quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Corpo de Eduardo Campos será enterrado em cemitério de Recife


"grande amigo" Ex-presidente Lula se diz estarrecido com morte

Entrada de Marina na disputa torna segundo turno mais provável



Leonardo Avritzer

Leonardo Avritzer

Especial para o UOL

A morte de Eduardo Campos, candidato à Presidência, representa uma grande perda para a política brasileira. Em um país no qual o sistema político tem tido pouca renovação desde 1994, com dois partidos principais (PT e PSDB) se revezando no Planalto e dois líderes principais (Lula e FHC) organizando a agenda do sistema político, Eduardo Campos significava renovação.

Sua trajetória exitosa como governador de Pernambuco - período durante o qual a economia do Estado deslanchou fortemente - e sua forte identificação com as políticas sociais implementadas desde 2003 o colocavam em uma posição singular neste processo eleitoral que se inicia. Torna-se inevitável discutir de que modo a morte precoce do candidato do PSB afeta a disputa eleitoral.

Vale a pena responder esta questão a partir do desenho de um dos cenários possíveis. Neste primeiro cenário, caberia à ex-ministra Marina Silva assumir a candidatura do PSB à Presidência. Nesta situação, ficará fortemente afetada, em um primeiro momento, a oposição à atual presidente Dilma Rousseff.

Marina Silva sempre esteve melhor colocada nas pesquisas de intenção de votos do que Eduardo Campos, ainda que seja possível explicar esse fenômeno devido ao maior conhecimento do eleitor: Marina foi ministra e candidata a presidente. No entanto, a associação entre a consternação com a morte de Campos e o maior "recall" provavelmente irá alavancá-la nas pesquisas de intenção de voto, caso o PSB decida por sua candidatura.

Tal fato irá, provavelmente, implicar em uma mudança de estratégia na oposição. No quadro eleitoral mostrado pelas últimas pesquisas, a intenção de voto de Aécio Neves se estabilizou em torno de 23% (pesquisa Ibope divulgada no dia 07/08), ao mesmo tempo que a intenção de votos em Campos se estabilizava abaixo de 10%.

A associação entre a consternação com a morte de Campos e o maior recall irá alavancá-la nas pesquisas Leonardo Avritzer, presidente da Associação Brasileira de Ciência Política, sobre a possível candidatura de Marina Silva
É verdade que a intenção de voto em Marina Silva tem variado muito, principalmente desde que ela entrou para o PSB. Ainda assim, é licito supor que a intenção de votar em Marina se situará acima da de Campos, se as pesquisas anteriores nos servirem como base de avaliação. O primeiro impacto da candidatura Marina Silva será acirrar o debate político no campo da oposição, pelo menos no primeiro turno da eleição.

Mas é possível se pensar em um segundo turno mais provável neste reordenamento das candidaturas que se seguirá à morte de Campos. Se as intenções de voto em Marina Silva eram maiores que as de Campos, é possível supor que a entrada de Marina na corrida eleitoral aumente as chances de um segundo turno.

Neste segundo turno, as situações de Dilma e Aécio parecem mudar. De um lado, caso o ex-governador de Minas vá para o segundo turno, ele enfrentará de forma ainda mais aguda um dilema que já existia no caso de Eduardo Campos: a perspectiva de uma divisão do eleitorado de oposição.

No caso de Marina, o eleitorado - que é ambientalista e conta com presença expressiva de atores de movimentos sociais - não tem uma forte identidade com Aécio. Mas caso Marina vá para um segundo turno contra Dilma, esta poderá enfrentar uma adversária muito difícil.

Marina contará com um amplo apoio de toda a oposição e transitará relativamente bem entre os grupos que historicamente têm apoiado as candidaturas do PT. Este é apenas um dos cenários possíveis, já que nem a candidatura Marina Silva nem outra candidatura do PSB estão asseguradas neste momento de incerteza política aberta pela morte precoce de um dos políticos mais promissores da história recente do país.



Aprendi a admirar e a confiar em Campos, diz Marina


Do UOL, em Santos (SP)



  • Marina Silva foi a Santos, onde Eduardo Campos morreu em um acidente de avião  
 
  • Marina Silva foi a Santos, onde Eduardo Campos morreu em um acidente de avião

Em rápido pronunciamento à imprensa na tarde desta quarta-feira (13), em Santos (SP), a candidata a vice pelo PSB, Marina Silva, lamentou a morte do candidato a presidente em sua chapa, Eduardo Campos. "Durante dez meses de convivência, aprendi a respeitá-lo, a admirá-lo e a confiar nas suas atitudes e nos seus ideais de vida", declarou a candidata.

Marina filiou-se ao PSB em 2013 por não conseguir criar oficialmente a Rede, seu partido. Em um acordo com Campos, saiu candidata a vice-presidente na chapa do ex-governador de Pernambuco.

Abatida, ela afirmou que foram "dez meses de intensa convivência" com Campos. "A imagem que quero guardar dele foi a de nossa despedida ontem cheio de alegria, cheio de sonhos, cheio de compromissos", declarou.



Eduardo Campos morre em acidente com avião no litoral de São Paulo

13.ago.2014 - Uma aeronave caiu, na manhã desta quarta-feira, no bairro do Boqueirão, em Santos, no litoral de São Paulo. Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas Leia mais Reprodução/Facebook/Rafael Oliveira Augusto
Marina Silva estava ontem no Rio com o colega e embarcaria com ele, mas acabou viajando para São Paulo com assessores em um avião de carreira.

A ex-ministra do Meio Ambiente disse que Campos lutou até o fim pela construção de um país "melhor e mais justo". "Quero pedir a Deus que sustente a Renata, o Zé, o João, a Duda, o Pedro e o pequenino Miguel e a todos os familiares dos companheiros de Eduardo Campos", afirmou a ex-ministra do Meio Ambiente em referência à mulher e aos filhos de Campos. "É uma tragédia que nos impõe profunda tristeza".

Antes de Marina, Carlos Siqueira, representante da coligação de Campos e Marina, afirmou em pronunciamento que o ex-governador de Pernambuco era um "homem preocupado com a renovação da política" e "deixa um legado de lutas e ideais de um Brasil mais democrático". "Este é um momento de luto e impõe o necessário recolhimento", disse. Siqueira destacou a importância da frase dita ontem por Campos no Rio: "Não vamos desistir do Brasil".

Os pronunciamentos foram feitos na sede da Prefeitura de Santos. O PSB tem dez dias para indicar o novo candidato a presidente.

Aécio lamenta a morte do amigo.


O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, cancelou os compromissos de campanha agendados no Rio Grande do Norte após saber da morte do também candidato Eduardo Campos. Aécio lamentou a perda do amigo:  

“É com imensa tristeza que recebi a notícia do acidente que vitimou o ex-governador e meu amigo Eduardo Campos. O Brasil perde um dos seus mais talentosos políticos, que sempre lutou com idealismo por aquilo em que acreditava. A perda é irreparável e incompreensível. Nesse momento, minha família e eu nos unimos em oração à família de Eduardo, seus amigos e a milhões de brasileiros que, com certeza, partilham a mesma perplexidade e pesar”, afirmou em nota.
 
O presidenciável estará em São Paulo na tarde desta quarta-feira. Entre os compromissos agendados para hoje no Rio Grande do Norte havia uma visita à fábrica da Guararapes, em Extremoz, na região metropolitana de Natal, e uma caminhada no bairro do Alecrim, na Zona Leste da capital. (VEJA)

Campanha não pode parar.

A campanha eleitoral para à espera do velório e enterro de Eduardo Campos. No entanto, no próximo dia 19, um novo candidato já deve ser apresentado ao país no horário eleitoral. O PSB vai ter que tomar decisões em clima de comoção. Continuará com Marina Silva, sabendo que ela desagrega os acordos na maioria dos estados, com destaque para São Paulo? 
 
Escolherá um novo nome para cabeça de chapa? Marina Silva, por sua vez, aceitará ser candidata? O PSB retirará a candidatura e deixará o partido livre para os acordos regionais? Tudo pode acontecer. Tudo menos a campanha parar. 
 

Morre Eduardo Campos.

Confirmada a morte de Eduardo Campos, aos 49 anos, pelo deputado Júlio Delgado, do PSB de Minas Gerais. 
 

Confirmado que Eduardo Campos estava no avião que caiu em Santos.

A confirmação foi feita pelo deputado Walter Feldmann. Aguardamos notícias. Marina Silva não estava a bordo.
 

Eduardo Campos pode ter sofrido acidente aéreo.

Jato ou helicóptero que caiu em Santos poderia estar trazendo o candidato Eduardo Campos (PSB). Não há informações, mas o candidato saiu do Rio para Santos e não há mais notícias. Aguardem informações.
Confirmado que era o jato acima que caiu em Santos. Não há contato com o candidato e Marina Silva. 
 
 

A candidata é Marina.


Não há como a substituta de Eduardo Campos não ser Marina Silva. Especialmente pelo aspecto emocional. O PSB não irá contrariar os desígnios de um Campos tragicamente vitimado em plena campanha, assim como Marina Silva não abandonará uma luta iniciada, em memória do companheiro desaparecido. 
 
Sob pena de encerrar a sua carreira política por total ingratidão e traição à memória de Campos. E mais: haverá um pacto na coligação para que as diferenças sejam abafadas em nome de uma missão maior. Marina e sua Rede acatarão as alianças. 
 
As várias correntes do PSB cerrarão fileiras com Marina. E como fica o quadro eleitoral? Marina terá os seus votos e mais os de Campos, chegando ao patamar de 2010. Aécio Neves terá que fazer um grande esforço para subir e alcançar o segundo turno. 
 
O lamentável acidente deixa Dilma ainda mais longe de uma vitória. No segundo turno, não haverá migração de votos da oposição para ela, seja Marina (quase impossível), seja Aécio ( o mais provável) o adversário. Não haverá acordo com o PT " porque esse governo é o único governo que vai entregar o Brasil pior do que recebeu", segundo última declaração de Eduardo Campos. 
 
Para ele, o adversário era o PT. Podemos estar assistindo, assim, a um desígnio superior sendo realizado: a morte de Eduardo Campos vai consolidar a vitória da Oposição nas eleições presidenciais. 
 
 

Dentista de Eduardo Campos vai a SP para ajudar peritos em identificação


13/08/2014 19h24 - Atualizado em 13/08/2014 19h24


Chefe da Polícia Científica de PE também vai acompanhar a perícia.
Avião com sete pessoas caiu sobre casas em Santos, nesta manhã.

Do G1 PE
O chefe da Polícia Científica de Pernambuco, Francisco Sarmento, e o dentista particular do ex-governador Eduardo Campos viajaram para São Paulo, onde ajudarão a perícia no local em que caiu o avião que matou o candidato do PSB e mais seis pessoas. O acidente aconteceu na manhã desta quarta-feira (13), em Santos.
A caixa preta da aeronave foi encontrada no início da noite e recolhida por uma equipe da Aeronáutica. O objeto, que registra dados do voo, será analisado nos próximos dias para que as causas do acidente possam ser esclarecidas. Ainda não há informações sobre o estado do objeto, que foi recuperado após várias horas de trabalho de busca.
A caixa preta foi encontrada entre os destroços do avião e de algumas casas que ficaram seriamente comprometidas ao serem atingidas pela aeronave. A perícia não estipulou um prazo para terminar as buscas pelos corpos, já que segundo os bombeiros, o impacto do acidente foi tão grande que dificilmente um corpo será reconhecido sem passar por um exame de DNA.
Luto oficial de sete dias
O governador de Pernambuco, João Lyra Neto, decretou sete dias de luto oficial pela morte do ex-governador. O anúncio foi feito durante um pronunciamento no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no Recife.

Vale esta - cornologia Eduardo Campos (Foto: Arte/ G1)
"Quero levar ao povo de Pernambuco e ao povo brasileiro a minha palavra de solidariedade e de muita tristeza, e, ao mesmo tempo, de muita esperança. Convivi com Eduardo por 15 anos e construímos uma amizade muito firme, de cumplicidade, solidariedade e de muita independência. Que a vida dele sirva de exemplo de muita coragem e compromisso com o povo pernambucano e brasileiro; é um dia de muita tristeza", disse o governador.

Lyra Neto também lembrou a coincidência de Eduardo ter morrido no mesmo dia do avô, Miguel Arraes. "A energia [de Arraes] fez com ele tivesse essa trajetória de muita luta", comentou.

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também decretou luto oficial de três dias. Eduardo se formou em Economia, na instituição, em 1985. "A Universidade estende seu voto de pesar às famílias das outras seis vítimas da queda da aeronave", diz a nota oficial.

Liberação do corpo
A cúpula da Frente Popular de Pernambuco embarcou para São Paulo, na tarde desta quarta, para cuidar da liberação do corpo de Eduardo Campos. O prefeito do Recife, Geraldo Julio; o candidato ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara; e o candidato ao Senado, Fernando Bezerra Coelho; embarcaram em voo particular para resolver as pendências burocráticas.


O prefeito Geraldo Julio conversou com a imprensa na porta da casa onde Eduardo Campos vivia, no bairro de Dois Irmãos, no Recife. Ele foi prestar as condolências a Renata Campos, viúva do ex-governador, que está no local com os cinco filhos. 

"Um momento de muita dor para todos os brasileiros, pernambucanos. É uma pessoa muito iluminada, um grande líder político, amigo, pai, irmão. É uma dor muito grande que certamente todos os pernambucanos e brasileiros sentem nesse momento. A gente pede a todos que tenham muita fé para que possamos superar esse momento. É uma perda irreparável, um jovem de 49 anos, que fez tanto por tantos pernambucanos e que deixa muita dor, não tem como expressar ou medir. Queria pedir a todos recifenses e pernambucanos que mantenham a paz e tragam muita fé e oração para a família, amigos e todos que admiravam", disse Geraldo Julio.

O candidato Paulo Câmara, que foi secretário de Administração na gestão de Campos, também conversou com a imprensa. "É um momento muito triste, de muita dor. Eduardo, junto com todos os outros passageiros que estavam no avião, eram pessoas amigas. A gente sente muito essa perda, uma pessoa que ensinou muito, foi meu amigo, meu companheiro de tanto tempo. Eu, Fernando e Raul [Henry, vice de Câmara na chapa estadual] vamos agora buscá-lo, trazer para Pernambuco, para que o pernambucano possa homenagear uma pessoa que foi tão importante para todos nós. Falei com ele no domingo, estivemos juntos e estamos juntos, vamos continuar juntos", afirmou.


O acidente
O acidente que matou Eduardo Campos aconteceu em Santos, SP, na manhã desta quarta-feira, e matou sete pessoas, sendo dois tripulantes e cinco passageiros. O jato particular caiu sobre casas em um bairro residencial e matou as sete pessoas que estavam a bordo. Chovia no momento da queda. A Aeronáutica vai apurar as causas da queda do avião. Em paralelo, a Polícia Civil também irá investigar o caso para buscar possíveis responsáveis.


 

Eduardo Campo morre em acidente de avião em São Paulo.Aecio que se cuide!

Eduardo Campos estava a bordo de avião que caiu em Santos

3/08/2014 12h45 - Atualizado em 13/08/2014 12h47


Presidenciável do PSB tinha agenda de campanha na cidade.
Jato particular caiu em um bairro residencial na manhã desta quarta.



Do G1, em Brasília


O jato particular que caiu na manhã desta quarta-feira (13) em um bairro residencial em Santos, no litoral paulista, transportava o candidato a presidente da República pelo PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, informou a assessoria do partido.

Campos tinha uma programação de campanha em Santos nesta segunda. Ele não compareceu a nenhum dos compromissos. Ele participaria às 8h e às 9h30 em entrevistas em emissoras de televisão locais, concederia uma entrevista coletiva às 12h30 e participaria de um seminário sobre o porto local às 14h30.

A Aeronáutica divulgou nota informando sobre a queda de um avião que saiu do aeroporto Santos Dumont, do Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto do Guarujá.
Leia a íntegra da nota:

O Comando da Aeronáutica informa que nesta quarta-feira (13/08), por volta das 10h, uma aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.

A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave.

A Aeronáutica já iniciou as investigações para apurar os fatores que possam ter contribuído para o acidente.

Brasília, 13 de agosto de 2014.
Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
Jato com Eduardo Campos cai em Santos (Jato com Eduardo Campos cai em Santos (Jato com Eduardo Campos cai em Santos (Jato de Eduardo Campos cai em Santos (globonews))))

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Rss....Arruda: ‘vou liderar a recuperação de Brasília’



Sabatina
O candidato alega que foi vítima de um escândalo político e midiático
Publicado: 11 de agosto de 2014 às 14:44

Foto: Carmona

A Fecomércio encerrou nessa segunda-feira (11) a saga de sabatinas com os postulantes ao Governo do Distrito Federal recebendo o ex-governador e candidato José Roberto (PR).

O candidato começou seu pronunciamento falando sobre suas experiências políticas anteriores e sobre as razões pelas quais participa dessa candidatura. Segundo ele são dois os motivos, o primeiro é de ordem pessoal. “O resgate da minha honra e dignidade pessoal” e o segundo motivo seria um resgate político. “O resgate de um projeto, que eu liderava, mas que todos nós acreditávamos que visa viabilizar o futuro de Brasília. Eu cheguei à conclusão que um líder não pode fraquejar na hora do desastre”, declarou


Logo após suas considerações, como nas outras sabatinas, Arruda respondeu as perguntas elaboradas pelos representantes sindicais de cada setor, sobre diversos temas de relevância social e que vão desde cargas tributárias até segurança e mobilidade urbana.


Arruda articulou sobre a importância do fortalecimento e da união com o setor produtivo, desburocratizando, fiscalizando e mantendo um diálogo continuo com a casa, que pela importância econômica para o DF, poderia ser uma extensão de seu gabinete.


Falou sobre a importância de recuperar as empresas governamentais, Ceb, Terracap, Novacap e BRB. E de reestruturar a máquina que hoje tem muitos cargos comissionados e muitas secretarias. “É preciso enxugar a máquina, eu já fiz isso no meu primeiro governo e vou fazer novamente”.


De acordo com o candidato a falta de segurança pública é reflexo da falta de comando.  “Um Governador que é vaiado na formatura da polícia, devia pedir para sair”. Para recuperar a segurança pública  fará  um novo plano de carreira para motivar os policiais. É preciso também  mais policiais nas ruas, já que dos 18 mil somente 1 mil estão trabalhando efetivamente no combate a violência.


Em suas últimas colocações Arruda agradeceu a presença e apoio do empresário Paulo Otávio. E pediu para que votassem nele. “Não precisa dizer que vai votar em mim não, o voto é secreto, eu arrumei uma maneira tão legal de votar em mim, fizemos um adesivo sou Frejat voto 22”.


Mesmo depois de tal afirmação, quando foi questionado pelo Diário do Poder sobre rumores de uma possível manobra política, a troca da candidatura com Jofran Frejat (PR) caso fique inelegível, Arruda foi enfático “Quem falou isso ou não me conhece ou está agindo de má fé

Eduardo Campos cita Renan para explicar saída da base aliada


Ganhou protagonismo

Candidato do PSB disse que não podia aceitar que alguns políticos se tornassem protagonistas no atual governo
Publicado: 11 de agosto de 2014 às 12:27 - Atualizado às 12:30

Campos 1
Campos disse que se afastou quando Renan e outros políticos viraram protagonistas no governo. 


São Paulo - O candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, disse nesta segunda-feira, 11, em sabatina promovida pelo portal G1 que, apesar de quadros do PMDB como José Sarney e Renan Calheiros estarem na esfera de influência do governo federal desde o início da gestão petista, ganharam “protagonismo” quando Renan foi eleito presidente do Senado, em fevereiro do ano passado. O candidato foi questionado sobre o motivo de sua saída da base do governo e ressaltou que, quando da eleição de Renan, seu partido apoiou Pedro Taques (PDT) na disputa.

“Nunca na minha vida mudei de lado. Saímos (do governo) quando nossas discordâncias não permitiram que estivéssemos lá”, disse Campos, incluindo referência à sua companheira de chapa, Marina Silva, que também deixou a base do governo petista.

Campos repetiu o discurso de que o País precisa de renovação na política e que é preciso acabar com a polarização entre PT e PSDB dizendo que o Brasil “parou de melhorar” por causa do “esclerosado” sistema presidencialista de coalizão.
Questionado por que Marina não é a cabeça de chapa, já que tem maior conhecimento entre os eleitores, Campos não respondeu diretamente. Explicou que Marina procurou o PSB a partir do momento que não conseguiu aval da Justiça Eleitoral para criar o partido Rede Sustentabilidade. “Marina nos procurou para construir um programa e uma agenda para melhorar a política.”

Sobre as intenções de voto de Marina ainda não convertidas para sua candidatura, o pessebista repetiu que não acredita em “transferência” de votos, pois o voto é de cada cidadão.

“Desindustrialização”
O candidato do PSB à Presidência destacou que o Brasil sofre um processo de “desindustrialização” e afirmou que tomará medidas para aumentar a produtividade da indústria.

Segundo ele, esse processo vem desde antes da implementação do Plano Real. “O PSDB também não foi bom para a indústria”, afirmou na sabatina. “Precisamos de inovação e tecnologia, não somente de tarifas de importação.”
O candidato reiterou seu compromisso com o tripé macroeconômico – composto pelo regime de metas de inflação, fiscais e pelo câmbio flutuante – e criticou a “governança macroeconômica errática” do atual governo, citando a inflação alta e o câmbio desvalorizado. Campos também voltou a defender um Banco Central mais independente.

Obras
Questionado sobre o que faria para dar sequência a obras inacabadas no Brasil, Campos não respondeu com medidas específicas, mas voltou a criticar a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT). “O Brasil tem menos obras do que deveria ter e elas não terminam no tempo certo. Muitas obras estão paradas no atual governo, com projetos precários, contratação de empresas que abandonaram a obra e dificuldade no processo de tomar decisões”, avaliou.

Aposentadoria e estudantes
Sobre uma revisão do fator previdenciário, Campos afirmou que sua equipe está avaliando a questão e “fazendo contas”. “Até o final da campanha voltaremos a falar sobre isso”, disse.

Questionado sobre o passe livre para estudantes, o candidato afirmou que tem esse compromisso, pois é um compromisso com a educação. “Muitas pessoas estão deixando a universidade porque não têm condição de ir e vir”, afirmou. 

Campos explicou que, se eleito, criará um fundo nacional com a participação de Estados e municípios que se candidatarem visando financiar o passe livre para estudantes.

Aécio critica mantra de Dilma de que “não sabia de nada”

Ato em Manaus
Para o tucano, qualquer decisão do TCU de bloquear as contas de Graça Foster deve ser respeitada


Aécio Neves foto-divulgação 

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, considerou que qualquer decisão do Tribunal de Contas da União de bloquear as contas da presidente da Petrobras, Graça Foster, deve ser respeitada.


 “Qualquer decisão do TCU deve ser respeitada”, afirmou em ato de campanha, neste sábado (9), em Manaus. Ontem, a presidente Dilma Rousseff saiu em defesa de Graça Foster e considerou um absurdo a possibilidade de bloqueio devido aos prejuízos causados à estatal pela compra da refinaria de Pasadena.


Aécio classificou ainda a gestão Dilma Rousseff como “autoritária” e acusou a presidente de mentir sobre propostas da oposição para o salário mínimo. Quanto às alterações feitas por computadores do Planalto em perfis de jornalistas e políticos no Wikipédia, o tucano afirmou que é uma ”grande vítima dessa ação inescrupulosa de setores do governo, que buscam alterar a biografia de pessoas que tem posições independentes”.


“Está na hora de a presidente da República dizer com muita clareza quais providências está tomando, senão está na hora de mudar o slogan do seu governo de ‘Brasil para todos’ para ‘Brasil, eu não sabia de nada’”, declarou. “Cada denúncia que surge, seja em relação a mensalão, Petrobras, é sempre ‘eu não sabia de nada’”.


No evento, Aécio esteve acompanhado, pela primeira vez, da filha Gabriela e da sobrinha Maria Clara. Antes de o candidato discursar, o prefeito Arthur Virgílio anunciou o nome de todos os prefeitos que apoiam a candidatura de Aécio. “Temos aqui no Estado 61 municípios. Hoje 60% do Amazonas está apoiando Aécio. Vamos levá-lo à vitória de um povo que não aguenta mais injustiça e desmoralização das instituições”, disse o prefeito.


Na eleição de 2010, a presidente Dilma teve uma ampla vitória no Amazonas no primeiro e no segundo turnos. No primeiro turno, ela alcançou 64,9% dos votos contra 25,7% de Marina Silva, então PV, e 8,4% de José Serra, candidato do PSDB na época. No segundo turno, a petista alcançou 80,5% dos votos contra 19,4% de Serra.


Após o encontro com prefeitos, Aécio seguiu para a galeria Espírito Santo, onde deve fazer uma caminhada entre os populares. Na agenda dele, também consta uma visita na tarde de hoje a comunidades ribeirinhas.

Corrupção na Petrobras TCU cede à pressão do Planalto e recua de bloquear bens de Foster




Planalto pressiona e o TCU sinaliza que não vai bloquear bens de Foster

Publicado: 12 de agosto de 2014 às 7:49



jose jorge
Ministro José Jorge sinaliza que vai poupar a presidente da Petrobras


Relator do processo que analisa a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Jorge estuda recuar do pedido de indisponibilidade dos bens da presidente da Petrobras, Graça Foster, alterando sua conclusão inicial a respeito da gravidade da participação dela no fechamento do negócio.


Jorge tem justificado nos bastidores um possível tratamento diferenciado de Graça Foster dizendo que ela participou apenas da tomada de uma decisão secundária, que provocou uma parcela pequena – US$ 92,3milhões – do prejuízo total, estimado pelo TCU em US$ 792,3 milhões. O ministro não fala oficialmente sobre o caso.


No fim de julho, o TCU atribuiu a 11 diretores e ex-diretores da Petrobras o prejuízo pela compra da refinaria por parte da estatal. Após gestões do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, os ministros do tribunal não atribuíram responsabilidade ao Conselho de Administração da Petrobras, que, à época da compra, em 2006, era presidido por Dilma, nem à atual presidente da companhia, que durante o negócio atuou em cargos de comando na estatal.


Jorge, porém, defendeu depois que Graça deveria ser incluída na lista de responsáveis. O ministro levou ao plenário do TCU sugestão de acórdão que dizia ser de “acentuada gravidade” a responsabilidade dela no caso Pasadena. Mas o ministro surpreendeu os colegas do tribunal e pediu, ele mesmo, que a decisão sobre o assunto fosse adiada. Nesta semana, Jorge não incluiu o tema na pauta, o que deveria ter sido feito até sexta-feira. Não há data definida para que a discussão volte ao plenário.

No texto que teve a votação adiada, Jorge escreveu que Graça Foster e Jorge Zelada, outro ex-diretor da Petrobras, deveriam ser incluídos entre os diretores suspeitos de terem causado dano à Petrobras porque, em decisão anterior, o tribunal fez uma confusão e os deixou de fora do grupo. Disse ainda que ambos deveriam ter seus bens bloqueados por um ano. “A jurisprudência do TCU aponta no sentido de que a decretação de indisponibilidade de bens se justifica em situações de acentuada gravidade”, escreveu.

Além do pedido de adiamento, a sessão da quarta-feira passada teve outro fato inusitado: a presença de Adams, advogado-geral da União, que usou a tribuna para falar a favor dos diretores. Após a manifestação de Adams, Jorge concedeu entrevista coletiva que colocou em xeque seu próprio texto. Ele apontou a existência de dois momentos no caso Pasadena. Num deles, a diretoria executiva que não tinha Graça Foster e Zelada entre seus integrantes “aprovou a compra da refinaria”, a “parte substancial e mais importante do projeto”.


‘Erro’
Ao aprovar por unanimidade, no fim de julho, o texto de Jorge que apontava prejuízo total de US$ 792,3 milhões na compra da refinaria, os integrantes do TCU “erraram” ao atribuir aos ex-diretores Ildo Sauer, da área de gás, e Nestor Cerveró, da área internacional, prejuízo de US$ 92,3 milhões que, segundo o tribunal, foi causado pelo adiamento do cumprimento da decisão arbitral sobre a disputa contra a Astra Oil, antiga proprietária da refinaria. Quando essa decisão foi tomada, faziam parte da diretoria Graça Foster, como sucessora de Sauer, e Jorge Zelada, sucessor de Cerveró. O que está em discussão agora é a correção desse erro.

Graça Foster é alvo de outra frente de investigação. No sábado, o jornal “O Estado de S. Paulo” revelou que, a pedido do Ministério Público, a Polícia Federal no Distrito Federal passou a apurar se a presidente da Petrobras prestou informações falsas sobre Pasadena no depoimento à Comissão de Infraestrutura do Senado, em abril. A suspeita é que ela teria omitido informações sobre a compra da refinaria dos EUA.

No mesmo depoimento, os senadores questionaram Graça sobre contratos da estatal com a empresa C. Foster Serviços e Equipamentos, pertencente ao marido dela. Graça afirmou que a empresa não celebrou contratos com a Petrobras. Senadores de oposição, porém, dizem que há, sim, contratos com a estatal. (Fábio Brandt e Beatriz Bulla, com a colaboração de João Domingos – AE)


 Comentarios
  • Adilson Luiz de França ·
    US$ 92,3 de prejuízo nesse caso está sendo considerado "dinheiro de trocado, perante o rombo de US$ 792,3 milhões - engraçado no Brasil de hoje, R$ 10 bilhões lavados por um doleiro está em todas as manchetes dos jornais, finalmente o Brasil conseguiu transformar desvios de Milhões e Bilhões em rotina administrativa, a pressão que o governo faz para que a realidade seja escondida devido o ano ser eleitoral faz com que o nosso país se torne realmente numa republiqueta de bananas.
  • Acrisio Rodrigues · 
    Desculpem mais uma vez, pelas palavras chulas, mas não consigo me conter. Eu não entendo para que serve esse TCU, cheio de bundões, comandados pelo governo petralha. É isso que contribui para que o Brasil seja um país de merda, onde os corruptos sempre levam a melhor. Assim a gente acaba acreditando que o crime compensa.
  • Odair Medeiros ·
    Quando se imagina que diminuíram as maracutaias, aparece outro PTralha aperfeiçoando-as. Deus, livrai-nos do mal.