quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Como o PT tratou Eduardo Campos.


Para que Lula, Dilma e o PT não tentem se apropriar do legado de Eduardo Campos, é bom que a gente lembre, como este blog está fazendo, o seu pensamento e também o que o petismo pensava dele. Como o texto abaixo, publicado em 7 de janeiro passado, no facebook do Partido dos Trabalhadores.

A BALADA DE EDUARDO CAMPOS
 
Por um momento, desses que enchem os incautos de certezas, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, achou que era, enfim, o escolhido.

Beneficiário singular da boa vontade dos governos do PT, de quem se colocou, desde o governo Lula, como aliado preferencial, Campos transformou sua perspectiva de poder em desespero eleitoral, no fim do ano passado.

Estimulado pelos cães de guarda da mídia, decidiu que era hora de se apresentar como candidato a presidente da República – sem projeto, sem conteúdo e, agora se sabe, sem compostura política.

O velho Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, faz bem em já não estar entre nós, porque, ainda estivesse, morreria de desgosto.  E não se trata sequer da questão ideológica, já que a travessia da esquerda para a direita é uma espécie de doença infantil entre certa categoria de políticos brasileiros, um sarampo do oportunismo nacional. Não é isso.

Ao descartar a aliança com o PT e vender a alma à oposição em troca de uma probabilidade distante – a de ser presidente da República –, Campos rifou não apenas sua credibilidade política, mas se mostrou, antes de tudo, um tolo.

Acreditou na mesma mídia que, até então, o tratava como um playboy mimado pelo “lulo-petismo”, essa expressão também infantilóide criada sob encomenda nas redações da imprensa brasileira.Em meio ao entusiasmo, Campos foi levado a colocar dentro de seu ninho pernambucano o ovo da serpente chamado Marina Silva, este fenômeno da política nacional que, curiosamente, despreza a política fazendo o que de pior se faz em política: praticando o adesismo puro e simples.

Vaidosa e certa, como Campos, de que é a escolhida, Marina virou uma pedra no sapato do governador de Pernambuco, do PSB e da triste mídia reacionária que em torno da dupla pensou em montar uma cidadela.

Como até os tubarões de Boa Viagem sabem que o objetivo de Marina é se viabilizar como cabeça da chapa presidencial pretendia pelo PSB, é bem capaz que o governador esteja pensando com frequência na enrascada em que se meteu.

Eduardo Campos é o resultado de uma série de medidas que incluem a disposição de Lula em levar para Pernambuco a Refinaria Abreu e Lima, em parceria com a Venezuela, depois de uma luta de mais de 50 anos. Sem falar nas obras da transposição do Rio São Francisco e a Transnordestina. Ou do Estaleiro Atlântico Sul, fonte de empregos e prestígio que Campos usou tão bem em suas estratégias eleitorais.

Pernambuco recebeu 30 bilhões de reais do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, do qual a presidenta Dilma Rousseff foi a principal idealizadora e gestora. O estado também ganhou sete escolas técnicas federais, além de cinco campi da Universidade Federal Rural construídos para melhorar a vida do estudante do interior.

Eduardo Campos cresceu, politicamente, graças à expansão de programas como Projovem, Samu, Bolsa Família, Luz para Todos, Enem, ProUni e Sisu. Sem falar no Pronasci, que contribuiu para a diminuição da criminalidade no estado, por muito tempo um dos mais violentos do País. Campos poderia ser grato a tudo isso e, mais à frente, com maturidade e honestidade política, tornar-se o sucessor de um projeto político voltado para o coletivo, e não para o próprio umbigo.

Arrisca-se, agora, a ser lembrado por ter mantido entre seus quadros um secretário de Segurança Pública, Wilson Damázio, que defendeu estupradores com o argumento de que as meninas pobres do Recife, obrigadas a fazer sexo oral com marginais da Polícia Militar, assim agiam por não resistirem ao charme da farda.

“Quem conhece Damázio, sabe que ele não tem esses valores”, lamentou Eduardo Campos.  Quem achava que conhecia o governador do PSB, ao que tudo indica, ainda vai ter muito o que lamentar. 

PARTIDO DOS TRABALHADORES



"O Partido dos Trabalhadores está de luto. Lamentamos profundamente a trágica morte do ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, e dos outros ocupantes do avião que se acidentou, hoje, em Santos.
 
Campos, presidente do Partido Socialista Brasileiro, dedicou sua vida à política e à luta pelos menos favorecidos, em particular, pela população carente do Nordeste.
 
Campos deixa um grande vazio na política brasileira. Seu partido, o PSB, sempre foi um aliado do PT e, juntos, construímos um país melhor e socialmente mais justo. Eduardo Campos teve papel importantíssimo nas gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo sido ministro da Ciência e Tecnologia. 
 
Mesmo quando decidiu seguir um caminho diferente ao do PT, mantivemos com Eduardo Campos uma relação de profundo respeito e admiração. 
 
A trágica morte de Eduardo Campos deixa o Brasil triste. Nesse momento de profunda dor, estendemos nossas condolências à família desse grande brasileiro, seus amigos e seus correligionários.

Rui Falcão, presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores.”


CoroneLeaks

Guru da direita, Olavo de Carvalho insinua culpa de Dilma na morte de Campos


247 – Em meio a tragédia da morte de Eduardo Campos, dois nomes da direita brasileira exploram o caso nas redes sociais de forma política. 

Considerado o guru da direita, Olavo de Carvalho insinuou no Facebook a culpa da presidente Dilma Rousseff na morte de Campos (PSB): “O governo torna sigilosas as investigações de acidentes aéreos e poucos dias depois já vem um acidente aéreo politicamente relevante. Ou o acaso está gozando da nossa cara, ou não é acaso”. 

Além dele, a candidata a deputada estadual pelo PSDB paulista, Dany Schwery, publicou imagem de Dilma com a imagem: “Te cuida Aécio; o próximo é você”.

Leia o post de Renato Rovai sobre o assunto:

Olavo de Carvalho e candidata tucana culpam Dilma por acidente de Campos

Olavo de Carvalho, que é considerado filósofo por “gênios” do estilo de Roger, o ex-cantor e pretenso humorista, postou a seguinte mensagem no seu Facebook, às 14h de hoje:

“O governo torna sigilosas as investigações de acidentes aéreos e poucos dias depois já vem um acidente aéreo politicamente relevante. Ou o Acaso está gozando da nossa cara, ou não é acaso.”

A bizarra insinuação tinha quase 3 mil curtir e um pouco mais de quatro mil compartilhamentos à meia noite.

Entre outros que tiveram a atitude de fazê-lo, está a candidata a deputada estadual pelo PSDB paulista, Dany Schwery, que já foi motivo de dois pots aqui e aqui neste blogue quando candidata a vereadora, em 2012.

Dany tentou ser mais direta e engraçada do que Carvalho e publicou o meme que ilustra este post.

Depois de ser contatada por, segundo ela, pessoas do partido, retirou-o da página. Mas não sem antes ameaçar petistas e dizer que nunca faria isso não fosse a possibilidade de que a atitude respingasse no seu candidato, Aécio Neves.

Dany teve uma votação ridícula em 2012, apenas 507 votos. O que permite dizer que não será eleita novamente. Mas o PSDB paulista não abre mão de ter gente como ela na sua chapa. O que diz mais sobre o tucanato paulista do que sobre Dany.

Vi também gente que se afirma do PT e de outros partidos de esquerda fazendo comentários lamentáveis sobre o acidente que vitimou Campos, mas nenhum deles pleiteava cargos políticos ou tem qualquer nível de representação partidária.

O mínimo que um partido decente faria com uma candidata que formula este tipo de aberração é cassar a sua candidatura. Para que não venha a ser confundido com ela. Com a palavra os candidatos a presidente pelo partido, Aécio Neves, e a governador, Geraldo Alckmin. E claro, o sempre atento, José Serra, que disputa o Senado pelo PSDB, e é apontado como a liderança política de Dany.


28 comentários em "Guru da direita, Olavo de Carvalho insinua culpa de Dilma na morte de Campos"



  1. H. Poirot 14.08.2014 às 09:38
    EXISTE UM ENORME MISTÉRIO NESSA HISTÓRIA, VAMOS DESCOBRIR!!!!PARECE TER A MÃO DO INTERESSE MERCENÁRIOS ESPECULADORES ESTRANGEIROS E NATIVOS NOS ENORMES RECURSOS NATURAIS E HUMANOS DE NOSSO PAÍS. 

  2. Helio 14.08.2014 às 09:35
    O ovo é da galinha que canta primeiro.... Então podemos deduzir que o PSDB poderia ter tramado algo para tentar chegar ao segundo turno. Algo que as pesquisas demonstraram inviáveis até o momento. O Olavo é um velho gagá... Agora, alguém levar isso a sério é uma possibilidade de estar doente mentalmente como o Olavo. A morte de Campos, só prejudica o PT nas eleições. Essa conta é imoral no momento da morte de uma pessoa digna como Campos.

  3. eduardo lima 14.08.2014 às 09:35
    Não merece comentários.

  4. Marcelo Fossari 14.08.2014 às 09:31
    Pensem que esse tipo de estupidez fosse apenas dos IGNORANTES da minha pequena cidade. Dilma e o PT são os que mais tem a perder com a morte de Eduardo Campos agora, pois a vitória no primeiro turno estava pavimentada. Com a possibilidade de Marina Silva ser candidata, a história muda. O máximo que se pode chegar em matéria de teoria da conspiração é os patrocinadores de Marina (capital financeiro inglês) terem chegado a conclusão que Dilma ganharia no primeiro turno e, que ficar novamente sem poder sugar mais riquezas do Brasil não dava mais e, resolveram tirar o companheiro de chapa de Marina do caminho. O DESESPERO DOS ABUTRES NACIONAIS NÃO TEM LIMITES, NEM RESPEITO, E PELO VISTO, NEM INTELIGENCIA!

  5. BRASILEIRO 14.08.2014 às 09:31
    O PT TEM QUE SER ELIMINADO PELAS FORÇAS ARMADAS, ESTAMOS LIDANDO COM UM PARTIDO TERRORISTA MUITO PIOR QUE O HAMAS, SÃO FANÁTICOS MARXISTAS, GENTE QUE MATAVA SEUS "COMPANHEIROS" NA RUA OU NA GUERRILHA DO ARAGUAIA. O PT TEM QUE SER EXTERMINADO PELO BEM DA DEMOCRACIA DO BRASIL, SE OS ALEMÃES TIVESSEM FEITO ISSO COM O PT ALEMÃO, TERIAM EVITADO MUITO SOFRIMENTO!

  6. Kate 14.08.2014 às 09:30
    Levem o Olavo para um sanatório, porque lá ele vai ter uma tratamento adequado para sua demência. O 247 é um lugar de tratar casos sobre política, e não de velhos esclerosados acometidos de loucura. 

  7. BRASILEIRO 14.08.2014 às 09:28
    EDUARDO CAMPOS TINHA MUITA ESTRADA PELA FRENTE E SERIA COM TODA CERTEZA UM DIA PRESIDENTE DO BRASIL, ERA UMA AMEAÇA À HEGEMONIA DO PT, O PARTIDO TERRORISTA PREFERIU PORTANTO ELIMINÁ-LO. ASSIM COMO NO CASO CELSO DANIEL E DO TONINHO EM CAMPINAS, INVESTIGUEM O PT QUE IRÃO DESCOBRIR DE ONDE VEIO A ORDEM!!!!

  8. H. Poirot 14.08.2014 às 09:27
    EXISTE UM ENORME MISTÉRIO NESSA HISTÓRIA, VAMOS DESCOBRIR!!!!PARECE TER A MÃO DO INTERESSE MERCENÁRIOS ESPECULADORES ESTRANGEIROS E NATIVOS NOS RECURSOS NATURAIS E HUMANOS DE NOSSO PAÍS. 

  9. BRASILEIRO 14.08.2014 às 09:25
    O PT MATOU CELSO DANIEL POR ORDENS DE LULA, GILBERTO CARVALHO EXECUTOU A ORDEM ATRAVÉS DO PCC, BRAÇO ARMADO DO PARTIDO TERRORISTA!!! É ISSO QUE ENTROU PARA A HISTÓRIA E PARA A ETERNIDADE. NÃO DUVIDO QUE TENHAM MATADO AQUELE QUE CONSIDERAVAM TRAIDOR DA CAUSA. PT É MUITO PIOR QUE O HAMAS!!!!

  10. Almeida Telles 14.08.2014 às 09:20
    Investiguem o PT que a verdade aparecerá.
  11. H. Poirot 14.08.2014 às 10:03
    EXISTE UM ENORME MISTÉRIO NESSA HISTÓRIA, VAMOS DESCOBRIR!!!!PARECE TER A MÃO DOS INTERESSES MERCENÁRIOS ESPECULADORES ESTRANGEIROS E NATIVOS NOS ENORMES RECURSOS NATURAIS E HUMANOS DE NOSSO PAÍS. 

  12. tô ligado 14.08.2014 às 10:01
    Quero ver o Aécio, agora, falar em "acusações sórdidas"...

  13. bene 14.08.2014 às 10:00
    a direita pelo mal que já fizeram ao Brasil deveriam ir parar na papuda, esses Urubus que jogam contra a nação brasileira 

  14. Carlindo 14.08.2014 às 10:00
    São vermes, são resíduos morais.

  15. Ewerton 14.08.2014 às 09:56
    QUANDO RECEBI A NOTICIA PRIMEIRA COISA QUE PENSEI "SABOTAGEM", PARA O PT QUALQUER COISA VALE O PODER...

  16. Márcio 14.08.2014 às 09:52
    Olavo de Carvalho é aquele ex-astrólogo?

  17. borges-lg 14.08.2014 às 09:52
    Esse tal de olavo de carvalho não é gurú, é urubú, idiota e gagá. É uma piada!

  18. recordista 14.08.2014 às 09:46
    p/brasileiro vc não passa de um verme p/almeida teles vai chupar a rola do seu pai seu fdp

  19. Cezar Rio 14.08.2014 às 09:46
    A DIREITA NÃO PERDE TEMPO – MATA Com os atuais números, a eleição provavelmente seria decidida no 1º turno, a favor de Dilma. Tudo que a direita não contava. CIA, bancos, mídia etc esperavam que no início da propaganda na TV a oposição estivesse empatada com Dilma. Não deu. Solução, morte ao mais fraco e imediato “incensamento da Blablarina” (PHA). A direta matou dois coelhos com uma cajadada só: divide o eleitorado feminino (50% de brasileiros) e concentra o eleitorado pentecostal (22% de brasileiros) na candidata evangélica. BINGO: 2º turno a vista. A candidata evangélica não chega ao 2º turno, mas empurra o pleyboy do Leblon para lá. Aí é outra conversa: tempo de TV igual e a mídia amiga criando torpedo de papel, aloprados, ficha falsa da Dilma, dinheiro no exterior e quejandos. Não custa lembrar, quando contrariada, a direita trucidou Lincoln e John Kennedy e Otto von Bismarck (1815-1898), o chanceler de ferro prussiano dizia: “os cidadãos não dormiriam tranquilos se soubessem como são feitas as leis e as salsichas”. Leia-se aqui “lei” como política. 

  20. tucanalhas 14.08.2014 às 09:46
    olavo carvalho, voce é um escroto filho da puta.
  1. Almeida Telles 14.08.2014 às 09:20
    Investiguem o PT que a verdade aparecerá.

  2. Robson Fonseca 14.08.2014 às 09:14
    Agora, se querem criar teoria da conspiração, é mais fácil os bancos, governos internacionais e ongs estrangeiras terem encomendado o acidente, até porque a queridinha deles era a marina a tempos, dai tiraram o campos da área e consequentemente ela toma o lugar. 

  3. Marcos 14.08.2014 às 09:12
    A lei foi proposta pela Aeronáutica, em 2007, após a crise aérea desencadeada com os acidentes da Gol, em 2006, que deixou 154 mortos, e da TAM, em junho de 2007, que matou 199. O diretor do Cenipa, brigadeiro Dilton José Schuck, afirmou que, "embora a iniciativa da lei tenha sido da Aeronáutica, as empresas aéreas foram consultadas e o resultado é um consenso da comunidade aeronáutica". Ele salienta que a nova lei segue o que preconiza a Organização Internacional da Aviação Civil (OACI), órgão ao qual o Brasil é signatário, "para preservar as fontes voluntárias que prestam esclarecimentos e alimentam de informações que venham a auxiliar na identificação dos fatores que levaram à ocorrência do acidente, para que eles não se repitam". O brigadeiro lembrou ainda que a apuração do Cenipa não segue o ritmo de um processo judicial. 

  4. Robson Fonseca 14.08.2014 às 09:12
    Esquece gente, pessoas inescrupulosas assim tem que ser deixadas de lado. Nojo de gente assim. 

  5. Reg 14.08.2014 às 09:09
    Calhordice, vigarice, trapaça, ignomínia, falta de caráter e escrúpulos deste miliciano a serviço do poder paralelo que quer roubar o Brasil abrigado na MILÍCIA da extrema-direita chamada de PIG. . 

  6. Jakson 14.08.2014 às 09:04
    Esse pessoal que faz essas insinuações só tem bosta, muita bosta na cabeça, no coração e em todo o corpo. Que interesse tinha a dilma em fazer isso, se para ela era muito melhor ele na disputa que marina??????? estúpidos, ridículos, urubus sanguinolentos, abutres do mal. Eduardo campos diga-se de passagem estava destruindo o próprios partido com seu narcisismo e ganância individualista. è provável o PSB não eleger nenhum governador, diferente dos 6 que elegeu em 2010.

  7. EU FICO IMAGINANDO; 14.08.2014 às 08:57
    QUANDO NÃO É ESSE TIPO DE CANDIDATA QUE SÃO PAULO TEM, É O TIRIRICA! VÁ SABER O TAMANHO DA BURRICE DOS PAULISTAS? E AINDA DIZEM QUE SÃO OS NORDESTINOS QUE NÃO SABEM VOTAR KKKKKK SOBRE O GAGÁ, NÃO PERCO TEMPO ESCREVENDO, A ESCORIA NÃO MERECE ATENÇÃO!

  8. Armando (Porto Alegre) 14.08.2014 às 08:55
    Nossa arma é a palavra. Com ela abatemos mais postulantes em "voo" do que qualquer míssil. Sem dúvida que o acontecimento é espantoso, mas quem sempre eliminou seus adversários políticos foi a direita, nem por isso acredito em teorias conspiratórias, apenas uma tragédia infeliz, pois para nós da esquerda o inimigo de classe é o Aécio e a gangue tucana.

  9. Pedro 14.08.2014 às 08:50
    Olavo está certo. Isso não foi obra do acaso. Foi a aeronáutica quem solicitou o sigilo após acidentes ocorridos em 2007. É para preservar as informações, vítimas e familiares.

  10. É tanta burrice que dá vontade é de rir!!! 14.08.2014 às 08:45
    Certos (in) idiotas, (sem noção), não tem o que escrever querem fazer ilações sobre coisas que não tem lógica. Qual o perigo que Eduardo e a Marina representava para a Dilma? Só uma mula desta é que não não é capaz de discernir. Se o Dudú e a Marina estavam patinando nos 8% e tinha o risco de voltar para os 4,5 e aparece um asno deste com estas bobagens. O Aécio está com 20%, mas insuflado pela Mídia, pois há levantamentos sério que ele não passa de 13,5 a 15%. E mesmo que tivesse com 30 ou 40% nada destas besteiras teriam lógica. O cara tá tomando Gardenal com Chá dos santos Daime e fumando Maconha estragada.

Desculpas de Israel ridicularizam vira-latas brasileiros

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Depois que o próprio Reuven Riulin, o novo presidente de Israel, telefonou para Dilma Rousseff para pedir desculpas, não custa recordar a reação dos adversários do governo brasileiro, que há duas semanas se alinharam com o porta-voz da chancelaria israelense que definiu o Brasil como “anão diplomático.”

Em poucas horas o Brasil foi inundado por vídeos, artigos e comentários de ar grave, palavras duras e retórica pedante, de grande utilidade para encobrir uma postura típica de vira-latas.

Falou-se que era uma definição com “incrível precisão” de nossa diplomacia. Mesmo quem admitiu que a postura do governo brasileiro diante dos ataques do Exército Israelense a Gaza podia estar certa, justificou o “anão diplomático” porque o Itamaraty carece “de credibilidade mesmo quando faz declarações corretas.” 


O telefonema de Riulin mostra com precisão realmente incrível o ridículo dessa reação. Para azar de quem levou o “anão diplomático” a sério, a atitude do presidente de Israel deixa claro que era uma definição menor, de um funcionário sem qualificação para emitir conceitos em nome do governo, alguma coisa que se poderia chamar de “gafe” — o que torna ainda mais curioso que tenha sido aceita e divulgada com tanta facilidade.

Riulin deixou claro pelo gesto que o Brasil está longe de desempenhar um papel desprezível na diplomacia do século XXI, para infelicidade daqueles que enxergam o mundo pelo olhar da inferioridade e da submissão. 


Mais realistas do que o Rei a quem pretendem servir — estou falando da direita republicana dos EUA, que sustenta Israel de qualquer maneira –, procurando qualquer pretexto para bater no governo Dilma, eles se alinharam com Yigal Palmor, que fala em nome do chanceler Avigdor Lieberman, a mais acabada expressão do fascismo na política israelense.

Principal adversário de toda iniciativa de paz, Lieberman defende a manutenção e ampliação de assentamentos em territórios palestinos. Sustenta uma política de discriminação em relação a população árabe que reside em Israel. Chegou a apresentar um projeto pelo qual ela só teria direito a voto, por exemplo, se fizesse um “juramento de lealdade” ao estado judeu.


Foi desse mundo obscuro, vergonhoso e inaceitável, sem o menor compromisso com a democracia nem com a soberania dos povos, que veio o termo “anão”.


Não é surpreendente que ele tenha sido abraçado por aliados da oposição, capazes de afagar até adversários externos que — mesmo se estivessem corretos em seu ponto de vista — não tinham o direito de faltar com consideração por autoridades legitimamente autorizadas a falar em nome do povo brasileiro. O desrespeito e a agressividade são chocantes, mas não chegam a ser novidade neste repertório.


Fazem parte da tentativa de desmoralizar adversários que não se consegue derrotar democraticamente. Tenta-se corroer sua legitimidade ao partilhar um tratamento grosseiro, chulo, que, a seus olhos, tem mais valor porque vem do estrangeiro.


Convém não esquecer que, há quatro anos, esse mesmo pessoal alinhou-se aos mesmos senhores externos condenar Luiz Inácio Lula da Silva em sua tentativa de construir um acordo de paz com o Irã de Mahmoud Ahmadinejad.

A viagem de Lula havia sido autorizada e até certo ponto estimulada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que enfrenta tensões com a atual política de Israel, tão radical e extrema que pode tornar-se prejudicial aos interesses norte-americanos.


Mesmo assim, os vira-latas não perdoaram.

Merval e Jabor pressionam: tem que ser Marina

247 – Os comentaristas da Globo Merval Pereira e Arnaldo Jabor assumiram o papel de defensores de Marina Silva como candidata, depois da tragédia que provocou a morte do candidato a presidente da República Eduardo Campos. A ex-senadora era candidata a vice na chapa do ex-governador de Pernambuco. Merval disse que "ela assume um protagonismo natural nessa tragédia". Jabor foi mais explícito: "Não acredito que o PSB seja tão burro a ponto de não indicar Marina".

"Muda completamente a campanha eleitoral, o cenário político brasileiro", comentou Merval sobre a morte de Campos, na rádio CBN. "Marina passa a ser a figura central nessa tragédia e ganha um protagonismo natural nessa tragédia. Já dá para dizer que ela é a indicada [a substituir Campos]", afirmou ainda o colunista.

"Tenho a impressão que o comando da campanha e desta nova opção política passa automaticamente para a Marina e a união da Rede e do PSB ganha uma nova história daqui pra frente", acrescentou. Segundo Merval Pereira, a sucessão presidencial "fica sem perspectiva diante de fatos tão trágicos" e a perda de Eduardo Campos "vai ter consequências profundas nessa campanha", em sua avaliação.

Já Arnaldo Jabor afirmou que "certamente" Marina será indicada pelo PSB nesse novo cenário eleitoral. "Tem gente achando que vai prejudicar o [candidato do PSB], Aécio Neves, tem gente achando que vai prejudicar a [presidente] Dilma, tem gente achando que fará um segundo turno sem dúvida, porque a Marina certamente vai ser indicada pelo PSB, apesar de ter diferenças com o PSB, não acredito que o PSB seja tão burro a ponto de não indicá-la".

O comentarista comentou ainda que "estamos perplexos diante da imprevisibilidade das coisas", e acrescentou: "aliás, é até bom viver assim porque... não adianta ter certezas". Arnaldo Jabor disse que espera "que as eleições sejam justas, porque o Brasil está precisando de uma benção". 

O colunista aproveitou para criticar o PT, partido que, segundo ele, "está no poder e se agarra no poder como se o poder fosse a salvação da humanidade, quando na verdade é a salvação deles".

Ouça aqui o comentário de Merval Pereira.

E aqui o de Arnaldo Jabor.

Rollemberg quer eleição para gestor regional

Brasília 247 – O senador e candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSB, Rodrigo Rollemberg, defende um choque de gestão, com eleição direta para os administradores das 31 regiões que compõem o DF – antes chamadas de "cidades satélite". Atualmente, o governador é quem escolhe os administradores, tidos como "prefeitos" dessas regiões.

"Nós entendemos que quem tem que escolher os administradores é a população da cidade", afirmou Rollemberg ao Portal UOL

Questionado sobre suas principais propostas para a saúde, o parlamentar informou que pretende "melhorar a infraestrutura hospitalar no Distrito Federal, pois a maior necessidade hoje é de ter um hospital do câncer". "Mas queremos hospitais, queremos UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] com médicos trabalhando, acrescentou.

Fazendo um elogio indireto ao presidenciável pelo seu partido, Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, Rollemberg falou sobre suas propostas para a área de segurança pública. "Faremos como em Pernambuco, em que o governador, uma vez por semana, se reúne com toda a equipe do governo, a área de segurança e as demais áreas, além de representantes do Ministério Público e do Tribunal de Justiça, para fazer um monitoramento", disse.

Confira os principais trechos da entrevista:

Como avalia a mudança da sede do governo do Palácio do Buriti para a cidade de Taguatinga, prevista para este semestre?

Acho positiva. Hoje, 47% dos empregos do Distrito Federal estão concentrados no Plano Piloto e isso faz com que haja um movimento pendular todos os dias, de vinda para cá de manhã e de volta no final da tarde. Isso será reduzido com a mudança do centro administrativo, mas é muito importante também mudarmos o modelo das nossas administrações regionais.

De que forma?
Hoje, temos administrações regionais em que 100% dos servidores são comissionados, são servidores de livre provimento. Quando muda o administrador, muda 100% da administração, não fica nem a memória da administração. Temos muitos administradores que sequer moram nas cidades que administram. A maioria serve mais aos deputados distritais que os indicam do que ao conjunto da população. Precisamos mudar isso, colocando servidores concursados, qualificados e promovendo eleição direta para os administradores regionais.

No nosso governo, vamos fazer a reorganização das administrações com servidores efetivos e, em seguida, vamos fazer eleição direta para administradores regionais. Nós entendemos que quem tem que escolher os administradores é a população da cidade.

Teria que haver mudança de legislação, não?
Sim, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal deu um prazo para o governo do DF regulamentar o artigo 6º da Lei Orgânica que diz que a lei definirá a forma de participação popular para a escolha dos administradores regionais. O governo está obrigado a definir e a regulamentar isso.

Acha que pode encontrar resistência na Câmara Legislativa?
Essa regulamentação depende da Câmara Legislativa, mas é de iniciativa exclusiva do governador do Distrito Federal. [Se] O governo está fazendo as coisas certas e tem o apoio da sociedade, o deputado distrital que ficar contra o governo terá um ônus muito grande.

E daria tempo de fazer uma eleição direta para os administradores regionais em um mandato?
Depois de fazermos um concurso público e que essas administrações regionais já estejam com engenheiros, arquitetos com quadro qualificado de servidores concursados, será possível regulamentar as eleições diretas e realizá-las, se for o caso, no curso do mandato ou no início do próximo mandato.

Em uma pesquisa recente do Ibope, saúde foi apontada por 42% dos entrevistados como a área mais problemática do Distrito Federal. Quais são as suas propostas?

O Distrito Federal, segundo o Ministério da Saúde, está em 20º lugar entre as 27 unidades da federação na qualidade do atendimento em saúde e apenas 27% da população tem acesso ao Saúde da Família, uma das coberturas mais baixas do Brasil. 

Vamos investir na promoção da saúde e na prevenção, contratando agentes comunitários em grande quantidade através de concurso público para fazer a prevenção. Queremos melhorar a infraestrutura hospitalar no Distrito Federal, pois a maior necessidade hoje é de ter um hospital do câncer. Mas queremos hospitais, queremos UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] com médicos trabalhando. Não adianta ter um hospital e não ter médico. Isso, em grande parte, é gestão, porque, pela Organização Mundial da Saúde, temos médicos suficientes. O problema é que eles não estão bem alocados.

Quais os planos para a segurança pública visando reduzir os índices de violência e evitar novas "operações Tartaruga" pelas polícias?

É fundamental motivar os policiais militares, bombeiros e policiais civis, discutindo plano de cargos e salários que seja possível de ser implementado e que traga melhoria de condições de trabalho. Vamos implantar um programa que tem como princípios a prevenção, a inteligência e o combate ao crime. Iremos dividir o Distrito Federal em regiões e criar metas de redução para cada região, com um coordenador escolhido por concurso público para coordenar cada uma. Faremos como em Pernambuco, em que o governador, uma vez por semana, se reúne com toda a equipe do governo, a área de segurança e as demais áreas, além de representantes do Ministério Público e do Tribunal de Justiça, para fazer um monitoramento. É fundamental também retomar o policiamento ostensivo com a polícia nas ruas através das duplas de "Cosme e Damião", policiamento de motocicleta e policiamento de carro.

E quanto à mobilidade urbana?
Hoje, a população está extremamente irritada porque está esperando muito tempo pelos ônibus, além de precisar pegar mais de uma condução. Temos também que fazer a integração dos meios de transporte. Vamos fazer a criação da tarifa única, não tem sentido uma pessoa que vai pegar dois ou três ônibus no mesmo período pagar duas ou três passagens. As pessoas têm que perceber que mobilidade urbana não é só obra, é, sobretudo, um serviço e, portanto, a questão da tarifa única e da integração é fundamental.

E temos que ter alternativas para os eixos de mobilidade urbana e que são os eixos de desenvolvimento do Distrito Federal. Por exemplo, na área do Entorno sul, ligando Brasília a Luziânia (GO), já temos uma estrada de ferro. A ideia é transformar essa linha de ferro, com as adaptações necessárias, em linha de passageiros.

É fácil entender porque conservadores preferem Marina


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A falta de cerimônia exibida por tantos colunistas conservadores para emplacar Marina Silva de qualquer maneira como candidata presidencial do PSB, menos de 24 horas depois da morte de Eduardo Campos, é um sintoma de vários elementos da campanha de 2014.

O maior é o receio de que Aécio Neves já tenha chegado a seu limite eleitoral – muito longe daquilo que seria necessário para dar a seus aliados esperanças reais de vencer o pleito – e é preciso encontrar um atalho para tentar derrotar Dilma. Desse ponto de vista, a oportunidade-Marina veio a calhar.

Ao contrário de Aécio Neves, herdeiro identificado com o mais tradicional conservadorismo brasileiro, onde até a denúncia de caráter moral se compromete com a descoberta da pista de aeroporto de R$ 14 milhões na fazenda do tio-avô, Marina consegue apresentar-se como candidata do “novo.”

Uma década de esforço permanente para criminalizar a política a pretexto de combater a corrução não poderia deixar de produzir resultados. O mais visível deles, na campanha de 2013, é Marina.

Foi adotada por eleitores , especialmente jovens, sem partido político, para quem todo político é ladrão e só pensa em se arrumar. Basta reparar quais foram partidos que Marina frequentou e quais aliados cultivou ao longo de sua já longa existência política para ponderar o que há de verdade e de mentira nessa visão – mas este é assunto para um longo debate politico, destinado a proteger e recuperar nossos valores democráticos.

Basta registrar que sua assessoria é formada por economistas que transformaram a austeridade e o baixo crescimento num horizonte de busca permanente, usando o argumento ecológico como instrumento para impedir o crescimento econômico. 

Veja só. Ao contrário de conservadores tradicionais, partidários de políticas de austeridade por um período determinado, para derrubar a inflação, por exemplo, eles defendem o baixo crescimento como um valor em si. Sei que é meio difícil de acreditar, num país que tem tanto emprego para criar, tanta infraestrutura para desenvolver, tanta carência para sanar. Mas é verdade.

Referindo-se a preservação ambiental, o mais conhecido deles, Eduardo Gianetti da Fonseca, já foi capaz de dizer que é preciso combater o consumo excessivo…de carne e leite. Juro. Para ele, como ninguém respeita os padrões ambientais, é preciso encarecer o preço dessas proteínas para que o consumo seja reduzido. Está lá, no livro “O que os economistas pensam sobre sustentabilidade,” página 72 e seguintes:

“Comer um bife é uma extravagância do ponto de vista ambiental. O preço da carne vai ter de ser muito caro, o leite terá de ficar mais caro. Tudo o que tem impacto ambiental vai ter de embutir o custo real e não apenas monetário. Essa é a mudança decisiva.”

Aderindo a palavra de ordem do candidato vizinho de palanque, que falou em medidas impopulares, Gianetti admite na mesma entrevista: “O caminho que estou propondo é sofrido.”

Seu parceiro ideologico, André Lara Rezende, advoga ideias curiosas, próprias de quem admite uma postura de subordinação entre nações. Para ele “a questão Estado-Nação ficou ultrapassada.”

Depois de apontar para um futuro onde uma catástrofe ecológica capaz de reduzir a humanidade para 500 milhões de pessoas (hoje somos sete bilhões) já se tornou “irreversível” e “tangível”, Lara Rezende advoga o baixo crescimento, também, mas adverte: “crescimento material com Ecologia é difícil.” 

É certo que uma candidata com essas ideias teria uma vida difícil no PSB, partido nascido à sombra de Miguel Arraes, o líder popular que resistiu a ditadura de forma exemplar, chegando a ser preso em Fernando de Noronha para não entregar o cargo que os generais de 64 pretendiam lhe tomar. 

Imagine esses cidadãos no comando da política econômica um partido que pede votos em sindicatos de trabalhadores e que, em 2014, conseguiu apoio de lideranças operárias de tradição, como Ubiraci Dantas de Oliveira, o veterano Bira, metalúrgico de São Paulo, que já era possível encontrar em comícios do 1o de maio no final dos anos 1970, e que hoje é dirigente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil).

Ninguém deve ignorar que Marina e Eduardo Campos fizeram um casamento de conveniências quando a presidente da ex-Rede ficou sem partido. Campos lhe abriu uma legenda, na esperança de receber uma necessária transferência de votos. Marina conquistou um palanque, indispensável para quem corria o risco de ficar calada em 2014. 


Mostrando uma grande capacidade política para agregar apoios e somar contrários, Eduardo Campos transformou-se no grande ponto de equilíbrio político dentro do PSB. Era o protetor de Marina, o que pedia tolerância para suas opiniões e divergências. 

Querer usar a tragédia do Guarujá para alterar a natureza desse acordo é cometer uma violência. Numa comparação abusada, mas que faz sentido do ponto de vista das diferenças entre PSB e a Rede, o verdadeiro partido de Marina, seria igual a chamar Michel Temer para ser titular na chapa do PT — caso Dilma Rousseff fosse impedida de disputar a presidência por uma razão qualquer.

Um elemento a favor da escolha de Marina não chega a ser especialmente “novo,” como gostam de enxergar seus aliados. Espera-se que, com sua popularidade, ela ajude o partido a engordar a bancada de parlamentares, estaduais e federais. Isso costuma acontecer, mas nem sempre. Em 2010, num caso clínico de sucesso individual, Marina chegou perto de 20% dos votos como candidata presidencial mas não conseguiu acrescentar um único novo parlamentar à bancada do Partido Verde — desempenho que está na origem de boa parte de suas dificuldades para permanecer no PV. 


Ainda assim, a popularidade de Marina provoca justo temor no PSDB, pois pode transformar-se numa candidatura capaz de atropelar Aécio e jogá-lo para terceiro lugar e fora da campanha no segundo turno, o que seria, para os tucanos, uma derrota pior que todas as outras desde 2002. 

Para o PT, a recíproca, no caso, também é verdadeira. Para o QG da campanha petista, o cenário ideal – fora a hipotética vitória em primeiro turno, cada vez menos realista – é enfrentar Aécio Neves numa segunda votação.

Os petistas sempre estiveram convencidos de que, num segundo turno, a maioria dos parlamentares, dirigentes e eleitores do PSB não serão capazes de abandonar a própria história para votar no PSDB, que sempre denunciaram como partido conservador, e farão o caminho de volta para uma aliança com o PT. 



Era com essa possibilidade que Dilma e Lula sempre trabalharam nos últimos meses. 


Evitaram atitudes hostis e indelicadas, reservado a artilharia mais pesada para Aécio. Qualquer mudança, neste horizonte, irá atrapalhar os planos de Dilma.

E é por isso que nossos conservadores já apostam em Marina. 




Comentario

  1. Gilberto 14.08.2014 às 09:13
    É uma pena que Eduardo faleceu, não fosse sua vice votaria tranquilo nele. Tomara que isso ajude a empurrar mais os PeTralhas para o buraco! #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha

Opção do PSB por Marina não será automática


Josias de Souza

Não será automática a ascensão de Marina Silva à cabeça da chapa presidencial do PSB, que ficou acéfala com a morte de Eduardo Campos. Hoje, a maioria da Executiva reprovaria a solução, disse ao repórter, na noite passada, um dirigente do partido. Se apostarmos tudo na Marina, qual será o nosso legado?, perguntou. A herança será nula, ele mesmo respondeu. Logo, logo a Marina registra a sua Rede Sustentabilidade e vai embora, completou.

Alguns dos principais líderes do PSB já conversam sobre o futuro. Fazem isso por necessidade, não por opção. Pela lei, o partido terá de tomar uma decisão até sexta-feira (22) da semana que vem. Em respeito ao período de luto, o debate ocorre longe dos refletores. Nada será formalizado antes do funeral de Campos. O diálogo ainda não chegou a Marina, que se recolheu após manifestar respeito ao companheiro morto e solidariedade à família.

As restrições a Marina disseminaram-se pela cúpula do PSB. Hospedada na legenda há dez meses, ela não fez amigos. Ao contrário, colecionou desafetos. Substituto de Campos na presidência da agremiação, Roberto Amaral, não a suporta. O secretário-geral Carlos Siqueira, homem de Campos na coordenação nacional da campanha, decepcionou-se com a vice.

Secretário nacional de Finanças e presidente do diretório de São Paulo, Márcio França teve de atropelar a resistência de Marina para se tornar candidato a vice-governador na chapa do tucano Geraldo Alckmin. O mesmo sucedeu em outras sete Estados nos quais o PSB aliou-se ao PSDB. É contra esse pano de fundo que o partido de Campos discute o seu reposicionamento no jogo sucessório.

A ascensão de Marina dependeria de uma ampla negociação. Prevê-se, no entanto, que ela permanecerá refratária a acordos. Nas palavras do dirigente partidário ouvido pelo repórter, Marina assumiu a condição de vice de Campos como se fizesse “um favor”. Avalia-se que, para virar cabeça da chapa, ela vai impor condições, não o contrário. Algo que provocará um “endurecimento” dos setores que vinham “tolerando'' Marina a pedido Eduardo Campos.

Não há dúvidas no PSB quanto ao cacife de Marina. Mesmo os seus críticos mais cáusticos prevêem que o Datafolha a ser divulgado nos próximos dias confirmará a sua condição de candidata competitiva. Estima-se que a atmosfera de comoção pode inclusive vitaminá-la. Mas o cacique socialista raciocinou em voz alta para o repórter:

Suponha que aceitássemos todas as condições de Marina, disse. Imagine que investíssemos nela recursos financeiros e energia política. Daqui a pouco, ela funda a Rede, pega tudo e vai embora. O PSB ficará com o quê? Nada! Nesse contexto, prossegue o líder socialista, talvez seja melhor lançarmos um nome nosso. Dificilmente deixaríamos de ter algo como 7% ou 8% dos votos.

Sem a presença de Campos, que comandava o PSB com mão de ferro, o partido tornou-se uma federação de interesses dispersos. Ex-ministro de Lula, o presidente Roberto Amaral adoraria, por exemplo, se recompor com o PT e apoiar a reeleição de Dilma Rousseff.

Candidato ao governo do Distrito Federal, praça onde o prestígio de Marina é grande, o senador Rodrigo Rollemberg não se oporia à conversão automática da vice em cabeça de chapa. E o pedaço da legenda coligado ao tucanato nutre um inconfessado desejo de vingança. Dependendo da evolução do debate interno, a opção por uma candidatura alternativa à de Marina pode se converter na única forma de preservar a frágil unidade partidária.

Por ironia, as chances de Marina encabeçar a chapa do PSB serão maiores se o PSDB, interessado em levar a disputa presidencial para o segundo turno, pegar em lanças por ela. Um pedido do governador tucano Geraldo Alckmin, por exemplo, demoveria as resistências do diretório do PSB de São Paulo. Que, associando-se às demais seccionais coligadas com os tucanos, poderia formar a maioria pró-Marina.

Marina tornou-se solução e problema para Aécio


Josias de Souza
Danilo Verpa/FolhaAécio Neves teria uma quarta-feira repleta. Depois de exibir-se para o eleitorado do Rio Grande do Norte, faria comícios em três municípios da Paraíba. Ao receber a informação de que uma tragédia aérea abreviara a vida do amigo Eduardo Campos, o presidenciável tucano cancelou os compromissos e voou de Natal para São Paulo. Na capital paulista, reuniu-se com o candidato a vice Aloysio Nunes Ferreira e com o coordenador de campanha José Agripino Maia. A tróica tentou apalpar o futuro.

Concluíram que, diante da fatalidade, a conversão da vice Marina Silva em cabeça da chapa do PSB é o melhor e o pior que pode acontecer. Melhor se ela substituir Campos e amealhar apenas os votos suficientes para levar Aécio até o segundo turno. Pior se Marina crescer a ponto de ultrapassar Aécio, chegando, ela própria, ao segundo round. Muito pior ainda se a líder da Rede for escanteada. Nessa hipótese, Dilma pode prevalecer na primeira rodada.

Otimistas, Aécio e seus operadores avaliam que os 23% obtidos no último Ibope são constituídos de “votos consolidados”. E parte dos 38% amealhados por Dilma seria composta de eleitores volúveis. Nesse cenário, uma candidatura encabeçada por Marina, ex-petista e ex-ministra de Lula, tenderia a subtrair mais votos de Dilma que de Aécio. De resto, Marina reteria parte dos eleitores de Eduardo Campos e atrairia um naco do contingente de indecisos.

De resto, Aécio e seus operadores avaliam que o PSDB pode herdar alguns acordos políticos firmados por Eduardo Campos nos Estados. Por exemplo: fechados com Campos, Nelson Trad (PMDB) e Benedito de Lira (PP), candidatos aos governos do Mato Grosso do Sul e de Alagoas, respectivamente, migrariam para o palanque de Aécio se Marina virar a número um do PSB.

Não estava no script': Diz mulher de Campos ao receber parentes e amigos

7:26:03


Renata Campos, mulher de Eduardo Campos, procurou manter uma atitude de firmeza nesta quarta-feira (13) diante dos cinco filhos e das dezenas de familiares, políticos e amigos que durante o dia estiveram na casa da família, na zona norte do Recife.
 
Pessoas que estiveram com ela dizem que Renata se mantinha serena –no início da noite, contudo, era possível vê-la pelo muro da casa com ar de choro.
 
"Não estava no script", dizia Renata a quem a abraçava. "Ela estava firme recebendo as pessoas. Estava serena. Cumprimentei ela e pronto. Não adianta dizer muita coisa", disse o advogado e servidor público Luiz Carlos Cordeiro, 70, vizinho de Campos.
 
Renata costumava acompanhar as viagens do marido, mas não embarcou com ele do Rio para Santos nesta quarta –suspeitava-se inicialmente que ela estivesse na aeronave. Foi ao Recife com o filho mais novo, Miguel, de seis meses, e o sobrinho Rodrigo Molina, ajudante de ordem de Campos que também costumava viajar com o candidato...
 
Campos e Renata eram vizinhos quando crianças. Começaram a namorar quando ele tinha 15 anos e ela, 13. Entre namoro e casamento, estavam juntos há mais de 30 anos. O ex-governador se referia a ela como "dona Renata".
 
A exemplo do marido, é economista. Funcionária de carreira do Tribunal de Contas do Estado, licenciou-se em 2007, quando o marido assumiu o governo de Pernambuco e ela foi cedida à administração estadual.
 
Os jornalistas não tiveram acesso à casa da família, mas era possível ver a movimentação na área da piscina. À tarde, José, 9, quarto filho do casal, estava cabisbaixo sentado no colo de um primo.
 
No início da noite, a ministra do TCU (Tribunal de Contas da União) Ana Arraes, mãe de Campos, chegou à casa sem dar entrevistas. Ela estava em Brasília, onde participava de uma cerimônia, quando foi informada sobre o acidente.
 
O irmão de Eduardo Campos, o advogado e escritor Antônio Campos, foi o único representante da família a falar com a imprensa.
 
"Perdi um irmão muito amado, um grande amigo. Falei com ele às 6h59. Ele estava feliz com a participação positiva no 'Jornal Nacional'. Eduardo morreu no mesmo dia que meu avô [o ex-governador Miguel Arraes], há nove anos. Mas morreu lutando por seus ideais, pelo que ele acreditava", afirmou.
 
O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, visitou a família nesta tarde. Ele esteve com Campos no último domingo (10), por ocasião do aniversário do ex-governador.
 
Ele disse ter sugerido à família a realização de uma missa campal em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco. Em caso de chuva, a cerimônia aconteceria na igreja da Madre de Deus, no centro do Recife.
 
O advogado e servidor público Luiz Carlos Cordeiro, 70, vizinho da família de Campos há 32 anos, disse que ele era um bom colega.
 
"Conheci [Campos] quando ele era meninote. Ele sempre me cumprimentava. Quando fiz uma cirurgia ele dizia: 'Olhe, tome cuidado'. Era uma pessoa muito atenciosa", afirmou Cordeiro. 

Fonte: Por DANIEL CARVALHO, portal UOL - 14/08/2014 - - 07:26:03
 
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Opinião: Acidentes




Deus ri de quem faz  planos, repetia o filósofo de Mondubim em um ditado antigo e que exemplifica bem a precariedade e as incertezas da vida para  cada um de nós.  Em um  mundo que parece girar cada vez mais rápido,  assistimos ao passar dos dias como quem olha através da janela de um trem bala a paisagem riscada . ...
 
Em se tratando de política, onde a previsibilidade dos acontecimentos é fundamental para o bom termo das estratégias traçadas, as mudanças bruscas e repentinas têm o poder de provocar um efeito em cadeia difícil de prever. Exemplos são incontáveis. Mais recentemente a morte de Tancredo Neves provocou uma reviravolta profunda nos acordos que levaram ao fim da ditadura. 
 
Da mesma forma, a morte prematura do candidato à presidência da república, Eduardo Campos, trará mudanças significativas na disputa eleitoral. Como candidato ao cargo mais alto do Executivo , Eduardo Campos era , à semelhança de Aécio Neves,  um dos mais preparados nomes para o cargo. 
 
Tinha sido governador de seu estado com uma aprovação estrondosa, conhecia os meandros da política, era um negociador hábil, com grande capacidade de escutar. Entre as muitas qualidades desse político, neto de político, estava  sua energia e determinação em resolver mesmos os mais simples problemas de sua administração. 
 
Eduardo Campos era um caso raro de político que sabia fazer a boa política e ao mesmo tempo se ocupava com afinco dos problemas de seu governo. 
 
Preparado intelectualmente, humilde  e destemido, Eduardo Campos vai fazer muita falta para um país carente de líderes com capacidade e preparo para o trabalho. 

Fonte: Blog do ARI CUNHA - 14/08/2014 - - 08:25:02
 
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Tributos: Mais da metade da arrecadação tributária do país é sustentada pelo pobres


As pessoas que possuem rendimento mensal entre cinco e 10 salários mínimos correspondem por 16% da arrecadação.

Mais da metade da arrecadação tributária do país é sustentada pelos brasileiros com menor renda. Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que 53,8% do montante que entra nos cofres públicos é bancado por contribuintes que ganham até três salários mínimos, ou R$ 2,2 mil...
 
A parcela de brasileiros nessa faixa de renda representa, conforme o IBPT, 79% da população total do país. As pessoas que possuem rendimento mensal entre três e cinco mínimos respondem por 12,5% da arrecadação, e as que recebem entre cinco e 10, por 16%.
 
“Isso acontece porque o nosso país tem um sistema tributário concentrado no consumo. E no consumo não existe diferenciação entre o pobre e o rico na hora de cobrar o imposto. Dessa forma, o impacto do tributo é maior para as pessoas com renda menor”, explicou o presidente do IBPT, João Eloi Olenike. Ele acrescenta que este não é o padrão dos principais países, que tributam o crescimento da renda. “Mas, como o Brasil é basicamente pobre, se for tributar só ganhos de renda, a arrecadação vai ser baixa. E o governo precisa de arrecadação alta para fechar as contas”, completou.

Fonte: Por BÁRBARA NASCIMENTO, Correio Braziliense - 14/08/2014 - - 08:48:53
 
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