quinta-feira, 1 de maio de 2014

O deslizamento de Dilma - Dilma está caindo, mas, não podemos relaxar e temos que continuar batendo nela



A campanha pela reeleição da doutora Dilma está numa enrascada. Carrega uma cruz do passado (as malfeitorias petistas, do mensalão às traficâncias da Petrobras) e puseram-lhe nas costas outra, do futuro (o “Volta Lula”). Está presa à necessidade de justificar o que não fez e a uma ideia segundo a qual talvez não seja a melhor escolha, nem mesmo para os petistas e seus aliados.

Lula diz que não é candidato, mas comporta-se como tal e faz isso da pior maneira possível, como corretivo aos erros cometidos por seu poste. Na essência do “Volta Lula” há um implícito “Sai Dilma”. À primeira vista, esse movimento oferece um Salvador da Pátria, mas está embutido na proposta também um Salvador do PT.  


O desgaste de Dilma decorre da exposição de um desgaste do aparelhamento imposto ao Estado. Em menos de um mês abalaram-se duas candidaturas nas quais a nação petista fazia enorme fé. Um só doleiro, veterano de duas delações premiadas, arrastou a campanha de Alexandre Padilha em São Paulo e a de Gleisi Hoffmann no Paraná. Sabendo-se que o partido está sem pai nem mãe no Rio de Janeiro, à malversação de recursos públicos somou-se outra, de votos.

O comissariado afastou-se do deputado André Vargas, mas essa conversão repentina pode ter sido escassa e tardia. Afinal, o PT ainda não conseguiu se desvencilhar do mensalão, hoje transformado na bancada da Papuda. Ninguém pode prever no final de abril o resultado de uma eleição que ocorrerá em outubro, mas alguns indicadores de hoje são claros:

1) A candidatura de Dilma Rousseff está sendo corroída e mesmo uma pessoa que não gosta do seu governo deve admitir que boa parte desse desgaste vem mais da repulsa ao aparelhamento do que a ela.

2) Se a proposição anterior é verdadeira, o “Volta Lula” pode ser tanto um remédio como um veneno.

3) Aécio Neves e Eduardo Campos ficaram na confortável situação de jogar parados. Pouco dizem a respeito do que pretendem fazer, beneficiados pela exposição dos malfeitos do governo. Oh, que saudades da faxina prometida por Dilma.

Não se sabe quem será o Lula que se quer de volta. Sendo uma “metamorfose ambulante”, talvez nem ele saiba. Prova disso está na entrevista que deu em Portugal. Nela disse a coisa, seu oposto e concluiu com uma dúvida. A coisa, referindo-se à bancada da Papuda: “Não se trata de gente da minha confiança.” Deixe-se pra lá que José Dirceu, “capitão” da sua equipe, não lhe tivesse a confiança.

O seu contrário: o julgamento do Supremo Tribunal Federal foi “80% político e 20% jurídico”.

A dúvida: “Essa história vai ser recontada.”

Ganha uma viagem a Cuba quem souber qual das três afirmações deve ser levada a sério.

Enquanto esteve na oposição, a nação petista cultivou uma sociologia de botequim. Supunha que o tucanato espalhara conexões e interesses capazes de garantir-lhe o controle do Estado. Se os adversários podiam fazer isso, os companheiros também podiam. Daí surgiram Marcos Valério, Alberto Youssef, as empresas “campeãs nacionais”, empreiteiras amigas e a turma das petrotraficâncias.

Lula foi eleito em 2002 porque a invulnerabilidade sociológica do tucanato era uma fantasia. Mesmo que ele saia do banco de reservas e vá para a quadra, as urnas poderão mostrar que a dele também é.

Fonte: Elio Gaspari - O Globo

BLOG Prontidão

Cubano prega revolução no litoral paulista.

BLOG:  A VERDADE SUFOCADA

A DITADURA DO SABER NAS ESCOLAS Gen RÔMULO BINI PEREIRA

30/04/14 -

              Ao final do mês de março último, em muitas reportagens veiculadas em jornais de todo o país, membros da Comissão Nacional da Verdade afirmaram que há imperiosa necessidade de serem reformulados os currículos das Escolas Militares, principalmente no que tange ao ensino da disciplina História do Brasil nos Colégios Militares. Considera a comissão que é "intolerável” que ainda haja motivos para enaltecimentos à Revolução de 31 de Março de 1964.



De forma sutil, põem o Ministério da Educação na roda chamando-o à polêmica, em decorrência da responsabilidade deste órgão em relação aos currículos escolares que apresentem “falsas histórias”. A exposição argumentativa posta nos artigos agride os princípios democráticos constantes da nossa Constituição e permite, ainda, que fatos históricos fiquem à mercê de pareceres e análises de cunho ideológico/partidário. 


Esses membros poderiam pesquisar em outras fontes e, na mesma intensidade, escrever a respeito de ensinos de teorias radicais de esquerda nas escolas pertencentes à rede pública. Aliás, é oportuno salientar a título de corroboração que, em algumas dessas escolas, já se canta a "Internacional Socialista", uma ode ao comunismo. Os recentes tumultos acontecidos no Rio de Janeiro, cujo ápice lamentável foi a morte de um cinegrafista, revelaram, pelo menos, dois aspectos significativos: um crescente radicalismo nos meios estudantis secundarista e universitário protagonizado pelo grupo Levante Popular da Juventude, e a aparição da ativista Sininho, que se vangloria ao dizer que nasceu numa família petista.

Será que o Ministério da Educação deve também, como sugerem tais comissões, atuar nesses estabelecimentos de ensino público ou a atuação vale somente para as Escolas Militares? Que opção seria melhor para a História do Brasil? “Vaporizar” dos currículos das Escolas Militares a Revolução de 31 de Março ou debater democraticamente o fato histórico?

Eis alguns tópicos para a segunda opção. O Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB), constituído de doze colégios, atualmente com 14.000 alunos matriculados, destaca-se pela excelência do seu ensino. Tais colégios herdaram de seus antecessores um legado que transcendeu gerações, principalmente em relação aos corpos docente e discente. Os resultados em exames divulgados nacionalmente comprovam a citada excelência, oriunda da solidez, profundidade e amplitude de seu ensino. Seus alunos se sobressaem muito bem em Olimpíadas Escolares e no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O altíssimo índice (90%) de aprovação nas escolas de ensino superior é uma das mais convincentes provas da competência dos docentes, da dedicação dos alunos e da estrutura de ensino dos Colégios Militares. A moldura deste quadro de que o Exército muito se orgulha é o fato de muitos alunos dos Colégios Militares ingressarem em universidades de renome mundial, tais como Harvard, Yale, Princeton e Chicago.

É importante que nossa sociedade saiba que, ao fim do ensino médio, nenhum aluno é obrigado a seguir a carreira militar e que somente trinta por cento (30%) optam pelo prosseguimento. Nesse caso, ainda têm de transpor uma barreira difícil: um exame de âmbito nacional, junto com candidatos civis oriundos de outras escolas congêneres.

Os princípios e condutas que nós, os militares, continuamos a cultuar e cultivar, embora sejam tidos nestes tempos de permissividade como valores ultrapassados, evidenciam dois detalhes que não constam dos currículos e que são de capital importância para a formação de nossos jovens em todas as Escolas Militares. O primeiro é a educação pelo exemplo, cujos fulcros principais são a disciplina, o respeito ao professor, o culto à verdade, a observância de horários e planejamentos, a responsabilidade e a ausência de greves.

O segundo, muito específico, é o fato de a profissão militar conseguir criar dentro das Forças Armadas uma "grande família". Seus membros convivem diuturnamente, desde os bancos escolares até as várias guarnições de nosso país, unidos pela amizade, fraternidade e respeito. A experiência adquirida nos anos vividos nas Escolas Militares contribui muito para o fortalecimento desta convivência. Na era da informática este elo está comprovadamente revigorado.

Já faz muito tempo que recebemos em silêncio, uma carga enorme de notícias desfavoráveis e de inverdades a respeito do período dos governos militares. Entretanto, nossos familiares são as principais testemunhas dos nossos exemplos de sacrifício, de conduta honesta e de abnegação não somente para com a Instituição, mas, sobretudo, para com o Brasil. Sabem que nós fomos envolvidos em uma luta fratricida  — que não desejávamos e não iniciamos —  com o objetivo único de evitar a instalação de uma ditadura comunista ou de uma "democracia" que até hoje as esquerdas não conseguiram definir. Sabem, também, que lutamos, tivemos nossos mortos e não nos beneficiamos de execráveis indenizações ou abjetas benesses, cujo exemplo maior está na concessão das famigeradas "bolsas - ditadura". Sabem, ainda, que erros foram cometidos pelos dois lados e que só um deles é tido como vilão.

O segmento militar, com esta unidade de pensamento e com esta conduta, deixa surpreendidos e encabulados os intelectuais e ideólogos de esquerda. Em defesa desses louváveis resultados educacionais, não permitiremos que currículos escolares de nossas Escolas Militares sejam modificados unicamente para que caprichos ideológicos contrários à vocação democrática do nosso Exército sejam atendidos. Por isso, quando o assunto for currículos de Escolas Militares, seria muito bom que os entusiasmados membros da CNV não fossem além das sandálias.

Ao encerrar, como um passo à frente do que propõem as tais comissões e os ideólogos da esquerda, o governo poderia criar cargos de confiança para o acompanhamento e sanções que julguem necessários para as nossas Escolas Militares. Seriam similares aos cargos de “comissários políticos”, tão comuns em países que professam ou professaram ideologias autoritárias, como a Rússia, China, Cuba e Venezuela. É o caminho que parece ser o sonho daqueles que hoje nos governam: a ditadura do saber nas escolas!
 

PARA MINIMIZAR CASOS DE CORRUPÇÃO, PT TENTOU TRANSFORMAR JOSÉ DIRCEU E GENOÍNO EM MÁRTIRES


 

jose_dirceu_39Pela culatra – Quando o assunto é o Partido dos Trabalhadores, nada acontece por acaso.
Depois de mais de uma década protagonizando seguidas cenas de banditismo político, o partido do governo agora busca de forma desesperada esculpir às pressas alguns mártires, até porque na seara petista sobram vilões: Eduardo Gaievski, Gleisi Hoffmann, André Vargas, Alexandre Padilha, Rosemary Noronha, Lula e outros tantos. Sem contar os mensaleiros, que rechearão os debates eleitorais que se avizinham.

Com a Operação Lava-Jato, da Polícia federal, prometendo fazer estragos por muitos meses, de acordo com o que apurou o ucho.info, o PT tentou amenizar o estrago e saiu em busca de alguma situação compensatória.Eis que surgiu a ideia de transformar os mensaleiros José Dirceu e José Genoino em vítimas do Judiciário.

O primeiro a participar da estratégia foi Dirceu, que recebeu a visita de integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. Os esquerdistas da CDHM fora ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para conferir as condições em que o Ali Babá do Mensalão do PT cumpre a pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal. E o tiro acabou saindo pela culatra, pois os parlamentares encontraram um televisor e um forno de microondas na cela do ex-chefe dos mensaleiros.

Como era de se esperar, os “companheiros” de esquerdismo classificaram a situação como absolutamente normal, mas trata-se de gritante situação de regalia.
Ora, se os comunistas defendem a tese de “tudo comum a todos”, que os outros 500 mil presos espalhados pelo Brasil tenham as mesmas regalias que José Dirceu et caterva. Do contrário, que os mensaleiros da próxima vez cometam atos de corrupção em algum país nórdico, onde todos os presos são tratados com regalias.

A segunda tentativa petista para produzir um mártir coube ao deputado federal José Nobre Guimarães (PT-CE), irmão do mensaleiro José Genoino. Condenado a quatro anos e oito meses de prisão pelo STF, Genoino cumpria temporariamente a pena em regime domiciliar por causa de alegada cardiopatia, que não se comprovou em recente laudo médico enviado à Corte. Com isso, Genoino terá de se juntar aos mensaleiros que já estão passando uma temporada na Papuda.

Antes da decisão do ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, anunciada nesta quarta-feira (3), José Nobre Guimarães fez mais um discurso inflamado na Câmara dos Deputados, com o objetivo de transformar Genoino em vítima da Justiça. Acontece que a empreitada foi mal sucedida e Guimarães, mentor do escândalo dos “dólares na cueca”, teve que engolir o palavrório que apontava o irmão como detentor de grave estado de saúde.

Como sempre afirma o ucho.info, na política inexistem coincidências. Por isso os brasileiros devem estar atentos a qualquer movimento, mesmo que aparentemente inocente, pois golpes rasteiros como os dessa semana devem surgir pelo caminho.

01 de maio de 2014
ucho.info
 

SEMANA CURTA TERMINA COM O GOVERNADOR DO ACRE TENTANDO SE LIVRAR DA CARAPUÇA DE COIOTE


 

tiao_viana_01Não honra as calças – Governador do Acre, o petista Tião Viana é o típico covarde metido a valente. Sempre genuflexo diante das ordens do partido, Viana não pensou duas vezes em transformar os refugiados haitianos em massa de manobra eleitoral, como forma de tentar alavancar a candidatura do companheiro Alexandre Padilha, escolhido por Lula para tentar tomar de assalto o Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista.

 
Tião Viana fretou um punhado de ônibus e despachou centenas de haitianos para a cidade de São Paulo, atitude que fez com que o governo paulista criticasse a forma como se deu a operação.

 
Viana, que se esforça para mostrar competência, referiu-se à população do mais importante estado da federação como “elite paulista”.

 
Na sequência, ao ser desautorizado por integrantes do PT e também da esquerda tupiniquim, Viana partiu para o ataque e acusou os paulistas de xenofobia.

Como se fosse pouca a sua desmedida ousadia, Tião Viana disse que processará por danos morais a secretária de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Eloisa de Souza Arruda, que o acusou de agir como coiote.

 
Muito pior do que agir como coiote é fazer o papel de capacho do desgoverno de Dilma Vana Rousseff, que por nada ter a mostrar ao planeta em termos de realizações resolveu abrir as portas aos haitianos, não importando se esses seriam tratados com desumanidade.
Tião Viana é um político pífio que, com o irmão, senador Jorge Viana, faz do longínquo Acre uma espécie de capitania hereditária, em que ambos se alternam no poder e continuamente dão as cartas na política local.

O governador acreano precisa se profissionalizar em termos da malandragem política, pois usar os miseráveis haitianos para jogar Geraldo Alckmin contra a opinião pública não apenas configura um erro grave, mas mostra o seu amadorismo subserviente.

A manobra de Viana foi tão ridícula, que recebeu críticas até mesmo do incompetente prefeito da cidade de São Paulo, o petista Fernando Haddad. A prefeitura paulistana e o governo de São Paulo uniram-se para receber os haitianos que não param de chegar à mais importante cidade brasileira, sem que até agora o Palácio do Planalto tenha se pronunciado sobre o fato. Isso dificilmente acontecerá, porque Dilma Rousseff é tão pífia quanto o governador do Acre.

Se a obsessão de Tião Viana é processar alguém, que inclua o editor do ucho.info na mesma ação que será movida contra a secretária Eloisa de Souza Arruda. Considerando que xenófobos existem por toda parte, no Brasil esses certamente não estão em São Paulo, que em quase quinhentos anos de existência sempre recebeu pessoas de todas os rincões do planeta, sem qualquer tipo de distinção.

Fora isso, para reforçar os motivos de eventual processo, o editor faz coro na afirmação da secretária de Justiça de São Paulo: Tião Viana age, sim, como coiote ao tentar se livrar dos haitianos. Sem contar a sua essência escandalosamente xenófoba.

É importante que o governador Tião Viana não cometa o mesmo erro da senadora Gleisi Hoffmann, censora nata e dona de incompetência colossal, que decidiu processar o editor do site fora do domicílio do réu.

01 de maio de 2014

ucho.info
 

O BOLSISMO PELO CONTINUÍSMO, CUSTE O QUE CUSTAR...


Aumento do benefício do Bolsa Família é jogada populista de Dilma para comprar a reeleição

dilma_rousseff_392Virou baderna – Não bastasse a preocupante crise econômica, que diariamente se faz presente no bolso do brasileiro, a presidente Dilma Vana Rousseff enfrente uma grave crise institucional, com manifestações inclusive dentro do seu próprio desgoverno.

Em queda nas pesquisas eleitorais e tendo de lidar com o movimento “Volta Lula”, a presidente adotou um discurso populista para comemorar o 1º de Maio, Dia do Trabalho.

Usando a cadeia nacional de rádio e televisão, na noite de quarta-feira (30), Dilma anunciou reajuste de 4,5% na tabela do Imposto de Renda, como forma de minimizar a mordida do Leão no salário dos brasileiros e aumento de 10% no valor do benefício pago pelo programa “Bolsa Família”.

“Acabo de assinar uma medida provisória corrigindo a tabela do Imposto de Renda, como estamos fazendo nos últimos anos, para favorecer aqueles que vivem da renda do seu trabalho. Isso vai significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador”, declarou Dilma. “Assinei também um decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família recebidos por 36 milhões de brasileiros beneficiários do programa Brasil sem Miséria, assegurando que todos continuem acima da linha da extrema pobreza definida pela ONU. Anuncio ainda que assumo o compromisso de continuar a política de valorização do salário mínimo”, completou a presidente.

O jornal britânico “Financial Times” classificou como “passo populista” a decisão da presidente de aumentar o valor do benefício do Bolsa Família. “O passo populista marca o mais agressivo contra-ataque da presidente contra a oposição, que tenta diminuir sua forte liderança nas pesquisas”, destacou o sisudo tabloide.

Em relação à valorização do salário mínimo, Dilma continua agarrada à onda de mitomania que tomou conta do Palácio do Planalto com a chegada de Lula à sede do Executivo federal. A afirmação de Dilma é uma piada de péssimo gosto, pois o aumento concedido pelo governo ao salário mínimo permite ao trabalhador colocar sobre a mesa, diariamente, apenas um pãozinho e uma banana. Isso poderia se considerado uma conquista se o salário mínimo fosse capaz de garantir uma vida digna ao trabalhador.

Para se ter ideia do absurdo que representa a declaração presidencial, o salário mínimo ideal, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico (Dieese), deveria ser de R$ 2.992,19, valor 313% superior à remuneração básica atual que é de R$ 724. O cenário piora sobremaneira quando considerado um dado do IBGE sobre a renda do brasileiro.

Segundo o instituto, dois terços da população do País recebem menos de dois salários mínimos por mês. Levando-se em conta que nas grandes capitais brasileiras o aluguel de um barraco em favela qualquer não sai por menos de R$ 500, o discurso de Dilma não pode ser levado a sério. Fora isso, a inflação real já deixou para trás o patamar de 20% ao ano, muito acima dos absurdos 6,5% da inflação oficial.

No que tange ao Bolsa Família, Dilma está usando o suado dinheiro do contribuinte para tentar garantir sua reeleição. Mais um absurdo com a chancela petista, pois enquanto o salário mínimo e os benefícios dos aposentados e pensionistas do INSS são majorados de acordo coma inflação, o “mensalinho” do Bolsa Família recebe aumento acima disso.

Tirar o ser humano da miséria é obrigação de qualquer governante, mas mantê-lo na ociosidade é irresponsabilidade e falta de visão político-administrativa. O governo do PT insiste no erro de pagar o benefício sem exigir a contrapartida prevista inicialmente no projeto. De tal modo, o Bolsa Família nada mais é do que a garantia de que os beneficiários do programa continuarão engrossando o curral eleitoral petista.

01 de maio de 2014
ucho.info

NOTA AO PÉ DO TEXTO

Leiam o post "MAIS DE CINQUENTA MILHÕES NA FOLHONA DE PAGAMENTO DA UNIÃO
(Roberto Macedo)

UMA DATA PARA LEMBRAR A ETERNA LUTA PELOS DIREITOS CIVIS




   


As notícias que chegavam da Europa eram recebidas nos Estados Unidos com imensa revolta e apreensão. Karl Marx havia lançado (1848) o Manifesto do Partido Comunista e escrevia artigos violentíssimos nos jornais alemães e franceses – o que causou sua expulsão destes dois países. Marx insurgia-se contra o feudalismo (distribuição de terras entre amigos), frisando: “Quem trabalha, não lucra: quem lucra, não trabalha”. Foi o primeiro a falar em direitos trabalhistas.
A Comuna de Paris (1871) foi esmagada em 72 dias, mas ficou conhecida como ‘A Alvorada de Março’, pela sua contundente luta contra o feudalismo. “O poder do estado, que parecia planar bem acima da sociedade, era, todavia, ele próprio, o maior escândalo desta sociedade e, ao mesmo tempo, o foco de todas as corrupções”.

Naquela ocasião (século 19), os trabalhadores lidavam com objetos cortantes como lâminas, facas e serras sem qualquer treinamento ou proteção, o que causava mortes e/ou mutilações. A jornada diária de trabalho era de 16 (dezesseis) horas, sendo que o que era considerado quase que unicamente era a tarefa em si – que deveria ser concluída mesmo se o operário estivesse cansado ou doente. Não raro, os supervisores açoitavam os operários, cobrando deles energias que já não tinham.
Em 01 de maio de 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago/Estados Unidos, cuja finalidade era obter a redução da jornada diária de trabalho de 16 para 8 horas. Enfrentaram a polícia e oito morreram.

MORTES DE LADO A LADO
No dia 03 de maio, nova manifestação, com mais mortes. Dia seguinte … outra manifestação como protesto. Mortes de lado a lado! Os trabalhadores estavam lutando!
Três anos mais tarde, em 20 de junho, a Segunda Internacional Socialista, em Paris, reuniu-se e decidiu convocar anualmente seus integrantes para novas manifestações com o objetivo de prosseguir lutando pela redução da jornada diária de trabalho.
A data escolhida foi o Primeiro de Maio, como homenagem às lutas de Chicago, que resultou na morte por enforcamento de oito líderes trabalhistas norte-americanos naquele dia de 1886.
Vale registrar que nos Estados Unidos o Primeiro de Maio não é comemorado como o Dia do Trabalhador, preferem a primeira segunda-feira de setembro, desde 1894.
“É melhor assim, pois emendamos o fim de semana para fazer ‘picnics’, é a justificativa.
Viva o Trabalhador! O pilar maior, a razão de ser de todas as sociedades!

01 de maio de 2014

Almério Nunes

PERDENDO O RESPEITO



 A liturgia do poder diz que algo anda errado quando um visitante, convidado ao palácio, não poupa de críticas ao seu anfitrião. Pior quando os áulicos presentes ao salão não escondem a satisfação com o desconforto do chefe.
 
Pois tal cena se deu em pleno Palácio do Planalto, durante recente reunião do Conselho Econômico e Social, o chamado Conselhão, que reúne governo, empresários e sindicalistas para debater os rumos do país.
 
Presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, Ubiraci de Oliveira (foto), para surpresa dos presentes, disparou críticas ao governo.
 
Protestou contra promessas não cumpridas de verbas para mobilidade urbana. “O governo foi a TV em junho passado e apresentou um investimento  de R$ 50 bilhões. Mas o que estou observando é que, de lá para cá, a situação não melhorou.”
 
Disse mais “Enquanto isso, corte no Orçamento para fazer superavit, taxa de juros nas alturas e exorbitantes transferências de recursos ao exterior para pagamento de juros aos bancos estrangeiros.”
 
 
Dilma, na mesa principal, ouvia tudo de semblantes carregado. Na plateia Ministros e assessores faziam, protegidos dos olhares da chefe, gestos de concordância. Teve quem sorrisse de satisfação. Talvez nem tanto pelo conteúdo, mas pela coragem do convidado.
 
Ao final Ubiraci foi efusivamente cumprimentado por colegas do Conselho. Um empresário disse: “Mandou bem”. Da anfitriã ganhou um aperto de mão seco.
 
O sindicalista lavou a alma de muito assessor que já não aguenta mais a descomposturas da chefe e de empresários que se cansam do jeito sabe tudo de Dilma.
 
Enfim, o estilo irascível da petista só joga contra ela própria. Leva ao isolamento — tem um ministro que prefere evitar o Planalto – e sufoca a criatividade de sua equipe. Algo que não combina nem um pouco com a governança.
 
(artigo enviado por Mário Assis)
 
01 de maio de 2014
 
Valdo Cruz

Folha de SP


 

 

SOBRE O LIVRO DE THOMAS PIKETTY "CAPITAL NO SÉCULO XXI"






1. Por que o livro de um jovem economista francês provocou tamanho rebuliço na imprensa e nos centros de poder global? Como Thomas Piketty e seu “Capital no Século XXI” conseguiram seduzir Obama e a comunidade internacional, fazendo do livro um dos mais citados no Google, esgotando a tiragem da Amazon? Economistas laureados dos dois lados do espectro ideológico, gente da estatura do clássico Robert Solow e do keynesiano Paul Krugman, escreveram fartas e elogiosas resenhas sobre a obra de Piketty – de onde vem a inusitada exaltação, inimaginável no Brasil dividido que não enxerga mérito em argumentos contrários à visão de quem os contesta?

O próprio autor fornece a resposta. Para os amantes da literatura do Século XIX, para os leitores de Balzac e Zola, ficando apenas com os naturalistas franceses conterrâneos de Piketty, o interesse não é surpresa. Afinal, há tema mais engagé e empolgante, assunto que arrasta o leitor pelas entranhas, do que o maniqueísmo atrelado a uma boa discussão sobre a desigualdade da riqueza?

2. A miséria dos mineiros franceses retratada em Germinal, a luta ingrata do homem de classe média pela glória e pela fama, imortalizada no Lucien Chardon de Ilusões Perdidas. O desespero de milhões de desempregados no mundo pós-crise, os jovens desalentados, aqueles que jamais tonar-se-ão os futuros Tim Cook. A desconstrução do “American Dream”, minuciosamente documentada nos dados levantados por Piketty e seus coautores, eis a fórmula do sucesso, assim é que se faz um best-seller de economia.

Um best-seller realista, na melhor tradição literária do Século XIX, livro que fala do quadro de baixo crescimento global resultante da crise, quadro esse que conosco permanecerá. Obra que aborda sem rodeios o tema das grandes fortunas construídas no período de maior euforia dos mercados, estoque que não é desgastado pela economia global modorrenta, muito pelo contrário.

3. A tese central de Piketty é simples: quando a remuneração da riqueza (do “capital”) excede o crescimento econômico, a desigualdade aumenta, os ricos ficam mais ricos, a classe média e os menos abastados ficam para trás. Na melhor das hipóteses, permanecem estagnados. A descoberta parece óbvia e é isso que tanto a favorece. Como outras grandes descobertas, sua força reside precisamente em não ter sido vista antes, embora estivesse em ampla evidência. É a obviedade, no melhor sentido do termo. Infelizmente, aqui nas nossas bandas do sul, a força do argumento foi ignorada pelos opinativos de sempre para que se pudesse desmantelá-lo de forma rasteira.

Não, a recomendação de instituir um imposto sobre o capital que a tantos deixou de cabelo em pé não é o ponto alto do livro, está longe de ser a maior contribuição da obra de Piketty. Interessante mesmo é a regularidade empírica por ele desvelada, essa de que quando as economias crescem pouco, os mais abastados é que se saem bem. Corolário disso é que, tudo mais constante, a remuneração da riqueza é tanto maior quanto menor for a inflação, quanto mais achatados forem os salários. Afinal, não há inflação sem pressão salarial, a conhecida espiral salários-preços. Quando há deflação, o efeito das quedas de preço sobre a riqueza é ainda mais forte. Pensem no Japão, cuja evolução do estoque de riqueza mais do que compensa a falta de crescimento das últimas décadas.

4. A deflação, ou a perspectiva de uma inflação persistentemente baixa, assombra o mundo. O debate macroeconômico nos EUA, na Europa, no Japão, no Reino Unido está, em maior ou menor grau, influenciado por isso. A inflação é um bicho esquisito. Quando é baixa demais, aumenta a desigualdade num torvelinho vicioso; quando alta demais, também. Enquanto o mundo se engalfinha com o aumento da desigualdade associado à falta de crescimento e à estagnação dos salários, o Brasil enfrenta o estrangulamento econômico provocado por políticas desajustadas que soltaram as rédeas da inflação.

O dilema brasileiro pode parecer o oposto do desafio mundial, mas leva ao mesmo lugar: o aumento da disparidade da renda – no caso, proveniente da corrosão dos rendimentos da classe média pela alta excessiva dos preços.

5. Se as conclusões bem embasadas de Thomas Piketty e de seus coautores estiverem corretas, o quadro da China assusta. A China dos anos da bonança, aquela que foi uma fonte de inflação para o mundo, está mudando. A forte desvalorização do iuane desde o início de 2014, provocada por uma combinação de políticas intervencionistas com o desaquecimento da economia, contribui para o cenário de inflação baixa. Embora Obama tenha mantido o silêncio sobre esse assunto na sua mais recente visita à Ásia, o incômodo das autoridades americanas ficou evidente no mais recente relatório do Tesouro sobre o tema.
Possíveis pressões deflacionárias resultantes do fortalecimento do euro frente ao iuane tampouco deixam os líderes europeus tranquilos. A política cambial chinesa é muito mais do que uma ameaça à competitividade mundial; ela é também uma fonte potencial de aumento da desigualdade num mundo globalizado.

6. No Brasil, dizem que “a inflação é o âmago do debate”. Frase brilhante não fosse ela a expressão da mais completa obviedade. A inflação é sempre o âmago do debate, não apenas no Brasil. Os contornos do debate brasileiro são apenas diferentes, nem mais nem menos importantes por isso. Que a inflação brasileira é resultado de políticas mal concebidas e de estratégias torpes não se discute. Ou melhor, discute-se à exaustão, o que dá no mesmo.
Como debelá-la, salientando para a população em geral que esse é o desafio para reduzir a desigualdade e dar novo impulso ao processo de inclusão social, eis a tarefa dos presidenciáveis, esses que, até agora, preferem apenas apontar o dedo. O maniqueísmo é mais fácil, além de render boas manchetes para os jornais.

7. Enquanto isso, a campanha da Presidente Dilma tenta resgatar alguma credibilidade na área econômica anunciando de antemão quem comporá a sua futura equipe, caso reeleita. Infelizmente, o tempo para isso já passou. Talvez o anúncio de que o Presidente do Banco Central ocupará o Ministério da Fazenda tivesse feito alguma diferença no início do ano, quando a inflação parecia mais controlada, quando a Petrobras não era o escândalo estrepitoso de agora. Talvez tivesse, naquele momento, reconquistado um pouco da confiança que agora parece ter desaparecido de vez.

Daqui para frente, só as manchetes sensacionalistas e as pesquisas de opinião hão de nortear os mercados. O debate modorrento, repleto de frases de efeito e clichês amarrotados, faz pouca diferença, se é que alguma.

8. O livro instigante de Thomas Piketty prenuncia o advento de sociedades movidas, sobretudo, pelas fortunas herdadas, a débâcle da meritocracia. Escreve Balzac em Ilusões Perdidas: “por isso, quanto mais medíocre é alguém, mais depressa sobe; pode resignar-se a tudo, bajular as paixõezinhas baixas (…)”. É o retrato desse Brasil brasileiro, tão Século XIX.


(artigo enviado por Mario Assis)

01 de maio de 2014

  Monica Baumgarten de Bolle 
BLOG Lorotas políticas e verdades efêmeras

NO CONGRESSO, GRAÇA FOSTER EMBROMA A OPOSIÇÃO, QUE REVELA UM DESPREPARO INACREDITÁVEL



 
  

Maria das Graças Foster (seu verdadeiro nome) está indo bem nos “depoimentos” no Congresso, em função do baixo rendimento dos parlamentares de oposição, que não procuram se inteirar dos aspectos técnicos do caso Pasadena, como a diferença entre refino de óleo leve e pesado. E assim presidente da Petrobras vai embromando e fornecendo informações ardilosas.

Já afirmou, por exemplo, que a refinaria estaria processando 100 mil barris/dia (mesma informação do ex-presidente Sergio Gabrielli).
Mas, com toda a certeza, ela e ele estão se referindo à “capacidade nominal” da refinaria, instalada em 1934 e que hoje está necessitando desesperadamente um “refit”, como se diz atualmente. Na verdade, o que interessa é a capacidade real de refino, o segredo mais bem guardado da Petrobras.

Disse ela na Câmara, esta quarta-feira, que a unidade no Texas deu lucro no primeiro trimestre, mas não revelou o total. Pode até estar dizendo a verdade, porque a refinaria tem mesmo condições de dar algum lucro, mesmo refinando apenas 20 mil barris/dia.
Se estivesse refinando 100 mil barris/dia, como ela e o ex-alegam, estaria dando um baita lucro e Graça Foster (como prefere ser chamada) teria esfregado os números dessa performance na cara dos parlamentares da oposição, é claro.

ARDILOSAMENTE…

As respostas dela são sempre ardilosamente preparadas. Com isso, a presidente da Petrobras está conseguindo embromar os parlamentares da oposição, que nos depoimentos têm revelado um despreparo constrangedor.
Os oposicionistas costumam ficar restritos a perguntas sobre preço da refinaria, investimentos e coisas que tais. Mas não é por aí. O fundamental é saber quanto a refinaria refina por dia e quanto dá de lucro. É isso que importa.

Graça Foster disse que a refinaria deu lucro no primeiro trimestre, mas por que não revelou o valor? Os parlamentares de oposição têm de investir nesse particular. Devem perguntar também por que o presidente da Petrobras América entre 2007 e 2008, o engenheiro Alberto Guimarães, se posicionou frontalmente contra a compra dos outros 50% da refinaria de Pasadena. Ele também demonstrou discordância quanto ao valor negociado com a sócia belga Astra Oil.

ALERTAS POR E-MAIL

Recente reportagem de Sabrina Valle e Cláudia Trevisan, no Estadão, revelou que em setembro de 2007 o então presidente da Petrobras América, braço da estatal nos EUA, fez os alertas por e-mail. Sob o comando de  Sérgio Gabrielli, a Petrobras tinha comprado 50% de Pasadena em 2006 por US$ 360 milhões e ofereceu US$ 700 milhões aos belgas para ficar com toda a refinaria em dezembro de 2007. Quem assinou a proposta foi o então diretor da área internacional, Nestor Cerveró. Alberto Guimarães, um dos mais experientes especialistas da Petrobras, não foi ouvido.

Ele havia assumido o cargo em 1.º de janeiro de 2007. Em outubro de 2008 acabou substituído por José Orlando Azevedo, primo de Gabrielli. Naquela época, a Petrobras e Astra Oil já haviam se desentendido e estavam em litígio. Azevedo ocupou o cargo até 2012, quando a estatal brasileira foi obrigada pela Justiça dos EUA a comprar os 50% da empresa belga, num negócio que superou US$ 1,2 bilhão.

“ORDENS SÃO ORDENS”

Trocas de e-mails reproduzidas em um dos processos do litígio revelam a oposição de Guimarães e sua resignação diante da orientação dada pela cúpula da Petrobras no Brasil. “Ordens são ordens”, escreveu numa mensagem eletrônica de 28 de setembro de 2007.

Os documentos foram apresentados na ação que a Astra Oil iniciou em 1º de julho de 2008 para exigir o cumprimento do acordo de US$ 700 milhões, assinado no dia 5 de dezembro de 2007 por Cerveró e Gilles Samyn, CEO da Transcor Astra, a empresa que controla a Astra Oil.

Se não houve irregularidades na compra da refinaria, por que Nestor Cerveró e José Orlando Azevedo, funcionários de carreira, foram demitidos da Diretoria Financeira da BR e da Diretoria Comercial da Transportadora de Gás?

Diante disso tudo, os parlamentares da oposição parecem meio desinformados, ou não?
 
01 de maio de 2014
Carlos Newton
 

Volta Lula!

A DÍVIDA E A PROMISSÓRIA


 



Vinte e dois anos depois vem a última e definitiva decisão do Supremo Tribunal Federal no julgamento de Fernando Collor: absolvição plena.
O ex-presidente discursou esta semana no Senado, cobrando a humilhação e o prejuízo a que foi submetido. Indagou quem lhe devolverá o mandato. A Câmara, que o afastou temporariamente? O Senado, que o condenou?
Só que tem um detalhe: foi ele mesmo que renunciou, imaginando livrar-se do processo que os senadores entenderam devesse continuar.
O atual senador por Alagoas manterá, no fundo da alma, o propósito de retornar ao palácio do Planalto, mas agora só através de nova eleição. Não dá para descontar a promissória, apesar da dívida vencida.
Tantos anos depois, a gente fica lembrando os motivos que levaram o Congresso a promover o impeachment afinal frustrado pela renúncia. Inexperiência do jovem presidente? 
Arrogância? Ligações perigosas com o PC Farias? A verdade é que faltou diálogo entre Collor e a maioria dos parlamentares. Assim como faltaram ministros de primeiro nível para aconselhá-lo. Só quando não adiantava mais foi composto um ministério de excepcional densidade. Se o ex-presidente vai arriscar uma segunda candidatura, no futuro, nem ele saberá. Os tempos são outros.
Perder a presidência da República, no Brasil, tem sido uma constante para muitos de seus ocupantes. Deodoro da Fonseca foi o primeiro, ao renunciar. Afonso Pena e mais tarde Costa e Silva morreram no exercício do mandato. Washington Luiz, deposto, Julio Prestes, impedido de assumir. Getúlio Vargas, deposto uma vez, matando-se na outra. Carlos Luz e Café Filho, depostos. Jânio Quadros, outra renúncia. João Goulart, outra deposição. Tancredo Neves, doente horas antes de tomar posse. Finalmente Fernando Collor, mais uma renúncia.
Tomara que tantos dramas, tragédias e farsas nunca mais se repitam, registrando-se não haver no planeta uma só república que não tenha enfrentado percalços semelhantes, mesmo em situações variadas. Nos Estados Unidos, quatro presidentes foram assassinados. Na América Latina, muitos mais, nem se falando da Africa, Asia e mesmo da Europa.


Vale, por hoje, tirar uma lição: o poder é imperscrutável especialmente por quem o exerce.
01 de maio de 2014
Carlos Chagas

NO DESESPERO COM O CRESCIMENTO DO "VOLTA LULA", A PRESIDENTE DILMA APARECE NA TV E SÓ FALTA PROMETER CHUVA PARA ENCHER OS RESERVATÓRIOS


 


O que o LULA disse sobre o SUS e a realidade no desabafo de uma medica.VERGONHA!


Eu fico com vergonha por eles, pelo Lula, pela Dilma por esse Governo tão desprezível.

BLOG LOROTAS POLÍTICAS E VERDADES EFÊMERAS

CRISE QUE CHACOLHA O PAÍS, ATÉ ENTÃO NEGADA POR PALACIANOS, JÁ É ADMITIDA POR ASSESSORES DE DILMA

dilma_rousseff_381Luz vermelha – É cada vez menos confortável a situação de Dilma Vana Rousseff como candidata à reeleição. 


Pesquisas de intenção de voto têm mostrado queda do apoio popular à presidente da República, que tem visto sua aprovação despencar na esteira da crise econômica e dos muitos escândalos de corrupção de um governo marcado pela incompetência.

 

Em relação à mais recente pesquisa, do instituto MDA e realizada a pedido da Confederação nacional dos Transportes, a queda de Dilma foi de 6,7 pontos percentuais, na comparação com o levantamento de fevereiro passado. Como noticiou o ucho.info em matéria anterior, o Palácio do Planalto trabalha com números ainda piores, o que faz crescer o temor de a eleição presidencial de outubro próximo ser decidida no segundo turno, cenário que os petistas tremem só de pensar.

 
Nesta terça-feira (29), o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, conversou com os jornalistas sobre a pesquisa do MDA e deu declarações que devem ser analisadas com cuidado. Carvalho disse que quem já esteve no Executivo sabe que uma crise pode surgir a qualquer momento, o que não significa que não possa ser debelada. Ou seja, o secretário-geral da Presidência admitiu que há uma crise no governo petista.
 


Enquanto mantém silêncio quase obsequioso em relação ao caos que se instalou no País, Dilma assiste ao alastramento na crise, começando pelo próprio governo, onde colaboradores próximos começam a acenar com possível desembarque. É o caso da ministra do Turismo, Marta Suplicy, que nas coxias do PT vem defendendo a candidatura de Luiz Inácio da Silva.
 


O movimento “Volta Lula”, que em tese não tem o apoio do antecessor, cresce a cada dia e já conquistou partidos da base aliada, como o PR, cuja bancada na Câmara dos Deputados defende o retorno do ex-presidente como forma de o Brasil sair da crise. Pensamento utópico, pois boa parte da crise que chacoalha o País no momento é de responsabilidade de Lula, que durante anos governou na base da fanfarrice, sem se preocupar com o planejamento e investimentos em infraestrutura.
 

Aos jornalistas, Gilberto Carvalho tentou colocar panos quentes sobre o movimento “Volta Lula”, mas é preciso considerar dois fatos importantes. O primeiro deles é que Dilma Rousseff ainda não assumiu, mesmo que extra-oficialmente, que é candidata à reeleição. Ela está em franca campanha, mas apenas nesta terça-feira, na Bahia, a presidente adotou um discurso com viés eleitoreiro. Até então, apenas eventos oficiais tinham a essência de campanha.
 

O segundo fato a ser considerado é que até agora Lula tem evitado assumir publicamente e de maneira firme que não é candidato. Quando perguntado sobre o assunto, o ex-presidente sai pela tangente, como fez em recente entrevista à RTP, de Portugal. À televisão portuguesa, quando perguntado sobre eventual retornou ao Palácio do Planalto, Lula disse que em política jamais deve-se dizer não.


 
Somados esses fatores, o cenário político atual leva a crer que Lula não apenas é candidato, como trabalha nos bastidores pela débâcle da sua sucessora. Vencer a eleição presidencial de outubro próximo é uma questão de sobrevivência para o PT. Isso porque a vitória de um adversário político significaria a descoberta das centenas de escândalos de corrupção que ao longo dos últimos onze anos ganharam a estrela petista.

 
Em relação à defesa que Gilberto Carvalho faz em relação ao projeto de reeleição de Dilma, não se pode esquecer que o secretário-geral da Presidência é o principal olheiro de Lula no Palácio do Planalto.


 

01 de maio de 2014  Lorotas políticas e verdades efemeras
ucho.info