sábado, 17 de maio de 2014

Para Lula, acabar com a liberdade de imprensa é prioridade número um. Quer marco regulatório para conteúdo e o nome disso é censura.



 
 
No Encontro dos Blogueiros Governistas, ponta de lança da censura à imprensa que Lula preconiza para o Brasil, o ex-presidente destilou, novamente, o seu ódio contra a liberdade de informação existente no país. Empolgado diante dos seus servos, que produzem informação a soldo do governo, Lula emoldurou a sua fala citando citou legislações da Inglaterra, Argentina e Equador que impuseram normas ao funcionamento da mídia. 
 
 
"Todas as sociedades democráticas do mundo contam com mecanismos de regulação dos meios de comunicação", disse. "Nos Estados Unidos, há a proibição da chamada propriedade cruzada. Em outros países, como Espanha, Portugal, França e Itália há leis que tratam dos meios de comunicação. Não venham dizer que isso é censura, ou que estamos querendo controlar os meios de comunicação. Estou citando países capitalistas. Não venham dizer que sou esquerdista, nem citei a Venezuela do saudoso presidente Chávez".

No entanto, na sequência, Lula não escondeu que toda esta regulação é para controlar conteúdo. E fez isso queixando-se do quanto a Imprensa trata mal a ele, a Dilma, ao PT e ao Governo. "Tenho viajado pelo mundo todo fazendo esse debate, mas o que vejo aqui é uma mídia que desanca o País". Em seguida disse ver como a televisão se dá o luxo de "esculhambar a política". Ele disse que não vale a pena chorar porque tal jornal fala mal do PT, e que o que precisamos fazer é usar os blogs que estão do lado do País. Para Lula, estar ao lado do país é estar a favor do governo. Não estando alinhados ao governo petista, os meios de comunicação devem ser "regulados".

Para confirmar o velho estilo de pregar o conflito e a divisão para poder atacar um lado como se outro fosse vítima do primeiro, declarou solidário:  "Eu me dou o direito de dar entrevista para quem eu quero, na hora que eu quero". E que ficou "impressionado com a violência com que a imprensa tratou minha entrevista ao blogueiros, lá no Instituto da Cidadania", referindo-se, novamente, às críticas que os meios de comunicação fizeram ao que ele disse e não a quem ele disse.

Lula encantou os vassalos ao afirmar que o debate sobre o tema está "amadurecendo" e que colocará a discussão em todo evento público do qual participar daqui para frente. O ex-presidente criticou, em tom irônico, a atuação da imprensa. "A imprensa só me trata bem", disse, para a seguir defender que a regulação seria importante para manter o equilíbrio no tratamento de informações. Regulação no tratamento de informações? O nome disso é censura, que é no fundo o que Lula e o PT querem desde o famigerado III Programa Nacional dos Direitos Humanos. 
 
 

Para Serra, Aécio encarna a mudança.



 
 
O ex-governador José Serra e o senador Aécio Neves chegaram juntos na noite desta sexta-feira, 16, ao ato político do PSDB de apoio à candidatura do senador mineiro, em Cotia, região metropolitana de São Paulo. O evento, que integra a caravana de apoio à candidatura de Aécio é o primeiro ato publico que contou com a participação da dupla.

O encontro acontece no momento em que o nome de Serra surge na lista dos cotados para assumir a vaga de candidato a vice-presidente na chapa tucana. Antes do ato, Aécio se reuniu reservadamente no Palácio dos Bandeirantes com o governador Geraldo Alckmin, também do PSDB.

Aécio e Serra trocaram afagos em seus respectivos discursos. “José Serra será uma figura imprescindível no próximo governo”, disse o pré-candidato tucano ao se referir a uma eventual vitória do PSDB. Ainda segundo o senador, Serra foi “o melhor ministro da Saúde que o Brasil já teve”.

O ex-governador, por sua vez, afirmou que Aécio “encarna a ideia de mudança”. Depois de pregar que o PSDB precisa ter unidade, Serra completou: “se Deus quiser o Brasil vai mudar com Aécio à frente. Serra apareceu de surpresa no evento em Cotia acompanhado do senado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). (informações do Estadão)
 

Dilma tem dois neurônios, mas o mau caratismo da dona faz um estrago enorme com eles.

Não é do passado que os brasileiros têm medo, mas do futuro com o PT no governo." - Aécio Neves



O biliardário Eike Batista que ganhou R$ 10 bilhões de subsídios do BNDES e quebrou. Quem paga a conta? Os pobres do Minha Casa, Minha Vida.

 
 
A presidente Dilma Rousseff não consegue vocalizar o que pensa. No popular, não diz coisa com coisa. Talvez até consiga pensar, mas a sua dificuldade de expressão é assustadora. No entanto, a má fé e a esperteza que nela habitam faz com que aqueles dois neuroniozinhos maldosos e mal formados produzam muitas mentiras, especialmente para os mais pobres. Dilma é cobra criada por Lula, um especialista em enganar as pessoas mais humildes, fingindo-se uma delas. Logo ele, que entrou na política com uma mão na frente e outra atrás, virou o maior pelego da história do sindicalismo nacional e hoje fatura dezenas de milhões com o seu Instituto Lula, fazendo palestras de fachada para empresas a quem serve como lobista.

Ontem Dilma fez uma leitura safada da crítica que a Oposição tem dirigido aos subsídios que ela tem dado a grandes empresas. Aos mais ricos. Aos que menos precisam. Distorcendo a critica, quis carimbar nos adversários que eles são inimigos dos subsídios do programa Minha Casa, Minha Vida. Dilma disse que o governo federal está usando dinheiro dos tributos pagos pelos brasileiros para beneficiar a parcela mais necessitada da população. “Esse país tem de ser um país para aqueles que mais precisam, de nada adianta o governo federal ajudar os que menos precisam”, discursou a presidente. Ora, ninguém questionou em nenhum minuto este programa habitacional.

Para repor a verdade, informamos que em 2013 o governo Dilma destinou R$ 52 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida. De outro lado, neste mesmo ano, o BNDES emprestou, principalmente para grandes empresas, R$ 194 bilhões. Quatro vezes mais, praticamente. A juros subsidiados. Altamente subsidiados. Grandes empresas são ricas e poderiam buscar dinheiro em bancos privados. 
 
O que justifica que, hoje, a JBS-Friboi deva R$ 30 bilhões para o BNDES? Simples! Júnior Friboi é candidato ao governo do estado de Goiás, pelo PMDB. É amigo do Lula. E a OGX, de Eike Batista, que está quebrada e deve mais de R$ 10 bilhões para o banco estatal? Ora, Eike era o queridinho da Dilma, o modelo de empresário bem sucedido da era petista. Isto sem falar nos negócios do banco estatal com a Telemar, aquele mesma que botou dinheiro na mão do filho do Lula e que depois foi comprada pela Oi. Somente estas três operações custaram mais caro do que todo o dinheiro que a Dilma botou no Minha Casa, Minha Vida, no ano passado.

 
Prestem atenção! Toda a estratégia de Dilma e Lula, que governaram para meia dúzia de ricos e deram migalhas para o resto da população, é se colocar ao lado dos pobres e carimbar a Oposição como defensora dos ricos. Pobres contra ricos. Luta de classes. Com este objetivo sórdido, os dois petistas acabam de produzir uma nova e escandalosa teoria econômica, a de que quanto mais inflação, mais emprego. Há muita mentira na numerologia do PT. Eles são especialistas em maquiar números, mas não estão se entendendo mais. Mercadante e Mantega bateram cabeça para que, finalmente, ficasse confirmado que eles estão congelando preços para conter a inflação. 

Dilma e Lula não tem o que mostrar ao país em termos de obras e realizações. Chega a ser patético ver a Presidente da República correndo o país feito uma alucinada para formar alunos do Pronatec, um programa que não existiria sem o dinheiro arrancado das ricas empresas que contribuem para o Sistema S e que são responsáveis por 80% das matrículas do programa. Não há obras. A Copa das Copas é um fracasso que só entregou 41% do prometido. A inflação está de volta. Resta, então, a mentira. A mentira que ontem produziu da boca da Dilma que a Oposição é contra subsidiar programas para os pobres. E da boca do Lula que a Oposição quer só um pouquinho de desemprego. Eles são perigosos. Eles vão fazer o diabo para não perder a eleição. Não vamos ficar calados. Como diz Aécio Neves, para cada mentira que eles contarem, vamos dizer umas dez verdades na cara deles. 
 
 

Eleições: O jogo do vice Com Serra praticamente descartado, Aécio começa uma maratona de conversas para decidir quem será seu companheiro de chapa na disputa presidencial.



Com a candidatura consolidada e com as pesquisas o apontando como alternativa real de poder, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ocupará boa parte dos próximos 20 dias para preparar uma das cartadas mais importantes da disputa eleitoral de 2014: a apresentação de quem será seu companheiro de chapa na sucessão presidencial. ...
 
A escolha será oficializada em 14 de junho, na convenção nacional do PSDB, mas Aécio já sinalizou que pretende ter essa definição na primeira semana do mês. Entre os tucanos e aliados a disputa pelo posto está aberta e o pré-candidato dará início a uma maratona de conversas para buscar a maior convergência possível. Oportunista, o ex-governador paulista José Serra se colocou na briga mesmo sem ser chamado. 


Escalou alguns líderes para tornar pública sua nova pretensão, passou a comparecer a alguns eventos ao lado de Aécio e, em conversas reservadas, posiciona-se como alguém capaz de assegurar a unidade do PSDB e de transferir ao mineiro um elevado número de votos em São Paulo, o maior colégio eleitoral do País. 


As investidas de Serra, no entanto, não têm encantado. As principais lideranças do PSDB avaliam reservadamente que a presença de Serra na chapa de Aécio traria mais problemas do que soluções. Serra é tido por boa parte dos tucanos como carta fora do baralho.
 
“Esse assunto não chegou até mim”, desconversa o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um dos principais entusiastas da candidatura de Aécio Neves, quando perguntado sobre o desejo de Serra. Nos encontros fechados, porém, o ex-presidente já se posicionou. 


Disse a pelo menos três interlocutores, na última semana, que Serra traria à chapa mais rejeição do que votos. Nessas conversas, FHC lembra que Serra foi derrotado em São Paulo, em 2012, pelo petista Fernando Haddad, um candidato que até então jamais disputara um voto. Além disso, pesquisas encomendadas pelo partido apontam que quase 50% dos entrevistados afirmam que não votariam no ex-governador de forma alguma. “Certamente uma candidatura de Serra a deputado federal é o melhor para ele e para o partido”, disse na quinta-feira 15, um ex-secretário com assento no Palácio dos Bandeirantes. 


“Ele ajudaria a eleger pelo menos quatro outros deputados.” Para Aécio, no entanto, não é tão fácil simplesmente descartar a possibilidade de Serra ser seu vice. O senador sabe que precisará entrar no campo com os tucanos de São Paulo unidos. 


Por isso, vem garantindo espaço no comando da campanha a vários paulistas e não descarta a hipótese de ter como vice o senador Aloysio Nunes, um dos principais interlocutores de Serra, além de cogitar a candidatura da deputada Mara Gabrilli, uma das maiores lideranças femininas do tucanato. “O que nós sentimos é que o vice será de São Paulo. O que existe de cristalizado é que a vitória de Aécio passa pela vitória em São Paulo”, diz o deputado Mendes Thame (PSDB-SP).
 
Apesar da convicção dos paulistas, Aécio ainda não está totalmente convencido de que o vice tenha que sair de São Paulo. Entre os nomes que avalia, está, por exemplo, a ex-presidente do STF, Ellen Gracie, que no ano passado filiou-se ao PSDB do Rio. Partidos aliados também estãono jogo, embora corram como azarões. Na terça-feira 13, depois de receber apoio do Solidariedade, Aécio recebeu também uma indicação: Miguel Torres, presidente da Força Sindical. “Trata-se de um bom nome. Vamos avaliar”, disse o mineiro Aécio.
 
Fonte: MÁRIO SIMAS FILHO - revista Istoé - 17/05/2014 - - 08:52:05  BLOG do SOMBRA

A 21 dias da chegada da 1ª seleção, MTE mantém embargo em Viracopos




Sete delegações da Copa do Mundo vão utilizar novo terminal do aeroporto.


Apesar disso, obra da estrutura não está concluída e é alvo de interdições.

Do G1 Campinas e Região
Funcionários de empresas em obras de ampliação do Aeroporto de Viracopos em Campinas (Foto: Reprodução EPTV) 
 
 
 
Funcionários nas obras do Aeroporto Internacional de Viracopos
 
 
A 21 dias da chegada da primeira seleção da Copa do Mundo ao Aeroporto Internacional de Viracopos, o embargo parcial às obras do terminal de Campinas (SP) foi mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) após fiscalização na tarde desta sexta-feira (16).


A interdição de atividades em altura realizadas nos píeres A, B e C, além do saguão e da ponte de acesso ao novo terminal, ocorreu na quarta-feira (14).


O píer A do novo terminal de passageiros será destinado a voos internacionais e a previsão é que sete seleções o utilizem em voos para jogos da Copa do Mundo. A fiscalização nas obras ocorreu a pedido do consórcio construtor, mas, segundo o auditor fiscal do MTE João Batista Amâncio, as melhorias realizadas para segurança dos operários ainda são insuficientes para autorizar a retomada das atividades.

De acordo com Amâncio, serão lavrados autos de infração para o consórcio, mas ainda não é possível informar quantos e quais os valores da multa. A fiscalização na quarta-feira foi feita em conjunto com dois procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT) e foram proibidos trabalho em andaimes, escadas e na periferia de edificação e outros locais de desnível.


Retomada das atividades

 

Como não houve autorização para retomar as atividades em altura, pelo menos até segunda-feira (19) elas terão de ficar paradas nos locais indicados pelo MTE. Agora, o consórcio terá de fazer outras adequações determinadas pelo órgão trabalhista para, só então, solicitar uma nova fiscalização e eventualmente conseguir as desinterdições.


Segundo o MPT, também foram paralisadas atividades de concretagem de vigas no píer B; circulação em área de trabalho de guindastes e plataformas de trabalho aéreo, assim como o trabalho embaixo desses equipamentos; atividades de solda onde haja substâncias inflamáveis e combustíveis; instalações e equipamentos com riscos elétricos; e armazenagem de inflamáveis em local sem sinalização, próximo a equipamentos de solda e sem extintores.


A assessoria de imprensa do consórcio informou que todas as adequações necessárias para retomada total das obras continuarão a ser feitas. Ainda de acordo com as empresas responsáveis pela construção, todas as normas de segurança exigidas pelas leis são cumpridas.

Interdições
A interdição de quarta-feira foi a segunda em menos de uma semana nas obras. Na sexta-feira (9), o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) havia paralisado os trabalhos nos píeres A e B após encontrar excesso de atividades no mesmo ambiente e risco para funcionários, mas, na ocasião, uma liminar permitiu a retomada das atividades.


Por contrato, a primeira etapa da ampliação de Viracopos precisava estar operacional até o dia 11 de maio. Técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vistoriaram o aeroporto e vão elaborar um relatório sobre o trabalho de expansão no terminal. Com base nele, será definida a multa para a concessionária. O valor pode chegar a R$ 170 milhões, mais o máximo de de R$ 1,7 milhão por dia de atraso.

Chegada das seleções
A seleção da Costa do Marfim desembarca no Brasil por Viracopos em 6 de junho, Japão no dia 7, Argélia e Rússia, 8, e Portugal, 11. As delegações de Nigéria e Honduras chegam ao país por Guarulhos, na Grande São Paulo, mas os voos para as partidas da Copa do Mundo serão feitos pelo terminal aéreo do interior paulista.


Segundo o mais recente balanço, divulgado pela concessionária em 7 de maio, a obra do terminal de passageiros (com 3 píeres e capacidade para até 22 milhões pessoas por ano) está 92% concluída, dos pátios de aeronaves (com 3.500m² e 37 novas posições), 97%, edifício-garagem (4.000 vagas), 95%, adequações nas pistas de pousos e taxiamento, 100%.


Perspectiva do plano de ampliação do aeroporto de Viracopos,em Campinas (SP) (Foto: Divulgação)Perspectiva do plano de ampliação do aeroporto de Viracopos

Manifestantes entram em confronto com a PM em Guarulhos




Cerca de 50 pessoas atearam fogo a pneus na Av. Jamil João Zarif.


PM diz que grupo saqueou loja de fogos de artifícios no bairro.



Do G1 São Paulo



 
Moradores do bairro Taboão, em Guarulhos, na Grande São Paulo, entraram em confronto com policiais militares durante um protesto no início da noite desta sexta-feira (16), segundo informações da Polícia Militar.


Por volta das 19h45, dois carros foram incendiados em um estacionamento na região. O ponto do protesto é nas imediações do Aeroporto Internacional de Guarulhos. A GRU Airport informou que o estacionamento alvo de vandalismo não tem relação com a concessionária.
protesto em guarulhos
No começo da noite, o grupo com cerca de 50 pessoas bloqueou a Avenida Jamil João Zarif, ateando fogo a pneus e pedaços de madeiras.


Os manifestantes também atiraram fogos de artifício na direção dos policiais militares, que tentavam liberar a via para o trânsito. Os PMs lançaram bombas de efeito moral para dispersar o grupo.

Polícia faz varredura
 
Depois de carros serem incendiados, policiais militares da Tropa e Choque estiveram no bairro Taboão. Os PMs circulavam pelo bairro em busca de dispersar os manifestantes. Até as 20h, ninguém tinha sido preso e nem havia informações sobre feridos.



Carros incendiados em Guarulhos (Foto: Reprodução/GloboNews)Carros incendiados em Guarulhos
 

MPF-RJ recorre de decisão que não reconhece religiões afro-brasileiras



Juiz da 17ª Vara Federal alegou falta de 'texto-base' para justificar decisão.


Vídeos de intolerância religiosa não foram retirados do Youtube



Do G1 Rio
 



O Ministério Público Federal do Rio recorreu no Tribunal Regional Federal da 2ª Região da decisão do juiz Eugênio Rosa, da 17ª Vara de Justiça Federal, que não aceitou o pedido do MPF para retirar vídeos do Youtube que continham mensagens de intolerância contra religiões afro-brasileiras – candomblé e umbanda. O recurso foi feito no dia 9 de maio, e agora será apreciado pelo TRF-2.

Na justificativa, a decisão em primeira instância, publicada no dia 1 de abril de 2014, dizia que "manifestações religiosas afro-brasileiros não se constituem religião”, porque elas não conteriam “traços necessários de uma religião, de acordo com um texto-base,", tais como a Bíblia para os cristãos ou o Alcorão para os islâmicos. O juiz ainda cita " ausência de estrutura hierárquica e ausência de um Deus a ser venerado.

Ainda de acordo com o texto, "não há prova inequívoca que os vídeos possam colocar em risco a prática cultural profundamente enraizada na cultura coletiva brasileira".

Homofobia faz 81 transexuais da PB pedirem mudança no prenome




Dados do Espaço LGBT revelam que 40 casos tramitaram na Justiça.


Em 15 delas, homossexuais já conseguiram mudar nome no registro civil.

Wagner Lima Do G1 PB
Carolina Almeida já morou em vários lugares do mundo e considera a Paraíba o lugar mais homofóbico por onde passou (Foto: Wagner Lima/G1) 
 
Carolina já morou em vários lugares do mundo e
considera a PB o lugar mais homofóbico deles


Por conta da homofobia, 81 pessoas deram entrada em ações na Justiça da Paraíba em 2013 para modificar o nome de nascimento para o correspondente à identidade de gênero, de acordo com o assessor jurídico do Centro de Referência dos Direitos LGBT, Ricardo Mororó. Até 2012, a Paraíba era considerado o quarto estado no ranking de estados com casos de homofobia, segundo o Grupo Gay da Bahia. Neste sábado, dia 17 de maio, se celebra o Dia Internacional de Combate à Homofobia.

Exausta por receber xingamentos e insultos, a estilista e militante social, Carolina Almeida, é uma dessas pessoas que decidiram se valer de um direito previsto na legislação brasileira: trocar o prenome por conta dos inúmeros constrangimentos enfrentados ao utilizar os serviços públicos e em estabelecimentos comerciais.

Em 2013, a Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Homofóbicos de João Pessoa abriu 16 inquéritos. Apenas em 2013, no Centro de Referência dos Direitos de LGBT e combate à homofobia da Paraíba, foram realizados 40 atendimentos em decorrência de homofobia. Vinte casos foram de atos homofóbicos, 14 contra lésbicas e seis deles de transfobia, comportamentos discriminatórios contra transexuais.


Esse quadro de violência é apontado como a principal razão para o desejo de mudar de nome. Das 81 soliticações de mudança do prenome registradas nas Paraíba, 70 foram de mulheres trans e 11 de homens trans. O Espaço LGBT conseguiu ajuizar 40 ações, sendo 36 ações de mulheres transexuais e outras quatro de homens transexuais. Desse total, 15 foram encerradas com a troca do prenome de travestis e transexuais.

Carolina Almeida explicou que a homofobia faz parte de seu cotidiano desde a infância. A  primeira e mais marcante ação de homofobia que sofreu foi na ambiente familiar. “Ouvi muito 'você não é menina' e aos 7 anos meu pai raspou as minhas unhas com lâmina. Meu mundo sempre foi feminino e cheguei a perguntar muito à minha mãe porque não tinha nascido menina", diz.
Aqui [na Paraíba] eu fico explicando por que devem me chamar pelo gênero feminino"
 
Carolina Almeida, transexual
 
Mais recentemente, de posse do Cartão do SUS, Carolina Almeida precisou utilizar a rede de atenção pública e sentiu mais uma vez 'na pele' o constrangimento. “Chegando lá, o profissional disse que iria me tratar pelo nome que estivesse no documento e passou a me insultar. Por conta dissom vou acionar o Conselho Regional de Medicina”,  contou.

Carolina morou em São Paulo, Rio de Janeiro e Espanha e avalia que a Paraíba é um dos lugares mais homofóbicos por onde passou, especialmente considerando o comportamento das pessoas que têm baixa formação. Autodidata sobre os assuntos relacionados à sexualidade, Carolina Almeida fez da leitura por curiosidade uma importante ferramenta para combater a discriminação ao reinvindicar seus direitos.

“Existe um preconceito muto grande no mercado de trabalho. Trabalhei anos em São Paulo, mas para trabalhar mantinha um visual mais andrógino. Mas em São Paulo me tratavam como 'ela'. Aqui [na Paraíba] eu fico explicando por que devem me chamar pelo gênero feminino”, disse.

Partido suspende filiação de prefeito de Coari, no AM, preso por pedofilia




Segundo PRP, Adail não foi expulso do partido por não ter sido condenado.


Político está preso em Manaus desde fevereiro e foi afastado do cargo.

Do G1 AM
Fantástico mostra novas denúncias contra prefeito de Coari (AM) (Foto: Reprodução TV Globo) 
 
Adail Pinheiro está preso desde fevereiro


O prefeito afastado de Coari, Adail Pinheiro, teve a filiação suspensa pelo Partido Republicano Progressista (PRP) nesta semana. A confirmação foi divulgada nesta sexta-feira (16). De acordo com o partido, a decisão foi determinada pela Comissão de Ética do Diretório Nacional do PRP.


A expulsão de Adail do partido foi cogitada logo após o início da veiculação de reportagens do Fantástico que denunciavam o envolvimento do político em casos de exploração sexual de crianças e adolescentes em Coari. Um procedimento ético foi instaurado no dia 20 de janeiro para apurar a situação. O resultado veio nesta segunda (12), quando o partido decidiu pela suspensão da filiação de Adail.

De acordo com o partido, Pinheiro não foi expulso por ainda não ter sido condenado pela justiça. A Comissão decidiu então pela suspensão da filiação, com a justificativa de "que o simples fato de o prefeito estar sob acusação dos supostos crimes já é suficiente para denegrir e ferir a imagem pública do PRP", como afirmado em nota.

Ainda segundo o PRP, Adail Pinheiro sinalizou, na quinta-feira (15), a possibilidade de pedir desligamento do partido. Na nota enviada ao G1, o PRP destacou que, caso Pinheiro entre com o pedido, este será "prontamente aceito pela direção nacional".

Adail Pinheiro está preso, em Manaus, desde o dia 8 de fevereiro acusado de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes no município de Coari, onde foi eleito prefeito três vezes. Ainda segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas, tramitam na justiça estadual seis processos contra Adail relacionados à exploração sexual e favorecimento à prostituição infantil.

Transplante de células-tronco recupera paciente em SP

Uma equipe de cirurgiões da Associação Portuguesa de Beneficência, de São José do Rio Preto (SP), realizou com sucesso o primeiro transplante de células-tronco do País para tratamento da doença de Crohn. 
 
A enfermidade, que causa a inflamação do aparelho digestivo e não tem cura, atinge 5 milhões de pessoas em todo o mundo, e em seu estágio mais avançado pode levar à morte. O procedimento, realizado em 14 de outubro de 2013, só foi divulgado agora porque os médicos queriam ter certeza da recuperação da paciente, a estudante de farmácia Giselle Gomes Idalgo, 29 anos. 
 
Mas o transplante só pôde ser realizado porque a Justiça deu ganho de causa a ação ajuizada por Giselle e determinou que a cirurgia fosse paga pelo seu plano de saúde.

A cirurgia abre perspectivas para que outros pacientes de Crohn possam reivindicar o mesmo tratamento, mas como ele ainda não consta no rol dos transplantes autorizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não está na lista da Agência Nacional de Saúde (ANS) de doenças assistidas pelas operadoras particulares, é necessário ajuizar ação judicial. "Isso é a judicialização da medicina porque muitos procedimentos não são autorizados no Brasil", comentou o hematologista Milton Ruiz, coordenador da unidade de transplantes e de terapia celular da Associação, e responsável pela cirurgia.

"Não havia outra alternativa para minha paciente. Os medicamentos que ela tomava não faziam mais efeito e ela já tinha passado por duas cirurgias para retirada de parte do intestino grosso e do intestino fino", conta o gastroenterologista Luiz Kaise Júnior, que recomendou o transplante a Giselle. "Como o Milton Ruiz já utilizava o transplante em outras doenças, pensamos na possibilidade de realizá-lo com a doença de Crohn, uma vez que esse tipo de procedimento já era feito nos Estados Unidos." 
 
 
O transplante seguiu protocolo da Universidade de Chicago, que realiza o mesmo tipo de cirurgia no North Western Memorial Hospital, da cidade americana. "Viajamos para aquele País e médicos de lá vieram ao Brasil para viabilizar o transplante."

Ruiz explicou que foram 29 dias entre a preparação da paciente e a conclusão do transplante. Inicialmente, a paciente recebeu medicamentos para produzir o volume necessário de células-tronco, em seguida o material foi congelado. Depois de recuperada, a paciente voltou a ser internada para receber as células, por infusão periférica. Depois disso, ainda foram necessários mais 17 dias de internação.

Recuperação.

Gisele está totalmente recuperada. Não toma medicamentos desde que saiu da cirurgia há oito meses. Ela lembrou do passado difícil, quando seu peso caiu de 55 para 32 quilos e teve de largar o trabalho e a faculdade de farmácia e ainda enfrentar o preconceito da sociedade.

Chico Siqueira, especial para a AE
 
Fonte: Agencia Estado  Jornal de Brasilia

Crise do Cantareira já afeta comerciantes




A crise hídrica já afeta o dia a dia do comércio abastecido pelo Sistema Cantareira, o principal reservatório da Grande São Paulo. Compra de caixas maiores, contratação de caminhões-pipa e aquisição de equipamentos para reúso de água, por exemplo, já são gastos extras impostos pelo baixo nível das represas. Há comerciantes, porém, como os do setor de lavagem de automóveis, que têm visto o movimento aumentar. 
Em um posto de gasolina da Vila Santa Maria, na zona norte, a demanda pelo serviço de lavagem cresceu 50% desde que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) começou a aplicar o bônus para quem economizar. "Ninguém quer mais lavar o carro em casa", disse o frentista Genilson dos Santos, de 33 anos. Para garantir o serviço, os donos do posto já começaram a comprar caminhões-pipa e cortaram o gasto com água da rua. 

Contra o desperdício, Edival Severino, de 63 anos, de um lava-rápido do Bairro do Limão, na zona norte, mudou a estratégia de trabalho. "Uso balde de água e não o jato para lavar os tapetes. Ensaboo o carro primeiro e depois passo o jato de uma só vez", disse. "É importante economizar. Na minha casa já falta água toda semana."

O cabeleireiro Marcelo Ribeiro, de 31 anos, dono de um salão na Vila Romana, na zona oeste, passou a fechar o registro à noite para evitar vazamentos pela pressão da água nos lavatórios. "Lavo rápido o cabelo das clientes e até tive redução na conta." Se faltar água, ele disse que voltará para o interior. "Vou para a minha cidade, que, não à toa, chama Fartura." 

No Colégio Progresso Santa Maria, na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte, o banho das crianças de 2 e 3 anos agora é com lenços umedecidos. "No maternal não tem jeito, tem de dar dois banhos por dia", disse a coordenadora, Erika da Silva, de 28 anos.

Segundo o presidente do Conselho de Sustentabilidade da Fecomercio-SP, José Goldemberg, pequenos comerciantes têm poucas alternativas além de racionar o uso da água. "O grande comércio até pode se defender com poço artesiano ou reúso, mas os menores têm de seguir as dicas de economia." 

A Associação Comercial de São Paulo vai fazer, até o fim do mês, uma campanha no Estado sobre o uso racional de água. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Agencia Estado   Jornal de Brasilia

Protestos contra a Copa do Mundo chamam atenção da imprensa internacional

O site do jornal espanhol El País traz hoje uma reportagem que diz que os protestos contra o Mundial se espalharam pelo Brasil

 
Os protestos contra a Copa do Mundo, que ocorreram ontem (15) em várias cidades brasileiras, ganharam repercussão internacional. O site do jornal espanhol El País traz hoje uma reportagem que diz que os protestos contra o Mundial se espalharam pelo Brasil. 


A publicação destaca que 50 cidades brasileiras convocaram manifestações e que, em São Paulo, os protestos foram impulsionadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que reivindicam mais moradias. 


O jornal ressalta ainda o clima de tensão na cidade e que houve queima de pneus e interrupção de algumas avenidas.


O site do jornal The New York Times publicou uma reportagem, com o título Onda de Protestos contra o Governo Começa no Brasil, dizendo que pneus foram furados e avenidas bloqueadas em manifestações que tentam chamar a atenção para os problemas de habitação e educação, a menos de um mês da Copa. 


O jornal norte-americano destaca que centenas de pessoas, que criticam os bilhões de reais gastos para sediar a competição, protestaram em São Paulo, perto do Itaquerão, um dos estádios construídos para o Mundial. Segundo a reportagem, as manifestações são um teste para o governo brasileiro mostrar  habilidade em garantir a segurança durante a Copa do Mundo.


Já do site da britânica BBC destaca hoje que, apesar das mobilizações em 14 capitais do país e algumas ações de impacto, os protestos  ficaram aquém do esperado pelos grupos envolvidos na convocação, que anunciavam a volta das grandes multidões de manifestantes às ruas, como em junho do ano passado.

O jornal argentino El Clarín também destacou as manifestações em seis cidades brasileiras ontem. Segundo a publicação, São Paulo, o Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza tiveram ruas bloqueadas por ativistas. O site do jornal informou que os manifestantes têm demandas diversas, mas em comum têm o fato de serem contrários aos gastos públicos com o Mundial.

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa alerta para o risco de erro médico relacionado à medicação prescrita às crianças

Grande parte desses erros acontece na hora da medicação, tornando-se um grande problema de saúde pública
 
Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br


As medidas de segurança no ambiente de trabalho são fundamentais em todas as áreas. A preocupação é ainda maior quando esse espaço  é um hospital.  O descuidos, inclusive, podem culminar em erros médicos. Os riscos são grandes principalmente na área pediátrica, alerta estudo.  


A vulnerabilidade das crianças é destacada em pesquisa de mestrado de Suiane Baptista, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/ Fiocruz). A  pesquisadora concluiu que grande parte desses erros acontece  na hora da medicação, tornando-se  um grande problema de saúde pública. 

A partir de análise em uma enfermaria pediátrica, foi constatado que 67% dos erros médicos estão relacionados ao preparo, e mais de 87%   estão ligados à administração dos medicamentos. Porém, apesar do dado expressivo, especialistas afirmam que existem medidas  desenvolvidas para reduzir as possibilidades de um erro. 

Dificuldades

Chefe da UTI Neonatal do Hospital Santa Marta, situado em Taguatinga, o pediatra Marcos Guimarães explicou ao Jornal de Brasília  quais as principais dificuldades,  onde os erros podem ocorrer  e quais as medidas adotadas pelo hospital para garantir a segurança dos pacientes. 
“Tanto crianças  como idosos necessitam uma atenção especial na hora de serem atendidos, e principalmente medicados. As duas faixas etárias são muito vulneráveis, precisam de uma dosagem específica”, explicou o pediatra.

Dosagem

De acordo com o chefe da UTI Neonatal, uma série de fatores deve ser levada em consideração para que se prescreva o medicamento certo, na dosagem certa.  “A primeira grande atenção a ser dada, especificamente na pediatria, é estabelecer qual a dosagem certa para a criança. Para prescrever uma dosagem correta para este paciente é necessário considerar a idade e o peso. Não há uma dosagem definida, como, por exemplo, para adultos com uma dor de cabeça”, compara Marcos Guimarães.

Estudo

O estudo de Suiane Baptista  foi publicado pela revista Exame e também veiculado pela Agência Fiocruz. De acordo com a agência, o tema do trabalho foi escolhido pela aluna por ser sua área de atuação. “A pediatria é mais vulnerável ao erro devido às suas características fisiológicas peculiares e à indisponibilidade de formas farmacêuticas adequadas no mercado para este público”, disse à agência. Suiane contou   que a experiência de estar na enfermaria e conviver com os pacientes e seus familiares mostrou a necessidade do farmacêutico estar mais próximo à realidade.

Conjunto de boas práticas

Medicamento certo para o paciente certo. Esse é o lema do médico pediatra Marcos Guimarães, que destaca que o uso de medicação equivocada para um paciente pode ser fatal.

“Nós, aqui do Santa Marta, colocamos em nossos pacientes uma pulseira de identificação, além de colocar no prontuário todos os seus dados e o medicamento utilizado por ele. Outra medida adotada é colocar na embalagem do remédio o nome do paciente”, informou. 

Além dessas medidas preventivas, o pediatra acrescenta outras. “É necessário, ainda, ver qual a via certa, pois injetar um remédio de via oral pode ser fatal, assim como dar o remédio no intervalo certo de tempo. É preciso checar a validade do produto e o tempo certo de exposição a um remédio injetável, que pode exigir até meia hora de espera até ser  aplicado”. Guimarães alerta que, se um desses medicamentos for introduzido de uma vez, isso pode levar a criança a óbito.

Outro fator apontado pelo médico é a importância de uma equipe bem preparada e bem auxiliada. “Além dos profissionais passarem por reciclagens constantes, nós buscamos tirar o caráter punitivo dos erros. Erros acontecem, mas, pior do que os erros é a não notificação à equipe”, explicou. 


Na sua avaliação, “se há um erro e um dos profissionais imediatamente notifica sua equipe, o erro pode ter os seus danos reduzidos ou até revertidos. Isso é algo que se trabalha no dia a dia com todos os envolvidos nos procedimentos desenvolvidos”.

Manual dá segurança a procedimentos
 
Os profissionais da Saúde dispõem de um manual, no qual são  discriminados todos medicamentos utilizados e as respectivas informações, para fins de consulta permanente, caso haja dúvida em relação aos procedimento necessários. 
 
De acordo com o chefe da UTI Neonatal do Hospital Santa Marta, situado em Taguatinga, pediatra Marcos Guimarães, a medicina se espelha na aviação para ter o seu próprio sistema de segurança.
 
“São (pilotos e copilotos) os que menos erram. Um erro no procedimento deles e centenas de pessoas podem morrer. Nós, se errarmos, poderemos perder um paciente nosso”. O médico comenta que “temos um sistema   em relação aos procedimentos. Ele tem um começo e, a cada novo dispositivo encontrado para a segurança, nós iremos incorporar à segurança no ambiente hospital”, concluiu.
 
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Direitos de trabalhador para as prostitutas

Atividade é informal e não oferece qualquer garantia ao profissional. Há projetos para reverter situação
 
Renan Bortoletto
renan.bortoletto@jornaldebrasilia.com.br


Oferecer o corpo em troca de dinheiro nunca foi o sonho de uma adolescente. Os motivos para quem entra no mundo da prostituição são diversos, mas na maioria dos casos apresentam um fator em comum: a falta de oportunidades e o início de uma vida sexual precoce. No Distrito Federal, a “oferta” de profissionais do sexo é bastante variada e atende todos os gostos. Menores de idade, jovens entre 18 e 25 anos, mulheres mais experientes, e até   “prostitutas de luxo” com atendimento com hora marcada disputam o apetite masculino.

Por não ser considerado crime no Brasil, a prostituição tem sido cada vez mais comum nas esquinas e até mesmo em áreas nobres de Brasília. Atento à demanda crescente, políticos já se movem para que elas (e eles) ganhem o direito de desempenhar a profissão livremente. Projeto de Lei   4211/12, de autoria do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), tramita na Câmara dos Deputados e prevê a regulamentação da atividade dos profissionais do sexo. Este não é o primeiro texto parlamentar que pede a regulamentação da profissão no País.

Aposentadoria

O deputado quer que estes profissionais tenham o direito à contribuição junto ao INSS e possam se aposentar pelo tempo de serviço. Cita que o reconhecimento do trabalho “é mais do que uma etapa, uma vitória contra a marginalização da profissão.”

“Regulamentar a profissão é permitir que elas tenham acesso à Justiça em casos de abusos, aos programas de saúde ao trabalhador, à dignidade, segurança e higiene e trabalhem em locais que sejam fiscalizados pelos órgãos de vigilância sanitária. Fiscalizar é também uma forma de combater o abuso sexual de crianças e adolescentes, o que não ocorre hoje”, rebateu o deputado.

Enquanto a regulamentação não é aprovada, as garotas de programa seguem trabalhando normalmente à espera de dias melhores. Sem perspectivas quanto ao futuro, as mulheres oferecem o corpo para garantir o sustento, por valores que partem, muitas vezes, de R$ 50.

O que diz o Código Penal 
 
A prostituição não é crime no Brasil, mas artigos preveem penalidades:
Art. 228 -  Induzir ou atrair alguém à prostituição, facilitá-la ou impedir que alguém a abandone:
Pena:  reclusão, de 2 a 5 anos.
§ 1º -  Se ocorre qualquer hipótese do § 1º do artigo anterior:
Pena:  reclusão, de 3 a 8 anos.
§ 2º -  Se o crime é cometido com violência, grave ameaça ou fraude:
Pena:  reclusão, de 4 a 10 anos, além da pena correspondente à violência.
§ 3º -  Se o crime é cometido
 com o fim de lucro, 
aplica-se multa.
 
Rufianismo 
 
Art. 230 -  Tirar proveito da prostituição, participando de seus lucros ou fazendo-se sustentar por quem a exerça:
Pena:  reclusão, de 1 a 4 anos, e multa.
§ 1º -  Se ocorre qualquer das hipóteses do § 1º do art. 227:
Pena:  reclusão, de 3 a 6 anos, além da multa.
§ 2º -  Se há violência ou ameaça:
Pena:  reclusão, de 2 a 8 anos, além da multa e sem 
prejuízo a pena correspondente
 à violência.
 
Doze anos oferecendo o corpo
 
No aguardo de um cliente na Praça do Relógio, em Taguatinga, Lúcia,   43 anos, aproveitou um evento beneficente de uma igreja para conversar com o pastor que pregava para meia dúzia de fiéis. Após ser ouvida e rezar, ela vai a uma barraca ao lado para comer e em seguida volta para a escadaria de um hotel. “Na verdade, fui até lá mais pela comida de graça, já que rezar numa situação dessas é um pouco de hipocrisia”, confessa. 
 
Ela diz que a competição com garotas mais jovens é difícil, mas lembra de quando entrou para esta vida, há 12 anos. “Já foi o meu tempo de pensar em algo mais para a vida. Não fiz faculdade, não tive a oportunidade de ser alguém melhor. Só restou me prostituir”, diz.
 
Por conta da opção, ela afirma que nunca pensou em se casar, mas se gaba de não depender de ninguém para nada. “Faço o que bem entender, não tenho ninguém mandando em mim. É assim que sigo a vida.”
 
Quando   questionada se gostaria de ter a profissão regulamentada e poder se aposentar, ela é taxativa: “Claro que sim, seria a chance de muita mulher trabalhar dignamente. Sou totalmente a favor”, reforça.
 
Preconceito precisa ser vencido
 
A procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) Lysiane Chaves Mota, que também está à frente da Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação do Trabalho (Coordigualdade), ressalta que é necessário abrir mão de iniciativas conservadoras para acabar com a discriminação da profissão.
 
“Essa condição da não regulamentação dá uma sensação de desproteção, como se elas estivessem à mercê da sociedade. Somos totalmente contra a  prostituição de menores de 18 anos, mas a partir desta idade temos que ter o reconhecimento da classe e oferecer direitos como qualquer outro trabalho”, defendeu.
 
Para ela, existe uma batalha nos bastidores do assunto. “Nosso mercado de trabalho é muito discriminatório, ao passo que o Congresso Nacional é muito conservador. Isso não envolve só a questão das prostitutas, mas uma série de outras profissões que lutam para garantir seus direitos e benefícios perante a legislação”, emendou.
 
Aliciamento
 
Já a delegada-chefe da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), Patrícia Bozolan, aponta que o grande desafio da polícia é acompanhar e desmistificar o trabalho de pessoas que aliciam menores e adultos.
 
“Essas pessoas estão cada vez mais se adequando à situação e tentando passar despercebidas pela polícia. Acredito que a resposta judicial para quem é pego cometendo este crime ainda é leve. Nós seguimos fazendo investigações e apurando denúncias das próprias prostitutas que são coagidas pelos cafetões. Mas o número de denúncias que recebemos, ou aquelas que têm a coragem de vir até a delegacia, ainda é muito pequeno”, admitiu, ao reforçar que o maior número de ocorrências  está ligado a prostitutas que não receberam pelo programa combinado com o cliente.
 
Patrícia afirmou que o esquema de prostituição sempre encontra um jeito de se renovar. “Sabemos que existem prostitutas que fecham um pacote com o dono de um hotel ou motel. Ela se prontifica a usar somente o local, o dono concede um desconto e também leva uma parte do que é arrecadado com o serviço. Isso pode ser enquadrado como crime, e o proprietário está sujeito às penalidades”, avisou.
 
Mais de dez programas por dia
 
Em Taguatinga Sul, próximo ao setor de motéis, garotas de programa e travestis andam seminus pelas ruas. Ali, os preços variam de R$ 60 a R$ 150, dependendo do tipo de serviço que o cliente quer. A rotatividade é grande, bem como as abordagens dos motoristas. Muitas delas chegam a fazer mais de dez programas na noite.
 
“Tem que aproveitar quando o dia está bom, fazer algo diferente para agradar o cliente e também um precinho bacana. Saio com solteiros, casais, homens casados... Você acaba criando uma agenda de clientes”, conta Luana. 
 
Para ela, a regulamentação da profissão seria uma vitória para as mulheres de programa. “É meu emprego, como é o de muitas que não têm outra coisa para fazer e ganhar a vida. Se regulamentasse, pelo menos estaríamos contribuindo e teríamos nossos direitos assegurados.”
 
A negociação do programa é rápida:   um carro encosta próximo às prostitutas e a pessoa pergunta pelo preço daquela que ele mais gostou. Se topar, eles seguem para um motel próximo (por conta do cliente) e fazem o programa por meia hora. “Se quiser ficar mais eu fico, mas aí cobro o dobro”, conta Luana.
 
 
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Blatter recomenda que brasileiros 'trabalhem' para melhorar o País



Presidente da Fifa diz que insatisfação dos brasileiros em relação à Copa tem a ver com promessas não cumpridas
 
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, alerta que, para mudar o Brasil, a sociedade brasileira terá de ter "vontade de trabalhar" e admite que a insatisfação do povo em relação à Copa do Mundo tem uma relação direta com o fato de que promessas de melhoria do país não foram implementadas.

Em mais uma alfinetada no governo de Dilma Rousseff, Blatter alerta que o projeto do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi adiante.


A menos de um mês para a Copa do Mundo, a Fifa vem adotando uma estratégia de se distanciar da crise no Brasil e deixar claro que, se há algo a protestar, o foco deve ser o governo.

Na semana passada, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, já apontou nessa direção, insinuando que Dilma não assumiu um papel mais central na organização da Copa, como tinha ocorrido com Lula.


Agora, em entrevista à rede pública suíça, é Blatter que insiste que os protestos estão ligados com a incapacidade do governo de atender à população. "Eu sei bem dessa situação", declarou. "Não podemos contentar a todos. Isso não existe. Os brasileiros estão um pouco insatisfeitos. Muita coisa foi prometida a eles", explicou.

Na visão de Blatter, os projetos que Lula queria implementar no País não foram adiante, como planejado. Mas ele insinua que parte da responsabilidade é da sociedade. "O Brasil é a sexta maior economia do mundo e, quando Lula estava no poder, ele disse que queria uma melhoria no Brasil", disse Blatter. "Mas, para isso, precisa-se da vontade do povo para trabalhar", alertou. Segundo ele, "a sociedade que Lula queria criar no Brasil hoje se separou um pouco".

De qualquer maneira, Blatter acredita que as manifestações vão parar no Brasil no momento da Copa. "A partir do momento que o primeiro chute será dado, estou certo de que o Brasil vai ter um ambiente de futebol, samba, música e rítmo."

CATAR

Durante a entrevista, Blatter ainda admitiu claramente que a escolha do Catar para a Copa de 2022 foi "um erro". "O informe técnico já avisava que não se poderia jogar no verão", reconheceu. Mas lembrou que foram os cartolas do Comitê Executivo da Fifa - e não ele - que votaram pelo país árabe. Blatter ainda lembrou que a vitória ainda foi garantida por uma margem grande de votos.
Mas ele insistiu que não houve compra de apoio. Para Blatter, o que ocorreu foi um "empurrão político" e admitiu até mesmo encontros entre Michel Platini, o ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o emir do Catar em Paris.

Fonte: Agencia Estado  Jornal de Brasilia

COMENTARIOS


Chacall Originall

O pior de tudo que esse pilantra mandou o brasileiro trabalhar pra colocar dinheiro nas mãos desse pilantra da Fifa e do futebol cheio de corrupção. O blatter só acertou na incompetência do lula molusco e da Dilma Pasadena e seus aliados que desgovernam esse país na causa de interesse próprio.

Alessandro

Na verdade, o Blatter só está interessado no lucro que a FIFA teve, terá ou deixará de ter com a Copa, e o impacto que as manifestações terão sobre esse lucro. Gastos astronômicos foram gastos para a realização desse evento, que poderiam ser investidos em outros setores tão necessitados, como a criação de UTI'S nos hospitais públicos das satélites.