O delegado da Polícia Civil de Castelo do Piauí, Laércio Evangelista, afirmou em entrevista ao
G1 que
o crime contra as quatro adolescentes ocorrido na noite da quarta-feira (27) foi "cruel e muito bárbaro".
De acordo com ele, as garotas sofreram várias agressões e ainda foram
arremessadas do alto de um penhasco com mais de 10 metros de altura (
assista ao vídeo acima).
(Correção: O G1 errou ao informar que altura do penhasco era de cinco metros. A informação foi dada pelo delegado Laércio Evangelista e retificada em seguida. A informação foi corrigida às 19h04).
"Foi um crime muito bárbaro e cruel. Eles cortaram os pulsos das
meninas, furaram mamilos e olhos e depois ainda as arremessaram de cima
de um morro", disse o delegado. Segundo ele, as garotas ainda foram
amarradas antes de sofrerem a violência sexual.
De acordo com a polícia, cinco homens participaram do crime. Quatro
deles, todos menores de idade, já foram apreendidos e conduzidos para a
delegacia da cidade de Campo Maior, a 78 Km de Teresina. Um outro
suspeito ainda está foragido e a polícia realiza buscas na região para
tentar prendê-lo.
Moradores pediram justiça durante virgília em frente à delegacia (Foto: Catarina Costa/G1)
Ainda de acordo com o delegado Laércio Evangelista, a polícia descobriu
o crime contra as adolescentes quando investigava um assalto a um posto
de combustíveis ocorrido na sexta-feira (22).
Durante as buscas por um dos criminosos foragidos no assalto, a polícia encontrou duas motos abandonadas no mato.
Gilberto Albuquerque, diretor do HUT
(Foto: Ellyo Teixeira/G1)
"Nós levamos essas motos para a delegacia e pouco depois familiares das
meninas chegaram para registrar o desaparecimento. Ao ver as motos, os
parentes reconheceram que eram as mesmas que as meninas andavam e aí
começamos as buscas", disse o delegado.
Estado grave
Segundo ele, a própria polícia encontrou as adolescentes. As jovens
foram levadas para o hospital da cidade e logo depois transferidas para o
Hospital de Urgência de Teresina (HUT). De acordo com a direção do
hospital, são duas garotas de 17 anos, uma de 16 e outra de apenas 15
anos.
Conforme boletim médico divulgado pelo hospital às 12h, uma das
adolescentes está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela teve
traumatismo craniano e chegou a perder parte da orelha. A garota também
apresenta sangramento na barriga e os médicos tentam controlar a
hemorragia.
Ainda de acordo com o boletim, outra garota sofreu afundamento da face
do lado direito e também passou por cirurgia no pescoço. A adolescente
que teve múltiplas lesões no couro cabeludo e ainda por todo o corpo
está sob efeito de analgésico.
A única das garotas consciente ainda fala pouco e será transferida para um hospital particular por decisão da família.
"O estado em que essas meninas chegaram aqui nos assustou bastante.
Todas foram vítimas de muitas lesões. Uma delas ainda está na UTI porque
teve traumatismo craniano. Uma das meninas chegou a ficar com a face
desfigurada", relatou o diretor do HUT, Gilberto Albuquerque.
Trabalho dos peritos
Cerca de dez peritos do Instituto Médico Legal (IML) foram ao Hospital
de Urgência de Teresina para realizar exames. Segundo o diretor do IML,
Antônio Nunes, material genético foi encontrado nas unhas das garotas, o
que para ele indica que as vítimas lutaram com os agressores.
"Ainda não temos como precisar qual o instrumento usado nas agressões.
Pode ter sido paus, pedras ou só socos. Há possibilidade de elas terem
sido arrastadas antes de serem jogadas ou que tenham sido agredidas em
um outro local e depois jogadas. Mas nós temos constatações graves,
sendo que uma das adolescentes possui lesões sérias internada na UTI.
Seguramente as meninas sofreram muito nas mãos dos suspeitos", explicou.
Cidade revoltada
Nesta manhã, o governo do estado divulgou uma nota lamentando o fato e
manifestando solidariedade às famílias das adolescentes. A
vice-governadora Margarete Coelho esteve no Hospital de Urgência de
Teresina (HUT) e disse que as vítimas estão sendo acompanhadas por uma
equipe que envolve médicos, psicólogos e assistentes sociais.
Moradores revoltados atearam fogo em frente à delegacia (Foto: João Pedro/Portal Mais Castelo)
"Todas estão em estado de choque e ainda não relataram aos familiares e
para os policiais o que de fato aconteceu. Pelas características desse
crime não se trata só de um estupro, mas de tentativa de homicídio",
disse.
Além do Grupamento da Polícia Militar de Castelo, foram deslocados para
a cidade três outras equipes, além do Gerente de Policiamento do
Interior, delegado Willame Moraes para dar apoio ao trabalho do delegado
regional, Laércio Evangelista.
Revoltados com a brutalidade do crime, moradores de
Castelo do Piauí
protestaram na frente da delegacia da cidade. Os protestos continuaram
nesta quinta-feira (28). De acordo com o delegado Laércio Evangelista, a
população cobra justiça.
"A população está em alvoroço cobrando justiça em frente à delegacia",
disse o delegado. Segundo ele,
os quatro menores apreendidos são
conhecidos na cidade e já possuem diversas passagens pela polícia. O
outro foragido é um ex-presidiário.
'Usavam drogas e queriam matar', diz delegado que investiga crime no Piauí
Delegado contou que suspeitos confessaram crime e contaram os detalhes.
Jovens estavam no morro usando drogas quando avistaram as adolescentes.
O delegado da Polícia Civil do Piauí Laércio Evangelista contou nesta
quinta-feira (28) que os jovens apreendidos suspeitos de amarrar,
violentar e estuprar quatro adolecentes em
Castelo do Piauí,
a 190 km de Teresina, tinham a intenção de matá-las.
Ainda de acordo
com o delegado, dois dos suspeitos confessaram o crime e contaram, em
depoimento, os detalhes sobre a ação criminosa. Os jovens responderão
pelo ato infracional correspondente ao crime de tentativa de homicídio e
nenhum deles constituiu advogado de defesa até a publicação desta
matéria.
As vítimas foram levadas para o hospital da cidade e logo depois
transferidas para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT). De acordo
com a direção do hospital, são duas garotas de 17 anos, uma de 16 e
outra de apenas 15 anos. Uma delas está em estado grave na Unidade de
terapia Intensiva.
O delegado Laércio Evangelista afirmou que os jovens contaram à Polícia
Civil que estavam no morro e, como de costume, usavam drogas, quando
perceberam a movimentação das adolescentes. Sob o efeito dos
alucinógenos, os suspeitos cometeram os crimes, considerado pelo
delegado como bárbaro e cruel.
"Em depoimento, eles contaram que estavam usando drogas no morro quando
avistaram as meninas, utilizaram cordas de rede e as amarraram em
árvores do morro, violentando-as. Utilizaram facas e as cortaram,
posteriormente, jogando as garotas de cima do morro. Queriam matá-las e
por isso vão responder pelo crime", contou.
A polícia chegou até os suspeitos através de um dos adolescentes que
foi apreendido. Ele confessou o crime e delatou os outros jovens
envolvidos. Por conta disso, foram apreendidos outros três menores e
existe um maior de idade foragido. A Polícia Civil o identificou como
Adão José de Sousa, suspeito de ter assaltado um posto de gasolina há
uma semana.
"Após o assalto ao posto de combustível, nós tivemos a informação de
que ele poderia estar no Centro de Castelo do Piauí, e nas buscas sobre o
suspeito, nós encontramos as motos das meninas no morro. Quando
trazíamos para a delegacia, recebemos a visita dos familiares das
vítimas que contaram ter reconhecido as motos. Ao voltar no morro,
encontramos esse crime bárbaro", disse.
Uma multidão se aglomerou em frente a delegacia de Castelo do Piauí (Foto: Catarina Costa/G1)
Ainda de acordo com o delegado, a investigação trabalhou inicialmente
com a ótica de sequestro, mas ao chegar no local, perceberam o resultado
da ação dos criminosos. "Fazendo rondas e buscas, encontramos as
meninas desacordadas e violentadas. Sobre o outro suspeito que ainda
está foragido, não temos informações sobre a sua localização, mas
estamos em buscas para tentar encontrá-lo e prendê-lo. Pedimos reforços
da polícia civil e militar", disse.
Quatro adolescentes já foram apreendidos. O delegado contou ainda que
dois deles confessaram o crime e que no depoimento contaram
detalhadamente o crime. Os suspeitos não conheciam as vítimas.
Estado de saúde
Conforme boletim médico divulgado pelo hospital às 12h, uma das
adolescentes está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela teve
traumatismo craniano e chegou a perder parte da orelha. A garota também
apresenta sangramento na barriga e os médicos tentam controlar a
hemorragia.
Ainda de acordo com o boletim, outra garota sofreu afundamento da face
do lado direito e também passou por cirurgia no pescoço. A adolescente
que teve múltiplas lesões no couro cabeludo e ainda por todo o corpo
está sob efeito de analgésico.
A única das garotas consciente foi transferida para um hospital particular por decisão da família.
"O estado em que essas meninas chegaram aqui nos assustou bastante.
Todas foram vítimas de muitas lesões. Uma delas ainda está na UTI porque
teve traumatismo craniano. Uma das meninas chegou a ficar com a face
desfigurada", relatou o diretor do HUT, Gilberto Albuquerque.