quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Euronews faz reportagem sobre a intimação de Lula e Marisa como investigados no caso do triplex do Guarujá

Antagonizando mundo afora



A Euronews fez uma reportagem sobre a intimação de Lula e Marisa como investigados no caso do triplex do Guarujá e escolheu tuíte de um post de O Antagonista para ilustrar o caso.


Excelente escolha.


A mulher pelada de Renan Calheiros


Renan Calheiros, oito anos atrás, foi acusado de repassar propina da Mendes Jr. para sua amante, Mônica Veloso.

A repórter Beatriz Bulla informa que o ministro Luiz Edson Fachin, ontem à noite, finalmente liberou o caso para julgamento no STF...


Mônica e Diogo juntos, com 8 anos de atraso
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Museu do Amanhã apresenta avarias 40 dias depois de sua inauguração


O idílio com o Museu do Amanhã durou pouco mais de 40 manhãs. Neste fim de semana, o projeto no Rio de Janeiro orçado em quase R$ 300 milhões começou a apresentar suas primeiras avarias. 


A gigantesca estrutura em formato de crustáceo albino, que demorou cinco anos para se erguer em um píer sobre a baía de Guanabara, expôs problemas em vez de arte, um mês e dez dias depois da sua inauguração –o público pode visitar a estrutura pela primeira vez em 19 de dezembro, e desde então lota diariamente a atração.

A obra foi projetada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava –outras construções suas, como a Ópera de Valencia e a ponte da Constituição, em Veneza, também apresentaram falhas.
Os frequentadores que encarassem a hora e meia de fila na praça Mauá para entrar no Museu do Amanhã, no domingo (31), se deparariam com um mundo incompleto.

A começar pelo globo tridimensional em que são projetados o mapa-múndi e as mudanças causadas pelo homem no planeta Terra.

Parte das projeções ao redor da linha do Equador estão inoperantes, então fica impossível de ver o Brasil da metade dos ângulos.

No dia da abertura para autoridades, a presidente Dilma Rousseff, acompanhada pelo prefeito carioca, Eduardo Paes, e pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, passou pelo mesmo globo e discursou que tudo ali era "tão novinho", mas que o museu já podia ser considerado patrimônio histórico.
quebrou
Passando o saguão de entrada, mais problemas. Ficou fechada neste fim de semana a exposição "Perimetral", em que eminências como o artista plástico Vik Muniz e o diretor Andrucha Waddington fizeram videoarte e instalações com imagens da demolição do elevado de mesmo nome, que passava na mesma praça até ser demolido em 2014.

Motivo: quebra de equipamentos, segundo funcionários da instituição.

"Eu já tinha vindo ver a mostra permanente, que continua sendo exibida. Mas hoje queria ver com calma a arte que fizeram a partir da demolição do entorno e do renascimento, com esse museu. Mas acho que o Museu do Amanhã fica para amanhã ou depois de amanhã, né?", disse a professora Marluce Ribeiro, 46. A exposição está prevista para durar até meados de março.

Os visitantes que subissem da mostra interditada até o acervo permanente pela rampa lateral direita encontrariam ali outra novidade.

Um vidro do prédio, projetado por Calatrava, foi trincado. A estrutura inteiriça está espatifada, mas permanece no lugar. "Ele perguntou se era obra de arte", brincou a dona de casa Celia Lucas, 39, apontando para o filho Guilherme, 9, que olhava para o mar pelas janelas.

OUTRO LADO
Após receber uma lista das avarias encontradas seis semanas após sua abertura, a instituição respondeu à Folha com uma nota. O texto diz: "O Museu do Amanhã possui muitos equipamentos que fazem uso de tecnologias e, eventualmente, podem apresentar necessidade de ajustes. Tais ajustes são conduzidos com a maior agilidade possível. Em alguns casos, dependem da agenda de empresas fornecedoras especializadas".

Especificamente quanto ao fechamento de uma exibição para o público, escreveu-se: "A mostra 'Perimetral' precisou ser fechada no sábado para reparos, mas voltou a funcionar no domingo, às 16h30". A reportagem esteve no museu até as 17h, e a atração não havia sido reaberta.

Quanto à janela trincada e ao globo mundial que sofreu um apagão na região do nosso país, a afirmação é de que "os devidos reparos já foram solicitados". Não se estipulou um prazo para o conserto.

Imóveis do Minha Casa, Minha Vida estão abandonados há mais de um ano em AL



Carlos Madeiro
Colaboração para o UOL, em Palmeira dos Índios (AL)



Casas do programa Minha Casa, Minha Vida em Alagoas estão abandonadas 

 

 

O conjunto Brivaldo Medeiros -- do programa Minha Casa, Minha Vida -- tem 820 casas que estão abandonadas há mais de um ano Beto Macário/UOL

Mais de 800 casas populares construídas às margens da rodovia AL 115, no sertão de Alagoas, estão abandonadas, há mais de um ano.

Os imóveis, que ficam no município de Palmeira dos Índios (a 120 km de Maceió), foram feitos com recursos do Minha Casa, Minha Vida, por meio do Banco do Brasil, e deveriam servir de moradia para pessoas pobres da cidade.

As casas fazem parte do conjunto Brivaldo Medeiros e foram construídas em uma área de 27 hectares. O empreendimento tem 820 casas, com valor de investimento previsto de R$ 37 milhões. Desse total, segundo o Ministério das Cidades, já foram pagos R$ 36,6 milhões.

O UOL visitou o local no último dia 28 e encontrou casas totalmente prontas, mas abandonadas. As casas têm 40 m² e foram as primeiras residências financiadas pelo Banco do Brasil por meio do programa Minha Casa, Minha Vida no Estado.

As unidades contam com uma vantagem em relação a outros conjuntos: elas têm placas instaladas para aquecer a água com a energia solar.

Em muitos casos, as casas, por causa do abandono, tiveram itens roubados, como tomadas, bocais, torneiras e trincos. Vidros das janelas também estão quebrados. No entorno, o mato cresceu, e animais pastam sem nenhum incômodo. Nenhum vigilante foi encontrado no local.

O escritório da obra, de responsabilidade da Somart Engenharia, estava fechado e não havia ninguém para dar informações. O UOL conversou com moradores que passavam pelo local e eles disseram que o canteiro está abandonado há mais de um ano.

O conjunto habitacional teve obra iniciada em julho de 2012 e deveria ficar pronto em 18 meses -- ou seja, em janeiro de 2014.

Segundo apurou a reportagem, o problema surgiu quando a construtora responsável entrou em recuperação judicial no início de 2014. Com problemas de caixa e atraso de pagamentos, a obra foi paralisada.

Para a entrega, faltariam apenas pequenos detalhes, como conclusão do saneamento e finalização de acessos para o conjunto seja declarado pronto.

Respostas vagas

Segundo a prefeitura de Palmeira dos Índios, o problema que impede a entrega é a falta de recursos do governo federal para finalização. "Precisa só da liberação para começar o serviço social de cadastro para o Minha Casa, Minha Vida", informou a prefeitura, sem detalhar o que falta para conclusão.

Em nota, o Banco do Brasil informou à reportagem que "cumpriu com todos os seus compromissos até o momento e aguarda procedimentos dos entes privado e público para conclusão da obras e respectivo recebimento do empreendimento."

"Somente após o adequado atendimento dessas pendências, conforme determina a legislação vigente, será possível iniciar o processo de entrega de unidades, em conjunto com a prefeitura e demais órgãos responsáveis", informou, sem também explicar quais são essas pendências e o que falta a finalizar.


Já o Ministério das Cidades afirmou que a entrega não foi feita porque falta 5% da conclusão, e o conjunto ainda não está legalizado.

Ainda segundo o ministério, "enquanto os empreendimentos não são concluídos e entregues, a manutenção e guarda do local é responsabilidade da empresa construtora do empreendimento."

O UOL tentou, por diversas vezes, conversar com os responsáveis da Somart Engenharia, localizada em Maceió, todas as vezes a reportagem foi informada que eles não estavam. Os diretores também não retornaram as ligações, como foi pedido.

PF acusa Samarco de ampliar represa além de limite anual

Rompimento da barragem deixou 17 mortos e dois desaparecidos
Rompimento da barragem deixou 17 mortos e dois desaparecidos

Estadão Conteúdo

A Samarco ampliou acima do limite anual a barragem do Fundão, que ruiu em Mariana (MG). É o que aponta o despacho de indiciamento sob a acusação de crime ambiental da mineradora e de executivos da empresa feito pela Polícia Federal (PF) em 13 de janeiro. O documento mostra ainda que a leitura de equipamentos que medem o nível de água da represa estava com atraso de dez dias.


A reportagem teve acesso à documentação, assinada pelo delegado Roger Lima de Moura, chefe da equipe que investiga o rompimento da barragem, que aconteceu em 5 de novembro e deixou 17 mortos e dois desaparecidos.

Além da mineradora, foram indiciados a Vale - controladora da Samarco -, o ex-presidente da empresa Ricardo Vescovi e outros seis executivos e técnicos da companhia, além da Vogbr Recursos Hídricos e Geotecnia.

Segundo os delegados responsáveis pela investigação, funcionários da Samarco que prestaram depoimento afirmaram que o chamado alteamento anual da barragem chegaria a até 15 metros por ano.

O alteamento é a elevação da contenção da represa para que seja possível a colocação de mais rejeito de minério de ferro. Conforme um estudo obtido pela PF, cujo título é Técnicas Para Disposição de Rejeitos de Barragem, para represas como a de Fundão, o alteamento não pode ultrapassar de 5 a 10 metros por ano.

Os delegados apuraram ainda que a última leitura dos equipamentos que medem o volume de água na barragem, que em quantidades acima do permitido pode provocar o colapso da estrutura, foi feita em 26 de outubro, ou seja, 10 dias antes da tragédia.

Em depoimento, o então coordenador técnico de planejamento e monitoramento da Samarco, Wanderson Silvério Silva, um dos indiciados no caso, disse que "a leitura era semanal, e que os instrumentos estavam acertados para fazer uma leitura a cada seis horas".

A última, de acordo com o técnico, foi feita em 2 de novembro. Ele disse, porém, que "desde agosto ou setembro de 2015 as obras feitas na barragem estavam interferindo nos sinais".

Para os delegados, o envio de rejeitos de minério de ferro da mina da Vale, localizada em Mariana, para a barragem do Fundão também contribuiu para a tragédia.

Segundo as investigações, havia "falta de controle da quantidade de rejeitos que eram despejados na barragem de Fundão pela Vale, diferença entre o declarado primeiramente e o que foi constatado posteriormente, diferença entre o declarado pelas empresas Vale e Samarco e a quantidade real de rejeitos de lama despejados na barragem de Fundão".

Além disso, conforme os delegados, não foi repassada a "informação de que rejeitos da Vale eram despejados na barragem de Fundão para os técnicos que iriam fazer a declaração de estabilidade (da represa)".

Para a PF, a prática da Samarco era a de "aumento da produção mineral sem o desenvolvimento simultâneo de um plano para lidar com os rejeitos de forma segura".

Os delegados apontam contradições entre os depoimentos do ex-presidente da Samarco Ricardo Vescovi e do então diretor de operações, Kleber Terra. Este disse que relatórios sobre problemas da barragem eram apresentados em reuniões de diretoria, às vezes com a participação de Vescovi.

O ex-presidente, no entanto, negou que isso tenha ocorrido. Após o indiciamento, ele e Terra foram afastados dos cargos. A lama liberada pelo rompimento da barragem destruiu a fauna e a flora do Rio Doce e chegou ao litoral do Espírito Santo.

Defesa

Em nota, a Samarco disse que "a informação de que o alteamento da barragem de Fundão estava acima do permitido não procede. "A cota licenciada da barragem de Fundão era de 940 metros e, no dia do acidente, a cota era de 898 metros." A mineradora afirmou ainda que "a frequência da leitura dos piezômetros (equipamentos que medem o volume da água na barragem) era maior do que a recomendada no manual".

A Vale informou por meio de nota que "os valores reportados no Relatório Anual de Lavra (RAL) são de efluentes líquidos e rejeitos sólidos secos, e que no relatório não é possível fazer a separação entre tipos e destinos dos rejeitos". Ainda segundo a nota, "com relação aos rejeitos finos (lamas), os mesmos foram reportados no RAL e destinados às barragens da Samarco conforme acordo comercial entre Vale e Samarco".

A Vogbr foi procurada pelo reportagem, mas não se manifestou até as 21 horas desta terça-feira. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Petrobras: mais espinhos à frente


Pedro Luiz Rodrigues

Enganam-se os que pensam que para a Petrobras, o pior já passou.

Os imensos danos provocados à empresa pelos esquemas de corrupção descobertos pela operação Lava-Jato poderão agora ser substancialmente agravados, com o julgamento da ação coletiva (class action) a ser em breve iniciada em Nova York.

A indenização reivindicada pelos litigantes estrangeiros passou de 93 para 98 bilhões de dólares (cerca de 390 bilhões de reais).

Esse tipo de ação, possibilitado pela sistema judiciário dos EUA permite que litigantes pequenos  atuem em conjunto contra grandes empresas, o que aumenta a capacidade desses menores de contratar escritórios de advogacia  que tenham condições de enfrentar  em condições mais favoráveis os grandes departamentos jurídicos de multinacionais.

Os advogados da empresa brasileira bem que esforçaram por apresentá-la como uma pobre vítima dos meliantes nela colocadas pelo PT, para tentar escapar da grossa punição que a ameaça. Mas o juiz que cuida da causa em Nova York, Jed Rakoff, não aceitou a argumentação. O mesmo juiz aceitou ontem acolher uma segunda ação coletiva, apresentada por fundos de pensão de acadêmicos britânicos e funcionários públicos americanos.

É também prejudicial à Petrobras, a decisão de Rakoff de estender por quatro meses – até abril de 2015 – o período  de aceitação de danos aos acionistas internacionais, provocado pela divulgação de informações deliberadamente falsas feita pela empresa.

O juiz americano deve anunciar em breve a data para o início do julgamento.

Pedro Luiz Rodrigues, diplomata e jornalista, é da equipe do Diário do Poder.

Ex-ministro apoiará pedido de aborto legal por microcefalia no STF


Saúde

Temporão diz que se colocou à disposição de grupo que coordena ação no Legislativo
Publicado: 03 de fevereiro de 2016 às 08:10 - Atualizado às 09:17

O ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão (PSB-RJ) diz que apoiará a ação pelo direito legal ao aborto de fetos com microcefalia, que deve ser levada ao Supremo Tribunal Federal nas próximas semanas.

"Me coloquei à disposição (do grupo que levou a questão ao Judiciário) e vamos continuar em contato", diz Temporão, ministro entre 2007 e 2011, no segundo governo Lula. "Eu apoio que isso seja levado ao Supremo e que se levante a discussão."

Nas palavras do médico, atual diretor executivo do Instituto Sul-americano de Governo em Saúde (ISAGS), o projeto "já nasceria derrotado" caso a discussão acontecesse na Câmara dos Deputados. "Jamais passaria. Este é talvez o mais reacionário corpo de deputados e senadores da história republicana", diz.

Daí vem a escolha pelo poder Judiciário. "O Brasil vive um momento na política em que o cinismo, a mentira e a hipocrisia têm que terminar no contexto do aborto. Temos que enfrentar a realidade e deixar de fingir que não estamos vendo o que acontece. Abortos ilegais são feitos todos os dias nas camadas mais ricas da sociedade."

Como a BBC Brasil revelou na última quinta-feira, o mesmo grupo de advogados, acadêmicos e ativistas que articulou a descriminalização do aborto de fetos anencéfalos no STF, acatada em 2012, se organiza para levar ação similar à Suprema Corte em meio à epidemia de microcefalia que se espalha pelo país.

À frente da ação, a professora Debora Diniz diz que a interrupção de gestações "é só um dos pontos de uma ação maior", que também cobra políticas que erradiquem o mosquito Aedes aegipty, vetor do zika vírus, e garantias de acompanhamento e tratamento de crianças com deficiência ou má-formação por conta da doença.

Carlos Chagas--“SÓ OS DEUSES PODEM VER-SE UNS AOS OUTROS”


Calígula reuniu a corte em torno de seu trono para informar que a deusa Lua havia descido do céu e naquele momento preparava-se para beijá-lo. Todos confirmaram e aplaudiram, menos um. O Imperador dos romanos mandou cortar-lhe a cabeça. Antes, indagou do já quase decapitado Vitélio porque não estava vendo o edificante episódio que todos viam. O cortesão salvou-se com a resposta: “só os deuses podem ver-se uns aos outros.”


Guardadas as proporções, repete-se a situação. O PT em peso inclina-se perante o Lula, aceitando sua versão de que não é dono de triplex nenhum, muito menos possui um sítio em Atibaia e nem recebeu propina de empreiteiras para conseguir contratos com governos estrangeiros.


Vitélio está chegando com a resposta na ponta da língua: receber de graça apartamentos triplex, sítios e propina é prerrogativa de ex-presidentes do PT, imperadores que os companheiros devem aplaudir com entusiasmo. É o beijo da deusa Lua, ou melhor, das empreiteiras...


BLITZ SOBRE JOAQUIM BARBOSA
Posto em sossego, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, logo receberá investidas de pelo menos três pequenos partidos para aceitar sua candidatura a presidente da República, em 2018. Tem resistido até agora, tanto que não ingressou em nenhum. Mas não afasta a hipótese. Pesquisas por enquanto reservadas revelam chances para a quebra da ortodoxia partidária.


DEPOIS DO CARNAVAL
Pode ser ironia, mas a verdade é que nunca se viu tanta gente na rua quanto nesses dias que antecedem o Carnaval. Não apenas no Rio, mas até em São Paulo e outras capitais. A multidão cresceu em torno dos blocos, fenômeno que os sociólogos interpretariam melhor do que os cronistas carnavalescos. Parece que todo mundo pretende desabafar, mais do que celebrar. Um aviso de que depois da Quarta-feira de Cinzas a crise vai piorar.

Justiça dos EUA aceita ação que pode fazer a Petrobras pagar R$392 bilhões

Petrolão

Ação em Nova York sujeita Petrobras a perder US$98 bilhões
Publicado: 03 de fevereiro de 2016 às 11:09 - Atualizado às 11:32


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Briga de gangsters.



Lula rebate Alckmin: “Ele deve explicar desvios na merenda e no metrô”

Ex-presidente cobrou do tucano que se explique sobre as denúncias de corrupção em seu governo e a violência da polícia paulista contra estudantes. Mais cedo, governador disse que Lula é o “retrato do PT, partido envolvido em corrupção”
Apontados como pré-candidatos ao Planalto para 2018, Alckmin e Lula trocam acusações


O ex-presidente Lula rebateu neste sábado as críticas direcionadas a ele pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). “O Lula é o Partido dos Trabalhadores. O Lula é o retrato do PT, partido envolvido em corrupção, sem compromisso com as questões de natureza ética, sem limites”, declarou Alckmin nesta manhã. Por meio de nota divulgada pelo Instituto Lula, o ex-presidente cobrou do tucano que se explique sobre as denúncias de corrupção em seu governo, como as suspeitas de desvio no metrô e na merenda escolar, além da violência da polícia paulista contra estudantes.


“Seria mais proveitoso para a população de São Paulo se a imprensa perguntasse e o governador explicasse os desvios nas obras do metrô e na merenda escolar, a violência contra os estudantes e os números maquiados de homicídios no estado, ao invés de tentar desviar a atenção para um apartamento que não é e nunca foi de Lula”, disse o instituto, em nota.


No mesmo comunicado, a assessoria de Lula reiterou que ele nunca foi proprietário do apartamento triplex no Guarujá que virou alvo de investigação do Ministério Público (MP-SP) e da Operação Lava Jato. O petista e sua esposa, Marisa Letícia, vão depor ao Ministério Público sobre o caso.


Pela manhã, durante a entrega de novos veículos para as polícias Civil e Militar de São Paulo, Alckmin disse que é “triste” o atual momento do ex-presidente. “É muito triste o que nós estamos vendo, e o que a sociedade espera é que seja apurado com rigor e que se faça justiça”, declarou.


O presidente do PT, Rui Falcão, também criticou o governador paulista no Twitter. “Em vez de atacar Lula, o Alckmin deveria cuidar do governo dele, que tira comida da boca das crianças”, escreveu Falcão, em alusão à denúncia de um esquema milionário de desvios de recursos da merenda escolar das crianças para o financiamento de campanhas eleitorais do PSDB.


O presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez, o ex-chefe de gabinete da Casa Civil de Alckmin Luiz Roberto dos Santos, conhecido como “Moita”, o secretário de Transportes, Duarte Nogueira,todos tucanos, estão entre os citados pelo empresário Cássio Chebabi, delator do esquema.


Mais sobre Lula

Dilma cogitou se afastar do PT em dezembro, diz jornal


Segundo a Folha, a hipótese de afastamento e formação de um governo suprapartidário foi levantada quando petistas apoiaram a abertura do processo de cassação contra Cunha no Conselho de Ética, o que levou o peemedebista a dar andamento ao pedido de impeachment

A presidente Dilma Rousseff cogitou se licenciar do PT e propor um governo suprapartidário em dezembro do ano passado. É o que informa reportagem da Folha de S.Paulo. Segundo o jornal, essa hipótese foi levantada quando a cúpula do PT contrariou Dilma ao defender que os três deputados petistas do Conselho de Ética votassem pela continuidade do processo que pode levar à cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Após ser derrotado no conselho, Cunha deu andamento ao pedido de afastamento da presidente.



De acordo com as repórteres Daniela Lima e Marina Dias, o descolamento entre Dilma e o PT foi agravado pela resistência de petistas em apoiar o ajuste fiscal proposto pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy. A reportagem diz que o ex-presidente Lula sinalizou disposição em lutar para preservar o partido mesmo sem Dilma.


“Foi nesse cenário que Dilma ventilou a possibilidade de se afastar do PT. A ideia era sinalizar na direção de uma gestão na qual partidos de oposição e da base aliada poderiam, juntos, encontrar saídas para a crise. A presidente também se comprometeria a não se envolver na disputa por sua sucessão, em 2018”, diz trecho da reportagem.


Segundo a Folha, a tese foi debatida dentro do Palácio do Planalto e com parlamentares da base aliada e do próprio PT. Prevaleceu o consenso de que a estratégia até poderia render um suspiro de alívio, mas poderia também ser o atalho para o isolamento completo de Dilma. Diante disso, acrescentam as repórteres, a petista preferiu não arriscar.

Leia a reportagem na Folha

Aliados interrompem ação contra Cunha


Vice-presidente da Câmara aceita recurso movido por deputado fiel a Cunha para anular a votação de parecer pelo andamento da ação contra o peemedebista no Conselho de Ética
Ag. Câmara
Cunha ganha sobrevida com decisão de seu vice na Câmara


O Conselho de Ética da Câmara terá de votar novamente o parecer que pede a continuidade do processo contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por quebra de decoro parlamentar. A decisão de anular a votação que aprovou o parecer do relator do caso, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), foi tomada pelo vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), ainda no dia 22 de dezembro. Ele atendeu a um recurso impetrado pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS). Os dois são aliados de Cunha.


No documento, Marun questiona a negativa do pedido de vistas do processo apresentado pelo deputado Genecias Noronha (SD-CE), que deverá propor um parecer alternativo contrário ao andamento do julgamento de Cunha.


A decisão de Maranhão só chegou ao Conselho de Ética nesta terça-feira. Marun declarou que não ficou surpreso com o resultado: “É o que se esperava”. Com a anulação da votação do parecer a favor do julgamento de Cunha tomada por Maranhão, Genecias terá dois dias, a contar da primeira reunião do colegiado marcada para amanhã, para apresentar um novo relatório sobre o caso Cunha. Este relatório alternativo será submetido à votação junto com


o parecer original de Marcos Rogério. Se tiver apoio da maioria do Conselho de Ética, Cunha pode se livrar do processo de cassação pedido por deputados do Psol e da Rede.
Em resposta à interrupção do julgamento de Cunha no conselho de Ética, o Psol protocolou no colegiado um aditamento às denúncias que serviram de base para a à representação. São novas evidencias de que o presidente da Câmara utiliza o cargo para impedir a própria investigação.

A tropa de choque pró Cunha pretende paralisar o processo ainda no conselho ou aprovar uma punição mais branda do que a cassação do mandato pedida na representação contra o presidente da Casa.


Ainda existem mais dois recursos para barrar o processo contra Cunha. Um da defesa do próprio presidente da Câmara na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), questionando a condução do caso no colegiado, e outro de Marun também na CCJ. O recurso do deputado de Mato Grosso do Sul tem o mesmo teor do que foi provido por Waldir Maranhão: questionar a negativa do presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), de conceder pedidos de vistas feitos por deputados pró-Cunha.


Mais sobre Eduardo Cunha

A ameaça silenciosa contra a Lei da Ficha Limpa

Colunistas

Desde a promulgação da lei, diversas decisões da Justiça vêm resultando em sentenças favoráveis a políticos “ficha-suja”. A mais recente decisão contra a Ficha Limpa veio do STF, no apagar das luzes do ano passado


 
Em 2010, a cidadania brasileira saudou a aprovação de um dos maiores avanços jurídicos de combate à corrupção e aos maus costumes no meio político. Por si só, o trâmite do então projeto de lei de iniciativa popular da Lei da Ficha Limpa é digno de nota.


Ao todo, 1,6 milhão de assinaturas de cidadãos eleitores em formulários de papel, e outros tantos em petição eletrônica na internet. Uma rara demonstração de força e firmeza de propósito da sociedade.


Pela Lei Complementar n° 135/2010, a chamada Lei da Ficha Limpa, criou novas condições de inelegibilidade para candidatos em eleições majoritárias e proporcionais. A lei torna inelegível por oito anos um candidato que tiver o mandato cassado, renunciar para evitar a cassação ou for condenado por decisão de órgão colegiado (com mais de um juiz), mesmo que ainda exista a possibilidade de recursos.


Mas, como nem tudo são flores, desde a promulgação da nova lei, diversas decisões da Justiça, tanto no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral quanto no Supremo Tribunal Federal, vêm resultando em sentenças favoráveis a políticos cujo registro havia sido cassado pelos TREs dos estados.


A mais recente decisão contra a Ficha Limpa – e consequentemente contra a vontade de mais de dois milhões de cidadãos que querem candidatos com reputação ilibada e mais interessados no bem público do que nos “bens públicos” – veio do STF, no apagar das luzes do ano passado.


Um político da região serrana do estado do Rio de Janeiro candidatou-se a prefeito de Teresópolis protegido por um recurso ao tribunal eleitoral, visto que o mesmo já havia sido considerado inelegível pelo TSE até 2016. O motivo? Abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação. Ele venceu as eleições, teve sua candidatura invalidada em definitivo pelo TSE e o caso foi parar no Supremo.


Pois no dia 21 de dezembro de 2015, aproveitando-se do recesso do Judiciário, o político ingressou com um pedido de liminar. Para surpresa de muitos, o ministro Ricardo Lewandowski – numa decisão monocrática – determinou que “os votos obtidos pelo candidato sejam considerados válidos, em respeito à manifestação da soberania popular no pleito de 2012“.  E o político tomou posse do cargo de prefeito, deixando a cidade na incômoda situação de ter 3 prefeitos em apenas quatro meses.


Engana-se quem pensa que este é um caso isolado. Esta decisão acabou servindo de incentivo a outros políticos “pegos” na Ficha Limpa a apresentarem recursos no Supremo. E esta é uma perigosa flexibilização do disposto na Lei da Ficha Limpa.

Por exemplo, o candidato que venceu as eleições para prefeito de Criciúma (SC) e foi impedido pela justiça eleitoral entrou nessa onda e também apresentou recurso no meio do recesso do Judiciário. E o coerente ministro Ricardo Lewandowski também deu ganho de causa.VEJA O VIDEO

https://youtu.be/KBiyxSaqD-s

Resultado: mais um político inelegível toma posse, escarnecendo da sociedade e das leis. E isso com a ajuda, involuntária ou não, de um magistrado que acaba por confundir garantias constitucionais de alguns cidadãos “incomuns” com tolerância garantista para a perpetuação dos crimes contra os direitos fundamentais de todos os cidadãos.

Infelizmente, ele só se esqueceu da soberania dos milhões de cidadãos brasileiros que assinaram a Lei da Ficha Limpa e que ainda acreditam que essa seja uma ferramenta eficaz de combate aos desvios de recursos públicos e à corrupção política.


No caso de Teresópolis, como a decisão foi liminar, o pleno do STF ainda vai julgar em definitivo. Se a cidade se mobilizar e manifestar, temos alguma chance de reverter a situação. Quanto a Criciúma, o político só está aguardando a definição dos trâmites para tomar posse.


Não tem mágica. É preciso que a sociedade entenda de uma vez a sua responsabilidade política de exercer um efetivo controle social sobre mandatos e, principalmente, a devida execução dos orçamentos públicos. E, para isto, é fundamental a participação e o suporte às organizações da sociedade civil dedicadas ao controle social.


Em seu recente depoimento aqui para o programa Agentes de Cidadania da Voz do Cidadão, a ativista social Lizete Verillo, vai direto no ponto. Ela observa:



O que o Brasil precisa neste momento é a conscientização da sociedade sobre a importância do trabalho de organizações como a ong Nossa Teresópolis, a Rede Amarribo Brasil-IFC e tantas outras espalhadas pelo país. Valorizadas e fortalecidas, estas organizações podem lutar para que casos como esse de Teresópolis sejam cada vez mais a exceção. Lembrem-se: vítimas de trombas d´água, estouros de barragens e outras mazelas são na verdade vítimas de gestores públicos inescrupulosos“.


 Portanto, nas próximas eleições, cobre dos partidos políticos a escolha de nomes íntegros e de reputação ilibada para concorrer. E cobre desses nomes o compromisso com a res publica. Somente assim podemos evitar tristes casos como o de Teresópolis e Criciúma, e assim fortalecer a Lei da Ficha Limpa, a cidadania e a própria democracia em nosso país.




Rumo aos 50%


Tereza Cristina





A Presidente Dilma inicia o ano propondo novo achaque a população e ao setor produtivo, com a proposta de recriação da CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras!


O Governo Federal não está sozinho no ataque aos bolsos da sociedade que produz. Grande parte dos Estados, inclusive Mato Grosso do Sul, aproveitou os dias finais do ano e na esteira da União também promoveram aumento de vários impostos, elevando as cargas tributárias.


No âmbito do poder municipal, as prefeituras elevaram suas bases de cálculo do IPTU - Imposto Predial e Territorial Urbano, as alíquotas do ITBI - Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis e as de ISS - Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza sobre a construção civil. Alguns municípios já avançam sobre a propriedade rural com a imposição de valores base para a terra nua no ITR – Imposto Territorial Rural, que junto com as alíquotas vigentes inviabilizará a produção rural.


O ano de 2016 começa com a promessa de assistirmos a carga de impostos ultrapassar os 40% do PIB – Produto Interno Bruto caminhando rumo aos 50%.


Os Poderes Públicos não parecem trabalhar de maneira articulada ou, na pior das hipóteses, a intenção é de articuladamente sufocar a sociedade brasileira.


Somos o único país com carga tributária superior a 40%? A resposta é “NÃO”! Temos como companhia, por exemplo: Áustria (IDH 88,5%), Bélgica (IDH 89%), Dinamarca (IDH 92,3%), Finlândia (IDH 88,3%), Alemanha (IDH 91,6%), Noruega (IDH 94,4%), Suécia (IDH 90,7%).


Todos estes países integram o grupo das 25 nações com maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo. No nosso caso, acumulamos uma das maiores cargas tributárias, ocupando a posição 75 no ranking de IDH mundial, com índice de 75,5%. Muito a nossa frente, estão países como os Estados Unidos, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Chile, todos com IDH ao redor de 90% e cargas tributárias muito inferiores aos nossos 40%.


O mais grave é que todas as elevações dos tributos veem sem qualquer novidade quanto à melhoria das aplicações dos recursos arrecadados ou a novos investimentos. A justificativa de sempre é que o “Estado está falido”. É necessário cobrir o déficit! Melhoria de eficiência da máquina pública, cortes de gastos com pessoal e outros gastos correntes, reduções de vantagens acumuladas de maneiras discricionárias e melhorias dos controles do dinheiro público nunca são lembradas.


O que nos deixa mais apreensivos é que os serviços públicos estão cada vez mais deteriorados: a saúde é um flagelo, segurança pública e sistemas penitenciários precários, educação pública deficiente além de ideologicamente enviesada, assistência às populações vulneráveis sem porta de saída em direção à autonomia. A infraestrutura não é contemplada com o mínimo de investimentos e nem com padrão decente de manutenção do patrimônio, construído em tempos melhores.


Será que os 40% ou os 50% do PIB serão suficientes? Parece claro que estamos na rota errada. Não será penalizando quem produz com impostos mais elevados que viabilizaremos a Nação que todos queremos. Imaginamos um Estado todo poderoso suprindo a população com serviços esquecendo que é essa mesma população que arca com o ônus de suprir os necessários recursos através da tributação. Serviços públicos para atender direitos que se tornaram teóricos.


É preciso reagir! Enfrentar a realidade. O problema não está só na corrupção. É necessário promover alterações estruturais que tragam eficiência ao processo, melhorar a gestão da estrutura pública e o direcionamento dos recursos para o benefício de poucos.


É fundamental rever os privilégios que se acumularam e hoje se tornaram impossíveis de serem arcados pela sociedade. Não será aumentando impostos que conseguiremos isso.


Muito pelo contrário, será congelando e mesmo reduzindo a carga tributária que nos obrigaremos a modernizar o Poder Público quer seja federal, estadual ou municipal. Um Poder Legislativo atuante modernizando Legislações. Poderes Executivos que exigem gestão de qualidade descompromissada com joguetes políticos visando sempre atender a sociedade. Um Judiciário atento e rápido. Chega de jogar o problema para frente pela rota simplista de sobrecarregar a população com mais impostos.


A sociedade precisa ter consciência de que em 2016 trabalhará cerca de cinco meses, exclusivamente, para pagar imposto. É preciso cobrar competência e honestidade na gestão de seu suado dinheiro!




Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias é deputada federal pelo PSB-MS
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Publicado: 02 de fevereiro de 2016 às 16:40 - Atualizado às 19:00
Francine Marquez