terça-feira, 22 de abril de 2014

Principais noticias veiculadas pelos principais jornais brasileiros

Presidenta rebate declaração de ex-presidente da estatal de que “não pode fugir da responsabilidade” sobre a compra da refinaria de Pasadena e reafirma ter dado aval para o negócio após se basear em resumo que omitiu duas cláusulas importantes do contrato



O Estado de S. Paulo

Dilma responde a Gabrielli e no rádio exalta as gestões do PT na Petrobrás

A presidente Dilma Rousseff rebateu ontem a declaração do ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli de que ela “não pode fugir da responsabilidade” sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Dilma, por meio de seu ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, reafirmou ter aprovado o negócio em 2006 com base em um resumo executivo que não continha duas cláusulas importantes do contrato.

Para evitar que o conflito se estenda ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem Gabrielli é próximo, Dilma aproveitou mais cedo o seu programa semanal de rádio para enaltecer as gestões petistas à frente da Petrobrás.

A entrevista de Gabrielli ao Estado, publicada no domingo, contrariou Dilma por causa da cobrança feita pelo ex-presidente da companhia. Ontem ela acionou Mercadante por telefone e pediu que ele divulgasse seu posicionamento.

“Como já foi dito pela presidente e demais membros do Conselho de Administração da Petrobrás, eles assumiram as suas responsabilidades nos termos do resumo executivo que foi apresentado pelo diretor internacional da empresa”, disse o ministro ao Estado. “Este episódio está fartamente documentado pelas atas do conselho que demonstraram que os conselheiros não tiveram acesso às cláusulas Marlim e Put Option e não deliberaram sobre a compra da segunda parcela. Gabrielli, como presidente da Petrobrás à época, participou de todas as reuniões do conselho e assinou todas as atas que sustentam integralmente as manifestações da presidente.”

Pizzolato depõe sobre ‘operador’ de ex-premiê

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato prestou depoimento à Justiça Italiana sobre suposto envolvimento com o italiano Valter Lavitola, conhecido como operador do ex-premiê italiano Silvio Berlusconi. Investigações conduzidas pela Justiça italiana apontam que Henrique Pizzolato mantinha uma “relação estreita” com Lavitola, que já morou no Brasil e hoje está preso nas proximidades de Nápoles. Os indícios apontam para a existência de “negócios conjuntos” que envolveria interesses de empresas de telecomunicações italianas no Brasil.

Pizzolato foi condenado no processo do mensalão no Brasil, mas fugiu para a Itália antes de ser detido. Em fevereiro, depois de cinco meses foragido, ele foi capturado em Maranello, após entrar no país europeu com documentos falsos de um irmão morto há mais de 30 anos. Por envolvimento com o mensalão, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a pena de 12 anos e 7 meses de prisão pelos crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

Aécio critica ‘aparelhamento e compadrio’

A tradicional cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência transformou nesta segunda-feira, 21, a Praça Tiradentes, em Ouro Preto, em palanque para o pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, que, sem citar nomes, fez fortes ataques ao governo federal e ao PT.

A convite do governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP), Aécio foi o orador oficial da cerimônia, que ele mesmo chamou de “a mais importante tribuna de Minas” e aproveitou a oportunidade para fazer um discurso de candidato no qual defendeu um novo pacto federativo e uma reforma política.

“O País nos cobra, exausto e indignado, a necessidade de uma reforma política, onde não haja qualquer espaço para a conivência, aparelhamento, compadrio e os desvios de conduta e a corrupção endêmica que tomou de assalto o Estado nacional”, disse o senador tucano.

Marina: Dilma deixou como marca de governo o retrocesso

A ex-senadora Marina Silva disse em entrevista a uma rede de televisão chinesa que a presidente Dilma Rousseff não conseguiu firmar um estilo próprio à frente do Palácio do Planalto. “Infelizmente, a presidente Dilma não foi capaz de ter a própria marca de governo, a não ser a marca do retrocesso”, afirmou à CCTV America, unidade da rede chinesa em Washington. Marina foi à capital dos Estados Unidos participar de um evento sobre o ambientalista brasileiro Chico Mendes.

Indagada sobre um ponto positivo e outro negativo do atual governo, Marina disse que, apesar de ter sido bom para o País manter as políticas sociais da gestão do ex-presidente Lula, o governo Dilma é marcado por retrocessos. Ela citou o baixo crescimento da economia, a inflação, dificuldades no planejamento da infraestrutura e a recente situação energética. Além disso, segundo Marina, o governo retrocedeu no que se refere à renda, à proteção das florestas e dos direitos indígenas.

Eduardo Campos defende maior independência do BC

O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, disse em entrevista nesta segunda-feira, 21, que está inclinado a defender que o Banco Central (BC) seja formalmente independente e avaliou que esta seria uma forma de aumentar a confiança na economia do País. Ele afirmou que ainda discute com seu time se a proposta será incluída em sua plataforma de campanha. Na avaliação de Campos, seria possível “encorajar investidores” e “ajudar o Brasil a retomar o rápido crescimento”.

Campos falou ainda sobre a Petrobras e defendeu que a companhia precisa de mais “transparência” em sua política de preços. O ex-governador de Pernambuco considerou que a empresa de petróleo sofre interferência política e disse que é preciso libertá-la destes efeitos. O candidato do PSB falou também sobre a necessidade de simplificar a legislação tributária para que o País seja mais competitivo. Ele afirmou que o Brasil precisa melhorar infraestrutura e produtividade para competir globalmente e abastecer o mundo com mais do que commodities. “O Brasil precisa ser mais do que uma grande fazenda, exportando materiais no estado bruto”, declarou.

Folha de S. Paulo
Sócia tentou reaver 50% de refinaria, e Petrobras recusou

A perda bilionária registrada com a refinaria de Pasadena, que tem exigido da presidente Dilma Rousseff e de executivos da Petrobras um grande esforço para explicar sua compra, poderia ter sido um negócio com impacto financeiro bem menor caso a empresa tivesse topado vendê-la de volta aos sócios, como eles chegaram a propor.
O grupo belga Astra, de quem a Petrobras comprou metade da refinaria em 2006 por US$ 360 milhões, aí incluídos estoques de petróleo, sugeriu ao então presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli recomprar a fatia na empresa, em 2007. Na época, os dois sócios começaram a divergir sobre os planos para investir na unidade.
A informação consta de depoimentos dados por executivos do Grupo Astra à Associação Americana de Arbitragem, aos quais a Folha teve acesso. O tribunal foi um dos que julgaram a disputa entre as sócias entre 2008 e 2012.

Planalto aposta que polêmica da refinaria deverá perder força

Petistas e integrantes da cúpula do governo apostam que, se a CPI da Petrobras não for enterrada nesta semana, como eles esperam, a polêmica em torno da compra da refinaria de Pasadena tenderá a “morrer” em breve.

Para o grupo, apesar das declarações de José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, segundo o qual a presidente Dilma Rousseff tem, sim, responsabilidade pelo negócio, a estratégia da oposição de manter a petista no foco do debate não prosperará por muito mais tempo.

Em entrevista publicada anteontem em “O Estado de S. Paulo”, Gabrielli disse que Dilma “não pode fugir à responsabilidade” no caso, mas não fez acusação concreta à presidente, que chefiava o Conselho de Administração da Petrobras quando o negócio de Pasadena foi aprovado.

TCU raramente pune conselheiro de estatal

As punições do Tribunal de Contas da União a conselheiros de estatais são raras e aplicadas apenas em casos de atos de omissão continuada.
É o que mostra a jurisprudência –decisões anteriores que orientam os juízes em casos semelhantes– do órgão que está analisando a polêmica compra da refinaria de Pasadena (EUA), em 2006.

Dilma Rousseff era, nesse período, presidente do conselho da Petrobras, órgão responsável por referendar ou não decisões importantes tomadas pelos diretores.
No caso da compra da refinaria, Dilma diz que só aprovou a compra –que depois se mostrou um mau negócio para a estatal– porque recebeu informações incompletas sobre a operação na época.

PF investiga relação de ministro com ex-diretor da Petrobras

A Polícia Federal investiga por que o nome e o telefone do ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) estão numa agenda do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, indiciado sob suspeita de integrar esquema de lavagem de dinheiro comandado por doleiros.

A agenda, com anotações referentes a 2012 e 2013, foi apreendida na Operação Lava Jato, deflagrada em março para apurar movimentação suspeita de R$ 10 bilhões.

A PF verifica eventuais ligações dos nomes e empresas citadas com o esquema investigado. Num segundo momento, os agentes pretendem averiguar se as pessoas citadas participaram ou não de irregularidades.

O nome de Miguel Rossetto está grafado com apenas um “t”. Abaixo dele, há dois números de telefones. Um deles é o da Petrobras Biocombustível, subsidiária da estatal que Rossetto comandava até o mês passado, quando foi convidado por Dilma Rousseff para reassumir o Desenvolvimento Agrário.

A agenda apreendida contém ainda nomes de empresários, diretores e presidentes de firmas ligadas à Petrobras e siglas e iniciais que a PF acredita serem de políticos, alguns do PP.

Relator da Câmara defende que Vargas seja investigado

Relator do processo contra André Vargas (PT-PR) no Conselho de Ética da Câmara, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) pedirá hoje a continuidade da investigação sobre o petista pela suspeita de tráfico de influência no Ministério da Saúde e uso do jatinho do doleiro Alberto Youssef.

Preso como pivô da Operação Lava Jato, da PF, Youssef está no centro da investigação sobre um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado R$ 10 bilhões ilegalmente.

Segundo a Folha apurou, Delgado deve apresentar parecer preliminar pela admissibilidade da representação que pede investigação do ex-vice-presidente da Câmara.

Barbosa deverá dar autorização para que Dirceu trabalhe fora

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, deve analisar o pedido de trabalho externo feito pelo ex-ministro José Dirceu nesta semana. Segundo a Folha apurou com pessoas próximas ao ministro, a expectativa é que a autorização seja concedida.

Dirceu é o único dos condenados no mensalão que ainda não teve seu pedido de trabalho analisado pela Justiça. Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto, o ex-ministro tenta trabalhar como auxiliar no escritório de advocacia de José Gerardo Grossi, em Brasília, com um salário de R$ 2,1 mil mensais.

O pedido de trabalho externo foi referendado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no dia 11. Em parecer enviado ao Supremo, ele disse que as conclusões do sistema penitenciário de Brasília, relatando não ser possível provar se Dirceu usou um celular dentro da prisão, eram suficientes para se encerrar a investigação contra o ex-ministro. Por isso, o trabalho externo deveria ser assegurado.

Aécio ataca o Planalto em evento sobre a Inconfidência em Minas

O pré-candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, aproveitou ontem a celebração da Inconfidência Mineira, em Ouro Preto (MG), para criticar o governo federal. Ele foi o orador oficial do evento.

Somente as autoridades e os convidados –além dos seguranças e artistas– puderam participar da cerimônia na praça Tiradentes. A população local e os turistas foram mantidos à distância.

Aécio atacou o Planalto por humilhar os prefeitos: “Esperamos a hora em que finalmente a solidariedade política e o espírito público libertarão os prefeitos do ferrolho da crônica dependência e das humilhantes obrigações em reverência ao poder central”.
O tucano citou ainda os escândalos no governo: “O país também nos exige rigor, responsabilidade e autoridade para condução dos negócios de Estado e rechaça de forma vigorosa os escândalos em série, intermináveis, que nos humilham como povo. Não é esse o Brasil que queremos”.

O Globo
Dilma rebate Gabrielli e diz que atas de conselho provam a sua versão

Apesar de publicamente a presidente Dilma Rousseff ter evitado o confronto com o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli sobre a polêmica compra da refinaria de Pasadena, no Texas, fontes do Planalto rebateram nesta segunda-feira a fala do ex-presidente da Petrobras. Eles lembraram que a responsabilidade de Dilma quando era presidente do Conselho de Administração da empresa está descrita nas atas das reuniões.

Elas mostrariam que a compra dos primeiros 50% foi feita sem o conhecimento das cláusulas Marlim e put option e que o mesmo conselho — do qual Dilma fazia parte — nunca autorizou a compra dos outros 50%. Essas atas, destacam interlocutores da presidente, foram inclusive assinadas por todos os conselheiros, incluindo a própria Dilma e Gabrielli.

Datafolha mostra empate entre eleitores que conhecem candidatos

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo jornal “Folha de S. Paulo”, mostra que apenas 17% dos eleitores conhecem “bem” ou “um pouco” os três principais pré-candidatos a presidente da República: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). A pesquisa foi realizada pelo Datafolha nos dias 2 e 3 de abril.
Considerando apenas os eleitores que afirmaram conhecer os três principais candidatos, Eduardo Campos estaria à frente com 28% das intenções de votos, seguidos por Dilma, com 26%, e Aécio com 24%.

Alckmin anuncia multa para consumo de água acima da média na Grande SP

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta segunda-feira que os moradores da Grande São Paulo abastecidos pelo Sistema Cantareira que consumirem mais água do que a média dos últimos meses serão multados a partir de maio.

Para esses consumidores, a conta ficará 30% mais cara. Já os que economizarem 20% recebem desde fevereiro um desconto de 30% na conta. O nível das represas do Sistema Cantareira está em 12% da capacidade, um dos mais baixos da história.

Segundo o governo do estado, 76% dos consumidores da região metropolitana reduziram o consumo de água – desses, 37% conseguiram atingir a meta necessária para a bonificação.

Correio Braziliense
Caso Vargas será analisado

Na volta do feriado prolongado, o deputado federal licenciado André Vargas (PT-PR) — acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal durante a Operação Lava-Jato, criada para desmontar esquema de lavagem de dinheiro — enfrentará uma semana sob intenso fogo, tanto por parte do partido quanto da Câmara dos Deputados. Hoje, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) entrega o relatório de admissibilidade da representação por quebra de decoro apresentada contra o petista por partidos da oposição — PSDB, DEM, e PPS — ao Conselho de Ética da Casa. O colegiado se reúne às 16h para votar o parecer.

Também hoje, relatório dos três integrantes da Executiva Nacional do PT destacados para ouvir Vargas sobre a denúncia será entregue aos demais membros do colegiado, que decidirá se acata a recomendação de abertura de processo contra o deputado na Comissão de Ética do partido, que tem poder para expulsá-lo. O documento, assinado por pesos pesados da legenda — o vice-presidente nacional, Alberto Cantalice, o secretário nacional de Organização, Florisvaldo Souza, e o secretário nacional de Formação, Carlos Árabe —, está nas mãos do presidente Rui Falcão desde terça-feira. Falcão ainda pressiona Vargas a renunciar ao mandato. Nesse caso, o assunto poderia ser encerrado no PT ou enviado a Londrina (PR), onde Vargas é filiado e exerce influência.

O deputado federal Júlio Delgado aproveitou o feriado da semana santa para terminar o texto, que será curto, já que não há necessidade de aprofundamento em provas nesta etapa. “O relatório dirá apenas se devemos acatar a representação dos partidos. Estou me baseando nas informações do documento e também na própria defesa que Vargas fez da tribuna”, disse. O petista admitiu, no plenário da Câmara, que viajou em um jatinho fretado por Youssef, mas negou ilegalidade na relação com o doleiro. No entanto, diálogos interceptados pela Polícia Federal revelaram que Vargas conversou com Yousseff para tratar de um contrato entre um laboratório de fachada e o Ministério da Saúde.

Corrida pelo voto dos evangélicos

As campanhas estão a dois meses e meio do início oficial, mas, nos bastidores da política, uma verdadeira peregrinação está em marcha para cativar os votos de um atraente eleitorado: os evangélicos. Fiéis aos ensinamentos religiosos pregados nas diferentes igrejas e assembleias espalhadas pelo Brasil, eles se transformaram em eleitores expressivos, capazes de empurrar a disputa eleitoral à Presidência da República, em 5 de outubro, para um segundo turno.

Na corrida às urnas, os principais pré-candidatos ao Palácio do Planalto se mobilizam para demarcar território. Eduardo Campos (PSB) — que tem como vice a evangélica Marina Silva (PSB/Rede) —, por exemplo, anunciou ser contrário ao aborto, postura condizente com posicionamento cristão.

Nas eleições de 2010, o tema ganhou proporções. Precisou ser desmentido que a presidente Dilma Rousseff (PT), atual pré-candidata à reeleição, era favorável ao aborto para evitar rejeição nas urnas. À época, Dilma contava com o apoio do pastor Everaldo Pereira (PSC), que este ano decidiu sair em candidatura própria ao Planalto. Ela busca agora arranjar um novo nome para “puxar votos”.

As movimentações políticas miram a representativa fatia de cerca de 20 milhões de fiéis. São eleitores expressivos, que podem pulverizar os votos em outubro. Grande parte deles apoiou a evangélica Marina Silva nas eleições de 2010, quando, pelo Partido Verde, ela conquistou a terceira colocação no primeiro turno, com 19 milhões dos votos válidos (19,33% da porcentagem total). A representatividade de Marina ajudou a levar as eleições para o segundo turno.

Supremo analisa CPI da Petrobras

Nesta semana, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber deve decidir sobre o mandado de segurança feito por senadores da oposição para que a comissão parlamentar de inquérito (CPI) em discussão no Congresso investigue somente a Petrobras. Em manobra para tirar os holofotes da empresa e desgastar os adversários da presidente Dilma Rousseff, a base governista tenta ampliar a apuração, incluindo o escândalo Alstom-Siemens — suposta distribuição de propinas a políticos do PSDB em São Paulo — nos itens da CPI.

Rosa Weber não adiantou sua posição. Na quarta-feira passada, parlamentares da oposição se reuniram com a ministra e apelaram por uma decisão favorável à investigação exclusiva sobre a Petrobras. “Acho difícil a negativa do nosso pedido por parte do Supremo. Seria um desconhecimento ao direito da minoria no regime democrático. CPIs são instrumentos de fiscalização. O Executivo governa e a oposição fiscaliza”, diz o senador José Agripino Maia (DEM-RN), que esteve no encontro com a ministra.

Quase fim de ano no Congresso

O Congresso volta do feriado prolongado com a pauta carregada de projetos importantes, entre eles o Marco Civil da Internet, que regulamenta o setor. Apesar de muito trabalho, os parlamentares têm pouco tempo para discussões e votações. Até o início da Copa do Mundo, serão cerca de 15 sessões deliberativas. E o evento esportivo praticamente emenda no recesso de julho. A expectativa para o segundo semestre também é de pouca movimentação nos plenários, já que estará aberta oficialmente a corrida eleitoral. Ou seja, o ano está praticamente acabando para os parlamentares.

Depois de ver o texto passar na Câmara, o governo corre para aprovar o Marco Civil no Senado. A presidente Dilma Rousseff quer chegar amanhã, em São Paulo, à Conferência NetMundial — que discutirá um novo modelo de governança para a web no mundo — com o projeto aprovado. Para isso, será necessário aprovar um pedido de urgência para votação do texto pelos senadores ainda hoje.

A oposição reclama da correria. “É uma tradição do Senado melhorar os textos, sem exceção, e, para isso, há a clara necessidade de tempo. A Câmara passou três anos discutindo o tema. Querem agora que, em uma semana, o Senado vote? É, no mínimo, um desrespeito à Casa”, lamenta o líder do DEM, José Agripino Maia (RN). Na semana passada, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) defendeu a pressa dizendo que, após a aprovação, é possível fazer projetos de lei para aprimorar a matéria.

Aécio critica sucessão de crises

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador mineiro Aécio Neves, cobrou ontem, na solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto (MG), um esforço para que se mantenham as principais conquistas do país nas últimas décadas. Em discurso na Praça Tiradentes, na noite de ontem, o senador relembrou o movimento das Diretas Já, de luta pela democracia, e alertou para os retrocessos que o país tem vivenciado nos últimos anos devido a falhas na condução da política econômica.

Pela primeira vez como orador do evento, o tucano lembrou a atuação de políticos mineiros no cenário nacional — dos inconfidentes aos ex-presidentes Tancredo Neves e Itamar Franco —, que garantiu ao país, historicamente, avanços significativos. “Foram esses valores que forjaram nossa coragem e alimentaram nosso ânimo para perseverar em defesa da democracia ultrajada e superar a longa e obscura noite da ditadura. Foram esses mesmos valores que iluminaram o coração de tantos homens e mulheres ao longo da nossa história. E que agigantaram homens como Ulysses, Tancredo, Montoro, Teotônio, Brizola, Arraes e tantos outros brasileiros. E todos pisaram no chão desta praça”, disse Aécio, sobre a comenda.

Estratégia de Esquerda: Apologia e Tolerância ao Crime


Essa é uma das estratégias que mais deixam os conservadores a pensar: o que será que os esquerdistas tem na cabeça?

Por causa desta estratégia, todo país dominado pela esquerda apresenta aumento da impunidade dos criminosos violentos, especialmente sequestradores, traficantes, assaltantes, estupradores e assassinos.

Da mesma forma, por causa desta estratégia, hoje temos o Estatuto da Criança e do Adolescente no Brasil, que garante impunidade aos menores infratores, independente do crime que eles cometam. Também temos coisas como cada vez mais redução de penalidades em países de todo o mundo.
É uma regra: quanto mais influência da esquerda, maior o aumento da impunidade.

Outro fator é que, além da tolerância ao crime, existem muitos deles que, na indústria cultural, praticam verdadeiras apologias ao bandido. O texto “Bandidos e Letrados”, de Olavo de Carvalho, dá vários exemplos disso.

Meu intereresse aqui, no entanto, é identificar a ORIGEM desta estratégia. Quero saber o que realmente há na cabeça do esquerdista ao gastar tanto esforço em ações de apologia e tolerância ao crime. (Justiça seja feita: alguns esquerdistas focam especialmente na tolerância ao crime, enquanto outros focam nos dois aspectos)

Existem três motivações básicas: (1) vingança contra o sistema, (2) manutenção da crença no homem, (3) capitalização durante apontamento de bodes expiatórios.

No caso da vingança contra o sistema, já sabemos que o esquerdista acostumou-se a odiar, 24 horas por dia, todo o sistema atualmente estabelecido. Ele vive com “projetos” na cabeça para “mudar o mundo”.

O criminoso, ao matar alguém, estaria atacando este sistema.
O infeliz não percebe que muitas das vítimas dos criminosos são pessoas desfavorecidas, mas basta ele editar essa informação da cabeça.

No caso do esquerdista que está focado na inveja e rancor contra os poderosos, se o crime for contra alguém que tenha posses, a tendência já é partir para a comemoração.

Portanto, temos que entender que, nesse aspecto, a ação criminosa (desde que não seja contra ele, é claro) age como se fosseuma dopamina, um neurotransmissor cerebral que libera substâncias no cérebro que promovem sensações como prazer e motivação.

Mas ainda mais importante é a manutenção da crença no homem.

Temos aqui que relembrar da questão das alegações de suporte. No caso, temos a alegação da maioria dos sistemas esquedistas: (a) grupos devem assumir o poder, em um estado inchado, para cuidar dos outros, (b) o homem é bom.

Ou seja, para que (a) seja verdadeiro, o cérebro tem que aceitar que (b) também o é, caso contrário os esquerdistas entrarão em conflitos internos o tempo todo. Para evitar esse conflitos internos, eles aceitam, com fervor, a alegação (b).

Portanto, sempre que ocorre um crime, a tendência deles não é olhar para o criminoso como alguém a ser punido, mas sim alguém que é vítima de um sistema, pois a crença padrão deles é “o homem é  bom”. Se o homem é inerentemente bom, não pode ser culpado pelos seus crimes. Logo, o bandido não seria tão culpado assim.

Mas se o bandido não poderia ser culpado pelos seus crimes, quem deveria ser culpado?
É aí que a terceira motivação básica do esquerdista entra: ao acontecer um crime, e SE o homem é bom (portanto, o bandido é bom em essência), a CULPA é do sistema que deixou o bandido se tornar criminoso.

Aí o esquerdista capitaliza dizendo: “por isso estou correto ao dizer que temos que mudar o mundo”.
Entendendo essas três motivações básicas do esquerdista em relação aos crimes, saberemos que é impossível para a mente deles, a partir do aceite desses paradigmas, encarar o crime da forma que uma pessoa normal encara.

A empatia que o esquerdista gerará pelo criminoso automaticamente é assombrosa, enquanto as pessoas normais tendem a ficar com raiva dos bandidos. Da mesma forma, imediatamente após o relato de um crime, o esquerdista começa a capitalizar com seus discursos com “soluções para o problema”. E, em vários casos, existe uma satisfação automática ao ver o “sistema” ser atingido.

É importante notar que há uma EXCEÇÃO à essa regra. Ela ocorre no caso de um crime cometido por alguém que tenha muito mais recursos financeiros do que a vítima. Por exemplo, se um industrial atropela um morador de rua.

NESTE CASO, o sistema de apologia e tolerância ao crime, que eles possuem ativados para quase todos os casos de arrastões, assaltos, estupros e latrocínios, por exemplo, é DESATIVADO e eles passam a pedir a punição ao criminoso.

Mas, para a maioria absoluta dos crimes noticiados nos jornais, a postura do esquerdista é a de total apologia e tolerância ao crime, e de forma fervorosíssima.

E as 3 principais motivações que eles possuem para isso, conforme apontei aqui, podem ser visualizadas nos comentários que eles geralmente fazem em sites de notícias QUANDO ocorrem crimes contra cidadãos de bem e que pagam seus impostos. Um exemplo gritante ocorreu nesta nesta notícia comentada recentemente aqui, sobre os marginais que saem da Cracolândia e vão incomodar os moradores de Higienópolis.

Entender essa estratégia é fundamental para entender que nós e eles estamos em LADOS OPOSTOS no que diz respeito ao combate ao crime.

Yuri Grecco e o negacionismo da censura: 11 fraudes intelectuais em 10 minutos de vídeo



yuri

A canalhice da esquerda realmente supera todos os limites. Em apenas uma semana (após a divulgação da censura sobre Rachel Sheherazade) eles foram capazes de criar um conjunto de rotinas repetido EXATAMENTE DA MESMA FORMA por toda a tropa.


Ainda assim, Yuri Grecco desta vez superou seus colegas (ele foi muito detalhista e não esqueceu de adicionar nenhuma fraude), inserindo nada mais nada menos que 11 fraudes intelectuais em apenas 10 minutos de vídeo – isso sem contar que a análise compreende os primeiros oito minutos, pois nos dois minutos finais ele apenas desconversa, tentando amenizar os embustes propagados até então.


O caso de Yuri é ainda mais emblemático por ele ter se empenhado ao longo dos anos em uma luta árdua contra a religião revelada. Ao mesmo tempo, ele foi se tornando cada vez mais um crente fanático e irracional da religião política, isto é, o esquerdismo. De que adianta alguém se tornar anti-religioso se for para virar um crente da doutrina mais irracional da história da humanidade? Enfim, estamos tratando de um sujeito que chegou no fundo do poço.


Geralmente me perguntam como eu identifico as fraudes de maneira tão fácil. Eu costumo dizer que não adianta apenas estudarmos os guias de falácias, mas especialmente a dialética erística. Conhecer as técnicas de propaganda também é fundamental, assim como estudar o controle de frame.


No caso das fraudes de Yuri, no entanto, a dialética erística bastou. A maioria das fraudes usadas pela extrema-esquerda para negar que praticaram censura se resume aos seguintes estratagemas:
  • Distinção de emergência: Invenção de uma regra sem o menor sentido para esconder falhas lógicas.
  • Ampliação indevida: Praticamente uma variação da falácia do espantalho. Aqui a afirmação do oponente é exagerada, para além dos limites devidos. A partir disso, refuta-se essa versão exagerada, enquanto se finge ter refutado a versão original.
  • Manipulação semântica: Associar a um termo um conjunto de significados diferentes do original.
Claro que os truques de Yuri não se resumem a isso, mas o espírito das fraudes intelectuais contidas no vídeo dele (que está no final deste post) podem ser rastreados a esses três estratagemas.
Cientes disso, vamos começar o exame de fezes:


#01 -RACHEL E SEUS AMIGOS NÃO FORAM PRESOS, LOGO NÃO EXISTIU CENSURA

Esse truque aparece logo nos primeiros segundos do vídeo. E aqui já vemos o estratagema da ampliação indevida em ação. Para Yuri, é preciso existir prisão (ou ao menos ameaça de prisão) para existir censura. Nada mais falso.

Na verdade, a censura existe a partir de qualquer ato de coerção ou pressão para controlar o fluxo de informações, ou seja, decidir ou influenciar o que será publicado ou divulgado. Essa pressão pode existir a partir da força física ou mesmo da ameaça de demissão, por exemplo.

Aliás, para evitar confusões, o problema ético se encontra na censura estatal, onde o dinheiro público é usado para financiar o silenciamento ou supressão da opinião de um povo. Os protestos contra a censura sobre Rachel são motivados pela extrema gravidade do que estamos vivendo: uso do aparelho estatal para controlar o fluxo de informações a favor do governo.

Essa forma de censura, cada vez mais disseminada nas ditaduras, é denominada de censura sutil. Ela é executada a partir do uso do dinheiro estatal retirado das empresas que publiquem material que eles não gostem. Ao mesmo tempo, esse tipo de censura depende de outras medidas, como ameaças de retirada de concessão pública, proibição de várias formas de anúncio privado (ex. anúncio infantil, anúncio de cigarros e cervejas, etc.). Esse último item facilita com que as empresas se tornem mais vulneráveis à censura sutil.

A censura sutil é mais grave do que a censura formal, pois esta última geralmente é amparada por decretos do governo. A primeira, por sua vez, é executada de forma ilegal e exatamente por isso completamente arbitrária. A mera existência da censura sutil deveria ser enquadrada como um ato de corrupção, pois temos o uso de verba pública para privilegiar grupos privados.

Ou seja, não apenas Rachel foi vítima de censura, como também presenciamos a mais grave de todas as instâncias de censura criadas pela humanidade. É preciso de uma mendacidade fora dos padrões habituais para negar isso. Enfim, dinheiro público não pode ser usado para pressionar empresas de forma que o fluxo de informações seja controlado a favor de indivíduos que estão no governo. Diante dessa constatação, resta tentar entender qual o nível de deformação de caráter de um sujeito que entende isso como “normal”.

#02 – O DISCURSO DE RACHEL É APOIADO PELA MAIORIA E A MAIORIA É IGNORANTE, LOGO O DISCURSO É INVÁLIDO

Provavelmente Yuri aprendeu este tipo de fraude durante suas diatribes contra os religiosos. A heurística que ele usa é simples: (1) Religião é coisa da maioria, (2) A maioria é composta de ignorantes, (3) Logo, religião é composta de ignorantes.

O raciocínio, no entanto, é falacioso. Por exemplo, o futebol é um esporte da maioria e nem por isso assistir jogos de futebol é “coisa de ignorantes”. Na verdade, tanto o futebol como a religião se tornaram populares por que são baratos e acessíveis, além de atenderem a interesses universais.
O mesmo vale para o discurso de Rachel Sheherazade. A maioria da população é vítima potencial de crimes, por exemplo. Portanto, é natural que a maioria da população torça para que os criminosos sejam punidos. Isso não é “coisa de ignorantes”, mas um interesse universal. Outros interesses universais incluem a torcida para que a inflação não aumente. Quase toda a população torce por isso, sem se tornar “coisa de ignorantes”.

O truque de ofensinha tentado por Yuri é um recurso de baixo nível, completamente irracional e sem o menor sentido senão uma retórica vergonhosa e mau-caráter.

#03 – TELEVISÃO É CONCESSÃO PÚBLICA, PORTANTO O GOVERNO PODE FAZER O QUE QUISER

Aqui preciso ser justo com Yuri. Ele não lançou a rotina de forma explícita, mas sua linguagem corporal, em alinhamento com seu discurso, dizia exatamente isso. A comunicação que ele faz é a seguinte: “[simulando um desdém para encenar que trata de algo trivial] isso que o governo faz é apenas usar a concessão pública, que é dele”.

A fraude de Yuri está em comunicar apenas uma parte da mensagem, ao dizer que a televisão é concessão pública. Mas ele omite a parte mais importante, ao omitir o fato de que, por ser concessão pública, as regras para cerceamento ou até encerramento da atividade devem ser claras e divulgadas para todos.

Por que é importante termos essa clareza? Por que a concessão pública é mantida com o dinheiro público. (Aliás, esse é o pulo do gato que o discurso de esquerda sempre omite. Para eles, é natural que um governo trate o dinheiro público como se fosse dinheiro do partido. Essa mania vem desde Karl Marx.)

Por exemplo, suponha que existisse uma regra dizendo o seguinte: “Em televisão, por ser concessão pública, fica proibida a emissão de opiniões onde os motivos de civis reagindo ao crime sejam compreendidos. Na televisão, apenas a compreensão dos motivos de estupradores, sequestradores e latrocidas é permitida”.

Pergunta: está escrito em algum lugar alguma regra deste tipo, de forma que todos os cidadãos pagadores de impostos possam ter ciência de que em cima do SBT está sendo aplicada apenas uma regra oficial e não uma pressão para beneficiar os interesses de um partido? Não, não existe essa regra.

Somente se uma regra assim existisse o discurso dizendo que “televisão é concessão pública, portanto X não pode ser dito” poderia ser aceito. E, sendo assim, o discurso dizendo que o governo pode “fazer o que quiser” é mais falso que previsão de horóscopo.

#04 – AMEAÇA DE CORTE DE VERBAS E DE CONCESSÃO PÚBLICA PARA SILENCIAR UMA JORNALISTA NÃO É CENSURA

Aqui temos a extensão da primeira rotina, onde o sujeito trabalha com uma manipulação semântica a respeito do termo censura.

O fato é que a censura sutil é caracterizada pelo corte de verbas e diversas outras formas de pressão econômica a partir do governo. A ameaça de corte de concessão pública é ainda mais grave, pois isso inviabiliza a atividade comercial de uma empresa.

Tanto uma forma como outra compreendem o uso do poder econômico do estado diante de empresas que estão em desvantagem contra o estado. Basta ver a receita do estado e a das maiores empresas do Brasil. Isso faz com que o governo tenha um altíssimo poder de coerção.

Em ditaduras formais (e menos eficientes), esse poder de coerção é exercido pela força física. Em ditaduras mais planejadas, esse poder é exercido por pressão econômica (liberação de verbas) e diversas formas de intervenção do estado na economia.

Alguns textos que demonstram o nível da canalhice de quem finge que censura sutil “não é censura”:
Aqui é fácil notar a sordidez tanto dos governos que promovem esse tipo de censura como de seus idiotas úteis que negam os fatos.

#05 – FALAR EM CENSURA AGORA SOBRE RACHEL É OFENSIVO, POIS ISSO OFENDE QUEM FOI TORTURADO (SUB-ROTINA: CENSURA SEM TORTURA NÃO É CENSURA)

Eu não vou dizer que Yuri é um psicopata. Mas que ele se comporta como um, quanto isso não há dúvidas. Não sei os motivos que o levam a fazer isso, mas não me interessa.

O truque dele aqui se baseia em fazer uma encenação vergonhosa para se fingir de ofendido, e, mais ainda, dizer que reclamar de censura hoje “ofende quem foi torturado”.

Eis a fraude: confundir censura com tortura. Na verdade, censura e tortura são duas coisas diferentes. Ambas são aparelhos de repressão de uma ditadura, mas servem a propósitos diferentes. Com a censura, é feito o controle do fluxo de informações. Com a tortura, o governo busca saber informações privilegiadas através da imposição da dor.

Ele tentou enganar sua plateia dizendo que “censura de verdade inclui uma sessão de tortura junto”, o que não passa de uma fraude até infantil. Na época do regime militar, o número de artigos e indivíduos censurados foi muito (mas muito) maior do que sessões de tortura ocorridas.

Aliás, a tortura era reservada principalmente aos terroristas. A censura, por outro lado, era muito mais abrangente.

Enfim, esse recurso de Yuri não pode nem sequer se qualificar como argumentação. Não passa de teatro, onde ele chora lágrimas de crocodilo.

#06 – FALAR EM CENSURA SOBRE RACHEL É IGUAL IR NO MC’DONALDS PEDIR QUE TE SIRVAM UMA SOPA E DIZER QUE O MC’DONALDS ESTÁ TE OPRIMINDO

O quão baixo alguém é capaz de descer? Será que há limites para a perda de dignidade? Depois de ver conteúdos como este publicado por Yuri, me recuso a falar em limites para a extrema-esquerda.
Conforme eu havia dito, essa rotina depende de uma fraude básica que está por trás de todo o discurso da esquerda radical: o estado é propriedade do partido, e, portanto, o partido pode fazer o que quiser com o estado.

Isso gera confusões mentais desse tipo, onde o energúmeno confunde aquilo que o McDonalds’ faz com o que o estado faz.

O problema é que o estado é mantido com nosso dinheiro, obtido pela força, com a premissa de que ele deve nos servir. Já o McDonald’s é uma empresa privada que vende aquilo que quiser. O McDonald’s e o governo não podem ser comparados pois o primeiro é uma instituição pública, e o segundo uma instituição privada.

Em suma, ninguém pode se dizer oprimido se o McDonald’s não vender o produto que ele quer. Aquela é uma empresa privada que escolhe o que quer vender. Ao mesmo tempo, qualquer um pode denunciar o estado por fugir de suas funções previstas na constituição.

A analogia de Yuri só mostra que o esquerdismo é uma doença mental, pois ninguém em sã consciência pode colocar as obrigações de uma empresa privada com seus clientes no mesmo nível que as obrigações de um estado com seus cidadãos, que pagam impostos sob coerção.

#07 – NÃO EXISTIU CENSURA, APENAS UMA RELAÇÃO PROFISSIONAL ONDE O DONO DA EMPRESA DISSE QUE RACHEL NÃO IRIA MAIS OPINAR

Aqui tudo não passa de mais um truque psicológico para omitir que essa ação do dono da empresa foi feita a partir de pressão ESTATAL.

Fique de olho em toda e qualquer instância deste tipo de discurso, pois se Sílvio Santos resolvesse demitir Rachel Sheherazade, não teríamos nenhum problema. O problema surge apenas quando o estado intervém com seu poder econômico (junto ao poder de coerção, pelo qual ele obtém impostos) para forçar o SBT a demitir Rachel.

Nesta rotina, Yuri tenta vender aquilo que ocorreu entre o SBT e Rachel apenas como uma “relação profissional”. Para isso, omite de forma fraudulenta a informação de que a tal “relação profissional” foi exercida somente a partir de intervenção estatal.

#08 – O QUE OCORREU COM RACHEL É IGUAL AO QUE OCORREU COM RAFINHA BASTOS

Como sempre, Yuri não se envergonha em mentir com uma cara de pau grotesca. Na verdade, o que ocorreu com Rachel é o exato oposto do que ocorreu com Rafinha Bastos.

No caso, Yuri menciona quando Rafinha foi tirado da Band a partir da pressão de um sócio da emissora, ofendido com a piada que ele fez sobre o filho de Wanessa Camargo.

O problema é que qualquer pessoa ou empresa pode fazer a pressão que quiser sobre uma emissora. Se uma pessoa física ou uma organização privada resolver parar de anunciar em uma emissora, essa sim é uma relação comercial vinda a partir de pessoas que podem fazer exatamente o que quiser com seu dinheiro.

Para essas pessoas e empresas a regra valendo é: “O dinheiro é meu. Eu faço o que eu quiser, desde que não cometa crimes. Inclusive boicotar a Band ou SBT”. Não há problema ético nenhum nisso.

O problema existe quando o partido que comanda o estado diz, junto com seus aliados: “O dinheiro é meu. Eu faço o que eu quiser. Inclusive retirar verbas do SBT”. É aí que temos um problema ético monstruoso.

Quando uma mente não consegue perceber a diferença absurda entre uma situação e outra, automaticamente ele está nos confessando entender que o dinheiro do estado é para ser usado em benefício do partido que está no governo. Isso não tem outro nome que não corrupção.

#09 – TANTO FAZ SE CENSURA PARTIR DE GOVERNO OU QUALQUER OUTRA PARTE

Mais uma vez ele se entrega, confessando achar que o dinheiro estatal pertence ao partido que está no poder. A doutrina na qual ele acredita é, sem dúvidas, orientada à promover a corrupção.

Vamos aos fatos. Ele está certo ao dizer que a censura pode ser exercida pelo governo ou qualquer outra parte. Mas ele comete um erro moral monstruoso ao dizer que “tanto faz”.

Se um anunciante privado usa seu poder econômico para boicotar uma empresa de mídia, ele não está usando dinheiro público, mas seu dinheiro. Se o dinheiro é deste anunciante, ele pode fazer o que quiser. E, como já disse antes, o governo simplesmente não pode fazer o que quiser com nosso dinheiro.

Ao menos as fraudes de Yuri nos ajudaram a mostrar que o radical de extrema-esquerda de fato acredita que o estado passa a pertencer ao partido que está no poder. No mínimo, é uma crença doentia. É a racionalização da corrupção, pura e simplesmente.

#10 – UM JORNAL DEMITIU UMA JORNALISTA POR QUE ELA FOI CONTRA A LINHA POLÍTICA DO MESMO. É IGUAL AO CASO DA RACHEL.

Mais uma vez, a comparação é completamente estapafúrdia. Qualquer organização pode ter uma orientação política e demitir alguém que não concorde com essa orientação política. O dinheiro é da organização e ela faz o que quiser. Isso vale para qualquer empresa.

Como sempre, Yuri bate na mesma tecla de dizer que o dinheiro de uma empresa pertence tanto à ela como o dinheiro público pertence ao partido que está no poder. Realmente, ele está pronto para virar um político do PT, PSOL ou PCdoB.

#11 – COMO RACHEL PODE FAZER VÍDEOS NO YOUTUBE, NÃO HÁ CENSURA A ELA

Novamente, temos uma instância da ampliação indevida. Aqui, ele diz que a censura só passa a existir se valer para todos os meios de comunicação.

É uma falácia tão grotesca e ignóbil como dizer que alguém só pode ser condenado por estupro se tiver violentado todas as mulheres da cidade. É uma besteira tão grande que nem valeria a pena comentar, mas não dá para deixar passar tamanho embuste.

Ele está dizendo que uma pessoa só tem sua opinião cerceada em um determinado meio de comunicação se tiver sua opinião cerceada em todos. É uma das técnicas mais torpes de negação de crime.
Na verdade, a censura estatal passa a existir a partir do momento em que o governo começa a controlar o fluxo de informações em um ou mais meios de comunicação.

Por exemplo, na época da censura militar os artistas sempre procuraram formas alternativas de se expressar, sempre driblando a censura federal nos principais meios. Se usássemos a lógica doentia de Yuri, teríamos que reconhecer que não existiu a censura no governo militar, por causa do silogismo que ele criou: “A existência de meios alternativos de comunicação para pessoas censuradas libera o censor da acusação de tê-los censurado nos principais meios”.

É ou não é um “gênio”?

Ver o vídeo abaixo, onde vocês podem notar que eu não exagerei:

Em discurso, Aécio ressalta humilhação a que Dilma submete prefeitos do país.

segunda-feira, 21 de abril de 2014


Vem aí a Grande Vaia para Dilma...

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, subiu o tom da suas críticas ao governo federal nesta segunda-feira (21) ao apontar promessas "repetidas em vão" e "humilhação" de prefeitos pelo Planalto. O senador também citou "escândalos em série" que envolveriam o governo e que, segundo ele, "tomaram de assalto" o Brasil.

"O país nos cobra exaltado e indignado a necessidade de uma reforma política, onde não haja mais qualquer espaço para a conivência, o aparelhamento, o compadrio político, o desvio de conduta e a corrupção endêmica que tomou de assalto o Estado nacional", afirmou.

Aécio foi o orador oficial da cerimonia de celebração da Inconfidência Mineira, em Ouro Preto (MG), convidado pelo governador Alberto Pinto Coelho (PP), seu aliado. Ganhou assim um espaço político em pleno feriado para se manifestar contra o governo Dilma Rousseff. O presidente nacional do PSDB se referiu à cerimônia como "a mais importante tribuna de Minas quando Minas fala ao Brasil". E acenou aos prefeitos ao criticar a "insolvência e insuficiência financeira" das gestões municipais –motivada, segundo Aécio, pela falta de um pacto federativo.

"Esperamos a hora em que finalmente a solidariedade política e o espírito público libertarão os senhores prefeitos do ferrolho da crônica dependência e das humilhantes obrigações em reverência ao poder central", disse o tucano.

Aécio criticou o que classificou como "forte recrudescimento da violência" no país, a "insuficiente e irresponsável" forma de tratar a saúde e problemas da educação que, para ele, comprometem valores da sociedade. E voltou a falar em corrupção. "O país também nos exige rigor, responsabilidade e autoridade para condução dos negócios de Estado e rechaça de forma vigorosa os escândalos em série, intermináveis, que nos humilham como povo, que reduzem nossa dimensão perante a comunidade internacional. Não é esse o Brasil que queremos", disse.

No palanque de 21 de abril com Aécio na vitrine, não faltaram pedidos de voto. "Senador Aécio, sua vez chegou: Minas vai elegê-lo presidente da República", discursou o prefeito de Ouro Preto, José Leandro Filho (PSDB). Na platéia dos convidados, um grupo do PSDB jovem gritou "Aécio presidente". O governador Pinto Coelho, anfitrião, disse que "o sonho de Minas está mais vivo do que nunca".

ENTREVISTA

Em entrevista antes do discurso, Aécio disse que sua intervenção foi pensada "com os dois olhos no retrovisor, mas sobretudo no futuro do Brasil". Segundo ele, foi um discurso sobre "o sentimento que não é mais só de Minas". "O Brasil precisa praticar valores como a ética e o respeito até aos adversários na disputa política. Há um sentimento de cansaço e de indignação em relação a muito do que assistimos hoje de forma corriqueira", afirmou.

Ele voltou a defender a aprovação da CPI da Petrobras e disse que estará em Brasília nesta terça-feira (22) para esperar o posicionamento da ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre o pedido da oposição para que seja garantida investigação específica na comissão. "A CPI da Petrobras não é demanda da oposição, é da sociedade brasileira", disse. (Folha Poder)
 

Belgas fizeram proposta de recompra da refinaria de Pasadena. Petrobras não aceitou e só aumentou o prejuízo.


 
 
 
A perda bilionária registrada com a refinaria de Pasadena, que tem exigido da presidente Dilma Rousseff e de executivos da Petrobras um grande esforço para explicar sua compra, poderia ter sido um negócio com impacto financeiro bem menor caso a empresa tivesse topado vendê-la de volta aos sócios, como eles chegaram a propor.

O grupo belga Astra, de quem a Petrobras comprou metade da refinaria em 2006 por US$ 360 milhões, aí incluídos estoques de petróleo, sugeriu ao então presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli recomprar a fatia na empresa, em 2007. Na época, os dois sócios começaram a divergir sobre os planos para investir na unidade.

A informação consta de depoimentos dados por executivos do Grupo Astra à Associação Americana de Arbitragem, aos quais a Folha teve acesso. O tribunal foi um dos que julgaram a disputa entre as sócias entre 2008 e 2012.

Gilles Samyn, então presidente do Conselho de Administração da Astra Transcor, acionista da Astra Oil, contou que, em conversa telefônica com Gabrielli em agosto de 2007, ambos reconheceram as dificuldades em chegar a um consenso sobre os investimentos para dobrar a capacidade da refinaria, como queria a Petrobras.

O custo era de US$ 2,5 bilhões, considerado alto pela Astra. "Para resolver a questão, eu ofereci comprarmos de volta a participação de 50% da Petrobras, mas Gabrielli insistiu que isso deveria ser resolvido de outra maneira", afirmou o executivo na arbitragem.

Em 14 de setembro de 2007, Samyn reuniu-se com Gabrielli e Nestor Cerveró, então diretor internacional da Petrobras, na Dinamarca. Samyn disse ter refeito a oferta. "Gabrielli, em resposta, sugeriu oferecer, até o fim de setembro, uma proposta firme para comprar da Astra o resto da refinaria e da trading' comercializadora de combustível".

Outro depoimento, do então presidente da Astra Oil Mike Winget, também presente à reunião de Copenhagen, confirma a versão: "Gabrielli se recusou a vender de volta a participação e insistiu que Petrobras deveria comprar a participação da Astra".

Ainda segundo o depoimento, ao fim de setembro, a Petrobras enviou proposta de US$ 550 milhões pelo restante de Pasadena. Samyn, então, teria dito que a Astra esperava receber US$ 1 bilhão. Samyn e Winget foram ao Rio, onde, no dia 26 de novembro de 2007, Cerveró afirmou ter autorização do Conselho de Administração da Petrobras para oferecer até US$ 700 milhões pela refinaria.

PLANEJAMENTO

Em 5 de dezembro, depois de intensa troca de correspondências com Samyn, Cerveró assinou carta concordando em pagar os US$ 700 milhões e mais US$ 88 milhões pela "trading". No final, após uma batalha judicial encerrada em 2012, a Petrobras acabou pagando US$ 885 milhões pelo resto da refinaria. No total, a estatal brasileira desembolsou US$ 1,25 bilhão por um negócio comprado pela Astra por apenas US$ 42,5 milhões em 2005.

Dilma, que presidia o Conselho de Administração da Petrobras à época da compra da refinaria, afirmou recentemente que só aprovou o negócio porque Cerveró enviou ao Conselho um parecer falho, que omitia cláusulas que eram desvantajosas para a estatal. A declaração gerou polêmica e fez a oposição cobrar a criação de uma CPI para investigar o negócio.

Procurado, Cerveró não retornou os contatos. Gabrielli disse que a refinaria "atendia ao planejamento estratégico da companhia, definido no governo de Fernando Henrique, que previa investir em refino no exterior". A Petrobras informou que só se pronuncia depois de concluída a investigação interna. A Astra não comentou o caso. (Folha de São Paulo)
 

Mais um petista na agenda do ex-diretor da Petrobras preso pela PF.


Miguel Rossetto e Dilma Rousseff

A Polícia Federal investiga por que o nome e o telefone do ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) estão numa agenda do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, indiciado sob suspeita de integrar esquema de lavagem de dinheiro comandado por doleiros. A agenda, com anotações referentes a 2012 e 2013, foi apreendida na Operação Lava Jato, deflagrada em março para apurar movimentação suspeita de R$ 10 bilhões.

A PF verifica eventuais ligações dos nomes e empresas citadas com o esquema investigado. Num segundo momento, os agentes pretendem averiguar se as pessoas citadas participaram ou não de irregularidades. O nome de Miguel Rossetto está grafado com apenas um "t". Abaixo dele, há dois números de telefones. Um deles é o da Petrobras Biocombustível, subsidiária da estatal que Rossetto comandava até o mês passado, quando foi convidado por Dilma Rousseff para reassumir o Desenvolvimento Agrário.

A agenda apreendida contém ainda nomes de empresários, diretores e presidentes de firmas ligadas à Petrobras e siglas e iniciais que a PF acredita serem de políticos, alguns do PP. Todos os citados --inclusive o ministro-- negam qualquer relação com os negócios do ex-diretor da Petrobras colocados sob suspeita pela PF.

O ministro diz desconhecer por que o nome e o telefone dele estão na agenda de Costa. "Minha relação com ele era de trabalho quando ele era do conselho [de administração da subsidiária]. Não sei porque ele anotou isso", disse, via assessoria.

Em dezembro do ano passado, Rossetto esteve no Congresso para explicar a compra de duas usinas pela subsidiária da Petrobras por R$ 255 milhões. À época, negou qualquer irregularidade e disse que as compras tinham o respaldo de pareceres técnicos. (Folha de São Paulo)