sábado, 6 de setembro de 2014

Conheça a nova Presidente do Brasil: Flavinha furacão!

Depois de ser primeira-dama e garota do tempo na TV, Flávia Peres surge 

como

 opção para assumir o posto do marido na disputa pelo Buriti.

A mulher de Arruda: raios e 
trovoadas ao lado do ex-governador
Faltava um mês para as eleições
 de 2010 e o ex-governador 
Joaquim Roriz ainda tentava 
limpar a barra de sua candidatura 
ficha-suja. Na iminência de ser 
enquadrado pela lei, ele 
apresentou uma solução 
caseira para se manter na 
disputa. Pôs a mulher 
em seu lugar. Reconhecida 
pelos deliciosos pães de queijo 
que faz, mas sem nunca 
ter ocupado nenhum cargo 
público na vida, dona Weslian 
tornou-se sensação no Brasil 
todo. Virou chacota nas redes 
sociais ao dizer, em um ato falho,
 que iria “defender toda aquela 
corrupção”. Mesmo assim, obteve 
um terço dos votos. 

Quatro anos depois, uma
 nova substituição excêntrica 
desenha-se no horizonte das eleições candangas. Em meio ao calvário judicial
que pode terminar em crucificação política, José Roberto Arruda (PR) 
cogita indicar a mulher, Flávia Peres, para substituí-lo nas urnas...

Hoje com 34 anos, a potencial candidata foi a mais jovem primeira-dama
 do DF. Pouco tempo depois de Arruda se eleger governador, em 2006, os
 dois assumiram o relacionamento. Foi Flávia quem Arruda levou a uma
 viagem oficial que fez a Paris, Madri e Dusseldorf, na Alemanha, em junho
 de 2007. Na ocasião, Arruda e o seu secretário de Obras, Alberto Fraga
, foram conhecer o sistema de trens urbanos da Europa. Desinibida e 
fluente em inglês, Flávia participava das conversas com os europeus e
 as traduzia ao pé do ouvido de Arruda. Já em solo brasileiro, 
uma das primeiras aparições ao lado do recém-eleito governador 
ocorreu durante um jogo de futebol no Maracanã. De cabelos compridos
 e dourados, pele bronzeada e curvas acentuadas, ela não passava
 sem ser notada. Aos poucos, Flávia começou a alternar o estilo informal
 e voluptuoso com looks mais refinados. Tornou-se consumidora voraz
 da etiqueta Magrella e uma colecionadora de joias assinadas por 
Carla Amorim. Certa vez, chamou atenção ao enfiar seus pés — 
calçados em sapatilhas Dior — em um lamaçal de Brazlândia, ao lado do
 marido.

Embora ela estivesse no papel de esposa desde o início do mandato de
 Arruda, o casal só oficializou a união em fevereiro de 2009. Oito
 meses depois, ela conheceu o lado B das juras de amor. Viu o marido
 ser preso e adoecer na prisão. Acusado de tentar atrapalhar o trabalho
 de investigação da Operação Caixa de Pandora, o ex-governador
 ficou dois meses encarcerado. Além dos advogados, só Flávia visitou o
 marido naquele período. Era ela quem levava as marmitas para ele
 na cela. 


Dona de uma personalidade forte, Flavinha Furacão, como
 era conhecida na juventude, respondeu com calmaria à tempestade
 que varreu o marido do Palácio do Buriti. 

Nem nos momentos mais dramáticos
ela se abateu publicamente. Houve quem apostasse no fim do 
romance, com a crise. Mas Flávia se mudou com o político e a 
filha pequena, Maria Luisa, para um apartamento no Itaim Bibi, 
bairro nobre de São Paulo. 

Na capital paulista, entrou para a TV Bandeirantes. 
Virou a ga-rota do tempo da emissora. Enquanto Arruda cuidava 
da caçula, a ex-primeira-dama apresentava as previsões de raios 
e trovoadas no jornal de Boris Casoy. Nessa rotina, o casal viveu
 três anos, período em que o vendaval político deixado pela 
Pandora em Brasília se arrefeceu.

Pouco antes do início da atual campanha, os dois voltaram para 
Brasília. Ela engravidou de sua segunda filha, Maria Clara, que 
nasceu em 18 de julho. Onze dias depois, já acompanhava o 
marido no primeiro debate das eleições locais. Com opiniões 
muitas vezes imperativas, Flávia é uma das poucas vozes que 
Arruda leva em conta antes de agir. Em episódio recente, no 
qual ele mais uma vez caiu no manjado golpe da gravação 
clandestina, a mulher foi a primeira a repreendê-lo. Ao ser 
cobrado por correligionários, ele pediu trégua. “Flávia 
já me esculhambou”, disse, esperando misericórdia dos aliados.

Formada em educação física, Flávia cursou oito semestres de 
direito. Costuma dizer que a situação do marido a instigou
 a querer compreender o universo jurídico. Embora o tio-avô 
Alberto Peres e o avô Paulo Peres tenham sido fundadores 
do UniCeub, ela estudou na Católica, em Taguatinga. 
Lá viveu até 2001. Hoje tem uma casa no Park Way, 
que divide com Arruda. Ela entrou na vida dele antes 
de os dois terem um relacionamento amoroso. 
As famílias se conheciam de longa data. Engenheiro 
civil e ex-funcionário das administrações de Taguatinga e 
Sobradinho, o pai de Flávia é primo de Regina Célia Peres, 
a ex-diretora do Prodasen que confessou ter violado o 
painel do Senado a pedido de Arruda e de Antônio 
Carlos Magalhães. A crise com interseções familiares 
não a intimidou. Mesmo após o escândalo, ela passou a 
frequentar o comitê de campanha de Arruda. Começou 
como colaboradora e, alguns anos mais tarde, virou 
primeira-dama. Agora, dadas as circunstâncias, é 
Flávia quem pode ter Arruda na retaguarda. 

O recurso especial do ex-governador está pautado no Superior
 Tribunal de Justiça (STJ) para ser votado na terça (9). 
Se o candidato for derrotado, Flávia passa a ser uma alternativa
 para outubro. “Não tenho pretensões políticas”, é o que 
diz a moça das previsões climáticas. Mas isso, ao que tudo indica, 
pode mudar a qualquer tempo. 
Fonte: Por LILIAN TAHAN, revista Veja Brasília - 06/09/2014 - - 10:58:16

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