#RioSãoFranciscoNãoPodeMorrer
terça-feira, 22 de março de 2016
21 de Março-Dia mundial das Florestas.
21 de Março - Dia Mundial das Florestas
Sem as florestas não seria possível a vida na Terra. São elas as principais estruturas vivas responsáveis pela estabilidade do clima no planeta.
No Brasil, a Floresta Amazônica contribui de forma decisiva para o
ciclo hidrológico, sendo a principal responsável pela manutenção da
umidade atmosférica em grande parte do país.
Sem ela, não seria viável a produção de alimentos em milhões de hectarese o abastecimento adequado de milhares de cursos e reservatórios de água que abastecem cidades e municípios em todo o território brasileiro. A industria nacional, os empregos e o bem estar da população estariam seriamente comprometidos.
Por todos estes motivos, não se esqueça da importância das árvores e principalmente da Floresta Amazônica. Faça sua parte, valorize e defenda a biodiversidade, pois sem ela não estaríamos aqui!
Sem ela, não seria viável a produção de alimentos em milhões de hectarese o abastecimento adequado de milhares de cursos e reservatórios de água que abastecem cidades e municípios em todo o território brasileiro. A industria nacional, os empregos e o bem estar da população estariam seriamente comprometidos.
Por todos estes motivos, não se esqueça da importância das árvores e principalmente da Floresta Amazônica. Faça sua parte, valorize e defenda a biodiversidade, pois sem ela não estaríamos aqui!
Infidelidade dos crocodilos é boa notícia para conservação
ECO
Por Vandré Fonseca- segunda-feira, 21 março 2016 17:09
Crocodilo-do-orinoco
é considerado o maior predador das Américas, mas está criticamente
ameaçado
de extinção. Foto: Josh More/Flickr
Esta é uma boa notícia para os esforços de reintrodução e conservação desta espécie considerada criticamente ameaçada de extinção pelos critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês).
O crocodilo-do-orinoco é o maior predador das Américas (maior do que o jacaré-açu amazônico), com registro de animais com mais de 6 metros de comprimento, mas devido à caça em busca de seu couro, a população dos animais foi bastante reduzida nos séculos XIX e XX. Hoje é uma das espécies de crocodilianos mais ameaçadas do mundo e está restrito a poucas populações no Vale do Orinoco, na Colômbia e Venezuela.
O estudo foi publicado em março, no jornal científico de acesso aberto PLOS ONE, pela equipe da pesquisadora Natalia Rosse Laferriere, da Universidade de Columbia, Estados Unidos. Por meio de análises genéticas, os pesquisadores descobriram que 14 fêmeas e 16 machos eram responsáveis pelos filhotes encontrados em 20 ninhos diferentes e, em cada ninho, os ovos haviam sido fertilizados por dois ou três machos diferentes.
De acordo com os pesquisadores, além de a paternidade múltipla contribui para aumentar a diversidade genética da espécie e, por ter sido registrada em uma população reintroduzida, atesta o sucesso do programa em curso. Mas eles admitem, no entanto, que são necessários mais estudos para descobrir outros fatores que podem ajudar nos esforços de conservação da espécie.
Eles verificaram também que os machos contribuem de forma desigual para a prole, alguns são responsáveis por um número maior de filhotes. O resultado indicou que apenas seis machos eram responsáveis por 90% da prole. E apenas dois ou três machos eram responsáveis por 70% dos filhotes. Foi a primeira evidência de múltipla paternidade (quando vários pais são responsáveis por fecundar ovos de uma mesma ninhada) na população de crocodilos reintroduzida na Estação Biológica.
Estudo foi realizado em ninhos de crocodilos reintroduzidos na Estação Biológica El Frio, na
Venezuela. Divulgação.
Parque das Neblinas é exemplo de regeneração natural da Mata Atlântica
- http://www.wikiparques.org/
- Por Rafael Ferreira
Parque das Neblinas (SP). Foto: Lucas Andrade
Localizado entre os municípios de Mogi das Cruzes e Bertioga (SP), o Parque das Neblinas é uma reserva privada com 6,1 mil hectares, gerida pelo Instituto Ecofuturo. Nas décadas de 1940 e 1950, boa parte da vegetação original da região foi transformada em carvão, destinado à siderurgia e, em seu lugar, eucaliptos foram plantados para o mesmo fim, sendo posteriormente usados para a fabricação de celulose.
Porém, no fim da década de 1980, teve início a introdução de diferentes técnicas de manejo florestal e estratégias de restauração da vegetação nativa, incorporadas à produção do eucalipto, com foco na conservação da biodiversidade, do solo e de recursos hídricos, possibilitando expressivos ganhos ambientais.
Com isso, o Parque se tornou uma prova de que é possível recuperar a floresta e proteger a fauna e flora. Atualmente, a área possui mais de 1.400 espécies da biodiversidade identificadas e foi reconhecida pelo Programa Homem e Biosfera da UNESCO como posto avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.
Conheça o Parque
Localizado ao lado do Parque Estadual da Serra do Mar, o Parque das Neblinas está aberto à visitação e é uma opção próxima à cidade de São Paulo. Desde que foi aberto ao público, em 2004, o local já recebeu mais de 30 mil pessoas e oferece atividades como trilhas autoguiadas e passeios de caiaque.
Além de visitação e manejo florestal, são desenvolvidos programas de pesquisa científica, conservação da biodiversidade, educação socioambiental e participação comunitária.
O agendamento das visitas deve ser feito com antecedência, pelo tel. 4724-0555, de segunda à sexta-feira, das 8h00 às 17h00, ou no e-mail parquedasneblinas@ecofuturo.org.br. O valor do ingresso custa R$ 40, mas pode variar de acordo com as atividades e alimentação contratadas.
Para mais informações sobre o Parque das Neblinas e o Instituto Ecofuturo, visite www.ecofuturo.org.br.
A dura realidade dos cachorros na Tailândia
De todos os países asiáticos mais visitados pelos turistas, a Tailândia é um dos mais conhecidos pela hospitalidade de sua gente, suas paisagens exóticas e suas praias maravilhosas. No entanto, como em qualquer outro lugar do planeta, esta nação conta com uma série de obscuridades que não são muito conhecidas a nível mundial.
Uma delas é a maneira na qual os cães vivem. Para surpresa dos nativos e estrangeiros, a realidade do melhor amigo do homem nesta parte do mundo não se reduz ao fato de que grande parte dos que moram neste lugar vivem perambulando nas ruas, mas sim que na Tailândia, os cães são a mercadoria de um comércio inexplicavelmente atroz.
Mesmo que o ideal seja ler histórias alegres e positivas para levantar o ânimo e escapar do estresse do dia a dia, quando ocorrem situações nas quais são cometidos atropelos impiedosos, a resposta mais contundente é exibir detalhadamente o crime para assinalar seus executores.
É por isso que a seguir vamos expor a dura realidade na qual vivem os cães neste exótico país.
Vítimas de um negócio desumano
Apertados e uivando de dor e desespero em pequenas jaulas de grade, a grande maioria dos cães na Tailândia parece estar condenada a sofrer as garras de um negócio muito comum em várias nações asiáticas: o contrabando de cães para o consumo de carne e pele.
Tudo funciona assim: como se fosse um filme de terror, os criminosos contratam um grupo de chamados “recolhedores”, cuja função é buscar a maior quantidade de cães que puderem para depois enviá-los ao matadouro e vender seu carne para restaurantes na Tailândia, assim como em outros países como o Vietnam, Laos e China.
Números assustadores
Neste selvagem e impiedoso contexto, os preços da carne variam de acordo com a raça e estado de saúde. Um cão de raça mestiça pode ser comprado a um preço próximo a oito reais para depois ser vendido por quatro, aqueles que se encontram doentes são trocados por garrafas de água.
Por outro lado, neste sanguinário negócio os cães mais rentáveis são os de pedigree, já que estes são vendidos por 48 reais na Tailândia, enquanto nos restaurantes do Vietnam podem chegar ao preço de 260 reais.
Segundo a Fundação Soi Dog, os recolhedores não só compram, mas também sequestram nas ruas ou roubam nas casas os cachorros de raça, por meio de violentas técnicas com as quais conseguem pegar o cão para depois retê-los em jaulas estreitas, nas quais ficarão até serem brutalmente assassinados e vendidos.
O certo é que segundo oficiais, estima-se que cerca de 2 a 3 mil cães são capturados ou comprados pelos contrabandistas, enquanto que 50 mil eram exportados ao Vietnam durante o ano de 2011.
Dessa forma, ativistas pelos direitos dos animais revelaram que na Tailândia come-se muito mais de 1 milhão de cães ao ano, por isso que se trata de um negócio que mesmo que seja ilegal e esteja sendo realizadas diferentes tipos de ações para detê-lo, encontra-se em expansão.
Leis na Tailândia contra este fato
Apesar de existirem leis que penalizam este tipo de atividade na Tailândia, a realidade é que estas se limitam ao ilícito do comércio e transporte de animais, além de não existirem leis contra a crueldade e o maltrato animal, o que traz como consequência que os criminosos sejam sentenciados a um período entre poucos meses a dois anos de prisão.
O pior disso tudo é que depois da realização das buscas correspondentes e da liberação dos cães dos insólitos recintos em que sobrevivem antes de serem massacrados, estes animais passam pouco tempo em centros de quarentena para depois serem devolvidos para as ruas, onde muitas vezes são novamente capturados por contrabandistas.
Apesar de se estar realizando esforços para mudar tudo isto, trata-se de uma realidade que ao menos em curto e médio prazo, dificilmente mudará para o cão que vive na Tailândia.
Fonte: Meus Animais
Nota do Olhar Animal: Enquanto no Brasil o massacre (ainda) se dá dentro dos Centros de Zoonoses, no Oriente o holocausto ocorre pelo hábito de consumi-los.
Hogwarts brasileira existe e está com matrículas abertas para sua 1ª turma
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A escola ficará em um castelo na cidade de Campos de Jordão, no estado de São Paulo. Em outubro do ano passado, foi realizado um evento teste de apenas um dia que reuniu mais de 300 fãs da saga. Agora, Vanessa abriu inscrições para um curso de quatro dias, entre 24 e 27 de junho de 2016, em um castelo de verdade.
Como em Hogwarts, os alunos vão viver e ter aulas no castelo (um hotel com mais de 6 mil metros de área construída e a 1700 metros de altitude). Ao chegarem no castelo, os alunos serão divididos pelo "chapéu seletor" online entre a Casa das Águias, Casa dos Esquilos, Casa das Serpentes e Casa dos Tigres.
"Por quatro dias, uniformizados com as típicas capas da EMB, os alunos se matricularão e frequentarão as aulas que mais forem de seu interesse. Há temas apropriados para todos os tipos de bruxos!", diz o site.
Os alunos deverão escolher oito dos 10 cursos oferecidos pela escola: Poções e Elixires, Cuidado dos Animais Mágicos, Adivinhação, Astromagia, Cultura Trouxa, Herbologia, História Mágica, Defesa Antitrevas, Feitiçaria, Voo (sim, tem uma disciplina que ensina a habilidade de voar). Eles receberão todo o material escolar para as aulas, que vão durar em torno de 40 minutos cada.
As aulas incluem recitar feitiços, jogar Quadribola (adaptação do jogo Quadribol), cuidar de "animais mágicos" e vivenciar "a rotina de uma escola de magia em um castelo de verdade."
Em entrevista ao HuffPost Brasil, a idealizadora do projeto, Vanessa, explica que toda a programação é inspirada na história de J.K. Rowling, mas com um toque brasileiro. "Fizemos algumas adaptações para o público, como a cerveja amanteigada. Aqui ela é gelada e é menos doce que a tradicional [vendida nos estúdios da Warner, em Londres]", conta.
Outra novidade é a carteirinha de estudantes bruxos. "Já temos clube de vantagens e fechei parcerias com lojas que darão descontos aos alunos que apresentarem a carteirinha na hora da compra."
Ela explica que a ideia surgiu depois de perceber que todas as feiras sobre a saga eram iguais. "Decidi criar um mundo paralelo, onde os fãs poderiam ter uma imersão completa e real do mundo da magia. O conteúdo dado em sala de aula é totalmente lúdico e voltado ao universo de Harry Potter", acrescenta.
Vanessa disse que a escola não pretende ser apenas uma cópia de Hogwarts. "Lá, as pessoas encarnam mesmo os personagens, igual a um RPG [jogo em que consiste interpretar papéis em um determinado universo fictício]. O objetivo é criar a nossa própria fanfic [narrativa fictícia escrita e divulgada por fãs]."
Estudar na Hogwarts brasileira custa, ao todo, R$ 1.850. O valor inclui a programação completa (que pode ser conferida aqui) de 24 a 27 de junho, alimentação, Copo Mágico Refil (refrigerante e chá gelado à vontade), cobertura de seguro saúde no período, transporte e o Kit Aluno -- apostilas, capa do uniforme, mapa do castelo da escola, carteirinha de estudante bruxo, medalha do torneio Taças das Casas e o diploma de conclusão do curso.
Veja abaixo fotos das instalações do castelo:
http://www.brasilpost.com.br/2016/01/22/hogwarts-no-brasil_n_9052706.html
Equilíbrio, seja bem-vindo às nossas vidas
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Atualizado:
Mas não há fórmula ou mágica que o garanta, o que deixa, para cada um de nós, a difícil tarefa de descobrir e pavimentar o próprio caminho. E enquanto nos perdemos em nossas rotas – ou nos trajetos alheios – uma série de dissabores da vida aparece.
Vêm o medo, a angústia, a ansiedade, a hesitação, a revolta, a culpa, o remorso e outros azedumes e amargores capazes de complicar, perturbar, comprometer, arriscar, paralisar e até mesmo aniquilar o mais básico de tudo, a sobrevivência.
Não nos faltam ofertas para fugir ou se alienar de tudo isso: medicamentos especializados e certeiros, êxtase infinito prometido em drogas, hábitos mandatórios que atraem a tão buscada felicidade. Apenas um pequeno e fundamental problema no meio disso tudo: viver bem inclui viver mal em determinados momentos e passar por maus bocados. E o sofrimento psíquico, variável em intensidade, faz parte de todos nós, assim como a tristeza, a frustração, a impotência e o conflito.
Por mais áridos e temerosos que sejam, esses sentimentos nos constituem e representam não só a complexidade do ser humano, como sua singularidade. Cada um de nós tem seu repertório de linguagem, seu referencial de cultura e, portanto, é afetado diferentemente por cada evento, seja ele bom ou ruim. É por isso que não há uma receita que nos conduza ao estado de plenitude, às horinhas de descuido, à tranquilidade, à saúde mental.
Existe, porém, o equilíbrio e sua busca, que não só apaziguam algumas agonias e dissolvem sofrimentos, como também nos deixam mais dispostos a reconhecer, em nós, características nem tão bem-vindas e a admitir o desconhecido em nossa própria personalidade.
Temos dificuldades diárias para conciliar o contraditório e o controverso nos outros e em nós mesmos. É natural que sejam difíceis, na medida em que nos expõem nossas limitações. Elas, aliás, também fazem parte do pacote.
Acolher angústias como parte de nós, e não como doenças, é um passo importante para o equilíbrio. Questionar sobre os próprios incômodos, também. Experimentar, sem rejeição, a incoerência e o sem sentido. Mergulhar nas próprias incertezas. Viver o luto (da morte ou de uma separação) – ele é essencial para a cicatrização de feridas incomensuráveis, sem contar que libera os afetos para novas situações na vida e, com isso, o recomeçar.
Sim, a sensação é de uma guerra interior pacificada e reativada em todos os momentos. Pode ser que falte o ar. Pode ser que o choro saia, desenfreado. Pode ser que a raiva cegue. Pode ser que ela, a depressão, se desenvolva. Mas permitir-se vulnerável e identificar fraquezas é o tipo de coisa que fortalece. Ajuda a construir o caminho mencionado lá em cima.
E para auxiliar você a fazer perguntas que levem a boas trajetórias, o HuffPost Brasil vai trazer conteúdos exclusivos e cuidadosos em nossa seção Equilíbrio.
Não temos o intuito de nortear escolhas de vida ou julgar atitudes. O objetivo aqui é pensar nossas incoerências e permitir que novos sentidos se construam sobre as experiências de cada um.
Bem-vindos ao ilimitado território da subjetividade!
LEIA MAIS:
- Estudo mostra que saúde e bem-estar dependem de relações íntimas e de qualidade
- O cinema e a literatura podem dar aquela valorizada nas nossas vidas comuns
- Quer dizer que sou obrigada a ser feliz?
A França se tornou o primeiro país a obrigar os supermercados a doarem aos necessitados a comida que não tiver sido vendida.

French
supermarkets will be banned from throwing away or destroying unsold
food and must instead donate it to charities or allow it to be turned
into animal food or compost.
Os necessários jardins da resistência
0/02/2016 - 07H49 - Ananda Apple
Todo verão, volto para o Sul para rever a família e o lugar verde mais
lindo do (meu) mundo – a Serra Gaúcha. Escrevo para você diante das
montanhas de mata virgem e junto de araucárias milenares. Há duas com
raízes feito patas de dinossauro, que já estavam aqui antes de Cabral e
atraem muitos turistas. Uma fica em Nova Petrópolis e outra em Canela.
Adoro ver as casinhas dos colonos alemães e italianos.
São cercadas de hortênsias e têm porão de pedra para guardar o vinho, sótãos para secar o milho e alpendres de madeira onde os descendentes de imigrantes conversam tomando chimarrão e comendo cuca: “Tu me chama o pessoali pra comer o pón de aipim com chimía da nona!”. Isso é gauchês com alemão e italiano. Chimia é o jeito sulista de falar schmier - geleia em alemão.
Nestas casas que felizmente resistem na Serra, há jardins com uma enorme mistura de flores anuais, formando tapetes coloridos e lindamente desordenados. Há onze-horas, margaridas, perpétuas roxas, sálvias vermelhas, roseiras compridas, zínias, frésias cheirosas. Dão flor o ano todo, porque, quando seca uma espécie, começa a outra. E mais - é tudo meio misturado com a horta.
Ao lado das rosas vermelhas tem couve, a flor de abóbora se entende com a capuchinha, o manjericão perfuma o ar e atrai abelhas nativas sem ferrão ao lado das lavandas. Boniteza para ver e comer. Você tem ali algo de jardim inglês, ou da região provençal, ou mesmo uma tela de Monet. Se fosse na Europa, achariam magnífico, tirariam mil fotos. Aqui é normal. E para algumas cabeças, infelizmente, é “coisa de colono pobre”.
Pois era aí que eu queria chegar. Ao passear pela Serra e constatar uma explosão de casas novas, notei a invasão maciça de um paisagismo medíocre e danoso. Quase todos os jardins recentes de Nova Petrópolis, uma cidade de colonização alemã, estão tomados por meia dúzia de espécies estrangeiras.
Seja em casas, seja em prédios, só se veem buxinhos, ligustros, bambus nandina, tuias, cicas e podocarpos. Todos sinistramente podados em forma de bola ou de cone para parecerem coisa que não são. Essas plantas asiáticas têm florada insignificante e cores monótonas. São de baixa manutenção e baratas, por causa da demanda. Sim, elas têm sua beleza e uso, conforme o lugar e o tipo de jardim, mas jamais em todos.
E isso se repete em muitas outras cidades da Serra. E nos milhares de condomínios de São Paulo e, muito provavelmente, na sua cidade também. O preço dessa “economia” é a perda da cor, dos aromas, do alimento dos nossos pássaros e insetos polinizadores.
E mais: é também assim que se perde a riqueza botânica no país que tem a maior diversidade de plantas do planeta. Boa parte de nossas espécies nativas (e de outras procedências) existe no mercado. E continuará existindo se você souber olhar além desses jardins uniformizados. Comer cuca com chimia é delicioso. Ou churrasco. Ou vatapá. Mas não só isso todos os dias.
Ananda Apple (@anandaappleoficial) é repórter da TV Globo especializada em natureza e apresentadora do Quadro Verde do Bom Dia São Paulo
Em sua coluna de estreia, a jornalista Ananda Apple fala sobre a invasão maciça de um paisagismo medíocre e danoso nas novas casas da Serra Gaúcha. Entenda
Adoro ver as casinhas dos colonos alemães e italianos.
São cercadas de hortênsias e têm porão de pedra para guardar o vinho, sótãos para secar o milho e alpendres de madeira onde os descendentes de imigrantes conversam tomando chimarrão e comendo cuca: “Tu me chama o pessoali pra comer o pón de aipim com chimía da nona!”. Isso é gauchês com alemão e italiano. Chimia é o jeito sulista de falar schmier - geleia em alemão.
Nestas casas que felizmente resistem na Serra, há jardins com uma enorme mistura de flores anuais, formando tapetes coloridos e lindamente desordenados. Há onze-horas, margaridas, perpétuas roxas, sálvias vermelhas, roseiras compridas, zínias, frésias cheirosas. Dão flor o ano todo, porque, quando seca uma espécie, começa a outra. E mais - é tudo meio misturado com a horta.
Ao lado das rosas vermelhas tem couve, a flor de abóbora se entende com a capuchinha, o manjericão perfuma o ar e atrai abelhas nativas sem ferrão ao lado das lavandas. Boniteza para ver e comer. Você tem ali algo de jardim inglês, ou da região provençal, ou mesmo uma tela de Monet. Se fosse na Europa, achariam magnífico, tirariam mil fotos. Aqui é normal. E para algumas cabeças, infelizmente, é “coisa de colono pobre”.
Pois era aí que eu queria chegar. Ao passear pela Serra e constatar uma explosão de casas novas, notei a invasão maciça de um paisagismo medíocre e danoso. Quase todos os jardins recentes de Nova Petrópolis, uma cidade de colonização alemã, estão tomados por meia dúzia de espécies estrangeiras.
Seja em casas, seja em prédios, só se veem buxinhos, ligustros, bambus nandina, tuias, cicas e podocarpos. Todos sinistramente podados em forma de bola ou de cone para parecerem coisa que não são. Essas plantas asiáticas têm florada insignificante e cores monótonas. São de baixa manutenção e baratas, por causa da demanda. Sim, elas têm sua beleza e uso, conforme o lugar e o tipo de jardim, mas jamais em todos.
E isso se repete em muitas outras cidades da Serra. E nos milhares de condomínios de São Paulo e, muito provavelmente, na sua cidade também. O preço dessa “economia” é a perda da cor, dos aromas, do alimento dos nossos pássaros e insetos polinizadores.
E mais: é também assim que se perde a riqueza botânica no país que tem a maior diversidade de plantas do planeta. Boa parte de nossas espécies nativas (e de outras procedências) existe no mercado. E continuará existindo se você souber olhar além desses jardins uniformizados. Comer cuca com chimia é delicioso. Ou churrasco. Ou vatapá. Mas não só isso todos os dias.
Ananda Apple (@anandaappleoficial) é repórter da TV Globo especializada em natureza e apresentadora do Quadro Verde do Bom Dia São Paulo
Significado de "cuidar" de um jardim.
Vc escolhe...
Árvore, Ser Tecnológico
"Sem
compreender as necessidades de uma cidade e, principalmente, sem
compreender as funções das áreas verdes, o paisagista não poderá
realizar jardins" -- Roberto Burle Marx.
O projeto de paisagismo urbano dentro de um contexto sócio-cultural entende forma e função ao lado de princípios de equilíbrio estético da vegetação, da área construída e dos espaços de circulação.
Cuidar de um jardim não é fazer uma árvore quadrada, é abranger características do espaço, das águas, da vida e do homem, de forma a harmonizar e tornar cada vez mais prazerosa esta convivência. É lembrar da riqueza botânica brasileira, que tem uma das floras mais impressionantes do planeta.
O projeto de paisagismo urbano dentro de um contexto sócio-cultural entende forma e função ao lado de princípios de equilíbrio estético da vegetação, da área construída e dos espaços de circulação.
Cuidar de um jardim não é fazer uma árvore quadrada, é abranger características do espaço, das águas, da vida e do homem, de forma a harmonizar e tornar cada vez mais prazerosa esta convivência. É lembrar da riqueza botânica brasileira, que tem uma das floras mais impressionantes do planeta.
Leia também:
Um pé de quê fala sobre Roberto Burle Marx: https://goo.gl/wqLBW0
Os necessários jardins da resistência: http://goo.gl/uMtuZg
Um pé de quê fala sobre Roberto Burle Marx: https://goo.gl/wqLBW0
Os necessários jardins da resistência: http://goo.gl/uMtuZg
Final surpreendente.
https://www.facebook.com/iloveklove/videos/10152813063731993/
Luiz Mourão shared ILoveKLOVE's video.

-0:24
36,825,803 Views
ILoveKLOVE added a new video.
¡Simplemente espectacular! Tienes que ver el final.
Combinação interessante.Van Gogh em 3D.
Luiz Mourão shared Incrível's video.
February 26 at 6:49pm ·
caso não abra aperte o link abaixo por favor:
https://www.facebook.com/incrivelclub/videos/1738361243059704/
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-1:23
4,126,624 Views
As incríveis pinturas de Van Gogh ganham vida graças à animação 3D. Por Luca Agnani Studio.
Programa Água Brasil lança nova fase com foco no Cerrado
No período de 2016 a 2020, está previsto investimento de R$ 50 milhões com objetivo de aumentar a disponibilidade hídrica e a cobertura de vegetação nativa nas bacias atendidas pelo Programa; desenvolver modelos de negócios para promoção da restauração e manejo de florestas, eficiência hídrica e energética; conscientizar a sociedade sobre o uso inteligente da água e do meio ambiente; e novos estudos e ferramentas para gerenciamento de risco socioambiental.
No campo, o programa terá sua atuação focada no bioma Cerrado, considerado o “berço das águas” no Brasil. Nesta região nascem seis das oito grandes bacias do país, como a Amazônica e São Francisco. Apesar de sua grande importância, o Cerrado está ameaçado e necessita de iniciativas inovadoras em gestão de recursos hídricos.
O Programa Água Brasil contribuirá ainda com as metas do iNDC brasileiro (intended Nationally Determined Contribution) - compromisso firmado com as Nações Unidas para redução voluntária de emissões de gases de efeito estufa e recuperação de floresta nativa, assumido na COP 21, em Paris.
"Com os resultados relevantes dos cinco anos do Programa sob o ponto de vista econômico, social e ambiental, nós do Banco do Brasil juntamente com os parceiros, estamos confiantes para dar continuidade à conservação de um bem que é tão vital para as organizações, sociedade e meio ambiente", afirma Osmar Dias, vice-Presidente de Agronegócios e micro e pequenas empresas do Banco do Brasil, porta-voz do Programa Água Brasil.
O CEO do WWF-Brasil, Carlos Nomoto, comemora a nova etapa do Programa: “Cada vez mais em pauta no Brasil, as questões relacionadas à água são foco do Programa Água Brasil há cinco anos, e já beneficiou 11 milhões de pessoas direta e indiretamente. Agora ganhamos um novo impulso para trabalhar no aumento da recuperação florestal em larga escala, com inclusão social e geração de renda”.
O Programa
O Programa Água Brasil é uma iniciativa do Banco do Brasil, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, WWF-Brasil e Agência Nacional de Águas (ANA), que dissemina ações sustentáveis, desenvolve modelos de negócios e mobiliza a população para a melhoria da qualidade e ampliação da qualidade de água no país.
Criado em 2010, atua no campo com boas práticas ambientais, como restauro de vegetação, próximas a bacias hidrográficas e, em seu primeiro momento, também investiu na conscientização sobre consumo e descarte no ambiente urbano.
Em seus primeiros cinco anos, mais de 11 milhões de pessoas foram beneficiadas direta e indiretamente nos eixos Água e Agricultura e Cidades Sustentáveis do projeto.
Na microbacia de Pipiripau (DF) houve um aumento da oferta de água suficiente para mais de 37 mil pessoas nas cidades de Planaltina e Sobradinho. Em Guariroba (MS), o aumento foi o bastante para mais de 40 mil pessoas em Campo Grande.
Na primeira fase, os biomas Cerrado e Caatinga foram impactados com o desenvolvimento da produção agroecológica de alimentos, enquanto na Mata Atlântica houve o crescimento da produção sustentável de cana-de-açúcar e diminuição de até 30% nos custos de recuperação florestal.
No Norte e Sul do país, mais de 50 mil pessoas foram conscientizadas sobre o consumo e a gestão de resíduos sólidos.
No primeiro ciclo, que compreendeu de 2010 a 2015, o investimento foi de R$58 milhões.
Saiba mais em www.bb.com.br/aguabrasil
Sobre o Banco do Brasil
O Banco do Brasil é a maior instituição financeira da América Latina. Com sólida função social e com competência para lidar com os negócios financeiros, acredita e demonstra que é possível ser uma empresa lucrativa e oferecer benefícios para a sociedade – o que sempre o diferenciou da concorrência.
Sobre a Fundação Banco do Brasil
Em 30 anos de existência, a Fundação Banco do Brasil estruturou sua atuação de forma a identificar e mobilizar diferentes atores sociais na busca por soluções efetivas para aspectos fundamentais do desenvolvimento sustentável das comunidades brasileiras. Nos últimos anos, entre 2004 e 2015, mais de 3 milhões de pessoas tiveram suas vidas transformadas pelos quase 6 mil projetos apoiados e pelos investimentos sociais, que totalizam R$ 2,3 bilhões. A missão é melhorar a vida das pessoas, promovendo a inclusão socioprodutiva, o desenvolvimento sustentável e as tecnologias sociais.
Sobre o WWF
O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Sobre a Agência Nacional de Águas (ANA)
A ANA tem como missão implementar e coordenar a gestão compartilhada e integrada dos recursos hídricos e regular o acesso à água, promovendo o seu uso sustentável em benefício da atual e das futuras gerações. A instituição possui outras definições estratégicas centrais, tendo como foco o uso sustentável da água e o objetivo de ser reconhecida pela sociedade como a referência na gestão e regulação dos recursos hídricos e na promoção de seu uso sustentável.
ONU alerta Brasil sobre retrocessos na proteção dos direitos indígenas
Publicado em março 21, 2016 por Redação
A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, afirmou que o Brasil teve “retrocessos extremamente preocupantes na proteção dos direitos dos povos indígenas” nos últimos oito anos. “Uma tendência que continuará a se agravar caso não sejam tomadas medidas decisivas por parte do governo para revertê-la”, informou Victoria no relato que fez ao fim de sua missão ao Brasil.
Entre as recomendações preliminares estão a proteção de lideranças indígenas e investigações sobre todos os assassinatos de indígenas, esforços para superar impasses e concluir as demarcações de terras, revisão dos cortes no Orçamento e fortalecimento da Fundação Nacional do Índio (Funai), além da garantia do direito dos indígenas de serem consultados previamente em relação a políticas, legislação e projetos que tenham impacto sobre seus direitos.
Victoria encerrou na quinta-feira (17) uma visita de dez dias ao Brasil, quando conversou, entre outras autoridades, com representantes de governos e de mais de 50 povos indígenas no Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Bahia e Pará.
O objetivo foi identificar os principais problemas enfrentados pelos povos indígenas no país e acompanhar o cumprimento das recomendações feitas em 2008, em missão semelhante de seu predecessor James Anaya. O relatório da visita será apresentado em setembro deste ano ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
“Em termos gerais, minha primeira impressão após essa visita é de que o Brasil tem uma série de disposições constitucionais exemplares em relação aos direitos dos povos indígenas”, acrescentou. Entretanto, segundo ela, os riscos enfrentados pelos povos indígenas “estão mais presentes do que nunca” desde a adoção da Constituição de 1988.
Protesto
de índios kayapós contra a aprovação da PEC 215, que muda regras para
demarcação de terras indígenas. Foto: Arquivo/Antonio Cruz/Agência
Brasil
Para a relatora da ONU, entre os desafios enfrentados pelos indígenas está a proposta de emenda à Constituição (PEC) 215, que transfere ao Congresso Nacional a decisão final sobre a demarcação de terras, e outras legislações que “solapam os direitos dos povos indígenas a terras, territórios e recursos”.
Ela ainda criticou a interrupção dos processos de demarcação, incluindo 20 terras indígenas pendentes de homologação pela Presidência da República, a incapacidade de proteger as terras indígenas contra atividades ilegais, os despejos em curso e os efeitos negativos dos megaprojetos de infraestrutura em territórios indígenas ou perto deles, como a Hidrelétrica de Belo Monte.
Outros pontos citados foram a violência, assassinatos, ameaças e intimidações contra os povos indígenas perpetuados pela impunidade e a prestação inadequada de cuidados à saúde, educação e serviços sociais, “tal como assinalam os indicadores relacionados ao suicídio de jovens, casos de adoção ilegal de crianças indígenas, mortalidade infantil e alcoolismo”.
A relatora ressaltou sua preocupação com a apresentação distorcida da mídia que retrata os povos indígenas como detentores de grandes extensões de terra em comparação com suas populações, “quando, na verdade, é o setor do agronegócio que detém um percentual desproporcional do território brasileiro”.
Iniciativas
“Mesmo onde os povos indígenas têm terras demarcadas na Região Amazônica. Ees não desfrutam do efetivo controle sobre seus recursos devido às crescentes invasões e atividades ilegais, tais como mineração e extração de madeira”, afirmou.
Em seu balanço inicial, Victoria elogiou algumas medidas e iniciativas do governo brasileiro, como o papel construtivo e proativo da Funai e do Ministério Público Federal, “apesar de terem de atuar em circunstâncias difíceis”, a oposição do governo à PEC 215 e os esforços no sentido de implementar serviços diferenciados para os povos indígenas em saúde, educação e assistência social.
A relatora também destacou a atuação das organizações da sociedade civil e a proatividade dos povos indígenas para efetivação de seus direitos, como a autoproteção e autodemarcação de terras e o estabelecimento de alianças com comunidades quilombolas e ribeirinhas.
A declaração completa da relatora está disponível na página da ONU Brasil na internet.
Por Andreia Verdélio, da Agência Brasil, in EcoDebate, 21/03/2016
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