quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Derrota mostra governo dividido entre Wagner e Mercadante


Deu no Correio Braziliense


A derrota do Planalto com a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara escancarou a divisão de estilo entre o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o ministro da Defesa, Jaques Wagner, principais expoentes da nova articulação política da presidente Dilma Rousseff. Wagner tentou costurar, até o último momento, uma aliança entre PT e PMDB na Câmara, na tentativa de impedir o embate entre Cunha e Arlindo Chinaglia (PT-SP), enquanto Mercadante optou pelo confronto e apostou na mobilização dos demais ministros, como Cid Gomes (Educação) e Gilberto Kassab (Cidades), para ajudar a esvaziar o PMDB e reverter casos de infidelidade na base aliada, já que os sinais de debandada pró-Cunha se tornavam nítidos.


A estratégia deu errado.


O governo ainda tenta digerir as traições internas, já que Chinaglia teve menos votos do que poderia na coligação partidária que o apoiou formalmente. Isso sem levar em conta o PP e o PRB, que comandam os ministérios da Integração Nacional e do Esporte, respectivamente, e apoiaram oficialmente Eduardo Cunha.

A presidente Dilma Rousseff, que montou a Esplanada dos Ministérios para garantir a fidelidade da própria base de sustentação, sentiu o impacto da própria fragilidade e agora terá de ter cuidado redobrado, pois a derrota política poderá transformar-se em derrota econômica.


UM ANO DIFÍCIL…
O ano será difícil, e é preferível, na visão de estrategistas da petista, distensionar os ânimos para não atrapalhar iniciativas legislativas importantes, como a prorrogação, por mais quatro anos, da Desvinculação das Receitas da União (DRU), e as mudanças no seguro-desemprego e nas regras de pensões (veja quadro).


Ontem, Mercadante disfarçou a derrota na Câmara, manifestando certa indiferença sobre a eleição de Cunha. “Na Câmara, houve a disputa entre as duas principais bancadas. Essa é uma Casa política. Tem votação, a gente ganha ou perde. O importante é manter o diálogo e a disposição de construção de uma agenda que o país precisa”, desconversou.

Redução da pobreza na América Latina está estagnada, aponta Cepal



Do UOL, em São Paulo

A pobreza atingiu 167 milhões de pessoas na América Latina em 2014, o equivalente a 28% da população latino-americana. Destes, 71 milhões, ou 12% dos habitantes da região, estão na extrema pobreza, de acordo com estimativas do Panorama Social da América Latina 2014, divulgadas nesta segunda-feira (26) pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe).


O relatório mostra que a situação da pobreza na região vem se mantendo estável desde 2012, quando afetou 28,1% da população. Em 2013, o índice também foi 28,1%. Já a extrema pobreza na América Latina aumentou de 11,7%, em 2013, para 12%, em 2014.


Segundo a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, a alta dos preços dos alimentos e a desaceleração econômica da região são alguns dos fatores para essa estagnação. "A pobreza persiste sendo um fenômeno estrutural e, desde 2012, a redução da pobreza estancou-se."


Para Alicia, a recuperação da crise financeira internacional "não parece ter sido aproveitada suficientemente para o fortalecimento de políticas de proteção social que diminuam a vulnerabilidade diante dos ciclos econômicos."


Segundo ela, em um cenário de possível redução dos recursos fiscais disponíveis na região, são necessários mais esforços para assegurar as políticas sociais

No Brasil

No Brasil, de acordo com o organismo regional, a pobreza caiu de 18,6% da população, em 2012, para 18%, em 2013. Já a extrema pobreza aumentou: de 5,4% para 5,9%. Segundo o diretor do escritório da Cepal no Brasil, Carlos Mussi, dos cerca de 34 milhões de brasileiros que estão na pobreza, 11 milhões estão em situação de extrema pobreza.

"O aumento dos preços dos alimentos tem impacto forte na indigência no Brasil e na América Latina. Ainda que o mercado de trabalho brasileiro tenha seu dinamismo, este vem diminuindo", disse Mussi.


Para Alicia, o desempenho brasileiro vai depender muito "da intensidade e da duração do ajuste fiscal".  "Até o momento, a Cepal não detectou redução no mercado laboral, mas pode ser que [o ajuste] tenha algum impacto no mercado de trabalho".

A retomada do crescimento, a manutenção do investimento e das políticas anticíclicas e a geração de emprego são importantes para a redução da pobreza, segundo ela.


O relatório ainda recomenda o "desenho de uma nova geração de políticas sociais associadas ao investimento com instrumentos e mecanismos que aumentem sua eficácia, eficiência, impacto e sustentabilidade", e um foco maior nos jovens e nas mulheres.

(Da Agência Brasil)

Imagine se essa medida for implementada no Brasil??Noruega quer criminalizar a mendicância e o ato de ajudar.


Giselle Garcia
Correspondente da Agência Brasil/EBC, em Copenhague


  • Rahmat Gul/AP Photo
O governo da Noruega apresentou nesta terça-feira (3) um polêmico projeto de lei que não só torna crime a mendicância organizada, como também proíbe o ato de ajudar. De acordo com o texto, qualquer pessoa que oferecer dinheiro, abrigo ou comida a um mendigo pode ser presa. Nos dois casos, a pena seria de um ano de prisão.


O debate sobre a proibição da mendicância na Noruega não é novo. Em 2005, uma lei com o mesmo teor foi rejeitada no Parlamento. Em agosto no ano passado, a cidade de Arendal, no sul da Noruega, se tornou a primeira a aprovar uma lei proibindo os mendigos de pedirem esmolas nas ruas e casas. Em setembro, oito dos 15 distritos que integram a capital, Oslo, disseram não a uma proposta semelhante.


O projeto de lei apresentado pelo governo busca tornar a proibição nacional. O secretário de Estado do Ministério da Justiça da Noruega, Vidar Brien-Karlsen, membro do Partido Progressista, explicou que a ampliação da proposta, incluindo a criminalização da ajuda aos pedintes, foi necessária para que a polícia tenha autoridade de autuar pessoas que coordenam redes organizadas de mendicância.


Pesquisa financiada pelo governo estima que a Noruega, país com população superior a 5 milhões de pessoas, tem entre 500 a 1.000 pedintes estrangeiros, dependendo da época do ano. A maioria é originária da Romênia e de outros países do leste europeu, que migram para o país nórdico em busca de apoio.


O projeto de lei causou ampla reação de organizações sociais, da imprensa e de líderes noruegueses. A parlamentar de esquerda, Karin Andersen, usou as redes sociais para acusar o governo de criminalizar a pobreza. "O país mais rico da Europa criminaliza as pessoas mais pobres da Europa", disse ela no Twitter.


O projeto de lei, que fica sob consulta até o dia 15 de fevereiro, tem que ser votado pelo parlamento norueguês.

Governo do DF envia à Câmara três projetos de lei do 'Pacto por Brasília'


Textos preveem antecipação de receita e mudanças em IPTU, IPVA e ITBI.
Buriti também quer leiloar dívidas; análise começa na próxima semana.

Mateus Rodrigues G1
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Rollemberg cumprimenta secretarios de Estado antes de discursar na primeira sessao ordinaria da Câmara Legislativa (Foto: Mateus Rodrigues/G1)Rodrigo Rollemberg cumprimenta secretários de Estado antes de discursar na primeira sessão ordinária da Câmara Legislativa (Foto: Mateus Rodrigues/G1)
 
 
O governo do Distrito Federal enviou nesta terça-feira (3) à Câmara Legislativa os projetos de lei que integram o "Pacto por Brasília", pacote de austeridade anunciado em janeiro. Os textos propõem a antecipação de receita orçamentária, mudanças na cobrança de impostos e a renegociação de dívidas do governo com empresas privadas.


Para que comecem a tramitar, os projetos precisam ser lidos em plenário, o que não aconteceu na primeira sessão ordinária nesta terça (3). Nesta quarta (4), os parlamentares se reúnem em sessão solene na Rodoviária do Plano Piloto, onde não devem ser adotados os ritos protocolares. Assim, os textos só devem começar a tramitar de fato na próxima semana, com o início dos trabalhos nas comissões temáticas.


Em discurso na primeira sessão da Câmara, nesta terça (3), o governador Rodrigo Rollemberg pediu apoio para aprovar os temas. "Estamos encaminhando a essa Casa uma série de projetos que visam retomar o equilíbrio financeiro do governo. Para que isso aconteça, dependemos da compreensão e da aprovação das medidas", declarou.


Empréstimo
O Executivo espera aprovar, pelo menos, a antecipação de receita até o final de fevereiro. O texto enviado propõe a captação de até R$ 400 milhões em empréstimos com instituições financeiras. O dinheiro, segundo o GDF, seria usado para pagar salários atrasados de 2014 da saúde e da educação.
Além do aval dos distritais, o projeto precisa passar pelo Tesouro Nacional, que dá a palavra final sobre operações de crédito. As instituições financeiras são escolhidas em pregão eletrônico do Banco Central, e o empréstimo precisa ser quitado ainda este ano. No fim de janeiro, o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, afirmou que a aprovação na Câmara era "a parte mais fácil do processo".


"Quando você pede uma antecipação, tem que dizer qual recurso vai arrecadar para dar como garantia. Se a gente enviar sem isso, o Tesouro Nacional não aprova os pedidos”, afirmou. Segundo Doyle, os juros devem ficar na casa de 15%. Na prática, se o GDF antecipasse R$ 400 milhões, teria de devolver cerca de R$ 460 milhões à União.


Reforma tributária
Para honrar o empréstimo, o governo precisa aprovar uma série de mudanças na arrecadação de impostos. Parte deste "pacote tributário" também foi enviada à Câmara nesta terça-feira (3), mas deve enfrentar oposição por parte dos distritais.


O projeto de lei começa pela atualização dos valores venais de imóveis, utilizados como base para a cobrança do IPTU. O governo afirma que os números estão defasados desde 2008, mas diz que o procedimento de recálculo será definido posteriormente, por "ato do chefe do Poder Executivo".


A lei enviada à Câmara diz que o reajuste anual no IPTU não pode ser maior que 20% do valor pago no ano anterior. O limite diz respeito ao "aumento real" e não considera o reajuste pela inflação, que foi de 6,33% no ano passado e é feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para diminuir o impacto, o governo ofereceria um parcelamento estendido, em até oito meses.


A Taxa de Limpeza Pública (TLP) também passa por mudanças no cálculo. Além da natureza do imóvel (residencial ou comercial) e da região administrativa, o tamanho do lote e a área construída passam a interferir no valor do imposto. Segundo o governo, a mudança traz mais "justiça social", porque donos de construções maiores passam a pagar uma taxa maior.


Mais reformas
No IPVA, o governo tenta um aumento de 0,5% nas alíquotas de carros e motos. Para "ciclomotores, motocicletas, motonetas, quadriciclos e triciclos", a taxa passa de 2% para 2,5% ao ano.


Para "automóveis, caminhonetes, caminhonetas, utilitários e demais veículos", o imposto sobe de 3% para 3,5% anuais. A alíquota de 1% ao ano para veículos de grande porte segue inalterada, segundo o projeto do Buriti.


O texto também revoga a isenção de IPVA para veículos 0 km no ano da aquisição. Segundo parlamentares de oposição, o fim do dispositivo causaria uma "fuga de compradores" para concessionárias do Entorno, já que nas cidades de Goiás a regra seguiria em vigor.


O projeto de "reforma tributária" enviado pelo GDF nesta terça (3) prevê reduções nas alíquotas do ICMS interestadual para medicamentos genéricos e itens da cesta básica. Para o óleo diesel, o etanol e os serviços de telefonia, no entanto, o governo quer revisar os percentuais para cima.


Se aprovadas, as alterações só surtem efeito a partir de 1º de janeiro de 2016, segundo o texto.


Leilão de dívidas
No terceiro projeto enviado aos distritais nesta terça (3), o Executivo propõe o leilão das dívidas em aberto com fornecedores, empresas de terceirizados e outros entes particulares que têm contrato com o GDF.

A renegociação das dívidas, segundo o projeto, funcionaria de modo semelhante a um leilão de bens. O governo oferece um montante específico de dinheiro, e a empresa que oferecer maior desconto nos pagamentos ganha o direito de receber e quitar as faturas em aberto.

O texto não cita valor máximo para o leilão, mas define que a operação poderá ser realizada "tantas vezes quanto necessária à liquidação das dívidas contraídas até 31 de dezembro de 2014". Se o tipo de leilão for aprovado, cada concorrência vai precisar de um edital publicado em Diário Oficial e da abertura de prazos para que as empresas interessadas se candidatem.

Pacto
Segundo o governador Rodrigo Rollemberg, as 21 medidas anunciadas em janeiro representariam uma economia de R$ 200 milhões até o final do ano e um aumento de R$ 400 milhões na arrecadação de impostos na capital. Para ele, as propostas são "essenciais, mas ainda insuficientes" para solucionar a crise.

Segundo a Secretaria de Fazenda, mesmo com previsão de arrecadar R$ 800 milhões a mais em 2016, a folha de pagamento do biênio já está comprometida em R$ 1,8 bilhão.

Petrobras encolhe mais de R$ 200 bi com Graça

 04/02/2015 11h03

Veja números e problemas da Petrobras na gestão Graça Foster.No acumulado de 2014, a perda com o chamado custo de oportunidade desperdiçada teria superado os R$ 10 bilhões.

 

Executiva assumiu presidência da estatal em fevereiro de 2012.
Desde lá, ações caíram mais de 60% e empresa encolheu R$ 225 bilhões.

Darlan Alvarenga Do G1, em São PauloGraça Foster, em novembro de 2014 (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)Graça Foster, em novembro de 2014 (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)


Os anos de gestão Graça Foster na Petrobras foram marcados não só pelo “maior caso de corrupção da história do Brasil", conforme definiu o procurador do Tribunal de Contas da União (TCU), Julio Marcelo de Oliveira, como também pelo acúmulo de uma série de números negativos da petroleira.

Nesse período, subiram os gastos com importação de combustíveis, o endividamento da petroleira explodiu, o lucro caiu, as ações despencaram na bolsa e o valor de mercado da companhia derreteu.
De fevereiro de 2012 a dezembro de 2014, as ações da Petrobras se desvalorizaram mais de 60% e a companhia encolheu mais de R$ 200 bilhões na bolsa, caindo para o 4º lugar no ranking das maiores da Bovespa.

Ações em queda
Cotação dos papéis preferenciais da Petrobras, em R$
23,6317,7614,78,18em R$fev/2012fev/2013fev/2014fev/2015510152025
O valor de mercado (preço que o mercado está disposto a pagar pela empresa), caiu para menos de R$ 110 bilhões, o equivalente a um terço dos R$ 330 bilhões da posição da companhia na bolsa em fevereiro de 2012.

Já o endividamento líquido da Petrobras passou de um patamar de R$ 100 bilhões no início de 2012 para mais de R$ 260 bilhões no final de setembro de 2014, segundo o último balanço divulgado – o que levou a Petrobras a ganhar o título de “petroleira de capital aberto mais endividada do mundo”.


Veja gráficos abaixo
Embora a maior parte dos problemas tenham sido gerados os agravados por decisões feitas antes da chegada de Graça Foster à presidência da estatal, a executiva acabou perdendo as condições políticas para se manter no cargo após as denúncias da operação Lava Jato envolvendo a Petrobras. Graça Foster não foi, até o momento, implicada diretamente nas investigações, mas acabou enfraquecida pela repercussão do caso.


Cobrança de demissão
A oposição passou a cobrar a demissão de Graça Foster após vir à tona que a cúpula da petroleira foi alertada diversas vezes sobre a ocorrência de irregularidades em contratos da estatal.


Graça Foster JG (Foto: Reprodução: TV Globo)Graça Foster acabou perdendo as condições politicas para ficar no cargo (Foto: Reprodução: TV Globo)

Segundo denúncia da ex-gerente da estatal Venina Velosa da Fonseca, apesar de ter sido alertada sobre irregularidades, a direção da empresa não agiu para conter os desvios bilionários e ainda destituiu de seus cargos os executivos que tentaram barrar o esquema de corrupção.


Graça Foster nega a acusação e afirma que Venina não foi clara em relação às denúncias de irregularidades e que em um e-mail longo enviado em outubro de 2011 não mencionou em "nenhum momento" corrupção, fraude, cartel ou conluio.


Petrobras encolhe
Valor de mercado, em R$ bilhões
em bilhões329,9254,85214,69178,32114,8105fev/2012dez/2012dez/2013mar/2014dez/2014fev/20150100200300400
Fonte: Economatica
No final de dezembro, a presidente Dilma Rousseff defendeu a permanência de Graça Foster no cargo e chegou a dizer que a demissão da executiva não era necessária.


A situação da dirigente da petroleira piorou, entretanto, após a divulgação do balanço do 3º trimestre. Segundo o blog do Camarotti, Dilma ficou contrariada com a intenção do conselho de administração da Petrobras de divulgar balanço com baixa contábil de R$ 88 bilhões, incluindo as perdas por desvios em corrupção. A presidente da República atuou pessoalmente para retirar do balanço esse dado.

O balanço foi divulgado sem as baixas contábeis, mas a empresa acabou dando uma sinalização do tamanho das baixas que poderá ter que registrar, ao declarar que a avaliação de 52 empreendimentos em construção ou em operação citados na Lava Jato estão com valor contábil mais de R$ 60 bilhões acima de seu valor justo.


Funcionária de carreira
Maria das Graças Silva Foster assumiu a presidência da petroleira em 13 de fevereiro de 2012. Ela foi a escolhida para substituir José Sérgio Gabrielli, que estava há sete anos no comando da empresa, indicado pelo governo Lula.

Funcionária de carreira da Petrobras, Graça Foster ingressou na estatal em 1978 e se tornou a primeira mulher do mundo a comandar uma empresa de petróleo de grande porte.


Ela foi eleita pela revista norte-americana “Fortune” a executiva mais poderosa fora dos EUA e ficou em 4º lugar no ranking mundial.


Dívida em alta
Evolução do endividamento líquido, em R$ bilhões
Dados de 2014 são do acumulado até o 3º trimestre103148221261dez/2011dez/2012dez/2013set/2014050100150200250300
Fonte: Petrobras
A chegada de Graça Foster à presidência da Petrobras foi vista inicialmente como a tentativa de implementar uma gestão mais técnica e menos política. Mas a companhia continuou submetendo a sua politica de preços às determinações do seu controlador, o governo, que para tentar frear a inflação segurou os preços dos combustíveis.


Prejuízos
O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) estima que, desde 2012, a companhia deixou de ganhar mais de R$ 48 bilhões em função da defasagem dos preços da gasolina e do diesel vendidos no Brasil, em relação aos valores internacionais.

No acumulado de 2014, a perda com o chamado custo de oportunidade desperdiçada teria superado os R$ 10 bilhões.

Evolução da produção
Média diária, em milhões de barris
média diária de milhões de barris2,0211,981,9312,21220112012201320140123
Fonte: Petrobras
A sangria é apontada como uma das razões para a queda do lucro da Petrobras no ano passado. De um ganho de mais de R$ 33 bilhões em 2011, a companhia registrou lucro líquido de R$ 21,18 bilhões em 2012 e de R$ 23,57 bilhões em 2013.

No acumulado de janeiro a setembro de 2014, o lucro foi de R$ 13,439 bilhões, uma queda de 22% frente ao mesmo período do ano passado.

Dados positivos
De números positivos, a Perobras sob a gestão de Graça Foster conseguiu registrar sucessivos recordes no pré-sal. A produção de petróleo também voltou a crescer após quase dois anos estagnada.
No acumulado de 2014, a produção diária foi de 2,6 mil barris, alta de 3% em comparação com 2013.


A companhia também informou ter registrado no ano passado o 6º recorde anual sucessivo de processamento e de produção de derivados.


Lucro em queda
Resultado financeiro líquido, em R$ bilhões
Dado de 2014 é do acumulado até setembro33,3121,1823,5714,442011201220132014010203040
Fonte: Petrobras
Autossuficiência perdida
O descompasso entre o crescimento da produção da Petrobras e do consumo de combustíveis no Brasil, no entanto, continua obrigando a companhia a importar gasolina e diesel.


Desde 2011, o país voltou a consumir mais do que produz, perdendo a autossuficiência, comemorada pela Petrobras e pelo governo em 2006, quando a produção de petróleo equiparou-se ao volume de derivados consumidos à época no país (ainda que tenha sido mantida a necessidade de importação de algum volume de combustível).


A previsão de Graça Foster era que a Petrobras poderia reconquistar a autossuficiência em volume de petróleo produzido (quando esse volume alcança o de combustíveis consumidos) em 2015.


No final de janeiro, no entanto, a Petrobras anunciou que teria de reduzir os investimentos e desacelerar o ritmo de projetos de exploração e refino em razão da atual situação financeira da companhia.
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Arte problemas na Petrobras_Versão03_02_2015_VA2 (Foto: Arte/G1)

Dificuldades de caixa
A Petrobras enfrenta dificuldades de caixa para financiar os seus novos projetos e já admitiu que terá que rever mais uma vez o seu plano de negócios.


A empresa previa investimentos de US$ 220,6 bilhões para o período entre 2014 e 2018. No plano estratégico anterior, de 2013 a 2017, eram previstos US$ 236,7 bilhões.


Para complicar ainda mais o cenário de "inferno astral", os preços do petróleo caíram para níveis de 2009, abaixo dos US$ 50, o que diminui a rentabilidade de projetos no pré-sal.

Denúncias
Os negócios da Petrobras começaram a ficar sob suspeita a partir de indícios de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e de pagamento de propina a funcionários da petroleira pela companhia holandesa SBM Offshore.

Mas foram as suspeitas de superfaturamento e evasão de divisas na compra da refinaria de Pasadena, no Texas, que colocaram a companhia de vez nas páginas policiais.

Segundo o TCU, o negócio causou à estatal um prejuízo de US$ 792,3 milhões. Em decisão preliminar, o TCU determinou, em 2013, o bloqueio dos bens de 11 atuais e ex-diretores da estatal, entre eles o antecessor de Graça Foster na presidência da empresa, José Sérgio Gabrielli.


A executiva admitiu que a compra da refinaria nos EUA "não foi um bom negócio", mas afirmou que, na época, a aquisição foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração e estava dentro da diretriz da estatal de expandir o refino de óleo no exterior.


Membros do TCU defenderam o bloqueio de bens de Graça Foster em razão dos prejuízos com Pasadena, mas o julgamento do pedido já foi adiado 3 vezes.


Opeação Lava Jato
A operação Lava Jato foi deflagrada em março do ano passado e dois ex-diretores da Petrobras tiveram a prisão decretada, além de executivos e sócios de construtoras e doleiros.
Segundo as investigações, diretorias da estatal fraudavam contratos com empresas fornecedoras para obter o pagamento de propinas.


A Justiça já aceitou a denúncia de dezenas de investigados. Informações divulgadas pelo Ministério Público Federal (MPF) apontam que os crimes investigados pela Lava Jato desviaram ao menos R$ 2,1 bilhões da Petrobras.


Até o momento, a procuradoria apresentou 18 acusações criminais contra 86 pessoas por crimes como corrupção, contra o sistema financeiro, tráfico internacional de drogas, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.


Fora do Brasil, a Securities and Exchange Commission (SEC), que regula o mercado de capitais no país, abriu uma investigação sobre a Petrobras. A empresa ainda enfrenta ações movidas por acionistas nos Estados Unidos que acusam empresa de ter divulgado informações enganosas e de ter superfaturado o valor de suas propriedades.

Ministério Público pede a prisão de dirigentes da Feira dos Importados

Suspeita é de que atas de reuniões tenham sido forjadas, facilitando a negociação de lotes

ludmila.rocha@jornaldebrasilia.com.br


O Ministério Público do Distrito Federal  (MPDFT) acaba de abrir uma nova ação contra a Cooperativa da Feira dos Importados (Cooperfim). Desta vez, por falsidade ideológica e formação de quadrilha. De acordo com o promotor criminal Mauro Faria de Lima – responsável pelos processos movidos contra o espaço desde 2012 -, a denúncia se refere a possível falsificação de duas atas, correspondentes a  assembleias de 29 de abril de 2013 e 4 de maio do mesmo ano. Segundo o promotor, ao contrário do que os dirigentes do centro comercial afirmam, as reuniões não aconteceram nos termos descritos em tais documentos.


O processo foi registrado junto à 1ª  Promotoria de Justiça Criminal  do  MPDFT  em 17 de dezembro último. De acordo com as investigações, o número de cooperados que participou efetivamente das assembleias  diverge do que foi declarado por Damião Leite Soares, diretor-presidente da Cooperativa da Feira dos Importados (Cooperfim) , nas atas suspeitas.


Quórum
Segundo o documento de acusação, ao qual a equipe de reportagem do Jornal de Brasília teve acesso, “na suposta votação de todos os itens constantes no edital foi sempre declarado um quórum de 192 cooperados presentes”, quando, na verdade, constam formalizadas as assinaturas de apenas 47 feirantes nas referidas reuniões.


“Cabe observar que a falsa Ata da Assembleia Geral fora forjada para dar aparência de legalidade à permuta de 12 lotes da Feira dos Importados, os quais estavam sendo negociados com a empresa Evergreen Investimentos – Gestão de Recursos Ltda. por quase R$ 100 milhões, fato que pode ter concretizado em desobediência a ordem judicial de sequestro de todos os 48 lotes da feira, por decisão exarada nos autos de Processo Criminal que corre na 4ª Vara Criminal de Brasília”, continua o documento.


Diante das suspeitas, o promotor Mauro Lima chegou a solicitar a prisão preventiva dos suspeitos. A intenção, segundo ele, é afastá-los da administração, a fim de evitar novas irregularidades. A solicitação, no entanto, ainda não foi aceita pela Justiça.


“Acredito que eles propuseram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), uma espécie de acordo, com o intuito de desbloquear os 48 bens (lotes), bloqueados pela Justiça desde a primeira ação. Mas disso eu não abro mão. Se o desbloqueio for autorizado, creio que essas terras serão vendidas para grandes construtoras, o que prejudicaria os feirantes que pagam os lotes há anos”, explica o promotor.


 Interesse em construir comércio
De acordo com o promotor criminal Mauro Faria de Lima, cada um dos dois mil lotes em questão mede cerca de mil metros quadrados e vale cerca de R$ 400 milhões no mercado imobiliário. “Há empresas interessadas em construir shoppings populares no terreno onde funciona a feira. Se os lotes forem vendidos a elas, os cooperados terão direito apenas as suas bancas, que não valem quase nada em comparação com as terras”, garante Lima.


Um feirante, que preferiu não se identificar, enfatiza que a situação atual não tem ligação com os problemas identificados nas gestões anteriores. “Antes a briga era para colocar os lotes em nome dos cooperados. Agora eles querem vender as terras que nem são da Cooperfim por direito. É muito pior”, alega.


Um outro cooperado, que também não quis aparecer, disse estar indignado com o fato de pagar por um terreno que pode não ficar com ele, ou  pior, ser vendido no fim das contas. “É uma malandragem. No final vamos ficar só com a barraca, que não vale nada. Por isso procuramos o Ministério Público para abrir o primeiro processo. Agora, a Cooperfim está doida para fazer um acordo com o MP, assim desbloqueia nossos bens e pode vendê-los. Eles estão correndo contra o tempo, já que quando acabar a gestão atual, em março, não podem mais negociá-los”, conta.


Outro lado
O processo segue tramitando na 6ª Vara Criminal de Brasília. Procurada, a Cooperfim disse apenas que  “o processo corre em segredo de Justiça e o promotor sequer poderia ter falado à imprensa sobre isso”.

A reportagem não conseguiu contato com a Evergreen Investimentos – Gestão de Recursos Ltda até o fechamento desta edição.


 Mandado de prisão
Suspeito de coação, extorsão e cobrança abusiva, o presidente da Feira dos Importados, Damião Leite Soares, teve um mandado de prisão preventiva expedido contra ele,   em 2013. Soares chegou a ser considerado foragido da Justiça, e só foi encontrado pela polícia depois de ser    absolvido  pela Quarta Vara Criminal de Brasília.

Programa Cesta Verde

Distribuição de itens orgânicos seguirá
O programa Cesta Verde, que distribui alimentos orgânicos para famílias em situação de insegurança alimentar, deve ter o contrato renovado em breve. A decisão ocorreu depois de titulares das secretarias da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Desenvolvimento Humano e Social percorrerem diversas propriedades de agricultura familiar.

Ocupante de um dos 44 lotes de dez hectares do Assentamento Chapadinha, no Lago Oeste, a agricultora Ivone Ribeiro,  56, conta que já vendeu muito para o Cesta Verde: "Abóbora, banana, cenoura, beterraba, repolho, tomate e morango, tudo orgânico".


"O programa foi fundamental para os produtores. Chegou a dobrar a renda de algumas famílias. Precisamos que ela volte", completa Anaíldo Porfírio, presidente da Associação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Pré- assentamento Chapadinha.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Graças aos politicos Brasilia a virou cidade com a maior favela e agora com o maior lixão da America do Sul.Quem diria!

Área de ciclovia é tomada por lixo no Riacho Fundo

Espaço destinado a obras, que não foram concluídas, é usado como depósito de entulho na cidade
Raphael Costa
raphael.costa@jornaldebrasilia.com.br



O anúncio da construção de uma  ciclovia às margens da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), na altura do Riacho Fundo, foi motivo de alegria para a população. No entanto, em vez de melhorias na locomoção diária, veio uma série de transtornos. O que era para ser uma faixa de tráfego de bicicletas se transformou em um depósito de lixo e entulho. O cenário é motivo de preocupação para os moradores da região.


Morador da Quadra 1, o pintor Henrique Rafael das Neves, 30 anos, relembra que a obra teve início em outubro do ano passado, mas não ganhou continuidade. “As máquinas vieram, marcaram tudo e não voltaram. Deixaram apenas o esqueleto”, diz.


Henrique relata que é comum avistar carroceiros e alguns moradores despejando dejetos por ali. Televisões quebradas, brinquedos, roupas, restos de poda das árvores e até uma cama podem ser vistos espalhados por ali.


Segundo o pintor, nos dias de chuva a situação é ainda pior. “Todo o lixo é arrastado pela água. As bocas de lobo ficam bloqueadas e a enxurrada toma conta da via. É um perigo para todos que passam pela rua”, reclama.


Saúde
Em razão do excesso de sujeira exposta no espaço, os danos à saúde são uma preocupação constante. O aposentado Severino Queiroz, 76 anos, alerta sobre os riscos. “Com tantos objetos diferentes jogados por aqui, esse local é um foco de dengue em potencial. É muito perigoso para todos que  transitam pela região”, salientou.


Para piorar a situação, a falta de poda das árvores e da grama  tem contribuído para aumentar  a sensação de insegurança entre a população. “À noite fica impossível ver se há alguém escondido pelos entulhos ou nos arbustos. Já soubemos de alguns casos de moradores que, após descerem do ônibus, foram assaltados por pessoas que se esconderam nesta sujeira”, afirmou o pintor Henrique Rafael.


Cidade não está em plano emergencial
De acordo com o administrador do Riacho Fundo, Irany Domingos Gomes, a cidade ainda não entrou na lista de casos emergenciais do programa Levanta DF, ação que vem percorrendo a capital com serviços de roçagem, coleta de lixo e de entulho e operação tapa-buracos, entre outros. Contudo, um mutirão comunitário já se encarregou da limpeza de alguns pontos. 
“A Quadra 1 era a próxima a ganhar serviços de limpeza do mutirão, porém, os funcionários da Coopercam, que estavam nos auxiliando, entraram em greve na última sexta-feira e não conseguimos prosseguir”, afirmou.
Questionado sobre o término da  ciclovia, o administrador afirmou que o contrato prevê que a obra seja concluída até o dia 22 de fevereiro. No entanto, ele diz que vai solicitar uma antecipação da entrega. “Entrarei em contato com o empreiteiro para que seja entregue até o dia 10 de fevereiro”, completou.
Irany ressaltou a responsabilidade dos moradores na conservação das vias. “Os moradores devem deixar os resíduos nos dias certos. A coleta seletiva ocorre às segundas, quartas e sextas-feiras. Já a coleta de lixo orgânico todos os dias  à noite”, informou.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília




2 Comentários

antonio

brasília está virando um lixão... é só andar na cidade que só o que se vê é esquinas abarrotadas de lixo, parece que isto está virado cultura....os sujões já acostumou deixar o carro que recolhe o lixa passar e depois sai com a sacolinha e joga na esquina. tá faltando fiscalização e multa pra esses sujões, já que eles não tem educação.
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Alexandre Ferrer

Mas quem joga o lixo, sao os proprios moradores, QUE COVARDEMENTE, vao dizer que fulano de tal da carroça ou do caminhao jogam lixo la... Brasileiro é engraçaco...
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Cerveró passa mal e é atendido por Samu na carceragem em Curitiba

O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró passou mal na manhã desta quarta-feira,4, na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde está preso. Ele teve um pico de pressão arterial e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado para atendê-lo. Cerveró passa agora por avaliação médica e só depois será decidido se ele deverá ser transferido para um hospital.
 
Cerveró foi preso em 14 de janeiro de 2014 acusado de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, investigado pela Operação Lavo Jato da PF. Até o momento, ele se recusa a colaborar com as investigações.

O ex-diretor foi acusado pela presidente Dilma Rousseff, em nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo no ano passado, de omitir informações ao Conselho de Administração da Petrobras sobre a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela petroleira. O negócio causou prejuízo bilionário à estatal e, segundo delatores ouvidos na Lava Jato, foi fechado mediante pagamento de propinas para dirigentes da empresa.


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasília

Crise na Petrobras colocou presidente e Lula em lados opostos

A crise na Petrobras pôs a presidente Dilma Rousseff e seu padrinho político Luiz Inácio Lula da Silva em lados opostos.


Lula ficou irritado quando o escândalo na estatal atingiu o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, nomeado por ele para o cargo. Para Lula, Dilma deveria ter demitido a atual presidente, Graça Foster, há pelo menos seis meses e, ao não tomar a atitude, permitiu que o PT e seus correligionários fossem achincalhados, ressuscitando o desgaste do mensalão.



A opinião de Lula é compartilhada pela cúpula do PT. Na avaliação de dirigentes do partido, Graça atua na Petrobras única e exclusivamente para defender e proteger Dilma. "Ela inverteu a lógica da empresa: quis priorizar o governo e acabou se dando mal", disse um ex-diretor da estatal.


No seu diagnóstico, Dilma percebeu, porém, que era preciso "vazar" a decisão de tirar Graça para mudar o clima na empresa. "Se não mudar o técnico, o time continua perdendo o jogo", emendou ele. Na tarde de ontem, com as especulações sobre a saída de Graça, as ações da Petrobras tiveram forte alta na Bolsa de Valores.


Petistas ligados a Lula também não perdoam Graça porque, em meio à tormenta na Petrobras, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi acusado pelo ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef de receber propina para caixa 2 do partido. Vaccari nega a denúncia feita pela dupla em acordo de delação premiada com o Ministério Público.


Lula e o comando do PT até hoje não se conformam com o fato de Dilma ter puxado a crise da Petrobras para o Palácio do Planalto. Tudo ocorreu depois que ela disse só ter aprovado a compra da refinaria de Pasadena (EUA), em 2006, após ter recebido um "parecer falho" da diretoria da empresa, comandada por Gabrielli.


À época Dilma era ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras. O negócio causou prejuízo de US$ 792 milhões à estatal, segundo parecer do Tribunal de Contas da União (TCU).


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasília

Graça Foster e mais 5 diretores da Petrobras renunciam

Além da presidente da Petrobras, Graça Foster, outros cinco diretores apresentaram pedido de renúncia. A informação consta de resposta da estatal a ofício da BM&FBovespa pedindo esclarecimentos sobre notícias veiculadas na mídia em relação a substituição na presidência, que geraram forte alta das ações no pregão de terça-feira, 3. A nova diretoria será eleita em reunião do conselho de administração na próxima sexta-feira, dia 06 de fevereiro.
 
 
Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasília

Na abertura do ano legislativo, Rollemberg citou "colapso" e pediu apoio

Ele ressaltou as providências tomadas pelo seu governo, para redução de despesas. As medidas drásticas, ele lembrou, são necessárias para retomar o equilíbrio financeiro do governo

millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br



Colapso, caos e gravíssima crise foram as palavras mais usadas pelo governador Rodrigo Rollemberg para definir a situação financeira do DF, ontem, na abertura dos trabalhos na Câmara Legislativa.

Além da mensagem, ele foi levar à Casa o pacote de medidas apelidado de “Pacto por Brasília”.


Em discurso de quase meia hora, o governador conclamou os deputados a ajudarem o DF a sair da situação atual.


Ele ressaltou as providências tomadas pelo seu governo, para redução de despesas. As medidas drásticas, ele lembrou, são necessárias para retomar o equilíbrio financeiro do governo.


“Para que isso aconteça, precisamos da aprovação dessas medidas”, discursou o governador, citando os três projetos protocolados ontem - autorização para contratar operação de crédito por antecipação de receita orçamentária; ajuste na arrecadação tributária, que aumenta os impostos do DF; e autorização para renegociar as dívidas contraídas até 31 de dezembro.


Rollemberg pediu também apoio para aprovar a redução das administrações regionais, cujo projeto está a caminho da Casa. “Estamos abertos ao diálogo, respeitando sempre a independência dos poderes”, destacou o governador.

Governo confiante
“Eu confio muito no espírito público dos deputados, para aprovar essas e outras medidas que venham a contribuir para que a gente possa superar a crise”, disse, no fim da sessão, lembrando que os 15 deputados não eram sua base, mas “uma maioria da cidade”.

Presidente da Casa e uma das interlocutoras do governo na Câmara, Celina Leão (PDT) disse que os distritais têm a missão de cooperar “com o esforço conjunto de reconstrução política, econômica e moral de Brasília”.

A base é ampla - nas contas do governo, são “15 ou 16” deputados - e, a depender da confirmação dos acordos na composição das comissões permanentes da Casa, hoje, o Executivo não deve ter dificuldade em aprovar o pacote
.
Os deputados do bloco Juntos por Brasília, que inclui o PMDB,  também devem votar a favor do pacote. Apenas os petistas resistirão.

Ricardo Vale (PT), inclusive, afirmou que o governo deveria retomar as “rodas de conversa”, projeto de sucesso da campanha eleitoral de Rollemberg, para discutir o pacote com a população, para “explicar melhor toda essa crise”. Ele diz que não se sabe o tamanho exato das dívidas herdadas.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
manoel messias

O AGNELO FALAVA QUE FICOU UM ANO E MEIO ARRUMANDO A CASA,E O ROLEMBERG FALAVA QUE ERA INCOMPETÊNCIA DO AGNELO,E AGORA O ROLEMBERG USA A MESMA DESCULPA DO AGNELO!TUDO FARINHA DO MESMO SACO.