segunda-feira, 22 de junho de 2015

LAVA JATO TERÁ AJUDA DOS ESTADOS UNIDOS PARA INVESTIGAR A CONSTRUTORA ODEBRECHT


Marcelo Odebrecht, presidente da construtora Odebrecht: preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal (Foto do site de Veja)
A força-tarefa do Ministério Público Federal terá ajuda de autoridades dos Estados Unidos - onde está a mais estruturada e eficiente rede de combate à corrupção do mundo - para tentar desmontar a engrenagem usada pela Odebrecht para o que seriam pagamentos de propinas no esquema de desvios que atuou na Petrobras. O sistema teria usado empresas offshore em nome de terceiros e contas secretas no exterior.
 
 
 
 
A empreiteira é um dos alvos da 14ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Erga Omnes, que prendeu na sexta-feira o presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, e o da Andrade Gutierrez, Otávio Marques Azevedo, além de dez executivos das duas companhias.
 
 
 
Órgãos de investigação dos Estados Unidos atuarão, a pedido dos nove procuradores da República da Lava Jato, na triagem de depósitos de propina feitos em contas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Primeiro delator da Lava Jato, ele devolveu 23 milhões de dólares apreendidos na Suíça e que são uma das provas materiais do Ministério Público de que a Odebrecht estaria envolvida no esquema. Em setembro, Costa confessou que o dinheiro era propina paga pela empreiteira, que nega a acusação.
 
 
 
Apontado como operador de propinas da Odebrecht, o doleiro Bernardo Freiburghaus está na lista vermelha de procurados da Interpol e é tratado como figura central para as investigações da Lava Jato em parceria com os EUA.
 
 
 
Por meio de um novo pedido de cooperação internacional, a força-tarefa requisitará a autoridades norte-americanas a ampliação do rastreio de dados bancários, agora envolvendo o suposto operador de propinas da Odebrecht, referentes a transações bancarias que passaram pelos Estados Unidos. Um pedido anterior mirava os depósitos recebidos por Costa.
 
 
 
Uma offshore aberta no Panamá em 2006, a Constructora Internacional Del Sur, e contas indicadas por Costa que seriam dele, mas controladas por Freiburghaus, são o ponto de partida para essa apuração em cooperação com os Estados Unidos.
Documentos em poder da Lava Jato indicam que a Constructora Del Sur foi a origem de pelo menos cinco depósitos feitos em contas secretas do ex-diretor operadas por Freiburghaus, em nome das offshores Sygnus Assets S.A., Quinus Services S.A. e Sagor Holding S.A.
 
 
 
Outro delator, o ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco, também apontou a Del Sur como origem de suposta propina paga pela Odebrecht. Documentos obtidos em outro acordo de cooperação internacional, com Mônaco, revelaram depósitos provenientes de conta da Del Sur mantida no Credicorp Bank S.A destinados a uma conta no Banco Julius Baer que seria do ex-diretor de Serviços Renato Duque, preso desde março.
 
 
 
O Ministério Público brasileiro espera que a eventual prisão de Freiburghaus traga novas informações sobre as propinas pagas no esquema de desvios na Petrobras e provas materiais contra a Odebrecht e seus executivos. Do site da revista Veja

A "marolinha" do tiranete Lula desembocou numa tsunami para os trabalhadores, que pagam a conta de 13 anos de orgias do lulopetismo no poder

Dilma II: aperto econômico e desemprego.

A "marolinha" do tiranete Lula desembocou numa tsunami para os trabalhadores, que pagam a conta de 13 anos de orgias do lulopetismo no poder. A construção civil é uma das áreas mais atingidas:


O barulho de carimbos marca o ritmo dos dias na sala de rescisões contratuais do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (Sintracon), em São Paulo. Prepostos das empresas e funcionários dispensados conferem a baixa na carteira de trabalho, formulários para liberação de FGTS e a papelada do seguro-desemprego. Depois de anos de forte expansão, a construção está em fase de desaceleração, com efeito direto no emprego. O Sintracon processa mais de 2 mil rescisões por mês. Mas pelo menos alguém está contratando: o sindicato vai chamar mais um funcionário para reduzir a fila de espera dos trabalhadores, que hoje pode chegar a três meses.

As demissões na construção civil refletem tanto a redução dos lançamentos - em São Paulo, a queda foi de mais de 60% de janeiro a março, segundo o Secovi, sindicato da habitação - como a falta de perspectivas das companhias. Um levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) mostra que, em abril, o pessimismo dos empresários do ramo atingiu o nível mais alto em 16 anos. A construção não vive sozinha o período de baixa. O setor automotivo e de autopeças contabiliza milhares de demissões, reflexo do receio do consumidor em comprar bens de alto valor. De janeiro a maio, as vendas de carros caíram 20,93%, aponta a Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Fenabrave).

Os problemas dos diferentes setores estão refletidos pela taxa geral de desemprego de São Paulo, que subiu de 5% para 6,3% nos 12 meses encerrados em abril (ver quadro). Para o economista Ernesto Lozardo, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o desemprego atual reflete a reversão da política econômica que “estimulou o consumo por decreto”. O ajuste fiscal é necessário, segundo ele, porque as medidas vendidas como “salvação da lavoura” trouxeram inflação e descontrole nos gastos que agora precisam ser revertidos nem que seja à custa do fechamento de vagas. “A fotografia atual do Brasil é a seguinte: as pessoas estão decepcionadas e sem horizontes.” É o que está refletido nesta segunda de uma série de três reportagens sobre os efeitos da crise econômica para as famílias e as empresas.

Na fila das homologações do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, o boliviano Félix Villca Gonzalez, 38 anos, via-se no fim de uma jornada de prosperidade. Chegou no Brasil há três anos e foi direto para as oficinas de costura. É quase um rito de passagem obrigatório. Os migrantes trabalham até 12 horas por dia e ganham pouco mais de R$ 1 por peça produzida. Apesar das difíceis condições de trabalho, o arranjo tem suas vantagens: há lugar para dormir e a chance de aprender português com quem chegou antes. 

Assim que foi possível, Gonzalez mudou de ramo. Trabalhou dois anos e meio como auxiliar de produção em uma fábrica de esquadrias de alumínio para a construção. Foi demitido em abril. Agora, com a rescisão no bolso, pretende esperar até quatro meses para arranjar um emprego. Caso não consiga, deve voltar para a Bolívia. “Aqui o custo é alto, pago R$ 450 de aluguel só para mim. Lá, pelo menos tenho a minha família”, diz. Ele não cogita a possibilidade de voltar às oficinas de costura. “É um trabalho quase escravo.”

No sindicato da construção, Edilson de Souza, 33 anos, também se prepara para deixar São Paulo rumo à sua “casa” - no caso, a pequena Flores, no sertão pernambucano. Ficou sete anos em São Paulo, sempre trabalhando na construção. Guardou o bastante para comprar uma casa na terra natal. “Aqui o aluguel é caro, viver lá é mais barato”, diz Souza, que mora em São Mateus do Sul, zona leste de São Paulo. “Só estou esperando vender meus troços, minha geladeira, meu fogão.”

O piauiense Maurício Barbosa da Silva, 35 anos, trabalhou por cinco anos como soldador de peças para carros em São Paulo. Com o salário de R$ 2 mil, pagava o aluguel e a pensão da filha. Demitido, decidiu voltar para o Nordeste e mudar de ramo. Com R$ 8 mil no bolso, vai trabalhar por conta própria. Já mandou dinheiro para ajudar a irmã a engordar o estoque de uma loja de confecções, na qual serão sócios, em Santana do Piauí. Para chegar lá, de ônibus, vai gastar três dias de viagem e R$ 450.

O pedreiro Francisco Solón de Lima, 33 anos, esperava sem reclamar a vez de entrar na sala de homologações. Precisou de paciência para chegar a esse momento: as demissões em massa o obrigaram a esperar três meses pela rescisão. Nos planos de Lima, por enquanto, só o retorno para Crato, no Ceará. Os meses parado consumiram quase toda a rescisão, de R$ 4,5 mil. Para viajar com a mulher e os três filhos, usará o seguro-desemprego. Chegando lá, algum de seus nove irmãos ajudará a encontrar trabalho. “O que não dá é para ficar aqui sem emprego e com cinco bocas para alimentar.”

Quem consegue se recolocar mesmo no atual cenário, muitas vezes é obrigado a aceitar um salário mais baixo. O encarregado em elétrica Aparecido Fernando Souza, 51 anos, trabalhou 1 ano e 10 meses recebendo R$ 2,6 mil mensais. Dispensado pela antiga empresa, o pernambucano de Salgueiro não teve de esperar muito por uma oportunidade. No dia em que foi fazer a homologação da antiga empresa, já tinha uma nova colocação, no mesmo cargo. O salário, porém, era de R$ 1,8 mil. “Estou sempre correndo atrás, passei a vida inteira trabalhando. Agora está difícil, mas o importante é não desistir.” (Continua no Estadão).

Odebrecht e o Brasil lulista: de mal a pior.



Marcelo Odebrecht e Dilma com o tirano Raúl Castro.
Matéria do jornal El País aborda, ainda que com luvas de pelica, o envolvimento da Odebrecht no petrolão e a recente prisão de seu diretor-presidente. Omite, por exemplo, que o dinheiro aplicado no porto de Mariel, em Cuba, veio dos cofres públicos, via BNDES. Mas há uma importante declaração de Marcelo Odebrecht, feita em 2012: "atuamos em alinhamento com a política externa brasileira". Política lulopetista, bem entendido:





Discreto, com seus óculos de aros finos e terno bem cortado, Marcelo Odebrecht parecia mais um na entourage de jornalistas e assessores que acompanhavam Dilma Rousseff em nas viagens a Cuba e Haiti. Na ilha dos Castro, visitada dias antes, a Odebrecht já se firmara como a empresa a fazer o maior investimento desde 1959, com quase um bilhão de dólares no Porto de Mariel. Agora, no país caribenho em reconstrução, havia negócios a prospectar. "Atuamos em alinhamento com a política externa brasileira", limitou-se a dizer e se pôs fora de alcance.



A cena de 2012 serve como moldura para a onipresença da Odebrecht, a maior construtora da América Latina, nas grandes parcerias estratégicas do Brasil nos últimos 12 anos. Se foi pioneira no esforço de internacionalização brasileira desde os anos 1980, o conglomerado de Marcelo Odebrecht aproveitou como poucos os anos de brilho internacional e prestígio capitaneado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e continuado, apesar dos problemas, por sua sucessora. 



De mãos dadas com Lula e suas relações com uma América Latina e na África, Odebrecht amealhou superlativos. Em Cuba, além do porto, entrou no negócio do açúcar, uma deferência para um aliado íntimo, e na reforma de um aeroporto. 



Na Venezuela, é a maior construtora estrangeira. No Panamá, ganhou o cobiçado projetos de ampliação do aeroporto. Em Angola, toca a hidrelétrica de Laúca, tido como o maior empreendimento em curso na África. A maioria dos projetos contou com financiamento do banco público brasileiro BNDES —só entre 2007 e 2014, o banco brasileiro financiou a exportação de bens e serviços para essas e outras obras no valor total de 8 bilhões de dólares (outra investigada, a Camargo Correa, teve financiados para obras suas no exterior pouco menos de 3 bilhões no período).



Com Lula já fora da presidência, foi a vez de a Odebrecht  apostar no ex-presidente como caixeiro-viajante e interlocutor de luxo. Não causava espanto em Caracas, por exemplo, que o então presidente Hugo Chávez anunciasse na televisão que pagaria milhões em atraso à Odebrecht exatamente um dia antes de Lula discursar em um evento da empresa na capital venezuelana. Na superfície, nada muito diferente do papel feito por ex-mandatários do mundo, de Bill Clinton a Vincent Fox. 



O complicador é que não há legislação clara sobre lobby no Brasil, e em meio à intensa polarização política, críticos e oposicionistas defendem que a influência política do petista foi muito mais além do que seria saudável para os trâmites institucionais. Às anedotas e coincidências, se somaram documentos do Itamaraty sobre as viagens de Lula ao exterior já analisados pela imprensa brasileira. Tudo alimentou o desejo do Ministério Público de apurar, em investigação preliminar desde o mês passado, se houve tráfico de influência do petista favorável à Odebrecht.

A prisão preventiva de Marcelo Odebrecht nesta sexta marca uma nova inflexão. "Acreditamos que é significativo que Alexandrino Alencar, o executivo da Odebrecht que acompanhou Lula em algumas viagens internacionais, tenha sido um dos detidos", escreveu a consultoria de risco Eurasia a seus clientes. "Se Lula é implicado, nós tememos que isso pode gerar uma disputa ainda maior entre o PT e a administração Rousseff."

Agora, o alinhamento de Marcelo Odebrecht com a política externa brasileira pode cobrar um preço em termos de imagem. A transferência do integrante frequente das comitivas presidenciais brasileiras para a prisão, por supostamente está vinculado ao maior escândalo brasileiro recente, joga um manto de sombra sobre ela.









Movimentos convocam mega-protesto para o dia 16 de agosto


Que milhões e milhões de brasileiros indignados se manifestem: Fora, Dilma; Fora, PT; Fora, Lula!:


A melhor resposta contra o PT é a rua.

Movimento Brasil Livre, Revoltados Online e Vem Pra Rua anunciaram um protesto para o dia 16 de agosto. Que seja maior do que os anteriores. Que seja mega. Comece a se organizar desde já. E espalhe. (O Antagonista).
2 comentários

Dilma - a indesejável - segundo presidente da República a unir o Brasil.DATAFOLHA 1 – Desde Collor, ninguém fazia o milagre de unir o Brasil.




DATAFOLHA 1 – Desde Collor, ninguém fazia o milagre de unir o Brasil. 

O governo do PT conseguiu: todos estão contra — de todas as classes, escolaridades, regiões e idades. 

Parabéns, companheiros! O futuro do Brasil agradece!

Sim, voltarei ao assunto com mais vagar. Dou uma palinha agora. Não vou dizer que os números da pesquisa Datafolha são devastadores para o governo Dilma porque é o contrário: o governo Dilma é que é devastador para o Brasil, e isso se reflete nas pesquisas, não é? Afinal, não é o Datafolha que faz o governo ser ruim, como podem pensar os petistas; é o governo ruim que faz o Datafolha ser o que é.


Consideram o governo ruim ou péssimo nada menos de 65% dos que responderam à pesquisa. Apenas 10% dizem ser ótimo ou bom, e 24%, regular. Dilma está mal em todas as classes. Acham-na ruim ou péssima 62% dos que ganham até dois mínimos; 69% dos que ganham de 2 a 5; 65%, entre 5 e 10, e 66% acima de 10. Não, PT! Não é coisa de rico.

Por região, a coisa não é melhor: o Nordeste é o mais generoso, com “apenas”  58% de ruim ou péssimo, e a coisa evolui assim na rejeição: 63% nas regiões Norte e Sul; 69% no Sudeste e 70% no Centro-Oeste. [a coisa vai piorar no Nordeste, terra dos 'bolsistas', quando a inflação acabar, de FATO, com as bolsas.]
 
Por idade, os jovens têm um pouco mais de paciência com Dilma: “só” 59% consideram seu governo ruim ou péssimo entre 16 e 24 anos. E o índice negativo avança assim: 62% entre os que tem 60 ou mais; 64% entre os de 45 a 59; 68% entre os de 35 a 44, e nada menos de 70% entre os de 25 a 34.

Dilma também uniu as diferentes escolaridades: avaliam o seu governo como ruim ou péssimo 64% dos que têm ensino fundamental; 66% dos com ensino médio, e 65% com ensino superior.  Temos aí muitos elementos para reflexão. E nós a faremos. Mas, de saída, noto: desde Fernando Collor ninguém unia o Brasil como o governo do PT: UNIÃO CONTRA!

 Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo - Revista VEJA
 

Atirador em Charleston afirma que há "sangue branco" a ser "salvo" no Brasil, mas diz que hispânicos "são inimigos"



Manifesto de supremacia branca atribuído a atirador de Charleston é encontrado em site

Texto que seria de atirador em Charleston afirma que há "sangue branco" a ser "salvo" no Brasil, mas diz que hispânicos "são inimigos"

Foto de site de supremacia branca mostra Dylann com arma em punho - Reprodução

Um site com um manifesto de supremacia branca apresenta dezenas de fotos de Dylann Storm Roof, o jovem branco de 21 anos acusado de matar nove pessoas em uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul. Entre as imagens, Roof aparece posando com armas, queimando uma bandeira americana e visitando locais históricos do Sul do país e sepulturas dos soldados confederados. O site, intitulado “O último da Rodésia”, foi tirado do ar e, segundo a NBC News, a página teria sido criada em fevereiro e teria como endereço a casa da mãe de Roof. 


 Dylann Roof queima a bandeira dos EUA em uma das fotos do site - Reuters

Não está claro quem escreveu as palavras e quem tirou as fotos, mas o material traça a evolução da visão de mundo racista do autor. O documento, que cita o Brasil, é finalizado com um tópico chamado “uma explicação”:  “Não tenho escolha'”, diz o texto. “Não estou em posição para, sozinho, ir para o gueto e lutar. Escolhi Charleston porque é a cidade mais histórica no meu estado e já teve a maior proporção de negros por brancos no país. Não temos skinheads, nenhum KKK verdadeiro, ninguém fazendo nada, a falar na internet. Bem, alguém tem que ter a coragem de fazer algo no mundo real, e acho que tem que ser eu.”


 
Outro tópico diz: “Qualquer um que pense que brancos e negros são diferentes no exterior, mas são de alguma forma magicamente os mesmos no interior, está delirando. Como poderia nosso rosto, pele, cabelo, e a estrutura do nosso corpo ser diferente, mas nosso cérebro ser exatamente o mesmo?", diz o texto. "Negros têm QI mais baixo, controle dos impulsos mais baixos, e os níveis mais elevados de testosterona em geral. Somente estas três coisas são uma receita para o comportamento violento.”

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No texto, o preconceito atinge todas as raças. São citados asiáticos, judeus e hispânicos. “Hispânicos são, obviamente, um grande problema para americanos.” Em dado momento, ele afirma, porém, que haveria brancos a serem “salvos” na América do Sul. “Há bom sangue branco que vale a pena ser salvo em Uruguai, Argentina, Chile, e até no Brasil.” “Mas ainda são nossos inimigos”, acrescenta.


As fotos foram feitas em abril e maio. Em uma delas, Roof aparece com figuras de cera de escravos, em uma antiga fazenda. Em outras, ele posa com um revólver. Ele está sozinho em todas as fotos, que parecem ter sido tiradas em uma antiga plantação onde havia trabalho escravo no passado, em Sullivan Island, e no Museu e Biblioteca de História da Confederação.
A página foi tirada do ar e está sendo investigada pela polícia. Na sexta-feira, Roof ouviu, por meio de videoconferência as acusações por nove homicídios e porte de arma. Elas foram feitas por um juiz na presença das famílias das vítimas, que perdoaram o atirador.










VELHOS LIBIDINOSOS - DIANA LICHTENSTEIN CORSO


ZERO HORA - 21/06

Um fazendeiro americano octogenário está preso por assédio sexual. Não se trata de um vovô tarado, como tantos que destruíram vidas de netas e crianças da vizinhança, mas de um marido que insistiu em fazer sexo com a esposa doente. O casal vivia um amor tardio, ambos viúvos conheceram-se no coral da igreja e nos últimos anos constituíam um par romântico. Infelizmente, ela ficou com Alzheimer e por isso a relação entre ambos foi considerada criminosa.

Os especialistas de acusação, contratados pela filha, e da defesa obviamente divergem. Os primeiros dizendo que a demência faz o encontro deles equivaler-se ao estupro de uma criança por um desconhecido; já para os que não o culpam, o desejo erótico, assim como a fome, é uma busca de satisfação que a doença não suprime e pode inclusive ser benéfica.

Nesses quadros a memória não desaparece de forma contínua, há lampejos de reconhecimento. Quem convive com um desses doentes que se perdem de si mesmos, percebe que alguns laços afetivos sobrevivem, assim como rudimentos de carinho e alegrias. De fato, não sabemos se aquele ato sexual foi um abuso repulsivo ou o patético resto de um romance, mas não nos surpreende que o caso tenha sido rumoroso.

A polêmica em torno do casal de senhoras maduras e gays que recentemente trocou um beijo nas telas brasileiras, onde as telenovelas são formadoras de opinião, fala do mesmo fenômeno. Certamente dois tabus foram rompidos naquela cena, mas pouco se falou do preconceito contra a sexualidade dos idosos.

Por que preocupa-nos tanto manter o desejo erótico tão delimitado? Beijos, carícias, olhares e juras de amor são controlados não somente no que diz respeito aos clichês de gênero, mas também aos parâmetros do tempo. Acredita-se que o desejo dure enquanto temos corpos férteis e bonitos. A imagem de velhos na cama, com suas peles enrugadas e seus cabelos brancos, beijando-se, penetrando-se e trocando olhares lânguidos é tão inadmissível para o senso comum quanto a de pessoas do mesmo sexo protagonizando a cena. Talvez até mais, por quê?

Os desejos sexuais, prescritos por lei ou não, são, como dizem os advogados de defesa do senhor, uma carga vital importante e persistente. Não vivemos sem comer e a gula é admissível ao longo de toda a vida, mas o sexo sempre foi considerado optativo e temporário. A experiência erótica ocupa muito mais espaço imaginário do que real: é tão rocambolesco, neurótico e cansativo o roteiro de fatos e fantasias que envolve a vida sexual, que espera-se que um dia acabe. Soa até tentadora a ideia de que todo esse imbróglio seja finito, de que também disso se aposente. 
 
 
Então chegam esses velhos a dizer-nos que não haverá descanso, que seguimos até o fim à mercê dos impulsos eróticos. Assim é, aproveite se quiser e puder.
 
 
 

Armadilha fiscal - MÍRIAM LEITÃO


O GLOBO - 21/06
 
A crise piorou, e ficou claro que será necessário da equipe econômica mais do que ela tem sido conseguido. Na semana passada, todos os indicadores pioraram, e alguns, mais do que era previsto. As medidas provisórias enviadas ao Congresso não eram o ajuste fiscal necessário. Para piorar, serviram de pretexto para o aumento de despesas como a da Previdência, que já é deficitária.

O plano dos ministros da área econômica era, no início do segundo mandato da presidente Dilma, tomar medidas fiscais duras, assumir o compromisso com uma meta de superávit primário que seria forte, mas factível, e que subiria ao longo dos próximos anos. Além disso, apertar a política monetária. O plano era este. A consequência seria uma queda do nível de atividade, mas que seria seguida por uma recuperação rápida, pela reconquista da confiança no meio empresarial.

A confiança não veio, as medidas fiscais foram diluídas no Congresso, foi colocada uma armadilha em uma das medidas provisórias, e o governo está preparando o anúncio da redução da meta fiscal porque já sabe que não conseguirá atingir 1,2% do PIB. Os ministros descobriram que o buraco era maior do que eles haviam calculado, e a desaceleração está sendo mais profunda, encolhendo as receitas.

A sexta-feira foi particularmente difícil pela série de indicadores divulgados, mostrando o difícil quadro econômico. A inflação pelo IPCA-15 chegou a 8,8% em 12 meses e 6,28% até junho. A atividade econômica encolheu em abril, pelo dado do Banco Central. O desemprego no mercado formal aumentou, segundo o Ministério do Trabalho. Foi uma sucessão de más notícias. A inflação em junho normalmente é baixa, mas desta vez veio quase em 1%, o que é um espanto.

O quadro internacional também não ajuda. A situação da Grécia piorou muito na última semana e começou uma corrida bancária no país diante da previsão de que seja impossível entrar em um acordo dos credores com o governo Alexis Tsipras. Ocorreram saques na última semana de mais de € 3 bilhões. No caso da Grécia, o que assusta é o desfecho possível de sua saída da Europa.

Nos Estados Unidos, o que pode nos atingir é a força da economia americana, que elevará as taxas de juros já no segundo semestre, e isso pode fortalecer mais o dólar, com várias repercussões no Brasil, inclusive com um impacto inflacionário.

O que realmente comprovou a dificuldade da conjuntura foi o caso da Previdência. O governo fez uma proposta modestíssima. Era apenas para acabar com a pensão vitalícia das viúvas jovens. O ganho imediato seria pequeno. A equipe avaliou mal o que poderia acontecer com um tema como esse dentro de um Congresso rebelado. Diante da baixíssima popularidade da presidente, o Congresso tem construído sua própria agenda. Em ambiente assim tão fluído é melhor nem apresentar proposta que pudesse ser usada para outros fins.

Foi o que aconteceu. O Congresso começou ampliando o tempo de duração das pensões das viúvas jovens em relação ao projeto do governo. Mas isso seria apenas um caso normal nesse tipo de tramitação. O pior foi a inclusão do sistema de aposentadoria 85/ 95. O governo enfraquecido fez apenas uma alteração na fórmula, incluindo a progressividade, que não resolve o fato de que ela representa mais gastos para o Tesouro do que a situação atual.

Agora criou-se uma situação complicada. No Congresso, tramitará o veto, que pode ser derrubado, e a MP, que tem um prazo para ser votada e que incluiu a progressividade. Mesmo se o governo ganhar todas as batalhas, ou seja, não ter o veto derrubado e ver aprovada a sua MP, o país será o único do mundo que, no meio de uma crise fiscal, sob risco de rebaixamento da sua nota de crédito, com ampliação da expectativa de vida, vai aumentar o ganho dos que se aposentam com menos de 60 anos. É um sinal totalmente trocado.

O Tesouro é um só, as demandas são muitas, os cortes prejudicaram várias áreas. Se aumentar o custo da Previdência, que já tem déficit, terá que haver cortes em outras áreas. O país já está cortando no essencial.

O ajuste fiscal não está dando certo. A recuperação da confiança não está ocorrendo, e o país está em recessão com inflação subindo.


Vocês se lembram da época em que telefone era um bem tão raro e precioso que se punha na declaração do imposto de renda?

Nem que a vaca russa - FERREIRA GULLAR

FOLHA DE SP - 21/06

Por incrível que pareça, a presidente Dilma Rousseff anunciou, na semana passada, um programa de concessões no valor de cerca de R$ 190 bilhões para investir em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e telecomunicações.

Digo que parece incrível porque toda a história do PT –e particularmente de Lula e Dilma– sempre foi a de considerar a privatização um ato de traição nacional.

Lembram-se do aranzel que o PT armou em todo o país para protestar contra a privatização da Telebrás, pelo governo Fernando Henrique Cardoso?

No Rio, em São Paulo, em Belo Horizonte, no Recife, em Porto Alegre, enfim, em todas as grandes e pequenas cidades do país, os militantes petistas denunciavam a ignomínia que era entregar os serviços telefônicos do país a empresas privadas.

Naquela época, em que possuir um telefone era um privilégio, comprei um pelo equivalente a quase R$ 5.000 hoje.

Telefone era um bem tão raro e precioso que se punha na declaração do imposto de renda
. Pois bem, a privatização foi feita e hoje todo o mundo tem telefone, do porteiro do meu prédio ao faxineiro que limpa a rua aqui da frente. O PT nunca mais tocou nesse assunto.

Mas continuou antiprivatista para mostrar que se mantém um partido de esquerda, mesmo quando o regime comunista já desabou no mundo inteiro. É o que eu chamo de "populismo de esquerda", que já não opõe o operariado à burguesia e, sim, o pobre contra o que Lula chama de "elite branca".

Tudo de araque, porque, enquanto enganava o povão com os programas assistencialistas, emprestava o dinheiro público a empresas capitalistas, com juros abaixo do mercado. Arvorava-se como defensor da Petrobras como empresa estatal e, de fato, a privatizou extorquindo propinas das empreiteiras.

Algumas dessas falcatruas vieram à tona agora, mas, apesar disso, Lula e Dilma continuam a posar de esquerdistas, inimigos do capitalismo e, logicamente, de contrários à privatização. Sucede que, se é fácil enganar o povão desinformado, é impossível enganar a realidade.

A situação crítica de nossos aeroportos, por exemplo, levou o governo petista a apelar para o capital privado. Como não podia usar a palavra privatização, usou concessão e, para não ser acusado de favorecer aos capitalistas, impôs tais condições às concessões que ninguém aceitou investir nos aeroportos.

Os anos se passaram, e a situação não apenas dos aeroportos, como dos portos e ferrovias, agravou-se a cada dia, sem que nenhum investimento fosse feito para resolver o problema.

Isso aumentava o custo de nossas exportações, contribuindo para o agravamento da situação econômica do país. Enquanto isso, o governo continuava investindo em programa eleitoreiros, que lhe garantiu o poder por 14 anos já.

Mas, como a realidade não se engana, a verdadeira situação econômica se impôs e obrigou a presidente Dilma a fazer o contrário de tudo o que dissera durante a última campanha eleitoral.

De fato, essa necessidade de fingir que é de esquerda foi um dos fatores decisivos –além da corrupção, é claro– para o desastre econômico a que o petismo conduziu o país. Dentro dessa mesma atitude ambígua, Lula deixou deliberadamente que se deteriorasse o intercâmbio comercial com os Estados Unidos, que sempre foram nosso maior parceiro comercial.

O desastre só não foi maior porque, mal assumiu o governo, a China se tornou o grande comprador de cereais e minérios brasileiros, enquanto nossa produção industrial perdia mercado. Nossos principais parceiros comerciais deixaram de ser as nações desenvolvidas, substituídas por Venezuela, Bolívia e Cuba, aos quais o governo petista (de esquerda) decidiu ajudar.

O resumo da ópera é que, neste ano de 2015, não dá mais para posar de inimigo do capitalismo, muito menos para insistir nas medidas populistas, porque o resultado delas foi onerar os cofres públicos e as empresas estatais.

Dilma agora teve de aumentar os preços do diesel, da gasolina, da energia elétrica e, com o ajuste fiscal, onerar a classe trabalhadora.

Mas isso ainda não basta para tapar o buraco em que o país afundou. Há que recorrer à mal afamada privatização.
 

Rainha da Inglaterra? - MERVAL PEREIRA


O GLOBO - 21/06
 

Quem diria, a mãe do PAC, a gerentona que tudo acompanha, que de tudo sabe, e dá socos na mesa quando desagradada, não passa de uma rainha da Inglaterra, que nada sabe do que acontece em seu redor, de quase nenhum poder de decisão.

Pelo menos, é o que querem que a opinião pública acredite desta vez, quando estão em julgamento atos do primeiro governo Dilma considerados ilegais pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O mesmo já acontecera na Petrobras, quando ela alegou que, como presidente do Conselho de Administração da estatal, fora induzida ao erro pelo então diretor Nestor Cerveró, que teria apresentado um relatório "técnico e juridicamente falho" para aprovar a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

A imagem da grande administradora, e ao mesmo tempo "mãe dos pobres", foi criada pelo marqueteiro João Santana especialmente para Lula lançá-la candidata à sua sucessão em 2010.

Ele é defensor da tese de que existe um "espaço imaginário de uma rainha" no inconsciente coletivo brasileiro, "uma imensa cadeira vazia" na nossa mitologia política e sentimental, que chama metaforicamente "de cadeira da rainha", e que poderia ser ocupada por Dilma. Santana dizia na ocasião que nem mesmo a princesa Isabel preenchera esse lugar inteiramente.

São inúmeros os relatos sobre quão centralizadora é a presidente Dilma, e de seus modos, rudes muitas vezes, em reuniões setoriais em que se desagradava de alguma apresentação. Assim como são vários os relatos de ministros e autoridades em geral que teriam saído chorando de seu gabinete depois de destratados por ela.

Há relatos que podem ser exagerados, de palavras de baixo calão ditas no calor de uma discussão, mas são muitos. Enfim, a única coisa que não existia até agora era a descrição de uma presidente que não sabe o que seus assessores mais próximos estão fazendo.

Quando, ainda no primeiro mandato, pensava-se num substituto para o então ministro da Fazenda Guido Mantega, lá vinha a explicação para sua inamovibilidade: a presidente não encontraria nenhum outro que cumprisse fielmente o que queria.

Na verdade, a ministra da Fazenda era a própria Dilma. Pois agora, que as chamadas "pedaladas fiscais" e outras irresponsabilidades com o Orçamento público estão sendo contestadas pelo TCU, que exigiu explicações em 30 dias da própria presidente Dilma, surge a explicação de que toda a responsabilidade tem que ser jogada sobre o ex-secretário de Tesouro Arno Augustin.

Reportagem do jornal "Valor Econômico" revelou a existência de uma nota técnica assinada por Arno em 30 de dezembro de 2014, último dia útil do ano, em que o então secretário diz ser dele a responsabilidade por fazer a liberação e a transferência de recursos pelo Tesouro.

Na nota técnica, redigida pela Coordenação Geral de Programação Financeira (Cofin) e pela Subsecretaria de Política Fiscal ( Supof ), Arno reitera que "cumpre à Supof e à Cofin procederem na operacionalização da liberação/ transferência desses recursos, posteriormente à autorização de liberação pelo secretário do Tesouro Nacional".

Ora parece "inviável", como gosta de afirmar o juiz Sérgio Moro, que a presidente Dilma não soubesse que seu subordinado estava cometendo atos ilegais. Economista, centralizadora, a presidente Dilma não seria digna da fama que tem se deixasse que assessores tomassem decisões que ela teria que assinar. Justamente por isso, como salienta o ministro Augusto Nardes do TCU, não tem a menor importância a justificativa de Arno Augustin, pois a palavra final será sempre da presidente.

Muitas das questões que estão sendo contestadas pelo TCU dizem respeito a programação financeira e contingenciamento, de competência privativa da presidente da República. Portanto, chega a ser ridícula essa tentativa de transformar a rainha imaginada pelo marqueteiro João Santana na rainha da Inglaterra, sem poder de comando no governo.
 
 

COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO Mesmo contra, Levy terá de defender ‘pedaladas’



O ministro Joaquim Levy (Fazenda) anda constrangido com a ordem que recebeu do Planalto: defender o crime financeiro conhecido por “pedaladas fiscais”. Tem dito a amigos que foi chamado para “consertar o futuro” e não para justificar os erros de outros. O ministro acha a manobra contábil criminosa, mas terá de usar sua credibilidade para ajudar Dilma a se safar de punições da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Blindagem
Mediante acordo de “blindagem” no TCU e na Justiça, o ex-secretário do Tesouro, Arno Augustin, assumiu responsabilidade pelas pedaladas.

Constrangimento
Arno Augustin é investigado no crime das “pedaladas”, mas foi só um auxiliar. Pela Lei, a responsabilidade e as contas são da presidente.

É crime
Em cada dez auditores do Tribunal de Contas da União e a maioria dos ministros se convenceram da conduta criminosa das “pedaladas”.

‘O céu é o limite’
Mais um pouco e acabam em CPI as ofertas de emissários do governo para que ministros do TCU alterem posição no caso das “pedaladas”.
E-mail suspeito na Odebrecht cita um certo ‘André’
O chamado mercado morre de curiosidade para saber quem é o André citado no e-mail que é uma das provas que levaram à prisão de Marcelo Odebrecht, presidente da poderosa empreiteira. O e-mail faz referência ao sobrepreço de US$ 25 mil por dia em um contrato de operação de sondas. Na época, já estava em operação a Sete Brasil, do banqueiro André Esteves, fornecedora de sondas à Petrobras.

Chave de cadeia
O e-mail suspeito é de Roberto Prisco Ramos para Marcelo Odebrecht, Fernando Barbosa, Marcio Faria e Roberto Araújo, vários deles presos.

Sobre-preço
O e-mail tem o tom de relatório: “Falei com o André em um sobrepreço no contrato de operação da ordem de $20-25000/dia (por sonda)”.

Manipulação
Em outro trecho, o e-mail sugere “envolver” a UTC e OAS, para que não se tornem concorrentes em “afretamento e operação de sondas”.

Burras cheias
Preso, sexta-feira, Marcelo Odebrecht preside, a empreiteira que mais faturou na era Lula e Dilma, de quem é amigo próximo. No total, a Odebrecht faturou 53% dos R$ 71 bilhões gastos com empreiteiras.

Eles voltarão
Os malucos chavistas não perdem por esperar. Só faltou os senadores agradecerem a anta Nicolás Maduro pela repercussão mundial das hostilidades em Caracas. Breve, muito breve, a comissão vai voltar.

Tungados
O impostômetro já bateu a marca de R$ 950 bilhões arrecadados, e o ano nem sequer chegou à metade. E pensar que grande parte dessa tunga aos contribuinte já foi tungada pelos esquemas de corrupção...

PP faz cara feia
O PP se reúne, esta semana, para discutir e oficializar o desembarque do blocão de partidos aliados do governo na Câmara. Cansou de ser “linha auxiliar” do PMDB, partido para o qual tem perdido cargos.

Tomando mais um
Para azedar ainda mais as relações com o PP, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), vai entregar ao vice Michel Temer sua indicação para a direção da CaixaPar. A estatal é feudo do PP.


Demaquilante
Parlamentares duvidam que Dilma consiga convencer o TCU a aprovar as contas do seu governo. Dizem que se nem a romaria de políticos e ministros conseguiu, não será Dilma, “miss simpatia”, que o conseguirá.

Conversão carioca
Ex-assessora de FHC, a jornalista Ana Tavares, agora radicada no Rio, rompeu com o Santos, desde a venda de Neymar, para se converter a um novo e também glorioso alvinegro: o Botafogo.

Merecido
Um raro idoso a não ser prejudicado pelo Trio Malvadeza (Carlos Gabas, Nelson Barbosa e Joaquim Levy), o cavalo Galeto recebeu uma bonita homenagem pelos 30 anos de serviço à Polícia Militar do DF.

Caminho das Índias
A Lava-Jato da PF descobriu que o apelido de Lula na OAS, do “amigo sogro”, era “Brahma”. No caso, “deus” líquido e certo do esquema.


o poder sem pudor ‘Cobras’ à espreita
Jânio Quadros nunca teve muito apreço por jornalistas. Considerava-os como a serpentes. No final dos anos 80, prefeito paulistano, ele foi à casa do deputado estadual Fauze Carlos (PTB) para se encontrar com o presidente nacional do partido, Paiva Muniz. Deparou-se com dois jornalistas, que, claro, logo pediram uma “conversa rápida”.
— Ah, são só dois?...
Os repórteres se animaram, mas só até ele completar, às gargalhadas:
— ...e não dá para um comer o outro, e ficar um só?

"Dilma está no volume morto. O PT, abaixo do volume morto. Eu estou no volume morto". Lula



Fini! - RICARDO NOBLAT

O GLOBO -22/06



Começar por onde? Pelo aumento do desemprego? Ou da rejeição a Dilma, agora na casa dos 65%? Pela decisão do Tribunal de Contas da União de pedir explicações ao governo sobre manobras fiscais? A decisão pode dar vez a um processo de impeachment contra Dilma. Ou começar pelo desabafo de Lula detonando Dilma, o PT e ele próprio? Ou ainda pela prisão surpreendente dos dois maiores empreiteiros do país?

A PRISÃO DOS empreiteiros remete à Queda da Bastilha. Só havia por lá sete presos quando o povo de Paris tomou-a de assalto. Os presos foram libertados. A cabeça do diretor da prisão desfilou pela cidade espetada na ponta de uma lança. A Bastilha era um símbolo do poder absolutista dos reis. Sua queda virou um marco da Revolução de 1789 que mudou a França e repercutiu no mundo todo.

ATÉ QUE A Bastilha fosse destruída, tinha-se como inconcebível que a ralé pegasse em armas para varrer o regime. Os reis eram figuras divinas. Por aqui, parecia inconcebível que Marcelo Odebrecht, herdeiro de um império que faturou R$ 107 bilhões no ano passado, fosse parar na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, obrigado a comer quentinhas. Ele e o presidente da Andrade Gutierrez.

E NÃO SÓ pela fortuna que Marcelo amealhou, capaz de realizar todos os seus desejos de consumo, e também os desejos das próximas gerações dos Odebrechts. Mas, principalmente, pelas conexões políticas e econômicas que Marcelo estabeleceu com políticos e governantes daqui e de uma dezena de países. Lula virou seu empregado. E, junto com Dilma, refém do que Marcelo sabe.

SE O MAIS poderoso empresário brasileiro decidisse colaborar com a Justiça, a República literalmente cairía. Imagine se viessem à luz detalhes de um dos encontros de Marcelo com Dilma no ano passado, quando ele fez um circunstanciado relatório sobre os bastidores dos negócios entre as empreiteiras e a Petrobras? Por essa e outras, ele jamais imaginou que seria preso.

EM NOVEMBRO último, durante encontro com os executivos do Grupo Odebrecht em Costa do Sauípe, na Bahia, Marcelo se sentia tão inatingível que os aconselhou: "Se algum de vocês for preso, conte tudo. Que eu me apresentarei e contarei tudo" Não se animem! O maior patrimônio de Marcelo, a essa altura, não é a Odebrecht. É sua memória. E os documentos que guarda. Não falará.

LULA ESTÁ furioso com a companheira Dilma. Ele a acusa de não ter usado o poder do cargo para impedir que a Operação Lava-Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro, chegasse até onde chegou. Mas como Dilma poderia atender à vontade de Lula se ela se reelegeu com base em mentiras, lidera um governo cada vez mais fraco, e seu desempenho só é aprovado por 10% dos brasileiros?

O FATO É que Lula cobra de Dilma o que ela não pode dar. Ou talvez não queira dar. Poucas coisas boas ficarão do período Dilma. Uma delas, a justa fama de não ter atrapalhado o combate à corrupção. As críticas de Lula a Dilma, compartilhadas com os religiosos que o visitaram no Instituto Lula, deixam nu um político que não entende a real dimensão da crise do PT e da esquerda.

A CRISE DERIVA de erros cometidos por Lula e Dilma. O pai da crise é ele. A mãe, ela. De nada adianta Lula sugerir a Dilma que vá para a rua falar com o povo. Ela não tem o que dizer. O PT, tampouco. Envelheceram o discurso e os métodos do Sr. "Brahma," como Lula foi chamado por alguns empreiteiros. É um ciclo político que se esgotou. Apenas isso, e nada mais.
 
 

Para quem ainda se lembra do Kennedy e de sua morte tão trágica!:John F. Kennedy morreu após pedir informações sobre ETs à CIA


ReproduçãoReprodução

Uma das mortes mais famosas de todos os tempos tem relação direta com a curiosidade de seres humanos sobre a existência de vida extraterrestre? Documentos abertos recentemente nos EUA dão a entender que sim: dez dias antes de ser assassinado, o então presidente John F. Kennedy pediu à CIA documentação secreta sobre OVNIs.

Os documentos em questão, obtidas por meio do Ato de Liberdade de Informação dos EUA, são duas cartas. A primeira seria encaminhada a um diretor da CIA, enquanto outra iria direto para a Nasa. O assunto nas duas era bem semelhante, uma solicitação da criação de um programa de cooperação espacial com a União Soviética.

“Uma das grandes preocupações de Kennedy é que muitos OVNIs estavam sendo observados na URSS e ele tinha medo que os soviéticos interpretassem isso, em meio à Guerra Fria, como uma agressão norte-americana, uma vez que eles poderiam acreditar que aquilo era tecnologia de ataque vinda dos EUA”, afirma William Lester, autor de uma biografia sobre o ex-presidente e responsável por trazer as cartas à tona.

As cartas se juntam à teoria da conspiração, que afirma que há um suposto memorando da CIA, que teria sido queimado e continha uma resposta às cartas de Kennedy. Segundo Robert Wood, ex-diretor de uma das maiores empresas aeronáuticas a prestar serviço para o governo dos EUA, esse memorando faz parte de uma série de documentos chamados Majestic-12.

De acordo com Wood, Kennedy é chamado de Lancer neste memorando, que contém as seguintes informações: Como você deve saber, Lancer fez algumas perguntas com relação às nossas atividades, o que não podemos permitir. Por favor, me diga sua opinião antes de outubro. Sua ação neste assunto é critica para a continuidade do grupo”. Poucos dias depois, Kennedy foi assassinado em desfile de carro aberto.