quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Dilma fica PT da vida com “aliados” pela campanha pró Eduardo Cunha e pela queda do Decreto 8243


Alerta Totalquarta-feira, 29 de outubro de 2014










Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A previsível crise política do segundo mandato já atinge Dilma Rousseff em cheio. Dando um recado contra a “reforma goela abaixo do Congresso, a Câmara aprovou ontem a proposta que suspende o famigerado decreto 8243 – que regulamenta os “conselhos populares”. Se o clima de rebeldia se confirmar no Senado, Dilma pode ficar sem sua Política Nacional de Participação Social – considerada fundamental para a hegemonia do regime nazicomunopetralha, dando um drible no parlamento e controlando decisões políticas através da manipulação de segmentos organizados da sociedade.

Outra implacável derrota sofrida pela “vencedora” Dilma será a decisão de hoje, do PMDB, de lançar seu líder Eduardo Cunha para a presidência da Câmara dos Deputados. Dilma é inimiga pessoal do deputado Cunha – que fez campanha escancarada para Aécio Neves e lidera a rebeldia contra o PT dentro do PMDB. Ontem, Eduardo Cunha bancou uma festança para recepcionar os novos deputados eleitos, promovendo um tático congraçamento com os que continuam. O Palhaço do Planalto não achou graça nenhuma na declaração de guerra antecipada por Eduardo, que rapidamente criticou a tal reforma política que Dilma quis impor, via plebiscito ou referendo.   

Além da crise com a base aliada, o final melancólico do primeiro desgoverno Dilma teve outro componente de desgaste. No momento em que Dilma tenta se vender como “o Coração Valente contra a Corrupção e a impunidade” (rsss...) fatos coincidentes confirmam que o País desgovernado por ela vai na contramão da moralidade. O Ministro Luiz Barroso, do Supremo Tribunal Federal, concedeu a liberdade técnica para José Dirceu. O condenado no Mensalão a 7 anos e 11 meses de prisão já pode cumprir o resto da pena em “prisão domiciliar”. Já que Dirceu fez um curso de Direito Constitucional à distância, enquanto esteve na cadeia, ganha mais credenciais ainda para colaborar, do conforto do lar, com o segundo mandato da Dilma...

Outro deboche contra a moralidade no Brasil foi a decisão da Justiça da Itália (lugar que ama pizza como nós) de não extraditar e ainda libertar o mensaleiro Henrique Pizzolato. Condenado há 12 anos e sete meses de prisão, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil fugiu do País em setembro de 2013 para não ser preso e, segundo ele, “não ser morto”. Acabou engaiolado na Itália, por ter fugido com o passaporte falso em nome de seu irmão Celso Pizzolato (morto no ano de 1978). Pizzolato vai morar na casa do sobrinho, em Maranello, enquanto o governo brasileiro faz a encenação de que apelará à Corte de Cassação em Roma contra a decisão da Corte de Apelações do Tribunal de Bolonha.

Pelo menos nesse caso, Dilma poderá tirar uma onda de que sua gestão está mantendo distância da corrupção, já que Pizzolato continuará bem longe do Brasil. Ainda poderá comemorar uma decisão de respeito aos direitos humanos (que ela alega sempre defender rss..), pois a Justiça italiana decidiu que Pizzolato não poderia ser devolvido diante das más condições das prisões brasileiras, do estado de saúde dele e, acima de tudo, por ele ter cidadania italiana. Pizzolato, que seria um arquivo vivo sobre os esquemas no Banco do Brasil, ainda investigados pelo Ministério Público Federal, deverá manter seu silêncio até o dia do juízo final...

Perdendo o timming econômico

Reeleita, Dilma Rousseff já está perdendo o timming para escolher o ministro da Fazenda para o lugar do Guido Mantega que ela, tecnicamente, demitiu durante a campanha.

O mercado de especulação já lista oito nomes que podem substitituí-lo: Aloísio Mercadante, Luiz Trabuco, Nelson Barbosa, Otaviano Canuto, Luciano Coutinho, Josué Alencar, Joaquim Levy e até o desafeto-mor de Dilma, Henrique Meirelles.

Enquanto demora para decidir este pepino, Dilma deveria lembrar que é a crise econômica quem desgasta e derruba um governo – e não as denúncias à rodo de corrupção...
Punição de mentirinha no Mensalão


Dirceu ganhou o mesmo benefício já estendido pelo STF a José Genoíno, ex-presidente do PT, a Delúbio Soares, ex-Tesoureiro do partido, a Jacinto Lamas, ex-Tesoureiro do PL (atual PR), e ao ex-deputado Bispo Carlos Rodrigues (membro da cúpula da Igreja Universal do Reino de Deus).

Agora, o ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR) quer o mesmo “direito” de cumprir o resto da pena em casa, pois já está trabalhando em um restaurante para reduzir a pena de 7 anos e dez meses.

Em 30 de janeiro, o ex-deputado João Paulo Cunha também deverá passar do regime semiaberto para o aberto, apesar de condenado a seis anos e quatro meses de prisão.

Só Marcos Valério, obrigado a um silêncio obsequioso, não deve estar gostando de ficar preso como o grande bode expiatório do Mensalão...

Luta de classes

Pior que saber que Dirceu nem um ano ficou na cadeia é ouvir o discurso estilo “luta de classes” do ministro Barroso, justificando sua decisão:

“A maior crítica que eu faria ao sistema é a de que ele é particularmente duro com os pobres e relativamente manso com os ricos. É muito mais fácil no Brasil prender um menino de 18 anos com cem gramas de maconha do que condenar um agente público, ou um empresário que tenha cometido uma fraude de R$ 1 milhão. A Justiça brasileira ainda corporifica um sistema de classes”.

O Supremo magistrado também admitiu que existe uma deficiência no sistema que, por vezes, beneficia o condenado:

“Posso achar menos bom do que o desejável, mas essa é a opção de um país que tem que investir recursos em educação, em saúde, em transporte, em saneamento. Não é que o sistema seja leniente, o sistema corresponde à capacidade econômica do país neste momento. Está longe de ser o ideal, mas talvez seja o sistema possível. O que não se pode é imputar à Justiça escolhas feitas pela sociedade brasileira. A sociedade e os seus representantes editaram uma legislação nessa linha. Não cabe ao juiz tratar desigualmente as pessoas porque a sociedade tem particular antipatia por um réu ou por outro réu”

Em resumo: quem tem coragem de dizer que o crime não compensa no Brasil?

Derrota interpretada

O deputado baiano Lúcio Vieira Lima (PMDB) foi quem muito bem interpretou a derrota do governo no Decreto 8243:

“Essa derrota é educativa. É para mostrar que o discursos do diálogo, de conversa com o Congresso Nacional, não pode ficar só na teoria, tem que acontecer na prática”.

Ou seja, a tal base aliada tem certeza de que o diálogo com Dilma é missão impossível...

Aparelhamento

A Política Nacional de Participação Social (PNPS) é um drible no Congresso, pois delega as decisões políticas para as tais “estruturas de participação” (onde os segmentos nazicomunopetralhas têm hegemonia).

O Decreto 8243 obriga órgãos da administração direta e indireta a criarem estruturas de participação social:

Conselhos de políticas públicas; comissão de políticas públicas; conferência nacional; ouvidoria pública federal; mesa de diálogo; fórum interconselhos; audiência pública; consulta pública; e ambiente virtual de participação social.

Para o espaço

Foi literalmente “para o espaço” um experimento sobre o comportamento da irrigação do cérebro e do coração, em ausência de gravidade, que ajudaria no combate ao Mal de Parkinson.

Esse foi apenas um dos prejuízos com a explosão do foguete Antares que levaria a cápsula Cygnus com 2,5 toneladas de suprimentos e experimentos para a Estação Espacial Internacional.

A Nasa TV transmitiu ao vivo as imagens do acidente – que só não teve maior impacto pela falta de vítimas: a missão não era tripulada.


Voltando como um foguete...


O Alto Tietê também caminha para o esgotamento.


Volume do sistema Alto Tietê cai para 7%



São Paulo - O volume do sistema Alto Tietê caiu 0,2 ponto porcentual entre terça-feira, 28, e esta quarta-feira, 29. A capacidade, que estava em 7,2%, está agora em 7%, de acordo com o mais recente levantamento divulgado pela Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp). O Alto Tietê é o segundo maior manancial que abastece a Grande São Paulo e também caminha para o esgotamento.

A queda do volume armazenado acontece em meio a um pedido do Ministério Público Estadual para que a Justiça determine a redução da quantidade de água retirada do sistema. O Alto Tietê é usado desde o início do ano pela Sabesp para socorrer bairros atendidos pelo Sistema Cantareira. O Cantareira registrou queda de 0,1 ponto porcentual de terça para quarta, saindo de 12,8% para 12,7%.
Segundos os promotores, o objetivo da ação é que o Sistema Alto Tietê chegue ao final de abril de 2015, quando começa o próximo período de estiagem, com pelo menos 10% do seu volume útil. Na mesma data neste ano, o manancial estava com 36% da capacidade. Especialistas apontam que o sistema poderá secar em menos de dois meses.


A Justiça ainda não se pronunciou sobre o pedido do MPE. Em nota, a Sabesp havia informado que "cumpre o que determinam os órgãos reguladores" e que se "coloca à disposição" do MPE para "colaborar no esclarecimento sobre a gestão do sistema".

MPE pede que se retire menos água do Alto Tietê






São Paulo - O Ministério Público Estadual (MPE) moveu nesta terça-feira, 28, uma ação civil pública pedindo na Justiça a redução imediata do volume de água retirado do Sistema Alto Tietê pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Usado desde o início do ano para socorrer bairros atendidos anteriormente pelo Sistema Cantareira, o segundo maior manancial da Grande São Paulo está perto do esgotamento, com apenas 7,2% da capacidade.
Na ação, os promotores Ricardo Manuel Castro e José Eduardo Ismael Lutti pedem, em caráter liminar, a suspensão da portaria do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), órgão regulador dos mananciais paulistas, que autorizou a Sabesp a aumentar a produção de água do Alto Tietê de 10 mil para 15 mil litros por segundo.

A outorga foi emitida no dia 11 de fevereiro deste ano, em meio à crise hídrica. Se a Justiça acolher o pedido, a Sabesp terá de reduzir em 33% a vazão retirada do sistema, que abastece hoje 4,5 milhões de pessoas.

"O principal fundamento usado pela Sabesp e acatado pelo DAEE para justificar o aumento das vazões mínimas mensais a serem retiradas do Sistema Alto Tietê foi o de que a Represa de Taiaçupeba tivesse um volume máximo operacional de 78,5 bilhões de litros, mas o fato é que este volume máximo operacional jamais foi atingido", afirmam os promotores. Segundo a ação, a represa tem hoje capacidade bem inferior, de 21,5 bilhões de litros. O caso foi revelada pelo Estado em agosto.

Os promotores afirmam que a liberação do DAEE "está fundada em dado ideologicamente falso" e acusam a Sabesp de retirar mais água do que o permitido mesmo antes da nova outorga. Apenas em janeiro deste ano, quando o Alto Tietê passou a socorrer o Cantareira, a empresa tirou 12,2 bilhões de litros a mais do que o liberado. Apesar disso, o DAEE não fiscalizou nem multou a Sabesp.

O MPE quer a redução da captação do Alto Tietê para que o sistema chegue ao final de abril de 2015, quando começa o próximo período de estiagem, com pelo menos 10% do seu volume útil. Na mesma data neste ano, o manancial estava com 36% da capacidade. Especialistas apontam que o Alto Tietê deve secar em menos de dois meses. Segundo o governo Geraldo Alckmin (PSDB), os cinco reservatórios que formam o sistema não têm volume morto, a reserva profunda de água, como o Cantareira.

"Apesar das evidências mencionadas no tocante aos baixos níveis de precipitações, da diminuição dos volumes acumulados nos reservatórios, a Sabesp, com a autorização do DAEE, órgão gestor, no lugar de diminuir a captação de água, a fim de que operasse com níveis de segurança, aumentou as retiradas do sistema", afirmam os promotores. "Isso acarretou o irrefreável, alarmante e histórico rebaixamento dos níveis de água acumulados nos reservatórios."


Riscos
Segundo o MPE, Sabesp e DAEE "assumiram riscos sérios e inaceitáveis a toda à população atendida por este sistema produtor, que está sendo levado ao esgotamento dos volumes disponíveis, podendo comprometer, ainda, se nada for feito, os demais sistemas produtores da região metropolitana, com a redução em cadeia, uma vez que estes também estão sendo sobrecarregados". O pedido estabelece multa de cerca de R$ 100 mil para cada pedido descumprido.


Em nota, a Sabesp informou que "cumpre o que determinam os órgãos reguladores" e que se "coloca à disposição" do MPE. Procurado, o DAEE não se manifestou.


Federal
No início do mês, promotores já haviam movido ação na Justiça Federal de Piracicaba para que a Sabesp reduzisse a retirada do Cantareira e fosse impedida de captar água da segunda cota do volume morto. A liminar foi deferida pelo juiz da cidade, mas depois foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) a pedido de Alckmin.


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Últimas de Notícias

Ianomamis vão à guerra com estranhos em troca de mulheres, diz pesquisador

UOL



  • 18.ago.1993 - Ormuzd Alves/Folhapress
    Foto de 1993 mostra guerreiros ianomamis. Povo índigena tem cerca de 25 mil indivíduos no norte da selva amazônica em cerca de 250 comunidades Foto de 1993 mostra guerreiros ianomamis. Povo índigena tem cerca de 25 mil indivíduos no norte da selva amazônica em cerca de 250 comunidades
Esse povo amazônico atua com desconhecidos na hora de atacar para assim obter recursos, além das irmãs e filhas de seus aliados, segundo estudo do polêmico Napoleon Chagnon

Os unokais são os homens mais respeitados entre os índios ianomami. Têm maior status e em média o dobro de mulheres do que os demais. Para serem chamados assim devem ter matado um inimigo. Um estudo mostra agora sua particular política de alianças para ir à guerra: em vez de atacar lado a lado com os seus, pactuam com estranhos ao clã. Em troca, acabam se casando com filhas ou irmãs de seus aliados, criando bandos de cunhados.

Os ianomamis estão entre os grupos indígenas mais idealizados deste planeta. Esse povo formado por cerca de 25 mil indivíduos disseminados pelo norte da selva amazônica em cerca de 250 comunidades com algumas dezenas de pessoas, é o símbolo do fim da terra selvagem para alguns e da barbárie primitiva para outros. Até os anos 1950 não tiveram um contato sustentado com um homem branco. Talvez por isso os ianomamis sempre tenham despertado grande interesse entre os antropólogos. Muitos usam seu modo de vida e comportamento como um espelho no qual ver os primeiros grupos sociais humanos.

Um dos cientistas que melhor os conhece é o antropólogo da Universidade de Missouri (EUA) Napoleon Chagnon, um dos primeiros cientistas que foi viver com eles nos anos 1960 e que passou quase meia vida a estudá-los. Chagnon, que batizou os ianomamis de "o povo feroz", foi duramente criticado por outros antropólogos e indigenistas por descrever os ianomamis quase como geneticamente violentos e viver em um estado permanente de violência.
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Galeria Vermelho exibe fotos de projeto de identificação de ianomâmis

Em São Paulo, a galeria Vermelho (r. Minas Gerais, 350. Tel.: 0/xx/11 3138-1520) recebe a partir de 8 de setembro de 2009 a exposição "Marcados", com trabalhos da fotógrafa Claudia Andujar que estão reunidos em um livro a ser lançado simultaneamente. Horário de funcionamento: segunda de 11h às 19h, de terça a sexta das 10h às 19h e aos sábados de 11h às 17h Leia mais Divulgação



Agora, um estudo com vários colegas sistematiza as notas de Chagnon sobre a violência dos ianomamis. Como em outros grupos humanos, as razões para matar o outro são as mesmas: lutas de poder para conseguir novos territórios ou mais recursos, seja comida ou mulheres. Mas, segundo esse trabalho, não se casam com as mulheres do grupo atacado e sim com as parentes de seus aliados.
Dos 118 unokais estudados, 102 tinham se casado com cerca de 200 mulheres. Como publicam na revista "PNAS", 70% deles tinham pelo menos uma mulher que era irmã, filha ou prima-irmã de outro unokai com o qual haviam lutado. Embora os ianomamis não tenham registros dos casamentos, e por isso não se pode saber o que aconteceu antes, se o casamento ou a aliança, para os pesquisadores esse fato é realmente surpreendente.

"Alguns, incluindo eu mesmo, pensamos que o butim é para o vencedor, já que quando se conquista outro território pode ficar com suas terras, sua comida ou também com suas mulheres", explica em nota o antropólogo da Universidade de Utah (EUA) e coautor do estudo, Shane Macfarlan.
Mas com os ianomamis não é assim. "O benefício adaptativo são as alianças que estabelecem para realizar atos de guerra. Não se apropriam da terra ou das mulheres do grupo vencido, mas para os ianomamis o que se consegue é poder trocar recursos com os aliados, como trabalho e, mais importante, cônjuges mulheres", esclarece o antropólogo americano.

Nas criticadas obras de Chagnon, relata-se que grupos de até 20 ianomamis atacam outra comunidade ao amanhecer, matando quem podem e fugindo em seguida do lugar. Não se trata de uma guerra convencional. São fatos esporádicos dentro de um equilíbrio instável entre as diversas comunidades, e funcionam tanto como uma longa guerra de desgaste quanto um veículo para reforçar os vínculos com os companheiros de luta.

O estudo mostra que os laços familiares diretos não são um fator chave na formação dessas alianças agressivas. De fato, os pesquisadores encontraram um só caso de pai e filho que foram juntos à guerra. Na realidade, a maioria dos unokai tem a mesma idade, são de comunidades vizinhas e, se forem parentes, o são por via materna, raramente pela paterna.

Violência em chimpanzés e humanos
Os antropólogos também comprovaram que a maior parte das novas comunidades que se criaram eram formadas por dois ou mais unokais que haviam matado juntos e, em muitos casos, tinham se casado com uma mulher do clã do outro.

A relevância desse trabalho é que oferece uma explicação alternativa sobre a origem da violência entre os seres humanos. Até agora, o modelo mais aceito era o das alianças fraternais de interesse. Aqui, os guerreiros compartilhariam laços de parentesco, viveriam na mesma comunidade e teriam diversas idades. É um modelo que reproduzem os chimpanzés, outro grande símio que usa a violência como exercício de poder e que também é capaz de estabelecer alianças para matar um adversário.

Apesar de esse trabalho não acabar com o debate sobre a base biológica das coalizões para matar entre os chimpanzés ou os humanos, ele mostra que no caso dos segundos há um elemento cultural adicional. Como diz Macfarlan sobre os ianomamis: "Se matam junto, conectando-se dentro dessa cena social, esse mercado do matrimônio, estão jogando o jogo de sua cultura".



Extração ilegal faz índios isolados atacarem tribos no Acre

Binai, filho de Omina, cacique da tribo madija, toca uma flauta de cerâmica feita por índios isolados encontrados por Omina, no igarapé do Anjo, no Estado do Acre, em foto tirada em março deste ano. Moradores da porção da floresta tropical brasileira que fica próxima à fronteira com o Peru, os ashaninka e outros grupos indígenas, como os huni kui e madija, afirmam serem vítimas de usurpação de terras por tribos isoladas, definidas pela Survival International como grupos que nunca tiveram contato pacífico com a sociedade dominante. 
Os "bravos", como esses indígenas são chamados na região, atacam outras aldeias, colocando as comunidades ao longo do rio Envira em alerta permanente, por isso os líderes dos ashaninka têm pedido ajuda ao governo e às ONGs a fim de não perderem as suas terras. Segundo eles, o movimento dessas outras tribos é o resultado da pressão causada pela exploração madeireira ilegal na fronteira com o Peru Lunae Parracho/Reuters
Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

SOB OS GRITOS HISTÉRICOS DOS COMUNISTAS DO PT E SEUS SATÉLITES, A CÂMARA DOS DEPUTADOS ENFIM DERRUBOU O DECRETO COMUNISTA 8.243 QUE CRIAVA OS 'SOVIETES DO PT'

BLOG DO ALUIZIO AMORIMTerça-feira, outubro 28, 2014


A estátua de Leni, o criador dos 'sovietes' que o PT queria recriar aqui e agora no Brasil,  foi derrubada recentemente na Ucrânia. Guardadas as devidas proporções, simboliza também a derrubada do decreto dos "sovietes" do Lula e da Dilma, ocorrida nesta terça-feira, dois dias depois da eleição, no plenário da Câmara dos Deputados.
A Câmara dos Deputados reagiu e, enfim, derrubou nesta terça-feira o decreto bolivariano da presidente Dilma Rousseff, destinado a criar conselhos populares em órgãos da administração pública. A matéria foi assinada no final de maio em uma canetada da presidente e foi alvo decríticas de juristas e parlamentares. O Senado ainda tem de avaliar o projeto de decreto legislativo para que a determinação do Planalto seja suspensa. 
 
 
A derrubada da matéria é uma reivindicação antiga da oposição e se deu dois dias após as eleições, indicando a turbulência que Dilma encontrará no Congresso no novo mandato. “Essa derrota é para mostrar que o discurso de conversa com o Congresso não poder ficar só na teoria”, resumiu o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).
 
 
Tão logo foi apresentado, no início de julho, o projeto que sustava o texto palaciano teve adesão maciça de partidos de oposição e da base, contando inclusive com o apoio do PMDB, maior aliado do governo. Na Câmara, a matéria ganhou regime de urgência, o que permitiu que fosse direto ao plenário antes de tramitar pelas comissões. 
 
 
O projeto de decreto legislativo que pedia a suspensão da canetada de Dilma foi pautado nesta terça por Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Casa que saiu derrotado na disputa ao governo do Rio Grande do Norte. Alves credita sua derrota à falta de apoio da presidente Dilma e ao fato de que o ex-presidente Lula chegou a participar da propaganda eleitoral do adversário Robinson Faria (PSD), eleito para o governo potiguar. 
 
Durante a sessão, o presidente convocou os deputados para que se mantivessem no plenário e garantissem a aprovação do texto. A derrubada do decreto foi aprovada em votação simbólica. 
 
 
'Sociedade civil' – O decreto número 8.243/2014 foi criado sob o pretexto de instaurar a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS). Mas, na prática, prevê a implantação de “conselhos populares”, formados por integrantes de movimentos sociais, vinculados a órgãos públicos. 
 
 
A matéria instituiu a participação de “integrantes da sociedade civil” em todos os órgãos da administração pública. Porém, ao trazer uma definição restritiva de sociedade civil, representa um assombroso ataque à democracia representativa e à igualdade dos cidadãos ao privilegiar grupos alinhados ao governo.
 
 
O decreto do Palácio do Planalto é explícito ao justificar sua finalidade: “consolidar a participação social como método de governo”. Um dos artigos estabelece, em linhas perigosas, o que é a sociedade civil: “I – sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. 
 
 
Ou seja, segundo o texto assinado por Dilma, os movimentos sociais – historicamente ligados ao PT – são a representação da sociedade no Estado Democrático de Direito.
 
 
A votação, que se arrastou por mais de duas horas, foi marcada por debates acalorados. “Numa democracia, quem escolhe o representante é o cidadão, é o povo. Com esse decreto, a presidente quer que essa escolha seja feita pelo próprio PT. Isso é um regime autoritário”, afirmou o líder do PSDB, deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA). 
 
 
“A Casa tem de se pronunciar. Não há espaço para que haja uma omissão do Parlamento brasileiro tendo em vista um quadro tão grave. A presidente Dilma prega dialogar, chama a nação para uma ampla negociação, mas impõe, via decreto presidencial, um modelo de consulta à população que é definido pelo Poder Executivo. É uma forma autocrática, autoritária, passando por cima do Congresso Nacional. Esse é um decreto bolivariano que realmente afronta o Poder Legislativo”, continuou o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).
 
 
O PT tentou evitar a derrota a todo custo. Sabendo que não funcionaria no diálogo, o partido apresentou uma série de requerimentos, entre eles para adiar a sessão e retirar a matéria de pauta, mas todos foram rejeitados. Do site da revista Veja

AÉCIO NEVES NÃO PODE CAIR NA ARAPUCA QUE VAI SENDO MONTADA PELO FORO DE SÃO PAULO. CASO CONTRÁRIO ESTARÁ COMPLETAMENTE DESMORALIZADO!


BLOG DO ALUIZIO AMORIMquarta-feira, outubro 29, 2014


Acabo de ler no site da Folha de S. Paulo, jornal já consagrado como diário oficial do PT e do Foro de São Paulo, que a Dilma Rousseff disse durante uma entrevista à Band TV e SBT, que chamará Aécio e Marina Silva para dialogar. Isso parece uma piada macabra, mas é o que está sendo anunciado pela governanta do Lula.
 
 
Como é de amplo conhecimento público e até mesmo seria ocioso repetir, tanto Aécio Neves como Marina Silva foram verdadeiramente seviciados nessa campanha dada a virulência dos ataques caluniosos, as difamações e as injúrias como nunca seu viu em toda a história política brasileira. 
 
 
Esse lamaçal atirado sem cerimônia, sob o comando do boquirroto chefe do mensalão e do petrolão, o deletério e asqueroso Lula da Silva, auxiliado pelo psicopata marqueteiro baiano, é matéria viva para instruir devido processo de calúnia, difamação e injúria contra esses vermes.
 
 
Atenção! Essa conversa fiada da Dilma que poderá convidar Aécio e Marina Silva para um diálogo faz parte da estratégia do Foro de S. Paulo. Essa gente do PT não faz qualquer cerimônia para exercer o cinismo. Sempre foi assim. Os comunistas sempre agiram e continuam agindo desta forma como predadores que aguardam o momento adequado para avançar sobre a vítima. 
 
 
Notem que Dilma - pasmem - que mandou seus bate-paus atacar a sede da revista Veja agora se diz a favor de uma nova CPI da Petrobras e tem a cara de pau de afirmar que o governo não interferirá. Quando eu leio o que ela diz nessa matéria da Folha penso que estou ouvindo o discurso de um oposicionista. Dilma afirma que o país tem a oportunidade de acabar com a corrupção! 
 
Dilma não está delirando, embora possa parecer a um incauto. 
 
Dilma segue fielmente o esquema de avanço comunista do Foro de São Paulo! ESTA é A VERDADE! É A VERDADE! pura e cristalina. É o velho esquema morde e assopra. Agora Dilma está assoprando, ela ficou boazinha. Mas na verdade Dilma e o amante da Rosemary, vulgo Lula, estão borrando nas calças. Pesa sobre ambos a estarrecedora delação do operador do petrolão: ELES SABIAM DE TUDO!, conforme a reportagem-bomba da revista Veja desta semana que se esgotou nas bancas mas que continua circulando à farta sem parar pelas rede sociais. 
 
Lula e Dilma e seus sequazes sabem muito bem que os mais de 50 milhões de eleitores que votaram em Aécio Neves continuam mobilizados. Quem está nas redes sociais sabe disso. São milhões de brasileiros desesperados, ansiosos, injuriados, inconformados e que decidiram varrer o PT do poder! E não irão esperar uma nova eleição! Os brasileiros decentes e honestos estão fartos dessa vagabundagem desse bando de psicopatas atrevidos e ladrões descarados dos cofres públicos e que pretendem ainda assestar um golpe comunista no estilo venezuelano.
 
A Dilma e o Lula terão muito o que explicar. E podem crer, vão ter que explicar. Isso é o que estão cobrando milhares de brasileiros irados! 
 
Dilma e Lula não poderão mais sair às ruas. Aliás, Lula só saiu às ruas trepado num caminhão de campanha. Faz pelo menos 1 ano e 9 meses que Lula não dá mais entrevistas à imprensa e nem pôde aparecer em nenhum jogo da Copa do Mundo.
 
 Lula está quieto desde que explodiu o escândalo envolvendo a sua amante Reosemary Noronha, que para espanto dos brasileiros era chefe do gabinete avançado do Palácio do Planalto em São Paulo, onde as almofadas do sofá da sala de espera eram decoradas com estampas com a cara de Lula. Um poster gigantesco cobria uma das paredes do escritório presidencial com o retrato de Lula chutando um bola como se fosse um craque!
 
O PT apodreceu o Brasil! O PT é a pior praga que o Brasil já sofreu ao longo de sua história. Todos os psicopatas que já passaram pelo poder no Brasil são verdadeiros anjos quando comparados com a bandalha do PT. 
 
Por tudo isso que acabo de dizer, AÉCIO NEVES jamais poderá cometer a estupidez de cair no canto de sereia entoado agora pela Dilma. Aécio Neves tem de saber de uma vez por todas, se é que não sabe, que com comunista não tem diálogo. Nunca! Jamais! 
 
Se eu fosse o Aécio Neves convocava uma entrevista coletiva à imprensa para mandar a Dilma às favas, para ser mais educado... É esta a linguagem que esses comunistas mentirosos entendem. 
 
Aproveitava a oportunidade também para mandar esse bando de jornalistas a catar coquinhos, para ser mais educado também... Entretanto, todos que estão lendo este texto sabem o que eu quero dizer...  
 
Se Aécio consentir em ser cinicamente adulado pela Dilma em rede de televisão pode voltar para São João Del Rey e se abraçar com aquele bando de petralhas mineiros que lhe cuspiram na cara nesta eleição. Se anuir ao convite cínico da Dilma, quem lhe cuspirá na cara desta feita serão os mais de 50 milhões de brasileiros que até agora continuam lhe apoiando.

Grupo Folha: concessão de TV por relevantes serviços prestados.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014


Anotem. Fontes informam sobre um acordo assinado entre o Governo Federal e o Grupo Folha, que comanda Folha de São Paulo e portal UOL, para que o mesmo receba uma concessão de TV. O mimo estaria condicionado ao posicionamento editorial durante o último pleito e à reeleição de Dilma Rousseff. A Folha e o UOL, em especial, foram tremendamente parciais, atacando primeiro Aécio Neves, depois voltando-se contra Marina Silva. Vamos observar. Onde há fumaça, há fogo.

Dono do Brasil 24/7 na lista do doleiro por R$ 240 mil.


Não é novidade que Leonardo Attuch, dono do Brasil 24/7 vende franquias estaduais do seu lixo. E por um bom dinheiro. Agnelo do PT, em Brasília, por exemplo, era dono da franquia na capital. Agora apareceu na lista do doleiro, segundo noticia Augusto Nunes. Clique aqui. 
 
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PSDB quer comissão externa para proteger doleiro contra ameaças de envolvidos na roubalheira da Petrobras.



O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) disse há pouco que vai apresentar ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, o pedido de criação de uma comissão externa para acompanhar a internação do doleiro Alberto Youssef, delator do esquema de corrupção na Petrobras.

O pedido, segundo Leitão, tem a assinatura de 17 líderes partidários. Para ele, é fundamental que os parlamentares ajudem a proteger o doleiro, que se tornou peça-chave das investigações e teria implicado a cúpula do Palácio do Planalto no esquema, segundo reportagem da revista Veja.

Youssef foi preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e agora coopera com as investigações. Ele foi internado no sábado, em Curitiba, com problemas cardiológicos. Desde então, vários boatos surgiram na internet sobre a condição do doleiro. “Essa Casa tem o poder de proteger esse delator, que denunciou a presidente da República e o ex-presidente junto com toda a diretoria da Petrobras", disse Leitão.

Zé Dirceu solto 48 horas depois da eleição.


O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira, 28, que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado no processo do mensalão, passe a cumprir em casa a pena a ele imposta. Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão, Dirceu cumpre a pena desde 15 de novembro do ano passado no regime semiaberto, em que tem permissão para sair durante o dia para trabalhar em um escritório de advocacia e retornar à noite para a prisão. Com a progressão de regime, autorizada nesta terça por Barroso, ele terá direito a cumprir a pena no regime aberto. 

Pela legislação penal, condenados ao regime aberto devem cumprir pena em casa do albergado. Como esse tipo de estabelecimento não existe em Brasília, os presos são autorizados a cumprir o restante da pena em casa. Antes de deixar a prisão para cumprir o restante da pena em casa, o ex-ministro deverá participar de audiência na Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas (Vepema), em Brasília, onde irá receber instruções sobre o regime aberto. As audiências ocorrem às terças-feiras e, portanto, Dirceu deve ser liberado para ir para casa no próximo dia 4.

"Defiro a progressão para o regime aberto ao condenado José Dirceu de Oliveira e Silva, condicionada à observância das condições a serem impostas pelo Juízo competente para a execução, considerado o procedimento geral utilizado para os demais condenados que cumprem pena no Distrito Federal", decidiu o ministro há pouco.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, opinou em parecer a favor do cumprimento de pena de Dirceu em casa. Por ter trabalhado durante o regime semiaberto, Dirceu conseguiu o desconto de dias do total exigido para ter direito à progressão de regime. Além disso, Janot apontou a existência do elemento subjetivo para a concessão do benefício: o bom comportamento. "Não há óbice à progressão de regime almejada", concluiu Janot.

Barroso confirmou nesta tarde as observações de Janot, apontando que desde o dia 20 deste mês Dirceu tem direito à progressão de regime e apontou ainda que "há nos autos o atestado de bom comportamento carcerário e inexistem anotacões de prática de infração disciplinar de natureza grave pelo condenado".

Na Vepema, Dirceu receberá as instruções sobre o regime aberto. A Justiça estabelece, por exemplo, a necessidade de permanecer em casa das 21 horas às 5 horas, a proibição de frequentar bares e realizar encontros com outros condenados que estejam cumprindo pena, entre outros requisitos. Já estão em regime aberto o ex-deputado José Genoino (PT), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas, também condenados no processo do mensalão.(Estadão)

Se estiver vivo, Lula será candidato em 2018.


O tratamento correto que Lula deveria ter feito contra o câncer que o acometeu, segundo especialistas, lhe roubaria a voz. Para mantê-la, ele optou por um tipo de tratamento alternativo, que manteria a voz, mas que lhe daria mais sete anos de vida, no máximo. Lula foi dado como "curado" em 2011. O "prazo de validade" venceria em 2018. Não é à toa que ele mesmo declarou, no último domingo, que a sua "única expectativa para daqui quatro anos é estar vivo". A matéria abaixo é da Folha de São Paulo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentará interferir mais no governo Dilma Rousseff e, em conversas recentes, disse pela primeira vez a aliados que será candidato ao Planalto em 2018.
Diversos interlocutores consultados pela Folha confirmaram ter ouvido o recado do petista. Alguns, inclusive, afirmam que a manifestação foi feita no domingo (26), depois de as urnas terem confirmado a vitória de Dilma.

Internamente, o PT já trata a candidatura de Lula como algo oficial. O petista terá 73 anos em 2018, e aliados ponderam que uma série de variáveis pode fazer com que mude de opinião mais à frente.O próprio ex-presidente já disse a aliados que não sabe como estará sua saúde daqui a quatro anos. Após deixar a Presidência, em 2011, ele se curou de um câncer na garganta.

Por meio de sua assessoria, Lula soltou uma nota em que diz: "No último domingo, dia da eleição, quando perguntado sobre 2018, declarei que, completando 69 anos, minha única expectativa para daqui a quatro anos é estar vivo."

De olho na sucessão futura, aliados afirmam que o ex-presidente precisará atuar de forma mais efetiva para evitar que a petista reproduza erros cometidos no primeiro mandato. Entre eles, o distanciamento dos movimentos sociais, o parco diálogo com empresários e o excesso de centralização nas ações.

Nos primeiros quatro anos, o petista deu conselhos à presidente, mas foi pouco ouvido. Agora, será preciso inverter essa lógica para poder pavimentar sua candidatura. No cálculo interno, se Dilma fizer uma administração impopular a partir de janeiro, sua pretensão pode ser frustrada.

Dois exemplos de sugestões ignoradas por Dilma no passado: substituição do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para dar um choque de confiança no mercado. E a remoção do secretário do Tesouro, Arno Augustin, por sintetizar em sua opinião a imagem negativa da equipe econômica na área fiscal. No atual mandato, Lula quer ser mais ouvido quando em situações de crise e dificuldades com o Congresso.

Durante a campanha, a presidente afirmou que daria todo apoio ao padrinho se ele quisesse voltar. No início do segundo turno, interlocutores de ambos os lados notaram distanciamento entre eles. Lula só entrou de cabeça na reta final da eleição. Tudo indica, afirmam aliados, que a dinâmica da relação mudará agora. Dilma, dizem assessores, sabe que o antecessor fará queixas públicas se não for ouvido. A disposição de Lula de disputar 2018 conta com estimulo nada irrelevante: o desejo da mulher, Marisa Letícia.

A articulação que pedia o retorno do ex-presidente para a disputa de 2014 foi forte no primeiro semestre de 2013, mas acabou abafada no encontro nacional do PT, em maio. Seus principais defensores eram empresários descontentes com o estilo de Dilma e petistas que perderam espaço na atual gestão.

O PT também fará mais pressões. Quer ser mais ouvido na definição dos novos nomes do governo, principalmente na do novo ministro da Fazenda, e participar da definição de propostas como a reforma política. Em entrevista nesta terça (28), Dilma disse que "o que o Lula quiser ser, eu apoiarei".

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Dilma, duas derrotas em dois dias.



O governo perdeu a primeira votação na Câmara dos Deputados depois da reeleição da presidente Dilma Rousseff. A oposição obteve o apoio de partidos da base, como PMDB e PP, e conseguiu aprovar o projeto do líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), que susta o decreto da presidente que criou a Política Nacional de Participação Social (Decreto 8.243/14). A decisão final será tomada pelo Senado, para onde seguirá o projeto (PDC 1491/14).

O decreto que a Câmara sustou cria um sistema de participação chefiado pela Secretaria-Geral da Presidência da República. Estão previstos um conselho permanente; comissões temáticas; conferências nacionais periódicas; uma ouvidoria pública federal; mesas de diálogo; fóruns interconselhos; audiências e consultas públicas; e ambiente virtual de participação social.O secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, teria o poder de indicar os integrantes das instâncias de participação e definir a forma de participação.

Além disso, o plebiscito para a reforma política prometido por Dilma no seu "discurso da vitória" também teve que ser abandonado, tendo em vista a reação do Congresso Nacional, que aceita no máximo um referendo. No referendo, a população responderia “sim” ou “não” a um projeto elaborado pelo Congresso. Já no outro tipo de consulta popular, os brasileiros escolheriam entre diferentes opções de sistema político e financiamento de campanha. Ontem Dilma deu entrevista ao SBT e à Band, afirmando — Acho que não interessa muito se é referendo ou plebiscito. Pode ser uma coisa ou outra.  Mais uma derrota.

Até o momento, o Legislativo está cumprindo a sua parte, defendendo a democracia representativa e sustando qualquer avanço rumo à democracia direta. Até quando? Dizem que até a base acertar o preço.  

28/10/2014 22h11 - Atualizado em 28/10/2014 22h54

Câmara dos Deputados derruba decreto sobre conselhos populares

Proposta precisa de aprovação no Senado para decreto perder validade.
Decreto presidencial prevê a consulta a fóruns por órgãos do governo.

 Do G1, em Brasília
Câmara discute projeto que susta efeitos de decreto presidencial (Foto: Fernanda Calgaro / G1)Câmara discute projeto que susta efeitos de decreto presidencial
A Câmara dos Deputados derrubou nesta terça-feira (28) o decreto presidencial  que estabelece a consulta a conselhos populares por órgãos do governo antes de decisões sobre a implementação de políticas públicas. A rejeição à proposta ocorre dois dias após a reeleição da presidente Dilma Rousseff e é a primeira derrota do Palácio do Planalto no Congresso após as eleições.

Por meio de votação simbólica, os parlamentares aprovaram um projeto de decreto legislativo apresentado pelo DEM que susta a aplicação do texto editado por Dilma. A discussão da matéria durou cerca de três horas, mas o texto ainda precisa de aprovação no Senado para que o decreto presidencial perca a validade.
O decreto sofreu críticas desde que foi editado pelo Palácio do Planalto, em maio deste ano. A proposta, que institui Política Nacional de Participação Social (PNPS), não cria novos conselhos, mas determinava que os órgãos do governo levem em conta mecanismos para a consolidação "da participação popular como método de governo".

Segundo o decreto, os conselhos devem ser ouvidos “na formulação, na execução, no monitoramento e na avaliação de programas e políticas públicas e no aprimoramento da gestão pública”.

Oposicionistas acusavam o governo de tentar, com o decreto, aparelhar politicamente entidades da administração pública, além de diminuir o papel do Legislativo. Para pressionar a inclusão do tema na pauta, eles ameaçaram travar as votações na Casa até que a matéria fosse a plenário.

Para o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), o decreto presidencial é uma “forma autoritária de passar por cima do Congresso”. “Ela [Dilma] propõe ampliar o diálogo com todos os setores, mas impõe, via decreto presidencial, uma consulta aos conselhos. São esses órgãos que vão dar a última palavra”, declarou o líder, fazendo referência ao discurso de Dilma após ser reeleita, em que ela se disse "disposta ao diálogo".

Com a proposta em discussão no plenário, deputados do PT tentararam impedir que a votação fosse adiante, adotando vários mecanismos para obstruir a pauta, como a inclusão de requerimentos para serem votados e a uso da fala na tribuna para estender a sessão.

O líder do partido na Casa, Vicentinho (PT-SP), apresentou vários requerimentos, incluindo pedido de retirada de pauta, adiamento da votação e votação do decreto artigo por artigo. Um a um, porém, todos os requerimentos acabaram derrubados.

Na tentativa de atrasar a votação, parlamentares da base aliada se revezavam no microfone para defender o decreto da Dilma. Entre os defensores da proposta estavam o deputado Afonso Florence (PT-BA), que argumentou que a medida servia “para fiscalizar o Executivo”.

Sibá Machado (PT-AC), que foi um dos que pediram a palavra várias vezes, alegou que o decreto, “em nenhum momento, fere prerrogativas deste Congresso”.

A todo momento, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), intervinha e tentava apressar os discursos. “Não vou permitir esse tipo de manobra”, disse. Mais cedo, antes da sessão, ao comentar a inclusão na pauta de um tema incômodo ao Planalto, Alves negou se tratar de retaliação ao governo.

Nas eleições, Alves disputou o governo do Rio Grande do Norte, mas saiu derrotado. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a gravar propaganda eleitoral para o seu adversário.

“Tem três meses que está na pauta [esse projeto]”, justificou Alves em referência à aprovação, em julho, do pedido de urgência para votar o decreto.

Câmara derruba o decreto bolivariano da Dilma. Carimbaram a faixa da presidenta. Primeira derrota de muitas.

O Plenário da Câmara aprovou nesta terça-feira o projeto (PDC 1491/14) que anula o decreto presidencial que criou a Política Nacional de Participação Social, com diversas instâncias para que a sociedade influencie as políticas públicas. Foram necessárias duas horas e meia para vencer a obstrução do PT, PCdoB e Psol que tentaram impedir a votação.

A oposição – apoiada pelo PMDB, pelo PSD e outros partidos da base – critica o decreto por considerar que ele invade prerrogativas do Congresso Nacional e pode significar uma tentativa de aparelhamento do Estado, já que toda a participação será coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência.

O governo, por outro lado, afirma que o decreto tem como objetivo ampliar o diálogo do Executivo com os movimentos sociais. Após a votação, a sessão do Plenário foi encerrada.

Distritais querem votar na semana que vem as propostas que reduzem autonomia do Executivo do DF

Projetos polêmicos ficam na agenda da Câmara Legislativa

daniel.cardozo@jornaldebrasilia.com.br

Além do desafio de conseguir governar com melhor aprovação do que a atual gestão, o governador eleito, Rodrigo Rollemberg (PSB), precisará descascar outro abacaxi: a possibilidade de ter seus poderes diminuídos. Isso porque a Câmara Legislativa deve apreciar nos próximos dias projetos que alteram as relações entre os poderes, o que pode dificultar ainda mais o papel do Executivo brasiliense, já dependente do Legislativo.

Os projetos de emenda à Lei Orgânica tratam basicamente da execução obrigatória de emendas parlamentares, hoje condicionadas à escolha do governador, e também do fim da possibilidade de criação de órgãos e cargos que aumentem despesa, que dependerão de aprovação da Câmara. Ambas as propostas foram aprovadas em primeiro turno e poderão ser votadas em definitivo na próxima semana.

Sobre as emendas, também está prevista a alteração nas proporções. Hoje, os distritais dispõem de 1% do orçamento  para a destinação de verba. A porcentagem deve dobrar, caso o texto passe. A obrigatoriedade de aplicação dos recursos vale  para investimentos, manutenção e desenvolvimento de ensino ou a ações e serviços de saúde.

Instrumento de barganha
Boa parte dos parlamentares vê com bons olhos a maior autonomia da Casa. Parte deles, porém, teme que as alterações se tornem mais um instrumento de barganha.

Para o deputado Israel Batista (PV), o melhor momento para a apreciação de projetos dessa natureza é agora, antes da posse do novo governo. Ele explica que as propostas seguem princípios constitucionais, da independência dos poderes.

“Não é uma ofensiva para tirar direitos, muito menos uma afronta ao Executivo. A Câmara vai ter que decidir sobre isso agora, já que ainda não sabemos como vai ser a relação com o governo a partir do ano que vem. É prudente analisar isso antes, afinal é uma prerrogativa que temos”, afirmou.

Para o parlamentar, outro motivo para votar ainda este ano é a interferência do Executivo nas matérias levadas a plenário. “O governo que está aí interferiu em algumas situações, mas, em geral, o tratamento ao Legislativo foi bastante respeitoso”, finalizou.

Deputado faz defesa
Os projetos são defendidos pelo deputado Joe Valle (PDT), que acredita que a representatividade ganha papéis mais importantes quando o parlamento pode participar da discussão com maior influência. “A Câmara tem que ser atuante, até porque existe uma correlação de forças entre Executivo e Legislativo. Mas não podemos confundir o diálogo com a influência exagerada do governo no parlamento”, afirmou.

O principal ponto a ser analisado, segundo Valle, é como a maior autonomia deverá ser usada.  A representatividade vira mais uma vez o foco da discussão.

“Talvez 20% da população seja representada pelos deputados que aí estão. Mesmo assim, todos querem se pronunciar e defender o que é melhor para a cidade. Aí é que entra a possibilidade de maior participação”, avaliou o distrital,  reeleito para a próxima legislatura.

Administradores
Também foi aprovada em primeiro turno a proposta que torna obrigatória a comprovação de domicílio na cidade, para administradores regionais. Assim como a alteração dos princípios da administração pública. Todas emendas estarão prontas para irem novamente ao plenário na terça-feira.

Para a transição
O  grupo de transição de Rodrigo Rollemberg, sem a presença do governador eleito, reuniu-se ontem, com o objetivo de definir o modelo que será adotado nas conversas com o grupo de Agnelo Queiroz.
O coordenador de transição, Hélio Doyle, afirma que o grupo já tem alguns nomes, mas que eles serão anunciados por Rollemberg.

Cogitado para coordenar por parte do governo, o secretário da Casa Civil Swedenberger Barbosa recusou o convite, mas avisou que está à disposição para apresentar os seus dados.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Polícia Civil investiga militares suspeitos de desvio milionário de verba

Diversas irregularidades estão sento investigadas, a maioria por fraude na emissão de notas fiscais

lia.sahadi@jornaldebrasilia.com.br




A Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) desarticulou, na manhã desta quarta-feira (29), a operação Tiradentes. Ao todo, 22 policiais militares, incluindo o ex-comandante-geral Sebastião Davi Gouveia, são suspeitos de desvio de verba na Caixa Beneficiente (Cabe) - entidade de interesse social, que administra os benefícios de aproximadamente 22 mil agentes associados.

Diversas irregularidades estão sento investigadas, a maioria por fraude na emissão de notas fiscais. De acordo com a Polícia Civil, em uma das denúncias consta que o ex-funcionário  Marcelo Medeiro, chefe de TI da Cabe, teria desviado dois cheques que deveriam ter sido depositados na conta de uma empresa prestadora de serviço. Após o golpe, a empresa reclamou, mas o alto escalão da Cabe, composto pelos coronéis Gilberto Carvalho e Alexandre Saud não demitiram Marcelo. Testemunhas garantem que a demissão não ocorreu, pois Marcelo ameaçou contar outras ilegalidades nos contratos da instituição.

O que chamou a atenção da Delegacia Especializada de Crimes Organizados (Deco) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) foi a compra de 199 pares de coturno pelo valor de R$50.000. Menos de um ano depois, a mesma pessoa que efetuou a compra vendeu 500 pares por R$58.000. Na compra, cada par havia saído por R$378,00 e na venda por R$ 116,00, o que indicou um superfaturamento.


Além disso, está sendo investigado um contrato fraudulento de uma suposta contratação de uma empresa que faz assistência e manutenção de computadores. O coronel Gouveia, até então gerente administrativo da Cabe, está sendo acusado de autorizar a emissão de sete notas fiscais no valor de R$12.000, no entanto os representantes da empresa garantem que nunca fizeram negócio com a Cabe.

Os investigados não foram presos, mas deverão prestar depoimentos. No momento, agentes de Deco e Promotores da Gaeco cumprem mandados de busca e apreenssão nas empresas que prestavam serviços para a Cabe.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília