segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Sim, Jesus realmente falou sobre homossexualidade


Bryan Fischer
Os ativistas homossexuais adoram argumentar que Jesus nunca falou uma só palavra contra a homossexualidade.
Eles estão errados.
Para os iniciantes, Jesus condenou o pecado da “imoralidade sexual,” que é a tradução da palavra grega “porneia.” (A palavra que usamos “pornografia” é derivada dessa palavra.) O Léxico Grego-Inglês Louw-Nida nos diz que o significado desse termo não está restrito ao que curiosamente chamamos de “fornicação,” mas em vez disso se refere ao “pecado sexual de uma espécie geral, que inclui muitas condutas diferentes.”
Por exemplo, em Marcos 7:21 (King James Atualizada), Jesus diz: “Pois é de dentro do coração dos homens que procedem os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os furtos, os homicídios, os adultérios,” etc.
A palavra traduzida “imoralidades sexuais” (porneiai) aqui está no plural no grego, ilustrando o que o léxico nos diz, que porneia é uma palavra genérica para sexo fora dos limites do casamento natural, qualquer que seja a forma que tome.
Paulo, por exemplo, usa porneia para condenar um relacionamento incestuoso em 1 Coríntios 5:1.
Em seu sentido inicial e original, porneia se referia especificamente à prostituição, tanto de homens quanto de mulheres. Portanto, desde o começo, até mesmo antes de se expandir em alcance, era um termo que incluía sexo ilícito quer do tipo heterossexual ou homossexual.
Demóstenes, por exemplo, usou porneia para se referir à homossexualidade séculos antes de Cristo.
Outras produções literárias do judaísmo (por exemplo, o Testamento de Benjamin, o Testamento de Levi, o Testamento de Naftali e os Jubileus) durante o período entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento (de 400 a.C. até a época de Cristo) também usam porneia para se referir ao pecado da sodomia.
Judas usa a forma verbal de porneia muito explicitamente para se referir à homossexualidade quando ele conecta essa palavra à conduta de Sodoma e Gomorra. “De modo semelhante a estes, Sodoma e Gomorra e as cidades em redor se entregaram à imoralidade e a relações sexuais antinaturais…” (Judas 1:7 NVI)
Então porneia, embora possa ser usada num sentido mais restrito para se referir à fornicação, quando usada num sentido geral se refere a todos os tipos de relação sexual ilícita, todos os tipos de relação sexual fora do relacionamento matrimonial entre um homem e uma mulher. A homossexualidade está incluída.
Portanto, quando Jesus condenou a “imoralidade sexual,” e “porneia” é a palavra usada no texto bíblico, ele estava condenando todas as formas de sexo fora do casamento, inclusive sexo da espécie homossexual.
Além disso, e isso tem a mesma importância, o próprio Jesus também falou diretamente contra a homossexualidade por meio de seus apóstolos.
Paulo foi o mais direto, inequívoco e explicito em condenar a conduta homossexual, em lugares tais como Romanos 1:26-27 (“paixões vergonhosas, relações sexuais contrárias à natureza, atos indecentes”), 1 Coríntios 6:9 (um pecado que deixa o homossexual de fora do Reino de Deus, assim como deixa de fora o trapaceiro nos negócios) e 1 Timóteo 1:10 (conduta que é o assunto devido da lei, exatamente como assassinato e comércio de escravos).
Mas, alguns argumentarão, essas são as palavras de Paulo, não de Cristo. Contudo, tal argumentação trata como resolvido algo que não está. De onde Paulo obteve seu ensino? De onde ele obteve sua mensagem? Quem lhe ensinou as coisas que ele preservou ao escrever em suas epístolas?
Ele nos diz bem diretamente em Gálatas 1:11-12. “Caros irmãos, quero que saibais que o Evangelho por mim ensinado não é de origem humana. Porquanto, não o recebi de pessoa alguma nem me foi doutrinado; ao contrário, eu o recebi diretamente de Jesus Cristo por revelação.” (King James Atualizada)
Paulo deixa claro que ele não conseguiria ter aprendido seu evangelho com os primeiros apóstolos como Pedro já que ele só viu Pedro uma vez durante duas semanas, três anos após sua conversão, e então não viu nenhum dos outros apóstolos por outros 14 anos.
Não, o evangelho de Paulo — sua mensagem sobre Cristo, Deus e a vida espiritual — é uma mensagem que ele recebeu diretamente do próprio Jesus.
Um apóstolo de Jesus Cristo era muito literalmente “enviado” por Jesus Cristo. Ele era alguém selecionado, autorizado, comissionado e enviado com uma missão pelo próprio Cristo. Por isso, quando Paulo fala como um apóstolo, Cristo está falando por meio dele. Ele está falando não só com a autoridade de Cristo, mas também com as próprias palavras de Cristo.
Paulo como apóstolo estava servindo quase precisamente no papel de um embaixador. Um embaixador não representa a si mesmo; ele representa aquele que o enviou. E quando aquele que o enviou lhe dá uma mensagem para entregar, ele entrega essa mensagem fielmente nos mínimos detalhes.
Um embaixador não é um profissional independente que pensa e fala por si mesmo. Ele está aí para falar fielmente no lugar daquele que o nomeou, para representar seus interesses e para entregar sua mensagem.
Resumindo: Jesus rejeitou a homossexualidade em palavras que vieram de seus próprios lábios e com palavras que ele falou por meio de Paulo, o homem que ele escolheu como seu embaixador. Podemos não gostar do que Paulo disse acerca da homossexualidade, mas vamos largar mão do absurdo de dizer que ele não estava falando por Cristo quando ele disse o que disse.
Traduzido por Julio Severo do artigo original do Barbwire: Yes, Jesus Did Talk about Homosexuality
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