quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Brasília ganha projeto para se tornar “Capital do Ipê”



Meio Ambiente


O primeiro plantio simbólico foi realizado no final de semana, com 35 mudas de ipês-amarelos.


21 de dezembro de 2015 • Atualizado às 16 : 15
Brasília ganha projeto para se tornar “Capital do Ipê”
O plano é construir quatro praças em diferentes regiões administrativas de Brasília. | Foto: Agência Brasília

Foi lançado, no último sábado (19), o “Brasília Capital do Ipê”, projeto que pretende recuperar o bioma cerrado na capital nacional. O plano é construir quatro praças em diferentes regiões administrativas de Brasília e espalhar mudas da espécie por outras áreas do estado.

O projeto é uma iniciativa do jornal Correio Braziliense, da Rede Globo e da Digital Group, juntamente com o apoio do governo de Brasília. O primeiro plantio simbólico foi realizado no final de semana, com 35 mudas de ipês-amarelos.

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) já doou 300 ipês-amarelos e cederá funcionários para realizarem o plantio na nova Praça da Cidadania. Outras estruturas da praça ficarão por conta da mesma empresa e a área terá como tema a paz no trânsito.

O governador Rodrigo Rollemberg participou do primeiro plantio e destacou a importância da recuperação ambiental para a preservação dos recursos hídricos. “O Cerrado é uma das regiões de maior biodiversidade do mundo e é nele onde nascem bacias importantes, como a do Tocantins, a do Rio São Francisco e a do Paraná”, lembrou o político. Ele ainda ressaltou a necessidade de conscientizar a população sobre a relação entre a cidade e a água.


Redação CicloVivo

Tá calor, né?

Video: Porque todos los animales, humanos y no humanos, queremos vivir en libertad, sin ser explotados ni asesinados. Un mundo mejor es posible, pero está en tus manos.

https://www.facebook.com/SantuarioGaia/videos/893502100700327/

 

Mais vale uma imagem do que um discurso do Lula.

Vídeo. Um país com ZERO de corrupção (Adivinha aonde?)

https://www.facebook.com/marcosresendeautor/videos/10200835507165341/


 

Direita versus esquerda


Nelson Barbosa e a "síndrome do Titanic"

Nelson Barbosa assumiu o papel de maestro da orquestra do Titanic, enquanto a água invade o convés:


"Hoje, houve uma mudança da avaliação de risco, por parte de uma agência, mas isso não muda a nossa trajetória, a nossa trajetória de recuperação da economia brasileira, de construção de um reequilíbrio fiscal. E mais importante: o governo brasileiro continua a honrar todos os seus compromissos, continua a honrar todos os seus contratos."


"As pessoas podem ficar tranquilas que isso é apenas a avaliação de uma agência de risco, que é importante, nós trabalhamos para ter sempre e melhor avaliação por parte do mercado e também por parte de todos os agentes da economia."


"Nós estamos numa fase de transição, numa fase de travessia, num momento de dificuldade econômica. Momento de dificuldade econômica já ocorreu no Brasil no passado, momento de dificuldade econômica que outros países já atravessaram. E nós vamos nos recuperar desse momento. Eu tenho certeza que essa avaliação que foi feita hoje será revertida na medida que as condições econômicas melhorem."


O Antagonista avisa que não há botes para todos

Quanto custou Dilma em 2015



A Folha pediu à economista Zeida Latif, da XP Investimentos, que calculasse em dinheiro quanto o Brasil perdeu em 2015, por causa da recessão...

Foram 240 bilhões de reais, quando se leva em conta a previsão de queda de 3,7% do PIB. O jornal traduz em miúdos: "São bens agrícolas e industriais que deixaram de ser produzidos e serviços que não foram prestados. Ou seja, uma grande quantidade de carros, máquinas, calçados, roupas etc. não foi feita, e muitas consultas médicas, idas ao salão de beleza e trocas bancárias não ocorreram".

Dilma Rousseff, portanto, custou ao Brasil 240 bilhões de reais em 2015, sem incluir a corrupção que grassa no seu governo.

O seu "renascimento" vai custar muito mais.

"Exceto se houvesse um grave surto de amnésia"



Um editorial do Estadão desmonta em um parágrafo a chance de Dilma Rousseff "renascer" pelas mãos de Nelson Barbosa:

"Com uma longa folha corrida, repleta de palpites infelizes sobre política econômica, o economista Nelson Barbosa assume o Ministério da Fazenda sem carência para testar sua capacidade e seus propósitos. O período de graça concedido, com frequência, a novos ministros é incompatível com seus antecedentes. De alguma forma ele parece reconhecer essa desvantagem. Desde sua confirmação para o novo posto, na sexta-feira, ele se empenha em refazer a própria imagem, na busca de uma confiança há muito perdida. Não deu certo, nem poderia dar, exceto se houvesse um grave surto de amnésia. A partir de setembro, duas agências de avaliação de risco, a Standard & Poor’s (S&P) e a Fitch, rebaixaram o crédito do País ao grau especulativo. As decisões foram anunciadas, nas duas ocasiões, depois de trapalhadas orçamentárias cometidas pela presidente com apoio do ministro do Planejamento e contra a opinião do ministro da Fazenda."

O Antagonista gostou especialmente da frase "Não deu certo, nem poderia dar, exceto se houvesse um grave surto de amnésia".

Como disse Ivan Lessa, "de quinze em quinze anos, o Brasil esquece o que aconteceu nos últimos quinze". Mas o mercado não esquece, não.


 
Verdade .Tiraram milhões de reais que deveriam ter sido utilizados para aliviar a pobreza dos brasileiros.E ficaram com tudo para eles.Enquanto eles tem triplex, jatos, mansões, contas na Suiça, os brasileiros não tem escolas e nem hospitais decentes.

O desembarque do PMDB


Carlos Chagas


Tudo indica estar o PMDB a um passo do desembarque. Com ou sem impeachment, mais provavelmente sem, a verdade é que Michel Temer prepara sua candidatura para 2018, certo de que com o PT não dá mais liga, quer dizer, os companheiros se desgastaram, perderam o apoio popular e estão esgotados.


O governo Dilma carece da condição de dar a volta por cima e recuperar a economia. O Próprio Lula, mesmo se candidatando, dificilmente voltará ao Palácio do Planalto.


Ainda que sem peso eleitoral, o PMDB conta com razoável estrutura e vai para o que der e vier. Senão para a oposição, ao menos para a independência. Estará mais perto de Aécio Neves do que do Lula, desde que, é claro, PT e PSDB cheguem ao segundo turno.


Vale mais perder sete ministérios, agora, para ganhar outros, depois das eleições. Os tucanos tem consciência da necessidade de uma aliança com o PMDB para poder governar e manter maioria dos Estados, isolando o PT na oposição.


Assim está armado o tabuleiro para daqui a três anos, obviamente que sujeito ao imponderável. Mas Marina Silva, Ciro Gomes, Ronaldo Caiado, Jair Bolsonaro e outros nem certeza têm de chegar na reta final.


SEPARAÇÃO
A separação vem sendo anunciada desde que se iniciou a novela do impeachment e ganhou força desde que Madame começou a desconfiar de Temer, até como alguma razão depois da histriônica carta do vice para a titular. Trata-se de uma questão de tempo. agora cada vez mais curto. Ainda há gente, no PMDB, achando que é cedo demais, que deveriam aproveitar o poder por período maior.


O problema é que o desgaste da parceria com o PT supera a vantagem de algumas nomeações e poucos negócios. Basta atender para as recentes pesquisas. Milagres vão acontecer, fica evidente serem pequenas chances de Michel Temer eleger-se presidente, mas, acoplado a Aécio Neves, poderá tornar-se o tijolo de sustentação da ponte para o futuro.

A convenção peemedebista está marcada para março. Existem sinais de que tanto a presidente Dilma quanto o PT não apostam um centavo na permanência da  aliança. Pelo contrário, fornecem argumento permanentes para o rompimento.

Antiterrorismo no Brasil é apenas uma imbecialidade


Mauro Santayana

Na abertura de um recente – e bizarro – “Seminário Internacional de Enfrentamento ao Terrorismo no Brasil”, o Ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, afirmou que “não existem limites para a preocupação com o terrorismo nas Olimpíadas” e defendeu que o país “aceite a cooperação de órgãos de inteligência internacionais” para diminuir o risco nesse sentido.

No momento em que a Câmara recebe, de volta do Senado, uma “lei antiterrorista”, cabe discutir com cautela essa questão, sob a ótica da política exterior brasileira e da nossa relação com outras culturas e países no atual contexto geopolítico mundial.

Tem o Brasil, alguma razão para “combater” o terrorismo, para além da condenação moral – não apenas nas ruas de Paris, mas também de Bagdá, Damasco, Trípoli – de ataques contra a vida e da prestação de homenagem e solidariedade às suas vítimas?

A Rússia, nosso sócio no BRICS, foi levada a atacar o Estado Islâmico por questões geopolíticas, e agora transformou-se em vítima, com a explosão, no ar, de um avião carregado de seus cidadãos, no Egito. A Síria é um país onde ela possui portos e bases militares, e notáveis ligações históricas, no qual tenta manter seu aliado, Bashar Al Assad no poder, defendendo-o dos terroristas do Estado Islâmico, que foram armados pelos próprios EUA e o “Ocidente” para derrubar o regime sírio, e que, como um Frankenstein louco e sangrento, fugiu ao controle de seus criadores.


PAGANDO O ERRO…
Os EUA e a França estão pagando pelo erro de tentar agir como potências coloniais no Oriente Médio e no Norte da África, derrubando governos estáveis, como o de Saddam Hussein e o de Muammar Khadaffi, e de se meter em assuntos alheios.

Tem o Brasil interesses geopolíticos no Oriente Médio, região onde atua no Comando das Forças Navais da ONU no Líbano? Não, a não ser – assim como faz no Haiti – como cumpridor de um mandato das Nações Unidas.

O Brasil já se meteu, alguma vez, em assuntos alheios, invadindo ou bombardeando países no Oriente Médio ou no Norte da África? Não, porque, pelo menos até agora, protegidos pela sábia doutrina de não intervenção consubstanciada no texto da Constituição Federal, como macacos velhos que somos – ou éramos, ao que está parecendo – não metemos a mão em cumbuca, a não ser que sejamos atacados primeiro, como o fomos na Segunda Guerra Mundial.

Quanto à segurança interna, a diferença entre terrorismo, assassinato ou tentativa de homicídio é puramente semântica.

NÃO FAZ DIFERENÇA
Para quem morre, não tem a menor diferença a motivação de quem o está atingindo. Já existe legislação penal, no Brasil, de proteção à vida. O resto é “lero-lero”, para emular potências estrangeiras e se submeter aos gringos. Um perigosíssimo “lero-lero”, do qual toma parte a realização, em território brasileiro, de “seminários” como esse, que nos obrigam a situarmo-nos de um determinado lado da linha. 

E, também, naturalmente, a crescente “cooperação” com forças policiais estrangeiras, que pode ser feita, normalmente, para segurança de eventos internacionais desse tipo, sem a conotação política, “antiterrorista”, que estão tentando impingir-nos.

Uma coisa é dizer que vamos reforçar a segurança nas Olimpíadas. Nada mais natural, considerando-se que teremos multidões reunidas em estádios – coisa que acontece rotineiramente em grandes jogos de futebol, por exemplo – e que estaremos recebendo visitantes estrangeiros. Outra, muito diferente, é afirmar que estaremos tomando “medidas antiterroristas” e adotar um discurso, e uma atitude, que nunca adotamos antes, nesse contexto.


POSTURA TRADICIONAL
Querem mudar uma postura tradicional – compartilhada por governos de diferentes matizes ideológicos – que não nos trouxe, muito pelo contrário, nenhuma consequência negativa, até agora.


Quem fala muito acaba dando bom dia a cavalo. De tanto se referir ao “antiterrorismo”, e ficar cutucando com essa bobagem quem está quieto, algum grupo de terroristas, pode, sim – mesmo sem ter visto o Brasil como inimigo até este momento – vir a se sentir tentado a testar a eficácia das medidas de “segurança” às quais estamos nos referindo a todo instante, com relação às Olimpíadas.


E isso, principalmente, se nessas “medidas” dermos muito espaço para equipes de segurança estrangeiras – de países considerados alvos – para agirem em nosso território como se estivessem no deles.


Ou se adotarmos – cão que muito ladra não morde – uma atitude “antiterrorista” que seja arrogante e ostensiva contra cidadãos de alguns países, árabes, por exemplo, na chegada aos nossos aeroportos, ou em nossas ruas, como já o estamos fazendo.


SOMOS SUBSERVIENTES
No mundo, há poucos países tão subservientes em sua vontade de copiar os estrangeiros. No Rio de Janeiro, o site da Sociedade Beneficente Muçulmana tem sido atacado por fascistas – alimentados pelo mesmo discurso “antiterrorista” do governo – que acusam “esquerdopatas” de estarem “trazendo o Estado Islâmico” para o Brasil, ao abrir as portas para os refugiados árabes.


E, no sul do Brasil, refugiadas sírias declararam ter sido discriminadas e agredidas, após os atentados de Paris – como se a população síria não sofresse todos os dias dezenas de atentados semelhantes por parte de terroristas que, como mostra o caso do Estado Islâmico, foram originalmente armados pelos EUA e por países europeus, para tentar derrubar o governo de Damasco – dando início à guerra civil naquele país, e à onda de refugiados que atingiu a Europa como um tsunami humano.


UM TIRO NO PÉ
Guardadas as devidas proporções, o que o ministro Ricardo Berzoini está cometendo, com as suas declarações, e o próprio governo – ao promover esse tipo de encontro – é um tiro no pé ideológico e um tremendo atentado ao bom-senso.


Se o país está preocupado com o “terrorismo”, a melhor medida a tomar é não ficar anunciando isso para todo o mundo e a toda hora, e usar com inteligência estratégica a legislação vigente.

O primeiro passo para se transformar em alvo do “terrorismo” e ser vítima de um ataque terrorista é começar – sem nenhum inimigo aparente – a se declarar contra ele – a adotar uma doutrina “antiterrorista” e leis “antiterroristas”, que, no final das contas, como demonstram os casos dos EUA e da França, por exemplo, não servem de absolutamente nada para evitar ataques rápidos, covardes e mortíferos, de uma meia dúzia de suicidas determinados, quando eles decidem fazê-los.

Nelson Barbosa começa mal, querendo mudar aposentadoria


Barbosa nem assumiu e já começa a levar pancada


Deu em O Tempo
Após o ministro Nelson Barbosa (Fazenda) dizer a investidores que o governo deve enviar ao Congresso no início de 2016 uma proposta de reforma de Previdência, a Força Sindical já se posicionou contrária a uma regra que impõe limites de idade mínima para a aposentadoria.


Miguel Torres, presidente da central, defende que seja feito um “raio X completo” de todos os problemas e deficiências da Previdência antes de discutir qualquer mudança para adaptar os limites de idade para a aposentadoria à evolução demográfica da população brasileira.


O ministro Barbosa afirmou que o governo trabalha atualmente com duas propostas de reforma, durante uma conferência por telefone nesta segunda-feira (21) com investidores nacionais e estrangeiros.

Uma das ideais é tornar o fator 85/95 “móvel”, o que simularia uma movimentação na idade mínima para a aposentadoria. Ainda não há detalhes de como isso funcionaria.


AJUSTES PERIÓDICOS  
A outra alternativa, segundo o ministro, é determinar uma idade mínima e ajustá-la periodicamente, de acordo com as mudanças na demografia.


“Não houve reunião alguma, nem nos bastidores, nem oficialmente para discutir mudanças na Previdência. Nem com o Levy [ex-ministro Joaquim Levy], nem com o Barbosa [que assumiu a cadeira de Levy], nem com o Rossetto [Miguel Rossetto, ministro da Previdência Social e Trabalho]. É estranho dizer que há um projeto de reforma sem discutir com a sociedade e com as centrais”, afirmou Torres.


Segundo o sindicalista, na semana passada, quando as centrais e entidades empresariais entregaram documento pedindo a retomada do crescimento, a presidente Dilma Rousseff pediu apoio “somente para aprovar a CPMF”.


“A presidente nem tocou no assunto da reforma. Pediu apoio abertamente para a CPMF. A resposta para isso também é ‘nem a pau, juvenal’. Não apoiamos”, disse Torres, em alusão a um slogan de uma propaganda recente de televisão.


“É consenso entre as centrais fazer um mapeamento completo dos gargalos, erros, deficiências da Previdência antes de adotar qualquer medida.” (da FolhaPress)

Governo precisa morrer para país renascer

Jaques Wagner, a quem falta o "c" de cinismo no nome de origem francesa, disse que o governo Dilma Rousseff experimenta um "renascimento", depois da decisão do STF de interromper o processo de impeachment em andamento na Câmara.


O "renascimento" significa apenas que o governo saiu da UTI para a unidade semi-intensiva -- e que o país fez o caminho contrário, voltando para a UTI, com todos os sinais vitais em franca piora: valor do dólar, índice Bovespa, inflação, crescimento, desemprego e renda.
Esse governo precisa morrer, para o país renascer.

Uma vitória importante de Michel Temer


Mais cedo, publicamos que o deputado Arnaldo Jordy consultou o MP de Contas junto ao TCU sobre se Michel Temer seria responsável pelos decretos de liberação de crédito suplementar, sem autorização do Congresso, que assinou -- decretos irregulares como os que podem levar Dilma Rousseff ao impeachment.


A resposta do procurador Júlio Marcelo de Oliveira foi:

“A responsabilidade pelos atos assinados por outras autoridades no exercício eventual da presidência da República é de competência de Dilma, até porque a presidente da República pode e deve corrigir imediatamente qualquer ato incorreto porventura praticado na sua ausência, uma vez que ela é quem dirige a administração pública’”.


Renan Calheiros queria emparedar Michel Temer, acusando-o de ter cometido crimes idênticos aos de Dilma Rousseff e, assim, evitar o impeachment. Com esse parecer do procurador responsável pela investigação das pedaladas fiscais, o estratagema de Renan Calheiros foi praticamente anulado.


É uma vitória importante de Michel Temer sobre o seu maior inimigo dentro do PMDB -- e, por tabela, sobre Dilma Rousseff, que também terá de arcar com mais acusações.

Alstom propõe pagar R$ 60 milhões de indenização por superfaturamento e propina


  • 22/12/2015 17h46
  • São Paulo
Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil
A empresa francesa Alstom concordou em pagar indenização de R$ 60 milhões ao estado de São Paulo para encerrar um processo em que responde por pagamento de propina e superfaturamento. A ação diz respeito a fraudes que, segundo o Ministério Público, foram praticadas em contratos para construção de subestações de transmissão de energia da Eletropaulo, uma empresa estatal à época.


O valor proposto pela empresa francesa – que atua na área de infraestrutura de energia e transporte – corresponde a R$ 55 milhões, que teriam sido pagos acima do valor real das obras, além de 10% referentes a danos morais coletivos. Com o entendimento, a empresa deixaria de responder à ação. Outros acusados, no entanto, continuariam sendo processados. Os termos ainda precisam ser aprovados pela Procuradoria-Geral do Estado, para que a Justiça de São Paulo possa homologar o acordo.
A investigação sobre o Aditivo nº 10 do Contrato Gisel, relativo à aquisição de três subestações de transmissão de energia da Eletropaulo, foi iniciada em 2008, apesar de o contrato inicial ser de 1990 e o aditivo de 1998. A apuração progrediu a partir da colaboração das autoridades da França e da Suíça, que enviaram documentos e provas para o Brasil.


Em fevereiro, a juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo decretou o bloqueio de R$ 282 milhões do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) Robson Marinho e das empresas Alstom e Cegelec. Desse montante, R$ 140 milhões pertenciam à empresa Alstom.


O conselheiro é acusado de ter recebido cerca de US$ 2,7 milhões em propina para possibilitar a implementação o aditivo no valor de US$ 50 milhões entre as multinacionais francesas e a Eletropaulo. Em agosto de 2014, a magistrada já havia decretado o afastamento ddo conselheiro do tribunal. O conselheiro, que era funcionário do governo de São Paulo à época, não será beneficiado pelo acordo proposto pela Alstom e continuará respondendo o processo por improbidade administrativa.

A GE (General Electric), empresa que adquiriu o controle da área de energia da Alstom, disse que não vai comentar o caso.

Edição: Maria Claudia