segunda-feira, 25 de maio de 2015

Vamos nos unir CONTRA o barulho, a bagunça que não nos deixa dormir de noite!! Mensagem destinada àqueles que não conseguem dormir de noite por causa do barulho das casas de festas, bares, boates, etc....



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Senhores(as)

No momento  em que  a Assembleia Legislativa do  DF se prepara para modificar a Lei  do Silêncio, tomando por base apenas  interesses econômicos e ignorando os comprovados registros de danos a saúde levantados por diversas instituições, entre elas, pela OMS, convidamos  todos que apoiam  essa ideia a se manifestarem na audiência Pública do  dia 16 de junho na Assembleia Legislativa.
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Cordialmente

Mery-Lucy Souza



Senhores parlamentares,

É com espanto que a comunidade da Asa Norte, em Brasília, tomou  conhecimento da intenção  dessa casa legislativa em alterar os  níveis de sons e ruídos de bares e similares, situados em áreas próximas de residências, retrocedendo assim na história  de conquistas da população, que durante  anos, buscou na legislação as garantias de boa convivência  com  esse segmento  da economia.


A lei  do  silêncio duramente  conquistada , embasada em  estudos técnicos e científicos de instituições  como  a OMS que comprovam que  os sons, ruídos barulhos acima dos suportáveis causam sérios danos à saúde, é  importante instrumento de controle social e como todas as demais leis, tem o papel social de  impor limites onde a consciência individual se ausenta.


Lamentavelmente, hoje, o  respeito e o altruísmo estão se afunilando, o individualismo é levantado como  bandeira ,o convívio ético é desaprendido.A Lei do silêncio existe para guiar o  respeito, que por natureza, todo  ser humano deveria trazer na interação social, sem  força impositiva.


No caso  específico  dos  bares, que sob o aspecto  legal, infringem  as leis do  Silêncio, e o  artigo  42 das contravenções Penais, que trata do  direito ao   sossego público,levantam  bandeiras isoladas, da geração de emprego, da diversidade cultural que todos nos respeitamos;mas onde fica o  direito daqueles que residem na região, trabalham  o dia todo e precisam  do sagrado repouso noturno? 



E os idosos que já trazem consigo os problemas naturais acumulados ao longo da vida?As crianças, os jovens, estudantes.O direito  de todos que estando  dentro  de suas residências poderem optar que tipo de musica querem ouvir,assistirem  um  filme,ou simplesmente curtir o silêncio para suas reflexões naquele momento.



A defesa da diversidade cultural deveria levar em  conta a qualidade de vida pensada no planejamento da construção de Brasília, onde as quadras comerciais seriam voltadas para um comércio de apoio às quadras residenciais e  não  para sua tortura.
Defendemos a cultura em suas características humanas, como elemento social, impossível de se desenvolver individualmente e por isso mesmo, também  ela precisa ser regulada.Uma boa musica não precisa estourar os tímpanos de ninguém,pessoas que buscam  cultura, devem  demonstrar educação em qualquer espaço externo,pessoas que buscam agregar cultura devem  respeitar a vizinhança.



Em  diversos países,onde a cultura é bem mais valorizada que no Brasil, onde existem espaços como os que estão  sendo  defendidos pelos sindicatos de bares e restaurantes de Brasília,as leis, como instrumentos sociais, são  rigorosas, ao ponto  de multar inclusive os clientes desses estabelecimentos como coniventes ao  crime de poluição sonora e perturbação do  sossego público.Por lá,os bares funcionam, mas com o respeito e a convivências harmoniosa com a comunidade.

Só para registrar.


Se reclamam que pessoas perdem o  emprego com  fechamento  de bares,é verdade, mas também as milhares de pessoas submetidas ao barulho constante também perdem, saúde,qualidade de vida e qualidade produtiva em seus trabalhos.


Imaginem  uma quadra ,onde existem  diversos bares,que funcionam em pequenas salas, que não comportam a programação propostas, por isso  ocupam  espaços públicos e, todos eles produzindo o  mesmo  nível  de poluição.!  


Dia e noite- pois quando um  fecha ,o outro  está abrindo . Sem  falar nos espaços públicos informalmente denominados de praças,e usados como  espaços para a realização de todo tipo de atividade equivocadamente identificadas como "culturais". 


Quando  falamos em produção de  poluição, não  nos referimos somente à musica, mas toda a dinâmica que esse  trabalho exige(pessoas-não profissionais) cantando, tocando instrumentos, falando  alto, puxando  cadeiras e mesas, gritando, buzinando.Felicidade e alegria não precisam necessariamente dos exageros para serem  demonstradas.O processo  da boa educação deve  anteceder ao de transmissão cultural 


Com  toda a honestidade,os senhores acham que isso  não  enlouquece???
Especialistas atestam como verdadeiros nossos sintomas  sobre os feitos negativos da poluição sonora na saúde dos seres humanos que são:


Insônia (dificuldade de dormir),Estresse, Depressão,Perda de audição, Agressividade, Perda de atenção e concentração, Perda de memória,Dores de Cabeça, Aumento da pressão arterial, Cansaço, Gastrite e úlcera,Queda de rendimento escolar e no trabalho,Surdez (em casos de exposição à níveis altíssimos de ruído)


Foi " considerando que os problemas de poluição sonora agravam-se ao longo do tempo, nas áreas urbanas, e que som em excesso é uma séria ameaça a saúde, ao bem-estar público e a qualidade de vida;que o homem cada vez mais vem sendo submetido a condições sonoras agressivas no seu Meio Ambiente, e que este tem o direito garantido de conforto ambiental;que o crescimento demográfico descontrolado, ocorrido nos centros urbanos acarretam uma concentração de diversos tipos de fontes de poluição sonora e que é fundamental o estabelecimento de normas, métodos e ações para controlar o ruído excessivo que possa interferir na saúde e bem-estar da população"   que o  Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA, - Instituiu em caráter nacional o programa Nacional - Educação e Controle da Poluição Sonora - "SILÊNCIO"


Ao  longo  do  tempo, outros estudos  comprovam a realidade e a  ampliação do problema-"É perceptível o aumento do incômodo devido ao ruído e o prejuízo que isto tem causado ao homem no seu ambiente laboral e/ou ambiental (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2000; ZANNIN et al. 2002; ZANNIN et al., 2003). A velocidade de manifestação do dano depende, além do nível das emissões sonoras, de fatores como: 

1) o tempo de exposição, 

2) as condições gerais de saúde, 

3) a idade, etc. Todos estes fatores, combinados, determinam a influência efetiva do ruído sobre o indivíduo, e manifestar-se-ão por exemplo, através:


 1) do aumento da pressão arterial, 

2) da aceleração da respiração, 


3) do aumento da pressão no cérebro e 4) do aumento das secreções de adrenalina (BUNDESANSTALT FÜR ARBEITSSCHUTZ UND ARBEITSMEDIZIN, 1996). 


Ruídos da ordem de 60 dB(A), nível sonoro gerado por uma conversação normal, provocam estas reações inconscientes governadas pelo sistema nervoso vegetativo e são independentes do fato de o ruído estar sendo considerado incômodo ou não (BUNDESANSTALT FÜR ARBEITSSCHUTZ UND ARBEITSMEDIZIN, 1996).


Por esses e muitos outros argumentos, esperamos que os  senhores parlamentares empenhados no apoio à demanda dos músicos e dos bares e restaurantes, busquem outras soluções,que não o  simples aumento dos índices de poluição sonora; quem  sabe espaços adequados, onde as atividades artísticas possam  ser exercidas sem  contudo ferir o  sagrado  direito da  comunidade de viver  com saúde e em paz.


Cordialmente,


Mery-Lucy Souza

Presidente da Associação dos Amigos das Florestas.

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