terça-feira, 26 de agosto de 2014

MP prioriza revelação das propinas pagas a políticos no acordo de delação premiada do ex-diretor da Petrobras.


Paulo Roberto Costa, ex-diretor preso na Operação Lava Jato, vai revelar o esquema de propinas pago a políticos a partir da Petrobras. Na foto, com Lula e Dilma. Lula chama o presidiário de "Paulinho".

O Ministério Público Federal já decidiu quais são as informações prioritárias que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa terá de revelar no acordo de delação premiada que ele fechou na última sexta-feira (22): os procuradores da Operação Lava Jato querem saber como os contratos da Petrobras eram superfaturados e como o valor a mais retornava para os políticos.

Delação premiada é a figura jurídica na qual um réu conta o que sabe à Justiça em troca de redução de pena. Costa foi preso pela segunda vez em junho, depois que a Suíça informou às autoridades brasileiras que ele tinha US$ 23 milhões em contas secretas naquele país. A escolha dos contratos superfaturados e do caminho pelo qual a propina chega aos partidos têm uma razão prática: são esses pontos sobre os quais os procuradores têm menos provas para usar nas ações penais.

Um exemplo dos indícios de que Costa cuidava da distribuição de recursos a partidos: a Polícia Federal apreendeu uma caderneta do ex-diretor da Petrobras com anotações de doação de R$ 28,5 milhões em 2010 para o PP.

Os procuradores dizem nas ações que os recursos saíram de contratos superfaturados da Petrobras, principalmente na construção da refinaria Abreu e Lima, da qual Costa era um dos responsáveis. Há lacunas, no entanto, sobre como o valor supostamente superfaturado foi distribuído para os políticos. Costa foi indicado pelo PP para a diretoria de distribuição da Petrobras em 2004, ficou no cargo até 2012 e conseguiu apoios no PT e PMDB.

Ele decidiu fazer um acordo de delação premiada com os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato depois que a Polícia Federal fez buscas e apreensões em 13 empresas que pertencem a sua filha, sua mulher, seu genro e um amigo dele.

A maioria das empresas em que a PF fez buscas na última sexta-feira não tinha atividade nem funcionários. Segundo os procuradores da força-tarefa, essas empresas serviam para receber propina de fornecedores da Petrobras por meio de contratos falsos de consultoria.

Costa ficou extremamente preocupado com documentos encontrados no escritório de uma empresa da filha dele, segundo a Folha apurou. O ex-diretor da Petrobras também ficou com o temor de não ter o que contar depois que outros cinco réus resolveram fazer acordo de delação premiada com os procuradores da Operação Lava Jato, entre os quais uma contadora e um advogado do doleiro Alberto Youssef.

PRESSÃO

A família de Costa pressionou-o para fazer a delação por não ver saída jurídica para o caso. Na última quinta-feira (21), véspera da decisão, o ex-diretor da Petrobras havia perdido mais um recurso no Supremo --no qual a defesa alegava que o caso de Costa não deveria continuar na Justiça federal do Paraná, já que a Petrobras fica no Rio.

Com a derrota no Supremo, a mulher de Costa, Marici, enviou uma advogada especializada em delação premiada para Curitiba, Beatriz Catta Preta, para fazer o acordo com os procuradores. A advogada de Costa repete desde sexta-feira que o acordo de delação ainda não existe, que depende de "uma decisão pessoal" de Costa.

A Folha apurou, no entanto, que as declarações da advogada fazem parte de uma estratégia para evitar que a delação seja anulada posteriormente na Justiça, porque esse tipo de negociação exige sigilo absoluto de todas as partes envolvidas. (Folha)
 
 

Com os gastos do cartão corporativo e os empréstimos para Cuba sob segredo de estado, Dilma fala em reforma política para ter mais transparência nas campanhas.




Dilma Rousseff gasta o que bem entende no cartão corporativo e ninguém fica sabendo. O que sai da boca desta senhora é um acinte: ela informa que tem R$ 152 mil debaixo do colchão e acha R$ 10 mil pouca coisa, mas nunca disse de onde veio essa dinheirama. Será que ela vai no caixa eletrônico e saca o dinheiro para botar debaixo do colchão? Troca juros por inflação apenas pelo prazer de dormir em cima desta montanha de reais? Mistério! Da mesma forma, Dilma Rousseff colocou um carimbo de segredo de estado em mais de U$ 2 bilhões emprestados pelo BNDES para Cuba e outras republiquetas bolivarianas. Ninguém sabe qual é o juro, qual é o prazo de pagamento, quais são as garantias oferecidas pelos credores. 

É esta senhora que tem a cara de pau de vir falar o seguinte:

“É oportuno que se faça isso [a reforma política] para ter mais transparência e mais ética nas relações político-eleitorais e também uma discussão muito clara sobre a questão do financiamento público de campanha."

É esta senhora que esconde do povo brasileiro gastos inexplicáveis que quer esse mesmo povo sendo consultado para decidir, pelo Congresso Nacional, como será a reforma política:

“Acredito que o que nós temos que fazer é mobilizar toda a sociedade para que apresente suas propostas e submeter depois isso [as propostas] a uma forma de organizá-las e discutir ou em um processo de plebiscito, mas certamente com consulta popular, porque senão ninguém terá força para aprovar uma reforma política."

Enquanto esta senhora faz este discurso cínico, continua usando a máquina pública para fazer campanha eleitoral, desde avião presidencial até dentadura distribuída para miserável falar bem dela no seu programa na TV.  A CNBB

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Leonardo Attuch

LEONARDO ATTUCH
Beatificado após a morte, Campos deixou um rastro de destruição com sua aeronave sem dono e sem seguro, numa tragédia que pode tirar das vítimas o direito à indenização
Artífice de uma "nova política", que pediu para que os eleitores "não desistam do Brasil", o ex-governador pernambucano Eduardo Campos foi beatificado após a morte, como costuma acontecer com figuras públicas que partem de forma trágica e inesperada. Foi homenageado nos programas eleitorais do PT, do PSDB e teve sua imagem explorada à exaustão no de Marina Silva. No entanto, Campos se foi, mas deixou uma conta pendente aqui na Terra. Afinal, quem arcará com os prejuízos humanos e materiais deixados pelo jatinho PR-AFA, que desabou sobre imóveis em Santos (SP), ceifando sete vidas?


As investigações iniciais da Polícia Federal revelam uma história escabrosa. Oficialmente, o jato está registrado em nome do grupo Andrade, de Ribeirão Preto, que pertence a um usineiro quebrado, acusado no passado de tentar aplicar golpes na Petrobras. Como a aeronave não poderia ser vendida, porque isso constituiria fraude a credores, foi arrendada a três empresários pernambucanos, amigos de Eduardo Campos, que vinham pagando as parcelas pendentes do leasing. Um é dono de uma factoring, ou seja, pode estar ligado ao financiamento ilegal de campanhas eleitorais. Os outros dois trabalham com importações de pneus chineses. 


Nenhum dos três pretende assumir a propriedade de um avião que também não tinha seguro.


Como o jato PR-AFA voava de forma ilegal e sem proteção de uma seguradora, isso indica que as famílias de colaboradores próximos a Eduardo Campos, como o jornalista Carlos Percol e o fotógrafo Alexandre Severo, correm o risco de não ser indenizadas. 


O mesmo vale para os proprietários dos imóveis em Santos, como o dono de uma academia de ginástica, que perdeu R$ 1,5 milhão. Além dos prejuízos em si, o episódio deixa uma pergunta no ar: por que esses três empresários estavam pagando pelo avião de Eduardo? Qual era a origem dos recursos? 

O que esperavam em troca?


De acordo com a lei eleitoral, nem todas as aeronaves podem ser usadas em campanhas políticas. Apenas aquelas habilitadas a operar como táxi aéreo. Ou seja: mesmo quando pertencem a empresas, como empreiteiras, as aeronaves só podem ser emprestadas a candidatos quando registradas desta forma. 


E, quando cedidas, compete aos partidos registrar na prestação de contas o montante equivalente às horas de voo doadas. Até agora, o PSB não informou nada à Justiça Eleitoral sobre os voos de Eduardo Campos antes de sua morte com o PR-AFA. E esse é um imbróglio delicado, porque será necessário indicar o dono da aeronave, de quem serão cobradas indenizações e danos materiais.


O caso representa também um problema para Marina Silva, que se coloca como herdeira política do ex-governador pernambucano. Se ela, de fato, pretende honrar o legado de Eduardo Campos, poderia reunir seus financiadores de campanha e tomar, como primeira providência, o pagamento de reparações às vítimas do desastre aéreo em Santos.




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  1. Gilberto 25.08.2014 às 15:55
    Nossa então vc que idealizou essa roubalheira de blog, bom saber na hora de pedir o dinheiro de volta! E o PeTralhas roubou, e o PeTralhas mentiu, e o PeTralhas denegriu e o PeTralhas quer amor? Vão ter é ódio! Vão ter julgamento! Denunciem essa porcaria de blog 247 por campanha eleitoral com dinheiro público aqui galera (não esqueçam das prints com campanhas da Caixa, BNDES e Governo Federal): http://www.tre-ms.jus.br/eleitor/denuncias-eleitorais - http://www.oab-al.org.br/denuncia-eleitoral - http://www.tre-rj.gov.br/site/fale_conosco/clique_denuncia/clique_denuncia.jsp - não encontrei site de denuncia federal se alguém achar me passa por favor! #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha #DigaNãoADitaduraPeTralha

Dias de bombardeio: o avião, a pista de pouso, o petróleo, a adversária


Voney Malta

VONEY MALTA

Um dos caminhos para atingir o voo de brigadeiro é o mesmo avião que desabou sobre Santos e ceifou a vida de Eduardo Campos. Ele ainda carrega um forte cheiro de tragédia, que pode atingir o PSB e Marina
A ex-ministra do Meio Ambiente no governo do petista Lula, Marina Silva (PSB), virou agora a adversária principal a ser abatida por Dilma e Aécio no voo que pretende chegar ao Palácio da Alvorada.

Sem Marina, Dilma tinha grandes chances de vencer ainda no 1º turno e Aécio lutava com grandes possibilidades de levar a disputa para o 2º turno. Com a ex-ministra tudo caminha pra haver o 2º turno, mas sem o senador tucano.

Um dos caminhos para atingir o voo de brigadeiro é o mesmo avião que desabou sobre Santos e ceifou a vida de Eduardo Campos. Ele ainda carrega um forte cheiro de tragédia. Tragédia essa que pode atingir o PSB e Marina.

Essa é a principal artilharia apontada pra ela. O PSB não consegue explicar a quem pertencia o avião. Suspeita-se de caixa dois. O danado é que Marina usou por diversas vezes a aeronave, que deveria pertencer a uma empresa de táxi aéreo. Caso o problema continue, ela pode ter a candidatura impugnada porque o uso do avião significaria fraude à Justiça Eleitoral.

Pois bem, nesta eleição cada um dos três principais candidatos tem o seu problema para administrar. O avião de Marina e o aeroporto de Aécio construído nas terras dos seus parentes em Minas Gerais podem significar o fim do sonho de ambos de desembarcar no Palácio da Alvorada.

Mas Dilma também tem os seus desafios para administrar. É o caso da Petrobras. O deputado federal e líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbasssahy, pretende encaminhar esta semana requerimento convocando o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, para depor na CPI mista que apura irregularidades na estatal.

O ex-diretor estaria negociando um acordo de delação premiada com o MPF e a PF. Portanto, após o início do guia eleitoral cada um dos grupos que disputa a Presidência da República tem o seu sistema de defesa e de ataque.

A semana promete ser de bombardeio. Petróleo, aviões e pistas de pouso estão nas miras. Afinal de contas eleição é guerra.


acidente campos
Acidente de Campos



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  1. Sergio 25.08.2014 às 16:28

    a PTZADA está em pânico, haviam escolhido o Aécio Mauricinho para adversário, agora estão percebendo que a vaca está indo para o brejo e vão perder a boquinha, ja tem ptista colando adesivo da Marina e a abandonando o barco da Dilma presidentadura.

José Serra sobre cartel: triste

Jean Menezes de Aguiar
JEAN MENEZES DE AGUIAR
José Serra, eterno candidato a tudo, perguntado sobre o cartel investigado pela polícia federal não se conteve. Poderia ter ficado calado. Doutrinou, mas tudo errado. Um verdadeiro desastre jurídico e mental
A falta de conhecimento, aliada à verborragia e ao desespero de faturar uma eleição causa rombos memoráveis em alguns seres humanos.

José Serra, eterno candidato a tudo, perguntado sobre o cartel investigado pela polícia federal não se conteve. Poderia ter ficado calado. Doutrinou, mas tudo errado. Um verdadeiro desastre jurídico e mental.

Disparou sem qualquer cerimônia e com ‘ética’ bem própria: “Cartel não é sinônimo de delito. Você não pode olhar do ponto de vista moral. As empresas se articulam”. Incansável, arrematou: ‘Cartel virou sinônimo de delito, mas cartel não é nada mais nada menos que monopólio. São empresas que combinam um preço, não que tomam o preço. Esse é um fenômeno super comum no mundo inteiro”.

No site oficial do Ministério da Justiça lê-se: ‘Cartel, além de ser um ilícito administrativo, é crime punível com pena de 2 a 5 anos de reclusão ou multa, nos termos da Lei 8137/90’. Veja, reclusão! É crime grave.

Na obra de Gesner Oliveira e João Grandino Rodas, Direito e economia da concorrência, p. 42, lê-se o conceito de cartel: ‘em vez de as empresas concorrerem entre si, passam a coordenar suas ações de forma a obter os maiores lucros possíveis em detrimento dos consumidores.’

Mas repare: ‘em detrimento dos consumidores’. Aí, certamente, a coincidência com a lógica tucana tão bem afiadamente recitada por seu prócere José Serra.

Triste lógica esta que acha que um crime gravíssimo apenado com reclusão, e considerado a pior infração à ordem econômica por diversos autores, não deva ser olhada ‘do ponto de vista moral’. Triste lógica. Triste mentalidade. Triste Serra.

Arruda: campeão em votos e também em processos



Brasília 247 - Os números do projeto Quem Quer Virar Excelência, da Transparência Brasil, mostram que quatro em cada dez candidatos a governador em todo o País são alvo de processos na Justiça ou em Tribunais de Contas. Em pesquisa realizada no site do projeto, o 247 conferiu a situação dos candidatos ao governo do Distrito Federal.

Líder nas pesquisas de opinião, com 35% das intenções de voto, segundo última pesquisa do Datafolha, José Roberto Arruda (PR) é também o campeão em ocorrências na Justiça e em tribunais de contas. O sistema de busca da Transparência Brasil aponta 26 ocorrências para o ex-governador do DF, condenado em segunda instância no julgamento do caso conhecido como mensalão do DEM.

Arruda tem duas condenações por improbidade administrativa e responde a outros 9 processos com a mesma tipificação. O político tem ainda 3 indiciamentos por crime da Lei de Licitações, sendo um destes também por associação criminosa, é réu em um processo por formação de quadrilha e em outros dois por falsidade ideológica. 

Também aparece como réu por corrupção ativa em dois processos na 7ª Vara Criminal de Brasília e em 7 por corrupção passiva na mesma vara.

O político do PR é um dos quatro candidatos a governador no País que já ocuparam o cargo anteriormente e foram cassados. Ele perdeu o mandato por infidelidade partidária, em um desdobramento do mensalão do DEM. Cassio Cunha Lima (PSDB), que tenta voltar a comandar o governo da Paraíba, foi cassado quando ocupava o cargo, em 2009. 


Ele foi acusado de comprar votos ao distribuir cheques à população como parte de um suposto programa assistencial. Mão Santa (PSC), candidato no Piauí, foi cassado em 2001, acusado de abuso de poder econômico. Marcelo Miranda (PMDB), candidato em Tocantins, que perdeu o cargo de governador em 2009 por compra de votos e abuso de poder econômico.

Com o registro de sua candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), Arruda aguarda decisão sobre o recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Preferido junto ao eleitorado do DF desde as primeiras pesquisas e com grande poderio de comunicação, Arruda tem como seu principal desafio resolver as questões judiciais para chegar ao Buriti. 

Em segundo lugar nas pesquisas, com 17% das intenções de voto, o atual governador do DF e candidato à reeleição Agnelo Queiroz (PT) tem contra si uma ação civil pública movida pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Justiça (TJDFT).

Terceiro colocado, com 13%, Rodrigo Rollemberg (PSB) é investigado no Tribunal de Contas da União (TCU) em processo referente à tomada de contas de 2006 da secretaria-executiva do Ministério da Ciência e Tecnologia e de suas unidades. Na época, o senador era apontado como responsável no processo, já que era o secretário de Inclusão Social da pasta.

Toninho do Psol (PSOL) possui duas ocorrências identificadas pelo sistema da Transparência Brasil, ambas no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Nas duas situações, foi multado, uma por irregularidades referentes a notas de empenho, quando era secretário de Administração de Brasília, outra por nomear agentes de polícia após a data de expiração do concurso em que foram aprovados, também referente à época em que era secretário de Administração de Brasília.

Perci Marrara (PCO) tem uma ocorrência no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) sobre a prestação de contas de sua campanha para deputada federal em 2010. Luiz (Pitiman) não tem ocorrências.

A Transparência Brasil consultou mais de 120 fontes e mapeou as ocorrências dos candidatos à Presidência, aos governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Câmara Legislativa do DF.

Consulte a página da Transparência Brasil e confira as ocorrências de cada candidato.

O maior tiro no pé que a mídia já deu


Eduardo Guimarães

EDUARDO GUIMARÃES

Marina, neste momento, é problema de Aécio. E, por ser problema de Aécio, ela é, também, problema da mídia tucana – Globo, Folha, Veja e Estadão, a priori. E, sendo problema da mídia tucana, quanto mais passar o tempo, mais ela deve ser atacada
Em algumas horas, sairá a primeira pesquisa sobre a sucessão presidencial posterior ao auge da comoção provocada por um espetáculo sórdido que apelidaram de “velório de Eduardo Campos”. Devido ao considerável volume de pesquisas privadas que têm sido feitas, já dá para arriscar uma previsão sobre como está a corrida pela Presidência da República.


A pesquisa Ibope que está para ser divulgada deve mostrar o seguinte quadro: Aécio despencando com força, Dilma melhorando um pouco (mais provavelmente em aprovação pessoal e de seu governo, mas pouco ou nada em intenções de voto) e Marina disparando e ultrapassando o tucano.


Nenhuma surpresa, até aqui. Na segunda-feira da semana passada (18/8), este blog já avisava que Marina é problema de Aécio, não de Dilma. Pelo menos no primeiro turno. No segundo, a conversa é outra. Inclusive porque pode não haver segundo turno.
Devido à contaminação pelos desejos dos que encomendaram as tais “pesquisas privadas” citadas no primeiro parágrafo, há que ter cuidado. 


Contudo, alguns afirmam que Aécio caiu tanto que, mesmo com a forte subida de Marina, a soma dos votos dos adversários de Dilma pode ser insuficiente para levar a eleição para o segundo turno.


Esse quadro, ao menos em pesquisas Ibope, Datafolha ou Sensus (instituto que, nesta eleição, trabalha para o PSDB), dificilmente será mostrado, caso exista. Em 2014, à diferença de 2010, Dilma não conta com nenhuma série de pesquisas de um instituto isento – os que vêm apurando o cenário são ligados à mídia tucana. Mas a possibilidade existe…


Seja como for, o imenso prejuízo que a candidatura de Marina causou a Aécio já é, praticamente, uma certeza. Poucos acreditam que o Ibope deixará de mostrá-lo sendo fortemente ultrapassado por ela.


Claro que Marina representa ameaça a Dilma em um eventual segundo turno. A mesma pesquisa prestes a ser divulgada pode/deve mostrar que, se houver uma segunda eleição, a “socialista” venceria a petista, ainda que por margem igual ou ligeiramente superior ao limite da margem de erro. Mas, detalhe: só se a eleição fosse hoje. E não é.


O problema de Marina é que a eleição só ocorrerá daqui a mais de um mês, tempo suficiente para ela ser submetida à máquina tucana na mídia. Aliás, segundo vários analistas essa máquina já começará a ser posta em funcionamento na próxima quarta-feira, quando ela for submetida ao interrogatório do Jornal Nacional.


Devido a esse suposto naufrágio da candidatura de Aécio, William Bonner e Patrícia Poeta podem/devem partir com tudo para cima de Marina brandindo o caso do avião que caiu com Eduardo Campos, por suspeita de a aeronave ser produto de caixa 2.


Aécio e Dilma não devem partir já para cima de Marina. Dilma porque ela não é sua adversária no momento e Aécio porque confia na mídia para fazer o serviço por ele. Desse modo, já no fim de semana a mídia tucana começou a bombardear Marina. E não vai parar enquanto ela não cair ou não ficar claro que Aécio não tem mais chances de ir ao segundo turno, se houver segundo turno.


De uma coisa, porém, já se pode ter certeza: a mídia, ao inflar Marina como inflou logo após a morte de Campos, deu um tiro de canhão no próprio pé. Acreditou firmemente que, por ser tida como “de esquerda”, tiraria votos de Dilma. Foi um erro crasso. Que esquerdista vota numa candidata que tem o segundo maior banco do país por trás de si?


Mais: veja, leitor, quem são os “honoráveis empresários” que cederam um avião a jato a ela e a Campos. Tutti buona gente. Fizeram com os dois um acordo nebuloso para lhes emprestar (?) ferramenta imprescindível numa campanha nacional: um jatinho.
Marina, de esquerda? Então tá.


Mas, como já se disse aqui, Marina, neste momento, é problema de Aécio. E, por ser problema de Aécio, ela é, também, problema da mídia tucana – Globo, Folha, Veja e Estadão, a priori. E, sendo problema da mídia tucana, quanto mais passar o tempo, mais ela deve ser atacada. A menos que Aécio caia muito. Nesse caso, pode ocorrer outro fenômeno. Muito mais divertido.


Marina é uma aposta de extremo risco. Seu governo pode vir a ser qualquer coisa. Pode ser tomado pelo PSDB, mas muitos acham que o PT poderia adquirir hegemonia.
PMDB? Claro que sim, mas não será suficiente. Um governo do PT ou do PSDB terá uma forte base parlamentar própria. Sobretudo se Dilma vencer. O PT deve sair dessa eleição com cerca de uma centena de deputados. O PSDB, com metade disso. Seja como for, para montar uma base de apoio sólida Marina teria que negociar tudo e com quem pagar mais.
Um desastre para o Brasil.


Imagine se Marina vence e cumpre a promessa de governar com PT e PSDB. Seria um governo em guerra permanente.


Por outro lado, as manias de Marina. Apesar de ter a dona virtual do Itaú coordenando sua campanha, apesar de estar andando com um cabeça de planilha (Eduardo Gianneti) a tiracolo, parte do mercado – e não é só o agronegócio – teme suas conhecidas esquisitices. Afinal, uma candidata que vem lutando contra a construção de hidrelétricas não chega a ser o ideal para o mundo capitalista…


Tudo isso que você acaba de ler foi escrito para demonstrar que Marina é muito menos confiável e desejável/aceitável para o capital do que Aécio. Porém, ela pode vencer. Eis que, entre ela e Dilma, o mercado pode tender a ficar com a segunda, que seria considerada o “mal menor” na falta do tucano.


A mídia pensou que, inflando Marina, ela ganharia alguns pontinhos nas pesquisas, mas não mais do que o suficiente para provocar um segundo turno entre Aécio e Dilma. Não a levou a sério. Não imaginou que cresceria tanto. E, o que é mais, de jeito nenhum imaginou que Aécio seria o maior prejudicado.


Um petista que sabe das coisas disse ao Blog que a mídia tucana não conhece o eleitorado brasileiro. Conhece-o tão pouco quanto o próprio PSDB. A campanha nauseante de “santificação” que Globos, Folhas, Vejas e Estadões fizeram para Marina comprova essa tese. Agora, a mesma mídia terá que desconstruí-la para Aécio. Haverá tempo?

Argello pode substituir Arruda na disputa do DF

247 - Com a candidatura de José Roberto Arruda (PR) barrada pelo TER, aliados já definiram que ele será substituído pelo senador Gim Argello (PTB), segundo o colunista Claudio Humberto, do Diário do Poder.


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, marcou para esta terça-feira (26) o julgamento do recurso do ex-governador do Distrito Federal, que tenta garantir o registro eleitoral para as eleições de outubro.


O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parecer contra. Segundo o órgão, Arruda deve ter o registro cassado, uma vez que foi condenado pela Justiça em segunda instância, uma das causas de inelegibilidade na Lei da Ficha Limpa.


De acordo com parecer assinado pelo vice-procurador eleitoral Eugênio Aragão, a situação dos candidatos deve ser analisada no momento do julgamento do registro. A posição é contrària à atual jurisprudência do TSE, que permite o andamento normal da campanha enquanto não houver condenação em terceira e última instância, quando a matéria é considerada "transitada em julgado".


 Segundo Aragão, é inconstitucional entender que as causas de inelegibilidade são aferidas no momento da apresentação do registro no protocolo.

Ex-diretor da Petrobras terá de falar sobre repasse a políticos



O Ministério Público Federal já decidiu quais são as informações prioritárias que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa terá de revelar no acordo de delação premiada que ele fechou na última sexta-feira (22): os procuradores da Operação Lava Jato querem saber como os contratos da Petrobras eram superfaturados e como o valor a mais retornava para os políticos. 

Delação premiada é a figura jurídica na qual um réu conta o que sabe à Justiça em troca de redução de pena. Costa foi preso pela segunda vez em junho, depois que a Suíça informou as autoridades brasileiras de que ele tinha US$ 23 milhões em contas secretas naquele país. 

A escolha dos contratos superfaturados e do caminho pelo qual a propina chega aos partidos têm uma razão prática: são esses pontos sobre os quais os procuradores têm menos provas para usar nas ações penais. 



   
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa durante depoimento na CPI da Petrobras no Senado
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa durante depoimento na CPI da Petrobras no Senado  


Um exemplo dos indícios de que Costa cuidava da distribuição de recursos a partidos: a Polícia Federal apreendeu uma caderneta do ex-diretor da Petrobras com anotações de doação de R$ 28,5 milhões em 2010 para o PP. 

Os procuradores dizem nas ações que os recursos saíram de contratos superfaturados da Petrobras, principalmente na construção da refinaria Abreu e Lima, da qual Costa era um dos responsáveis. 

Há lacunas, no entanto, sobre como o valor supostamente superfaturado foi distribuído para os políticos. 

Costa foi indicado pelo PP para a diretoria de distribuição da Petrobras em 2004, ficou no cargo até 2012 e conseguiu apoios no PT e PMDB. 

Ele decidiu fazer um acordo de delação premiada como os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato depois que a Polícia Federal fez buscas e apreensões em 13 empresas que pertencem a sua filha, sua mulher, seu genro e um amigo dele. 

A maioria das empresas em que a PF fez buscas na última sexta-feira não tinha atividade nem funcionários e serviam para receber propina de fornecedores da Petrobras por meio de contratos falsos de consultoria, segundo os procuradores da força-tarefa. 

Costa ficou extremamente preocupado com documentos encontrados no escritório de uma empresa da filha dele, segundo a Folha apurou. 

O ex-diretor da Petrobras também ficou com o temor de não ter o que contar depois que outros cinco réus resolveram fazer acordo de delação premiada com os procuradores da Operação Lava Jato, entre os quais uma contadora e um advogado do doleiro Alberto Youssef. 

A família de Costa pressionou-o para fazer a delação por não ver saída jurídica para o caso. Na última quinta-feira (21), véspera da decisão, o ex-diretor da Petrobras havia perdido mais um recurso no Supremo, uma reclamação impetrada pelo advogada Nelio Machado com a alegação de que o caso de Costa não deveria continuar na Justiça federal do Paraná já que a Petrobras fica no Rio. 

Com a derrota no Supremo, a mulher de Costa, Marici, enviou uma advogada especializada em delação premiada para Curitiba, Beatriz Catta Preta, para fazer o acordo com os procuradores. 

A advogada de Costa repete desde sexta-feira que o acordo de delação ainda não existe, que depende de "uma decisão pessoal" de Costa. 

A Folha apurou, no entanto, que as declarações da advogada fazem parte de uma estratégia para evitar que a delação seja anulada posteriormente na Justiça porque esse tipo de negociação exige sigilo absoluto de todas as partes envolvidas.

Aliados de Dilma coligam-se mais com o PSDB do que com o PT


Guilherme Balza
Do UOL, em São Paulo*



  • Alan Marques/Folhapress
    Dilma Rousseff e Michel Temer durante convenção nacional do PMDB em junho deste ano Dilma Rousseff e Michel Temer durante convenção nacional do PMDB em junho deste ano
Os principais partidos que compõem a base aliada do governo Dilma Rousseff estão mais coligados com o PSDB, principal sigla de oposição, do que com o PT, conforme levantamento feito pelo UOL a partir das coligações estaduais firmadas para as eleições a governador, senador, deputado federal e deputado estadual.


Considerando o número de parlamentares, os seis maiores partidos da base aliada do governo, além do PT, são PMDB, PSD, PP, PR, PDT e Pros. Todos apoiam a presidente Dilma na corrida presidencial.


Ao contrário do que ocorria até 2006, com o fim da chamada verticalização as alianças estaduais não precisam repetir a coligação nacional. A legislação eleitoral permite aos partidos formarem coligações independentes para todos os cargos em disputa nas eleições.


Na maior parte dos casos, as coligações firmadas para a disputa ao cargo de governador repetem-se nas eleições para senador, embora não seja uma regra.


Governador

Nas coligações para governador, PSD, PP e PR dividem bem mais chapas com tucanos do que com petistas. O PSD está com o PSDB em 14 coligações e com o PT em apenas sete. O PP está com os tucanos também em 14 coligações e divide palanque com o PT em seis Estados. O PR tem oito coligações com o PT e 12 com o PSDB.


O PMDB está dividido: em dez Estados apoia ou é apoiado pelo PT e em nove está com o PSDB. PDT e Pros são mais fieis ao PT. O partido fundado por Leonel Brizola está coligado com o PT em 13 chapas e com o PSDB em sete. Já o Pros está com os petistas em 11 Estados e com os tucanos em nove.


Intenção de voto

Presidência da República


Dilma RousseffPT

36

Marina SilvaPSB

21

Aécio NevesPSDB

20

Everaldo PereiraPSC

3

Outros

2

Brancos e nulos

8

Indecisos

9
"As coligações do PT são muito heterogêneas. Há uma proximidade ideológica maior com o PDT, mas PSD, PP e PR são claramente ligados à direita. O que atrai esses partidos a apoiar o PT? Cargos. É uma aliança pragmática. A questão é: quem está no governo, vou aderir", afirma Carlos Ranulfo, cientista político e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que pesquisa as relações dos partidos dentro do sistema político.


"Nos Estados, o jogo é outro. O PT governa apenas cinco Estados. Os outros partidos vão se aproximar dos que estão mais forte em cada Estado", diz Ranulfo. "Para o eleitor é uma confusão danada. Não consegue entender."

Deputado federal

Já nas coligações para deputado federal, até o PMDB está mais associado ao PSDB do que com o PT: oito a sete. O PSD tem 13 coligações com os tucanos e sete com os petistas, uma a mais do que o PP, que também está coligado com o PSDB em 13 Estados. O PR se coligou com os tucanos em 12 chapas contra quatro do PT.


Mais uma vez, PDT e Pros foram mais fieis. O primeiro coligou-se com o PT em 12 chapas para deputado federal e com o PSDB em cinco. O segundo está junto com os petistas em nove coligações, contra sete dos tucanos.

PT com DEM; PSDB com PC do B

Aliado histórico do PT, o PC do B está coligado com os tucanos em três Estados: Maranhão, onde apoiam o comunista Flávio Dino contra Edison Lobão Filho (PMDB); em Pernambuco, Estado em que apoiam Paulo Câmara (PSB), candidato apadrinhado por Eduardo Campos; e no Piauí, onde estão na chapa de Zé Filho (PMDB).

Em contrapartida, petistas estão coligados com DEM, principal aliado do PSDB, em outras três unidades da federação: Maranhão, onde apoiam Edison Lobão; no Pará, em que estão na mesma chapa que Helder Barbalho (PMDB), filho de Jader Barbalho; e na Paraíba, Estado que estão na mesma chapa que Ricardo Coutinho (PSB).

Apesar de auto se proclamar a "terceira via", o PSB de Marina Silva está coligado com o PSDB em 11 Estados e com o PT em cinco.

"O PSB sempre foi um aliado muito tradicional do PT. Isso pode indicar uma ida mais ao centro do PSB. Na medida que deixou de ser um aliado do PT, as sessões estaduais ficaram mais livres para escolher, e a balança acabou pendendo mais para a centro-direita do que pra centro-esquerda", afirma Ranulfo.

*Colaboraram Daniel Pereira dos Santos e Guilherme Godoy Chammas





Campanha eleitoral pelo Brasil 2014

25.ago.2014 - Candidatos ao governo do DF (Distrito Federal) participam de debate promovido pelo UOL, "Folha de S.Paulo" e SBT nesta segunda. Da esquerda pra direira, os candidatos Rodrigo Rollemberg (PSB), Agnelo Queiroz (PT), Jose Roberto Arruda (PR), Toninho (PSOL) e Luiz Pitiman (PSDB) Leia mais Pedro Ladeira/Folhapress

STJ nega compartilhar com CGU dados de apuração sobre Agnelo

  25/08/2014 17h33


Inquérito apura se Agnelo tem relação com suposto desvio no Esporte.
Governador aparece em processo porque foi acusado por testemunha.

Mariana Oliveira Do G1, em Brasília
 
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin negou compartilhar informações de investigação em andamento no tribunal sobre o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, com a Controladoria Geral da União (CGU). A decisão foi publicada na sexta-feira (22).
Agnelo é investigado em inquérito no STJ sobre suposto envolvimento em desvio de verbas no Ministério do Esporte. Agnelo foi ministro da pasta entre janeiro de 2003 e março de 2006. Como governador, Agnelo Queiroz só pode ser investigado ou processado no STJ.

Após denúncias de irregularidade no ministério, uma testemunha disse à Polícia Federal que o governador recebeu R$ 256 mil em dinheiro quando já havia saído do ministério. Agnelo sempre negou as acusações.

Segundo o ministro Herman Benjamin, o Ministério Público Federal se manifestou contra o compartilhamento das informações porque a CGU não informou os nomes dos funcionários investigados e nem a relação da apuração administrativa com o inquérito no STJ.



O MP ressaltou que, dentro do inquérito no STJ, há dados telefônicos e bancários sigilosos e que não poderiam ser repassados sem uma "justificativa específica, pontual e relevante".


O ministro rejeitou o compartilhamento sob o argumento de que a CGU fez pedido "um tanto genérico".


"O compartilhamento deve ser acompanhado da devida justificação de compatibilidade entre o pleito de acesso e o objeto do inquérito. Além disso, os próprios investigados devem ser bem delimitados, a fim de que não se possibilite, de forma indiscriminada, o acesso a dados sigilosos referentes a terceiros estranhos ao procedimento administrativo disciplinar", afirmou Benjamin.

Papéis da oposição se invertem na 'bolsa de promessas'

Faltando 40 dias para o primeiro turno da eleição presidencial, os dois principais candidatos da oposição, Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), inverteram os papéis e passaram a defender propostas adaptadas às suas circunstâncias políticas. Enquanto o tucano deixa de lado o discurso do rigor fiscal e promete a ampliação de programas de transferência de renda, a ex-ministra do Meio Ambiente concentra sua agenda na economia e envia sinais ao mercado financeiro, agronegócio e empresários. 
 
 
O então candidato do PSB, Eduardo Campos, com 9% das intenções de voto, que morreu num acidente aéreo no dia 13 de agosto, apostava em promessas como o passe livre estudantil, escolas em tempo integral para todos alunos da rede pública, fim do fator previdenciário e aumento dos gastos com saúde.



Ungida substituta do ex-governador na chapa pessebista, Marina inverteu o discurso. Deu uma pausa nas promessas dispendiosas e passou a refazer o movimento de aproximação com o mercado que seu antecessor já havia feito no primeiro semestre. Suas falas mais recentes enfatizam a defesa do tripé formado por superávit fiscal, meta de inflação e câmbio flutuante. No primeiro ato de campanha, no Recife, no sábado, 24, ela destacou a necessidade de combate à inflação. 


Por outro lado, a campanha do PSB pôs em campo assessores econômicos da candidata para dar entrevistas procurando mostrar que ela vai tocar a economia de forma conservadora. Falaram recentemente Neca Setubal e o Eduardo Giannetti. 


Outra questão importante no atual repertório de Marina é o "respeito às instituições". Em nota divulgada no domingo, 24, a candidata diz que a Coligação Unidos pelo Brasil vai respeitar as "instituições que sustentam o Estado de Direito". 


O objetivo, segundo ela, é evitar "qualquer interpretação errônea sobre o compromisso com os marcos constitucionais que regem as relações da sociedade com o Estado brasileiro". 


Outra característica importante de Campos era sua abertura para alianças com outros partidos, repetindo o que havia feito em seu governo em Pernambuco. Marina, nessa época, mantinha um discurso duro em relação a alianças partidárias. Com a saída de Campos de cena e o crescimento de Marina nas pesquisas, o discurso da campanha está mudando. Ela já faz acenos para setores do PT e do PSDB para indicar que conseguirá governar caso seja eleita. 


Promessas
Após a morte de Campos e do luto que paralisou a campanha, Aécio voltou à cena com um figurino bem diferente do adotado no primeiro semestre, quando apresentava-se como o candidato da austeridade. 


Enquanto o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, que coordena o programa do tucano na área econômica, dava entrevistas dizendo que o gasto público deveria ser limitado por lei, Aécio citava uma máxima de seu avô, Tancredo Neves: "É proibido gastar". "Se precisar passar quatro anos devendo popularidade para fazer o que precisa ser feito, vou fazer. Que venha outro depois para colher os louros", disse em abril. 


Em eventos com empresários, o candidato chegou a defender a flexibilização das leis trabalhistas em alguns setores da economia, como o turismo.


Na retomada da campanha, porém, o tucano passou a fazer promessas que elevariam o gasto público, mas sem explicar de onde viriam os recursos. Em visita a um abrigo de idosos no domingo, Aécio prometeu que, se eleito, ampliará os benefícios pagos aos aposentados, complementando a renda destes com valor adicional para a compra de medicamentos. A proposta faz parte de um programa chamado Digna Idade. Os detalhes do programa, segundo o presidenciável, ainda serão definidos por sua equipe econômica. Ao ser questionado de onde viriam os recursos, Aécio partiu para o ataque ao governo da presidente Dilma Rousseff.

Em passagem por Salvador no sábado, o tucano reuniu as grandes lideranças do partido na região e aliados de outras siglas para anunciar a grande "vitrine" de sua candidatura na região: o programa "Nordeste Forte". Entre outras promessas, o projeto prevê elevar a renda per capita, Ideb e IDH da região semiárida da região Nordeste em dez anos. E ainda "garantir", em quatro anos, que a renda per capita mínima das famílias nordestinas seja de US$ 1,25 por dia. Na prática, a promessa significa um complemento aos rendimentos dos nordestinos beneficiários do Bolsa Família. 

Para agradar aos sindicalistas que o apoiam, o tucano mandou sua equipe produzir materiais específicos de campanha para os "trabalhadores" onde garante a "manutenção das leis trabalhistas". 


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Estadao Conteudo