sábado, 15 de fevereiro de 2014

A confusão conceitual se instalou na seara do politicamente correto- Blog do Noblat


14/02/2014
às 15:41 \ Opinião

‘Cria cuervos que te sacarán los ojos’, um artigo de Sandro Vaia

Publicado no Blog do Noblat

SANDRO VAIA

Não é preciso ter visto o filme de Carlos Saura para entender o significado da célebre expressão espanhola.

O rojão na cabeça que matou o cinegrafista Santiago Andrade da TV Bandeirantes durante um distúrbio no Rio é o olho arrancado por um corvo criado, alimentado, paparicado e incentivado por boa parte do pensamento político que imagina construir uma sociedade perfeita cheia de fadas Sininho e de rios de leite e mel, onde a justiça social estará disponível nas prateleiras dos supermercados a preços de liquidação.


Não importa se o morteiro foi disparado por 150 reais. Há assassinatos mais baratos do que esse disponíveis no mercado. Importa é o caldo da cultura que criou assassinos-vítimas que aparecem com cara de Dr. Jeckyll nos seus gestos de confissão e arrependimento e são fotografados em ação no auge de sua monstruosa transfiguração de Mr. Hyde.

Se, além do curling, houvesse na olimpíada russa de inverno que transcorre em Sochi a modalidade de pisar em ovos, a imprensa, as autoridades, os políticos e o governo brasileiro criariam um escrete imbatível.

Pede-se uma lei contra o terrorismo, mas terrorismo não é. E se terrorismo for, como não enquadrar os não muito amigáveis manifestantes do MST, que ocuparam a praça dos Três Poderes, tentaram invadir o prédio do Supremo e entraram em combate com policiais militares?

Mas não se pode criminalizar os movimentos sociais, reza a cartilha do poder. Por isso, prudentemente o ministro da Justiça guardou em sua gaveta um ante-projeto do secretário de segurança do Rio, Mauro Beltrame, prevendo punições para manifestações violentas.

Como se não bastasse, representantes do pacífico MST, cujo líder José Pedro Stédile chamou o governo Dilma de “bundáo” em questões de reforma agrária uma semana antes, foram recebidos e afagados pela própria presidente, depois de ferir 30 policiais nos choques do dia anterior.

Mas se o movimento for contra a Copa do Mundo, não será mais movimento social, mas pode ser enquadrado como terrorismo, conforme um projeto de lei que está atravancado em alguma gaveta do Congresso Nacional.

A confusão conceitual se instalou na seara do politicamente correto, e os concorrentes da maratona de pisar em ovos, não sabem mais pra que lado atirar: os pobres meninos desamparados da periferia que atiram rojões a esmo são vítimas da sociedade ou da exploração de políticos inescrupulosos que pagam pela sua violência?

O diabo é que todos dizem querer uma sociedade mais justa e em nome disso são capazes de pregar e acreditar que a justiça está em desmoralizar o Poder Judiciário porque condenou correligionários por corrupção ou em escrever que o “superávit primário é uma invenção diabólica do capitalismo para explorar os povos”.

Quem cria esses corvos? E os olhos de quem eles comerão?

Descrição extremamente ingênua (ou muito esperta) do PT.Comentários dos leitores são bem mais lúcidos.






Lula Miranda

LULA MIRANDA
Aquele menino hoje já é um "jovem" que, às portas da idade madura, cá entre nós, dá orgulho aos seus milhares, creio que milhões, de "pais" e "mães" Brasil adentro, mundo afora
"É incrível a força que as coisas parecem ter quando elas precisam acontecer". Não lembro agora quem é o "pai" dessa frase, mas cito mesmo assim "de orelhada", como se diz, mas com o devido cuidado e honestidade de colocá-la entre aspas.

O PT, aquele partido que, ainda imberbe, ajudei, como muitos, a embalar e a sutilmente empurrar para que desse os seus primeiros e frágeis passos, completa 34 anos.

Portanto, aquele menino hoje já é um "jovem" que, às portas da idade madura, cá entre nós, dá orgulho aos seus milhares, creio que milhões, de "pais" e "mães" Brasil adentro, mundo afora.
Tanta coisa aquele menino já "aprontou", inclusive uma e outra "traquinagem", diga-se, que hoje, além de orgulho, dá também um contentamento danado por lhe ter dado uma mão para os seus primeiros passos.

Conseguiu até eleger um ex-metalúrgico, um operário, um migrante nordestino presidente da República!

Aquele "menino" trazia no olhar desde bebê, sou testemunha, a generosidade, a sagacidade, a galhardia e o destemor daqueles que têm a pretensão, o desejo de mudar o mundo.(!!!)

Talvez não tenha conseguido de fato mudar o mundo, mas mudou bastante e de modo significativo o seu país. Seu exemplo é invejado e copiado por outras nações espalhadas pelo globo, numa "subversiva" e humanística globalização.

Agora mesmo, recentemente, esse "menino" mostrou novamente seu impressionante valor, força e "espírito de corpo". Quando, numa corrente de solidariedade nunca antes vista na política brasileira, centenas de "cuidadores" desse jovem partido que, assim como todos nós, ao que parece, se pretende "para sempre jovem", tiraram dinheiro do próprio bolso, das suas suadas economias, para pagar milionárias multas impostas a alguns dos seus principais líderes que haviam sido condenados, como se sabe, num processo político espúrio propagado pelo oligopólio da grande imprensa de mercado, pelos grupos mais conservadores e reacionários da sociedade, e executado por um tribunal de exceção e seus verdugos.

As vozes da imprecação e da injúria – talvez por rancor, segundo alguns; talvez por inveja, hábito ou vício, segundo outros tantos – ainda se acharam no direito de condenar e atacar este genuíno gesto de solidariedade e companheirismo, tão raro na sociedade em que (sobre)vivemos (!!!). Sociedade esta que aquela criança de antanho, hoje um jovem aos trinta e poucos anos, tenta, aos poucos e lentamente, transformar, mudar, melhorar.

As vozes da imprecação, do ódio e da injúria disseram, dos ínferos da sua sanha persecutória e odienta, que deveriam investigar e condenar também os que contribuíram com as "vaquinhas" virtuais dos petistas, pois, também ali, naquele singelo, irrefutável, acachapante gesto de solidariedade havia "fortes indícios" de "lavagem de dinheiro".

O homem vil enxerga no outro o reflexo da sua vileza.(!!!)

Ou seja, são todos criminosos! Pelos simples fato de terem a ousadia de serem petistas? Ou criminosos são por serem solidários? Talvez por serem de esquerda?! Talvez...

Talvez por serem todos daquela dita "raça". Mas que "raça" é essa que, inquebrantável, resiste à chibata dos infames; que não se abate, não se dobra nem sob a tortura da ignomínia?!

O que essas vozes da imprecação, do ódio e da infâmia, no seu impulso atávico de oprimir e violar, parecem não ter se dado conta – ainda! – é que quanto mais eles mentem, provocam, intimidam, maltratam e até espancam essa "criança", mais ela se fortalece, cresce, amadurece e se agiganta.

Pois essa "criança" carrega dentro de si uma anima, uma luz, uma esperança que, tudo faz crer, não se mata; não tem fim nem lugar nem hora; que traz em seu peito audaz forças que alimentam, iluminam, inspiram e acalentam o resoluto caminhar de toda uma geração.(!!!)

E o caminhar dessa "criança", e dessa geração que a embala e protege, é o mesmo caminhar de uma multidão de brasileiros, que ainda ousam, juntos – alguns mais atentos e organizados; outros mais dispersos e distraídos – trilhar a eterna busca por outro destino: o de um Brasil mais justo e solidário para todos.(!!!) 

João Almeida 14.02.2014 às 21:13

PRECISAMOS NOS LIVRAR DO PT!! Governo se articula para barrar PEC da Maioridade Penal: O governo federal já se articula para impedir a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2012, de autoria do senador Aloysiu Nunes Ferreira (PSDB-SP) que trata sobre a redução da maioridade penal. De acordo com o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), o governo é totalmente contrário à proposta.lINK: http://www.diariodopoder.com.br/noticias/governo-se-articula-para-barrar-pec-da-maioridade-penal/ REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL JÁ!! 

João Almeida 14.02.2014 às 21:10


ENQUANTO A VIOLÊNCIA IMPERA NO BRASIL O PT PROPÔS UMA LEI QUE BENEFICIARÁ CRIMINOSOS PRESOS: vejamos o Projeto de Lei 2230, do Dep do PT - Domingos Dutra, que propõe em regime especial de tramitação na Câmara Federal a aprovação desta lei que ABSURDAMENTE CONCEDE DIREITO A TODOS OS PRESOS DO SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO UMA “INDENIZAÇÃO” NO VALOR DE 1 SALÁRIO MÍNIMO POR MÊS. Assista: http://www.youtube.com/watch?v=jPYbxrmebcA. VAMOS LUTAR CONTRA ESSA LEI ABSURDA!! 

João Almeida 14.02.2014 às 21:09
  1. Chumbo grossíssimo: A direção do PT nacional trata como “segredo de Estado” a iminência de um escândalo envolvendo a cúpula do governo do Distrito Federal, e suas famílias, numa investigação sobre crescimento patrimonial. Link: http://www.diariodopoder.com.br/coluna/chumbo-grossissimo/

  2. O COMBUSTÍVEL DO PT É O ÓDIO 14.02.2014 às 19:57

    Caro irmão brasileiro sabe porque hoje há tanto protesto, tanta gritaria, tanta violência, demonstrações de raiva e insatisfação em nossa sociedade? Leia o texto abaixo que você irá entender. O povo brasileiro tem o DIREITO e o DEVER de entender o que está acontecendo em nosso país e quem é realmente o culpado por trás de tudo isso. Faça correr a palavra, publiquem e repassem via e-mail, sites, blogs e redes sociais. 
--------------------------------------------------------- Após o PT subir ao poder Lula passou a criar uma indústria do ódio no Brasil e a dividir o povo em grupos. O que levou as pessoas incondicionalmente a terem que lutar contra alguém ou outro grupo para defender seu grupo. 

--------------------------------------------------------- O PT separou e desuniu os brasileiros, e no Brasil do PT já não há mais brasileiros trabalhando em prol de formar uma nação. O PT jogou brasileiros contra brasileiros, criou o CAOS e a DESUNIÃO num povo outrora pacífico exatamente com intenção sórdida de implantar seu projeto totalitarista de poder. (eles não tem e nunca tiveram projeto de governo, apenas de poder)

--------------------------------------------------------- No Brasil do PT há pessoas odiando pessoas, grupos odiando grupos. No Brasil do PT há ódio, raiva, caos e desunião. No Brasil do PT há o negro lutando contra o racismo que dizem que o branco tem contra ele, há a mulher lutando contra o machismo que dizem que o homem tem contra ela, há o ateu lutando contra o preconceito que dizem que o cristão tem contra ele, há o nordestino lutando contra o preconceito que dizem que o sulista tem contra ele, há o pobre lutando contra o sistema de opressão que dizem que o rico impõe sobre ele, há o homossexual lutando contra o preconceito que dizem que o heterossexual tem contra ele e há sempre alguém lutando contra alguém
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 --------------------------------------------------------- Os brasileiros se olham e não vêem um irmão brasileiro que faz parte do mesmo país e que está junto na construção de uma nação. O brasileiro olha para o brasileiro e vê nele um inimigo, alguém que necessariamente tem algo contra ele por ele ter certa cor de pele, religião, opção sexual, ideologia política, nível social e uma infinidade de classificações

. --------------------------------------------------------- A bandeira brasileira clama por ORDEM e PROGRESSO, mas o PT trabalha pela DESORDEM, DESUNIÃO e pelo CAOS SOCIAL, o famoso "dividir para conquistar" e a isto serve a luta de classes implantada pelo PT
. --------------------------------------------------------- Se você não odeia ninguém e ninguém odeia você, não se preocupe: O PT tem alguém pra você odiar e alguém para odiar você
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RIDESISSI 14.02.2014 às 15:43
Depende do ponto de vista, Lula. Para muitos, milhões de brasileiros, aquele menino viçoso, que prometia muitas alegrias a seus pais e amigos, virou um adolescente problemático e, em seguida, um adulto atraído pelo ganho fácil, fraudador, desonesto e mentiroso. Pena, pois ele contava com a simpatia de todos, era visto como o "salvador da Pátria, aquele que iria acabar com tudo o que está aí", nas palavras de seus pais. Acabou se tornando pior do que tudo o que estava aí, mas agora se justificando dizendo que "fez o que os outros fizeram!". Que triste mudança de discurso, concorda? Repito, que pena...

Marina também gera impasse ao PSB no DF

247 – Em meio a discussões sobre o futuro do PSB em São Paulo, a aliança do partido com a Rede também encontra impasse no Distrito Federal. O presidenciável Eduardo Campos defende que o candidato ao governo do Estado seja o senador Rodrigo Rollemberg (PSB). Já Marina Silva aposta no deputado federal José Antônio Reguffe (PDT). Recentemente aliado ao governador de Pernambuco, o PPS também tenta impor uma candidata de seu partido. Leia na nota do colunista Josias de Souza sobre o assunto: 

Para o governo do DF, Campos quer um candidato e Marina Silva defende outro

Na construção de um palanque na Capital da República, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) e sua parceira Marina Silva (Rede) vivem uma situação inusitada: há excesso de candidatos e escassez de definições. 

Ele defende que o candidato ao governo do Distrito Federal seja o senador Rodrigo Rollemberg (PSB). Ela prefere o deputado federal José Antônio Reguffe (PDT).

Para complicar, o deputado Roberto Freire (SP), presidente do PPS, reivindica dos aliados o apoio à candidatura de uma deputada distrital do seu partido: Eliana Pedrosa. 

Nesta sexta-feira (14), o PPS reúne seu diretório nacional em Brasília. Convidado para o encontro, Campos ouvirá uma reiteração do pedido de apoio. Embora não pretenda apoiar Eliana, o convidado deve adiar a resposta.

O processo eleitoral de Brasília é um dos mais incertos do país. 

Candidato à reeleição, o atual governador, Agnelo Queiroz (PT), frequenta o rodapé das pesquisas de popularidade. Só não segura a lanterninha porque Rosalba Ciarlini (DEM), a governadora do Rio Grande do Norte, consegue realizar uma administração ainda mais impopular.

O desastre gerencial produzido por Agnelo o converteu no candidato favorito a fazer de um de seus oponentes o próximo governador do DF. 

É contra esse pano de fundo que Campos e Marina exercitam a divergência. Eliana Pedrosa, a postulante do PPS, receia que a demora na definição acabe por abrir espaço para uma aventura. A aventura tem nome: José Roberto Arruda.

Antecessor de Agnelo, Arruda foi arrancado do poder pelo escândalo do mensalão do DEM. 


Divulgadas nacionalmente, as imagens de Arruda apalpando maços de dinheiro provenientes de corrupção facilitaram a vitória do PT em 2010. Mas o fiasco de Agnelo, por eloquente, fez o eleitor pobre da Capital ter saudades do desastre anterior.

Ao farejar nas pesquisas a hipótese de um renascimento político, Arruda filiou-se ao PR e juntou-se com outro ex-governador, o ficha suja Joaquim Roriz. Embora tenha feito estágio na cadeia, Arruda ainda não carrega na biografia nenhuma condenação de segunda instância. O que impede a Justiça Eleitoral de usar a Lei da Ficha Limpa para barrar uma eventual tentativa de retorno.

Reguffe, o preferido de Marina, evita falar sobre o futuro eleitoral em público. Em privado, ele diz que pode ser candidato a governador ou a senador. 

Rollemberg, o favorito de Campos, declara que, com Reguffe, se sente à vontade para firmar qualquer entendimento. Com uma ressalva: ao Senado não pode se candidatar, já que dispõe de mais quatro anos de mandato. Assim, não lhe resta senão disputar o governo.

Para o PSB, cenário dos sonhos seria uma dobradinha que combinasse a candidatura de Rollemberg para o governo com a de Reguffe para o Senado. Nessa fórmula, o PDT de Reguffe, que ensaia o apoio à reeleição de Dilma Rousseff no plano federal, se coligaria em Brasília com o PSB, cedendo seu tempo de propaganda na tevê. 

Só falta agora combinar com os russos. No caso do PDT, o russo que importa se chama Carlos Lupi, presidente nacional da legenda. Ele ainda controla a maioria da convenção brasiliense do partido.

Arruda fecha sua chapa no DF, com Liliane Roriz e Gim (inclui comentarios)

Brasília 247 - O ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, abatido na Operação Caixa de Pandora, tentará recuperar o comando do Palácio do Buriti, em 2014. Sua chapa já teria até sido formada. É o que informa a coluna Radar, nesta semana:

Chapa quente
Se não houver contratempo no Judiciário, uma chapa está definida para a disputa majoritária em Brasília. José Roberto Arruda se acertou com Joaquim Roriz e será candidato ao governo, tendo Liliane Roriz como sua vice. A chapa se completa com Gim Argello, candidato à reeleição ao Senado.

Comentários

7 comentários em "Arruda fecha sua chapa no DF, com Liliane Roriz e Gim"

Os comentários aqui postados expressam a opinião
dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247




  1. Milton Quadros 15.02.2014 às 09:48
    Não é possível. Esse bandido de novo!!!!Já teve a violação do painel, o Mensalão do DEM e o cara ainda ameaça voltar? Cadê o financiamento público de campanhas? Enquanto não houver o fim das doações de empresas para esses bandidos eles estarão sempre voltando para roubar mais com as empresas que o financiaram.
  2. rafael 15.02.2014 às 09:47
    Isso é Brasília os ladroes foram pego e ainda pode ganhar
  3. jose 15.02.2014 às 09:44
    E esse padrão que juntou com outro ladrão pode ganhar pois em Brasília pode roubar a vontade q o povo vota
  4. Maria Aparecida Jube 15.02.2014 às 09:32
    Nessa ######################### só faltou o Marconi.
  5. Eder Barbosa de Sousa 15.02.2014 às 09:25
    Esse é o meu Brasil. Inocentes são condenados sem provas e presos e um que todo mundo viu as provas, recebendo a grana na maior cara de pau livre e candidato.



Cristovam cobra de Dilma mudanças na economia



Agência Senado - O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) aconselhou a presidente Dilma Rousseff a ouvir os alertas sobre os riscos e dificuldades que estão atrapalhando a economia brasileira e tomar providências imediatas para corrigir os rumos de seu governo. No discurso, em Plenário, nesta sexta-feira (14), ele destacou recente estudo divulgado pelo Banco Central dos Estados Unidos no qual o Brasil é situado na segunda pior posição em vulnerabilidade econômica dentro de um conjunto de 15 países emergentes avaliados.

– Ainda dá para acordar, para ouvir os alertas que estão sendo ditos pelo povo nas ruas, pelos documentos escritos, pelas criticas feitas – alertou.

No estudo, informou o senador, o Brasil só aparece em posição melhor que a Turquia. Ele disse que os problemas já são conhecidos, pois “todos sabiam”. Lembrou que ele próprio já havia feito um pronunciamento tempos atrás, no qual dizia que “a economia vai bem, porém vai mal”. 

O comportamento da inflação, os gastos públicos crescendo mais que a receita e o declínio do saldo da balança comercial já evidenciavam dificuldades que viriam mais adiante, observou.

– Quando me manifestei aqui, recebi críticas dizendo que era uma Cassandra, um pessimista.

Para Cristovam, o modelo econômico baseado no estímulo ao consumo se esgotou. De acordo com ele, sem investimentos em infraestrurtura, educação e inovação tecnológica, o país não terá como “produzir infinitamente tantas coisas, cada vez mais”. A seu ver, é possível melhorar o bem-estar das pessoas e não obrigatoriamente pelo consumo.

– Todos sabiam que não dava para ter tanto consumo de energia e o apagão chegou – constatou.

A seu ver, o país fez “a opção pelo presente, esquecendo o futuro”. Sem fazer poupança, salientou Cristovam, não é possível investir, gerar renda e aumentar o consumo de forma sólida. De acordo com ele, o relatório do BC dos EUA é apenas uma das provas de “que todos sabemos, mas continuamos fazendo errado”.

Cristovam comparou a situação com o desenvolvimento de uma peça de teatro que termina em tragédia:

– Os personagens sabem do final trágico, mas o papel deles é fazer a peça avançar até a tragédia.


Mesmo assim, disse que ainda dá para o país mudar de rumos e renovou o apelo para que Dilma ouça as críticas.

– De repente, entre mil, uma terá razão e, por causa dessa, a senhora vai errar porque não escutou no momento certo. Ainda é tempo de evitar tragédias como aquelas das peças gregas – pediu.

Black Blocs ruralistas


Elvino Bohn Gass

ELVINO BOHN GASS

Incitando a desobediência, dois deputados gaúchos sugeriram aos agricultores que formem milícias e impeçam os agentes da lei de agir
O vandalismo mascarado é a marca da tática de guerrilha urbana Black Bloc. Tapam o rosto por uma razão óbvia: sabem que o que fazem é ilegal.

Certo, no atual sistema político brasileiro, de maioria eleita pelo poder econômico, nem tudo que é legal é justo. 

Não decorre disso, autorização para a depredação do que estiver pela frente. Porque há, sim, no Brasil, um Estado de Direito que, se não atende todas as necessidades da população, de outra parte – e isto é notório no governo Dilma – cada vez mais amplia espaços, instituições e canais de acesso aos serviços públicos e os qualifica.

Para os Black Blocs, nada disso importa. Eles desprezam o caminho democrático optando pela ação direta de enfrentamento a tudo o que se interpuser aos seus objetivos (que, aliás, quais são mesmo?). 

Socialmente, o fenômeno até pode ser complexo, mas sua consequência é simples. E trágica. A mais nítida atende pelo nome de Santiago Andrade, cinegrafista que, atingido por um rojão Black Bloc, perdeu a vida.

Há lições neste sofrível episódio. E a primeira é: nenhuma luta será vitoriosa se, para alcançá-la, se pisoteie a democracia.

Mas recentemente, a pretexto de defenderem o direito dos agricultores ante a imposição legal (e cuja justeza deve ser ainda melhor avaliada) de demarcação de terras indígenas, dois deputados gaúchos agiram como Black Blocs.

Incitando a desobediência, sugeriram aos agricultores que formem milícias e impeçam os agentes da lei de agir. O que os justifica? A ideia de que há, no Brasil, inclusive com a cumplicidade do Conselho Indigenista Missionário, portanto, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, uma orquestração de índios, quilombolas, gays, lésbicas (o que, na opinião de um deles, seria "tudo o que não presta") contra os trabalhadores rurais. 

Uma estultice de fazer inveja ao mais desequilibrado dos Black Blocs.

Quem jura defender a Constituição e incita o ódio pregando ação armada, a um só tempo rasga a lei e desonra sua palavra. 

Ninguém deve fazer isso. E muito menos, em nome da bravura sempre pacífica de homens e mulheres do campo, disseminar violência, preconceito, xenofobia e desobediência. 

O estímulo a tais vergonhas, renega e pisoteia a própria história de lutas da agricultura familiar. Ou alguém acha que o uso do termo "colono" como sinônimo de sujo, feio e sem instrução não é obra da mais pura discriminação? 

Em nome desses lutadores sociais, entre os quais me incluo porque com eles estive sempre, não se cometerão crimes ou se espalhará a dor e o ódio.

Homens e mulheres da terra sabem o valor da igualdade. Lutaram e ainda lutam por isso. Quem preferir outro mundo, que assuma o crime propagado. Mas não em nosso nome.


Globo quer lei mais dura contra violência em protesto

247 – Editorial do jornal O Globo publicado neste sábado defende leis mais rígidas para autores de crimes praticados em manifestações, a tipificação da incitação ao vandalismo, a proibição de máscara e a obrigatoriedade do aviso antecipado de protestos à polícia e às autoridades de trânsito. Ao comentar a necessidade de se "melhorar o aparato legal de defesa da sociedade", o jornal comenta: "O primeiro obstáculo é que a esquerda brasileira ainda confunde ações policiais com a atuação arbitrária da ditadura militar".

Leia abaixo:

Não existe o 'terrorismo do bem'

O assassinato do repórter-cinegrafista Santiago Almeida, da Bandeirantes, pelos black blocs Caio de Souza e Fábio Raposo colocou na agenda do Executivo e Legislativo a necessidade de adequar a legislação ao combate à violência em manifestações de rua. 

A reação é compreensível, mas não deverá ser fácil melhorar o aparato legal de defesa da sociedade contra grupos violentos que se fortalecem nas franjas de partidos ou fora deles. 

O primeiro obstáculo é que a esquerda brasileira ainda confunde ações policiais com a atuação arbitrária da ditadura militar.

Ontem, em reunião fechada com 24 secretários de Segurança, acompanhada pelo GLOBO, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fez restrição à ideia, defendida, entre outros, pelo secretário fluminense, José Maria Beltrame, de ser proibido por lei o uso de máscaras em manifestações. 

O ministro prefere uma abordagem mais elegante do mascarado, sem sua penalização, sequer detenção. Uma visão ilusória. A proposta defendida por Beltrame sequer é inédita: foi adotada pela democrática Alemanha, berço dos black blocs, justo com o objetivo de reprimir o grupo, na década de 80. 

O secretário fluminense deseja, e também com acerto, que haja a obrigatoriedade do aviso antecipado da manifestação à polícia e autoridades de trânsito. O grupo ou pessoa que mandar o aviso ficará responsável pelo que acontecer de anormal. 

Além da proibição óbvia do porte de objetos que possam ferir terceiros, Beltrame defende o aumento de penas para crimes já previstos em lei e a tipificação da incitação ao vandalismo. O secretário lembra que os dois assassinos de Santiago já haviam sido levados à delegacia.

 Mas, como a legislação é tíbia e omissa, nada lhes aconteceu e eles continuaram livres para disparar aquele rojão.

O governo se preocupa em defender "organizações sociais" aliadas, como o MST, para que não sejam atingidas por qualquer mudança nessa legislação. Especificamente, o Planalto teme o projeto de uma lei antiterrorismo, no Senado, cuja inexistência é lacuna séria na legislação de um país incluído na agenda de grandes eventos esportivos mundiais. 

Esta relação espúria do governo com grupos que costumam afrontar o estado de direito é tal que o ministro Gilberto Carvalho, setorista de "movimentos sociais", chegou a elogiar o MST e a criticar a PM de Brasília, chamada a agir na quinta-feira para evitar a invasão do Supremo por sem-terra. 

A intoxicação ideológica de auxiliares da presidente não para de surpreender negativamente. No dia seguinte, a própria Dilma recepcionou o MST, gesto que sinaliza a favor da imputabilidade do movimento e outras "organizações sociais" em atos de violência. Muito grave.

Esta é a ideia que o Planalto e o PT parecem querer contrabandear para a legislação antiterrorismo em discussão no Congresso e, agora, nas mudanças a fim de que o Estado enfrente com mais eficácia as manifestações. Mas não existe "terrorismo do bem", tampouco black bloc.

Barbosa a Veja: "Acho que chegou a hora de sair"

247 - A revista Veja deste fim de semana traz uma declaração bombástica de Joaquim Barbosa. 

"Acho que chegou a hora de sair", diz o presidente do Supremo Tribunal Federal.

Caso seja verdadeira a intenção, Barbosa fará um bem ao Poder Judiciário, permitindo que a suprema corte retome sua normalidade – nesta semana, ao rever, de forma monocrática uma decisão de Ricardo Lewandowski sobre o pedido de trabalho de José Dirceu, ele rasgou o regimento interno do STF e suprimiu o direito constitucional de um réu (leia mais aqui).

No entanto, o movimento de Barbosa poderá ter sérias repercussões políticas. De acordo com o Datafolha, ele teria cerca de 15% das intenções de voto e poderia provocar um segundo turno, caso decida se candidatar à presidência da República.


No último sábado, em Ribeirão Preto (SP), o ex-presidente Lula instou Barbosa e se assumir pelo que realmente é: um político, e não um juiz. "Mostre a cara", disse Lula (leia mais aqui).

A carreira política de Barbosa, caso essa seja sua intenção, serviria, ao menos, para desmoralizar de vez o julgamento da Ação Penal 470. Provaria que, em vez de um julgamento sério e justo, foi apenas o trampolim para as ambições eleitorais de um aventureiro.

A reportagem de Veja

Na reportagem de Veja, assinada pelo jornalista Hugo Marques, as declarações de Joaquim Barbosa teriam sido dadas a um "interlocutor". Esse tipo de artifício jornalístico é usado quando alguém pretende ser entrevistado sem passar a impressão de realmente que foi.

De acordo com o texto, Barbosa estaria apenas esperando o julgamento dos embargos infringentes, que começam a ser avaliados na próxima quinta-feira, para se aposentar. Caso réus como João Paulo, José Genoino, Delúbio Soares e José Dirceu sejam derrotados, eles passariam do regime semiaberto para o fechado – e esta é a intenção de Barbosa, como ele tem feito questão de deixar claro em suas decisões recentes.

Barbosa atribui sua intenção de sair ao cansaço. "Estou há quase 11 anos no STF. Sou favorável a um mandato de doze anos. Acho que já chegou a hora de sair", diz ele.

Sobre a candidatura em 2014, ele descarta. "Isso é uma grande bobagem. Não sou candidato a nada", diz ele. "Não sou político". No entanto, ele admite que pode vir a ser. "Tenho 59 anos de idade. Pode ser que daqui a três ou quatro anos, eu mude de ideia", afirma, abrindo a possibilidade de uma candidatura em 2018.

A reportagem também revela que Barbosa foi convidado a se filiar por duas legendas – as quais ele não revela. Teria recusado por não se identificar com nenhuma delas. Uma possibilidade é que tenha sido convidado pelo PTB de ninguém menos que Roberto Jefferson, que vem sendo "esquecido" por Barbosa e disse, durante o julgamento, que ele seria um ótimo candidato a presidente da República. Outro convite, público, foi feito por Romário, do PSB, para que ele disputasse o Senado pelo Rio de Janeiro.

O presidente do STF fez também uma revelação. Disse que o partido com o qual mais se identifica é o PT. "Mas é o PT antigo, não esse PT de hoje, tomado por bandidos, pela corrupção. Em termos de ideias, seria o PT de antes da candidatura do Lula".

Bom, como Lula foi candidato a presidente da República desde 1989, não se sabe bem que PT é esse, nem exatamente o que pretende Joaquim Barbosa com suas declarações.

SOBRE OS CARAS DE PAU

Sábado, 15 de Fevereiro de  2014  | Ano 17 nº 6250


Carlos Chagas 
 
 
Publicado: 15 de fevereiro de 2014 às 7:48          Diario do Poder

Segunda-feira, na festa de aniversário do Partido dos Trabalhadores, a presidente Dilma chamou de “caras de pau” os adversários do PSDB e penduricalhos que criticam seu governo e apregoam estar esgotado o modelo do PT.

Durante a semana o MST transformou uma mobilização pacífica numa guerra campal, no meio da Praça dos Três Poderes. Claro que com a colaboração da Polícia Militar, mas nesse entrevero basta atentar para o saldo de feridos: três sem-terra e vinte e dois policiais.

Pois um dia depois Dilma recebeu uma comissão do MST em seu gabinete, voltando a prometer investimentos para a reforma agrária. Não se falou dos acontecimentos da véspera, muito menos que os sem-terra tentaram invadir o palácio do Planalto e a sede do Supremo Tribunal Federal.

Senão dois pesos e duas medidas, pelo menos duas caras de pau. Nem está acabado o modelo do MST de valer-se da força e da provocação, nem esgotada a paciência da presidente em tolerar agravos, desde que venham de setores aliados.

DESCONTENTAMENTO, DESENCANTO, DESILUSÃO E DESESPERO

Assim o senador Cristóvam Buarque classifica as manifestações de rua. Para ele, a economia vai mal, em especial depois do relatório do Banco Central americano que nos coloca em segundo lugar na lista dos países mais vulneráveis. Porque investimentos deixarão de ser feitos aqui, depois desse diagnóstico, piorando o sentimento das ruas.  

Cada vez fica mais evidente o erro da prioridade para estádios de futebol quando ferrovias seriam muito mais necessárias.

Pizzolato derrubou ‘segurança’ do voto eletrônico --Claudio Humberto- Diario do Poder

  • 15 de fevereiro de 2014 
     
    A prisão do meliante Henrique Pizzolato revelou a fragilidade do sistema eleitoral brasileiro, que se proclama “um dos mais seguros do mundo”. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio expediu em 2008 título eleitoral para um morto, sem averiguar se ele existia. Pior, deixou que a partir de então uma mesma pessoa votasse duas vezes, mostrando que também a urna eletrônica é vulnerável a eleitores fantasmas.
  • Se estivesse vivo, “Celso” Pizzolato teria ficado 30 anos sem Título de Eleitor, documento obrigatório a todo brasileiro, até “obtê-lo” em 2008.
  • Faz tanto tempo que Celso Pizzolato faleceu que na época, o ano de 1978, nem sequer havia eleições diretas.
  • Mesários nas eleições, obrigados a trabalhar gratuitamente para a Justiça Eleitoral, não são qualificados para identificar falsificações.
  • Além da condenação do mensalão, Henrique Pizzolato pode responder por crime eleitoral por fraudar o documento, segundo o TRE-RJ.

Barracão desaba, fere 39 e expõe anarquia urbana

Terra de ninguém 
 
 
Feridos foram vítimas da falta de controle dos órgãos de fiscalização
Publicado: 14 de fevereiro de 2014 às 10:59

barracooes na esplanada 01
A profusão de barracões enfeia a cidade e ainda faz vítimas

Trinta e nove pessoas ficaram feridas com o desabamento de uma tenda montada aparentemente de forma clandestina, sem autorização de funcionamento, ao lado do Museu da República, na Esplanada dos Ministérios. A estrutura de metal e lona caiu durante as fortes chuvas em Brasília, na noite desta quinta-feira (13).

Os feridos participavam do evento “1º Simpósio Nacional do Movimento Junino”, organizado por uma certa “Confederação de Entidades de Quadrilhas Junina (Confebraq)”. A Defesa Civil informou que o barracão foi armado sem licença prévia, nem autorização oficial, muito embora tenha recebido apoio da Secretaria de Turismo do governo do DF.

O acidente expõe uma das principais mazelas da capital do Brasil: a farra da privatização de espaços públicos por empresas promotoras de evento, que armam barracões em plena Esplanada dos Ministérios, frequentemente sem autorização e sem fiscalização de órgãos como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil. Há suspeitas inclusive de que a condescendência e a omissão dos órgãos públicos seriam produto de corrupção.

Cerca de 200 pessoas jantavam no local e se preparavam para uma apresentação de quadrilha, quando ocorreu o desabamento. Técnicos procuravam representantes do simpósio para solicitar o alvará de funcionamento, mas ninguém se apresentou.

"Quem manda aqui são os bandidos", desabafa morador da região mais violenta do DF

15/2/2014 às 00h15



Com 450 mil habitantes, Ceilândia lidera o número de ocorrências policiais



Gustavo Frasão, do R7

 
Em quatro anos, esta padaria de Ceilândia foi assaltada pelo menos 18 vezes Gustavo Frasão / R7

 
A violência disparou nas seis primeiras semanas de 2014 na capital federal. Dados da SSP-DF (Secretaria de Segurança Pública do DF) mostram que pelo menos 85 pessoas perderam a vida para a violência, uma média de duas mortes por dia, até o dia 07 de fevereiro. O período de alta da criminalidade coincide com uma paralisação da Polícia Militar do DF, a 'Operação Tartaruga', agora chamada de 'Operação Legalidade'.

O número maior de homicídios está concentrado em Ceilândia (DF), região mais populosa do Distrito Federal.

Com mais de 450 mil habitantes, 34 pessoas foram assassinadas nas quadras QNNs 3, 7 e 9, consideradas por um especialista da UnB (Universidade de Brasília) como as áreas mais violentas da capital do País. Para os irmãos e empresários Edgar e Wesley Pereira da Silva, de 36 e 33 anos, respectivamente, moradores da região, o local é dominado pelos bandidos.

— A gente tem medo de falar porque quem manda aqui são os bandidos. O tráfico de drogas é muito intenso por essas bandas e direto alguém perde a vida. Os traficantes e usuários cometem vários assaltos para manter o vício ou comprar mais drogas e a gente fica no meio do tiroteio. Trabalhamos praticamente para sustentar bandido e nunca temos certeza de que voltaremos vivos para casa.

Os dois mantém uma padaria há quatro anos. Durante este período, o estabelecimento foi alvo dos bandidos 18 vezes. No dia 1º de fevereiro, Wesley presenciou um duplo homicídio a poucos metros do local de trabalho.


A comerciante Sheila Moreira de Sousa, de 31 anos, moradora de Ceilândia desde que nasceu, perdeu o irmão mais novo há seis anos na porta de casa. Ela disse que pretende casar e ter filhos em outros estados brasileiros.

— Meu irmão cresceu junto com o amigo, que já era jurado de morte. Eles estavam na porta da minha casa conversando quando dois homens apareceram e atiraram. O amigo dele morreu na hora e meu irmão foi morto pouco depois porque viu quem eram os assassinos.

Apesar de a família continuar vivendo no local, ela garantiu que não vai deixar as duas filhas pequenas crescerem em meio à violência e criminalidade. Por isso, trabalha e estuda para dar um futuro melhor às crianças.

— Não quero mais morar aqui porque tá demais. A violência extrapolou todos os limites e bandido não respeita mais a polícia. O pior é que não adianta mudar para o próprio DF, porque todas as regiões estão contaminadas. Quero viver com paz com minha família. Talvez em outros estados ou cidades mais pacatas.

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Homem é baleado em frente a supermercado na Asa Sul

Violência dispara no DF após dois meses de Operação Tartaruga da PM

Para especialista e sociólogo da UnB, Antônio Flávio Testa, essa é a realidade que a população do Distrito Federal vive diariamente por "omissão do Estado". 


Ele disse que enquanto as vítimas e seus familiares sofrem com a violência, que cada vez mais se firma como um problema "sistêmico e generalizado", os criminosos fazem o que querem porque acreditam que sairão praticamente impunes.

— É preciso fazer uma reestruturação violenta em todo o sistema e as autoridades devem tomar posturas mais firmes e definitivas para conter os criminosos o mais rápido possível, antes que a situação saia completamente do controle.

O sociólogo relatou que, a sensação de insegurança, antes confinada apenas à periferia,  se alastrou por todo o Distrito Federal, uma vez que a violência começa a aparecer nas áreas mais nobres e até então consideradas "tranquilas".

— Estamos falando de Lago Sul, Lago Norte, Asa Sul, Asa Norte, Águas Claras, Park Way, enfim, lugares onde vivem diplomatas, autoridades e executivos. Hoje, ninguém pode ser dar ao luxo de andar nas ruas sem desconfiar de tudo e todos.   


Reforço

Procurada para comentar o assunto, a Secretaria de Segurança Pública informou que a ação integrada entre as polícias Civil e Militar será reforçada em 2014 para diminuir a violência em todo o DF.

A PMDF (Polícia Militar do DF) explicou que os policiais não estão mais em Operação Tartaruga e todo o efetivo está nas ruas, em especial nos pontos mais críticos, fazendo o policiamento ostensivo e preventivo. 


A polícia também pediu para que a população colabore com os trabalhos e denuncie a ação dos bandidos, ligando para o 190 ou 197.

Juristas alertam para riscos de proposta que tipifica crime de desordem

Lei Antiterror


Segundo professores de direito constitucional, a proposta limita o direito de as pessoas se reunirem para se manifestar e se expressar 
 
por Agência Brasil — publicado 12/02/2014 19:13 
 
*Por Isabela Vieira

A proposta para criação de uma lei que tipifica como crime a prática e a incitação de desordem foi classificada como ameaça ao direito de manifestação por professores de direito ouvidos pela Agência Brasil. 

A minuta com a proposta foi entregue nessa quarta-feira 12 pelo secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, ao senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e coincide com o momento em que a Casa também discute a chamada Lei Antiterr­orismo, que teve a apreciação adiada para a próxima semana.

Segundo o professor de direito constitucional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Leonardo Vizeu, o país não precisa criar uma lei reunindo as demais, mas aplicar as existentes. 

“Já temos o crime de dano, de formação de quadrilha, de lesão corporal e apologia ao crime. Não precisamos de uma lei de forma casuística”, disse. 

Ele avalia que a proposta se aproveita da comoção em torno da morte do cinegrafista Santiago Andrade, durante protesto no Rio.

O professor de direito constitucional da Fundação Getulio Vargas (FGV), Thiago Bottino, também é categórico ao afirmar que a proposta limita o direito de as pessoas se reunirem para se manifestar e se expressar, em diversas circunstância, até mesmo no carnaval, devido aos blocos de sátira e ao uso de máscaras. 

Além disso, para ele, o projeto abre brechas legais para a atuação arbitrária das polícias. “A [proposta de] lei não ajuda a polícia a separar o joio do trigo”, disse.

Para Bottino, a maior dificuldade das autoridades para coibir a violências nas manifestações é identificar os criminosos e responsabilizá-los. 

“O problema é quando alguém dispara alguma coisa, arremessa uma pedra. Há episódios de violência policial e de manifestantes. 

A grande questão é construir alternativas inteligentes para identificar e punir”, defendeu.

Por não esclarecer exatamente o que é desordem em local público e por estipular penas maiores que para crimes contra a vida como homicídio culposo, o professor da FGV também vê a proposta do governo do Rio como inconstitucional  

 “Vão pegar o cara que está no alto-falando, chamando as pessoas para rua, e dizer que é desordem? Isso é crime de três a oito anos [de prisão]? São penas desproporcionais em relação à de quem mata”, afirmou.

A professora de direito penal da Universidade de São Paulo (USP), Janaína Paschoal, também acredita que é “temerário” aprovar o projeto da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. “Não vejo necessidade. Temos leis boas e suficientes”. Ela concorda com a necessidade de se identificar suspeitos, mas vê dificuldade de as polícias aplicarem a lei por causa da “demonização” das manifestações pela sociedade.

“É verdade que tem que ter polícia, mas polícia treinada, para não sair por aí atirando nas pessoas. Agora, querer baixar lei que favorece o medo e [permite] instaurar uma prisão sem identificação é dar arma para governo totalitarista, não vejo necessidade”, declarou Janaína.

A proposta do governo do Rio, apresentada ao senador Vital Rêgo, foi elaborada no bojo dos protestos que começaram em junho de 2013 e já havia sido entregue ao Ministério da Justiça. 

Segundo o secretário Beltrame, o projeto  é de apoio às manifestações, "porque pede que sejam organizadas” e atende a um “clamor por transparência” na participação dos indivíduos.

Senadores também vêm defendendo a aprovação do Projeto da Lei Antiterrorismo (PLS 499/13)como resposta para a morte do cinegrafista Santiago Andrade. 

Para o senador Jorge Viana (PT-AC), por exemplo, os dois suspeitos de terem acendido o artefato explosivo que provocou a morte do jornalista poderiam ser enquadrados como terroristas.

Em quadra da Asa Norte com 12 lojas, 10 foram assaltadas nos últimos meses


Quem mora ou trabalha na região reclama da insegurança provocada por assaltos constantes, principalmente a partir da virada do ano


Manoela Alcântara
Luiz Calcagno

Publicação: 15/02/2014 08:01- Correio Braziliense

Marcos (de branco), Henrique e Laura trabalham em uma loja de intercâmbio arrombada por assaltantes na 403 Norte: prejuízo de R$ 7 mil (Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Marcos (de branco), Henrique e Laura trabalham em uma loja de intercâmbio arrombada por assaltantes na 403 Norte: prejuízo de R$ 7 mil

Comerciantes e moradores da Asa Norte reclamam dos sucessivos assaltos a lojas e a apartamentos. Em um bloco comercial com 12 estabelecimentos, localizado na 403, 10 empresários sofreram com a ação de bandidos nos últimos meses. 


No prédio ao lado, o porteiro teve todos os pertences levados na última terça-feira. 

A poucos quilômetros do local, na 710, um oficial da Aeronáutica foi esfaqueado na madrugada de ontem. O golpe atingiu o pulmão do jovem de 25 anos. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, em janeiro foram registrados dois roubos em toda a Asa Norte, o que representaria uma queda de 66,7% em comparação com o ano passado.


No entanto, somente nas quadras visitadas pelo Correio, foi possível constatar pelo menos quatro assaltos a lojas no primeiro mês de 2014. Diferença explicada pelo consultor em segurança pública George Felipe Dantas: “Isso acontece por descrença da população em dar queixa e até pelo medo de uma represália do criminoso” ;

Os relatos dos trabalhadores da região são de medo, prejuízos e descrença nas ações das polícias Militar e Civil. As portas de vidro e a decoração, aos poucos, dão lugar às grades. O investimento para intensificar a segurança privada chega a R$ 10 mil e se amplia também com câmeras e alarmes.

A última vítima dos ladrões no Bloco A da 403 foi um estabelecimento de intercâmbio. 


O assalto aconteceu na madrugada de quinta-feira. Foram furtados computadores, monitores e lap tops. Além disso, o diretor regional da empresa, Marcos Sisconeto, 32 anos, viu a violência chegar perto da família dele outra vez em 2014. 

Tomou uma decisão: vai morar fora do Brasil com a mulher e o filho. “O brigadeiro da Força Aérea Brasileira assassinado em janeiro morava no meu prédio, na 112 Sul. Entrou na garagem 10 minutos depois de mim. Agora, a minha loja foi assaltada. Não é mais seguro viver em Brasília”, conclui.

Governo propõe aumentar valores de benefícios de militares

Proposta corrige valores de auxílio-moradia e do vale-alimentação


Camila Costa
Kelly Almeida

Publicação: 15/02/2014 01:37 


Após uma reunião que durou sete horas, o Governo do Distrito Federal apresentou algumas propostas para atender as reivindicações dos policiais e bombeiros militares do DF.

O GDF propôs um reajuste no auxílio-moradia, que passaria de R$ 11 para R$ 370 por mês, a partir de setembro. Já o auxílio-alimentação, que atualmente é de R$ 650 seria corrigido para R$ 850, pagos a partir de julho deste ano.

No entanto, nenhum reajuste foi apresentado com relação aos vencimentos da categoria. Segundo os porta-vozes do governo, todo o dinheiro que irá bancar as melhorias virá de recursos do Executivo local, sem a necessidade de aprovação no Congresso Nacional. Já a proposta de reestruturação da carreira, uma das principais reivindicações dos policiais, será encaminhada para estudo pelo governo federal.
O governo local disse que, com os benefícios apresentados, as categorias terão um aumento de 22% nos vencimentos, até 2016. As propostas foram repassadas para as associações que representam os militares. Segundo os representantes das entidades, as propostas serão votadas em assembleia na próxima segunda-feira (17/02).

As propostas só valerão se os militares se mostrarem favoráveis. Se eles optarem pelos benefícios apresentados na madrugada deste sábado (15/2), o GDF vai publicar um decreto validando as propostas.