terça-feira, 2 de setembro de 2014

Caixa oferece com desconto imóvel do Minha Casa Minha Vida interditado por falta de segurança



Moradores de um conjunto habitacional da Caixa em Praia Grande, no litoral paulista, receberam do banco uma proposta de compra antecipada dos imóveis com descontos de até 35%.

Todos os 160 apartamentos, porém, estão interditados por falta de segurança.
A reportagem tomou conhecimento desse caso por meio do Folhaleaks, canal criado pelo jornal para receber dados e documentos. 

O conjunto Gaivotas tem ferragens expostas, infiltrações, problemas de drenagem e de tratamento de esgoto e "sistema de prevenção e combate a incêndio inoperante".
As informações são da prefeitura, que notificou os moradores em 1º de agosto para desocuparem as unidades. 




Operários trabalham na fachada do condomínio em Praia Grande, interditado por falta de segurança;
Operários trabalham na fachada do condomínio em Praia Grande, interditado por falta de segurança   

O condomínio, na periferia da cidade, foi feito pelo PAR (Programa de Arrendamento Residencial). São 160 unidades divididas em dez blocos de quatro andares cada.


Os moradores arrendam os imóveis e têm opção de compra após 15 anos. As parcelas mensais chegam a R$ 251. Os apartamentos, de 46 m², foram avaliados em contratos de 2008 em R$ 31 mil. 

O banco diz que pediu a suspensão do aviso de desocupação e que já iniciou uma reforma. A oferta de compra antecipada, segundo a Caixa, faz parte de plano nacional para todos os arrendatários. 

Após a entrega das chaves, em 2005, os problemas começaram a aparecer, de acordo com os moradores. Um dos blocos está abandonado e já foi invadido e incendiado por usuários de drogas da região. 

Em outro, a diarista Maria Aparecida Leite, 60, teve seu apartamento alagado pelas chuvas em 2008. Devido às enchentes, que inutilizam os apartamentos térreos de três blocos, ela foi transferida para o segundo andar. 

No apartamento de Gisleine Aparecida Henrique, 47, os azulejos estão descolados, e as paredes esfarelam por causa das infiltrações. Técnica de planejamento, ela costuma usar as férias para fazer pequenas reformas no local. 

Segundo o advogado que representa alguns dos moradores, Emílio Florentino, 25 deles entraram na Justiça contra a Caixa, mas, até agora, a causa não foi julgada. 

Um dos condôminos mais antigos, Anderson Cordeiro da Cruz, 31, diz ter descartado a compra antecipada após o aviso para sair do prédio. "Tem muito pepino para resolver aqui. O pior é não ter o que foi prometido", afirma. 

Ele reclama da falta de segurança e diz que porteiros já deixaram de ir trabalhar durante três dias seguidos. Encomendas, segundo ele, são furtadas na portaria e 28 bicicletas já foram levadas de dentro do condomínio, administrado pela Contasul, empresa contratada pela Caixa. 

O banco diz que não soube dos problemas, mas que vai apurá-los. Segundo a Caixa, após reforma, o condomínio poderá adotar, se aprovado em assembleia, a gestão compartilhada, que lhe permitirá escolher a administradora. 


 

Comentarios

GPLeo (2060)

Qualidade das construções do programa Minha Casa do governo atual é horrorosooooo

Carlos Chagas DUROU POUCO A ILUSÃO?



Marina Silva   continua favorita nas eleições presidenciais por conta da imagem que construiu  anos a fio, como alguém que enfrentou o poder econômico, defendeu a reforma agrária,  a preservação das florestas, o desenvolvimento sustentável, a co-gestão, a participação dos empregados no lucro das empresas,  o imposto sobre grandes fortunas e a multiplicação do salário mínimo. 


Essencialmente porque integrou-se aos anseios do  cidadão comum e aos reclamos da  massa desfavorecida que  a identifica como alguém igual à maioria.  Ainda mais por ter nascido  e sido criada  no meio do mato, passado fome, aprendido a ler e escrever aos dezesseis anos e  adquirido doenças que até hoje a atormentam,  além de ser negra.


Trata-se de um  patrimônio para ninguém botar defeito, mas a um mês das eleições,  depois de haver empolgado  o país inteiro com sua meteórica ascensão,  eis que Marina começa a    recuar e a fazer média com as elites de sempre. Talvez imagine, como o Lula imaginou depois de perder por três vezes as  eleições, que só conquistaria o poder compondo-se com as classes mais  favorecidas.  


A candidata arrisca-se a  cometer o mesmo  erro, desligando-se de suas origens e integrando-se aos  mesmos de sempre. Joga suas características fundamentais, que poderá perder, sem a contrapartida de ganhar qualidades que nunca possuiu. Basta notar a simpatia com que é  recebida pelos sociais-democratas e a chamada grande imprensa.


Acaba de fazer as pazes com o agro-negócio e com os usineiros,  plantadores de cana. Nada contra ele num sistema como o que vivemos,   não fosse a evidência de que rejeitam cada um dos  propósitos antes enunciados por Marina. Não querem ouvir falar de reforma agrária, muito menos de preservação das florestas. 


Podem estar certos, dentro dos conceitos do capitalismo selvagem que nos assola, mas exultaram  ao ouvir da candidata a negativa de suas convicções passadas.   Preferem Aécio, talvez Dilma, mas ficaram felizes ao perceber que exorcizaram um fantasma. Porque vão  pegar Marina na palavra, caso ela  confirme na corrida a pole-position hoje conquistada. Poderão criar problemas, como tem criado há séculos, desde que algum presidente da República tentou  voltar-se para as necessidades populares.  Foram os donos da terra que derrubaram Getúlio Vargas e João Goulart.


Mas tem mais, nesse recuo que os pronunciamentos de Marina tem  revelado. Ela acaba de  posicionar-se  pela autonomia do Banco Central,  a entrega aos bancos privados do controle do mercado de crédito,  a minimização do pré-sal, como também contra a energia nuclear,  o casamento civil  dos homossexuais, assim como em  favor do aumento  nos preços da gasolina e da energia elétrica. 


Até pela inclusão de Fernando Henrique Cardoso no seu futuro governo. Que programa é esse batendo de frente com suas anteriores promessas sociais? No texto distribuído à imprensa no fim de semana, como programa da candidata, nada de  distribuição da terra aos que dela necessitam, de imposto sobre grandes fortunas, de participação dos empregados no lucro das empresas, de co-gestão e de  duplicação do salário  mínimo. Podemos estar errados, tomara que estejamos, mas por aí  Marina, Aécio e Dilma são peças do  mesmo tabuleiro.  Durou pouco  a ilusão…

As regras do jogo-- Fernando Gabeira

Publicado: 1 de setembro de 2014 às 13:11

A morte de Eduardo Campos inaugurou uma nova realidade na campanha eleitoral. Mas é uma ilusão pensar que tudo mudou.


Há elementos que permanecem, como, por exemplo, a força eleitoral do governo federal, baseada na sensação de que os tempos de prosperidade e crescimento econômico não acabaram. Para muitas pessoas, a crise ainda não é um fato. Na verdade, ela é um conjunto de índices e perspectivas sombrias que somente os mais atentos conseguem captar.


Dilma Rousseff, por exemplo, deixou de negar a crise e espantar os urubus que rondam o seu discurso triunfal. Agora admite sua existência e ressalta: “Mantivemos empregos e salários”. Ela se dirige precisamente àqueles que ainda não sentiram a crise. Seu ministro do Trabalho disse que, em termos de emprego, o Brasil tinha chegado ao fundo do poço. Depois desmentiu: o buraco não seria tão fundo como a sua frase dera a entender.


Isso se parece com aquela piada do Millôr, a de um homem caindo de um décimo andar que, ao passar pelo oitavo, diz: “Até aqui, tudo bem”.


O cara da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, parece ter decidido pela delação premiada. Ele é o cara porque articulava tudo, tinha milhões de dólares na Suíça. Antes ele havia dito, na cadeia, que não poderia abrir a boca porque, caso falasse o que sabe, não haveria eleições no País. É uma força de expressão. As eleições brasileiras podem renascer, como após o desastre que matou Eduardo Campos. Não importa o que Paulo Roberto diga, elas vão ser realizadas no dia 5 de outubro.


A morte de Campos e a entrada de Marina Silva na disputa pela Presidência reafirmaram a tendência de segundo turno. Mas ela não é novidade. O PT, com Lula ou Dilma, sempre ganhou no segundo turno.


A novidade é que a oposição pode triunfar. Para isso é preciso que demonstre, com clareza, que a sua proposta é a que melhor protege salários e empregos. Ela precisa encontrar uma unidade entre sua proposta econômica e a disposição de combater o fisiologismo e reduzir a corrupção no Brasil a níveis administráveis.


Não acredito em longos programas de governo, embora esteja sempre disposto a discuti-los e a sintetizá-los, como fiz com o seminário de três dias realizado pelo PPS em Brasília. O ideal seria fixar em alguns pontos comuns. Isso é possível. Basta analisar o discurso dos candidatos de oposição para perceber que convergem em várias questões essenciais.


Eduardo Campos e Aécio Neves tinham uma relação cordial, trocavam ideias constantemente. Isso não impediu que procurassem singularizar-se na campanha eleitoral, marcando suas diferenças.


Essa troca de ideias é fundamental. É uma ilusão supor que se governa um país tão complexo como o Brasil sem criar uma base de sustentação técnica e política.
A maioria das pessoas quer mudança. Mas ainda não está muito claro que mudanças querem. Suponho, pela constância das denúncias, que se queira estancar a corrupção. E, naturalmente, a julgar pelas manifestações de junho de 2013, melhores serviços públicos.


Tão amplo desejo de mudança exige clareza de ideias, mas, sobretudo, humildade. Segundo as pesquisas, metade dos eleitores de Dilma também quer mudança. Isso significa que, potencialmente, eles podem abandonar a candidatura dela se as propostas de mudanças forem diretas. E se o bloco que disputar com o PT, no segundo turno, der claras indicações de que a governabilidade não estará ameaçada.
Todos esses palpites são de um simples eleitor. Não estou dentro das eleições, não conheço seus bastidores, não me informei sobre afetos e rancores que as movem neste instante.


Muitos analistas reclamam que o quadro está confuso. Lamentam que as decisões possam ser tomadas num clima emocional. Ao longo destes anos vimos o processo político degradar-se, o abismo se abrindo entre instituições e eleitores. Mesmo as eleições de 2010, marcadas por fortes votações em candidatos folclóricos, como Tiririca, já eram inquietantes. Depois disso vieram as manifestações de 2013, mostrando mais claramente como o povo estava insatisfeito com o governo, com a oposição e com todo o sistema político.


Observo apenas a contradição de alguns setores que não se importaram em degradar a política e afastá-la do povo, na crença de que a máquina de governo e a propaganda tudo resolvem. Agora clamam por racionalidade, frieza e um roteiro seguro para dirigir o País.


Não creio que Marina vá subir nos fios e fazer milagres, como aquela santa no filme de Pasolini. Mas terá a oportunidade de apresentar suas ideias, responder às questões mais delicadas, enfim, oferecer também uma base racional para ser aceita ou rejeitada.


Tanto para ela como para Aécio, creio, um dos temas centrais é como se relacionar nesse conjunto de candidatos que propõem mudança, querem construir algo diferente do que fizeram o PT e seus aliados nestes 12 anos. A proposta de uma nova política não é esotérica se analisamos o discurso dos candidatos de oposição. Eles condenam o fisiologismo, o toma-lá-dá-cá, o balcão de negócios em que se transformaram governo e Congresso Nacional.


Não se navega nessas águas turvas sem apoio dos políticos. Não é possível discriminá-los, afastando-os do governo. O que é desejável é que se escolham apenas os honestos e que tenham competência específica para o cargo que vão ocupar.
Diante do segundo turno, emerge a possibilidade real de conduzir o País por um caminho mais sólido na crise econômica, menos corrompido na política, mais próximo dos grandes centros tecnológicos nas relações exteriores, mais sério na gestão dos serviços públicos.


Há quem queira disputá-lo sozinho na oposição. Há quem prefira Dilma por achar o PT previsível. Mas assim mesmo teremos um ano de 2015 cheio de surpresas.


Façam o seu jogo.


Fernando Gabeira é escritor, jornalista e ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro. Seu blog é no www.gabeira.com.br
Artigo publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo

Eleições 2014 Toffoli nega pedido do PGR para suspender campanha de Arruda



Ministro decide negar pedido da PGR para suspender campanha de Arruda
Publicado: 1 de setembro de 2014 às 20:54 - Atualizado às 20:57

Coligação "União e Força" manteve o nome de Arruda na disputa pelo Buriti (Foto: Divulgação)
Ex-governador do DF José Roberto Arruda. 


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, negou nesta segunda-feira (1), pedido do Ministério Público Eleitoral para que o TSE encaminhasse ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) comunicação no sentido de cancelar o registro e suspender os atos de campanha de José Roberto Arruda, candidato ao governo do Distrito Federal.


Na decisão individual, o ministro Dias Toffoli informa que a defesa de Arruda entrou com embargos de declaração com pedido de efeitos modificativos no dia 30 de agosto no TSE, para que seja provido o recurso que pede a modificação da decisão.

O relator, ministro Henrique Neves, ao acolher os embargos, determinou a intimação de José Roberto Arruda e da coligação União e Força, que o apoia, para se manifestarem no prazo de três dias.

De acordo com o procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, o TSE publicou em sessão, na madrugada do ultimo dia 27 de agosto, a decisão colegiada que indeferiu o registro do candidato, o que já poderia operar efeitos no mundo jurídico. (TSE)

Após queda nas pesquisas, campanha do PT decide promover mudanças


Eleições 2014

Com medo da derrota, PT altera sua campanha



Publicado: 2 de setembro de 2014 às 0:26 - Atualizado às 0:29



DEBATE CANDIDATOS ¿ PRESID NCIA DA REP⁄BLICA.
Candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff.


O comando da campanha do PT concluiu que fracassou o núcleo do ex-ministro Franklin Martins para cuidar das chamadas “mídias sociais” e digitais. 


A avaliação foi feita após as pesquisas Ibope e Datafolha apontando para o risco real de derrota da presidenta Dilma em outubro. Por isso, o PT decidiu fazer mudanças no esquema, reforçando a equipe com novos profissionais e demitindo aqueles que falharam.

Uma das principais decisões da campanha do PT foi de “abrir fogo” contra Marina Silva, sua pregação e seu marido, nas redes sociais.

A ideia do PT é explorar os R$ 1,6 milhão das palestras de Marina, e acusá-la de “trair” diversas causas e da possibilidade trair o voto.

Marina venceria o 2º turno por 50% contra 40% da candidata do PT, segundo o Datafolha. O Ibope prevê Marina com 45% e Dilma 36%.

Oficialmente, a campanha petista nega demissões e afirma que, apesar das pesquisas adversas, “a campanha continua a mesma”.



  • Luiz Fernando Novaes
    A verdade é que o PT não tem como atacar Marina.Esse é o motivo do desespero.O PT não pode falar em contradições tendo a "metamorfose ambulante" como chefe maior.Não pode acusar Marina por corrupção, não pode atacar por inexperiência pois Lula também não tinha,não pode atacar de ser "das zelites" por motivos óbvios.Em compensação o governo da Presidanta é um queijo suiço.Buraco para todo lado.

Presidente da CNBB diz que igreja não faz ‘curral eleitoral’ em templo





Cardeal afirmou que igreja não toma posição partidária, mas orienta fiéis.
Conferência promove debate com oito presidenciáveis em 16 de setembro.

Lucas Salomão Do G1, em Brasília
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e cardeal arcebispo de Aparecida (SP), Dom Raymundo Damasceno, disse nesta sexta-feira (29) que a igreja Católica deve orientar fiéis no período de eleições, mas não deve fazer dos templos “curral eleitoral”. Segundo o arcebispo, a igreja não deve fazer “discriminação a nenhum candidato”.

"Não fazemos nos nossos templos nenhum curral eleitoral. Nós orientamos, falamos, mas não fazemos comitês eleitorais nos nossos templos", disse Damasceno, sem detalhar que tipo de orientação é feita pela igreja. A declaração foi dada em entrevista coletiva na sede da CNBB, em Brasília.

Questionado sobre a participação de dois evangélicos nas eleições para presidente da República (Marina Silva, do PSB, e Pastor Everaldo, do PSC), Dom Damasceno afirmou que o eleitor é livre para escolher seu candidato e que deve analisar o projeto de governo cada um. Apesar disso, ele defendeu a participação de cristãos na política.

"O eleitor é livre de escolher o seu candidato e ele deve, ao fazer a sua escolha, fundamentá-la no sentido de que ele está exercendo o seu direito de uma maneira consciente, conhecendo o candidato, sua experiência, seu passado, seu projeto de governo [...]. O cristão é como qualquer cidadão e, como tal, tem direitos e obrigações e deve também participar da vida política", sugeriu o arcebispo de Aparecida.
 

Não fazemos nos nossos templos nenhum curral eleitoral. Nós orientamos, falamos, mas não fazemos comitês eleitorais nos nossos templos"
 
 
Dom Raymundo Damasceno,presidente da CNBB
 
 
Debate e reforma política
A CNBB vai promover debate entre candidatos à Presidência da República no dia 16 de setembro, no Santuário Nacional de Aparecida - maior templo católico do país. "[A intenção] É proporcionar aos eleitores que nos acompanharem a oportunidade de conhecer melhor os candidatos para que possam exercer com liberdade, responsabilidade, consciência a escolha. A CNBB não toma posição político partidária", afirmou o presidente da CNBB.

O presidente da CNBB também falou sobre a reforma política no Brasil. Segundo Dom Raymundo Damasceno, a conferência apoia um projeto de lei de iniciativa popular que prevê a reforma política e que já conta com quase 500 mil assinaturas.



O projeto, apoiado por centenas de entidades, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Movimento Contra a Corrupção Eleitoral (MCCE), prevê a reforma em quatro eixos: a proibição do financiamento privado de campanhas; a eleição divida em duas etapas, nas quais o eleitor votaria primeiro em um programa partidário e depois no candidato; o aumento de candidaturas femininas nas eleições; e uma maior participação popular por meio de plebiscitos e referendos, mesclando a democracia representativa e a democracia participativa.


"Esse é o projeto apoiado pela CNBB e que está em andamento coletando assinaturas através das paróquias, entidades. Já temos de 400 a 500 mil assinaturas, e queremos chegar a um milhão e meio de assinaturas para levar para o Congresso Nacional [...]. Nós sabemos as consequências que isso [campanha financiada por empresas] gera após as eleições", ressaltou Damasceno.

Revista íntima em presídios    
Durante a entrevista coletiva, a CNBB também divulgou nota na qual se posiciona pelo fim da revista íntima para visitantes em presídios, classificada pela conferência como "vexatória". A entidade se refere à prática das prisões de solicitar aos visitantes que fiquem nus durante a revista.

No último dia 19, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), promulgou a lei que proíbe revistas íntimas nas unidades prisionais. Com isso, fica proibido obrigar o visitante a se despir, fazer agachamentos, dar saltos ou se submeter a exames clínicos invasivos.

"O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vem manifestar seu repúdio à inaceitável prática da revista vexatória aplicada na maioria dos presídios brasileiros. Esse procedimento desumano submete as pessoas que visitam os encarcerados à humilhação do desnudamento, da manipulação de suas partes íntimas por agentes do Estado e a outras práticas degradantes", diz trecho da nota.



Para a CNBB, a prática deve ser substituída por artefatos "mais eficientes e compatíveis com a dignidade humana", como scanners corporais e detectores de metais.

Bíblia é fonte de inspiração e decisões são racionais, diz Marina





Questionada sobre casamento gay, ela disse que é a favor da união civil.
Ao Jornal da Globo, candidata também falou de pré-sal e preço da gasolina.

Do G1, em Brasília
A candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, afirmou que, para qualquer pessoa cristã ou judia, "a Bíblia é sem sombra de dúvida uma fonte de inspiração", e que "as decisões são tomadas com base racional, para todas as pessoas". A declaração foi feita em entrevista concedida nesta segunda-feira (1º) ao Jornal da Globo, quando a ex-senadora – que é evangélica – foi questionada se era verdade que tomava decisões lendo aleatoriamente a Bíblia.

"Todos nós agimos em base na relação realista dos fatos, mas os seres humanos, eles têm uma subjetividade. Uma pessoa que crê, obviamente que tem na Bíblia uma referência. Assim como tem na referência a arte, a literatura. Às vezes você pode ter um 'insight' assistindo um filme. O quanto nós já avançamos, do ponto da ciência, da tecnologia, pela capacidade antecipatória que você encontra, enfim, na indústria cinematográfica...", disse.



"Mas a senhora toma decisões lendo a Bíblia aleatoriamente, é verdade isso?", questionou a jornalista Christiane Pelajo.

 
Os seres humanos, eles têm uma subjetividade [...] O ser humano não é uma unidade, digamos, pura de alguma coisa. Somos seres subjetivos e a subjetividade é uma riqueza interior para qualquer ser humano"
 
 
"Olha, isso é uma forma que as pessoas foram construindo, ou estão construindo, para tentar passar uma imagem de que eu sou uma pessoa que é fundamentalista, essas coisas que muita gente de má-fé acabam fazendo", afirmou Marina.


"Qual é o tamanho desse amparo que a senhora toma em preceitos religiosos, frente ao que a senhora pretende ser, que é governante de todos os brasileiros, tomando decisões nacionais?", indagou então o jornalista William Waack.


"O mesmo amparo que você pode tomar a partir de outros referenciais. A Bíblia é, sem sombra de dúvida, uma fonte de inspiração para qualquer pessoa que é cristã ou que é um judeu, enfim, e que não vai negar que é uma fonte de inspiração, mas existem outras fontes de inspiração, às quais eu já me referi. As decisões são tomadas com base racional pra todas as pessoas", respondeu Marina.


A candidata disse em seguida, porém, que "dificilmente você vai encontrar uma pessoa que diga que ela é 100% racional".


A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, em entrevista ao JG (Foto: Reprodução/TV Globo)A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva,
 
 
"Essa pessoa estaria presa à realidade, e com certeza, se os especialistas do comportamento forem avaliar uma pessoa como essa, vai ver que ela tem uma subjetividade muito pobre. Qualquer pessoa forma, toma as suas decisões considerando vários aspectos. Ele é atravessado pela cultura; se tem crença, pela espiritualidade; se é da ciência, pelo conhecimento científico. O ser humano não é uma unidade, digamos, pura de alguma coisa não é? Somos seres subjetivos, e a subjetividade é uma riqueza interior, para qualquer ser humano".


Os principais candidatos à Presidência foram convidados para a entrevista ao Jornal da Globo. Candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT) decidiu não participar. Na quarta-feira (3), será a vez de Aécio Neves (PSDB).
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Os direitos civis da comunidade LGBT, o respeito à sua liberdade individual, o combate ao preconceito, isso está muito bem escrito no nosso programa, melhor do que dos outros candidatos"
 
 
Casamento gay e homofobia
Na entrevista, Marina também foi indagada sobre o "recuo" no programa de governo do PSB, que retirou, em menos de 24 horas, a defesa de propostas para tornar lei o casamento entre pessoas do mesmo sexo e para criminalizar a homofobia. Marina reiterou que a mudança no programa foi motivada por um "erro de processo", e explicou que, por uma "falha", o documento inicialmente divulgado continha as reivindicações do movimento LGBT e não a "mediação no debate", referindo-se ao texto final aprovado pelo PSB.



"Mas os direitos civis da comunidade LGBT, o respeito à sua liberdade individual, o combate ao preconceito, isso está muito bem escrito no nosso programa, melhor do que dos outros candidatos", emendou a candidata.

Em seguida, questionada sobre sua posição em relação ao casamento gay, Marina evitou dizer que era contra. Disse ser a favor da "liberdade individual das pessoas" e que "vivemos em um Estado laico". "O que nós defendemos é a união civil entre pessoas do mesmo sexo [...] Marina Silva é a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo", concluiu.

Marina também foi questionada se a religião a impedia de ser a favor da lei que equipara a homofobia ao racismo. Ela respondeu que o projeto de lei em tramitação no Congresso sobre o assunto "não faz a diferenciação adequada em vários aspectos". "Por exemplo, ninguém pode defender homofobia, qualquer forma de preconceito, discriminação. Por outro lado, você tem os aspectos ligados à convicção ou à manifestação de uma opinião. Você tem que separar isso. E na lei isso não está adequadamente claro", argumentou.



Hoje não tem mais essa ideia de que você faz as coisas pura e simplesmente para a sociedade. Você faz com a sociedade. Fazer com é diferente de fazer para"
 
 
Democracia representativa e participativa
 
Marina também foi indagada sobre o que pensava do decreto, assinado neste ano pela presidente Dilma Rousseff, que regulamenta a participação de movimentos sociais na formulação, execução e avaliação de políticas públicas dos órgãos do governo.

Marina sustentou ser possível "uma combinação" da democracia representativa – levada a cabo por meio do Congresso e outras instituições – com a democracia participativa – que leva em conta a participação dos cidadãos nas decisões do Estado.


"A Constituição brasileira assegura as duas coisas. Nós não podemos achar que uma coisa é em prejuízo da outra. Pelo contrário. Há um processo de retroalimentação entre a participação do cidadão dos diferentes setores que enriquece o processo democrático e, obviamente, que temos que ter instituições que passam a ser o polo estabilizador da democracia", explicou.

Ela lembrou que, como senadora por 16 anos e depois como ministra, conseguiu aprovar leis ambientais "dialogando com todos os parlamentares" e "transformando boas ideias em políticas públicas, dos movimentos sociais, da academia, do próprio Congresso e dos gestores públicos".

"Hoje não tem mais essa ideia de que você faz as coisas pura e simplesmente para a sociedade. Você faz com a sociedade. Fazer com é diferente de fazer para. Conheço muitas pessoas que estão dizendo ai que é um perigo dizer que vai governar com a participação da sociedade. Mas também não é bom achar que vai governar apenas para os partidos", concluiu.
O nosso compromisso é de não aumentar impostos. O nosso compromisso é de dar eficiência ao gasto público"
 
 
Economia
Na segunda parte da entrevista, Marina repetiu que, se eleita presidente, vai recuperar o "tripé da política macroeconômica brasileira": meta de inflação, câmbio flutuante e superávit fiscal. Ela criticou a condução da política econômica pela presidente Dilma Rousseff, que, segundo ela, deixou o país sem crescimento, com inflação aumentando e juros subindo.


"É fundamental que o país tenha estabilidade econômica para que a gente não perda [sic] as conquistas que já alcançamos, inclusive as conquistas sociais, e que a gente possa aumentar o investimento", afirmou. Disse que para haver mais investimentos, é necessário retomar a confiança no governante e "combinando os instrumentos de política macroeconômica com os instrumentos de política microeconômica".
Questionada se aumentaria impostos para manter e criar programas sociais, Marina respondeu: "O nosso compromisso é de não aumentar impostos".


Explicou que tem compromisso em "dar eficiência ao gasto público", diminuindo a corrupção e fazendo o país voltar a crescer. Depois, criticou escolhas feitas pelo governo. "Se conseguiu R$ 500 bilhões para ungir empresas que recebem esses recursos a juros subsidiados e depois se vem com os argumentos de que não é possível alocar os recursos para atender os brasileiros na saúde, na educação, na segurança?"
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O mundo inteiro está correndo atrás da ideia de uma economia de baixo carbono. É isso que nós estamos propondo: ter uma matriz energética limpa, segura e diversificada, utilizando o grande potencial que o Brasil tem"
 
 
Energia, pré-sal, preço da gasolina
Na parte final da entrevista, Marina foi questionada se deixaria o pré-sal "caminhando de maneira morna", por ter dito que a exploração da camada de petróleo, que tem uma das maiores reservas do mundo, "é uma prioridade entre outras".



"Se eu estou dizendo que o pré-sal é uma prioridade entre outras, eu estou dizendo que nós vamos explorar os recursos do pré-sal, mas também vamos dar um passo à frente", disse, defendendo que também deve-se investir em fontes renováveis e limpas de energia, como biomassa, o uso do vento e do sol.


"Não faz sentido termos a maior área de insolação do planeta e termos a quantidade de energia solar que nós temos [...] Nós temos um enorme potencial de biomassa e nós não estamos fazendo os investimentos. [...] E o mundo inteiro está correndo atrás da ideia de uma economia de baixo carbono", argumentou. Reconheceu, porém, que o petróleo é uma necessidade do Brasil e do planeta e ainda "não se conseguiu a fonte de geração de energia que vai substituir esse combustível fóssil".

Ela também defendeu o investimento em energias limpas como forma de diminuir a necessidade de acionar as termelétricas em épocas de seca nas hidrelétricas, o que  encarece a conta de luz. "Nós não podemos prescindir dessa fonte auxiliar, mas nós temos que buscar os novos investimentos", pontuou.

Os jornalistas William Waack e Christiane Pelajo entrevistam Marina Silva para o Jornal da Globo (Foto: Reprodução/TV Globo)Os jornalistas William Waack e Christiane Pelajo entrevistam Marina Silva para o Jornal da Globo
 
Marina ainda atacou o que chamou de "política desastrosa do governo, que está subsidiando gasolina, inclusive fazendo a importação desse combustível com um preço elevado, e que acabou destruindo a indústria do etanol".


Disse esperar "que os preços administrados pelo governo possam ser corrigidos pelo próprio governo", em referência ao represamento do preço do combustível, também praticado em relação às tarifas de energia. Atribuiu o esforço em não aumentar os preços a interesse eleitoral. "Eu fico impressionada como é que se sacrifica os recurso de milhares de anos por apenas uma eleição", afirmou, voltando a prometer que, se eleita, não concorrerá à reeleição.

"Vou ter um mandato de quatro anos, porque eu não quero governar pensando no que eu vou fazer para a próxima eleição. Eu quero governar pensando o que eu quero deixar para as futuras gerações", afirmou.

Israelense que chamou Brasil de 'anão diplomático' deixa o cargo


Ex-porta-voz israelense disse que depois de 28 anos já tinha esgotado carreira diplomática e que queria "passar mais tempo com a família".

O porta-voz do ministério israelense das relações exteriores, Ígal Palmór,  deixou o cargo nesta segunda-feira (1º). Ele esteve no centro de um incidente diplomático ao declarar, no fim de julho, que o Brasil "é, ao mesmo tempo, um gigante econômico e um anão diplomático".

A bomba diplomática veio no auge da guerra em Gaza no dia 24 de julho, depois que o governo brasileiro chamou o embaixador em Tel Aviv para consultas em Brasília.


Era um protesto contra os ataques israelenses à Gaza, considerados "desproporcionais". O então porta-voz do ministério de relações exteriores de Israel, Yigal Palmor, disse que a atitude mostrava porque o Brasil era ao mesmo tempo um "gigante econômico" e um "anão diplomático."

Ironia com a derrota do Brasil por 7 a 1 para a Alemanha

Na entrevista ao Jornal Nacional, Palmor completou: "Quando um jogo termina em empate você acha proporcional, e quando é 7 a 1 é desproporcional. Lamento dizer, mas não é assim na vida real e sob a lei internacional".


A ironia, com a derrota do Brasil para a Alemanha na Copa, pegou tão mal que o novo presidente de Israel, Reuven Rivlin telefonou à presidente Dilma Rousseff para pedir desculpas.

Em resposta a um questionamento do Jornal Nacional sobre os motivos para essa aposentadoria, o agora ex-porta-voz israelense disse que depois de 28 anos já tinha esgotado a carreira diplomática. Queria fazer "algo diferente" e "passar mais tempo com a família". Segundo Palmor, a decisão foi tomada em março deste ano, portanto, bem antes do resultado de 7 a 1.

Marina diz que querem rotulá-la como fundamentalista

A candidata à Presidência Marina Silva (PSB) disse hoje que a informação divulgada na imprensa de que ela consulta a bíblia antes de tomar decisões importantes faz parte de uma estratégia de "pessoas de má-fé" para rotulá-la como fundamentalista. 
 
 
De acordo com Marina, a bíblia é uma referência para o ser humano assim como é a arte e a literatura. "Uma pessoa que crê tem na bíblia uma referência, assim como tem como referência a arte, a literatura. Às vezes as pessoas podem ter um insight (ideia) assistindo um filme", disse, durante entrevista ao Jornal da Globo exibida na madrugada desta terça-feira.
 
 As declarações de Marina se referem a uma matéria no jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira que afirma que a candidata costuma recorrer a versículos da bíblia em momentos decisórios difíceis. Marina disse que o ser humano tem naturalmente uma subjetividade e que isso é importante para o desenvolvimento das sociedades.
"As pessoas tomam decisões que levam em conta vários aspectos", disse. "O ser humano não é uma unidade pura de alguma coisa, somos seres subjetivos e a subjetividade é uma riqueza interior para qualquer ser humano", afirmou. "Isso (informações da matéria) é uma forma que as pessoas foram construindo para tentar passar a imagem que eu sou fundamentalista, coisas de pessoas de má-fé", disse.


Na entrevista, Marina Silva voltou a explicar que a mudança no seu programa de governo em relação ao casamento de pessoas do mesmo sexo e à energia nuclear se deve a um erro de processo na elaboração do documento. Ela também disse que defende os direitos civis de todos os brasileiros e que repudia qualquer forma de preconceito.


Na área econômica, a candidata do PSB afirmou que, caso seja eleita, vai recuperar o tripé macroeconômico - superávit fiscal, câmbio flutuante e metas de inflação - para retomar a confiança do investidor no País. Além disso, Marina afirmou que tem um compromisso de não aumentar impostos e que os recursos para a ampliação de programas sociais virão do espaço fiscal adquirido quando o País voltar a crescer.

Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasilia

Campanha de petista reforça ação na internet





O comando da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff decidiu intensificar a "guerrilha virtual" contra a candidata do PSB ao Planalto, Marina Silva, principal adversária do PT até agora.

 Em reunião nesta segunda-feira, 01, entre a equipe responsável pelas redes sociais de Dilma e coordenadores de comunicação de partidos aliados nos Estados ficou acertado que é preciso acelerar a desconstrução de Marina como boa gerente e explicitar as suas "contradições". "A Marina já é uma contradição em si. Ela vai e volta, avança e recua. Está mais para errática do que para sonhática", diz o vice-presidente do PT e responsável pelas redes sociais da legenda, Alberto Cantalice.


O problema é que nem PT nem aliados encontraram uma fórmula para atacar Marina. No encontro de ontem, coordenado por representantes das agências Pepper e Polis - que cuidam da comunicação da campanha de Dilma -, a avaliação foi de que a ex-ministra parece uma candidata "teflon", já que nada de negativo gruda nela.


Além disso, Marina também foi considerada uma adversária "mais sofisticada" do que o tucano Aécio Neves. Motivo: para o PT, é mais difícil criticar alguém que já foi do partido e tem uma história de militância na área ambiental reconhecida. 

Numa tentativa de reação, ministros e dirigentes petistas já começaram a espalhar que, quando Marina era titular do Meio Ambiente do Luiz Inácio Lula da Silva (2003 a 2008), o desmatamento ainda estava muito alto: 18 mil km². O patamar caiu para menos da metade (7 mil) quando Carlos Minc assumiu a pasta, em 2008. A média de desmatamento do governo Dilma, hoje, está em 5.560. 

O comitê da reeleição baterá na tecla de que Marina representa uma candidatura da elite, como Aécio. A estratégia tem o objetivo de criar uma vacina aos resultados de pesquisas em poder do Planalto, segundo as quais ela é vista como "candidata simples", "mulher do povo" e "gente como a gente". Os atributos preocupam o PT porque sempre foram associados a Lula, fiador de Dilma. 


'Neoliberal'
A ordem é partir para o confronto com Marina, mostrando que o programa de governo do PSB traz um receituário econômico "tucano e neoliberal", que, no passado, provocou desemprego e recessão. Em entrevistas e nas redes sociais haverá destaque para o fato de que Marina tem Neca Setubal, herdeira do banco Itaú, como coordenadora de sua plataforma, e o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, entre seus principais colaboradores. O PT também insistirá em que a autonomia do Banco Central defendida pela adversária resultará no aumento da taxa de juros. 

A campanha de Dilma considera necessário reforçar o trabalho nas redes sociais por avaliar que a equipe de Marina é mais ativa na internet do que a de Aécio. O encontro de ontem foi o primeiro passo para engajar as candidaturas de governadores, senadores e deputados no confronto virtual com Marina. 

As equipes foram instruídas sobre como replicar, em suas páginas próprias, o conteúdo disparado pelo sites Muda Mais, coordenado pelo jornalista Franklin Martins; Mais Mudanças, Mais Futuro, sob a responsabilidade do marqueteiro João Santana, e pelo portal do PT. 

Antes focados na comparação dos 12 anos de administração do PT com os oito anos de governo do PSDB, esses canais passaram a bombardear Marina quando ela apareceu nas pesquisas de intenção de voto "colada" em Dilma. 


Nos sites há material que explora as "erratas" no programa de Marina - como o recuo sobre o causa gay - e posições assumidas no passado contra os transgênicos, cuja liberação teve apoio do seu candidato a vice, deputado Beto Albuquerque (PSB). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasilia

Em debate na TV, Dilma ataca Marina e 'esquece' Aécio



Ambas com 34% das intenções de voto, escolheram uma a outra como alvos preferenciais durante o evento

 
A candidata do PSB, Marina Silva, e a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, protagonizaram nesta segunda-feira o principal embate do debate promovido pelo jornal Folha de S.Paulo, pelo portal UOL, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan. Dilma e Marina, que na mais recente pesquisa Datafolha aparecem empatadas na liderança da disputa presidencial, ambas com 34% das intenções de voto, escolheram uma a outra como alvos preferenciais durante o evento.

Enquanto a candidata do PSB insistiu em apontar o que chamou de erros da gestão Dilma na condução da política econômica do governo, a petista explorou o que considera contradições das propostas de Marina e a falta de sustentação política de seu grupo.

O candidato do PSDB, Aécio Neves, tentou, a princípio, polarizar com a presidente, também mirando a gestão da economia, mas ficou em segundo plano. Apenas os nanicos Levy Fidelix (PRTB) e Luciana Genro (PSOL) dirigiriam perguntas ao tucano. Aécio fez uma referência explícita a Marina somente nas suas considerações finais, quando disse que ela "não consegue superar as contradições em seu projeto" de poder.


Após o evento, ele atribuiu às regras do debate o fato de não ter dirigido perguntas à adversária do PSB. Em entrevistas, repetiu a expressão de que o Brasil não é "um país para amadores" e fez críticas diretas à ex-ministra. "A candidatura de Marina não consegue superar as suas incoerências, que são enormes." Já no primeiro momento do debate, Dilma questionou a viabilidade de promessas feitas por Marina. 

A petista perguntou de onde a candidata do PSB tiraria os R$ 140 bilhões que, segundo cálculo da petista, seriam necessários para custear benefícios sociais como a antecipação de 10% do Produto Interno Bruto para a educação, o investimento de 10% da receita bruta da União para a saúde e o passe livre para estudantes de escola pública.


Sem apontar as fontes dos recursos, a ex-ministra do Meio Ambiente disse que firmou compromissos assumidos para que o Brasil volte a ter eficiência. "Quando é para subsidiar juros de banco, as pessoas não ficam preocupadas de onde vai sair o dinheiro", afirmou Marina, que voltou a ser cobrada por Dilma: "A senhora falou e não respondeu de onde vem o dinheiro", provocou a petista. "Vamos fazer com que nosso orçamento possa ser acrescido a partir da eficiência que teremos com relação aos tributos. A sociedade paga muito alto para que as escolhas sejam sempre feitas na direção errada", reagiu Marina.


Na oportunidade que teve para questionar Dilma, no terceiro bloco do debate, a candidata do PSB perguntou o que deu errado no governo da petista, já que o ela não teria cumprido os compromissos de fazer o País crescer, manter os juros baixos e controlar a inflação. Na resposta, a presidente preferiu falar sobre o que chamou de "contradição" da adversária.


"Há uma contradição de uma política macroeconômica ligada a interesses de arrochar salários, aumentar tarifas e atender interesses. O cobertor é curto. Sem apoio político, sem discussão e sem negociação, a senhora não consegue aprovar os grandes programas do Brasil", afirmou Dilma, que também tocou em outro tema polêmico da candidatura de Marina. "Eu apostei na governabilidade, nunca negociei os interesses do Brasil. Ganhei e perdi, mas sem apoio do Congresso Nacional, é impossível governar. Quem escolhe os bons é o povo brasileiro, por meio da eleição."


Coalizão
A ex-ministra, que assumiu a candidatura presidencial após a morte de Eduardo Campos, em acidente aéreo no dia 13 do mês passado, tem afirmado que pretende governar com uma base de apoio no Congresso formada por maiorias ocasionais, e não da forma como se dá hoje o chamado presidencialismo de coalizão. Na réplica, Marina voltou a defender a proposta de autonomia do Banco Central e a acusar o governo de "atitudes erráticas". Dilma disse que a ex-ministra se apoia em "frases de efeito e frases genéricas". 

"Quando você é presidente, você precisa se explicar, não basta dizer que vai fazer uma lista de coisa sem dizer de onde virá o dinheiro. Ainda falta muita coisa pra fazer no Brasil, eu sei disso porque eu tentei fazer.


Dilma, que no início do debate admitiu nervosismo ao se confundir quando foi questionada por Eduardo Jorge, concordou com o candidato do PV sobre a situação "calamitosa" dos presídios brasileiros. Ainda no primeiro bloco, Jorge fez uma espécie de dobradinha com o tucano na crítica ao desempenho da economia no atual governo. 


Na sua vez de perguntar, Aécio se dirigiu ao candidato do PV para lembrar o recuo 0,6% do PIB no segundo trimestre e afirmou que o País está em recessão técnica. O tucano perguntou se o Brasil fracassou na condução da política econômica. "Sim", respondeu de pronto Jorge. O candidato do PSDB falou em "herança perversa" da gestão Dilma: "Os empregos estão indo embora. Essa é que é a realidade. O país que não cresce não gera empregos".


Resposta
A resposta da petista veio no bloco seguinte em um debate com Marina. Dilma, novamente confrontada sobre o tema economia, negou que o Brasil esteja em recessão. "A inflação hoje está próxima de zero, a Bolsa se valoriza e o Brasil está entre os cinco países que mais recebem investimento externo", afirmou, destacando novamente a crise internacional. "A nossa diferença é que enfrentamos a crise sem arrocho de salário e sem desemprego."


Na réplica, Marina disse que a presidente não reconhece os próprios erros, afirmando que a população paga o preço pela combinação de inflação alta, juros elevados e baixo crescimento. "Quando as coisas vão bem, os louros são pro seu governo, quando vai mal, a culpa é da crise internacional."


Marina foi questionada por um dos jornalistas se o fato de não revelar as empresas para as quais deu palestras, o que lhe propiciou R$ 1,6 milhão até maio deste ano - conforme revelou o jornal Folha de S.Paulo no domingo -, significava uma falta de transparência e uma prática da velha política. 

"Vivo honestamente do meu trabalho, é porque quero renovar a política a razão que nunca fui buscar cargo público para sobreviver", respondeu a candidata do PSB, citando que já deu centenas de palestras gratuitas e que não pode revelar as contratantes em razão da cláusula de confidencialidade. 

O jornal O Estado de S. Paulo mostrou hoje que a carteira de clientes que contratou Marina entre 2011 e 2014 inclui grandes bancos, empresas e seguradoras.

Drogas e aborto
Marina também precisou responder sobre os temas aborto e legalização de drogas. 


"Não satanizo ninguém que defende drogas e aborto", disse a ex-ministra, que é evangélica. Ela propôs a realização de um debate e um plebiscito para discutir o assunto. Quarto colocado na disputa, o candidato do PSC, Pastor Everaldo, foi questionado sobre um processo que tramita no Supremo Tribunal Federal no qual é acusado por uma mulher de agressão. "Eu nunca agredi uma mulher, minha política é a favor da família", reagiu.



Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasília