segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Como é possível que uma senhora que já não é mais criança, ocupante do mais alto cargo de uma Nação cheia de problemas, se comporte como uma Maria-Chuteira que não sabe mais nem em quê gastar de tanto que seu marido ganha?

Política

'Lisboa e Tejo e tudo', por Maria Helena RR de Sousa

Como é possível que uma senhora que já não é mais criança, ocupante do mais alto cargo de uma Nação cheia de problemas, se comporte como uma Maria-Chuteira que não sabe mais nem em quê gastar de tanto que seu marido ganha?

À menina que sai da periferia de qualquer de nossas cidades e vai parar em Barcelona ou Madrid e fica extasiada com as purpurinas de sua nova vida, dá-se um desconto: é natural que queira pavonear-se para os da sua turma.

Mas dona Dilma ir se exibir em Lisboa e nos fazer passar pelo vexame de mostrar que no fundo ainda somos os mesmos tupinambás boquiabertos com os espelhos e as miçangas?

Será que ela porventura acha que os grandes empresários do mundo não vão pôr num prato da balança a estadista e seu discurso em Davos e no outro a deslumbrada sem limites?

Será que ela por um átimo de segundo achou que esse piquenique às margens do Tejo ia passar despercebido e que não ia ser comparado com o rastilho de pólvora que começa a unir nossas cidades?

Carlos Botelho (óleo)

Eu mesma respondo. Acho que ela está convencida que nós, os trouxas absolutos, não faremos nada e que ela, retroalimentada pelo PT e seu dono, pode mesmo tudo e que nada de mau lhe acontecerá, a não ser a reeleição e aí...

Bem, aí entra a Carta do Leitor de O Globo, que copio:

“Estou cansado de ver oportunistas manipularem pessoas, usando a religião e a política para ganhar dinheiro fácil e poder. De ver tantas mortes e acidentes em estradas esburacadas, perigosas e mal conservadas. De ver políticos jogando pretos contra brancos, empregados contra patrões, pobres contra ricos, incentivando o preconceito e botando lenha na fogueira da luta de classes. De ver ministérios inúteis, criados para acomodar companheiros, no esquema do toma lá dá cá. Estou cansado da carga tributária de 37,5% do PIB, uma das mais altas do mundo, com quase nenhum retorno. De ter medo de sair à rua, apavorado com bala perdida, assalto e arrastões. Do trânsito e do transporte público sempre infernais. De ver políticos e governantes zombarem da nossa inteligência. Da educação cada vez mais desvalorizada. Estou cansado de muitas coisas, mas, principalmente, de ver a mediocridade tomando conta do país. Rubem Paes, Niterói, RJ”.

É carta que seria assinada por mim e por muita e muita gente. Perfeita. E com o timbre da Verdade.

Eu só acrescentaria uma linha depois de olhar detidamente a foto-testemunha do ‘rolézinho’ às margens do Tejo: precisavam sair carregando a mercadoria?

*O título, já se sabe, é do poema Lisbon Revisited (1926), Álvaro de Campos (Fernando Pessoa).

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, professora e tradutora, escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005.

Paulistano é aquele que aceita e ama a cidade. Ainda que este amor seja secreto, enrustido, negado, ou envergonhado.

São Paulo, por Elton Simões

Quando me entendi por gente, garoa não havia mais. Os adultos falavam de um tempo em que, na cidade espremida entre três rios, caia uma fina garoa. Explicavam que, até alguns anos antes, a população ainda se banhava nos rios.

Já conheci a cidade, sem garoa e sem o verde. A fumaça já subia apagando as estrelas. O clima já enganava. O ar, por vezes já era pesado. A poesia já era concreta.

Os mais velhos falavam da chegada dos italianos, dos japoneses, do crescimento, da população. 

Descreviam o mosaico de pessoas e culturas que de alguma forma se amalgamavam em um todo mais ou menos harmônico.

A vida seguia. Chegava gente de todo lado. De caminhão, chegava gente despossuída a procura de um lar. Pobre. Tão pobre que seus poucos pertences vinham embrulhados em uma trouxa de pano de um branco, pelo menos em minha memoria talvez distorcida, imaculado.

Na escola, os colegas também acabavam de chegar de alguma outra cidade ou país. Ou eram filhos de pais que, vindos de outros lugares, ali haviam se estabelecido. Vinham do interior, do nordeste, do Oriente Médio, da Europa, do Japão, do Chile, do Uruguai, da Argentina, enfim, de toda parte.


A todos, a cidade acolhia. Sem distinção, ou preconceito. Apenas a aceitação que permitia a cada um rondar a cidade a procurar uma vida melhor para si e para os seus. No cinza dos prédios nascia uma das maiores cidades do mundo. Feia, sem duvida. Mas atraente.

Amor por São Paulo parece ser coisa inexistente. Raramente proclamado. Frequentemente negado. Nunca declarado. Considerado por alguma coisa impossível. Quase uma heresia, ou pecado. É amor não confessado em voz alta, ou a luz do dia.

A injusta sentença dura é sempre desmentida pela decisão dos milhões de pessoas que chamam a cidade de lar. Que ali criam raízes e, não importa onde estejam, levam um pouco da cidade no coração.

Com generosidade, a cidade a todos perdoa e compreende. Absorve, sem rancor, as criticas e queixas. E reserva um lugar especial no coração para os milhões de pessoas que lá chegaram, nasceram, ou escolheram ser paulistanos.

São Paulo desmente o dicionário. O titulo de paulistano não requer exibição de certidão de nascimento. Paulistano é aquele que aceita e ama a cidade. Ainda que este amor seja secreto, enrustido, negado, ou envergonhado.

Ser paulistano é um sentimento que todos, sejam eles corintianos, flamenguistas, são-paulinos, palmeirenses, santistas, libaneses, italianos, cariocas, mineiros, e até baianos podem curtir.
Numa boa.

Elton Simões mora no Canadá. Formado em Direito (PUC); Administração de Empresas (FGV); MBA (INSEAD), com Mestrado em Resolução de Conflitos (University of Victoria). E-mail: esimoes@uvic.ca

Rodoviários prometem cruzar os braços às 0h desta quarta-feira

Paralisação de motoristas e cobradores das empresas Pioneira, Satélite, Cidade Brasília e Planeta vai afetar cerca de 350 mil usuários
 
Johnny Braga
johnny.braga@jornaldebrasilia.com.br

Os rodoviários do Transporte Público do Distrito Federal, ligados ao Grupo Constantino, irão paralisar os serviços a partir de 0h desta quarta-feira, em protesto ao não pagamento das indenizações trabalhistas aos funcionários. A paralisação tem previsão de durar 24 horas. O Grupo, que mantém atividades em seis Regiões Administrativas, possui atualmente a maior frota em circulação do DF. As empresas Pioneira - vencedora da licitação da bacia 2 - Planeta, Satélite e Cidade Brasília fazem parte do grupo. Cerca de 350 mil passageiros serão prejudicados.

A paralisação é apoiada e acompanhada pelo Sindicato dos Rodoviários. As regiões afetadas são: Ceilândia Norte e Sul, Setor "O",  P Sul, Taguatinga Sul, Gama, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, as empresas do Grupo Constantino alegam falta de recursos financeiros para pagar as rescisões trabalhistas dos rodoviários. O sindicato diz ainda que cerca de 70 trabalhadores foram demitidos, não receberam seus direitos e não estão recebendo salários.


Segundo nota divulgada pelo sindicato, uma parte dos funcionários do grupo foi demitida e receberam parcialmente os seus direitos - que foram pagos com recursos do governo, após decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que determinou que as parcelas que deveriam ser pagas pelo governo ficaram descobertas e as empresas se recusam a discutir uma saída para o problema.

O Grupo Constantino foi procurado pela reportagem do Jornal de Brasília, e disse não ter conhecimento sobre a paralisação. O sindicato garante que nenhum veículo das empresas saíra das garagens.

Sem ônibus, o metrô vira a alaternaiva para os usuários que dependem do Transporte Público. A Companhia do Metropolitano do DF deve definir até o fim do dia se haverá reforço na quantidade de trens que circulam em Ceilândia e Taguatinga, que são as únicas cidades atendidas pelo grupo que contam com este meio de transporte.
O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) afirmou que não foi notificado pelo sindicato sobre a paralisação.

Problema pode atrasar entrega de ônibus

Cerca de 1,2 mil trabalhadores do Grupo constantino aguardam a demissão para ingressar nas novas empresas do Transporte Público. De acordo com o sindicato dos Rodoviários as empresas mais uma vez alegaram falta de recursos para efetivar estas demissões. Com os trabalhadores ainda vinculados as empresas antigas, as novas operadoras não poderão contratá-los.
O GDF prevê a renovação da frota até o final do mês de fevereiro, mas a entrega dos veículos pode atrasar com este impasse. O DFTrans não acredita que a renovação da frota deva ultrapassar o limite previsto.

Em nota, o sindicato afirma que "(...) tentou insistentemente uma saída negociada para esse impasse, mas não obteve êxito. As empresas têm ameaçado os trabalhadores com demissão com justa causa, o que configura um absurdo. O sindicato entrou com uma ação pedindo o bloqueio dos bens das empresas, mas ainda não há decisão."

O sindicato informou que inicialmente a paralisação afeta apenas as empresas do grupo.

Fórum dos Leitores- O Estado de São Paulo




COPA DO MUNDO
Simples assim
A presidente Dilma Rousseff, conforme a matéria Jogo de cena entre Dilma e Blatter (24/1, A21), declarou que "estádios são obras relativamente simples". De qual cartola ela tirou isso? Muito mais simples são as obras do Minha Casa, Minha Vida, que trincam, vazam e despencam pouco tempo depois de entregues. Mais uma vez a presidente perdeu a oportunidade de se calar.

CLÁUDIO MOSCHELLA
arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo
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Dilma tem razão: erguer estádio é obra simples. Difícil e complicado é dar saúde, educação e segurança ao povo, o que ela não fez, não faz e decerto nunca fará.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI
arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo
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País do faz de conta
Era uma vez um país que pretendia sediar e fazer a chamada "Copa das Copas". E tinha tudo para fazer dar certo, menos uma coisa: infraestrutura. Quem quiser que conte outra.


JOSÉ MARQUES
seuqram.esoj@bol.com.br
São Paulo
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Tristes jogos
Que tristeza, não tem mais jeito: teremos Copa - e também Olimpíada - no Brasil. Tristeza por saber que os custos serão enormes para um país de pobres e com muitas outras prioridades. Mas mesmo assim vamos sediar eventos desnecessários e que servem tão somente para fins eleitoreiros. Dá para entender as motivações dos megalomaníacos, dos trabalhadores e dos atletas. O que não dá para entender é a população, que ficará com o ônus e nem sequer chia. Não são só os grandes eventos que promovem um país. Trabalho, educação e seriedade falam mais alto.


SÉRGIO BARBOSA
sergiobarbosa@megasinal.com.br
Batatais
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Legado
Sete anos falando em Copa do Mundo, construção de estádios e empurrando todo o resto com a barriga. Está aí o "legado da Copa": enchentes ao primeiro sinal de chuva. Continuem votando no PT (Perda Total)!

RICARDO SANAZARO MARIN
s1estudio@ig.com.br
Osasco
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GESTÃO HADDAD

Enchentes
O nobre prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Malddad, quer eximir-se de responsabilidade e imputá-la ao contribuinte espalhando placas pelos locais de alagamento: "Se você sofrer problemas com enchentes, eu aviso que o problema é seu!".

MILTON BULACH
mbulach@gmail.com
Campinas
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Chuva, lixo e vandalismo
Queimam-se ônibus, mas se joga muito lixo na rua. Deveriam protestar de forma civilizada contra as milionárias obras paradas de combate a enchentes - nos Córregos Moenda e Pirajuçara -, abandonadas pelas empreiteiras, na região de Campo Limpo e Capão Redondo, bairros duramente afetados pelas fortes chuvas. O que o Ministério Público sabe sobre essas obras? Aliás, o contrato bilionário da Prefeitura com as empreiteiras de coleta de lixo e varrição, da administração anterior, mas mantido pela gestão Fernando Haddad, é a maior prova de que quase nada mudou. A cidade continua suja e a Amlurb finge que fiscaliza.

DEVANIR AMÂNCIO
devaniramancio@ig.com.br
São Paulo
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INSEGURANÇA PÚBLICA
Violência
O País está entregue à bandidagem, 90% dos noticiários da TV são de casos de violência! Quando é que a presidente Dilma vai tomar alguma providência? O Executivo nem se pronuncia nessa área. As pessoas têm medo de sair de casa e circular nas ruas. Várias pesquisas já foram feitas demonstrando este terrível fato. É essa a imagem que a presidente quer que o Brasil tenha?

VIRGINIA A. BOCK SION
vickybock@hotmail.com
São Paulo
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Trabalho social
Se considerarmos o noticiário diário, parece que São Paulo está inteiramente tomada pelos bandidos, mas não é bem assim, os malfeitores ocupam alguns bolsões, comunidades. O que acontece é que atualmente gozam de enorme mobilidade. Aqui, no Butantã, estamos sentindo que nas favelas do bairro uma nova geração de bandidinhos está vindo para substituir os antigos, que se regeneraram, morreram ou foram presos. É sintomático o aumento da violência em torno da USP, que é vizinha da Favela San Remo. Também nas imediações da Avenida Giovanni Gronchi todos sabem que a fonte das ocorrências policiais é a Favela Paraisópolis. Então é necessário realizar nesses e em outros locais semelhantes um profundo trabalho social para preparar profissionalmente as novas gerações e mostrar-lhes que a honestidade vale a pena. A polícia, principalmente a Civil, deveria deixar um pouco seu trabalho meramente cartorial e se envolver mais em ações de inteligência para identificar e prender os que já estão envolvidos na criminalidade.

NESTOR R. PEREIRA FILHO
rodrigues-nestor@ig.com.br
São Paulo
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Meritocracia na polícia
Tendo sido policial por 35 anos e me sentindo nesse período não como membro da polícia, e sim como servidor público, sou totalmente favorável ao reconhecimento do mérito, não só no trabalho policial, mas em todas as atividades. Entretanto, e considerando que o labor policial está sustentado em três aspectos fundamentais - recursos materiais, recursos humanos e comunicações -, como premiar o policial operacional que está na linha de frente sem esquecer aquele que cuida dos recursos materiais, das comunicações, etc.? Não é possível o operacional atingir um determinado resultado sem o apoio de quem exerce atividades administrativas. Sem munição, sem viatura, sem algemas, sem o serviço de inteligência, sem a perícia e os seus laudos não é possível que ele tenha resultados. Assim sendo, é fundamental que todos os que dão suporte sejam também contemplados no reconhecimento monetário da melhoria dos índices.

JOSÉ RENATO NASCIMENTO
jrnasc@gmail.com
São Paulo
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MAIS MÉDICOS
Abra o olho, Padilha
O ministro da Saúde, em vez de importar médicos, deveria ter uma conversa com o ministro Mercadante, da Educação, e resolver o problema que se tornou o Fies (programa federal de financiamento ao estudante) para os cursos de Medicina. Parece que as faculdades "vendem" o programa aos vestibulandos, mas, na prática, não "entregam".

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA
jpaiva1@terra.com.br
São Paulo
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COPA 2014
Dilma Rousseff garantiu em Zurique, na sede da Fifa, que fazer estádio "é relativamente simples" e que o Brasil vai estar pronto para receber a Copa do Mundo de 2014. Se é assim tão simples, a presidente poderia esclarecer por que os gastos foram exorbitantes, sendo esta Copa a mais cara de todas? Muitas das obras estão atrasadas, quando não paralisadas, então é de perguntar quanto dinheiro ainda vai rolar para finalizar essas obras, ditas "relativamente simples"?
Aparecida Dileide Gaziolla
aparecidagaziolla@gmail.com
São Caetano do Sul
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A 'COPA DAS COPAS'
Em tempo de Oscar nada mais sugestivo do que a manchete "Jogo de cena entre Dilma e Blatter" ("Estadão", 24/1, A21). Produção milionária, a "Copa das Copas", iniciada em 2007, poderá render ao Brasil a primeira estatueta da Academia de Hollywood. A fita consumiu, até onde se sabe, R$ 10 bilhões, será exibida em apenas um mês e já garantiu aos "furbos" produtores US$ 4 bilhões antecipados. Poderia ser indicado como melhor filme, porém o título preferido, "Trapaça", já havia sido escolhido por outro diretor. Nunca chegamos tão perto de abiscoitar uma estatueta. Portanto, os artistas indicados não se assustem, no dia do show de entrega dos prêmios, se o apresentador chamar ao palco, com a célebre frase "the Oscar goes to" Dilma Rousseff, como melhor atriz, e Joseph Blatter, melhor ator coadjuvante.

Sérgio Dafré
Sergio_dafre@hotmail.com
Jundiaí
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ATRASO NA ARENA DA BAIXADA
O nome por si só é sugestivo: Arena da Baixada. Ou melhor, está na baixada e não deve sair de lá tão cedo. Meu avô (Alfredo Labsch), um dos fundadores do Coxa, lá do alto deve estar dizendo "se tivessem dado a honra de nós, os coxa brancas, construirmos o estádio para a Copa, este já estaria pronto, concluído, com jogos já efetuados", "mas, quem sabe o CAP o consiga.

Hans Dieter Grandberg
h.d.grandberg@terra.com.br
Santos
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FRANCESAS
O saudoso Emílio Santiago cantava a bela música "Verdade Chinesa". Quanto às verdades francesas, há que se fazer uma reflexão. Charles de Gaulle sugeriu que o nosso país não era sério e Jérome Valcke disse que os organizadores da Copa do Mundo 2014 precisavam levar um chute no traseiro, por causa da desorganização e da falta de planejamento. Quanto à declaração do general e estadista, há dúvidas de que a frase foi realmente dita e, felizmente, existe muita gente séria no País. Quanto à contundente declaração do secretário-geral da Fifa, parece não haver dúvidas, ou seja, o que está acontecendo com a Arena da Baixada (PR) põe por terra a indignação que alguns políticos demonstraram à época da afirmação. Seria pertinente que essas mesmas "autoridades" pedissem desculpas ao sr. Jérome e tentassem minimizar o absurdo de ter sete anos para administrar a empreitada e não darem conta do recado.

Gabriel Fernandes
gabbrieel@uol.com.br
Recife
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UM BELO DESAFORO
A Fifa declarou um lucro de R$ 10 bilhões durante a Copa do "Submundo" que talvez seja realizada no Brasil. Enquanto nosso país padece de educação séria, saúde de qualidade e, principalmente, segurança pública, o governo isentou esta entidade do pagamento de R$ 1 bilhão em impostos. Porém nem tudo é prejuízo, porque a Fifa vai doar R$ 200 milhões como esmola a algumas entidades. É mais ou menos como a piada do homem que se escondeu dentro do guarda-roupa para bater no conquistador e nada fez, e quando o tarado foi embora a mulher ficou revoltada com o marido, que tinha sua justificativa: "Não conta prá ninguém, mulher, mas eu mijei na botina dele. Vocês queimam a minha cara gorda de vergonha".

Manoel José Rodrigues
manoel.poeta@hotmail.com
Alvorada do Sul (PR)
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PROTESTOS DURANTE A COPA
De acordo com o manual de conduta das tropas de choque, que está sendo elaborado pelo Ministério da Justiça, bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha deixarão de ser utilizados como repressão e passarão a ser utilizados como proteção, tanto aos militares como aos participantes das manifestações de protesto. É mais uma propaganda enganosa do governo em relação à chamada repressão "antidemocrática".

Roberto Twiaschor
rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo
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AS ÁGUAS E A INÉRCIA DOS GOVERNOS
As águas estão fora do controle. Depois de um janeiro mais seco que os anteriores, picos de chuva que trouxeram pânico, destruição, sofrimento e mortes. As autoridades, mais uma vez, fazem estatísticas, previsões e promessas. Tudo igualzinho nos anos anteriores. O diferente é que agora, indignada, a população começa a protestar violentamente, queimando ônibus e fechando o trânsito em vias de grande circulação. E, da mesma forma que não há providências para os problemas, também não ocorrem consequências para as manifestações, que se ampliam como numa terra de ninguém. É inadmissível, num país com tanta lei e norma para edificações, vermos edifícios que caem, construções sem fiscalização e vias que inundam em todas as chuvas e o prefeito não busca uma solução. Tudo ocorre porque o governante usa o dinheiro público para fins políticos e eleitoreiros e, com isso, deixa de cumprir a legislação e as normas técnicas. Melhor do que partir para a violência e o confronto, seria o povo recorrer ao Ministério Público, apontando seus problemas e exigindo providências. Se o Ministério Público ampliar suas ações e forçar os administradores a assinarem TACs (Termos de Ajustamento de Conduta), a exemplo do que tem sido feito para o tratamento dos esgotos, num tempo não muito longo poderão acabar as enchentes, os desabamentos de obras e outras inconformidades resultantes, na maioria das vezes, da inércia (e até da corrupção) dos governantes e dos setores encarregados da fiscalização. Para cumprirem suas finalidades, as leis e normas não podem ficar apenas no papel...

Dirceu Cardoso Gonçalves
aspomilpm@terra.com.br
São Paulo
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E AQUELE BRASIL, LULA?
O Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba de cortar as projeções para o crescimento do Brasil em 2013 e 2014, conforme relatório divulgado na terça-feira (21/1). A expectativa anterior era de que o País crescesse 2,5% e 3,2% em 2014 e 2015. Foi, agora, reduzida para 2,3% e 2,8%, respectivamente. Brasil e Rússia tiveram piora nas projeções. Em sentido oposto, o FMI elevou perspectivas para China e Estados Unidos, as duas grandes locomotivas da economia mundial. As projeções para a economia global são de crescimento de 3,7% em 2014 e de 3,9% em 2015, levemente superiores às perspectivas anteriores, assim diz o fundo. O crescimento dos emergentes é bem superior ao da média global - e o Brasil é um emergente. Todavia, um emergente com "as pernas mancas", como admitiu, num raro rasgo de sinceridade, o ministro da Fazenda, Guido Mantega. De fato, todos os indicadores mostram que aquele discurso do Brasil Maravilha do "nunca antes na História" martelado dia sim, dia também em discursos grandiloquentes pelo ex-presidente está com prazo de validade vencido e seu destino parece ser a lata do lixo da História. Mas o pior nem é isso: é saber que os responsáveis por esse absurdo atraso em que estamos vendo o País mergulhar têm amplas chances de seguir dando as cartas na República por mais quatro anos, a partir de 2015 - e pela vontade popular! Haverá fôlego para suportar tanta mediocridade?

Silvio Natal
silvionatal49@gmail.com
São Paulo
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PERDA DE INVESTIMENTOS
Após a observação do conceituado jornal "Financial Times", que publicou que o Brasil perdeu quase US$ 285 bilhões em investimentos estrangeiros nos últimos três anos, que nome poderíamos dar a esse derretimento dos investimentos? Seria efeito Dilma, efeito poste, herança maldita de Lula ou simplesmente Mantega derretida?

Ronaldo Gomes Ferraz
ronferraz@globo.com
Rio de Janeiro
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DEUS E O DIABO
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que os juros elevados afetarão o crescimento. Não há por que se preocupar por enquanto. Até a data da eleição dona Dilma e sua turma farão o diabo para que a população não perceba a fria em que estão nos metendo. Depois do dia 5 de outubro, se os brasileiros se deixarem enganar de novo, aí, sim, será um Deus nos acuda...

Victor Germano Pereira
victorgermano@uol.com.br
São Paulo
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PIADA DO CRESCIMENTO
Num ano definido pelos especialistas como atípico para o Paraguai, em 2013, a economia do país se descolou da brasileira, à qual tradicionalmente é ligada, e registrou um crescimento muito maior do que o do Brasil. Segundo relatório do Banco Mundial, o Paraguai teve, no ano passado, o terceiro maior crescimento econômico do mundo: 14,1%. O Brasil, no mesmo período, cresceu 2,2%. Isso só pode ser piada, pelo potencial do Brasil e do Paraguai, ou incompetência de Mantega, que só fala e faz besteiras. Durma-se com um crescimento desses...

Antonio Jose Gomes Marques
a.jose@uol.com.br
São Paulo
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OBSTÁCULOS
Para citar apenas três setores vitais da economia do Brasil abençoado por Deus e bonito por natureza, cerca de 40% (!) da água tratada é desperdiçada por deficiências na infraestrutura das redes de distribuição. Na energia elétrica, perde-se 10% da produção por mau uso, com lâmpadas acesas sem necessidade. Na agricultura, 10% da safra de grãos fica pelo caminho devido à falta de silos de armazenamento adequados, à má conservação das rodovias e ao uso de veículos desabilitados para o transporte. A falta de planejamento e de investimentos de longo prazo dos governos, bem como a corrupção generalizada que assola o País, desviando o grosso dos recursos públicos necessários para a melhoria de suas condições básicas, fazem com que, infelizmente, o Brasil continue a ser "o país do futuro" que nunca chega. Até quando?!

J. S. Decol
decoljs@globo.com
São Paulo
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OS RUMOS DA ECONOMIA BRASILEIRA
Embora não tenha sofrido maiores consequências com o abalo sistêmico ocasionado pelo estouro da "bolha imobiliária" em outros países - nações estas que possuem resistência bem maior a crises que o Brasil, diga-se de passagem -, o governo brasileiro vem tomando medidas que tendem a conduzir para os mesmos destinos. Se, por um lado, a oferta de crédito imobiliário teve, em 2013, aumento aproximado de 34%, atingindo mais de 49 bilhões apenas no primeiro semestre; por outro, deve-se sopesar que a inserção de mais capital na economia conduz, diretamente, a expansão dos índices inflacionários - que já atingem gravemente setores como o alimentício, e cuja previsão é de sucessiva piora. Além disso, foi induzido o crescimento de uma bolha imobiliária que já apresenta sinais comprometedores de inchaço: os preços dos imóveis apenas dilatam, e chegam, em alguns casos, a níveis desproporcionais - conduzidos pela desmedida procura de mercado. Se, por um lado os dados apontam a queda nos índices de desemprego, levando a uma comemorada "mínima histórica"; por outro, cresce o número de pessoas que ocupam, hoje, o quadro dos inativos - aqueles que não trabalham, nem desejam trabalhar. De acordo com informações do IBGE, o número de inativos aumentou em 126 mil, de outubro para novembro de 2013. Não se pode perder de vista também que a inflação é o fio condutor principal dos reajustes salariais - que, a propósito, raramente cumprem os fins de compensação a que se destinam, e forçam, consequentemente, a perda de poder de compra, pela população. Comprando menos, vende-se menos. E produz-se menos. Desestimulado, o setor secundário da economia tende a retrair, levando a desemprego. Em dois anos, cerca de 200 mil postos de trabalho do setor industrial - que é essencial para a manutenção de uma economia ascendente - foram fechados. Com o aumento do desemprego, aumenta também o inadimplemento em virtude dos débitos imobiliários contraídos. A dívida força, então, a venda dos imóveis recém-adquiridos, e a oferta massiva leva ao estouro da bolha, com rápida e fulminante desvalorização dos preços dos imóveis, que haviam sido comprados a valores exorbitantes, quando a "bolha imobiliária" ainda se sustentava. Toda essa conjuntura conduz a iminente crise econômica. Apesar do desnorteamento na tomada de medidas e controle dos recursos públicos, o governo arrecadou em 2013, em impostos, o montante de 1,7 trilhão de reais. Some-se isso ao fato de que a dívida pública bateu recordes, voltando a ultrapassar 2 trilhões de reais. A melhor saída para evitar que consequências funestas sobrevenham à economia brasileira é a tomada de medidas que voltem a reativar intensa participação dos setores primário e secundário, na economia; e o aumento da oferta de efetivo emprego - com políticas de diminuição de inativos e estímulo à produção. Além disso, providências de proteção à moeda e incentivo aos investimentos podem ser apropriadas, se acompanhadas de controle e maior critério na concessão de crédito financeiro. Ao contrário do que a presidente Dilma afirmou em seu discurso de final de ano, os fatos estão postos e os dados são claros: a guerra não é "psicológica" nem irreal. Agir com precaução, definindo os pontos de reparo não é "mergulhar em pessimismo". Expostos os sintomas negativos, o tratamento contra a moléstia econômica que se avizinha deve ter início imediato. Do contrário, poderá ser tarde demais para tentar remediar.

Juvencio Almeida
juvencio.almeida@hotmail.com
João Pessoa
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A VERDADE SEMPRE APARECE
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) acaba de divulgar números sobre mercado de trabalho que somente a crônica surdez do Planalto não admitia. Em 2013, apenas 1,1 milhão de empregos foi criado no País. E se levarmos em conta que por ano 1,8 milhão de jovens atingem a idade para entrar no mercado de trabalho, por si só o déficit de criação de empregos é desastroso. Esse é o resultado do artifício da soberba, populismo, e imaturidade administrativa da Dilma. Em que seu destrambelhado governo, por mais que se esforce, jamais será capaz de esconder a realidade dos fatos, como dos equívocos na condução da nossa economia. Apesar das advertências dos nossos especialistas em macroeconomia e administração pública, que há muito, e quase que diariamente, através do importante espaço da nossa imprensa generosamente vem oferecendo ao governo sugestões para que se corrijam os graves erros estruturais que a equipe econômica com aval da presidente vem cometendo. Além, lógico, das desprezíveis traquinagens contábeis que vêm tirando o sono e a confiança do investidor. E o placar a olho nu é este dos PIBs que não passam dos 2%, déficit fiscal nas alturas, investimentos abaixo do mínimo ideal, entre outras debilidades. Agora, para coroar o estrago, a dolorosa conta de que foi criado o insuficiente 1,1 milhão de empregos em 2013. Qual será a próxima decepção?

Paulo Panossian
paulopanossian@hotmail.com
São Carlos
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2013
O ano de 2013 terminou, para sorte de dona Dilma. A criação de empregos foi a pior dos últimos 10 anos. Nem é preciso ser pessimista, afinal, o que foi bom em 2013? As previsões para 2014 não são nada alvissareiras, justamente no ano das eleições. Reeleição, nem pensar. A inflação em alta, PIB em baixa, gastos públicos nas alturas e maquiados, "rombo" na Previdência Social, Petrobrás literalmente no fundo do poço (nada que ver com o pré-sal) são as notícias que lemos diariamente. Aonde vamos chegar? Será que ainda vai ser pior?

Maria Teresa Amaral
mteresa0409@2me.com.br
São Paulo
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CRISE E DESEMPREGO
Não sejamos tolos em relembrar que uma das hipóteses sobre o advento da crise econômica de 2008 era de que esta teria sido "planejada" por banqueiros. 202 milhões de desempregados vítimas da "trapaça" assistem a 1% da população deter 50% do PIB mundial. Pior! As 85 maiores fortunas do mundo acumulam renda equivalente à de 3,5 bilhões de pessoas. Acreditem, a distribuição de riqueza não vai mudar. Um sistema monetário gerido por bancos centrais inevitavelmente padecerá de crises financeiras recorrentes. Serão salvos pelos governos corruptos e a população pagará caro sempre. Até o dia em que os governos sejam completamente retirados do negócio de fabricar dinheiro. A ética do enriquecimento deveria, portanto, ser esta: "Não roubarás!", ao invés de ser "não roubarás, exceto pelo voto da maioria". O mundo está nos ensinando. E o Brasil, no quesito roubalheira, aprende e contempla tudo rapidamente! Quem nos salvará?

Rafael Machado Cury
machadocury@gmail.com
São Paulo
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O PIB MUNDIAL
É inaceitável que apenas 1% da população controle 50% do PIB mundial. É a exata medida da desigualdade, injustiça, exclusão e da péssima distribuição de renda no planeta na época em que vivemos. Por aí se vê o processo de "brasilização" do mundo, que vai se tornando cada vez mais desigual e injusto, com o aumento da concentração de renda e do fosso entre ricos e pobres. Sabemos que outro mundo é possível, com justiça, solidariedade, inclusão e ética. Hoje, no mundo, os grandes grupos econômicos colocam o Estado para agir em seu benefício e não no do povo. É preciso uma revolução mundial e planetária para que se derrube um sistema político, social e econômico falido, cruel e desumano que só beneficia os ricos e poderosos e que permite a exploração e submissão da imensa maioria das pessoas.

Renato Khair
renatokhair@uol.com.br
São Paulo
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A PRODUÇÃO DA PETROBRÁS
Vem sendo noticiado na grande imprensa que a Petrobrás triplicará a produção até 2035, daqui a 21 anos! Projeção impossível de fazer e declaração ridícula. No longo prazo estaremos todos mortos. Se o governo deixasse de usar politicamente a Petrobrás, a nossa Petrobrás, ela triplicaria a produção em muito menos tempo. Ocorre que o PT pensa que a Petrobrás é deles. No momento, até álcool está importando dos Estados Unidos. É o mesmo que importar jabuticaba!

Paulo Roberto P. Santos
prsantos1952@bol.com.br
Niterói (RJ)
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O ETANOL NO BURACO
Montadora chinesa se instala no Estado de Sao Paulo. Ao mesmo tempo, indústria quase que centenária como a Dedini - sucroalcooleira de base, enfrenta greves por atraso em pagamentos a seus mais de 2 mil funcionários e fornecedores. Dado a este contexto, a metalurgia de Piracicaba, dependente exclusivamente da Dedini, enfrenta grave crise de ociosidade e, consequentemente, financeira também. Situação que põe em risco empregos e, dada a sua importância, uma região do Estado de São Paulo. Há toda uma série de fatores que hoje privilegiam o setor automobilístico, tornando-o atrativo até em momentos adversos da economia. Já o setor alcooleiro de base amarga prejuízos de uma política de preços artificiais aplicados ao setor de combustível pelo governo federal que minimiza o uso do etanol como combustível viável na maioria dos Estados brasileiros. Essa política artificial de preços inviabiliza também o repasse de custos inflacionários e cambiais crescentes. A Petrobrás tem o governo para tirá-la do buraco em que se encontra, já para as empresas privadas o benefício potencial não se nivela ao obtido pela estatal. Empresas referência brasileiras merecem nossa atenção e nosso apoio.

Sergio Holl Lara
jrmholl.idt@terra.com.br
Indaiatuba
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'ETANOL - UM BECO SEM SAÍDA'
"Etanol - um beco sem saída" (artigo de Xico Graziano em 21/1, A2) é uma formulação sofista e eufemista. A situação foi criada "por vontade política" de Lula para enganar a percepção pública da realidade da inflação. Prejudica a Petrobrás e a indústria sucroalcooleira, a cogeração com queima do biocombustível bagaço de cana, o investimento em renovação e em novas de centrais de geração, destrói oportunidades de trabalho e, portanto, prejudica o PIB, a arrecadação de impostos e as balanças comercial e de pagamentos. A subvenção ao preço da gasolina também pesa no orçamento. O eufemismo está na limitação da apresentação das consequências funestas, em especial para a economia do Estado de São Paulo. Sofista é a insinuação da dificuldade de solução. Basta voltar à verdade dos preços.

Harald Hellmuth
hhellmuth@uol.com.br
São Paulo
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CHEIRANDO MOFO
Décadas se passam e as autoridades passam discorrendo sobre o déficit da Previdência Social da iniciativa privada (RGPS), e que não passa de um imbróglio da Constituição de 1988, em que somam-se os que contribuem com os que não contribuem, com os que se beneficiam de renúncias previdenciárias por serem exportadores do agronegócio ou por serem clubes de times de futebol, ou ainda micro empresas. Têm ali, ainda, casos típicos que a todo ano ouvimos dizer que é necessário regulamentar e não surge um competente a fazê-lo: como o chamado "fenômeno" das novas viúvas, ou a perenização de benefícios através de casamentos de beneficiários idosos com moças jovens que herdarão o benefício. Há décadas se fala disso no Brasil, golpe tanto praticado no RGPS quanto no RPPS do serviço público, e ninguém regulamenta os regimes, como o é em qualquer republiqueta de bananas, onde existe a carência mínima de cinco, dez ou até quinze anos de convívio (casamento). Além de idade mínima para que o cônjuge possa fazer jus a herdar o benefício. Tudo isso além de considerar se o casal possui filhos menores de idade também. Acidente de trabalho: aqui uns chegam a cortar o dedo para se aposentar, e outros, que nunca trabalharam, recebem "auxílio para detentos" pelo RGPS tendo feito apenas uma única contribuição, e ironicamente recebem mais do que aqueles que trabalharam e contribuíram por mais de três ou quatro décadas. Como assim? Antes da sentença proferida o gatuno e nos "conformes" judiciais brasileiros não é culpado de nada, podendo assim se inscrever e fazer sua única contribuição ao INSS, isso se não contribuiu nos últimos seis meses, trata-se do bilhete da sorte - quase R$ 1 mil por mês e com direito a 13.º salário, pagos por você contribuinte que ainda é chamado de causador do déficit da Previdência Social do Brasil.

Oswaldo Colombo Filho
colomboconsult@gmail.com
São Paulo
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PROTESTAR CONTRA O QUÊ?
Os aposentados brasileiros devem estar tendo a vida que pediram a Deus, pois, na sua data comemorativa (24/1), ninguém fez protestos contra o assalto em seus benefícios, e o sistema público de saúde também deve estar dando um atendimento padrão Fifa. Reclamar do que, não é mesmo?

Ademar Monteiro de Moraes
ammoraes57@hotmail.com
São Paulo
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O EMBLEMÁTICO CASO DA PREVI
Um fato ocorrido neste mês de janeiro, que afetou um contingente considerável de pessoas, deixou nítidas as perspectivas sombrias que rondam a nossa já cambaleante economia, assolada por seguidas quedas da Bolsa de Valores, visível diminuição da atividade industrial, inflação descontrolada, gastos improdutivos da parte do governo que visa apenas à sua continuidade no poder; e por aí vai. A Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), concebida por servidores do banco, em 16 de abril de 1904, com o escopo de assegurar aos seus participantes uma complementação dos proventos ao se aposentarem, para cobertura da diferença entre o que a previdência pública lhes pagava e o montante de seus ganhos quando na ativa; o custeio era feito mediante generosa contribuição de mais de 10% sobre tudo o que do Banco recebiam, cabendo a este igual participação. Com maciça adesão do funcionalismo, então facultativa, com o passar do tempo tornou-se obrigatória a inscrição para os novos funcionários. Historicamente bem administrada pelos próprios segurados, na quase totalidade da sua vitoriosa existência - à exceção são os últimos anos -, ela construiu um invejável patrimônio e é hoje considerada o maior fundo de previdência privada da América Latina e o 3.º do mundo, um inquestionável gigante. O seu crescimento se deu não só pelo valor das contribuições dos funcionários e do banco, mas, sim, de forma incomensurável por inteligentes participações em empresas colossais (entre elas a hoje incrivelmente combalida Petrobrás e a Vale do Rio Doce, em boa hora privatizada na gestão FHC), como também em produtivas aplicações no mercado acionário. Por força disso, vinha apresentando um superávit bilionário que a levou, há sete anos, a isentar os aposentados, entre os quais me incluo, das contribuições regulamentares. Em vista do constante e significativo aumento do superávit e, apesar de o Banco do Brasil dele ter abocanhado parcela considerável, a Previ resolveu, em 2010, distribuí-lo mensalmente aos participantes, na forma de um Benefício Temporário (BET). Argumentando que as rendas advindas das suas participações e aplicações já apresentam sensível diminuição, alcançadas pela indisfarçável queda da atividade econômica no País, cujos índices, apesar de acintosamente manipulados pelo governo, estão aí para quem quiser ver, resolveu a Previ cancelar a isenção das contribuições dos participantes e suspender o pagamento do BET, já a partir deste mês de janeiro, visando a resguardar a saúde financeira da instituição e assegurar a continuidade do pagamento da complementação ("que se vão os anéis, mas que fiquem os dedos"), posto que, no seu entender, a queda da sua receita colocou em xeque a continuidade do superávit. Apesar de, como tantos outros colegas, sofrer uma não desprezível diminuição nos meus proventos, não discuto a justeza da resolução. O que me incomoda e me preocupa é a possível continuidade dessa "administração" incompetente, deletéria, desonesta, corrupta, que o lulopetismo vem impingindo a este país que, não fosse por esse infortúnio que o está levando, a passos largos, para o abismo - os fatos estão diariamente na mídia -, teria tudo para ser próspero. As inacreditáveis pesquisas de intenção de votos aí estão para dar razão ao meu pessimismo, a mostrar que aqueles que alienaram a sua consciência em troca de bolsas esmola e outras prebendas, não vão dar-se conta de que, ao escolherem por nós, na sua cegueira voluntária, nos levarão, de braços dados com eles, ao fundo do poço. O caso da Previ que relatei acima é uma cabal demonstração do que poderá vir por aí. Precisamos do surgimento de um líder corajoso, descompromissado com essa corja de políticos mal intencionados e que faça uma feroz e vitoriosa oposição a esse desgoverno. "Elles" estão "fazendo o diabo" e, se Deus ainda for brasileiro, será nossa última esperança.

Rubens Guiguet Leal
rubensgleal@uol.com.br
Americana
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PEC 308/2008
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 308/2008, com o apoio de 125 deputados, está à espera de solução. Trata-se de militares do Estado e da Federação que, quando em cargo eletivo, aposentam compulsoriamente (inciso I e II do parágrafo 8.º do artigo 14 da Constituição federal), trazendo prejuízos aos próprios servidores e ao País, pois tanto o Estado quanto a Federação gastam com esses servidores em escolas de soldados, cabos, sargentos, oficiais, além de outros cursos técnicos ou de aperfeiçoamento. Relembro, senhores deputados, esse pedido de justiça existe desde 14 de agosto de 1995 ("O Estado de S. Paulo", página A2). Até quando, senhores deputados, vamos esperar pelo que é justo e perfeito? Até quando vão ficar dormindo em berço esplêndido da pátria amada?

José Messias da Silva
fhrc92@hotmail.com
Santana de Parnaíba
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MOBILIDADE URBANA
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, está provocando uma revolução no trânsito de São Paulo com a implantação das faixas exclusivas para ônibus. Para complementar a mobilidade urbana, sugiro que, ao lado das faixas exclusivas para os ônibus, acrescente também uma faixa exclusiva para os diversos grupos que vão às ruas, pontes e vias marginais para protestar e impedem que o trânsito circule livremente, tal como tem ocorrido nos últimos dias.

Claudio Juchem
cjuchem@gmail.com
São Paulo
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PREFEITO LATA DE TINTA
A epopeia de um casal de paulistanos num domingo tranquilo: minha mulher e eu, ambos acima dos 65 anos, tínhamos de ir para o bairro da Consolação, e resolvemos fazê-lo de ônibus. Moramos no Alto da Lapa (onde o prefeito pretendia um aumento de 35% no IPTU), a 50 metros de casa passava um ônibus que nos atenderia perfeitamente, mas algum gênio do transporte modificou o trajeto da linha, não nos serve mais. Como resultado, tivemos de andar por uns 400 metros, subindo uma rampa de 37° (tenho um aplicativo que mede essas coisas) para ir a outro ponto de ônibus. Esperamos 15 minutos por um ônibus (chacoalhento) que nos levou à Estação Vila Madalena do metrô, onde pegaríamos outro carro, que nos levaria ao destino (Rua da Consolação). Depois de aguardar por mais de meia hora, resolvemos mudar de tática, tomar o metrô, descer na Estação Consolação e, de lá, tomar um ônibus até o destino. Resultado: gastamos 1 hora e 17 minutos para fazer um trajeto que leva, no máximo, 20 minutos de carro (à noite, voltamos de táxi, levou 17 minutos marcados no cronômetro). Se pintar faixa no chão resolvesse o problema do transporte coletivo (sem aumentar o número e a qualidade dos veículos), a questão estaria solucionada há muito tempo. Da próxima vez, irei de carro.

Luis Carlos Kfouri
cacalo.kfouri@uol.com.br
São Paulo
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TRANSPORTE PÚBLICO NA AGENDA
A agenda deste novo milênio não deveria ser o transporte público, que é finito e está próximo à saturação, mas a acessibilidade da população para as oportunidades que a metrópole lhes oferece. Ainda há a possibilidade de usar a infraestrutura existente e alterar a lógica de sua utilização para melhorar o desempenho, mas não se pode garantir o "direito" de se morar em São Miguel e ir trabalhar em Alphaville. Deve-se incentivar a moradia perto dos centros de negócios, promover um leque de usos em pólos locais com moradias que atendam a um amplo espectro de renda e ofertas de trabalho, serviços públicos, opções de lazer e esportes, educação, etc.; com isso a demanda de viagens (que serão mais curtas) pode ser mais bem equacionada e atendida.

Corinto Luis Ribeiro
corinto@corinto.arq.br
São Paulo
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PARA A PUBLICIDADE TEM
O prefeito Fernando Haddad (PT), em seus pronunciamentos, alega sempre que a falta de verba na Prefeitura pode paralisar seus projetos de governo. A carência de verbas pode até haver, mas os gastos com propaganda de sua gestão, que até o momento não mostrou a que veio, já são destaques em horários nobres na mídia televisiva. Já está na hora de repensarem essa política do "me engana que eu gosto", pois o dinheiro do contribuinte não cai do céu.

Francisco Zardetto
fzardetto@uol.com.br
São Paulo
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PROPAGANDA NEGATIVA
O ex-presidente Lula está reclamando da falta de divulgação dos feitos de prefeito Haddad. Ele está enganado. Quanto menos divulgação, melhor, são erros em cima de equívocos.

Luiz Frid
luiz.frid@globomail.com
São Paulo

“Pela foto, parece que tiveram que dar uns sopapos na presidenta, para ela pagar a conta”.

27/01/2014
às 17:16 \ Direto ao Ponto -Augusto Nunes

Veja o que os leitores portugueses acharam da ‘escala técnica’ de Dilma em Lisboa

Dilma em Portugal

Em 8 de março de 2012, o jornalista Celso Arnaldo Araújo comentou a inverossímil escala da comitiva presidencial no Porto: a caminho da Alemanha, Dilma Rousseff e seus turistas de estimação pararam na cidade portuguesa para comer um prato de bacalhau muito apreciado pela chefe de governo. Honrado com a visita, o dono do restaurante retribuiu no fim do jantar: o prato foi rebatizado de Bacalhau à Dilma. 

Perplexo com a reincidência registrada neste fim de semana, Celso Arnaldo remeteu à coluna um punhado de comentários de leitores de um jornal português. Confiram o recado do nosso caçador de cretinices. Volto no fim. (AN):

Enquanto nossa mídia registra, sem se escandalizar, a “parada técnica” do Aerodilma em Lisboa, onde 45 suítes foram ocupadas pela comitiva real nos hotéis Ritz e Tivoli (os mais caros da cidade) só para um jantar no Eleven (único restaurante estrelado Michelin de Portugal), o Diário de Notícias de lá falou do jantar e deu uma foto de Dilma com o chef Joachim e suas impressionantes olheiras (que os portugueses também chamam de “fronhas”).

Selecionei abaixo alguns comentários de internautas portugueses do site do jornal. Veja que o tom crítico e até derrisório lá é maior que o de cá.

“Algo que sempre adorei nos auto-denominados “solidários”, é que quando têm o carcanhol dos outros nas  mãos para “gerir”, tornam-se sempre adeptos do conforto capitalista. O contribuinte brasileiro a pagar jantaradas para grupos no Eleven (onde em média são Euros 100,00 por cabeça) e noitadas no Ritz !!!!! Vai lá vai….”

“Quando se acabar o crédito e/ou as riquezas naturais, acabam-se os Maduros, os Moráles e as Dilmas. Lá como cá, quando se acaba o dinheiro, acaba-se o socialismo. Depois, já se sabe, será a culpa dos mercados, dos bancos, blá, blá, blá…..”

“Coitada ! A mulher até mete dó! Deus me livre de tal coisa”.

“Por amor da Santa! Será que não era possível arranjar uma foto melhor, quer de um quer de outro? Parece que saíram de um naufrágio. A Dilma, então, que até nem é feia de todo, está um pavor, parece que ficou mal disposta com a janta. Que coisa mal amanhada! Será que pediram licença à senhora para postar a foto na rede? Tirem lá isso, se querem manter a freguesia. Se bem que o tal de 11 a mim não me diz nada mas se é na continuação do Lágrimas de Coimbra (onde caí uma vez por acaso), não vai deixar saudades à brasileira”.

“Tava linda hein Dilma, adorei esse look Fester Addams”.

“Parece photoshop ao contrário. Que vanguardista”.

“Pela foto, parece que tiveram que dar uns sopapos na presidenta, para ela pagar a conta”.

Voltei para a constatação: o retrato desenhado pelos comentários só não é pior que o retrato de Dilma ao lado do chef Joachim.

A permanência de Maria do Rosário é uma ofensa a todos nós.

26/01/2014
às 13:23 \ Opinião

Reynaldo-BH: A mulher que insiste nos erros só porque odeia ser contrariada

REYNALDO ROCHA

Ninguém gosta de ser contrariado. É da natureza humana. Mas é também humano reconhecer que a contrariedade pode servir de alerta e, mesmo indesejada, oferece uma chance de repensar a própria vida.

Dilma odeia ser contrariada. A psicanálise explica. O sentimento de menos valia (neste caso não é só sentimento) transforma em ofensa uma opinião contrária, mesmo que baseada em fatos.

Quem admite ser marionete de um presidente que não desencarna sabe que é uma figura menor. Isso talvez explique a reação de Dilma a qualquer discordância.

Exemplos? É por isso que Dilma mantém Guido Mantega no posto de czar da economia do Brasil. O ministro sem nenhuma credibilidade, indispensável a quem exerce tais funções o de quem ocupa a função, erra 10 em 10 previsões. E erra 11 em 10 decisões. Mas permanece no cargo.

Mantega é ministro da revista inglesa The Economist. Não de Dilma, que se recusa a demiti-lo para mostrar que tem força e não se dobra a uma publicação estrangeira. Mantega só continua ministro porque Dilma odeia ser contrariada.

O que a ministra Maria do Rosário faz no governo, além de envolver-se em episódios que causam desconforto até à presidente? Uma fábrica de asneiras e provas de incompetência expostas diariamente. 

Não se conhece uma única ação (nem mesmo uma declaração) da senhora Rosário que tenha alguma relevância. É provável que até companheiros de partido pensem assim da boquirrota que não mede o que diz por não ter neurônios para pensar no que dizer. 

É movida pelo desejo ardente de ser caninamente fiel à presidente, embora exponha o governo ao ridículo toda vez que abre a boca.

Como cada ação de Maria do Rosário corresponde a uma onda de contrariedade, Dilma não a afasta do emprego. A gerentona não admite interferência. Só de Lula. Nesse caso, são ordens.

Não haveria mudanças notáveis se o ministério que cuida dos Direitos Humanos fosse transferido das mãos de uma desequilibrada para o deputado Marcos Feliciano, que preside a comissão parlamentar encarregada do mesmo assunto porque o PT apoiou a indicação do pastor.

Um movido pelo fundamentalismo pseudo-religioso, outra pela subserviência xiita que a tornou uma ministra-bomba, ambos se igualam em irresponsabilidade e incompetência.

Dilma precisa entender que, se ninguém gosta de ser contrariado, ninguém suporta ser ofendido. A permanência de Maria do Rosário é uma ofensa a todos nós.

A Copa que seria o grande tiro eleitoreiro de Lula pode acertar o pé de Dilma Rousseff.

27/01/2014
às 13:31 \ Direto ao Ponto

A farra bilionária dos vigaristas que forjaram o conto da Copa vai acabar acordando a multidão de brasileiros lesados

(Foto: Reuters)
(Foto: Reuters)
ATUALIZADO ÀS 13H31

Alguma alma caridosa precisa contar ao neurônio solitário que toda obra física de grande porte é complexa. Se construir estádios fosse simples, como disse Dilma Rousseff no encontro na Suiça com Joseph Blatter, as arenas prometidas há seis anos estariam prontas. E a presidente da República não precisaria submeter-se às humilhantes cobranças do presidente da Fifa.

Enquanto se explica com os gringos que exploram o futebol mundial, a supergerente de araque finge que não tem de explicar-se com os nativos lesados pelos farsantes que forjaram o conto da Copa. O que dirá aos pagadores de impostos forçados a bancar a farra multibilionária — anabolizada pela irresponsabilidade do BNDES — promovida pelo Planalto em parceria com governadores, prefeitos, cartolas e empresários de estimação?

A reconstituição do golpe atesta que os trapaceiros nem esperaram pela oficialização da escolha do anfitrião do Mundial. A abertura de mais uma versão da ópera dos malandros ocorreu em 15 de junho de 2007: numa celebração no Planalto, Lula aprovou com sorrisos cúmplices e movimentos verticais da cabeça o palavrório de Ricardo Teixeira, ainda no comando da CBF: “A Copa do Mundo é um evento privado. O papel do governo não é de investir, mas de ser facilitador e indutor”.

Quatro meses mais tarde, o embusteiro reincidiu no Rio: “Faço questão absoluta de garantir que a Copa de 2014 será uma Copa em que o poder público nada gastará em atividades desportivas”. Em 4 de dezembro de 2007, depois de avisar que falava em nome de Lula, o ministro do Esporte, Orlando Silva, avalizou as promessas do parceiro hoje homiziado em Miami, a um oceano de distância do camburão.

“Os estádios para a Copa do Mundo serão construídos com dinheiro privado”, disse o ministro que também se transformaria em caso de polícia. “Não haverá um centavo de dinheiro público para os estádios”. Conversa de 171, sabe-se hoje. Oficialmente, o governo federal confessa ter enterrado R$ 4 bilhões nas arenas superfaturadas. O desperdício real foi bem maior e muito mais obsceno, provará a abertura da caixa preta da Copa da Roubalheira.

As maracutaias não contabilizadas continuam à espera da ofensiva dos políticos ditos oposicionistas, das reações vigorosas dos brasileiros que não capitulam nem se juntam à manada, das ações do Ministério Público e da mão pesada da Justiça. Entre tantas bandalheiras, é preciso investigar com urgência, por exemplo, a origem e o destino do dinheiro que saiu pelo ralo da reforma do Maracanã ou da construção do Itaquerão.

As duas obras deveriam custariam cerca de R$ 500 milhões cada uma. A primeira passou com folga de R$ 1 bilhão. A segunda está chegando lá, o que fará do novo estádio do Corinthians o fruto mais lucrativo da dobradinha formada pela Odebrecht e por Lula. Pai do colosso, o ex-presidente que virou camelô de empreiteira envolveu nos trabalhos de parto a mãe do PAC, o BNDES, o governo estadual e a prefeitura de São Paulo, fora o resto. Quem ganhou quanto?

A cinco meses do jogo de abertura, o colapso do projeto em execução no estádio do Atlético Paranaense informa que os espertalhões perdulários ignoram limites. Irritado com o que viu por lá na última inspeção, o secretário-geral Jerôme Walcke avisou que a arena de Curitiba seria excluída do mapa da Copa se o ritmo das obras não passasse a obedecer ao padrão Fifa. Imediatamente, o orçamento subiu de R$ 265 milhões para R$ 319 milhões. O salto de 20% será coberto pelos cofres públicos, que já financiaram 85% do que se gastou.

A festança dos vigaristas vai acabar acordando as multidões que, em junho passado, impuseram aos farristas algumas semanas de insônia e medo. Milhões de brasileiros têm sido tratados como se fossem todos patriotas de galinheiro ou otários profissionais. A Copa que seria o grande tiro eleitoreiro de Lula pode acertar o pé de Dilma Rousseff.

TRT condena Petrobras a pagar R$ 10 milhões por violar direito de greve

27/01/2014 15h27 - Atualizado em 27/01/2014 16h07

Estatal foi condenada por manter funcionários na Reduc durante greve.


Cabe recurso da sentença, mas Petrobras não informou se vai recorrer.

Do G1, no Rio

A 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ) por unanimidade condenou a Petrobras ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos por prática de condutas antissindicais e violação ao direito de greve. O valor deverá ser revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Cabe recurso da sentença. Procurada pelo G1, a Petrobras ainda não informou se pretende recorrer da decisão.

A ação civil pública que resultou  na condenação foi proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em 2011, dois anos depois de o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Destilação e Refinação de Petróleo de Duque de Caxias ter deflagrado uma greve de cinco dias na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), em março de 2009.

De acordo com a denúncia do MPT, com base na queixa do sindicato, para frustrar a paralisação e manter as atividades da Reduc, a Petrobras reteve dentro da refinaria os trabalhadores que iniciaram o turno no dia 22 de março, o que foi constatado durante inspeção no local feita por procuradores do Trabalho, informa o acórdão do TRT.

“Tal atitude da reclamada (Petrobras), além de ferir a dignidade do trabalhador, eis que o obriga a permanecer em seus estabelecimentos, frustrando o exercício de sua liberdade de ir e vir, laborando até a exaustão, sem locais apropriados para descanso, visa frustrar a deflagração do movimento paredista. E ao empregador não é dado impedir ou utilizar de meios que dificultem ou impeçam o exercício de tal direito, garantido constitucionalmente. Mostrou-se cabível a indenização por danos morais coletivos, eis que a conduta da reclamada, de práticas antissindicais, acarreta dano a toda a sociedade”, afirmou na decisão o relator do acórdão, juiz Leonardo Dias Borges.

Em relação ao recurso que a Petrobras apresentou, o magistrado acrescentou que “não há nenhuma alegação que possa justificar a conduta da reclamada, nem que sua atividade seja essencial para a sociedade. Mesmo porque várias propostas foram feitas pelo sindicato para manter o funcionamento da Refinaria de Duque de Caxias, no percentual de ao menos 30% do pessoal ativo, o que não foi aceito pela reclamada, que não quis paralisar a totalidade de sua produção. Dessa forma, a produção não seria interrompida nem a sociedade ficaria sem o fornecimento de serviços considerados essenciais, conforme alega a recorrente”.

Além da indenização por danos morais coletivos, o TRT/RJ manteve outras determinações da sentença de 1º grau, da 3ª Vara do Trabalho de Duque de Caxias, para que a Petrobras não pratique atos que impeçam ou dificultem o exercício do direito de greve. Para cada obrigação descumprida, a multa aplicada será de R$ 100 mil.

Vítimas de latrocínios em SP sobem e de homicídios caem em dezembro

27/01/2014 15h40 - Atualizado em 27/01/2014 

Mortos durante roubos sobem de 31 em 2012 para 36 no ano passado.

Dados da violência foram divulgados nesta segunda-feira em São Paulo.

Do G1 São Paulo
 

O número de vítimas de latrocínios, o roubo seguido de morte, subiu 16% em dezembro de 2013 em todo o estado de São Paulo, se comparado com o mesmo período de 2012, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (27) pela Secretaria da Segurança Pública. 

As vítimas de homicídios dolosos caíram na mesma comparação entre os meses.
Foram 31 vítimas de latrocínios em dezembro de 2012 contra 36 no mesmo mês do ano passado. O acumulado do ano no estado também registrou aumento: de 352 vítimas em todo 2012 para 385 em 2013, um aumento de 9,3%.

A secretaria registrou 565 vítimas de homicídios dolosos em dezembro de 2012 em todo o estado, contra 423 no ano passado, uma redução de 25%. O número total de vítimas de homicídio doloso teve uma queda de 9,14% se compararmos 2013 e 2012. No ano passado, foram registrados 4.733 mortes contra 5.209 em 2012.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), comemorou nesta manhã a queda nos casos de homicídios durante todo ano. "No ano inteiro, comparando janeiro a dezembro, teve queda de 8,2%, nós reduzimos de 4.836 para 4.439. Como a população brasileira é de quase 43 milhões, nós estamos com 10,3, 10,4 por 100 mil habitantes, que é o menor índice do país."

Os roubos subiram em dezembro do ano passado em todo o estado, em comparação com 2012: foram de 18.186 para 22.003. Um aumento de 21%. O roubo de veículos também cresceu de 7.698 para 9.644, ou 25%. Alckmin disse que, para evitar esse problema, existe a lei que regulamenta os desmanches, sancionada no início de janeiro, além da lei da bonificação, que paga bônus aos policiais pela redução da criminalidade.

Para a Secretaria da Segurança Pública, os desmanches são o destino da maioria dos veículos roubados. E esses assaltos estão diretamente relacionados a casos de latrocínio. Pela nova lei, os estabelecimentos irão precisar manter cadastro no Detran-SP e na Secretaria da Fazenda, além de identificar peças e partes de veículos desmontados para permitir o rastreamento.

Os casos de roubo a bancos também subiram no estado em dezembro de 2013 em comparação com o ano anterior: de 20 para 27, ou 35% a mais. Em todo o ano, houve crescimento de 222 casos em 2012 para 243 em 2013, ou aumento de 9,4%.

Capital paulista
 
As vítimas de latrocínio subiram 175% em dezembro de 2013 em comparação com o mesmo mês de 2012. Foram 11 vítimas no ano passado contra quatro em dezembro de 2012. Em todo 2013, a cidade registrou 143 mortes após roubos contra 103 em 2012, um aumento de 38%, de acordo com os dados divulgados pela secretaria.

Os casos de homicídios dolosos caíram 36% na cidade no mês de dezembro do ano passado: de 156 em 2012 para 99. Em todo 2012, foram 1.368 casos contra 1.176 em 2013, queda de 14%. Os furtos caíram 6,93% em dezembro de 2013, com 1.192 ocorrências a menos em relação a 2012. O roubo de veículos cresceu 15,2% no mesmo mês.

Bom colesterol 'pode se tornar ruim e entupir artérias', diz pesquisa




Um estudo liderado por médicos americanos mostrou que o chamado bom colesterol também tem um lado perigoso, podendo aumentar o risco de ataques cardíacos.

A lipoproteína de alta densidade (HDL na sigla em inglês), ou colesterol bom, normalmente ajuda a manter as artérias limpas e faz bem para a saúde do coração.

Mas um time de médicos do centro médico acadêmico Cleveland Clinic, no estado de Ohio, mostrou que o HDL pode se tornar anormal e entupir as artérias.

Eles dizem que as pessoas devem continuar a comer de forma saudável, mas que a história do "bom" colesterol é mais complexa do que se pensava.

A lipoproteína de baixa densidade (LDL na sigla em inglês) é "ruim" porque é depositada nas paredes das artérias e causa a formação de placas duras que podem causar entupimentos, resultando em acidentes cárdeo vasculares (AVC) e infartos.

No caso do HDL, ele é um colesterol "bom" porque é enviado para o fígado.

A evidência hoje é de que ter uma proporção maior do bom colesterol em relação ao ruim faz bem à saúde.

No entanto, os pesquisadores da Cleveland Clinic dizem que testes clínicos com o objetivo de aumentar os níveis de HDL "não tiveram sucesso" e que o papel do bom colesterol é claramente mais complicado.

'A exata mudança química'

No estudo, divulgado na publicação científica Nature Medicine, eles mostraram como a lipoproteína de alta densidade pode se tornar anormal.

Um dos pesquisadores, Stanley Hazen, disse que o HDL estava sendo modificado nas paredes das artérias.

"Nas paredes das artérias o HDL está agindo de forma bastante diferente de como age na circulação. Pode se tornar disfuncional e contribuir para o desenvolvimento de doenças do coração."

"Estes dados não mudam a ideia de que devemos comer de forma saudável", explicou Hazen.

Ele disse que as descobertas serão usadas para desenvolver novos testes para o HDL anormal, e pesquisar medicamentos que ajudem a bloquear sua formação.

Shannon Amoils, um pesquisador da organização de caridade britânica voltada para problemas cardíacos, a British Heart Foundation, disse que "embora tradicionalmente pensemos no HDL como colesterol 'bom', a realidade é muito mais complexa."

"Nós hoje sabemos que diante de certas condições, o HDL pode se tornar disfuncional e pode ajudar a entupir artérias."

"Esta interessante pesquisa mostra a exata mudança química que torna o "bom" colesterol em "ruim".

"Esse conhecimento pode permitir que cientistas monitorem a doença arterial coronária mais de perto ou até mesmo ataquem o colesterol "ruim" com medicamentos."


Cubanos do Mais Médicos desembarcam em Brasília, Fortaleza e SP


Valor on line



Mais dois mil médicos cubanos chegam ao Brasil a partir desta terça-feira, 28, para avolumar o programa Mais Médicos, de acordo com informações do Ministério da Saúde. 
Esses profissionais vão desembarcar em São Paulo, Brasília e Fortaleza, onde vão cursar o módulo de acolhimento e avaliação do programa, que dura três semanas e deve começar na segunda, 3.

A aprovação no módulo é obrigatória para receber o registro que autoriza a atuação no Brasil durante o programa. A previsão é que esses profissionais comecem a atuar nos municípios em março.

Os profissionais cubanos fazem parte da terceira fase do Mais Médicos, que contará também com outros 891 profissionais selecionados por meio de inscrições individuais. 
O ministério ainda não definiu o local de atuação dos médicos cubanos. A distribuição ocorrerá após o encerramento do prazo para que os profissionais brasileiros decidam se querem migrar do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) para o Mais Médicos.

Já os 891 profissionais da seleção individual serão distribuídos em 412 municípios e oito Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). São 423 participantes com registro profissional ou diploma revalidado no Brasil e 468 com registro profissional de outros países.

O Nordeste vai receber 274 médicos, o Sudeste, 230, o Sul, 178, o Norte, 123, e o Centro-Oeste, 86. Os brasileiros começarão a trabalhar no dia 3 de fevereiro e os estrangeiros, no dia 5 de março.

Atualmente, em todo o país, 6.658 profissionais estão atuando pelo Mais Médicos, em 2.166 cidades e 28 distritos indígenas. A meta do governo federal é preencher 13 mil postos até o fim de março.

De acordo com nota da pasta, entre o fim de março e o início de abril, o programa vai abranger uma área onde vivem cerca de 46 milhões de pessoas.