sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

CNV:Vá carpir um lote, Pedro Dallari: Ou " Quem vai pagar pela morte do soldado Mario Kosel Filho?"

Blog do Coronel





Durante mais de dois anos, as Forças Armadas do país foram massacradas por uma Comissão de Meias Verdades, coordenada por Pedro Dallari (foto).  Todo o tipo de provocação foi feita, inclusive os famosos "escrachos", quando organizações comunistas atacavam lares de militares, pichando-os, sem que houvesse nenhuma defesa para as acusações públicas, muitas delas falsas e forjadas.

Na última quarta-feira, o ato final. Pedro Dallari entregou um relatório onde ofende a memória de gente honrada, novamente sem direito à defesa. Gente morta,  a quem a CNV mancha biografias de anos e anos no serviço público. Um relatório estreito, parcial e restrito, pois não investiga e nem ao menos cita os assassinatos cometidos pela esquerda,  que totalizam 119 inocentes mortos pela guerrilha. A presidente que foi terrorista, guerrilheira, que lutou contra a democracia, deveria ter chorado de verdade, por remorso, em vez de exibir apenas um esgar sem lágrimas, eivado de revanchismo.


Mas não bastou a Dallari os mais de dois anos de provocações aos militares. Agora ele exige, como se tivesse autoridade para isso, que os militares aceitem oficialmente o seu relatório. E usa de falácias para atacar as FFAA. 


Uma delas é que o silêncio dos militares significa que eles podem voltar a tomar o poder no país. Ele quer que os militares se ajoelhem e prometam não reagir, nunca mais, contra os inimigos do regime democrático.  Esperamos, nós, os civis, que se o bolivarianismo prosperar e o comunismo novamente ameaçar o país as nossas tropas estejam prontas para defender a democracia.

O outro argumento é de uma idiotia sem limites. Dallari lembra que os militares estão recebendo inclusive caças suecos e que deveriam, por isso, serem agradecidos ao governo do PT, assumindo culpas que eles não têm. É bom lembrar ao moço que os aviões serão usados para defender o país, as suas fronteiras, as suas riquezas, permitindo que a FAB cumpra o seu papel constitucional.Não é mimo e nem agrado. É obrigação do Estado ter capacidade de defesa e ataque contra inimigos externos.


Por fim, Pedro Dallari não para de falar em "reconciliação nacional", como se o povo brasileiro estivesse preocupado com fatos ocorridos há dezenas de anos. A "reconciliação nacional" foi feita com a assinatura da Lei da Anistia, em 1979, que permitiu a volta dos exilados sem que muitos deles enfrentassem julgamentos por assaltos covardes, sequestros hediondos e assassinatos cometidos a sangue frio, que poderiam ter lhes rendido anos e mais anos de cadeia. 


Como bem lembra Reinaldo Azevedo, em artigo publicado hoje na Folha de São Paulo, o primeiro texto da Lei da Anistia excetuava os crimes de sangue. No entanto, foi a esquerda quem exigiu que ela fosse "ampla, geral e irrestrita", para proteger os seus assassinos. E agora querem rasgá-la, reabrindo feridas e criando uma nova divisão do país.


O silêncio das FFAA é uma manifestação de respeito à autoridade da Presidência da República. Aos Poderes da República. Não é um Pedro Dallari da vida que vai, mesmo com todo o apoio da imprensa, de muitos jornalistas que pegaram em armas para acabar com a democracia, em conluio com a elite podre da esquerda, que vai fazer uma instituição legalista se curvar diante da mentira. Que Pedro Dallari vá carpir um lote.


Dilma Rousseff participou do bárbaro assassinato do Soldado do Exército Mário Kozel Filho?


ESSA TERRORISTA MATOU O MEU FILHO
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O PROCESSO da TERRORISTA DILMA  está trancando em um COFRE no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 


O STF não deixa ninguém ler: – confissão que há algo a esconder.

PENA QUE O STF ESTÁ NAS MÃOS DO PT – LÁ ESTÁ A FICHA DE DILMA…..
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Estava no Fusca, no outro carro, ao lado do Quartel?  – Ficou no Esconderijo da VAR-Palmares?
SE  ficou no esconderijo esperando o pessoal da VAR PAlmares praticar a matança de soldados, quando viu essa foto não se arrependeu e não arrepende? até hoje? Ou quando os colegas voltaram pro esconderijo dizendo que arrembentaram o menino?



NENHUM CANAL DE TELEVISÃO JAMAIS ENTREVISTOU EM SANTA BÁRBARA DO OESTE-SP a Terezinha Kozel mãe do Mário;…Porque?  Está velhinha e vai morrer sem ser entrevistada.



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TRANCADO NO COFRE


Jornal recorre ao STF para ver processo de Dilma


Desde o início do ano, o jornal tenta ter acesso aos autos referentes à participação de Dilma em organizações da esquerda armada na época da ditadura. Porém, os arquivos foram trancados em um cofre, em abril, por decisão do presidente do Superior Tribunal Militar, ministro Carlos Alberto Soares. Ele alega querer evitar uso político do material.


O jornal entrou com Mandado de Segurança no próprio STM para ter acesso ao processo. O julgamento foi suspenso duas vezes, um por pedido de vista e o outro por questão processual. Segundo Taís Gasparian, advogada do jornal, ao adiar a decisão, o STM “viola o direito da requerente de obter a necessária e urgente decisão que lhe permita ter acesso aos autos da ação penal”.


Na ação no STF, a Folha de S. Paulo diz que Soares é uma “autoridade administrativa” e não pode, “arbitrariamente, decidir o que é levado ao conhecimento público e o que não é”. O jornal diz ainda que há uma negativa de “prestação jurisdicional” pelo tribunal.


O veículo justifica a urgência citando a “atualidade do interesse público”, já que a candidata pode se tornar a próxima presidente. Por isso, solicita acesso antes da eleição, para os leitores conhecerem o passado de Dilma.
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E já fizeram de tudo para apagar o artigo do Mário Kozel na Wikipedia escrito pelo Homem Culto, onde uma terrorista escreveu tentando se explicar.


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DILMA ROUSSEFF e FRANKLIN MARTINS em video CONFESSAM SEUS CRIMES:
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Como membro da VAR Palmares não há dúvida que participou do planejamento do bárbaro crime e não se arrependeu nem um pouco, não sentiu remorso algum como nenhum comunista sente em parte alguma do mundo.

Bolsonaro pede a prisão da terrorista Dilma Patrícia Wanda
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NOTA: Jamais leiam o site WIKIPEDIA em relação ao 1964, todos os artigos sobre 1964 da WIKIPEDIA estão controlados pelos infames comunistas.
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DILMA DEVERIA IR PARA A CADEIA, DIZEM BOLSONARO E BRILHANTE USTRA 
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O movimento armado de 31 de março de 1964, que depôs João Goulart do cargo de Presidente da República, impediu um golpe que os comunistas planejavam desencadear naquela conjuntura que julgavam oportuna, em face dos desmandos de toda ordem, sobretudo políticos e econômicos, bem como da falta de autoridade que o País mal suportava. Salomão Malina, antigo Secretário-Geral do Partido Comunista Brasileiro, em entrevista à imprensa, reconheceu que setores do PCB, com a aprovação de Luiz Carlos Prestes, conspiravam com aquele propósito, por isso que, ardilosamente, iriam aproveitar-se do clima de agitação reinante, na maior parte, provocado pelo próprio governo.



O Brasil caminhava, aceleradamente, para um desfecho imprevisível, em virtude do ambiente de desordem generalizada que se agravara a partir de 1961. Entretanto, os golpistas do “partidão” e seus aliados, mais uma vez, como já acontecera em investidas anteriores, que a história registra em cores fortes, não souberam identificar, na sociedade, a inquestionável repulsa a seus intentos de subversão da ordem e extremada violência. Dessa forma, entende-se o movimento armado de 31 de março, sem qualquer dúvida, como uma contrarrevolução que veio em socorro do povo brasileiro ameaçado seriamente pela baderna e pelo caos.


Hoje, os integrantes da frente de esquerda, que se apresenta solidamente enquistada no Poder, fiéis doutrinariamente à máxima de que os fins justificam os meios, voltam-se, especialmente, para as novas gerações, cujas mentes buscam envenenar com argumentação falaciosa, repetida à exaustão. Servem-se, largamente, de inocentes úteis, de vítimas da ignorância e de mentes corrompidas. Seus sequazes incentivam revisões da história que passam a narrar de forma distorcida, onde preponderam a mentira e a felonia. Nos postos de mando alinham-se, despudoradamente, terroristas, sequestradores, assaltantes de banco, criminosos todos, que se locupletam gulosamente de bolsas fartamente endinheiradas.


Mas, o que é sumamente grave, novas urdiduras estão em marcha acelerada, pois a partir dos anos 1980, a revolução comunista no Brasil ganhou uma nova vertente inspirada na revolução gramsciana de transição para o socialismo. Sua convivência com pensamento e a práxis política marxista-leninista de alguns partidos caracteriza uma postura tática de pluralismo das esquerdas. O êxito, já alcançado na penetração intelectual e moral do corpo social, é inegável. Chega a um estágio que se teme possa ser irreversível
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DILMA E SEU PASSADO DE GUERRILHEIRA E SEU PRESENTE DE APOIAR AS GUERRILHAS DA COLOMBIA:


FOI O GRUPO TERRORISTA QUE ELA PARTICIPAVA QUE MATOU MARIO KOZEL…. QUE ELA FEZ,, FICOU SABENDO??  PARTICIPOU DO PLANEJAMENTO… OU OQUE…
E O COFRE DO ADEMAR…. ???   O LIVRO o cofre,,, DIZ QUE ELA SE ENCARREGOU DE TROCAR OS DOLARES POR CRUZEIROS..

Dilma assaltava e roubava diz Ex-Marido: Hoje o nome da coisa é Corrupção

3 de junho de 2012
O DEBATE ESTÁ ABERTO:  Alguém aí viveu os fatos, tem esclarecimentos a dar?


não deixe de ler também: http://homemculto.wordpress.com/2010/09/19/como-dilma-roussef-roubou-o-cofre-do-governador-doutor-adhemar-pereira-de-barros/

APERITIVO ANTES:   VIDEO DE MALUF , COLLOR E SARNEY APOIANDO DILMA, E  ZÉ DIRCEU  CHAMANDO DILMA DE COMPANHEIRA DE ARMAS.

http://www.youtube.com/watch?v=KGbir75Q740


Na internet circula uma suposta carta dos pais de Mário Kozel Filho, recruta de 18 anos explodido e destruído por terroristas do grupo VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) de Dilma e Carlos Marighela.

Será que Dilma Roussef realmente estava lá para assassinar Mário Kozel Filho, no QG do II Exército em Sampa?:

ELA SÓ FICOU DE LONGE ACOMPANHANDO O QUE OS AMIGOS de VPR     faziam?
“Na madrugada de 26 de junho de 1968 estava no quartel, em serviço, quando ouviu um tiro, disparado pelo soldado Rufino, que fazia a guarda externa do quartel. Saiu para ver o que se passava e foi informado pelo soldado Rufino que o tiro foi para cima, para advertir um automóvel que, em alta velocidade, rompeu a barreira da área proibida ao tráfego de veículos.



O motorista do automóvel deve ter se assustado e colidiu com um poste. Mário, preocupado em ajudar possíveis feridos, foi até o mesmo. Ao se aproximar do automóvel acidentado, um outro automóvel passa pelo local e seus ocupantes lançam sobre o automóvel acidentado uma bomba de grande poder destrutivo. Mário teve morte instantânea, pedaços de seu corpo foram lançados em todas as direções.


http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI163171-18176,00-DILMA+NA+LUTA+ARMADA+TRECHO.html

Tirem os esqueletos da Dilma do cofre do STM.

Dilma Roussef e Mario Kozel Filho. Ela está viva. Ele está morto.
Os blogs do esgoto estão revoltados com a exigência da sociedade brasileira em conhecer quem é Dilma Rousseff. Dizem que a ficha criminal da candidata, fechada a sete chaves dentro de um cofre do Superior Tribunal Militar, deve ter sido forjada pelos torturadores militares. E, pasmem, afirmam que Dilma foi uma jovem idealista que lutou contra a ditadura. É muita canalhice. A jovem idealista está aí, leve, livre e solta, concorrendo à presidência da República. Viva. 
O soldado Mario Kozel Filho, ao contrário, que era um jovem cumprindo serviço militar, foi brutalmente assassinado pela Vanguarda Popular Revolucionária, VPR, onde Dilma era uma das líderes e planejava os atentados terroristas, segundo ela mesmo declarou várias vezes. Mário, o jovem de 18 anos, foi atingido por uma bomba lançada pelo grupo armado da Dilma e pedaços do seu corpo foram achados a 400 metros de distância. 
Dentro daquele cofre que esconde a biografia da Dilma, pode estar a resposta sobre quem matou Mário Kozel Filho. Que estes ratos do esgoto não venham com a história da jovem que lutava contra a ditadura. Estes terroristas que lutavam contra a ditadura  queriam implantar o comunismo no Brasil e assassinavam jovens em portas de quartéis.
Mário antes e depois da Dilma?

“‘Um dos ocupantes do segundo automóvel era Dilma Rousseff.”


“Não consigo entender como é possível uma assassina permanecer solta e ainda chegar aonde essa mulher chegou. Dilma e outros criminosos e assassinos, que deveriam estar nas penitenciárias, relaxam e gozam sem quaisquer preocupações, enquanto os ladrões de galinhas sofrem severas penalidades.


Agora, a exemplo do que fizeram com Lula, os marqueteiros vão tentar vender a imagem de paz e amor dessa assassina.Ainda assim, enquanto eu viver, não me calarei, até que todos saibam
.” Mário e Therezinha Kosel.

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O bravo deputado JAIR BOLSONARO pede a inclusão de Mário Kozel no livro de heróis da pátria.
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PROJETO DE LEI Nº , DE 2005


(Do Sr. ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO e JAIR BOLSONARO)

Inscreve o nome do militar Mário Kozel Filho no Livro dos Heróis da Pátria.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Será inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, que se encontra no  Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília, o nome de Mário Kozel Filho.
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICATIVA
Pela presente proposição, pretendemos inserir, no livro dos heróis da Pátria, o nome de um brasileiro que, por sua atuação como militar, prestou relevantes serviços à nação brasileira. Estamos nos referindo ao militar Mário Kozel Filho.

O  jovem Mário , conhecido em sua casa como “Kuka”, é convocado para servir à Pátria e defendê-la contra possíveis agressões internas ou externas e é designado para o Quartel General do II Exército, em São Paulo/SP.

Na mesma época, o Capitão guerrilheiro Carlos Lamarca, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, serve no 4º RI, em Quitaúna/SP.

O destino dos dois vai se cruzar tragicamente.

O soldado Kosel continua servindo, com dedicação, a Pátria que jurou defender. No dia 26/06/68, como sentinela, zela pela segurança do Quartel General, no Ibirapuera. Às 0430h, ele está vigilante em sua guarita. A madrugada é fria e a visibilidade muito pouca. Nesse momento, um tiro é disparado por uma sentinela contra uma camioneta chevrolet que desgovernada tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG.


O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo que finalmente bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se há alguém no seu interior. Há uma carga com 50 quilos de dinamite que, em segundos depois, explode e espalha destruição e morte num raio de 300 metros. Seu corpo é dilacerado. Seis militares ficaram feridos: o Cel Eldes de Souza Guedes e os soldados João Fernandes de Souza, Luiz Roberto Juliano, Edson Roberto Rufino, Henrique Chaicowski e Ricardo Charbeau. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR.


Participaram deste crime hediondo os seguintes onze terroristas: Waldir Carlos Sarapu (“Braga, “Rui”), Wilson Egídio Fava (“Amarelo”, “Laercio”), Onofre Pinto (“Ari”, “Augusto”, “Bira”, “Biro”, “Ribeiro”), Eduardo Collen Leite (“Bacuri”, “Basilio”), Diógenes José Carvalho de Oliveira (“Leandro”, “Leonardo”, “Luiz”, “Pedro”), José Araújo de Nóbrega (“Alberto”, “Zé”, “Pepino”, “Monteiro”), Oswaldo Antônio dos Santos (“Portuga”), Dulce de Souza Maia (“Judith”), Renata Ferraz Guerra de Andrade (“Cecília”, “Iara”), José Ronaldo Tavares de Lira e Silva (“Dias”, “Joaquim”, “Laurindo”, “Nunes”, “Roberto Gordo”, “Gordo”) e Pedro Lobo de Oliveira (“Getúlio”, “Gegê”).

Após a sua morte o soldado Kosel foi promovido a 3º sargento e sua família passou a receber a pensão correspondente a este posto. O Exército Brasileiro numa justa homenagem colocou o seu nome na praça de desfiles do QG do II Exército.

Mário Kosel Filho, soldado cumpridor dos seus deveres, cidadão brasileiro que morreu defendendo a Pátria, está totalmente esquecido, o nosso Projeto visa corrigir essa injustiça.


Sala das Sessões, em junho de 2005.

Deputado ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO-PRONA – SP
Deputado JAIR BOLSONARO-PP/RJ

Ameaça global: Crise hídrica em São Paulo serve de alerta para muitas outras metrópoles, INCLUSIVE BRASILIA, não é IBRAM?


Publicado em dezembro 2, 2014 por


escassez de água

O pescador Ernane da Silva olha para o vale que se estende a seus pés. No local onde pescou por três décadas agora só resta erva daninha e terra seca, ressecada pelo sol.


São Paulo sofre com a pior seca em 80 anos. A crise hídrica serve de alerta para muitas outras metrópoles: o desmatamento, as temperaturas mais altas e a expansão dos centros urbanos reproduzem este desastre em outros cantos do planeta. Matéria da AFP, no Yahoo Notícias.


“Fui um dos primeiros pescadores a chegar aqui e agora sou um dos últimos que restam”, contou Silva, de 60 anos, em meio à represa do rio Jacareí, no pequeno município de Piracaia, a 100 km da cidade de São Paulo.


“Eu pesquei aqui durante 30 anos. Como ia pensar que um dia a água acabaria?”, se perguntou com um misto de incredulidade e tristeza, refletindo sobre um problema que não afeta só a ele, mas em maior ou menor medida a milhões de paulistanos.


Vestindo roupas simples e um boné que o protege do sol forte, ele conta que deixou sua casa, nas margens da represa, e que este ano teve que ir pescar em regiões mais altas, onde ainda há água, mas que não sabe mais se no ano que vem poderá continuar fazendo isto.


– Chuvas insuficientes –
A represa de Jacareí, construída no final dos anos 1970, é uma das cinco que compõem o enorme sistema Cantareira, que abastece 45% dos 20 milhões de habitantes da região metropolitana de São Paulo.


As chuvas desta temporada úmida – de outubro a março – são insuficientes. Na região das represas da Cantareira, as chuvas foram de 90 mm, em novembro, contra uma média histórica de 161,2 mm.
“A falta de chuva foi severa neste último ano, acompanhada de altas temperaturas, tanto no verão, quanto no inverno, o que altera a evaporação das represas”, disse à AFP o meteorologista Marcelo Schneider, do oficial Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).


“E tudo piora porque, diferentemente de secas anteriores, agora a população e a demanda por água são muito maiores”, acrescentou.
Centro econômico e industrial do Brasil, São Paulo já viveu uma forte seca em 2001 e outra muito grave no começo dos anos 1960.


- Má gestão, outro vilão -
“A seca não é só um assunto climático: é importante se estamos ou não preparados para enfrentá-la”, explicou à AFP a pesquisadora Maria Assunção Silva, do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo.

Em São Paulo se juntaram a falta de investimentos e infra-estrutura para armazenar água em anos de abundância, a sobrecarga do sistema e a má gestão. Segundo especialistas, não se informou adequadamente a população e o recurso não foi racionalizado.

A Sabesp, a maior empresa de águas de São Paulo, garante ter tomado medidas e que não é necessário racionamento, o que é reafirmado constantemente pelo governador Geraldo Alckmin, reeleito em outubro.

O governo anunciou há pouco que construiria uma planta para reuso de água e novos depósitos para armazenamento.

A AFP ouviu vários relatos de cortes de abastecimento de água – sem aviso, nem planejamento – na capital, tanto na periferia, quanto no centro da cidade.

Outras cidades do estado, onde vivem 40 milhões de pessoas, racionaram água fortemente, entre elas Guarulhos e Itu, onde a Sabesp não opera.


- Menos árvores, menos chuva -
Para alguns especialistas há, ainda, uma questão chave: o desmatamento.
“A seca excepcional que a região sudeste do Brasil vive, especialmente São Paulo, já pode ser o resultado do desmatamento da Amazônia”, disse à AFP o respeitado pesquisador Antonio Donato Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
“A Amazônia exporta umidade (…) e leva chuvas ao sudeste, ao centro-oeste e ao sul do Brasil, e também a outras regiões de Bolívia, Paraguai, Argentina, a milhares de quilômetros”, explicou Nobre.
Cientistas afirmam, também, que eventos como as fortes chuvas na região Ásia-Pacífico, a maior temperatura do mar e a seca na Califórnia estão conectados e são partes de um mesmo desequilíbrio global.
Os cada vez mais populosos centros urbanos, com pouca vegetação e enormes extensões de asfalto e cimento, contribuem para este desequilíbrio.
“A sucessão de extremos chuvosos e secos veio para ficar”, alertou Maria Assunção Silva.
O pescador Ernane da Silva mantém o olhar fixo no local onde antes havia água e hoje, apenas terra. “Esta seca mudou toda a minha vida. Aqui, antes a água sobrava, estava cheio de gente pescando, nadando, aproveitando. Agora não há nada, não fica ninguém”, lamentou.

Publicado no Portal EcoDebate, 02/12/2014

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Empresa americana diz à Justiça dos EUA que pagou propina a oficiais da FAB

FOLHA


Uma empresa americana admitiu à Justiça dos Estados Unidos que pagou propina a oficiais da FAB (Força Aérea Brasileira) e ao governo de Roraima.

A companhia Dallas Airmotive, que faz manutenção de motores de avião, concordou em pagar uma multa de US$ 14 milhões por ter desrespeitado leis americanas contra corrupção em países estrangeiros.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (11) pelo jornal americano "The Wall Street Journal".


A propina foi paga entre 2008 e 2012 por funcionários e representantes da Dallas Airmotive que faziam negócios na América Latina. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou o caso e diz que a empresa agora colabora com as autoridades.


Oficiais da força aérea do Peru e de uma província na Argentina também teriam recebido propina.

Para repassar o dinheiro, foram fechados contratos com empresas de fachada, entre outros métodos.


Em nota, a FAB informou que soube do caso pela imprensa do acordo firmado entre a Dallas Airmotive e o Departamento de Justiça Americano que cita o fornecimento de propina a militares do seu efetivo.

A FAB disse que não recebeu nenhuma notificação oficial do Departamento de Justiça Americano, mas já abriu processo investigativo para apurar o fato denunciado.

A Folha não conseguiu contato com o governo de Roraima.


Comentários


E-LEITOR (667)

Espero que o governo privatize o sistema penitenciário. Este será um dos mais promissores negócios no Brasil nos próximos anos. O que tem de pi.lan.tra nesse país é impressionante!

Guriatã (3150)

Ih,mas não eram os militares que parte significativa da direita queria que tomassem novamente o poder para resolver problemas de corrupção?

Expresse e Opine (3506)

A aeronáutica estolou. Alem de taxistas de ‘autoridades e afins”, agora corrupta. Se liga japa!

Brasil: muito mais flora em risco de extinção do que se pensava


Publicado em novembro 25, 2014 por


A Mata Atlântica é um dos biomas brasileiros com maior variedade de espécies. Foto: Agência Brasil

De 43.000 espécies vegetais, mais de 2.000 estão ameaçadas


O Brasil, país mais verde da América Latina, enfrenta o paradoxo de ter muito mais flora em risco de extinção do que se havia calculado originalmente, com consequências potencialmente devastadoras para seu meio ambiente e sua sociedade.

Um estudo revela que há 2.118 espécies de plantas em vias de desaparecer no Brasil, número cinco vezes superior à previsão oficial atual, segundo os especialistas.


“Ainda precisamos conhecer o risco de extinção de 100% das 43.000 espécies da flora brasileira, mas pelo menos já temos um começo”, afirma o biólogo Gustavo Martinelli, coordenador do Livro Vermelho da Flora do Brasil (2013), que acaba de ganhar o prestigiado prêmio Jabuti de literatura.


O que significa essa descoberta para a sociedade? Martinelli responde em termos práticos: “Todas as espécies em risco de extinção trazem uma consequência econômica e social”, diz.


A obra é um esforço importante para quantificar a riqueza vegetal do Brasil e o prêmio é um reconhecimento sem precedentes à pesquisa científica na área da preservação ambiental. O estudo descreve plantas utilizadas para a fabricação de móveis, medicamentos, cosméticos e outros produtos industriais, ou simplesmente para decoração.


Extinção mais rápida que a ciência
O problema, não só do Brasil, mas de todo o mundo, é que o ritmo da extinção é muito mais rápido do que o da ciência para identificar e descobrir novas espécies.
Especialistas calculam que ainda se desconhece entre 10% e 20% das angiospermas (plantas com flores e frutos). Em contraste, a taxa de extinção é atualmente 1.000 vezes maior do que o nível registrado historicamente, dizem os autores do livro.

Além disso, até 2012 apenas 14.500 espécies globais tinham sido incluídas na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Parcialmente financiado pelo Banco Mundial e pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), o livro brasileiro abrange quatro anos de estudos e analisa 4.619 espécies, cerca de 10% das plantas nativas.

Parece pouco, mas não é. Principalmente se for levado em conta o fato de que há muito tempo não se fazia uma pesquisa tão extensa sobre a vegetação do país. A publicação mais semelhante que existia antes era Flora Brasiliensis, impressa em 1906.
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Todas as espécies em risco de extinção trazem uma consequência econômica e social Close Quotes
Gustavo Martinelli  coordenador do Livro Vermelho da Flora do Brasil

Brasil sem brasil
Uma das espécies que preocupa os especialistas é justamente aquela que deu nome ao Brasil. Utilizada por colonos portugueses para a fabricação de corantes e violinos, a madeira do pau-brasil está ameaçada há muito tempo pela destruição da Mata Atlântica, um dos sistemas com mais biodiversidade do país.

E que outras atividades acabam com a flora? Essencialmente, as práticas insustentáveis na agricultura e na construção (principalmente projetos de infraestrutura), assim como os incêndios provocados pelo homem. Juntos, esses fatores representam quase 88% das ameaças registradas no livro.

Mas, segundo Martinelli, calcular os números e os riscos é só o primeiro passo. A próxima etapa é planejar as ações mais urgentes para salvar os biomas e as espécies. Nesse sentido, está prevista para dezembro a publicação de um mapa de áreas prioritárias para a preservação da flora ameaçada.


Liderança ambiental
Há algumas semanas, a Estação Ecológica Maués, no sul da Amazônia, foi transformada em área de conservação. Depois de anos de debate, a região – que abriga primatas e 600 espécies de aves – só pode ser explorada para mineração dentro de áreas e critérios aprovados pelo governo federal.
“As áreas protegidas têm um papel fundamental no cuidado da flora e da fauna. Elas são a base de uma estratégia para a preservação das espécies para as futuras gerações”, diz Adriana Moreira, que lidera o trabalho do Banco Mundial sobre biodiversidade no Brasil.


A flora também pode ser cuidada fora das áreas de preservação, e a tecnologia tem um papel importante na recuperação das espécies mais atingidas. Hoje é possível, por exemplo, guardar sementes durante anos ou cultivar plantas em jardins botânicos até que seu habitat seja recuperado.

Apesar disso, esses trabalhos necessitam financiamento constante, o que nem sempre os pesquisadores da área conseguem.


Na floresta ou na cidade, o Brasil precisa preservar melhor suas próprias espécies. O maior país da América Latina é um dos que assinou a Convenção da Diversidade Biológica e as Metas de Aichi (2011), que obriga as nações signatárias a evitar a extinção de espécies ameaçadas.


Os signatários também se comprometem a preservar e manejar melhor sua biodiversidade. “O Brasil deve ter um papel de liderança nesse trabalho, precisamente por ser muito diverso”, conclui Martinelli. “Espero que o estudo das espécies em risco ajude o país a pensar em um padrão de desenvolvimento mais equilibrado.”
Fonte: Banco Mundial


Publicado no Portal EcoDebate, 25/11/2014

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Nova tecnologia, barata e rápida, identifica a presença do agrotóxico na água, terra e até no alimento


Publicado em novembro 25, 2014 por


Seis milhões de litros. É o volume usado em 2010 do inseticida metamidofós em lavouras mato-grossenses. Ele está no topo de duas listas: o segundo mais utilizado no estado e na classe mais perigosa à saúde. Uma gota pode matar um homem adulto. O contato com o agrotóxico pode causar paralisias, convulsões, perda de memória e levar até ao desenvolvimento do Mal de Alzheimer.

Desde 2012 seu uso foi proibido, mas ele permanece no ambiente por 10, 20 anos, atingindo terra, água, plantas e animais. Incluindo o Homem. Além disso, muitos outros defensivos agrícolas ainda ajudam a sustentar a economia do maior produtor de soja do país.

E do centro deste problema de saúde pública começam a surgir soluções. Izabela Gutierrez, em seu mestrado na Universidade Federal de Mato Grosso [UFMT], desenvolveu uma tecnologia barata e rápida para identificar a presença do agrotóxico na água, terra e até no alimento. Antes disso, os estudos precisavam ser feitos em laboratórios na região sudeste. Isso levava dez dias. Com a invenção da cacerense, o teste sai em 30 minutos.

O sensor de fato é uma pequena peça de vidro recoberta de metal e feita artesanalmente (Foto: Bruna Maciel/Voluntária Fapemat Ciência)

O perigo deste agrotóxico é que ele bloqueia uma enzima no cérebro, atrapalhando as sinapses, que são os pulsos elétricos que fazem o cérebro controlar tudo. Normalmente, esta enzima quebra algumas moléculas, gerando íons. Mas o pesticida se gruda, segura a enzima e não a deixa trabalhar. As moléculas que deveriam ser quebradas acabam se acumulando, e começa o problema.

Mas foi justamente isto que o entregou. Utilizando a mesma enzima em uma fita, é possível ver a ação do metamidofós. Se ele estiver ali, a enzima não vai trabalhar. E se ela não trabalha, vai diminuir produção de íons do mesmo jeito que acontece no cérebro. Daí é só medir e… pimba! Teste feito.

Mas será que é fácil assim medir? Pior que sim. Os íons causam uma mudança de acidez, do pH. E medidor de pH já existe há um bom tempo. O objetivo agora é compactar os equipamentos de leitura de precisão para algo semelhante a um medidor de diabetes, barato e que caiba no bolso. Alguns estudos já estão sendo feitos nos laboratórios do campus de São Carlos da Universidade de São Paulo [USP-SC]. Segundo o orientador da dissertação e professor da UFMT, Romildo Ramos, isso é perfeitamente realizável. Só falta o investimento do setor público ou privado para alavancar o processo.

Izabela conta que o processo é bastante confiável. A enzima usada [acetilcolinesterase] é bem específica. Isso significa que coisas como sujeira e outros elementos não vão alterar o resultado. Além disso, os pesquisadores fizeram mais de 50 testes e conseguiram o mesmo resultado em diferentes laboratórios na UFMT e USP-SC. Eles ainda contam que bastam novas baterias de testes e calibrações para que outros tipos de agrotóxicos possam ser também identificados.



Reconhecimento
Sábados, domingos, feriados. O expediente começa cedo e não tem hora para acabar. A marmita é o que salva nos 30 minutos de almoço. As aulas na escola pública ajudam a sustentar a pesquisa, que sofre com o financiamento ralo. Para alguns, o relato de Izabela e Romildo podem ser bem chocantes. A gestação dessa tecnologia foi de 20 meses, e repleta de duras penas. Mas valeu.

A pesquisa de Gutierrez e seu biossensor já carregam alguns títulos invejáveis. A tecnologia ainda é a única patente da UFMT, mas deve ganhar companhia logo, segundo o Escritório de Inovação Tecnológica [EIT] da universidade. É também o único mestrado de Física da universidade a publicar dois artigos em revistas internacionais. Mostras da importância deste trabalho são os convites de um grande laboratório francês e de uma pesquisadora espanhola para trabalhos em parceria.

O aparelho de medição ainda precisa ser compactado (Foto: Bruna Maciel/Voluntária Fapemat Ciência)

A tecnologia ainda não foi testada para poder ser comercializada no Brasil, mas o registro já garante que, quando ela for explorada, o dinheiro dos direitos vai ser dividido entre as instituições e pesquisadores que participaram do trabalho.

A tecnologia permite precisão nos dados obtidos (Foto: Bruna Maciel/Voluntária Fapemat Ciência)
Para o professor Romildo, a criação de produtos é fundamental para a universidade. “É nisso que deviam investir. A UFMT subiu no ranking com ajuda da patente [leia mais]. Já pensou uma indústria dessas aqui em Mato Grosso? Nós não podemos ficar dependendo só do agronegócio. E isso traz visibilidade para cá. E melhora a qualidade de vida de todo mundo”.

A imagem do inventor gênio, que tem a ideia e constrói tudo sozinho, não se encaixa muito bem na realidade. Izabela é matemática. Seu orientador é físico. Seus parceiros na pesquisa incluem médicos, químicos e biólogos. E “cada um teve um papel importante no trabalho, não dá para fazer tudo sozinha”, conta Gutierrez.

Continuidade dos trabalhos
Enquanto o financiamento não vem, os pesquisadores ficam parados? Não. Izabela agora cursa doutorado na USP-SC, onde procura aprimorar sua criação. Apesar de manter os detalhes em segredo, ela revela que a tecnologia deve se tornar ainda mais acessível e sustentável. Algo envolvendo um abacate que corta a necessidade de importar enzimas. “É, cada vez mais, uma tecnologia que vem da natureza para encontrar uma coisa que faz mal à natureza”, conta empolgada a pesquisadora.

Passando o bastão. Três gerações de pesquisadores: Izabela, estagiária de Química e o professor Romildo (Foto: Bruna Maciel/Voluntária Fapemat Ciência)

Izabela continua regularmente voltando e trazendo novos conhecimentos para a UFMT. Nesse meio tempo, Romildo fortalece o Grupo de Pesquisa em Materiais Moleculares, treinando universitários de várias áreas e alunos do ensino médio que podem dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos hoje. Segundo ele, “é preciso investir na base. “Daqui uns anos vai ter alguém para fazer mestrado nessa área, e quando ela sair, já vamos ter outro capaz de continuar”.

Fonte: Revista Fapemat Ciência

Publicado no Portal EcoDebate, 25/11/2014

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COP20: o desafio é a mudança sistêmica e não a climática. Entrevista com Luciano Frontelle


Publicado em dezembro 12, 2014 por

“Ainda temos de ver, para além de Lima e antes de Paris, quais serão as posições dos países tanto em relação às ações para mitigação quanto para adaptação, ou seja, qual será a contribuição nacional de cada um nas negociações do clima”, diz o representante da Agência Jovem de Notícias Internacional na COP-20.


Na última semana da 20ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP-20, que acontece em Lima, no Peru, as delegações dos 190 países participantes do encontro conseguiram cumprir parte dos desafios propostos ao dar início ao rascunho do texto que será discutido em Paris, no próximo ano.


Na manhã de ontem, a IHU On-Line conversou, por Skype, comLuciano Frontelle, que participa da Conferência representando aAgência Jovem de Notícias Internacional e o coletivo de jovens Clímax Brasil, que busca “tirar as mudanças climáticas do armário”.



Segundo ele, “nesta semana saiu um texto rascunho tanto do conjunto das posições dos países para Lima, quanto um rascunho de negociação para Paris. Isso já dá um novo ar para as negociações e ajuda a entender que caminho os países estão tomando”. Entretanto, pontua, “ainda é preciso esperar mais um pouco para saber que aspectos do texto vão ficar e quais serão excluídos e, nesse sentido, não dá para fazer uma avaliação agora, porque na próxima rodada de negociações, parte do que já foi acordado pode cair, e novos pontos podem ser incluídos no acordo. Mas ao menos já temos um texto que está sendo elaborado, embora em relação às metas e definições ele ainda esteja fraco”.


Frontelle informa ainda que as negociações tiveram poucos avanços, mas os países já chegaram ao consenso acerca de estabelecer 2050 como meta para neutralizar as emissões de gás carbônico, e ainda estão negociando metas de early action (ação antecipada), que devem ser postas em prática até 2020 e 2030. Sobre esse aspecto, ele chama atenção para pressões realizadas por um conjunto de cidades de governos locais que “tem pressionado para que os países assumam compromissos já para 2015, porque eles têm uma preocupação com as trocas de governo e, assim, as cidades podem conduzir as metas independentemente de quem for o prefeito”.


Luciano Frontelle esclarece ainda que o grupo reiterou a necessidade de reconhecer “o papel das cidades” na discussão sobre mudanças climáticas, porque não há como “garantir financiamentos para ações que estão além dos recursos das cidades, ou seja, não tem como cobrar compromissos de governos nacionais de ajuda às cidades para, por exemplo, melhorarem os esforços em relação à mobilidade urbana, porque grande parte das ambições das cidades é melhorar o transporte público. E boa parte das soluções para mitigar os efeitos das mudanças climáticas está nas cidades”.


Frontelle comenta também a Marcha dos Povos, realizada na última quarta-feira, e a pressão das comunidades indígenas, que propõem não somente uma discussão acerca das mudanças climáticas, mas uma “mudança sistêmica”, ao criticarem os mecanismos de financiamento que são tidos como uma alternativa ao enfrentamento das mudanças climáticas. “Isso significa que eles são contrários ao REDD, porque o mecanismo tem funcionado numa lógica em que os direitos das comunidades e dos povos tradicionais não estão sendo respeitados, porque se permite desmatar, por exemplo, e depois se compensa tal dano ambiental com um valor monetário, criando assim um precedente para que os países possam desrespeitar os direitos das comunidades. Eles estão preocupados com que as negociações entrem somente na lógica do capital e os direitos das comunidades não sejam preservados”, conclui.


Luciano Frontelle é empreendedor social e faz parte do coletivo de jovens Clímax Brasil.


Confira a entrevista.


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Foto: https://br.linkedin.com
IHU On-Line – Que avaliação faz da COP-20 até este momento? Já é possível fazer uma avaliação final da Conferência em Lima?


Luciano Frontelle – Por enquanto dá para dizer que a COP-20tinha um desafio muito grande, que era o fato de que ainda não se tinha nenhum sinal de um texto negociador para Paris, e isso era preocupante. Mas nesta semana saiu um texto rascunho tanto do conjunto das posições dos países para Lima, quanto um rascunho de negociação para Paris. Isso já dá um novo ar para as negociações e ajuda a entender que caminho os países estão tomando. De todo modo, ainda é preciso esperar mais um pouco para saber que aspectos do texto vão ficar e quais serão excluídos e, nesse sentido, não dá para fazer uma avaliação agora, porque na próxima rodada de negociações, parte do que já foi acordado pode cair, e novos pontos podem ser incluídos no acordo. Mas ao menos já temos um texto que está sendo elaborado, embora em relação às metas e definições ele ainda esteja fraco.


IHU On-Line – Quais são alguns dos consensos entre as delegações já presentes no texto que será discutido no próximo ano, em Paris?
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“O Brasil ganhou o Fóssil do dia por ter tentando dar um “jeitinho” nas negociações, ou seja, por tentar contar duas vezes a redução de emissões”


Luciano Frontelle – Por enquanto o texto trata da eliminação de emissões de carbono para a transição de energia limpa até 2050. Isso significa eliminar fontes de resíduos fósseis ou  entrar numa linha negativa de emissões em relação aos anos anteriores, até 2100. Essa questão já tem uma timeline de longo prazo, mas o texto ainda está sintético e não está definido como isso vai funcionar. Hoje o texto diz que a mitigação consiste em neutralizar as emissões de carbono até 2050 e ter uma completa descarbonização até essa data, ou emissões negativas até 2100. Algumas organizações sugerem que a meta deveria ser mais clara.


IHU On-Line – E quais são as metas assumidas para  períodos mais próximos, como 2020, 2030?
Luciano Frontelle – Essa meta de 2050 diz respeito à neutralização de emissões, mas há metas para 2030 e 2025 em relação a financiamentos, por exemplo. Essas duas semanas foram de intenções acerca dos financiamentos, e até agora já passamos os 10% da meta de 100 bilhões anuais até 2020, inclusive com a Austrália fazendo um acordo conjunto com a Bélgica nesta semana. Esperamos que o texto tenha mais conteúdo de early action (ação antecipada), que são metas até 2020.


As metas definidas até agora não estão muito claras nesse aspecto, mas o conjunto de cidades de governos locais tem pressionado para que os países assumam compromissos já para 2015, porque eles têm uma preocupação com as trocas de governo e, assim, as cidades podem conduzir as metas independentemente de quem for o prefeito.
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“Os indígenas do Brasil estão reclamando bastante por conta da falta de negociação e da truculência por causa da construção das hidrelétricas, mas aqui a delegação brasileira tem feito um discurso de que há um processo grande de consulta e de diálogo com os movimentos sociais e os indígenas”

Eles defendem ainda que se reconheça o papel das cidades na discussão sobre as mudanças climáticas, porque se não se reconhece o direito das cidades, não há como garantir financiamentos para ações que estão além dos recursos das cidades, ou seja, não tem como cobrar compromissos de governos nacionais de ajuda às cidades para, por exemplo, melhorarem os esforços em relação à mobilidade urbana, porque grande parte das ambições das cidades é melhorar o transporte público. E boa parte das soluções para mitigar os efeitos das mudanças climáticas está nas cidades.


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Foto: http://www.biologiatotal.com.br
IHU On-Line – Pode dar alguns exemplos de ações anunciadas pelos países como metas internas, as quais eles irão cumprir a fim de reduzir as emissões de CO²?
Luciano Frontelle – Os principais anúncios são em relação ao que blocos de países estão pensando em fazer.


Ontem foi divulgado o compromisso dos países do bloco do Pacífico (Peru, Chile, Colômbia e México), que trata de reduções de emissões e ações em relação às florestas e oceanos. Essa é uma boa notícia para a nossa região. Mas, por outro lado, o Peru ganhou o Fóssil do dia (a mais baixa honraria possível a ser recebida no encontro), na segunda-feira, por causa de uma lei nacional de descompatibilização do desenvolvimento com o meio ambiente.


Então, ao mesmo tempo que se têm acordos globais, há países andando na contramão.
O Brasil também foi bastante criticado no início das negociações, na semana passada, por conta do desmatamento e das emissões em alta, e ganhou o Fóssil do dia por ter tentado dar um “jeitinho” nas negociações, ou seja, por tentar contar duas vezes a redução de emissões, tanto a redução nacional quanto a redução do que vendeu como crédito; o Brasil contou as duas reduções como sendo reduções nacionais, o que está errado. Embora esse seja o momento de tentar fazer negociações internacionais, esse exemplo do Brasil mostra que os países, em suas ações nacionais, nem sempre estão contribuindo.


Os indígenas do Brasil estão reclamando bastante por conta da falta de negociação e da truculência por causa da construção das hidrelétricas, mas aqui a delegação brasileira tem feito um discurso de que há um processo grande de consulta e de diálogo com os movimentos sociais e os indígenas.


IHU On-Line – A exemplo da Alemanha, outros países se comprometeram com a transição energética para os próximos anos?
Luciano Frontelle – Não existem anúncios oficiais, mas Seul anunciou que tem feito um esforço gigante em conseguir fontes alternativas de energia para não usar energia nuclear. Eles lançaram um projeto aqui na COP-20 no sentido de desenvolver uma série de ações para que, a partir da participação das pessoas, se consiga ter energia suficiente para deixar de usar energia nuclear.


Tenho acompanhado ainda a importância da educação no processo de formação das pessoas para discutir as questões climáticas, e essa questão está relacionada com o artigo 6º da  Plataforma de Doha, sobre a participação das pessoas; ou seja, como as pessoas se envolvem no processo tanto de comunicar as ações de mudanças climáticas, como podem se envolver para o desenvolvimento concreto de ações.


Temos o incentivo da Polônia e de outros países para que se possa elaborar também um texto nesse sentido no acordo final da COP-20. Por outro lado, no texto elaborado até então em relação às INDC (posições nacionais), não está claro como se dará a participação da sociedade civil nas ações que os governos nacionais irão adotar em relação às suas metas, às emissões, planos de ação, planos de mitigação. Essas questões devem ser definidas pelos países do Anexo I no início do ano que vem e pelos demais países no começo do primeiro semestre do ano que vem.


Também não está claro no texto atual quais devem ser os padrões dessas posições, porque até o momento a regra é que cada país anuncia sua contribuição nacional, mas tem de ser feito um acordo para que essas contribuições nacionais tenham um padrão para que se possa fazer uma comparação entre as nações para medir quanto cada país tem avançado em relação aos demais.


Portanto, ainda temos de ver, para além de Lima e antes de Paris, quais serão as posições dos países tanto em relação às ações para mitigação quanto para adaptação, ou seja, qual será a contribuição nacional de cada um. Por isso, estamos alertas a como será abordada essa questão no texto da COP-20, ou seja, se vai haver ou não um padrão de comparação entre os países.


IHU On-Line – Qual foi o discurso do Brasil durante a COP-20 em relação às medidas que vai adotar nos próximos anos para enfrentar as mudanças climáticas e transição energética?
Luciano Frontelle – Por enquanto o Brasil focou bastante na proposta que havia feito antes da COP-20, acerca das responsabilidades iguais, porém diferenciadas, que está estabelecida nos círculos concêntricos.


Ontem ocorreu uma reunião de delegação a qual não pude acompanhar, mas, pelo que pude ver, mais anunciaram as reduções que foram alcançadas de 2004 para cá, do que fizeram novos compromissos e acordos. Na reunião de delegação antes daCOP-20, o Ministério do Meio Ambiente se limitou a dizer que o Brasil está dentro das metas acordadas no Protocolo de Kyoto, citando o caso do desmatamento, por exemplo, e as demais reuniões foram para discutir o que o país quer dizer com a diferenciação de responsabilidades ou o que isso quer dizer em questão de compromissos e posições. Além disso, o Brasil não fez nenhum novo posicionamento em relação a metas.


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“A mensagem principal da Marcha foi dada pelos indígenas, que têm se posicionado contra o mecanismo REDD plus. O discurso deles é em torno de uma mudança sistêmica e não somente climática”

IHU On-Line – Como o acordo entre China e EUA repercutiu na COP-20?
Luciano Frontelle – Fizemos essa pergunta para a delegação brasileira e a resposta foi de que o Brasil vê esse acordo como positivo, como um caminhar para o enfrentamento das mudanças climáticas, porém, desde que isso também reflita em ações dos dois países dentro dos compromissos que envolvem as negociações, porque uma coisa é eles fazerem um acordo bilateral, fora das negociações, e outra coisa é a posição oficial dentro das negociações. Então, desde que o acordo reflita e não influa no enfraquecimento do processo da Convenção, pode ser positivo, porque se começam a surgir acordos fora da Convenção, pode gerar um descrédito em relação a todo o processo que está sendo feito até aqui.


IHU On-Line – Como foi a Marcha dos Povos realizada em Lima na quarta-feira? Qual foi o discurso dos indígenas e movimentos sociais que participaram?
Luciano Frontelle – A mensagem principal da marcha foi dada pelos indígenas, que têm se posicionado contra o mecanismo REDD plus. O discurso deles é em torno de uma mudança sistêmica e não somente climática. Isso significa que eles são contrários ao REDD porque o mecanismo tem funcionado numa lógica em que os direitos das comunidades e dos povos tradicionais não estão sendo respeitados, porque se permite desmatar, por exemplo, e depois se compensa tal dano ambiental com um valor monetário, criando assim um precedente para que os países possam desrespeitar os direitos das comunidades. Eles estão preocupados com que as negociações entrem somente na lógica do capital e os direitos das comunidades não sejam preservados.


A marcha teve a presença das comunidades indígenas da Amazônia brasileira e do Peru, além de ONGs ambientais. Foi uma marcha plural, mas a mídia reclamou do trânsito ao invés de noticiar o conteúdo da marcha; noticiou os incômodos que a manifestação gerou, embora a marcha estivesse anunciada há mais de seis meses. De todo modo, a marcha foi pacífica, com mais de 10 mil pessoas, certamente; as pessoas manifestaram que esperam mais ambições nas negociações e querem que se preservem os direitos das pessoas que não são ouvidas, além de criticarem a mercantilização das negociações, tendo em vista que participam da COP-20 as grandes corporações do petróleo.


IHU On-Line – Diante das negociações feitas até agora, qual a expectativa para o encontro de Paris, que vai discutir o texto que substituirá Kyoto em 2020?
Luciano Frontelle – Houve um processo de ratificação da emenda referente ao segundo termo de Kyoto e como isso se relaciona com as negociações, mas espera-se que Paris seja o marco de acordos mais ambiciosos tanto em relação às reduções como em relação a soluções de uma transição justa para energias renováveis e limpas. Para Paris, entre as várias coisas que se esperam, esperamos compromissos claros e transparentes para saber como a sociedade civil de cada país poderá participar tanto da implementação quanto da participação da tomada de decisão de como esse caminho será iniciado.

(Por Patricia Fachin)


(EcoDebate, 12/12/2014) publicado pela IHU On-line, parceira editorial do EcoDebate na socialização da informação

Boa noticia!!Noruega deixará de subsidiar a caça de focas Caça não foi proibida, mas pode acabar a partir do fim do subsídio.


France Presse   12/12/2014 10h36

Subsídios significam até 80% das receitas do setor da pesca de foca


Da France Presse
 Caçador leva foca depois de caçada na Noruega (Foto:  David Boily/AFP) Caçador leva foca depois de caçada na Noruega (Foto: David Boily/AFP)
A Noruega deixará de subsidiar a caça de focas, uma decisão que pode colocar fim a uma atividade muito controversa no país, indicou nesta sexta-feira (12) um parlamentar norueguês.


A maioria dos deputados votou na noite de quinta-feira pela supressão a partir de 2015 do subsídio anual de 12 milhões de coroas (1,3 milhão de euros) ao setor.


"É preciso ressaltar que o parlamento não decidiu proibir a caça de focas, mas tememos que a caça desaparecerá com o fim dos subsídios", disse à AFP Geir Pollestad, presidente da comissão parlamentar pelo Comércio e a Pesca, que se opunha à supressão.


"O setor está em uma situação difícil desde que o comércio com a UE de produtos derivados da foca foi detido", explicou.


Segundo a direção de pesca, os subsídios significam até 80% das receitas do setor da pesca de focas.
Em 2010, a UE instaurou um embargo sobre os produtos derivados da caça comercial de focas na Noruega (que não é membro da União) e no Canadá, uma medida justificada pelas "preocupações morais do público" frente aos cruéis métodos de caça.


As focas costumam ser caçadas com fuzis e "hakapiks", garrotes com um gancho na ponta.
Resultado de imagen para caça aos bebes foca


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Comentario


Parece que no Canadá também foi proibida a caça.Leiam a reportagem abaixo:

A caça às focas canadense está morta! Vida longa às focas!

por Paul Watson 
30 janeiro 2012
 

“Eu gostaria de ver as seis milhões de focas, ou qualquer que seja o número delas que está lá fora, mortas e vendidas, ou destruídas, ou queimadas. Eu não me importo com o que acontece com elas. Se houvesse um mercado para mais focas, os comerciantes de focas estariam caçando e matando focas. Os comerciantes de focas… não podem vendê-las, porque o mercado não está lá. O que eles querem é o direito de sair e matar as focas…. e quanto mais eles matarem, mais eu vou amar isso”.
 

Comentário cruel e absurdo feito pelo Sr. John Efford, ex-ministro federal canadense de Recursos Naturais e ex-Ministro das Pescas para a província de Newfoundland (só pode ser maluco para dizer algo semelhante!)


Paul Watson com o bebê Foca Harp
Paul Watson com o bebê Foca Harp


Eu tenho lutado contra a caça às focas canadense desde 1974. Tem sido uma estrada longa e difícil, depois de quase quatro décadas. Durante esse tempo conduzi navios no gelo seis vezes, em 1979, 1981, 1983, 1998, 2005 e 2008. Eu conduzi três campanhas de helicóptero, em 1976, 1977 e 1995.


Durante este tempo, nós perseguimos embarcações de caçadores de focas para fora do gelo, bloqueamos navios de caçadores de focas no porto, navegamos por quilômetros sobre as condições traiçoeiras do gelo, confrontamos oficiais canadenses da pesca e da Polícia Royal Canadense Armada, debatemos com os senadores, membros do Parlamento, premiês de Newfoundland, Ministros das Pescas e Primeiros-Ministros. Temos levado para o gelo celebridades como Brigitte Bardot, Richard Dean Anderson e Martin Sheen, e temos trabalhado para ter produtos de foca proibidos em todo o mundo.

Nós fomos detidos, espancados pela polícia e por caçadores, perdemos um navio, e fomos difamados por todo o Canadá como eco-terroristas, extremistas, e traidores.


Nós até inventamos uma alternativa livre de crueldade. O governo rejeitou a nossa alternativa. O governo queria que as focas morressem.


Mas, no final, nós ganhamos!

A matança de focas canadense está comercialmente morta, e ela não terá lugar no século 21. Esta indústria, bárbara e anacrônica, está sendo jogada na lata do lixo da história que ela pertence. Finalmente, depois de uma vida inteira de luta para acabar com ela, este constrangimento obsceno está, para todas as intenções e propósitos – morto.

Há meio século atrás, quando eu tinha dez anos, eu vi uma foca golpeada até a morte na praia da minha nativa New Brunswick, no Golfo de St. Lawrence. Se tornou meu sonho, em seguida, colocar um fim a isso, e este sonho se tornou realidade. No ano passado, em um ataque ridículo de melindre, a Ministra federal canadense das Pescas, Gail Shea, definiu a cota de matança de 400.000, apesar de saber que não havia mercado viável para este produto cruel e ecologicamente destrutivo. A matança real foi inferior a 10% disto, em 38 mil filhotes de foca.


Os caçadores podem querer matar focas, mas eles também são práticos o suficiente para saber que não faz muito sentido matá-las se não houver mercado para as peles. No ano passado, toda a indústria faturou menos de um milhão de dólares, e custou aos contribuintes canadenses muito mais em subsídios, relações públicas e serviços de quebra-gelo para os assassinos de focas. Nos últimos anos, a matança comercial das focas tem sobrevivido como um sistema de bem-estar glorificado, apoiado por políticos entregando-se a todos os tipos de acrobacias teatrais para promovê-la, variando em servir carne de foca no refeitório do Parlamento, ao Governador-Geral afundando seus dentes em um coração de foca cru com sangue escorrendo pelo queixo.

Graças ao fato de que produtos derivados de foca estão proibidos nos EUA, Europa e Rússia, o mercado mundial faliu.

Foi uma luta muito longa, e o crédito disto vai para muitas organizações e indivíduos que lutaram tanto tempo e tão apaixonadamente para conseguir esta vitória para essas belas criaturas: o falecido Cleveland Amory e o Fund for Animals, Brian Davies e o International Fund for Animal Welfare, Rebecca Aldworth e a Humane Society dos Estados Unidos, Brigitte Bardot e a Brigitte Bardot Foundation, PETA, a Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals, Harp Seals.org, e às tripulações apaixonadas que me acompanharam no gelo pela primeira vez com o Greenpeace, em 1976 e 1977, e depois disso com a Sea Shepherd Conservation Society.

Foi uma luta que começou nos anos sessenta, e agora o abate comercial terminou, e serão apenas mais alguns anos até que a matança recreativa dos selvagens sádicos nas Ilhas Magdalen do Quebec e alguns postos de Newfoundland acabe.

Acompanhamos o governo canadense e os governos do Quebec, Prince Edward Island, Nova Escócia e Terra Nova. Acompanhamos a indústria de peles canadense e norueguesa, e a Associação de Peles de Foca Canadense. Nós os desafiamos e através de determinação, paciência e perseverança, enfrentamos os assassinos, ano após ano, utilizando a arma mais poderosa e eficaz já inventada – a câmera. Através de recursos visuais, através de dramatizações, e através da mídia, deixamos o mundo ciente desta atrocidade contra a fauna marinha, e os mantivemos cientes, lembrando o público internacional que nunca a nossa paixão pela causa morreu. Ano após ano nós estávamos de frente com os assassinos, e ano após ano nos tornamos mais fortes, enquanto os assassinos ficaram mais fracos.

No próximo mês, o governo canadense voltará a anunciar alguma quota de matança ridiculamente alta, seguido por ofertas de subsídios (bem-estar, por exemplo) em sua busca patética contínua para manter viva a matança de focas em face de uma condenação praticamente universal.
Não importa. Eles falharão. A escrita está agora na parede, e não haverá mais caça às focas.
Nós ganhamos. As focas ganharam. A caça às focas canadenses está morta!
Vida longa às focas.

Agora temos de parar a matança de focas sul-africana, na Namíbia.


Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

'Marcha dos Povos' concentra multidão em evento paralelo à COP 20


  10/12/2014 14h51

Grupo se reuniu na região central de Lima, capital do Peru.
Passeata é parte da Cúpula dos Povos e 'pressiona' conferência climática.


Eduardo Carvalho Do G1, em Lima
Grupos civis fazem marcha em Lima nesta quarta-feira (10) (Foto: Eduardo Carvalho/G1)Grupos civis fazem marcha em Lima nesta quarta-feira (10) (Foto: Eduardo Carvalho/G1)
COP 20 - entenda o caso (Foto: G1)
Eneida Chavez levou a filha, a pequena Lucero, para a Marcha dos Povos, em Lima (Foto: Eduardo Carvalho/G1) 

Eneida Chavez levou a filha, a pequena Lucero,
para a Marcha dos Povos, em Lima


Uma passeata pelo centro de Lima, no Peru, representou nesta quarta-feira (10) os desejos da sociedade civil de atitudes contra a mudança climática já em curso no mundo.


O evento é uma das principais atividades da Cúpula dos Povos, que ocorre em paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 20). Os diplomatas e cientistas reunidos no evento da ONU até o dia 12 de dezembro têm a missão de chegar ao “rascunho zero” de um acordo multilateral, que obriga as nações a cortar emissões de gases-estufa a partir de 2020.


Inicialmente, cerca de 2 mil pessoas se concentravam para dar início à passeata, segundo informações da polícia local. Uma das integrantes da marcha, que ocuparia as principais ruas da região central da capital peruana, era Eneida Chavez, que levou a filha, a pequena Lucero.


"Quero defender o meio ambiente para o futuro da minha família. Moro na Amazônia peruana e as águas estão contaminadas. Não estamos de acordo com projetos de desenvolvimento previstos para a região da floresta", disse ela.


Francisco Jaminawa, da aldeia San Paulino, no Acre, disse que seu grupo exige a demarcação de terras feita pelo governo brasileiro e é contrário aos projetos de Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal). "Isso traz muitas complicações para os indígenas", disse ele.


Proposta do Brasil é alterada
Nesta semana, a proposta do Brasil para acalmar o debate sobre a culpa histórica das emissões dos gases-estufa (que aumentam a temperatura do planeta) sofreu alteração no primeiro rascunho apresentado na COP 20. A mudança não agradou os negociadores brasileiros em Lima, no Peru.

O conceito, chamado de "diferenciação concêntrica", teve sua versão original modificada e, segundo organizações sociais, passou a beneficiar apenas os países desenvolvidos. Para o negociador-chefe do Brasil na COP 20, José Antonio Marcondes de Carvalho, o conceito foi mencionado "de um jeito incorreto". Na prática, deixa de ser considerada a proposta de divisão de obrigações entre os países. “Estamos trabalhando para recuperá-lo”, explicou.

O projeto brasileiro colocava os países em três níveis. Em cada um deles havia um “menu" de critérios para diminuir as emissões. Nações desenvolvidas ficariam no círculo central e teriam que fazer cortes em todos os setores da economia. Os emergentes, como Brasil, China e Índia, ficariam no segundo nível, com mais opções para frear o aquecimento. Países vulneráveis, como os Estados-ilha, não empreenderiam grandes ações e estariam no terceiro nível.

Segundo o Itamaraty, a proposta flexibiliza o conceito de "responsabilidades comuns, porém diferenciadas". Isso significa que um país que "ficar rico" deverá trocar o nível de compromisso e fazer mais pela causa do clima.
Manifestantes tomaram as ruas da região central de Lima, no Peru (Foto: Eduardo Carvalho/G1)Manifestantes tomaram as ruas da região central de Lima, no Peru
Durante a marcha, vários grupos com instrumentos musicais animavam os participantes (Foto: Eduardo Carvalho/G1)Durante a marcha, vários grupos com instrumentos musicais animavam os participantes

Secretário de Estado dos EUA cobra ação rápida de países na COP 20


  11/12/2014 19h45

John Kerry disse que não há tempo de discutir 'quem precisa fazer mais'.
Secretário pede agilidade na criação de acordo contra mudança climática.

Eduardo Carvalho Do G1, em Lima
John Kerry discursa na COP 20, em Lima (Foto: Reprodução/UNFCCC) 
O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, durante discurso na COP 20, em Lima
COP 20 - entenda o caso (Foto: G1)
O secretário de Estado americano John Kerry ressaltou nesta terça-feira (11), na COP 20, que não há tempo para os negociadores debaterem qual país precisa fazer mais pela redução das emissões de gases-estufa, principal entrave nas discussões diplomáticas em torno de um novo acordo global.
Ele ainda cobrou das nações ricas e em desenvolvimento mais ações para reduzir os impactos da mudança climática.

Kerry discursou em Lima, no Peru, no penúltimo dia da Conferência do Clima das Nações Unidas. uma "quase palestra" sobre os efeitos do clima no mundo, que teve na plateia jornalistas e delegados, incluindo o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, ele tocou em um dos principais problemas das negociações, o princípio das "responsabilidades comuns, porém diferenciadas".

A discussão em torno do tema impede um avanço significativo para o novo tratado. O acordo, ainda desenhado na capital peruana, terá que ser assinado em 2015 e entrar em vigor em 2020.

"Simplesmente não temos tempo para sentar e discutir de quem é a responsabilidade, ela é de todo mundo", disse ele. "Todas as nações têm a responsabilidade de fazer sua parte se quisermos passar nesse teste. E apenas aqueles que contribuírem terão o direito de exigir resultados... se você é uma grande nação e não faz parte do esforço, então você é parte do problema”, complementou.


Um dos poucos nomes de peso a comparecer na Conferência de Lima, Kerry ressaltou ainda o compromisso dos Estados Unidos em cortar até 83% das emissões de gases do país até 2050, meta prometida em 2009, em Copenhague, e ressaltou que os EUA vão honrar o compromisso de diminuir as emissões entre 26% e 28% até 2025, em relação a níveis de 2005.

A promessa foi feita no mês passado, em anúncio realizado com a China, que também se prometeu reduzir a quantidade de gases lançados na atmosfera até 2030. “É o suficiente? Não. Mas é um início. Estamos encorajando outros países que estão prontos a nos seguir”, disse ele.

"Nenhum país sozinho, nem mesmo os EUA, pode resolver esse problema ou bancar essa conta sozinho, é impossível. Mesmo se todos os americanos parassem de usar carros, usassem apenas energia solar e reduzissem drasticamente suas emissões, isso seria insuficiente. O mesmo vale para a China ou a Índia. Simplesmente não é suficiente um pais reduzir se outros continuam", complementou.

Todas as nações têm a responsabilidade de fazer sua parte se quisermos passar nesse teste. E apenas aqueles que contribuírem terão o direito de exigir resultados... se você é uma grande nação e não faz parte do esforço, então você é parte do problema"

John Kerry, secretário de Estado dos EUA
Mais de países em desenvolvimento
Kerry também cobrou mais ação do bloco em desenvolvimento. "Se uma ou duas grandes economias falharem, já é suficiente para atrapalhar todo o resto.  É claro que nações industrializadas têm grande responsabilidade, mas isso não isenta os outros, os países em desenvolvimento. É difícil, entendemos, mas mais da metade da emissão vem de lá... Se eles optarem por energia do passado, estarão perdendo a chance de criar a economia do futuro", explicou Kerry.

Ele comentou que as fontes de energia como carvão e petróleo, consideradas "do passado", são mais baratas atualmente, mas que é preciso pensar nos custos a longo prazo. "É caro fazer a transição, mas é preciso fazer a verdadeira matemática, considerar os custos envolvidos na reconstrução de lugares devastados, os danos materiais e os gastos com saúde", afirmou o secretário.

Para ele, a mudança climática é uma das maiores oportunidades de crescimento econômico do mundo em todos os tempos. “A ciência nos mostra que existe uma janela. Há tempo de mudar nossa rota e mudar os eventos, Mas a janela está se fechando rapidamente”. O secretário finalizou o discurso dizendo que "um acordo abrangente em Paris não é uma opção, é uma necessidade”.