terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Não sei como a gilete foi parar dentro do meu sapato!

Pastor é preso tentando entrar com lâmina no sapato em Pedrinhas, no Maranhão.

Um pastor da Assembleia de Deus foi preso com uma lâmina no sapato ao ser revistado dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, nesta terça-feira (14).
Segundo informações da polícia, José Erasmo Sousa Nery, conhecido como "pastor Erasmo", foi flagrado com a lâmina na meia dentro do sapato quando tentava entrar para evangelizar os presos de Pedrinhas.
Pastor Erasmo está detido no 12º DP (Distrito Policial), localizado no Distrito Industrial de São Luís.
Em depoimento prestado na tarde desta terça-feira (14), o pastor Erasmo disse que era inocente. "Eu não sei explicar como essa lâmina foi parar dentro do meu sapato. Fiquei surpreso quando tiraram meu sapato e a 'gilete' caiu", defendeu-se.
 
Blog do Valdemar Tibá 

A bandidagem faz o que lhes dá na telha, e se eles decidirem que não teremos Copa, não teremos Copa.

Na Varanda

E se eles decidirem que não teremos Copa?

14:35:08

Desde a prisão dos "mensaleiros do PT", muito se fala no descontrole e do caos no sistema carcerário brasileiro. O Maranhão, feudo da família Sarney, é a bola da vez, vive dias de horrores, por ordem de facções criminosas que comandam os presídios.

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, também têm sistemas carcerários complexos e dominados pelo crime organizado. Já aqui, o Distrito Federal vive em seu sistema carcerário, momento de ebulição, porque a massa carcerária está revoltada com os supostos privilégios que estão sendo concedidos aos mensaleiros, especialmente os do PT.
 
A dúvida de muitos não é SE a panela de pressão chamada Sistema Carcerário vai explodir. 
 
A dúvida é QUANDO?
 
Os bandidos, de diversas facções, controlam os presídios de quase todas as unidades federadas e são organizados o suficiente, para deflagrar ataques durante a Copa do Mundo. ...
 
Alguém dúvida? 
 
Além da organização das principais facções criminosas, temos a desorganização e a falta de estrutura dos órgãos repressores do Estado. A ineficiência é aferível por um simples dado: o passado recente, demonstra que quando tiveram vontade, de dentro dos presídios, os bandidos comandaram ataques ao Estado e aos cidadãos. Basta lembrar do que já aconteceu no Paraná, São Paulo e do recente episódio no Maranhão.
 
A sociedade vive assustada. Somos reféns do crime. 
 
A bandidagem faz o que lhes dá na telha, e se eles decidirem que não teremos Copa, não teremos Copa. O problema precisa ser enfrentado com urgência, sem politicagem e com inteligência. 
 
Será que conseguiremos? 
 
Quem pode afiançar que, ao lado das esperadas manifestações populares, não teremos investidas dos bandidos para "melar" a copa do mundo?

Na Varanda-Blog do Sombra 14.01.2014 

A MÁ CONSERVAÇÃO DOS MONUMENTOS E PONTES DE BRASÍLIA

Blog da Leiliane- 14 de janeiro de 2014

   Brasília, desenhos de Niemeyer e estruturas de Joaquim Cardoso... Para qualquer engenheiro ou arquiteto, morar em Brasília é um privilégio!
 
    As características principais das estruturas de concreto dos Monumentos de Brasília são: Arrojo arquitetônico; a rapidez de projeto e execução; grande escala do emprego de concreto aparente; pioneirismo das estruturas pré-moldadas de grande porte de concreto protendido (UNB, Plataforma Rodoviária e etc); grandes painéis com revestimentos de mármore e a qualidade admirável de projeto e execução dos monumentos mais antigos! (Sim, porque a execução dos mais recentes são uma desgraça! serviço porco, que já apresenta deteriorização).
 
    Apesar de ser uma cidade nova, muitos monumentos de Brasília e a maior parte dos seus viadutos apresentam problemas pela falta de conservação. Segundo estudo do IAB/DF, dos 23 viadutos do eixo rodoviário, apenas dois tiveram manutenção (um deles o buraco do tatu). Umidade, poluição, alta temperatura ( de março a agosto, a temperatura do concreto chega a 60 graus centígrados ) causaram deteriorização de algumas estruturas de concreto armado, ou protendido; corrosão do aço de armaduras; fluência (deformação lenta) e retração do concreto e a deteriorização precoce de monumentos recentes , que como disse foram mal executados.
 
     A ausência de lei que defina a responsabilidade pública pela conservação do conjunto arquitetônico e os recursos escassos para a manutenção preventiva e intervenções rotineiras contribuem para esse quadro de má conservação dos Monumentos Modernos em Brasília, bem como, a conservação precária dos registros técnicos: plantas de estruturas,certificação de controle de materiais, diários de obra e intervenções efetuadas e etc.         
      
Segundo o Engenheiro Antonio Carlos Teattini, faz-se necessário colocar em prática uma estratégia para a recuperação e manutenção dos Monumentos de Brasília. Uma estratégia concebida e implantada em etapas, envolvendo órgãos como: Novacap, IPHAN, DEPHA-DF, FAU e etc. Com o apoio financeiro das Entidades e Conselhos de Classe.
       
Premissas:
 
- Criação de Lei específica para cuidar do Patrimônio
- Formação adequada de Profissionais
- Definição de Níveis de responsabilidade pública
- Fontes de recursos específicos para custeio e gestão
- Elaboração de cadastro das edificações, com levantamento dos registros técnicos
- Estabelecimento de prioridades de intervenção
- Espaço para guarda
- Levantamento das condições de conservação.
 
       Qual o motivo dessa minha postagem tecnicista e chata? O que quero deixar bem claro pra vocês é que temos uma cidade que é Patrimônio Cultural da Humanidade que não está sendo cuidada como deveria! 
 
     Existem fissuras na belíssima escadaria do Itamaraty provavelmente pelo uso de material de limpeza inadequado, por exemplo, que se tivessem cuidado com a manutenção não haveria tal problema! E o que falar da corrosão de armaduras generalizadas no ICC Norte do Minhocão da UNB?

     Alguns Monumentos estão sendo recuperados mas, de forma duvidosa, como podemos perceber pelo que houve no Palácio do Planalto recentemente, que hoje está recebendo a reforma da reforma! E o know how vai todo para empresas de fora que executam as obras de reforma e restauração...
 
       A Catedral de Notre Dame em Paris chegou até essa geração, mas, será que a Catedral de Brasília resistirá duzentos anos? Brasília é Patrimônio do Mundo é nosso dever garantir que as próximas gerações conheça a nossa história e nossa arquitetura modernista, que é um marco.

Chega de picaretagem!Chega de destruição ambiental!!!!Somos CONTRA a favelização de Brasilia!

Por um toque de mágica, o atual governo do DF conseguiu, na surdina e na maladragem, colocar no texto da LUOS _ Lei de Uso e Ocupação do Solo, de autoria do Executivo, que está em tramitação na CLDF, o fim do Parque Urbano e Vivencial do Gama. Logo no ano de 2014, onde a ÁREA PÚBLICA de 592.000 metros quadrados completa 30 anos de parque que não é parque
Pelo projeto, no mesmo local será construída as quadras 3 e 4 do Setor Norte, com moradias para o MORAR BEM, com sobradinhos e casas germinadas. Enganaram o povo até onde dava, chegando a fazer um lindo projeto em 2012. 
 Os atuais ocupantes do Buriti esquecem que uma cidade ou bairro como o Gama, precisa de um lugar de preservação ambiental, lazer, recreação e práticas desportivas. Não pode haver apenas construções, concretos ou asfalto por todo o lado. 
Os moradores do Gama são obrigados a sair daqui para levar suas famílias para o centro de Brasília ou para outros bairros que tem parques. Além de ser um grande absurdo dos políticos locais e visitantes, é um crime contra a luta de mais de 30 anos dos moradores do Gama. 

O GDF fez um concurso nacional para escolher o melhor projeto para o Parque Urbano e Vivencial do Gama, área pública de 590.000 metros quadrados, com fauna e flora típicas do Cerrado, contendo ainda brejos e murundus, nascentes, olhos d'água e minas. Logo em seguida, desrespeita o projeto fazendo vistas grossas a invasões e construindo estacionamento.

Agora, com LUOS, o Executivo pretende acabar com o PUVG, fazendo ali assentamento habitacional com o Morar Bem. 
Não importa o governo. Não importa os políticos e seus partidos. Temos a obrigação e a disposição de lutar até o fim! Chega de picaretagem!! A Diretoria.

GDF continua privilegiando o irregular em detrimento do Legitimo! Premia a criminalidade!


 
Regularização das ocupações irregulares das áreas verdes prejudicará o Park Way!
REUNIÃO PROMOVIDA pelo IBRAM/TERRACAP/SEDHAB
COMPAREÇAM! DIGAM NÃO À INICIATIVA!!!
Dia 16 de janeiro às 14 horas, na  Paróquia Imaculado Coração de Maria. ENDEREÇO: MSPW Quadra 05, Conjunto 13, Lote 01 Área Especial, Park Way – Brasília/DF.





Está em fase terminal de estudos na TERRACAP, a criação do Setor Arniqueira que corresponde às areas intersticiais das Quadras 01 a 05 do Park Way, mais os Setores de Chacaras do Park Way e Setor de Chacaras de Aguas Claras.
Segundo informação recebida de técnico que acompanhou o estudo, o projeto ambiental foi totalmente remodelado após ser apresentado à comunidade de moradores do Park Way. Grande parte das construções irregulares, mesmo em áreas de preservação permanente dentro do Park Way serão regularizadas.

O que foi apresentado para a comunidade está disponível em:


Além disso,

  1. Várias indicações de áreas para preservação foram retiradas do projeto atual. As nascentes mapeadas no estudo apresentado à comunidade não constam mais na versão atual.
  2. Todo o projeto foi alterado para o novo código florestal, sendo que, pela data de aprovação, não deveria ser remodelado. 
  3. Várias construções irregulares (praticamente todas) do Setor de Mansões Park Way serão beneficiadas.
  4. Algumas com risco de graves acidentes, como desmoronamentos, enchentes etc. 
Os moradores que se sentirem lesados deverão reagir enquanto ainda dá tempo de impedir a iniciativa.

Maiores informações poderão ser conseguidas junto à Taís da Terracap.

Atenciosamente,

Flavia Ribeiro da Luz
Presidente da Associação Park Way Residencial
BLOG: associacaoparkwayresidencial.blogspot.com

Protestos contra a COPA marcados para 25 de janeiro.

05/01/2014 - 03h00

"Não vai ter Copa"

DE SÃO PAULO

"NÃO VAI TER COPA" é o mote de protestos marcados para o dia 25 de janeiro, em todas as capitais, ou pelo menos nas "capitais da Copa". Seria um ensaio da reestreia dos protestos, iniciativa de alguns daqueles grupos que desencadearam as manifestações de 2013. 

Como tais grupos são desarticulados e dispersos, é difícil saber o que articulam. Muito menos é possível saber se vai haver repeteco da articulação esdrúxula, acidental e mesmo indesejada entre pequenos grupos de esquerda e massas indignadas mas apolíticas, o grosso de quem foi às ruas.

A Copa é, óbvio, um prato cheio de desperdício, politicagem autoritária, incompetência e outros acintes. A depender do gosto do freguês manifestante, não vai ser difícil contrastar essa despesa perdulária e arbitrária com algum motivo de revolta com a selvageria social e a inércia política brasileiras. 

Vai colar? O 25 de janeiro pode ser um fiasco, ao menos em termos midiáticos, pois os ponta de lança da onda inicial de junho, os estudantes, ainda estarão de férias. Mas não convém especular com hipóteses fáceis. 

Junho de 2013 não apenas começou como se desenvolveu e terminou de modo imprevisto, com ondas de choque se espraiando em direções diversas, um miniBig Bang político-social.

Houve os notórios, midiáticos e então subitamente submersos Black Blocs, mas muito mais. Houve revoltas contra a violência polícial em bairros paulistanos de "classe média baixa", um dia bastiões de voto conservador. Houve séries de protestos de associações de gente deserdada da periferia, a bloquear estradas e avenidas nos fundões da cidade. Não há como saber se mesmo um 25 de janeiro fraco vai reanimar brasas dormidas ou revelar novas organizações.

Pode haver fastio: muita gente pode ter se desencantado com a inconsequência prática dos protestos; de resto, revolução permanente não é o estado habitual de gente alguma, exceto em cataclismos históricos raros, seculares. A tentativa de repeteco de 2013 pode, assim, não colar. 

Pode haver oportunismos: as manifestações fizeram estrago sério no prestígio de governos. O tumulto nas ruas pode ser obviamente um instrumento para avariar, ao menos, o prestígio de quem quer que esteja no poder, mas de petistas em especial. Repetir 2013 pode ser arma eleitoral. 

O leitor, que é perspicaz, pode refutar tudo isso com um "especulativo, protesto", como se diz em filme de tribunal americano. Mas há de concordar que são demasiadamente ricas para não serem exploradas as oportunidades políticas e politiqueiras de um ano de Copa com eleição e eventual tumulto de rua transmitido pelo mundo inteiro. 

Enfim, o caldo socioeconômico pode estar mais azedo e contribuir para os protestos; ou os protestos podem azedar o caldo. 

A tendência básica do ano é de tudo crescendo mais devagar ou na mesma: renda, emprego, consumo, inflação. Há riscos de tumultos no câmbio, de o Congresso aprovar coisas como renegociação de dívidas de Estados e municípios ou de o Supremo dar uma tunda nos bancos no caso dos reajustes das poupanças dos planos econômicos velhos. Tudo isso intoxicaria o ambiente econômico e, assim, ânimos políticos, ao menos entre as elites.

A importancia das Redes Sociais para as eleições de 2014.

PT, PSB e PSDB usam redes sociais para campanha

Prevendo que a internet terá papel central na campanha deste ano, os três principais nomes da corrida presidencial já se mobilizam para a disputa dos votos dos usuários das redes sociais.O embate entre petistas e o governador pernambucano e provável candidato ao Planalto, Eduardo Campos (PSB), na semana passada, quando um texto publicado na página oficial do PT no Facebook chamou o adversário de "tolo", "playboy" e "mimado", jogou luz sobre o potencial de estrago desse tipo de ferramenta.

A reação foi forte no PSB, que ameaça agora fazer oposição sistemática à presidente Dilma Rousseff no Congresso. O PSDB aproveitou a oportunidade para se solidarizar com Campos e criticar o adversário histórico. Houve polêmica mesmo dentro do PT.

"Nunca houve tantos brasileiros na internet. Hoje, quase 50% da população brasileira é internauta. A estimativa é que esse número chegará a 70% até o fim do ano", afirma Raquel Recuero, pesquisadora de mídias digitais da Universidade Católica de Pelotas (RS) - ela coordena atualmente um estudo sobre o impacto das redes sociais na campanha eleitoral deste ano.

‘Coisa falsa’

Os petistas justificam o investimento na campanha virtual afirmando que já foram vítimas de campanhas difamatórias na internet, como em 2010, quando Dilma foi alvo de uma série de e-mails apócrifos que a acusavam, entre outras coisas, de ser "terrorista", pelo fato de ter participado da guerrilha durante o regime militar.

Agora, quatro anos depois, quando as chamadas "correntes" de internet deram lugar a posts no Facebook e micromensagens no Twitter, o partido volta sua atenção às redes com a contratação de uma agência especializada no tema, a Pepper Interativa, para mapear tudo que é falado sobre a presidente. A ideia é identificar no nascedouro rumores e boatos.

A Pepper possui ferramentas que permitem rastrear perfis falsos, temas recorrentes ligados aos candidatos adversários e golpes baixos.

Além da agência, o partido conta com uma equipe de quatro pessoas que produz conteúdo para os canais oficiais: a página do partido na internet, a conta no Twitter e os perfis da presidente Dilma no Facebook.

O PT também espera ter durante a campanha as análises do sociólogo Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC, consultor e especialista em redes sociais. Pesquisas apresentadas por ele à direção do partido mostram que as redes sociais são o principal ambiente de discussão política na internet: 70% dos internautas brasileiros estão conectados no Facebook e 15% no Twitter.
"Tem muita coisa falsa feita de propósito para confundir as pessoas e parecer que foi o PT", diz Alberto Cantalice, vice-presidente e responsável pela ação do PT nas redes sociais - foi ele quem autorizou a publicação do texto com ataques a Campos na página do partido no Facebook.
Dilma, que havia abandonado as redes sociais após as eleições de 2010, voltou a usá-las em setembro de 2013. Desde então, faz comentários diversos no Twitter e anuncia medidas do governo.

Uso da máquina

Se os petistas acusam os adversários de terem promovido uma "guerra suja" em 2010, os tucanos respondem acusando a presidente de usar a máquina para ampliar a capilaridade das redes sociais.

"Eles têm uma rede de guerrilha na internet que nos ataca o tempo todo. Foi montada pelo ex-ministro Franklin Martins e foi por ela que a presidente Dilma Rousseff fez chegar a todos os servidores públicos a sua mensagem de Natal", afirma o deputado Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro e um dos principais aliados do senador Aécio Neves, provável candidato ao Planalto.

O ex-ministro da Comunicação Institucional de Lula nega as acusações. "Isso não é verdade. É uma bobagem imaginar que o governo tem que estar por trás para que a sociedade faça qualquer coisa."

Durante a campanha, a agência Pepper, dos petistas, será subordinada ao marqueteiro João Santana. Embora seja muito citado por petistas como provável coordenador da estratégia de comunicação, Franklin Martins diz que ainda não recebeu nenhuma proposta oficial para trabalhar na campanha.

Profissionalização

Depois de assumir a presidência nacional do PSDB no ano passado, Aécio profissionalizou a estrutura de comunicação do partido nas redes sociais. Para unificar e capilarizar o discurso da legenda e dar viabilidade ao seu projeto presidencial, ele passou a promover em Brasília encontros da sua equipe com os assessores de imprensa dos 27 diretórios estaduais tucanos, além dos profissionais responsáveis pela comunicação das bancadas do PSDB no Congresso.

Para a campanha, o nome mais cotado para cuidar das redes sociais é um velho conhecido dos petistas mineiros: o programador Pedro Guadalupe. Em 2012, ele trabalhou na equipe de João Santana que fez a campanha de Patrus Ananias para a prefeitura de Belo Horizonte. No ano seguinte, mudou de lado. Estava contratado pelo PP, partido do vice-governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, quando começou a se aproximar da equipe de Aécio.

Para impressionar o provável candidato, produziu no Youtube um vídeo polêmico, onde fez um clipe com uma paródia da música "Faroeste Caboclo" com críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O material fez tanto sucesso nas redes sociais que o filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, ingressou com um pedido na Justiça para que o vídeo fosse retirado. "Eu quis mostrar serviço, literalmente", diz Guadalupe. Pouco tempo depois, passou, segundo ele, a prestar assessoria informal à equipe do senador.

Uma vez fechado o contrato, Guadalupe terá de se mudar para São Paulo, onde o PSDB montará sua base de internet, a ser comandada por Xico Graziano, diretor do Instituto Fernando Henrique Cardoso e ex-chefe de gabinete do ex-presidente.

Já pensando na campanha, Guadalupe conta que montou um "casting" com atores sósias de Lula e Dilma. "O uso desses atores vai depender muito da situação", diz.

Resposta automática

Campos não tem o hábito de navegar nas redes sociais. Mesmo assim, são raros os comentários em posts feitos em sua página no Facebook que ficam sem resposta. No sábado, por exemplo, ele foi acusado por uma internauta chamada Ana Maria de censurar seus comentários "por medo do PT". Menos de 20 minutos depois, veio a resposta: "Não temos medo de partido nenhum (...) Quem tem medo, Ana Maria, é quem não quer que as coisas mudem, porque vão mudar".

A atual de equipe de Campos para a função é formada por dois diretores de arte, dois redatores e três analistas de mídias sociais. Um dos coordenadores da candidatura de Campos, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) afirma que haverá dois tipos de eleitor no ano que vem: o das grandes cidades, que terá bandeiras específicas, como a denúncia dos gastos excessivos com os estádios para a Copa, a promessa não cumprida de vias para melhorar o trânsito e a mobilidade urbana, e o dos municípios pequenos, onde não haverá jogos da Copa do Mundo.

Conhecimento

Delgado lembrou que a Rede Sustentabilidade levou para o PSB um forte conhecimento do uso das redes sociais. Ele acha que esse fator será fundamental para definir se Aécio ou Campos vai enfrentar Dilma no 2.º turno da eleição, porque um deles terá de conquistar o eleitor pela internet, visto que terão muito menos tempo de propaganda na TV do que a presidente da República em sua campanha pela reeleição. O coordenador das redes sociais do PSB será Cássio Martinho, hoje porta-voz da Rede, juntamente com a ex-ministra Marina Silva.

Coordenador na internet da campanha de Dilma em 2010, Marcelo Branco diz que em 2014 a rede social será muito importante para qualquer candidato. "No espaço da rede social o eleitor se torna o dono de sua própria opinião. É ele que diz o que quer. É ele que organiza protestos como os de junho, quando milhões de pessoas que nunca se viram se transformaram num corpo só que se movimentou rumo a um objetivo. É preciso lembrar que na internet o que existe é interação e é essa interação que vai prevalecer." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agencia Estado


Por Marina, Campos retiraria apoio ao PSDB em SP


Em reunião nesta segunda-feira, 13, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, transmitiu a integrantes da Rede Sustentabilidade a condição para aceitar o veto imposto pela ex-ministra Marina Silva ao apoio do PSB à reeleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Campos garantiu que a sigla abandona o projeto de aliança com o tucano paulista se Marina aceitar antecipar o anúncio de que será sua vice na disputa pela Presidência da República.
O grupo da ex-ministra sinalizou positivamente, mas a pressão da Rede - partido idealizado por Marina, mas que não obteve registro na Justiça Eleitoral a tempo de concorrer na eleição deste ano - é para que, além de São Paulo, sejam lançados também candidatos a governador em outros Estados de grande densidade eleitoral. Representantes do PSB e da Rede se reuniram na capital federal, mas Marina não foi ao encontro.

A decisão de Campos de aceitar retirar o apoio a Alckmin se deve a uma reavaliação de sua estratégia. O pernambucano acredita que ter a ex-ministra na sua chapa compensa o desmanche de alianças que estavam em curso. "A presença da Marina na chapa fortalece muito a minha candidatura tanto em São Paulo quanto nos palanques das cidades maiores e mais politizadas", comentou o governador, de acordo com narrativa de um companheiro de partido.

No encontro, a direção da Rede sinalizou concordar com um "pacote" para diminuir a tensão entre os dois grupos. Com a perspectiva de lançamento de uma candidatura própria ao governo de São Paulo, admite o anúncio antecipado de que Marina será vice na chapa com Campos.

A expectativa é que esse anúncio ocorra até meados do próximo mês. "Esse é um assunto que está sendo tratado desde 5 de outubro, quando houve a união formal com o PSB", disse ao Estado Bazileu Margarido, coordenador executivo da Rede. "A expectativa do partido é a da candidatura de Marina a vice", afirmou.

Nas várias conversas que teve com o presidente do diretório paulista do PSB, deputado Márcio França, o governador de Pernambuco ouviu a defesa da aliança com Alckmin. Nas negociações havia até a possibilidade de França ser o candidato a vice na chapa que concorrerá à reeleição.

Campos, no entanto, sabe que o palanque principal de Alckmin será reservado ao provável candidato tucano à Presidência, senador Aécio Neves (MG), que precisa conquistar uma grande votação em São Paulo. Como Aécio acredita que obterá, em Minas Gerais, uma frente superior a 3 milhões de votos sobre Dilma Rousseff, uma vitória com razoável número de votos em São Paulo anularia a vantagem que a presidente tende a ter nas regiões Norte e no Nordeste. Neste cenário, a avaliação é que em São Paulo Campos seria sempre um candidato de segundo escalão no palanque de Alckmin e a garantia de Marina na vice contaria muito mais do que a presença de França na vice do governador tucano.

Outros Estados

Bazileu Margarido, um dos mais próximos aliados de Marina, disse ainda que a pressão da Rede será para que sejam lançados candidatos a governador em todos os Estados de grande densidade eleitoral: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Pará e Ceará. "Acreditamos que é preciso criar palanques para o candidato", afirmou Bazileu.

Pela manhã, em Olinda, Campos disse que Marina não decidirá sozinha os nomes dos candidatos da aliança a governador de São Paulo e do Rio de Janeiro. Ele rebateu os rumores de crise entre seu partido e a Rede Sustentabilidade, por causa das divergências entre as legendas em alguns Estados.

"Marina vai decidir junto conosco todos os Estados que a gente vai discutir", afirmou. "Em alguns, a gente vai conseguir aquilo que deseja, em outros lugares vamos ter um quadro que já está dado, que vem de uma dinâmica própria." Segundo o governador não há imposições na relação entre a Rede e o PSB. "Ninguém aqui está para impor à Rede, e nem a Rede tem nenhum espírito de nos impor absolutamente nada", disse.

"É só espuma (os rumores de crise), não tem objetividade (...) Não há uma palavra de Marina que seja diferente da palavra que eu tenho colocado. Agora, há um desejo de que essas coisas não deem certo. E desejo é assim. Tem muita gente que deseja muita coisa e não consegue. Não vão conseguir esse, por exemplo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agencia Estado

Deputado quer suspender norma que permite união civil de homossexuais

Deputado quer suspender norma que permite união civil de homossexuais

A medida está prevista no Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 871/13, de autoria do deputado Arolde de Oliveira (PSD-RJ).
Proposta em tramitação na Câmara dos Deputados susta resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para impedir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

A medida está prevista no Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 871/13, de autoria do deputado Arolde de Oliveira (PSD-RJ).

De acordo com o texto, já aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias no ano passado, ficam sustados os efeitos da Resolução 175/13 do CNJ, que “dispõe sobre a habilitação, celebração de casamento civil, ou de conversão de união estável em casamento, entre pessoas de mesmo sexo".

Para Oliveira, independentemente da análise de mérito, a resolução extrapola as competências do CNJ e usurpa a competência do Congresso Nacional ao ir além do poder de regulamentar, não apenas esclarecendo uma determinada lei, mas normatizando como se lei fosse.

“A resolução, como um mero ato administrativo de conduta dos agentes públicos, atinge a esfera legiferante e abre um precedente temerário, porque os legítimos representantes do povo têm reduzida sua atuação por conta de um órgão administrativo e auxiliar do Poder Judiciário”, sustenta.

Tramitação

O projeto de Arolde de Oliveira ainda será analisado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, e somente se aprovado, segue para exame do Plenário.
Fonte: Agência Câmara

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Os "atrasos" da TERRACAP.


Noroeste sem rumo-


Leonardo Mundim-Jornal de Brasilia
Em junho/2011 o jornalista Jim Yardley, especialista em Ásia, escreveu um artigo para o The New York Times concluindo que “o crescimento na Índia ocorre apesar do governo, e não por causa dele.”.
O texto mencionava o esforço da sociedade indiana para evoluir, a disposição de seus cidadãos para investir e acreditar, e o enfrentamento diário da falta de empenho governamental na solução de problemas que obstaculizavam o desenvolvimento. 
É esse o cenário que, lamentavelmente, parece vigorar atualmente no Setor Noroeste de Brasília. Propalado e festejado outrora como um bairro organizado e ambientalmente equilibrado, a realidade atual é bem diferente. No memorial de loteamento da 1a etapa do Setor Noroeste, registrado em cartório em 16/09/2008 (nos R.12/56465 e R.1/105263 a 105544, do 2o Ofício de Registro de Imóveis do DF), a Terracap apresentou um “cronograma de obras” e assumiu o compromisso por escrito de promover a urbanização a tempo, dando como garantia disso o próprio Orçamento Anual da empresa pública. 
Segundo o cronograma – repita-se: feito pela própria Terracap –, toda a drenagem pluvial da 1a etapa deveria estar pronta até fevereiro/2010; o abastecimento de água potável até março/2010; o esgotamento sanitário até setembro/2010; e o sistema de distribuição de energia elétrica, bem como a pavimentação integral das vias internas, até maio/2011. 
Mas um simples passeio pelo bairro evidencia a ausência de boa parte da iluminação pública, estradas de chão batido, falta de placas de trânsito e de endereço, e até moradores pagando caminhões-pipa para conseguirem água, dentre outros problemas. 
O parque ecológico também está atrasado, além de vários itens descumpridos que constam da Licença de Instalação do bairro, expedida pelo IBAMA. Vale lembrar que a Lei nº 6.766/1979, que rege os loteamentos, diz que a infraestrutura deve ser executada rigorosamente no prazo do cronograma registrado em cartório, e que o tempo para conclusão total não pode ultrapassar quatro anos – no caso da 1a etapa do Setor Noroeste, já transcorreram cinco anos e meio, e existe apenas uma perspectiva meramente documental de que seja finalizada até dezembro/2014. O custo médio do metro quadrado na região, que em 2011 chegou a R$10.500,00, hoje está em torno de R$8.500,00 – o que tem provocado um recorde de distratos imobiliários, com prejuízo para os dois lados: o consumidor, que pode perder, segundo o Superior Tribunal de Justiça, até 25% do valor das prestações pagas; e a incorporadora, que é obrigada a devolver o saldo remanescente de uma só vez, afetando o planejamento financeiro empresarial. 
Não se pode taxar o Setor Noroeste de fiasco: esta seria uma avaliação precipitada e pessimista. Mas a Terracap, que acaba de vender os terrenos da 2a etapa, precisa retomar imediatamente a priorização de recursos para a infraestrutura local, evitando prejuízo para milhares de consumidores que têm investido suas economias, embalados pelo sonho de um bairro que continua, até agora, uma promessa descumprida.

Leonardo Mundim- Presidente da Comissão de Direito Imobliario da OAB/DF 


Inchaço desordenado do DF.Parabens SEDHAB, parabens AGEFIS, parabens GDF!

Preocupação aumenta, e interdições também

Quantidade de edificações interditadas cresceu 202% em 2013. População denuncia mais
Carla Rodrigues
carla.rodrigues@jornaldebrasilia.com.br


Desabamentos, desmoronamentos e explosões, ainda que ocorram em cidades distantes do Distrito Federal, causam receio entre a população local.

O resultado é o aumento da procura pela Secretaria de Defesa Civil. De 2012 para 2013, o índice de ocorrências registradas na pasta  aumentou aproximadamente 42%, saltando de 784 para 1111. 

 Com o aumento da demanda, a quantidade de interdições cresceu 202,7%,  passando de 37, em 2012, para 112 no ano passado.

“Preocupada com as recorrentes cenas de desabamentos, incêndios e outros desastres na região, a população está denunciando mais”, afirma o subsecretário de Operações da secretaria, coronel Sérgio Bezerra .

 Para ele, a Defesa Civil funciona da mesma forma que a Segurança. “Assim como acontece com a violência, que choca e faz as pessoas tentarem se proteger daquilo, desabamentos e incêndios também causam um estado de alerta. As pessoas estão mais atentas, porque se aconteceu no Rio Grande do Sul ou em São Paulo, por exemplo, pode acontecer aqui também”, analisa Bezerra. Além do número de interdições, as notificações também tiveram aumento de 15,6%, saindo de 421 para 487.

 Apesar do salto nos números, que evidenciam mais consciência e preocupação entre os brasilienses, o subsecretário é cauteloso e destaca: “Ainda não há motivo para se comemorar”. Para Bezerra, o ideal é pensar em soluções para “uma cidade que está envelhecendo”. E, aponta, “isso se faz com manutenção e fiscalização”.

 “O que a gente percebe nos últimos anos é que a necessidade de prevenção está crescendo. Existem construções com mais de 50 anos que nunca passaram por uma revisão, por manutenção, e isso é muito irresponsável”, observa o subsecretário.

Manutenção mais que necessária
 
E manutenção parece ser mesmo a palavra de ordem necessária na capital. Assim como Bezerra, o especialista em urbanismo Dickran Berberian acredita que construções antigas, que não passam por processos contínuos de revisão,   se tornam ameaças para a sociedade. “Em relação à manutenção dos prédios e outras construções,   há um claro desleixo. É como se você tivesse uma saúde muito boa até os cem anos, sem fazer checape   nem nada. Uma hora a coisa vai desandar e você poderia ter evitado”, constata o estudioso.
 
SEM PLANEJAMENTO
 
 Além das edificações antigas, basta uma rápida passagem pelas cidades do DF para constatar o   crescimento desordenado. Pelo menos 15 delas possuem áreas de risco, de acordo com mapeamento da Defesa Civil. Um exemplo é a Chácara Santa Luzia,  próxima ao Lixão da Estrutural, que concentra cerca de 300 famílias. Lá, não há rede de esgoto nem de energia elétrica. Tudo funciona à base de gambiarras. A equipe do Jornal de Brasília   flagrou um morador do local fazendo uma ligação clandestina de luz. Sem nenhum preparo ou proteção, o homem fazia o procedimento tranquilamente. 
 
Alerta nem sempre basta

De acordo com moradores da Chácara Santa Luzia, a água oferecida a eles vem de uma rede clandestina e só é possível   consegui-la por meio de uma mangueira na entrada da comunidade. “E a gente nem sabe de onde vem essa água. Para evitar doenças, nós fervemos. Mas é muito difícil viver assim. Luz é só com gato. A CEB não faz a instalação e a gente já pediu. A gente paga se for preciso. Todo mundo aqui é trabalhador”, diz o catador de lixo Fernando Sousa, 26 anos. Ele e a família vivem em um barraco de compensado, entre a lama e a grama alta. 
 
 “O governo já veio aqui algumas vezes nos avisar dos riscos, mas a gente tem que ter para onde ir. Imagina sair daqui e ir para debaixo da ponte. Ninguém quer isso”, exclama o jovem. Pai de três filhos e com uma menina a caminho, ele mostra vontade de sair dali. “Queria fazer minha inscrição para ganhar uma casa também. Mas tem que pagar R$ 2 mil para conseguir. Eu não tenho esse dinheiro”, conta. Sua mulher, Tamires Sousa, 22 anos, porém, parece conformada com a realidade. “Não tenho medo de viver aqui. Não penso nas coisas ruins que podem acontecer. É a casa que eu tenho”, afirma. 
 
 Em Ceilândia, o cenário do Setor Pôr do Sol não é muito diferente. Moradores se arriscam vivendo à beira de erosões. Muitos foram notificados pela Defesa Civil. “Veio um pessoal   avisar que é perigoso. Eles tiraram umas oito casas daqui de perto. Derrubaram todas. Mas  esse pessoal foi para outras casinhas do governo. Eu só saio daqui com essa garantia também”, confessa a dona de casa Eliane Pereira, 44 anos. Sua chácara fica a   200 metros  de um córrego. 
 
Memória
 
Em dezembro de 2013, a Defesa Civil   interditou o Bloco C da 409 Norte, onde houve uma explosão  em um restaurante.
 
No dia 17 do mesmo mês, um hipermercado de Águas Claras foi interditado após desabamento de uma laje no estacionamento.
 
Ainda em dezembro, no dia 26, um prédio no Gama  foi interditado após uma viga de sustentação ter rachado, com   risco de desabamento. 
 
Em agosto passado, a Defesa Civil também interditou, por tempo indeterminado, o Shopping Top Mall (foto), atingido por um incêndio. Partes da estrutura   estão comprometidas.
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Casa Civil está na mira do MPF


Casa Civil está na mira do Ministério Público Federal Procuradores investigam se órgão auxiliar da Presidência manipulou o processo sobre a conduta de Rosemary Noronha, que usou o cargo em favor de um esquema de corrupção

Estado de Minas- Amanda Almeida
Publicação: 13/01/2014 06:00 Atualização: 13/01/2014 07:45

Ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary recebia vantagens para facilitar pleitos da quadrilha (Jorge Araújo/Folhapress)
Ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary recebia vantagens para facilitar pleitos da quadrilha

Brasília – O Ministério Público Federal (MPF) investiga a Casa Civil por suposta manipulação do processo que apurou o envolvimento de Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, indicada ao cargo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em esquema de corrupção e tráfico de influência. A Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) também quer saber se a Secretaria-Geral da Presidência, comandada pelo ministro Gilberto Carvalho, fiel escudeiro de Lula, foi omissa em relação ao caso para blindar a petista.

Braço direito de Lula durante os seus dois governos (2003-2010), Rose caiu em desgraça após a Polícia Federal apontar a participação dela em suposto esquema de venda de pareces técnicos do governo a empresas privadas. Ela teria se aproveitado da relação íntima com o ex-presidente para indicar dois integrantes do grupo investigado, os irmãos Paulo e Rubens Vieira, a cargos de chefia em agências reguladoras. Conforme o inquérito da Operação Porto Seguro e denúncia do Ministério Público, que a acusam de falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha, a ex-chefe de gabinete recebia vantagens para facilitar pleitos da quadrilha.

O inquérito sobre as investigações do governo federal a respeito de Rose foi aberto em 18 de dezembro e tem prazo de um ano, prorrogável por mais outro, para ser concluído. A PR-DF dá início à apuração com denúncia – cuja autoria é mantida em sigilo pelo órgão – de que a Secretaria de Controle Interno da Presidência da República (Ciset), embora tenha a função de apurar administrativamente os ilícitos cometidos por funcionários da Presidência, não teria se movido em relação ao caso Rosemary.
A Ciset é vinculada à Secretaria-Geral da Presidência. As acusações que chegaram à Procuradoria sugerem ainda que a apuração da Casa Civil não teria sido “revisada” pela Ciset. Durante as apurações, teria havido um desgaste entre os dois órgãos do governo. Funcionários da Ciset teriam aberto uma investigação “paralela” à da Casa Civil, que não gostou da interferência. O desentendimento teria sido a causa da demissão do então secretário de Controle Interno, Jerri Coelho, e do então coordenador-geral de Correição do órgão, Torbi Abich Rech, em setembro passado.

Os dois, que não foram localizados pela reportagem, teriam insistido que não era atribuição da Casa Civil investigar o caso Rosemary. O papel seria da Ciset, que tem função de órgão seccional de correição, com área de atuação relacionada aos departamentos integrantes da Presidência da República.

A Casa Civil instaurou sindicância para apurar a conduta de Rose em novembro do ano passado. O relatório listou irregularidades administrativas cometidas pela ex-funcionária e pediu à Controladoria-Geral da União (CGU) a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A CGU concluiu pela demissão de Rose e ainda a proibiu de ocupar novos cargos no governo federal.

“As conclusões da CGU levaram em conta, segundo parecer jurídico da controladoria, que a ‘culpabilidade, considerada como índice de reprovação social da conduta, é elevada, tendo em vista que a sociedade brasileira tolera cada vez menos a atuação improba de servidores públicos’”, registra a decisão do órgão.
Em meio às investigações sobre o caso, o Ministério Público e a Casa Civil entraram em conflito. A pasta diretamente ligada ao Palácio do Planalto negou à Procuraria da República em São Paulo acesso às informações sobre o processo de sindicância feito pelo órgão. Para o MP, as informações auxiliariam nas apurações do caso e a recusa foi um obstáculo ao pleno conhecimento dos ilícitos praticados pela ex-funcionária.

A Casa Civil alegou que “o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República não tem competência para prestar a informação requisitada”. Em nota, a pasta disse que o MPF “descumpriu a própria Lei Complementar do Ministério Público, que estabelece que requerimentos de informações desta natureza sejam previamente submetidos ao procurador-geral da República, procedimento que não foi obedecido neste caso”.

Secretaria nega omissão

A Secretaria-Geral da Presidência negou que tenha se omitido nas investigações sobre a conduta da ex-funcionária da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha. Segundo a assessoria de comunicação da pasta, depois de a atribuição sobre as apurações ter sido delegada à Casa Civil, o órgão instaurou “procedimento de acompanhamento”.

“Conforme acontece em todos os casos envolvendo servidores dos órgãos da Presidênci; (a Secretaria-Geral da Presidência) instaurou procedimento de acompanhamento”, alegou a assessoria. A pasta negou ainda que tenha havido uma “investigação paralela”. Disse que houve, na verdade, o “acompanhamento regular” do processo.
“A sindicância (da Casa Civil) encontrou elementos fáticos que ensejaram a instalação de Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), que foi realizado no âmbito da CGU e resultou na destituição da servidora Rosemary Noronha, pena máxima em processos dessa natureza”, concluiu o órgão.

Cobrança de mimos

A Operação Porto Seguro foi deflagrada pela Polícia Federal em 23 de novembro de 2012. O suposto esquema de fraudes de pareceres do governo federal levou à prisão os irmãos Paulo Rodrigues Vieira, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), e Rubens Carlos Vieira, diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A ex-funcionária da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha teria sido a responsável pela indicação dos dois. Segundo inquérito da PF, em troca de favores aos dois irmãos, como marcar encontros com empresários usando a amizade com o ex-presidente Lula, Rose pedia vários mimos, como viagem em cruzeiro marítimo, ingressos para camarote no carnaval carioca e pagamento de cirurgia. 

“se existe uma lei para coibir a ingestão de álcool, deveria ter uma para inibir o uso de drogas antes de dirigir”.

No trânsito, drogas também podem matar

Efeitos de substâncias ilícitas e medicamentos alteram o comportamento do motorista
Carla Rodrigues
carla.rodrigues@jornaldebrasilia.com.br


Desde a criação da Lei Seca, há cinco anos,   o número de mortes no trânsito vem diminuindo gradualmente.

De janeiro a setembro de 2007, quando foi lançada,  301 pessoas foram vítimas de acidentes fatais no DF. No mesmo período de 2013, foram 271.

Ainda pequena, sem chegar a 10%, a redução   mostra a necessidade de investimento em novas estratégias contra a impunidade.

O problema é que muitos não dirigem apenas sob o efeito de álcool. Drogas ilícitas também   estão por trás dos volantes. Por isso, alertam especialistas: o desafio agora é outro. 

 “O uso de entorpecentes ou até mesmo de medicamentos receitados, dependendo da química deles, afeta completamente a percepção do indivíduo. É claro que cada pessoa tem a sua reação, mas o normal é a redução da capacidade de avaliar vários fatores necessários para dirigir, como o reflexo. A maconha, por exemplo, inibe a agilidade da reação”, aponta a psiquiatra e presidente do Instituto Nacional de Política Sobre Drogas (Inpad), Ana Cecília Marques.

 Por isso, sugere a especialista, “se existe uma lei para coibir a ingestão de álcool, deveria  ter uma para inibir o uso de drogas antes de dirigir”. Contudo, opina, a discussão esbarra em   aspectos sociais e políticos. “O consumo de drogas   aumenta  em todo o mundo. O Brasil é o segundo maior mercado consumidor de cocaína, por exemplo.  É muito claro para a gente que isso esbarra nos números de violência no trânsito. Quem cheira fica eufórico,  pode perder a noção de perigo”.

Medicamentos

Além das substâncias ilícitas, outro aspecto preocupa os especialistas: o uso de remédios   como antidepressivos e emagrecedores.

“Vários medicamentos criam restrições à pessoa poder dirigir. Muitos   tiram a capacidade de moderação, o reflexo, causam sonolência. E, mesmo assim, elas dirigem. Esse fato é conhecido pelas autoridades”, diz o especialista em trânsito Carlos Penna.

 Segundo o pesquisador, não existem pesquisas que digam o número de acidentes   fatais envolvendo o uso de drogas. Informação essa que considera “importante e relevante para dar rumo às novas campanhas e ações de trânsito”. Para Penna, o debate é complexo, levando-se em conta as limitações da atual legislação.  “A pessoa não é obrigada a produzir provas contra si, certo? Já temos o primeiro entrave. E existe ainda a coisa da privacidade do indivíduo. É complicado mesmo”, analisa.

 Entre os moradores do DF que usam drogas e dirigem está Roberto (nome fictício),   37 anos. Promotor de festas, ele reconhece seu vício em maconha e afirma: “Fumo várias vezes por dia. Dirijo, trabalho, faço tudo normalmente”. Para ele, o entorpecente não tira sua percepção ao volante, por isso,  não representa perigo. “A única coisa  alterada é a minha percepção mental das coisas, mas fisicamente não muda nada”, diz. (!!!)

 Questionado sobre a possibilidade de ser flagrado em uma blitz, ele responde: “Não tenho medo. Não faço mal a ninguém”.

Campanhas para alertar a população 
Para o especialista em trânsito Paulo César Marques, o ideal para   diminuir o uso de drogas entre motoristas seria aumentar o número e a qualidade das campanhas de trânsito,  hoje  focadas apenas no perigo do álcool.

 “Quando o indivíduo cheira cocaína, por exemplo, pode ficar mais agressivo. A pessoa fica   mais excitada e pode querer dirigir com mais velocidade. O perigo existe e é legalmente condenável, mas acredito nas campanhas educativas”, ressalta.

 Nos bares e boates, o tema provoca discussões e revela a insegurança de quem diz não usar nenhum tipo de droga. “Acho a ideia de um drogômetro super-válida. Porque eu posso ser vítima de alguém que dirige sob o efeito de drogas. É perigoso, é irresponsável”, diz a cantora Ana Carolina Nóbrega, 33.

 Acostumado a ver a movimentação dos jovens à noite, o segurança Francisco (nome fictício), que trabalha em uma boate,  diz que o problema aumenta a cada dia. “Tem uns que não estão em condição alguma de dirigir. Eles chegam a se encostar na porta do veículo para descansar. Imagina como uma pessoa assim consegue se responsabilizar pela direção de um carro?!”.

Problema nas estradas

Nas rodovias do País, o problema chegou a tal ponto que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou, a partir de 2014, a obrigatoriedade do exame toxicológico para renovação da carteira entre motoristas profissionais das categorias C (carga superior a 3 mil quilos), D (mais de oito passageiros) e E. A medida tem o objetivo de reduzir o número de mortes nas estradas brasileiras, que chega a 43 mil pessoas por ano.

De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal, o uso de drogas estimulantes, como o crack e a cocaína, é comum entre caminhoneiros que dirigem mais de oito horas seguidas.

 Os testes, que serão feitos no ato de tirar ou renovar a carteira, deverão identificar o uso de drogas nos últimos 90 dias. Se o resultado acusar o uso de algum tipo de entorpecentes, o motorista pode fazer uma contraprova até 90 dias depois do exame. Nas estradas, porém, a ideia é reprovada até por quem diz não fazer uso de tais substâncias.

“Se a pessoa pode fazer uma contraprova, o que me parece? Que o governo quer arrecadar com a sobrecarga de trabalho dos caminhoneiros e com o problema do vício. Não é assim que se resolve a coisa”, diz Dejivan (nome fictício), condutor de um caminhão de cargas.

 Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a quantidade de drogas apreendidas nas estradas aumentou até setembro de 2013 em comparação a todo o ano de 2012.  Até dezembro de 2012, haviam sido  recolhidos 248 quilos de maconha, e em 2013 o número passou para 632 quilos, um aumento de 154%. Já a apreensão de cocaína triplicou, passando de 60 quilos para 180. “Muita gente usa mesmo, mas tem condutor que carrega produto perecível e  não pode parar. Não é fácil julgar e querer condenar”, argumenta ainda Dejivan. 

 Já para Joel (nome fictício), também caminhoneiro, apesar de o problema ter como pano de fundo a exigência de entrega em determinado tempo, o drogômetro pode diminuir o número de acidentes. “Eu já vi gente usando cocaína na minha frente, uma cena horrorosa. E não é pouca gente que usa não. Por isso, o aparelho vem para ajudar. Mas, claro, tem que ter uma discussão maior. Não é só o caminhoneiro o responsável por isso”, aponta.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

PT planeja nos bastidores lançamento de nome para o governo do Maranhão

PT planeja nos bastidores lançamento de nome para o governo do Maranhão A ideia, no entanto, não une o PT maranhense, rachado e detentor de cargos no governo de Roseana Sarney


Denise Rothenburg Correio Braziliense
Publicação: 13/01/2014 08:16 

Roseana Sarney poderá ser surpreendida com estratégia do PT, de lançar candidato só para ficar longe da crise (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
Roseana Sarney poderá ser surpreendida com estratégia do PT, de lançar candidato só para ficar longe da crise     

Nem tanto à terra, nem tanto ao mar. Para não melindrar a família do senador José Sarney, em especial, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, o PT nacional planeja nos bastidores a perspectiva de lançamento de um nome próprio ao governo estadual, ainda que não tenha votos nem candidatos fortes para a empreitada. A ideia, no entanto, não une o PT maranhense, rachado e detentor de cargos no governo de Roseana. E, como a sigla não tem eleitorado hoje no estado para fazer bonito na sucessão local, qualquer que seja o nome lançado, se a ideia vingar, será um “poste”, ou seja, apenas para deixar o PT equidistante de Luís Fernando Silva, candidato apoiado pela governadora Roseana Sarney, e de seu maior adversário, Flávio Dino, a grande aposta do PCdoB no projeto para este ano.

Entre os aliados da governadora, a avaliação hoje é a de que ela enfrentará a mais arriscada disputa de sua vida no Maranhão, caso seja candidata ao Senado — decisão que ainda não está tomada. A análise, tanto de petistas quanto de peemedebistas, é de que essa crise da segurança pública vem num momento muito pior do que o escândalo da Lunus, a empresa de Jorge Murad, marido de Roseana Sarney. Na sede da firma, em 2002, foi encontrada uma grande soma de dinheiro que seria usado na pré-campanha presidencial. Sim, Roseana chegou a aparecer com 24% das intenções de voto em fevereiro do ano eleitoral. Lula contava com 26%. Nas simulações de segundo turno, ela batia todos, até Lula. Os recursos terminaram devolvidos à família, uma vez que o Supremo Tribunal Federal considerou não haver nada que desabonasse a governadora. Mas a candidatura presidencial naufragara. Quando da devolução dos recursos, Roseana já era senadora.


"Senão, a Câmara vira mesmo um puxadinho do governo ”, acrescenta a deputada.

Deputados distritais tiveram, em 2013, o pior desempenho desta legislatura Eles aprovaram 612 proposições, menos que em 2012 e 2011. E quase a metade dos assuntos que passaram pela Casa está relacionada a requerimentos, moções e homenagens

Publicação: 13/01/2014 07:02 Atualização: 13/01/2014 07:09

Plenário da Câmara Legislativa: dos projetos aprovados em 2013, 54% são de autoria do Executivo, o que é motivo de crítica de governistas  (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Plenário da Câmara Legislativa: dos projetos aprovados em 2013, 54% são de autoria do Executivo, o que é motivo de crítica de governistas

Os distritais fecharam o ano de 2013 com o menor número de propostas aprovadas nesta legislatura. Foram 612 proposições contra 754, em 2012, e 707, em 2011. Quase a metade — 48% — é de requerimentos, moções de apoio ou concessão de título de cidadão honorário. E, como 2014 é ano eleitoral e de Copa do Mundo, a expectativa é de que os distritais dediquem ainda menos atenção às atividades legislativas, passando mais tempo em busca de votos.

A Câmara Legislativa também aprovou no ano passado mais propostas de autoria do governo do que apresentadas pelos próprios distritais. Dos 264 projetos de lei que passaram pela Casa em 2013, 143 eram de autoria do Poder Executivo, o equivalente a 54% do total. Até mesmo governistas criticam a subserviência da Câmara com relação ao GDF e defendem que haja mais engajamento dos deputados para debater e aprovar projetos de autoria dos parlamentares.

A líder do governo na Câmara Legislativa, deputada Arlete Sampaio (PT), desaprova a postura dos colegas e reconhece que a maioria só se mobiliza para votar iniciativas do Poder Executivo. “Esse problema tem relação com a maneira com que a política se estrutura em Brasília. Os deputados têm muito interesses no governo e acabam dando pouca atenção ao processo legislativo stricto sensu. Nas comissões, os projetos de autoria dos deputados não são priorizados e, quando chega o fim do ano, vira aquela correria, com cada deputado querendo aprovar pelo menos uns dois projetos de sua autoria”, comenta. “Como líder, é de meu interesse que sejam votados os projetos do Executivo. Mas reconheço que é preciso haver uma produção parlamentar maior. Senão, a Câmara vira mesmo um puxadinho do governo ”, acrescenta a deputada.