quarta-feira, 18 de junho de 2014

Torcedores chilenos sem ingresso invadem Maracanã e são detidos





Segundo a Secretaria de Segurança, 85 pessoas foram detidas.


Outros seis chilenos foram detidos por tentar vender ingressos a R$ 1,6 mil.

Henrique Coelho Do G1 Rio
Cerca de 100 torcedores do Chile invadiram o centro de imprensa do Maracanã, na Zona Norte do Rio, por volta das 15h desta quarta-feira (18), momentos antes do jogo entre Espanha e Chile. 

Segundo a Secretaria de Segurança, 85 pessoas foram detidas e levadas, em três ônibus, para a Cidade da Polícia, no Jacaré, Subúrbio, onde chegaram às 18h05 

(inicialmente, a secretaria informou que 90 haviam sido detidos. A informação foi corrigida no fim da tarde).

   


Durante a invasão, houve muita correria e gritos na área onde trabalham os jornalistas no estádio. Segundo relatos do Globoesporte.com, torcedores forçaram uma das grades da cerca que protege a área. Duas paredes foram derrubadas. O grupo foi contido pelos "stewards" (seguranças particulares da Fifa).
 
Após o domínio do grupo, todos foram colocados sentados no chão e depois conduzidos por PMs do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) para serem encaminhados para a delegacia. Até as 16h20, a Polícia Civil não havia informado para onde os detidos foram levados.

Ainda de acordo com o GE.com, funcionários do Comitê Organizador Local (COL) informaram que os chilenos circulavam pela área e alguns afirmaram precisar de atendimento médico, distraindo parte das autoridades antes da invasão.

Três ônibus levaram detidos para a Cidade da Polícia (Foto: Henrique Coelho / G1) 
 
Três ônibus levaram detidos para a Cidade da Polícia Argentina


Dois argentinos forem à Cidade da Polícia para levar documentos de um amigo, também argentino, que teria sido detido junto com os chilenos. 

Pedro Garcia, amigo do detido, disse que eles estavam na área do estádio desde antes do meio-dia, antes das interdições e do bloqueio para quem não possuía ingresso. 
"Ele estava muito ansioso, e estávamos com nossos amigos chilenos. 

Tentamos comprar ingressos lá, mas não conseguimos. Ele, então, resolveu entrar junto com os amigos chilenos. Falamos com ele por telefone e ele está bem", disse o torcedor chileno.


Ingressos que chilenos tentavam vender (Foto: Marcelo Elizardo / G1) 
 
Ingressos que chilenos tentavam vender

Cambistas chilenos
 
Também nesta quarta, seis chilenos foram detidos tentando vender ingressos por preços acima do comprado. Segundo a Polícia Civil, eles queria R$ 1,6 mil por cada uma das cinco entradas – três para Espanha x Chile e duas para Bélgica x Argélia, mesmo o segundo jogo tendo ocorrido nesta terça (17). 


Um americano também foi detido por tentar comprar bilhetes. De acordo com um policial, eles queriam que a venda fosse feita em dólar. O G1 tentou conversar com os detidos, mas eles não quiserem dar entrevista.

Problemas no 1º jogo
 
O primeiro jogo no Maracanã também teve invasão, de um grupo menor de torcedores. As invasões apontam falhas no sistema de segurança, já que há barreiras policiais em ruas no entorno do estádio, onde só passam torcedores com ingressos ou credenciados.


Estes são os primeiros problemas relatados com chilenos que chegaram ao Rio para acompanhar a Copa. O Consulado do Chile não soube informar quantos torcedores estão no Rio. Somente em um acampamento em Itaboraí, na Região Metropolitana, estão dois mil torcedores. Foram precisos 30 ônibus para levar todos para o Maracanã.
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Chilenos invadem área de imprensa no Maracanã (Foto: GASPAR NOBREGA/INOVAFOTO/ESTADÃO CONTEÚDO)Chilenos invadem área de imprensa no Maracanã
Chilenos invadem Maracanã (Foto: Bruno Kelly/A Crítica/Estadão Conteúdo)'Stewards' vão atrás dos invasores já no gramado
Chilenos detidos Maracanã (Foto: Frank Augstein/AP)Chilenos detidos Maracanã 

Grupo de sem-teto faz protesto na Zona Sul de São Paulo




Manifestantes bloquearam a Avenida 23 de Maio, nesta quarta-feira (18).


Ato cobra votação do Plano Diretor e regularização de terreno em Itaquera.

Amanda Previdelli Do G1 São Paulo
Movimento dos Trabalhadores Sem Teto bloqueou a Avenida 23 de Maio na tarde desta quarta (18) (Foto: Amanda Previdelli/G1)Movimento dos Trabalhadores Sem Teto bloqueou a Avenida 23 de Maio na tarde desta quarta (18)
 
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) realizaram um protesto na Zona Sul de São Paulo, na tarde desta quarta-feira (18). O ato, que cobrava dos vereadores a votação do Plano Diretor e a regularização do terreno Copa do Povo, em Itaquera, chegou a bloquear a Avenida 23 de Maio, no sentido Aeroporto.

Os manifestantes se reuniram em frente à Estação Paraíso do Metrô por volta das 14h. 

Durante o protesto, interditaram a Rua Vergueiro, e percorreram diversas vias da Vila Clementino, até a sede do Sindicato da Habitação (Secovi), onde o ato foi encerrado. Segundo a Polícia Militar, cerca de três mil pessoas participaram da manifestação. Na estimativa do movimento, porém, o ato reuniu 15 mil manifestantes.

"A nossa luta só termina quando cada trabalhador tiver casa digna para morar, quando o dinheiro parar de falar mais alto que o trabalhador. Hoje são 15 mil, se a votação do Plano Diretor não acontecer logo, a gente coloca 30 mil na Câmara Municipal", afirmou Jussara Basso, da coordenação do MTST.

O movimento cobra a votação do Plano Diretor, e reivindica a regularização do terreno Copa do Povo, ocupado na madrugada do dia 2 de maio, em Itaquera, na Zona Leste. A ocupação, entretanto, ficou fora do texto substitutivo do Plano Diretor.
MTST encerram ato em frente à sede do Sindicato da Habitação (Foto: Amanda Previdelli/G1)MTST encerrou o ato em frente à sede do Sindicato da Habitação
 
Na segunda-feira (16), o relator do projeto, o vereador Nabil Bonduki, disse que a proposta não contempla a área. Bonduki afirmou que a questão relativa à Copa do Povo provavelmente será um projeto à parte. 

"O Plano Diretor não vai tratar disso. O Plano Diretor não contém isso e não existe acordo para votação de emenda", explicou.

De acordo com a coordenação do MTST, os vereadores prometeram que a proposta de mudança no zoneamento do terreno será votada no mesmo dia do Plano Diretor. 

Os trabalhadores sem teto pedem que a área seja demarcada como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS), e transformada em moradia popular.

Paz mundial declinou nos últimos sete anos, revela estudo.Brasil caiu para 91ª posição em ranking global.


Reuters


Guerras, ataques de militantes e crimes reverteram avanços de 6 décadas.

Do G1, em São Paulo
 
A paz mundial deteriorou-se progressivamente ao longo dos últimos sete anos, com guerras, ataques de militantes e crimes revertendo avanços de seis décadas anteriores de melhoria gradual, segundo um relatório sobre a segurança mundial divulgado nesta quarta-feira (18).

Conflitos no Iraque, Síria, Afeganistão, Sudão e República Centro-Africana ajudaram a puxar para baixo o anual Índice Global da Paz, de acordo com pesquisa do Instituto para Economia e a Paz (IEP), com sede na Austrália.

Um número cada vez maior de pessoas morreu em ataques de militantes em todo o Oriente Médio, sul da Ásia e África, enquanto as taxas de homicídio subiram em centros urbanos em crescimento no mundo emergente. 

Também um número maior de pessoas se tornaram refugiadas ao escapar de conflitos, conforme informações da agência Reuters.

O Brasil, que aparecia em 81º no relatório de 2013, ficou em 91º na edição apresentada nesta quarta. Com isso, fica atrás de países como Togo, Gabão, Bolívia e Paraguai. Por outro lado, situa-se à frente de nações como Estados Unidos e China.


Os índices de criminalidade e de conflito nas regiões mais desenvolvidas, especialmente na Europa, caíram de modo geral, segundo o relatório.

A deterioração da segurança no mundo foi a mais significativa em 60 anos, disse o IEP. As estimativas sobre como teria sido o indicador antes de seu lançamento, em 2007, mostravam a paz mundial melhorando mais ou menos continuamente desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

"Parece haver uma série de causas", disse Steve Killelea, fundador e presidente-executivo do IEP, à Reuters. "Você tem as repercussões da 'Primavera Árabe', a ascensão do terrorismo especialmente após a invasão do Iraque e as repercussões da crise financeira global."

O estudo analisa 22 indicadores em 162 países, incluindo os gastos militares, as taxas de homicídios e mortes por conflitos, o terrorismo e a desobediência civil.


Paz global em queda
 
Ao longo dos últimos sete anos, segundo o IEP, o indicador de paz para todos os países do mundo juntos passou de 1,96 para 2,06, indicando um mundo menos pacífico.


Quando esse valor foi ajustado para levar em conta as diferentes populações em cada país, a deterioração foi ainda mais acentuada, de 1,96 para 2,20.

Síria e Afeganistão são classificados como os países menos pacíficos do mundo. Sudão, República Centro-Africana, Ucrânia e Egito apresentando algumas das reduções mais acentuadas nos níveis de segurança.

A Islândia ficou com a primeira posição, como o país mais pacífico.

Enquanto os Estados Unidos e os países europeus ocidentais estão cortando em grande parte os gastos com a defesa, China, Rússia e os países ao longo de suas fronteiras, bem como as nações do Oriente Médio, estão comprando mais armas à medida que a tensão aumenta.

Há algumas boas notícias, segundo Killelea. Em geral, os índices de Direitos Humanos da Anistia Internacional e do Departamento de Estado dos EUA apresentaram melhora.

No entanto, mortes classificadas como resultado do terrorismo continuam a aumentar em todo o mundo e, particularmente, no Iraque, Afeganistão, Síria, Nigéria, Paquistão e outros.

Como a base da pesquisa inclui dados até março, o estudo não incorpora a recente onda de violência no Iraque e na Ucrânia. "Não há dúvida de que se esses dados fossem usados agora, o quadro seria ainda pior", disse Killelea.

As 22 grandes surpresas da Copa do Mundo do Brasil




Estádio do Maracanã

Nenhuma delas deveria ser surpresa, e não vamos considerar resultados em campo (a Copa do Mundo é um barato porque tudo o que pode acontecer acontece, principalmente na 1ª fase), mas vamos lá:

1) O mundo não se acabou.

2) As ruas agora vestem verde e amarelo.

3) As ruas também vestem o laranja da Holanda, o vermelho chileno, o celeste argentino...

4) A Copa não está sendo anestesiante de nada: manifestações estão ocorrendo de forma convicta, embora não seja surpresa alguma que a ação policial continue ocorrendo de forma desmedida e despreparada.

5) Não há negros em São Paulo - durante a transmissão do jogo de abertura para bilhões de pessoas em todo o planeta, eu teclava com uma amiga neozelandesa que acompanhava tudo pela TV. Primeiro comentário dela ao ver a imagem das arquibancadas do Itaqueirão: "ué, não há negros no Brasil?"

6) Não há negros no Ceará.

7) Os turistas são muito gente boa. Mais uma vez, "o outro" mostrou-se não ser o problema.

8) Torcedores japoneses limpam o próprio lixo ao sair do estádio.

9) Torcedores alemães recolhem lixo das praias de Copacabana.

10) Torcedores holandeses trocam camisa com garis cariocas, eles mesmo, invisíveis a nós no dia a dia, como se fossem para nós uma subgente.

11) Torcedores de Gana deram um rolezinho num shopping de Natal e os brasileiros não exerceram seu preconceito diário, não saíram correndo pensando que era assalto.

12) O futebol jogado foi não só de alto nível técnico. As seleções estão mostrando imensa alegria de jogar no Brasil, esse país de onde criou-se a impressão de ser exclusivamente apocalíptico.

13) O oba-oba em torno de nossa seleção levou um banho de água fria com um bem-vindo empate que muito lembrou as partidas mequetrefes que disputamos em 1994 e 2002, quando fomos campeões.

14) Um taxista paulistano devolveu 40 ingressos da Copa perdidos por turistas mexicanos cheios de tequila na cabeça. Adilson Luiz da Cruz é o melhor do Brasil.

15) A torcida brasileira que tem ido aos estádios torcer para o Brasil não sabe... torcer. A não ser pelo hino dos coxinhas: "Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor", não sabem comportar-se como um coletivo e dominar um estádio.

16) A torcida fora dos estádios, não abastada e, principalmente, sem conexões, sabe torcer.

17) Não teremos, então, torcida de verdade em nossos jogos em nosso próprio país.

18) Nas redes sociais, deu-se uma trégua no muro das lamentações que elas se tornaram. Parou-se de reclamar de gripes e resfriados, do barulho do vizinho, do calor, do frio, da chuva e do sol.

19) O legado da Copa não será material. Será afetivo.

20) Estávamos precisando de afeto.

21) Estávamos nos esquecendo quem realmente somos.

22) Nos encontramos.

Esse é o nosso campeonato real. Se a tarefa do time de Felipão é ganhar esse campeonato, a nossa é essa: não nos perdermos mais.

Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Polícia brasileira teve de ser incluída na segurança do jogo da seleção





Fifa é responsável por proteção; governo diz que esquema era insuficiente.


Ajuste foi por dimensão da partida e acordo da Copa não muda, afirma COL.

 Do G1, em São Paulo
Castelão é 'invadido' por torcedores para o jogo Brasil e México (Foto: Diana Vasconcelos/G1) 
 
Arena Castelão no dia do jogo Brasil x México

Policiais estaduais e federais atuaram dentro da Arena Castelão, como agentes de proteção da torcida, durante o jogo do Brasil x México, na terça-feira (17) pela Copa do Mundo, informou o Ministério da Justiça. Por um acordo com o governo federal, a segurança das arenas da Copa é de responsabilidade da Fifa.

Através de empresas privadas que cedem vigilantes civis, que atuam desarmados, chamados stewards. Este é o padrão internacional para eventos esportivos. 

A decisão de reforçar a segurança do jogo do Brasil ocorreu em uma reunião no último domingo (15) entre os ministérios da Justiça, Defesa e a Fifa. 

Naquele dia, torcedores tentaram invadir o Maracanã, no Rio de Janeiro, durante Argentina x Bósnia, e 11 argentinos foram detidos após pularem o muro e as catracas do estádio, sem ingresso para o jogo.

Nesta quarta-feira (18), o centro de imprensa do Maracanã foi invadido por torcedores chilenos sem ingressos antes da partida entre Espanha e Chile. O grupo tinha 100 torcedores. 25 foram detidos, e os demais subiram à arquibancada.

Segundo o Ministério da Justiça, a Fifa informou ao governo na reunião que o número de seguranças internos seria insuficiente diante da quantidade de pessoas que estariam na Arena Castelão para o jogo da seleção brasileira e que precisaria de uma ajuda para garantir a segurança dos torcedores.

"Houve um número desproporcional de agentes de segurança para a torcida e atuamos como um reforço na segurança, para garantir a segurança interna", informou a assessoria do ministério.

Antes da confusão ocorrida no Maracanã na quarta, o Ministério da Justiça afirmou que não há informações sobre se o reforço vai se repetir em outros casos e dependerá de análise da Fifa.

O Comitê Organizador Local (COL) da Fifa confirmou a reunião e disse que a decisão do reforço foi tomada em conjunto devido à dimensão da partida para ajustar uma "aproximação da segurança pública no perímetro do estádio em Fortaleza", além dos detectores de metais. 


Em nota (veja abaixo), o órgão diz que o conceito padrão do Mundial, com a atuação da segurança pública do lado de fora das arenas, permanece inalterado.

Não foi divulgado quantos policiais estaduais, federais e da Força Nacional atuaram no estádio. 


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou na terça-feira, em Fortaleza, que o governo estava suprindo deficiências da Fifa nos estádios. 

"Há um número insuficiente de vigias e nós passamos a assumir, então, parte da segurança. Vamos suprir esta deficiência", disse ele, segundo divulgou o jornal "O Estado de S. Paulo". 

A assessoria do ministério diz que ele se referia ao jogo da seleção e não a todos os jogos da Copa.

Torcedores cariocas relataram ter dado R$ 1.500 a um funcionário para entrar no Castelão. O mesmo grupo ainda quase provocou uma briga com mexicanos no fim do jogo.


Empresa diz que levou o contratado

 
A empresa Gassa Vigilância, contratada pela Fifa para a segurança da Arena Castelão, disse que levou para o jogo todo o efetivo previsto no contrato - 430 vigilantes. Representante da empresa ouvido pelo G1 diz que desconhecia qualquer pedido de reforço do COL.



"O contrato com a Gassa é de 430 vigilantes. A outra parte é de outras empresas que prestaram serviços sublocadas e que levaram mais 400 agentes ao estádio. Todos os postos indicados pela Fifa foram assumidos, a polícia que estava dentro do estádio era da pronta-resposta. 

Eles ficaram na área deles e nós na nossa", afirmou ao G1 o diretor da Gassa, Francisco das Chagas de Castro Neto. "Não houve ocorrência, saiu tudo bem e como o planejado. Não me informaram nada de reforço".

Ao todo, 120 policiais militares estavam na Arena Castelão durante o jogo, para o caso de necessidade e de pronta-resposta, informa o major Jesus Andrade Mendonça, assessor de imprensa da PM do Ceará.

Segundo Mendonça, os PMs não atuaram especificamente como stewards, mas intervieram junto aos torcedores em dois momentos: 

1) quando stewards não conseguiram retirar faixas de pessoas sobre propagandas da Fifa; 

e 2) na saída do público, após o fim da partida, nos bolsões e corredores, orientando torcedores em direção ao transporte público.

Veja a nota da Fifa:

 
"O COL, a FIFA e os Ministérios da Justiça e da Defesa ajustaram para a partida Brasil x México uma aproximação da segurança pública no perímetro do estádio em Fortaleza, além da presença nos detectores de metais. Essa decisão foi tomada no último domingo (15/6) em conjunto devido à dimensão da partida.

O conceito de segurança do programa estabelecido para a Copa do Mundo da FIFA, com a segurança pública atuando do lado externo e a segurança privada na parte interna, com a segurança pública posicionada em pontos estratégicos de pronta-resposta dentro do estádio, permanece inalterada."

PP de Maluf quer indicar vice de Padilha


Depois de selar a aliança com Alexandre Padilha, do PT, na disputa pelo governo de São Paulo sem fazer exigências, o PP de Paulo Maluf agora entra na briga para indicar o vice na chapa. 


Encorajados pelo fracasso na negociação do PT com o usineiro Maurílio Biagi Filho, que se filiou ao PR, mas desistiu de ser o vice de Padilha, malufistas trabalham intensamente para ocupar o espaço.

O deputado federal Paulo Maluf, presidente estadual do PP, disse nesta quarta-feira que o partido tem bons nomes para o posto. "A indicação não fez parte da aliança, portanto ele (Padilha) está livre para a escolha, mas nós temos nomes da melhor qualidade."


Maluf não citou os pretendentes, mas disse que o partido tem filiados que preenchem os requisitos do vice idealizado pelo candidato petista, como o bom trânsito junto ao empresariado e ligações com o agronegócio.


 "Não impusemos essa condição, mas seria gratificante para o PP contribuir com o vice", afirmou.


Sem confirmar ou negar o assédio malufista, o PT informou que seguem as negociações com o PR e com outros partidos. 


De acordo com a assessoria do presidente estadual, Emídio de Souza, dificilmente a escolha do vice de Padilha ocorrerá antes de ficar definido se o PT terá ou não o apoio do PR nas eleições majoritárias. Essa definição deve ocorrer apenas no dia 26. 


Caso prevaleça a aliança, outro nome citado no PR para vice é o do médico oftalmologista Cláudio Lottemberg.


Conforme a assessoria do PT, as conversas incluem o PSD de Gilberto Kassab. O ex-prefeito de São Paulo ainda não definiu se vai se candidatar ao governo estadual ou estará disponível para alianças. 


O vice de Geraldo Alckmin, do PSDB, candidato à reeleição, também não está definido. Outros partidos já completaram a chapa: Paulo Skaf, candidato a governador pelo PMDB, terá como vice o criminalista José Roberto Batocchio. 


Nesta quarta-feira, o PV fechou com a médica Maria Lúcia Aidar, vereadora de Itapetininga, como vice de Gilberto Natalini, candidato do partido ao governo.


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasilia

Campos: PE foi o Estado que mais reduziu a violência


O pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, ressaltou sua experiência como gestor e falou sobre segurança pública, em aparição na televisão aberta nesta quarta-feira. 


No programa A Tarde é Sua, apresentado por Sônia Abrão na Rede TV, Campos afirmou que a experiência é importante para o cargo de presidente que ele "quer e vai assumir". 


O presidenciável ressaltou sua experiência como secretário da Fazenda de Pernambuco, como ministro da Ciência e Tecnologia e como governador de Pernambuco durante sete anos e três meses. 


E disse que tanto ele quanto a vice em sua chapa, a ex-senadora Marina Silva "querem oferecer uma nova oportunidade para o Brasil."Com relação à segurança, Campos citou o programa que implementou em seu Estado, chamado Pacto pela Vida, que segundo ele foi fundamental para melhorar a coleta de dados sobre a criminalidade.

"O programa aperfeiçoou o sistema de coletas de dados e informação", defendeu e citou que Pernambuco foi o único Estado brasileiro a reduzir índices de violência por sete anos consecutivos. O pré-candidato defendeu ainda ampliar políticas de educação, cultura e esporte em áreas críticas para a segurança pública. 


E prometeu que, se eleito, vai convocar todos os setores da sociedade em prol do Pacto pela Vida.


O ex-governador de Pernambuco repetiu a crítica de que o governo federal tem sido omisso com relação à segurança pública e que a Polícia Federal perdeu 3 mil policiais de seus efetivos, prejudicando a fiscalização das fronteiras. "O fermento da violência é a impunidade", disse.


Questionado sobre o Bolsa Família, uma das bandeiras do governo do PT, o pré-candidato voltou a defender o programa. Ele afirmou que é importante para "milhões e milhões de famílias" que têm no programa uma "renda certa" mensalmente, mas disse ser a favor de 'políticas de saída', que é preciso ir além desse programa assistencial. "Precisamos fazer com que aquele público seja prioritário para outras politicas públicas", disse, defendendo avanços na educação e na qualificação profissional.


Campos falou também sobre economia e voltou a tecer críticas sobre as questões que considera de maior impacto para o bolso da população: inflação e endividamento. "Estamos com juros de 60% e as famílias estão devendo. 


A inflação está corroendo os salários", disse. Segundo ele, o crescimento do Brasil nunca foi tão baixo quanto nos quatro anos do governo da presidente Dilma Rousseff. "O dinheiro (do trabalhador) está curto e não está dando para o mês inteiro, os preços estão subindo."

O presidenciável do PSB chegou a dizer que desde a época do Marechal Deodoro da Fonseca todos os mandatários do Brasil entregam para seus sucessores um País melhor. "Lula (ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva) entregou a Dilma um País melhor, FHC (ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso) entregou a Lula um País melhor. Mas o País piorou com o governo Dilma. 


O País não está feliz (com Dilma), por isso vai mudar (nessas eleições)", frisou. 


Nas críticas à gestão da petista, além de falar da economia, Campos disse que "a mobilidade está um horror nos Estados", e abordou ainda a educação, dizendo que é preciso universalizar o ensino. "Meu sonho é não ter escolas para ricos e para pobres."


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasilia

Aliança com Marina tem muita força, reafirma Campos

O presidenciável do PSB, Eduardo Campos, disse que sua aliança com sua companheira de chapa Marina Silva continua com muita força. 
 
Questionado nesta quarta-feira por Sônia Abrão no programa A Tarde é Sua, da Rede TV, se as quedas de braço em torno das definições das coligações estaduais deixam a aliança "frágil", Campos negou. 
 
"Tinha é muita gente torcendo para que essa aliança não desse certo, ela é uma aliança que tem muita força", afirmou.
 
 Campos argumentou ainda que a parceria do PSB com a Rede Sustentabilidade de Marina, que não é formalmente um partido, é a que tem o maior número de palanques conjuntos nos Estados e disse que, no PSB, há um respeito às estruturas internas democráticas dos partidos. 

"Seria complicado se a sociedade brasileira visse eu e Marina concentrando a decisão nas nossas mãos, como chefes poderosos que não respeitam a decisão dos outros", afirmou. 

O pessebista também repetiu o mantra de sua pré-campanha contra a polarização tradicional da política entre PT e PSDB. "A polarização 'nós e eles' não é boa para o Brasil", disse.


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasilia

Aliança com Marina tem muita força, reafirma Campos




O presidenciável do PSB, Eduardo Campos, disse que sua aliança com sua companheira de chapa Marina Silva continua com muita força. 
 
 
Questionado nesta quarta-feira por Sônia Abrão no programa A Tarde é Sua, da Rede TV, se as quedas de braço em torno das definições das coligações estaduais deixam a aliança "frágil", Campos negou. "Tinha é muita gente torcendo para que essa aliança não desse certo, ela é uma aliança que tem muita força", afirmou.
 
 Campos argumentou ainda que a parceria do PSB com a Rede Sustentabilidade de Marina, que não é formalmente um partido, é a que tem o maior número de palanques conjuntos nos Estados e disse que, no PSB, há um respeito às estruturas internas democráticas dos partidos. 


"Seria complicado se a sociedade brasileira visse eu e Marina concentrando a decisão nas nossas mãos, como chefes poderosos que não respeitam a decisão dos outros", afirmou. 


O pessebista também repetiu o mantra de sua pré-campanha contra a polarização tradicional da política entre PT e PSDB. "A polarização 'nós e eles' não é boa para o Brasil", disse.


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasilia

Dilma nega que pacote para indústria é eleitoral

Após sancionar a lei que considera a profissão de motoboy perigosa e conceder 30% de adicional de periculosidade, a presidente Dilma Rousseff reagiu a provocações da oposição de que está promovendo uma série de atos de cunho eleitoreiro, incluindo o pacote de medidas que atende empresários. 
 
 
A presidente Dilma assegurou que as ações não são eleitorais, mas cabíveis e avisou que não pode parar de governar.
 
 "Se for assim, tudo é o eleitoral neste País e não é", desabafou a presidente ao explicar que "a lei é clara: não se toma certas medidas após um determinado prazo". De acordo com a presidente, ela está "perfeitamente no uso da legalidade nesse País, e outra coisa, é impossível o País parar porque um ou outro acha que a medida tem essa ou aquela função ou destino".

Segundo a presidente, o que precisa ser discutido é "se isso é necessário ou não é para as empresas? É necessário ou não é para a indústria? É cabível ou não é cabível? Essa é a pergunta correta. Se não for cabível, tá errado".

Fonte: Estadão Conteúdo   Jornal de Brasília

Haddad quer feriado na segunda-feira para evitar novo caos no trânsito





Brasil joga às 17h em Brasília, e Holanda x Chile, às 13h em São Paulo.


Congestionamento chegou a 302 km na terça-feira, segundo a CET.

Do G1 São Paulo
Um dia após a cidade registrar 302 km de congestionamento por causa do fim de expediente antecipado pelo segundo jogo do Brasil na Copa, o prefeito Fernando Haddad (PT) vai pedir à Câmara Municipal que decrete feriado na segunda-feira (23). 

O objetivo é evitar um novo caos no trânsito antes da partida entre Holanda e Chile às 13h, na Arena Corinthians, e do jogo entre Brasil e Camarões em Brasília, às 17h.

A administração municipal já havia tentado obter permissão para declarar feriado nos dias em que partidas fossem realizadas na capital paulista, mas foi impedida pelos vereadores de São Paulo. Uma emenda aprovada na Câmara permitiu apenas que fosse determinado ponto facultativo.

 
Nesta manhã, Haddad cancelou compromisso para debater o tema com secretários. O prefeito vai anunciar, às 14h30, "medidas propostas com o objetivo de amenizar os transtornos provocados ontem pelo trânsito na cidade", de acordo com a Secretaria de Comunicação.

De acordo com a assessoria da Presidência da Câmara, a proposta de feriado será votada a partir de um projeto de lei já existente e que está na pauta da sessão do dia.

Previsão de mais trânsito
Na terça-feira, o trânsito de São Paulo travou horas antes e até mesmo durante parte do primeiro tempo do jogo do Brasil x México. Os problemas começaram por volta das 13h, quando muitas empresas dispensaram seus funcionários para assistir ao jogo.


Em duas horas, o congestionamento aumentou 586%: o índice saltou de 44 km, às 13h, para 302 km às 15h. Um pouco depois, em outro intervalo de duas horas, caiu 91%: do pico de 302 km para 26 km às 17h.

Nem Pelé escapou do congestionamento: em entrevista à TV Globo ele disse que "pela primeira vez na vida" assistiu ao primeiro tempo no carro, por causa do trânsito que enfrentou na vinda de Santos (SP) para São Paulo.

Gráfico de lentidão: de 302 km a 0 km em 2 horas e 30 minutos (Foto: Reprodução/Divulgação/CET)Gráfico de lentidão durante o jogo de terça: de 302km a 0 km  em 2 horas e 30 minutos.

Interdições
 
No dia da abertura da Copa, a CET começou a fazer interdições às 7h da manhã nas imediações do estádio na Zona Leste. No dia 12 foram bloqueados 26 pontos. Em seis deles, passaram apenas veículos credenciados para a abertura e, por outros dois, moradores e comerciantes da região puderam passar.


O perímetro da área de restrição veicular na partida de inauguração e que deverá ser repetido na segunda é formado pelas seguintes vias: R. Dr. Luís Aires (Radial Leste), sentido Bairro, a partir do Túnel Águia de Haia; Av. José Pinheiro Borges (Radial Leste), sentido Centro, desde o Viaduto Cassiano Gabus Mendes; Av. Calim Eid, sentido Bairro, a partir do Viaduto Milton Leão; Av. Itaquera, sentido Bairro, junto à Rua Cesar Diaz; Av. Miguel Inácio Curi, sentido Centro, 200 metros após a Av. Itaquera; R. Tomazzo Ferrara, sentido Centro, junto à R. Castelo do Piauí.
 

Novo relator quer julgar na quarta recursos de presos do mensalão




Barroso disse que pedirá inclusão de recursos na pauta da próxima sessão.


Ele assumiu relatoria do mensalão depois de Barbosa renunciar ao posto.

Mariana Oliveira Do G1, em Brasília
 
O ministro Luís Roberto Barroso afirmou nesta quarta-feira (18) que pedirá ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, a inclusão na pauta de julgamentos da próxima sessão do tribunal, marcada para a próxima quarta (25), dos recursos dos presos do processo do mensalão do PT.

Segundo o ministro Barroso, há "mais de uma dezena" de recursos de condenados do mensalão pendente de julgamento. Os recursos estavam com Barbosa, que não tinha dado previsão de quando os levaria a julgamento. Nesta terça, Barbosa anunciou a saída da relatoria em razão da suposta atuação política de advogados dos réus de "insultos" que diz ter recebido. Com a saída de Barbosa, Barroso foi escolhido por sorteio como novo relator.

Os recursos dizem respeito a pedidos de transferência para prisão domiciliar, autorização para trabalho externo a presos que estão em regime semiaberto e a supostas infrações cometidas por condenados durante o cumprimento da pena.

A inclusão na pauta de julgamentos depende de decisão do presidente do tribunal. Há duas semanas, Joaquim Barbosa anunciou que se aposentará até o final deste mês.

Barroso afirmou que estudará os recursos no fim de semana. Ele diz não se sentir pressionado nem por advogados nem pela imprensa.
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Principais manchetes da imprensa internacional sobre o Brasil


  • Rede canadense noticia 'explosão da prostituição' no Brasil




    A rede canadense CBC publicou em seu site uma reportagem sobre a "explosão da prostituição juvenil" no Brasil, em meio à Copa do Mundo. De acordo com o texto (leia aqui, em inglês), "O sexy Brasil, conhecido por suas lindas mulheres de biquíni e pela abordagem liberal para o sexo - a prostituição é legalizada aqui - também tem uma das piores taxas de exploração infantil do mundo."


    A reportagem entrevista muitas mulheres que dizem se prostituírem desde crianças e cita o dado de que entre 250 mil e meio milhão de adolescentes, em sua maioria pobres, vendem seus corpos. "Com a Copa do Mundo, quem trabalha para proteger as crianças também tem um esforço extra."


    A repórter diz que a indústria do sexo é visivelmente encorajada aqui. "Hotéis e taxis são parte de uma rede que conecta possíveis clientes com mulheres e muitas vezes meninas. Com a chegada da Copa do Mundo, alguns trabalhadores do sexo estavam fazendo aulas de inglês para poder negociar melhor.

    Alguns taxistas, nos disseram, têm um cardápio de garotas se você pedir."
  • por G1

    Al-Jazeera noticia vitória de vendedores de rua sobre a FIFA

    Al-Jazeera noticia vitória de vendedores de rua sobre a FIFAA rede árabe Al-Jazeera publicou nesta terça-feira (17) uma reportagem sobre os vendedores de rua do país e sua vitória sobre a FIFA para poder vender comida nos estádios. 

    O texto, publicado no site da filial americana da emissora, conta a história de Rita Maria Ventura, uma carioca que foi morar em Salvador para vender acarajé e virou a coordenadora da Associação Baiana de Vendedores de Acarajé.


    Ainda de acordo com a reportagem, em 2012 ela soube que a FIFA havia excluído os vendedores de rua tradicionais do processo que escolheria quem poderia vender dentro do estádio. A campanha “Libere as baianas” ganhou força e mais de 16 mil pessoas assinaram uma petição. 


    Na abertura do estádio, elas entregaram acarajé de graça fora do estádio e entregaram o abaixo-assinado a um assessor direto da presidente Dilma Rousseff.


    Segundo a reportagem, logo após o ato, seis vendedores foram autorizados a trabalhar no estádio.


    “O Brasil, como a FIFA percebeu, é um país determinado a fazer as coisas do seu jeito”, diz a matéria.


  • por G1

    Daily Mail destaca selfie de Neymar com Marquezine e de outros craques da Copa

    Daily Mail destaca selfie de Neymar e Bruna MarquezineReportagem do jornal britânico Daily Mail publicada nesta terça-feira (17) destaca a mania dos 'selfies' dos jogadores mostrando os bastidores e a intimidade dos craques da Copa. O destaque é uma foto de Neymar com sua namorada, a atriz Bruna Marquezine.

    Tem também o italiano Mario Balotelli com a noiva Fanny Neguesha, os jogadores da Alemanha nos vestiários com a chanceller Angela Merkel, e os ingleses com cara de poucos amigos após a derrota para a Itália (leia a reportagem original, em inglês).


    "Neymar, que muitos no Brasil consideram ser a melhor esperança de ganhar a Copa do Mundo em solo nacional, é sem dúvida o rei dos jogadores de futebol no Instragram, aparecendo para documentar cada momento crucial no torneio com uma fotografia sorrindo de si mesmo em vários estados de nudez", diz o texto, referindo-se às fotos sem camisa do número 10 do Brasil.
  • por G1

    Jornal croata reclama de Manaus: 'Depois de juiz japonês, um jogo na selva!'

    Jornal Croata 


    Uma reportagem do jornal croata “Jutarnjilist” diz que a seleção da Croácia considera uma segunda punição o fato de a partida desta quarta-feira (18), contra o time de Camarões, ser em Manaus. 


    A primeira punição, segundo a publicação, teria sido “a ajuda” do árbitro japonês Yuicho Nishimura ao Brasil, quando ele marcou um pênalti polêmico no jogo de abertura da Copa. "Primeiro um juiz japonês, agora um jogo na selva!"

    O texto afirma que Manaus é um lugar bom para “pescar”, na visão dos próprios brasileiros, e que a cidade só foi escolhida como sede do Mundial por razões políticas, já que o país “não poderia ignorar sua parte selvagem”. (veja a reportagem original, em croata)


    Além disso, ressalta que os jogadores de Camarões terão vantagem sobre o time europeu devido às condições climáticas naturais. A cidade foi também duramente criticada pela seleção da Inglaterra devido às altas temperaturas e clima seco. Os britânicos perderam de 2 a 1 para a Itália no último sábado (14).


    Segundo o “Jutarnjilist”, o time do técnico Niko Kovac deverá ser puxado pelo artilheiro da equipe nas eliminatórias, Mario Mandzukic, que não jogou contra o Brasil.  

    O atacante é considerado pelo treinador e por seus companheiros um importante reforço na busca pela classificação para as oitavas de final.

  • por Dennis Barbosa

    Jornalista alemão relata ter sido assaltado em Manaus

    O repórter alemão Lutz Wöckener, do jornal “Die Welt”, compara Manaus a um “beco escuro”, em um texto em que relata ter sido assaltado quando tentava pegar um ônibus para a Fan Fest da capital amazonense, para acompanhar a transmissão do jogo de abertura na quinta-feira (12).

    Ele conta que não conseguia pegar o ônibus de número 120 para ir à Ponta Negra, local da festa, porque todos que passavam estavam superlotados, e decidiu caminhar até uma parada anterior ao do local onde estava hospedado para tentar pegar um mais vazio. 

    Quando estava no meio da aglomeração para embarcar em um ônibus, ele resolveu fazer um vídeo. O alemão relata que neste momento alguém tentou arrancar o iPhone de sua mão, e ele não deixou. 

    Em seguida, o ladrão apontou para um comparsa que levantou a camiseta, mostrando estar armado. Wöckener então deixou que eles levassem o iPhone, algum dinheiro e um outro celular que carregava, com número brasileiro. Em seguida, foi empurrado para dentro do ônibus pela multidão.

    Depois de ser roubado, e também por causa do calor dentro do ônibus lotado, Wöckener diz tido um problema de pressão. Sua próxima lembrança é de uma mulher jogando água em sua nuca e perguntando se estava tudo bem. 

    Um homem que estava perto, ao ouvir que o alemão tinha sido roubado, disse que não se pode mostrar um iPhone ou iPad na rua em Manaus, a menos que se queira perdê-lo. Disse ainda que tinha sorte de não estar em “São Paulo ou Belo Horizonte”, onde, segundo contou, pessoas já morreram por causa de celular.

    O jornalista diz que havia se preparado para ir a Manaus. Leu muito sobre a cidade, conversou com estrangeiros que vivem ali.  Deixou sua aliança na Alemanha, andava com uma carteira “para ladrões”, com pouco dinheiro e cartões bancários vencidos. Planejava jamais ir a um caixa eletrônico sozinho, nem sair na rua depois do anoitecer. No dia em que foi roubado, relata, estava de camiseta e chinelos, para não chamar a atenção.

    "Até um ano e meio atrás, dois chefes do tráfico dividiam o centro da cidade e tratavam de manter a ordem com intimidações e ameaças. Hoje a situação é muito mais imprevisível. 

    As ruas pertencem a muitos pequenos criminosos que esperam, sobretudo, por turistas. Assaltos e furtos fazem parte do cenário da cidade assim como o Teatro Amazonas. O problema das drogas é igualmente visível. A energia criminosa é palpável", escreve o Wöckener.

    Ele afirma que Manaus é comparável a um “beco escuro”, pois não tem favelas grandes como outras metrópoles brasileiras, e não está entre as 30 cidades com maior criminalidades, mas tampouco tem uma região em que estrangeiros podem circular em segurança. “Se a Copa fosse uma cidade, Manaus seria algo como um beco escuro”, descreve.
    Site do 'Welt' com texto do jornalista assaltado



  • por G1

    Jornalista irlandês reclama da barreira linguística em São Paulo

    Jornalista escreveu artigo no The Irish Times 

    Um jornalista do The Irish Times que está no Brasil para a Copa do Mundo descreveu sua experiência tentando se comunicar em São Paulo. Em um post publicado nesta segunda-feira (16), Dave McKechnie disse que não consegue entender os brasileiros porque eles não falam bem a língua inglesa.

    Citando suas atividades durante um dia em São Paulo, ele contou que se perdeu na Avenida Paulista tentando achar a loja de uma operadora de telefone para comprar um chip de celular. Sem entender as instruções da atendente de seu hotel, ele seguiu o caminho errado na Paulista, e só achou a loja quando fez mímica aos pedestres que encontrava na rua.

    Na loja, o jornalista disse que o atendente precisou usar um tradutor no computador para se comunicar com ele, e se assustou quando a máquina traduziu a frase e indicou que ele deveria voltar às 15 horas (para ele, isso queria dizer que ele só poderia retornar depois de 15 horas).

    No táxi, ele diz que a experiência não é muito diferente das que ele tem com taxistas em Dublin. “O simpático motorista compartilha todos os pensamentos que passam por sua mente falante de português. Primeiro, tente parecer perdido –isso não funciona--, depois finja que você entende. A dinâmica parece com a de uma corrida de táxi em Dublin.

    “O inglês é tão pouco falado aqui que até uma visita à padaria local tem suas complicações”, disse ele no texto. Na padaria, ele se surpreendeu ao receber “um disco” --uma comanda com um número e um código de barras, e diz que se confundiu com os tipos de comida que encontrou. Quando recebe “uma baguete que pesa quase um quilo” da atendente do outro lado do balcão, ele se pergunta se aquilo é para comer ou para se defender quando estiver no Rio.


    Mas o susto pior acontece na saída. Ao pagar a conta, ele recebe a comanda de volta. “Talvez é um cartão de fidelidade?”, ele escreve sobre sua impressão. Logo, Dave descobre que não. “Nós saímos. As pessoas começam a gritar, buscando suas pistolas”, descreve ele sobre o nervosismo dos locais. Então ele entende que a comanda deve ser inserida na máquina que fica ao lado da saída.


    “A barreira linguística está nos deixando exaustos”, disse o jornalista irlandês, já temendo que as coisas piores quando ele visite cidades mais ao norte do Brasil.