Autoridades e até pessoas mortas recebem lotes da reforma agrária
Repórteres do Fantástico denunciam a farra na distribuição de terras.
Segundo a CGU, há 76 mil lotes com indícios de fraude.
Os repórteres do Fantástico mostram uma grande farra na distribuição de
terras da reforma agrária. Enquanto trabalhadores rurais passam muito
tempo esperando por um lote, empresários, autoridades públicas e até
gente morta receberam áreas do governo, sem gastar um tostão.
Segundo a
Controladoria-Geral da União, há 76 mil lotes com indícios de fraude,
quase 8% do total concedido nos últimos 20 anos.

O Fantástico mostrou as terras adquiridas pelo procurador Wilian João Silva
“Os repórteres do Fantástico mostram uma grande farra na distribuição
de terras da reforma agrária”. A frase foi usada como chamada para uma
reportagem especial feita pelo Fantástico, da TV Globo, que falou sobre
distribuição ilegal de terras nas regiões Norte e Sudeste do Brasil.
A reportagem, de cerca de 15 minutos, foi um dos destaques da edição
de domingo (3). A primeira reportagem especial de 2016 tomou grande
parte do principal jornalístico da TV Globo e trouxe, logo nos primeiros
minutos, imagens da fachada do Ministério Público do Acre.

O procurador disse que a terra está em nome de sua esposa, Elza Maria
“Enquanto trabalhadores rurais passam muito tempo esperando por um
lote, empresários, autoridades públicas e até gente morta receberam
áreas do governo, sem gastar um tostão. Segundo a Controladoria-Geral da
União, há 76 mil lotes com indícios de fraude, quase 8% do total
concedido nos últimos 20 anos”.
A matéria foi ilustrada com a história de José e Janice, casal de
agricultores que sonha, há 9 anos, com a contemplação de terras da
reforma. “Eles até tem direito, mas ainda não realizaram o sonho, ao
contrário de grandes empresários, que levam vida de luxo, e não pagaram
nada pelas terras”, destaca o repórter do Fantástico, Maurício Ferraz,
que esteve na capital, Rio Branco, para investigar a denúncia.
Veja mais:
Procurador denunciado foi suspenso em 2009 por destruir florestas
A reportagem do programa percorreu propriedades no Acre, Tocantins,
São Paulo e Pará. No Estado, professores universitários, funcionários de
prefeituras, e até um procurador de justiça podem estar envolvidos em
esquemas de fraude.
Willians João Silva e Elza Maria Silva, marido e mulher, aparecem
como assentados desde 2000. O problema é que Willians é procurador de
justiça – com salário de, aproximadamente, R$ 30 mil – e funcionário
público.
“o procurador fica com área privilegiada. Primeiro, porque fica há 30
km da capital, Rio Branco. Segundo, porque, para chegar aqui, nem
precisa pegar estradas de terra: a fazenda fica as margens de uma das
principais rodovias do estado”.
Por telefone, o procurador garantiu que as terras estão no nome da
mulher dele. “Porque eu sou proibido, não posso ter terra. Então, o
Incra procura intimar ela, não me intima”.
Ele ainda afirma que a esposa indicou parentes na hora de ser
beneficiada com lotes. “Ela indicou uma irmã, duas irmãs, um sobrinho e
mais, parece, um amigo em comum que nós temos”. Em carta, o procurador
afirma que a informação é inverídica e pediu que a entrevista não fosse
divulgada.
Por entender que a pauta é de interesse público, a editoria do
Fantástico exibiu a reportagem e divulgou o áudio. O Incra pode exigir
que o procurador devolva os lotes. Mais de 120 mil famílias estão em
fila para ser beneficiado pela reforma.
Confira a reportagem completa clicando AQUI
Mineiro que sempre esta em cima do muro, deverá descer para ir a luta já que fez varias ca-ga-das em votar na Dilma e Pimentel.