quinta-feira, 25 de setembro de 2014

DRF prende quadrilha especializada em roubar casas de luxo

Rota de Segurança

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A Polícia Civil do Distrito Federal (CPDF) desarticulou na manhã desta quarta-feira (24/9) uma quadrilha especializada em roubar casas no Lago Sul, Riacho Fundo, Taguatinga e Ponte Alta. Quatro pessoas, entre elas duas mulheres, haviam sido presas até às 8h. O quinto envolvido com a organização criminosa está preso na Papuda e o sexto conseguiu fugir, mas deverá ser preso a qualquer momento.

As vítimas da quadrilha eram em geral pequenos comerciantes que guardavam dinheiro em casa. O bando agia com muita violência. As pessoas eram mantidas reféns, ameaçadas de morte e torturadas para entregar joias, eletroeletrônicos e objetos de valor. Uma delas foi queimada com um ferro quente de passar roupa.

Os assaltantes esperavam as pessoas na entradas das casas para rendê-las e contava também, com informações privilegiadas de um suposto pintor de parede, que teria passado dados de uma casa no Lago Sul, por isso a operação foi batizada como Painter (pintor em inglês). Os ladrões ficavam muito tempo dentro do imóvel recolhendo os bens e depois fugiam deixando-as trancadas.

Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), Fernando César Costa, a última ação da quadrilha ocorreu em uma casa em Ponte Alta, no Gama.  Agiram com extrema violência e a família ficou muito assustada. “Estávamos investigando esse grupo, pedimos ao Judiciário os mandados de prisão e de busca e apreensão e a operação havia sido planejada a uma semana”, disse.

Os mandados de prisões foram cumpridos na casa dos suspeitos no Recanto das Emas e em Samambaia, enquanto alguns de busca e apreensão em endereços em Ceilândia. Entre os presos está um homem apontado como líder da organização criminosa.

O material apreendido e os presos estão sendo levados por 40 policiais que participam da operação para a sede da DRF, no Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Parque da Cidade.
De acordo com Fernando Cesar, os presos Jair Gomes da Silva Filho, 33 anos; Edson Brito dos Reis, 30; Daniele Amâncio de Lima, 24; e Selma Maria Amâncio Rodrigues, 47; e Deusdete Jorge da Silva Júnior, 27 anos, foram indiciados por associação criminosa armada e roubo circunstanciado.


Se condenados podem pegar uma pena de mais de 15 anos de reclusão. Os homens estão presos no DPE e as mulheres serão levadas para o Presídio Feminino do DF, conhecido como Colmeia, à disposição da Justiça.

Conselho Especial julga inconstitucional lei de área pública no Sudoeste e Octogonal

Rota de Segurança

Crescimento que chega a assustar
O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) julgou nesta terça-feira (23/9), procedente a ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em face da Lei Distrital 3.765 de 2006 que dispõe sobre alteração de uso e parâmetro de ocupação de área pública no Sudoeste e Octogonal.

A lei estabelecia como parâmetro de ocupação para o Lote 1 da SQ Sudoeste 305 e para o Lote 1 da SQ Sudoeste 306, ambos do Setor de Habitações Coletivas Sudoeste, na Região Administrativa do Sudoeste/Octogonal – RA XXI, a altura máxima de 9 metros.

O MPDFT sustentou que os temas da Lei 3.765 deveriam ter sido aprovados via leis complementares específicas e após prévia participação da população interessada, o que não foi observado.

O desembargador relator votou no sentido de que houve vício formal, pois o assunto é reservado a lei complementar configurando ofensa aos princípios da isonomia, impessoalidade e interesse público. O relator disse que houve ofensa aos artigos 316, 317 e 319 da Lei Orgânica do Distrito Federal. E explicou que a Lei 3.765 deveria obedecer ao Plano Diretor, havendo necessidade de prévio estudo e audiência pública para ouvir a população, não agredindo o meio ambiente e o patrimônio urbanístico.

Prevaleceu o entendimento do desembargador relator, à unanimidade.

TJDFT julga inconstitucionais leis que tratam de uso e ocupação do solo em Planaltina e no Gama

Rota de Segurança

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O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) declarou nesta terça-feira  (23/9), a inconstitucionalidade das Leis Distritais 1475/97, LC 64/98, 133/98, 185/98, 194/99, 138/2000 e 607/2002 com efeitos retroativos, por maioria, e considerou inadmissível a ação com relação às Leis 782/94, 814/94 e 1017/96 em decisão unânime por serem anteriores à alteração na Lei Orgânica do DF. As leis dispõem sobre uso e ocupação do solo na região de Planaltina.

O Conselho também julgou inconstitucionais a Lei 1475/97 e as Leis Complementares 64/98, 133/98, 185/98, 194/99, 318/00 e 607/02 com efeitos retroativos por maioria e considerou inadmissível a ação com relação às Leis 782/94, 814/94 e 1017/96 por serem anteriores a emenda à Lei Orgânica. As leis tratam sobre destinação, ocupação e desafetação de áreas públicas na região do Gama.

Os desembargadores do Conselho concluíram que a emenda 12 de 1996 da LODF dispõe que é objetivo prioritário do Distrito Federal zelar pelo conjunto urbanístico de Brasília, tombado sob a inscrição nº 532 do Livro do Tombo Histórico, respeitadas as definições e critérios constantes do Decreto nº 10.829 de 2 de outubro de 1987, e da Portaria nº 314, de 8 de outubro de 1992, do então Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural – IBPC, hoje Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. E o Decreto nº 10.829 de 2 de outubro de 1987 dispõe no art 14 que o governador do Distrito Federal proporá a edição de leis que venham a dispor sobre o uso e ocupação do solo em todo o território do Distrito Federal.


Portanto, decidiram que a partir da publicação da emenda, a competência para tratar sobre uso do solo é privativa do governador, sendo inconstitucionais por vício de iniciativa as leis elaboradas por parlamentares  após 12 de dezembro de 1996 e sendo inadmissíveis as ações anteriores a essa data.

Bandidos explodem agência bancária, em Planaltina, durante a madrugada

 O crime ocorreu no Setor Tradicional. A 16ª Delegacia de Polícia investiga o caso


Thiago Soares

Publicação: 25/09/2014 09:10 Correio Braziliense

 

Bandidos explodiram uma agência da Caixa Econômica Federal, na madrugada desta quinta-feira. Testemunhas relatam que oito homens armados, com roupas escuras, entraram na unidade, localizada no Setor Tradicional de Planaltina, e detonaram os explosivos. O crime ocorreu por volta de 3h.



Um rapaz de 22 anos que estava próximo ao local teve o celular roubado e foi agredido pelos assaltantes. A 16ª Delegacia de Polícia investiga o caso e o paradeiro dos envolvidos. A ocorrência foi comunicada ao Departamento da Polícia Federal.

Riacho Fundo 2: Ministério Público quer explicações sobre invasão


BLOG do SOMBRA


Fiscais derrubaram 1,6 mil metros de muro de empresa irregular

Há cerca de dois meses, a Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops) demoliu a garagem de uma empresa de ônibus no Riacho Fundo 2. Erguida em terras públicas, a construção ameaçava uma importante área de preservação ambiental da região. Mesmo após a retirada da ocupação irregular, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) quer explicações sobre a invasão...
Em junho, o Correio denunciou que uma empresa de ônibus ocupou irregularmente área avaliada em R$ 3 milhões.

Um dia após o Correio denunciar a apropriação indevida da área estimada em 20 mil metros, a 6ª Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural (Prodema) abriu investigação sobre o caso. O promotor César Augusto Nardelli requisitou informações sobre a situação à Agência de Fiscalização (Agesfis) e ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram).
O primeiro órgão consultado respondeu dizendo que, de fato, o dono da Expresso Vila Rica -uma empresa de transporte de estudantes- não apresentou documentos que autorizassem a construção. Por esse motivo, o órgão demoliu os muros. O Ibram manifestou-se reiterando que a propriedade fica dentro de uma região denominada Área de Preservação do Planalto Central e destinada à agricultura familiar. 
Também reforçou que o proprietário da Exdpresso Vila Rica, Adelmar dos Santos Cordeiro, continuava a usar o espaço para estacionar os cerca de 60 ônibus. O promotor ainda enviou ofício à Secretaria de Educação, tendo em vista que o denunciado mantém contrato com a pasta e recebeu, nos últimos quatro anos, de R$ 12 milhões do GDF. “Ficou claro que a garagem não tem qualquer tipo de regularidade ambiental. Achamos, por bem, levar essas denúncias a esses órgãos”, destacou o promotor César Nardelli.
Entenda do caso
Há cerca de oito meses, o espaço cercado pelo dono da Expresso Vila Rica era uma ampla área de cerrado. Situada a poucos quilômetros do centro do Riacho Fundo 2, passou a ser cobiçada por grileiros. O primeiro a invadir as chácaras 98 e 115 pertencentes à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) foi um agricultor identificado como João Pereira. Morador de uma chácara nas proximidades, decidiu cercar parte do terreno. Mesmo sem autorização, ele se apresentava como dono das glebas e começou, discretamente, a anunciar a área pública.
No início de 2014, em um acordo informal, João Pereira vendeu as chácaras por R$ 400 mil ao dono da Vila Rica, Adelmar dos Santos Cordeiro. A primeira medida adotada por Adelmar foi levantar o muro. Dessa forma, as terras onde deveriam ser cultivadas plantações de verduras, frutas e hortaliças ganharam uma imponente cobertura para proteger os veículos do sol e da chuva. O Correio publicou a denúncia no dia 18 de junho último. Treze dias depois, o terreno avaliado em R$ 3 milhões foi demolido numa megaoperação da Seops. 

Fonte: Por SAULO ARAÚJO, Correio Braziliense - 24/09/2014 - - 22:55:16

Comentário

No DF, atrás de cada invasão ilegal ocorrida em área de preservação ambiental tem um Distrital envolvido.Alguns chegam ao cumulo de irem ate as administrações regionais das áreas envolvidas exigindo que as administrações regionais regularizem os locais, embora os mesmos sejam ambientalmente protegidos! A questão é saber qual Distrital está envolvido na grilagem do Riacho Fundo 2.Eu tenho algumas sugestões de nomes... 

Vera Regina Moraes RS

As delações premiadas: O medo do PT e a esperança de Aécio


Aécio: Esperança nas delações


O centro nervoso da eleição presidencial voltou a ser a delação premiada. Ou melhor, as delações premiadas – a de Paulo Roberto Costa e a do doleiro Alberto Yousef. O depoimento de Paulo Roberto já acabou; o de Youssef vai começar em muito breve...
 
Na campanha de Dilma Rousseff o medo dobrou de intensidade. Antes, temia-se o vazamento de uma bomba atômica disparada por Paulo Roberto. Agora, o PT tem que se preocupar também com o doleiro preferido por nove entre dez políticos e empreiteiras que tratavam com a Petrobras.
 
Os petistas avaliam, não sem razão, que sem fatos novos Dilma tem boas chances de vitória no segundo turno. Mas um petardo saído da delação premiada tem o poder de estragar a festa.
 
Na campanha de Aécio Neves, a delação também é uma esperança. Avalia-se ali que os tiros de Paulo Roberto e Yousseff poderiam atingir Eduardo Campos e, por tabela, respingar em Marina.
 
No final das contas, tem-se pela frente são dez dias até o primeiro turno e um mês até o segundo turno. Até lá, é bom olhar para o céu para ver se vem bomba.

Fonte: Blog do LAURO JARDIM - 25/09/2014 - - 07:41:29

Tradicional colégio de Brasília é vendido para gigante do ensino nacional

 Especialistas divergem quanto aos benefícios da mudança, e alguns pais temem alterações na metodologia


Publicação: 25/09/2014 06:03 Correio Braziliense

O Candanguinho tem, hoje, alunos desde a creche até o ensino médio: entre os planos da SEB, está o de ter uma educação bilíngue (Antonio Cunha/CB/D.A Press)
O Candanguinho tem, hoje, alunos desde a creche até o ensino médio: entre os planos da SEB, está o de ter uma educação bilíngue

entro de Ensino Candanguinho (Cecan), uma das escolas mais tradicionais de Brasília, se rendeu a uma tendência nacional: foi vendido para o maior grupo especializado em ensino básico do país, o Sistema Educacional Brasileiro (SEB). O colégio passou dois anos em negociação com o conglomerado até fechar a escolha da nova mantenedora. O SEB também é dono do Dínatos COC, o antigo Inei, localizado na Asa Sul. O movimento tem se tornado comum na capital do país. No ano passado, o Sigma passou a pertencer à Abril Educação, um braço do Grupo Abril.

A transação do Sigma envolveu R$ 130 milhões. Como o SEB não é um grupo de capital aberto, não é obrigado a divulgar os valores do negócio. O presidente da instituição, Chain Zaher, afirmou que a compra faz parte de uma estratégia de ampliar os alunos atendidos até 2020. Hoje com 40 mil estudantes em instituições espalhadas por todo o Brasil, o SEB pretende chegar a 100 mil alunos. “Estamos em 33 cidades brasileiras, e Brasília não poderia ficar de fora. É um grande mercado, tem uma população com poder aquisitivo muito alto. Teremos na capital o melhor exemplo de escola para o Brasil”, disse Zaher.



Diante do anúncio da compra, alguns dos pais dos 1.280 alunos matriculados no Cecan ficaram apreensivos. A maior dúvida é quanto a possíveis mudanças na metodologia de ensino. A advogada Georgia Aciole, 36 anos, tem um filho no 1º ano do ensino fundamental. Ela afirmou ter sido pega de surpresa quando recebeu a circular da escola informando a venda. Mas disse que vai esperar todas as explicações para ter certeza do que fazer. “Tenho outro filho no Sigma. Lá, as mudanças foram poucas, mas o colégio tem outro perfil, mais voltado para o vestibular. No Candanguinho, busco uma educação familiar. Vou aguardar para ver como ficará”, disse.

Ontem, duas reuniões foram realizadas com os pais. O presidente do grupo fez esclarecimentos: “Manteremos a coordenação, o corpo docente e o material didático. Viemos para agregar e não para mudar o que já achamos bom”, garantiu. A proposta, segundo ele, é diferente da instituída no Dínatos. O Candanguinho será uma unidade premium. “ Não estamos preocupados com quantidade de alunos, mas com a qualidade do ensino”, completou o presidente do SEB.

Reguffe 37% dos votos.Magela apenas 16%.Ainda existe justiça no DF!


Reguffe lidera intenções de voto para o Senado, segundo pesquisa Ibope


Publicação: 25/09/2014 08:03 Correio Braziliense
 

A última pesquisa Ibope apontou um possível cenário para o Senado Federal. O levantamento mostra o deputado federal Reguffe (PDT) com uma diferença acentuada do segundo colocado. Enquanto ele tem 37% dos votos, Magela (PT) aparece com 16%. O terceiro lugar fica para o senador Gim Argello (PTB), que tenta reeleição, com 13%. Sandra Quezado (PSDB) aparece com 3%. Votos brancos e nulos somaram 10%, e 19% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

Se comparada a pesquisa anterior, divulgada em 19 de setembro, Reguffe subiu dois pontos percentuais e Magela caiu dois nas intenções de voto. Nesta data, Gim tinha 14%. Aldemário (PSOL) e Robson (PSTU) mantiveram os mesmos percentuais (1%). Expedito Mendonça (PCO) não atingiu percentual significativo no levantamento. Jamil Magari, tinha 1% e agora aparece com 0%.




Comentário


Magela demonstrou o quanto está vinculado com as empreiteiras nas Conferencias da Cidade quando enganou vergonhosamente a população alterando as propostas e ao resultado das votações para dar áreas ambientalmente protegidas para a Terracap. Quase foi linchado pela população nessa ocasião e também com a historia do PPCUB. Alem disso quer construir outra cidade, provavelmente para os sem terra, para um milhão de habitantes.Quem vai pagar a conta da urbanização dessa nova cidade seremos nós. Contando que lucre com isso, ele não quer nem saber de onde virá a agua para esse milhão a mais de pessoas!

O Magela-- se puder-- transforma Brasília num permanente canteiro de obras , aterra todos os mananciais, acaba com tudo o que for verde e quando a agua acabar, muda de estado.

Anônimo

Dilma fez proselitismo eleitoral na ONU

Coluna Nas Entrelinhas:  

No discurso, a presidente mostrou um balanço de seu governo, que lembrou Leonid Brejnev, ex-secretário-geral do Partido Comunista da extinta União Soviética nos congressos partidários


Luiz Carlos Azedo

Publicação: 25/09/2014 08:20 

 (Gomez/CB/D.A Press)


A presidente Dilma Rousseff não faz mais nada no exercício do cargo que não mire o seu programa de tevê de candidata do PT. Está sempre com um olho nos interlocutores e outro na lente da câmera de filmagem do repórter de sua campanha. Precisa disso como o ar que respiramos por causa do desgaste de imagem do PT, responsável por alguns desastres eleitorais em estados importantes, como São Paulo e Rio de Janeiro, sem falar nas agruras do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul.

Na prática, Dilma trabalha a imagem forte de uma presidente da República que disputa a reeleição; a de petista é frágil e não lhe interessa, a não ser para manter a gana de poder da militância em eventos partidários. A estratégia de marketing é tão ostensiva que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Antônio Dias Toffoli, um ex-militante petista de carteirinha, chegou a chamar a atenção de Dilma de que o uso do Palácio da Alvorada, a residência oficial, como locação para peças de campanhas e entrevistas de candidata, era uma prática indevida.

De nada adiantou, pois Dilma já disse que o Alvorada é a única casa que tem para morar e não pode separar uma coisa da outra. Não é bem verdade, pois o comitê eleitoral tem um escritório para a petista que nunca foi usado, mas isso é outra história. Ontem, Dilma exagerou. Foi à solene abertura da Assembleia Geral da ONU para fazer proselitismo eleitoral, com um discurso de balanço de seu governo que lembrou Leonid Brejnev, ex-secretário-geral do Partido Comunista da extinta União Soviética nos congressos partidários.

A diferença é que os informes de balanço do líder comunista ocorriam nas dependências do Kremlin, não na Assembleia-Geral da ONU, palco de discursos memoráveis de outros líderes, mesmo de alguns ex-guerrilheiros, como o discurso em francês de Che Guevara, em 1964, em defesa da Revolução Cubana, após a fracassada invasão da Baía dos Portos; ou a histórica intervenção de Yasser Arafat, em 1974, quando a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) foi reconhecida como legítima representante de seu povo e anunciou o abandono das ações terroristas em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém.

Mas o discurso de Dilma na ONU foi, sobretudo, chinfrim, nem de longe lembrou, por exemplo, a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU de 2009, quando o líder petista falou da crise econômica mundial, das mudanças climáticas e da ausência de uma governança mundial estável e democrática. Foi uma mera prestação de contas do governo Dilma, completamente fora de contexto e distorcida por dados maquiados.


Em vez de usar a tribuna para falar dos problemas do mundo, Dilma fez propaganda do período petista no poder. “Abro este debate geral às vésperas de eleições, que vão escolher, no Brasil, o presidente da República, os governos estaduais e grande parte de nosso Poder Legislativo. Essas eleições são a celebração de uma democracia que conquistamos há quase 30 anos, depois de duas décadas de governos ditatoriais. Com ela, muito avançamos também na estabilização econômica do país.”

A partir daí, fez uma autolouvação sem fim. Mais uma vez, a presidente da República mascarou os números de sua administração agregando-os aos indicadores dos oito anos do governo Lula. Esse é o eixo de seu discurso para atacar a gestão de Fernando Henrique Cardoso e, assim, manter a polarização PT versus PSDB.

Os problemas da política internacional e da integração do Brasil à economia mundial, que não são pequenos, foram simplesmente ignorados. Isso é o que interessaria aos representantes das nações, quando nada aos aliados do Brasil na América Latina e na África, todos surpreendidos pelo discurso provinciano de Dilma. Para o Itamaraty, foi mais um vexame diplomático. Na véspera, a participação de Dilma na Cúpula do Clima teve o mesmo objetivo.
Pauliceia desvairada


É desesperada a situação do PT em São Paulo, onde a candidatura do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha não decola de jeito nenhum. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), segundo o Ibope, hoje venceria a disputa pela reeleição no primeiro turno, com 49%, seguido por Skaf, do PMDB, com 17%, e Padilha, com 8%.

A bancada de deputados federais do partido, que sempre trabalhou com resultados na faixa dos 30%, vive uma espécie de salve-se quem puder. Os principais líderes estão em risco eleitoral. Nem mesmo o senador Eduardo Suplicy, ícone do chamado “PT do bem”, escapa da debacle.

A situação de Padilha é atribuída à artificialidade da candidatura do ex-ministro, um capricho do ex-presidente Lula; à má administração do prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad; e aos desgastes da legenda provocados pelo julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal.

Dilma faz uso eleitoral da PF, mas reduziu contingente

Pernas curtas
São mais de 4 mil cargos vagos, antes ocupados por agentes e delegados
Publicado: 25 de setembro de 2014 às 8:46 - Atualizado às 8:48

policia federal by abr
Os integrantes da Polícia Federal têm feito advertências sobre os problemas que enfrentam


O discurso da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, de fortalecimento das áreas de controle e investigações de casos de corrupção esbarra na queda de servidores que atuam nestas carreiras durante seu mandato. Levantamento do Estado mostra que o atual governo permitiu uma redução no número de delegados, peritos, escrivães e agentes da Polícia Federal.


Os dados, compilados com base no Boletim Estatístico de Pessoal, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, mostram uma reversão no atual governo do crescimento do efetivo da Polícia Federal ocorrido no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No comparativo com o último mês de seu antecessor, padrinho político e principal cabo eleitoral nesta campanha à reeleição, Dilma chegou a junho deste ano com 6% menos servidores em atividade na Polícia Federal. A contração atinge delegados (-7%), responsáveis por conduzir investigações e encaminhar inquéritos ao Ministério Público, escrivães (-7%) e peritos (-2%), carreiras que dão suporte às ações policiais e ajudam a produzir provas contra suspeitos, respectivamente.

A queda só não foi maior no contingente policial porque houve um concurso para papiloscopistas, elevando em 14% o efetivo da carreira que cuida da coleta de impressões digitais em locais de crime – em números, foram 64 novos servidores nos três anos e meio de governo Dilma Rousseff.

“Temos em torno de 4 mil cargos vagos, que um dia foram ocupados por agentes, delegados, e que hoje estão abertos. O ideal seria, no mínimo, triplicar o número de servidores”, afirma o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Jones Borges Leal. “Tem uma crise institucional no órgão, ganhamos menos do que há dez, doze anos, perdemos 16 colegas por suicídio na gestão atual. A polícia hoje está doente, muito doente, e não enxergo que a Polícia Federal esteja vivendo às mil maravilhas”, afirma o presidente da Fenapef.

‘Limite’. A situação não é muito diferente na Controladoria-Geral da União, cuja atribuição é apurar condutas de servidores públicos. Há meses, a CGU vem tentando reforçar seu contingente de combate à corrupção. Em ofício enviado ao Palácio do Planalto, em abril, o ministro Jorge Hage alertava que chegou “ao limite” o “esforço de fazer mais com menos”, como revelou o Estado em agosto.

Em texto sobre diretrizes de governo publicado na internet, Dilma afirma que “o fortalecimento das Polícias Federal e Rodoviária Federal teve sequência, com investimentos em recursos humanos e inteligência, com adoção de ferramentas de alta tecnologia”. Segundo o presidente da Fenapef, “o governo foi eficiente em novos equipamentos, viaturas, armamentos, mas, com o servidor propriamente dito, não”.

Análise: Fala da presidente legitima, mesmo sem querer, grupo radical



Dilma Rousseff usou o palanque da ONU como estúdio de seu programa eleitoral, no qual aparecerá como estadista enquanto elenca o que vende como conquistas dos anos do PT no governo.

Pode-se gostar disso ou não, mas está na regra. O ponto fora da curva na viagem a Nova York foi o ataque às intervenções militares que incluiu o caso sírio.

Ainda que tenha modulado no discurso a crítica mais direta aos Estados Unidos por sua ação contra o EI (Estado Islâmico), feita na terça (23), o contexto da fala de Dilma é o de legitimação, mesmo involuntária, do grupo radical. 

A Síria, em evidência justamente pela intervenção criticada nas falas da presidente, foi citada ao lado da crise na Ucrânia e do conflito Israel-Palestina –onde há lados definidos e reconhecidos.

A ação americana, apoiada por vários países e com o beneplácito informal da ONU, é facilmente criticável por tender à inocuidade militar.

Mas nem os adversários de Washington, a começar por uma Moscou que vê ingerência na soberania de seus aliados sírios com a ação, consideram que o EI seja algo com que se possa negociar como se fosse um ente nacional.




Dilma Rousseff discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York
Dilma Rousseff discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York   


São radicais que, como seus reféns sabem, cortam cabeças quando não recebem resgates para financiar seu reino de terror sobre civis.

Quando dominou 90% do Afeganistão nos anos 90, os fundamentalistas do Taleban seguiam agenda política definida por rivalidades territoriais tribais. Emulavam um Estado, com instituições. Já o EI, com exuberâncias irracionais, deu um passo além.

A experiência recente desencoraja a eficácia da força, como ressalvou Dilma ao contemporizar sua fala em entrevista após o discurso, na qual adotou o pacifismo genérico fiel à tradição do Itamaraty.

Mas se diálogo é premissa para paz, é preciso existir interlocutores. A decapitação do refém francês na Argélia, por um grupo inspirado pelo EI e coincidentemente divulgada no dia da fala de Dilma, mostra que não nos encontramos neste estágio.

Brasil não assina declaração para zerar desmatamento até 2030


23/09/2014 18h55 - Atualizado em 23/09/2014 20h05


País não foi convidado a participar da criação do documento, diz ministra.
Declaração sobre florestas foi assinada por 28 governos, segundo a ONU.

Do G1, em São Paulo
A presidente Dilma Rousseff, durante discurso na conferência da ONU sobre mudanças climáticas (Foto: Roberto Stuckert Filho / PR)A presidente Dilma Rousseff, durante discurso na conferência da ONU sobre mudanças climáticas
 
O Brasil não assinou a “Declaração de Nova York sobre Florestas”, documento que foi apresentado na Cúpula do Clima, que acontece nesta terça-feira (23), na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York. A informação foi confirmada pelo Itamaraty no fim da tarde desta terça-feira.

A declaração prevê reduzir pela metade o desmatamento até 2020 e zerá-lo até 2030. Segundo a ONU, 150 parceiros assinaram o documento, incluindo 28 governos, 35 empresas, 16 grupos indígenas e 45 ONGs e grupos da sociedade civil.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, tinha dito nesta segunda-feira à agência Associated Press que o país não fora “convidado a se engajar no processo de preparação” da declaração. Em vez disso, segundo ela, o país recebeu uma cópia do texto da ONU, que pediu para aprová-lo sem a permissão de sugerir qualquer alteração.

“Infelizmente, não fomos consultados. Mas eu acho que é impossível pensar que pode ter uma iniciativa global para florestas sem o Brasil dentro. Não faz sentido”, disse ela nesta segunda.
O Itamaraty acrescentou que o documento não é da ONU, mas dos países que o assinaram, e que o texto necessitava de melhorias, por isso o Brasil optou por não assinar.

Em entrevista à Rádio ONU na tarde desta terça, a ministra Izabella Teixeira disse que ainda não tinha sido informada sobre a decisão do Brasil em relação à declaração, acrescentando que quem estava conduzindo esse entendimento era o Itamaraty.

"O Brasil tem interesse de estar em toda e qualquer iniciativa que dialogue de fato com a proteção das florestas e com a conciliação das atividades de desenvolvimento, crescimento econômico e inclusão social", disse a ministra à Rádio ONU. Ela acrescentou que a cúpula foi uma iniciativa importante por parte do secretário-geral da ONU e que a reunião tem sido "extremamente positiva" do ponto de vista do Brasil.

Para o coordenador do Greenpeace, Marcio Astrini, para o Brasil ser um modelo de desenvolvimento sustentável, o governo deveria não apenas ter assinado a declaração, como ter pressionado para que o documento fosse ainda mais ousado.

“Temos uma meta mais ousada, de zerar o desmatamento até 2020. O que não quer dizer que achamos esse acordo ruim. É uma medida que propõe a redução do desmatamento e toda proposta de redução é bem-vinda”, diz Astrini.

Ele observa que só o fato de esse documento ter sido elaborado e que alguns países tenham se comprometido a cumpri-lo e ajudar com recursos financeiros já é um progresso. “Já é um bom passo, mas precisa de muito mais do que isso. Normalmente, essas cúpulas são muito tímidas e apresentam propostas aquém do que se necessita.”

Sobre a não adesão do Brasil ao documento, o conselheiro-sênior de política ambiental do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) Charles McNeill declarou que “houve esforços para chegar às pessoas do governo brasileiro, mas não houve resposta”. “Não havia vontade alguma de excluir o Brasil. É o país mais importante nesta área. Um esforço que envolve o Brasil é muito mais poderoso e impactante do que um que não envolve”, explica McNeill.


Comentario

Sabem o que isso significa não é? Bye bye Amazônia e provavelmente Bye Bye Reservas Hídricas...
 
Anonimo

Aécio critica decisão de Dilma de não assinar acordo antidesmatamento


24/09/2014 13h30 - Atualizado em 24/09/2014 18h31

Governo brasileiro optou por não endossar iniciativa em evento da ONU.
Candidato do PSDB disse que lamenta decisão da presidente.

do G1, em Uberaba
Aécio Neves participou de carreata ao lado de candidatos do partido (Foto: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil) 

Aécio Neves participou de carreata ao lado
de candidatos do partido
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse durante ato de campanha nesta quarta-feira (24), em Uberaba (MG), que lamenta a decisão da presidente Dilma Rousseff de não assinar acordo na ONU sobre antidesmatamento anunciada na Cúpula do Clima, em Nova York (EUA).

Para o candidato, estados brasileiros têm avançado no combate ao desmatamento e o país poderia liderar ações mundiais sobre o tema.

"É uma preocupação que nós temos e para mim foi surpreendente. Acho que o Brasil poderia estar inclusive com outras ações liderando uma posição mundial até porque nos últimos anos nós temos avançado principalmente com a participação dos estados na inibição do desmatamento. Eu lamento a decisão da Presidente da República", afirmou.

Nesta terça (23), Dilma discursou para uma plateia de autoridades estrangeiras na cúpula do clima. Em seu pronunciamento, a petista disse que a determinação do Brasil em enfrentar as alterações no clima não se limita à conservação da Amazônia. O governo brasileiro, entretanto, optou por não endossar o acordo de proteção às florestas proposto pelas Nações Unidas.

Em Uberaba, Aécio participou de uma carreata que passou pelos principais pontos da cidade. Ele estava acompanhado do aliado e candidato ao governo de Minas Gerais, Pimenta da Veiga.
Aécio comentou ainda sobre pesquisas eleitorais.

Na última, divulgada nesta terça pelo Ibope (*), ele aparece em terceiro lugar nas intenções de voto, atrás da presidente Dilma Rousseff (PT) e da ex-senadora Marina Silva (PSB). Ele disse que está confiante de que vai para  segundo turno e que acredita que vai recuperar votos de quem quer "derrotar o PT". Antes de Marina Silva entrar na disputa (ela assumiu a candidatura no lugar de Eduardo Campos, morto em acidente de avião), Aécio aparecia em segundo nas pesquisas.

"Nós vamos recuperar aquele voto que quer derrotar o PT, que hoje tem a compreensão mais clara de que nós temos melhores condições de vencer e. mais do que isso, só nós temos as condições adequadas de colocar no lugar deste governo um governo experimentado, com gente altamente qualificada", afirmou.

(*) O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 206 municípios do país entre os dias 20 e 22 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00755/2014.

Marina defende política econômica sem aventura e sem desperdícios


25/09/2014 08h21 - Atualizado em 25/09/2014 08h39


Candidata do PSB quer órgão para verificar gasto e dar transparência fiscal.
No Bom Dia Brasil, ela falou de subsídios, agronegócio e negou fragilidade.

Do G1, em Brasília
A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmou que, para a economia brasileira voltar a crescer com baixa inflação, é necessário um governo que não vá se "aventurar" na política econômica e corte gastos que geram "desperdício" de recursos públicos. Só assim o país teria credibilidade para atrair investimentos, disse a candidata em entrevista realizada nesta quarta e exibida nesta quinta-feira (25) no Bom Dia Brasil.

(Veja a íntegra da entrevista e leia a transcrição da entrevista em "Bom Dia Brasil entrevista Marina Silva".)

"Nós vamos fazer com que o Brasil volte a crescer. Uma boa parte do capital que o Brasil precisa não é tangível, é intangível. É confiança, credibilidade, respeito a contrato, criar um ambiente que favoreça os investidores a voltar a investir no Brasil. Isso só será possível com um governo que tenha legitimidade e que, de antemão, estabeleça o seguinte: nós não vamos nos aventurar em política econômica, não vamos inventar a roda", afirmou Marina.

A candidata disse que a política econômica vinha dando certo desde o governo de Itamar Franco, passando pelas gestões de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, mas foi interrompida por Dilma Rousseff, que, segundo ela, "se aventurou". "Agora nós temos o nosso país com baixa credibilidade, pouco investimento, juros altos que favorecem o baixo investimento".

Marina disse ter compromisso com o chamado "tripé econômico", receita criada na década de 90 que combina responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e regime de metas de inflação. Ela também propôs a criação de um "conselho de responsabilidade fiscal", novo órgão que teria independência para verificar as contas do governo e dar mais transparência aos gastos públicos, de modo a evitar a "ineficiência" e o "desperdício".

"Nós temos um compromisso de que nós não vamos elevar o gasto público acima do crescimento do PIB e o conselho de responsabilidade fiscal tem que fazer com que o governo dê conta dos investimentos estratégicos na área social e, ao mesmo tempo, não vá pelo caminho da ineficiência, que é o que acontece hoje. Hoje o governo gasta de forma ineficiente. Você tem projetos que começam com R$ 6 bilhões, vão sendo reajustados para 10, 20, 30... E, se nós tivéssemos um conselho de responsabilidade fiscal, o governo seria cobrado para evitar este tipo de desperdício", afirmou.

Questionada sobre a inflação, Marina disse que manterá a meta em 4,5% ao ano, e não uma diminuição deste patamar, como havia proposto Eduardo Campos, que era o candidato do PSB até agosto, quando morreu num acidente aéreo. Indagada sobre o que faria com os preços regulados pelo governo, como energia e gasolina, a candidata disse que Dilma deveria resolver a questão.

Segundo ela, a presidente está “manipulando os preços administrados para ter bons resultados no que concerne a inflação – e mesmo assim ela está alta – para ganhar dividendos políticos”.

Subsídios e bancos públicos
Marina foi questionada sobre o papel que os bancos públicos – BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – teriam seu governo. Ela disse que eles continuarão com finalidade social, para por exemplo financiar a agricultura e o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, negando que vá enfraquecê-los.

"O que enfraquece os bancos é pegar o dinheiro do BNDES e dar para meia dúzia de empresários; uma parte deles falida, alguns que deram, enfim, um sumiço em bilhões de reais do nosso dinheiro... Esses sim, nós vamos parar com o mau uso".

Antes, Marina também foi indagada se manteria os incentivos para setores da indústria, com redução de tributos. Ela disse que vai “qualificar” essa ajuda, de modo que o governo exija "contrapartidas" dos beneficiários.

"Há necessidade de incentivos para que a indústria e o emprego possam ser protegidos. Isso aconteceu em 2008 naquele momento de fragilidade. O problema é que a continuação do remédio mesmo quando o paciente já deveria ir se preparando para ter autonomia cria situação de dependência", afirmou.

Ela disse que vai enviar, no primeiro mês de governo, uma proposta de reforma tributária que busque justiça, transparência e simplificação no pagamento. Na questão trabalhista, disse que não vai eliminar direitos e benefícios, mas que vai ampliar a formalidade no mercado de trabalho.

Agronegócio e transgênicos
A candidata também foi questionada se tenderia a ficar ao lado de ambientalistas em detrimento da infraestrutura ou do agronegócio. Ela respondeu que as áreas não são “incompatíveis” e disse que conflitos podem ser “manejados”. “Não há esse dilema para produzir e proteger, as duas coisas são inteiramente possíveis”, disse, ao defender maior produtividade em áreas menores.

“O problema do agronegócio não é proteção do meio ambiente, não são índios e quilombolas. É a falta de infraestrutura, de hidrovias, de ferrovias, de termos estradas adequadas para o transporte, armazenagem e portos”. Ela rebateu críticas por “travar licenciamentos ambientais”, dizendo que, em sua gestão como ministra do Meio Ambiente, foram feitas aquelas “mais complexas”.
Na questão dos grãos transgênicos, Marina disse que sempre defendeu um “modelo de coexistência”, com culturas modificadas geneticamente e naturais.

Fragilidade
Marina também comentou sobre o fato de ter chorado ao falar sobre Lula após uma recente entrevista. Ela negou tratar-se de fragilidade e sim que é uma pessoa “sensível”. Atribuiu o episódio ao “pesar” de suas filhas, que se vestiam de vermelho quando crianças por simpatia ao PT e que agora não têm mais orgulho do partido.

“Ter enfrentado cinco malárias, três hepatites, uma leishmaniose, perder a mãe aos 14 anos, ter sido alfabetizada aos 16 anos,  ter passado o que eu passei, vir me dizer que isso é fragilidade e não me pedir para não ter emoções, sinceramente... Já vi tantos líderes chorando e não é por isso que são mais fracos ou menos fracos”, disse, lembrando do próprio Lula, que “caiu no choro” quando tomou posse na Presidência.

“Eu sou uma pessoa sensível, mas não se pode confundir sensibilidade com fraqueza. As pessoas que não se deixam emocionar, essas sim podem ser muito fracas”, completou.

Ibope: no DF, Rollemberg tem 31% e Frejat, 21%



Frejat e Agnelo estão empatados tecnicamente
 
Nova pesquisa Ibope/TV Globo divulgada nesta quarta-feira, 24, pelo DFTV da Rede Globo mostra o candidato do PSB ao governo local, Rodrigo Rollemberg, como favorito na preferência dos eleitores, com 31% das intenções de voto.


Na pesquisa anterior, divulgada no dia 18 de setembro, Rollemberg tinha 28% da preferência do eleitorado. Em segundo lugar, o candidato do PR, Jofran Frejat (PR), manteve os 21% da pesquisa anterior e, em terceiro lugar, o atual governador e candidato à reeleição pelo PT, Agnelo Queiroz, com 19%.


Na pesquisa anterior, Agnelo tinha 21% da preferência do eleitorado. Como a pesquisa tem uma margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, Frejat e Agnelo estão empatados tecnicamente.



O candidato do PSDB, Luiz Pitiman aparece com 3% da preferência; Toninho do PSOL também com 3%; Perci Marrara (PCO) teve 0%. Entre os entrevistados, 9% responderam que pretendem votar em branco ou nulo e 14% não sabem ou não responderam. A pesquisa foi feita entre os dias 21 e 23 de setembro.






O levantamento apurou ainda a preferência do eleitor num eventual segundo turno pelo governo do Distrito Federal. Numa disputa entre Frejat e Agnelo, o candidato do PR venceria a eleição com 43% dos votos ante 27% do petista. Na disputa entre Rollemberg e Frejat, a vitória seria do candidato do PSB, que teria 47% dos votos contra 25% de Frejat. O Ibope simulou ainda uma disputa de segundo turno entre Rollemberg e Agnelo. Também nesse cenário, Rollemberg seria eleito governador, com 52% dos votos e Agnelo teria 20%.

Rejeição
Com relação ao candidato em qual o eleitor não votaria de jeito nenhum, a pesquisa mostrou que o atual governador Agnelo Queiroz é o que tem maior rejeição, 44%. Em seguida, aparece Jofran Frejat, com 16%; Luiz Pitiman, com 10%; Toninho do PSOL, com 9%; Perci Marrara, com 8%; e Rodrigo Rollemberg, com 5%. O levantamento também aponta que 6% dos entrevistados poderiam votar em todos os candidatos e 17% não sabem ou não responderam.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número DF-00057/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-0767/2014.

Fonte: Estadão Conteúdo Jornal de Brasília


Comentário




O PT castigou e humilhou os servidores públicos e também, a corrupção tomou conta do Brasil. Não é o povo que não sabe votar e sim os candidatos que são mal escolhidos pelos partidos. Vc sabia que Dilma publicou um decreto - 8243/14, que transforma o Brasil em uma Venezuela onde o candidato a presidente pode se candidatar quantas vezes quiser! Pô! Não quero ser comandado por mensaleiros outra vez.

 j.diass