terça-feira, 3 de novembro de 2015

Operação Zelotes: e-mails apontam propinas para parlamentares


Eduardo Militão
 

Correio Braziliense
Mensagens de correio eletrônico investigados na Operação Zelotes apontam que deputados e senadores deveriam receber uma parte de dinheiro de propina para negociação na Medida Provisória nº 471. De acordo com a força-tarefa do caso, a norma criada para estender benefícios fiscais para montadoras de automóveis, foi “comprada” por um grupo de lobistas contratado pelas fábricas da MMC Mitsubishi e Caoa Hyundai no Brasil. Os empresários e os operadores negam.


Relatório da Polícia Federal, no entanto, afirma que as montadoras passaram a ser inadimplentes aos escritórios do “consórcio” de lobby, formado pelo Marcondes & Mautoni, de Mauro Marcondes, pelo lobista Alexandre Paes Santos, o APS, e pela SGR Consultoria Empresarial, do ex-integrante do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) José Ricardo Silva. Um relatório apreendido pela força-tarefa mostra os lobistas reclamando de que havia pagamento em atraso, o que prejudicava a quitação de compromissos com os “colaboradores”.


A MP foi aprovada em 2010. Em 15 de outubro daquele ano, às 16h54, uma pessoa identificada como Raimundo Lira manda um e-mail para a secretária de Marcondes. Para a PF, o verdadeiro cobrador é o ex-suplente de deputado Halysson Carvalho (PMDB-PI), que utilizaria um nome falso.


“Peço-lhe que intervenha nos honorários dos quais a MMC vem pagando e a Caoa, não; os deputados e senadores dentre os escritórios e outros os quais não convêm (sic) citar nomes, agora”, disse o cobrador. Ele afirmou que Marcondes “alega ter entregado a pessoas do atual governo, PT, a quantia de R$ 4 milhões”. No entanto, a mensagem, supostamente de autoria de Halysson, diz que isso “não é verdade”, mas desculpa para não fazer os pagamentos.


PRAZO DE SEIS DIAS
O e-mail estipula um prazo seis dias para o pagamento de US$ 1,5 milhão. Caso contrário, ameaça distribuir um dossiê a partidos de oposição e à imprensa sobre ilegalidades em benefício das duas montadoras. A secretária de Marcondes encaminha a mensagem para o chefe.


De acordo com a Polícia Federal, a extorsão revela destinatários da propina. “Embora a ameaça possa parecer um pouco fora de contexto, na verdade ela confirma a possível corrupção para aprovação da citada MP 471”, diz relatório da PF. “Os dados constantes delas são verossímeis e não fogem à realidade”, continua. “O próprio valor comentado de R$ 4 milhões de reais que bate com o comentado no “Café: Gilberto Carvalho” (anotação manuscrita apreendida) que integrava o governo do PT (também mencionado), por ser esse o então chefe de gabinete da Presidência.” Na interpretação da mensagem, a polícia narra que o cobrador “pede a intervenção junto ao Mauro Marcondes, para pressionar a Caoa a pagar os honorários devidos aos deputados e senadores e escritórios”.


MENSAGEM ESTARRECEDORA
Em outra mensagem de e-mail, considerada “estarrecedora” pela PF, José Ricardo passa aos sócios Eduardo Valadão e APS orientações “para aplacar a sanha de cobrança dos parlamentares envolvidos na aprovação da Medida Provisória na Câmara dos Deputados explicando que os pagamentos dos ‘acertos’ seguiriam um ‘fluxo normal’”. “O que indica a possível corrupção de então parlamentares que ainda não foram identificados”, continua o relatório da polícia.


A PF e o Ministério Público não identificaram, pelo menos até agora, o nome dos parlamentares envolvidos. Na quinta-feira, o Correio revelou que o então deputado Moreira Mendes (PSD-RO) redigiu emendas na MP 512, sugeridas por pessoas ignoradas, que permitiram à Ford e à MMC se livrarem de R$ 3,2 bilhões em multas no Carf. O ex-parlamentar disse que fez as modificações “sem nenhum tipo de compromisso”.


LOBBY LEGAL
A Caoa Hyundai disse ao Correio que mensagens em poder da PF mostram que a empresa “jamais realizou qualquer pagamento” para “interferir” ilegalmente na aprovação da MP 471. Ela contratou a Marcondes & Mautoni cujo dono é um conhecido consultor do setor. Em 2014, ano em que a Caoa pagou R$ 8,4 milhões ao escritório, Mauros Marcondes passou a “a apoiar e aconselhar” a montadora “em diversos assuntos do setor automobilístico”. “A Caoa reitera o seu compromisso com a ética, e repudia qualquer ato de corrupção”, afirma a nota.

Ararinha-azul se prepara para voar de novo na natureza.Sucesso de reprodução no exterior deve acelerar meta que previa solturas apenas em 2021

Herton Escobar

31 Outubro 2015 | 15h 27

CATAR - Pedro Develey é um daqueles aficionados por aves que enxerga com os ouvidos. Mal colocamos os pés para fora da van e ele já exclama: “Olha aí as ararinhas!”. À nossa frente, do outro lado de uma cerca, no meio do deserto do Catar, dois prédios retangulares cor de areia servem de condomínio para a maior população remanescente de ararinhas-azuis do planeta. Não vemos as aves, mas podemos escutá-las. São 6h30, hora do café da manhã, e a passarinhada não nega as raízes brasileiras, fazendo uma algazarra danada. “Essa é a música que eu sonho ouvir um dia na caatinga”, diz Develey, ansioso para ver as lendárias ararinhas com os próprios olhos.
A última vez que o canto de uma ararinha-azul foi ouvido na caatinga brasileira foi 15 anos atrás, em outubro de 2000, quando o último macho conhecido da espécie desapareceu das matas de ipê-amarelo do interior de Curaçá, no extremo norte da Bahia. Atualmente, elas existem apenas em cativeiro, e quase todas fora do Brasil. Vítima do tráfico internacional de animais silvestres, a espécie é considerada extinta na natureza. “Foram roubadas de nós, literalmente, uma a uma”, lamenta Develey, biólogo e diretor científico da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil).


Veja fotos de animais em criadouro no Catar


Herton Escobar/ESTADAO
 
 
Das 110 ararinhas-azuis registradas no programa internacional de reprodução em cativeiro, liderado pelo Brasil, 86 estão no Al Wabra Wildlife Preseration (AWWP), um criadouro particular no deserto do Catar, a 35 quilômetros da capital Doha 
  • Das 110 ararinhas-azuis registradas no programa internacional de reprodução em cativeiro, liderado pelo Brasil, 86 estão no Al Wabra Wildlife Preseration (AWWP), um criadouro particular no deserto do Catar, a 35 quilômetros da capital Doha 
  • O centro era originalmente uma fazenda de passeio da família, gradativamente transformado num centro de excelência em conservação e reprodução de animais ameaçados de extinção, principalmente aves e mamíferos
  • A ararinha-azul é a espécie ícone da instituição. 
  • O plantel inicial da espécie, de 47 aves, foi comprado de outros criadores na Suíça e nas Filipinas, entre 2002 e 2003. 
  • Segundo o atual diretor da AWWP, o biólogo sul-africano Cromwell Purchase, as ararinhas estavam em péssimo estado de saúde, muitas delas extremamente doentes. 
  • Centro de criação e reprodução de animais Al Wabra Wildlife Preservation (AWWP), no Catar, abriga cerca de 2 mil animais, de 900 espécies de aves e mamíferos.
  • Instituição foi criada pelo sheik Saoud Bin Mohammed Bin Ali Al Thani, morto em novembro de 2014, que era um colecionador de obras de arte.
  • Entre as aves que são criadas na fazenda, de 2,5 km², estão mais de 80 ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii). Na foto, perspectiva de dentro do local onde ficam as ararinhas.
O momento, porém, é de alegria. Avanços recentes nos esforços de reprodução em cativeiro permitiram ampliar significativamente a população global de ararinhas, e o sonho de reintroduzir a espécie na natureza começa a se tornar verdadeiramente factível. 


A meta oficial do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-azul, criado em 2012, é fazer as primeiras solturas em 2021, quando se estimava que o número de animais em cativeiro chegaria a 150; mas é provável que essa contagem seja atingida já nos próximos dois anos, permitindo acelerar o processo de soltura.


Essa, pelo menos, é a esperança que emana da sinfonia de araras à nossa frente. Das 110 ararinhas-azuis registradas no programa internacional de reprodução em cativeiro, apoiado pelo Brasil, 86 estão aqui, no Al Wabra Wildlife Preservation (AWWP), um criadouro particular no deserto do Catar, a 35 quilômetros da capital Doha - bem no centro do país, próximo de uma enorme pista de corrida de camelos. As outras estão divididas entre um criadouro na Alemanha e outro, no Brasil - 12 para cada lado.

 
Criado pelo sheik Saud Bin Mohammed Bin Ali Al-Thani, um excêntrico colecionador de obras de arte (morto em 2014, por problemas de saúde), o local servia originalmente como uma fazenda de passeio da família, gradativamente transformado em centro de excelência em conservação e reprodução de bichos ameaçados de extinção, principalmente aves e mamíferos. São 2 mil animais ao todo, de 90 espécies.


A ararinha-azul é a espécie ícone da instituição. O plantel inicial da espécie, de 47 aves, foi comprado de outros criadores na Suíça e nas Filipinas, entre 2002 e 2003. Segundo o atual diretor da AWWP, o biólogo sul-africano Cromwell Purchase, as ararinhas estavam em péssimo estado de saúde, muitas delas extremamente doentes. “O sheik ficou sabendo da situação e adquiriu as aves para cuidar delas”, conta o pesquisador. Depois disso, a população quase que dobrou, graças em parte ao desenvolvimento de técnicas de inseminação artificial - algo que apenas a equipe do Al Wabra conseguiu fazer até agora. Só este ano, juntando os criadouros dos três países (Catar, Alemanha e Brasil), já nasceram 20 ararinhas, 5 delas por reprodução assistida.


“Essa foi a grande virada de página”, diz a pesquisadora Cristina Miyaki, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, responsável pelos estudos de DNA das aves do programa. “Me sinto muito mais tranquila agora.”


Só com reprodução natural, diz ela, seria difícil garantir um crescimento estável da população. As poucas ararinhas que deram origem a essas populações de cativeiro eram todas muito próximas geneticamente - como irmãs ou primas -, e por isso as taxas de fertilidade da espécie hoje são muito baixas. Dentre as 110 ararinhas, apenas quatro casais já se reproduziram naturalmente com sucesso.


A solução, dizem os cientistas, é aumentar a variabilidade genética da população. Esse foi um dos temas da última reunião do Grupo Assessor do Plano de Ação (PAN), realizada semana retrasada no Catar, que a reportagem do Estado acompanhou com exclusividade. Foi assinado um termo oficial de cooperação entre a Al Wabra e o governo brasileiro, permitindo pela primeira vez um intercâmbio de ararinhas entre os dois países. A parceria já existe há alguns anos, mas faltava confiança dos árabes para a transferência de aves para o Brasil, e vice-versa.


“Havia desconfiança com relação ao programa e sua real viabilidade”, disse a veterinária Camile Lugarini, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave-ICMBio), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, que coordena os esforços de reintrodução da espécie na natureza. “Só agora que criamos essa confiança mútua podemos transferir os animais, o que é muito importante para a continuidade do trabalho.”



Duas fêmeas mais velhas do Nest - o criadouro paulista responsável por cuidar das ararinhas brasileiras -, chamadas Mela e Yara, foram enviadas para o Catar em 20 de outubro, para serem cruzadas com machos do Al Wabra via inseminação artificial.


Em troca, a instituição árabe enviou ao Brasil um casal de ararinhas jovens, com um ano e meio de idade, que vão conviver com outros dois casais: um nascido no Nest (Andrea e Saoud) em outubro de 2014, e outro emprestado da Alemanha (Carla e Tiago), em março deste ano.


Cada par representa uma linhagem genética diferente. A expectativa é que eles formem casais, se reproduzam (naturalmente, ou com uma ajudinha da ciência) e assim injetem mais diversidade genética na população.



Se tudo correr bem, é possível que Develey um dia escute os descendentes desses jovens casais cantando sobre um ipê-amarelo no sertão nordestino. “Saio daqui contente, convencido de que esses caras estão salvando a espécie”, conclui o biólogo brasileiro, impressionado com o trabalho do centro árabe. “Só não digo que já salvaram porque a espécie só é válida na natureza. Quando elas estiverem voando de novo na caatinga, aí sim, estarão salvas.”


Centro de soltura precisa ser criado na caatinga

Processo de adaptação vai incluir uso de maracanãs; último macho visto na natureza fez par com uma fêmea da espécie por ano

Herton Escobar
31 Outubro 2015 | 15h 27


CATAR - O calor seco do deserto catariano não deixa nada a dever para o do sertão nordestino; mas está longe de ser uma Caatinga. Para maximizar as chances de sobrevivência da ararinha-azul na natureza, dizem os especialistas, é importante que as aves selecionadas para a reintrodução sejam nascidas e criadas no hábitat original da espécie, adaptadas desde o início às condições locais de temperatura, umidade, iluminação, alimentação, etc.


Para isso será necessário construir um centro de reprodução e soltura de ararinhas-azuis na própria Caatinga; de preferência em Curaçá, município onde viveram os últimos exemplares conhecidos da espécie na natureza, e que tem grande parte desse hábitat original ainda preservado. Essa foi uma das prioridades identificadas na reunião do Catar para a continuidade do Plano de Ação Nacional (PAN) da Ararinha-azul no Brasil - até como uma exigência dos criadores para enviar mais aves ao País no futuro.


“Precisamos ter ararinhas se reproduzindo na Caatinga o quanto antes; isso é crucial”, esbravejou Martin Guth, presidente da Associação para Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP), na Alemanha, dono de um plantel de 12 ararinhas-azuis.


Ele propôs que o centro seja construído em 2016 e os experimentos de reintrodução comecem o mais rápido possível depois disso. Ideia acatada pelo grupo que soou como música aos ouvidos do biólogo Pedro Develey: “Tá na hora de soltar; não dá para esperar mais”, diz. “O único jeito de aprender é fazendo.”


Segundo o atual diretor da AWWP, o biólogo sul-africano Cromwell Purchase, as ararinhas estavam em péssimo estado de saúde, muitas delas extremamente doentes. 
Segundo ele, é inevitável que algumas ararinhas serão perdidas: “Não existe projeto de reintrodução de fauna que não tenha perdas, faz parte do processo”. Mas é um custo que já pode ser assumido, uma vez que a população de cativeiro vem crescendo de maneira estável. 


A estratégia traçada pelo grupo seria fazer um primeiro experimento com araras de uma outra espécie local, chamada maracanã (que não está ameaçada), para ver como as aves criadas em cativeiro se adaptam ao ambiente inóspito da Caatinga. Por exemplo, se conseguem achar alimento, construir ninhos e evitar ataques de predadores naturais, como corujas e gaviões.


O segundo passo - se esse primeiro teste der certo - seria soltar algumas ararinhas-azuis misturadas com maracanãs. Os cientistas sabem que as espécies convivem bem e se ajudam na natureza, pois o último macho livre de ararinha-azul passou anos “casado” com uma maracanã, quando já não havia mais fêmeas da sua própria espécie para lhe fazer companhia.


Ninguém sabe ao certo o que aconteceu com esse último macho. Um vaqueiro disse tê-lo visto morto debaixo de um fio de alta tensão; mas a história que circula entre os traficantes da região, segundo Kilma Manso, ambientalista que trabalhou muitos anos na Polícia Federal, é que ele foi capturado e vendido por meio milhão de dólares.


O risco de as ararinhas voltarem a ser alvo dos traficantes é uma preocupação constante do projeto. Segundo Develey, é preciso trabalhar em parceria com os comunidades locais, para que elas sejam as guardiãs das aves na natureza. “A população de Curaçá está muito engajada e aguarda ansiosamente o retorno das ararinhas”, diz.


Outra expectativa é com relação à criação de uma área protegida na região. “Não basta reproduzir em cativeiro; temos de proteger o seu hábitat, e isso é responsabilidade do Brasil”, diz Develey. Uma proposta para criação de uma Área de Relevante Interesse Ecológico, de 44 mil hectares, que cobriria a maior parte desse hábitat, está em análise desde 2013 pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “Se criarem a área protegida, mandamos mais ararinhas”, diz Guth.


Casal doado seguirá para Minas

Todas as ararinhas brasileiras, que hoje vivem no criadouro Nest, no interior de SP, serão transferidos para outro centro até o fim do ano

Herton Escobar
31 Outubro 2015 | 15h 27

CATAR - Rory e Amber, as duas novas ararinhas-azuis do Brasil, doadas pelo Al Wabra, desembarcaram no aeroporto de Cumbica na noite de 26 de outubro, empoleiradas numa grande caixa de acrílico transparente. Pareciam cansadas, como qualquer viajante de longa distância, mas tranquilas, observando as pessoas ao redor.
De lá seguiram de carro para um centro de quarentena do Ministério da Agricultura em Cananeia, no litoral sul de São Paulo, onde deverão passar 15 dias em observação, para depois serem levadas a um criadouro particular, credenciado pelo ICMBio.


Centro de criação e reprodução de animais Al Wabra Wildlife Preservation (AWWP), no Catar, abriga cerca de 2 mil animais, de 900 espécies de aves e mamíferos.
Todas as ararinhas brasileiras hoje vivem no criadouro Nest, no interior de São Paulo. Até o fim do ano, porém, todo o plantel deverá ser transferido para um outro centro especializado em criação e reprodução de aves ameaçadas, a Fazenda Cachoeira, em Minas Gerais - a localização das instituições é mantida em sigilo, na medida do possível. A ideia original era manter a população dividida em dois locais, por questão de segurança, mas o Nest optou por sair do projeto.


Em Minas, as ararinhas ficarão sob os cuidados do jovem veterinário Marcus Romero Marques, que sonha com essa oportunidade desde 2000, quando ouviu falar da extinção da espécie. “Vamos dedicar nossas vidas a ajudar as ararinhas-azuis voltarem à natureza no Brasil”, promete ele, emocionado. Em março, enquanto fazia um estágio na ACTP, na Alemanha, ele ajudou uma ararinha-azul a nascer e o filhote foi batizado de Marcus, em sua homenagem. “Espero que ele seja um bom reprodutor”, brinca o “pai”.


Contato humano é 'privilégio' no Catar

Instalações do centro Al Wabra, onde ficam as ararinhas, não são projetadas para visitação nem são um zoológico de extravagâncias

Herton Escobar
31 Outubro 2015 | 15h 27


CATAR - “Hello babies”, é a primeira frase que as jovens ararinhas-azuis costumam ouvir todos os dias no Catar. É o que dizem todos os cuidadores ao entrar nos aviários, como forma de sinalizar para as aves que quem está chegando é uma pessoa amiga.


O diretor do centro Al Wabra, Cromwell Purchase, dá o sinal antes mesmo de abrir a porta que dá acesso à sala onde são mantidas as sete ararinhas nascidas neste ano na instituição. É uma oportunidade única de interagir com essas aves, pois a partir deste mês elas serão misturadas com um grupo de ararinhas mais velhas e o contato delas com seres humanos passará a ser extremamente limitado.


O centro era originalmente uma fazenda de passeio da família, gradativamente transformado num centro de excelência em conservação e reprodução de animais ameaçados de extinção, principalmente aves e mamíferos
Araras e periquitos são pássaros muito inteligentes e podem estabelecer relações afetivas profundas com pessoas. O que é ótimo para produzir aves de estimação, mas péssimo no caso das ararinhas-azuis, já que o objetivo é devolvê-las à natureza e torná-las selvagens de novo. Quanto mais elas evitarem os seres humanos e souberem se virar sozinhas, melhor.


As instalações do Al Wabra não são projetadas para visitação nem são um zoológico de extravagâncias do sheik. Engana-se quem imagina um oásis de jardins floridos e gaiolas de ouro. Os prédios são todos quadrados e sem graça, despidos de qualquer ostentação. Ainda que algumas espécies estejam lá de fato por um interesse particular do sheik, o objetivo que move a instituição é o da conservação.


Purchase está entusiasmado com o acordo de cooperação e a perspectiva de construir um criadouro na Caatinga. Mas sabe que não é fácil implementar ideias no Brasil. O Al Wabra já possui uma propriedade de 2 mil hectares em Curaçá, a Fazenda Concórdia, mas pouco conseguiu desenvolver ali.


O primeiro desafio será obter recursos para o novo centro. O Projeto Ararinha da Natureza não recebe dinheiro do governo federal - depende exclusivamente de um apoio financeiro da mineradora Vale (de R$ 3,6 milhões), que está próximo do fim e não há garantia de renovação do patrocínio.








Comentário

Será que o interesse em trazer para o Brasil tem a ver com a sobrevivência das ararinhas ou com o fato de que cada uma vale meio milhão de dólares?

Se não conseguimos evitar que fossem capturadas e vendidas antes porque  conseguiríamos agora?Muito estranho esse súbito interesse.

Anonimo

A economia brasileira pode estar no meio da mais severa crise em mais de um século. Já há consenso entre os analistas de que o Brasil enfrentará dois anos de recessão, o que não ocorria desde 1930.





Crise piora e mercado já fala em queda de 3% do PIB também em 2016

 

Projeções de bancos e consultorias apontam que o Brasil vai passar por dois anos consecutivos de contração da economia, e o recuo acumulado nos dois anos pode ser o maior já registrado no País pelo menos desde o início do século passado

 

A economia brasileira pode estar no meio da mais severa crise em mais de um século. Já há consenso entre os analistas de que o Brasil enfrentará dois anos de recessão, o que não ocorria desde 1930. O recuo deste ano é apontado pelos analistas como algo próximo de 3%. Os números para 2016 ainda variam bastante, mas, se estiverem corretas as projeções mais pessimistas que começam a aparecer, com queda até superior a 3%, o quadro será mais desalentador: o ciclo econômico do atual biênio vai ser o pior pelo menos desde 1901, início da série histórica disponível no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Bank of America Merrill Lynch já prevê para 2016 um recuo de 3,5% no PIB, número pior que a queda de 3,3% projetada para este ano. O Banco Fibra prevê para o ano que vem queda de 2,6%, enquanto o BNP Paribas já projeta um recuo de 2,5%. 


A revisão de parte dos bancos e consultorias para o cenário econômico ocorreu principalmente por causa da fraqueza dos indicadores divulgados ao longo deste segundo semestre. Nos últimos meses, a economia brasileira vem colhendo uma série de dados negativos em quase todos os setores, sobretudo na indústria, e tem enfrentando uma deterioração muito acentuada no mercado de trabalho.



“Para 2015, percebemos um aprofundamento da recessão no segundo semestre puxado pelo setor industrial. Os estoques continuam elevados, em especial os da cadeia automobilística”, diz Rodolfo Margato, economista do banco Santander. O banco revisou a sua projeção para o PIB deste ano de -2,8% para -3,2%. E a recessão esperada para 2016 passou de -1% para -2%.




Agência ambiental dos EUA denuncia que fraude da Volkswagen pode ser maior




  • 02/11/2015 23h10
  • Lisboa
Da Agência Lusa
A Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), agência ambiental norte-americana, denunciou hoje (2) que a Volkswagen instalou dispositivos de manipulação de emissões poluentes em automóveis com motores 3.0, incluindo o Touareg 2014, Porsche Cayenne 2015 e Audi A6 Quattro 2016, noticou a Bloomberg.

Segundo a entidade, este kit fraudulento foi também incorporado nos modelos automóveis A7 Quattro, A8, A8L e Q5, de 2016. A instalação deste dispositivo tecnológico permitiu que estes veículos passassem nos testes poluentes, embora as emissões fossem nove vezes superiores ao permitido por lei. O fabricante de automóvel alemão teria instalado o dispositivo fraudulento para enganar os testes em modelos entre 2014 e 2016.

A EPA disse que esta nova notícia de fraude, a segunda atribuída à Volkswagen este ano, envolve cerca de 10 mil veículos a diesel já vendidos nos Estados Unidos, bem como um número desconhecido de automóveis de 2016 (encomendas que serão entregues no próximo ano).

O kit fraudulento tem um temporizador que é ligado assim que detecta que o veículo está sendo testado na sua emissão de poluentes, o que faz com que o automóvel emita um valor muito abaixo do real, informou a agência ambiental. Em setembro, a EPA declarou que a Volkswagen (VW) tinha vendido 482 mil veículos a diesel nos Estados Unidos incorporados com o dispositivo fraudulento.

A Volkswagen deverá ser alvo de várias ações cíveis da EPA, bem como de acusações criminais do Departamento de Justiça norte-americano, além de eventuais multas em países onde os seus automóveis são vendidos.

Em 18 de setembro foram conhecidos publicamente os resultados de testes de emissões poluentes de veículos equipados com motores a diesel do grupo Volkswagen, relativos às marcas Volkswagen, Audi, Seat e Sköda, concluindo-se pela existência de veículos equipados com um dispositivo que permite a manipulação de informação relativa a emissões poluentes.

O grupo alemão admitiu a existência de 11 milhões de carros nestas circunstâncias.

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Aplicativo vai monitorar mensagens de ódio e racismo nas redes sociais.


  • 02/11/2015 14h36
  • Rio de Janeiro
Isabela Vieira e Tâmara Freire - Repórteres da EBC
Um aplicativo na internet vai monitorar postagens nas redes sociais que reproduzam mensagens de ódio, racismo, intolerância e que promovam a violência. Criado pelo Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o instrumento será lançado este mês e permitirá que usuários sejam identificados e denunciados.

De acordo com o professor responsável pelo projeto, Fábio Malini, os direitos humanos são vistos de maneira pejorativa na internet e discursos de ódio tem ganhado fôlego. “É preciso desmantelar esse processo”, defende. Por meio da disponibilização dos dados, ele acredita que é possível criar políticas públicas “que amparem e empoderem as vítimas”.


Encomendado pelo Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, o Monitor de Direitos Humanos, como foi batizado o aplicativo, buscará palavras-chaves em conversas que estimulem violência sexual contra mulheres, racismo e discriminação contra negros, índios, imigrantes, gays, lésbicas, travestis e transexuais. Os dados ficarão disponíveis online.

A blogueira e professora universitária Lola Aronovich relata ser vítima frequente de agressões e até ameaças de morte pela internet, por defender dos direitos das mulheres. Nos fóruns de discussão em que participa, várias mensagens de ódio são postadas.
Para a blogueira, o monitoramento dos ataques, a investigação e a punição dos autores são importantes para frear crimes, que chegam a extrapolar o mundo virtual. "Mensagens nas redes têm estimulado mortes e suicídios no mundo real", disse. “Não podemos mais fingir que não acontece”, acrescentou.


Quem não expõe ideias na rede, não está livre de violência. Para a jovem Maria das Dores Martins dos Reis bastou ser negra e postar uma foto no Facebook ao lado do namorado, que é branco, para ser alvo de discriminação. A foto recebeu dezenas de comentários racistas e foi compartilhada em grupos criados especialmente para agredi-la.


“É como se fosse uma diversão para ele. Só que para quem sofre não é legal. Isso dói e machuca”, revelou, que, mesmo após ter denunciado o caso, não viu agressores condenados.


No último sábado (31), a atriz Taís Araújo foi alvo de mensagens racistas nas redes sociais. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio de nota, informou hoje (2) que a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) vai instaurar inquérito para apurar o crime. A atriz será ouvida e os autores identificados serão intimados a depor. 


O racismo é crime no Brasil e, por lei, quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional pode ser condenado a reclusão de um a três anos e pagamento de multa.


Saiba onde denunciar crimes cibernéticos:
Site da Safernet: o site recolhe denúncias anônimas relacionadas a crimes de pornografia infantil, racismo, apologia e incitação a crimes contra a vida.


Canal do Cidadão do MPF: o Ministério Público Federal recebe denúncias de diferentes tipos. A pessoa pode optar por manter os seus dados sigilosos ou não. A Procuradoria-Geral da República recomenda aos cidadãos apresentarem o maior número de provas para que o processo possa ter mais agilidade.


Disque 100: o canal recebe denúncias de abuso ou violência sexual. O serviço é coordenado pelo Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. O Disque 100 funciona 24 horas por dia. As ligações são gratuitas e podem ser feitas de qualquer local do Brasil. A denúncia é anônima e as demandas são encaminhadas para as autoridades competentes.


O que devo fazer quando me deparar com um crime cibernético?

1) Guarde todas as provas e indícios possíveis
2) Tire fotos das denúncias, "print screen" e imprima o material
3) Registre as denúncias com o maior número de detalhes
4) Não compartilhe ou replique comentários ofensivos ou que incitem ao crime
5) Crie uma rede de proteção às crianças vítimas. Não permita que ela fique exposta aos comentários ofensivos nas redes sociais
Edição: Carolina Pimentel

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

OMS: Poluição do ar provoca morte de mais de 7 milhões de pessoas por ano

Publicado em outubro 30, 2015 por

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Documento propõe medidas para reduzir as emissões de gases poluentes. Cidades brasileiras, como Curitiba e Porto Alegre, tiveram suas políticas de planejamento urbano elogiadas.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou a necessidade de reduzir as emissões de poluentes como o carbono negro, o ozônio, o metano e o dióxido de carbono, que não só contribuem para as mudanças climáticas, como também provocam mais de 7 milhões de mortes associadas à poluição do ar por ano.


Em relatório publicado no último 22 de outubro, a agência da ONU citou as cidades brasileiras de Curitiba e Porto Alegre como exemplos bem-sucedidos de planejamento urbano orientado para a redução da poluição.


“Todo dia, esses poluentes ameaçam a saúde de homens, mulheres e crianças”, afirmou a diretora-geral assistente da OMS, Flavia Bustreo. O levantamento da Organização propõe medidas que podem aliviar a pressão dos gases sobre o clima e a saúde humana.


Entre as sugestões, quatro intervenções são consideradas fundamentais pela OMS: a implementação de exigências mais rígidas para reduzir as emissões de veículos à base de combustíveis fósseis; políticas que priorizam o trânsito rápido, através de investimentos em transporte público, e a construção de redes seguras para ciclistas e pedestres; o fornecimento de fontes de energia mais limpas para o aquecimento e a preparação de alimentos, no lugar da madeira e dejetos; e, por fim, o estímulo ao consumo de alimentos plantados entre as populações com salários mais altos, que podem evitar a comida de origem animal.


No relatório, a agência da ONU apresenta um estudo de caso sobre a história de Curitiba. Apesar de sua população ter crescido cinco vezes nos últimos 50 anos, o município conseguiu desenvolver um amplo sistema de transporte que é utilizado hoje por 72% dos moradores. Foram plantadas mais de 1,5 milhão de árvores e, atualmente, 50% do papel, metal, vidro e plástico descartados são reciclados.


Parte do sucesso é fruto de projetos voltados para as regiões mais pobres da cidade, como um programa que permite a moradores de favelas trocar lixo devidamente armazenado por passagens de ônibus ou vegetais. O aumento das áreas verdes em áreas vulneráveis a enchentes também foi elogiado pela OMS.


Outra cidade brasileira citada foi Porto Alegre, cujos indicadores ambientais estão bem acima de muitos municípios no Brasil e próximos aos das áreas urbanas de países desenvolvidos.



Conheça o relatório na íntegra clicando aqui.


Informações da ONU Brasil, in EcoDebate, 30/10/2015

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Impunidade encoraja ataques e ameaças contra jornalistas no Brasil



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O 2 de novembro foi eleito pela Unesco como o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas. 



Contudo, profissionais como Lúcio Flávio Pinto, que há 49 anos trabalha como repórter no Pará, têm pouco a celebrar. As reportagens de Lúcio denunciando corrupção, fraudes e esquemas de grilagem – uso de documentos falsos para a apropriação de terras públicas – na região amazônica já lhe renderam prêmios. E também dezenas de ações na Justiça, agressões físicas e ameaças de morte. Todas impunes.



“A ironia é que durante o regime militar fui processado só uma vez, e o caso foi arquivado. Desde 1992, num regime democrático, fui alvo de 33 processos com cinco condenações. O objetivo é me calar. Isso prova que vivemos numa democracia formal, mas não numa democracia real, já que os interesses de grandes grupos predominam sobre o interesse público”, diz o jornalista paraense, que há 28 anos edita quinzenalmente o “Jornal Pessoal” em Belém.



Ano eleitoral, 2014 foi violento para os jornalistas brasileiros. Perseguições, ameaças, assédio, intimidações e até assassinatos, sobretudo no Norte e no Nordeste, são rotina. Segundo a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em 2014, três jornalistas foram assassinados e mais de uma centena sofreu algum tipo de agressão. Ao todo, foram 129 episódios de violência — menos que os 181 de 2013, mas os números enganam: foram assassinados, ainda, três radialistas e um blogueiro, crimes que não constam do número geral da violência contra jornalistas, já que tais profissionais não pertencem oficialmente à categoria.


Em 2014, 40 assassinatos no continente americano
E a impunidade predomina. Nove entre cada dez assassinatos de jornalistas no mundo não são esclarecidos, indica o relatório “Tendências Mundiais do Desenvolvimento da Mídia e da Liberdade de Expressão: foco digital especial 2015”, divulgado nesta segunda-feira (2), pela Unesco.


Os números apontam que, entre 2014 e 2015, ao menos 40 jornalistas ou profissionais de comunicação foram assassinados somente nas Américas, segundo a Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.


Brasil e México são os únicos representantes da América Latina em uma lista de 14 países, elaborada pelo Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), na qual os responsáveis por assassinatos de profissionais de imprensa permanecem livres. Somália, Iraque e Síria figuram no topo do Índice Global de Impunidade 2015.



Segundo o CPJ, o México aparece em oitavo lugar do ranking, com 19 homicídios não esclarecidos. E o Brasil manteve a 11ª posição, com 11 casos não elucidados. “Apesar de uma crescente melhora no histórico de condenações, a violência letal contra jornalistas segue superando a velocidade da justiça no Brasil”, pontua o relatório.



Para o chefe da organização Repórteres Sem Fronteiras na América Latina, Emmanuel Colombié, a situação é preocupante. “No caso do Brasil, com sua enorme extensão territorial, a Justiça não faz seu trabalho, e o tema da corrupção é central.


Em áreas remotas, onde há tráfico de drogas e armas, as investigações de crimes contra jornalistas não acontecem porque acabam levando não só a todo tipo de delinquentes, mas também a políticos”, afirma.


“Floresta é questão econômica”, diz repórter
Muitos casos de violência sequer são informados. No Norte do país, denunciar crimes ambientais é tarefa das mais arriscadas. E foi uma série de artigos sobre a grilagem de 7 milhões de hectares – área equivalente ao território de Bélgica e Holanda juntas – em Tucuruí, na região do Vale do Xingu, que levou Lúcio Flávio Pinto ao banco dos réus pela última vez, há dois anos.



Ele foi acusado de calúnia e difamação pela empreiteira que tentava se apropriar da área. A empresa jamais contestou as informações publicadas. Ainda assim, condenado, o repórter teve de recorrer ao crowdfunding na internet para indenizar o dono da companhia em R$ 28 mil.


“Chamar a atenção com denúncias de crimes ecológicos é simples. A questão ambiental tem muito eco aqui e no exterior, mas os brasileiros acham que a Amazônia é só conflito com a natureza, índios e questões sociais. Não entendem que a Amazônia foi a última região a ser integrada ao Brasil e, quando foi, já era internacionalizada. Ainda é. A opinião pública não compreende o valor real da Amazônia, com todos os atores, empresas e jogos de interesse envolvidos. A floresta é uma questão econômica”, diz Pinto à DW Brasil.



Polarização política acirra ameaças nas redes sociais
Outra voz influente da região amazônica, o jornalista acreano Altino Machado conhece bem o peso das ameaças. Nos anos 1990, chegou a ter seu carro alvejado e se viu obrigado a deixar a capital do estado, Rio Branco, após denunciar fraudes envolvendo políticos no antigo vestibular. Hoje, de volta à terra natal, tem um blog pessoal para publicar reportagens e teme a proliferação do discurso de ódio na internet.



“A atual polarização política dificulta o trabalho. Com as redes sociais, qualquer coisa que se escreva fica mais intensa, recebe críticas, reclamações e ameaças. Piorou muito. Tudo é recebido em extremos pelo grupo vermelho e, por outro lado, pelo grupo azul”, afirma Machado, referindo-se à ação de midiativistas que apoiam tanto o Partido dos Trabalhadores (PT) quanto a oposição, representada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).



“É mais desafiador fazer jornalismo no interior do Brasil, pois a linha tênue que separa os donos de jornais do poder se mistura. Quanto mais longe dos grandes centros econômicos, mais a mídia é influenciada por coronéis e empresários que são também donos de veículos [de comunicação], prefeitos, deputados. Jornalistas da mídia tradicional se autocensuram por não poder tocar em assuntos que incomodam as elites, e os profissionais independentes, de blogs, se arriscam mais. É muito perigoso”, completa.



Chegar aos números reais desse tipo de crime é desafio não só no Brasil, mas no mundo inteiro. De acordo com a Unesco, apenas 24 dos 57 Estados-membros (42%) enviaram informações sobre casos de agressões a jornalistas em 2014 — um número baixo, mas quase o dobro dos 22% do ano anterior. (Deutsche Welle)



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Demissões, que prejudicam INSS e FGTS, causam desânimo social

Pedro do Coutto



A onda de demissões no país, de acordo com os dados do IBGE, vem se agravando, e a taxa de desemprego – revela o repórter Bruno Vilas Boas, Folha de São Paulo de sexta-feira – alcançou 8,7% da mão de obra ativa brasileira, correspondendo, em números absolutos, a quase 9 milhões de pessoas. É a pior coisa que pode acontecer, produzindo reflexos sociais gravíssimos, por isso mesmo surpreende que tal política seja colocada em prática na esfera do próprio governo que nela vê uma redução de gastos.


Vejam os leitores algumas consequências indiretas das demissões: menor arrecadação para o INSS; aumento do volume de saques no FGTS; diminuição nos níveis de consumo, acarretando menor receita tributária, desânimo na sociedade de modo geral pelo temor que todos naturalmente têm de serem os próximos atingidos; elevação dos índices de inadimplência. A lista de efeitos negativos não termina ainda neste panorama.



Gostaria da opinião dos companheiros Flávio José Bortolotto e Wagner Pires. A meu ver, se está havendo desemprego é porque, paralelamente, o mercado não está empregando os jovens que atingem a idade de trabalhar e não encontram um lugar ao sol. Claro. O desemprego representa um sintoma clássico do que podemos chamar de não- emprego. Mas a população não deixa de crescer por isso. Descontada a taxa de mortalidade (0,7%), o número de habitantes cresce à velocidade de 1% a cada doze meses.


São, assim, mais 2 milhões de pessoas por ano, e como a mão de obra ativa é composta pela metade da população, constata-se que a demanda por ingressar no marcado de trabalho, anualmente, reúne 1 milhão de homens e mulheres. Portanto, para que não haja desequilíbrio, a oferta de oportunidades deve situar-se nessa mesma escala. Não está acontecendo isso.


Surge a oferta, resulta inevitavelmente a queda dos padrões salariais. Fenômeno muito grave, sobretudo neste ano de 2015, quando se projeta um recuo de 3% no Produto Interno Bruto, PIB encolhendo 3 pontos, população crescendo 1 ponto, a renda per capita diminuindo quatro degraus no edifício social do país. Como reverter o desastre? Este o desafio colocado para o governo Dilma Rousseff.


PMDB BUSCA UM CAMINHO
O PMDB, através do vice-presidente Michel Temer (reportagem de Valdo Cruz e Gustavo Uribe, FSP também do dia 30), anuncia a procura de um caminho no sentido de decifrar o enigma e o impasse, em primeiro lugar anunciando que disputará a sucessão de Dilma Rousseff com candidato próprio, em segundo lugar com uma urgente mudança no plano administrativo e no rumo econômico.


A palavra urgente, neste contexto, possui um peso próprio especial, já que as eleições de 2018 não se encontram tão próximas assim. Deixa no ar uma nuvem de que a hipótese de mudança pode se encontrar na primeira esquina do processo político. Sem dúvida.


“O desajuste fiscal – diz o documento do PMDB – chegou a um ponto crítico. Sua solução será muito dura para o conjunto da população, terá que conter reformas estruturais.” Quais são essas reformas estruturais? Outra pergunta complexa. Só recorrendo ao belo poema de Vinicius de Morais: a pluma, que voa tão leve, mas tem a vida breve, precisa de vento sem parar. Pergunto eu: em qual direção?

Os detentos confinados nos presídios brasileiros criaram “códigos penais”, com punições que incluem canibalismo, esquartejamento e estupro coletivo.


Sistema penitenciário, outra vergonha nacional, ontem, hoje e sempre


O martírio dos detentos parece que nunca terá fim



Jorge Béja
A manchete de hoje, 2 de novembro de 2015, de O Globo: “Detentos impõem ‘código penal’ próprio em presídios”. O subtítulo: “Punições incluem estupro coletivo, canibalismo e esquartejamento”. E ainda na capa do jornal: “Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA cobrou providências do governo brasileiro. Os detentos confinados nos presídios brasileiros criaram “códigos penais”, com punições que incluem canibalismo, esquartejamento e estupro coletivo, informa Alessandra Duarte.


O levantamento, feito com base em dados do Ministério Público, do Conselho Nacional de Justiça e da ONG Justiça Global, cita casos como o ocorrido em 2013 no Complexo de Pedrinhas (MA), onde um preso, após ter sido torturado e morto, teve pedaços do seu fígado assado e comido. Seu crime: ofender outro detento ligado a uma facção criminosa. A Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA cobrou do Brasil garantia à integridade dos presos”. Essa é a chamada de capa do jornal. A reportagem completa está na página 3.



MINHA LUTA
Por 18 anos seguidos (1972 a 1990), sozinho e desafiando a ditadura,defendi a causa dos presidiários. Naquele período, como advogado, dei entrada na Justiça com 33 ações contra o Estado, exigindo indenização para os familiares dos detentos mortos nos presídios do Rio. Delas, apenas três não obtiveram êxito. Todas as 30 outras foram julgadas procedentes em todas as instâncias por onde tramitaram. Foram causas que também advoguei graciosamente. Recusei honorários, mesmo depois das indenizações pagas.



Muitos dos “casos” me foram enviados pelo saudoso e combatente Jornalista Tim Lopes que ligava para meu escritório e dizia: “Béja, vai aí a família do preso fulano de tal, que foi assassinado no presídio da Frei Caneca”. Presídio da Frei Caneca era um do complexo penitenciário do Rio. Mas o Tim me mandou famílias de presos mortos em outros presídios, todos do Rio.



E muitas outras famílias, sem a intermediação de Tim, me procuravam porque, naquela época, pelo ineditismo, as ações indenizatórias contra o Estado por mortes nos presídios eram novidade. Por isso ganhavam as primeiras páginas dos jornais e meu nome e minha foto apareciam, o que me fez bastante conhecido. E a projeção ultrapassou fronteiras quando o NY Times me entrevistou e recebi do americano Ralph Nader telegrama de felicitações, apoio e incentivo para continuar a luta.



DEVER DE RESSOCIALIZAR
Era um ideal que perseguia. Era o ideal da ressocialização do preso. Levei à consideração do Judiciário que desde o instante do encarceramento, até o dia da libertação, o Estado tem o dever, impostergável, de garantir a segurança, física e moral, dos detentos.



De dar a eles ocupação, trabalho remunerado e devolvê-los recuperados ao seio social. Reclamava que o Estado desconhecia que, mesmo condenado, o detento continua ser humano. Que seus erros não lhe tiram a proteção da sociedade. Pelo contrário, dela exigem todas as atenções, cuidados e empenho no cumprimento do dever, legal e social, da sua recuperação.



Nas petições, escrevia sempre que o Estado não pode lamentar as despesas que tem com o sistema penitenciário, nem classificar de luxo os gastos com os encarcerados. Que o Estado não investiria em vão se recuperasse, como deveria recuperar, aqueles que um dia concorreram para romper o equilíbrio social. Que era o múnus que a coletividade impunha ao Estado. Que era de sua própria natureza e de sua função orgânica. Que o condenado, enquanto preso e no cumprimento da pena, sabe que está sob a proteção e guarda do Estado. E continua com todos os direitos de ser humano.



NADA MUDOU
Mas tudo isso era teoria e utopia. Minha ingenuidade me levava a crer que o Estado chegaria à conclusão que seria proveitoso gastar com a ressocialização do que gastar com as indenizações. Que bobagem! Era uma ficção que jamais se tornaria realidade, porque na prática, já naquela época, a situação era tão grave quanto a de agora.


“O que ocorre diariamente nas prisões, em matéria de violência e arbitrariedade, é inimaginável. As condições de vida lá dentro são péssimas. O sistema está falido. A comida é péssima, nada nutritiva. A assistência médica, péssima também.


Cansei de ouvir depoimentos de presos que garantiram que só eram atendidos quando estavam na porta da morte. Apesar disso tudo, a sociedade prefere fechar os olhos e esperar que ele seja ‘ressocializado’ por um toque de mágica, que ele saia um professor ou motorista de táxi. Mas como? É assim que pretendemos recuperá-los? O que eles aprenderam na prisão”. Foi com essas palavras que a socióloga Iolanda Catão estigmatizou o quadro do sistema carcerário nacional 3 ou 4 décadas atrás.


BATALHA PERDIDA
Hoje, reconheço que perdi meu tempo. Que preguei no deserto. De nada adiantou tanto empenho nosso, querido Tim Lopes! Da eternidade, onde você se encontra, veja o que está acontecendo 30, 40 anos depois! Tudo está muito pior, Tim. O próprio ministro da Justiça da atualidade declarou que preferia morrer a cumprir pena nas penitenciárias brasileiras, deste Brasil do qual é o ministro! E ministro da Justiça!.


 Essa praga que é o sistema carcerário nacional não vai ficar menos pior nunca. A cada dia se agrava ainda mais.


Se a nós, inocentes, que não cometemos crime algum e nem somos condenados, não nos é dado o direito de viver com relativa segurança, em casa, nas ruas, no trabalho e em todos os lugares, como poderemos esperar que o poder público dê aos culpados-detentos o tratamento digno que a própria Constituição a eles garante e que a nós, vitimados, é negado?: “É assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral” ( CF, artigo 5º, inciso XLIX ).



É uma comparação que dói fazer, porque, indistintamente, todos somos pessoas humanas, criaturas de Deus, e que deveríamos ser o alvo prioritário e nº 1 de todos os governos, de todos os países, de todos os povos… Do planeta inteiro.

Lobista do PMDB diz ter mandado US$ 1 milhão para Cunha


Ricardo Brandt, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

Estadão


O empresário João Augusto Rezende Henriques, apontado como lobista do PMDB na área Internacional da Petrobrás, declarou ao juiz federal Sérgio Moro nesta sexta-feira, 30, que transferiu ‘um milhão e pouco de dólares’ para uma conta no exterior do deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), presidente da Câmara.


Henriques foi interrogado como réu na ação penal em que também é acusado o ex-diretor de área Internacional da Petrobrás Jorge Zelada. Ao todo, o PMDB teria recebido, segundo a denúncia US$ 10 milhões em propinas, referente ao contrato de construção do navio-sonda Titanium Explores da Petrobrás com a empresa americana Vantage Drilling, em 2009.


O lobista afirmou que fez a remessa do valor para uma conta que pensava pertencer a um filho do ex-deputado Fernando Diniz (PMDB/MG) – o parlamentar, que já morreu, era amigo de Henriques e o ajudou em um grande negócio de interesse da Petrobrás em Benin, na África.


DIÁLOGO COM O JUIZ
“O que é essa história dessa transferência para o sr. Eduardo Cunha?”, perguntou o juiz Moro.
“Foi o que eu falei, eu queria pagar o filho do Fernando Diniz, que já tinha morrido, e a conta que ele tinha me dado eu soube depois que era do Eduardo Cunha”, respondeu João Henriques.
“E quanto que foi essa transferência?”, continuou o juiz da Lava Jato.
“Foi um milhão e pouco.”
“De dólares?”
“É”
“Quando foi, aproximadamente?”
“Em 2012, 2013, por aí. Não tenho mais ou menos a data.”


O juiz Moro quis saber do lobista do PMDB se ele fez transferências de dinheiro para outros agentes políticos. “Não, fiz para pessoas que trabalharam comigo.”

“Algum empregado da Petrobrás?”, perguntou Sérgio Moro.

“Não, nenhum empregado da Petrobrás.”


PROPINA DO PMDB
A Procuradoria da República afirma na denúncia contra Zelada e Henriques que o lobista repassou para o PMDB parte da propina relativa à contratação do navio sonda Titanium Explorer.


“Nunca fiz para o partido, não tinha razão de fazer pro partido”, disse ele, que também afirmou que não repassou valores para Zelada e nem para Eduardo Musa, ex-gerente da estatal petrolífera.


O deputado Eduardo Cunha negou recebimento de propinas no esquema Petrobrás. O PMDB reafirma que nunca autorizou ninguém a arrecadar recursos ilícitos para a legenda.


Nesta denúncia, a força-tarefa apurou que Hsin Chi Su, executivo da empresa chinesa TMT, e Hamylton Padilha, lobista que atuava na Petrobrás, repassaram aproximadamente US$ 31 milhões a título de propina para Zelada (diretor Internacional da Petrobrás entre 2008 e 2012), para Eduardo Musa e para o PMDB, responsável pela indicação e manutenção destes em seus respectivos cargos.

Senado aprova 'lei antiterrorismo', mira protestos legítimos e favorece a 'ditadura da corrupção'

  


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04 passos pra uma Venezuela: desemprego em massa, desabastecimento, caos, repressão dura e implacável, disfarçada de 'defesa da democracia'>>>


Enquanto os brasileiros descansam no feriadão, os politicopatas põe em prática os planos para a repressão.

O senado aprovou a tal 'lei antiterrorismo', na última semana.


[...] De acordo com o texto, o crime de terrorismo é classificado como aquele que atenta contra a pessoa, "mediante violência ou grave ameaça, motivado por extremismo político  

(ENTÃO OS ATOS DE LULA, PRESIDENTE DA CUT, DO MST E DEMAIS VERMELHOPATAS, INCITANDO A VIOLÊNCIA E O CAOS, JOGANDO O POVO CONTRA O POVO SÃO ATOS DE TERRORISMO PELA 'LEI'?),


intolerância religiosa ou preconceito racial, étnico, de gênero ou xenófobo, com objetivo de provocar pânico generalizado (AQUI ABRE BRECHA PARA ENQUADRAR QUEM OPINA OU INCENTIVA PROTESTOS CONTRA OS LADRÕES DA REPÚBLICA, POR EXEMPLO)".


Além disso, quem atentar contra a estabilidade da democracia (AQUI ABRE BRECHA PARA MANDAR PARA CADEIA TODO E QUALQUER CIDADÃO QUE OS VERMELHOAPAS E ALIADOS ACHAREM QUE É 'INICITADOR E GOLPISTA'), para subverter o funcionamento das instituições brasileiras, também será condenado de acordo com a nova lei. [...] (Com informações de O Dia)



LEI ANTITERRORISMO CRIADA PELO CRIME ORGANIZADO QUE ESTÁ NO PODER?
Na prática, para além dos 'textões' que enrolam e nada explicam claramente, a dita cuja lei quer enquadrar todo mundo que protestar, incentivar ou ameaçar protestar com mais rigor, com mais força, sem medo, incluindo fechamento de rodovias, ocupações de praças, avenidas, ruas, etc etc.


NA PRÁTICA, É A DITADURA DA CORRUPÇÃO AGINDO RAPIDAMENTE DIANTE DO CENÁRIO DE CAOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS, COMO FOI NA VENEZUELA. 



Na prática é isso mesmo, ou alguém é tão infantil e tolo ao ponto de acreditar que uma ferramenta dessas, feita por congressistas cuja maioria é bandida e responde processos que se arrastam há anos na justiça, aprovada por um governo que não tem sequer 5% de aprovação, ilegítimo e ditatorial, será usada a favor do bem do povo?



Imaginem a Força Nacional Bolivariana Brasileira descendo o pau em todo mundo que resolver bloquear uma simples rodovia, ou ocupar uma praça em DF, o desgoverno, os políticos e seus advogados processando todo e qualquer cidadão que incentiva e organiza protestos, sob a alegação de 'incentivar a desordem e agitar as massas 'contra um governo, na cabeça deles, legítimo?


A coisa vai ferver.


(Thomaz Domz para os blogs da mídia livre)

Durante feriado, Dilma aumenta 'cabidão de cargos de confiança' com mais 'apadrinhados' de partidos

02/11/2015   


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E onde foram parar o corte de milhares de comimssionados prometido? Ah, a reforma era mais uma entre tantas mentiras. Está explicado. 

REVEJA: Em ano de escândalos bilionários, milhões de trabalhadores terão Natal sem emprego e sem dinheiro

REVEJA:  Dilma mantém 3 mil cargos na presidência, com salários de até R$ 32 mil reais

AINDA:  Cerca de 1.853 militares servem o Palácio do Planalto, mais de mil estão no 'cabidão de Dilma'

Enquanto  o povo curte e descansa no feriadão prolongado, o desgoverno bolivariano da 'ex-presidente', como já é chamada, Dilma Rousseff (PT), está a abrir as portas do inferno no Palácio do Planalto e preparando nomeações de um bitrem de gente sem experiência, sem qualificação, a maioria com segundo grau completo e olhe lá, todos apdrinhados pelo PMDB que abre concessões a partidos aliados, (tipo PRB, PR, PCdoB, PTB, PP, PSD além do próprio PMDB), cujos mesmos compõem a base aliada do circo da blindagem Anti-impeachment.

Pior, muitos dos cargos são estratégicos, que vão desde Denit a Superintendência da Zona Franca de Manaus. De outro lado, os velhos que estavam nos cargos, ao serem substituídos por gente pior do que eles, que já não faziam nada além de ganhar 'salarião', estão doidos de raiva e começam a pressionar a presidenta sapiens.

Resumindo: para que serve um governo gigantesco e que custa os olhos da cara para o povo que vive na penúria sem evoluir de fato? Para lotear cargos e manter presidentes do executivo e do legislativo no 'bem bom', mesmo que sejam denunciados até no inferno, nem que para isso se destrua a república.

(Quem quiser saber mais sobre essa festa de cargos, Clique Aqui)