sábado, 1 de fevereiro de 2014

Cartazes espalhados pelo DF cobram promessas do GDF a policiais militares

A categoria divulga nas redes sociais uma espécie de orientações de procedimentos para atrasar os atendimentos e até deixar de atender ocorrências


Mirelle Pinheiro
Publicação: 31/01/2014 09:38 Atualização: 31/01/2014 21:42
 (Mirelle Pinheiro/CB/DA Press)


"Porque os policiais e bombeiros irão parar". Essa foi a mensagem que alguns brasilienses viram ao sair de casa na manhã desta sexta-feira (31/1). Cartazes explicando o motivo da Operação Tartaruga foram espalhados em muros e pontos de ônibus da capital.


 (Mirelle Pinheiro/CB/DA Press)

O folheto assinado pela Associação dos Praças (Aspra) e pelos blogs Espaço Livre PMDF e Jabasta aponta o governador Agnelo Queiroz como principal culpado pela escalada de violência no DF. As entidades justificam que o movimento começou devido à insatisfação da categoria com as condições de trabalho e ressalta que o atual governador não cumpriu 13 promessas da campanha eleitoral. Alguns militares têm divulgado nas redes sociais uma espécie de orientações de procedimentos para atrasar e até deixar de atender ocorrências.

Polícia Civil faz operação para deter criminosos envolvidos em homicídios 
GDF se reúne com a cúpula de segurança pública para discutir violência
 
Na manhã de quinta-feira (30/1), o governador Agnelo Queiroz criticou a mobilização dos militares: “A categoria tem todo o direito de reivindicar. O que não pode é colocar em risco a vida da população. O GDF vai tomar todas as medidas necessárias para que Brasília não se torne refém do medo”.

 No entanto, o governador não chegou a citar o que, de fato, será feito.

O Centro de Comunicação Social da Polícia Militar afirmou que não existe paralisação e que a categoria continua trabalhando normalmente patrulhando as ruas da cidade para diminuir a criminalidade.

Tudo sobre o Mensalão e sua repercussão na carreira politica de João Paulo Cunha.


João Paulo Cunha ainda acredita que pode escapar da cadeia

Condenado por corrupção, ele – que já ocupou a Presidência da República – viu sua ambição abatida no auge

 

ALBERTO BOMBIG E ALINE RIBEIRO
31/01/2014 20h58


A decoração do escritório político de João Paulo Cunha reflete suas devoções, paixões, memórias e aspirações. Há imagens de São Francisco de Assis, bibelôs do São Paulo Futebol Clube, retratos de família – e, em quadros devidamente emoldurados, páginas do Diário Oficial do período em que o deputado petista, então presidente da Câmara, ocupou a cadeira de presidente da República. Isso ocorreu duas vezes. 

Numa delas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpria uma agenda fora do país e seu vice, José de Alencar, estava internado com pneumonia. Na outra, ambos haviam viajado para o exterior. Ocupar a Presidência, ainda que como substituto, foi o ponto mais alto da carreira política de João Paulo. O mais baixo ele vive agora. 

O Supremo Tribunal Federal decretou sua prisão no dia 6 de janeiro. João Paulo continua em liberdade até que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, volte de suas férias – isso está previsto para esta segunda-feira, dia 3 de fevereiro. De camiseta polo vermelha, calça jeans e tênis Vans, João Paulo parecia relaxado na terça-feira passada em seu escritório em Osasco, um sobrado amarelo de frente para uma praça arborizada. 

Na manhã quente de verão – provavelmente seu último verão em liberdade –, João Paulo ainda achava que poderia escapar da prisão. “Acredito nas pessoas, né? O ministro pode aguardar a definição final da pena e só depois decretar minha prisão”, afirmou. O rosto dele, como se pode ver pelo retrato ao lado, misturava tensão à calma aparente.

João Paulo tem 55 anos e foi o primeiro político a ser condenado por corrupção na história brasileira. Foi também o primeiro a ser condenado no processo do mensalão. O escândalo truncou uma carreira política que parecia fulminante – e, entre os condenados, poucos estiveram tão intimamente ligados ao caso quanto ele. 

João Paulo foi o primeiro petista a contratar os serviços da SMP&B, a agência de Marcos Valério – para fazer sua campanha à presidência da Câmara dos Deputados, em 2003. Em 2004, quando tentou celeremente a reeleição ao mesmo cargo, ajudou a criar um clima de animosidade no Congresso, decisivo para as denúncias que trouxeram o mensalão à tona. 

Entre esses dois momentos, fundamentais para sua derrocada, João Paulo viveu seu auge. E sonhou com glórias ainda maiores. Ree­leito presidente da Câmara, seria um possível candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, em 2006. “Certamente teria um espaço grande”, diz. “Tinha condições de crescer bastante.” Tinha mesmo. Poderia ir ainda mais longe numa trajetória de ascensão constante, que começara 25 anos antes.   

>> STF rejeita recursos e autoriza prisão imediata de João Paulo Cunha
DERROCADA O deputado João Paulo Cunha. “Devia ter parado com tudo, mas enfim... Essas coisas não têm explicação” (Foto: Filipe Redondo/ÉPOCA)

João Paulo participou da criação do PT em Osasco em 1981. Elegeu-se verea­dor no ano seguinte, na primeira eleição disputada pelo partido. Tornou-se deputado estadual em 1991. Por cinco vezes, ganhou o posto de deputado federal – nas últimas duas disputas, como o mais votado do PT em São Paulo. 

Em 1998, durante seu primeiro mandato como deputado federal, João Paulo sofreu um grave acidente de carro no Piauí. O automóvel caiu numa ribanceira, e João Paulo ficou quase 60 dias em recuperação, engessado do peito à cabeça. Lula acabara de perder a terceira eleição seguida para a Presidência da República. 

Abatido pelos últimos acontecimentos, João Paulo pensou em largar a política. Decidiu estudar Direito para abrir um escritório de advocacia. Em 2002, tornou-se líder da bancada em Brasília, e isso o animou novamente. Como líder, trabalhou na campanha do presidente Lula. “Com o Lula eleito, havia a possibilidade de eu me tornar presidente da Câmara”, afirma. “Devia ter parado com tudo, mas enfim... Essas coisas não têm explicação.”

Para chegar à presidência da Câmara, João Paulo contratou a SMP&B, agência de Marcos Valério, no início de 2003. O tesoureiro petista Delúbio Soares e o deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) apresentaram Valério e João Paulo. Nascia assim a proximidade entre o PT e Marcos Valério, o principal operador do mensalão. 


Foi uma campanha vitoriosa, que custou R$ 150 mil – dinheiro pago pelo próprio PT, segundo João Paulo. Em outubro daquele mesmo ano, a SMP&B ganhou uma licitação e foi contratada como agência de publicidade da Câmara dos Deputados. A agenda de encontros de Valério registrou três encontros dele com João Paulo durante o período em que a licitação da Câmara estava em fase decisiva, uma delas no dia 3 de setembro.

 (Em depoimento posterior à Câmara, em 2005, Valério chegou a afirmar que foi João Paulo quem o apresentou ao ex-mi­nistro José Dirceu. João Paulo sempre negou essa afirmação, mas, também em depoimento aos deputados, confirmou ter mantido uma relação muito próxima com Valério.)
>> O cárcere que liberta a República

Em 2004, João Paulo quis se reeleger presidente da Câmara dos Deputados. Ele mirava longe. Permanecer no cargo era para ele uma plataforma de lançamento ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.  Os nomes tradicionais do PT em São Paulo estavam desgastados, e mais um ano à frente da Câmara daria a João Paulo a visibilidade necessária para uma candidatura. 


A emenda permitindo a reeleição no comando do Legislativo fora apresentada ainda em 2003 pelo deputado Benito Lira (PP-AL). Se aprovada, a medida beneficiaria João Paulo e José Sarney (PMDB-AP), então presidente do Senado. 

Os dois passaram a trabalhar juntos nos bastidores. O movimento rachou o PMDB, porque Renan Calheiros (AL) era o primeiro na linha sucessória de Sarney e não aceitava esperar mais dois anos. Lula não queria se indispor com a ala controlada por Renan e entregou João Paulo à própria sorte.
 

1. Durante viagem do  presidente Lula à Venezuela,  o então presidente da  Câmara, João Paulo Cunha, assume interinamente a Presidência da República.  2. Em 2004, João Paulo Cunha ajuda a eleger Emidio de Souza prefeito de Osasco e amplia o poder do PT na (Foto: Sergio Lima/Folhapress,  reprodução e Lula Marques/Folhapress)

Com a emenda derrubada em plenário, João Paulo foi o grande derrotado. Na tentativa de dar uma demonstração de força ao Planalto, pedira votos pessoal­mente para o projeto. O episódio terminou com o presidente da Câmara e o PT enfraquecidos, o PMDB dividido e a oposição vitoriosa. Foi também a primeira decepção de João Paulo com Lula. 

Foi nesse ambiente de animosidade política que, numa manhã de segunda-feira, 6 de junho de 2005, Roberto Jefferson afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que o governo comprava apoio político. Dias depois, Marcos Valério deixava as sombras para se transformar no pivô financeiro do escândalo. Começava o pesadelo.

As investigações do mensalão colocaram a contratação da SMP&B pela Câmara dos Deputados sob suspeita. Elas revelaram que, no dia 4 de setembro de 2003, a mulher de João Paulo, Márcia Milanesio, fora até uma agência do Banco Rural, envolvido no escândalo, e sacara R$ 50 mil na boca do caixa. 


Com a revelação, o mundo despencou para João Paulo no Congresso. “Exatamente no dia seguinte a essa reunião (entre João Paulo e Marcos Valério em setembro), o sr. João Paulo Cunha recebeu R$ 50 mil, em espécie, oriundos de cheque da SMP&B, disponibilizado pela agência do Banco Rural em Brasília. 

E, apenas onze dias depois do recebimento desse dinheiro, o presidente da Comissão Especial de Licitação, que havia sido constituída e nomeada pelo acusado, assinou o edital, datado de 15 de setembro de 2003, que resultaria na contratação da SMP&B pela Câmara dos Deputados em 31 de dezembro de 2003”, afirmam os autos da Ação Penal 470. “A alegação de que João Paulo não tinha conhecimento de que os R$ 50 mil por ele recebidos foram repassados pela SMP&B  também não pode ser aceita.”

Hoje, nove anos depois, João Paulo disse a ÉPOCA: “A gente precisava de R$ 50 mil para fazer pesquisas em quatro cidades: Jandira, Carapicuíba, Cotia e Osasco. Delúbio tornou viável esses recursos. As pesquisas foram feitas no segundo semestre de 2003. Delúbio disse que estava pedindo para disponibilizar no Banco Rural em Brasília e perguntou em nome de quem deveria enviar. 


Respondi que no nome da minha mulher. Ela se identificou, deu identidade, assinou o xerox, pegou o recibo, passou para outro companheiro chamado Gelso, que pegou o dinheiro para pagar os institutos. E as pesquisas foram realizadas. Para você ver como há muita maldade”. O STF não acreditou nessa versão. 

Condenado na Ação Penal 470 por corrupção passiva, peculato (desvio de recursos) e lavagem de dinheiro, João Paulo recebeu uma pena de nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado, além da obrigação de pagar uma multa de R$ 370 mil. Ainda não sabe se precisará renunciar ao cargo de deputado nem se seu mandato será cassado. 

Como a votação para o julgamento do crime específico de lavagem de dinheiro foi apertada no Supremo, os advogados do deputado apresentaram um tipo de recurso conhecido como “embargos infringentes”. Ele terá agora um novo julgamento e sua punição pode ser reduzida em três anos. Se isso ocorrer, migra do regime fechado para o semiaberto. “Estimo que, até abril deste ano, o Supremo analisará o recurso”, diz Alberto Zacharias Toron, advogado do caso.

“O ministro Joaquim Barbosa é um homem cruel”, diz João Paulo. De acordo com petistas, essa mágoa tem explicação. Ao longo dos sete anos em que se desenrolou a ação do mensalão, João Paulo acreditou até o último momento que seria absolvido. Prova disso foi ter se lançado candidato a prefeito de Osasco em 2012, no ano do julgamento, outra clara evidência de sua ambição. 


A candidatura contrariava vários setores do PT, convencidos de que João Paulo colocara seu projeto político acima do partido, já que Osasco é uma das cidades mais importantes da Grande São Paulo. Poderia também atrapalhar os planos de Fernando Haddad na vizinha São Paulo. Somente quando foi condenado, em agosto, a dois meses da eleição, João Paulo procurou o então prefeito de Osasco, Emidio de Souza, para comunicar sua desistência. 

Segundo seus amigos, esse foi o momento em que João Paulo mais esteve abatido desde a explosão do caso. Segundo disse numa entrevista, pensou até em se suicidar. Nesse momento, à mágoa com os ministros do STF se juntou à mágoa com o ex-presidente Lula. Quatro petistas ouvidos por ÉPOCA afirmaram que João Paulo esperava uma campanha movida por Lula, publicamente, em prol dos réus durante o julgamento. Ele imaginava que a popularidade de Lula pudesse acuar os ministros e pressioná-los pela absolvição. Lula, no entanto, permaneceu calado. Questionado por ÉPOCA, João Paulo nega ter mágoas e diz que Lula atuou internamente a seu favor no PT.
 

1. João Paulo recebe apoio em meio à  CPI que devassou  sua relação com  o empresário  Marcos Valério, um dos pivôs do mensalão 2. Depois de ter sido condenado e obrigado a desistir da candidatura à prefeitura de  Osasco, em 2012,  João Paulo chega para v (Foto: Lula Marques/Folhapress, Luiz Carlos  Murauskas/Folhapress e Juca Varella/Folhapress)

João Paulo nasceu em Caraguatatuba em 1958. Aos 6 anos, mudou-se com a família para um bairro periférico de Osasco. O pai trabalhava como vigia numa metalúrgica, a mãe era empregada doméstica. 

Ainda pequeno, vendeu picolé na rua, legumes na feira, engraxou sapatos e etiquetou embalagens de produtos de limpeza numa fabriqueta da patroa da mãe. Aos 14 anos, foi registrado como vendedor de uma loja de esportes. Seu primeiro contato com o universo político se deu na Igreja Católica, refúgio usado pelos jovens naquele período de repressão da ditadura militar para discutir questões políticas. 

A despeito de o objetivo inicial ser a espiritualidade, eram os temas sociais que dominavam os assuntos. “Eles tinham vontade de saber como era a questão da luta, perguntavam se eu tinha esperança de que o trabalhador seria um dia valorizado”, diz José Pedro, presidente do diretório do PT de Osasco, naquele tempo uma espécie de mentor de João Paulo na igreja e nos movimentos sociais. A partir daí, João Paulo se enveredou para a oposição sindical, até chegar à fundação do PT.

No primeiro ato de criação do partido em Osasco, em 1981, uma festa no ginásio de esportes com direito a forró, lambada, barraca de cachorro-quente e cerveja, João Paulo falou com Lula pela primeira vez. No ano seguinte, aos 24 anos, foi escolhido para representar o partido como candidato a vereador. 


“Ele era o membro do grupo com mais liderança e acabou eleito”, diz Valmir Prascidelli, vice-prefeito de Osasco, contemporâneo de João Paulo na formação do PT. A família não foi contra, mas o pai de João Paulo ficara preocupado com o envolvimento do filho na política. “A gente nunca imaginava que ele chegaria aonde chegou”, diz Maria Aparecida Cunha, irmã mais velha de João Paulo.

“Em sua última semana de liberdade garantida, João Paulo alterna sua rotina entre os cuidados com a saúde (fez uma série de exames da coluna), a divulgação de uma revista produzida para tentar provar sua inocência e a visita de familiares, amigos e até padres e pastores que vão até sua casa prestar algum tipo de conforto espiritual. Dentro do PT, sua influência vem diminuindo. Ele ainda controla cargos no diretório estadual e faz indicações para a Ceagesp, a maior central de abastecimento de alimentos do país.   

Não fosse o estouro do escândalo do mensalão em 2005, João Paulo, nome forte no PT, poderia ascender ainda mais em Brasília. Era essa sua vontade. Qual o limite? Dois caminhos se mostravam possíveis para ele após a candidatura ao Bandeirantes, caso vencesse a disputa pelo governo de São Paulo: a Vice-Presidência ou até mesmo a Presidência da República – únicos postos acima da presidência da Câmara. 


Sonhos que, hoje, parecem impossíveis. “Minha pretensão é ter paz”, diz João Paulo, diante das relíquias que lembram o tempo em que, pelo menos por alguns dias, foi presidente da República.



Brasileiros já pagaram R$ 200 bilhões em impostos em 2014


01/02/2014 04h56 - Atualizado em 01/02/2014 04h56


Marca foi atingida neste sábado (1) e registrada pelo Impostômetro.
No ano passado, valor foi alcançado 13 dias depois,

Do G1, em São Paulo

O valor pago pelos brasileiros neste ano em impostos federais, estaduais e municipais já soma R$ 200 bilhões. A marca foi registrada neste sábado (1), por volta de 4h30, segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

No ano passado, a mesma marca foi registrada 13 dias depois, em 14 de fevereiro, o que aponta para o aumento da carga tributária em 2014.

Segundo a ACSP, a tendência é de alta da carga tributária neste ano em razão da situação mais apertada das contas públicas.

"Nesta semana, recebemos a notícia de que os gastos do governo federal atingiram um recorde histórico em 2013 e que os investimentos cresceram muito pouco. Isso mostra que o problema das finanças públicas não está do lado da receita mas, sim, do lado do gasto, da despesa”, diz o presidente da associação, Rogério Amato.

O painel eletrônico que calcula a arrecadação em tempo real está instalado na sede da associação, na Rua Boa Vista, região central da capital paulista.

O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhado pela internet, na página do Impostômetro. Na ferramenta, criada em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), é possível acompanhar quanto o país, os estados e os municípios estão arrecadando em impostos, e também saber o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado.

O Impostômetro encerrou o ano de 2013 com a marca recorde de R$ 1,7 trilhão. O IBPT estima que a carga tributária brasileira subiu para 36,42% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, ante um peso de 36,37% do PIB em 2012.

Impostos no Carnaval

A ACSP divulgou uma lista sobre a alta carga tributária nos produtos de Carnaval. Do preço da serpentina e do confete, 43,83% são de impostos. No spray de espuma são 45,94%. A máscara de plástico tem 43,93% e a máscara de lantejoulas possui 42,71%. Na cerveja em lata, o percentual de impostos é 55,60% e na cachaça, 81,87%.
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Mulher cobra até R$ 1.200 por sessão profissional de 'dormir de conchinha'



31/01/2014 08h51 - Atualizado em 31/01/2014 08h51
 

Ali C fundou empresa especializada no serviço em Nova York (EUA).


Americana diz que, por mais que excitação seja 'normal', sexo é proibido.

 

Do G1, em São Paulo

Fundadora do “Cuddle U” em Nova York, nos EUA, Ali C tornou o ato de “dormir de conchinha” um verdadeiro negócio, e se considera a primeira profissional da região na arte de deitar ao lado de seus clientes e confortá-los com carinho e uma boa conversa.

Em entrevista ao jornal “New York Daily News”, a americana contou que começou seu negócio no fim do ano passado, e que pouco depois seu escritório começou a ficar cheio de clientes interessadas apenas em serem abraçadas por outra pessoa.


Ali C fundou empresa especializada em atender pesssoas que desejam dormir de conchinha (Foto: Reprodução/YouTube/New York Daily News) 

Ali C fundou empresa especializada em atender pesssoas que desejam dormir de conchinha (Foto: Reprodução/YouTube/New York Daily News)

Ali C afirmou que possui mais de 30 clientes, e que cobra a partir de R$ 144 pelas sessões, incluindo pacotes especiais de R$ 480 para ficar abraçadinho durante um filme, podendo alcançar R$ 1.200 para quem deseja dormir a noite inteira de conchinha. “É uma posição popular e confortável. Geralmente faço carinhos no cabelo, pescoço e rosto, o que os clientes acham muito confortável”, explicou Ali.


O objetivo do serviço, sublinhou a americana, é criar um ambiente com “energias amorosas, sem conotação sexual”, afirmando que seus clientes ficam “muito vulneráveis” quando são abraçados e conversam, principalmente quando passam por situações estressantes ou rompimentos amorosos.


A mulher deixa explícitas as regras em seu site oficial, destacando que conversas durante a sessão são encorajadas mas que contatos ou comportamentos sexuais são totalmente proibidos.

Governo anuncia concessão de quatro trechos de rodovias e da Ponte Rio-Niterói


  • 31/01/2014 14h30
  • Brasília
Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura
Brasília – A presidente Dilma Rousseff e o ministro dos transportes César Borges assinam convênio de concessão das Brs 060-153-262 (Antônio Cruz/Agência Brasil)

O ministro dos Transportes, César Borges, anuncia a concessão de cinco trechos de rodovias à iniciativa privada
O governo federal anunciou hoje (31) a concessão de cinco rodovias. Serão transferidos para a iniciativa privada 2.625 quilômetros (km) de rodovias e duplicados 2.282 km. O investimento estimado é R$ 17,8 bilhões. Serão leiloados trechos da BR-476, na Região Sul, e das BR-163, 364 e 153, no Centro-Oeste, além da Ponte Rio-Niterói. “Nossa intenção é a de não renovar [com a atual concessionária da ponte], porque [a concessão] foi feita com taxas e valores de pedágio muito altos”, disse o ministro dos Transportes, César Borges.

A concessão da Rio-Niterói terminará em maio de 2015. “Iniciamos o processo para concessão por meio de proposta de manifestação de interesse, para fazer [o leilão] neste ano. Vamos ligá-la à Linha Vermelha, e construir um mergulhão [na saída dela] em Niterói. Não tenho a menor dúvida de que conseguiremos modicidade tarifária”, acrescentou o ministro. Atualmente, a tarifa cobrada na ponte é R$ 4,90.

As demais rodovias serão concedidas por 30 anos, tendo como principal justificativa a necessidade de escoamento de produtos brasileiros para portos subutilizados. “Queremos estruturar os eixos da produção brasileira para chegarmos aos portos de forma desconcentrada, indo para o Norte e Nordeste [e diminuíndo o tráfego em direção aos portos das regiões Sul e Sudeste]”.

No caso da BR-163/230, concessão de 976 km, o ministro creditou aos produtores a escolha pelo Porto de Miritituba, no lugar de Santarém. “O Porto de Santarém é urbano e tem alguns problemas. Mas, nada impede que, futuramente, também direcionemos as concessões nesta direção”, disse. A concessão da BR-364/060, ligando Rondonópolis e Goiânia, terá extensão de 703,7 km; a da BR-364, 439 km; e o trecho das BR 476, 153, 282 e 480, no Sul, terá 493,3 km.

Primeira escola pública bilingue em português e espanhol é inaugurada no Rio

Geral


  • 31/01/2014 23h34
  • 01/02/2014 05h35
  • Rio de Janeiro
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli
 
O Colégio Estadual Hispano-Brasileiro João Cabral de Melo Neto foi inaugurado hoje (31) no Méier, zona norte do Rio. No local, os 106 matriculados vão fazer os três anos de ensino médio em uma escola bilíngue da rede pública em que as aulas são dadas em português e espanhol. O horário é integral e vai das 7h às 17h.

“Nós queríamos resgatar aquele conceito do CIEP [Centro Integrado de Educação Pública, projeto educacional elaborado pelo antropólogo Darcy Ribeiro inaugurado no Rio de Janeiro, no governo Leonel Brizola, em 1983] de horário integral ”, explicou o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia.

Como as vagas são limitadas, os alunos precisaram passar por uma prova, classificada pelo secretário, como uma espécie de “vestibulinho”. Primeiro foi publicado um edital e logo foram feitas após a inscrição dos jovens. No processo seletivo, 95% das vagas são destinadas aos estudantes que já são da rede pública. 

“Não é uma cota, é uma justiça”, disse, informando ainda que no ano que vem haverá mais um grupo de 106 alunos para compor a segunda geração da escola, que teve um custo de R$ 1,6 milhão, incluindo as obras e a compra, em dezembro de 2013, do prédio que pertencia a uma escola particular.

Durante o turno da manhã, o aluno estuda com 90% do currículo em português e o restante em espanhol e, no turno da tarde, a situação se inverte. O secretário explicou que o modelo foi criado para atender à matriz curricular definida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e para que os alunos também possam participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Para o conselheiro de Educação da Embaixada da Espanha no Brasil, Álvaro Laseca, o importante é que o aluno vai fazer um currículo integrado acompanhado por um assessor espanhol e, no fim, ele vai receber dois diplomas, um brasileiro e um espanhol. "A ideia é que eles tenham dois diplomas e, como o nível de espanhol vai ser muito bom, eles podem estudar em uma faculdade na Espanha", esclareceu.

O vice-governador, Luiz Fernando Pezão, que representou o governador Sérgio Cabral na cerimônia, disse que não tem outra maneira do país avançar se não for por meio da educação. " A guerra não está vencida, ainda temos que fazer mais para avançar", disse.

Luiz, filho do poeta João Cabral de Melo Neto, estava presente na inauguração. Para ele, é fascinante ver uma escola deste porte com o nome do pai. “Garanto que, onde ele estiver, estará feliz por ter sido lembrado em um momento como esse e, para mim, é emocionante”, disse.

Para Christovam de Chevalier, filho da jornalista Scarlet Moon de Chevalier, morta em junho do ano passado, a cerimônia também representou uma emoção. Ele e as irmãs Gabriela e Theodora doaram para a biblioteca do colégio mil livros que faziam parte do acervo da jornalista. Com a doação, a escola prestou uma homenagem à jornalista dando nome dela à sala. “O conhecimento é para ser compartilhado. 

Não teria graça nenhuma eu ficar com uma parte dos livros e as minhas irmãs com outras”, disse, acrescentando que alguns exemplares são raros e autografados por autores como Rubem Fonseca, Nélida Piñon, Lígia Fagundes Teles. “São grandes nomes da literatura brasileira contemporânea”.

O Colégio Estadual Hispano-Brasileiro João Cabral de Melo Neto faz parte do programa Dupla Escola do governo estadual que inclui além de escolas bilíngues, colégios com especialização. Na quarta-feira (29) foi inaugurada no Ciep Governador Leonel de Moura Brizola, em Niterói, a escola que terá aulas em português e francês e ontem foi a vez do Ciep Carlos Drumond de Andrade, em Nova Iguaçu, onde as aulas serão ministradas em inglês e português.

Ainda em 2015 está prevista a inauguração de uma escola bilíngue português e mandarim. Os entendimentos com o governo chinês estão adiantados. Risolia informou que a premissa básica nessas escolas é o intercâmbio entre professores e alunos e já está rendendo frutos fora do país. “A nossa escola em parceria com o governo francês vai inaugurar [na França], em setembro, uma escola em francês e português do Brasil”, disse.

Agnelo garante efetivo policial nas ruas neste sábado mas não cumpre promessas de campanha

Após dois meses com policiais militares em "Operação Tartaruga" e uma elevação dos índices de criminalidade no início de 2014, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, interveio e garantiu, nesta sexta-feira, 31, que o efetivo militar retorna às ruas da capital federal a partir deste sábado, 1. 

Só no primeiro mês do ano, foram registrados mais de 70 homicídios em Brasília e cidades satélites - um aumento de 27% na comparação com o mesmo período de 2013, quando 53 pessoas foram assassinadas.

Em duas reuniões com a cúpula da Segurança Pública, Agnelo acertou o retorno do efetivo para as ruas hoje. O comandante-geral da PM, coronel Anderson Carlos de Castro Moura, garantiu que os policiais militares, inclusive de altas patentes, trabalharão todos os dias até que a ordem seja restabelecida nas ruas do DF. 

A PM afirma ainda que serão instaurados procedimentos disciplinares para apurar e, possivelmente, punir todos os policiais que participaram da Operação Tartaruga, que podem receber de advertência a demissão do cargo que ocupam. 

A principal reivindicação da categoria é aumento salarial.

Nesta sexta, o governador disse reconhecer o direito de se manifestar, mas sustentou a versão que o governo tem ventilado, ligando a paralisação dos policiais a uma briga política. "A vida é mais importante que a política. Por isso que a PM tem a obrigação de garantir a segurança pública do DF. Nossa PM tem comando. Não podemos admitir, em hipótese alguma, que meia dúzia de pessoas, com atitudes inclusive covardes, possam colocar em risco a segurança do nosso povo. Eles não têm direito de colocar a vida das pessoas em risco", disse Agnelo em pronunciamento à imprensa, referindo-se também a manifestações de alguns integrantes da corporação, que comemoraram o aumento nos índices de criminalidade nos últimos dias.


A motivação política alegada pelo governo local decorre da pretensão de vários membros da segurança local desejarem se lançar candidatos a algum cargo eletivo neste ano, inclusive o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, que almeja uma vaga na Câmara Legislativa do DF. Nos bastidores, contudo, fala-se em falta de "liderança" do governador e descumprimento de promessas de campanha feitas em 2010 - na campanha, Agnelo apresentou uma lista com 13 propostas para a Segurança Pública que, reclamam os militares, não foram cumpridas.

A situação no DF fez o governo federal ficar alerta. Hoje, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se colocou à disposição do GDF. "Se nos for feita solicitação de auxílio, dentro das nossas possibilidades, ela está obviamente deferida. Nós temos colaborado muito com o Estado de Goiás e com o Distrito Federal no entorno", afirmou.

A bancada do DF no Congresso Nacional também vai discutir a situação da segurança em reunião na próxima terça-feira, 4. Por iniciativa do senador Rodrigo Rollemberg (PSB), que deve concorrer ao governo do DF nas eleições deste ano, foram chamados o secretário de segurança, o comandante da PM, representantes da OAB-DF, além de especialistas da Universidade de Brasília (UnB) e associações da categoria. A OAB, inclusive, ameaçou acionar judicialmente o Governo do Distrito Federal pela situação de insegurança, mas recuou diante das medidas anunciadas por Agnelo nesta sexta.

Mesmo com o aumento dos índices de criminalidade no DF em janeiro, a Secretaria de Segurança Pública postou, na última quarta-feira, dia 29 de janeiro, uma notícia em que exalta o fato de o Distrito Federal não aparecer entre as capitais mais violentas do Brasil segundo um estudo da ONG mexicana Conselho Cidadão.

 A matéria é intitulada "Enquanto capitais brasileiras chegam a registrar 79 homicídios por grupo de 100 mil habitantes, o DF fechou 2013 com uma taxa de 25 mortes por grupo de 100 mil".
Fonte: Agencia Estado

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Novas invasões dos Sem Terra.E o proprietario nem teve o direito de defender sua fazenda!

31/01/2014 12h53 - Atualizado em 31/01/2014 14h31

Polícia investiga confronto entre sem terra e seguranças de fazenda no PA

Há 9 meses, cerca de 60 famílias estão acampadas na propriedade.
Trabalhador sem terra teria sido atingido de raspão no braço no confronto.

Do G1 PA
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A Polícia Civil do Pará investiga um confronto entre um grupo de sem terra e seguranças de uma fazenda no município de Abel Figueiredo, no sudeste do estado, ocorrido na última quarta-feira (29). Um trabalhador que estava na fazenda conta que os seguranças chegaram no acampamento armados para expulsarem o grupo, e durante o conflito, ele foi atingido por tiro de raspão no braço.

"Eles foram tentar descer no nosso acampamento e nós não deixamos. Eles revidaram com balas sobre nós, aí nós não aceitamos e colocamos eles para correr de lá do nosso acampamento. Aí fomos reedificar nossa estrada porque eles tamparam a estrada para não deixar a gente carregar nosso alimento e se manter lá dentro", afirmou José de Jesus.

Imagens registradas pelos acampados mostram um homem caído no chão. Segundo os sem terra, Nelson dos Santos teria levado um tiro nas costas e está internado no Hospital de Marabá e não corre risco de morrer.

O confronto na fazenda Asturia é investigado pela Delegacia Especializada em Crimes Agrários (Deca). Há 9 meses, cerca de 60 famílias estão acampadas dentro da propriedade, que desde 2012 está sendo questionada na Justiça pela Fetagri em um processo que investiga se a fazenda pertence a união ou a pessoas físicas.

O advogado da Pastoral da Terra, José Batista, disse que já havia alertado para os riscos de um confronto na área. "Há cerca de 8 dias, nós chamamos a atenção da Deca e da Ouvidoria Agrária sobre a possibilidade de acontecer um conflito dessa área. Infelizmente, em razão da polícia não ter ido ao local nem a ouvidoria, não se evitou o conflito".

Os sem terra prestaram depoimento na Deca. Segundo o delegado que investiga o caso, Victor Leal, cerca de 50 pessoas vão ser ouvidas, entre acampados e seguranças da fazenda. Já foram apreendidas quatro armas, duas espingardas e dois revólveres.

"Nós vamos angariar, através de meios probatórios, oitivas e dados técnicos de perícia, [informações] a fim de relatar [dados sobre o caso]. E nesse relatório fazer um indiciamento das pessoas, individualizando a autoria", informou o delegado. Além disso, a Deca se compromete em realizar reuniões administrativas promover a pacificação naquele local.

Ministro do STF apresenta proposta a Cardozo para reduzir superlotação de presídios



Da Agência Brasil, em Brasília


  • Nelson Jr./SCO/STF
    O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, entregou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, proposta para tentar reduzir o número de presos provisórios

    O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, entregou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, proposta para tentar reduzir o número de presos provisórios

O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, entregou hoje (31) ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, proposta para tentar reduzir o número de presos provisórios em presídios. A proposta de alteração legislativa apresentada por Lewandowski prevê que os juízes tenham de se manifestar sobre a possibilidade de aplicação de medidas cautelares alternativas antes de decretar prisões preventivas ou em flagrante.

Para Lewandowski, as medidas sugeridas poderão contribuir para a redução da superlotação nos presídios brasileiros, que estão com número excessivo de presos provisórios. São presos ainda que não passaram por julgamento, mas acabam ficando detidos, mesmo sem condenação que justifique a privação de liberdade por mais tempo do que o previsto em lei.

De acordo com Lewandowski, a proposta de alteração legislativa deixará a lei em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que determina que a prisão sem condenação deverá ser bem fundamentada e decretada somente em casos excepcionais de extrema necessidade.

O ministro José Eduardo Cardozo disse que apoia a proposta e trabalhou por sua formulação junto com Lewnadowski e membros do Poder Judiciário e do Ministério Público Federal.

O Congresso Nacional poderá receber a proposta a partir da próxima segunda-feira (3), quando se iniciam os trabalhos legislativos deste ano.


Criminosos lançam coquetéis-molotov em delegacia do Rio


Do Estadão Conteúdo
No Rio de Janeiro




Criminosos lançaram dois coquetéis-molotov no pátio da 45ª Delegacia de Polícia (DP), no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, nesta sexta-feira, 31.

Os artefatos explodiram e danificaram dois carros particulares, mas ninguém se feriu. Um suspeito de ter participado da ação criminosa foi detido. Os carros ficaram parcialmente queimados. 

Na terça-feira, 28, à noite, a mesma delegacia havia sido alvo de criminosos, que passaram atirando contra o prédio. 

Naquela mesma ocasião, também foram registrados ataques à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e a uma base de policiamento avançado.

Marinha confirma vazamento e acidente em caldeira no porta-aviões São Paulo

A Força minimizou as consequências dos dois casos
 
A Marinha do Brasil confirmou hoje (31), por meio de nota, que o porta-aviões São Paulo apresentou dois acidentes quando fazia testes em seu sistema de propulsão na Baía de Guanabara, esta semana. O primeiro problema ocorreu ontem, com derramamento de óleo para o mar. O outro foi quarta-feira (29), quando houve um vazamento de vapor que atingiu três tripulantes. A Força minimizou as consequências dos dois casos.
Desde que foi incorporado à Marinha brasileira, em 2000, o porta-aviões tem sofrido vários acidentes, com pelo menos quatro marinheiros mortos.

No mais recente, ocorrido em 22 de fevereiro de 2012, um militar morreu em incêndio e três ficaram feridos. 

Outro acidente, ainda mais grave, matou três marinheiros em 17 de maio de 2005, após o rompimento de uma tubulação de vapor.

Segundo a nota, o vazamento de óleo de ontem teve pequena proporção e foi logo contido após acionamento de plano de contingência, tendo a própria Marinha recolhido o resíduo despejado, evitando a poluição do mar. No outro caso, os marinheiros, de acordo com as informações divulgadas, não teriam sofrido maiores consequências pelo vazamento de vapor e já foram liberados, após atendimento médico, sem apresentarem ferimentos.

A informação dos acidentes desta semana foi divulgada hoje (31) em matéria do jornal O Dia, após denúncia de marinheiros que estavam a bordo.  De acordo com o site da Marinha, o porta-aviões, fabricado pela França entre 1957 e 1960, tem uma tripulação de 1.030 homens e capacidade de transportar até 37 aeronaves de asa fixa e 2 helicópteros. É o mais importante navio do país.
Fonte: Agência Brasil

Alckmin inaugura sistema que bloqueia celulares

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) inaugurou nesta sexta-feira, 31, o sistema de bloqueador de celulares na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no oeste paulista. 
 
Acompanhado por prefeitos e auxiliares, o governador pegou o seu celular e tentou fazer uma ligação de dentro do presídio. Ele só ouviu sons e ruídos emitidos pelo bloqueador, atrapalhando e impedindo a ligação. 
 
Após testar o equipamento, Alckmin disse que o bloqueador é eficiente e funciona, impedindo que presos recebam ligações ou falem ao celular em suas celas. "É tolerância zero", resumiu o governador. 

Conhecida por abrigar líderes de uma facção criminosa, como Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, a Penitenciária 2 é a primeira a ter bloqueador. O governo de São Paulo investiu R$ 31 milhões na instalação de bloqueadores de celulares em 23 presídios. 

O governador anunciou também a inauguração de mais 11 presídios em março e confirmou a desativação das cadeias públicas no Estado de São Paulo. Com a desativação, a Polícia Civil deixa de cuidar de presos e terá mais tempo para investigar os crimes, segundo o governador.

Ônibus e UTI

Além de inaugurar o bloqueador de celulares, o governador Geraldo Alckmin também inaugurou a nova Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Santa Casa de Presidente Venceslau. 

Ele anunciou a liberação de R$ 1 milhão para concluir as obras no centro cirúrgico. Alckmin também entregou 28 ônibus para 13 municípios do oeste paulista durante cerimônia em Santo Anastácio. Os ônibus são adaptados para deficientes.
Fonte: Agencia Estado

O Brasil reduz o desemprego, mas não aumenta a produtividade


A menor taxa da história esconde empregos de má qualidade, a baixa qualificação e a falta de competitividade internacional


Obras em ruas de São Paulo. / BOSCO MARTIN

À medida que o Brasil criou postos de trabalho até atingir sua mais baixa taxa histórica de desemprego, como mostrou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com a sua Pesquisa Mensal de Emprego que apontou em 2013 uma taxa média de desocupação de 5,4%, a produtividade do trabalhador praticamente ficou estagnada e emperra um verdadeiro salto na qualidade da economia.

Segundo um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a produtividade da indústria nacional aumentou 1,1% de 2001 a 2012, enquanto os salários aumentaram absurdos 169%. Em comparação com outros 13 países de condições semelhantes, como Espanha, Austrália, Canadá, México, Chile, Argentina, entre outros, o estudo da CNI mostra que os trabalhadores brasileiros são mais produtivos apenas que os da Índia, que é um péssimo país para se comparar sob qualquer aspecto. 

Entre as razões que mais influenciam o mau desempenho estão, como sempre, o peso dos impostos, a infraestrutura e logística e a educação, avalia a CNI. Outra pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostrou o mesmo na comparação com a economia mais eficiente do mundo, a dos Estados Unidos, chegando à conclusão de que um norte-americano era 82% mais produtivo que um brasileiro em 2012. 

O Brasil tem sido um sucesso em um tipo de criação de emprego: os de má qualidade, ocupados por trabalhadores de baixa qualificação e que recebem salários altos. Ou que custam caro demais para quem tem de arcar com eles. Empregos com esse perfil compuseram o grosso do 1,1 milhão de vagas que o Cadastro Geral de Empregos (Caged) apurou em 2013. 

Para 2014, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, diz esperar que sejam criados 6 milhões de postos de trabalho. E a perspectiva é que não sejam muito melhores do que os criados no ano passado.

Mas, além da baixa produtividade, a distribuição do emprego no país tem se dado de forma desigual na comparação entre as regiões. A região Sul, por exemplo, teve uma taxa de desemprego de 3,8% para sua população entre 25 e 39 anos, enquanto no Nordeste o índice chegou a 10,3%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) mais recente, feita pelo IBGE.

O Brasil tem sido um sucesso em um tipo de criação de emprego: os de má qualidade, ocupados por trabalhadores de baixa qualificação e que recebem salários altos. Ou que custam caro demais para quem tem de arcar com eles.

Para Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, a disparidade deve-se à diferença da estrutura econômica das regiões brasileiras, que é menos desenvolvida nas regiões Nordeste e Norte. 

Mas ele também avalia que os programas de assistência social, como o Bolsa Família, mais fortes nessas áreas, em vez de criar laços que deixam as famílias dependentes, ativam as engrenagens econômicas regionais, irrigando o comércio local com mais recursos. “O que se observa no Nordeste é que muitos trabalhadores chamados de desalentados, ou seja, que não procuravam mais emprego, agora buscam essas oportunidades, que existiam para poucos antes e isso tem impacto no resultado da pesquisa”, avalia.

Essa saudável existência de mais postos de trabalho, no entanto, acaba alimentando o motor da alta rotatividade. Para o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, hoje é comum um trabalhador trocar de emprego duas ou três vezes por ano. “Às vezes, fazem isso por aumentos salariais que não chegam nem mesmo a 100 reais. Se o Brasil não criar oportunidades mais estáveis, nunca vamos conseguir entrar no mesmo quadro de comparação das economias desenvolvidas”, diz Nobre.

No Brasil, após seis meses de trabalho com a carteira assinada, como é chamado o contrato formal, o cidadão passa a ter direito ao seguro desemprego, pago pelo Governo pelo prazo de três a cinco meses e que pode atingir o valor máximo de 1.268,49 reais (308 dólares). 

Como o pagamento de hora extra é bastante incomum devido aos altos custos ligados a isso, muitos trabalhadores usam o famoso jeitinho para conseguir “acordos” em que são demitidos, deixando, assim, de entrar com uma ação judicial. Desse modo, eles podem acessar o salário desemprego, desde que não sejam contratados na carteira novamente. A Justiça trabalhista brasileira é rigorosa e, em regra, decide rapidamente e a favor dos trabalhadores.

O economista Julio Gomes de Almeida, da Universidade de Campinas (Unicamp), chega a dizer que já existe uma cultura em que a troca de emprego virou uma norma. “Existem pessoas que saem de um emprego já contando com os recursos da demissão até uma futura contratação numa posição muito semelhante à que foi abandonada”, afirma. “Não faz muito sentido financeiro do ponto de vista de um economista, mas muita gente está nessa.”
Existem pessoas que saem de um emprego já contando com os recursos da demissão até uma futura contratação numa posição muito semelhante à que foi abandonada. Não faz muito sentido financeiro do ponto de vista de um economista, mas muita gente está nessa"
A educação poderia ser a resposta. Mas a reclamação de parte do empresariado é que o ensino básico da população que disputa as vagas de salários mais baixos é tão fraca que se torna difícil conseguir ensinar qualquer coisa mais elaborada para eles.

Além de afetar a produtividade, colocando o país em desvantagem na competição com os rivais internacionais, a baixa qualificação é um peso diário para quem precisa contratar. E pode ser sentida em negócios tão simples como a empresa de decoração de gesso que Adalberto Antão possui na cidade de Santo André, na Grande São Paulo. De acordo com ele, um instalador de gesso pode faturar cerca de 4.500 reais por mês. 

No entanto, ele sofre para encontrar profissionais e na maioria das vezes precisa arcar com os 400 reais do curso de capacitação inicial para formar seus funcionários.

Já Henrique Coronati, diretor-geral da loja Retrô Gol, que vende camisas de clubes esportivos antigas em quatro endereços em São Paulo, afirma que após quatro anos no ramo de franquias ainda não conseguiu fechar uma folha salarial anual de um funcionário, pois eles saem antes de completar um ano. “Para nós que lidamos com o comércio e não podemos pagar um salário alto, é praticamente impossível segurar um trabalhador. E cada vez mais parece que eles olham o emprego como algo descartável”, diz.

E enquanto os empregos que o Brasil cria continuarem sendo de má qualidade, caros para os empregadores, ruins para os empregados, e de baixa produtividade, eles devem ser medidos pelo peso que têm e vistos, de fato, como descartáveis.

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Dilma, Davos e 2015

Enviado por Ricardo Noblat -
31.01.2014
15h00m
Política


Rogério Furquim Werneck, O Globo

A presença da presidente no Fórum Econômico Mundial, em Davos, causou irritação em segmentos mais empedernidos do PT. Foi vista como evidência de suposta disposição do governo de “beijar a cruz” e convencer o mercado financeiro de que abandonou a “aventura desenvolvimentista”.

Quem dera. Seria muito bom se fosse verdade. Mas podem ficar descansados os zelosos guardiães do ideário petista. Nos pronunciamentos da presidente em Davos, não há nada que permita concluir que o governo tenha resolvido desembarcar da “aventura desenvolvimentista”.

Para dirimir dúvidas, nada melhor que a declaração peremptória do ministro da Fazenda sobre a “nova matriz econômica”, feita na entrevista concedida ao “Estado de S. Paulo”, lá mesmo, em Davos, na semana passada. “Não concordo de jeito nenhum com a ideia de que a nova matriz tenha fracassado.”

É bem verdade que, para atender a demanda quase desesperada por otimismo que viceja no setor privado, certos analistas, às custas de notável contorcionismo poliânico, têm dado alento à história de que nem Guido Mantega nem Arno Augustin serão mantidos em seus cargos, caso a presidente seja reeleita.

E de que o abandono da “aventura desenvolvimentista” será comandado por Nelson Barbosa, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, que, afastado do governo no ano passado, retornaria como ministro no segundo mandato.

Quem está tentado a acreditar nessa história deve ler com cuidado o artigo coautorado, de 42 páginas, que Nelson Barbosa publicou no ano de 2010, sob o título “A inflexão do governo Lula: política econômica, crescimento e distribuição de renda”, disponível na internet, por exemplo, em <http://migre.me/hEprG>.

Escrito em meio à euforia de 2010, com a economia crescendo a 7,5% ao ano, o artigo, em tom triunfalista, apresenta relato quase épico dos grandes feitos que vinham sendo logrados pela “opção desenvolvimentista”, desde o embate decisivo de 2005, entre Dilma Rousseff e Antonio Palocci, que teria marcado a derrota da “visão neoliberal” no governo Lula, com o abandono da proposta de ajuste fiscal de longo prazo.

Tal derrota teria permitido que prevalecesse a ideia de que “somente com a aceleração do crescimento, a economia poderia iniciar um círculo virtuoso no qual o aumento da demanda agregada geraria aumento nos lucros e na produtividade, o que por sua vez, produziria um aumento no investimento e, dessa forma, criaria a capacidade produtiva necessária para sustentar a expansão”.

Para dar início ao círculo virtuoso, “seria necessário adotar medidas monetárias e fiscais de estímulo ao crescimento”. Bem diferente da visão neoliberal, “que respeitava com temor quase religioso a suposta barreira estimada para o produto potencial, a visão desenvolvimentista procurou testar na prática a existência de tais limites, de forma a ultrapassá-los”.

A avaliação da experiência desenvolvimentista, em tom autocongratulatório, é particularmente impressionante. “A opção estratégica fundamental em apostar no crescimento, ao invés de radicalizar a incerta proposta de ajuste fiscal contracionista, baseada nos cânones neoliberais, terminou sendo validada com base em resultados imediatos”.

O artigo termina com uma louvação ao voluntarismo. “É também fundamental reconhecer o papel dos governos de ‘testar os limites’, ou seja, prospectar as maneiras pelas quais o avanço pode ocorrer, sem se fazer refém de axiomas e modelos que negam, de antemão, a possibilidade de políticas macroeconômicas que integrem inclusão e desenvolvimento.” E, afinal, conclui que o país teria revelado “grande capacidade de escapar das limitações autoimpostas”.

Passados quatro anos, e estando a economia como está, o artigo tornou-se imperdível. Especialmente para quem, agora, se vê diante do desafio de, sem se deixar levar pelo autoengano, vislumbrar cenários prováveis para 2015.

Rogério Furquim Werneck é economista e professor da PUC-Rio.

Mistérios (e Ministérios) Insondáveis.

Política


Não é à toa que dona Dilma está com olheiras profundas. Deve ser complicado montar e administrar um Governo com 39 ministros. E o que fazer quando essas 39 figuras pertencem a 10 partidos diferentes? 

Todos ambicionando a mesma coisa: mais poder?

A Redentora nos deixou com dois partidos, a ARENA e o MDB. Antipática medida, mas com um lado que facilitava as coisas para as pessoas comuns: sabíamos onde estavam os bandidos e os mocinhos. Quer dizer, achávamos que sabíamos...

Aos poucos, como se o Brasil tivesse sido colocado num imenso liquidificador, foram surgindo filhotes desses dois partidos e hoje são 32 as legendas a abrigar os nossos abnegados defensores.
E toca a criar ministérios para ter onde colocar os próceres da Nação. Os nomes dos ministérios são tão parecidos que não sei como os próprios filiados não se confundem. 

Tenho a impressão que às vezes um deputado mais velho, ou uma senadora mais distraída, ao serem entrevistados têm que perguntar ao assessor: “rápido, rápido, eu sou PpA, PpB ou PpC?”.

Mas nossa criatividade não se exibe apenas nas siglas partidárias. No nome dos ministérios é que nos mostramos em toda a nossa glória. Por exemplo: Pesca e Aquicultura. Acho o nome desse ministério um charme! Aquicultura, não é uma palavra bonita, sonora, com personalidade?

Ilustração: Cartoon Movement

Outros dão a impressão de servirem à mesma causa. Por exemplo: Secretaria dos Direitos Humanos, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Secretaria de Políticas para as Mulheres. E eu que pensava que a igualdade racial e nós mulheres estávamos sob o manto dos Direitos Humanos?

São mistérios insondáveis. Como a existência da Secretaria de Comunicação Social que aliada à opaca Transparência Brasil permitem que dona Dilma se ache no direito de ir aonde quer, quando quer e como quer sem dar satisfações ao Brasil. Sinto muito, mas isso não é bem assim. A presidente nos deve satisfações, sim.

Aliás, o Brasil caminha a passos largos para uma aventura perigosa... Muita gente na Esplanada dos Ministérios ainda não aprendeu para que serve a Imprensa. E que dela depende a nossa sanidade como país.

Outro que anda confundindo as estações é o ministro Joaquim Barbosa. Desde o Julgamento do Mensalão sabemos que o ministro tem estopim curto, forte característica de sua personalidade. Sua declaração que ao ostracismo devem ser relegados os condenados por corrupção – por fazer parte da pena, segundo ele – foi espantosa.

Pois eu quero sempre saber o que pensa, faz e onde está o condenado por corrupção. E isso só através da Imprensa. Eles, os condenados, têm o direito de dizer que foram condenados injustamente. 

Nós que assistimos ao julgamento e que sabemos que foi feita Justiça, devemos é dar graças a Deus de viver em um país onde os condenados têm voz.

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005.