O UOL noticia que um grupo de "intelectuais" lançou um manifesto
contra o impeachment de Dilma Rousseff intitulado "A Sociedade
Brasileira Precisa Reinventar a Esperança".
De acordo com os petistas,
porque essa é a palavra correta para definir os tais "intelectuais", “Impeachment foi feito para punir governantes que efetivamente cometeram crimes. A presidenta Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime”.
Entre
os signatários, está Fernando Morais, aquele que pegou carona em
jatinho da Odebrecht para ir a Cuba, juntamente com o lobista Lula.
O Antagonista acha que a sociedade brasileira precisa é tomar vergonha na cara.
Comentário
Essa Presidente é que é a esperança do povo brasileiro???
Alguns leitores perguntam por que mudamos de opinião em relação à permanência de Eduardo Cunha na Presidência da Câmara.
Basta
ler o noticiário policial da última semana e os movimentos do deputado,
senhores. Gostaríamos muito que Eduardo Cunha fosse adiante com o
processo de impeachment, mas ele, digamos, não parece à vontade para
fazê-lo.
Eduardo Cunha ainda pode negociar com o governo o arquivamento de todo e qualquer processo de impeachment?
Formalmente,
sim. Mas sua decisão poderá ser reversível no curto prazo, porque ele
não continuará na Presidência da Câmara e o PT perdeu a condição de
fazer o sucessor.
O Antagonista reafirma o que disse: do ponto de vista
estritamente político, o melhor para Eduardo Cunha seria renunciar à
Presidência da Câmara e continuar atuando nos bastidores como sempre
fez.
Menos visível, ele talvez conseguisse manter o seu grupo.
O JN deu detalhes da propina embolsada por Delcídio Amaral, líder
do governo no Senado. Em sua delação, Fernando Baiano disse que o
petista recebeu US$ 1,5 milhão desviados do contrato da refinaria de
Pasadena, para sua campanha ao governo do Mato Grosso do Sul em 2006.
Em
março, Teori Zavascki arquivou pedido da PGR para investigar Delcídio,
citado por Paulo Roberto Costa como beneficiário de propinas do
petrolão. Zavascki disse que faltavam evidências.
"Dilma Rousseff está convicta de que Michel Temer tramou contra
ela quando ainda era o responsável pela articulação política", diz Lauro
Jardim.
O Antagonista espera que ele não tenha parado de tramar.
A
notícia de que constituirá advogado próprio, perante o TSE, para
separar a sua campanha da de Dilma Rousseff parece ser um bom indicador
nesse sentido
A teia de empresas de fachada tecida por Eduardo Cunha para receber dinheiro roubado da Petrobras foi quase toda descoberta.
Hoje,
O Globo publica que "o operador usado para abrir as contas de Eduardo
Cunha na Suíça é a conexão entre o dinheiro movimentado no exterior pelo
presidente da Câmara dos Deputados e o escândalo da Lava-Jato. Luis
Maria Pineyrua Pittaluga, que criou para Cunha uma empresa de fachada em
Cingapura, se apresenta como representante do escritório uruguaio
Posadas & Vecino Consultores. O escritório funciona na Rua Juncal
1305, 21º andar, em Montevidéu, o mesmo endereço declarado como sede da
Hayley S/A, investigada na Lava-Jato por receber propina pela
intermediação de contratos de fornecimento de sondas de perfuração da
coreana Samsung à área internacional da Petrobras."
A Hayley também é uma empresa de fachada, descobriu O Globo.
Em resumo, Eduardo Cunha é um deputado de fachada.
A próxima semana
promete. Um sintoma é o desaparecimento do noticiário da Operação Lava
jato.
Enquanto Lula andava para lá e para cá, enquanto pixulecos eram
distribuídos para comprar o silêncio ou a ação de figurões da República,
enquanto os jornalões prosseguiam com a guerra de guerrilha das notas
plantadas, a força tarefa da Lava Jato estava trabalhando.
É o que
denota a reportagem-bomba da revista Veja que está nas bancas e cujo resumo e capa estão aqui no blog que deu tudo em cima do lance ainda na noite desta sexta-feira. E o assunto vai se
desdobrando, vai se esclarecendo de modo que se pode antever para a
próxima semana agradáveis notícias para os 90% dos brasileiros que
querem se ver livres dos grilhões vermelhos da camorra do PT. Uma nota postada há pouco por O Antagonista, reforça esta impressão geral: "Os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez foram presos em 19 de junho.
Além deles, foram presos também os principais executivos dessas empreiteiras.
Um dos executivos presos, “dono de segredos estarrecedores”, de acordo com a Veja, resolveu contar à Lava Jato tudo o que sabia.
Muito assustado, o dono de uma empreiteira se reuniu com dois ministros aposentados do STJ e avisou:
“Se isso acontecer, vai o Lula, vai a Dilma, vai todo mundo”. Nunca jamais se viu tantos peixes grandalhões assim...será um arrastão histórico.
ÉPOCA obteve contratos assinados entre o ex-presidente e a
empresa. No papel, dinheiro para “palestras”. Na prática, dinheiro para
alavancar os negócios da empreiteira no exterior – A reportagem é dos
jornalistas THIAGO BRONZATTO, COM ANA CLARA COSTA E ALANA RIZZO.
No final da manhã de quinta-feira, 15 de outubro, o ex-presidenteLuiz Inácio Lula da Silva estava bem-humorado. Por iniciativa própria, prestava um depoimento reservado ao Ministério Público Federal, em Brasília, para explicar sua atuação ao lado da empreiteira Odebrecht.
Em vez de ir ao prédio da instituição, Lula foi ouvido em uma casa no
Lago Sul, de forma discreta. Foi seu único pedido ao procurador, para
escapar ao assédio de jornalistas.
Ao seu estilo sedutor, Lula fez
piadas com o procurador da República Ivan Cláudio Marx, ao dizer que o
Corinthians, seu time, será campeão brasileiro. Na hora de falar sério,
disse que não fez lobby, mas sim palestras no exterior com a missão de explicar a receita brasileira de sucesso em países da África e da América Latina. Procurou defender-se na investigação, revelada por ÉPOCA em maio, que apura se ele praticou tráfico de influência internacional em favor da empreiteira Odebrecht.
Lula disse que não é lobista, que recebeu “convites de muitas empresas e
países para ser consultor”, mas não aceitou porque “não nasceu para
isso”.
Num termo de declaração de quatro páginas obtido por ÉPOCA, ele
sustenta que todos os eventos para os quais foi contratado estão
contabilizados em sua empresa L.I.L.S. – um acrônimo de seu nome. Foi
por meio dela que Lula ficoumilionáriodesde que deixou o Palácio do Planalto, em 2011.
Lula
com Alexandrino Alencar, da Odebrecht (de barba, atrás), no Peru.
Alexandrino era o responsável pelas palestras de Lula no exterior e
viajava com ele (Foto: reprodução)
ÉPOCA obteve cópia doscontratos privados, notas fiscais edescrições das relaçõesentre
o ex-presidente e sua principal contratante. Nomeado projeto “Rumo ao
Caribe”, as viagens de Lula bancadas pela Odebrecht inauguraram um
padrão de relacionamento do ex-presidente, poucos meses após deixar o
Planalto, com a empreiteira-chave da Lava Jato. Ao longo dos últimos quatro anos, a L.I.L.S. foi acionada para que Lula desse 47 palestras no exterior, muitas a convite de instituições. Sua maior cliente é, de longe, a Odebrecht.
A construtora que lidera a lista das patrocinadoras de Lula pagou quase R$ 4 milhões para o ex-presidente fazer dez palestras. Além disso, bancou os custos das viagens para países em que possui obras financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
como Angola e Venezuela. Esses gastos de R$ 3 milhões, ao câmbio da
época, incluem transporte e hospedagem em hotéis “5 estrelas ou
superior”, com dormitório com cama king size, sofás, frutas, pães,
queijos, frios, castanhas, água, refrigerantes normais e do tipo “zero”
e, em alguns casos, fora do contrato, bebidas alcoólicas. As
contratantes eram responsáveis por fretar aeronaves particulares.
Ter
Lula como palestrante custava caro. Mas, na maioria das vezes, valia
muito a pena.
O “Palestrante” Lula (grafado desse jeito pela própria empresa em
seus papéis internos) passou a ser mobilizado para atuar em locais onde a
Odebrecht enfrentava pepinos em seus contratos. Em 1º de maio de 2011,
Lula se comprometeu, por R$ 330 mil, a desembarcar na Venezuela no
início de junho para falar sobre os “Avanços alcançados até agora pelo
Brasil”.
A descrição das atividades que constam da cláusula 1.1 do
contrato dizia que o “Palestrante” não participaria de qualquer outro
evento além daqueles descritos “exaustivamente” no anexo 1.
O tal anexo,
no entanto, possui duas linhas que mencionam apenas que o ex-presidente
ficaria hospedado no Hotel Marriott de Caracas. Quando superposto aos
documentos doInstituto Lula sobre o mesmo evento, vê-se que Lula se encontrou com o empresário Emílio Odebrecht, pai de Marcelo Odebrecht, hoje preso em Curitiba, e com o então presidente venezuelano, Hugo Chávez, morto em 2013. Era um momento de tensão entre o governo venezuelano e a empreiteira, que cobrava uma dívida de US$ 1,2 bilhão.
Telegramas sigilosos do Itamaraty sugerem que Lula e
Chávez trataram sobre a dívida. A Odebrecht construía, desde 2009, a
linha II do Metrô de Los Teques e a linha 5 do Metrô de Caracas. Fruto
de uma negociação entre Lula e Chávez, o projeto foi irrigado com US$
747 milhões (R$ 1,2 bilhão, em valores da época) em empréstimos do
BNDES.
A pressão de Lula surtiu efeito. Quatro dias após a visita do
ex-presidente a Caracas, Chávez se encontrou com a presidente Dilma em
Brasília. Naquele momento, a dívida com a Odebrecht já estava acertada.
As duas obras são investigadas pelo Ministério Público Federal e pelo Tribunal de Contas da União.
A principal suspeita, conforme revelou ÉPOCA em maio,
é que os recursos tenham sido utilizados de forma irregular e de
maneira antecipada sem o avanço do projeto – o dinheiro chegou, mas a
obra não andou.
Em seu depoimento ao Ministério Público, Lula disse que não é lobista e “não nasceu” para ser consultor
Em alguns casos, as viagens de Lula eram sucedidas por concessões de empréstimos do BNDES para obras de infraestrutura no país.Angolaé
um exemplo disso. Desde 2011, a Odebrecht foi a que mais recebeu
financiamentos do BNDES no país africano, que está no topo da lista de
recursos destinados pelo banco para exportação.
Entre abril de 2011 e
abril de 2014, foram liberados US$ 3,1 bilhões dos cofres do BNDES para a
Odebrecht. Nos dias 30 de junho e 1o de julho de 2011, Lula foi
contratado pela Odebrecht para dar uma palestra na Assembleia Nacional
em Luanda, capital da Angola, sobre “O desenvolvimento do Brasil –
modelo possível para a África”. Em seguida, Lula se reuniu por 40
minutos com o presidente do país, José Eduardo dos Santos. Após a
conversa, Lula se encontrou com Emílio Odebrecht e com diretores das
empreiteiras Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.
Lula
aterrissou em São Paulo no dia 2 de julho, à 0h30. No dia 28 de julho de
2011, o BNDES liberou um empréstimo de US$ 281 milhões (R$ 455 milhões,
em valores da época), tão aguardado pela Odebrecht, para a construção
de 3 mil unidades habitacionais e desenvolvimento de infraestrutura para
20 mil residências em Angola.
No dia 6 de maio de 2014, Lula e Emílio Odebrecht voltaram a se
encontrar em Angola. O ex-presidente viajou, numa aeronave cedida pelo
governo angolano, de Luanda para a província de Malanje, onde visitou a
usina de açúcar e etanol Biocom, sociedade entre a Odebrecht Angola e a
Sonangol.
Em depoimento de sua delação premiada, o lobista Fernando Soares, o Baiano, disse que se associou ao empresário José Carlos Bumlai, amigo de Lula,
para viabilizar a palestra do ex-presidente em Angola. Baiano atendia a
um pedido de um general angolano, interessado no negócio. Lula estava a
todo momento acompanhado por Emílio Odebrecht, pela ex-ministra do
Desenvolvimento Social Márcia Lopes e pelo ex-deputado federal
Sigmaringa Seixas, além de autoridades angolanas. Na manhã do dia
seguinte, o ex-presidente teve uma reunião de cerca de uma hora com o
presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.
Nesse encontro,
discutiram, entre outros assuntos, a linha de crédito do BNDES para a
construção da hidrelétrica de Laúca, segundo telegramas do Itamaraty. Em
dezembro do ano passado, sete meses após a visita de Lula, o ministro
de finanças de Angola, Armando Manuel, assinou o acordo de financiamento
com o BNDES. Em maio deste ano, o presidente do banco, Luciano
Coutinho, deu o último aval para a liberação de um empréstimo que pode
chegar a US$ 500 milhões (R$ 1,5 bilhão).
Questionado pelo Ministério
Público, Lula disse que “nada foi referido sobre o financiamento do
BNDES para a construção da hidrelétrica de Laúca e que o presidente José
Eduardo nunca tratou desses temas”, embora documentos oficiais do
Itamaraty mostrem uma versão diferente. “Não passa de uma ilação, porque
o comunicante (do Itamaraty) não teria participado da reunião”, disse Lula.
Lula
com Hugo Chávez em Caracas, em 2011, e trechos de seus contratos com a
Odebrecht (abaixo). Após uma palestra de Lula, o governo venezuelano
pagou uma dívida com a Odebrecht (Foto: Jorge Silva/Reuters)
Em suas viagens pela América Latina e pela África, Lula era
acompanhado de perto pelo diretor de relações institucionais da
Odebrecht, Alexandrino Alencar, apontado como o lobista da construtora na Operação Lava Jato.
Após quatro meses preso, o executivo foi libertado na sexta-feira por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal,
Teori Zavascki, após quatro meses preso em Curitiba, no Paraná. O
contrato original, que selou a parceria da Odebrecht com Lula, leva a
assinatura de Alexandrino e de Paulo Okamotto, braço direito do ex-
presidente. Lula e Alexandrino se conhecem desde os tempos de Lula no
Planalto. A proximidade entre eles era tão grande que se cumprimentavam
com um beijo no rosto. Essa intimidade se intensificou após 2011, quando
Lula passou a defender, ao lado de Alexandrino, os interesses da
Odebrecht no exterior.
Um relatório de perícia do MPF sobre os
movimentos migratórios de Lula e o ex-funcionário da Odebrecht aponta
que os dois companheiros compartilharam ao menos cinco voos juntos nos
últimos quatro anos, de acordo com dados extraídos do sistema de tráfego
internacional da Polícia Federal.
Nesta semana passada, no depoimento
ao Ministério Público, Lula manteve uma distância olímpica do amigo ao
dizer que “Alexandrino era representante da Odebrecht, não sabendo
precisar o cargo; que só tinha relação profissional com Alexandrino”.
Um dos destinos da dupla foi uma caravana para Cuba e República Dominicana entre
28 de janeiro e 3 de fevereiro de 2013. Lula recebeu R$ 373 mil pelas
palestras. Naquela ocasião, Lula visitou o Porto de Mariel, parceria
entre a Odebrecht e o governo cubano. Ao todo, a obra recebeu US$ 832
milhões do BNDES com um prazo para pagamento de 25 anos – e com uma
parte das garantias atreladas à produção de fumo na ilha.
Quatro meses
após a passagem de Lula por Cuba, o banco estatal brasileiro liberou a
quinta parcela do financiamento do projeto, de US$ 229,9 milhões (R$
482,7 milhões), que estava represada devido ao atraso nos pagamentos e à
falta de garantias para a operação. Em 31 de janeiro, Lula desembarcou
na República Dominicana, onde se encontrou com o presidente Danilo
Medina.
E lá foi o líder petista visitar, novamente, outro canteiro de
obras da Odebrecht. Seis meses depois, a Odebrecht conseguiu mais US$
114 milhões (R$ 228 milhões) do BNDES para desenvolver o corredor Viário
Norte-Sul no país.
Procurada, a Odebrecht afirma por meio de nota que mantém “uma relação institucional e transparente com o ex-presidente Lula.
O
ex-presidente foi convidado pela empresa para fazer palestras para
empresários, investidores e líderes políticos sobre as potencialidades
do Brasil e de suas empresas, exatamente o que têm feito presidentes e
ex-presidentes de outros países, como Estados Unidos, França e Espanha”.
A Odebrecht nega que Lula tenha feito lobbyem
seu favor junto a governos estrangeiros. O depoimento de Lula pode ter
sido agradável, mas o Ministério Público Federal no Distrito Federal
estuda formar uma força-tarefa de procuradores para investigar as
suspeitas de tráfico de influência. Pediu até o compartilhamento de
provas da Operação Lava Jato que mencionem o ex-presidente, a Odebrecht e
o BNDES.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou com
colaboradores que o pecuarista José Carlos Bumlai pode ter se
aproveitado de sua amizade para obter vantagens financeiras.
O ex-presidente cogitou essa hipótese um dia depois de vir à tona o depoimento no qual o lobista Fernando Baiano afirma ter pago R$ 2 milhões a Bumlai para compra do apartamento de uma nora do ex-presidente.
Nas conversas com seus aliados, Lula negou que a negociação
tenha ocorrido e reclamou de Bumlai, afirmando que, caso confirmada a
versão de Baiano, o amigo teria se valido dessa intimidade para ganhar
dinheiro.
Ainda segundo seus interlocutores, Lula se queixou da
divulgação da informação sem que nem sequer se tenha identificado a
nora. Lula tem quatro noras. Nessas conversas, o ex-presidente contou
ter ajudado cada uma delas para a compra de um apartamento. Ele diz que
doou R$ 200 mil para cada uma.
Para descrever a situação financeira, Lula argumentou ainda que o primeiro filho de Dona Marisa vive num imóvel alugado.
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, reagiu com
indignação e disse que esse tipo de vazamento de informação estimula a
intolerância contra o partido.
“Não tem cabimento esse tipo de informação sem comprovação,
sem documento, sem saber o nome da pessoa. É uma irresponsabilidade da
grande mídia, um jornalismo declaratório. Quem é a nora? O Lula tem
quatro noras. Nenhuma nora dele recebeu dinheiro”, afirmou Falcão.
‘CONTA-GOTAS’
Filho do ex-presidente Lula, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o
Lulinha, requereu ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta sexta (16) o acesso à íntegra do acordo de delação premiada e dos depoimentos prestados por Fernando Baiano.
O pedido foi entregue ao ministro Teori Zavascki, que homologou o acordo de colaboração do lobista do PMDB.
Baiano disse que o pagamento que beneficiaria a nora de Lula foi
feito a Bumlai e se referia a uma negociação envolvendo a OSX, empresa
de construção naval de Eike Batista, atualmente em recuperação judicial.
Mesmo sem o negócio ter sido concretizado, Bumlai teria cobrado a “comissão” de Baiano para repassar à suposta nora de Lula.
O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lulinha, criticou
repasse de informações “pingadas a conta-gotas” de uma “delação sob
sigilo” e disse que seu cliente é alvo de ataques sistemáticos da mídia.
“O que se identifica são irresponsáveis ilações daqueles que foram, depois, desmentidos”, disse Martins.
A porcaria orquestrada por Lula, Renan Calheiros e José Sarney para
desmantelar a Lava Jato, usando seus esbirros no STF, obteve uma série
de sucessos nas últimas semanas.
A Veja garante, porém, que “a esperança de um Brasil mais justo
trazida pela operação comandada pelo juiz Sergio Moro continua de pé,
longe das manchetes. A Lava Jato tem seus ritos e tempos próprios. Mais
dia, menos dia, ela emerge das águas profundas e desfaz os acordos
espúrios tramados na superfície”.
O que isso significa? A capa da Veja esclarece o que a reportagem, por uma questão de
confidencialidade, não pode explicitar: a Lava Jato está se preparando
para engolir Lula, Dilma Rousseff e Eduardo Cunha.
Ninguém é bobo no Brasil. Não adianta o PT tentar “esconder” o
serviço sujo que Lula comandou.
Agora, quando surgem documentos oficiais
que provam que LULA ficou MILIONÁRIO fazendo LOBBY e emprestando
dinheiro do BNDES para países quebrados e inadimplentes, a “turma da
ORCRIM” está agindo a pleno vapor. tentam desviar a atenção…
Ninguém é bobo no BRASIL! Eduardo Cunha é muito pequeno. Sua ação
criminosA, se provada, representa um grão de areia diante da GIGANTESCA
operação montada pela ORCRIM para quebrar o Brasil.
EDUARDO CUNHA NÃO É UMA FORMIGA… É O BOI DE PIRANHA DO PT! NINGUÉM É BOBO NO BRASIL, LULA! VOCÊ É O CHEFE DA ORCRIM.
Brasília- DF- Brasil- 19/01/2015- Entrevista do Ministro da Fazenda Joaquim Levy.(Wilson Dias/Agência Brasil)
Informações
de que Levy pode deixar a qualquer momento o Ministério da Fazenda fez
com que o dólar voltasse a fechar e brusca alta nesta sexta-feira (16).
Segundo
informa o portal Diário do Poder, Levy teria se irritado com críticas
de Lula, que parecer querer a saída do Ministro da Fazenda de seu cargo,
além de outros petistas, que seguem as orientações do líder mor do PT, e
com carta renúncia na mão, Levy pediu encontro com Dilma.
Diário do Poder –
Neste momento, a “turma do deixa disso” está atuando para tentar evitar
que ele venha a consumar a decisão. O ministro Jaques Wagner (Casa
Civil) é o mais empenhado em tentar demover Levy de sair do cargo, mas
ele parecia irredutível, mais cedo.
Levy
parece estar desgastado ao extremo devido aos bombardeios permanentes
de Lula e parlamentares do PT, que atribui a Levy os aspectos mais duros
do ajuste fiscal.
O outro lado.
A
matéria foi desmentida pelo Ministério da Fazenda, que divulgou nota
negando que Levy vai deixar a pasta: “O ministro não pediu demissão. Não
há essa carta [de demissão]. Não existe essa carta. Ele continua
trabalhando e se esforçando pelo futuro do país”, informou a assessoria
de imprensa do Ministério da Fazenda.
Montante teria sido pago pelo grupo Schahin em troca de um contrato de operação do navio-sonda Vitória 10.000
O
pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, foi acusado por dois delatores da Operação Lava Jato de ter
acertado o pagamento de 5 milhões de dólares em propina para o
ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e outros
dois ex-gerentes da estatal. Os valores foram pagos pelo Grupo Schahin,
em troca de contrato de operação do navio-sonda Vitória 10.000, segundo
os delatores.
O nome de Bumlai aparece na delação de
Fernando Soares, o Fernando Baiano, que está preso desde dezembro do ano
passado e foi condenado a 16 anos de prisão por crimes de corrupção e
lavagem de dinheiro desviado de esquema ilícito instalado na Petrobras.
Ele é apontado como o braço do PMDB no arranjo montado na estatal. A
outra citação foi feita por Eduardo Musa, ex-gerente da área
Internacional da petroleira. Cerveró foi condenado a 12 anos de prisão
também pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, há registro de
reunião entre Bumlai, Fernando Baiano, Cerveró, Eduardo Musa e o
ex-gerente executivo da área Luis Carlos Moreira no escritório do
operador do PMDB, no Rio de Janeiro.
O pagamento dos US$ 5 milhões teria sido
tratado diretamente por Fernando Schahin, filho de um dos fundadores do
grupo, e dividido entre os três ex-executivos da Petrobras da Diretoria
Internacional, da cota do PMDB no esquema de corrupção na estatal. Dois
deles indicaram contas bancarias no Uruguai para receber suas partes e
um, na Suíça.
Conselheiro - Apontado
como “o pecuarista” em conversas de executivos investigados em Curitiba,
Bumlai seria uma espécie de avalista dos negócios com a Schahin,
segundo suspeita da Polícia Federal. Seu nome ainda não havia sido
citado diretamente nos negócios de propina alvos da força-tarefa da Lava
Jato.
Lula e Bumlai estreitaram relações na
campanha eleitoral de 2002. Desde então, o pecuarista passou a ser um
dos conselheiros com acesso direto ao ex-presidente. E-mails apreendidos
na sede da empreiteira Odebrecht, em São Paulo, indicam que Bumlai, que
gozava de acesso irrestrito ao gabinete da Presidência na gestão Lula,
tentou, inclusive, agendar reunião com Marcelo Odebrecht, presidente da
empresa, para tratar de assuntos relativos ao governo da presidente
Dilma Rousseff, como as privatizações de rodovias.
Cunha - O navio-sonda
Vitória 10.000 fez parte de um pacote de construção de dois equipamentos
do tipo, usados para exploração de petróleo em águas profundas.
Contratados pela Diretoria Internacional, com negociações iniciadas em
2005, por Cerveró, o pacote incluiu os termos de construção e depois de
operação. Ambos, segundo a Lava Jato, envolvendo propina.
O estaleiro Samsung Heavey Industries,
em parceria com o Grupo Mitsui, foi o responsável pela construção dos
dois navios-sonda (Vitória 10.000 e Petrobras 10.000). Processo já
julgado procedente pelo juiz responsável pelas ações penais da Lava
Jato, Sérgio Moro, concluiu que a empresa pagou pelo menos 30 milhões de
reais em propina, via lobista Júlio Camargo, representante do estaleiro
no Brasil, e Fernando Baiano nessa primeira etapa. Um dos beneficiados,
segundo Camargo, foi o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ), que recebeu pelo menos 5 milhões de reais.
As novas revelações de Fernando Baiano e
do ex-gerente da área Internacional Eduardo Musa confirmam que a
segunda fase de contrato do Vitória 10.000, para operação do
equipamento, também envolveu propina e a interferência direta de Bumlai.
A Schahin foi contratada, por meio da Deep Black Drilling LLP, para
operação do Vitoria 10.000 durante 10 anos (2010-2020) pelo valor US$
1,5 bilhão.
Apurações internas da Petrobras anexadas
aos autos da Lava Jato indicaram problemas no contrato com a empresa.
“A demora em concretizar negociação com a Schahin para a vinda do
Vitoria 10.000 para o Brasil implicou custo de aproximadamente 126
milhões de reais”, informa documento da estatal.
“A escolha da Schahin
como parceira foi discricionária.” O contrato foi rescindido pela
Petrobras, em maio, após o nome da empresa ser citado como uma das
participantes do cartel alvo da Lava Jato. O grupo entrou esse ano em
concordata.
Bumlai informou que “não participou de
reunião alguma com essas pessoas” e que não tratou de contratos da
Petrobras.”Todas as informações ultimamente veiculadas na imprensa
ligando o nome do empresário José Carlos Bumlai a escândalos
relacionados à Operação Lava Jato são ilações inverídicas baseadas
exclusivamente em depoimentos prestados por delatores (…) Bumlai nega
que tenha qualquer relação com as mentiras já publicadas (pela
imprensa), e repudia as novas infâmias que estão sendo agora assacadas
contra sua pessoa”, diz a nota.
Marco
Aurélio Mello, ministro do STF, defende uma forma, segundo o
magistrado, “não traumática” para o país superar a crise, segundo a
coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
Para ele, o ideal seria a “renúncia
coletiva” da presidente Dilma Rousseff, do seu vice Michel Temer e do
presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
“Falo como cidadão e em uma perspectiva utópica, já que seria algo impensável para os atuais detentores dos poderes”, diz ele.
Para o ministro, “o mal maior, a crise econômica”, está sendo deixado em “segundo plano” por “interesses políticos”.
Investigação foi requerida pelo ministro Gilmar Mendes, relator das contas de campanha da presidente na Justiça Eleitoral
A
Polícia Federal instaurou inquérito para investigar suspeitas de
irregularidades na campanha para a reeleição da presidente Dilma
Rousseff em 2014.
O inquérito foi instaurado na semana passada por
determinação do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Gilmar
Mendes, relator das contas da campanha do ano passado, e pode dar
munição para a oposição que tenta abrir processo de impeachment contra a
presidente Dilma.
Na semana passada, o TSE decidiu dar
andamento a uma ação movida pelo PSDB que pede a cassação da presidente
Dilma e de seu vice, Michel Temer (PMDB), por abuso de poder na campanha
eleitoral do ano passado.
Em despacho, o ministro Gilmar Mendes
apontou haver indicativos da prática de ilícitos eleitorais e crimes de
ação penal pública na prestação de contas da presidente, reeleita em
2014.
Mendes, que também é ministro do Supremo
Tribunal Federal, alegou em documento do mês de agosto haver “vários
indicativos”, obtidos com o cruzamento de notícias veiculadas na
imprensa e documentos sigilosos da operação Lava Jato, de que o PT foi
indiretamente financiado por recursos da Petrobras.
Segundo o ministro, a investigação
policial apurou que empreiteiras corrompiam agentes públicos para firmar
contratos com a Petrobras, mediante fraude à licitação e formação de
cartel.
“Parte da propina voltaria ao PT em
forma de doações contabilizadas à legenda e às campanhas eleitorais.
Outra parte seria entregue em dinheiro ao tesoureiro do partido. Uma
terceira financiaria a agremiação por meio de doações indiretas ocultas,
especialmente por meio de publicidade”, disse o ministro em despacho.
Além disso, segundo a assessoria do TSE,
o ministro afirmou que a conta de campanha de Dilma também contabilizou
expressiva entrada de valores depositados por empresas investigadas na
Lava Jato.
O ministro pediu, no despacho de agosto,
investigação pela Procuradoria-Geral da República, Corregedoria-Geral
Eleitoral e Polícia Federal.
O PT tem afirmado, em resposta a pedidos
de investigação sobre a campanha de Dilma, que as doações recebidas
ocorreram de forma legal e foram declaradas à Justiça Eleitoral. A
assessoria de imprensa do Palácio do Planalto disse que não iria
comentar o inquérito.
O TSE havia aprovado, porém com
ressalvas, a prestação de contas da campanha eleitoral de reeleição de
Dilma e do comitê eleitoral petista em dezembro do ano passado.