes.


"Acreditamos que aplicações especializadas de inteligência artificial se tornarão mais comuns e mais úteis até 2030, melhorando nossa economia e nossa qualidade de vida. Mas essa tecnologia também criará desafios profundos, afetando o emprego, a renda e outras questões que devemos começar a discutir agora para garantir que os benefícios da inteligência artificial sejam amplamente compartilhados," disse o professor Peter Stone, um dos 17 membros do painel.
Inteligência Artificial e vida urbana
O relatório investiga oito domínios da atividade humana nos quais as tecnologias de inteligência artificial estão começando a afetar a vida urbana de formas que vão se tornar cada vez mais generalizadas e mais profundas em 2030.


Transporte: carros e caminhões autônomos e, possivelmente, veículos aéreos de entrega, poderão alterar a forma como nós nos deslocamos, trabalhamos e fazemos compras, criando novos padrões de vida e lazer nas cidades.


Robôs domésticos e de serviços: Assim como os aspiradores de pó robóticos já presentes em muitas casas, os robôs especializados irão limpar e fornecer segurança em áreas públicas e privadas, estimam os pesquisadores.


Cuidados com a saúde: Dispositivos para monitorar a saúde pessoal e cirurgias robóticas deverão se tornar comuns se a inteligência artificial for desenvolvida de forma que ganhar a confiança dos médicos, enfermeiros, pacientes e agências reguladoras.


Educação: sistemas educacionais interativos já ajudam alunos a aprender línguas, matemática e outras habilidades. Mas é possível ir além se tecnologias como plataformas de processamento de linguagem natural se desenvolverem para inaugurar a "instrução aumentada", uma versão educativa da realidade aumentada.
Como a Inteligência Artificial afetará a vida urbana em 2030

Como viveremos daqui a 100 anos e quais são as tecnologias que prometem facilitar nossa vida são assunto cada vez mais alvo de estudos sistemáticos. [Imagem: Samsung SmartThings]
Entretenimento: A convergência de ferramentas de criação de conteúdo, redes sociais e inteligência artificial vai levar a novas maneiras de coletar, organizar e disponibilizar informações e interações de forma envolvente, personalizada e interativa.


Comunidades de baixa renda: Investimentos em modelos preditivos para evitar a poluição ou melhorar a distribuição de alimentos poderão trazer benefícios para a parcela mais carente da população.


Segurança pública: Câmeras, drones e programas para analisar padrões criminais deverão usar a inteligência artificial de forma a reduzir o viés humano (preconceito) e aumentar a segurança sem perda de liberdade ou dignidade.


Emprego: O trabalho deverá começar já para ajudar as pessoas a se adaptar enquanto a economia passa por mudanças rápidas, como muitos postos de trabalho sendo perdidos e novos sendo criados.


"Até agora, a maioria do que se sabe sobre inteligência artificial vem dos livros de ficção científica e dos filmes. Este estudo fornece uma base realista para discutir como as tecnologias de inteligência artificial poderão afetar a sociedade," concluiu Stone.


O relatório completo, em inglês, pode ser baixado gratuitamente no endereço https://ai100.stanford.edu/2016-report.
Bibliografia:

Artificial Intelligence and Life in 2030
Peter Stone, Rodney Brooks, Erik Brynjolfsson, Ryan Calo, Oren Etzioni, Greg Hager, Julia Hirschberg, Shivaram Kalyanakrishnan, Ece Kamar, Sarit Kraus, Kevin Leyton-Brown, David Parkes, William Press, AnnaLee Saxenian, Julie Shah, Milind Tambe, Astro Teller
https://ai100.stanford.edu/2016-report

Vidro que deixa passar a luz e retém o calor


Vidro deixa passar a luz e retém o calor
O vidro revestido com o novo material é praticamente transparente, mas não deixa o calor passar. [Imagem: A*STAR]


Blindagem contra infravermelho
Ajustando a composição química de nanopartículas dos elementos estanho e antimônio, pesquisadores de Cingapura fabricaram um revestimento ideal para recobrir as janelas de vidro de casas e edifícios de países tropicais, como o Brasil.


O revestimento, que é flexível e pode ser aplicado a qualquer material transparente, bloqueia 90% do calor do Sol - luz infravermelha - e deixa passar praticamente toda a luz visível.
Assim, é possível economizar tanto com ar-condicionado, quanto com iluminação.


"Nosso revestimento contra infravermelho, com nanopartículas de 10 nanômetros de óxido de estanho dopadas com antimônio, bloqueia mais de 90% da radiação do infravermelho próximo, enquanto deixa passar mais de 80% da luz visível," confirma o professor Hui Huang, do Instituto A*Star.



"Em particular, o desempenho da blindagem contra infravermelho dos nossos pequenos nanocristais de estanho dopado com antimônio é duas vezes o apresentado pelas versões comerciais [baseadas no mesmo material]", completou.


Solvotermal
A equipe produziu as nanopartículas usando uma técnica de síntese conhecida como método solvotermal, no qual os materiais precursores são aquecidos sob pressão em um autoclave - uma espécie de panela de pressão -, o que permite o controle preciso do tamanho das nanopartículas geradas.



Huang anunciou que já está negociando o licenciamento da tecnologia para uma empresa fabricante de vidros de Cingapura.


Bibliografia:

Solvothermal synthesis of Sb:SnO2 nanoparticles and IR shielding coating for smart window
Hui Huang, Minghong Ng, Yongling Wu, Lingbing Kong
Materials & Design
Vol.: 88, Pages 384-389
DOI: 10.1016/j.matdes.2015.09.013

Fazenda futurística produz tomates no deserto e dispensa totalmente o uso de agrotóxicos e de combustíveis fósseis

Meio ambiente


Fazenda de alta tecnologia
A fazenda futurística dispensa totalmente o uso de agrotóxicos e de combustíveis fósseis. [Imagem: Sundrop Farm/Divulgação]
Agricultura de alta tecnologia

Enquanto o Brasil desce pela ladeira da desindustrialização e opta por uma alegada "vocação agrícola" nos moldes tradicionais, outros países demonstram que a tecnologia pode ajudá-los a não se tornar tão dependentes dos produtos primários importados - que nós contamos em exportar.


A Austrália, por exemplo, está literalmente cultivando tomates no deserto.


Em vez de desmatamentos e práticas extensivas, a fazenda australiana transformou uma área de deserto em um espaço com aspecto futurista, onde energia solar e dessalinização da água do mar fornecem os principais insumos necessários para uma agricultura de alta tecnologia.


Sem poluição, usando fontes renováveis e energia limpa, a fazenda deverá produzir 17.000 toneladas de tomate neste ano.



Como plantar no deserto



A água do mar é bombeada por dois quilômetros até a área de 20 hectares da fazenda - na verdade, um conjunto de estufas. Uma usina de dessalinização alimentada por energia solar remove o sal da água, deixando-a perfeita para irrigação.


Não há necessidade de pesticidas, já que a água do mar limpa e esteriliza o ar, e as plantas crescem em cascas de coco, e não em solo, evitando outros riscos de contaminação.



A eletricidade necessária é gerada por uma usina termossolar, onde 23.000 espelhos refletem a luz do Sol até o topo de uma torre de 115 metros de altura, onde o calor produz vapor suficiente para gerar até 39 megawatts de eletricidade.


A empresa responsável pelo projeto, a Sundrop Farm, já tem planos para instalar outra fazendo high-tech na Austrália, além de uma em Portugal e outra nos EUA.

Projeto Gênesis: Como semear vida em outros planetas



Espaço

Projeto Gênesis na prática: Como semear vida em outros planetas
A ideia é usar nanonaves ou micronaves, dentro das quais haveria biochips - verdadeiros microlaboratórios genéticos - capazes de lançar os microrganismos no planeta desabitado.[Imagem: Ben Bishop]
Terraformação
Será que a vida pode ser levada para corpos celestes fora do nosso Sistema Solar, ao menos para aqueles cujas características não os definam como decididamente inabitáveis ou permanentemente habitáveis?


Esta ideia, conhecida como terraformação, já foi extensamente explorada na ficção científica, como no Projeto Gênesis, da série Jornada nas Estrelas.


O professor Cláudio Gros, da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, decidiu-se a estudar se já não teríamos a tecnologia necessária para, na vida real, dar um primeiro passo para começar a espalhar a vida pela galáxia.


Semear a vida
A ideia de Gros é fundamentalmente estabelecer os princípios para semear a vida em corpos celestes que apresentem condições adequadas para abrigá-la, mas não para desenvolvê-la autonomamente. Para isso, ele baseia sua análise na variedade de condições dos exoplanetas, que vêm sendo descobertos às centenas, com as mais diferentes condições climáticas.


"É certo que vamos descobrir um grande número de exoplanetas que são habitáveis de forma intermitente, mas não permanentemente. A vida seria de fato possível nesses planetas, mas não teria o tempo para crescer e se desenvolver de forma independente", justifica o pesquisador.


Assim, ele investigou se seria possível plantar a vida nesses planetas com habitabilidade transitória, condição esta que pode ser devida a modificações como mudanças na zona habitável por variações na estrela, instabilidades orbitais ou processos no próprio planeta, como tectônica de placas ou alterações atmosféricas.



Teste da teoria de Darwin
De acordo com Gros, de um ponto de vista técnico, a missão Gênesis já poderia ser realizada dentro de algumas décadas, com o auxílio de micronaves espaciais interestelares não-tripuladas, que poderiam ser tanto aceleradas como desaceleradas de forma passiva.

Projeto Gênesis na prática: Como semear vida em outros planetas
Uma empresa privada está tentando conseguir fundos para uma primeira missão interestelar, de um tipo que poderia ser aproveitada para o projeto Gênesis idealizado por Gros. [Imagem: StarShot Initiative/Divulgação]
Ao chegar ao destino, um laboratório genético automatizado a bordo da sonda sintetizaria uma variedade de organismos unicelulares com o objetivo de estabelecer uma ecosfera de microrganismos no planeta-alvo. A partir daí, eles poderiam se desenvolver de forma autônoma e, eventualmente, gerar formas de vida mais complexas.



"Desta forma, poderíamos saltar aproximadamente quatro bilhões de anos que teriam sido necessários na Terra para chegar à fase pré-cambriana de desenvolvimento, a partir da qual o mundo animal se desenvolveu, desde cerca de 500 milhões de anos atrás," explica Gros.




 

Seria o teste definitivo da teoria da evolução natural das espécies, ainda que vá levar muito tempo para ver os resultados - a partir de algumas dezenas de milhões de anos.



Agradecer ao Universo pela vida
Além do tempo envolvido, o projeto esbarra em algumas dificuldades fundamentais, como os acordos internacionais que tentam evitar a contaminação dos locais explorados no espaço com algum tipo de vida terrestre - um primórdio da Diretriz Primeira da Federação.




 


Recentemente, o robô Curiosity foi desviado de sua rota em Marte porque passaria por locais com uma possibilidade - ainda que remota - de ter água. E, apesar de todos os esforços de descontaminação, ninguém garante que nossos robôs e sondas espaciais saiam da Terra totalmente assépticos.



Quanto a uma falta de possíveis benefícios para as pessoas na Terra, que, em última instância, deverão pagar pela missão, Gros acredita que o Projeto Gênesis seria uma forma de agradecer ao Universo: "Ele permitiria que déssemos algo de volta à vida."

Ele também discute se a evolução independente criaria incompatibilidades biológicas que impediriam uma futura colonização do planeta terraformado: "No momento, no entanto, isso parece ser altamente improvável", concluiu.



Bibliografia:

Developing Ecospheres on Transiently Habitable Planets: The Genesis Project
Claudius Gros
Astrophysics and Space Science
DOI: 10.1007/s10509-016-2911-0
http://arxiv.org/abs/1608.06087