quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Debate com candidatos no DF é marcado por críticas a governador e ex


Os concorrentes ao governo do Distrito Federal focaram suas críticas à administração de Agnelo Queiroz (PT) durante debate eleitoral promovido pela Band na noite desta terça-feira (19). Também foi alvo o ex-governador José Roberto Arruda (PR), líder nas pesquisas de intenção de voto e que pode ser cassado com base na Lei da Ficha Limpa.


 

Intenção de voto %

Governador DF


ArrudaPR

32

Agnelo QueirozPT

17

Rodrigo RollembergPSB

15

Luiz PitimanPSDB

6

ToninhoPSOL

6

Perci MarraraPCO

1

Brancos e nulos

13

Indecisos

10
Agnelo comanda o Palácio do Buriti, sede do governo do DF, desde 2011, e tenta a reeleição no pleito de outubro. Para seus rivais, sua administração foi marcada por "ineficiência" e "burocracia".

"As secretarias desse governo viraram verdadeiros cabides de emprego", afirmou o candidato Rodrigo Rollemberg (PSB). "Eu sou candidato porque não me conformo com o apagão de gestão, eu tenho certeza que vou fazer muito mais, um governo eficiente, que valoriza a participação popular."

Arruda ecoou o "apagão de gestão" levantado por Rollemberg. O ex-governador e candidato do PR defende que o número de secretarias sejam reduzido pela metade e retomada de investimentos. "Por que o governo aumentou a arrecadação e as obras diminuíram?", questionou.

A mesma crítica foi feita pelo candidato do PSDB, Luiz Pitiman. "Estão gerindo mal o nosso dinheiro. É secretaria demais e dinheiro de menos."

O candidato Toninho do PSOL criticou a gestão dos recursos na área dos transportes. Para ele, a empresa que administra o transporte coletivo no DF foi sucateada durante a administração de Arruda e não foi recuperada por Agnelo.

Questionado por diversas ações em seu mandato, o governador do DF se defendeu. Agnelo afirmou que assumiu o governo em um momento de crise política e moral após os escândalos envolvendo o ex-governador Arruda e que transformou o governo em uma administração mais transparente, com fiscalização e independência das polícias para investigar casos de corrupção.


 "Nós conhecemos essa historias, vimos a tragédia da caixa de pandora, essa tragédia eu rompi com ela e implantamos uma secretaria de transparência", disse.

O governador também destacou os investimentos e o apoio que recebeu do governo federal no DF para pedir votos. "[A reeleição] é uma oportunidade de resgatar tantas coisas que foram feitas e fazer muitas outras. Eu fiz e vou fazer mais. Eu quero agradecer muito a presidente Dilma pelo investimento", declarou. Agnelo é do mesmo partido da presidente Dilma Rousseff.

Arruda questionado

 

Com base na Lei da Ficha Limpa, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Distrito Federal rejeitou na semana passada a candidatura de Arruda ao governo local. O ex-governador do DF, que chegou a ser preso durante o seu mandato, em 2010, foi condenado em primeira instância por improbidade administrativa por envolvimento no escândalo de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM.



A condenação foi motivo de questionamento no debate. "O senhor [Arruda] envergonhou o povo do DF, foi preso e condenado. [...] O TSE vai impugnar sua candidatura, por que a insistência?", questionou o candidato Toninho. "Você teve oportunidade e errou três vezes na tua vida", completou.


"Eu respeito as leis do meu país. Esse combate é uma tentativa de burlar as leis para tentar me tirar da eleição. Quem decide isso é a Justiça, a decisão que ela tomar, todos nós vamos respeitar", respondeu Arruda.





 





Candidatos ao governo do DF atacam Arruda na TV; Agnelo ignora Dilma

Do UOL, em Brasília


No primeiro dia do horário eleitoral gratuito, os candidatos ao governo do Distrito Federal atacaram nesta quarta-feira (20) o ex-governador José Roberto Arruda (PR), condenado com base na Lei da Ficha Limpa. Arruda é candidato novamente ao governo o DF e pode ter a candidatura cassada.

O governador Agnelo Queiroz (PT), candidato à reeleição, usou uma fala da convenção estadual do PT, em junho, para alfinetar o rival. "Vamos ter que impedir que certos personagens que fizeram parte de um tempo triste e sombrio (...) tentem se apossar do governo outra vez", declarou. 

A propaganda do petista usou depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ignorou a presidente Dilma Rousseff (PT).

Ainda em referência indireta a Arruda, Agnelo disse que o DF tem que andar "para a frente". "Brasília não vai andar para trás, nós vamos andar para a frente."

O candidato Toninho do PSOL também criticou o ex-governador, sem citar seu nome, dizendo apenas que "o povo está cansado de corrupção e impunidade".

Pitiman, do PSDB, também criticou de forma velada o adversário. A propaganda tucana mostra uma eleitora dizendo, sobre Pitiman, que "não tem nada que envergonhe o eleitor dele", com um selo de "ficha limpa" sobre a tela.

Em sua propaganda, Arruda disse que "vamos tratar das acusações e das mentiras no momento certo". Ele disse ainda sentir "saudades" do tempo em que era governador.


Já o candidato Rodrigo Rollemberg (PSB) usou a totalidade de seu tempo de propaganda para homenagear o ex-candidato à Presidência Eduardo Campos, morto na semana passada.

Dilma e Lula protagonizam programas de candidatos apoiados pelo PT

FOLHA de SÃO PAULO


Por brasil
20/08/14 20:21 
 

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dividiram nesta quarta (20) o protagonismo no primeiro dia de programa eleitoral de candidatos a governador apoiados pelo PT.

Cada um deles apareceu na propaganda de candidatos em sete de nove Estados que foram acompanhados pelo blog, seja com imagens de arquivo ou declarações exclusivas sobre seus candidatos.

Lula foi lembrado pelos candidatos aliados ao PT em Pernambuco, Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Paraná e Rio Grande do Sul.

Desses, Dilma foi ignorada por sua ex-ministra da Casa Civil, a petista Gleisi Hoffmann, que concorre ao governo do Paraná, e por Helder Barbalho, candidato do PMDB no Pará.

Em Minas, o petista Fernando Pimentel usou apenas imagens de Dilma –Lula não apareceu.

Lula e Dilma na propaganda política nos Estados

 Ver em tamanho maior »
Lula defende Gleisi Hoffmann (PT) para o governo do Paraná

Por outro lado, o programa do candidato do PC do B no Maranhão, Flávio Dino, exibiu uma foto dele ao lado da presidente.
No Estado, o PT apoia o candidato rival de Dino, Lobão Filho (PMDB), mas dissidentes petistas criaram um comitê informal em apoio ao comunista.


No RS, Dilma aparece em declaração gravada exclusivamente para o governador Tarso Genro (PT), e diz que ele “não descansa enquanto não resolve problemas”, mas “precisa de mais tempo” para desenvolver seus projetos.

Homenagens ao ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) também dominaram quase todos os programas dos candidatos do PSB e foram exibidas inclusive na propaganda de adversários do partido, como Armando Monteiro Neto (PTB-PE), Camilo Santana (PT-CE), Rui Costa (PT-BA) e Paulo Souto (DEM-BA).

“Em que pesem divergências ocasionais, naturais da política, eu sempre tive a compreensão dos seus atributos como homem público. Foi esse conjunto de qualidades que ele encarnava que o fez destacar-se como uma nova liderança no cenário nacional”, disse Monteiro Neto, que disputa o governo de PE com o candidato que era apoiado por Campos, Paulo Câmara (PSB).

Dos nove Estados acompanhados pelo blog nesta quarta, o presidenciável do PSDB, Aécio Neves, foi lembrado nos programas do governador Beto Richa (PSDB-PR) e da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS).

No Ceará, ele aparece na campanha do ex-governador Tasso Jereissati (PSDB), que disputa vaga no Senado.


TEMPERATURA
O primeiro dia de programa dos candidatos que disputam os governos foi de propagandas mornas, sem denúncias nem referência a escândalos.
Os principais candidatos preferiram ressaltar experiência própria como gestores e exaltar programas de governos aliados.

Os poucos ataques diretos a rivais partiram do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que acusou o governo federal de “boicote sistemático” contra o Estado.

E também de Flávio Dino (PC do B-MA), que atacou indiretamente a família Sarney, da governadora Roseana, e prometeu “ajudar o Maranhão a se libertar, ajudando o Brasil a se livrar definitivamente de uma página da vida política cujo tempo passou”.

Em busca de conciliar a defesa do governo atual e o desejo de mudança da maioria do eleitorado brasileiro, alguns candidatos governistas como Camilo Santana (PT-CE) e Lobão Filho (PMDB-MA) tentaram se equilibrar no discurso de “seguir mudando”.

No MA, por exemplo, o jingle de Lobão Filho (PMDB) que diz “vem o novo pra você”, mas também que “a gente já fez muito e vai fazer mais pra você”.

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Vídeo reforça hipótese de que piloto se desorientou




A queda do Cessna Citation 560 XL que levava o presidenciável Eduardo Campos foi em ângulo acentuado, alta velocidade e sem registro de fogo no ar, o que reforça a hipótese da Aeronáutica de "desorientação espacial" do piloto da aeronave. 


Conforme a Folha apurou com diferentes autoridades militares, essa é a principal suspeita, mas ainda há muitas dúvidas. Os investigadores precisam saber com precisão, por exemplo, se o avião estava em posição normal ou de barriga pra cima.
Os dados foram retirados da única imagem do avião em queda até agora, gravada de câmera instalada em um prédio em construção próximo ao local do acidente. 

Assista ao vídeo em tablets e celulares
 
A Aeronáutica diz que só viu as cenas divulgadas pela imprensa e enviou equipe ao local para tentar imagens mais nítidas. 

Todos os sete ocupantes do avião morreram no acidente, em Santos, no último dia 13.
Pela posição e pela velocidade da queda, sem aparente problema técnico, a Aeronáutica trabalha com a hipótese de falha humana, dividida em três possibilidades: 


1) A principal, conforme a Folha antecipou na sexta (15), é de "desorientação espacial", quando o piloto perde a noção da posição do avião em relação ao solo e dá os comandos errados. 

As dificuldades da pista da Base Aérea de Santos, no Guarujá, as condições meteorológicas, a tensão na hora de arremeter e o cansaço manifestado publicamente pelo comandante da aeronave podem ter contribuído para tal. 

2) O avião entrou em "estol", situação em que o piloto perde o controle sobre a aeronave. Isso pode ter ocorrido porque o tempo estava muito fechado, com teto baixo, e o piloto pode ter reduzido excessivamente a velocidade ou, ao contrário, ter recolhido o flap em desacordo com o manual do fabricante para procedimento de arremeter em alta velocidade. 

Em consequência disso, o avião perdeu as condições aerodinâmicas, e o piloto, as de controle do voo. 

É possível sair de "estol", mas com uma condição: a aeronave precisa estar em altitude elevada para corrigir uma situação de risco. Não era o caso. 

3) Uma combinação dos dois fatores anteriores. O piloto entrou em estado de "desorientação espacial", atrapalhou-se com os comandos e o avião entrou em "estol".
Quando se recuperou e tentou sair do "estol", acelerando, não havia altitude suficiente para tanto. 

PRAZO
A Aeronáutica afirmou que não trabalha com "causas", mas com "fatores contribuintes" do acidente. 

Não há prazo para o final das investigações, de acordo com nota enviada à imprensa nesta quarta-feira (20). 




Editoria de Arte/Folhapress

Comentários

Dudu (225)

Por enquanto ainda não apareceu a tese de falta de "grooving" no ar?

Carlos (54)


Mas e tal "bola de fogo" que muitas pessoas dizem ter visto ? Na imagem não aparece, mas que testemunhou de perto disse que o avião estava com uma parte em chamas.

Waner (2581)

Não entendo nada, mas para mim foi falha mecânica: os pilotos forçaram a aeronave que não resistiu.

Polícia Federal intima Serra a depor sobre cartel de trens em São Paulo



A Polícia Federal intimou o ex-governador paulista e candidato ao Senado José Serra (PSDB) para depor sobre os contatos que manteve com empresas do cartel de trens que atuou no Estado entre 1998 e 2008, de acordo com documento obtido pela Folha.
A polícia quer saber se o tucano, quando era governador, atuou a favor das multinacionais CAF e Alstom numa disputa com outra empresa do cartel, a Siemens, como sugerem e-mails e o depoimento de um executivo à PF. 


Além de Serra, outras 44 pessoas serão ouvidas pela polícia, que investiga suspeitas de fraude em licitações em sucessivos governos do PSDB. O depoimento de Serra foi marcado para 7 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições deste ano. 


Também foram convocados o ex-secretário dos Transportes Metropolitanos José Luiz Portella, o atual presidente da estatal CPTM Mário Bandeira e o ex-presidente do Metrô Sérgio Avelleda. 

No inquérito conduzido pelo delegado Milton Fornazari Júnior, três das sete concorrências sob investigação foram realizadas durante o governo José Serra (2007-2010). 

E-mail de 2008 e depoimento do executivo da multinacional alemã Siemens Nelson Branco Marchetti sugerem que houve pressão de Serra e de Portella para que a empresa desistisse de um recurso judicial que impediria a conclusão de uma licitação da CPTM na qual a CAF apresentara a melhor proposta. 

O e-mail relata uma conversa do executivo com Serra e Portella durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda, em 2008

Segundo Marchetti, Serra sugeriu que a companhia alemã buscasse um acordo para evitar a disputa com a CAF. 


Na licitação da CPTM, que tinha como objeto a compra de 40 trens, a Siemens ameaçava questionar na Justiça o resultado da concorrência se não saísse vitoriosa.
A Siemens apresentou a segunda melhor oferta, mas esperava ficar com o contrato se conseguisse desqualificar a rival, que apresentara a proposta com preço mais baixo. 

Segundo Marchetti, Serra alertou que a licitação seria cancelada se a CAF fosse desqualificada, mas disse que ele e Portella "considerariam" outras soluções para evitar que a disputa provocasse atraso na entrega dos trens. 

De acordo com o e-mail, uma das saídas discutidas seria a CAF dividir a encomenda com a Siemens, subcontratando a empresa alemã para a execução de 30% do contrato. Outra possibilidade seria encomendar à Siemens os componentes dos trens. 

Outro e-mail, do ex-presidente da Alstom José Luiz Álqueres, também cita Serra. 

Alquéres relata que Serra ajudou na abertura de uma fábrica da Alstom em uma antiga unidade da empresa Mafersa, em São Paulo. 

OUTRO LADO
A assessoria do ex-governador José Serra (PSDB) disse que "estranha muito a inclusão do nome dele nesse inquérito às vésperas da eleição, sobretudo depois que o Ministério Público Estadual, e até o procurador-geral de Justiça, arquivaram a mesma investigação". 

A nota afirma que o procurador "reconheceu que Serra atuou de maneira a evitar qualquer cartel quando esteve no governo". 

Prossegue a nota da assessoria: "O vazamento desse inquérito neste período eleitoral revela motivação política para produzir artificialmente uma notícia". 

Serra afirma que não sabia do motivo da intimação da PF até ser procurado pela Folha.
Anteriormente, ele dissera que defendeu o interesse público ao se opor à medida judicial da Siemens, já que o preço oferecido pela CAF era muito mais baixo. 

O ex-secretário de Transportes Metropolitanos José Luiz Portella e o ex-presidente do Metrô Sérgio Avelleda não quiseram se pronunciar. 

A CPTM afirma que os seus "dirigentes continuam colaborando com os órgãos que investigam as denúncias sobre formação de cartel por parte das empresas que participaram de licitações". 

A estatal diz ter "total interesse em apurar os fatos e, constatado o prejuízo, exigir ressarcimento".

Comentários

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Boca II (6150)

Lembrem-se .....este diário fez publicar na ilustrada .......um "trabalho" de 1 de seus quadrinistas .dizendo que: .............." o comentarista de portal .............é homem da cabeça pra baixo e ...........buirro da cabeça pra cima"........... PS. n havia advertência de que a mensagem n representa a opinião deste diário............o pt suja o meu Brasil

M.Mig (7485)

Vamos lá Ser ra, dê seu depoimento para mais uma vez descobrirem que a Terra não é quadrada. Essa investigação patética ignora que houve formação de cartel em outros estados e ignora que lula enviou dinheiro para o cartel. Não querem achar o culpado, querem provar que o PSDB é o culpado.... são coisas bem diferentes

Pedro Lemos (299)

Como todo bom homem público, o candidato deve atender à solicitação e contribuir não apenas à elucidação dos fatos, mas, sobretudo, ao ressarcimento ao erário, numa conduta diametralmente oposta ao exemplo dado pelo governo federal em investigações do gênero.

No rádio, PSB introduz Marina; rivais mantêm estratégias



Nesta quinta-feira, 21, segundo dia de programa eleitoral no rádio, depois de homenagear novamente Eduardo Campos, o PSB apresentou Marina Silva como a nova candidata à Presidência da República da legenda. "Agora é você Marina", disse o locutor ao apresentar a ex-senadora. 
 
 
O programa reafirmou a aliança que uniu os partidos em torno das candidaturas de Eduardo Campos, morto no último dia 13, e Marina e o projeto do ex-governador pernambucano para o País. 
 
 
Os rivais PSDB e PT se mantiveram dentro de suas estratégias, o primeiro tentando passar a imagem de Aécio Neves como gestor eficiente, enquanto o programa da candidata à reeleição Dilma Rousseff insistiu para o eleitor comparar a sua vida antes e depois do governo federal petista.
 
 O programa de Marina Silva insistiu em reafirmar o sentimento de união entre os partidos da coligação, agora em apoio a Marina Silva. "Uma decisão que temos feito é trabalhar unidos para unir o Brasil em torno das coisas boas", disse a candidata. "Eu enxergo o Brasil do tamanho que ele deve ser", afirmou Marina. Na terça-feira, 19, no primeiro programa eleitoral, Marina não foi citada em meio à série de declarações de Eduardo Campos. 


O tucano Aécio Neves utilizou seu tempo de propaganda para fixar uma imagem de gestor eficiente. Respondendo perguntas dos locutores, Aécio afirmou que um presidente precisa conhecer os problemas, pensar no planejamento e definir metas. 


"Governar é definir prioridades, é pensar mais na população que no partido", disse o candidato. As principais críticas ao atual governo ficaram nas intervenções do locutor: "Governo é muito fraquinho e olha que tem gente pra caramba lá." Aécio falou sobre metas para educação e a respeito do enxugamento da máquina em Minas Gerais e redução do próprio salário de governador. 

O programa da candidata à reeleição Dilma Rousseff voltou a comparar os anos de governo do PT na Presidência com os da gestão do PSDB. "O quanto sua vida mudou nos últimos anos?", perguntou um locutor. "Não há uma só pessoa no Brasil cuja vida não tenha mudado pelo menos um pouco nos últimos anos", disse Dilma. 

O programa apresentou depoimentos de eleitores para mostrar mudanças para melhor na agricultura, saúde e distribuição de renda. "Antigamente quem tinha acesso a um carro zero? Hoje nós temos acesso ao crédito", disse uma personagem. "Entrou um governo que enxergou os pobres e disse: esses pobres aqui também são gente", afirmou outro. 

A candidata também voltou a falar da crise econômica mundial e a perda de empregos em países desenvolvidos, enquanto no Brasil foram criados quase 12 milhões de vagas. 

E assim como o programa de estreia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu votos para Dilma ao afirmar que seu segundo mandato foi melhor que o primeiro e que assim será com a candidata à reeleição petista. 

O programa do candidato do PSC, Pastor Everaldo, repetiu o programa de ontem a não ser pelo depoimento inicial, que ficou a cargo do pastor Manoel Ferreira.

Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasília

Marina: política energética 'está custando muito caro'



A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, criticou a política energética criada e gerenciada pela presidente Dilma Rousseff desde que ela assumiu o Ministério de Minas e Energia no primeiro governo do ex-presidente Lula. 
 
 
"É lamentável que o Brasil tenha, desde 2002, a ameaça do apagão. E digo lamentável, porque temos há 12 anos uma mesma pessoa à frente da política energética do nosso País, inicialmente como ministra de Minas, depois da Casa Civil e, agora, como presidente", afirmou. "Essa política energética está custando caro ao povo brasileiro", disse.
 Marina considerou que o uso de usinas termelétrica para compensar a baixa dos reservatórios de hidrelétricas em períodos de seca, como atualmente, deve ser acionado para "eventualidades extremas" e não como componente fixo do grid energético como é feito há cerca de um ano. "Infelizmente, estamos sujando a matriz energética brasileira", disse.

 "Os arremedos que estão sendo feitos com as térmicas para os momentos que são baixa dos reservatórios têm de ser reduzidos", sugeriu.

Apesar da crítica, ela reconheceu que é difícil substituir neste momento as térmicas e que, caso eleita, vai "recorrer às fontes que já existem para fazer a complementação" representada pela baixa na produção das hidrelétricas.


A candidata expôs suas propostas para o setor, afirmando que a meta de um eventual governo seu será "aumentar as fontes de geração sustentáveis". Marina afirmou ser importante "combinar o que temos (hidrelétricas) com outras fontes, como solar, biomassa e eólica". 


"Temos o compromisso de resolver de forma estrutural esse problema que se arrasta desde 2001, com fontes sustentáveis para não ter a dependência quase exclusiva das hidrelétricas", disse.

Fonte: Estadao Conteudo  Jornal de Brasilia

Marina promete implementação do Código Florestal





Agora chancelada candidata do PSB à Presidência, a ex-ministra Marina Silva afirmou nesta quarta-feira, 20, que o Código Florestal brasileiro, aprovado em 2012, sendo lei aprovada pelo Congresso, precisa ser cumprido, inclusive no que se refere ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). "Infelizmente isso não está sendo feito com a urgência e com a velocidade que precisamos", disse. 

Sobre o Código, que foi fortemente criticado pelo grupo de Marina quando sancionado, ela defendeu a criação de meios que possibilitem o aumento da produtividade e que se compreenda que "existe na lei um conjunto de medidas que precisam ser tomadas pela recuperação das áreas degradadas e o apoio a investimentos para aumentar a produtividade "sem precisar mais derrubar". 

Ela disse que, quando ocupou o Ministério do Meio Ambiente, na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o desmatamento caiu e o desenvolvimento aumentou. "Temos hoje situação em que o desmatamento cresce a produtividade cai. Tínhamos uma situação inversa, que é o desejado", concluiu.


Perguntada se pretendia, sendo eleita presidente, promover alterações no Código, Marina respondeu: "as leis que não são cláusula pétrea, estão sempre abertas para o debate, como o próprio Código Florestal. O próprio governo federal pode apresentar uma proposta para melhorá-lo. Mas nosso compromisso agora é de implementá-lo. 


Meta de inflação
A nova cabeça de chapa pelo PSB afirmou que desde 2010 assumiu posição em defesa do sistema de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal. Ela também se disse favorável à autonomia do Banco Central e lembrou que seu ex-companheiro de chapa, Eduardo Campos, morto na semana passada em um acidente aéreo, advogava que essa autonomia fosse formal. Ela disse que o tema - se a autonomia precisaria ser formal ou não - está em discussão pela equipe do programa de governo da coligação e que sua decisão virá após posicionamento dessa área. "A autonomia do BC nunca foi um problema entre nós".


Fonte: Estadao Conteudo  Jornal de Brasilia

Em sabatina no Jornal de Brasília, governador atribui a alta rejeição à falta de publicidade de suas ações no GDF



"Se estivesse satisfeito não seria candidato", diz Agnelo

 

redacao@jornaldebrasilia.com.br

Com firmeza, sorrisos e respostas  longamente fundamentadas, o governador Agnelo Queiroz (PT) encerra a série de sabatinas do Jornal de Brasília com os candidatos ao Governo do Distrito Federal. O petista respondeu às perguntas dos jornalistas da casa e dos leitores e internautas, que participaram ativamente do debate. Ele aproveitou o espaço para enumerar seus feitos e prometer a continuidade de seu trabalho. Sobre os altos índices de rejeição revelados pelas pesquisas, ele disse que pouco mostrou dos seus projetos e essa é uma das razões. “Não estou satisfeito. Se estivesse, não seria candidato”, disse, pedindo oportunidade para “fazer mais”. 

O que representa para o senhor participar desta sabatina do Jornal de Brasília?

Esta iniciativa é muito positiva e contribui com a nossa democracia. É uma oportunidade de ouro para debatermos nossa cidade e as propostas dos candidatos.


 Para mim, é fantástico, porque peguei o governo numa situação delicada, com uma cidade envergonhada e desacreditada. E hoje, com a casa arrumada, apresentamos Brasília para o mundo inteiro no período da Copa

Nossa cidade foi elogiada no mundo inteiro. A surpresa do mundo é que o Brasil tem uma cidade limpa, organizada, funcional e com povo hospitaleiro e carinhoso. Isso, para nós, é a maior demonstração prática da aprovação da cidade. 

Por que o brasiliense deveria reconduzir o senhor ao GDF?

Nós começamos um trabalho, que está em curso. O que fizemos até agora  foi mais do que foi feito em qualquer governo anterior. Entretanto, esse projeto não pode ser interrompido. Se eu entreguei o Expresso DF Sul, eu  preciso entregar o Expresso Norte, Expresso Sudoeste,  Expresso Oeste e as obras do metrô de seis quilômetros, que já estão projetadas, além dos mais cinco quilômetros de metrô que eu preciso buscar, até o fim da Asa Norte. 

Como é o senhor interpreta os índices de rejeição demonstrado nas pesquisas?

Nós passamos um período muito crítico na nossa política. Foi a maior crise da nossa história. Tivemos  o primeiro governador preso durante o exercício do mandato na história do Brasil. Isso não é pouco, é dramático. É evidente que a população ainda tenha reticências. Eu dou razão, porque isso desanima, envergonha, entristece. As pessoas ficam céticas, querem resultados, querem mais. Com razão. Cabe a nós, os gestores, fazer e mostrar que fez. Eu pouco mostrei que fiz. Essa é uma das razões. Eu vou ter oportunidade agora, depois de trabalhar igual a um louco, de mostrar tudo o que fiz. Eu não estou satisfeito. Se estivesse, não seria candidato. Tenho confiança de que vou fazer mais. 

Quatro anos atrás, o Jornal de Brasília publicou uma carta com seus compromissos de campanha. Entre outras coisas, o senhor prometeu contratar quatro mil policiais e implementar o Saúde em Casa. Por que não cumpriu?

Eu cumpri. Contratei aproximadamente cinco mil policiais. Quatro mil só da Polícia Militar e 1.200 do Corpo de Bombeiros. Abriu um concurso da Polícia Civil para mais três mil policiais civis. Sobre o Saúde em Casa é o Saúde da Família. Eu contratei 15 mil profissionais, por concurso público, para a área de saúde. A grande maioria foi para a atenção primária e para as UPA's (Unidades de Pronto Atendimento). 

São aproximadamente 300 equipes no Saúde da Família recepcionadas por nove Clínicas da Família. Nestas clínicas, cada equipe cuida de três mil pessoas, que são conhecidas e visitadas. Tem um consultório de odontologia só para estas três mil pessoas. Minha meta é chegar, até 2018, com 70% de cobertura de atenção primária. Eu precisaria ter mais 100 equipes para chegar a este patamar. Eu tenho certeza de que cumpri rigorosamente esses compromissos e posso melhorar esses indicadores, com a experiência que tenho hoje.

Por que o plano de saúde dos servidores da administração direta não saiu do papel?


Essa é uma das reivindicações que estão sendo trabalhadas pelo nosso governo. É uma das conquistas importantes para os nossos servidores. Alguns já têm, como os da área da educação e da polícia, mas é preciso ampliar para os demais. É um dos compromissos nossos, está em curso e será uma realidade muito próxima para todos os servidores, inclusive os da administração direta do GDF.


Qual é a sua opinião sobre a guerra contra o crime e o tráfico? O que tem sido feito e quais são suas intenções para melhoria?

Trata-se de uma guerra mesmo. Temos que ser implacáveis e combater com muita consistência. A política de segurança pública é mais ampla e inclui prevenção e policiamento. Existe hoje no DF uma política diferente da anterior, que era montada em postos que imobilizam o policial. Hoje, o policiamento é dinâmico, inteligente. 

Estamos fazendo isso por meio do Ação Pela Vida, com a integração das forças policiais. Dividimos o DF em quatro quadrantes, com comando conjunto das polícias Militar, Civil, Bombeiros e Detran.  Isso tem feito com que os indicadores sejam reduzidos. Eu me reúno todo mês com todos esses comandantes, analisamos os indicadores daquele mês e tomamos as medidas necessárias para combater os crimes. Mas muito tem de ser feito. Temos de avançar no combate implacável ao crime e ao tráfico. 


O candidato ao GDF, Toninho do PSOL, disse, em sabatina no JBr, que pretende desativar as UPA's. As Unidades de Pronto Atendimento estão funcionando?

As UPA's estão funcionando e com uma super demanda. No ano passado, atendemos pouco mais de 500 mil pessoas. Se não tivéssemos as UPA's, para o atendimento desses casos de baixo risco, todas esssas pessoas estariam nos prontos socorros. A UPA ajuda a organizar o sistema de saúde. Se for um caso mais grave, a própria UPA encaminha para uma unidade especializada. As UPA's são indispensáveis. Nós recebemos aqui  grande quantidade de gente que vem de todo o Brasil. 

Quase metade do nosso atendimento é de pessoas de fora do DF. Se esse sistema de saúde fosse para atender só o nosso povo, teria um padrão espetacular. No ano passado, atendemos mais de 7,5 milhões de consultas. Seria o mesmo que cada cidadão do DF fosse atendido três vezes em um ano. Nem a Suíça tem um atendimento com esse padrão. 

O episódio em que o cabo da PM João Dias invadiu o Palácio do Buriti com um saco com R$ 200 mil é sempre citado por seus adversários. O que foi esse caso e por que não houve punição?

Esse cidadão saiu de dentro do Buriti preso, por ordem do governador e foi afastado da Polícia Militar do DF. Tivemos rigor na punição.

O senhor disse  que se orgulha por que no seu governo não houve corrupção, mas três administradores  foram presos. Como o senhor explica isso?

Não se pode confundir atos do governo com atos individuais. Se a pessoa cometer algum erro, ela é punida rigorosamente. E foram punidos pela minha polícia e pelos órgãos de fiscalização do governo. Qualquer um que fizer, será punido rigorosamente. Esses casos mostram que é um governo que  tem uma Secretaria de Transparência, que é  exemplo,  um Portal da Transparência que não tem em nenhum estado do Brasil.  Isso ajuda a  sociedade a  ter um papel de fiscal. 

O que o senhor pretende fazer para o transporte público, especialmente no Recanto das Emas? E o Expresso Sul?

Fizemos uma licitação de todo o transporte público e essa é uma conquista fundamental, porque os operadores anteriores desrespeitavam e humilhavam nossa população. Agora, estamos fazendo os ajustes das linhas, para atender a população onde tem demanda. Nós já mudamos 100% dos ônibus no Recanto das Emas e estamos fazendo dois terminais rodoviários. O Expresso DF Sul é um orgulho, é a maior obra de mobilidade urbana desse país. Agora, estamos fazendo os ajustes. Algumas linhas foram desativadas, mas estamos retomando e discutindo com a população. Vai ter uma solução para isso.  


O que o senhor pretende fazer com relação ao elevado número de moradores de rua que cometem crimes?

Criamos o projeto Cidade Acolhedora. São 15 equipes, com participação de um egresso da população de rua, e já tiramos mais de 800 pessoas da rua, com um trabalho de convencimento. Já lotamos nossas estruturas de recuperação, em um parceria com uma instituição da Igreja Católica e estamos providenciando uma chácara para receber mulheres - já temos uma que atende homens.  Vamos persistir. Uma parte dessa população, que era de catadores, já está no Fábrica Social. Tem gente ganhando até R$ 2 mil e aprendendo uma profissão.


Todos os candidatos que já passaram por aqui prometeram reduzir o número de secretarias, se chegarem ao Palácio do Buriti. O senhor pretende fazer algum tipo de reforma administrativa?

Quem não tem proposta para as políticas públicas, se apega nisso. Eu reduzi quatro mil comissionados do governo anterior. Recuperei áreas essenciais para tratar, com secretarias pequenas, como a Secretaria do Meio Ambiente, que foi extinta pelo governo anterior. A Secretaria da Mulher, que é enxuta, cuida das políticas para a mulher, em tempo integral. Um exemplo disso é a carreta da mulher, que é um sucesso no País inteiro. A Secretaria da Criança nos ajudou a passar o trator no Caje (Centro de Atendimento Juvenil Especializado), que era uma casa do terror, onde já morreram 36 jovens. Antes, era cuidado por uma secretaria que só aparecia quando tinha crise. Para mim, o que vale é se a área cuida de uma política pública e se, no custo benefício, é bom para a sociedade. 


Qual a previsão para nomeação dos aprovados no último concurso da Polícia Civil?


Eu tomei a iniciativa de pedir ao Congresso Nacional o aumento do quadro da Polícia Civil.  Já chamamos mais de 300, tem outra convocação agora, de mais 100 e poucos, e todos  podem ter certeza que serão chamados, paulatinamente.

Quais as expectativas para convocar um grupo de 128 nutricionistas aprovadas para a Secretaria de Saúde?

A expectativa de convocação dos nutricionistas é boa, com a ampliação dos serviços de saúde que estamos fazendo.

O setor produtivo tem reclamado da morosidade para concessão de alvarás. O que o governo está fazendo com relação a isso?

A reclamação é justa. Estamos em um emaranhado de leis, com uma burocracia danada. Criei uma espécie de “Na Hora” para emissão de alvarás. Centralizei na Casa Civil uma área com todos os órgãos do governo juntos para agilizar esse processo. Eu quero mais. Já encomendei, inclusive. Quero toda essa área informatizada, até o fim do ano,  para padronização da emissão dos certificados. Eu candidatei Brasília para ser piloto de um projeto de desburocratização, por meio do Governo Federal. Nós vamos ser a unidade da Federação que, em menor tempo, vai abrir e fechar empresa, por exemplo.

E no Setor Habitacional 26 de Setembro vai haver  derrubada? 

Estamos fazendo uma verdadeira cruzada pela legalidade, regularizando cidades inteiras. Por isso, a importância de se aprovar a Luos (Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo do Distrito Federal) e o PPCUB (Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico), que estão na Câmara Legislativa. Eu não sei o estágio do 26 de Setembro, mas todas as áreas passíveis de regularização serão regularizadas.

Como o senhor pretende tratar o grande número de licenças médicas de professores?

 Quando é curto o tempo de substituição, muitos temporários não querem. Então, além de ter o quadro recomposto, temos de ter uma reserva de quadro permanente para substituição. É uma saída caríssima, mas não podemos deixar os alunos sem aula. Em 2018, vamos colocar todas as escolas do DF em tempo integral.

O senhor é a favor de uma região administrativa que contemple o Sol Nascente e o Pôr do Sol?

Por enquanto não, mas é a tendência natural. É importante que a infraestrutura da Ceilândia cuide dessa área, por enquanto.

Sua gestão foi marcada por greves e problemas no relacionamento com a PM. Como o servidor será tratado isso na próxima gestão?

Com a mesma dedicação e diálogo que tenho feito. O respeito ao servidor foi a marca do nosso governo. 

Na PM, tivemos a Operação Tartaruga, mas, pelo diálogo que estávamos construindo, não tinha necessidade de sacrificar nossa população. Ali teve motivação política. Por isso, eu condenei com muita veemência e procurei resolver o problema. No meu governo, a PM teve sua maior conquista: hoje, os militares do DF voltaram a ganhar o maior salário do Brasil e conseguiram atingir o seu maior sonho, que era a equiparação salarial com a Polícia Civil

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Luos passará por reexame e voltará para votação




O presidente da Comissão de Comissão de Assuntos Fundiários, Cristiano Araújo (PTB), afirmou que hoje o governo divulgará a lista com o nome dos novos membros do Conplan

suzano.almeida@jornaldebrasilia.com.br

A Câmara Legislativa  voltará a debater a Lei de Ocupação e Uso do Solo (Luos) a partir da semana que vem. O presidente da Comissão de Comissão de Assuntos Fundiários, Cristiano Araújo (PTB), afirmou que hoje o governo divulgará a lista com o nome dos novos membros do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan),  escolhidos por meio de chamamento do governo a entidades sociais e ligadas à política de moradias. O projeto deve passar pelo Conplan.

O deputado afirma que o chamamento responde a  cobrança do Ministério Público. Pedia-se que o Conplan fosse formado não só por pessoas e entidades indicadas pelo governo, mas que se fizesse  chamamento público para quem, ligado à matéria, quisesse se apresentar.

“Na última sessão do primeiro semestre deste ano aprovamos o projeto de lei que definia que a escolha dos respresentantes  fosse feita a partir de um chamamento, que tinha prazo de 30 dias para que as entidades se manifestassem. Hoje (ontem) foi o último dia para que elas se manifestassem e amanhã (hoje) o governo divulgará a lista”, afirmou o presidente da comissão.

Proteção ao Cerrado
A Câmara Legislativa aprovou ontem o projeto que transforma em lei de proteção ao Cerrado, que sofre no período de seca com queimadas. “É o resgate  do código florestal e o reconhecimento do cerrado como patrimônio”, declarou Joe Valle (PDT).

Joe afirma que a lei abrirá precedente para que outros estados, possam criar leis de proteção ao cerrado.

Os deputados aprovaram ainda créditos enviados pelo Executivo. Entre eles, o que traz recursos para o Passe Livre.

Museu fica em área que iria para shopping
Após duas horas do início da sessão e da longa espera pela obtenção de quórum, os deputados votaram projetos e créditos que estavam na pauta.   Entre as matérias foi votado o processo que mudava a destinação da área na QL 24 do Lago Sul, antes destinada a construção de um shopping.

Com a mudança, será construído no local o Museu Nacional da Memória Afro, com a participação do Governo Federal, e um parque vivencial, além de  comércio para atender os visitantes.


Lei para redefinir
“Percebemos que seria precisa nova lei para redefinir a área. Por isso, o deputado Cristiano Araújo (PTB) e eu fomos à Terracap para pedir que o governo mandasse um projeto que mudasse a destinação. Hoje ele foi enviado a Casa e, enfim, conseguimos votar”, explicou o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Robério Negreiros (PMDB).

A matéria segue para sanção do governador Agnelo Queiroz, como pressuposto para início das obras.

Saiba mais
Durante a sessão de ontem, ao menos 20 deputados passaram pelo Plenário da Câmara Legislativa, mas, com o entra e sai dos parlamentares, apenas às 17h conseguiu-se o quórum mínimo para as votações.

Após 14 dias de internação, o distrital Doutor Michel (PP) voltou a participar de sessões, mesmo ainda estando em recuperação de um cateterismo.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Comenatrio

Precisamos acompanhar de perto essa Lei pois poderá prejudicar seriamente a qualidade de vida dos moradores do Park Way  autorizando a regularização de casas de festas dentro dos lotes residenciais.