domingo, 16 de março de 2014

‘É cor de rosa-choque’, de Carlos Brickmann

16/03/2014
às 8:48 \ Opinião

VEJA


Publicado na coluna de Carlos Brickmann


A presidente Dilma tem as melhores intenções, mas nem sempre dão certo. E já se sabe de quem é a culpa do que não dá certo: é da maldita realidade.


No começo do ano passado, em rede nacional de rádio e TV, Dilma anunciou a realização de seu sonho: redução da conta de luz em 18%, para pessoas físicas, e 32% para pessoas jurídicas. 


Passou-se um ano e pouco e o Governo (não Dilma, nem em rede nacional de TV) anuncia que o sonho acabou. 

O Tesouro terá de entregar R$ 21 bilhões às distribuidoras de eletricidade. 

Como é do couro que sai a correia, prepare seu couro: você, caro leitor, vai pagar a conta de luz com um bom aumento. 

E pagar ainda mais impostos para cobrir o buraco da energia.

Lamentavelmente, o mundo real se recusa a seguir as ordens da presidente, por mais que sejam dadas aos gritos. 

O fato é que, para qualquer pessoa, a mudança de preços é decisiva para definir seu comportamento: se a luz está mais barata, por que ficar regulando micharia? 

Luz acesa, que a conta baixou!


É o que ocorreu com os juros: Dilma decidiu que estavam altos e tinham de baixar (aliás, não estava sozinha: muitos empresários e economistas estavam de seu lado. 

Mas havia um fator que Dilma não podia ignorar: o ministro da Fazenda, Guido Mantega, concordava com ela. 

Se Mantega estava a favor, alguma coisa devia estar errada). 

Estava: os juros que a presidente mandara baixar na marra já voltaram às alturas. E ajudaram a manter a inflação acima do esperado.

Choque de gestão? Sim: para Dilma, para nós, foi um choque de alta tensão.

Na trilha da propina
 
Ninguém imaginaria que empresas envolvidas em pagamento de propina e formação de cartel num Estado se comportem como modelos de correção em concorrências fora do Estado. 


O Cade, do Governo Federal, aponta indícios de fraude dessas empresas em estatais federais, CBTU e Trensurb. Se as concorrências não foram combinadas, então há coincidências notáveis.

Ou seja, não há ingênuos no Estado nem na União, nem partidos por definição livres de propina.

Investigar tudo
 
É preciso investigar as estatais federais. Mas sem esquecer as fraudes apontadas em São Paulo, iniciadas no Governo Mário Covas, PSDB, e mantidas nos Governos tucanos que se seguiram. 


E não é caso de investigar apenas o segundo escalão, com a solitária exceção de Robson Marinho, que foi chefe da Casa Civil de Covas e teve a má sorte de ser alvo da Promotoria suíça: é preciso olhar o Governo inteiro, pesquisando cada secretário que tenha contribuído, por ação ou omissão, para efetivar contratos sob suspeita.

Não se pode permitir que o escândalo federal encubra o estadual, e mais tarde seja encoberto por outro escândalo.

Desculpas: Afif tem razão
 
Esta coluna citou, entre os ministros que deixaram Brasília nas asas da FAB nas vésperas do Carnaval, o ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif. 


Mas o ministro apenas manteve sua rotina de trabalho: todas as sextas atende em seu gabinete paulistano, haja ou não Carnaval. Diante do erro cometido por este colunista, Afif enviou o seguinte bilhete:

“Sobre a nota do uso do jato da FAB na véspera do carnaval, sob o título Quem te viu, quem te vê, seguem alguns esclarecimentos: retornei a São Paulo na quinta, dia 27, em voo compartilhado com a ministra da Cultura, Marta Suplicy, às 17h45. Na sexta cumpri agenda no escritório da Presidência em São Paulo, inclusive com entrevistas à revista Época e ao jornal Brasil Econômico, seguidas de reunião com equipe interna da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.”

Tucanos contra gordos
 
O primeiro-ministro Winston Churchill, que comandou a Inglaterra na vitória da Segunda Guerra Mundial, era gordo. 


O ministro Delfim Netto, que levou o Brasil às maiores taxas de crescimento da História, é gordo. O general Ariel Sharon, fundamental na vitória de Israel na Guerra do Yom Kippur, era gordo. 

O professor Henry Kissinger, Prêmio Nobel da Paz, ex-secretário de Estado americano, disputado pelas melhores universidades do mundo, é gordo.

Mas ser gordo, em São Paulo, é defeito que impede a nomeação de professores aprovados em concurso. A socióloga Bruna Giordjiani de Arruda foi impedida de assumir o emprego de professora. 

Segundo a explicação, tem “obesidade mórbida, do ponto de vista legal”. Não é apta ao cargo público estadual. 

Enfim, teme-se que, com obesidade mórbida, a professora esteja mais sujeita a doenças, que vão gerar despesas de tratamento e provocarão faltas. Melhor deixar os alunos sem aulas.

Só ela? E os outros? 
 
E fumantes, podem ser aceitos pelos cruzados da saúde? Pessoas com histórico de parentes cardíacos também serão atingidas pelo veto? 


Que tal um exame genético minucioso para garantir a eugenia do funcionalismo? 

Deve haver mil explicações cheias de termos científicos só compreensíveis para iniciados, mas a verdade é que estão discriminando pessoas competentes por não se adequarem à verdade oficial sobre o que é ou não saudável e bonito. 

O ex-secretário da Saúde, Gonzalo Vecina, de ótimo desempenho, seria vetado? O governador Geraldo Alckmin, quando quiser ser entrevistado, rejeitará o programa do Jô Soares?

Quanto ainda teremos de esperar até que os EUA honrem suas obrigações com o Brasil no caso do algodão?

Kátia  Abreu
KÁTIA ABREU

Como dizia o poeta e pensador Píndaro, ainda na Grécia antiga, "quem quer vencer um obstáculo deve se armar da força do leão e da prudência da serpente". Na busca de soluções para o contencioso do algodão, que se arrasta há 12 anos, não houve esse equilíbrio. A prudência se sobrepôs à força do poder de retaliação do Brasil.

Em 2012, o Brasil apresentou queixa à OMC (Organização Mundial do Comércio), contestando subsídios da ordem de US$ 12,5 bilhões, concedidos pelos EUA à produção e à exportação de algodão no período de 1999 a 2002. Após sete anos de litígios, nosso país ganhou direito de impor sanções econômicas para produtos e serviços norte-americanos, que somam US$ 829,3 milhões anuais, até a eliminação dos programas condenados.

As punições que a OMC autorizou o Brasil a impor não ficariam restritas ao setor agropecuário. As altas sobretaxas de até 100% do Imposto de Importação e, em especial, a possibilidade de quebra de patentes para vários produtos e serviços originados dos Estados Unidos certamente trariam prejuízos à maior economia mundial.

Mais do que uma vitória econômica, a decisão da OMC teve significado político. Vencemos uma longa guerra em busca de um comércio justo, sem distorções. O adversário é poderoso. Mas a livre iniciativa e a justa concorrência prevaleceram.

O Brasil ganhou, mas não levou. Em 2010, após um ano de intensas negociações, optamos por um acordo com os Estados Unidos. As sanções foram substituídas por compromissos de ajustes na política agrícola norte-americana e pela criação de um fundo de compensação para apoiar os cotonicultores brasileiros, no valor de US$ 147,3 milhões anuais.

Há seis meses, porém, os EUA não honram seu compromisso de repassar o montante mensal ao IBA (Instituto Brasileiro do Algodão). Criaram, assim, uma dívida de quase US$ 60 milhões.

 A frustração dos nossos produtores de algodão não parou aí. A solução definitiva para o impasse ocorreria com a aprovação da nova Lei Agrícola, que deveria ser livre de medidas distorcivas ao comércio internacional. Entretanto, a legislação aprovada em fevereiro deste ano ficou aquém de qualquer expectativa de solução.

Como se vê, são eles os devedores; não os brasileiros.

Desde a Guerra de Secessão, que acabou prejudicando em especial os produtores de algodão daquele país, o sentimento de reparação do Norte para com o Sul parece ter enraizado nos Estados Unidos um forte protecionismo a seus cotonicultores, que perdura há séculos. Se uma dívida história existe, cobrem do Norte, não do Sul.

A sanção da OMC foi aos Estados Unidos, mas é o Brasil que continua a ser punido. Pusemos de lado a força do leão e a prudência da serpente. No momento em que o Brasil tinha tudo para avançar, deixamo-nos acuar.

O acordo foi restrito demais para os cotonicultores brasileiros. Limitou a aplicação dos recursos somente à assistência técnica e à capa- citação do setor. Não pudemos investir os valores repassados por Washington em promoção comercial e pesquisa e desenvolvimento, áreas estratégicas que garantiram a competitividade do algodão norte-americano.

E não só os brasileiros têm amargado perdas. Os subsídios ao algodão também prejudicam --e muito-- algumas das economias mais pobres do mundo, como as dos países centro-africanos. É a raposa cuidando do galinheiro. E ainda matando a galinha dos ovos de ouro dos outros.

O acordo, que já era bom demais para os EUA, foi descumprido por eles próprios. Nossa paciência estratégica de esperar pela aprovação da nova Lei Agrícola norte-americana não nos garantiu os ganhos esperados. E mais. Perdemos duas vezes: A primeira, quando não optamos pela retaliação. Desde 2010, sentamos e confiamos que os americanos adequariam suas políticas às regras de comércio internacional.

Agora, uma segunda decepção. A nova Lei Agrícola não é clara o suficiente para solucionar em definitivo o conflito. Diante disso, o governo brasileiro optou por instituir outro painel de implementação na OMC. Quantos anos mais teremos de esperar que os EUA honrem suas obrigações com o Brasil?

A prudência da diplomacia acabou. Não podemos mais perdoar. É hora de prevalecer a força do leão.

 



O "volta, Lula" não é tão simples assim



Alberto  Goldman

ALBERTO GOLDMAN
Se sua avaliação negativa se confirmar, Dilma não se reelegerá nem terá condições de eleger sua continuidade, qualquer que seja o nome
No discurso oficial, governistas comemoram as pesquisas que mostram Dilma Rousseff (PT) reeleita no primeiro turno nas eleições deste ano. Ainda assim, o brado de petistas, aliados e demais aproveitadores da era PT --"volta, Lula"-- começa a ecoar em Brasília.

Os mais experientes em processos eleitorais sabem que intenções de voto meses antes do pleito nada valem. Mesmo considerando-as hoje, o cenário não é bom para Dilma.

A presidente é a única candidata com alta taxa de conhecimento, e 56% não declaram voto nela neste momento. Entre os que conhecem bem os três principais candidatos, o cenário é menos favorável para a presidente. Isso sim é relevante, assim como a avaliação de seu governo.

O desgaste da presidente e o futuro melancólico vislumbrado na economia levam muitos governistas à procura da salvação de seus interesses pessoais. A solução seria chamar o ex-presidente Lula (PT) para assumir a candidatura e garantir mais quatro anos de retrocesso.

Para muitos --empresários inclusive--, seria a chance de deixar o barco que está afundando para se agarrar a um novo candidato que lhes pareça ter possibilidades de vitória e que garanta a manutenção de seus privilégios e benefícios. Lula seria o candidato --segundo eles, imbatível-- de Dilma e da continuidade. 

No entanto, uma retrospectiva da história recente mostra que as coisas não seriam assim tão fáceis.

Após a redemocratização, nas eleições de 1989, tínhamos um governo José Sarney (PMDB) mal avaliado, o que levou a um segundo turno entre dois oposicionistas, Fernando Collor (então PRN) e Lula. Venceu Collor, que sofreu o impeachment e deu lugar a Itamar Franco. 

Este, bem avaliado devido ao sucesso do Plano Real, lançou Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1994, que venceu Lula no primeiro turno naquele pleito e no seguinte, de 1998, por um FHC bem avaliado.

Em 2002, com a má avaliação de FHC, José Serra (PSDB) foi derrotado por Lula. Este, bem avaliado, foi reeleito em 2006 e, em 2010, conseguiu eleger Dilma Rousseff. Os bem avaliados venceram.

O mesmo padrão se repete nas eleições estaduais em São Paulo. Em 1982, Franco Montoro, do PMDB, de oposição ao regime militar, se elege contra o candidato da situação, Reinaldo de Barros (PDS). Em 1986, Montoro com boa avaliação elege Orestes Quércia (PMDB). 

Em 1990, Quércia, com boa avaliação, elege Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB), contra a oposição de Paulo Maluf (então PDS). Em 1994, Fleury, mal avaliado, lança Barros Munhoz (PMDB), que é derrotado por Mario Covas (PSDB). 

Em 1998, Covas, com avaliação razoável, se reelege, derrotando Maluf e Marta Suplicy (PT). Em 2002, após assumir o governo com a morte de Covas e administrar bem, Geraldo Alckmin (PSDB) é reeleito, derrotando José Genoino, da oposição (do PT). 

Em 2006, Alckmin, com boa avaliação, elege o sucessor, José Serra (PSDB), e este, em 2010, bem avaliado, elege o sucessor, o próprio Alckmin.

Em praticamente todos os casos, seja com candidatura à reeleição ou com candidato de continuidade, vence o governo que tem boa avaliação. Perde quem não a tem.

Vai daí que, se a avaliação negativa de Dilma se confirmar --e já se esgotaram os efeitos especiais--, ela não se reelegerá nem terá condições de eleger sua continuidade, qualquer que seja o nome. Não é matemático, mas é um padrão dos processos eleitorais.

Lula está louco pra voltar, mas teme que os efeitos do reconhecimento do insucesso de Dilma coloque em risco o prestígio que adquiriu.

De uma coisa temos certeza: o PT vai cair atirando. Seu nível de escrúpulos é baixo e o seu compromisso com a democracia é tênue. Teremos muitas emoções.


Por uma internet livre, não ao Marco Civil! Roberto Freire


Roberto Freire

ROBERTO FREIRE
Não existe nação democrática que tenha criado uma lei específica para a internet e não será o Brasil, que lutou tanto para extirpar a ditadura, o primeiro a permitir tamanho obscurantismo
Uma das prioridades do governo de Dilma Rousseff, o projeto do Marco Civil da internet é uma ameaça à liberdade e mais uma tentativa do PT de controlar aquilo que, por sua própria natureza, não pode se submeter à ingerência estatal. 

A aprovação do texto defendido pelo Planalto violaria um princípio fundamental que acompanha a rede desde o seu surgimento: a liberdade incondicional e irrestrita. 

Os entusiastas de uma lei específica para a internet citam a chamada neutralidade da rede como justificativa para o Marco Civil.

Seja por desconhecimento ou má fé, os arautos do petismo ignoram o fato de que a própria Agência Nacional de Telecomunicações já tem entre suas atribuições a regulação e a fiscalização da tal neutralidade. 



Questões que envolvam empresas concessionárias e grupos de telefonia estão igualmente amparadas por leis específicas do setor de comunicação.

A Constituição também assegura, de forma inequívoca, o direito à honra, à intimidade e à vida privada, e qualquer violação a essas garantias pode resultar em processos criminais e cíveis. 


O mesmo vale para casos de pedofilia e racismo, infelizmente muito comuns na rede, bem como violações a Direitos autorais ou do consumidor, devidamente coibidas pela legislação.

Além do viés autoritário intrínseco ao PT e manifestado, por exemplo, em sucessivas tentativas de controle da imprensa ou ataques à honra de ministros do Supremo Tribunal Federal que não se curvam aos interesses governistas, o "lobby" pelo projeto atende aos anseios da máquina de propaganda do partido. 


Dilma deseja faturar politicamente com o Marco Civil durante uma reunião cujo tema é a "governança da internet", seja lá o que isso signifique, em abril. 

Mas o Parlamento, felizmente, não tem a pressa irresponsável do marketing puramente eleitoreiro.

Qualquer iniciativa do governo no sentido de controlar a internet dá margem para sentenças descabidas como a proferida recentemente pelo ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a retirada do ar no Facebook de uma página em apoio à pré-candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à Presidência. 


Em 2012, o PPS já havia apresentado ao Supremo uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) em que pedia a derrubada da proibição de manifestações de cunho político nas redes sociais antes do início da propaganda eleitoral. 

A Adin ainda não foi examinada, o que propicia abusos como o cometido pelo TSE.

Para casos como este, assim como no Marco Civil, vale um princípio inegociável: a livre manifestação do pensamento não é uma concessão do Estado, mas um direito fundamental de todos os cidadãos. 



E nenhuma lei eleitoral ou o famigerado código da internet podem se sobrepor ao que determina a Constituição.

Não existe nação democrática que tenha criado uma lei específica para a internet e não será o Brasil, que lutou tanto para extirpar a ditadura, o primeiro a permitir tamanho obscurantismo.

'Governo Dilma é a prova do fracasso político' diz Marina Silva

Brasil 247 - A ex-senadora Marina Silva (Rede), cotada para ser a vice na chapa presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), afirmou que “o governo Dilma é a denúncia mais contundente do fracasso do atual sistema político brasileiro”. 

Segundo Marina, o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) “é um governo não de programas, mas de elementos de força e favor. 

Não corresponde ao interesse de governo e de país. O governo tem que ser programático. É assim que se faz nas democracias modernas”, disparou durante seminário programático realizado pelo PSB/Rede/PPS, neste sábado (15), no Rio de Janeiro.

Marina, que afirmou que “desde 2010 trabalho para o fim desse ciclo”, também não poupou o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, e disse que ele dá “vexame” quando fala sobre assuntos relacionados à pasta que comanda. 

“Especialistas dizem que há duas Belo Monte em bagaço e palha de cana de açúcar. Isso está sendo perdido. É preciso ter matriz energética diversificada. E isso não está sendo feito. É até um vexame quando a gente ouve uma entrevista do ministro falando sobre o assunto”, ressaltou.

A situação atual do setor energético brasileiro também foi durante criticada por Eduardo Campos. 

Brasil 24/7

Tão com medo?Marcha de reacionários prega o golpe e ressuscita a vivandeira de quartel


Davis Sena Filho

DAVIS SENA FILHO

A Marcha da Família com Deus e pela Liberdade é uma farsa e uma chacota sem graça organizada por pessoas que não conseguem viver dentro da legalidade democrática e muito menos conviver com a diferença e a pluralidade social e cultural

É sempre assim: a direita tem memória curta. Por conveniência e cinismo, é claro. Raramente vence as eleições presidenciais por intermédio do voto. É histórico. 
E, no decorrer do tempo, apela para a farsa, a manipulação, a mentira, até conseguir causar uma enorme confusão na sociedade, e, inapelavelmente, partir para a violência, o crime político e a ilegalidade constitucional, na forma de golpe, porque o que interessa ao reacionário é desestabilizar a democracia brasileira, que se alicerça no estado democrático de direito garantido pela Constituição de 1988.
Processo similar de desestabilização política aconteceu antes do golpe civil-militar de 1º de abril de 1964 — o Dia da Mentira ou do Mentiroso. 
E não é que, após 50 anos, ou seja, um tempo de meio século, os herdeiros e viúvas da ditadura, as vivandeiras de quartéis e os novatos de direita, conhecidos também como coxinhas ou rola-bostas, resolvem marcar para o próximo dia 22 de março, em São Paulo (sempre São Paulo!), a reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, acontecida em 1964?
Seria cômica se não fosse trágica e perigosa, porque uma marcha com tal conteúdo tétrico ou sombrio realmente tem de ser denunciada e explicada, primeiramente para Deus, que, certamente, não aprova golpes e o que advém deles, como exílios, torturas e mortes, e depois explicar àquelas pessoas que, porventura, não sabem ou não compreendem como pode acabar uma marcha de conotação política reacionária, conservadora e realizada por grupos que tem profunda rejeição pela democracia e também pela igualdade de oportunidades e de direitos para todos os brasileiros, independente de raça, credo, sexo, ideologia, naturalidade e classe social.
A marcha dos radicais histéricos, dos apopléticos e dos bate-paus de direita, todos aqueles que se sentem bem com as injustiças sociais perpetradas durante séculos por uma das “elites” mais perversas da humanidade e responsável por quase quatro séculos de escravidão. 
Os "intervencionistas" (metáfora para golpistas) que desejam a volta para o passado de ditadura, que assombra as instituições democráticas e causa repulsa aos brasileiros que acreditam na democracia, forma de governo imperfeita, mas que permite a autodeterminação política dos povos por meio de eleições diretas e do respeito ao jogo democrático.
Contudo, essa gente não tem jeito, recusa-se a aprender, mesmo aqueles que nasceram após o golpe de estado, mas que por índole e instinto possuem uma incrível capacidade para reagir contra tudo aquilo que possa inserir a maioria da sociedade em um processo de bem-estar social. 
Desrespeitam as instituições republicanas e se insurgem contra os governos populares liderados no passado por Getúlio, Juscelino, Jango e Lula, bem como atualmente fazem uma oposição desleal, de essência golpista, que visa, sobretudo, violar as leis e, por conseguinte, preparar o terreno pré-eleitoral para favorecer os candidatos conservadores, os fundamentalistas de direita e do mercado, que não suportariam ficar mais quatro anos fora do poder federal, pois a direita sabe que, por intermédio do voto, não vai ser autorizada pelo povo para sentar na cadeira da Presidência da República. Ponto!
Os reacionários querem, na verdade, que a roda da história gire para trás. São essencialmente revoltados e ferozes, mesmo os que vivem bem e ganharam muito dinheiro com os governos trabalhistas de Lula e Dilma. 
São pessoas que têm suas necessidades supridas. São raivosos, exasperados, exaltados e tratam com intolerância os que pensam diferente deles, porque portadores de todo tipo de preconceito, “valores” e “princípios” que aprenderam no decorrer de suas vidas, por meio de grupos sociais dos quais fazem parte, e, evidentemente, através de seus familiares e antepassados.
Por sua vez, todas as pessoas, entidades e governos que eles consideram que possam mexer com seus mundinhos egoístas, tacanhos e, ridiculamente, sectários eles atacam sem dó e piedade. E por quê? 
Porque o reacionário não quer dividir, democratizar e muito menos permitir que a casta a qual ele pertença ou almeja pertencer possa um dia ter de conviver com as classes sociais que essa gente de caráter demoníaco considera inferior e, consequentemente, sem direito a ter direitos, bem como melhorar um pouco de vida.
O conservador, o coxinha é aquele sujeito que considera normal a injustiça praticada por homens e mulheres com poder econômico e político, que controlam o sistema acadêmico, financeiro e de produção. 
Por isso, ele acha justo excluir, pois dessa forma, conforme sua cabeça retrógrada e psicótica, vai sempre ter a oportunidade de acumular riquezas e benefícios, sem se importar, de forma alguma, com o preço da dor e da necessidade do restante da sociedade.
Exatamente dessa forma que o reaça funciona. Conheço vários, homens e mulheres, muitos deles pessoalmente educados e até parcimoniosos, mas quando se trata de falar sobre questões políticas e econômicas quando tange à distribuição de renda e aos direitos de cidadania, transformam-se rapidamente, seus olhos saem de suas órbitas, impacientes e intolerantes se tornam, e aquele sujeito de fala mansa e de expressão corporal moderada sai da condição de Dr. Jekyll para a de Mr. Hyde — o Médico e o Monstro. 
Acontece, incrivelmente, a metamorfose inesperada — imponderada.
Em 1964, grupos retrógrados e reacionários integrantes de partidos, da ala da Igreja Católica conservadora, instituições públicas e privadas, além da classe média tradicional, realizaram a “marcha dos que querem tudo para eles e nada para os outros”. 
Porque, se pararmos para pensar, a direita se importa mesmo é com o acúmulo de dinheiro e de patrimônio. 
Ponto! Por isso que é tão fácil para ela se mobilizar, porque sua essência não é social e muito menos voltada ao debate sobre as questões de um país. 
A direita é prática e pragmática, porque só tem responsabilidade consigo e não com a sociedade.
À direita basta o poder de compra do dinheiro, no que concerne a acumulá-lo, aumentá-lo e a possuir bens materiais e patrimoniais. 
Por isto e por causa disto é muito difícil vencê-la, pois o direitista se agrega com facilidade, além de ter caráter bastante agressivo, porém, de pensamento simplório e filosoficamente simples. 
Não é fácil enfrentar a direita, porque ela controla as empresas e as terras, além de ser proprietária de um canhão midiático que propaga seus interesses ao tempo que combate, sem trégua, todo político ou cidadão, instituição e até mesmo empresa que, porventura, não leia por sua cartilha.
A Marcha da Família com Deus pela Liberdade é uma excrescência histórica e que vai ser relembrada e reeditada no dia 22, na Praça da República e seu trajeto termina na Catedral da Sé. 
Termina apenas seu trajeto, mas, na memória de milhões de brasileiros, tal itinerário da caminhada draconiana, vampiresca durou o tempo de 21 anos, quando, enfim, foi inaugurada a Nova República, com a ascensão e morte de Tancredo Neves e a posse de José Sarney assegurada pelo deputado e presidente da Câmara e da Constituínte, deputado Ulysses Guimarães.   
A marcha de direita e da direita é moralista e, como a do passado, se edifica em um moralismo tirânico e sem sentido; e, o pior, em nome da democracia e, de forma genérica, “contra a corrupção”. E deu no que deu: fechamento do Congresso Nacional e extinção de partidos políticos, censura da imprensa, demissões, aposentadorias forçadas, perseguições a empresários e servidores públicos que não apoiaram o golpe de estado, prisões sem mandados, exílios, torturas e assassinatos. 
Tudo em nome da família, de Deus  e, pasmem: da liberdade!
Estou acostumado a ler mensagens que me enviam a afirmarem que os governos populares e democráticos de Lula e Dilma são ditaduras. 
Um absurdo. Esse pessoal não sabe o que é uma ditadura. Pelo menos parte dele, que nasceu após 1964 e, obviamente, por ser nova não percebia com exatidão o que acontecia no Brasil. 
A outra parte dessa gente sabe o que é uma ditadura e apenas diz que os governos do PT são ditaduras por má-fé, porque, na verdade, algumas dessas pessoas são favoráveis a um regime de força e digo até que têm perfis fascistas, até porque neste mundo há gosto para tudo, inclusive ser um direitista mentiroso e que age com má-fé intelectual e política.
Sem sombra de dúvida é uma evidência que essas pessoas que vão marchar em nome da família, de Deus e pela liberdade, de forma totalmente equivocada e perversa, querem mesmo é que se repita no Brasil o golpe civil-militar de 1964. 
Muitos dos organizadores dessa marcha ou simplesmente os que a apoiam falam em “intervenção militar”, e, na maior desfaçatez, tentam explicar o inexplicável, justificar o injustificável e defender o indefensável de que a intervenção de militares não é golpe.
Se essas pessoas golpistas e direitistas tivessem que pintar suas caras de paus com verniz, certamente faltaria o produto no comércio, porque são milhares e milhares de pessoas e por isso não daria tempo para a indústria fabricar verniz para atender tal demanda. Todavia, milhões de brasileiros votam na esquerda, mesmo se a maioria nem saiba o que significa ser de direita ou de esquerda. 
Porém, o cidadão médio ou pobre deste País sabe que sua vida mudou e para melhor, bem como tem a compreensão que os responsáveis pelas melhorias foram os governos populares de Lula e Dilma Rousseff. Ponto!
O reacionário, além de cúmplice, é submisso às ditaduras e odeia a pessoa que não se submete ou discorda ou questiona o regime de força e, por seu turno, antidemocrático. 
São os coxinhas, os novatos, por instinto, e os veteranos, por nostalgia, que emergem do pântano de um passado recente que deixou como herança a violência, a censura e a perseguição àqueles que ousaram discordar de uma ditadura corrupta, sanguinária, que controlava, inclusive, o Poder Judiciário — o Supremo Tribunal Federal, que apenas ratificava o que os generais decidiam.
Entretanto, com o passar do tempo e a consolidação da democracia brasileira, a direita partidária perdeu espaço e foi derrotada três vezes em eleições presidenciais. 
É de mais para os reacionários; e por causa disso partidos conservadores e de oposição, a exemplo do PSDB, do DEM e do PPS, dentre outros, têm contado com o apoio incondicional da imprensa de negócios privados controlada por meia dúzia de magnatas bilionários, que tentam pautar a vida brasileira, bem como influenciar nas eleições presidenciais desde quando Lula foi derrotado por Collor em 1989, além de, evidentemente, terem apoiado e se beneficiado do golpe de 1964.
Porém, o que mais chama a atenção dos “marchadores” do dia 22 de março, em São Paulo (Sempre São Paulo!), é a irresistível vontade dessa gente de reescrever a história, a vocação cretina, manipulada e dissimulada para o revisionismo barato, pois “acreditam” que a ditadura civil-militar foi um processo “democrático” cujo propósito era salvar a democracia dos comunistas e sindicalistas "comedores de criancinhas" quando a verdade é que o golpe ilegal, inconstitucional e criminoso foi um movimento orquestrado pela direita empresarial e militar brasileira apoiada pela CIA do governo de John Fitzgerald Kennedy.
Calaram o Brasil à força. Mataram, roubaram e censuram a divulgação dos crimes. Arrebentaram com a ordem constitucional e para isso rasgaram a Constituição por intermédio de atos discricionários como o foram os atos institucionais e a Lei de Segurança Nacional (LSN) imposta a todos os brasileiros para que se calassem, não se movessem e não reagissem a um regime pária e que não tinha a autorização da grande maioria do povo brasileiro para vicejar e existir. 
Tanto que acabou derrotado e desmoralizado por si próprio, em 1984, com as Diretas Já! e a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, no ano seguinte.
A Marcha da Família com Deus e pela Liberdade é uma farsa e uma chacota sem graça organizada por pessoas que não conseguem viver dentro da legalidade democrática e muito menos conviver com a diferença e a pluralidade social e cultural. 
São pequenos mussolinis travestidos de democratas, mas que pedem pela intervenção militar. 
A marcha é a tentativa de um estupro na democracia, realizado por pessoas de má-fé política, alienados e analfabetos políticos e por direitistas que sabem o que querem: a volta da ditadura e o fim do estado democrático de direito garantido pela Constituição de 1988. 
A marcha dos reacionários prega o golpe e ressuscita as vivandeiras de quartéis. É isso aí.



Comentários ( Alguns apenas por falta de espaço.NR)

88 comentários em "Marcha de reacionários prega o golpe e ressuscita a vivandeira de quartel"
 
Os comentários aqui postados expressam a opinião
dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247 ou do BLOG Associação Park Way Residencial



  1. #TOGA ALUGADA NUNCA MAIS 16.03.2014 às 07:53
    #TOGA ALUGADA NUNCA MAIS VERGONHA - ELA TEM 84 ANOS ! 

    Esta senhora, Ruth Moreira, diz o que muitos brasileiros gostariam de dizer e por isto encaminho a todos.. Ela expressou aquilo que todos os brasileiros decentes estão sentindo... Carta de uma senhora de 84 anos ao "Estadão", nesse final de semana... 

    Estou com vergonha do Brasil. Vergonha do governo, com esse impatriótico, antidemocrático e antirrepublicano projeto de poder. Vergonha do Congresso rampeiro que temos, das Câmaras que dão com uma mão para nos surrupiar com a outra,políticos vendidos a quem dá mais. 

    Pensar no bem do País é ser trouxa. Vergonha do dilapidar de nossas grandes empresas estatais, Petrobrás, Eletrobrás e outras, patrimônio de todos os brasileiros, que agora estão a serviço de uma causa só, o poder. 

    Vergonha de juízes vendidos. Vergonha de mensalões, mensalinhos, mensaleiros. 

    Vergonha de termos quase 40 ministros e outro tanto de partidos a mamar nas tetas da viúva, enquanto brasileiros morrem em enchentes, perdendo casa e familiares por desídia de políticos, se não desonestos, então, incompetentes para o cargo. 

    Vergonha de ver a presidente de um país pobre ir mostrar na Europa uma riqueza que não temos (onde está a guerrilheira? era tudo fantasia?). 

    Vergonha da violência que impera e de ver uma turista estuprada durante seis horas por delinquentes fichados e à solta fazendo barbaridades, envergonhando-nos perante o mundo. 

    Vergonha por pagarmos tantos impostos e nada recebermos em troca - nem estradas, nem portos, nem saúde, nem segurança, nem escolas que ensinem para valer, nem creches para atender a população que forçosamente tem de ir à luta. 

     Vergonha de todos esses desmandos que nos trouxeram de volta a famigerada inflação. 

    Agora pergunto: onde estão os homens de bem deste país? Onde estão a Maçonaria? OAB ? CNBB ? MILITARES ? LYONS ? ROTARY ? ALGUM POLÍTICO SÉRIO ? 

    Onde estão os que querem lutar por um Brasil melhor? Porque os congressistas, ao invés de instituírem Pena de Morte para assassinos e estupradores, lhes concedem gorda Bolsa Presidiário? 

    Enquanto isso, grande parte do povo brasileiro, trabalha honestamente, pra ganhar bem menos do que aqueles que mataram e estupraram. 

     Isso, somente estimula a marginalidade! Estou com muita vergonha do Brasil! Por que tantos estão calados? Tenho 84 anos e escrevo à espera de um despertar que não se concretiza. 

    Até quando isso vai continuar? Até quando veremos essas nulidades que aí estão sendo eleitas e reeleitas? 

    Estou com muita vergonha do Brasil. Eu estou com vergonha DOS BRASILEIROS RUTH MOREIRA Se és brasileiro, patriota e quer ver essa situação mudar, não vacile, REPASSE para o maior número de pessoas, é preciso fazer com que o povo tome consciência e reaja!!! 

  2. Bota pra fora esse moço. Tá no Brasil brincando com fogo 16.03.2014 às 07:19

    Esse ai ta se cagando de medo. Vai que a coisa pega? Terão que sequestrar avião para cuba. - Se liga coxinha de mosquito. Silvio Santos vem aí. Feliz 31 de março para vc também. 1º de abril e o dia que vc nasceu. Medroso.

  3. Cambada de Borra Botas FEliz 31 de Março - Revolução Já 16.03.2014 às 07:10
    esse ai ta se cagando de medo. Vai que a coisa pega? Terão que sequestrar aviao para cuba. - Se liga coxinha de mosquito. Silvio Santos vem aí. Feliz 31 de março para vc também. 1º de abril e o dia que vc nasceu. Medroso.

  4. Diadema - ainda tenho que pagar esta conta 16.03.2014 às 03:58
    Ficou claro. Difícil eh tentar conversar com um papagaiozinho pago pra dizer que Marilena Chaui eh modelo e Gisele Bundchen eh feia

  5. Capitão Indústria 16.03.2014 às 03:46
    Quem ganha? Ora, Fidel possui uma fortuna maior do que a da Rainha da Inglaterra. Também lembro de um catador de bosta de zoológico que ficou milionário. E mesmo o MAV, pergunta aí pra essa molecada sem educação (que fala cheira cu toda hora) quanto é divertido morar em casas coletivas, ter um Mac Air e iphone, comida na mesa. Tudo em troca dessa patrulha que fazem na web (basicamente chamar os outros de cheira cu). Fazem isso irrigados com nosso dinheiro via repasses criminosos de ONGs e patrocínios culturais da Caixa e da Petrobras...

  6. Diadema - ainda tenho que pagar esta conta 16.03.2014 às 03:29
    Capitao, concordo contigo. Entao porque tem tanta gente defendendo esta m... , sorry, ideologia? Quem ganha com isso?

  7. Capitão Indústria 16.03.2014 às 03:00
    Há, a esquerda acha que só por que ganhou 3 eleições seguidas que TODO O POVO deseja o socialismo. Só pode ser piada... Ganharam eleições sim, ganharam por que o Lula apresentou resultados concretos, capitalistas, de subir a bolsa. Já a Dilma, ladeira abaixo... 

    Que tristeza, que péssima gestora. Nos mesmos passos do Maduro e da Kirchner... Arrotam a diminuição da desigual

    dade, mas que desigualdade é essa que caiu que não derruba a criminalidade comum? Em todos os países que experimentaram redução da desigualdade de fato ocorreu a redução da criminalidade. Existem teorias econômicas e estudos abrangentes sobre este assunto. 

    Ou todos os estudos e fatos estão errados ou mente o PT quando diz que reduziu a desigualdade. E essa cultura de depender do Estado? Onde acham que vai? Não se iludam, no final do dia alguém tem que trabalhar para as coisas acontecerem, não existe nada grátis do Governo. 

    E economia centralizada? Nunca funcionou, nunca deu certo... O socialismo sumiu do Leste Europeu e não deixaram nem resquícios, de tão ruim que foi... Pergunte para um polonês, um lituano, mesmo para um russo se eles querem a volta do socialismo... 


    Só quem viveu sabe o quanto é ruim... só quem viveu e quem leu os relatos de quem viveu, coisa que a Esquerda brasileira não se preocupa em fazer. 

    Desde dos anos 90 vários livros sobre "como foi viver o socialismo soviético" foram lançados. Deveriam ler para entender o que defendem, pelo menos.

  8. Diadema - ainda tenho que pagar esta conta 16.03.2014 às 02:13
    Quero ver este Davis Sena, depois que o Brasil virar Venezuela, olhar no olho de seus filhos e de seus netos e falar: eu fui cumplice desta merda

  9. Diadema - ainda tenho que pagar esta conta 16.03.2014 às 01:54
    O COXINHA BABACA, Presidente do Fed Americano. Acho que faz sentido que os Estados Unidos estão falidos. Depois que o comuna Barak entreguista assumiu com a missão de destruir o pais em 8 anos. Eh verdade ... acho que nessa vc acertou

     

Família ganha propriedade no Lago Sul por usucapião

Diario do Poder

Usucapião 
 
Publicado: 14 de março de 2014 às 17:10

A 2ª Turma Cível manteve a sentença de 1ª instância que julgou procedente a ação de usucapião de imóvel no Lago Sul em favor de mãe e duas filhas. 


A família residia no local há mais de 20 anos quando uma empresa reivindicou a propriedade para pagamento parcial de dívida de ex-marido.


A ex-mulher reside no imóvel desde 5 de julho de 1991, quando recebeu as chaves da mão do ex-marido, arcando com todos os ônus e bônus da propriedade. 

Ela contou que manteve com Carlos Alberto uma relação amorosa que se iniciou no ano de 1971 e terminou no ano de 1982, sendo frutos desta relação conjugal duas filhas. 

Disse que no ano de 1991, já transcorrido quase dez anos do rompimento do relacionamento, o ex comprou o imóvel e o entregou a autora para que ali morasse.


A empresa Springer Carrier LTDA afirmou que é proprietária do bem imóvel que foi adquirido por meio da escritura de dação em pagamento de Carlos Alberto, em pagamento parcial de dívida. 


Segundo a empresa, Carlos Alberto firmou declaração reconhecendo a transmissão da propriedade do imóvel e assumindo a obrigação de que esse seria desocupado no prazo de 30 dias, sendo que a ex-mulher, vencido o prazo, se recusou a deixar o imóvel.

De acordo com o voto do relator designado “o Sr. Carlos Alberto reconhece que antes de efetuar a dação, não avisou a autora que assim procederia e que o depoente assinou a declaração sem falar com a autora. 

Ou seja, demonstra que, quando praticava atos típicos de proprietário, fazia-o sem o conhecimento da apelada, de modo que esta não era abalada em sua convicção de que exercia os direitos inerentes à propriedade e não tinha sua posse desqualificada. 

Valia-se do registro existente em seu nome (o qual, repita-se, contrariava sua intenção de não ser proprietário do imóvel) para realizar negócios na seara empresarial, sem molestar a posse qualificada da apelada. 

Por todos estes argumentos, entendo presentes os requisitos que autorizam o reconhecimento da usucapião extraordinária, mantendo a sentença neste ponto”.

A Turma reduziu os honorários advocatícios a serem pagos pela Springer, mas manteve a sentença da primeira instância.

ABERTA OUTRA VEZ A CAVERNA DO ALI BABÁ


Carlos Chagas 
Publicado: 16 de março de 2014 às 7:48 -

Amanhã ecoará outra vez em Brasília  a tradicional exortação do “abre-te Sézamo”, quer dizer, de novo será aberta a caverna do Ali Babá. 

No caso, as portas do palácio do Planalto, para a posse de mais seis ministros. É verdade que nem todos os 40 cavaleiros do PMDB estarão presentes. 


Parte da  bancada do partido na Câmara já participou a disposição de não comparecer. Por certo para ficar  aumentando  ainda mais o tesouro da quadrilha.

Raras vezes se tem visto tamanho festival de chantagem.   Depois de derrotada, a  presidente Dilma contemplou o partido a nomeação dos novos ministros da Agricultura e do Turismo.  


E mais a liberação de 400 milhões de reais para atender emendas individuais ao orçamento já caducadas ano passado. Só que os amigos do Ali Babá querem mais.


O PMDB está comprometido com a reeleição de Dilma mas finge que não. E a presidente cede à extorsão,  atendendo as exigências do PMDB, como se dependesse de Eduardo Cunha para conquistar o segundo mandato. 

Tem algo de inexplicável nessa equação de mentirinha. 

Não aconteceria nada de importante se os deputados peemedebistas votassem dois ou três projetos contrários aos interesses do governo, ou mesmo se derrubassem o veto presidencial à criação de novos municípios. 

Do jeito que os trabalhos parlamentares são vistos pelo Executivo, porém, seria o fim do mundo. Por quê? Só pode ser porque Dilma tem medo da reeleição. 

Melhor dizendo, não tem certeza de sua candidatura, capaz de a qualquer momento ser substituída pelo Lula. Por isso aceita ser humilhada pelos 40 proprietários da caverna.


No fundo dessa pantomima afoga-se o governo. Nenhum ministério, desde a proclamação da República, apresentou tamanha conjunção de nulidades. 

Podem, os 39 ministros atuais, ser gente séria e honesta, mas ministros,nunca. 


Desafia-se quem puder identificá-los, mais ainda quem definir suas qualidades. 


Uns impostos pelos partidos da base oficial, outros designados pelos antecessores, estes escolhidos por sorteio, aqueles por simpatia, formam um grupo insosso, amorfo e inodoro.   Governar não é com eles.

O pior é que nada vai mudar,  pelo menos até a previsível reeleição de Dilma, mais por falta de adversários do que pela canhestra estratégia por ela desenvolvida atualmente. 


Pode ser que depois de conquistado o segundo mandato ela se disponha a um  grito de independência, livrando-se de um péssimo ministério, da tutela do Lula e da chantagem do PMDB. Milagres sempre acontecem.




Aécio Neves paga escritório contra ‘quadrilhas virtuais’

Diário do Poder

'Blindagem' 
 
 
Pré-candidato tucano montou estrutura de comunicação contra ataques
Publicado: 15 de março de 2014

A…CIO NEVES NO CARNAVAL DE SALVADOR 


Pré-candidato do PSDB ao Planalto e presidente nacional da legenda, o senador Aécio Neves (foto) montou uma estrutura jurídica e de comunicação específica para combater o que os tucanos estão chamando de “quadrilhas virtuais”.

O partido mobilizou uma equipe em sua sede nacional, em Brasília, para monitorar as redes sociais e identificar na internet a origem de posts e publicações que denigrem a imagem do presidenciável. 

O grupo já está agindo de forma coordenada com o escritório Opice Blum advogados, que fica em São Paulo e é especializado em direito digital.

Responsável pela operação de blindagem, o deputado federal Carlos Sampaio (SP), coordenador jurídico do PSDB, acredita que Aécio está sendo vítima de uma ação subterrânea de difamação. 

“O PSDB vai, a partir de agora, fazer uma ofensiva efetiva contra as quadrilhas virtuais”, disse Sampaio.


Segundo o deputado, esses grupos usam ferramentas como fazendas de links – robôs que tentam manipular os resultados dos sites de busca, a fim de dar mais destaque a um determinado conteúdo – para espalhar rumores contra o tucano. 

“Aécio está usando o sagrado direito de defender-se de ações criminosas.”

Derrota

A estrutura jurídica já está em operação, mas por ora não obteve resultado favorável nos tribunais. No mês passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou recurso de Aécio em um processo no qual ele pedia para os sites de busca Google, Yahoo e Bing, da Microsoft, retirarem do ar links de páginas com referência a um suposto desvio R$ 4,3 bi da Saúde quando o tucano era governador de Minas. 


Em dezembro, a corte já havia negado o pedido liminar para tirar essas notícias da rede.


Segundo o PSDB, a acusação contra o tucano foi reproduzida em mais de 20 mil links que aparecem somente na busca do Google, o que motivou o senador a abrir o processo citando os sites de busca. 

“Como entrar com ações contra sites anônimos criados, muitos deles, deliberadamente fora do Brasil para fugir à legislação?”, afirma o partido em nota.


Para a juíza Ana Claudia Guimarães, que negou a liminar em dezembro, “a alegação de que são inúmeros os conteúdos localizados, por si só, não autoriza a drástica medida requerida, potencialmente violadora da garantia constitucional de liberdade de informação”.

O presidente do PSDB ainda entrou com outro processo no TJ-SP, este correndo em segredo de Justiça, para que sejam retiradas do ar postagens em redes sociais que fazem referência ao suposto uso de entorpecentes por Aécio.

Fora do Face

Na quinta-feira, uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou propaganda antecipada um perfil no Facebook chamado “Aécio Neves Presidente 2014″. 

Por isso, a corte concedeu liminar que determina a imediata retirada da página do ar. O PSDB nega ser responsável pelo perfil pró-Aécio.

A medida do TSE é idêntica à tomada em relação a uma página favorável ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pré-candidato do PSB. AE

Lulistas do PT jogam Dilma aos leões na Câmara

Eleições 2014 Diário do Poder

 
Grupo ‘volta, Lula’ no PT nada fez para evitar derrotas de Dilma na Câmara

Publicado: 16 de março de 2014 às 0:16 -

renan dilma temer 

As sucessivas derrotas da presidenta Dilma na Câmara, semana passada, contaram com apoio não apenas da base aliada, chefiada pelo líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), como do próprio PT, onde cresce o movimento “volta, Lula”. 


Nas palavras de um líder do “blocão”, o “PT lavou as mãos e jogou Dilma às feras” ao abandonar a sessão na qual o governo sofreu uma derrota de 28 votos contra 267. 

Por que não conseguimos aprender com os erros cometidos no passado?Kassab diz que faltou planejamento do Estado de SP para conter falta de água



ISABELA PALHARES
DE RIBEIRÃO PRETO
15/03/2014  12h16

Pré-candidato ao governo de São Paulo, o presidente nacional do PSD e ex-prefeito da capital Gilberto Kassab afirmou neste sábado (15) que faltou planejamento do Estado para conter o problema da falta de água.


Ele disse, porém, que para ser "justo", o desabastecimento e a discussão sobre racionamento não podem ser tratados como "assunto de palanque".

"Faltou chuvas em um período que, historicamente, chove mais. Mas também faltou planejamento do Estado, em função dos alertas já dados em diversos diagnósticos sobre o setor. Falta investimentos para o abastecimento", afirmou Kassab.



"Falta sinceridade ao governo estadual para esclarecer à população o que de fato está acontecendo, qual é a situação real. Falta franqueza e transparência para mostrar os riscos e apontar alternativas", disse o petista.





Governo de SP precisa de dois novos sistemas Cantareira em 20 anos

EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO
14/03/2014  04h00

O governo de São Paulo vai precisar construir represas equivalentes a dois novos sistemas Cantareira até 2035 para que grande parte do Estado não fique sem água –principalmente as zonas metropolitanas da capital, Campinas e Baixada Santista.

O complexo de represas do Cantareira é considerado um dos maiores sistemas de abastecimento do mundo. Somente na Grande São Paulo, ele produz 30 mil litros de água por segundo para abastecer 8,8 milhões de pessoas.

O desafio, considerado difícil de ser atingido por especialistas do setor, consta de um grande estudo, contratado pelo próprio governo paulista e que demorou mais de cinco anos para ficar pronto.

As estimativas do relatório indicam a necessidade de um investimento exclusivo para isso que pode ir de R$ 4 bilhões a R$ 10 bilhões.

A conclusão do estudo, citado nos últimos dias pelo secretário Édson Giriboni (da pasta de Saneamento e Recursos Hídricos do governo Geraldo Alckmin), indica que haverá uma série de conflitos por água no Estado de São Paulo se nada for feito.

Ele menciona, de forma específica, uma corrida contra o tempo, que já começou.
Os estudos apontaram as obras necessárias para os anos de 2018, 2025 e 2030.

Editoria de Arte/Folhapress
"Resta, portanto, um período curto para a tomada de decisões, realização dos estudos preliminares, detalhamento dos projetos básicos e executivos e implementação de obras, serviços e intervenções", diz o texto do relatório feito pelo governo paulista.

Do papel para o mundo real, as diferenças existem.

A Sabesp, que inicialmente anunciou a inauguração do sistema produtor de água São Lourenço para 2016, agora diz que a obra será finalizada em 2018. Ele vai jogar mais 5 mil litros de água por segundo na rede da empresa de saneamento.


Outras duas barragens projetadas há anos para aumentar a reserva de água para a região de Piracicaba e de Campinas, no interior, também estão só no papel.
Apenas agora, no meio da crise de escassez hídrica na região, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou o início da desapropriação dos terrenos para a obra.

Segundo Mateus Simonato, geólogo da empresa Servmar, as próximas décadas não precisam apenas de obras de infraestrutura.

"Reduzir as perdas de água, mudar a cultura por parte da população e cobrar mais do setor industrial também são caminhos", diz. 


Folha de São Paulo