sábado, 18 de janeiro de 2014

Ser complacente com as violações à lei cometidas pelos pobres não contribui para resolver nenhum problema, mas, sim, para agravá-lo.

O povo não respeita e os governos não aplicam
Marc Dourojeanni - 15/01/14

É óbvio que o título fala de grande parte da legislação. Em especial da ambiental que de todas é a menos respeitada. As evidências nos impactam brutalmente a cada ano, principalmente na primavera e no começo do verão, quando as chuvas chegam, na forma de estatísticas de mortes, feridos e perdas de bens, que exigem mais gastos públicos e, pior, com a visão da desgraça alheia acompanhada da própria impotência para ajudar efetivamente. 

Todo ano os técnicos e os comentaristas repetem que há a necessidade de se tomar medidas definitivas. Todo ano os governantes prometem. Contudo, todos sabem que nada será feito, pois, no resto do ano, observa-se no dia a dia, como a legislação que poderia limitar ou evitar esses desastres ambientais não é cumprida e exatamente pelos que têm obrigação de fazê-la cumprir. Também não é respeitada pelos cidadãos que meses mais tarde serão as primeiras vítimas.

Desobediência à lei


As leis são regras de convivência social. Parte delas são as regras que evitam que ações humanas sobre a natureza prejudiquem direta ou indiretamente outros membros da sociedade ou a sociedade como um todo. 

 Essa é a característica essencial da legislação sobre meio ambiente e recursos naturais. 

Mas, de que serve discutir por anos leis, regulamentos e planos diretores que, por exemplo, proíbem eliminar floresta atlântica, matas ciliares ou ocupar leitos de rios ou pântanos, encostas, topos de morro, manguezais, restingas e dunas se, há décadas, isso ocorre todo dia, em todo o país, ante a vista muito grossa das autoridades? 

E isso acontece nas mesmas proporções nos estados e municípios pobres do norte e nordeste e também nos que são ricos e desenvolvidos no sul e sudeste. A florescente Florianópolis, por exemplo, tolera e pratica todo o mencionado e muito mais, como no caso da falta de tratamento dos esgotos. As florestas das encostas e os manguezais, assim como as restingas, são diminuídos ano após ano por invasões particulares e até por obras públicas. Isso acontece à vista e paciência de todo mundo, tudo normal, tudo "numa boa". 

As eventuais queixas de parte do público são rapidamente controladas mediante mais promessas e planos diretores cada vez mais permissivos.

Por isso, todos os anos, com as chuvas da primavera, chegam imagens de mães desesperadas que choram a morte de seus filhos ou a perda dos seus bens. Elas sempre culpam o governo por não evitar o dano, reclamando por infraestruturas mirabolantes, quase impossíveis técnica e economicamente, para evitar os alagamentos dos leitos de rios e pântanos que ocuparam ou os deslizamentos de terra em encostas de morros que invadiram. 

Milhares de toneladas de lixo jogadas pelos próprios afetados nos rios e drenagens multiplicam o impacto das chuvas. Em qualquer momento, os vizinhos de ferrovias e rodovias sofrem acidentes fatais. Eles também culpam o governo por não retirar as vias públicas do meio das suas casas. No entanto, esquecem que invadiram essas mesmas áreas públicas que por lei são reservadas como direito de via e que nunca, jamais, deveriam ter sido ocupadas. Todo ano se produzem horrendos incêndios em favelas incrustadas nas cidades, causados por curtos circuitos a partir de "gatos" e instalações elétricas precárias. 

É muito triste. Mas, também é fato inconteste que esses assentamentos e essas moradias, tanto como o roubo de energia e água, são atos ilegais.

É bastante óbvio que se a legislação fosse respeitada grande parte desses desastres não teria acontecido. A legislação é infringida principalmente pelas próprias vítimas. Mas, com frequência, sua aplicação é omitida propositalmente pelas autoridades responsáveis para não enfrentar conflitos ou para ganhar e preservar votos. 

Isso fica ainda mais evidente com a impressionante tolerância oficial, quase uma legitimação formal dos delitos cometidos pelos bem organizados e politicamente apoiados "sem terra" e "sem teto", entre outros. Não fazer "justiça" com as próprias mãos, não invadir ou destruir propriedade alheia, não matar e não roubar são princípios constitucionais básicos, elementares, sistematicamente esquecidos pela maior parte das autoridades que, em geral, terminam desapropriando os bens cobiçados, ou seja, premiando os que infringiram a lei e prejudicando as vítimas, negando a estas até o direito à legitima defesa dentro das suas propriedades. 

Essas modalidades de violação massiva da legislação fundamental, e porque não dizer sobre os direitos naturais básicos, são plenamente aceitas e até favorecidas por alguns partidos políticos, organizações não governamentais e por parte das autoridades dos governos de todo nível, sem gerar as denúncias nem os procedimentos policiais e judiciais apurátorios que deveriam.

Por que a legislação não é aplicada pelas autoridades?

É provável que a principal causa da falta de aplicação da lei seja a pobreza. Esta não é levada em conta na sua colossal dimensão ao se fazer leis. É óbvio que nenhum cidadão gosta nem merece morar em favelas no fio da ferrovia, num lixão ou pendurado numa encosta. Essas pessoas se instalam lá porque não têm opção. O fato de não ter opção não é desculpa ante a lei, mas é desculpa para as autoridades e a sociedade em geral. 

 Dito de outra forma: a legislação, cujo principio básico é ser igualmente aplicada a todos os cidadãos, nos casos citados é aplicada discriminatoriamente em favor dos pobres, aos que se toleram as violações. O termo "informal" tem sido muito usado para dissimular o que realmente é, simplesmente, ilegal ou fora da lei. 

E, na mesma linha, os comportamentos derivados da pobreza -- que é uma expressão da injustiça -- são auxiliados por doutrinas políticas que acreditam que ela se resolve com violência, com força, mas, cuidando sempre do disfarce democrático.

A pobreza cria outro obstáculo para cumprir a lei: o seu volume. São tantos os pobres no país que o volume do passivo ambiental que resulta das suas violações à lei é gigantesco, tão grande que nenhum governo tem a capacidade de resolver o problema.

Pior é se levar em conta o crescimento da população e a migração do campo para a cidade. Pode-se, eventualmente, começar a aplicar a lei agora, deixando o passivo para depois. Mas, o volume das violações a lei atuais é igualmente tão significante que nem os governos bem intencionados conseguem controlá-las. O costume de violar a lei impunemente faz que qualquer esforço do estilo "chega já!" seja condenado ao fracasso. Primeiro porque não existe capacidade institucional para evitá-lo, segundo porque a comiseração pública, essa de "mas, o que esses coitados vão fazer?", desmoraliza qualquer governo.

De outra parte, é quase impossível atender problemas atuais sem resolver antes o passivo. Neste ponto, entram outras razões que explicam a falta de cumprimento das leis, dentre elas é fundamental o fato evidente de que o orçamento de um período governamental não pode cobrir décadas de descaso. E, como os planos de governo, os planos diretores e tantos outros são apenas para "inglês ver", ou seja, que o governo seguinte não se sente responsável pelo seu cumprimento, tudo termina em nada.

A pobreza se soma ao comportamento da imensa maioria dos governantes que, como dito, preferem evitar problemas e confrontos inerentes à imposição da lei e, pior ainda, tampouco preveem alternativas para essa população que, de outra parte, tem o direito de migrar em procura de melhores condições de vida. Ou seja, a autoridade tem uma responsabilidade central no problema da ocupação ilegal de terras e na construção informal de moradias que logo criarão novos riscos para seus ocupantes.

 O famoso "deixar fazer, deixar passar" domina a gestão pública, empurrando os problemas para os sucessores. A isso se somam, obviamente, as autoridades corruptas e os políticos aproveitadores que ganham muito com essas invasões. Então, se a atuação ilegal dos migrantes pobres é óbvia, ela é dobrada pela ilegalidade do comportamento das autoridades, que é muito pior, pois neste caso nem pode ser justificada pela pobreza.

E as violações da lei que comentem os ricos?

Ignorar a lei não é exclusividade dos pobres. A classe média e especialmente os ricos também fazem isso e muito. Mas, as suas violações da legislação ambiental têm características diferentes das que caracterizam aquelas dos pobres e, por isso, suas consequências ambientais também são diferentes e geram outras reações das autoridades.

Enquanto as violações à lei dos pobres se concentram especialmente nas zonas suburbanas e urbanas, grande parte das violações à lei pelos ricos ocorre no meio rural. 

Por exemplo, a maior parte dos proprietários agropecuários médios e grandes viola sistematicamente a legislação ambiental e florestal. O fazem de mil e uma formas, aproveitando do menor descuido da autoridade ou da sua falta de capacidade de monitoramento e controle. O mesmo fazem os industriais, os urbanizadores, os mineradores e os que geram energia elétrica e, por certo, também os madeireiros, pescadores e todos os que exploram recursos naturais. 

Os danos ambientais destes atores sociais podem ser muito sérios e provavelmente são mais sérios, quando somados, do que aqueles que ocasionam os pobres. Basta mencionar que eles são os principais responsáveis do desmatamento irrestrito de grande parte da Amazônia e do Cerrado, do uso de agrotóxicos e sementes transgênicas proibidas, o que fazem escudados na necessidade de aumentar a produtividade e a competitividade ou de criar emprego. E esses "desbravadores" que, diga-se de passagem, nem eram todos ricos quando começaram, são respeitados e até admirados pela população. 

Ou seja, esse comportamento em geral se insere naquele que a sociedade tende a considerar como "perdoável" porque na teoria -- e sob alguns parâmetros também na prática -- contribui ao desenvolvimento. Os gaúchos que tomaram posse do Cerrado e da Amazônia sem deixar árvores nem para amostra ilustram bem o caso.

É interessante anotar uma diferença importante entre as violações da lei cometidas por ricos, acima comentadas, e as antes descritas dos pobres. Raramente um ato ilegal dos ricos ocasiona prejuízos a eles mesmos, pelo menos no curto prazo. Quando ricos desmataram o Cerrado sem respeitar os limites legais eles ocasionaram grande prejuízo à nação – perda de biodiversidade, impactos nos aquíferos, emissão de carbono – mas eles ficaram mais ricos. Se ricos invadem encostas, constroem suas casas de modo que não caem. 

Quando os pobres invadem uma mata ciliar ou uma encosta são eles mesmos os primeiros prejudicados.

De outra parte os ricos usam truques que não estão ao alcance dos pobres. Eles têm dinheiro para corromper as autoridades e para financiar os legisladores que tornam legal o que estorva seus propósitos. Mas, verdade seja dita, também existem legisladores que apoiam os pobres e as suas causas populares a fazer exatamente o mesmo, como no caso dos que favorecem a construção da Estrada do Colono dentro do Parque Nacional Iguaçu e, assim mesmo, os que atuaram contra o Código Florestal favorecendo os grandes proprietários, apesar de alguns deles serem lideranças do comunismo nacional. 

Mas, as violações cometidas pelos que não são pobres, se detectadas, são tratadas conforme a lei, implicando em denúncias, processos e sanções que pelo menos na teoria não são ignoradas. Assim, o fazendeiro que destrói a mata ciliar e a reserva legal provavelmente enfrentará problemas sérios. Pelo contrário, os invasores de morros e áreas alagáveis não têm nada a temer da justiça. O troco é que eles têm muito a temer da natureza.

O curioso comportamento da opinião pública

No caso dos desastres "naturais", como visto, a sociedade tem uma acentuada tendência a culpar ou responsabilizar unicamente os governos, esquecendo a parte que toca as vítimas. A imprensa, em especial a televisiva, tem parte da responsabilidade por essa interpretação parcial dos fatos, quando fala mais alto sobre a comiseração pelas vítimas do que as causas reais do problema. Raramente essas notícias são colocadas em seu contexto, fazendo esquecer as causas ou as suas consequências para a sociedade. E até que ponto o governo do momento é culpável pelo comportamento historicamente à margem da lei da imensa maioria dos cidadãos?


A sociedade, muitas vezes orientada pela imprensa, faz ainda pior quando traduz a responsabilidade dos fatos nas próprias vítimas ou, pelo menos, desculpa os que são culpáveis. 

Quando os vizinhos de um bairro se incomodam com a invasão de "moradores de rua", que, em geral, são alcoólatras e viciados em outras drogas pesadas, e protestam pacificamente pelos riscos que esses invasores criam para as suas vidas e propriedades, eles são acusados de intolerantes e antissociáveis. 

Quando um grupo de cidadãos que protesta contra os maus-tratos aos animais invade uma instalação científica, cumpridora de todos os requisitos legais existentes, destruindo-a e roubando os animais e, pior, destruindo anos de trabalho científico, eles não são presos nem castigados, mas, pelo contrário, ganham notoriedade nacional e mais apoio para a sua causa e métodos ilegais.

Existem muitos outros exemplos dessa curiosa tradução de responsabilidades. O caso clássico é o das mulheres estupradas que são vistas quase como coautoras do crime sofrido, pois se lhes atribui provocação sexual ou comportamento de risco. Os homossexuais também são mortos pela "própria culpa". 

E, quando um cidadão qualquer resiste ou aparenta resistir a um assalto ele é culpado de imprudência. E o bandido é desculpado, pois ele tem o direito a se defender quando ameaçado. Nada é mais irritante que escutar até os chefes de policia justificar mortes e feridos pela reação -- em geral inexistente -- das vitimas e saber que nenhum policial estava no local para evitar o assalto... E que o caso nunca será resolvido.

E quando novas regras estimulam a ilegalidade

Florianópolis acaba de aprovar uma nova tabela do imposto à propriedade imóvel (IPTU). Aumentou enormemente o seu valor para as moradias dos bairros residenciais e o deixou num máximo de 20 Reais por ano para 57 mil residências em bairros mais populares ou em residências assim qualificadas, que representam quase um terço de todas as casas da cidade. 

Mas, o fato é que as residências que vão ter direito ao novo "IPTU social" são, na sua imensa maioria, precisamente as que se construíram ilegalmente, pelo menos "informalmente", sobre terras protegidas por lei e que, ademais, transgrediram todas as normas de construção civil bem como as normas diretoras e legislações orgânicas. Na mesma cidade, o funcionamento de clubes de praia que invadiram restingas e areias acaba de ser ratificado, apesar dos protestos dos vizinhos e do ministério público.

 E, como em tantas outras cidades, se perdoa quase tudo (divida, juros e multas) aos que durante anos não pagaram os seus impostos prediais (IPTU). Dito de outro modo, o próprio governo incentiva a violação da lei.
No nível nacional, são inúmeros os casos como os mencionados, em que novos dispositivos legais violam, em geral de modo indireto, princípios legais e estimulam novos desastres ambientais ou comportamentos que atentam até contra princípios fundamentais de sedimentação da sociedade. 

 É bem conhecido o caso dos assassinos e estupradores que, se por ventura condenados podem receber uma significante "bolsa-bandido" para manter seus filhos. Mas, os filhos das vítimas não recebem nada, nem sequer as desculpas do governo incompetente para protegê-los. É verdade que os filhos dos bandidos não têm culpa e têm direito a viver. Mas, o senso comum diz que a família das vítimas deveria receber uma compensação pelo menos equivalente. O beneficio mencionado para os presidiários é um estímulo a mais para delinquir, como se já não bastasse o já incomensurável estímulo representado pela impunidade certeira.


Outros casos igualmente conhecidos, referentes a temas ambientais, são os dos governos que violam seu próprio zoneamento ecológico-econômico, ou que facilitam a invasão das suas Unidades de Conservação; e os bancos públicos que financiam o desmatamento através da promoção da pecuária em locais inapropriados, etc.

Que fazer?

O primeiro passo é reconhecer, na legislação, a existência da pobreza e não continuar fazendo leis que, devido a essa realidade, não podem ser postas em prática ou que são aplicadas a uns e não aos outros. 

Dois caminhos existem para isso: (i) não fazer as bem conhecidas legislações ideais, dessas que se conhecem como as "mais adiantadas do mundo", embora sejam completamente inaplicáveis à realidade nacional em grande medida devido à pobreza e, claro, tampouco aprovar leis de elevado custo de aplicação sem providenciar, na mesma lei, os meios para executá-la e; (ii) se a sociedade decide que deve resolver a pobreza permitindo aos cidadãos pobres o que não é tolerado para os demais, então, isso deve virar lei e não continuar à margem da lei.

As famosas "bolsas para tudo" e as quotas raciais e sociais são uma antecipação da segunda opção, ou seja, são privilégios diferenciados para um setor da sociedade. Não estorvam tanto, pois são lei. Muitos outros privilégios já existem e muitos mais podem ser outorgados. Mas, deveriam ter prazo fixo. O que não é possível é que a mesma lei, vizinho a vizinho, lado a lado, seja aplicada para um e desconsiderada para o outro apenas porque um deles alega ser pobre, o que muitas vezes nem é verdade. 

De outra parte, ao se reconhecer privilégios para os mais pobres não se deve esquecer que os riscos ambientais afetam muito mais aos próprios pobres. Por isso é que a legislação ambiental não pode nem deve discriminar em favor dos pobres. Não importa se o desmatamento é feito por ricos ou por pobres, suas consequências são as mesmas. Mas, os pobres sofrerão mais que os ricos. Então, pelo próprio bem dos pobres, eles devem acatar leis ambientais do mesmo modo que todos.

Na verdade, a solução para os problemas aqui discutidos não passa principalmente pela legislação. 

Ela depende essencialmente de uma verdadeira decisão politica de ampla base que reconheça que enquanto existir tanta pobreza o país estará em guerra. Em guerra contra a pobreza. A lei deve continuar sendo, na teoria e na prática, igual para todos, pobres ou ricos, mas, as ações dos governos através do tempo, ou seja, de um Estado que mereça maiúscula, devem se centrar em minimizar a pobreza sem mudar princípios constitucionais universais.


Os investimentos públicos devem ser focados a ajudar os pobres a se ajudarem, essencialmente através da educação "de qualidade", como virou moda falar, embora, tal como usado agora, esse seja um conceito oco. O maior homogeneizador social existente é mesmo a educação. De todas as "bolsas" que atualmente existem a única realmente importante é a "bolsa família", se é que realmente serve para esse fim. 

Entretanto, bolsa família sem boas escolas nem professores adequados serve de quase nada. Na verdade a educação nacional precisa de uma verdadeira revolução que abarque desde os jardins da infância até o pós-doutorado. Não obstante os governos insistem em investir cada vez mais em saúde, especialmente na medicina curativa, apesar de que o seu elevado custo seja em grande medida consequência da má qualidade da educação em geral e da medicina preventiva. 

É um círculo vicioso que só a educação pode romper. O mesmo pode se dizer dos custos a cada dia mais elevados da segurança.

Deixar fazer não resolve nada

Por último, ser complacente com as violações à lei cometidas pelos pobres não contribui para resolver nenhum problema, mas, sim, a agravá-lo. Somente coibindo enérgica, rápida e eficientemente as invasões de áreas de proteção ambiental será possível criar as condições políticas para financiar o monumental déficit de moradias decentes ou de transporte público eficiente. E só assim progressivamente se evitarão os desastres "ambientais" observados de forma recorrente, todos os anos. 

A disciplina social não está contra os pobres ou a favor dos ricos. É boa para todos. É tempo de quebrar a inércia, ou seja, o costume de empurrar os problemas com a barriga permitindo a erosão da estrutura legal do país. Nenhuma sociedade sobrevive à aplicação desigual das regras escritas para todos.
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"Deixem as crianças em paz" , diz Putin a gays.

Mundo




Putin pede que homossexuais “deixem crianças em paz” na Rússia

Respondendo a uma pergunta de um voluntário da Olimpíada durante uma visita a Sochi, Putin prometeu que os homossexuais não serão discriminados na Rússia

 
Estadão Conteúdo
Atualizado em 17/01/2014 21:04:50



O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira que os homossexuais devem se sentir bem-vindos nos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, marcados para o período entre 7 e 23 de fevereiro, mas pediu para que eles “deixem as crianças em paz”.

Polêmicas relacionadas a homossexuais aparecem às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi

Respondendo a uma pergunta de um voluntário da Olimpíada durante uma visita a Sochi, Putin prometeu que os homossexuais não serão discriminados na Rússia e podem ficar “tranquilos”. Mas ele ressaltou que, devido à lei que proíbe a “propaganda homossexual” para as crianças, eles não podem expressar seus pontos de vista sobre questões relacionadas aos seus direitos para pessoas menores de idades.

Com sua declaração, Putin deu a entender que coloca a homossexualidade e a pedofilia no mesmo grupo. “Temos uma proibição de sexo não tradicional. Temos uma proibição de propaganda da homossexualidade e pedofilia, quero enfatizar isso, sobre a propaganda para menores”, disse. Putin e outros políticos têm defendido a lei aprovada em junho como uma medida para proteger as crianças, mas os críticos acreditam que é uma forma de discriminação contra as minorias por causa de sua preferência sexual. A lei, inclusive, menciona apenas especificamente o termo “propaganda sexo não tradicional”.

O presidente da Rússia insistiu que a medida não é discriminatória. “Não estamos proibindo nada, não estamos parando ninguém, não temos punição para essas relações, ao contrário de muitos outros países”, disse. “Podem ficar relaxados e calmos, mas, por favor, deixem as crianças em paz”.

Depois de muitos anos, o brasileiro voltou a conviver com inflação pesada.

Espaço possível - ANDRÉ GUSTAVO STUMPF

CORREIO BRAZILIENSE - 18/01

A luta do cidadão contra o Estado é constante, diária e impossível de ser conciliada. No pequeno espaço da minha autonomia, que começa nas restrições da gramática e termina no patrulhamento político, há algum espaço para o movimento. Quem vive em Brasília sabe que o serviço de fornecimento de energia é pavoroso. Não há luz quando chove, quando ameaça chover ou quando há a possibilidade de caírem algumas gotas. A energia desaparece nos momentos essenciais. E volta aos poucos e aos pedaços. Uma fase, outra fase e mais outra.

Os equipamentos elétricos se consomem. Queima tudo. Perdi recentemente uma geladeira. Não acredito que a empresa vá me dar outra, embora a responsabilidade seja toda dela. Enfim, fui comprar uma nova. E não são sou muito versado no quesito compras. Meu filho me advertiu que era melhor ver na internet. Vi. Depois fui à loja física como se deve dizer hoje. Estive lá, conversei com o vendedor e descobri que a venda em 10 parcelas iguais sem juros está saindo de moda. A inflação conspira para acabar com essa modalidade de comércio. Agora o financiamento sem juros, digamos usual, é o de seis meses. A modalidade de 18 meses já vem com pesada conta de juros.

Creio que essa seja a novidade mais importante dos últimos dias. Depois de muitos anos, o brasileiro voltou a conviver com inflação pesada. Além de Argentina e Venezuela, que possuem problemas específicos, o Brasil experimenta elevação de preço que resulta das próprias soluções para a economia. A produção caiu, o crescimento do Produto Interno Bruto é pífio, as reservas diminuíram e os deficits explodem por todos os lados. Pesa no bolso do consumidor quando ele descobre que as liquidações pós-Natal são mentirosas, que as taxas de juros estão na estratosfera e que cada vez há mais mês no final do salário. Alguém precisa informar a verdade à presidente.

A inflação brasileira não está em 6% ao ano. Ela gira em torno de 7% ou 8%, segundo informa Cristiano Romero em interessante artigo. As tarifas administradas pelo governo foram simplesmente congeladas, com elevação de apenas 1,5%, enquanto para todo o resto o Banco Central aplica a fórmula conhecida: libera a elevação da Selic. Chegou agora a 10,5%. Saiu do patamar de sete e pouco. E subiu rápido. Ainda assim, a carestia se mostra resistente e ameaça o conjunto da economia. O fato é que, sem entrar na discussão econômica, a inflação chegou ao bolso do brasileiro. E nele vai se instalar até a eleição de novembro.

Nenhum político vai discutir com técnicos sobre a curva da inflação nacional. Candidatos e homens de partidos antecipam tendências. Os bons enxergam além da linha do horizonte. O PMDB tem cinco ministérios. Quer mais um. A presidente Dilma Rousseff anunciou discretamente para seu vice, Michel Temer, que não há espaço para colocar mais gente do partido no governo. Afinal, ela precisa acomodar as outras siglas de sua enorme aliança para formar longo tempo de televisão. As lideranças do PMDB não gostaram e ameaçam deixar o governo federal. Difícil de acreditar.

Thales Ramalho, secretário-geral do antigo e saudoso MDB, dizia que existiam flores do recesso. Eram assuntos menores que ganhavam relevância em função de inexistência de assuntos mais importantes. É o caso do rolezinho, que está despertando a atenção dos jornais e dos noticiários de televisão. Até o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, resolveu falar sobre o assunto. A crise do PMDB com o governo federal não é episódica. Ela existe, é latente, e os líderes olham para o futuro com muita cautela. Não há verdades definitivas neste início de 2014.

Mas os números da economia já acenderam luzes amarelas na campanha de reeleição da presidente. Político muda de ideia e de partido com a facilidade de quem troca de camisa. E ainda se justifica. É cedo para que tamanha controvérsia aconteça. Mas é sinal de que a presidente Dilma Rousseff vai precisar de muito engenho e arte para montar a chapa e conseguir colocar a seu redor todos os interessados. Motivos para insatisfação há. E a inflação contínua a perturbar o eleitor. Tudo isso sugere alternativas. É o que todos estão explorando neste momento. Cada um deles procura o atalho para chegar ao grande prêmio da Presidência da República.


A irresponsabilidade do Governo e o caos aereo.

sábado, janeiro 18, 2014

Medidas não evitam caos aéreo na Copa - EDITORIAL CORREIO BRAZILIENSE

CORREIO BRAZILIENSE - 18/01
A ampliação temporária da malha aérea anunciada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) dificilmente se traduzirá em conforto para os passageiros. São 1.973 voos extras durante a realização da Copa. Se necessário, há a possibilidade de alterar destinos. O número, comparável a gota d"água no oceano, representa 1% do total de voos em operação atualmente. Considerada a precariedade da infraestrutura aeroportuária, corre-se o risco de estrangulamento maior do que o observado hoje.
Com razão, teme-se o caos. O transporte aéreo tem sofrido processo de acelerado esgotamento da capacidade de responder à procura. Graças à ascensão das classes C e D, pessoas que não sonhavam andar de avião trocaram o ônibus pela aeronave. A demanda não teve a natural contrapartida. O quadro piora quando se sabe que simples falha em um aeroporto pode se desdobrar em efeito cascata.

Como bebê que cresce sem mudar o tamanho das roupas, a estrutura se tornou insuficiente para atender adultos e crianças que se locomovem por este imenso país. As áreas internas e externas ficaram pequenas. Estacionamentos, pistas, pontes de embarque e desembarque, esteiras, assentos, balcões, banheiros, lanchonetes não correspondem à procura. Atrasos, cancelamento de voos, longas filas, extravio de bagagem, falta de pessoal qualificado aliam-se às elevadas tarifas para tornar a viagem a antessala do inferno. Pior: as perspectivas de melhora são remotas a curto e a médio prazo.

Bem tarde o governo se deu conta de que até improvisos no setor exigem tempo e planejamento. As concessões vieram com atraso. É lamentável, embora não surpreenda. Os povos têm marcas. São características que os tornam únicos, diferentes dos tantos que povoam o planeta. Os brasileiros não fogem à regra. Tão verde-amarela quanto a caipirinha e a feijoada é a inclinação pelo adiamento. Deixa-se para depois o que pode ser feito agora. Consequência imediata da inelutável tendência à procrastinação é o descaso com o planejamento.

Sem projetos concretos, confia-se no jeitinho. Espera-se chegar ao resultado esperado por vias tortas, bem distantes das ortodoxas. Com os aeroportos, a história manteve o enredo. É fácil concluir que o problema não reside na realização da Copa no país. Vem de antes. O Campeonato Mundial de Futebol deu visibilidade à tragédia. Os possíveis 600 mil estrangeiros que virão ao Brasil não trariam preocupação se o setor estivesse atualizado com as urgências nacionais. Considerado, porém, o quadro de descalabro, há o risco concreto de agravamento do caos.


BLOG do Murilo

Nova modalidade de crime: Quadrilha da marcha a ré".

Quadrilha da marcha a ré: Prejuízo ao comércio e ao cidadão da capital

Ação de ladrões assusta motoristas. Crimes que dão certo tendem a ser copiados, diz estudioso Ludmila Rocha

ludmila.rocha@jornaldebrasilia.com.br


Logo no primeiro final de semana do ano, a auxiliar administrativa Isabela Luíza de Lima, 21 anos, passou por um susto. A  jovem teve o carro furtado em frente à casa da prima, em Ceilândia, por volta das 2h30. Ela ainda não sabia, mas era mais uma vítima da “gangue da marcha a ré”. O Jornal de Brasília mostrou ontem, com exclusividade, que o modo de agir destes criminosos é ousado: eles roubam carros para arrombar os comércios.

O veículo de Isabela, um Corsa de cor roxa, ano 1997, não tinha seguro. “Estava silencioso e eu ouvi o barulho do motor quando um dos bandidos deu a partida. Corremos para a janela e ainda avistamos o carro no final da rua”, relembra. 


A polícia chegou a ser informada de que o carro estava sendo usado para cometer um furto a uma loja de eletrônicos, mas os bandidos fugiram.

 No dia seguinte,  o delegado  da 26ª DP de Samambaia   avisou que  o veículo havia sido achado em uma outra loja da mesma rede. 

De acordo com o delegado, “os bandidos haviam utilizado o carro para dar ré em cima do portão da loja e entrar. Porém,  não conseguiram acessar o estabelecimento, e, na fuga, deixaram o carro para trás”. 

Passados quase 15 dias, só essa semana a jovem pôde recuperar o veículo, que permaneceu sob a custódia da polícia desde o dia em que foi encontrado para que fosse feita a perícia. “O para-choque foi arrancado, os faróis dianteiros quebrados e a pintura ficou completamente arranhada. Agora, finalmente, vamos arrumar”, diz Isabela.

Desmanche
Não é todo mundo que tem a sorte de recuperar o carro.  Frequentemente, os veículos, após serem utilizados em ações criminosas, são levados para outros estados; queimados para apagar possíveis vestígios ou até desmanchados.

Somente na madrugada da última quinta-feira, pelo menos dois estabelecimentos comerciais foram arrombados pela quadrilha da marcha a ré no Distrito Federal: um em Samambaia e o outro em Ceilândia. Celulares, tablets e televisores foram levados. A ação dos criminosos consiste em dar ré com os carros em cima dos portões das lojas – isso porque esta marcha permite que a força seja maior. Muitas mercadorias, portões e grades das lojas também ficaram danificados.

Investigação
 De acordo com o delegado-chefe adjunto da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), Marco Aurélio Virgilio, que cuida do caso, “as testemunhas dos crimes de quinta ainda estão sendo ouvidas. A  polícia está apurando todos os locais que foram vítima da ação dos  meliantes. Um Sandero  vermelho foi encontrado e investigamos se foi usado no crime”.

Para evitar, “pense como o ladrão”
Números da Secretaria de Segurança Pública mostram que, de 2012 para 2013, houve um acréscimo significativo nos casos de crimes contra o patrimônio. Essa modalidade abrange  roubos e furtos a transeuntes;  em veículos (objetos no interior);  a  veículos e a residências. O aumento percentual total dessas ocorrências foi de 5,21%. 
 
Em 2012, foram registrados 25.587 crimes contra o patrimônio, contra 29.065 no mesmo período do ano passado. Quase 3,5 mil a mais. O final do ano continua sendo o período em que esses delitos mais ocorrem.
 
De acordo com o especialista em segurança pública Nelson Gonçalves, “quando determinados tipos de crime aparentam estar dando certo para os bandidos, eles podem ir para outras regiões, ou, diante do ‘sucesso’ desses indivíduos e quadrilhas, passar a ser copiados. O DF infelizmente não está livre disso”.
 
Como se prevenir
Segundo Gonçalves,  que é professor de Tecnologia em Segurança e Ordem Pública da Universidade Católica,   “o furto, na maioria das vezes, é um crime de oportunidade”. E acontece porque a pessoa está facilitando a ação criminosa de alguma forma. Por esse motivo, os condutores devem evitar estacionar em locais afastados, onde há pouca vigilância e iluminação, e que deixe  vulneráveis  o veículo e os objetos que possam estar no seu interior. 
 
Deve-se evitar deixar itens de valor no carro. Se isso for realmente necessário, no entanto, é melhor que os produtos sejam colocados no porta-malas. 
 
“O bandido vai procurar a melhor chance. Cabe a nós criar mecanismos que tornem desfavorável a ação criminosa”, alerta Nelson. Outra dica do professor é instalar películas (autorizadas pelo Código Brasileiro de Trânsito) para dificultar a visibilidade do interior do veículo. “Pense como o bandido”, conclui.
 
A PM  alerta a população para que não coloque adesivos que exponham informações pessoais. Isso vale, por exemplo, para adesivos de faculdades ou escolas, times de futebol e algo que indique que o carro pertence a uma mulher.

É isso que os turistas da COPA vão ver?Baderna dos integrantes do MTST?

Sem 'rolezão', sem-teto fazem piquenique e jogam tinta em shopping



Com a antecipação do fechamento dos shoppings Campo Limpo e Jardim Sul, na zona sul de São Paulo, os sem-teto que pretendiam fazer um "rolezão" nos dois centros comerciais na tarde desta quinta-feira fizeram uma passeata e um protesto na frente dos dois locais. 

No shopping Jardim Sul, cerca de 500 pessoas caminharam até o local, onde seguranças bloqueavam todas as entradas. Os clientes que estavam no imóvel não foram obrigados a deixar o centro comercial, mas algumas lojas também fecharam e dispensaram os funcionários. 

O estoquista Alberto Santana foi um dos funcionários que deixaram o local por volta das 17h50 –mais de quatro horas do horário previsto. Ele afirmou que não houve informe sonoro, mas que os seguranças avisaram as pessoas que estavam no local que o prédio seria fechado por conta de uma manifestação. 

O shopping afirmou em nota que o fechamento foi necessário como "parte do plano de ações para garantir a integridade e segurança de seus clientes, lojistas e colaboradores".

Rolezões em São Paulo

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Marlene Bergamo/Folhapress
 
Membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto promove "rolezão" em frente ao shopping Campo Limpo, em protesto contra os estabelecimentos que impediram jovens da periferia de praticar o rolezinho
 
Durante o protesto dos sem-teto, que se aglomeraram na frente do shopping, houve um tumulto, quando pessoas tentaram furar o bloqueio dos seguranças. Houve empurrões, mas o ato foi logo contido por outros manifestantes. 

Os membros do MTST também fizeram o que eles chamaram de "x-rolezão", distribuindo lanches de mortadela para os manifestantes. Foram mil pães e 4 kg de mortadela distribuídos no local. 

"Trouxemos os lanches para ironizar o 'x-porcaria' que vende dentro do shopping. Muitas dessas pessoas que estão aqui até trabalham no shopping, nos setores de limpeza e segurança. Hoje, por ironia, são impedido de entrar. Outros seguranças, também de periferia, estão impedindo a nossa entrada", afirmou Ana Paula Ribeiro, coordenadora do MTST. 

"É um absurdo eu não poder entrar no shopping hoje. Eu sempre venho, assim como meus filhos e a gente gasta muito dinheiro. O direito de entrar no shopping é de todo mundo, não só dos 'filhinhos de papai'", afirmou a cozinheira Renilda Pereira dos Santos, 37, que estava no protesto. Ela mora na ocupação da Capadócia, na Vila Andrade (zona sul) (!!!). 

O grupo também jogou tinta azul no chão, na frente do shopping, onde fez uma ciranda. Logo após o ato, os manifestantes seguiram em passeata pela avenida Giovanni Gronchi, que estava bloqueada por volta das 19h50. 

No shopping Campo Limpo, cerca de 500 pessoas fecharam a estrada de Itapecerica, depois de se concentrarem na estação Campo Limpo. O ato foi pacífico, com policiais militares acompanhando o ato de longe. No final, porém, dois jovens atiraram duas latas de tinta preta contra a entrada do centro comercial. A tinta manchou o chão e respingou nas paredes. 

O centro comercial fechou mesmo depois de ter conseguido uma liminar (decisão provisória) na Justiça paulista proibindo o "rolezão". A segurança também foi reforçada no shopping. Muitos vigias guardaram nas entradas e foram colocados comunicados sobre a decisão da Justiça.
Em nota, o shopping afirmou que "obteve uma liminar, concedida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a fim de manter a segurança de clientes, lojistas e funcionários". 

"É um absurdo a gente ter de pagar pelos baderneiros", disse Sidney Vieria. Com a filha de colo, ele tentou deixar o shopping Campo Limpo pela saída que liga ao metrô, mas foi impedido pela segurança, que pediu que ele utilizasse outra porta. 

A liminar concedida hoje ao shopping Campo Limpo aponta que "embora [os shoppings] sejam locais abertos ao público, são empreendimentos privados (...) Não se trata de 'via pública', não se constituindo em local próprio e apropriado ao exercício do direito de liberdade de reunião e manifestação". 

O juiz Alexandre David Malfatti, da 7ª Vara Cível, determina ainda que sejam comunicados da decisão com urgência, ao comando da Polícia Militar do Estado e ao Corpo de Bombeiros e determinou pena de multa diária no valor de R$ 5.000 caso a decisão seja descumprida.

Mesmo após a decisão da Justiça, MTST afirmado em nota que manteria as mobilizações previstas para os Shoppings Jardim Sul e Campo Limpo. "Não fomos notificados de qualquer proibição judicial, apesar do que saiu na imprensa", disse a nota. 

"É lamentável, caso se confirme a informação, que o judiciário se preste ao papel de proibir o direito de ir e vir e livre manifestação previstos na Constituição Federal. As ações estão mantidas e ocorrerão, com ou sem autorização judicial", acrescenta o movimento.

PSDB diz que visita de Dilma a Minas é vergonhosa




NOTÍCIAS
23/10/2013 21h 51
Minas Gerais

  PSDB diz que visita de Dilma a Minas é vergonhosa 

 

Segundo o partido, a presidente não cumpriu com promessas feitas na campanha de 2010 e manipula números considerando obras da gestão de Lula.
A visita da presidente Dilma Rousseff (PT) a capital nesta quarta-feira causou a reação dos tucanos no estado, que a considerou como “vergonhosa”. Em nota, o PSDB de Minas afirma que Dilma não cumpriu com promessas da campanha de 2010 relacionadas ao número de creches construídas. 

Ainda segundo o partido, as declarações dadas pela presidente “ofendem a inteligência dos mineiros”. “Em 2010, a presidente Dilma prometeu construir e entregar à população 6 mil novas creches. Em evento realizado no dia 17 de agosto, no mesmo ano, em São Paulo, chegou a informar que entregaria 1.500 unidades por ano. Hoje, no fim do terceiro ano do seu governo ela entregou apenas 120 unidades. 2% do prometido”, denuncia a legenda.

A presidente participou nesta quarta-feira da inauguração de uma Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei), na Vila Clóris, Região de Venda Nova, na capital. Durante a solenidade, Dilma assinou uma pareceria entre o governo federal e a Prefeitura de Belo Horizonte para a construção de mais 44 Umeis em BH. 


A presidente também participou da formatura de 2.276 alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), no Chevrolet Hall, na região Centro-Sul da cidade.

Ainda segundo o PSDB de Minas, no relatório de setembro do Programa Aceleração do Crescimento (PAC) há a indicação de que apenas 8% de 1.503 empreendimentos contratados em 2011 estão prontos. A legenda chama de “contabilidade criativa” o governo federal considerar as parcerias com prefeituras. “Diante da ineficiência da sua administração, que torna impossível honrar mais esse compromisso assumido, a presidente relativiza a promessa feita com os brasileiros, e passa a considerar como parte das 6 mil creches, obras realizadas em parceria com prefeituras nas quais chega a ter participação minoritária”.


O partido ainda alega que na contabilidade das creches entregues, o Palácio do Planalto tem usado números da gestão do ex-presidente Lula, que antecedeu Dilma e que tem divulgado essa informação a imprensa. “Das 3.979 obras que teriam sido contratadas pelo governo Dilma, apenas 120 estão prontas, segundo última atualização de fonte oficial do próprio governo. Ao invés de se envergonhar dos atrasos das obras não realizadas, o release do governo apresenta, como novas, obras contratadas há mais de 5 anos e que não foram sequer concluídas”, afirma a nota. 


Por fim, os tucanos de Minas alegam que, de acordo com o relatório de abril do PAC, das 6 mil prometidas, nenhuma creche estava em funcionamento em Minas. “O relatório do PAC 2 de abril de 2013, último em que é possível acompanhar a posição de obras específicas, aponta que, das 6 mil creches prometidas aos brasileiros apenas 4 estavam concluídas em Minas e, dessas, nenhuma se encontrava em funcionamento”



Fonte: Uai

Aeroportos brasileiros não tem capacidade para suportar demanda da Copa.


Aumento da malha aérea durante a Copa do Mundo preocupa analistas

Eles temem o congestionamento de aeronaves e falha na vigilância ao trânsito de pessoas

Rosana Hessel
 
Correio Braziliense Publicação: 18/01/2014 09:34 Atualização:
 
Não é só a falta de infraestrutura que preocupa os especialistas e profissionais da área de aviação durante a Copa do Mundo de Futebol, que acontece entre junho e julho no país. Além da sabida falta de capacidade dos aeroportos para suportar a forte demanda, os analistas temem pela segurança das operações, sobretudo depois de o governo ter autorizado, na última quinta-feira, o incremento de 1.973 voos na malha aérea nacional ao longo do evento, o que corresponde a 1% do fluxo atual.

O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Proteção ao Voo (SNTPV), Jorge Botellho, reconheceu que os operadores estão inquietos com o aumento do número de decolagens — expansão essa, inclusive, que foi menor que o esperado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “Dependendo do horário, se tiver uma maior concentração de voos, haverá congestionamento tanto em ar quanto em solo. Com atrasos em um aeroporto, isso refletirá em cadeia nos demais, porque a malha é integrada”, alertou.


Botellho lamentou o fato de os controladores de voo nunca serem consultados pelo governo quando há aumento da malha, algo que evitaria transtornos aos passageiros. “Vamos ficar na torcida para que não aconteça nenhum problema mais grave. Não sabemos como é que esses voos serão distribuídos nem como ficará a conclusão das obras nos aeroportos das cidades sede. Se tiverem atrasos nas pista, na implantação da sinalização e na construção de pátios e de boxes para os fingers, será muito grave, porque afetará todo o trafego aéreo”, completou.

Sucatas vão para o Entorno.


Após licitação, empresas colocam à venda ônibus "latas velhas" no Entorno.

Empresas colocam à venda ônibus que estão sendo retirados das ruas do Distrito Federal devido à licitação do sistema. O GDF se mostra preocupado com a situação, pois as 13 permissionárias das cidades vizinhas podem absorver as sucatas

Almiro Marcos
Publicação: 18/01/2014 06:04 Atualização:

Coletivo da Planeta com pneu estourado na EPIG: cena corriqueira (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press - 26/2/13)
Coletivo da Planeta com pneu estourado na EPIG: cena corriqueira


Os ônibus velhos que são sinônimo de martírio para os passageiros do Distrito Federal podem continuar nas ruas da capital do país. Gradualmente substituídas por veículos novos após a licitação feita entre 2012 e o ano passado, as sucatas ambulantes começam a ser colocadas à venda pelas empresas que não continuarão e até pelas que permanecerão no sistema. 
 
Uma das principais preocupações do governo do DF (GDF) é que as 13 permissionárias que operam no Entorno absorvam parte da frota de mais de 3 mil ônibus que está sendo dispensada daqui até o mês que vem. Sem uma fiscalização eficiente, as latas velhas podem retornar às vias do DF, no transporte de moradores das cidades goianas próximas.

As viações Pioneira, Planeta, Satélite e Cidade Brasília, da família Constantino, colocaram no mercado cerca de mil ônibus fabricados entre 1996 e 2009. O preço é a partir de R$ 28 mil. Os anúncios são feitos em jornais e, principalmente, por meio de portais especializados em transportes e vendas de produtos diversos, além de outdoors. Na internet, existe informação sobre um grande número de veículos à venda desde o ano passado. Uma funcionária da Pioneira, que trabalha no setor comercial da empresa, ressaltou, por telefone, que a venda é corriqueira. Representantes do grupo não quiseram falar oficialmente sobre o assunto.

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do DF (Setransp-DF), Wagner Canhedo Filho, disse que ainda não colocou ônibus à venda. “É possível que as empresas que estão trocando a frota ou saindo do sistema vendam esses veículos. Quero crer que todos vão conseguir. Precisam vender”, resumiu o dono da Viplan. A Pioneira é a única da família Constantino que permanecerá no novo sistema, trabalhando na Bacia 2, com 640 veículos. O número é inferior aos mais de mil coletivos cadastrados no Transporte Urbano do DF (DFTrans).


Correio Braziliense Colaborou Adriana Bernardes

É essa água que vamos beber?


No final do ano passado a  Companhia de Saneamento Básico do DF (Caesb) recebeu licença prévia para captar água bruta do Lago Paranoá. 

A decisão foi publicada no Diário Oficial do DF de quinta-feira (5/12). Estão previstos investimentos de R$ 460 milhões. 

Essa licença foi necessária uma vez que o Governo-- com a irresponsabilidade que lhe é peculiar-- vem, de um lado,  inexoravelmente,  aterrando os nossos mananciais e destruindo as nossas nascentes de agua. De outro lado, continua estimulando as invasões e promovendo o inchaço e a favelização do Distrito Federal.

Ao que tudo indica logo ficaremos sem agua!

Sobretudo porque, aparentemente, nem do Lago Paranoá-- uma das ultimas reservas disponíveis de agua--  o GDF consegue cuidar!


Mancha de óleo surge na manhã de sexta no Lago Paranoá, em Brasília

Nódoa de 100 metros apareceu perto do Clube dos Fuzileiros Navais.
Bombeiros instalaram contenções, mas poluente ultrapassou limite.



G1 DF

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Mancha de óleo que atingiu o Lago Paranoá, em Brasília, na manhã desta sexta (Foto: Reprodução/TV Globo)Mancha de óleo que atingiu o Lago Paranoá, em Brasília, na manhã desta sexta (Foto: Reprodução/TV Globo)
Uma mancha de óleo surgiu no fim da manhã desta sexta-feira (17), no Lago Paranoá, em Brasília. A nódoa foi vista nas proximidades do Clube dos Fuzileiros Navais. Inicialmente, os bombeiros informaram que o vazamento havia atingido também a região perto do Iate Clube.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a mancha ocupava uma área de aproximadamente 100 metros. A corporação disse que aparentemente se trata de óleo diesel. Um acidente com um caminhão na 102 Sul também pode ter ocasionado o vazamento. O poluente chegou ao lago por uma tubulação de águas pluviais.
Os bombeiros chegaram a instalar mantas de contenção para impedir que a mancha se alastrasse para o centro do lago, mas a nódoa ultrapassou o limite. A corporação informou no começo da tarde que ainda não era possível determinar a origem do óleo.
A Defesa Civil e a Polícia Militar foram chamados para avaliar a situação. O Grupamento de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros informou que o vazamento foi contido por volta das 14h. Homens do batalhão se deslocaram para galerias vizinhas para saber se o óleo atingiu outros pontos do lago, o que foi descartado em um primeiro momento.
Segundo os bombeiros, a chuva pode fazer com que novos vazamentos ocorram caso ainda haja restos de óleo na galeria.

Novas manchas
Em outubro último, uma mancha de mais de três quilômetros surgiu no lago, numa área próxima ao Clube dos Fuzileiros Navais e o Iate Clube, também no Setor de Clubes Norte, avançando depois para áreas mais distantes da margem.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, o óleo surgiu em uma caldeira do Hran. Por isso, a Secretaria de Saúde do DF foi multada em R$ 280 mil. A caldeira é utilizada para aquecer a água que esteriliza materiais utilizados na unidade de saúde. Segundo Brandão, o equipamento apresentou um superaquecimento que fez com que óleo de combustível escorresse para as galerias de águas pluviais.

Em 2012, um vazamento de óleo da mesma caldeira também atingiu o lago. Na época, a secretaria foi multada em R$ 63 mil. O processo corre até hoje na Justiça e o valor não foi pago ainda. Brandão informou que em casos como este o próprio GDF pode apresentar recursos durante a análise do caso.

 
  
Moradores do Lago Norte reclamam de água suja que vem da torneira 

Líquido alaranjado sai frequentemente das torneiras de casas do Setor de Mansões do Lago Norte, segundo moradores. Roupas brancas ficam manchadas e até uma máquina de lavar quebrou, em razão da terra acumulada no fundo


Clara Campoli


Correio Braziliense-Publicação: 18/01/2014 07:22 Atualização: 18/01/2014 08:29
 

Moradores do Setor de Mansões do Lago Norte convivem, diariamente, com a expectativa de acordar e se deparar com água suja saindo de torneiras e chuveiros. O líquido alaranjado impossibilita a lavagem de roupas e transforma ações simples, como tomar banho e escovar os dentes, em decisões difíceis. Segundo as pessoas atingidas, o problema acontece há três anos. Antes, ocorria esporadicamente, quando um reparo era necessário na rede elétrica. Desde junho de 2013, no entanto, tornou-se constante: a cada duas ou três semanas, a água contaminada volta.

Durante a tarde de ontem, a empresária Laísa Freire, 51 anos, recebeu em casa a visita de técnicos da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Depois de duas semanas com a água limpa, o líquido sujo voltou a aparecer nas torneiras. “Eles vêm, dão várias descargas na rede, e é aí que fica tudo sujo mesmo, bem pior. Depois de alguns dias, fica limpo. Passam-se três semanas e volta a acontecer. É um círculo vicioso, todo mês se repete. Enquanto isso, tenho que pagar para limpar a caixa d’água de novo”, lamenta.

O banho, por exemplo, é uma questão sensível. Quando não tem coragem de enfrentar a água do chuveiro, Laísa vai até a casa da mãe, no Lago Sul, para a higiene diária. “Em dias com a água mais limpa, eu tomo banho normalmente e guardo um pouco de água do filtro para lavar o cabelo. É como se estivesse tomando banho de cuia”, compara a empresária. O problema já causou prejuízo: a máquina de lavar da casa quebrou duas vezes por causa da quantidade de terra e areia acumuladas no fundo do eletrodoméstico.


Caesb recebe licença prévia para captar água do Paranoá e abastecer cidades 


Segundo o presidente da Caesb, Célio Biavati Filho, o Sistema Paranoá será importante para completar o abastecimento de cidades da região leste do Distrito Federal

Correio Braziliense-Publicação: 05/12/2013 15:52 Atualização: 05/12/2013 15:40

De acordo com a Companhia, a transformação do Lago Paranoá em manancial irá auxiliar na  preservação, não interferindo no nível de água e mantendo os usos múltiplos (Antonio Cunha/Esp. CB/D.A Press)
De acordo com a Companhia, a transformação do Lago Paranoá em manancial irá auxiliar na preservação, não interferindo no nível de água e mantendo os usos múltiplos
A Companhia de Saneamento Básico do DF (Caesb) recebeu licença prévia para captar água bruta do Lago Paranoá. A decisão foi publicada no Diário Oficial do DF desta quinta-feira (5/12). Estão previstos investimentos de R$ 460 milhões.

A decisão permite que a Caesb contrate financiamentos junto a órgãos do governo federal para iniciar as obras de captação de água no local. A companhia espera obter a licença de instalação em cerca de 120 dias.

Segundo o presidente da Caesb, Célio Biavati Filho, o Sistema Paranoá será importante para completar o abastecimento de cidades da região leste do Distrito Federal, atendendo aos novos núcleos habitacionais em processo de consolidação em São Sebastião, Paranoá e Sobradinho I e II. “Vai permitir ainda a geração de excedentes para aumentar a disponibilidade hídrica em Planaltina, Brasília e Lago Norte”, acrescenta Biavati.

O Sistema Paranoá terá capacidade para produzir até 2,1 metros cúbicos de água tratada por segundo na 1ª etapa - essa capacidade será elevada para 2,8 metros cúbicos por segundo na 2ª etapa de implantação. De acordo com a companhia, a transformação do Lago Paranoá em manancial irá auxiliar na preservação, não interferindo no nível de água e mantendo os usos múltiplos.

Segundo a Caesb, o menor desnível geométrico, gerando consumo mais baixo de energia, menor investimento no custo de implantação e operação, comprovada qualidade da água e proximidade da captação com os centros de consumo são outros benefícios do sistema.


A utilização de um lago urbano como o Paranoá exigirá cuidados especiais da Caesb no tratamento da água. O processo a ser adotado está preparado para garantir a qualidade da água distribuída em nível igual ou superior ao já produzido pelas outras unidades de tratamento da Companhia, incluindo a remoção de eventuais microcontaminantes.

As análises da água do Paranoá até agora, inclusive aquelas realizadas em parceria com a Universidade de de Brasília (UnB) e universidades alemãs, indicam que a concentração de microcontaminantes é muito baixa.

A Caesb informou que a implantação do Sistema Paranoá vai ser crucial para a consolidação das comunidades em processo de regularização tanto na região de Sobradinho II, como também do Jardim Botânico e Setor Habitacional Tororó. Também é fundamental para a viabilização dos grandes empreendimentos habitacionais do "Programa Morar Bem" do Governo do Distrito Federal.