quinta-feira, 16 de julho de 2015

Ministro da Controladoria-Geral quer livrar empresas corruptas

Acordo de leniência

Na CPI da Petrobras, CGU defende 'leniência' para empreiteiras
Publicado: 16 de julho de 2015 às 11:23 - Atualizado às 11:30
 
Diário do Poder

A CGU instaurou 19 processos disciplinares contra 58 ex-dirigentes e empregados da Petrobras. Foto: Antônio Augusto/Câmara dos Deputados
O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão, informou há pouco à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras que já existem 30 processos de responsabilização instaurados contra empresas que cometeram atos lesivos contra a estatal. Ele informou também que cinco empresas já manifestaram interesse em realizar o acordo de leniência, mas as negociações não foram concluídas.

“A CGU tem atuado com a maior responsabilidade possível para identificar e punir os responsáveis. A Controladoria é uma grande agência de combate à corrupção e é implacável na punição”, disse.

Simão participa de reunião na CPI com o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams. Os ministros foram convocados para falar dos acordos de leniência feitos com empresas acusadas pela Operação Lava Jato de desvio de dinheiro e pagamentos de propina.

O acordo de leniência para livrar uma empresa envolvida em ilegalidade. A empresa denuncia esquema de corrupção e se compromete a auxiliar um órgão público na sua investigação. Em troca, pode receber benefícios como redução de pena e isenção do pagamento de multa. Simão ressaltou que não é o órgão investigador que propõe os acordos de leniência e, sim, as empresas que se propõem a fazer o acordo. Posteriormente, se o acertado for descumprido, as sanções às empresas serão retomadas. “O acordo não exime a empresa a reparar os danos causados”, explicou Simão.

De acordo com o ministro, a CGU também instaurou 19 processos disciplinares contra 58 ex-dirigentes e empregados da Petrobras envolvidos na Lava Jato e garantiu que os processos serão concluídos ainda neste ano. (Agência Câmara)

 

Mais sujeira?Lava Jato Filho do presidente do TCU tem R$ 13 milhões em imóveis Tiago Cedraz é citado na Lava Jato por tráfico de influência


Publicado: 16 de julho de 2015 às 09:24 - Atualizado às 10:02

Diário do Poder

A maior parte dos bens foi adquirida por meio da Cedraz Administradora de Bens Próprios, criada pelo advogado em sociedade com a mãe (Foto: Reprodução/TV Justiça)
Alvo da Operação Politeia, o advogado Tiago Cedraz, de 33 anos, ergueu patrimônio milionário à frente de uma banca que atua no Tribunal de Contas da União (TCU), órgão presidido pelo pai, Aroldo Cedraz.



Em paralelo à atuação da banca na corte de contas, em menos de três anos ele fechou a compra de imóveis de quase R$ 13 milhões e, até abril, figurava como dono de um jatinho Cessna, de dez assentos, conforme levantamento do Estado.


A maior parte dos bens foi adquirida por meio da Cedraz Administradora de Bens Próprios, criada pelo advogado em sociedade com a mãe, Eliana Leite Oliveira, mulher do ministro.



Formado em 2006 em direito, Tiago é tido como persona influente no órgão dirigido pelo pai, embora não atue formalmente nas dezenas de processos que seu escritório mantém na corte - outros advogados do escritório é que têm procurações nos autos. Conforme autoridades do tribunal, circula por gabinetes discutindo processos e já se encarregou até de colher sugestões para a montagem da equipe de secretários de fiscalizações, nomeados pelo ministro.



A atuação na corte e o sucesso nos negócios estão agora sob suspeita, diante de denúncias do empresário Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, delator da Lava Jato. Em depoimento, ele disse ter pago R$ 1 milhão ao advogado para que um processo da empreiteira fluísse conforme seus interesses. Conforme o Ministério Público Federal (MPF), há indícios não comprovados de que o dinheiro seria repassado ao ministro Raimundo Carreiro, relator de processos da construtora.



O delator ainda mencionou pagamentos a Tiago para obter informações do TCU. Diante das suspeitas de tráfico de influência e corrupção, o STF autorizou buscas em imóveis de Tiago em busca de mais provas para instruir a investigação. O advogado e o ministro negam as acusações.



A joia mais cara do patrimônio imobiliário do advogado é uma chácara de 10 mil metros quadrados no Lago Sul, área mais nobre da capital federal. Foi adquirida por R$ 7,2 milhões em 2013 e abrigava, até pouco tempo, mansão de 1,5 mil metros quadrados, com seis suítes, piscina, sala para seis ambientes e casa anexa exclusiva para hóspedes.



A compra foi fechada com Sultan Rashed Sultan Alkaitoob, embaixador dos Emirados Árabes Unidos no Brasil, e posta em nome da Cedraz Administradora de Bens próprios.



No mercado de Brasília, a aquisição é considerada um "negócio das arábias", ante à possibilidade de que a área seja loteada para um condomínio. Conforme fonte que participou da negociação, o ministro Cedraz, na ocasião, foi pessoalmente à embaixada buscar as chaves. O imóvel, que já chegou a ser posto à venda por Tiago por R$ 12,5 milhões, não tem mais construção.



Na Asa Sul, desde 2013 Tiago fechou a compra de dois apartamentos num mesmo prédio, por quase R$ 6 milhões. Cada um tem 250 metros de área privativa. Um custou R$ 2,72 milhões à empresa aberta por Tiago e a mãe. O outro foi negociado pelo advogado a R$ 2,95 milhões, sendo R$ 662 mil pagos no ato e o resto financiado pelo Banco do Brasil em 61 prestações (cinco anos).



A Cedraz Administradora tem capital social de R$ 20 milhões. Além dos imóveis, até abril a empresa figurava nos registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) como dona de um Cessna, operado pela Sane Participações e Investimentos, com atuação nos setores de energia e construção.



De lá para cá, os registros foram alterados e a Sane aparece agora como proprietária.



O escritório vasculhado pela PF anteontem, de padrão nababesco, fica numa casa de 1,5 mil metros quadrados, em nome de Tiago, que ele ergueu em 2012.



Na Bahia, terra dos Cedraz, outra frente de negócios do advogado era a Euroconsult Consultoria, Projetos e Participações, aberta em sociedade com o primo Luciano Araújo, tesoureiro do Solidariedade, também citado na delação de Pessoa - segundo o empresário, ele buscava os pagamentos da UTC.



Questionado, Tiago informou que a Euroconsult foi fechada em 2014. Em nota, ele explicou que os bens estão declarados e são "compatíveis com a atuação destacada do advogado, cujo escritório, com mais de 35 mil processos em todos os ramos do direito, é um dos mais procurados e respeitados de Brasília".



Tiago sustenta que a mãe tem apenas R$ 1 mil em cotas da Cedraz Administradora e que só figura como proprietária devido à imposição legal de no mínimo dois sócios para constituir uma empresa limitada. O escritório de Tiago classifica a ação da PF de "violência sem precedentes" e alega que Pessoa "mente a fim de se beneficiar". (AE)



CHOCANTE: doutora da indústria do aborto é pega negociando partes de bebês abortados



Mais um escândalo surge no meio abortista americano. A médica Deborah Nucatola, Diretora Sênior de Serviços Médicos do conglomerado abortista Planned Parenthood, foi filmada em uma conversa para lá de natural falando sobre o mercado de tecidos humanos fetais. Isso mesmo, uma das chefes da maior empresa abortista dos EUA contou tudo sobre como funciona seu modelo de negócios: realizar aborto para separar partes dos bebês para venda.


Esse conjunto de clínicas abortistas forma uma fazenda de seres humanos, onde há preferências e consumidores ávidos a ter a melhor parte de um bebê.

(…)“I’d say a lot of people want liver. And for that reason, most providers will do this case under ultrasound guidance, so they’ll know where they’re putting their forceps. The kind of rate-limiting step of the procedure is calvarium. Calvarium—the head—is basically the biggest part.”

(…) Eu diria que muitas pessoas querem fígado. E por causa disso, muitos fornecedores realizarão os procedimentos com o auxílio de um ultrassom, para que eles saibam onde colocar o fórceps. Um fator limitador do procedimento é o calvarium. Calvarium – a cabeça – é basicamente a parte maior.”
São frases tenebrosas, contadas de um jeito tão natural quanto falar sobre o jogo de futebol do domingo.

No final a média ainda menciona que propôs para a empresa criar um menu dos serviços e oferecer para os clientes. Os serviços, claro, são as partes retiradas dos bebês abortados.

Confira no vídeo:

Fonte do vídeo: LifeSiteNews

Vereadora encaminha ao Congresso projeto para que custo da prisão seja pago pelo condenado



A iniciativa foi da vereadora de Curitiba, Carla Pimentel (PSC).


No projeto encaminhado ao Congresso Nacional e à Presidência da República, a vereadora sugere uma emenda ao Projeto de Lei do Senado 513/2013, alterando a Lei de Execuções Penais.


No pedido, Carla Pimentel sugere que as custas da manutenção do preso na prisão seja financiado por recursos do próprio apenado e não de verbas públicas como acontece atualmente.


“Os gastos por apenado no país circulam em torno de R$ 40 mil por ano, enquanto um aluno universitário custa em média R$ 15 mil neste mesmo período”
Segundo a vereadora, existe uma inversão de PRIORIDADES quanto ao assunto quando compara-se os gastos com a educação e manutenção de presos.

Carla entende que o preso deve indenizar o Estado pelas despesas que o Estado adquire mantendo ele no cárcere, pois não é admissível que o Estado tenha mais gastos com criminosos do que na educação, nem mesmo se responsabilizar em bancar a estadia do bandido na prisão, já que ele de certa forma escolheu essa estadia, portanto deve pagar por ela.




Veja também: Deputada quer acabar com auxílio-reclusão e criar benefício para vítimas de crimes

Acordo entre ladrões?? E onde ficamos nós? A quem pedir justiça? Cunha promete retaliar governo se for denunciado na Lava-Jato



Segundo reportagem da Folha, Cunha já deixou Michel Temer, correligionário do PMDB, avisado sobre as consequências para o governo caso o nome de Cunha seja denunciado na operação Lava-Jato.


Cunha afirmou que haverá retaliação e CPIs contra o governo serão abertas na Câmara, como a do BNDES e alguns fundos de pensão


O alerta feito por Cunha a Michel Temer, vice-presidente do Brasil e articulador político do governo Dilma, ontem (14).
Cunha diz que vai retaliar o governo com ações que podem pôr em risco a governabilidade – e até levar ao impeachment – da presidenta Dilma Rousseff.

A reportagem da Folha lembrou também que cabe ao presidente da Câmara propor o processo de Impeachment contra o presidente da república, ou seja, Cunha tem a faca e o queijo nas mãos para ameaçar o governo.


Opinião
É mole? Usar seu cargo para ameaçar o governo pra não deixar seu nome ser denunciado? E o povo onde fica nessa história? Absurdo, quando se fala em política brasileira, não tem limites.

‘Nada como um dia após o outro’ – Executiva do Santander demitida e humilhada por Lula tinha razão



Sim. O tempo passou, Dilma foi reeleita, o desemprego subiu, a inadimplência subiu, Lula passou a criticar Dilma e a mesma funcionária que foi demitida por falar a verdade sobre previsão da economia caso Dilma vencesse as eleições hoje pode ser vista, no mínimo, como uma ótima analista e visionária. (relembre o caso)


O informe enviado à clientes do Santander por volta de julho de 2014 assinado por Sinara Polycarpo Figueiredo, até então superintendente de investimentos do banco, alertava sobre a piora da situação econômica do país em caso de reeleição da presidente Dilma Rousseff.


A repercussão do informe despertou a revolta no PT, causando a demissão de todos os envolvidos e um pedido de desculpas formal do Santander, classificando o caso como lamentável. Mesmo assim Dilma afirmou que teria “uma atitude bastante clara em relação ao banco”.


Lula, parecendo ainda mais irritado com o informe do que Dilma, baixou a linha e afirmou durante discurso na 14ª Plenária da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ainda em julho de 2014, que a executiva não entende “p** nenhuma de Brasil”.

“Essa moça não entende po#$* nenhuma de Brasil e de governo Dilma. Manter uma mulher dessa num cargo de chefia, sinceramente… Pode mandar ela embora e dar o bônus dela para mim”

Pois é, ela foi demitida, o Banco pediu desculpas, Dilma venceu as eleições, mas o “galho mais fraco da arvore”, mostrou que o tempo é o senhor da razão, e o peso político de Lula e da reeleita Dilma com o banco, não foram capazes de mudar o rumo do país, [EXATAMENTE O PREVISTO PELA ANALISTA, QUE SEGUNDO LULA, NÃO ENTENDE NADA DE BRASIL].


Conheça a executiva do Santander que foi demitida e insultada por Lula por alertar clientes sobre piora na economia com reeleição de Dilma

(Vídeo MUITO engraçado, não deixe de assistir!) A que ponto o PT chegou para vencer as eleições e poder continuar roubando!!!Ex-diretor do Ipea afirma que foi impedido por ‘superiores’ de informar aumento da pobreza extrema no Brasil





As informações são da Folha de S. Paulo, que teve informações sobre o depoimento do ex-diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Herton Araújo à Justiça Eleitoral, em que Herton afirmou que ]durante o período eleitoral de 2014] foi impedido por ‘superiores’ de divulgar dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2013, que demonstraria piora na pobreza extrema no país.



De acordo com a Folha, o ex-diretor do Ipea disse ter entrado em contato com o então presidente do órgão, Serguei Soares, enviando a seguinte mensagem:


“Olha, esse aumento é marginal, e a gente tem que falar isso para a população”
Helton teria recebido a resposta de que não poderia divulgar a informação à imprensa por causa do período das eleições.


O ex-diretor do Ipea disse também ter recebido um email de outro diretor com os seguintes dizeres: “É, Herton, acho que nesse período de eleição, o que é terra vira mar e o que é mar vira terra. Eu estou com um monte de produto aqui que eu estou querendo divulgar e foi pedido para a gente divulgar só depois das eleições”


A matéria na íntegra pode ser lida no portal da Folha em editoral do dia 9 de julho. 


Este assunto me lembrou de um vídeo, que fala muito bem sobre o assunto “mundo das maravilhas pregado nas eleições” e, claro, as omissões que só são sentidas após as eleições, como é o caso desta matéria. Na breve história, contada pelo poeta, o próprio Diabo da uma de político e engana o [político] senador. É o famoso vocábulo “o feitiço virou contra o feiticeiro”


Dê uma olhada:



Parem de achar que “reacionário” é ofensa. (Não se importe com o julgamento dos moderninhos da época.Toda geração tem uma cambada deles. Guie- se pelos seus princípios morais.Os moderninhos passam e os bons ficam).




Nosso amigo Flávio Morgenstern escreveu um livraço  –  que já figura entre os mais vendidos – analisando as “manifestações de junho” de 2013 e a atuação dos black blocs (e muito mais). Em breve divulgaremos o lançamento em São Paulo aqui no site. Enquanto isso não ocorre, resgatamos na ArcaReaça um artigo sobre o real significado de reacionarismo e  conservadorismo. Confiram:


Por Flávio Morgenstern em Abril de 2014

Progressistas estão tremendo diante da “moda reaça” – mas nada está mais na moda do que ser anti-reaça. Só há um problema: nenhum progressista sabe o que ser “reacionário” significa.
Gregório Duvivier escreveu nesta semana um artigo na Folha chamado “Moda Reaça”, explicando como deve ser o vestuário dos “reacionários”. Segundo Duvivier, o vestuário reaça é farda verde-oliva do vovô com manchas de sangue, e é preciso ser branco, heterossexual, católico e rico para ser “reaça”.


Por sorte, a Folha explica que Gregório Duvivier merece nos brindar com suas imprescindíveis opiniões por criar o canal de “humor” Porta dos Fundos.


Eu sou especialista em cultura trash, vi todas as temporadas de Beavis & Butt-Head, fiz minha formação moral com Chiclete com Banana, estudo e anoto todos os palavrões que possa aprender com Californication, Angry Video Game Nerd e Olavo Pascucci. Mas eu nunca sei o que são essas coisas como “Porta dos Fundos”, “Malhação”, revista “Contigo” ou artigo do Vladimir Safatle. Isso não é cultura junkie, é o rebotalho da decadência, é platitude para as massas abobalhadas, é palpitaria de shopping, é revolta a favor, é Danoninho pra marmanjo com síndrome de Peter Pan no DCE.


Felizmente a Folha ao menos nos explica por que estamos enfrentando a opinião de alguém tão nitidamente inábil para lidar com o objeto de seu texto. Basta criar um portal de “humor”, o Zorra Total do Youtube, os Teletubbies para gente crescida e voilà, eis a sua coluna semanal na Folha.


De acordo com Gregório Duvivier, a moda “reaça” que descreve é “o último grito do outono fascistão”. O “reaça” é um cara que “se algum viado der em cima dele, ele atira na testa”, mas “transa com travesti” e depois “enche a bicha (sic) de porrada”. É alguém que freqüenta igreja de padre “homofóbico e racista”. A mulher reaça é a que critica periguetes, e quer proibir gorda de sair na rua.


Todos são saudosistas da ditadura e fazem encontro no DOI-Codi – aquele lugar que hoje abriga um memorial da ditadura, por onde Yoani Sánchez passou logo após ser achincalhada por saudosistas da ditadura totalitária cubana, dessa vez sem ser agredida por nenhum jovem “revoluça”, já que ficaria ridículo tentar associar a blogueira dissidente cubana ao mal, quando ela critica todas as ditaduras – e não apenas a menos pior delas. Segundo Gregório Duvivier, o “reaça” anda sempre com soco inglês por aí.



Chegaria a ser engraçado (pela primeira vez na vida de Gregório Duvivier, que nunca conseguiu fazer gente muito inteligente rir) imaginar que ele sabe do que está falando, ao invés de misturar uma carrada de clichês que, ironicamente, estão mais em moda agora do que em 68 – falta pouco pra ele e sua turma se considerarem “proletários”, já que o “sindicato” está cada vez mais sendo trocado pelo poder direto do Estado, com seus Marcos Civis e leis criando privilégios específicos a uns nomeados às custas dos outros.


A moda, na verdade, é chamar tudo o que não atenda à sua exigência de pensamento único de “reaça”. Nada é mais modinha do que isso – sobretudo, na falta de encontrar um “ismo” pra chamar de seu, simplesmente se consideram “progressistas”, já que o Grande Ismo, a ideologia do comunismo – que chamava tudo o que não fosse comunista, justamente, de “ideologia” – saiu de moda, mesmo entre aqueles que não sabem o horror supremo que é Stalin, Holodomor, kolkhoz ou o Gulag. Basta agora ser “de esquerda”.


Na prática, defendendo o mesmo que Mao Zedong em sua Revolução Cultural ou Nicolae Ceaușescu e Kim Il-sung com o “socialismo Juche”, ou Walter Ulbricht com o Muro de Berlim (o “muro antifascista”).


A técnica é simples, qualquer adolescente pereba com preguiça de ler livros de mil páginas sobre esses países distantes consegue aprender: basta chamar aquilo que não for “progressista” e aderente ao pensamento único do Partido no poder de “reaça”, e com toda a sorte de contradições, associar tudo aquilo que for ruim ao “reacionário”: fascismo, racismo, ditadura, homofobia, soco inglês (como se sabe, só comprado por senhoras católicas na Galeria do Rock, nunca por punks black blocs ou invasores de reitoria da USP).


Reacionários, para quem estuda e pesquisa antes de vomitar achismos e opiniões inventadas de estro próprio por aí, são o exato oposto de tudo isso. Os reacionários são aqueles que, ao ver um problema social, desconfiam da solução “revolucionária” de plantão (aumentar o poder do Estado para que ele corrija/proíba/financie) e, imaginando como as coisas reagem, se posicionam contra a concentração de poder nas mãos de uns poucos bem-iluminados que, supostamente, podem “corrigir” o problema. Reacionários são os caras que desconfiam de políticos.
oakeshottPor isso, os reacionários eram considerados os inimigos das “revoluções” – esta palavra que soa tão agradável a ouvidos desacostumados com a História, que não percebem que toda “Revolução” contra tudo o que está aí resultou no poder absoluto nas mãos de um tirano que simbolizava o pensamento único: a Revolução Francesa decai em Napoleão Bonaparte depois do Terror, a Revolução Russa faz o poder do tsar parecer minúsculo perto de Lenin, Stalin, Kruschev, Andropov e afins, a Revolução Chinesa põe no poder Mao Zedong, que mata sozinho, por métodos que vão do fuzilamento à fome, mais de 70 milhões de pessoas, a Revolução Iraniana, idolatrada por Michel Foucault (que era gay), transforma o ocidentalizado Irã no totalitarismo fechadíssimo de Rūḥollāh Khomeini que enforca gays em praça pública. Todos estes tiranos odiavam os “reacionários” que avisaram: “não faça revolução, vai dar merda…”


Não é engraçado como grandes “pensadores” comunistas, como Idelber Avelar, odeiam que se chame o golpe militar brasileiro de 1964 de “Revolução”? Deveriam era SÓ chamar o golpe de Revolução – também gerou uma concentração de poder e perseguição estatal aos inimigos, não? Revolução de 64, that’s what it is.


Não por outra razão, os “reacionários” eram cantados como alvo de ódio pelos hinos dos dois maiores totalitarismos da história mundial, a Internacional Socialista e o hino nazista, a Canção de Horst-Wessel („Kameraden, die Rotfront und Reaktion erschossen”). “Reacionário” era o epíteto dado aos inimigos dos revolucionários, que queriam o poder total (a marca da era moderna) para “corrigir” a sociedade. Reacionário foi quem se opôs a Lenin, a Mao, a Hitler, a Mussolini, a Khomeini, a Fidel, a Milošević, a Saddam, a Kadafi, a Mugabe, a Kim Il-sung – foram os refratários ao reformismo social pela tirania estatal.


Tem como se ofender com alguém nos chamando de “reacionários” por isso? Tem como não notar a contradição brutal em chamar alguém de reacionário e fascista ao mesmo tempo, quando um era inimigo mortal do outro a ponto de ser cantado como alvo de ódio até no hino nacional e internacional?


Reacionários são os caras que desconfiam dos corações bem intencionados, das cabeças com pouca leitura e dos ânimos exaltadíssimos dos revolucionários por saberem que essas coisas não têm bom resultado. São os chatos que dizem que “protesto” sem foco termina invariavelmente em black bloc matando inocente na rua. Não descobre isso por “preconceito”, e sim por conhecer a história: são os caras que chamam a Revolução Russa de “Revolução”, e também o golpe militar de “Revolução” sem apoiar nenhum dos dois pelo mesmo motivo: terminam em concentração de poder, tirania e repressão aos “anti-revolucionários”. Você já ouviu falar em repressão “anti-reacionária”? Nem eu.


Já o revolucionário acha que os expurgos stalinistas e as mortes de fome em fazendas coletivizadas foram apenas uma festinha que fugiu do controle – ou, caso seja na coletivização de fazendas do Zimbábue pelo socialista Robert Mugabe, amigo de Hugo Chávez, ainda posta foto de africanos morrendo de fome dizendo que é isso que o capitalismo, o livre mercado e a propriedade privada fazem.
chestertonO reacionário descobre como as coisas reagem porque pensa como um dos homens mais inteligentes da humanidade, G. K. Chesterton: em seu ensaio The Superstition of School, Chesterton explica que não é esperado que os homens “velhos” sejam reacionários, mas que, com a experiência, saibam que as coisas reajam e como reagem – ao contrário do furor revolucionário, que crê religiosamente que o mundo será moldado passivamente com as suas boas intenções. Se um homem atira num coelho, num velho ou num rei, deve esperar reações dessa ação. É a experiência que faz com que o homem tenha expectativa pelo tranco do revólver antes mesmo de puxar o gatilho em cada um desses de novo para saber o que acontece.


É por isso que David Hume, o cético que é maior expoente do empirismo, lembra que as doutrinas e tradições são conhecimento, e não precisamos atirar nós mesmos em um coelho, um velho ou um rei para descobrir as conseqüências. É por isso que conservadores olham para o passado: para não precisar seguir caminhos que os antigos já sabiam que dariam errado no futuro. É por isso que os conservadores conservam tradições e lêem livros antigos, de Platão a Montaigne, de Shakespeare a Solzhenitsyn – o revolucionário, por outro lado, acredita que suas boas intenções bastam para “consertar” o mundo, sem esperar nenhuma reação da dura realidade.


G. K. Chesterton nos ensina que o homem que acumula a sabedoria das reações não perde ideais, como os jovens costumam crer que os velhos perderam seus sonhos. Pelo contrário: o socialismo ideal, o capitalismo ideal ou qualquer Utopia, mantida pura no mundo das idéias, hagiograficamente virginal ao contato com a realidade, continua sendo sempre ideal. O problema é o real: como é um regime de “reforma agrária” com fazendas e fábricas coletivas na realidade, como é a vida livre da “burguesia” em um mundo real em que cada “burguês” desaparecido é mais um cadáver em uma pilha monstruosa.


Ser reacionário é saber como as coisas reagem. É ter um saber que prevê reações antes mesmo de elas ocorrerem. É o homem que vê conseqüências imprevistas onde o afobado vê motivo para exaltação e ânimo em marcha acelerada. É o homem que, como Prometeu no mito, o primeiro reacionário, vê o mal antes mesmo de ele ocorrer. É, enfim, o homem que não nasceu ontem, que não é seduzido por discursos maviosos de quem quer melhorar o mundo sob mandos da concentração de poder e da proibição do que não gostam e do subsídio ao que gostam. Como se ofender em ser reacionário?
Como setencia Nicolás Gómez Dávila, “El reaccionario auténtico no parte de ideas políticas reaccionarias. A veces llega a ellas.” Quantos, após estudar o que pensam os “reacionários” (e não os lugares-comuns inventados pela própria esquerda), chegaram à conclusão de que o melhor é ser de esquerda?
A Politica da PrudenciaVocê pode reunir toda a esquerda brasileira – Marilena Chaui, Emir Sader, Luiz Flávio Gomes, Leonardo Sakamoto, Cynara Menezes, Brizola Neto, Antônio Cândido, Chico Buarque, Antônio Abujamra, Lola Aronovich, Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha, Paulo Arantes, PC Siqueira, Alex Castro, Tico Santa Cruz, Luís Nassif, Túlio Vianna, Mino Carta, José Dirceu, Antônio Palocci ou os assassinos de Celso Daniel e Toninho do PT e perguntar o que já estudaram das obras dos maiores intelectuais da direita “reaça” que povoaram o século: Edmund Burke, Russell Kirk, Thomas Sowell, Eric Voegelin, Bernard Lonergan, Roger Scruton, Ludwig von Mises, Erik von Kuehnelt-Leddihn, Ortega y Gasset, Alain Peyrefitte, Anne Applebaum, Roger Kimball, Alain Besançon, Lionel Trilling, Paul Johnson, David Pryce-Jones, Vicente Ferreira da Silva, Theodor Dalrymple, T. S. Eliot, Rosenstock-Huessy, Michael Oakeshott, Irving Babbitt, Ellis Sandoz, Vladimir Bukovsky, Vladimir Tismăneanu, Matei Visniec. A chance de todos eles somados terem estudado 5% das obras mais básicas sobre teoria política “reacionária” é menor do que 1%.



Gregório Duvivier, tentando bancar o cientista político como se fosse Hannah Arendt rediviva, acredita na modinha irrefletida de que reacionários são “saudosistas da ditadura” só porque fazem marcha comemorando a deposição de um dos piores presidentes que o país teve, João Goulart – sem conhecer história e sem saber que o que a Marcha da Família com Deus pela Liberdade original queria eleição no ano seguinte, e os militares, após tomarem o poder sob aplausos populares, traíram essa população, que queria o monumental Carlos Lacerda no poder, e só houve eleição livre dali a 21 anos (erro em que muitos jovens “reaças” também caem).


Basta ver os países admirados pelos “reaças” pra ver se algum deles é uma ditadura militar: a Alemanha de Konrad Adenauer, a Polônia de Lech Wałęsa, a República Checa de Václav Havel, a Inglaterra de Margaret Thatcher, a América de Ronald Reagan. Qual destes países-modelos para os reacionários é uma ditadura, ainda mais uma ditadura militar?
hugo-chavezQue tal comparar com o que a esquerda bondosa defende? Cuba, Coréia do Norte, União Soviética, China, Camboja (aquele país em que Noam Chomsky, no New York Times, afirmava que Pol-Pot só tinha matado “um milhar ou outro” de “traidores”, totalizando 24% da população), Irã, os infernais totalitarismos islâmicos que são “coitadinhos” contra Israel (o Egito, a Líbia e a Síria ficam em posição estranha, já que são “vítimas” de Israel, ao mesmo tempo em que a esquerda comemora quando o povo derruba seus líderes na Primavera Árabe), Venezuela, Iraque, Peru… qual desses, stricto sensu, NÃO É uma ditadura militar?


Vários dos grandes reacionários brasileiros, como o brilhantíssimo filósofo Mário Ferreira dos Santos ou o crítico literário Otto Maria Carpeaux, autor da maior História da Literatura do mundo, morreram vociferando contra o golpe de 64 e seu obscurantismo.
Todavia, Gregório Duvivier, que da história só sabe que “a direita reacionária apoiou o golpe” contra Jango, crê que por isso o que reacionários querem é abolir a república e instaurar uma ditadura que fez de tudo e mais um pouco contrários ao que os reacionários pregam. Crê religiosamente que preferir que os militares derrubassem Goulart a transformar o Brasil em Cuba é ter “farda suja de sangue” – graças à ditadura militar brasileira legar 424 mortos em 21 anos.  E que tal dizer que aqueles que queriam instaurar o comunismo cubano nestas paragens têm “roupas sujas de sangue”? Vários pegaram em armas – e mataram! – em nome de uma ditadura que matou 73 mil pessoas em 48 anos, com um único “presidente” depois trocado pelo seu IRMÃO sem consulta popular.


Por que os “não-reacionários”, os ex-guerrilheiros que juram que lutavam pela “democracia” da ditadura do proletariado, não têm as roupas “sujas de sangue”? Por que a esquerda agora sempre apela para o discurso de “não apóio nenhuma ditadura”, mas entre uma ditadura que matou 424 pessoas (a maioria absoluta de armas em punho para instaurar uma ditadura pior) e outra que matou 73 mil e continua matando, critica quem “preferiu”, na falta de opção melhor, a menos assassina?


Por que não diz, afinal, que graças aos militares, apesar de todas as mortes e o estrago, ao menos ainda não somos Cuba? O motivo é óbvio: a esquerda é comunista, e não existe esquerdista que não é comunista. Ele só tem vergonha de admitir que é essa coisa antiquada: comunista.


Se é para ver as mãos “sujas de sangue”, que tal comparar os escritos dos reacionários e daqueles que tratam reacionários como inimigos? Vejamos algumas frases de Che Guevara, líder revolucionário que odiava negros, gays, judeus, proibiu o rock e cabelos compridos, queimou livros, instituiu o trabalho escravo (fora o próprio paredón, matando em um ano, sozinho, mais do que toda a ditadura militar brasileira em duas décadas):
Enlouquecido com fúria irei manchar meu rifle de vermelho ao abater qualquer inimigo que caia em minhas mãos! Minhas narinas se dilatam ao saborear o odor acre de pólvora e sangue. Com as mortes de meus inimigos eu preparo meu ser para a luta sagrada e me junto ao proletariado triunfante com um uivo bestial.
“Não posso ser amigo de quem não compartilha das mesmas idéias que eu”.
“Adoro o ódio eficaz que faz do homem uma violenta, seletiva e fria máquina de matar”.
Ou seu discurso ovacionado na ONU:
[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=Qzu1paU6z7Q[/youtube]
Agora as palavras de um reacionário, o nobre Erik von Kuehnelt-Leddihn, homem de conhecimento enciclopédico capaz de ler em mais de 20 línguas e, como bom reacionário austríaco, um fugitivo do nazismo, em seu O Credo do Reacionário:
Como um reacionário honesto, eu naturalmente rejeito o Nazismo, Comunismo, Fascismo e todas as ideologias relacionadas que são, de fato, um reductio ad absurdum da chamada democracia e do “povo no poder”. Eu rejeito os pressupostos absurdos do governo da maioria, do parlamento hocus-pocus, o falso liberalismo materialista da Escola de Manchester e o falso conservadorismo dos grandes banqueiros e industrialistas. Eu abomino o centralismo e a uniformidade da vida em rebanho, o espírito estúpido racista, o capitalismo privado, bem como o capitalismo de estado (socialismo) que contribuíram para a ruína gradual da nossa civilização nos últimos dois séculos. O verdadeiro reacionário desses dias é um rebelde contra os pressupostos prevalecentes e um “radical” que vai até as raízes.
Tem como se ofender em ser chamado de “reacionário”?
Os “formadores de opinião” brasileiros, que desconhecem do séc. XX até mesmo a vida de Stalin ou o mundo além da Cortina de Ferro, acreditando que lá era um reino encantado para onde as pessoas boas vão depois que morrem, usam a própria ignorância como régua para definir o mundo e a moral. Gregório Duvivier não é causa, mas conseqüência da ditadura de pensamento único que se implanta no país. E, claro, perceber essa platificação de pensamento é ser um “extremista”, já que a ditadura de pensamento único não permite, por definição, pensamentos discordantes.
green-bay-tea-partyTrata-se de uma estratégia para definir limites do que é permitido pensar. Estar um pouquinho à direita da extrema-esquerda já te torna um “reaça” – basta ler como a feminista ultra-radical Lola Aronovich chama tudo o que não seja planificação totalitária, socialismo acachapante e concentração total de poder no Estado de “reaça”. De conservadores liberais a feministas libertárias, tudo é “reaça”. Integralmente incapaz de estudar obras de ciência política conservadora, basta rotular o alvo de “reaça” e todo o enxame de abelhas assassinas de su@s (como fazer isso com @? s@us? su@s?) leitor@s voa em cima do alvo sem precisar entender o que ele pensa.


A isso se chama hoje “pensamento crítico”, “livre pensar” ou “pensar com a própria cabeça”. É a uniformidade da vida em rebanho, o coletivismo bovinóide, o cult of the sameness tão combatido pelo reacionário Kuehnelt-Leddihn.


Assim como apóiam ditaduras militares e acusam os reacionários de serem saudosistas da ditadura, serem modistas e afirmarem que estão denunciando uma moda, serem sedizentes “críticos” e abraçarem irrefletidamente qualquer -ismo do momento, imputam pensamentos nojentos a seus adversários e admiram quem os leva a cabo, o anti-reaça da última moda também adora defender a “diversidade”, ao mesmo tempo em que odeia toda forma de “desigualdade”, nunca percebendo a contradição brutal no núcleo de sua crença fanática.


Os reacionários não seguem um bloco de pensamento fechado, como crêem e evangalizadoramente querem fazer crer Gregório Duvivier e outros seguidores do pensamento único hegemônico sendo instaurado no Brasil. Kuehnelt-Leddihn, Chesterton, Xavier Zubiri, Miriam Joseph, Mário Ferreira dos Santos, Olavo de Carvalho são pensadores católicos. O grosso dos “reaças” americanos, por óbvio, são protestantes. Alguns, judeus (essa turma que foi vítima do nazismo e que a esquerda odeia pelo mesmo motivo, mas jura que o nacional-socialismo nada tem a ver com socialismo): Dennis Prager, Ben Shapiro, Mark Levin, Michael Medved. Outros são muçulmanos, como René Guénon, Frithjof Schuon ou Hossein Nasr. Alguns são ateus, como S. E. Cupp, P. J. O’Rourke, H. L. Mencken, Jillian Becker.
williamblake_OnthemorningthomasFoi assim durante toda a história, para quem conhece os fatos antes de engolir o supositório de idéias e disparar a metralhadora da cagação de regra: Eric Voegelin, que não parecia acreditar na transcendência, a defendeu por ser a origem da ordem política e da moral social. René Girard já via no mito bíblico, de Caim a Jesus Cristo, o cerne da sociedade que não precisa mais de “sacrifícios” para se purgar, vendo a realidade do cristianismo tão fortemente quanto teólogos como Bernard Lonergan. Mircea Eliade via na esquerda não mais do que tentativas de reviver Cião através de mentiras, sendo o mais importante mitólogo do mundo. Já Emil Cioran, que viu o socialismo juche na sua própria pele, odiava a Deus e o mundo (literalmente para ambos), tal como se vê no reacionarismo furioso de Arthur Schopenhauer ou no materialismo total de Ayn Rand.


Ser “reaça” é defender o individualismo e a responsabilidade individual perante o coletivo – por óbvio, portanto, que eles discordem bastante entre si. Ronald Reagan era a favor de anistia para imigrantes ilegais. William F. Buclkey Jr. era a favor da legalização das drogas (como o são todos os “libertários”). Barry Goldwater era a favor da descriminalização do aborto. Ser “reaça” é defender a liberdade de pensamento individual – por exemplo, alguém não defender o casamento gay porque acredita que o casamento é instituição de formação da sociedade, e acredita que não se deve tratar como “casamento” uma união que não é formação de família.


Já ser de esquerda, sim, é pensar em bloco: se você é de esquerda, obrigatoriamente tem de ter as mesmas opiniões do coletivo sobre aborto, casamento gay, drogas etc da patotinha. Discordar em um ponto é “preconceito obscurantista”. Sempre que alguém apresenta argumentos contra o pensamento único dos “anti-reaças”, os rebanhistas imediatamente dizem que são pessoas poderosas e malévolas querendo defender os seus “privilégios”: o reaça, seja no artigo “Moda Reaça” de Gregório Duvivier, seja em “A Vida dos reaças” de Murilo Silva, no site Fora de Foco, seja em “Como se vestir como um direitista”, na revista Vice, é sempre retratado como branco, rico, heterossexual e católico.


Para não encarar a profundidade absolutíssima das filosofias de Eric Voegelin, Louis Lavelle ou Bernard Lonergan, dizem que o reaça é o “Almeidinha” ou o “Ricardinho” – o que trai a verdade latente, já que “reaças” costumam é vir das classes baixas (tão defendidos por G. K. Chesterton), enquanto é raríssimo ver um esquerdista sem um sobrenome como “Salvatti” ou “Hoffmann”.
Thomas-Sowell-replacing-what-works-with-what-feels-goodThomas Sowell, Walter Williams, Herman Cain, E.W. Jackson são negros (tal como Martin Luther King pai, que era um devoto cristão odiador do Partido Comunista). Russell Kirk, ostentador de 12 doutorados honoris causa, veio da pobreza – tal como Eric Voegelin, que foi aprender os hieróglifos egípcios para entender a ordem política grega e sua correlação de crise alexandrina com a crise medieval e o gnosticismo político de Marx a Hitler, chegou a passar fome para poder estudar. Thomas Sowell vivia tão enfurnado na comunidade negra que até anos avançados de sua infância não sabia que amarelo poderia ser uma cor de cabelo. Andrew Sullivan é gay, tal como Robert Bauman, Michael Huffington ou nosso Guy Franco (e como não lembrar daquele propaganda da campanha eleitoral de Marta Suplicy perguntando se Kassab é casado e tem filhos?).


Quer ver um direitista pobre? Fale com Marco Mattei, gari italiano que vivia com a família num subúrbio e teve o apartamento no terceiro andar incendiado por Achille Lollo, da organização terrorista de extrema-esquerda Potere Operaio (dá pra ver como gostam das classes baixas). No incêndio, um dos seis filhos de Mattei ficou preso no quarto, enquanto duas filhas pulavam pelo balcão. Um filho resolveu voltar para tentar salvar o irmão menor e ambos morreram abraçados e carbonizados. O caso ficou conhecido como “Rogo di Primavalle” (incêndio de Primavelle) na Itália. Achille Lollo fugiu para a Argélia e depois para o Brasil, onde foi um dos fundadores do PSOL, junto com Heloísa Helena. Outro terrorista italiano fugitivo, o mais conhecido Cesare Battisti, também fugiu após assassinar quatro pessoas, entre elas um carcereiro (que não deve ganhar muito).


Quem são os “ricos brancos heterossexuais católicos” Almeidinhas, se não os ricaços da esquerda caviar como Gregório Duvivier? Quem é que usa “soco inglês” e “enche de porrada” quem discorda deles por aí?


Quem é preconceituoso e vive de senso comum? Quem segue modinhas e quem é crítico? Quem é paranóico e quem vê a realidade do pensamento único? Quem defende planificação e ditadura e quem luta contra isso em prol da diversidade?


No desespero, além de falar em “soco inglês”, também pode-se apelar para “direitistas” extremistas – sobretudo o ultra-nacionalista norueguês Anders Breivik, que assassinou 77 pessoas em um único dia, sobretudo atirando em um acampamento para jovens do Partido Trabalhista norueguês. Breivik foi repudiado pelos nazistas noruegueses, como Vark Vikernes (“não é matando a juventude com o nosso sangue que vamos fazer algo!”) e, claro, por TODOS os reacionários NO MUNDO.


Você já viu algum “reaça” por aí usando Breivik como exemplo, herói, norte moral ou ideal de ação política? Agora você já viu algum esquerdista com camiseta de Che Guevara, alguém se dizendo “socialista morena”, alguém achando bonito fazer “bloco soviético”, ou dizendo que o problema é o socialismo “real” (não diga!)?
O que querem é associar todos os não-comunistas com o único extremista sem amigos que encontram – assim, não aderir ao pensamento único hegemônico da esquerda tão bondosa é ser um extremista com “manchas de sangue” na roupa do armário.
fascismo-de-esquerdaÉ o moralismo capenga do progressismo: define-se limites para o que pode ser pensado, através de conceitos pedestres: associa-se fascismo à “extrema-direita” (termo que os fascistas nunca usaram para se auto-definirem), diz-se que então os progressistas são opositores do fascismo e da direita, ao mesmo tempo em que também odeiam judeus e Israel (bar mitzvah é considerado “reaça” demais em um dos textos), e detestam o liberalismo e o capitalismo, dizendo que quanto mais liberal, mais é “reaça” e de direita, crendo que extrema-direita é a hiper-privatização, ao mesmo tempo em que a vida dissociada do Estado é associada com o fascismo Tutto nello Stato, niente al di fuori dello Stato, nulla contro lo Stato – e se você aponta qualquer contradição nisso, você é que não sabe brincar com esses conceitos chulé, você que é fanático obscurantista, você que não conhece a complexa realidade da mentalidade esquerdista – tão bem descrita por Lionel Trilling em seu clássico The LIberal Imagination.



Assim se cria a conceitofobia, o medo primevo e brutal de conceitos mais sólidos do que o lugar-comum da linguagem banal do dia-a-dia, conceitos que vão além dos limites do que é permitido pensar e do que é anátema, pecaminoso, sujo, proibido.


É a “fé metástica” de que nos fala Eric Voegelin: a fé que odeia a realidade, tendo mais amor pela opinião (filodoxia) do que amor ao saber (filosofia) e que quer reformar toda a estrutura da realidade – para tal, não pode senão repudiar a realidade com medo dela, achando-se por isso “crítico” do que é simplesmente verdadeiro.


Cria-se a resposta fácil para tudo: “sou crítico porque não leio revista Veja, não leio Reinaldo Azevedo, não leio Rodrigo Constantino e não leio Olavo de Carvalho”, já que ler algo do qual se discorda certamente causará câncer radioativo, e não se deve se misturar com essas coisas horrendas da direita reacionária nem por brincadeira – vai que alguém se torne minimamente mais reaça ao inventar de ler a Teoria dos Quatro Discursos aristotélicos do Olavo, os horrores e malversações públicas denunciados n’O País dos Petralhas de Reinaldo ou a ridicularização da Esquerda Caviar por Constantino? Não, é preciso passar longe e associá-los sempre ao pior, ter medo de encostar na capa dos livros e virar pó (o que nenhum reaça faz com livros de esquerda) – uma velhinha fanática religiosa queimando os discos do AC/DC do filho não conseguiria fanatismo maior.


Hello-o, companheirada! Nós já conhecemos essa logorréia repetitiva da esquerda! Nós já cansamos de Chomsky, Foucault, Sartre, Deleuze, Dworkin, Adorno, Gramsci, Alinsky, Habermas, Rorty e Butler! Nós não somos de esquerda porque estamos mal informados da realidade: vocês é que têm ódio dos reaças por só lerem preconceito contra eles – e nunca eles próprios!


[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=_kxuo-JO9io[/youtube]



Conclusão intempestiva
Como se vê, ser reacionário exige experiência, conhecimento de causalidade, a “prudência” na política que nos pedem de Aristóteles a Russell Kirk – aquele cara que tentou elencar Dez livros conservadores pra serem lidos, já que ser conservador exige uma vida de leituras, e não apenas macaquear um Das Kapital ou algum livrinho com pretensão de reunir todo o conhecimento da humanidade, do Céu e da Terra em alguns princípios gerais a serem repetidos bovinamente pelos rebanhistas de plantão (total destes livros lidos por formadores de opinião, professores universitários, jornalistas que falam de política 25 horas por dia e boçais da palpitaria política nas colunas sociais do Brasil: zero).


Ser “reaça” é apenas saber das coisas, e não querer moldar os outros conforme a sua imagem e semelhança – o que fazem de Lenin com suas fazendas coletivas a Kim Jong-un exigindo o mesmo corte de cabelo para toda a Coréia do Norte (ou Pol-Pot, mandando ser morto por crocodilos quem fosse alfabetizado ou usasse óculos). Ser reaça é ser contra aqueles regimes onde você pode sair fuzilando quem discorda de você.


Mas eu não me incomodaria se Gregório Duvivier me xingasse de alguma coisa séria. Me chamar de idiota, bobo, cara de melão – ou, como o modismo do pensamento único agora exige, de coxinha, de fascista, de extremista, de olavete. Isso, partindo de um cara cuja obra intelectual mais profunda é o Zorra Total do Youtube só pode significar que estou incomodando as pessoas certas.


Quando Marilena Chaui chama a classe média de “fascista”, de “reacionária”, de “terrorista” (sic), ela só recai naquilo que Ben Shapiro afirma sobre os valentões, os bullies da esquerda americana: não faz sentido chamar um membro da KKK (esquerdista, ao contrário do que dizem) de “racista”, nem um figurão da Waffen SS de “nazista” tentando ofendê-los. Isso é o que eles são.


A esquerda chama todo mundo de quem discorda de “racista”, de “homofóbico”, de “fascista” justamente porque sabe que os xingados odeiam racismo, homofobia, fascismo – e se calarão quando tiverem sua opinião associada a estas coisas das quais têm nojo mortal (vide Kuehnelt-Leddihn acima). Se fossem de fato racistas, homofóbicos ou fascistas as pessoas simplesmente diriam “Sim” e continuariam na mesma. Não é o que a esquerda planeja.


O problema mesmo é Gregório Duvivier querer me ofender me chamando de “reacionário”, devido à sua própria ignorância em relação ao termo. Aí não dá. Porque eu tomo como o elogio que é. O que há de tão ofensivo em saber como as coisas reagem? Em ser inimigo mortal de nazistas, comunistas e totalitarismos islâmicos homofóbicos e misóginos? Em ser contrário à concentração de poder, ao reformismo rebanhista, à planificação econômica, à mesmice cultural?


Eu tenho uma reputação a zelar. Como poderei sair na rua, se as pessoas resolverem apontar pra mim e dizer: “Olha lá, é o cara que o Gregório Duvivier elogiou!” PUTA MADRE! Precisarei fugir do país, de uma plástica como a do Dirceu, trocar de nome, sobrenome, tentar apagar minhas memórias com elevadas sessões de psiquiatria pesada. Os danos morais não podem ser cobertos por nenhuma indenização.


Pelamor, revoluças que não vêem nada demais em alguém admirar um facínora como Che Guevara (um idealista! um crítico social! um mundomelhorista!) e querem associar tudo o que é ruim a quem discorda de vocês de “saudosistas da ditadura”, numa maçaroca homogênea e platiforme como vocês próprios pensam: xinguem de outras coisas, mas não tratem “reacionário” como ofensa.


Ser reaça é mó legal – basta parar de querer ter auto-estima apenas através do grupinho, jurando que com isso é “crítico” e auto-pensante. É saber que o mundo não tem soluções fáceis e prontas, e que há muito mais livros a serem estudados demoradamente antes de tirar conclusões apressadas do que jamais sonharam nossos progressistas.


Basta apenas se acostumar a ser xingado de fascista, de saudosista da ditadura, de branco, de rico, de homofóbico, de católico, de racista, de nazista e de usar soco inglês por gente como Gergório Duvivier – e, claro, ser xingado de “fascista” por gente que quer tudo dentro do Estado, tudo para o Estado, bem ao contrário de você.


Mas, acredite: nada dói mais do que ser “xingado” de “reacionário” por pessoas que querem nos ofender, mas nos elogiam sem perceber.(Dói???NB)



Comentário


Na época dos hippies fui rechaçada pelos "moderninhos da época" por não querer experimentar drogas.Fui taxada de careta, de alienada.Sabe o que aconteceu? Não me tornei uma viciada, e meus filhos tampouco.Enquanto os moderninhos da época -os poucos que conseguiram sobreviver ao vicio--tiveram suas vidas destruídas eu aproveito a minha com saúde física e mental perfeitas.

Não se importe com o julgamento dos moderninhos da época.Toda geração tem uma cambada deles. Guie- se pelos seus princípios morais.Os moderninhos passam e os bons ficam.


Anonimo

Justiça nega pedido de suspensão da desocupação da orla do Lago Paranoá


Com isso, o GDF poderá dar continuidade à primeira etapa da operação de remoção de construções e instalações erguidas na Área de Proteção Permanente (APP) do Lago Paranoá

 
Nesta quarta (15), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), negou, por unanimidade, o pedido de suspensão de acordo entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e o Ministério Público, para a desocupação da orla do Lago Paranoá.


O pedido haviso sido feito
pela Associação dos Amigos do Lago Paranoá (Alapa).



Com isso, o GDF poderá dar continuidade à primeira etapa da operação de remoção de construções e instalações erguidas na Área de Proteção Permanente (APP) do Lago Paranoá.


Leia mais: Adiada decisão sobre recurso contra desocupação da orla do Lago Paranoá
O Julgamento havia sido adiado em junho, esperando o voto da desembargadora Maria de Lourdes Abreu.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

A Secretaria Municipal de Saúde revogou a resolução (absurda!!) que garantia a travestis e transexuais o direito de ficarem em alas de unidades municipais de saúde de acordo com sua orientação sexual

Ativistas criticam prefeitura do Rio por retirar direitos da população trans

A Secretaria Municipal de Saúde revogou a resolução que garantia a travestis e transexuais o direito de ficarem em alas de unidades municipais de saúde de acordo com sua orientação sexual

 
Grupos de direitos humanos e da população de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais e Indefinidos (LGBTI) criticaram a decisão da Secretaria Municipal de Saúde, que revogou a resolução que garantia a travestis e transexuais o direito de ficarem em alas de unidades municipais de saúde de acordo com sua orientação sexual.



A revogação foi publicada esta semana. Em nota, a secretaria informou que a revogação obedeceu critérios técnicos. O comunicado acrescentou que a definição do local ou da ala da unidade de saúde onde o paciente permanecerá internado, "seja ele quem for, é o médico”.



Vice-presidente do Grupo Arco-Íris, Marcelle Esteves denominou a revogação de retrocesso. “Foi revogado o direito de cidadãos e cidadãs, inviabilizando a identidade de gênero. Estou tentando contato com a secretaria, de modo a entender que questões técnicas foram essas.” Segundo ela, o Rio sempre esteve à frente de outros estados na questão da cidadania. "Nos últimos tempos, temos percebido que estamos retrocedendo, retirando direitos de uma população que já é tão massacrada.”




Para Marcelle, que há 20 anos trabalha com direitos humanos e causas LGBT, há uma pressão de grupos religiosos radicais para que políticas públicas para a população LGBTI não saia do papel.



“Não podemos fazer política pautada em nenhum tipo de ideologia religiosa. Esse fundamentalismo tem matado mulheres e homens trans. Todo e qualquer retrocesso que retire as questões da identidade de gênero da pauta de direitos cria uma possibilidade maior dos homofóbicos, lesbofóbicos e transfóbicos praticarem violência contra essa população”, acrescentou.



Representante da Associação de Travestis e Transexuais do Estado do Rio de Janeiro (Astra), Kathyla Katheryne Valverde lamentou que o respeito à identidade de gênero dependa da opinião de um médico.



“A resolução tornava oficial o que já é oficioso. É que hoje dependemos da boa vontade do médico. É um constrangimento para as partes que uma travesti mulher tenha de ficar com um monte de homens. É preciso sensatez”, concluiu.



Fonte: Agência Brasil

Plenário da Câmara volta atrás e derruba mandatos de cinco anos


  • 15/07/2015 23h28
  • Brasília
Aline Leal e Luciano Nascimento - Repórteres da Agência Brasil
O plenário da Câmara dos Deputados voltou atrás e derrubou hoje (15) a duração de cinco anos para os mandatos de presidente da república, governadores, prefeitos, deputados, vereadores e senadores. As matérias haviam sido aprovadas durante a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma política, em primeiro turno. Com a decisão, os cargos do Executivo, deputados vereadores retornam o mandato de quatro anos e oito anos para senadores.


Foram duas votações, na primeira foi aprovado um destaque do PMDB que retirava do texto aprovado a alteração nos mandatos do Legislativo. Por 294 votos a favor dos cinco anos e 154 contra. Para que os cinco anos fossem mantidos, eram necessário os votos de no mínimo 308 deputados.


Na segunda votação, os deputados também voltaram atrás e reduziram, por 363 votos favor e 68 contra, o tempo de mandato, de cinco para quatro anos, para presidente da República, governadores e prefeitos.


Nesta quarta-feira, durante a votação das emendas ao texto aprovado em segundo turno, uma emenda apresentada pelo líder do DEM, Mendonça Filho (PE), tentou restabelecer a reeleição para presidente da República, mas foi rejeitada pelos deputados.


Um dos temas mais polêmicos no debate da reforma política, a que trata do financiamento de campanha por empresas, dividiu mais uma vez o plenário. Um destaque do PT e do PPS pretendia excluir do texto a possibilidade de empresas fazerem doações a partidos políticos.


Para o deputado Henrique Fontana (PT-RS), o fim do financiamento de pessoas jurídicas para campanhas eleitorais deveria ter sido votado hoje. “Quem quer manter empresa financiando eleições tem que colocar 308 votos no segundo turno e não fazer uma manobra regimental para impedir a votação que vai decidir se vai ter empresa ou não no financiamento eleitoral brasileiro”, disse.


 Mas um questionamento do líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), sobre a validade do destaque, resultou no cancelamento da sessão e, consequentemente, no adiamento da decisão para agosto.



Já o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que precisa de mais tempo para ter segurança jurídica a fim de votar as emendas restantes. “Eu preciso decidir com segurança. Todas as decisões que tomei, regimentais, aqui, foram todas confirmadas pelo Poder Judiciário, não posso correr o risco de tomar uma decisão que eu possa sofrer contestação e não ganhar”.


Edição: Aécio Amado

quarta-feira, 15 de julho de 2015

No TO, 1º Encontro de Jovens Apinajé reflete conjuntura e reafirma luta pela terra tradicional




Inserido por: Administrador em 14/07/2015.

 
De 10 a 12 de julho foi realizado o 1º Encontro de Jovens Apinajé, na aldeia Mariazinha, Terra Indígena Apinajé. A conjuntura política, econômica e social do Brasil foi debatida por meio de Aluísio Leal, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Sebastião Moreira, missionário do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) GO/TO.

A destruição dos biomas brasileiros, decorrente da ofensiva do agronegócio, assim como a construção de megaempreendimentos em nome do “desenvolvimento” do país, situações que prejudicam povos indígenas e populações tradicionais, foram veementemente repudiadas pelos jovens por meio do documento final do encontro, que abordou ainda as proposições legislativas anti-indígenas, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000.

Também foi repudiada a proposta de implantação do MATOPIBA, declarada pelo governo a “nova fronteira agrícola” do país, que prevê o uso da região do Cerrado que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia para o plantio intensivo da soja, cana e eucalipto.  Os jovens manifestaram-se contrários à criação, pelo Ministério da Saúde, do Instituto Nacional de Saúde Indígena (INSI), que “aponta para privatização do atendimento à saúde indígena”.

Leia o documento na íntegra:

Documento final do Encontro de Jovens Apinajé

O 1º Encontro de Jovens Apinajé foi realizado no período de 10 a 12 de julho de 2015 na aldeia Mariazinha na terra Apinajé, no município de Tocantinópolis, norte do estado do Tocantins. O Encontro teve a assessoria do Professor Aluísio Lins Leal, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Sebastião Moreira, missionário do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) GO/TO.

No início do Encontro o professor Aluísio Lins Leal da UFPA discorreu sobre a conjuntura política, econômica e social do Brasil. O Professor enfatizou que o comportamento da sociedade contemporânea é orientado por um sistema político e econômico cada vez mais perverso e competitivo, que consequentemente estimula a exploração dos recursos naturais de forma predatória, suscita a corrupção política e econômica e provoca graves violações de direitos humanos.

Por outro lado, os órgãos do Estado brasileiro responsáveis pela efetivação das políticas públicas de Saúde, Educação, Moradias, Demarcação e Proteção de Terras Indígenas nunca funcionam adequadamente para atender as demandas das populações mais empobrecidas e exploradas do País.  Como se não bastasse, temos verificado inúmeras tentativas de anular conquistas e desconstruir direitos dos povos.

Atualmente existem inúmeras propostas legislativas que tendem suprimir direitos sociais já conquistados. A PEC 215/2000 é a mais conhecida e propõe transferir do Poder Executivo para o Poder Legislativo (Congresso Nacional) as prerrogativas de demarcar e garantir as terras indígenas, quilombolas e das populações tradicionais.

Dessa forma, essa proposta legislativa representa um grave retrocesso e o mais pervertido golpe contra os Direitos Humanos após a Constituição de 1988. A exemplo do Código Florestal, a PEC 215/2000 também foi forjada para atender os interesses das bancadas ruralista e evangélica.

Preocupados com esses retrocessos e as graves violações de Direitos Humanos que estão ocorrendo no Brasil nas últimas décadas, onde as populações indígenas, os quilombolas e populações tradicionais encontram se encurraladas e pressionadas pelas grandes empresas. Sendo que por falta de demarcação de terras muitos povos estão sendo literalmente empurrados para miséria absoluta, pobreza extrema e vítimas das doenças, da fome, da intolerância racial e da violência dos ruralistas.

Em 2014, especialmente no Mato Grosso do Sul, Bahia, Rio Grande do Sul e Maranhão, lideranças indígenas foram covardemente assassinadas ou sofreram terríveis humilhações e perseguições por causa da luta para garantir suas terras. Pelo mesmo motivo, no resto do país, muitas lideranças estão sendo presas, criminalizadas e assassinadas pela Polícia e jagunços a mando de madeireiros e fazendeiros.

Nestes termos, repudiamos com veemência o “Estado” de terror instituído por políticos e setores vinculados ao agronegócio, as madeireiras e as mineradoras, que em nome da farsa do “desenvolvimento” e do lucro imediato estão acelerando o desmatamento e a destruição de importantes biomas brasileiros, especialmente o Cerrado e a Amazônia, situação que vem agravando os incêndios florestais, as secas prolongadas e as crises hídricas em todas as regiões do Brasil.

Dessa forma, rejeitamos também a construção de “grandes projetos de desenvolvimento” como a Hidrovia Araguaia – Tocantins, as hidrelétricas de Santa Isabel no Rio Araguaia, Marabá e Serra Quebrada no Rio Tocantins. Não concordamos que esses empreendimentos sejam construídos em nossos rios, cujas bacias hidrográficas estão sendo fortemente atingidas e alteradas por construção de hidrelétricas, agrotóxicos e o desmatamento do Cerrado e da Amazônia.

Denunciamos a proposta de implantação do MATOPIBA nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia que prevê uso dessa região de Cerrado para plantio intensivo da soja, cana e eucaliptos.  É inaceitável que essas práticas do agronegócio, baseadas na violência, truculência, degradação ambiental e escravidão continuem expulsando as populações indígenas, os quilombolas e os ribeirinhos para margens das rodovias e favelas dos centros urbanos do País, com conivência e apoio desse governo. O estado do Mato Grosso do Sul é um retrato fiel dessa situação.

Consideramos absurda a proposta do Ministério da Saúde (MS) de criação do Instituto Nacional de Saúde Indígena (INSI), que aponta para privatização do atendimento à saúde indígena, contrariando os preceitos constitucionais que diz que a “Saúde é um Direito de Todos e um Dever do Estado”.

Declaramos nosso total apoio e solidariedade aos povos Avá Canoeiro do Estado de Tocantins e Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul, que atualmente estão sendo condenados e forçados a viver fora de seus territórios tradicionais em situação de abandono e violência por falta terra demarcada para construir suas aldeias, plantar e viver em paz. Lamentamos que por falta de terra esses povos não têm sequer onde sepultar seus parentes de forma digna, contrariando suas culturas, costumes e tradições.

Na manhã do dia 12/07/15, após avaliação, os jovens e adolescentes participantes sugeriram que sejam realizados mais encontros como esse para articulação do Movimento Indígena e a continuidade desse processo de aprendizado e formação. O 1º Encontro dos Jovens Apinajé foi encerrado ao meio dia com almoço
                                                                          Aldeia Mariazinha, 13 de julho de 2015
Associação União das Aldeias Apinajé -PEMPXÀ

Nota Pública do Povo Apinajé sobre apreensão de trator em área reivindicada O empreendimento está destruindo locais sagrados, provocando a fuga de animais e ameaçando nascentesCompanhia de Polícia Ambiental do Tocantins notifica desmatamento e carvoaria irregular no entorno da TI Apinajé Equipe flagrou trabalhadores cortando árvores nativas do cerrado, suprimidas para o plantio de eucaliptos.MPF busca anulação de licenças irregulares para desmatamento no entorno da TI Apinajé A Associação União das Aldeias Apinajé divulgou carta nessa terça-feira sobre as medidas adotadas pelo MPF no Tocantins para providenciar o embargo do empreendimento em curso nas proximidades da TI...Povo Apinajé manifesta-se contra o desmatamento do cerrado e a monocultura de eucaliptos Estamos decididos confrontar com não-índios para impedir esses desmatamentos e/ou qualquer outro empreendimento que ameace nosso território e vidasCarta da Plataforma dos Movimentos Sociais do Estado do Tocantins Pela demarcação imediata das terras indígenas e titularidade e regularização das terras quilombola

Para secretário, greve no DF 'decretou morte das cooperativas' de ônibus


15/07/2015 18h44 - Atualizado em 15/07/2015 19h30


Paralisação no DF agrava crise e renovação de frota, diz Carlos Tomé.


GDF prevê 'assunção' de rotas por empresas; rodoviários pedem reajuste.

Mateus Rodrigues G1
Secretário de Mobilidade do DF, Carlos Henrique Tomé, em entrevista nesta quarta (15) (Foto: Mateus Rodrigues/G1)Secretário de Mobilidade do DF, Carlos Henrique Tomé, em entrevista nesta quarta (15) (Foto: Mateus Rodrigues/G1)
 
 
O secretário de Mobilidade do Distrito Federal, Carlos Henrique Tomé, afirmou nesta quarta-feira (15) que a greve de funcionários das cooperativas de ônibus iniciada na última segunda (13) "decretou a morte das cooperativas". Segundo ele, a crise financeira enfrentada pelos grupos tende a se agravar com a paralisação, impossibitando a renovação da frota ao fim do ano.


Todas as cooperativas têm contrato a ser encerrado até 2018. No fim de 2015, o que vencem são as frotas. Em função dessa crise, é muito pouco provável que elas consigam renovar as frotas, e a tendência é que elas saiam gradualmente do sistema. A gente pode inferir disso que a greve das cooperativas decretou a morte [delas]"
Carlos Henrique Tomé,

secretário de Mobilidade do DF
 
"Todas as cooperativas têm contrato a ser encerrado até 2018. No fim de 2015, o que vencem são as frotas. Em função dessa crise, é muito pouco provável que elas consigam renovar as frotas, e a tendência é que elas saiam gradualmente do sistema. A gente pode inferir disso que a greve das cooperativas decretou a morte [delas]", declarou Tomé.


Segundo o secretário, um plano emergencial começou a ser implantado nesta quarta em parceria com as grandes empresas que operam nas regiões. Por contrato, elas são responsáveis pela "manutenção das bacias" em casos como este. A partir desta quinta (16), Tomé diz que a maior parte dos passageiros das cooperativas vão conseguir ser atendidos pelos ônibus convencionais.


"O que temos são muitas linhas de cooperativas e de empresas que são sobrepostas. Cerca de 60% [da demanda das cooperativas] é absorvida pelas empresas. Acreditamos que a população não vai sofrer grandes percalços", diz o chefe da pasta.


 

Assunção
Segundo Tomé, as linhas operadas por cooperativas em Sobradinho e Planaltina devem ser assumidas pelo transporte convencional, "em breve". "A conclusão a que chegamos é que as cooperativas enfrentam uma grave crise que se arrasta por dez anos. Elas começaram a quebrar no dia em que começaram a operar", diz.


As duas regiões citadas por Tomé ficam na bacia de transporte operada pela Piracicabana, que roda com 417 ônibus em 10 regiões da capital. O G1 não conseguiu contato com as cooperativas locais e com a empresa até a publicação desta reportagem.


Com a eventual saída de cena das cooperativas, as empresas assumem as linhas "abandonadas". Se houver necessidade de investimentos para garantir o atendimento, segundo Tomé, o contrato prevê repasses do GDF para "reforçar" a tarifa técnica.


"Se sai uma cooperativa pequena, que opera com dez ônibus, uma empresa grande pode absorver isso. Para absorver [as linhas] de uma cooperativa maior, a eventual compra de ônibus pode ser repassada à tarifa. Estamos fazendo de tudo para reduzir o custo do sistema", diz Tomé.
Rodoviários durante protesto por reajuste no terminal do Plano Piloto, em Brasília (Foto: Gustavo Schuabb/G1)Rodoviários durante protesto por reajuste no terminal do Plano Piloto, em Brasília (Foto: Gustavo Schuabb/G1)
Protesto


No momento das declarações do secretário, por volta das 17h, trabalhadores das cooperativas e da empresa pública de transporte TCB bloqueavam entradas e saídas da rodoviária do Plano Piloto, a três quilômetros do Palácio do Buriti.


Os funcionários das cooperativas protestam por equiparação salarial com categorias de ônibus convencionais. Eles reivindicam também aumento do tíquete-alimentação e da cesta básica e diminuição em 40 minutos da carga horária.


Por volta das 17h, todos os acessos das plataformas inferior e superior do terminal estavam fechados. Próximo ao Teatro Nacional, duas pistas eram ocupadas por ônibus. Segundo a Polícia Militar, 500 pessoas participam da manifestação.