quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

OAS sumiu com apartamentos da Bancoop

O promotor José Carlos Blat investiga uma nova e preocupante descoberta dos rolos da OAS com a Bancoop na gestão de João Vaccari Neto. Ao aprofundar a apuração, que envolve obras como o triplex de Lula no Guarujá, descobriu-se o seguinte:

A OAS assumiu oito empreendimentos da Bancoop, sendo que três deles não foram concluídos. Um deles é o Residencial Casa Verde, no qual a Bancoop tinha um estoque de 59 apartamentos para venda. Mas os advogados da OAS agora informam que só existem 40 unidades disponíveis.

A empreiteira diz que não negociou os imóveis, então quem ficou com os 19? O Antagonista sugere que Blat pergunte a Vaccari.

Blat se reúne com vítimas da Bancoop


O futuro sumiu



A queda calamitosa do PIB do terceiro trimestre já foi incorporada às estimativas do mercado financeiro.

A Folha de S. Paulo consultou 10 economistas para saber o que eles esperam a partir de agora.
Resultado: queda do PIB em 2015 de até 3,8% e queda do PIB em 2016 de 3,5%.


Sérgio Vale, da MB, resumiu:


"Essa persistência na queda dos investimentos há 9 trimestres consecutivos quer dizer que o futuro sumiu. Será uma recessão histórica, que pode se estender até 2017".

"O TCU precisa livrar-se dessa suspeita indecorosa"

O deputado Arnaldo Jordy, do PPS, subiu à tribuna da Câmara, para defender que Aroldo Cedraz seja ejetado da presidência do TCU:

Leiam o seguinte trecho:

"A eleição do presidente do TCU é livre. Os ministros não são obrigados a votar no Cedraz. É a tradição o presidente ser reconduzido.

Entretanto basta eles votarem em outro ministro e o TCU se livra dessa suspeita indecorosa de ser presidido por um ministro envolvido com seu filho na gravíssima acusação de venda de decisões.

Num país sério, numa democracia seria, JAMAIS se aceitaria conviver tranquilamente com tamanha suspeita, muito menos reeleger essa pessoa para Presidente do órgão que fiscaliza o dinheiro público.

A sociedade brasileira merece e deveria exigir um presidente do TCU acima de qualquer suspeita.

De quem é o TCU? Da sociedade brasileira ou dos ministros e seus filhos prodigiosos?

O Tribunal de Contas da União - órgão inerente ao Estado Democrático de Direito; instrumento fundamental para a boa gestão da coisa pública; peça primordial para a concretização da transparência do processo de tomada de decisão administrativa não pode e não deve continuar a ser presidido por mais um ano por um Ministro sob suspeição."


TCU 3: Tiago Cedraz, o herdeiro preocupado

Tiago Cedraz, filho de Aroldo Cedraz, acumulou um patrimônio imobiliário avaliado, no mínimo, em 13 milhões de reais. O garoto é, ao que tudo indica, um prodígio na arte de negociar sentenças no TCU presidido por seu pai.

Lauro Jardim, de O Globo, informa que o herdeiro do clã estava agitadíssimo ontem:

"Um assessor de Tiago Cedraz, o filho do presidente do TCU suspeito de vender decisões do tribunal, acompanhou atento cada lance do Conselho de Ética da Câmara ontem. Pelo telefone, o assessor munia Cedraz sobre o cerco a Eduardo Cunha — investigado como ele na Lava-Jato."

O assessor terá mais trabalho hoje.


As ações de Cunha para favorecer André Esteves





Eu (Claudio) publiquei em fevereiro de 2013 na ISTOÉ a reportagem abaixo que revelava as tentativas de Eduardo Cunha para inserir em Medidas Provisórias emendas que beneficiariam bancos em liquidação, especialmente o Nacional. E quem queria comprar o Nacional? André Esteves, do BTG.

Estavam na mesma situação os bancos Bamerindus, Banorte, Econômico e Mercantil. O BTG, como se sabe, também queria o Bamerindus. Foram várias tentativas para viabilizar operação financeira que provocaria um rombo de ao menos R$ 33 bilhões nos cofres públicos...


Servidores felizes. Rollemberg anuncia que pagamento do 13º será integral

Diário do Poder


Somente o pagamento das pecúnias será parcelado até março
Publicado: 02 de dezembro de 2015 às 09:38 - Atualizado às 11:21


Em coletiva na manhã desta quarta-feira (2) o governador Rodrigo Rollemberg anunciou que o pagamento do 13º dos servidores do Distrito Federal será feito em dia. Os 7500 servidores do Governo do Distrito Federa (GDF) também vão receber os salários em dia. 
Os honorários serão pagos com a verba arrecada pelo Programa de Incentivo à Regularização Fiscal (Refis), cerca de 700 milhões a mais nos cofre públicos.

Os aniversáriantes de novembro vão receber o 13º nesta sexta-feira (4), aqueles que fazem aniversário em dezembro receberão na sexta-feira (18).

O pagamento das pecúnias será parcelado entre dezembro até março.

Rollemberg ressaltou que o GDF passa por problemas financeiros devido as dívidas herdadas da gestão do ex-governador Agnelo Queiroz. E que a expectativa do governo é que até o fim de 2016 todas as dívidas sejam sanadas.

Caso TRT-SP STF inclui na pauta processo de Luiz Estevão e Lalau

Diario do Poder
Serão julgados recursos à condenação do ex-senador a 31 anos
Publicado: 02 de dezembro de 2015 às 09:24 - Atualizado às 10:57


Esse processo se arrasta há mais de 15 anos Foto: Ernesto Rodrigues/ Estadão
O processo contra o ex-senador Luiz Estevão e o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto está  incluído na pauta de julgamentos da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por determinação do ministro Marco Aurélio Mello.
 Como a Procuradoria-geral da República (PGR) solicitou prioridade na análise do processo, a expectativa é que os ministros julguem os recursos do ex-senador ainda em dezembro, caso sejam rejeitados, Luiz Estevão pode ter que cumprir imediatamente a pena de 31 anos de reclusão.


O processo que trata dos desvios na construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT) se arrasta há mais de 15 anos, graças aos diversos recursos apresentados por Luiz Estevão. A Corte recusou cinco desses recursos extraordinários. Também são réus do processo de irregularidades na obra do TRT o ex-juiz trabalhista Nicolau dos Santos Neto e o empresário Fábio Monteiro de Barros Filho.

Em 2006 a Justiça Federal condenou o ex-parlamentar por corrupção ativa, peculato, formação de quadrilha, corrupção ativa, estelionato e uso de documentação falsa. O rombo com foi de cerca de R$ 2 bilhões, segundo os cálculos do Ministério Público Federal (MPF).

Entretanto, Luiz Estevão mesmo condenado a pena de 31 anos de reclusão, continua em liberdade aguardando os julgamentos de seus agravos e recursos.

SÉRGIO MORO JÁ PODE PRENDER LULA



LULA E BUM LAI
O Antagonista  mancheteia: A DENÚNCIA MAIS DEVASTADORA CONTRA LULA! o Cristalvox, por justiça e reverência ao jornalismo destemido do Diogo e do Mário republica e busca “trabalhar” a cabeça dos incrédulos que o PT não passa de uma organização criminosa.


Se você leu distraidamente o post anterior, releia-o, por favor.


Trata-se da denúncia mais devastadora contra Lula até agora.

O relato de Fernando Baiano mostra que:

1 – Lula decidiu nomear Nestor Cerveró para a BR Distribuidora.
2 – Ele só lhe deu o cargo porque Cerveró repassou 60 milhões de reais em propina para sua campanha presidencial.
3 – Lula tinha conhecimento da propina do Banco Schahin.
4 – José Carlos Bumlai, que negociou a propina do Banco Schahin, negociou também – diretamente com Lula – a recompensa a Cerveró.
5 – Lula sabia que Cerveró era um operador de propinas e, exatamente por isso, nomeou-o à BR Distribuidora.

Lula deu a Nestor Cerveró a diretoria da BR Distribuidora.

Quem negociou o cargo foi José Carlos Bumlai, diretamente no Palácio da Alvorada.

Lula deu a diretoria da BR Distribuidora a Nestor Cerveró como forma de agradecimento pela propina do navio-sonda Vitória 10.000, que quitou as dívidas da campanha de Lula com o Banco Schahin.

O relato desse episódio, segundo o Estadão, foi feito por Fernando Baiano.

Diz o jornal:

“Baiano diz que procurou Bumlai entre fim de 2007 e início de 2008, com pedido de ajuda para manter Cerveró na Diretoria Internacional da Petrobrás, cargo que ele ocupava desde 2003. A articulação fracassou, mas, na mesma época, ele disse ter recebido um telefonema do pecuarista no qual Bumlai afirmou estar no Palácio da Alvorada, onde teria conversado com o então presidente Lula sobre o assunto.

‘José Carlos Bumlai telefonou para o depoente e disse-lhe que estava em Brasília, ressaltando que tinha conversado com Lula e que não tinha mais como manter Nestor Cerveró na Diretoria Internacional’, relatam os investigadores da Lava Jato a partir do depoimento de Baiano. ‘Na mesma ocasião, Bumlai informou que, em razão da ajuda de Cerveró na contratação do Grupo Schahin para operação do navio-sonda Vitória 10.000, ele havia sido indicado para o cargo de diretor financeiro da BR Distribuidora'”.

http://www.oantagonista.com/posts/lula-deu-cargo-a-cervero-como-forma-de-agradecimento-por-propina
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Suíça desmente Romário: não investigou suposta falsificação de extrato

E agora, Romário?

MP de Genebra diz que, se houve falsificação, foi feito aqui
Publicado: 01 de dezembro de 2015 às 18:43 - Atualizado às 20:14

O Ministério Público suíço não investigou e nem irá investigar a suposta falsificação de extrato bancário do senador Romário. (Foto: Marcelo Camargo)
O Ministério Público de Genebra não investigou e nem irá investigar a suposta falsificação de extrato bancário em nome do senador Romário Faria (PSB-RJ). O documento foi apresentado pelo ex-jogador há três meses para “provar” que ele não era dono de uma conta milionária no banco BSI, em Genebra. A conta foi revelada pela revista Veja.
 No entanto, na semana passada, veio a público gravação feita por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, na qual o advogado Edson Ribeiro diz ao senador Delcídio Amaral (PT-MS) que Romário teria dinheiro depositado na Suíça, mas foi orientado a tirá-lo para não "ser preso" - Ribeiro e Delcídio foram presos no mesmo dia, sob acusação de prejudicarem a Operação Lava Jato.

Após a divulgação do áudio, Romário fez um post no Facebook para “esclarecer” o caso. "O advogado levanta suspeita sobre um assunto que já foi esclarecido por mim e pelas autoridades brasileiras e suíças.


Aqueles que novamente fazem acusações inverídicas claro que responderão à Justiça. Qual a credibilidade do advogado de um bandido, corrupto e responsável por roubar uma das principais empresas do país?" E reiterou o que havia dito na época da reportagem de Veja: "Infelizmente, o dinheiro não é meu. Digo infelizmente porque, com certeza, se fosse meu, seria fruto de muito trabalho honesto".

Mas, de acordo com porta-vozes do MP suíço, se o extrato publicado na imprensa brasileira foi de fato falsificado, esse crime teria ocorrido no Brasil e a apuração não seria de responsabilidade das autoridades suíças. O posicionamento do Ministério Público de Genebra contradiz o senador.

(PEC DA BENGALA) Congresso derruba veto presidencial sobre aposentadoria aos 75 anos




  • 02/12/2015 00h04
  • Brasília
Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil
O Congresso Nacional derrubou há pouco, em votação nominal, o veto presidencial ao projeto de lei complementar que regulamenta a aposentadoria compulsória aos 75 anos de idade, com proventos proporcionais para todos os servidores públicos da União.


Apresentado pelo senador José Serra (PSDB-SP), o projeto regulamenta a chamada PEC da bengala, aprovada pelo Congresso, que permitiu a aposentadoria para ministros de tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União aos 75 anos. 


Como o projeto teve origem no Senado, a votação do veto começou pelos senadores. Foram 64 votos pela derrubada e 2 pela sua manutenção. Na votação na Câmara, foram 350 votos contra 15. O veto da presidenta Dilma Rousseff foi para todo o projeto. Com a derrubada do veto total, a decisão será comunicada ao governo e o projeto será promulgado.


A derrubada do veto foi possível graças a acordo firmado entre a oposição e a base governista. Desde ontem (30), os governistas vinham afirmando que os lideres da base aliada iriam liberar suas bancadas na votação.


Antes de apreciar o veto que eleva de 70 para 75 anos a idade a aposentadoria compulsória no serviço público da União, deputados e senadores mantiveram os vetos presidenciais aos projetos de lei que tratam sobre benefício tributário para o turismo rural e do benefício a policiais no Minha Casa, Minha Vida.


A ideia dos lideres governistas é votar ainda na noite de hoje o projeto de lei (PLN) 5/15 que altera a meta fiscal de 2015. A oposição insiste em adiar a votação do projeto para amanhã  e diz que se a votação for hoje irá obstruir os trabalhos.


Edição: Aécio Amado

É hora de preservar os afluentes para repovoar o Rio Doce, diz biólogo.

((o))eco
Gasparini por Flávia Martinelli
O biólogo Gasparini. Foto: Flávia Martinelli.


No dia 15 de novembro, o biólogo João Luiz Gasparini saiu de Vitória, onde mora, até o município de Baixo Guandu, na divisa com Minas Gerais, com uma missão: orientar pescadores e populares que formaram um grupo para capturar peixes do rio Doce antes da chegada da onda de rejeitos de minérios que vinha causando morte rio acima, devido ao rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG).


A intenção dos populares era salvar uma amostra do que sobrou dos estoques pesqueiros. A convite da Superintendência do Ibama em Espírito Santo,  Gasparini orientou as pessoas a identificarem espécies nativas, e também quanto à legislação ambiental.


Em entrevista a ((o))eco, Gasparini fala que o estrago maior para a vida do rio foi na região de cabeceira, em Minas Gerais, pois no baixo Doce, no Espírito Santo, os efeitos da chegada da onda de rejeitos de minérios foram mais brandos. E quanto aos seus efeitos no oceano, ele afirma que ainda é cedo para opinar: “Não há o que fazer agora a não ser pesquisar e monitorar tudo, multidisciplinarmente. Atuar sem achismos, de maneira científica, clara e honesta”.


Biólogo graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), ele é pesquisador de História Natural, Ecologia, Biogeografia e Taxonomia de peixes. Também atua como consultor.


Leia a entrevista:


((o)) eco: É possível uma recuperação do rio Doce? Como isso se daria? Quanto tempo a ictiofauna levará para repovoá-lo?
Na bacia do rio Doce existem 12 espécies endêmicas, ou seja, ocorrem exclusivamente nela. Há espécies novas ainda não descritas, e também necessidade de revisões taxonômicas para alguns grupos de espécies mais complexos. Esse número deve alcançar algo entre 18 e 20 espécies. 


Até o momento não são conhecidas espécies com distribuição restrita à calha do rio Doce. Algumas espécies, notadamente as de maior tamanho (como o surubim-do-Doce e a piabanha-do-Doce), são características da calha, mas também ocorrem em afluentes de maior porte. 


O rio Doce, entendido aqui como a calha central que foi afetada, voltará a ser colonizado pela fauna que ocorria pré-acidente. Os afluentes representarão as áreas doadoras de onde será iniciada a recolonização da calha principal. Isso deverá ser mais importante nas regiões mais próximas do local do acidente, onde a fauna de peixes foi severamente afetada, quase aniquilada. Entretanto, todos os afluentes devem ser encarados como importantes, e isso independente de tamanho e diversidade de espécies que abrigam hoje. 


Em função das proximidades da barragem que rompeu, vale destacar primeiramente os rios Gualaxo do Sul e Piranga. Na região do médio rio Doce, destacam-se os rios Santo Antônio, Suaçui Pequeno e Suaçui Grande. Mas todos os afluentes não afetados serão importantes nesse processo, devendo ser priorizados nas etapas que devem se seguir ao acidente, ou seja, no monitoramento, fiscalização e recuperação.


((o)) eco: Como essa tragédia ambiental da Samarco foi recebida pela comunidade científica do Espírito Santo?
Com perplexidade total. Ninguém, por mais bem informado que fosse, jamais pensou ou aventou a possibilidade que uma tragédia dessa magnitude pudesse ocorrer. Uma imensa barragem de rejeitos localizada na cabeceira de um dos formadores do rio Doce, em MG, pudesse romper e o material nela armazenado escoar por centenas de quilômetros e chegar até o oceano. 


O total desconhecimento das consequências criou grande perplexidade, ansiedade, ações e inúmeras previsões, algumas fundamentadas e outras completamente sem sentido. 


Decorridos quase trinta dias do evento, o panorama ambiental começa a se aclarar. Entretanto, ainda levaremos tempo para entender tudo o que se passou.



O fato acabou por evidenciar um problema mais amplo e complexo. Agora, lendo reportagens referentes a outras barragens de rejeitos em diversos estados do Brasil, surgem informações que algumas delas estão em situação delicada, com alto risco. Isso permite deduzir que outros rios e ecossistemas inteiros estão vulneráveis e nem fazíamos ideia.


((o)) eco: Como você analisa iniciativas como a “Operação Arca de Noé”, em que populares tentavam salvar peixes do rio Doce?
Muita gente com coração puro e com vontade de ajudar mas sem uma coordenação com conhecimento técnico-científico e da legislação ambiental. Acabaram atropelando o bom senso, coletando sem autorização, sem critério e soltando em lagoa adjacente ao rio Doce e em outros espelhos d’água naturais.
Foi um “estouro de boiada” no primeiro instante. Muita gente com coração puro e com vontade de ajudar, mas sem uma coordenação com conhecimento técnico-científico e da legislação ambiental. 

Acabaram atropelando o bom senso, coletando sem autorização, sem critério e soltando em lagoa adjacente ao rio Doce e em outros espelhos d’água naturais. Isso mostra que nem sempre as boas intenções são as corretas. 



Mas após algumas diretrizes alinhadas com o IBAMA, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Estadual de Meio Ambiente do Espírito Santo (IEMA) e prefeituras, houve uma adequação na metodologia e apenas peixes nativos e/ou ameaçados foram coletados e mantidos em tanques de aquicultura ou açudes isolados para posterior envio ao Centro de Pesquisa e Conservação de Recursos Pesqueiros Continentais (CEPTA) de Pirassununga (SP), detentor de grande expertise na reprodução e manutenção de peixes em cativeiro.


O desespero se deu como resposta às filmagens da mortandade em massa observadas em Governador Valadares e outras localidades do médio e do alto rio Doce. 


((o)) eco: Uma das maiores preocupações dos cientistas era a chegada dos sedimentos no mar. Agora que isso ocorreu, quais os impactos sobre a vida marinha na região afetada?
Sem sombra de dúvidas a pior magnitude ocorreu nas proximidades da cidade de Mariana e no alto rio Doce, onde o rio corre veloz e encaixado em vales profundos. Nestas áreas a lama muito densa desceu arrastando e arrasando tudo em seu caminho, não sobrou nada. O cenário foi de uma verdadeira terra arrasada.


No médio e no baixo Doce os impactos foram se abrandando, mas continuaram com magnitudes altas. 


Quanto à vida marinha, ninguém sabe ao certo. A falta de dados cruciais deixa tudo ainda difícil de mensurar. Mas uma coisa é certa – não podemos ter uma visão simplista e despreocupada, tampouco uma visão totalmente pessimista, apocalíptica. O problema é imenso e todos os impactos devem ser considerados. Se os rejeitos forem tóxicos e acumularem na biota, podemos ter impactos diversos tanto ambientais como socioeconômicos. 

A pesca tradicional poderá ser afetada por muito tempo, tanto no rio, nos afluentes, como na foz e em uma boa porção marinha adjacente.  


((o)) eco: Há risco para as unidades de conservação (UCs) marinhas como o Parque Nacional de Abrolhos?
Com certeza há para as UCs do Espírito Santo, principalmente a REBIO Comboios, situada na Foz do rio Doce – onde as tartarugas-de-couro (Dermochelys coriacea) realizam suas desovas. Praticamente é a única localidade do país onde ocorre a desova dessa espécie ameaçada de extinção.


O Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) de Santa Cruz e a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas, situados poucos quilômetros ao sul da Foz do Doce, também estão em risco.


O Parque Nacional de Abrolhos, situado ao norte, pode receber essa lama de rejeitos, não agora, mas a medida que os sedimentos forem sendo retrabalhados ao longo dos anos, após sucessivos eventos de cheia do Doce e de outros rios da região, e após mudanças de ventos e correntes. Podem chegar lá, sim. Não sabemos como esse “talco” de sedimentos de rejeitos pode afetar corais e algas. Será necessário pesquisar e monitorar.
Barreiras flutuantes colocadas na foz do Doce como medida emergencial por parte da Samarco não surtiram efeito, observa o biólogo. Foto: Foto: João Luiz Gasparini.
Barreiras flutuantes colocadas na foz do Doce como medida emergencial por parte
 da Samarco não surtiram efeito, observa o biólogo. Foto: Foto: João Luiz Gasparini.


((o)) eco: As barreiras flutuantes fariam alguma diferença ao impedir a disseminação da pluma no mar?
Vale frisar que a Samarco foi obrigada a adotar uma solução imediata e numa tentativa desesperada de mostrar alguma ação, lançou mão do que conseguiu em meio ao seu despreparo e a sua limitação de tempo. Acabou soando como um misancene (mise-em-scéne) patético. Ainda mais que a empresa afirmou que as barreiras flutuantes fizeram diferença, sim, no que tange à turbidez da água, mas não foi o que observamos in loco. Impossível conter uma massa liquefeita com barreiras flutuantes, isso era óbvio até para os mais inocentes.


A única coisa boa de terem adotado essa medida foi que acabou gerando a contratação imediata de cerca de 40 pescadores locais sem pescar há quatro meses por conta da seca extrema no rio Doce.


((o)) eco: Onde os esforços deverão ser concentrados na tentativa de minimizar esses prejuízos?
Não há o que fazer agora a não ser pesquisar e monitorar tudo, multidisciplinarmente. Atuar sem achismos, de maneira científica, clara e honesta.
Não há o que fazer agora a não ser pesquisar e monitorar tudo, multidisciplinarmente. Atuar sem achismos, de maneira científica, clara e honesta.


Uma sugestão pessoal é que a pesca seja suspensa em todo o rio, nos principais afluentes (para salvaguardar os poucos peixes que restaram como possíveis matrizes que deverão repovoar o rio) e no mar, no entorno da foz (também para proteger os consumidores pois pouco sabemos dos efeitos de bio-acumulação desses rejeitos (nos pescados, por exemplo). Devemos realizar monitoramento químico dos pescados, principalmente das espécies bentônicas – mais expostas ao fundo --, onde os elementos químicos se depositam.


Outro ponto interessante de mencionar é que seja estabelecida desde já a proibição de projetos de peixamento. Geralmente políticos e proprietários rurais desinformados adoram comprar alevinos e soltar nos corpos d´água para incrementar a pesca. Neste momento espécies exóticas de todos os cantos do mundo aparecem e podem impactar ainda mais as espécies nativas.


((o)) eco: Quais cenários se desenham diante do que aconteceu até então, a longo prazo?
Há ainda muito sedimento descendo o rio, e deverá chegar ao mar. Informações (não oficiais, mais uma vez) descrevem que, a montante de Governador Valadares, existe mais sedimento denso descendo em função das chuvas. Se isso se concretizar, os impactos vão continuar acontecendo. 


Acredito também que os impactos sociais estão subestimados; se a situação continuar assim por mais tempo, os conflitos vão se intensificar. Saques, manifestações cada vez mais intensas, exacerbadas pelos oportunistas de plantão. 


Vão ocorrer perdas econômicas significativas, vai aumentar o desemprego em cascata num país já em crise. Acho que o governo deveria encarar este problema como um caso não só de calamidade, mas também como sendo de segurança nacional. Em Colatina, por conta do desabastecimento de água potável, já  ocorreram manifestações e enfrentamentos.


Difícil prever os impactos na biota com tantas peças faltando neste quebra-cabeça. Primeiramente precisamos saber as concentrações e o comportamento da química desses rejeitos que estão presentes nos sedimentos e todos os efeitos nocivos dos elementos químicos, principalmente dos supostos metais pesados presentes nos rejeitos. 


E se realmente houver elementos químicos com propriedades cumulativas, podemos esperar efeitos teratogênicos [Tudo aquilo que é capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez]. É tudo muito impreciso, o que torna ainda mais assustador. Não à toa a palavra de ordem é pesquisar e monitorar cientificamente e multidisciplinarmente. Tudo com muita clareza e total transparência para desconstruir o pânico, o achismo e o alarmismo.


Brasil literalmente no fundo do poço, a pior recessão desde o Plano Real, e Dilma gastando feito doida.

01/12/2015


A economia brasileira começou a encolher no segundo trimestre de 2014, embora os efeitos cotidianos da recessão, como o desemprego, só tenham ficado mais evidentes neste ano.


Com os números do trimestre passado, divulgados nesta terça-feira, o PIB (Produto Interno Bruto, medida da produção e da renda nacional) acumula queda de 5,8% ao longo de um ano e meio.


A recessão atual já é a mais longa desde o lançamento do Plano Real, em 1994, e até o final do ano se tornará a mais intensa, ultrapassando a retração de 6% na virada de 2008 para 2009.
Recessões gif
O país só viu números piores em momentos de choques econômicos. Na virada dos anos 1980 para os 1990, houve encolhimento de 7,7% ao longo de 11 trimestres -num período em que a inflação chegou à casa dos 80% mensais e o Plano Collor confiscou o dinheiro dos depósitos bancários.

Entre as principais economias globais, o fiasco nacional só é superado neste ano por Rússia e Ucrânia, envolvidas em conflitos armados, e pela Venezuela, que vive o colapso do chavismo.

Não há nada de tão espetacular, entretanto, na recessão doméstica em curso: trata-se de um processo construído com persistência ao longo do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.

Gradualmente, a escalada gastadora e intervencionista do governo alimentou a inflação, a dívida pública e as incertezas de consumidores e empresários, que frearam compras e cortaram investimentos.

Quando a administração petista finalmente decidiu ajustar as contas públicas, após a reeleição, a arrecadação havia despencado, os juros haviam subido e o apoio do Congresso havia desaparecido.


A saída da crise não está à vista. Nos últimos meses, as causas da recessão permaneceram inalteradas ou até se agravaram.

Os preços dos produtos de exportação continuam em queda; as expectativas de inflação em 2016 pioraram, levando  o Banco Central a indicar a possibilidade de uma nova alta dos juros.

E o cenário político, para o qual não há métrica disponível, certamente não se tornou menos nebuloso.

(Via Folha, FolhaPress e agências)

Exército sendo dizimado, Dilma exonera mais um general que ousou criticá-la

02/12/2015

Não bastassem os oceânicos problemas políticos que enfrenta, a Presidente Dilma Rousseff está brincando com fogo. Ao determinar a exoneração do General de Exército José Carlos De Nardi, militar desde 1961, que estava à frente do Comando do Estado Maior das Forças Armadas, perigosamente abre mais uma trincheira inimiga dentro das FFAA. Generais quatro estrelas, Camilo, Mourão e agora De Nardi se transformam em fantasmas que assombram as noites do Palácio do Planalto.


Uma das autoridades militares ligadas à segurança dos Jogos Olímpicos de 2016, o general José Carlos De Nardi foi sacado a chefia do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas,  oito meses da Olimpíada no Rio.

O general do Exército De Nardi teria tido severas divergências com o ministro comunista da Defesa, Aldo Rebelo, por se posicionar contra a decisão do governo em isentar de visto alguns estrangeiros que virão ao Brasil para acompanhar os Jogos Olímpicos de 2016.

O General De Nardi viu de dentro do Exército todo o período em que os militares controlaram o país. Ele não é flagrado com frequência dando afagos e “risinhos” pra qualquer um e tem alguns posicionamentos firmes, principalmente em relação a necessidade de um satélite próprio para uso em monitoramento defesa e submarinos nucleares para a armada.

Na posse de ALDO Rebelo foi um dos poucos militares que não parecia a vontade no evento. Durante toda a cerimônia manteve o semblante sério.

Na semana passada o general  De Nardi “ousou” criticar a decisão de DILMA de não vetar a liberação de vistos para qualquer um que deseje entrar no país a partir desse mês. Falava de segurança interna e externa.  Foi abatido sem clemência pelos Comunistas que dirigem a Defesa do Brasil.

Quem deve assumir o cargo que pertencia ao general De Nardi, agora EXONERADO, é o Almirante Ademir Sobrinho, atendendo à pedidos dos comandantes da Marinha e Aeronáutica, que solicitavam revezamento entre as forças no cargo de Chefe do Estado Maior Conjunto.

(Via Cristal Vox) << acesse

Ex-responsável pela segurança militar dos Jogos Olímpicos de 2016 teme a chegada de criminosos ao nosso País


O Sul


O general-de-exército José Carlos de Nardi não quis comentar sua saída do Ministério da Defesa. (Foto: Jackson Ciceri/O Sul)O general-de-exército José Carlos de Nardi não quis comentar sua saída do Ministério da Defesa. (Foto: Jackson Ciceri/O Sul) 
 
O general-de-exército José Carlos de Nardi deixará a chefia do Estado Maior das Forças Armadas. Com a função de planejar e coordenar as ações conjuntas das três Forças, De Nardi era o representante militar na segurança dos Jogos Olímpicos do Rio em 2016.
O substituto do general será o almirante Ademir Sobrinho, que hoje ocupava a chefia de Operações do Estado Maior das Forças Armadas.


A decisão de afastar De Nardi foi do ministro da Defesa, Aldo Rebelo, que fez o comunicado em um almoço com os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.


O anúncio do desligamento ocorreu 12 dias após o militar declarar ser contra o projeto, que foi aprovado, de liberação de vistos para estrangeiros que venham assistir aos Jogos Olímpicos. O general defende a ideia de que esta liberação facilitaria a entrada no País de criminosos ou terroristas.


De Nardi já estava há cinco anos no cargo – outro motivo que vinha desagradando aos comandantes das três Forças que defendem o rodízio na função.


No período que esteve no cargo, o general participou das decisões e do planejamento militar da Jornada Mundial da Juventude, da Copa das Confederações, ambas em 2013, e da Copa do Mundo, em 2014. Ele também atuou na participação do Exército e dos Fuzileiros Navais na ocupação ao Complexo da Maré, no Rio.

O general não quis comentar a sua saída do Ministério da Defesa. (Folhapress)

Os MAIORES soneganores de impostos do Brasil, conheça a lista aqui…


O Ministério da Fazenda divulgou a lista dos 500 maiores devedores de impostos do Brasil. A lista mostra apenas empresas e pessoas físicas que estão já foram inscritas na dívida ativa da União. Ou seja, existem outros devedores que não figuram na relação por este motivo. O total divulgado soma R$ 122,6 bilhões, pouco mais de duas vezes o valor que se está tentando economizar com o ajuste fiscal promovido pelo governo federal.

A mineradora Vale do Rio Doce encabeça a lista dos dez maiores devedores com uma dívida de R$ 41,9 bilhões, seguida por Parmalat (R$ 24,9 bilhões), Petrobras (R$ 15,6 bilhões), Ramenzoni Indústria de Papel (R$ 9,7 bilhões), Duagro (R$ 6,6 bilhões), Vasp (R$ 6,2 bilhões), Bradesco (R$ 4,9 bilhões), Varig (R$ 4,7 bilhões), American Virgínia Tabacos (fabricante dos cigarros San Marino, Seleta, Oscar, Indy e West. Deve R$ 4,1 bilhões) e Condor Factoring (R$ 4,1 bilhões).


Estas dez empresas são responsáveis por 10% de toda a sonegação de impostos do país.
A apresentação destes devedores tem um significado político importante porque revela a intenção do governo federal de efetivamente cobrar essa dívida de grandes sonegadores. O total ainda está longe de representar a real dimensão da sonegação de impostos no Brasil, calculada em R$ 1,46 trilhão, isto é, dez vezes maior


A intenção do Ministério da Fazenda, segundo informa o jornal O Estado de São Paulo, é criar um fundo lastreado em créditos da dívida e vender títulos no mercado. O Ministério acredita que até R$ 150 bilhões em dívidas podem ser recuperadas num prazo reduzido.
Veja a lista dos 20 maiores sonegadores. A lista completa você pode baixar aqui.


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STF rejeita “queixa-crime” de Lula contra Caiado



Por 3 votos a 1 o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta terça-feira (01/12) a queixa-crime do ex-presidente Lula contra o líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO).

O petista acusava o senador de “calúnia, injúria e difamação” após Caiado rebater declarações de Lula de que convocaria “o exército de Stédile” contra manifestantes pró-impeachment. Na ocasião, Caiado acusou o ex-presidente de “bandido frouxo”.

“”Decisão do STF se cumpre e eu tinha consciência que estava defendendo a população brasileira dos ataques e ameaças de Lula e do MST.”, comentou Caiado.