A derrota do Planalto com a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a
presidência da Câmara escancarou a divisão de estilo entre o chefe da
Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o ministro da Defesa, Jaques Wagner,
principais expoentes da nova articulação política da presidente Dilma
Rousseff. Wagner tentou costurar, até o último momento, uma aliança
entre PT e PMDB na Câmara, na tentativa de impedir o embate entre Cunha e
Arlindo Chinaglia (PT-SP), enquanto Mercadante optou pelo confronto e
apostou na mobilização dos demais ministros, como Cid Gomes (Educação) e
Gilberto Kassab (Cidades), para ajudar a esvaziar o PMDB e reverter
casos de infidelidade na base aliada, já que os sinais de debandada
pró-Cunha se tornavam nítidos.
A estratégia deu errado.
O governo ainda tenta digerir as traições internas, já que Chinaglia
teve menos votos do que poderia na coligação partidária que o apoiou
formalmente. Isso sem levar em conta o PP e o PRB, que comandam os
ministérios da Integração Nacional e do Esporte, respectivamente, e
apoiaram oficialmente Eduardo Cunha.
A presidente Dilma Rousseff, que
montou a Esplanada dos Ministérios para garantir a fidelidade da própria
base de sustentação, sentiu o impacto da própria fragilidade e agora
terá de ter cuidado redobrado, pois a derrota política poderá
transformar-se em derrota econômica.
UM ANO DIFÍCIL…
O ano será difícil, e é preferível, na visão de estrategistas da
petista, distensionar os ânimos para não atrapalhar iniciativas
legislativas importantes, como a prorrogação, por mais quatro anos, da
Desvinculação das Receitas da União (DRU), e as mudanças no
seguro-desemprego e nas regras de pensões (veja quadro).
Ontem, Mercadante disfarçou a derrota na Câmara, manifestando certa
indiferença sobre a eleição de Cunha. “Na Câmara, houve a disputa entre
as duas principais bancadas. Essa é uma Casa política. Tem votação, a
gente ganha ou perde. O importante é manter o diálogo e a disposição de
construção de uma agenda que o país precisa”, desconversou.
A pobreza atingiu 167 milhões de pessoas na América Latina em 2014, o
equivalente a 28% da população latino-americana. Destes, 71 milhões, ou
12% dos habitantes da região, estão na extrema pobreza, de acordo com
estimativas do Panorama Social da América Latina 2014, divulgadas nesta
segunda-feira (26) pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e
o Caribe).
O relatório mostra que a situação da pobreza na região vem se mantendo
estável desde 2012, quando afetou 28,1% da população. Em 2013, o índice
também foi 28,1%. Já a extrema pobreza na América Latina aumentou de
11,7%, em 2013, para 12%, em 2014.
Segundo a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, a alta dos
preços dos alimentos e a desaceleração econômica da região são alguns
dos fatores para essa estagnação. "A pobreza persiste sendo um fenômeno
estrutural e, desde 2012, a redução da pobreza estancou-se."
Para Alicia, a recuperação da crise financeira internacional "não
parece ter sido aproveitada suficientemente para o fortalecimento de
políticas de proteção social que diminuam a vulnerabilidade diante dos
ciclos econômicos."
Segundo ela, em um cenário de possível redução dos recursos fiscais
disponíveis na região, são necessários mais esforços para assegurar as
políticas sociais
No Brasil
No Brasil, de acordo com o organismo regional, a pobreza caiu de 18,6%
da população, em 2012, para 18%, em 2013. Já a extrema pobreza aumentou:
de 5,4% para 5,9%. Segundo o diretor do escritório da Cepal no Brasil,
Carlos Mussi, dos cerca de 34 milhões de brasileiros que estão na
pobreza, 11 milhões estão em situação de extrema pobreza.
"O aumento dos preços dos alimentos tem impacto forte na indigência no
Brasil e na América Latina. Ainda que o mercado de trabalho brasileiro
tenha seu dinamismo, este vem diminuindo", disse Mussi.
Para Alicia, o desempenho brasileiro vai depender muito "da intensidade
e da duração do ajuste fiscal". "Até o momento, a Cepal não detectou
redução no mercado laboral, mas pode ser que [o ajuste] tenha algum
impacto no mercado de trabalho".
A retomada do crescimento, a manutenção do investimento e das políticas
anticíclicas e a geração de emprego são importantes para a redução da
pobreza, segundo ela.
O relatório ainda recomenda o "desenho de uma nova geração de políticas
sociais associadas ao investimento com instrumentos e mecanismos que
aumentem sua eficácia, eficiência, impacto e sustentabilidade", e um
foco maior nos jovens e nas mulheres.
Giselle Garcia
Correspondente da Agência Brasil/EBC, em Copenhague
Rahmat Gul/AP Photo
O governo da Noruega apresentou nesta terça-feira (3) um polêmico
projeto de lei que não só torna crime a mendicância organizada, como
também proíbe o ato de ajudar. De acordo com o texto, qualquer pessoa
que oferecer dinheiro, abrigo ou comida a um mendigo pode ser presa. Nos
dois casos, a pena seria de um ano de prisão.
O debate sobre a
proibição da mendicância na Noruega não é novo. Em 2005, uma lei com o
mesmo teor foi rejeitada no Parlamento. Em agosto no ano passado, a
cidade de Arendal, no sul da Noruega, se tornou a primeira a aprovar uma
lei proibindo os mendigos de pedirem esmolas nas ruas e casas. Em
setembro, oito dos 15 distritos que integram a capital, Oslo, disseram
não a uma proposta semelhante.
O projeto de lei apresentado pelo
governo busca tornar a proibição nacional. O secretário de Estado do
Ministério da Justiça da Noruega, Vidar Brien-Karlsen, membro do Partido
Progressista, explicou que a ampliação da proposta, incluindo a
criminalização da ajuda aos pedintes, foi necessária para que a polícia
tenha autoridade de autuar pessoas que coordenam redes organizadas de
mendicância.
Pesquisa financiada pelo governo estima que a
Noruega, país com população superior a 5 milhões de pessoas, tem entre
500 a 1.000 pedintes estrangeiros, dependendo da época do ano. A maioria
é originária da Romênia e de outros países do leste europeu, que migram
para o país nórdico em busca de apoio.
O projeto de lei causou
ampla reação de organizações sociais, da imprensa e de líderes
noruegueses. A parlamentar de esquerda, Karin Andersen, usou as redes
sociais para acusar o governo de criminalizar a pobreza. "O país mais
rico da Europa criminaliza as pessoas mais pobres da Europa", disse ela
no Twitter.
O projeto de lei, que fica sob consulta até o dia 15 de fevereiro, tem que ser votado pelo parlamento norueguês.
Textos preveem antecipação de receita e mudanças em IPTU, IPVA e ITBI. Buriti também quer leiloar dívidas; análise começa na próxima semana.
Mateus Rodrigues G1
Rodrigo
Rollemberg cumprimenta secretários de Estado antes de discursar na
primeira sessão ordinária da Câmara Legislativa (Foto: Mateus
Rodrigues/G1)
O governo do Distrito Federal enviou nesta terça-feira (3) à Câmara
Legislativa os projetos de lei que integram o "Pacto por Brasília",
pacote de austeridade anunciado em janeiro. Os textos propõem a
antecipação de receita orçamentária, mudanças na cobrança de impostos e a
renegociação de dívidas do governo com empresas privadas.
Para que comecem a tramitar, os projetos precisam ser lidos em
plenário, o que não aconteceu na primeira sessão ordinária nesta terça
(3). Nesta quarta (4), os parlamentares se reúnem em sessão solene na
Rodoviária do Plano Piloto, onde não devem ser adotados os ritos
protocolares. Assim, os textos só devem começar a tramitar de fato na
próxima semana, com o início dos trabalhos nas comissões temáticas.
Em discurso na primeira sessão da Câmara, nesta terça (3), o governador
Rodrigo Rollemberg pediu apoio para aprovar os temas. "Estamos
encaminhando a essa Casa uma série de projetos que visam retomar o
equilíbrio financeiro do governo. Para que isso aconteça, dependemos da
compreensão e da aprovação das medidas", declarou.
Empréstimo
O Executivo espera aprovar, pelo menos, a antecipação de receita até o
final de fevereiro. O texto enviado propõe a captação de até R$ 400
milhões em empréstimos com instituições financeiras. O dinheiro, segundo
o GDF, seria usado para pagar salários atrasados de 2014 da saúde e da
educação.
Além do aval dos distritais, o projeto precisa passar pelo Tesouro
Nacional, que dá a palavra final sobre operações de crédito. As
instituições financeiras são escolhidas em pregão eletrônico do Banco
Central, e o empréstimo precisa ser quitado ainda este ano. No fim de
janeiro, o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, afirmou que a aprovação na
Câmara era "a parte mais fácil do processo".
"Quando você pede uma antecipação, tem que dizer qual recurso vai
arrecadar para dar como garantia. Se a gente enviar sem isso, o Tesouro
Nacional não aprova os pedidos”, afirmou. Segundo Doyle, os juros devem
ficar na casa de 15%. Na prática, se o GDF antecipasse R$ 400 milhões,
teria de devolver cerca de R$ 460 milhões à União.
Reforma tributária
Para honrar o empréstimo, o governo precisa aprovar uma série de
mudanças na arrecadação de impostos. Parte deste "pacote tributário"
também foi enviada à Câmara nesta terça-feira (3), mas deve enfrentar
oposição por parte dos distritais.
O projeto de lei começa pela atualização dos valores venais de imóveis,
utilizados como base para a cobrança do IPTU. O governo afirma que os
números estão defasados desde 2008, mas diz que o procedimento de
recálculo será definido posteriormente, por "ato do chefe do Poder
Executivo".
A lei enviada à Câmara diz que o reajuste anual no IPTU não pode ser
maior que 20% do valor pago no ano anterior. O limite diz respeito ao
"aumento real" e não considera o reajuste pela inflação, que foi de
6,33% no ano passado e é feito com base no Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC). Para diminuir o impacto, o governo ofereceria um
parcelamento estendido, em até oito meses.
A Taxa de Limpeza Pública (TLP) também passa por mudanças no cálculo.
Além da natureza do imóvel (residencial ou comercial) e da região
administrativa, o tamanho do lote e a área construída passam a
interferir no valor do imposto. Segundo o governo, a mudança traz mais
"justiça social", porque donos de construções maiores passam a pagar uma
taxa maior.
Mais reformas
No IPVA, o governo tenta um aumento de 0,5% nas alíquotas de carros e
motos. Para "ciclomotores, motocicletas, motonetas, quadriciclos e
triciclos", a taxa passa de 2% para 2,5% ao ano.
Para "automóveis, caminhonetes, caminhonetas, utilitários e demais
veículos", o imposto sobe de 3% para 3,5% anuais. A alíquota de 1% ao
ano para veículos de grande porte segue inalterada, segundo o projeto do
Buriti.
O texto também revoga a isenção de IPVA para veículos 0 km no ano da
aquisição. Segundo parlamentares de oposição, o fim do dispositivo
causaria uma "fuga de compradores" para concessionárias do Entorno, já
que nas cidades de Goiás a regra seguiria em vigor.
O projeto de "reforma tributária" enviado pelo GDF nesta terça (3)
prevê reduções nas alíquotas do ICMS interestadual para medicamentos
genéricos e itens da cesta básica. Para o óleo diesel, o etanol e os
serviços de telefonia, no entanto, o governo quer revisar os percentuais
para cima.
Se aprovadas, as alterações só surtem efeito a partir de 1º de janeiro de 2016, segundo o texto.
Leilão de dívidas
No terceiro projeto enviado aos distritais nesta terça (3), o Executivo
propõe o leilão das dívidas em aberto com fornecedores, empresas de
terceirizados e outros entes particulares que têm contrato com o GDF.
A renegociação das dívidas, segundo o projeto, funcionaria de modo
semelhante a um leilão de bens. O governo oferece um montante específico
de dinheiro, e a empresa que oferecer maior desconto nos pagamentos
ganha o direito de receber e quitar as faturas em aberto.
O texto não cita valor máximo para o leilão, mas define que a operação
poderá ser realizada "tantas vezes quanto necessária à liquidação das
dívidas contraídas até 31 de dezembro de 2014". Se o tipo de leilão for
aprovado, cada concorrência vai precisar de um edital publicado em
Diário Oficial e da abertura de prazos para que as empresas interessadas
se candidatem.
Pacto
Segundo o governador Rodrigo Rollemberg, as 21 medidas anunciadas em
janeiro representariam uma economia de R$ 200 milhões até o final do ano
e um aumento de R$ 400 milhões na arrecadação de impostos na capital.
Para ele, as propostas são "essenciais, mas ainda insuficientes" para
solucionar a crise.
Segundo a Secretaria de Fazenda, mesmo com previsão de arrecadar R$ 800
milhões a mais em 2016, a folha de pagamento do biênio já está
comprometida em R$ 1,8 bilhão.
Veja números e problemas da Petrobras na gestão Graça Foster.No acumulado de 2014, a perda com o chamado custo de oportunidade desperdiçada teria superado os R$ 10 bilhões.
Executiva assumiu presidência da estatal em fevereiro de 2012. Desde lá, ações caíram mais de 60% e empresa encolheu R$ 225 bilhões.
Darlan AlvarengaDo G1, em São PauloGraça Foster, em novembro de 2014 (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
Os anos de gestão Graça Foster na Petrobras foram marcados não só pelo “maior caso de corrupção
da história do Brasil", conforme definiu o procurador do Tribunal de
Contas da União (TCU), Julio Marcelo de Oliveira, como também pelo
acúmulo de uma série de números negativos da petroleira.
Nesse período, subiram os gastos com importação de combustíveis, o
endividamento da petroleira explodiu, o lucro caiu, as ações despencaram
na bolsa e o valor de mercado da companhia derreteu.
De fevereiro de 2012 a dezembro de 2014, as ações da Petrobras se
desvalorizaram mais de 60% e a companhia encolheu mais de R$ 200 bilhões
na bolsa, caindo para o 4º lugar no ranking das maiores da Bovespa.
Ações em queda
Cotação dos papéis preferenciais da Petrobras, em R$
O valor de mercado (preço que o mercado está disposto a pagar pela
empresa), caiu para menos de R$ 110 bilhões, o equivalente a um terço
dos R$ 330 bilhões da posição da companhia na bolsa em fevereiro de
2012.
Já o endividamento líquido da Petrobras
passou de um patamar de R$ 100 bilhões no início de 2012 para mais de
R$ 260 bilhões no final de setembro de 2014, segundo o último balanço
divulgado – o que levou a Petrobras a ganhar o título de “petroleira de
capital aberto mais endividada do mundo”.
Veja gráficos abaixo
Embora a maior parte dos problemas tenham sido gerados os agravados por decisões feitas antes da chegada de Graça Foster
à presidência da estatal, a executiva acabou perdendo as condições
políticas para se manter no cargo após as denúncias da operação Lava
Jato envolvendo a Petrobras. Graça Foster não foi, até o momento,
implicada diretamente nas investigações, mas acabou enfraquecida pela
repercussão do caso.
Graça Foster acabou perdendo as condições politicas para ficar no cargo (Foto: Reprodução: TV Globo)
Segundo denúncia da ex-gerente da estatal Venina Velosa da Fonseca,
apesar de ter sido alertada sobre irregularidades, a direção da empresa
não agiu para conter os desvios bilionários e ainda destituiu de seus
cargos os executivos que tentaram barrar o esquema de corrupção.
Graça Foster nega a acusação e afirma que Venina não foi clara em relação às denúncias de irregularidades e que em um e-mail longo enviado em outubro de 2011 não mencionou em "nenhum momento" corrupção, fraude, cartel ou conluio.
A situação da dirigente da petroleira piorou, entretanto, após a divulgação do balanço do 3º trimestre. Segundo o blog do Camarotti, Dilma ficou contrariada com a intenção do conselho de administração da Petrobras de divulgar balanço com baixa contábil de R$ 88 bilhões, incluindo as perdas por desvios em corrupção. A presidente da República atuou pessoalmente para retirar do balanço esse dado.
O balanço foi divulgado sem as baixas contábeis, mas a empresa acabou
dando uma sinalização do tamanho das baixas que poderá ter que
registrar, ao declarar que a avaliação de 52 empreendimentos em
construção ou em operação citados na Lava Jato estão com valor contábil
mais de R$ 60 bilhões acima de seu valor justo.
Funcionária de carreira
Maria das Graças Silva Foster assumiu a presidência da petroleira em 13
de fevereiro de 2012. Ela foi a escolhida para substituir José Sérgio
Gabrielli, que estava há sete anos no comando da empresa, indicado pelo
governo Lula.
Funcionária de carreira da Petrobras, Graça Foster ingressou na estatal
em 1978 e se tornou a primeira mulher do mundo a comandar uma empresa
de petróleo de grande porte.
Ela foi eleita pela revista norte-americana “Fortune” a executiva mais
poderosa fora dos EUA e ficou em 4º lugar no ranking mundial.
Dívida em alta
Evolução do endividamento líquido, em R$ bilhões
Fonte: Petrobras
A chegada de Graça Foster à presidência da Petrobras foi vista
inicialmente como a tentativa de implementar uma gestão mais técnica e
menos política. Mas a companhia continuou submetendo a sua politica de
preços às determinações do seu controlador, o governo, que para tentar
frear a inflação segurou os preços dos combustíveis.
Prejuízos
O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) estima que, desde 2012, a
companhia deixou de ganhar mais de R$ 48 bilhões em função da defasagem
dos preços da gasolina e do diesel vendidos no Brasil, em relação aos
valores internacionais.
No acumulado de 2014, a perda com o chamado custo de oportunidade desperdiçada teria superado os R$ 10 bilhões.
Evolução da produção
Média diária, em milhões de barris
Fonte: Petrobras
A sangria é apontada como uma das razões para a queda do lucro da
Petrobras no ano passado. De um ganho de mais de R$ 33 bilhões em 2011, a
companhia registrou lucro líquido de R$ 21,18 bilhões em 2012 e de R$
23,57 bilhões em 2013.
No acumulado de janeiro a setembro de 2014, o lucro foi de R$ 13,439
bilhões, uma queda de 22% frente ao mesmo período do ano passado.
Dados positivos
De números positivos, a Perobras sob a gestão de Graça Foster conseguiu
registrar sucessivos recordes no pré-sal. A produção de petróleo também
voltou a crescer após quase dois anos estagnada.
No acumulado de 2014, a produção diária foi de 2,6 mil barris, alta de 3% em comparação com 2013.
Autossuficiência perdida
O descompasso entre o crescimento da produção da Petrobras e do consumo
de combustíveis no Brasil, no entanto, continua obrigando a companhia a
importar gasolina e diesel.
Desde 2011, o país voltou a consumir mais do que produz, perdendo a autossuficiência,
comemorada pela Petrobras e pelo governo em 2006, quando a produção de
petróleo equiparou-se ao volume de derivados consumidos à época no país
(ainda que tenha sido mantida a necessidade de importação de algum
volume de combustível).
A previsão de Graça Foster era que a Petrobras poderia reconquistar a
autossuficiência em volume de petróleo produzido (quando esse volume
alcança o de combustíveis consumidos) em 2015.
No final de janeiro, no entanto, a Petrobras anunciou que teria de
reduzir os investimentos e desacelerar o ritmo de projetos de exploração
e refino em razão da atual situação financeira da companhia.
Dificuldades de caixa
A Petrobras enfrenta dificuldades de caixa para financiar os seus novos
projetos e já admitiu que terá que rever mais uma vez o seu plano de
negócios.
A empresa previa investimentos de US$ 220,6 bilhões para o período
entre 2014 e 2018. No plano estratégico anterior, de 2013 a 2017, eram
previstos US$ 236,7 bilhões.
Para complicar ainda mais o cenário de "inferno astral", os preços do
petróleo caíram para níveis de 2009, abaixo dos US$ 50, o que diminui a
rentabilidade de projetos no pré-sal.
Denúncias
Os negócios da Petrobras começaram a ficar sob suspeita a partir de
indícios de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em
Pernambuco, e de pagamento de propina a funcionários da petroleira pela
companhia holandesa SBM Offshore.
Mas foram as suspeitas de superfaturamento e evasão de divisas na
compra da refinaria de Pasadena, no Texas, que colocaram a companhia de
vez nas páginas policiais.
Segundo o TCU, o negócio causou à estatal um prejuízo de US$ 792,3 milhões.
Em decisão preliminar, o TCU determinou, em 2013, o bloqueio dos bens
de 11 atuais e ex-diretores da estatal, entre eles o antecessor de Graça
Foster na presidência da empresa, José Sérgio Gabrielli.
A executiva admitiu que a compra da refinaria nos EUA "não foi um bom
negócio", mas afirmou que, na época, a aquisição foi aprovada por
unanimidade pelo Conselho de Administração e estava dentro da diretriz
da estatal de expandir o refino de óleo no exterior.
Opeação Lava Jato
A operação Lava Jato foi deflagrada em março do
ano passado e dois ex-diretores da Petrobras tiveram a prisão
decretada, além de executivos e sócios de construtoras e doleiros.
Segundo as investigações, diretorias da estatal fraudavam contratos com
empresas fornecedoras para obter o pagamento de propinas.
Até o momento, a procuradoria apresentou 18 acusações criminais contra
86 pessoas por crimes como corrupção, contra o sistema financeiro,
tráfico internacional de drogas, formação de organização criminosa e
lavagem de dinheiro.
Fora do Brasil, a Securities and Exchange Commission (SEC), que regula o
mercado de capitais no país, abriu uma investigação sobre a Petrobras. A
empresa ainda enfrenta ações movidas por acionistas nos Estados Unidos
que acusam empresa de ter divulgado informações enganosas e de ter
superfaturado o valor de suas propriedades.
Suspeita é de que atas de reuniões tenham sido forjadas, facilitando a negociação de lotes
ludmila.rocha@jornaldebrasilia.com.br
O
Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) acaba de abrir uma nova
ação contra a Cooperativa da Feira dos Importados (Cooperfim). Desta
vez, por falsidade ideológica e formação de quadrilha. De acordo com o
promotor criminal Mauro Faria de Lima – responsável pelos processos
movidos contra o espaço desde 2012 -, a denúncia se refere a possível
falsificação de duas atas, correspondentes a assembleias de 29 de abril
de 2013 e 4 de maio do mesmo ano. Segundo o promotor, ao contrário do
que os dirigentes do centro comercial afirmam, as reuniões não
aconteceram nos termos descritos em tais documentos.
O processo foi registrado junto à 1ª Promotoria de Justiça Criminal
do MPDFT em 17 de dezembro último. De acordo com as investigações, o
número de cooperados que participou efetivamente das assembleias
diverge do que foi declarado por Damião Leite Soares,
diretor-presidente da Cooperativa da Feira dos Importados (Cooperfim) ,
nas atas suspeitas.
Quórum
Segundo o documento de acusação, ao qual a equipe de reportagem do
Jornal de Brasília teve acesso, “na suposta votação de todos os itens
constantes no edital foi sempre declarado um quórum de 192 cooperados
presentes”, quando, na verdade, constam formalizadas as assinaturas de
apenas 47 feirantes nas referidas reuniões.
“Cabe observar que a falsa Ata da Assembleia Geral fora forjada para
dar aparência de legalidade à permuta de 12 lotes da Feira dos
Importados, os quais estavam sendo negociados com a empresa Evergreen
Investimentos – Gestão de Recursos Ltda. por quase R$ 100 milhões, fato
que pode ter concretizado em desobediência a ordem judicial de sequestro
de todos os 48 lotes da feira, por decisão exarada nos autos de
Processo Criminal que corre na 4ª Vara Criminal de Brasília”, continua o
documento.
Diante das suspeitas, o promotor Mauro Lima chegou a solicitar a
prisão preventiva dos suspeitos. A intenção, segundo ele, é afastá-los
da administração, a fim de evitar novas irregularidades. A solicitação,
no entanto, ainda não foi aceita pela Justiça.
“Acredito que eles propuseram um Termo de Ajustamento de Conduta
(TAC), uma espécie de acordo, com o intuito de desbloquear os 48 bens
(lotes), bloqueados pela Justiça desde a primeira ação. Mas disso eu não
abro mão. Se o desbloqueio for autorizado, creio que essas terras serão
vendidas para grandes construtoras, o que prejudicaria os feirantes que
pagam os lotes há anos”, explica o promotor.
Interesse em construir comércio
De acordo com o promotor criminal Mauro Faria de Lima, cada um dos
dois mil lotes em questão mede cerca de mil metros quadrados e vale
cerca de R$ 400 milhões no mercado imobiliário. “Há empresas
interessadas em construir shoppings populares no terreno onde funciona a
feira. Se os lotes forem vendidos a elas, os cooperados terão direito
apenas as suas bancas, que não valem quase nada em comparação com as
terras”, garante Lima.
Um feirante, que preferiu não se identificar, enfatiza que a situação
atual não tem ligação com os problemas identificados nas gestões
anteriores. “Antes a briga era para colocar os lotes em nome dos
cooperados. Agora eles querem vender as terras que nem são da Cooperfim
por direito. É muito pior”, alega.
Um outro cooperado, que também não quis aparecer, disse estar
indignado com o fato de pagar por um terreno que pode não ficar com ele,
ou pior, ser vendido no fim das contas. “É uma malandragem. No final
vamos ficar só com a barraca, que não vale nada. Por isso procuramos o
Ministério Público para abrir o primeiro processo. Agora, a Cooperfim
está doida para fazer um acordo com o MP, assim desbloqueia nossos bens e
pode vendê-los. Eles estão correndo contra o tempo, já que quando
acabar a gestão atual, em março, não podem mais negociá-los”, conta.
Outro lado
O processo segue tramitando na 6ª Vara Criminal de Brasília.
Procurada, a Cooperfim disse apenas que “o processo corre em segredo de
Justiça e o promotor sequer poderia ter falado à imprensa sobre isso”.
A reportagem não conseguiu contato com a Evergreen Investimentos – Gestão de Recursos Ltda até o fechamento desta edição.
Mandado de prisão
Suspeito de coação, extorsão e cobrança abusiva, o presidente da
Feira dos Importados, Damião Leite Soares, teve um mandado de prisão
preventiva expedido contra ele, em 2013. Soares chegou a ser
considerado foragido da Justiça, e só foi encontrado pela polícia depois
de ser absolvido pela Quarta Vara Criminal de Brasília.
Programa Cesta Verde
Distribuição de itens orgânicos seguirá
O programa Cesta Verde, que distribui alimentos orgânicos para famílias em situação de insegurança alimentar,deve
ter o contrato renovado em breve. A decisão ocorreu depois de titulares
das secretarias da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e
de Desenvolvimento Humano e Social percorrerem diversas propriedades de
agricultura familiar.
Ocupante de um dos 44 lotes de dez hectares do Assentamento
Chapadinha, no Lago Oeste, a agricultora Ivone Ribeiro, 56, conta que
já vendeu muito para o Cesta Verde: "Abóbora, banana, cenoura,
beterraba, repolho, tomate e morango, tudo orgânico".
"O programa foi fundamental para os produtores. Chegou a dobrar a
renda de algumas famílias. Precisamos que ela volte", completa Anaíldo
Porfírio, presidente da Associação dos Trabalhadores da Agricultura
Familiar do Pré- assentamento Chapadinha.
Área de ciclovia é tomada por lixo no Riacho Fundo
Espaço destinado a obras, que não foram concluídas, é usado como depósito de entulho na cidade
Raphael Costa raphael.costa@jornaldebrasilia.com.br
O anúncio da construção de uma ciclovia às margens da Estrada Parque
Núcleo Bandeirante (EPNB), na altura do Riacho Fundo, foi motivo de
alegria para a população. No entanto, em vez de melhorias na locomoção
diária, veio uma série de transtornos. O que era para ser uma faixa de
tráfego de bicicletas se transformou em um depósito de lixo e entulho. O
cenário é motivo de preocupação para os moradores da região.
Morador da Quadra 1, o pintor Henrique Rafael das Neves, 30 anos,
relembra que a obra teve início em outubro do ano passado, mas não
ganhou continuidade. “As máquinas vieram, marcaram tudo e não voltaram.
Deixaram apenas o esqueleto”, diz.
Henrique relata que é comum avistar carroceiros e alguns moradores
despejando dejetos por ali. Televisões quebradas, brinquedos, roupas,
restos de poda das árvores e até uma cama podem ser vistos espalhados
por ali.
Segundo o pintor, nos dias de chuva a situação é ainda pior. “Todo o
lixo é arrastado pela água. As bocas de lobo ficam bloqueadas e a
enxurrada toma conta da via. É um perigo para todos que passam pela
rua”, reclama.
Saúde
Em razão do excesso de sujeira exposta no espaço, os danos à saúde
são uma preocupação constante. O aposentado Severino Queiroz, 76 anos,
alerta sobre os riscos. “Com tantos objetos diferentes jogados por aqui,
esse local é um foco de dengue em potencial. É muito perigoso para
todos que transitam pela região”, salientou.
Para piorar a situação, a falta de poda das árvores e da grama tem
contribuído para aumentar a sensação de insegurança entre a população.
“À noite fica impossível ver se há alguém escondido pelos entulhos ou
nos arbustos. Já soubemos de alguns casos de moradores que, após
descerem do ônibus, foram assaltados por pessoas que se esconderam nesta
sujeira”, afirmou o pintor Henrique Rafael.
Cidade não está em plano emergencial
De acordo com o administrador do Riacho Fundo, Irany Domingos
Gomes, a cidade ainda não entrou na lista de casos emergenciais do
programa Levanta DF, ação que vem percorrendo a capital com serviços de
roçagem, coleta de lixo e de entulho e operação tapa-buracos, entre
outros. Contudo, um mutirão comunitário já se encarregou da limpeza de
alguns pontos.
“A Quadra 1 era a próxima a ganhar serviços de limpeza do mutirão,
porém, os funcionários da Coopercam, que estavam nos auxiliando,
entraram em greve na última sexta-feira e não conseguimos prosseguir”,
afirmou.
Questionado sobre o término da ciclovia, o administrador afirmou
que o contrato prevê que a obra seja concluída até o dia 22 de
fevereiro. No entanto, ele diz que vai solicitar uma antecipação da
entrega. “Entrarei em contato com o empreiteiro para que seja entregue
até o dia 10 de fevereiro”, completou.
Irany ressaltou a responsabilidade dos moradores na conservação das
vias. “Os moradores devem deixar os resíduos nos dias certos. A coleta
seletiva ocorre às segundas, quartas e sextas-feiras. Já a coleta de
lixo orgânico todos os dias à noite”, informou.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
2 Comentários
antonio
brasília
está virando um lixão... é só andar na cidade que só o que se vê é
esquinas abarrotadas de lixo, parece que isto está virado cultura....os
sujões já acostumou deixar o carro que recolhe o lixa passar e depois
sai com a sacolinha e joga na esquina. tá faltando fiscalização e multa
pra esses sujões, já que eles não tem educação.
0 Gostei0 Não gostei
Alexandre Ferrer
Mas
quem joga o lixo, sao os proprios moradores, QUE COVARDEMENTE, vao
dizer que fulano de tal da carroça ou do caminhao jogam lixo la...
Brasileiro é engraçaco...
O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró
passou mal na manhã desta quarta-feira,4, na carceragem da
Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde está preso.
Ele teve um pico de pressão arterial e o Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência (Samu) foi chamado para atendê-lo. Cerveró passa agora por
avaliação médica e só depois será decidido se ele deverá ser transferido
para um hospital.
Cerveró foi preso em 14 de janeiro de 2014
acusado de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras,
investigado pela Operação Lavo Jato da PF. Até o momento, ele se recusa a
colaborar com as investigações.
O ex-diretor foi acusado
pela presidente Dilma Rousseff, em nota enviada ao jornal O Estado de S.
Paulo no ano passado, de omitir informações ao Conselho de
Administração da Petrobras sobre a compra da Refinaria de Pasadena, no
Texas (EUA), pela petroleira. O negócio causou prejuízo bilionário à
estatal e, segundo delatores ouvidos na Lava Jato, foi fechado mediante
pagamento de propinas para dirigentes da empresa.
A
crise na Petrobras pôs a presidente Dilma Rousseff e seu padrinho
político Luiz Inácio Lula da Silva em lados opostos.
Lula ficou irritado
quando o escândalo na estatal atingiu o ex-presidente da Petrobras José
Sergio Gabrielli, nomeado por ele para o cargo. Para Lula, Dilma
deveria ter demitido a atual presidente, Graça Foster, há pelo menos
seis meses e, ao não tomar a atitude, permitiu que o PT e seus
correligionários fossem achincalhados, ressuscitando o desgaste do
mensalão.
A opinião de Lula é compartilhada pela cúpula do PT. Na avaliação de
dirigentes do partido, Graça atua na Petrobras única e exclusivamente
para defender e proteger Dilma. "Ela inverteu a lógica da empresa: quis
priorizar o governo e acabou se dando mal", disse um ex-diretor da
estatal.
No seu diagnóstico, Dilma percebeu, porém, que era preciso "vazar" a
decisão de tirar Graça para mudar o clima na empresa. "Se não mudar o
técnico, o time continua perdendo o jogo", emendou ele. Na tarde de
ontem, com as especulações sobre a saída de Graça, as ações da Petrobras
tiveram forte alta na Bolsa de Valores.
Petistas ligados a Lula também não perdoam Graça porque, em meio à
tormenta na Petrobras, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi
acusado pelo ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa e pelo doleiro
Alberto Youssef de receber propina para caixa 2 do partido. Vaccari nega
a denúncia feita pela dupla em acordo de delação premiada com o
Ministério Público.
Lula e o comando do PT até hoje não se conformam com o fato de Dilma
ter puxado a crise da Petrobras para o Palácio do Planalto. Tudo ocorreu
depois que ela disse só ter aprovado a compra da refinaria de Pasadena
(EUA), em 2006, após ter recebido um "parecer falho" da diretoria da
empresa, comandada por Gabrielli.
À época Dilma era ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de
Administração da Petrobras. O negócio causou prejuízo de US$ 792 milhões
à estatal, segundo parecer do Tribunal de Contas da União (TCU).
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Além da presidente da Petrobras, Graça Foster, outros cinco
diretores apresentaram pedido de renúncia. A informação consta de
resposta da estatal a ofício da BM&FBovespa pedindo esclarecimentos
sobre notícias veiculadas na mídia em relação a substituição na
presidência, que geraram forte alta das ações no pregão de terça-feira,
3. A nova diretoria será eleita em reunião do conselho de administração
na próxima sexta-feira, dia 06 de fevereiro.
Ele ressaltou as providências
tomadas pelo seu governo, para redução de despesas. As medidas
drásticas, ele lembrou, são necessárias para retomar o equilíbrio
financeiro do governo
millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br
Colapso, caos e gravíssima crise foram as palavras mais usadas pelo
governador Rodrigo Rollemberg para definir a situação financeira do DF,
ontem, na abertura dos trabalhos na Câmara Legislativa.
Além da
mensagem, ele foi levar à Casa o pacote de medidas apelidado de “Pacto
por Brasília”.
Em discurso de quase meia hora, o governador conclamou os
deputados a ajudarem o DF a sair da situação atual.
Ele ressaltou as providências tomadas pelo seu governo, para redução
de despesas. As medidas drásticas, ele lembrou, são necessárias para
retomar o equilíbrio financeiro do governo.
“Para que isso aconteça, precisamos da aprovação dessas medidas”,
discursou o governador, citando os três projetos protocolados ontem -
autorização para contratar operação de crédito por antecipação de
receita orçamentária; ajuste na arrecadação tributária, que aumenta os
impostos do DF; e autorização para renegociar as dívidas contraídas até
31 de dezembro.
Rollemberg pediu também apoio para aprovar a redução das
administrações regionais, cujo projeto está a caminho da Casa. “Estamos
abertos ao diálogo, respeitando sempre a independência dos poderes”,
destacou o governador.
Governo confiante
“Eu confio muito no espírito público dos deputados, para aprovar
essas e outras medidas que venham a contribuir para que a gente possa
superar a crise”, disse, no fim da sessão, lembrando que os 15 deputados
não eram sua base, mas “uma maioria da cidade”.
Presidente da Casa e uma das interlocutoras do governo na Câmara,
Celina Leão (PDT) disse que os distritais têm a missão de cooperar “com o
esforço conjunto de reconstrução política, econômica e moral de
Brasília”.
A base é ampla - nas contas do governo, são “15 ou 16” deputados - e,
a depender da confirmação dos acordos na composição das comissões
permanentes da Casa, hoje, o Executivo não deve ter dificuldade em
aprovar o pacote
.
Os deputados do bloco Juntos por Brasília, que inclui o PMDB, também
devem votar a favor do pacote. Apenas os petistas resistirão.
Ricardo Vale (PT), inclusive, afirmou que o governo deveria retomar
as “rodas de conversa”, projeto de sucesso da campanha eleitoral de
Rollemberg, para discutir o pacote com a população, para “explicar
melhor toda essa crise”. Ele diz que não se sabe o tamanho exato das
dívidas herdadas.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
manoel messias
O
AGNELO FALAVA QUE FICOU UM ANO E MEIO ARRUMANDO A CASA,E O ROLEMBERG
FALAVA QUE ERA INCOMPETÊNCIA DO AGNELO,E AGORA O ROLEMBERG USA A MESMA
DESCULPA DO AGNELO!TUDO FARINHA DO MESMO SACO.