quarta-feira, 16 de julho de 2014

Mesmo com inflação acima da meta, BC deve manter juro nesta 4ª


16/07/2014 06h19 - Atualizado em 16/07/2014 06h19


Inflação passou de 6,5% no acumulado em 12 meses até junho.
BC aposta no nível fraco de atividade e nas altas de juros já feitas.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília
Selic em 11% - 28/05/2014 - matéria (Foto: G1)

Com o baixo ritmo de crescimento da economia, o Banco Central deve manter a taxa básica de juros da economia brasileira (a Selic) estável em 11% ao ano nesta quarta-feira (16), segundo a previsão da maior parte dos analistas do mercado financeiro, mesmo com a inflação oficial acima da meta do governo.


No acumulado em 12 meses até junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – usado pelo governo para balizar a meta de inflação – chegou a 6,52%. O teto da meta do governo é de 6,5%. O governo considera que a meta foi cumprida ou não apenas com base no acumulado em 12 meses até dezembro. Assim, oficialmente, a meta não foi descumprida.

O Banco Central usa a Selic para controlar o aumento de preços. Com taxas maiores, a instituição busca reduzir o crédito disponível e, assim, o dinheiro em circulação. Dessa forma, é possível diminuir a quantidade de pessoas e empresas dispostas a consumir bens e serviços, e os preços tendem a cair ou parar de subir.
Estabilidade para avaliação
Os juros estão em 11% desde o final de maio, quando o Banco Central interrompeu o ciclo de elevação que vinha desde abril de 2013, e a expectativa dos economistas das instituições financeiras é de que a taxa permaneça neste nível pelo menos até o final deste ano.


De acordo com o economista-chefe do banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves, o BC está dando uma parada para avaliar o cenário atual da economia. "Depois que faz um ciclo de alta, precisa parar e esperar, para ver os tais dos efeitos defasados, cumulativos do aumento de juros. Não vejo a perspectiva de que a inflação esteja fora de controle", declarou.

Para o professor do MBA Finanças do Ibmec/DF, José Kobori, o BC deve manter os juros para ver o impacto das elevações já feitas. Segundo ele, a instituição demorou para começar a subir os juros no ano passado. "É como se fosse um tiro ao alvo, mas a um alvo móvel, como um disco. Se mirar exatamente onde está, não acerta. Tem de mirar prevendo qual vai ser a trajetória dele. O que o mercado está criticando é que o BC esperou a inflação pegar velocidade e atirou atrasado", disse.

Meta de inflação e previsões
Ao mesmo tempo em que vê os juros estáveis no restante deste ano, o mercado também eleva sua estimativa para inflação oficial, medida pelo IPCA, e, com isso, também cresce a chance de estouro do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro em 2014.


Para 2014, 2015 e 2016, a meta central para o aumento dos preços é de 4,5%, mas o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Em 12 meses até junho, o IPCA somou 6,52%, e a previsão dos economistas dos bancos, captada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, subiu para 6,48% para todo ano de 2014.

Os bancos classificados como "top 5" pelo Banco Central, isto é, com maior índice de acerto em suas previsões para a inflação, já preveem um IPCA de 6,58% para este ano. O próprio BC admite que a chance de estouro do teto de 6,5% neste ano está próxima de 50%.


Para José Francisco Lima Gonçalves, do banco Fator, o IPCA tende a ficar um pouco acima do teto de 6,5% do sistema de metas neste ano, ao mesmo tempo em que o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de tudo o que é produzido no país – registrará retração no segundo trimestre e terminará este ano com expansão menor do que 1%.
Na avaliação de José Kobori, do Ibmec/DF, a inflação deve terminar este ano exatamente em 6,5%, ainda dentro do limite do sistema de metas, mas o PIB, com um crescimento próximo de 1% em 2014, deve ser novamente "um fiasco". "E isso tem custo político", acrescentou.

A previsão para o crescimento do PIB teve nova queda nesta semana. Os economistas dos bancos já esperam que a economia cresça apenas 1,05% este ano.
Expectativas do BC
 
Questionado pelo G1 no fim de junho se restava ao BC somente "rezar" para a inflação ficar abaixo do teto de 6,5% neste ano, uma vez que já interrompeu o processo de alta dos juros básicos da economia, o diretor de Política Econômica da instituição, Carlos Hamilton, disse que "todas as evidências apontam que esse impulso monetário [alta de juros de 7,25% para 11% ao ano] continua se propagando normalmente na economia, como o esperado".


O BC argumenta que parte do aumento dos juros ainda não teve feito na inflação, uma vez que as decisões sobre a taxa básica da economia demoram alguns meses para terem efeito pleno na inflação. "O aumento de taxa de juros primeiro alcança a atividade e depois alcança a inflação. Acreditamos que, ao final deste ano e ano que vem, esse aumento de taxa de juros vai continuar alcançando a inflação", acrescentou o diretor.


Administrados pressionam e Copa não ajuda
Para este ano, a expectativa é de uma pressão inflacionária maior dos chamados preços administrados, como telefonia, água, energia e combustíveis. A previsão tanto do Banco Central quanto do mercado financeiro é de que os preços administrados registrem uma alta de 5% em 2014, contra uma elevação de somente 1,5% no ano passado. 



Para 2015, o BC prevê uma expansão de 6% nos preços administrados, enquanto os economistas dos bancos estimam que o aumento será maior ainda: de 7%.
Entre as medidas que contiveram o aumento dos administrados em 2013 estão a desoneração das tarifas de energia elétrica, anunciadas pelo governo federal, a ausência de um repasse mais forte das cotações internacionais do petróleo para os preços domésticos da gasolina, o que causou impacto no fluxo de caixa da Petrobras, além do não reajuste de tarifas de ônibus em algumas capitais, por conta das repetidas manifestações que aconteceram no país em junho do ano passado, entre outras.


Ao mesmo tempo, a Copa do Mundo de 2014, que aumentou o turismo no Brasil e a procura por produtos e serviços de hotelaria, transportes, bares e restaurantes, também não ajuda o controle da inflação, pois gera impacto nos preços. Em junho de 2014, a inflação somou 0,4%, bem acima da média dos últimos 10 anos (0,23%) e também dos últimos 5 anos (0,17%). A expectativa dos economistas é de que, em julho, o IPCA fique novamente acima da média histórica.

Ladrão invade igreja em Planaltina (GO) e rouba aparelhos eletrônicos


A suspeita é que o assaltante seja frequentador do templo religiosa



Publicação: 15/07/2014 18:01Correio Braziliense
 
Um ladrão que invadiu uma igreja em Planaltina de Goiás foi flagrado pelas câmeras de segurança do local no momento em que roubava equipamentos de som e aparelhos eletrodomésticos do local.

As imagens mostram o momento em que um rapaz entra sem permissão no terreno do templo com um carro roubado. Para não ser descoberto, o bandido invadiu a igreja pela porta dos fundos. Além de um microondas e de um botijão de gás, o criminoso conseguiu levar equipamentos de som, além de aparelhos eletrodomésticos, num prejuízo calculado de R$ 15 mil.

A polícia suspeita que o ladrão já conhecia o local e seja um frequentador das missas realizadas na igreja.

Novo ataque de histerismo dos politicamente corretos:Dança de jogadores alemães gera polêmica e é até associada a nazismo

Os atletas campeões do mundo foram recepcionados por 500 mil pessoas em

postado em 15/07/2014 21:34

REUTERSAlex Grimm


A dança da vitória dos jogadores da Alemanha durante a festa de recepção aos campeões do mundo em Berlim está causando polêmica. E não é só com os torcedores da Argentina. Muitos internautas acreditam que a coreografia lembra o modo como os nazistas rotulavam os seus adversários.

Em uma megafesta realizada na presença de 500 mil pessoas no tradicional cartão-postal do Portão de Brandemburgo, os jogadores Mario Götze, Miroslav Klose, Toni Kross, André Schürrle, Shkodran Mustafio e Romand Weidenfeller subiram ao palco e, encurvados e olhando para o chão, cantaram: “Assim caminham os gaúchos (em referência aos argentinos), eles caminham assim”. Logo depois se ergueram e com a postura ereta bradaram: “Assim caminham os alemães, os alemães caminham assim”.

Internautas criticaram a coreografia e lembraram que durante o regime de Hitler os nazistas faziam caricaturas dos judeus e os mostravam corcundas e com nariz grande. Já a imagem ariana era sempre associada a de pessoas bonitas, fortes e de boa aparência.

PM e bombeiros entregam ao governo proposta para reestruturar carreira


Documento, que prevê melhorias para as duas corporações, será avaliado pelos governos local e federal antes de chegar ao Congresso Nacional

Agência Brasília

Publicação: 15/07/2014 20:38 Correio Braziliense

 

Um estudo técnico para reestruturar as carreiras da Polícia Militar (PM) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) foi entregue, nesta terça-feira (15), ao governador Agnelo Queiroz, em reunião no Palácio do Buriti. A reestruturação era uma das reivindicações da categoria, que fez "operação tartaruga" no começo do ano.
 (Agência Brasília/ Divulgação)


O documento, elaborado pelas corporações, tem 144 artigos e aproximadamente 90 páginas e será, agora, analisado pelo governo. Entre as principais propostas estão o retorno do auxílio para inativos, já que esse segmento perde benefícios após a aposentadoria, e mudanças no processo de promoção dos praças.

Integrante da comissão responsável por elaborar o estudo, o coronel da PM Marcos Nunes lembrou que um soldado leva, no mínimo, 28 anos para subir ao posto de subtenente.

”Com a nova proposta, serão promovidos cursos a cada quatro anos, e o tempo seria reduzido para 20 anos. Além disso, a promoção não mais dependerá de vagas”, destacou o coronel Nunes.

Segundo ele, a medida permitirá que os militares mais antigos ascendam para a carreira do oficialato. Outro benefício seria a redução do tempo de carreira das mulheres para 25 anos.

“Nosso compromisso de fortalecimento da Segurança Pública é inequívoco, o que é comprovado pelo nosso esforço para investir em recursos materiais e humanos e melhorar a carreira”, destacou o governador, ao lado vice, Tadeu Filippelli.

Para o comandante geral da PM, o que se busca é modernizar o modelo de gestão. “Já mostramos nossa capacidade na Copa do Mundo. Agora, queremos dar às nossas forças o que elas merecem”, disse o comandante.

O comandante-geral do CBM, Júlio Cesar, acrescentou que a reestruturação trará mais qualidade e eficiência no atendimento às necessidades do cidadão.

O vice-presidente da Associação dos Policiais e Bombeiros (Aspra), sargento Manoel Sansão, destacou o debate democrático das propostas, que incluiu representantes de todas as categorias: “Acredito que essa proposta é inédita e atende ao interesse de todos, inclusive o da sociedade, que precisa desses serviços bem estruturados”.

Após análise do texto pela Secretaria de Administração Pública (Seap) e a Secretaria de Fazenda, o GDF encaminhará uma proposta à Casa Civil da Presidência da República para ser encaminhado ao Congresso Nacional para votação.

Brasilienses vencem Jogos Mundiais das Escolas Católicas na Áustria

Time feminino de vôlei da Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima comemora a conquista de campeonato mundial realizado na Áustria

Publicação: 16/07/2014 06:01Correio Braziliense

Com atletas de até 17 anos, a equipe já participou de 12 jogos escolares (Ed Alves/CB/D.A Press)
Com atletas de até 17 anos, a equipe já participou de 12 jogos escolares


A medalha de ouro conquistada na Áustria durante competição no início do mês chegou em ritmo de festa, aplausos e faixas. Atletas das modalidades vôlei feminino, fustal masculino e natação foram campeões nos Jogos Mundiais das Escolas Católicas, realizados entre 9 a 14 de julho em Viena. Na manhã de ontem, uniformizados de verde e amarelo, os adolescentes desembarcaram em Brasília para a alegria de familiares e amigos.

Na mala, as meninas do vôlei trouxeram o troféu de campeãs da competição organizada pela Federação Internacional de Esportes que reúne jovens de até 17 anos. O time é formado por atletas da Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima. Elas disputaram quatro jogos em Viena e, na última partida, depois de vencerem a Bélgica pelo placar apertado de 3 sets a 2, garantiram o título. Há dois anos, o time comandado pelo técnico Fernando Augusto dos Santos ficou em terceiro lugar no mesmo torneio que, em 2012, aconteceu na Ilha de Malta. A medalha de bronze motivou as meninas que sonhavam em alçar voos mais altos.

O time participou de 12 olimpíadas escolares e, ao longo dessa trajetória, as jogadoras conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze. Mas, nos últimos meses, o campeonato mundial na Áustria se tornou o foco das atletas. O técnico destaca que o condicionamento específico para o torneio começou no início do ano. Fernando assumiu o projeto de vôlei na escola em 2005 e, em nove anos de trabalho, esta foi a primeira conquista do primeiro lugar em uma competição internacional. “As meninas treinaram pesado e arrecadaram verbas para a viagem. Recebemos ajuda de empresários, pais, familiares e amigos. O reconhecimento é conquistado a cada dia, mas a vitória na Áustria motivou as atletas que voltaram com mais força para continuar o bom trabalho”, ressalta.

Partido produz documento de 8 paginas crticando a burguesia: Nós! E a gente ainda sustenta essa corja!

 Saúde e segurança estão nos planos de candidatos ao Buriti Entre ideias genéricas, projetos estruturados, autoelogios e alfinetadas, aspirantes ao GDF entregam os planos oficiais ao TRE

Publicação: 16/07/2014 06:03 Correio Braziliense

 (Fotos: Adauto Cruz/CB/D.A. Press20/5/09;  Kléber Lima/CB/D.A Press - 25/9/09;
Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 22/5/14; Minervino Junior/CB/D.A Press - 13/6/14;
Oswaldo Reis/Esp.CB/D.A Press - 1/7/14; Monique Renne/CB/D.A Press - 16/8/10)

Os programas de governo que os candidatos ao Palácio do Buriti entregaram ao Tribunal Regional Eleitoral reproduzem o tom que marcou o início da campanha eleitoral, com muitas críticas às gestões dos rivais. Com o pedido de registro, os concorrentes protocolaram na Justiça Eleitoral os documentos com resumo das propostas e ideias que serão apresentadas aos eleitores. Alguns candidatos são mais vagos e descreveram apenas sugestões genéricas. Outros detalham, com minúcias, as obras e os projetos que serão implantados em eventual caso de vitória.

O plano de governo de Agnelo Queiroz (PT) começa com elogios à gestão da sigla no governo federal. “Experimentando um período de estabilidade institucional duradouro, a ação do governo federal tem sido capaz de alcançar positivamente segmentos sociais inteiros. O Distrito Federal se incorporou a esse ciclo virtuoso tardiamente”, diz o documento.



O discurso no plano é o mesmo adotado pelo governador até agora: os primeiros quatro anos de gestão foram para “arrumar a casa”. Agnelo critica as gestões anteriores e a forma com que recebeu o DF. “As cidades estavam malcuidadas, com sujeira e mato dominando o cenário; o DF ostentava o maior índice de desigualdade do país; e o povo enxergava o seu governo com enorme desconfiança”, afirma Agnelo no plano entregue ao TRE. “Somente ao fim de 2011 foi superada a inadimplência e, a partir disso, a máquina do governo começa a andar.”

As propostas para os próximos quatro anos são, em linhas gerais, dar continuidade ao trabalho desenvolvido até agora. O documento protocolado no TRE também cita obras que serão iniciadas, caso Agnelo vença novamente a eleição, como a conclusão do Expresso DF e a ampliação do metrô. O petista também se compromete a universalizar o programa saúde da família, implantar novas UPAs e criar 3,2 mil vagas no sistema prisional.



Plano de metas

O plano de José Roberto Arruda (PR) é dividido em três eixos: integrar, com ações de transporte; interagir, assegurando consultas à população; e intervir, garantindo a expansão urbana e a educação. No plano de governo, o ex-governador critica o atual endividamento do governo e diz que isso pode ameaçar as contas públicas. “Em 2014, o resultado primário será negativo e deve somar R$ 1,5 bilhão. Esse resultado exigirá muita austeridade fiscal do governo que se inicia em 2015, com redução de despesas e esforço para aumento de receitas.”

Um dos pontos de maior destaque das propostas do candidato do PR é dar mais agilidade à emissão de alvarás e licenças. A ideia é que, depois de um ano de gestão, todos os documentos sejam emitidos em até 10 dias, por meio eletrônico. Entre as ideias do ex-governador para a cidade está a ampliação dos serviços do Na Hora para o Entorno.

Na área de segurança, o concorrente do PR fala em restringir a circulação de armas de fogo — uma medida que só pode ser decidida em âmbito nacional. Cita ainda a intenção de desenvolver estudos técnicos científicos para analisar a viabilidade da criação da Academia Unificada de Segurança Pública do DF, que seria responsável pela formação básica e unificada dos profissionais da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. Na saúde, Arruda sugere a construção de hospitais regionais em modelo de parceria público-privada. O programa critica ainda a superlotação dos pronto-socorros atualmente, “um claro sinal de que a atenção básica não está funcionado como previsto”. Arruda promete acabar com o deficit habitacional do DF, com a construção de 120 mil residências, em parceria com o governo federal.

Mais críticas
O programa de Rodrigo Rollemberg (PSB) também traz críticas ao atual governo. “Para superar a falta de transparência, a burocracia e a ineficiência do Estado, desenvolveremos políticas públicas estruturadas e adequadas para promover o desenvolvimento sustentável, que expressem o compromisso com os verdadeiros anseios da população e produzam resultados concretos e mensuráveis”, afirma.

No transporte, o enfoque é em um sistema intermodal, que integre bicicleta, automóvel, ônibus, metrô e trens metropolitanos, com implantação do Bilhete Único. Para a educação, o candidato prevê a ampliação da cobertura do sistema educacional em todos os níveis, priorizando a universalização da educação básica e a ampliação das creches públicas. Na saúde, Rollemberg propõe a modernização da gestão, “de modo a torná-la mais descentralizada e eficiente, inclusive do ponto de vista financeiro”. Ele quer ainda integrar de forma coordenada uma série de medidas sociais e legais para a diminuição da violência no DF.

O tucano Luiz Pitiman, por sua vez, abre o plano de governo falando do sonho de Dom Bosco, sobre o trabalho de JK para construir Brasília e emenda com dados sobre o orçamento, o Fundo Constitucional e a receita prevista para o ano que vem. “É inequívoco que os recursos são expressivos, contudo, é imperioso se fazer uma pergunta: os recursos são suficientes e estão sendo bem administrados?”, questiona o tucano. “O binômio controle do gasto público e fomento à atividade econômica é iniciativa que se mostra adequada para se alcançar uma administração pública com responsabilidade fiscal”, acrescenta.

Na saúde, Pitiman propõe a adoção de parcerias com a União e com os estados de Goiás e Minas Gerais, além da reformulação dos hospitais da capital federal. Para a educação, as principais ideias são a educação integral a partir de 4 anos, a federalização do ensino fundamental, a revitalização de escolas e a aplicação de um plano de metas e estímulo aos profissionais. A construção de corredores exclusivos para transporte coletivo e a expansão do metrô estão entre as projeções para a área de transporte.

Ideologia
A proposta de governo de Toninho do PSol tem 29 páginas, das quais mais da metade é dedicada à ideologia do partido. As bases do programa estratégico, segundo o documento, estabelecem que “não há soberania nem uma verdadeira independência nacional sem romper com a dominação imperialista”. Para a realidade específica do DF, na área de saúde, Toninho propõe a implantação do Programa Saúde em casa, a reforma de todas as unidades de saúde do DF, a oferta e os insumos necessários a um atendimento digno da população, a realização de novos concursos e a realização de auditorias em todas as contas da Secretaria de Saúde.

O candidato do PSol propõe a intervenção no transporte público e auditoria nas empresas, a integração do transporte coletivo do DF com as cidades do Entorno e a adoção da tarifa integrada, ou bilhete único. Na área de educação, a meta é aplicar integralmente os recursos do Fundeb na educação pública, ampliar a participação da educação pública nos recursos do Fundo Constitucional do DF e os investimentos em educação pública para, no mínimo, 30% da arrecadação do GDF. Toninho propõe ainda a desmilitarização da polícia e a extinção do Bope.

A candidata do PCO, Perci Marrara, não entregou um plano de governo com propostas específicas para Brasília. Das oito páginas registradas na Justiça Eleitoral, a maioria é dedicada às bases do partido. O documento fala da “política de rapina imperialista”, critica o PT e o PSDB e cita a existência de uma crise do capitalismo. “A luta da classe operária e do seu partido não se resume à luta contra o governo burguês de plantão (antigoverninismo). A classe operária luta contra a burguesia, contra o regime político burguês em seu conjunto e contra os governos burgueses”, explica o plano de governo. 



Entre as propostas da legenda, estão o salário mínimo de R$ 3,5 mil, a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais e a criação de um imposto único sobre o capital e as grandes fortunas.

Bombeiros combatem com 6 viaturas incêndio na Floresta Nacional de Brasília Um helicóptero também sobrevoa o local




Marianna Rios -
Publicação: 15/07/2014 21:12 Atualização: 15/07/2014 21:47
 (Zuleika de Souza/CB/DAPress)

Seis viaturas do Corpo de Bombeiros combatem, desde as 18h desta terça-feira (15/7), um incêndio na Floresta Nacional de Brasília. Um helicóptero sobrevoa a área queimada, às margens do km 1 da BR-070 (caminho de Brazlândia), para fazer o reconhecimento do local e planejar a operação. Segundo a Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade), ainda não há informações sobre a proporção do incêndio.


Os bombeiros ressaltaram que a umidade e a temperatura baixas dificultam a operação. Uma perícia será feita amanhã (16) para identificar a causa do incêndio.

Reunião de chefes de Estado em Brasília terá esquema especial de segurança


Na quarta-feira, os presidentes do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que estão reunidos hoje em Fortaleza, se reunirão no Itamaraty com os mandatários da América do Sul



Agência Brasil
Publicação: 15/07/2014 14:56 Atualização: 15/07/2014 21:17

 
Depois da mobilização durante a Copa do Mundo, cerca de 8,5 mil agentes - sendo 4.459 das forças de segurança pública do Distrito Federal e aproximadamente 4 mil das Forças Armadas - trabalharão durante esta semana para garantir a segurança dos 19 chefes de Estado que chegarão em Brasília e suas delegações. Segundo o secretário de Segurança do Distro Federal, coronel Paulo Roberto de Oliveira, a última vez que houve mobilização para receber tantos chefes de Estado na cidade foi em 2005. Na ocasião, foi realizada a Cúpula América do Sul e Países Árabes, com nove presidentes sul-americanos e cinco chefes de Estado e de Governo árabes.

Os eventos desta semana começaram segunda-feira (14/7), com o encontro bilateral entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente russo Vladimir Putin. Amanhã, os presidentes do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que estão reunidos hoje em Fortaleza, se reunirão no Itamaraty com os presidentes da América do Sul. Na quinta-feira (17/7), acontece a Reunião de Cúpula Brasil-China-Quarteto da Celac-Países da América do Sul-México, que vai reunir os chefes de Estado e Governo de Antígua Barbuda, da Argentina, Bolívia, de Cuba, do Chile, da Colômbia, de Costa Rica, do Equador, da Guiana, do México, Paraguai, Peru, de Suriname, do Uruguai e da Venezuela.

Confira as mudanças no trânsito para esta quarta (16/7)


Os chefes de Estado ficarão hospedados em hoteis ou nas Embaixadas de seus países. O comandante do Comando Militar do Planalto, general Racine Lima, informou que o Exército fará varredura, que é uma atividade de prevenção e combate ao terrorismo, por todos os locais e rotas que serão usados pelas autoridades para evitar qualquer perigo. “Montaremos também próximo ao Palácio Itamaraty um posto de descontaminação, para defesa química, biológica, radiológica e nuclear”.

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Além disso, o general Racine Lima e o coronel Paulo Roberto de Oliveira terão, em seus centros de comando integrados, acesso a imagens em tempo real das operações. “Contamos com as câmeras de monitoramento da Secretaria de Segurança Pública que estão espalhadas por toda a cidade e as aeronaves de imageamento que estão sobrevoando os locais de interesse”, disse o general.

Com tantos chefes de Estado, a população terá incômodos no trânsito. Alguns deles, momentâneos, apenas para a passagem dos veículos de escolta e do comboio com as autoridades. Outros maiores, como o bloqueio para a entrada de veículos do trecho do Eixo Monumental entre a Catedral e o Ministério da Saúde desde as 10h30 até a saída dos chefes de Estado do Itamaraty, à tarde, depois do almoço. Quem trabalha nos ministérios poderá sair usando a via, mas só poderá retornar pelas vias paralelas alternativas. O trecho entre o Ministério da Saúde e o Palácio do Planalto estará bloqueado para entradas e saídas de veículos.
 (Secretaria de Segurança Pública/Divulgação)


No dia 17, um evento cultural em comemoração aos 40 anos de relações diplomáticas entre Brasil e China levará à interdição, no horário de pico, da faixa da esquerda e da direita do Eixo Monumental entre o Estádio Nacional Mané Garrincha - onde os convidados estacionarão seus veículos - e o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde acontece o evento. O secretário de Segurança do DF disse que será “um dia crítico na questão da mobilidade” e pediu para a população evitar as faixas dos cantos, usando apenas as quatro faixas centrais da via.
 (Secretaria de Segurança Pública/Divulgação)


Perseguição policial termina com capotagem e dois suspeitos feridos


Um dos suspeitos foi atingido durante o tiroteio com a polícia e logo em seguida o carro capotou
 
Michelle Macedo


Publicação: 15/07/2014 20:27  
 

Uma dupla suspeita de roubar um carro no Gama foi detida após capotar o veículo na tarde desta terça-feira (15/7). Houve perseguição policial e troca de tiros. A capotagem ocorreu em Valparaíso, Entorno do Distrito Federal.


Segundo informações da Polícia Militar da cidade, um dos suspeitos foi atingido durante o tiroteio com a polícia e logo em seguida o carro capotou. O outro homem ficou preso nas ferragens.

A dupla está internada no Hospital Regional do Gama (HRG) e quando receber alta será levada direto para a delegacia de Valparaíso.

MPF/DF QUER LIMITAR CARGOS COMISSIONADOS DO SENADO

15 de julho de 2014 01:43 pm



Núcleo de Combate à Corrupção do MPF/DF pretende impedir nomeação de comissionados para cargos efetivos, quando houver candidatos aprovados em concursos recentes





O Núcleo de Combate à Corrupção (NCC) do Ministério Público Federal no DF (MPF/DF) apontou ilegalidades na forma como o Senado Federal preenche seus postos de trabalho, ao analisar uma ação popular que tramita na Justiça. O NCC constatou " notável desproporção" entre o numero de servidores comissionados e efetivos. Atualmente o quadro tem 3.244 cargos em comissão e 2.954 efetivos.





Desde outubro de 2013, um inquérito civil do MPF/DF investiga os mesmos fatos mencionados na ação popular. Entre outros pedidos, o processo tem o objetivo de impedir que o Legislativo nomeie novos servidores comissionados ou terceirizados para atividades próprias de cargos efetivos para os quais há candidatos aprovados em concursos recentes.





Foi apurado que, de 2002 a 2014, o número de comissionados no Senado Federal quase duplicou. "Em 2013, pela primeira vez, a casa passou a dispor de mais comissionados do que efetivos em exercício nos seus quadros,” destaca a petição do NCC. O quadro se agrava, pois até o fim de 2014 há mais de 700 aposentadorias potenciais de efetivados e o concurso vigente expira em julho de 2014.





Princípios constitucionais – O Ministério Público argumenta que esses postos comissionados no Senado ferem os princípios da exigibilidade de concurso público, moralidade, impessoalidade e eficiência. Segundo a Constituição, essas ocupações são exclusivamente para atividades de direção, chefia e assessoramento. Porém, o atual cenário no Senado indica que determinados cargos comissionados englobam atividades nitidamente executivas e que deveriam ser exercidas por servidores efetivos.





Mencionados na ação entre os cargos de natureza operacional preenchidos por comissionados estão: Auxiliar Parlamentar Júnior, Auxiliar Parlamentar Intermediário, Auxiliar Parlamentar Pleno, Auxiliar Parlamentar Sênior, Assistente Parlamentar Júnior, Assistente Parlamentar Intermediário e Motorista. As atividades por eles desempenhadas são: telefonar, operar computador, receber pessoas, registrar informações, controlar documentos, arquivar, expedir correspondências e digitar.





O NCC do MPF/DF defende que tais serviços - por serem rotineiros, burocráticos e sistemáticos - devem ser desenvolvidos de maneira impessoal, caracterizada pela contratação de trabalhadores concursados. Esses tipos de cargos, por meio de comissão, "colocam em risco a continuidade do serviço publico, diante da possibilidade de ser perdido periodicamente todo o conhecimento técnico acumulado na alternância de poder".





“O órgão legislativo vem criando, nos últimos anos, um número crescente de ocupações em comissão com natureza executiva/operacional privilegiando o apadrinhamento político em face do sistema imparcial e meritório do concurso público, em detrimento inclusive de candidatos devidamente aprovados,” frisa o Núcleo de Combate à Corrupção.





Confira a íntegra da manifestação e o número da ação popular para acompanhamento processual: 
 



Íntegra da manifestação do MPF/DF

Ação Popular 43041-46.2014.4.01.3400 - 22ª Vara Federal do DF



Brasília, 13h30min




Candidatos a presidência começam a investir em campanhas nas redes sociais


Os três principais candidatos ao Planalto investem em ferramentas da internet para ampliar a base de apoio e traduzi-la em votos em outubro 

Correio Braziliense

 
Publicação: 16/07/2014 07:00 

 (Kleber Sales/CB/D.A Press)
Uma das principais ferramentas na propagação das propostas dos candidatos na disputa pelo Palácio do Planalto, o uso da internet começou acanhado na campanha eleitoral. No entanto, dá sinais de que deve crescer rapidamente, especialmente com o término da Copa do Mundo e a proximidade da disputa nas urnas. Na visão de especialistas, a divulgação de conteúdo dos três principais concorrentes à Presidência da República nas redes sociais ainda não se transformou em viral — mensagens que ganham vida ao serem replicadas à exaustão pelos internautas —, mas o cenário deve mudar nas próximas semanas. Os presidenciáveis têm aumentado as equipes para expandir o campo de batalha virtual e investem em novas plataformas. Ontem mesmo, Aécio Neves (PSDB) lançou a página oficial de campanha.

Na segunda-feira, o senador mineiro inaugurou conta no Twitter e já contabilizava 45,3 mil seguidores às 20h de terça. Ele aposta no JPSDB — a militância jovem do partido — para disseminar as ideias e as propostas para o país. “Somos orientados pelo coordenador Xico Graziano a fazermos contas no Twitter e no Instagram para replicarmos tudo o que entrar nas páginas do Aécio”, conta o deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG).

No campo do Planalto, a estratégia virtual do PT começou com a tentativa de conter os danos causados à imagem da presidente Dilma Rousseff com as manifestações de junho do ano passado. Como os protestos foram mobilizados via internet, o partido e a comunicação de Dilma identificaram a necessidade de fortalecer a propaganda na rede. Ainda em 2013, a presidente reativou a conta no Twitter — em que já acumula 2,6 milhões de seguidores — e estreitou a relação com os internautas na página do Facebook do Palácio do Planalto. Nos diretórios do partido espalhados pelo país, oficinas ensinam a militância a divulgar conteúdo favorável à presidente nas redes sociais.

Além dos colaboradores treinados para atuar nas redes sociais, a ofensiva será levada às ruas. Na convenção do partido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou os correligionários para fazer campanha. Segundo Lula, eles “devem ter orgulho” do partido e dos movimentos dos quais participam.


Inspiração na vice
O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, decidiu incorporar à campanha o modelo adotado pela vice, Marina Silva (PSB), em 2010. A exemplo da última disputa, a legenda pretende reabrir pelo menos oito frentes de atuações distintas na internet: site oficial, blog, Twitter, página (fanpage) no Facebook, vídeos no YouTube, divulgação de fotos em site, arrecadação via internet e monitoramento de tudo o que se fala sobre os candidatos na web para tornar repositório de dados para a campanha.

Pouco conhecida pela maioria da população há quatro anos, Marina Silva capitalizou ganhos representativos com as redes sociais. Usando a ferramenta para difundir as causas do desenvolvimento sustentável, ela conseguiu 19,6 milhões de votos no primeiro turno. Só no Twitter, são 859 mil seguidores. Eduardo Campos conta com 33 mil. Otimistas, estrategistas da campanha do PSB esperam que a população passe a adotar as ideias dos candidatos e as repliquem nas redes sociais. “A intenção é dar capilaridade à campanha”, resumiu o secretário-geral do partido, Carlos Siqueira.

Especialista em tecnologia da informação, Marcelo Branco destaca que as campanhas nas mídias digitais começaram muito devagar quando comparadas à última corrida presidencial. “O que se vê são espaços oficiais, com divulgações oficiais, transmitindo informações formais”, explicou. Branco coordenou a campanha de Dilma Rousseff nas redes sociais em 2010 e percebe, atualmente, a diferença no material difundido nestas eleições em relação à passada. “Há quatro anos, o principal conteúdo difundido na campanha veio de apoiadores, e nós só estimulávamos isso.”

Pendências no TSE

O Ministério Publicou Eleitoral contestou a candidatura dos presidenciáveis Mauro Iasi (PCB), Levy Fidelix (PRTB), José Maria Eymael (PSDC) e Rui Costa Pimenta (PCO) por falta de apresentação de documentos no registro. O pedido para que eles apresentassem a documentação pendente para poderem prosseguir como candidatos foi enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os quatro já foram notificados e têm sete dias resolver as pendências.

Sem pagamento, greve de ônibus deve voltar a prejudicar 14 mil passageiros

Cerca de 14 mil pessoas foram prejudicadas com a falta de ônibus nesta terça-feira. Sindicato promete continuar pressão na quarta-feira


Publicação: 15/07/2014 19:09  Correio Braziliense
 

A população de Santa Maria, Gama, Recanto das Emas e Planaltina terá mais transtornos para ir ao trabalho nesta quarta-feira (17/5). Segundo Jorge Faria, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, os  funcionários das empresas Riacho Grande e Cooperativa de Transportes (Cootarde) não têm data de retorno às atividades.
 
Cerca de 14 mil pessoas foram prejudicadas com a paralisação nesta terça-feira, segundo o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFtrans). Rodoviários cruzaram os braços às 4h e prometeram voltar ao trabalho apenas mediante pagamento de salário referente a junho. De acordo com Faria, a paralisação não foi tão prejudicial porque envolveu apenas 30% dos rodoviários.

De acordo com o DFTrans, as empresas Riacho Grande e Cootarde informaram que o problema foi resolvido e que já estavam em movimento de retorno às atividades. Porém, segundo o representante sindical, a dívida ainda não foi quitada e a greve continua.

Na tentativa de diminuir o desconforto dos usuários prejudicados, o DFTrans remanejou 20 ônibus da empresa Piracicabana e 20 coletivos da Pioneira para atender as regiões afetadas. O mesmo esquema de emergência deve ser adotado enquanto a greve continuar.

O Correio tentou entrar em contato com as empresas Riacho Grande e Cootarde, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

Senado só terá sessões em agosto, mas Renan nega recesso branco


Quando se reunir para as votações, no início do próximo mês, o colégio de líderes partidários decidirá sobre a possibilidade de nova semana para votações em setembro
 
Agência Brasil  Correio Braziliense

Publicação: 15/07/2014 19:13
 

Após as sessões desta terça-feira (15/7) e quarta-feira (16/7), o Senado só terá sessões deliberativas nos dias 5 e 6 de agosto, conforme anunciou o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Quando se reunir para as votações, no início do próximo mês, o colégio de líderes partidários decidirá sobre a possibilidade de nova semana para votações em setembro.

Renan ressaltou que as deliberações do início de agosto não ocorrerão em regime de esforço concentrado, quando uma extensa pauta é definida previamente e geralmente ocupa toda a semana. Segundo ele, elas ocorrerão como uma ordem do dia comum, e devem ser apreciados os projetos que estiverem na pauta.

Apesar da limitação das sessões deliberativas, o presidente negou que se trate de recesso branco, e disse que o Congresso continuará funcionando “normalmente” durante o período eleitoral. De acordo com ele, é esperado que os parlamentares votem a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) esta semana, porque ela é imperativa para que o Legislativo entre em recesso em julho. Mas, se a LDO não for votada, segundo Renan, o Congresso continuará funcionando sem as sessões deliberativas. Essa deve ser mesmo a solução a ser aplicada, uma vez que a Comissão Mista de Orçamento (CMO) já decidiu que só votará o relatório do senador Vital do Rêgo em agosto.

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“Recesso é quando você paralisa o Legislativo. Quando você deixa apenas de convocar ordem do dia não é recesso. Porque você pode continuar discutindo, pode ter reuniões das comissões permanentes, o que não haverá é votação. E aí nós temos outra preocupação: a necessidade de deliberar durante o processo eleitoral pode nos levar para a zona cinzenta de votar matérias que não consultam o interesse nacional ou que sejam entendidas por alguns setores como matérias demagógicas, que apenas dificultarão ainda mais a situação da economia”, justificou.

Para esta semana estão previstas, no Senado, as votações de três medidas provisórias, do acordo para extradição firmado pelo Brasil com a China, de empréstimos já aprovados pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e de um calendário especial para apreciação da proposta de emenda à Constituição que, entre outras coisas, prorroga os benefícios tributários concedidos à Zona Franca de Manaus. É possível ainda que as indicações presidenciais de novos ministros do Superior Tribunal de Justiça também sejam apreciadas nesta semana.

Líderes fecham acordo e decidem votar projeto que susta conselhos populares


O decreto cria conselhos para discutir as políticas governamentais, com integrantes indicados pelo próprio governo, mas a medida provocou reações no Congresso



Agência Brasil Correio Braziliense

Publicação: 15/07/2014 14:21


Para tentar avançar na pauta de votações antes do início do recesso parlamentar, que começa à meia-noite de quinta-feira (17/7), líderes da base e da oposição na Câmara dos Deputados buscaram acordo e estão dispostos a votar a urgência e o mérito do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1.491/14, que susta o decreto presidencial sobre a Política Nacional de Participação Social (8.243/14).

O decreto cria conselhos para discutir as políticas governamentais, com integrantes indicados pelo próprio governo, mas a medida provocou reações no Congresso. O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), que apresentou o texto para anular a decisão do Planalto, disse que a medida é autoritária e representa uma “invasão” das prerrogativas do Legislativo. "Há agora o compromisso de votar, mas vamos votar apenas se houver quórum de pelo menos 380 deputados”, informou o deputado.

Para testar o quórum antes que o texto da oposição seja analisado, os líderes decidiram colocar como primeiro item na pauta de votações de hoje a indicação de Bruno Dantas para o Tribunal de Contas da União (TCU). “Será um teste. A partir daí, entra o projeto que suspende o decreto presidencial. Esse é um compromisso da Casa e eu vou cumprir”, garantiu o presidente da Câmara,Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Com o acordo, o plenário da Câmara volta a se reunir nesta tarde e tem como último item previsto a Medida Provisória (MP) 641/14, que trata de assuntos como a regulamentação do setor de energia elétrica. O presidente da Câmara já antecipou que vai retirar, pelo menos dez artigos da MP, que pode ser apreciada ainda hoje. “Tudo o que não for concernente com energia elétrica eu vou, de ofício retirar”, disse.

O esforço concentrado na Câmara deveria ter começado na segunda-feira (14/7), mas, por falta de quórum, a sessão deliberativa convocada para o início da noite não foi instalada. A reunião dos líderes de hoje foi convocada para tentar avançar efetivamente nas votações já que, antes mesmo da corrida eleitoral, entre o próximo dia 18 e 1º de agosto, os parlamentares não devem aparecer no Congresso. O recesso parlamentar do primeiro semestre deve ser mantido mesmo que senadores e deputados não consigam aprovar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 3/14) para 2015.

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Alves disse não acreditar que os parlamentares consigam votar, até quinta-feira, o relatório preliminar apresentado no último dia 2 pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), mas lembrou que a falta de aprovação pode atrapalhar ainda mais o ritmo do Congresso este ano. “Causa uma dificuldade grande de quórum para as próximas semanas, em função das campanhas eleitorais. Por acordo marcamos mais uma semana [de esforço concentrado] em agosto e outra em setembro. Fora daí, é irrealismo [acreditar em quórum para outras sessões]”, explicou o presidente da Câmara.

A votação desse texto da LDO é condição fundamental para que haja oficialmente direito ao descanso de julho. Mas, nos últimos anos, essa regra não têm sido cumprida, e a saída encontrada pelo Legislativo foi o chamado recesso branco, quando mantém-se parte das atividades no Congresso, mas o ritmo de trabalho cai consideravelmente.

O alerta foi reforçado na conversa com os líderes, mas parece não ter surtido o efeito esperado por Alves. Partidos de oposição adiantaram que vão obstruir, de qualquer maneira, a aprovação da lei. A estratégia para garantir um ritmo mínimo de trabalho da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, que teria, ao menos, uma reunião em cada semana, caso não houvesse recesso oficial, não satisfez a todos os defensores das investigações sobre a estatal brasileira.

“Funcionar só duas vezes no recesso branco é um absurdo. Estamos com as investigações em pleno funcionamento e vamos ter que estacionar”, lamentou o líder do Solidariedade, Fernando Francischini. Segundo ele, o requerimento para quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef foi apresentado há mais de um mês e ainda não foi analisado pelo colegiado que não tem conseguido atingir o quórum.

Para o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), o interesse em torno da CPMI é puramente eleitoreiro. “O Parlamento é um lugar de altíssima disputa política a quase 75 dias das eleições. Aqui dentro é guerra eleitoral. Alguém imagina algum grau de isenção nessas investigações? A preocupação com as investigações é da Polícia Federal, do Ministério Público e da Controladoria-Geral [que já estavam acompanhando o caso]”, avaliou.

"Estou cada vez mais preparado para continuar no governo", diz Agnelo (Coitada da gente!)


Em visita à Feira Permanente do Núcleo Bandeirante, o governador ressaltou que irá mostrar o que fez pelo DF no último mandato

Kelly Almeida
Publicação: 15/07/2014 14:43 Atualização: 15/07/2014 18:21
Governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz visita Feira Permanente do Núcleo Bandeirante (Kelly Almeida/Esp/CB/D.A Press)
Governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz visita Feira Permanente do Núcleo Bandeirante


O governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) disse, nesta terça-feira (17/5), estar "cada vez mais preparado para continuar no governo". O candidato à reeleição fez uma visita hoje no horário do almoço à Feira Permanente do Núcleo Bandeirante.


Junto ao governador, estavam o deputado distrital Chico Vigilante (PT), o ex-diretor geral do DFTrans e canditato a deputado federal, Marco Antônio Campanella, o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, o secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda e o administrador do Núcleo Bandeirante, Elias Dias Carneiro.

 
Durante a visita à feira, o governador também ressaltou que a campanha de reeleição irá mostrar tudo o que foi feito por ele no último mandato.