quinta-feira, 23 de julho de 2015

República da roubalheira: gráfica ligada ao PT girou R$ 67 milhões em 5 anos.Enquanto nadam em milhões, em bilhões, a Dilma recomenda aos brasileiros honestos que "apertem os cintos".Para os corruptos ligados ao PT bilhões de reais, para o povo "apertar o cinto".Isso é socialismo?Isso é igualdade, oportunidade para todos?Enquanto os corruptos compram mansões, carros de luxo, etc... nossas escolas não têm esgotos, os hospitais não têm lençóis, nem anestesistas, as salas de operações estão fechando.ISSO SE CHAMA INJUSTIÇA SOCIAL!!


A gráfica Atitude é controlada pelos pelegos do Sindicato dos Bancários de SP e foi usada para captar propinas para o Partido Totalitário. Aliás, o tesoureiro Vaccari está na cadeia justamente por ter profundas ligações com a tal gráfica:

Relatório de Inteligência Financeira da Operação Lava Jato mostra que a Editora Gráfica Atitude, sob suspeita de ter sido usada para captar propinas para o PT, movimentou 67,7 milhões de reais entre junho de 2010 e abril de 2015.

A gráfica, controlada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo - entidade ligada ao PT -, é alvo de uma investigação da Polícia Federal que atribuiu ao ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro do esquema Petrobrás.

O Relatório de Inteligência foi produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e anexado aos autos da Lava Jato na última segunda-feira. O documento integra o dossiê de indiciamento do empresário Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da maior empreiteira do país, a quem a Polícia Federal imputa os mesmos crimes de Vaccari e também organização criminosa e crime contra a ordem econômica.

Os investigadores suspeitam que existam relações da Odebrecht com a Gráfica Atitude. Um dos fatos registrados no relatório do delegado Eduardo Mauat da Silva é um jantar organizado pelo empreiteiro em sua residência, em 2012, a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Despertou a atenção dos investigadores da Lava Jato, o fato de que entre empresários e banqueiros foram convidados dois sindicalistas, administradores da gráfica - Juvandia Morandia Leite, presidente do Sindicato dos Bancários, e Sérgio Aparecido Nobre, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, reduto sindical que celebrizou Lula nos anos 70.

Inteligência - A devassa nas contas da Atitude revela que entre agosto e 2008 e janeiro de 2010 a empresa Observatório Brasileiro de Mídia - da qual Juvandia consta como presidente - recebeu 833.000 reais da gráfica, por meio de quarenta operações bancárias.

O documento revelou ainda que 17,95 milhões de reais foram depositados em espécie na conta da Editora Gráfica Atitude, por meio de 137 operações, entre dezembro de 2007 e março de 2015, pelo Sindicato dos Bancários.

A Atitude caiu no radar da PF desde que o empresário Augusto Ribeiro de Mendonça, um dos delatores da Lava Jato, declarou que em 2010 o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto - preso desde abril de 2015 sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro -, pediu a ele que "doasse" 2,4 milhões de reais para o PT por meio de depósito em conta da gráfica.

Segundo Mendonça, um contrato assinado entre uma empresa dele, a Setec, com a Gráfica Atitude estipulou o repasse de 1,2 milhão de reais, em pagamentos mensais de 100.000 reais.

Quebra de sigilo bancário da gráfica ligada ao PT apontou a existência de depósitos que totalizaram 2,25 milhões de reais, entre 2010 e 2013 nas contas da Gráfica Atitude, oriundos de três empresas controladas pelo delator, Projetec Projetos e Tecnologia, Tipuana Participações e SOG Óleo e Gás.

A análise das movimentações bancárias encampa o período em que as empresas de Mendonça fizeram repasses ao PT via gráfica, a pedido de Vaccari. O ex-tesoureiro do partido foi um dos dirigentes do sindicato dos bancários.

Segundo o documento de inteligência financeira, os débitos, entre 2010 e 2015, totalizaram 33,88 milhões de reais, dos quais 8,31 milhões de reais por meio de 1.861 TEDs, DOCs e transferências entre contas, 7,3 milhões de reais constando como pagamentos diversos, 7,09 milhões de reais para quitar 1.257 depósitos e 5,85 milhões de reais pagos pela compensação de 1.592 cheques.

Defesas - A assessoria de Juvandia Moreira Leite, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, não retornou contatos da reportagem.

O criminalista Luiz Flávio Borges D'Urso tem reiterado taxativamente que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto jamais pediu propinas.

O PT afirma que todas as doações que recebeu tiveram origem lícita e foram declaradas à Justiça eleitoral.

A Odebrecht sustenta que não participou do cartel de empreiteiras na Petrobras e que nunca pagou propinas.

Quando teve seu nome citado por Augusto de Mendonça, a gráfica Atitude, por meio de seu coordenador de planejamento editorial, Paulo Salvador, afirmou que nunca tratou de patrocínios para a empresa do lobista com o tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Salvador, contudo, evitou responder ao ser questionado sobre a delação do executivo, que afirmou ter depositado valores na conta da gráfica a pedido de Vaccari. "Não recebemos nenhuma demanda da Justiça ainda."

Na ocasião, ele afirmou que a Atitude não pertence ao PT ou à CUT, mas possui uma "afinidade política" com a sigla nos temas que aborda em suas publicações. (Veja.com).

15/07/2015 18h53 - Atualizado em 15/07/2015 22h12

Carros de luxo apreendidos de Collor são de empresa da qual ele é sócio

Ferrari e Lamborghini estão em nome da empresa Água Branca Participações.


Veículos superesportivos foram apreendidos na Casa da Dinda, em Brasília.

Do G1, em Brasília, e do G1 São Paulo
A Ferrari e a Lamborghini apreendidas pela Polícia Federal (PF) em uma das casas do ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL), em Brasília, estão registradas em nome de uma empresa da qual ele é sócio majoritário. Os dois carros de luxo foram financiados pela Água Branca Participações Ltda. junto ao Bradesco Financiamentos e acumulam juntos dívidas de IPVA que somam aproximadamente R$ 335 mil.


A companhia, sediada em São Paulo, está registrada em nome de Collor e da esposa dele, Caroline Serejo Medeiros Collor de Mello como uma holding de instituição não financeira. Essas holdings podem exercer funções de gestão e administração dos negócios das empresas de um grupo ou de uma pessoa. Segundo dados da Receita Federal, Caroline é sócia- administradora da empresa.
Na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral na eleição do ano passado, Collor informou que possui R$ 1.350.000 em cotas da Água Branca Participações, cujo capital social total é de R$ 1.377.000. Como declarou a participação societária na empresa, o ex-presidente não precisaria detalhar bens pertencentes à companhia.


O parlamentar de Alagoas declarou na eleição de 2014, contudo, que possui, em seu nome, 13 veículos automotores (veja a lista completa ao final desta reportagem). Os carros registrados em nome de Collor vão desde veículos populares até superesportivos como uma Ferrari 612 Scaglietti ano 2005 avaliada em cerca de R$ 815 mil.


Investigado pela Procuradoria Geral da República por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras, Collor foi alvo nesta terça-feira (14), na mais recente fase da Operação Lava Jato, de mandados de busca e apreensão em suas residências na capital federal e em Alagoas. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


A Ferrari vermelha apreendida pela PF nesta terça-feira (14) na Casa da Dinda, propriedade de Collor que foi usada como residência oficial da Presidência na época em que ele comandou o Palácio do Planalto, é o modelo 458 Italia, ano 2010, modelo 2011. A edição de 2015 deste superesportivo custa R$ 1,95 milhão e o carro tem dívida de IPVA de quase R$ 86 mil.
Lamborghini do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) é levado apreendido por agentes da PF da Casa da Dinda, residência do senador e antiga residência oficial da época que ele foi presidente, no Lago Norte, em Brasília (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)Lamborghini Aventador é levada da Casa da Dinda
por polciais. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Já a Lamborghini azul apreendida é o modelo Aventador LP 700-4 Roadster, 2013/2014, avaliada em R$ 2,5 milhões. O veículo também tem uma dívida de IPVA de R$ 250 mil.


Além da Ferrari e da Lamborghini, os agentes também levaram da Casa da Dinda para a superintendência da PF no Distrito Federal um Porsche Panamera preto, ano 2011, modelo 2012. O Porsche foi emplacado em Maceió.


Da tribuna do Senado, Collor afirmou nesta terça que a operação da PF foi "espetaculosa" e midiática". Na visão dele, a busca e apreensão solicitada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi truculenta e "extrapolou" todos os limites do estado democrático de direito e da legalidade.


"Uma operação espetaculosa, midiática, com vários helicópteros, dezenas de viaturas, absolutamente desnecessários, e maldosamente orquestrada pelo PGR, com único intuito mesquinho e mentiroso de vincular a uma investigação criminosa, bens e valores legalmente declarados e adquiridos nos anos, ou antes, de qualquer investigação, muito antes do suposto cometimento de pretensos crimes maldosamente a mim imputados.", reclamou o parlamentar alagoano na tribuna.


Veja os 13 veículos registrados em nome de Collor declarados ao TSE:


- BWW 760IA
- Kia Carnival
- Ferrari Scaglietti
- Toyota Land Cruiser
- Mercedes E320
- Toyota Hilux (duas unidades)
- Volkswagen Gol 1.6 Rallye
- Citröen C6
- Cadilac SRX
- Hyundai Vera Cruz
- Honda Accord
- Land Rover

Quanto mais se mexe na lama, mais petistas aparecem.Segundo a Polícia Federal há tambem envolvimento de Aloizio Mercadante e do ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli no Petrolão.

República podre: Mercadante e Gabrielli atolados no petrolão. 

Segundo perícia da Polícia Federal em troca de mensagens de presidente da maior empreiteira do País e executivos sobre contrato de navios-sonda, há envolvimento de Aloizio Mercadante e do ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli, o homem de Lula na empresa:

Análise da Polícia Federal de troca de e-mails entre o presidente da Construtora Norberto Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, e executivos do grupo indicam suposta tentativa da maior empreiteira do País de apresentar propostas com preços majorados em contratos de navios-sondas para a Petrobrás. As mensagens citam os nomes do ministro-chefe da Casa Civil Aloizio Mercadante (PT-SP) e do ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli como contatos políticos da empreiteira alvo da Operação Lava Jato nas negociações. Na ocasião da troca de e-mails de Odebrecht, em 2011, Mercadante ocupava o cargo de ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação.
“Foram identificadas, por parte do Grupo Odebrecht, especialmente do executivo Marcelo Odebrecht, ações com o objetivo de exercer influência política para obtenção de êxito na celebração de novos contratos com a Petrobrás”, conclui o Laudo 1476/2015, subscrito por três peritos criminais federais do Setor Técnico Científico da PF.
Em e-mail de 7 de janeiro de 2011, às 8h57, Marcelo Odebrecht escreveu. “Quanto a Petrobrás precisamos saber quem é que decide este assunto, e a estratégia para influencia-lo. No que tange a influenciar temos varios caminhos (mais ou menos eficazes), mas precisamos ter cuidado com a reação de Estrela (Guilherme Estrela, ex-diretor da Petrobrás) e equipe a esta pressão pois uma coisa é influenciar na construcao de uma solução desde o inicio, outra é pressão para reverter uma decisão tomada.
“Junto ao Estrela vejo importante a conversa de vocês (importante saber tb feedback conversa Mercadante – me acionem se não conseguir obter do Luiz Elias). Posso tambem pedir a Mercadante um reforco”, afirmou Odebrecht na mensagem.
“Por fim tem o proprio Gabrielli como ultima tentativa, que poderia fazer. Ele não gosta da gente (Suzano, Quattor, sondas), mas a tese é boa e talvez quem sabe?”
O laudo tem 19 páginas. Assinam o documento os peritos criminais federais João José de Castro Vallim, André Fernandes Brito e Audrey Jones de Souza. O documento, anexado aos autos da Lava Jato, analisa material apreendido na 14ª fase da Operação Lava Jato – batizada de Erga Omnes, de 19 de junho – em poder de dois de seus alvos, o empresário Marcelo Odebrecht e o executivo Roberto Prisco Ramos.
Nas conversas entre 2010 e 2011, que incluem dois outros executivos presos da empreiteira, Rogério Araújo e Márcio Farias, o tema tratado é os sete contratos de navios-sonda, usados para exploração de petróleo em alto mar, nos campos do pré-sal.
Os contratos foram fechados em 2011 com a Sete Brasil – empresa criada pela Petrobrás, com fundos e bancos – para fornecer 29 equipamentos, pelo valor total de US$ 25,5 bilhões, para a estatal.
lava jato email MO mercadante e gabrielli
Delatores da Lava Jato afirmaram que os contratos envolveram propina de 1% destinada ao esquema de corrupção na estatal, via PT. O Estaleiro Enseada Paraguaçu (EEP), do Grupo Odebrecht, foi um dos contratados.
“A partir desse material identificou-se elementos que demonstram a tentativa da Odebrecht em apresentar propostas comerciais com preços majorados, relativas a contratos para prestação de serviços de operação de sondas, em prejuízo da Petrobras”, atesta o laudo da PF.
As trocas de mensagens analisadas pela PF se dão em dois momentos do contrato. O primeiro no final de 2010, quando a contratação ainda seria feita diretamente com a Petrobrás, no término do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e o segundo em 2011, já no governo Dilma Rousseff.
“Notou-se em meio ao material apreendido uma sequência de comunicações que dizem respeito a influências políticas por parte do Grupo Odebrecht, em especial, através da figura de seu presidente, Marcelo Odebrecht, no tocante à contratação para construção dos navios sondas.”
As trocas de mensagens analisadas pela PF ocorreram em dois momentos do contrato. O primeiro no final de 2010, quando a contratação ainda seria feita diretamente com a Petrobrás, no término do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e a segundo em meados de 2011, já no governo Dilma Rousseff.
‘Italiano’. ‘Italiano’. A PF rastreia uma pessoa chamada pelos interlocutores dos e-mails de “italiano” ou ‘Itália’, apontada como peça fundamental para se chegar à comprovação de suposta interferência política nos contratos de navios-sondas da Sete Brasil. Essa pessoa aparece nas conversas dos executivos, nas duas etapas do contrato.
No e-mail enviado por Odebrecht no dia 7 de janeiro de 2011, em que ele cita Mercadante e Gabrielli, o presidente da empreiteira fala sobre o comportamento daqueles que “exerciam alguma influência” na Petrobrás no início do governo Dilma Roussef. O empreiteiro refere-se à Petrobrás pela sigla PB.
“Acho que o italiano perdeu eficacia na PB, na verdade acho que todos aqueles que exerciam alguma influência na PB estao com as barbas de molho neste inicio de governo, ainda mais na área do Estrela. Vale tb trocar ideia com Rogério sobre tentar obter outros apoios a nossa tese “nacional”, até mesmo junto a outros diretores.”
Nas conversas, o presidente da Odebrecht e seus executivos falam também sobre encontros com o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque – indicado pelo PT no esquema de corrupção na estatal.
Em e-mail de 4 de abril de 2011, Rogério Araújo comunica Odebrecht que esteve com o ex-diretor de Serviços Renato Duque – preso pela Lava Jato – e que estão “ainda concluindo processo das 19 sondas para afretamento.”
“Mencionou q tem compromisso com PT de ficar no cargo de Diretor até solucionar a contratação destas 21 sondas.”
encontro duque compromisso pt
Gabrielli. Gabrielli. No dia 12 de maio de 2011, o empreiteiro Marcelo Odebrecht relata uma reunião em que tratou da contratação das sondas e recebeu informações a respeito do negócio. A PF ainda busca identificar todos os participantes da reunião. Na mensagem, o empreiteiro preso da Lava Jato diz que ‘ela trouxde o tema sondas’
Eram 18h quando o executivo Rogério Araújo envia um e-mail perguntando se “foi boa a conversa?”
Às 22h05, Odebrecht respondeu. “2hs e 45min! Temas principais a pedido
dela: TAV, Aeros e Arenas. Fora as Arenas (nao por nossa culpa) foi bem positivo. Estavam LC e Itália.”

O presidente da Odebrecht acrescenta que no final da conversa, sem citar a interlocutora, comentou sobre o “pre-sal” e a Odebrecht Óleo e Gás (OOG).
“(No inicio da reuniao ela tinha dito por iniciativa própria que soube recentemente da OOG). Ai ela trouxe o tema sondas / estaleiro (queixou-se do nosso preço não competitivo das 7 sondas e falou da proposta da PB de nova licitação)”, escreveu o empreiteiro.
“Ela disse que com esta nova licitação a PB queria introduzir novos entrantes (chineses, etc) pois queria quebrar a ‘rigidez dos custos locais’”.
O tema da mensagem, então, volta a ser o “italiano” e mais uma vez é feita menção, segundo acredita a PF, ao nome de Gabrielli – dessa vez por suas iniciais.
“No final da reuniao Itália saiu comigo (e voltou depois) para me perguntar se eu estava ok com as mudancas para nova licitacao (para afretamento) pois amanhã ia ter conversa com JSG. Eu disse que sim, que seria uma alternativa para sair do impasse, com a OOG ganhando sondas de afretamento com a Set e contratando o estaleiro.”
Segundo o laudo da PF, as trocas de e-mails são do período da primeira etapa, anterior à licitação para contratação da construção e operação das sondas diretamente com a Petrobrás.
Primeira fase. Um dos primeiros e-mails que tratam dos contatos políticos é de 17 de dezembro de 2010. Nele, o então executivo da Odebrecht Rogério Araújo – preso em Curitiba – é avisado por Roberto Prisco Ramos sobre suposta orientação de “MBO”, que para a polícia é Marcelo Bahia Odebrecht.
“MBO tinha me provocado sobre a conveniência de realizar algum contato político para realçar a conveniência da nossa proposta, como a única com adequado conteúdo nacional, etc. Eu relutei, por temer que esta pressão pudesse “backfire”, dada a sensibilidade do Diretor. A situacao, porém, se agravou e acho que vale a pena correr o risco, porque, se nada acontecer, vamos perder a encomenda que é muito relevante”, informa Prisco Ramos. “O que voce acha? Existiria algum politico com acesso a GE? O “Big Wolf” teria este acesso??.” (Continua no Estadão).

Câmara já está com 12 pedidos de impeachment de Dilma (defendido por 62% dos brasileiros)


O 12º pedido foi entregue ontem à noite e é assinado por Bruno Antônio Martins de Guimarães e Adolfo Sachsida (meu amigo de lutas liberais e professor de economia em Brasília). 


A Câmara dos Deputados recebeu na noite de terça-feira, 21, mais um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.  Este é o 12º requerimento apresentado desde fevereiro deste ano. Assim como os outros 11 requerimentos, este também apresentava erros de formatação e o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), determinou que o texto seja reescrito em até dez dias.

"Representa em desfavor da presidente da República, Dilma Vana Rousseff, tendo em vista haver elementos jurídicos para que seja proposto e admitido o 'impeachment' perante a Câmara dos Deputados e Senado Federal", diz a ementa o requerimento apresentado.

O pedido de impeachment é assinado por Bruno Antônio Martins de Guimarães e Adolfo Sachsida. Nas redes sociais dos dois signatários, há textos críticos ao governo e convocações para as manifestações contrárias ao governo previstas para agosto. Sachsida aparece como signatário de um outro requerimento apresentado em maio.
Na expectativa de ter cada vez mais pedidos de impeachment protocolados, Cunha determinou que, tão logo requerimentos fora da formatação cheguem à Câmara, a Secretaria-Geral da Mesa encaminhe aos autores requerimento de adequação dos textos. Na última sexta-feira, 17, horas depois de anunciar seu rompimento com o governo, Cunha determinou que se solicitasse adequações a todos os autores. O presidente da Câmara já anunciou que o Congresso analisará no segundo semestre as contas do ano passado do governo Dilma. Cunha afirmou na semana passada que a Casa fará um julgamento "político".
Dos requerimentos apresentados até o momento, apenas um foi feito por parlamentar. Jair Bolsonaro (PP-RJ) apresentou pedido de impeachment em 13 de março. O deputado também teve que fazer adequações em seu pedido. (Estadão).
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Venha para as ruas e consiga o que há um ano parecia impossivel! Manifestações do dia 16 de agosto marcarão a data do enterro do governo Dilma


O segundo governo Dilma, aliás, nasceu morto, vítima de corrupção, incompetência administrativa, maquiagens etc. Post do jornalista Augusto Nunes:


Vítima de corrupção generalizada, falência dos truques econômicos, insuficiência mental e raquitismo administrativo, o segundo mandato de Dilma morreu nos trabalhos de parto, E a hora do enterro chegou, acaba de avisar a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes. Os mágicos de picadeiro foram demitidos pelo povo cansado de embuste. Lula é derrotado em todas as simulações da sucessão presidencial. O índice de popularidade de sua afilhada é menor que a taxa de inflação. Oito em cada dez brasileiros acham o governo ruim ou péssimo. Mais de 60% querem que Dilma abandone o emprego.

O que falta para a consumação do sepultamento? Falta apenas que a imensidão de descontentes troque o conforto das pesquisas pelas ruas. No dia 16 de agosto, os brasileiros milhões de manifestantes de mostrar publicamente que a ressurreição da esperança só será possível com o encerramento da Ópera dos Farsantes.
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Grupo é preso por grilagem em Planaltina.E a grilagem das quadras 13 e 25 do Park Way quando vai ser removida?


 Atualização: 22/07/2015 às 20:39:00


De acordo com a Polícia Civil, nove dos acusados possuem antecedentes criminais por crimes como estupro e homicídio

 
Nesta quarta (22), um grupo de 25 pessoas foi preso em flagrante por parcelamento irregular do solo, na Quadra 21 do setor Buritis IV, em Planaltina. Nove dos acusados possuem antecedentes criminais por crimes como estupro e homicídio.


A ação foi realizada pela Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema), juntamente com a Polícia Civil. "É uma área de proteção ambiental que era devastada pelos barracos".


"Quando os policiais chegaram, se depararam com vários objetos, inclusive barbante, usados para demarcar os lotes. No total, havia 50 barracos", explicou o delegado-chefe da Dema, Ivan Dantas. Segundo o delegado, uma denúncia anônima deu início à investigação e os suspeitos permaneceram em silêncio no momento da prisão.


Eles irão responder por dano ambiental e parcelamento irregular do solo, com pena que varia de um a cinco anos de reclusão.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Comentário

Os grileiros da quadra 13 do Park Way são protegidos por um deputado do PMDB que ainda não foi cassado não sei porque.Ele acoberta abertamente esses invasores, inclusive foi na Administração Regional do Park Way há cerca de dois anos interceder pelos mesmos.A ilegalidade no DF é feita às escancaras!. As quadras 13 e 25 do Park Way pertencem à Reserva da Biosfera do Cerrado protegidas pela UNESCO.Nem assim o governo dá às mesmas a proteção adequada.

Nossa esperança é o Rollemberg

Anonimo


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Crise econômica: a coisa é muito mais feia do que se imaginava – e vai piorar

22 de julho de 2015



Geraldo Samor, do blog “Veja Mercados”, postou o seguinte (trechos abaixo) sobre um documento (paper) que circula entre empresários, investidores e analistas:
É bem pior do que você imagina. Um artigo de nove páginas escrito por três economistas com trânsito junto à academia, empresários e políticos está causando choque e depressão em quem o lê. Em “O ajuste inevitável,” Mansueto Almeida Jr., Marcos Lisboa e Samuel Pessôa tentam quantificar, pela primeira vez, o aumento do gasto público já contratado para os próximos 15 anos.


Até 2030 — ou seja, antes que um brasileiro nascendo este ano possa votar — o gasto anual do Estado brasileiro terá subido 300 bilhões de reais, uma aumento de 20 bilhões de reais por ano. (…) O ‘paper’ de Almeida, Lisboa e Pessôa destrói a análise superficial que diz que o problema fiscal brasileiro é apenas uma questão de ajustar a rota depois de alguns anos de gastos exorbitantes. Se o desafio conjuntural chega a ser paralisante, o problema estrutural das contas públicas é mortal.


Os economistas mostram que, desde 1991, a despesa pública cresce a uma taxa maior do que a renda do País, em parte porque o Estado está sempre distribuindo novos benefícios a grupos organizados.” (grifos nossos)
A íntegra (em pdf) está aqui.


É aterrador. Mas ao mesmo tempo é fundamental e necessário que enfrentemos a realidade, encaremos os fatos, sem fugir do que está por vir. Isso não é alarmismo, mas a pura e simples realidade. E só se resolve um problema quando se sua real dimensão é conhecida.

Por que é difícil confiar em Janot

22 de julho de 2015


Rodrigo-Janot

Prólogo

Em 11 de abril de 2006, numa jogada de aparente coragem, Antonio Fernando de Souza, então procurador-geral da república, apresentou denúncia contra 40 pessoas envolvidas naquilo que o próprio site da câmara dos deputados já chamava de Mensalão. Contudo, apesar de a lista conter ex-parlamentares, ex-ministros, políticos (alguns petistas, inclusive), funcionários públicos, empresários e publicitários, chamou atenção a ausência do nome do principal beneficiado pelo esquema, o ainda presidente em primeiro mandato, Luiz Inácio Lula da Silva.



Mas não é de Fernando de Sousa que Joaquim Barbosa reclama, em 2011, quando busca provas para incriminar José Dirceu e não as encontra no material entregue pelo Ministério Público. Qualificado pelo relator do Mensalão de “deficiente”, o trabalhado chegou assinado por Roberto Gurgel, mais um procurador-geral da república que estranhamente parecia aliviar para os petistas. Porque o PT precisava de tempo para indicar ao STF os exatos 6 ministros que votariam e virariam o placar pela inocência dos mensaleiros acerca do crime de formação de quadrilha.
Roberto Gurgel nunca conversou diretamente com o ministro do STF, Joaquim Barbosa, relator do caso. Pior: os 12 pedidos de diligência feitos tardiamente pelo procurador-geral em dezembro acabaram por atrasar o calendário previsto por Barbosa.
Que Joaquim Barbosa fez o possível para condenar os responsáveis pelas compras de voto no primeiro mandato Lula, é um feito facilmente reconhecível. Mas o jurista Ives Gandra alertava que, pela teoria do “domínio de fato”, saiu impune o topo da cadeia de comando: Lula.
Pela teoria do domínio do fato, o maior beneficiário era o presidente Lula, o que vale dizer que se trouxe a teoria pela metade.

A Lista de Janot

Em 26 de fevereiro de 2015, soube-se que Rodrigo Janot, atual procurador-geral da república, e José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça de Dilma, reuniram-se secretamente às vésperas da apresentação da denúncia por parte do Ministério Público naquilo que hoje chamamos de Petrolão. E não era a primeira vez. Quem aceita a versão do PGR acredita que, nesse encontro, falou-se sobre “um projeto de lei de iniciativa conjunta da PGR e do ministério que cria uma subprocuradoria para tratar especificamente do combate a corrupção”.



Fato é que, em 6 de março, finalmente soube-se sobre quem tanto Janot oferecia denúncias. Semelhante ao ocorrido em 2006, a lista envolvia parlamentares e ex-parlamentares (alguns petistas, inclusive), ex-ministros, vice governadores e presidentes, tanto do senado como da câmara dos deputados. Mas, dentre os 21 inquéritos abertos, nada constava contra a pessoa no topo da cadeia de comando, a presidente da república, Dilma Rousseff.

Dois pesos, duas medidas

Não que ela não surgisse nas delações conhecidas até então. A dificuldade era  haver desculpas para as 11 citações recebidas. Quando se tratava de crimes cometidos antes de receber a faixa presidencial, Janot alegava estar “impossibilitado, pela Constituição, de investigar Dilma“. Quanto ao crime cometido durante o mandato, ou seja, a ciência de que R$ 2 milhões do Petrolão teriam sido canalizados para a campanha presidencial de 2010, “foi foco de contradição” entre Paulo Roberto Costa e – atenção – Alberto Youssef.



A contradição, no entanto, não impediu que a investigação partisse para cima do parlamentar que mais derrotas ocasionava ao PT. Enquanto o próprio Julio Camargo negava em delação premiada, o mesmo Alberto Youssef, que livrava a cara de Dilma, acusava Eduardo Cunha, já presidente da câmara, de arrancar propina do lobista. Na ocasião, Janot fez o que todo cidadão brasileiro espera do salário que lhe banca e partiu para descobrir a verdade. Ao ponto de em maio cogitar pedir a anulação da delação que inocentava o deputado.

A Lava Jato de Brasília

Trata-se de um escândalo tão grande que as forças já se dividem para dar conta de tudo. Mas a verdade é que o juiz Sérgio Moro segurou ao máximo a investigação em Curitiba. Porque sabia que, subindo ao STF, perderia o controle da situação? É o que a maioria acredita. Do contrário, já teria deixado rolar a nomeação dos parlamentares envolvidos desde os primeiros instantes.



Na última semana, noticiou-se o que seria mais uma das etapas da curitibana Lava Jato. Mas, por nascer dos tais 21 inquéritos abertos por Janot, pode ser facilmente entendida como a brasiliense Politeia. Curiosamente, nesta investida, poupou-se os nomes dos petistas envolvidos. Os alvos foram principalmente os parlamentares do PP e PMDB, além de pessoas ligadas à presidência do TCU. Ou, caso prefiram, o parlamento (que poderia abrir um processo de impeachment de Dilma Rousseff) e o TCU (que poderia dar base a esse pedido).

Moro pressiona Camargo

Mas a Lava Jato seguiu trabalhando. Na última semana de junho, convenceu Julio Camargo a rever o que dizia sobre José Dirceu, do contrário, pela provas obtidas em outros depoimentos, teria cancelado o prêmio pela delação concedida. É quando o empreiteiro, segundo reportagem da Folha, passa a temer que seus relatos ao Ministério Público lá em Brasília caiam também por terra. E voa para se encontrar com Rodrigo Janot, que desde maio já cogitava pedir a anulação da confissão do lobista.
Questionado novamente pelos procuradores de Brasília, e preocupado depois do que ouvira em Curitiba, Camargo aceitou prestar novo depoimento, em que confirmou a história de Youssef e detalhou seus encontros com Cunha e outros operadores.

Discursos afinados

Mas o movimento mais estranho ocorre após as mudanças de depoimentos. Julio Camargo abre mão dos serviços de Beatriz Catta Preta, que o assessorava desde o ano passado, e contrata Antonio Figueiredo Basto, o mesmo advogado do doleiro Alberto Youssef.



O conteúdo que incrimina Cunha só veio à tona na última quinta-feira, já sob a tutela de Basto, no que Youssef e Julio Camargo voltam a Curitiba para conversar com Moro. É o juiz quem pergunta se o motivo da denúncia tardia seria o medo de ameaças. É quando Camargo confirma. Mas as explicações são confusas, ele chega a dizer que apenas aos poucos entende como funciona a delação premiada. Mais incisivo é o depoimento do doleiro, que também diz sofrer ameaçasde um pau mandado” do presidente da câmara dos deputados.

Sabotagens?

A OAS quer anular a delação premiada assinada por Paulo Roberto Costa. O motivo vem de uma divergência entre o dito por ele e, vejam só, Alberto Youssef. Quem estaria falando a verdade? Quem estaria querendo sabotar quem?



Não seria este o primeiro envolvimento do doleiro com um fato obscuro que poderia colocar em risco a saúde da Lava Jato. É Alberto Youssef quem encontra uma escuta clandestina na própria cela. Um dos delegados que teriam plantado a escuta seria José Alberto de Freitas Iegas, que, segundo O Antagonista, nove dias antes de confessar-se à CPI da Petrobras, havia sido promovido ao cargo de “Assessor Técnico do Chefe de Gabinete da Secretaria Nacional de Segurança Pública”, no Ministério da Justiça. O mesmo Ministério da Justiça de José Eduardo Cardozo. O mesmo Cardozo que se encontrou com Dilma e Lewandowski às escondidas em Portugal pouco antes da deflagração da Politeia. O mesmo Cardozo que havia se encontrado às escondidas com Rodrigo Janot às vésperas da abertura dos inquéritos que dariam vida à mesma Politeia.

Epílogo

É difícil confiar em Janot porque seus esforços não parecem estar a serviço do cidadão. Porque, para cada investida contra o PT, parece haver sete vezes mais sede em atacar os adversário do partido. E, em meio a mais este 7 a 1, é preciso lembrar o óbvio de que o Ministério Público é público. É do povo e ao povo, não a um partido específico, deve servir.


Em 2006, o então procurador-geral da república abriu mão de investigar o então presidente da república. E a consequência mais desastrosa daquela omissão elegeu-se presidente do Brasil quatro anos depois.


Hoje, passados nove anos, fica cada vez mais evidente a mesma falta de interesse de se investigar a presidente Dilma Rousseff. E quem se arrisca a prever quais serão as consequências de mais essa omissão?
* * *
Marlos Ápyus escreve no Implicante às terças. Siga-o no Twitter.
Texto originalmente publicado no Ápyus.Com

Referências utilizadas

  1. Câmara dos Deputados, 2006 Ministério Público denuncia 40 envolvidos com mensalão
  2. Estadão, 2014 Análise: As operações aritméticas do ministro Joaquim Barbosa
  3. Estadão, 2011 Prescrição do crime de formação de quadrilha esvazia processo do mensalão
  4. G1, 2014 Por 6 a 5, Supremo absolve do crime de quadrilha Dirceu, Genoino e mais 6
  5. Folha, 2013 Dirceu foi condenado sem provas, diz Ives Gandra
  6. Folha, 2015 Janot se reúne com Cardozo às vésperas de denunciar políticos ao STF
  7. Época, 2015 Operação Lava Jato: Os nomes na lista de Janot enviada ao STF
  8. Folha, 2015 Dilma foi citada 11 vezes nos depoimentos de delatores da Lava Jato
  9. Época, 2015 Procurador-geral da República cogita pedir anulação da delação de Júlio Camargo
  10. Folha, 2015 A guinada do delator
  11. YouTube, 2015 Depoimento de Julio Camargo à Justiça – Parte 2
  12. G1, 2015 Youssef diz sofrer intimidação de ‘pau mandado de Cunha’ em CPI
  13. G1, 2015 Advogado da OAS pretende anular delação de Paulo Roberto Costa
  14. G1, 2015 Policiais dizem à CPI que escuta em cela de Youssef era ilegal
  15. O Antagonista, 2015 Plantando dá
  16. G1, 2015 Fora da agenda, Dilma tem encontro reservado com Lewandowski em Portugal
  17. Folha, 2015 Ministro da Justiça teve encontro secreto com procurador no exterior

República podre em chamas: deputado pede acareação de Dilma com Youssef.


O líder do PSC na Câmara, André Moura, requereu acareação envolvendo a presidente búlgara, além de seus asseclas.  


Represália de Cunha ou não, gosto de ver essa República de araque em chamas. Duvido que Dilma vá enfrentar acareação - o que prova que vivemos numa República podre, um esgoto a céu aberto criado pelo lulopetismo:

Deputado próximo ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o líder do PSC, André Moura (SE), protocolou na tarde desta terça-feira, 21, requerimentos de acareação envolvendo a presidente Dilma Rousseff e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Secretaria de Comunicação).
Os requerimentos pedem acareação da presidente da República com o doleiro Alberto Youssef e dos ministros com o do dono da UTC, Ricardo Pessoa, na CPI da Petrobrás, comandada por outro aliado de Cunha, o deputado Hugo Motta (PMDB-PB).
A solicitação ocorre uma dia depois de o presidente da Casa afirmar que aceita ficar cara a cara com Julio Camargo, mas também lançou a provocação para a presidente e os ministros participarem de acareação com Youssef e Ricardo Pessoa, da UTC.
Os requerimentos de acareação vêm como resposta a ameaças feitas por parlamentares governistas de pedirem uma acareação entre o presidente da Câmara e o lobista Julio Camargo, que acusou Cunha de pedir propina no valor de US$ 5 milhões. A delação ampliou a crise entre Executivo e Legislativo. Na última sexta-feira, 17, Eduardo Cunha anunciou que havia rompido com o governo. Deputados do PT e do PSOL já informaram que pediriam a acareação envolvendo o peemedebista.
Para que as acareações ocorram, elas precisam ser aprovadas pela CPI.
Motta já marcou as oitivas de J.W.Kim, presidente da Samsung Heavy Industry no Brasil, e Shinji Tsuchiya, da Mitsui, para 5 de agosto, na volta do recesso parlamentar. No dia seguinte, está marcada a acareação entre Youssef e Paulo Roberto Costa.
Citações. Citado pelo delator Julio Camargo, que disse ter sido pressionado por Cunha para pagar US$ 5 milhões em propina referente a contratos de navio-sonda, e também pelo doleiro Alberto Youssef, que apontou o parlamentar como beneficiário de propinas e também disse que Cunha estava ameaçando sua família Eduardo Cunha está na mira da Lava Jato, que rastreia movimentação de contas no exterior utilizadas pelos operadores que teria sido usadas para repassar dinheiro para o deputado.
Já Edinho Silva e Aloizio Mercadante teriam sido citados, segundo a revista Veja, pelo dono da UTC Ricardo Pessoa em sua delação, que ainda está em segredo de Justiça. Mercadante teria recebido R$ 250 mil da empreiteira via esquema de desvios na Petrobrás que também teria sido utilizado para as doações oficiais à campanha de Dilma no ano passado. Na época, Edinho Silva era o tesoureiro da campanha presidencial do PT.
A presidente Dilma também chegou a ser mencionada pelo doleiro Alberto Youssef, que afirmou, sem provas, que ela e o ex-presidente Lula tinham conhecimento do esquema de propinas na estatal. O procurador-geral da República Rodrigo Janot entendeu que não caberia investigação contra Dilma, pois a citação era relativa a um período em que ela não era presidente e que, portanto, não pode ser investigada. (Estadão).
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Lamaçal do petrolão lulista chega ao exterior: depois de Portugal, Peru também vai investigar.


Em Portugal, as autoridades já fazem cruzamento entre as operações do ex-premier, prisioneiro José Sócrates, amigo de Lula, e as empreiteiras do petrolão (notícia divulgada em primeira mão por este blog). Agora é a justiça peruana que está preocupada com a corrupção que se espraiou para lá. Ah, só não haverá investigações em Cuba e nas ditaduras africanas, por razões óbvias. Nenhuma surpresa, também: Zé Dirceu está na jogada peruana:

O presidente da Comissão de Fiscalização do Legislativo peruano, Enrique Wong, disse que funcionários de diferentes administrações públicas no Peru podem estar envolvidos em irregularidades que incluem empresas brasileiras.
"É um escândalo que está sendo revelado a partir do Brasil e que, em nosso país, alcançaria funcionários de diferentes governos", afirmou o congressista ao jornal Perú21, referindo-se às investigações brasileiras. Segundo Wong, serão realizadas investigações pela Promotoria Anticorrupção sobre supostos subornos de empresas brasileiras para funcionários peruanos.
Wong afirmou que será preciso revisar a questão a fundo, a fim de identificar os eventuais envolvidos. Em sua delação premiada no Brasil, Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, disse que o ex-ministro José Dirceu teria levado a uma reunião um "representante do presidente do Peru", com o objetivo de mostrar que tinha "bons contatos" no Peru, diz o jornal peruano. Depois disso, em dezembro de 2013, a UTC fundou sua sucursal no país, lembra o diário. 
O procurador-geral peruano, Pablo Sánchez Velarde, anunciou que será realizada uma investigação sobre os supostos subornos envolvendo a Odebrecht e funcionários peruanos, informa o jornal peruano Expreso. Citando uma entrevista do procurador à agência Reuters, o diário diz que os governos de Alejandro García e Alan García podem estar envolvidos em irregularidades, na construção da parte da Rodovia Interoceânica no país. Na obra trabalharam as divisões locais da Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão, diz o diário peruano. Todas as empresas já negaram anteriormente as acusações de corrupção, segundo o jornal.
Um grupo de promotores peruanos pretende viajar ao Brasil nos próximos dias, em busca de provas sobre supostos subornos, segundo a imprensa do país. (Estadão).

Até o El País fala na decadência de Dilma. Jornais brasileiros praticamente se calam.


Foram escassas - e praticamente sem destaque - as notícias sobre a gigantesca impopularidade de Dilma na imprensa brasileira. Enquanto isso, até o jornal El País-edição brasileira, tão esquerdista e politicamente correto quanto a edição espanhola, destaca a decadência.


Os brasileiros estão cada vez mais pessimistas e aprovam cada vez menos o Governo da presidenta Dilma Rousseff (PT). Apenas 7,7% consideram sua gestão ótima ou boa, enquanto que para 20,5% é regular e 70,9%, ruim ou péssimo. Esta é a principal conclusão da pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT/MDA) —realizada entre 12 e 16 de julho deste ano com 2.002 pessoas em 135 municípios de 25 unidades federativas das cinco regiões do país—, que também assegura que 62,8% são favoráveis ao impeachment da presidenta (32,1% são contra) e 69,9% conhecem alguém que perdeu seu trabalho nos últimos seis meses pela crise econômica.

Dessa forma, a avaliação do Governo Rousseff atingiu o pior índice já registrado pelo instituto desde que começou a realizar pesquisas de opinião em julho de 1998. Até agora, o pior resultado pertencia ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que em setembro de 1999 possuía a aprovação de apenas 8% dos entrevistados.
A última pesquisa da entidade, realizada em março deste ano, já apontavam resultados nada satisfatórios para a presidenta, que na ocasião conseguiu a aprovação de apenas 10,8% dos entrevistados enquanto que 64,8% consideravam seu Governo ruim ou péssimo. A pesquisa CNT/MDA conclui que, dessa vez, os brasileiros estão mais pessimistas devido ao alto custo de vida, ao aumento da inflação e do desemprego e a "forte percepção sobre a corrupção e a incapacidade do governo em resolvê-la".
Em dados concretos, 37,1% dos entrevistados acreditam que a corrupção é o principal problema do país enquanto que, para 53,4%, é um dos principais. Além disso, 69,2% dizem que a presidenta Dilma Rousseff é uma das culpadas pela corrupção na Petrobras, que está sendo investigada pela Operação Lava Jato —65% também acreditam na culpabilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)—, mas para 67,1% os envolvidos não serão punidos. 52,5% tampouco acreditam que o Governo Federal será capaz de combater a corrupção na petroleira.
Nesse sentido, 62,8% dos entrevistados são a favor do impeachment da presidenta enquanto que 32,1%, contrários. Para os que apoiam o impeachment, 26,8% citaram como motivo as irregularidades nas prestações de contas do Governo (pedalas fiscais), 25% a corrupção na Petrobras e 14,2% as irregularidades nas contas da campanha de 2014. Mas para 44,6% os três motivos justificam o impeachment.
Sobre uma reforma política no país, a maioria (67,5%) se coloca a favor do fim da reeleição para cargos eletivos e 78,1% são contrários a doação de empresas para campanhas políticas.
Crise e Desemprego
A pesquisa da CNT também mediu o pessimismo com relação à economia do país. Para 60,4% dos 2.002 entrevistados, a crise econômica é mais grave que a crise política e 61,7% acreditam que serão necessários três anos ou mais para que país deixe o atual período de dificuldades. Dessa forma, a maioria pensa que o custo de vida irá aumentar em 2015 (44,3% dizem que vai subir muito, enquanto que 31,6% afirmam que vai subir muito) e 86,9% admitiram uma redução em suas despesas devido à atual situação econômica.
Além disso, 50% dos entrevistados temem ficar desempregados devido ao desaquecimento da economia (43,7% responderam que não) e 69,9% conhecem alguém que perdeu seu trabalho nos últimos seis meses.
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Estadão revela os documentos que a diplomacia norte-americana coletou sobre as relações de Lula, o lobista da Odebrecht, com ditadores da África e da América do Sul, principalmente os bolivarianos. Nas negociatas, muitas vezes, entrou dinheiro do BNDES. É lama que não acaba mais:


Em ampla matéria de capa, o Estadão revela os documentos que a diplomacia norte-americana coletou sobre as relações de Lula, o lobista da Odebrecht, com ditadores da África e da América do Sul, principalmente os bolivarianos. Nas negociatas, muitas vezes, entrou dinheiro do BNDES. É lama que não acaba mais:

A diplomacia americana monitorou os negócios da empreiteira brasileira Odebrecht no exterior e apontou para suspeitas de corrupção em obras espalhadas pelo mundo na segunda gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência (2007-2010). Telegramas confidenciais do Departamento de Estado norte-americano revelados pelo grupo WikiLeaks relatam ações da empresa brasileira e suas relações com governantes estrangeiros. Lula é citado em iniciativas para defender os interesses da Odebrecht no exterior.


No dia 21 de outubro de 2008, a embaixada americana em Quito (Equador) descreve a pressão imposta sobre as empresas brasileiras pelo presidente daquele país, Rafael Correa. O governo equatoriano ameaçava expulsar tanto a Odebrecht quanto a Petrobrás, alegando descumprimento de contratos.


A embaixada americana em Quito, porém, alerta ao Departamento de Estado dos EUA que o motivo da pressão seria outro: corrupção. “Alfredo Vera, chefe da Secretaria Anticorrupção do Equador, levantou questões sobre os preços e financiamento dos contratos da Odebrecht”, indicou o telegrama. “Apesar de não termos informações de bastidores no projeto San Francisco (usina), o posto ouviu alegações com credibilidade de corrupção envolvendo o projeto de irrigação da Odebrecht em Manabi de um ex-ministro de Finanças que se recusou a assinar os documentos do projeto diante de suas preocupações sobre a corrupção”, afirmaram os EUA.

Outro alerta feito nos bastidores aos americanos se referia às condições do empréstimo do BNDES, para o mesmo projeto. “O posto também ouviu preocupações de um funcionário do Banco Central sobre termos desfavoráveis nos empréstimos do BNDES que apoiariam o projeto de irrigação”, constata o telegrama. Segundo os EUA, ambos problemas teriam ocorrido em 2006, no último ano do governo de Alfredo Palácio. “Apesar de não termos a história completa da ira de Correa contra a Odebrecht, suspeitamos que a corrupção e a pobre construção da empresa amplamente devem explicar suas ações (em relação a Correa)”, indicou a diplomacia.

Lula. Um ano depois, num telegrama de 5 de outubro de 2009, a embaixada americana no Panamá relata a Washington a situação delicada que vivia o então presidente local, Ricardo Martinelli. Numa conversa entre os diplomatas e um ministro do governo, Jimmy Papadimitriu, os americanos são alertados de que um escândalo de corrupção estaria prestes a eclodir, envolvendo a Odebrecht. 

“O administrador da campanha de Martinelli, e hoje ministro da presidência, Jimmy Papadimitriu, disse à Emboff (sigla em inglês para “oficial da embaixada”) que notícias estavam a ponto de sair de que Martinelli recebeu uma grande contribuição para sua campanha da construtora brasileira Odebrecht, que estava conduzindo várias grandes obras públicas no Panamá”, indicou o telegrama e que cita como Martinelli passou a ser alvo de ataques quando deu à empresa brasileira um contrato de US$ 60 milhões para a construção de uma estrada “sem licitação”.

Em 30 de outubro de 2007, outro telegrama apontou para as relações da Odebrecht com políticos estrangeiros. O caso se referia à viagem de Lula para Angola, naquele ano. A embaixada americana em Luanda escreveria naquele dia para Washington para descrever “uma produtiva visita de Lula”.

Segundo a mensagem, “a visita de Silva (Lula) ajudou a concluir um acordo entre a gigante construtora brasileira Odebrecht, a paraestatal angolana no setor do petróleo Sonangol, e a Damer, até então desconhecida empresa angolana, para construir uma usina capaz de produzir não apenas etanol para exportação, mas gerar 140 megawatts de eletricidade por ano pela queima de bagaço”. 

O papel de Lula não é colocado em questão. Mas a diplomacia dos EUA levanta questões sobre a parceria fechada pela Odebrecht: “O acordo, chamado na imprensa de um entendimento entre a Sonangol e a Odebrecht, aloca 40% das ações para a Odebrecht, 20% para a Sonangol, e os restantes 40% para a Damer”. “Fontes na embaixada brasileira afirmaram que a Odebrecht foi “evasiva” quando questionada sobre a Damer, enquanto outras fontes apontam que a Damer está conectada com o presidente angolano (José Eduardo) dos Santos”. (Continua).

;D.Ex-governador Agnelo Queiroz vira réu por suspeita de improbidade



A Justiça do Distrito Federal aceitou denúncia e transformou em réu o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) numa ação por suspeita de improbidade administrativa.


A decisão foi tomada pelo juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública do DF, que acolheu uma ação do Ministério Público do Distrito Federal.

O petista é acusado de ser responsável pela aprovação irregular do projeto de construção da nova sede administrativa do governo do DF, bem como a indevida concessão do Habite-se.
Anaximenes Santos, ex-administrador regional da cidade de Taguatinga, onde fica a sede, também responderá a ação. Agora, os dois deverão ser citados para tomar conhecimento da ação judicial e produzir suas defesas ao longo do processo.

Em janeiro, promotores ingressaram com ação judicial questionando a regularidade da inauguração do centro administrativo, uma vez que teriam alertado a Administração Regional de Taguatinga e o governador sobre a impossibilidade de concessão do Habite-se.

Apesar do aviso, em seu penúltimo dia no governo, Agnelo nomeou Anaximenes Santos novo administrador de Taguatinga. Em apenas um dia, Santos analisou o procedimento de mais de 4.700 páginas e concedeu a carta de habite-se, permitindo a inauguração do centro.
O contrato prevê a obrigação de pagamento mensal de quase R$ 4 milhões do governo do DF para as empresas que realizaram a obra, Odebrecht e Via Engenharia.


ROMBO
Agnelo, que enfrentou crises nas principais áreas de seu governo. Pesquisa Datafolha de agosto de 2014 mostra que ele era reprovado por 46% da população. No fim de sua gestão, teve dificuldade para pagar salários de servidores e teria deixado um rombo de R$ 3,5 bilhões nas contas segundo seu sucessor, Rodrigo Rollemberg (PSB). Petistas contestam o dado.


O mau desempenho do ex-governador levou inclusive lideranças do partido a discutirem sua expulsão do PT.

Ele é alvo de outras investigações na Justiça e já teve seus bens bloqueados pela 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal por suspeitas de irregularidades na contratação de uma etapa da Formula Indy e na reforma do autódromo Nelson Piquet, em Brasília.