sábado, 31 de maio de 2014

GOVERNO DO LULA E DA DILMA ABRE A PORTA DA MISÉRIA PARA OS BRASILEIROS. PESQUISA DO IBGE MOSTRA QUE ECONOMIA BRASILEIRA ESTAGNOU.

Blog do Aluizio Amorim


Os números da pesquisa do IBGE são desoladores. O desgoverno do PT está conseguindo o seu intento, ou seja, destruir a economia brasileira para subjugar o povo, como fez Fidel Castro em Cuba, e como está fazendo a tirania do chavismo, irmão siamês do petismo, na Venezuela. É uma estratégia tão velha quanto a velhice do comunismo, redivivo na sua versão do "socialismo do século XXI".
 
 
E, como na Venezuela, no Brasil já existem os "boliburgueses", os burgueses bolivarianos, ou seja, aqueles empresários que apóiam o gigantismo estatal para se locupletar. Na Venezuela são os chupins do petróleo, aquele grupo empresarial associado aos negócios petrolíferos em torno da PDVSA, que é a Petrobras de lá.
 
 
A loucura bolivariana já conseguiu destruir o sistema produtivo venezuelano e os cidadãos daquele país já enfrentam, como os cubanos enfrentam há mais de meio século, a brutal escassez de alimentos. 
 
 
Esta é a estratégia da insanidade comunista, apesar de todas as lições do passado e do presente, do exemplo concreto esboçado por uma realidade insofismável: quando mais Estado mais desgraça, fome, miséria. Em todos os países onde o receituário econômico capitalístico foi seguido à risca, prosperaram e continuam próspero. 
 
 
Os que acreditaram na cantilena socialista patinam. Que o digam os países da Europa encalacrados justamente por acreditarem que o Estado é capaz de sustentar uma Nação. E até mesmo a China é um exemplo, pois resolveu aplicar o receituário capitalista ao nível da economia, embora continue sonegando a liberdade política. Até quando não se sabe e a explosão popular num país com cerca de 1,4 bilhão de habitantes é algo ainda para ser visto. 
 
 
O que está agora acontecendo no Brasil era previsível. O PT é um partido comunista revolucionário que reúne um bando de psicopatas e planeja transformar o Brasil numa ditadura comunista nos moldes cubanos. O MST não destrói fazendas produtivas a troco de nada. Isso faz parte da estratégia de implantar um regime de fome como em Cuba. Aliás, como se vê nos dados agora divulgados pelo IBGE, o que ainda está segurando o Brasil e alimentando a população brasileira é o agronegócio.
 
 
Não foi por falta de aviso. Todavia, nunca é tarde para recuperar o terreno perdido e salvar o futuro dos brasileiros, sobretudo os mais jovens, que o PT tenta sonegar. 
 
 
Na verdade, o objetivo precípuo do PT é transformar a totalidade da população brasileira em dependentes da "bolsa família". Restaria, entretanto, uma classe opulenta: a dos altos burocratas estatais e mais uma meia dúzia de empresários e banqueiros e a corrupção seria permanente, pois os corruptos estariam a salvo já que a liberdade de imprensa seria uma quimera.
 
 
Dar mais um mandato para o governo do PT é, portanto, atirar a pá de cal na democracia, na liberdade e fazer uma aposta na miséria. 
 
 
Transcrevo matéria do site do Estadão que revelam com toda a crueza o descalabro da economia brasileira. Uma vergonha. Leiam:
 
 
A economia do País desacelerou o crescimento no primeiro trimestre de 2014. O Produto Interno Bruto (PIB) subiu 0,2% no primeiro trimestre, impactado sobretudo pela queda da indústria e dos investimentos. O consumo das famílias ficou praticamente estável. No último trimestre de 2013, o PIB havia avançado 0,4%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
 
A desaceleração da atividade econômica no trimestre passado veio em meio à queda generalizada da confiança dos agentes econômicos no ano em que a presidente Dilma Rousseff tenta sua reeleição. A economia do Brasil tem crescido de forma errática desde 2011 apesar das inúmeras medidas de estímulo adotadas pelo governo, cenário que pode durar por muito tempo ainda. Dentro da equipe econômica, ha avaliações de que ele persistirá até o início de 2016.
 
 
O resultado do PIB veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas de 65 instituições consultados pela Agência Estado (de -0,30% a +0,60%), que resultou numa mediana positiva de 0,20%. Na comparação com o primeiro trimestre de 2013, o PIB avançou 1,90% no primeiro trimestre deste ano. O resultado ficou dentro das estimavas dos analistas do mercado, que previam alta entre 0,90% e 2,50%, com mediana de 1,98%.
 
 
Com o dado divulgado hoje, o PIB acumula alta de 2,5% no acumulado em 12 meses até o primeiro trimestre de 2014. Ainda segundo o instituto, o PIB do primeiro trimestre do ano totalizou R$ 1,2 trilhão.
 
 
O IBGE revisou ainda os resultados passados, levando em consideração a nova composição da série da produção industrial. Em 2013, o PIB cresceu 2,5%, um pouco melhor do que a expansão de 2,3% informada antes.
 
 
Analistas veem o PIB crescendo 1,63% neste ano, segundo última pesquisa Focus do BC. Já o governo vê em 2,3%, como chegou a afirmar o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
 
 
AGRONEGÓCIO CONTINUA SEGURANDO TUDO
 
 
O agronegócio, que subiu 3,6%, foi o que puxou o crescimento da economia. A tendência para o PIB do setor no restante do ano é positiva, avaliou Robson Mafioletti, agrônomo e assessor da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). Conforme ele, o desempenho dos setores de grãos e carnes deve continuar firme. E mesmo as safras de café e de cana-de-açúcar, que registraram quebras por conta da estiagem no início do ano, serão compensadas pela alta dos preços internacionais dos produtos.
 
 
"O trigo vai dar um puxada boa. A produção será maior, em torno de 7 milhões de toneladas, a partir de dados preliminares. No ano passado, foram 5 milhões de toneladas. A perspectiva para a soja também é positiva, com produção passando de 81 milhões para 87 milhões de toneladas", afirmou. "O PIB não está ruim, se levarmos em conta que o PIB brasileiro não deve chegar nem a 2% (neste ano)", avaliou Mafioletti.
 
 
SETOR INDUSTRIAL DESABA
O desempenho fraco da economia sofreu impacto da indústria, que não teve um bom primeiro trimestre. O PIB da indústria caiu 0,8% no primeiro trimestre de 2014 em relação ao quarto trimestre de 2013, o pior resultado do segmento desde o segundo trimestre de 2012, quando tinha recuado -1,8%. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o PIB da indústria mostrou alta de 0,8%.
 
 
Para o setor automotivo, o primeiros meses de 2014 também foram difíceis. A indústria de transformação, que engloba o setor, caiu 0,5%. Montadoras já falaram em dar férias coletivas para ajustar o ritmo de produção ao menor volume de vendas deste ano.
 
 
TAXA DE INVESTIMENTO MINÚSCULA
A taxa de investimento, de 17,7% Produto Interno Bruto (PIB) é a pior para primeiros trimestres desde 2009, quando ficou em 17,0%. Já a taxa de poupança (12,7%) é a menor para primeiros trimestres da série histórica (desde 2000) apresentada pelo IBGE.
 
 
A queda de 2,1% na formação bruta de capital fixo (FBCF) no primeiro trimestre do ano, ante o quarto trimestre de 2013, é a maior desde os três primeiros meses de 2012, quando o recuo foi de 2,2%. Já na comparação do primeiro trimestre com igual período do ano anterior, o recuo de 2,1% é o maior desde o quarto trimestre de 2012 (-4,2%).
 
 
AS FAMÍLIAS MASSACRADAS
Impactado pelo aumento do juro ao longo dos últimos meses, o consumo das famílias caiu 0,1% no primeiro trimestre de 2014 em relação ao quarto trimestre de 2013, o pior resultado desde o terceiro trimestre de 2011, quando a queda foi de 0,3%. Nesta semana, o Banco Central interrompeu a escalada dos juros e manteve a Selic em 11% ao ano. Ainda assim, em 12 meses, a alta do juro é de 3 pontos porcentuais, o que acabou impactando no consumo das famílias. Do site do Estadão
 

UMA BARBARIDADE INDESCRITÍVEL: RITUAL SATÂNICO NA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE DE RIO DAS OSTRAS TEVE ATÉ MUTILAÇÃO GENITAL.



Nos meus mais de 40 anos de jornalismo nunca vi nada igual. E não tenho sequer ânimo para analisar e comentar a festa diabólica que aconteceu num curso da Universidade Federal Fluminense em Rio das Ostras. Também não há nem condições de reproduzir as fotos desse festejo, dito "performance", envolvendo rituais em que ocorreram mutilação de genitais. Uma coisa impressionante!

Penso, honestamente, que a maioria dos brasileiros de bem rejeita essas barbaridades. E indago, por qual razão estão transformando as universidades brasileiras numa completa esculhambação? Que futuro terá o Brasil, quando das instituições de ensino servem de palco para todos os tipos de iniquidades inimagináveis?, quando deveriam ser um local de paz, tranquilidade, respeito e educação.

Estes episódios nefastos têm de ser debatidos pela Oposição durante esta campanha eleitoral. Os brasileiros precisam ficar muito cientes desses fatos. Se as instituições de ensino estão completamente anarquizadas, estamos diante de uma situação muito perigosa. 

Enfim, não há palavras para definir o que houve na UFF e o que está havendo no Brasil em termos de violência e estupidez. A reportagem do site de O Globo dá uma ideia precisa do que ocorreu na UFF de Rio das Ostras. Leiam:

A administração central da Universidade Federal Fluminense (UFF) vai investigar denúncias envolvendo um evento realizado pelo curso de Produção Cultural da instituição em Rio das Ostras, na última quarta-feira. 

De acordo as denúncias, baseadas em fotos e informações de alguns alunos nas redes sociais, o evento, chamado Xereca Satanik, começou com uma espécie de performance e terminou com várias pessoas nuas e uma mulher tendo a vagina costurada por outra.

A UFF informa que a instituição ainda está se inteirando dos fatos para “tomar as providências necessárias e esclarecer tudo o que aconteceu no campus de Rio das Ostras”. A universidade ainda afirmou, via assessoria de imprensa, que uma comissão será montada para apurar os fatos, no entanto, sem especificar se ainda nesta sexta-feira ou na próxima semana. “A administração central da UFF só vai se posicionar depois que a comissão apurar os fatos”, informou a assessoria.

No Facebook, foi criado um evento convidando para a “Festa de Confraternização do Seminário Corpo e Resistência e 2º Seminário de Investigação e Criação do Grupo de Pesquisas Cultura e Cidade”. 

A página da festa ainda mostra que foram 2,2 mil pessoas convidadas e 324 confirmadas. Em certo trecho da descrição do evento, os organizadores anunciam “o que vai rolar”: “Pegação, fetiches, destruição, paganismo, bruxaria, lama ao caos” entre várias outras citações, inclusive, irônicas, como “não vai ter copa”. Na mesma págína, numa conversa entre os organizadores e pessoas que teriam participado da festa, a informação é de que as fotos que registram o evento “foram denunciadas” e retiradas.

Uma fonte da universidade, ouvida pelo Globo, que preferiu não se identificar, disse que tudo não passou de uma atividade performática da disciplina de Produção Cultural. Segundo essa fonte, as pessoas nuas que se apresentavam fazem parte de um grupo teatral da cidade mineira de Juiz de Fora, e que alunos da UFF não se despiram ou sofreram agressão. 

A informação é de que houve reclamações sobre o conteúdo e o teor moral da performance, mas que nenhum aluno teria sido obrigado a participar da “encenação” ou violentado, como chegou a ser ventilado nas redes sociais.
De acordo com a fonte ouvida pelo jornal, alguns alunos podem ter se sentido ofendidos de ver as cenas fortes da “performance”.

- Não foi uma festa, como chegaram a dizer, foi um seminário que durou todo o dia 28 de maio - afirma. - Se é arte aquilo, se é cultura, se é legal ou não, não sei dizer, mas ninguém entre os alunos da UFF sofreu agressão. Do site do jornal O Globo

Em resposta à parada gay? Marcha para Jesus reúne multidão de fiéis no Centro do Rio



Cores verde e amarelo tomaram conta da Presidente Vargas.
Fernandinho, Andre Valadão, Perlla e Bruna Karla são atrações.

Marcelo Elizardo Do G1 Rio
Marcha para Jesus acontece no Centro do Rio (Foto: Marcelo Elizardo/G1)Marcha para Jesus acontece no Centro do Rio 
 
 
A Marcha para Jesus reuniu uma multidão de fiéis na Avenida Presidente Vargas, Centro do Rio, na tarde deste sábado (31). O evento, que acontece há 27 anos, teve shows de bandas evangélicas em trios elétricos que agitaram os presentes. 

De acordo com 5º BPM (Praça Harmonia) a caminhada reuniu em torno de 600 mil pessoas. Por volta das 17h30, estavam reunidas cerca de 200 mil pessoas no local de concentração do evento. Até este horário  não havia sido registrado nenhum incidente.
 
As cores verde e amarelo tomaram conta da Presidente Vargas em homenagem à Copa do Mundo, que começa em 12 dias.

Maria José Ferreira foi à Marcha para Jesus na companhia da filha Gilmara Ferreira e do neto Paulo Victor Ferreira. É a segunda vez da família no evento. "Espero que seja uma benção e uma vitória para o Rio de Janeiro", disse Gilmara.

Oito trios elétricos acompanharam os religiosos durante o trajeto até o palco montado na Cinelândia. Os cantores Fernandinho, Andre Valadão, Perlla e Bruna Karla participaram da festa.


Evento acontece há 27 anos
 
A “Marcha para Jesus” registrou seu maior público em 2013, onde meio milhão de pessoas marcharam pelo trajeto até a concentração. A Marcha para Jesus aconteceu pela primeira vez no ano de 1987, em Londres, com a intenção de levar os cristãos para fora das quatro paredes das igrejas.

Dois anos depois, mais de 45 cidades do Reino Unido organizaram o evento, incluindo a capital da Irlanda, Belfast, que uniu seis mil católicos e protestantes, historicamente desafetos no país.

Público lotou a Avenida Presidente Vargas com cores verde e amarelo (Foto: Marcelo Elizardo/G1)Público lotou a Avenida Presidente Vargas com cores verde e amarelo

Operários mortos durante as obras da Copa são lembrados pelos manifestantes. Lençois simulam caixões.


 
Caio Prestes/G1 São Paulo

Campos chama Dilma de 'madrinha da inflação'





Em meio à necessidade de aportes bilionários para organizar as contas das empresas de energia, o problema que afeta o nível dos reservatórios e ativação de térmicas para suprir a demanda nacional, o provável candidato à Presidência, Eduardo Campos, atribuiu a atual crise do setor elétrico à presidente Dilma Rousseff. Nesta mesma semana, o pessebista já havia culpado Dilma diretamente pela alta do custo de vida, apelidando-a de "madrinha da inflação".
Num seminário para discutir diretrizes do programa de governo da chapa encabeçada pelo pessebista e que terá a ex-ministra Marina Silva como candidata a vice, Campos lembrou que o setor elétrico brasileiro é comandado desde 2003 por Dilma, à época ministra de Minas e Energia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Há 12 anos a presidente da República comanda o setor elétrico do País. Dá uma olhada no setor de energia como ele vai", disse Campos, que também afirmou que a crise tem feito com que os produtores do Centro-Oeste comprem geradores de eletricidade próprios para seguir operando. 

O pré-candidato do PSB afirmou ainda que nos últimos três anos a matriz energética brasileira se tornou mais "suja" e que fontes renováveis começaram a "perder expressão". "Abandonamos o planejamento e o respeito a quem estudou (o tema), o respeito ao princípio fundamental da impessoalidade", argumentou, ressaltando que o Conselho Nacional de Política Energética foi enfraquecido no atual governo.

Em sua fala, Campos também disparou críticas contra a presidente pela condução da política econômica, sobretudo o baixo crescimento e a inflação. Sobre o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no último trimestre, afirmou que as projeções indicam que o atual governo chegará ao fim com os índices de crescimento mais baixos da história republicana brasileira.


Fonte: Agencia Estado  Jornal de Brasilia

Campos compara políticos a 'raposas de paletó e gravata'

Na tentativa de empunhar a bandeira da "nova política" nas eleições de 2014, o pré-candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos, comparou hoje políticos de Brasília a "raposas de paletó e gravata". Campos se referiu a políticos que, segundo ele, formam alianças para ocupar espaços na máquina pública e para "se apropriar" do Estado. 
 
Durante um seminário da aliança PSB-Rede-PPS, em Goiânia, para discutir as diretrizes do programa de governo da sua candidatura, que deverá ter a ex-ministra Marina Silva como vice, Campos criticou o modelo de alianças do atual governo e disse que os partidos que hoje formam a base da presidente Dilma Rousseff apoiavam o PSDB no final do governo Fernando Henrique Cardoso.

"As mesmas forças que hoje estão no centro do atual governo estiveram, com exceção do partido que lidera, no centro do governo Fernando Henrique Cardoso", disse. "Eles foram chegando e se apropriando do centro de comando e controle do governo que passou e do que entrou". 

Num discurso recheado de críticas contra a administração Dilma Rousseff, o pessebista afirmou que o Brasil tem agora a opção de "aposentar a velha política" e de tirar o "patrimonialismo da cena de Brasília". "A sétima economia do mundo não pode ficar assistindo em Brasília a um bando de raposas de paletó e gravata, que já surrupiou do povo brasileiro o que tinha para surrupiar", declarou. E continuou: "que divide o estado brasileiro como se divide um cacho de bananas; que divide nacos do Estado como gente que não tem compromisso com o povo".

Ao lado de Marina, o pessebista tenta evitar mais uma eleição polarizada entre PT e PSDB. Ele tem disparado críticas nos últimos dias contra a política de coalização do governo e já havia comparado os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL) a "velhas raposas". De acordo com ele, os dois fariam parte da oposição em seu governo.


Fonte: Agencia Estado  Jornal de Brasilia

Campos e Marina estão em evento da aliança em Goiás

O pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), e sua vice na chapa, a ex-ministra Marina Silva, participam nesta manhã de um seminário regional da aliança PSB-REDE-PPS- PPL, em Goiânia. 
 
 
O evento é promovido pela Fundação João Mangabeira, do PSB, e visa debater as diretrizes do programa de governo da candidatura, elaboradas em fevereiro, com foco no Centro-Oeste. 
 
Também participam do seminário o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), além de outros dirigentes pessebistas, da Rede e das demais siglas da aliança. Após a abertura do seminário, Campos e Marina devem conceder entrevista à imprensa. 
 
 
Fonte: Agencia Estado  Jornal de Brasilia

A monstruosidade de Emir Sader contra Joaquim Barbosa



“Havia ameaças de morte, com telefonemas para o gabinete e a casa dele, com frases covardes como: ‘Sua hora está chegando.’”

A declaração é do chefe de gabinete da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o diplomata Sílvio Albuquerque Silva, explicando a aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa, após dizer que ele chegou ao seu limite de cansaço.

Foi o bastante para que o militante petista Emir Sader, organizador do livro chapa-branca sobre a primeira década do PT no poder, 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma, eternamente empacado nas vendas, como já escrevi aquidisparasse no Twitter:
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Já imaginou se um reacionário fala isso? Se Rachel Sheherazade comenta algo assim na TV? O escândalo que a militância esquerdista faria, gritando “apologia do crime!” e “incitação à violência e à justiça com as próprias mãos!”, como já fez por muito menos (ou nada) – já imaginou? Pois é.


E não é que Sader, na prática, apenas endosse ameaças por telefone. 


Ele as considera pouco, ou melhor, “suspiros de amor” perto das “monstruosidades” de Joaquim Barbosa, cujo nome ele providencialmente omite para evitar um processo. O que estaria acima, então, de ameaças por telefone na escala da delinquência, de forma a se converter em uma suposta reação proporcional a esta “monstruosidade” que é para os petistas o cumprimento da lei, já que não houve uma condenação sequer dos “companheiros” mensaleiros feita sem provas?


Ameaça ao vivo? Agressões verbais na saída de um bar, como as do militante Rodrigo Grassi, o “Pilha”, então assessor parlamentar da deputada federal Érika Kokay? Ou logo “um tiro na cabeça”, como desejava outro militante (da Comissão de Ética do PT!) no Facebook, Sérvolo de Oliveira e Silva, que só agora, com a PF em seu encalço, se diz arrependido da “maior idiotice” que já fez na vida? 


Se ameaças por telefone são “suspiros de amor”, imagino que fazer uma montagem racista em que a imagem de Barbosa apareça associada à de um macaco, como fez o Blog da Dilma, não seja lá para Emir Sader mais do que um beijinho no ombro.

A campanha sórdida da militância real e virtual petista contra Joaquim Barbosa, que obriga o ministro a se precaver para não virar outro Celso Daniel, é apenas mais uma prova do quão cínica, (in)justiceira e monstruosa é essa gente.


A verdadeira insanidade do nosso tempo, como já escrevi, foi tê-la permitido chegar ao poder.


Felipe Moura Brasil – http://www.veja.com/felipemourabrasil

Mais sobre Emir Sader neste blog: Sucesso e Sader-masoquismo

CASO DG – Preso em Niterói, ex-chefe do tráfico do PPG teria informações sobre a morte do dançarino do Esquenta




Wellington delegado
Delegado Wellington Vieira chegou ao acusado através de denúncia anônima.



Veja abaixo (alô, imprensa!) a notícia de sexta-feira do jornal O Fluminense (com grifos meus para os leitores preguiçosos).

Volto em seguida:

Foragido escondido no Hospital Antônio Pedro em Niterói
  Ex-gerente do tráfico no Rio prestava serviços para hospital, afirma delegado


Após receber denúncia anônima, o delegado Wellington Vieira, titular da Divisão de Homicídios (DH) de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, prendeu no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), Leandro Oliveira Resende, apontado pela polícia como ex-chefe do tráfico de drogas dos Morros do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo [vulgo PPG], em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, antes da instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na capital. 


O acusado, que trabalhava no hospital como prestador de serviço contratado por uma empresa terceirizada, não resistiu à prisão.


De acordo com o delegado, contra Leandro existiam três mandados de prisão, sendo dois por roubo e um por tráfico de drogas. O nome de Leandro aparece em 10 inquéritos policiais de delegacias da Zona Sul do Rio. 


Segundo as investigações, Azul, como era conhecido, teria informações sobre a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, de 26 anos, o DG, do programa Esquenta, da Rede Globo, morto em abril. O corpo do dançarino foi encontrado dentro de uma creche na comunidade do Morro Pavão-Pavãozinho. O crime foi atribuído a policiais militares.


O Serviço Disque-Denúncia oferecia R$ 2 mil de recompensa por informações que levassem ao acusado. 


Esconderijo – Ainda de acordo com o delegado, o Azul usava o nome falso de André Luiz Ferreira, além dos apelidos de Macaco e Preto. Ele teria migrado para Niterói após a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em dezembro de 2009, na comunidade onde controlaria o tráfico. 


“Na hora da prisão, ele alegou que não fazia mais parte do tráfico, que agora frequentava a igreja. Mas a polícia acredita que ele ainda trabalhava nos bastidores do crime, passando informações a comparsas. Ele também será interrogado por delegados do Rio, por causa de informações que teria sobre a morte do dançarino”, afirmou o delegado, sem mencionar que informações poderiam ser.


Segundo o Disque-Denúncia, o tráfico do morro Pavão-Pavãozinho lucrava antes da UPP, em média, R$ 3 milhões por mês, sendo R$ 1,4 milhão somente com a venda de crack. O morro do Pavão-Pavãozinho possuía a maior cracolândia da Zona Sul carioca. Ainda de acordo com o Disque-Denúncia, eram vendidos em média 40 quilos da droga por mês, o que gerava um faturamento de cerca de R$ 1,4 milhão.


Muito bem. O título da matéria é um. O título do meu post é outro. 


Chamo a atenção para o caso DG, sobre o qual escrevi uma porção de artigos (que seguem abaixo), repletos de informações em primeira mão, e do qual os repórteres da grande imprensa parecem ter se esquecido. Durante cerca de dez dias, o assunto recebeu enorme atenção dos jornais e da TV. Depois, puf! Sumiu, como o Compadre Washington naquela propaganda censurada pela Conar. 

Mas que fim levaram as investigações da polícia, assumidas pelo delegado Gilberto da Cruz Ribeiro? De quem afinal partiu o tiro: dos PMs ou dos traficantes? A reportagem do Fluminense fala que “o crime foi atribuído a policiais millitares”, mas atribuído por quem? Pelos traficantes e pela militância de esquerda, sem dúvida. Pelos fanáticos da desmilitarização e do fim da UPP, também. 


Pelos “especialistas” do Esquenta, talvez. E era possível que o tiro tivesse vindo da PM? Sim, era uma possibilidade. E era também precipitado culpar os policiais e cínico culpar a instituição inteira. Mas cadê a conclusão do caso? A prisão de Azul pode ser importante para desvendar esse mistério e cabe aos jornalistas ficar de olho. 


Há relatos públicos de que Azul, quando era o “frente” do morro, colocava DG para dançar em eventos na quadra do Cantagalo, antes de o dançarino virar mototáxi com a chegada da UPP. Decerto, o traficante o conhecia. Se tem informações sobre sua morte, é outra história que ainda precisamos descobrir.


Felipe Moura Brasil – http://www.veja.com/felipemourabrasil


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- “No Brasil, as discussões geralmente já começam erradas” – Entrevista de FMB ao Instituto Liberal
 

A vantagem de ser “reaça” no país do “Esquenta” – e o que está por trás dos casos DG e Victor Hugo Deppman
 

Traficantes assistiram ao ‘Esquenta’ comendo pipoca? -> Recorde de audiência do blog: artigo visto por mais de 8 milhões de pessoas
 

Ruim com UPP, pior sem UPP
 

- Dançarino Douglas sentia “saudades eternas” do traficante Cachorrão. De luto em janeiro, postou no Facebook que “o bico” ia “fazer barulho”, porque “os amigos” estavam “cheio de ódio na veia”. Pode ser vítima, mas santo não era
 

- Avisei em 2010: pacificar é prender bandido. Traficantes atacam PMs e UPPs porque – imagine – estão soltos!
 

- Artigo do psolista Vladimir Safatle é reduzido a pó por professor de Direito Penal. Números comprovam relação entre mais prisões e menos homicídios. Freixo: “Prisão é um mau negócio.” Eu avisei: “Mau negócio é o PSOL.”

Joaquim Barbosa tem munição de sobra para ajudar a impedir que o Brasil se subordine de vez à confederação dos fora da lei

AUGUSTO NUNES VEJA



Para azar da seita que venera corruptos, Joaquim Barbosa é um homem honesto, reiterou o título do post aqui publicado em 7 de julho de 2013. O texto tratou de mais uma sórdida ofensiva movida por blogueiros de aluguel, mobilizados por sacerdotes decaídos que o ministro do Supremo Tribunal Federal enfrentou com altivez e bravura. 


A infâmia da vez sibilava que não havia diferenças entre uma viagem do relator do mensalão, que nada teve de ilegal ou imoral, e a farra aérea protagonizada por gente como Lula, Rose Noronha, Sérgio Cabral, Garibaldi Alves, Renan Calheiros ou Henrique Alves.


Mais uma vez, o bando a serviço de celebrantes de missas negras foi desmoralizado pelos fatos ─ e obrigado a recuar para o pântano na selva da internet sem levar como troféu o escalpo do homem que conduziu exemplarmente o julgamento mais importante da história do STF. O episódio confirmou que, para desgraça do grande clube dos cafajestes (e para sorte do país que presta), a desonestidade nunca figurou entre os defeitos que inclui, por exemplo, o pavio curtíssimo e a baixa disposição para o convívio dos contrários.


Os bucaneiros lulopetistas souberam desde sempre que lidavam com um jurista honrado ─ e por isso mesmo o mantiveram permanentemente na alça de mira. Barbosa não foi transformado em alvo preferencial por reincidir em escorregões populistas ou surtos de intolerância, mas por ter provado que existem no Brasil juízes sem medo. Num Supremo ameaçado de virar sucursal do Executivo pela ampliação da bancada composta por ministros da defesa de culpados, Barbosa vai fazer muita falta. Aos 59 anos, contudo, ele só se aposentou do serviço público.


É improvável que pretenda  aposentar-se da vida pública. Se quiser, dificilmente conseguirá. A decisão de antecipar a saída foi lastimada pelo país decente e festejada com um carnaval temporão pela turma da Papuda. A reação contrastante é mais que um ponto luminoso na trajetória de Joaquim Barbosa. É outro poderoso motivo para que não capitule, e siga cumprindo seu dever. A partir de julho, estará liberado para agir também politicamente. 


Sobra-lhe munição para ajudar a impedir que o Brasil se subordine de vez à confederação dos fora da lei.

Mudança de regime por decreto



Augusto Nunes --VEJA


A presidente Dilma Rousseff quer modificar o sistema brasileiro de governo. Desistiu da Assembleia Constituinte para a reforma política - ideia nascida de supetão ante as manifestações de junho passado e que felizmente nem chegou a sair do casulo - e agora tenta por decreto mudar a ordem constitucional. 


O Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), é um conjunto de barbaridades jurídicas, ainda que possa soar, numa leitura desatenta, como uma resposta aos difusos anseios das ruas. Na realidade é o mais puro oportunismo, aproveitando os ventos do momento para impor velhas pretensões do PT, sempre rejeitadas pela Nação, a respeito do que membros desse partido entendem que deva ser uma democracia.

A fórmula não é muito original. O decreto cria um sistema para que a "sociedade civil" participe diretamente em "todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta", e também nas agências reguladoras, através de conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo, etc. 


Tudo isso tem, segundo o decreto, o objetivo de "consolidar a participação social como método de governo". Ora, a participação social numa democracia representativa se dá através dos seus representantes no Congresso, legitimamente eleitos. O que se vê é que a companheira Dilma não concorda com o sistema representativo brasileiro, definido pela Assembleia Constituinte de 1988, e quer, por decreto, instituir outra fonte de poder: a "participação direta".



Não se trata de um ato ingênuo, como se a Presidência da República tivesse descoberto uma nova forma de fazer democracia, mais aberta e menos "burocrática". O Decreto 8.243, apesar das suas palavras de efeito, tem - isso sim - um efeito profundamente antidemocrático. Ele fere o princípio básico da igualdade democrática ("uma pessoa, um voto") ao propiciar que alguns determinados cidadãos, aqueles que são politicamente alinhados a uma ideia, sejam mais ouvidos.


A participação em movimentos sociais, em si legítima, não pode significar um aumento do poder político institucional, que é o que em outras palavras estabelece o tal decreto. Institucionaliza-se assim a desigualdade, especialmente quando o Partido (leia-se, o Governo) subvenciona e controla esses "movimentos sociais".


O grande desafio da democracia - e, ao mesmo tempo, o grande mérito da democracia representativa - é dar voz a todos os cidadãos, com independência da sua atuação e do seu grau de conscientização. Não há cidadãos de primeira e de segunda categoria, discriminação que por decreto a presidente Dilma Rousseff pretende instituir, ao criar canais específicos para que uns sejam mais ouvidos do que outros. Ou ela acha que a maioria dos brasileiros, que trabalha a semana inteira, terá tempo para participar de todas essas audiências, comissões, conselhos e mesas de diálogo?




Ao longo do decreto fica explícito o sofisma que o sustenta: a ideia de que os "movimentos sociais" são a mais pura manifestação da democracia. A História mostra o contrário. Onde não há a institucionalização do poder, há a institucionalização da lei do mais forte. Por isso, o Estado Democrático de Direito significou um enorme passo civilizatório, ao institucionalizar no voto individual e secreto a origem do poder estatal. 


Quando se criam canais paralelos de poder, não legitimados pelas urnas, inverte-se a lógica do sistema. No mínimo, a companheira Dilma e os seus amigos precisariam para esse novo arranjo de uma nova Constituição, que já não seria democrática. No entanto, tiveram o descaramento de fazê-lo por decreto.


Querem reprisar o engodo totalitário, vendendo um mundo romântico, mas entregando o mais frio e cinzento dos mundos, onde uns poucos pretendem dominar muitos. Em resumo: é mais um ato inconstitucional da presidente Dilma. 


Que o Congresso esteja atento - não apenas o STF, para declarar a inconstitucionalidade do decreto -, já que a mensagem subliminar em toda essa história é a de que o Poder Legislativo é dispensável.

Rainha do pibinho e madrinha da inflação



Dilma rainha


A economia brasileira cresceu ridículos 0,2% no primeiro trimestre, com queda na indústria e, principalmente, nos investimentos, que ficaram abaixo de 13% do PIB. Essa taxa é absurdamente baixa e impossibilita um crescimento sustentável. Economistas sérios concordam que ela deveria ser, ao menos, o dobro da atual para colocar o país em uma trajetória de progresso.


Não obstante, a inflação permanece perto do teto da elevada meta, rodando acima de 6% ao ano mesmo com vários preços administrados pelo governo represados. O ministro Guido Mantega culpa a própria inflação pelo baixo crescimento, esquecendo que foi sua equipe a responsável por esse resultado, ninguém mais. Foram os desenvolvimentistas que venderam a falácia de que era preciso ter mais inflação para ter mais crescimento. Acabamos com alta inflação e nada de crescimento.


No começo do ano, o governo insistia ainda em um crescimento perto de 3%, o mercado falava em algo mais perto de 2%, e alguns economistas liberais, como este que vos escreve, achavam que se a taxa chegasse a 1,5% já era de “bom” tamanho, frente à quantidade enorme de equívocos de gestão. Hoje, muitos já falam em 1% de crescimento, e olhe lá! Somos um dos países que menos crescem no mundo!


Dilma é mesmo a rainha do pibinho e a madrinha da inflação, como disseram por aí. É responsabilidade dela, e somente dela, esse lamentável quadro de estagflação: estagnação econômica com elevada inflação. Vem dela a crença no “novo tripé macroeconômico”, que arruinou de vez com os fundamentos econômicos do Brasil. Esse clima de mau humor, de desesperança, de apatia, deve-se totalmente às trapalhadas de Dilma e sua equipe medíocre.



Mas Dilma sempre poderá alegar que o país cresceu, sob sua gestão, mais do que na era Collor! Não é incrível? Confisco de poupança, crise aguda, caos econômico: essas foram as marcas deixadas por Collor, atual aliado do PT. E Dilma, em época de ventos favoráveis para países emergentes, conseguirá entregar um resultado parecido, talvez um pouco melhor. E os petistas ainda celebram a mediocridade!


Os empresários jogam a toalha em quantidade cada vez maior, finalmente compreendendo o que significa manter Dilma no poder. Nem todos, é verdade. Ainda há gente como Luíza Trajano, da Magazine Luíza, que se mostra muito otimista com tanta mediocridade, ou Edson de Bueno Godoy, ex-dono da Amil, que, segundo Jorge Bastos Moreno, declarou abertamente seu voto em um jantar para a presidente: “Eu não tenho vergonha de declarar que voto na senhora”. Pois deveria, Edson! Deveria!


A tendência, com a inexorável deterioração desse quadro já caótico da economia, será mais e mais gente abandonar o barco, mudar o discurso, tornar-se pessimista. Sim, as coisas vão piorar ainda! O PT armou várias armadilhas que ainda vão assombrar a nossa economia. O pior não passou. A rainha do pibinho e a madrinha da inflação ainda tem mais surpresas na cartola. Será cada vez mais difícil fingir que está tudo bem. Como escreveu o senador Cristovam Buarque em sua coluna de hoje no GLOBO:


Fingimos ser um país com ambição de grandeza, mas nos contentamos com tão pouco que os governantes se recusam a ouvir críticas sobre a ineficiência dos serviços públicos. Preferem um otimismo ufanista, comparando com o passado que já foi pior, e denunciam como antipatriotas aqueles que ambicionam mais e criticam as prioridades definidas e a incompetência como elas são executadas. Antipatriota é achar que o Brasil não tem como ir além, é acreditar nos fingimentos.

Antipatriota, hoje em dia, é endossar o projeto bolivariano do PT, autoritário na política e mortal na economia. Não será uma morte abrupta, com uma crise iminente de imensas proporções, mas uma morte lenta, que já estamos vendo, com a perda gradual de otimismo, com a deterioração constante dos fundamentos, uma vez mais deixando uma ótima oportunidade passar. Tudo isso é muito triste, e essa elite que defende tal projeto tem sua grande parcela de culpa.

Rodrigo Constantino

A política do salário mínimo deve ser alterada?






Esse foi o tema de debate proposto hoje na sessão de tendências da Folha. Para defender o “sim” foi convidado José Pastore, que produziu um excelente artigo com sólidos argumentos contra o atual modelo, que ignora completamente qualquer elo entre salário e produtividade, algo insustentável ao longo do tempo. 



Já para defender o indefensável, foi chamado Claudio Dedecca, da Unicamp (tinha que ser!), cujo artigo apela o tempo todo para o sensacionalismo demagógico.

O professor da Unicamp consegue a incrível façanha de inverter tudo quando diz: “Os problemas de produtividade decorrem da ausência de um padrão sustentado de investimento. A inflação deriva de problemas internos de oferta agravados pelo preço internacional das commodities e pela desvalorização cambial. E as restrições das contas públicas é produto do baixo crescimento”. 


Como o mundo dessa gente é simples! Basta “vontade política” para investir, sabe-se lá com qual poupança, que tudo se acerta. E inflação, claro, não tem nada a ver com política monetária frouxa e gastos e crédito públicos crescentes, mas com preço internacional das commodities. Um espanto essa Unicamp!

Já Pastore usa aquilo ignorado pelo colega: lógica econômica, respaldada por dados. 


Diz ele:

Aumentos expressivos de salários sem correspondência em ganhos de eficiência, como os determinados pela fórmula, provocam fortes distorções no mercado de trabalho e nas contas públicas.

No primeiro caso, os reajustes do salário mínimo “atropelam” muitos pisos salariais e forçam aumentos descasados da produtividade –em especial, nas faixas dos salários que são vizinhos do mínimo.

No segundo caso, o atropelo é ainda mais grave. Como estudioso das finanças públicas, Raul Velloso mostra que o salário mínimo transformou-se em um indexador voraz das despesas do governo por conta da fórmula atual. Isso porque 65% dos beneficiários da Previdência Social e 44% do valor total dos benefícios estão atrelados ao salário mínimo. Na assistência social, são 100% dos beneficiários e do valor dos benefícios. No seguro-desemprego e no abono salarial, a indexação é igualmente violenta.

Conclusão: em 2013, 24% dos gastos da União decorreram do salário mínimo. Há 25 anos, eram apenas 3%! Para cada R$ 1 de aumento no salário mínimo, há uma despesa adicional para a União de R$ 350 milhões. Não é preciso ir longe para verificar que esse quadro é insustentável.

Não é tão difícil assim, mesmo para quem não é economista, compreender o quão insustentável é uma política que aumenta salários por decretos estatais, sem levar em conta a produtividade do trabalho. Isso representa apenas transferência de renda, nada mais, o que acaba impedindo a criação de riqueza, que prejudica depois os próprios trabalhadores. É, portanto, medida populista, míope, feita sob medida para atrair eleitores, não para enriquecer o país.

Rodrigo Constantino 

Mosquito da dengue ataca no Mané Garrincha



Por Hugo Marques, na VEJA.com:  

A Vigilância Sanitária do Distrito Federal encontrou vários focos do mosquito transmissor da dengue dentro das instalações do estádio Mané Garrincha, uma das doze arenas que receberão jogos da Copa do Mundo e, ironicamente, a que mais consumiu dinheiro público. 


A descoberta se deu em março e vinha sendo mantida sob sigilo pelo governo local. Larvas do Aedes aegypti, o mosquito transmissor, foram descobertas ao redor do gramado e também próximo às traves. Segundo o gerente de Vigilância Ambiental, Vetores e Animais Peçonhentos da Secretaria de Saúde, Júlio César Trindade de Carvalho, havia água infectada em diversos lugares do estádio.


Os técnicos responsáveis pelas inspeções produziram um relatório detalhando a situação. O documento foi encaminhado à cúpula da secretaria. Como medida de emergência, agentes sanitários têm trabalhado no estádio desde o mês passado, aplicando inseticidas nas áreas onde foram encontrados os focos do mosquito. Na manhã desta sexta-feira, uma nova inspeção foi realizada.

As larvas se espalharam principalmente pelas valas de escoamento localizadas na lateral do gramado. São justamente as canaletas que deveriam impedir o acúmulo de água que têm contribuído para a disseminação do mosquito. Também foram encontradas larvas do mosquito nos buracos onde são fincadas as duas traves do campo. O mosquito se reproduz em água parada.

Havia ainda larvas do mosquito na área externa do estádio. “Encontramos focos em três locais: nos buracos onde se encaixam as traves do gol, no campo e nas canaletas de escoamento do gramado, que têm caixas de retenção de água, e nos canteiros de obras que ainda restam”, diz o agente de vigilância ambiental Reginaldo Feliciano da Silva Braga, um dos responsáveis por encontrar os focos.

Estádio mais caro entre todos os da Copa do Mundo 2014, o Mané Garrincha custou aos cofres públicos quase 2 bilhões de reais, quase três vezes mais do que os 700 milhões orçados inicialmente. De acordo com uma auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal, a obra foi superfaturada em mais de 430 milhões de reais.

A arena tem capacidade para 69.400 torcedores e vai sediar sete jogos da Copa do Mundo – quatro na fase de grupos, um nas oitavas de final, um nas quartas de final e a disputa de terceiro lugar. A primeira partida, entre Suíça e Equador, será no próximo dia 15. A seleção brasileira jogará no estádio no dia 23 de junho, contra Camarões.

Em fevereiro, VEJA revelou que, no ano passado, às vésperas da Copa das Confederações, o governo do Distrito Federal escondeu relatórios técnicos que alertavam sobre o avanço da doença.

Por Reinaldo Azevedo

A FARSA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS



Leia a “Carta ao Leitor” da VEJA que começa a chegar hoje aos leitores.



CARTA AO LEITOR


Une os governos de Lula e Dilma Rousseff o apoio ao que seus ideólogos chamam de “movimentos sociais”, que nada mais são do que grupos organizados para servir de massa de manobra aos interesses políticos radicais. O encarregado de organizar e manter vivos esses grupos é Gilberto Carvalho, que, de sua sala no Palácio do Planalto, atua como um ministro para o caos social. Essa pasta, de uma forma ou de outra, existe em todos os governos populistas da América Latina e se ocupa da cínica estratégia de formar ou adotar grupos com interesses que não podem ser contemplados dentro da ordem institucional, pois implicam o desrespeito às leis e aos direitos constitucionais. 


Ora são movimentos de índios que reivindicam reservas em áreas de agronegócio altamente produtivas e até cidades inteiras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, ora são pessoas brancas como a neve que se declaram descendentes de escravos africanos e querem ocupar à força propriedades alheias sob o argumento improvável de que seus antepassados viveram ali. A estratégia de incitar esses grupos à baderna e, depois, se vender à sociedade como sendo os únicos capazes de conter as revoltas é a adaptação moderna do velho truque cartorial de criar dificuldades para vender facilidades.


Brasília assistiu, na semana passada, a uma dessas operações. Alguns índios decidiram impedir que as pessoas pudessem ver a taça da Copa do Mundo, exposta no estádio Mané Garrincha. A polícia tentou reprimir o ato, e um dos silvícolas feriu um policial com uma flechada. 


Atenção! Isso ocorreu no século XXI, em Brasília, a cidade criada para, como disse o presidente Juscelino Kubitschek no discurso de inauguração da capital, há 54 anos, demonstrar nossa “pujante vontade de progresso (…), o alto grau de nossa civilização (…) e nosso irresistível destino de criação e de força construtiva”. Pobre jK. Mostra uma reportagem desta edição que progresso, civilização e força construtiva passam longe de Brasília. As ruas e avenidas da capital e de muitas grandes cidades brasileiras são território dos baderneiros.


Há três meses, o MST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, mandou seus militantes profissionais atacar o Planalto. Gilberto Carvalho foi até a rua, onde, depois de uma rápida conversa, se combinou que Dilma receberia os manifestantes. “O MST contesta o governo, e isso é da democracia”, explicou Carvalho, o pacificador, que, com um dedo de prosa, dissolveu o cerco feroz. 


O MST é um movimento arcaico, com uma pauta de reforma agrária do século passado em um Brasil com quase 90% de urbanização e 80% da produção dos alimentos consumidos pelos brasileiros vinda da agricultura familiar. Por obsoleto, já deveria ter desaparecido. Mas Carvalho não permite que isso ocorra. O MST faz parte do exército de reserva e precisa estar pronto se convocado. 


Foi o que se deu na semana passada, quando João Pedro Stedile, um dos fundadores do movimento, obediente ao chamado do momento, atirou: “Só espero que não ganhe o Aécio Neves, porque aí seria uma guerra”. É impossível não indagar: contra quem seria essa guerra? A resposta é óbvia: contra a vontade popular e contra a democracia.


Por Reinaldo Azevedo