domingo, 13 de julho de 2014

No Maracanã, Dilma faz entrega simbólica da Copa para Rússia





País europeu sediará próxima edição do maior evento de futebol, em 2018.


Presidente brasileira chegou atrasada à festa de encerramento do Mundial.

 Do G1, em Brasília
Dilma faz entrega simbólica da Copa do Mundo à Rússia no estádio do Maracanã (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)Dilma faz entrega simbólica da Copa do Mundo à Rússia no estádio do Maracanã
 
 
Anfitriã da Copa do Mundo de 2014, a presidente Dilma Rousseff fez neste domingo (13), no estádio do Maracanã, no Rio, a entrega simbólica do Mundial da Fifa para a Rússia, país que irá sediar o evento esportivo em 2018. Dilma foi à arena carioca para assistir ao jogo final da Copa, entre Alemanha e Argentina.

 
Em foto divulgada pelo blog do Palácio do Planalto, a presidente aparece acompanhada do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Na imagem, Dilma e Putin seguram a Brazuka, bola oficial do Mundial de 2014.

Mais cedo, Dilma, Putin e Blatter participaram de um almoço com outros sete chefes de Estado no Palácio da Guanabara, no Rio. A presidente da República entregará a taça da Copa à seleção campeã do Mundial.

No discurso que fez no momento em que "passou a bola" da Copa para os russos, a chefe do Executivo federal afirmou que o mundo esteve nos últimos 30 dias conectado ao Brasil e assistiu a jogos emocionantes. Ela disse ainda que "muita emoção" foi vivida nos estádios durante as 64 partidas do Mundial.

A presidente da República ressaltou em meio à declaração estar certa de que todos os que vieram ao Brasil "levarão de volta a experiência de ter conhecido um belo país, feito por um povo carinhoso e receptivo".

Nós, brasileiros, guardaremos a emoção e satisfação de ter realizado um evento muito bem sucedido, uma Copa que só não foi perfeita porque o hexacampeonato não veio"
Dilma Rousseff, presidente da República
 
"Nós, brasileiros, guardaremos a emoção e satisfação de ter realizado um evento muito bem sucedido, uma Copa que só não foi perfeita porque o hexacampeonato não veio", opinou Dilma.

Cerimônia de encerramento
A assessoria do Planalto informou que a presidente chegou atrasada na cerimônia de encerramento da Copa, que contou com artistas nacionais e internacionais, como Shakira, Carlos Santana, Carlinhos Brown e Ivete Sangalo. Segundo os assessores de Dilma, ela perdeu parte da solenidade por ter saído tarde do Palácio da Guanabara, onde almoçou com outros chefes de Estado.


Ainda de acordo com a assessoria, depois de acompanhar o final da festa de encerramento, ela e Putin posaram para a foto que marcou a entrega simbólica da Copa.

Nesta semana, Dilma e Putin participarão de reuniões da VI Cúpula dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Nesta segunda (14), os dois presidentes se reunirão em Brasília.
Dilma assiste à final da Copa no Maracanã ao lado de chefes de Estado e do presidente do Fifa, Joseph Blatter (Foto: Reprodução /  TV Globo)Dilma assiste à final da Copa no Maracanã ao lado de chefes de Estado e do presidente do Fifa, Joseph Blatter

Público dá dicas para sala no Museu do Futebol sobre a derrota do Brasil





Museu diz que vai receber sugestões de como 'eternizar' o vexame do 7 x 1.


Em vídeo, visitantes imaginam como espaço em SP deve contar eliminação.

  G1 São Paulo
Público visita exposição no Museu do Futebol, em São Paulo (SP) (Foto: Isabela Leite/G1)Público visita exposição sobre Copas no Museu do Futebol, em São Paulo (SP) 
 
 

Visitantes do Museu do Futebol, em São Paulo, afirmam que o espaço terá que abrigar um espaço para "eternizar" a derrota do Brasil por 7 a 1 para a Alemanha em 8 de julho. Neste sábado (12) o G1 ouviu dicas de 10 torcedores de como o museu deve contar o capítulo mais triste da história do futebol brasileiro.

Ainda não há uma definição sobre uma nova sala no Museu. O diretor de organização social da instituição, Luiz Bloch, disse que sugestões enviadas pelo site do museu serão analisadas e respondidas aos visitantes.

Ele explica que a criação do espaço requer um longo período de pesquisa dos assuntos que serão retratados e dos elementos interativos usados para a última edição do Mundial. “O Museu não é um museu da seleção, mas a gente vai estudar. Claro que isso será colocado no Museu, mas de que forma é o centro de documentação que vai dizer”, explicou Bloch.
Veja abaixo sugestões dos visitantes


Bruno da Silva Barbosa, 26 anos, secretario de escola
DICA: Criar uma sala com um ônibus sem a lateral e sem o volante, além de interatividade para "chacoalhar" os jogadores brasileiros. "É mostrar para eles que esse 7 a 1 vai ficar marcado não só na história deles, mas na nossa também”.



Márcio Zaquela, 44 anos, engenheiro
DICA: instalação de monitores com os gols da partida e, para cada gol, imagens da reação do povo brasileiro e da decepção da torcida. " Se a Copa de 1950, foram 64 anos [de lembranças], esses serão 500 anos que será comentado”.



 
Kléber de Lima Filho, 37 anos, engenheiro
DICA: analogia com a derrota em 1950, com as duas salas lado a lado, comparando o impacto na população nos dois Mundiais. “Assim como a derrota de 1950 ficou [na memória], essa ficará por muito mais tempo.”

 
Marcelo Sarro, 40 anos, publicitário
DICA: A sala teria que ter os 11 jogadores enfileirados, mas sem a camisa da seleção brasileira. “Eles não honraram a camisa, então não merecem usar a amarelinha.”

 
Luciana Amabile, 42 anos, analista financeira
DICA: O espaço poderia mostrar o sofrimento dos torcedores e dos jogadores e ter um elemento de interatividade para parar a partida no início, ver o que estava errado e conversar com os jogadores.

 
Catarina Amabile da Silva, 7 anos, estudante
 
DICA: A sala teria que mostrar os jogadores e torcedores da seleção brasileira, mas também os jogadores da seleção da Alemanha. “Teria que mostrar os jogadores do Brasil chorando, tristes e parados e os jogadores da Alemanha emocionados.”

 
Simone Dicellis, 26 anos, engenheira
 
DICA: A sala deveria ser inspirada no número 7 e deveria ser usado um vídeo no final do jogo mostrando a tristeza dos jogadores após a derrota. “A sala serviria para mostrar como é triste lembrar desse momento.”

 
Helena Martins de Oliveira, 24 anos, arquiteta
 
DICA: O público poderia “brincar” com os jogadores, tentar ver o que ocorreu no “apagão” entre os jogadores e ver o que poderia ser feito para mudar o resultado e evitar a derrota.

 
Rafael Martins de Oliveira, 26 anos, economista
 
DICA: O espaço deveria mostrar não só o que aconteceu nos estádios, mas também nas Fan Fests. “O estádio é um pedacinho muito pequeno de tudo o que o brasileiro sentiu neste momento.”

Luiz Bloch, diretor de organização social do Museu do Futebol

 
Resposta às sugestões: Pedidos serão analisados, mas criação da "sala da derrota" requer pesquisa. "Claro que isso será colocado no museu, mas de que forma é o centro de documentação que vai dizer. É quem estuda o conteúdo.”


Público visita exposição no Museu do Futebol, em São Paulo (SP) (Foto: Isabela Leite/G1)Público visita exposição de fotos no Museu do Futebol, em São Paulo (SP)
 

Dilma recebe vaias no Maracanã ao entregar taça à Alemanha




Presidente foi hostilizada na final da Copa ao aparecer no telão.
Na abertura, em São Paulo, ela havia sido xingada e vaiada.

Do G1 RJ
A presidente Dilma Rousseff entrega a taça da Copa do Mundo ao capitão da seleção da Alemanha, Philipp Lahm (Foto: FABRICE COFFRINI/AFP) 
A presidente Dilma Rousseff entrega a taça da Copa do Mundo ao capitão da seleção da Alemanha, Philipp Lahm, no estádio do Maracanã


A presidente Dilma Rousseff foi hostilizada por parte dos torcedores que lotaram o estádio do Maracanã, no Rio, nos momentos em que apareceu no telão durante a final da Copa do Mundo neste domingo (13).


Quando entregou a taça à seleção da Alemanha, Dilma foi vaiada e alguns torcedores repetiram os xingamentos que ela havia recebido na partida de abertura da Copa, no dia 12 de junho, em São Paulo. Os xingamentos e vaias duraram cerca de 30 segundos e foram abafados em meio à comemoração da torcida alemã.


Os xingamentos no Maracanã foram em escala muito menor que os recebidos por Dilma na Arena Corinthians, na abertura do Mundial (veja reportagem). Um dia depois, durante evento em Brasília, Dilma reagiu às ofensas, afirmando que não iria se deixar abater.


Dilma acompanhou o último jogo da Copa na tribuna de honra do Maracanã, ao lado do presidente da Fifa, Joseph Blatter, da chanceler alemã, Angela Merkel, e de outros chefes de Estado. Ao lado de Blatter, estava o presidente da Rússia, Vladimir Putin, que será o anfitrião da próxima edição do Mundial, em 2018. Antes de ir à arena carioca, a presidente participou de um almoço com autoridades estrangeiras no Palácio da Guanabara.


Durante bate-papo com internautas na semana passada, Dilma classificou como “ossos do ofício” eventuais vaias que pudessem vir a ocorrer no Maracanã neste domingo.
 
 
Copa das Confederações
No ano passado, Dilma foi vaiada em rápida aparição no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, antes da partida de estreia da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão.

Na ocasião, ela foi alvo das vaias no momento em que seu nome foi anunciado pelo sistema de som do estádio. Ao lado dela, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, também foi alvo das manifestações da torcida.

Na ocasião, o suíço fez um breve discurso, no qual se disse muito feliz e chamou os torcedores de “amigos do futebol”. Quando se referiu a Dilma, o estádio inteiro vaiou, a ponto de Blatter cobrar respeito do público. "Amigos do futebol brasileiro, onde estão o respeito e o fair-play, por favor?", disse, em 2013.



Lembra tudo que aconteceu na Copa?

Lembra tudo que aconteceu na Copa? (Editoria de Arte/G1)G1

A torcida que vai dar saudade:


  Confira os melhores momentos no Mané.


 Brasília recebeu torcidas de 12 países diferentes, aprendeu a dançar o Serrucho com os colombianos, torceu pelo Equador com a mesma camisa amarela e gritou junto dos africanos. Veja passagens marcantes da festa que a torcida fez no Mané Garrincha

Publicação: 13/07/2014 08:00  Correio Braziliense



O Brasil pode até não ter levado o título de campeão do mundo no futebol, mas mostrou que sabe fazer festa como ninguém. Encantou gente de todo lugar do mundo com tanta diversidade - de ritmos, de temperos e de clima. Os brasileiros foram ótimos anfitriões. E os visitantes não ficaram atrás. Se sentiram à vontade e se misturaram com a farra brasileira.

Em Brasília não foi diferente. A presença de estrangeiros de 12 nacionalidades - além da brasileira - deixou a cidade mais bonita. A Praça dos Três Poderes virou ponto de encontro internacional. O Mané Garrincha recebeu diferentes sotaques, camisas de times e gritos de guerra.

Os colombianos trouxeram o Serrucho, hit do carnaval de Cartagena. Os equatorianos coloriram o estádio e se misturaram com a amarelinha brasileira. Os portugueses cantaram canções de apoio para o time que precisava de um milagre para seguir para as oitavas. Africanos de Gana, Camarões, Nigéria e Costa do Marfim marcaram presença e tentaram levantar os seus times, embora nenhum deles tenha conseguido a vitória em Brasília.

A Copa marcou o Brasil e Brasília. Por isso, vai deixar tantas saudades.

Copa do Brasil termina com a segunda maior média de público na história dos Mundiais


PÚBLICO


Em termos absolutos, a Copa de 2014 também foi a segunda maior da história





postado em 13/07/2014 17:45 / atualizado em 13/07/2014 18:04




Reprodução/ Twitter



Rio de Janeiro - As festas nas arquibancadas em todos os jogos no Mundial do Brasil marcaram a competição, elogiada por torcedores estrangeiros e brasileiros. Gente de todos os cantos, de todas as cores, de todas as bandeiras. E os números dão uma dimensão disso tudo, com 3.429.873 torcedores nas 64 partidas do torneio. É o segundo maior público da história do torneio. A média também foi a segunda maior, com 53.591 espectadores. Considerando o formato atual, com 32 países, trata-se dos maiores números até hoje.

Até este domingo a Fifa contabilizava 3,35 milhões de pessoas. Foi quando o telão do Maracanã revelou o público da final (74.738), com alemães e argentinos disputando a bola com muita intensidade em campo. O número igualou o recorde do torneio, de Argentina 2 a 1 Bósnia, em 15 de junho, no mesmo local.

O estádio lotado neste domingo condiz com a realidade da Copa, que teve uma taxa de ocupação de 98,4%, acima da expectativa da Fifa. Foram aproximadamente 3,2 milhões de ingressos vendidos ao público geral - a entidade não revela o faturamento com a venda. Como curiosidade, o fato de que até a manhã deste domingo 519 entradas ainda não haviam sido retiradas no posto montado pela Fifa na cidade.

A decisão contou com 4.066 alemães, 4.461 argentinos e 12.984 brasileiros - os demais ingressos não tiveram uma definição de localização, fazendo com que as três nacionalidades citadas tivessem muito mais gente envolvida. Somente da imprensa foram 2,5 mil pessoas credenciadas, um recorde neste Mundial.




Reprodução/ Twitter
Tanto em relação ao público absoluto quanto à média por jogo, os recordes se mantêm com a edição de 1994, nos Estados Unidos, com índice de 68 mil e total de 3,58 milhões. Os dados são quase imbatíveis por causa do tamanho dos estádios (muitos com 70, 80 e até 100 mil lugares).

Público total da Copa do Mundo, por edição

1º) Estados Unidos 1994 - 3.587.538 (52 jogos)
2º) Brasil 2014 - 3.429.873 (64 jogos)
3º) Alemanha 2006 - 3.359.439 (64 jogos)
4º) África do Sul 2010 - 3.178.856 (64 jogos)
5º) França 1998 - 2.785.100 (64 jogos)
6º) Coreia e Japão 2002 - 2.705.197 (64 jogos)
7º) Itália 1990 - 2.516.215 (52 jogos)
8º) México 1986 - 2.394.031 (52 jogos)
9º) Espanha 1982 - 2.109.723 (52 jogos)
10º) Alemanha 1974 - 1.774.022 (38 jogos)
11º) México 1970 - 1.603.975 (32 jogos)
12º) Inglaterra 1966 - 1.563.135 (32 jogos)
13º) Argentina 1978 - 1.545.791 (38 jogos)
14º) Brasil 1950 - 1.045.246 (22 jogos)
15º) Chile 1962 - 893.172 (32 jogos)
16º) Suécia 1958 - 819.810 (35 jogos)
17º) Suíça 1954 - 768.607 (26 jogos)
18º) Uruguai 1930 - 590.549 (18 jogos)
19º) França 1938 - 375.700 (18 jogos)
20º) Itália 1934 - 363.000 (17 jogos)

Média público da Copa do Mundo, por edição



1º) Estados Unidos 1994 - 68.991 (52 jogos)
2º) Brasil 2014 - 53.591(64 jogos)
3º) Alemanha 2006 - 52.491 (64 jogos)
4º) México 1970 - 50.124 (64 jogos)
5º) África do Sul 2010 - 49.669 (64 jogos)
6º) Inglaterra 1966 - 48.847 (32 jogos)
7º) Itália 1990 - 48.388 (52 jogos)
8º) Brasil 1950 - 47.511 (22 jogos)
9º) Alemanha 1974 - 46.685 (38 jogos)
10º) México 1986 - 46.039 (52 jogos)
11º) França 1998 - 43.517 (64 jogos)
12º) Coreia e Japão 2002 - 42.268 (64 jogos)
13º) Argentina 1978 - 40.678 (38 jogos)
14º) Espanha 1982 - 40.571 (52 jogos)
15º) Uruguai 1930 - 32.808 (18 jogos)
16º) Suíça 1954 - 29.561 (26 jogos)
17º) Chile 1962 - 27.911 (32 jogos)
18º) Suécia 1958 - 23.423 (35 jogos)
19º) Itália 1934 - 21.352 (17 jogos)
20º) França 1938 - 20.872 (18 jogos)

RIO DE JANEIRO Joseph Blatter deve dar nota sobre a Copa do Mundo no Brasil nesta segunda



Em 2010, a Fifa avaliou o Mundial da África do Sul com um "9"





postado em 13/07/2014 14:41 / atualizado em 13/07/2014 14:44


Fifa.com / Getty Images

Cassio Zirpoli
Enviado especial

Rio de Janeiro - A avaliação oficial da Fifa sobre a Copa do Mundo de 2014 será anunciada nesta segunda-feira. A expectativa é de que o presidente Joseph Blatter também dê a nota da competição realizada no Brasil - algo recorrente na organização da entidade que comanda o futebol. Em 2010, vale lembrar, a África do Sul recebeu um "9". O balanço foi confirmado neste domingo, no Maracanã, pela porta-voz da entidade, Delia Fischer, e será realizado na sala de conferências do próprio estádio, no dia seguinte à grande decisão, às 11h

Estarão presentes na última coletiva da Fifa, além do Blatter, o mandatário da CBF, José Maria Marin, o ministro do esporte, Aldo Rebelo, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, o diretor executivo do Comitê Organizado Local, Ricardo Trade, e o representante do conselho administrativo do COL, Ronaldo.

Há quatro anos, Blatter disse o seguinte sobre o Mundial em solo sul-africano, também no dia seguinte à final. "Depois de consultar os meus colegas da Fifa, diria que a nota desta Copa do Mundo foi 9 em uma escala de 0 a 10. É uma aprovação com louvor. O que vocês fizeram foi muito especial. Perfeição não existe, mas sinceramente 9 é uma boa nota. Os sul-africanos podem ficar orgulhosos. Nós, da Fifa, estamos muito satisfeitos".

No Brasil, a preparação foi bastante criticada pela direção da entidade durante a construção de estádios e da mobilidade urbana presente na matriz de responsabilidades assinada junto ao governo federal. O temor das manifestações também era grande. O Mundial, porém, acabou transcorrendo sem grandes problemas, sendo bastante elogiado dentro de campo e alcançando a segunda maior média de público da história do torneio, com 53 mil espectadores. Portanto, resta aguardar a nota da Fifa. Dificilmente será abaixo de 9.

Após fracasso na Copa do Mundo, Fred descarta voltar a defender a Seleção Brasileira

SELEÇÃO BRASILEIRA

Atacante ficou no banco de reservas e não jogou na despedida brasileira do Mundial

postado em 13/07/2014 14:12
Gazeta Press
AFP PHOTO / FABRICE COFFRINI

Logo após a derrota por 3 a 0 da Seleção Brasileira para a Holanda na disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo de 2014, o atacante Fred, um dos mais criticados pelo mau desempenho brasileiro na competição, reconheceu que não deve mais voltar a defender o time nacional.

“Para mim, a Seleção já deu”, desabafou o centroavante, em entrevista ao Estado de S. Paulo. “Queria fazer mais, assumo. Não estava com problemas físicos. Mas a culpa é de todos. Nós, brasileiros temos a feia mania de procurar um ou dois para crucificar. Somos uma equipe, e estamos abraçados até o último minuto”, concluiu.

Fred ficou no banco de reservas e não jogou na melancólica despedida brasileira do Mundial em Brasília. Ao longo da competição, esteve em todas as outras seis partidas. Com desempenho abaixo da média, balançou as redes em apenas uma oportunidade. O gol veio na vitória canarinho por 4 a 1 sobre Camarões, ainda na fase de grupos da competição.

Caso confirme a aposentadoria, Fred, de 30 anos, encerra uma história de nove anos na Seleção Brasileira. Ao todo, foram 39 jogos, 18 gols e quatro títulos – uma Copa América (2007), dois Superclássicos das Américas (2011 e 2012) e uma Copa das Confederações (2013).
 

Vice, Lionel Messi leva prêmio de melhor jogador da Copa e mantém "maldição"

PRÊMIOS


Desde Romário, em 1994 um campeão não leva o prêmio de melhor da Copa





postado em 13/07/2014 19:05 / atualizado em 13/07/2014 19:16


Shaun Botterill - FIFA/FIFA via Getty Images


Enviados Especiais

Rio de Janeiro - Ainda não foi dessa vez que a Argentina saiu da fila de títulos mundiais. Mas dessa vez, não há como reclamar do seu principal jogador. Eleito quatro vezes o melhor jogador do mundo, o atacante Lionel Messi foi eleito o Bola de Ouro da Copa do Mundo do Brasil, mesmo com a derrota na final para a Alemanha, por 1 a 0. Talvez, o troféu mais amargo da sua vida.

Com isso, segue a “maldição” da Bola de Ouro. Desde Romário, em 1994, um jogador premiado como o craque da Copa não vence o Mundial. Desde então, Ronaldo, em 1998, Kahn, em 2002, Zidane, em 2006, haviamc conquistado o prêmio como vice-campeões. Messi entra nessa lista. Na Copa de 2010, na África do Sul, a honraria coube a Forlán, quarto colocado com o Uruguai.

Além do título, a Alemanha também teve o melhor goleiro da Copa do Mundo do Brasil. Manuel Neuer foi eleito. Assim como Messi, foi ovacionado ao receber a premiação. Diferentemente do presidente da Fifa, Joseph Blatter e da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, sempre vaiados quando apareciam nos telões do Maracanã.

Premiações
Goleiro - Manuel Neuer (Luva de Ouro)
Lionel Messi (Bola de Ouro)
Thomas Müller (Bola de Prata)
Arjen Robben (Bola de Bronze)
James Rodríguez (Chuteira de Ouro - Artilheiro)
Paul Pogba (Revelação)
Colômbia (Fair Play)

Tetracampeã!!!

Alemanha bate a Argentina na prorrogação (Reuters)

Copacabana vira território dos alvicelestes e alguns até torceram pelo Brasil... mas desistiram

COPA.BR - TORCIDA HERMANA

Rio de argentinos


postado em 13/07/2014 08:25
(Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Rio de Janeiro –
A torcida argentina está tão contente com a o desempenho de sua seleção nesta Copa do Mundo que se deu ao luxo até de torcer um pouco para o Brasil ontem. Ao menos alguns dos torcedores ouvidos pela reportagem em Copacabana disseram que gostariam de ver a Seleção Brasileira ficando em terceiro lugar. Como a equipe de Luiz Felipe Scolari não se mostrou capaz, desistiram ainda na metade do primeiro tempo e trataram de cantar suas músicas em que enaltecem seus jogadores e não deixam de provocar os vizinhos.

Foi o caso de Ariel Banega, que chegou ao Brasil na semana passada a bordo do táxi com que ganha a vida em Buenos Aires. Depois de passar por São Paulo, onde viu a vitória nos pênaltis diante da Holanda, está desde sexta-feira no Rio e aproveitou ontem para curtir a festa na arena armada na areia da praia mais famosa do Rio e do país.

“Torço pelo Brasil pela primeira vez na minha vida. Faço isso porque o povo aqui é muito simpático, fomos muito bem recebidos”, disse ele, que “dividiu o volante” com três amigos para cumprir os 2.200 quilômetros desde a capital argentina até São Paulo, em 36 horas.

Como o escrete canarinho não fez por onde para merecer a torcida, o taxista tratou de se dedicar ao seu objetivo maior: conseguir um ingresso para ver a grande final, hoje, no Maracanã. “Estou pensando em vender o carro para comprar um ingresso”, declarou ele, rindo, referindo-se ao alto preço cobrado por cambistas por uma entrada para Alemanha x Argentina.

Do lado de dentro da Fan Fest, os torcedores brasileiros eram até maioria e tentaram apoiar a Seleção, cantando que Pelé fez mil gols e Maradona não. Porém, o pênalti de Thiago Silva em Robben arrefeceu os ânimos logo no início da partida. “Está complicado. A comissão técnica não soube preparar a Seleção Brasileira para esta Copa. Treinaram o time para jogar em função de um jogador. Como o Neymar machucou, não sabem o que fazer”, argumentou o mecânico José Geraldo da Silva.

Ele chegou cedo para ver o jogo no telão e estava na primeira fila, usando uma fantasia das mais criativas, com folhas, bandeiras do Brasil e bolas de futebol. Porém, depois do primeiro gol, tratou de sacar um cartaz em que se lia “Calma, Holanda”, com medo de mais uma goleada. “Se tomar mais sete, meu coração não vai aguentar”, afirmou Silva, referindo-se aos 7 a 1 para a Alemanha, nas semifinais.

CONFIANÇA Enquanto o escrete canarinho dava mais um vexame em campo em Brasília, frustrando a torcida em todo o país, os argentinos tratavam de fazer festa. No fim do primeiro tempo, muitos deles realizaram verdadeira passeata pela Avenida Atlântica, não só mostrando confiança na conquista do tricampeonato, mas também aproveitando para tripudiar sobre os brasileiros, recordando a vitória na Copa de 1990, com gol de Caniggia, e, claro, que Maradona é melhor que Pelé.

A humildade alemã: pedido de ajuda à Espanha após derrota na Eurocopa de 2008

Carta com pedido de ajuda enviada à Real Federação Espanhola em 2008, após derrota na final da Eurocopa, é o marco do início do "tiki-taken" alemão. 

 

Antes decisão do Mundial, Schweinsteiger valoriza também as influências de Van Gaal e Guardiola na mudança do estilo de jogo germânico





Ivan Sekretarev/AP


Rio de Janeiro — Se bordar a quarta estrela no peito, hoje, contra a Argentina, a Alemanha terá de enviar uma carta de agradecimento à Real Federação Espanhola — que hoje verá Carles Puyol devolver a taça antes da final no Maracanã — por tê-la ajudado a conquistar o tetracampeonato. Em julho de 2008, depois de perder a final da Eurocopa justamente para La Roja, a associação germânica fez um pedido humilde para aprender um pouquinho sobre a revolução em curso liderada, à época, pelo técnico Luis Aragonés. A resposta positiva transformou a Alemanha em uma espécie de inimiga íntima do estilo espanhol.

Treinadores, como o alemão Uli Stielike e o próprio Joachim Löw, viajaram algumas vezes até Las Rozas para encontros com dois dos mentores da transformação espanhola: Juan Santisteban e Ginés Meléndez, ambos responsáveis pelas divisões de base da Espanha. Lá, aprenderam que a Real Federação Espanhola tem olheiros em todos os cantos do país à caça de novos talentos. Souberam também que seleções estaduais de garotos se enfrentam anualmente em competições de base.

O projeto espanhol foi clonado e vem sendo colocado em prática com a eficiência germânica. Um ano depois, a Alemanha acabou campeã da Eurocopa Sub-21. Seis titulares de Joachim Löw na final de hoje eram as estrelas daquele título: Neuer, Hummels, Höwedes, Özil, Khedira e Boateng.

Nas Eliminatórias para a Eurocopa Sub-19 deste ano, o feitiço virou contra o feiticeiro. A Alemanha terminou em primeiro lugar e deixou a Espanha fora da fase final do torneio, a partir do próximo dia 19.

Além da revolução na base, a Alemanha contou com a colaboração de dois treinadores de ponta importados pelo Bayern de Munique — referência do time que entra em campo hoje. “Louis van Gaal e Pep Guardiola expandiram o horizonte de nós, jogadores do Bayern. Parte do que nós aprendemos com eles dois está sendo revertida, agora, na seleção nacional e nos beneficiando”, testemunhou, ontem, o meia Schweinsteiger.

Nesta Copa, o auxiliar técnico de Joachim Löw, Hansi Flick, confirmou a espanholização e a holandização do estilo alemão. “Em 2010, nós tínhamos um estilo de jogo mais profundo, com transições muito rápidas da defesa para o ataque. O problema é que os adversários aprenderam a anular essa maneira de atuar. Eles passaram a se fechar na defesa, e isso nos fez buscar outras soluções. Mas o contra-ataque ainda é um dos nossos pontos fortes.”

Balanço do intercâmbio

Como a Federação Alemã colocou em prática o aprendizado com a Espanha

» Times da primeira e da segunda divisões precisam ter academias para categorias de base.

» Federação Alemã auxilia na construção das instalações.

» Criação de 366 centros de formação.

» Quase 25 mil garotos passam pelas escolas por ano.

» Mil técnicos são empregados pelo programa.

Presidenciáveis devem evitar temas 'tabus' na campanha

Numa campanha na qual candidatos querem ganhar o voto do eleitor dizendo serem capazes de fazer mais pelo Brasil nos próximos quatro anos, os principais candidatos à Presidência devem passar à margem das discussões de temas considerados espinhosos e tabus até outubro. 
 
 
 
Ao contrário de 2010, quando a legalização do aborto e até o casamento homoafetivo entrou na agenda de campanha, os presidenciáveis farão de tudo para evitar que as chamadas "cascas de banana" ponham em risco a caminho rumo ao Palácio do Planalto.
 
 
 Inseguros em relação à forma como o eleitorado pode reagir às discussões mais sensíveis, os candidatos nem sequer fazem menção em seus programas aos temas que podem gerar uma repercussão negativa. 


Entre 10 temas propostos pelo Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, para discussão, os candidatos deixam clara a intenção de não aprofundar suas ideias sobre os seguintes temas: 1) a legalização do aborto; 2) descriminalização do comércio de maconha; 3) privatização de estatais; 4) flexibilização das leis trabalhistas; 5) fim da estabilidade no serviço público; 6) reforma da previdência; 7) indexação do reajuste do salário mínimo com base na inflação; 8) regulação do conteúdo dos meios de comunicação; 9) passe livre no transporte público, uma das principais demandas das manifestações de rua em 2013 e; 10) o fim da gratuidade do ensino em universidades públicas, como vem sendo discutido na Universidade de São Paulo.


"(Privatização) não é objeto (nem do programa, nem do governo). Já foi privatizado o que tinha de privatizar. Petrobras nem pensar", desconversou o coordenador da campanha de Eduardo Campos (PSB), Carlos Siqueira. Em 2006, a discussão sobre uma possível privatização da Petrobras ganhou força e o então candidato à reeleição pelo PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu pregar no PSDB do ex-presidenciável Geraldo Alckmin o rótulo de privatista.



Em nome da liberdade de expressão, os candidatos costumam negar publicamente qualquer projeto que trate da regulação da mídia, mas nos partidos há quem defenda a proposta que tem a simpatia do PT e que, ainda assim, não foi incorporado pelo programa de Dilma Rousseff.



 "Ele (Campos) só não pode dizer (que é favorável) porque atrapalha a campanha", admitiu Roberto Amaral, vice-presidente do PSB. O dirigente alega preocupação com a "emergência do pensamento de direita", mas oficialmente a sigla diz que o pensamento de Amaral não é majoritário, e que a medida não terá representação no plano de governo de Campos. 


"Não vamos apresentar uma proposta que suponha uma interferência", afirmou o coordenador do programa de governo, Maurício Rands.


O PSB ainda não lançou seu plano de governo, mas ao Broadcast Político encaminhou respostas indicando que a maior parte dos temas não serão objetivo de discussão na campanha ou num futuro governo de Eduardo Campos. "O assunto é de natureza pessoal, mas também é assunto de saúde pública. Não será tratado pelo programa. O candidato já respondeu que a legislação existente já é suficiente", disse Siqueira ao falar sobre a legalização do aborto.


 O coordenador admitiu que ainda não há uma posição sobre a indexação do salário mínimo e a reforma da previdência, mas que o passe livre no transporte coletivo - uma das demandas das manifestações de 2013 - e a questão trabalhista serão abordados no programa do PSB.


Na campanha de Dilma, a ordem é silenciar-se sobre os temas. "No momento, a campanha está dedicada ao debate com a sociedade das linhas gerais do programa de governo apresentado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral)", afirmou a assessoria de imprensa da chapa. Procurado, o coordenador do programa de governo, Alessandro Teixeira, não quis se pronunciar sobre os pontos questionados pela reportagem. "Não vamos entrar neste assunto", insistiu a assessoria da candidata.


Mesmo tendo procurado cinco dirigentes da campanha e petistas da cúpula, o único a fazer um comentário pontual sobre um tema levantado foi o secretário de Comunicação do PT, José Américo. Ele, contudo, disse que a reforma da previdência não será defendida em um novo governo Dilma. 


"Isso é tema do Aécio", provocou.


O coordenador-geral da campanha de Aécio, o senador Agripino Maia (DEM), disse que o plano de governo do tucano é o que foi entregue ao TSE e que, por enquanto, não tem nenhum outro documento com diretrizes que disponham sobre os assuntos levantados pela reportagem. O vice de chapa de Aécio, o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (SP), também não quis opinar. 


"Não vou falar em nome da campanha", afirmou. "Se o partido não tem nenhuma posição, eu tenho a minha sobre muitas coisas", completou.


No plano de governo, a campanha tucana não trata explicitamente sobre a reforma previdenciária, mas prega ações para diminuir a informalidade e diminuir o déficit por meio do aumento da atividade econômica. "A volta do crescimento com base na atividade do setor privado será importante fator para minorar o avanço do déficit da previdência social, pois provocará o crescimento da receita mais que proporcional ao da despesa", diz o programa entregue ao TSE.


Outro tema não mencionado pelas campanhas, mas que certamente vai voltar à tona em 2015, é a correção automática do salário mínimo conforme o crescimento da economia brasileira (PIB). O ano que vem será o último que vai vigorar a política do gatilho automático. No máximo, Aécio Neves fala no plano de governo em manter ganhos reais dos salários, mas não diz como. 


Já na campanha de Campos ainda não há uma posição fechada sobre o tema. No programa de Dilma, por sua vez, ela comemora o fato de ter dado aumentos reais para os assalariados, mas não diz nada sobre o futuro.

Fonte: Estadão Conteúdo Jornal de Brasilia