A vasta maioria das embalagens e propagandas sobre a carne
suína no Brasil omite qualquer informação sobre como esses produtos são
originados. Enquanto muito se diz sobre qualidade e sabor dos diferentes
cortes, presuntos, bacons, salsichas e linguiças, nada se fala sobre
como os cerca de 36 milhões de porcos abatidos todos os anos no Brasil
são criados.
Por isso, o Fórum Nacional de Proteção e Defesa
Animal (FNPDA) preparou uma lista que revela fatos chocantes, mas reais,
sobre como a maioria dos porcos são criados e tratados em sistemas
industriais. Respire fundo e prepare-se para entender por que as
indústrias da produção e do marketing estrategicamente fazem questão de
esconder isso de você.
1. Leitões têm seus dentes cortados
Com menos de sete dias de vida, leitões - fêmeas e machos - têm seus
dentes cortados ou lixados. Na maioria das vezes, os animais gritam e
agonizam de dor, pois esse procedimento é feito sem nenhum tipo de
anestesia ou medicações que aliviem a dor e o estresse.
Os dentes
dos leitões são inervados e estudos científicos já demonstraram que o
corte pode causar dor aguda e sentimento de angústia no momento e nos
minutos seguintes ao procedimento. O corte de dentes também pode causar
dor e complicações mais duradouras, de até 120 dias após o corte - como
aberturas de cavidades, fraturas, hemorragias, infiltrações e abscessos.
Essa
prática cruel ainda impera no Brasil sob a desculpa de que ela é
necessária para prevenir ferimentos nas mamas das porcas parideiras,
embora evidências científicas provem que isso não é necessariamente
verdade. Desde 2003, a prática de cortar ou lixar dentes de leitões de
forma rotineira já foi proibida em todos os países da União Europeia.
2. Leitões têm suas caudas esmagadas ou cortadas
Também logo após nascerem, antes de completarem sete dias de vida, os
leitões em sistemas industriais têm suas caudas esmagadas ou cortadas.
Embora o procedimento seja inquestionavelmente estressante e doloroso
para os animais, o uso de anestésicos e analgésicos é geralmente
dispensado pelos produtores.
Porcos são animais extremamente
inteligentes e ativos, que passam a maioria do seu tempo explorando o
ambiente em que vivem. O corte de caudas é feito porque em sistemas de
confinamento tradicional - que são predominantes no Brasil - eles vivem
em baias de concreto superlotadas que não proveem nenhum tipo de
enriquecimento ambiental. O estresse e o tédio gerados por esse sistema
de produção os levam a explorar e morder as caudas dos companheiros de
baia, o que às vezes também resulta em infecções graves e surtos de
canibalismo.
Estudos científicos são vastos e claros: porcos
criados em sistemas abertos, ou com uso de enriquecimento e espaço
suficiente, não desenvolvem o comportamento anormal de morder caudas e
assim a prática extremamente cruel de cortá-las ou esmagá-las não é
"necessária". Assim como para o corte de dentes, a União Europeia também
já proibiu o corte rotineiro de caudas.
3. Leitões são castrados sem anestesia
Como se não bastasse, também antes de atingir o sétimo dia de vida, os
leitões machos têm seus sacos escrotais cortados e os testículos
removidos, sem o uso de medicação para anestesiar ou aliviar a dor. Esse
procedimento desumano é feito para evitar o odor forte dos hormônios
masculinos na carne de animais abatidos.
No entanto, países como
Dinamarca e Alemanha já usam analgésicos rotineiramente. Suíça e Holanda
já abandonaram a prática totalmente, usando métodos alternativos, como
abater animais mais jovens ou separar carcaças com odor forte. A União
Europeia como um todo já está trabalhando para que a prática de
castração sem anestesia seja abolida e negociações atuais com a
indústria e o varejo indicam que isso pode acontecer já em 2018.
4. Porcas parideiras vivem em gaiolas minúsculas
De acordo com artigos da indústria, cerca de 99% das porcas usadas para
parir leitões de engorda na produção industrial de carne suína do Brasil
são confinadas por praticamente toda a vida em gaiolas de gestação e
parição.
Essas gaiolas são tão pequenas que as porcas não podem
sequer se virar dentro delas, ou dar mais do que um passo para frente ou
para trás. A prática de confinar porcas em gaiolas por toda a vida é
tão cruel que já foi proibida em todos os países da União Europeia,
Canadá e Nova Zelândia - e associações de produtores na Austrália e
África do Sul já se comprometeram a abandoná-la de forma gradual.
Porcos
são um dos animais mais inteligentes do planeta, até mais do que os
cães, e não é exagerado dizer que o sofrimento das porcas reprodutoras
confinadas dessa forma é um dos piores dentre os animais criados para
consumo.
No Brasil, a pressão do Fórum Nacional de Proteção e
Defesa Animal e outras ONGs de proteção animal já levou a BRF, maior
produtora nacional e dona das marcas Sadia e Perdigão, a declarar que
acabará com esse sistema de confinamento. Agora, nós estamos pedindo que
a JBS, segunda maior produtora e dona da marca Seara, faça o mesmo. Se
você se importa com a forma como os animais são tratados na produção de
alimentos,
clique aqui e assine a petição que pede que a JBS ouça essa demanda.
E
não se esqueça: esse é apenas um primeiro passo para que a produção de
carne suína se torne um pouco menos cruel. Dados todos os demais abusos
que reportamos aqui, a decisão mais sensata é não consumir carne suína,
recusando presuntos, bacons, salsichas e linguiças em embalagens
pomposas promovidas por celebridades que nada dizem sobre como eles são
produzidos.
Micropigs: saiba quais as vantagens de ter um porquinho de estimação
Criadores comentam curiosidades sobre as espécies, que vivem até 18 anos
Ana Maria segura uma porquinha de apenas 30 dias (Foto: Mais Você / TV Globo)
Eles são dóceis, inteligentes, resistentes a doenças e, ao contrário do
que se pensa, não são sujos ou malcheirosos. Os porquinhos domésticos
estão conquistando o amor de muita gente por aí e, para falar sobre
essas espécies tão fofas, Ana Maria recebeu a criadora Flávia Ababe, que
compareceu à casa de cristal acompanhada por sete porquinhos. A
apresentadora também recebeu Everton Viana e seu porquinho Madredeus,
que são a sensação de Copacabana.
“Ele gosta de ouvir música clássica. Ele escuta e dorme”, contou
Everton. “Eu queria ter um animal de estimação diferenciado, conheci a
Flávia, comprei um
micropig e não me arrependi.
É até melhor
que algumas raças de cachorro, pois ele é mais calmo, mais dócil do que
um cão. Ele só vai atrás da gente quando realmente precisa”, garantiu o
dono zeloso.
Curiosidades:
- O preço de um
micropig castrado varia entre R$ 1.100 e R$ 1.500, de acordo com a pelagem, que vai desde o preto até o malhado.
- Os bichinhos vivem em média 18 anos e, portanto, prometem passar muito tempo com a família que o adota.
- Hoje, no Brasil, existem criadouros em São Paulo, Salvador e no Rio de Janeiro.
Porquinha (Foto: Mais Você / TV Globo)
- Os
micropigs devem tomar banho pelo menos uma vez por semana, consultar o veterinário a cada seis meses e praticar exercícios regularmente.
- Eles devem ser vacinados contra leptospirose e erisipela suína à
partir de quatro e seis semanas de vida. O reforço deve ser anual.
Vermifugar é importante também.
- A alimentação é à base de grãos: aveia e ração são indicadas. Frutas e vegetais também são bem-vindos.
- Convive bem com outros animais, principalmente com papagaios.
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