quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A Lava Jato abre a caixa-preta do PT




A Lava Jato está investigando o empréstimo de 12 milhões de reais do banco Schahin a José Carlos Bumlai, em 2004.

Segundo o Estadão, o episódio pode unir o Petrolão ao Mensalão. E - mais importante - pode esclarecer a denúncia de Marcos Valério de que Ronan Maria Pinto chantageou Lula, Gilberto Carvalho e José Dirceu com fatos envolvendo a morte de Celso Daniel.

O Antagonista tratou do assunto em dois textos, publicados oito meses atrás, em 17 de fevereiro: Caixa-Preta I e Caixa-Preta II

CUNHA AGORA VAI SE DIVERTIR TORTURANDO DILMA, DIA APÓS DIA



De agora em diante, até a aprovação do pedido de impeachment apresentado pelos juristas Helio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaina Paschoal, a diversão do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, será torturar diariamente a presidente Dilma Rousseff, com informações sobre o agravamento da situação dela. 


Na segunda-feira, Cunha abriu seu saco de maldades para anunciar que já havia lido o requerimento e teria pedido pressa à Assessoria Jurídica da Câmara, para que encaminhe rapidamente o parecer que fundamentará a decisão dele. 


Na terça-feira, Cunha aumentou a dose, ao mandar que seus auxiliares “vazassem” para a Folha de S. Paulo um informe de que o parecer da Assessoria Jurídica será favorável ao acolhimento do pedido de impeachment, nos termos da Lei 1.079, do Regimento Interno da Câmara e da Constituição Federal.

Às 16h54m, a notícia já estava no site da Folha, em reportagem de Ranier Bragon. 
Além de anunciar que a área técnica da Câmara dos Deputados já está finalizando o parecer recomendando que se dê seguimento ao principal pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, o jornalista confirmava que o presidente da Câmara pretende anunciar sua decisão em novembro, porque ele ainda aguarda o julgamento do recurso que fez ao Supremo Tribunal Federal contra mandados de segurança que suspenderam o rito do processo de impedimento.

Na verdade, uma coisa nada tem a ver com a outra. O presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, que é ligado a Lula e ao PT, pode até continuar retardando o julgamento e esquecer de colocar em pauta os mandados de segurança impetrados por deputados governistas. 


Mesmo assim, nada impede que Eduardo Cunha aceite o pedido de Bicudo, Reale e Janaina, para dar início ao processo de impeachment. Ele já avisou que aprova o impeachment se o o procurador-geral Rodrigo Janot pedir seu afastamento da presidência da Câmara.

PARECERES CONTRA
Na Folha, o repórter Ranier Bragon assinalou que desde 1992, quando a Assessoria Jurídica da Câmara deu parecer favorável ao pedido de impeachment contra o presidente Fernando Collor de Mello, que acabou perdendo o cargo ainda naquele ano, a área técnica tem opinado pelo arquivamento de todos os pedidos de impeachment contra os presidentes que sucederam a ele.

Segundo a Folha apurou, desta vez o parecer jurídico será sucinto: afirmará apenas que o pedido se enquadra nos requisitos da lei 1.079/50 (que trata do impeachment), no Regimento Interno da Câmara e na Constituição, por conter elementos que apontam a participação da presidente em crimes de responsabilidade. 

A Assessoria já aprovou outro pedido, feito pelo advogado Luís Carlos Crema, e Cunha por optar.
O fato é que a aceitação oficial do pedido de impeachment de Dilma Rousseff só dependerá de Eduardo Cunha, que já mandou para o arquivo 20 pedidos de impeachment, sempre seguindo a recomendação técnica.
Em tradução simultânea, podemos dizer que Dilma Rousseff está com seus dias contados. Como disse o ex-ministro da Justiça Celio Borja, em entrevista á Época, a situação dela é pior do que a de Collor em 1992.


28 de outubro de 2015
Carlos Newton
Lorotas políticas e verdades efêmeras

Tribunal de Minas quer comprar salmão e filé mignon para ‘lanches’ de desembargadores.Enquanto isso, as escolas públicas mineiras...


Pedro Bitencourt


Por Mateus Coutinho



28/10/2015, 05h30


Carnes de primeira são alguns dos alimentos que começaram a aparecer nas licitações do TJMG desde que a atual gestão tomou posse, no ano passado; edital deste ano prevê gastos de R$ 1,7 milhão com os lanches
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Magistrados tomam café da manhã no prédio do TJMG. 

Foto: Associação dos Magistrados Mineiros – Amagis


96 kg de filé mignon Friboi, 50 kg de filé de salmão e 96 kg de carne de sol. Isso e mais 600 kg de arroz e 32 kg de feijão carioca são alguns dos ingredientes que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG]) vai adquirir com dinheiro público para o “lanche” dos juízes e desembargadores da Corte no próximo ano.


Os números dos alimentos “de primeira” constam do edital do TJMG publicado nesta segunda-feira, 26, que prevê a contratação, por 12 meses, de seis lotes de alimentos, incluindo bolos, frutas, pães de queijo e refrigerantes, para “a confecção de lanches para os desembargadores, juízes, tribunais do júri e eventos institucionais”, segundo a licitação 121/2015 do TJMG. O edital ainda prevê as marcas dos alimentos, sendo que o filé mignon e a carne seca devem ser Friboi e o filé de salmão, sem espinhas e escamas, deve ser da marca Atlântico.

A estimativa é de que os gastos com os “lanches” fiquem em torno de R$ 1,7 milhão. Itens como arroz e feijão, além do filé mignon, do filé de salmão, só começaram a surgir na lista de “lanches” da corte após a posse do atual presidente do TJMG, desembargador Pedro Bitencourt, em junho do ano passado. A carne seca apareceu pela primeira vez no edital neste ano.

Os editais para fornecimento de lanches antes de 2010 não constam na página do TJMG na internet. Questionado, o Tribunal não explicou quais lanches seriam feitos com os ingredientes citados acima e nem se houve a licitação de arroz feijão e das carnes “nobres” antes de 2010.

Os alimentos vão todos para a copa do edifício do Tribunal localizado na Rua Goiás, região central da capital mineira onde fica também a Presidência da corte. No mesmo prédio ainda há um salão onde são realizados alguns eventos institucionais do Judiciário mineiro. Com isso, os 906 juízes de primeira instância que atuam no interior do Estado não são contemplados com os lanches.

VEJA OUTRAS CARNES QUE APARECEM NO EDITAL DO TJMG DESTE ANO:
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Insinuação. Enquanto a gestão atual da corte faz licitação para alimentos até então inéditos, em fevereiro deste ano, o desembargador Doorgal Gustavo de Andrada divulgou uma carta aos servidores da corte com duras críticas a atual gestão e ironizando uma reunião que teria ocorrido no Órgão Especial do TJ às vésperas do carnaval deste ano entre Pedro Bitencourt e dois desembargadores aliados. No documento, Doorgal insinua que teriam sido realizados almoços com dinheiro público no edifício do Tribunal.

“Sobre os três, não se levantavam acusações de estarem envolvidos em: (…) manter com dinheiro público uma cozinha no Tribunal para uso exclusivo pessoal-familiar, e para fornecer almoço a desembargadores ‘confiáveis’ (com talheres de prata)”, ironizou o magistrado no documento. O uso das estruturas públicas e a alimentação com os recursos da corte, caso confirmados, poderiam configurar crime de improbidade administrativa, já que os desembargadores e juízes do Tribunal contam com um auxílio-alimentação de R$ 751.
Por meio de nota, a assessoria do TJMG afirmou que Pedro Bitencourt trabalha 12 horas por dia “despachando” no tribunal e que, ocasionalmente, faz refeições em seu gabinete. O texto ainda diz que Bitencourt abriu mão de seu auxílio-alimentação e que não oferece refeições no salão do tribunal.

“O presidente do tribunal cumpre expediente de mais de doze horas diárias despachando no tribunal. Por isso, em algumas ocasiões almoça no gabinete. Importante destacar que o presidente abriu mão do auxílio alimentação a que legalmente faz jus e não oferece almoço no salão do tribunal.”, afirma a nota.


‘Ajustes’. A assessoria do Tribunal informou ainda que os alimentos que chegam ao prédio sede do TJMG são destinados a produção de lanches para “todas as unidades do poder judiciário da capital”. “Também são fornecidos lanches para a realização das sessões do Júri, eventos institucionais, cursos, treinamento e mutirões. A variação no número de itens deve-se a ajustes feitos anualmente”, segue o texto.


O Sindicato dos Servidores de Justiça de 2ª Instância do Estado de Minas Gerais, contudo, questiona a versão do Tribunal e, por meio de nota, alegou que “nos cursos, mutirões e outras atividades que impedem o deslocamento do servidor para lanche ou refeição, nunca foi servido salmão, iogurte grego light ou qualquer outra sofisticada alimentação.”


Supertições absurdas.

Pérola do Face Book.Ótimo conselho para nossas filhas!


DILMA: DESAPROVAÇÃO DE 80.7% DO POVO BRASILEIRO...


Em nova pesquisa, desempenho pessoal de Dilma é desaprovado por 80,7% do povo brasileiro. Apenas 8,8% aprovam.

A 129ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 20 a 24 de outubro de 2015 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra a avaliação dos índices de popularidade do governo e pessoal da presidente Dilma Rousseff.

Aborda também a expectativa da população sobre emprego, renda, saúde, educação e segurança pública. Os entrevistados foram questionados sobre crise econômica, Operação Lava Jato e outros assuntos.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 136 municípios de 24 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

 Avaliação do governo
 Desempenho pessoal da presidente

Federal: 
A avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff é positiva para 8,8% dos entrevistados, contra 70,0% de avaliação negativa. A aprovação do desempenho pessoal da presidente atinge 15,9% contra 80,7% de desaprovação.

Estadual: 2,4% avaliam o governador de seu Estado como ótimo. 17,3% como bom, 43,1% como regular, 11,8% como ruim e 20,4% como péssimo.

Municipal:
 4,5% avaliam o prefeito de sua cidade como ótimo. 20,0% como bom, 30,1% como regular, 13,0% como ruim e 30,1% como péssimo.

 Expectativa (para os próximos 6 meses)
Emprego: vai melhorar: 14,4%, vai piorar: 55,0%, vai ficar igual: 28,8%

Renda mensal: vai aumentar: 13,7%, vai diminuir: 35,6%, vai ficar igual: 48,4%

Saúde: vai melhorar: 12,3%, vai piorar: 48,0%, vai ficar igual: 38,6%

Educação: vai melhorar: 14,3%, vai piorar: 40,6%, vai ficar igual: 43,7%

Segurança pública: vai melhorar: 12,0%, vai piorar: 49,8%, vai ficar igual: 37,0%
28 de outubro de 2015
in coroneLeaks

Parecer técnico abre caminho para o processo de impeachment Após rejeitar onze, Cunha pode acatar pedido de impeachment

Diário do Poder
Crise política

Publicado: 28 de outubro de 2015 às 08:22 - Atualizado às 09:22
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu da assessoria da Casa um parecer pela admissibilidade de um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O sinal verde da área jurídica reforça a possibilidade de o peemedebista decidir, de maneira monocrática, pelo início da ação.

O parecer está fundamentado em ao menos dois pedidos de impeachment que acusam a gestão da presidente Dilma de ter repetido, neste ano, a prática das pedaladas fiscais - manobras contábeis reprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em relação ao ano passado.


Conforme o entendimento da assessoria jurídica, o chefe do Executivo pode ser responsabilizado por irregularidades cometidas no mandato em curso. Nesse caso, se o Congresso entender que Dilma repetiu as pedaladas neste ano, ela poderia ser alvo de um processo de impeachment.

Até o momento, Cunha já rejeitou 11 pedidos de impeachment apresentados na Casa e sustentava publicamente que não via crime de responsabilidade nas pedaladas e outras irregularidades das quais Dilma é acusada porque haviam sido praticadas no mandato anterior da petista.

Cunha admitiu a aliados a possibilidade aceitar o impeachment caso o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente o pedido de afastamento dele da presidência da Câmara. O deputado disse negar "veementemente" essa informação que, para ele, "cheira a molecagem".

Segundo um aliado do peemedebista, Cunha não aceita a hipótese de Janot pedir seu afastamento sem que, para isso, o procurador-geral tenha recebido o aval do Palácio do Planalto. Nesse caso, a abertura do processo de impeachment seria um resposta dele a Janot e a Dilma.

Esse mesmo aliado disse que um dos pareceres favoráveis está fundamentado no pedido de impeachment apresentado pelo advogado Luis Carlos Crema. O embasamento jurídico é o mesmo do requerimento assinado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal: a repetição das pedaladas neste ano.

De acordo com o Ministério Público, que atua junto ao Tribunal de Contas da União, o governo Dilma repetiu as pedaladas fiscais em 2015. As manobras, que consistem em atrasar o repasse de recursos do Tesouro Nacional a bancos públicos, foram a principal "distorção" a embasar a rejeição das contas presidenciais de 2014 pelos ministros da corte. 

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que o parecer pró-impeachment não preocupa o partido. "É apenas uma análise para ver se esse pedido tem condições de ser aceito", afirmou o petista.

Cassação

Alvo de uma ofensiva de um grupo de parlamentares que protocolou uma ação pela cassação de seu mandato, Cunha busca apoio do governo e a oposição para permanecer no cargo e, no limite, na Câmara dos Deputados. 

Segundo seus aliados, o peemedebista pretende utilizar a possibilidade constitucional de aceitar ou não um pedido de impeachment contra Dilma para negociar com os dois lados da luta partidária.

O presidente da Câmara é acusado por corrupção e lavagem de dinheiro em denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral ao Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Lava Jato. Ele também é alvo de inquérito na Corte pela suspeita de manter contas secretas no exterior.

Cunha disse nesta terça-feira que os pedidos de impeachment ainda estão sob análise. Em nota, enfatizou que, independentemente da orientação jurídica, a palavra final sobre a abertura de processo de afastamento da presidente da República é dele.

"O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirma que não recebeu qualquer parecer da área técnica da Casa sobre os pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff que ainda estão sob análise. Cunha reitera ainda que cabe a ele a decisão sobre o andamento dos processos independentemente da orientação jurídica."

Um aliado de Cunha disse que o parecer a ser divulgado pode ser tanto a favor quanto contra, a depender da vontade do presidente da Câmara.

À reportagem, Cunha afirmou que não recebeu ainda a manifestação do corpo jurídico. "Não recebi nada. E, mesmo, que tenha recebido, a última palavra será minha. Eu posso concordar ou não com pareceres."

No início deste mês, deputados governistas recorreram ao Supremo e conseguiram decisões liminares que suspenderam o rito do impeachment estabelecido por Cunha e defendido pela oposição ao Planalto. 

As decisões do STF vetaram a possibilidade de a oposição recorrer para reverter uma eventual decisão contrária do presidente da Casa à abertura do impeachment. Conforme o rito de Cunha, esse recurso seria submetido ao plenário da Câmara e poderia ser derrubado por maioria simples. 

Porém, as decisões liminares não tiraram de Cunha o poder de decidir pelo deferimento (aceitação) dos pedidos. Ele mantém o poder monocrático, conforme a lei, de aceitar ou não a abertura da ação.

A oposição pressiona para que ele se manifeste até o dia 15 de novembro sobre os novos pedidos que estão na Casa.

Em Londres, Levy defendeu investimentos em energias renováveis

Diario do Poder
 
Em Londres
Levy: temos bons resultados em energias renováveis para compartir

Publicado: 28 de outubro de 2015 às 10:52

"Temos bons resultados em energias renováveis para compartilhar", disse
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu nesta quarta-feira, 28, investimentos em energias renováveis na abertura do evento "Amazon Day" realizado na Embaixada do Brasil em Londres. Ao proferir discurso, o ministro destacou as potencialidades do tema no País e não comentou a situação fiscal do Brasil.


"Temos bons resultados em energias renováveis para compartilhar", disse Levy durante o início do discurso em evento sobre a floresta amazônica na capital britânica. O ministro ressaltou as iniciativas para mudanças na legislação nacional e a ampliação para cobertura de monitoramento de satélites, além da colaboração do setor privado, como dos bancos, nesse tema.


Levy observou que o Brasil é competitivo em energias renováveis e consegue preços tão bons ou até melhores que economias líderes no tema, como a Alemanha e Estados Unidos. Ele citou ainda que a oferta de energia verde cresceu cerca de 50% nos últimos anos no País.


Entre os vários segmentos das energias renováveis, Levy chamou atenção para a potencialidade da energia eólica e solar. "Nessas energias renováveis, há grande oportunidade para indústria local. Realmente acreditamos que a solução do risco de mudança climática pode criar novas oportunidades", disse. O ministro brasileiro exaltou ainda a iniciativa de reflorestamento no País. "Isso vai estabilizar a oferta de água e outras condições ambientais", comentou.


Levy deixou o evento sem falar com a imprensa. Durante a tarde, o ministro terá encontros com investidores em um hotel no centro da capital britânica. (AE)

Processo contra Cunha começa a tramitar no início de novembro

Diário do Poder
Na Câmara dos Deputados

A representação apresentada pelo PSOL e pela Rede alega quebra de decoro
Publicado: 28 de outubro de 2015 às 11:51


Ao chegar na Câmara Eduardo Cunha não quis falar sobre o assunto Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
O processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), começa a tramitar no Conselho de Ética a partir do próximo dia 4. O presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo (PSB-BA), disse hoje (28) que o prazo para que a Mesa Diretora encaminhe a representação terminou às 19h de ontem (27) e ele aguarda até o final do dia de hoje para receber o documento. A Mesa tem reunião marcada para o meio-dia e Cunha, que preside as discussões, já antecipou que vai pedir para que outro parlamentar assuma o comando do encontro, quando o tema for colocado em pauta.


O processo enviado para a Mesa no último dia 14 teria de ser devolvido, após três sessões ordinárias. Inicialmente, Araújo esperava começar o andamento ontem, mas como ao longo de outubro a Câmara teve diversas sessões extraordinárias, as três ordinárias só foram concluídas ontem.


A representação contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresentada pelo PSOL e pela Rede, no último dia 13, foi assinada por cerca de 50 parlamentares de sete partidos (PSOL, Rede, PT, PSB, PROS, PPS e PMDB). As duas legendas defendem a cassação do mandato de Cunha por quebra de decoro parlamentar em função das denúncias de que o peemedebista, sua mulher e filha têm contas na Suíça que não foram declaradas e seriam mantidas com dinheiro fruto do pagamento de propina em contratos da Petrobras, investigados na Operação Lava Jato.


Araújo voltou a afirmar que todo o processo seguirá com isenção. “Não falo com Cunha há bastante tempo, desde que o processo começou”, garantiu, completando que o peemedebista receberá o tratamento dado a qualquer parlamentar. “É um deputado como os outros 513. Esta é uma Casa de iguais. Por um acaso ele está como presidente, mas é um deputado como outros”, afirmou.


Impeachment
Ao chegar à Câmara, Cunha não falou sobre o assunto. Perguntado sobre o parecer do novo pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, Eduardo Cunha reafirmou que a análise ainda não foi concluída, desmentindo a manchete de alguns jornais de hoje, que divulgaram que o documento já estaria pronto. O peemedebista classificou a notícia como “fofoca”.


Um grupo de manifestantes da Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos que estava na entrada da presidência, no Salão Verde, lançando um movimento a favor da petição apresentada pela oposição na última semana, aproveitou a passagem de Cunha para entoar gritos de guerra “Acholhe” e “Fora Dilma”.


A petição que aguarda decisão de Cunha foi assinada pelos juristas Hélio Bicudo, ex-integrante do PT, Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique, Janaína Conceição Paschoal e de partidos contrários ao governo também tem o apoio de movimentos sociais.(ABr)

Inclusão social estilo PT:Partidos arrancam R$ 1 bilhão do contribuinte através do fundo partidário.Enquanto isso nossas escolas publicas estão caindo aos pedaços.

Fundo partidário

Fundo distribuiu R$ 600 mi em 2015 e conta pode subir a R$ 1 bi
Publicado: 28 de outubro de 2015 às 00:01 - Atualizado às 00:16

Os 35 partidos políticos no Brasil podem custar R$ 1 bilhão ao contribuinte. Foto: André Corrêa/Ag.Senado
A crise atormenta os brasileiros, mas não os partidos, que só este ano já tomaram R$ 608 milhões do fundo partidário, que sai do bolso do contribuinte. Pior: até dezembro, embolsarão R$ 867 milhões no total. A tunga, que na prática consagra o financiamento público, pode chegar a R$ 1 bilhão: o relator do Orçamento, Ricardo Barros (PP-PR), quer acrescentar R$ 600 milhões aos R$ 311 milhões previstos para 2016.

Os milhões do fundo partidário, divididos entre os partidos, pagam mensalmente sua estrutura, aluguel de jatinhos, festas, jantares, etc.

No ano não-eleitoral de 2015, o PT recebeu R$ 81,6 milhões do fundo, seguido de PSDB (R$ 66,87 milhões) e PMDB (R$ 65,2 milhões).

O deputado Laércio Oliveira (SD-SE) apresentou emenda para reduzir o fundo para R$ 245 milhões, em 2016. Dificilmente conseguirá êxito.

Partidos nanicos não têm votos, mas também têm fundo partidário: PCO (R$ 1,02 milhão), PCB (R$ 1,19 milhão) e PPL (R$ 1,79 milhão). Leia mais na Coluna Cláudio Humberto

“As mentiras de Dilma, um ano após a eleição, 7 promessas ‘furadas’ da presidente.

28/10/2015


Em pronunciamento na noite de 26 de outubro de 2014, pouco depois de o Tribunal Superior Eleitoral confirmar sua vitória nas urnas, a presidente Dilma Rousseff afirmou: "Seguirei combatendo a inflação e avançando no terreno da responsabilidade fiscal".


Exatos doze meses depois, Dilma não cessa de fazer exatamente o contrário do que afirmou naquele discurso e durante toda a campanha.

 Já estavam claros ali todos os ingredientes da crise que cercava o segundo mandato da petista: o escândalo do petrolão atingia em cheio o governo e o PT e a economia encolhia enquanto a inflação aumentava. Passado um ano da eleição, a desastrosa articulação política da presidente resultou ainda em uma rebelião da base no Congresso.

Diante desse cenário e com suas contas rejeitadas pelo TCU, Dilma enfrenta uma crise política sem precedentes. Enquanto luta para se manter no cargo, a presidente tem de administrar um país muito diferente daquele que apresentou na campanha. Confira na lista a seguir como a realidade atropelou as promessas da petista.

 

Inflação sob controle

Durante o último debate presidencial antes das eleições, Dilma afirmou que, se reeleita, faria um governo muito melhor, principalmente no controle da inflação. “É meu compromisso”, bradou. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de janeiro a setembro chegou a 7,64%, maior patamar desde 2003.

 

Minha Casa, Minha Vida

Em promessa feita em outubro de 2014 – e reforçada em janeiro de 2015 –, Dilma disse que disponibilizaria 3 milhões de moradias na terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida. Segundo o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, porém, o programa vai andar em ritmo mais devagar que o prometido – e só terá início após a aprovação do Orçamento de 2016 pelo Congresso Nacional.

Crescimento econômico

“Promoverei com urgência ações na economia para retomarmos nosso nível de crescimento e continuarmos crescendo nos níveis de emprego”, afirmou a presidente-candidata. Dilma frequentemente afirmava que seu governo teria como principal meta colocar o país de volta na “rota do crescimento”. Em 2015, a taxa de desemprego atingiu o maior patamar da série histórica: 8,3% em setembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em agosto, o país entrou oficialmente em recessão após confirmada a queda de 1,9% no Produto Interno Bruto do segundo trimestre.

Bombou

“É absurda a previsão de que o Brasil vai explodir em 2015. É um país estável, economicamente forte, uma economia sólida, um baita agronegócio. O Brasil vai bombar”, afirmou a presidente Dilma Rousseff em entrevista no ano passado. Diante das graves crises política e econômica que o país enfrenta, Dilma não estava completamente errada: o Brasil se tornou uma ‘bomba’.

Impostos

“Quem fala em tarifaço está mal intencionado. Não sei o que estão querendo fazer”, disse a presidente em setembro de 2014. Em menos de um ano de mandato poém, os preços da gasolina, do botijão de gás e das refeições externas aumentaram e emourraram os índices de inflação. Além disso, o rombo nas contas do governo fez com que a volta da CPMF voltasse a ser pleiteada pelo Planalto.

Lula e uma certeza

“Tenho certeza que o Lula me apoia neste exato instante”, afirmou a presidente em 6 de maio de 2014, em jantar com um grupo de mulheres jornalistas no Palácio da Alvorada. Com o agravamento da crise política, Lula se tornou um dos principais opositores do governo – e não se furta a cobrar a demissão de ministros. Um de seus alvos preferenciais é o titular da Fazenda, Joaquim Levy.

‘Nem que a vaca tussa’

Na campanha do medo contra a adversária Marina Silva, Dilma insinuou que a ex-ministra pretendia até alterar a legislação trabalhista. “Tem coisas que eu não concordo, como mexer nos direitos do trabalhador.

Não mexo nos direitos trabalhistas nem que a vaca tussa”, afirmou a petista. Passados apenas dois meses das eleições, foram cortados 18 bilhões de reais em benefícios ao trabalhador. O tempo de trabalho para requerer o seguro-desemprego passou de um para seis meses.

O governo também tornou a remuneração do benefício proporcional ao tempo de contribuição – antes, o valor era fixado em um salário mínimo –, além de ter aumentado o prazo do pagamento do auxílio-doença e colocado maiores restrições na requisição de pensão por morte.

Depois da PF agora Receita Federal pega ‘FILHO DE LULA’ e recomenda quebra de sigilo de sua firma

28/10/2015


Fisco também pediu ao Ministério Público que solicite à Justiça a quebra de sigilo do restaurante da filha do ex-ministro Gilberto Carvalho


A Receita Federal recomendou ao Ministério Público Federal que peça a quebra dos sigilos bancário e fiscal da LFT Marketing Esportivo, que tem como sócio Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 


Os auditores que trabalham nas investigações da Operação Zelotes também sugerem que as mesmas medidas sejam adotadas em relação ao restaurante Sanfelice Comércio de Massa Artesanal, que está em nome de Myriam Carvalho, filha de Gilberto Carvalho, ex-ministro e ex-chefe de gabinete de Lula.


Nos dois casos, a recomendação é que as quebras sejam feitas entre 2008 e 2015, abarcando todo o período de funcionamento das empresas. Ambas foram abertas em 2011.


As solicitações, da área de Inteligência da Receita, foram encaminhadas aos procuradores da República que atuam na força-tarefa da Zelotes. Cabe a eles enviar os pedidos à Justiça Federal.


A empresa do filho de Lula entrou no foco das investigações após a descoberta de que recebeu repasses da Marcondes & Mautoni Empreendimentos, empresa de lobby contratada por montadoras de veículos para supostamente “comprar” medidas provisórias nos governos de Lula e da presidente Dilma Rousseff. A quebra de sigilo da Marcondes revelou a transferência de ao menos 1,5 milhão de reais para a LFT em 2014.


Os investigadores querem levantar outras eventuais fontes de receita da empresa de Luís Claudio, além do destino do dinheiro recebido da Marcondes & Mautoni. A suspeita é de que os repasses para a LFT tenham relação com a MP 627/2013, uma das três normas que teriam sido encomendadas pelo setor automotivo. Por causa dos indícios de irregularidade, a Justiça autorizou busca e apreensão na sede da empresa, em São Paulo. No escritório, também funcionam outras duas firmas de Luís Cláudio – a Touchdown e a Cassaro.


A defesa de Luís Cláudio nega irregularidades nos contratos.

Questionado no início do mês, o filho de Lula confirmou ter recebido 2,4 milhões de reais da Mautoni por serviços prestados em sua área de atuação. Os recursos seriam referentes ao período de 2014 e 2015.


Em 2014, 97% do que a Mautoni faturou veio de contratos com montadoras. O dinheiro que saiu da empresa em 2014, segundo relatórios da Receita, foi para os sócios e o filho de Lula. Os advogados da LFT informaram que, “infelizmente”, não poderiam comentar a recomendação de quebra de sigilos, pois se trata de algo que desconhecem.


Os pedidos sobre o restaurante Sanfelice, em nome da filha do ex-ministro Gilberto Carvalho, seguem a mesma lógica. Os investigadores querem saber se o petista usou a empresa em nome da filha para receber dinheiro da Marcondes & Mautoni.


Documentos apreendidos em fases anteriores da Zelotes mostram o nome do ex-chefe de gabinete de Lula associado a inscrições sobre a MP 471, de 2009, editada pelo então presidente. Para os investigadores, havia um “conluio” entre ele e a consultoria na defesa de “interesses do setor automobilístico”.


Segundo dados públicos da Receita, o restaurante foi aberto em 25 de maio de 2011, em Brasília, com capital de 20.000 reais, e tem como sócios Myriam e Gabriel de Albuquerque Carvalho. A cantina vende massas congeladas para preparo em casa e chegou a ter uma filial, funcionando como restaurante, fechada recentemente.


A reportagem não conseguiu contato ontem com Carvalho ou com os sócios do restaurante. O ex-ministro nega conluio com os investigados e sustenta nunca ter feito gestões a respeito no governo ou recebido valores do grupo.

(Com Estadão Conteúdo, Via Veja e Agência) 

O pastelão petista




Sibá Machado gritou para os representantes do Movimento Brasil Livre acampados à frente do Congresso:

“Eu vou juntar gente e vou botar vocês pra correr daqui de frente do Congresso. Bando de vagabundos. Vocês são vagabundos. Vamos pro pau com vocês agora”.
É o petismo em sua versão Didi Mocó.

Avança Projeto de Lei que Enfraquece o Controle de Armas no Brasil



Controle de Armas

27/10/2015

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou hoje o Projeto de Lei 3722/2012 por dezenove votos a oito. Entre outros retrocessos, o relatório aprovado, de autoria do Deputado Laudívio de Carvalho (PMDB-MG), autoriza a compra de armas por pessoas investigadas e processadas pelos crimes de roubo, tráfico e homicídio, e elimina a necessidade de renovação do registro para proprietários – revogando, assim, dispositivos centrais da Lei 10.826/2003 - Estatuto do Desarmamento


Ainda mais grave, a nova proposta prevê a liberação geral do porte de armas, cumpridas as exigências formais, e extingue o controle hoje exercido pela Polícia Federal, transformando a concessão de armas à população em mera checagem de documentos. 


“Vale lembrar que o Estatuto não proíbe que civis comprem armas para defesa, mas estabelece critérios para tanto, tais como ter no mínimo 25 anos, não ter antecedentes por nenhum tipo de crime, passar por testes psicológico e técnico e renovar a licença a cada três anos”, comenta Ivan Marques, diretor executivo do Instituto Sou da Paz. 


Além de contribuir para a redução da média de armas compradas anualmente no país de 132 mil para 53 mil, segundo dados do Exército, o Estatuto do Desarmamento impulsionou a primeira queda significativa do número de homicídios por arma de fogo em mais de 10 anos (DATASUS/Ministério da Saúde), poupando aproximadamente 160 mil vidas, conforme o Mapa da Violência de 2015. Reduziu-se também o número de apreensões de armas de fogo com criminosos em mais de 50% nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, evidenciando a diminuição da oferta de armas e o forte vínculo entre os mercados de armas legal e ilegal. 


Os trabalhos da Comissão Especial iniciados em março ignoraram pesquisas acadêmicas e experiências práticas de diversos secretários e especialistas em segurança pública que tentaram, através de audiências e documentos remetidos à comissão, evitar a flexibilização do Estatuto. “Com 11 deputados financiados pela indústria de armas e munições (incluindo o presidente da comissão) votando a favor da flexibilização do Estatuto, certamente o resultado da votação de hoje não decepcionou seu principal apoiador”, diz Marques. 


No entanto, destaca-se o trabalho suprapartidário dos deputados que trabalharam arduamente na Comissão para não só equilibrar o debate, mas também apontar os retrocessos trazidos por essa nova proposta de legislação. Hoje, esse conjunto de deputados foram representados pelos oito votos à favor da segurança pública e do controle de armas apesar do cenário adverso. São eles: Alessandro Molon (REDE-RJ), Alice Portugal (PCdoB-BA), Flavinho (PSB-SP), Luiz Couto (PT-PB), Marcus Pestana (PSDB- MG), Paulo Teixeira (PT-SP), Sarney Filho (PV-MA), Subtenente Gonzaga (PDT-MG). 


O texto terá destaques votados na Comissão Especial antes de ser remetido ao Plenário da Câmara, onde, se aprovado, será encaminhado para apreciação no Senado Federal. “O Instituto Sou da Paz não esmorece na defesa da vida e de políticas públicas efetivas de controle de armas, pois está seguro de estar ao lado da ciência e das evidências que pautam seu trabalho há mais de 15 anos. Continuaremos trabalhando para defender e implantar medidas que de fato possam contribuir com a redução da violência em nosso país”, finaliza o diretor.


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Confira abaixo a lista de votação:
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Taurus venceu?Comissão especial aprova alterações no Estatuto do Desarmamento







  • 27/10/2015 20h48
  • Brasília
Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil




Brasília - Comissão especial aprova texto-base do substitutivo proposto pelo deputado Laudivio Carvalho que revoga o Estatuto do Desarmamento (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Protesos não impediram aprovação de mudanças no Estatuto do DesarmamentoFabio Rodrigues Pozzebom/ABr


Apesar dos protestos, a comissão especial destinada a votar alterações no projeto de Lei (PL) 3.722/12, que modifica o Estatuto do Desarmamento, aprovou por 19 votos a 8 o texto-base do substitutivo proposto pelo deputado Laudivio Carvalho (PMDB-MG). Além de afrouxar as exigências para compra e porte de armas, o projeto reduz de 25 para 21 anos a idade mínima dos que podem comprá-las.


Os destaques ao projeto, agora chamado Estatuto de Controle de Armas de Fogo, devem ser votados pela comissão especial na próxima terça-feira (3). Pela proposta, basta cumprir os requisitos formais previstos na lei para adquirir e portar armas de fogo para legítima defesa ou proteção do próprio patrimônio. O texto também autoriza o porte de armas para deputados e senadores.


A proposta foi criticada pelo deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG). Ele disse que vários dispositivos propostos no substitutivo apresentado pelo relator não podem ser acolhidos porque o texto repete os equívocos e falhas da proposta original. "Mas não só por isso. Trata-se de uma proposta que desperta muitos cuidados, como, por exemplo, a redução, a nosso ver, absurda, da idade mínima para compra de armas de 25 para 21 anos; a compra de armas até mesmo a quem foi condenado ou responde a processo criminal por crime culposo”, afirmou Gonzaga em seu voto em separado.


Já os deputados Alessandro Molon (Rede-RJ) e Luiz Couto (PT-SP) argumentaram que a diminuição no número de armas legais em circulação reduz o estoque das que podem cair na ilegalidade. Eles apresentaram dados do Sistema Nacional de Armas (Sinarm) do Ministério da Justiça, segundo o qual 22.944 armas de fogo foram perdidas ou extraviadas entre 2009 e 2011.


Para Molon e Couto, que também apresentaram voto em separado, a diminuição no número de armas legais em circulação reduz o estoque de armas que podem cair na ilegalidade. “É clara a associação entre o aumento de circulação de armas de fogo e o aumento da taxa de homicídios no país. Portanto, é fundamental que qualquer ação que busque combater o acesso a armas de uso restrito seja acompanhada pelo fortalecimento de todo o sistema de controle de armas de fogo e munições”, afirmam os deputados no voto.




Brasília - Comissão especial aprova texto-base do substitutivo proposto pelo deputado Laudivio Carvalho (foto) que revoga o Estatuto do Desarmamento (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Restringir compra e porte de armas estabelece "paz unilateral”,  diz  o  relator  do  substitutivo, Laudívio CarvalhoFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O relator defendeu o projeto com o argumento de que restringir a aquisição e o porte de armas estabelece uma “paz unilateral”, para que os bandidos possam agir “em paz”.

“Na relação custo-benefício, que os marginais conhecem muito bem, os crimes se tornaram mais intensos e cruéis diante de uma sociedade sabidamente desarmada, acoelhada e refém dos delinquentes, que passaram a ser protegidos por uma lei que a eles permite tudo e, aos cidadãos de bem, nada”, justificou.


Os deputados queriam ainda manter a isenção de tributos, como os  impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) e sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), para aquisição e importação de armas de fogo; de armas e munições pelas Forças Armadas e pelos órgãos de segurança pública, mas o relator voltou atrás, após perceber que a medida violava a Lei de Responsabilidade Fiscal.


Edição: Nádia Franco



Indústria de armas financiou 21 parlamentares

Levantamento mostra que fabricantes de armamentos contribuíram para a campanha de 14 deputados federais e sete estaduais. Quase metade da comissão da revogação do Estatuto do Desarmamento recebeu doações do setor





Instituto Sou da Paz aponta movimento da bancada da bala contra Estatuto do Desarmamento


Mais de 70% dos candidatos que receberam legalmente doações de campanha da indústria de armas e munições se elegeram em outubro. Dos 30 nomes beneficiados pelo setor, 21 saíram vitoriosos das urnas: são 14 deputados federais e sete deputados estaduais. Ao todo, fabricantes de armas e munições destinaram R$ 1,73 milhão para políticos de 12 partidos em 15 estados. Metade desses recursos ficou com candidatos do PMDB e do DEM, do Rio Grande do Sul e de São Paulo.



Os dados, aos quais o Congresso em Foco teve acesso em primeira mão, são de levantamento exclusivo do Instituto Sou da Paz, organização não governamental (ONG) de combate à violência, com base em dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Apesar de identificar uma redução no volume de doações legais (R$ 1 milhão a menos do que nas eleições de 2010) e no número de congressistas financiados pelo setor (foram 13 federais a menos neste ano), o instituto vê a indústria de armas fortalecida no Congresso. E com um alvo certo e imediato: a revogação do chamado Estatuto do Desarmamento, que restringe o porte e o uso de armas de fogo em todo o país.


Dos 24 titulares da comissão especial incumbida de discutir o projeto que libera o porte e o uso de armas de fogo no país, dez receberam doações do setor para suas campanhas eleitorais neste ano. Ou seja, cerca de 40% dos integrantes. Outros seis suplentes do colegiado também foram financiados por fabricantes de armas e munições.


“A bancada da bala aproveitou o período eleitoral para avançar o projeto na surdina. Nesse sentido, desistiu de realizar seis audiências públicas país afora e optou por realizar apenas uma audiência, em 26 de novembro. Mais do que isso, o objetivo da comissão é votar o projeto de forma açodada, sem realizar uma discussão aprofundada com a sociedade civil, no dia 10 de dezembro”, afirma a ONG.

O projeto de lei (PL 3722/12), que será debatido em audiência pública na Câmara nesta quarta-feira (26), enfrenta resistência do governo, que prefere manter as diretrizes da atual legislação. Entre os pontos polêmicos da proposta está o número de armas que cada cidadão poderá adquirir e legalizar: até nove. O texto também aumenta o número de munição para portadores de armamento: de 50 balas por ano para 50 balas por mês.


“Por que um cidadão comum precisa ter nove armas e 50 munições por mês? O projeto é desastroso”, disse ao Congresso em Foco o cientista político e professor de Relações Internacionais Marcelo Fragano Baird, coordenador de projeto do Instituto Sou da Paz para a área de Sistemas de Justiça e Segurança Pública.

 
Para Marcelo, o financiamento de candidaturas tem objetivos explícitos. Entre eles, a aprovação de proposições como a que visa assegurar o porte de arma para o maior número possível de categorias (advogados, oficiais de Justiça, políticos etc), com óbvios propósitos comerciais. “Diversos projetos são apresentados por ano para modificar pontualmente o Estatuto do Desarmamento. De vez em quando eles conseguem algumas vitórias”, acrescentou.

O Instituto Sou da Paz lembra que alguns projetos aprovados no Congresso estenderam o porte de armas a outras categorias profissionais, como o referente aos guardas municipais – a lei proveniente desse projeto foi sancionada pela presidenta Dilma em agosto.

Munição majoritária
O estudo da ONG demonstra que a comissão especial voltada para a revogação do Estatuto do Desarmamento é majoritariamente composta por membros da chamada bancada da bala. Segundo o instituto, há parlamentares alinhados aos interesses do setor mesmo sem ter recebido doação.

“O [deputado Jair] Bolsonaro, por exemplo, nem precisa receber doação de campanha, porque ele faz [a defesa de interesses da indústria das armas] por ideologia”, observou Marcelo Fragano, mencionando um dos componentes do colegiado. Para o especialista, o PL 3722 é “o mais ousado” entre os projetos defendidos pela bancada da bala, porque revoga a lei vigente e inverte papéis.

“É quase que um atestado de falência do Estado como instituição que deve zelar pela segurança pública. É como se dissesse: ‘Como não conseguimos resolver a situação, vamos armar o cidadão para cada um se defender. Assume a guerra de todos contra todos’”, acrescentou Marcello, para quem, em suma, o projeto instaura a cultura do porte de arma no Brasil.

O projeto de lei criticado pela ONG institui o Estatuto do Controle de Armas de Fogo, que, na prática, revoga o Estatuto do Desarmamento. Caso o projeto seja aprovado, passa a ser responsabilidade da Polícia Civil, em conjunto com o Sistema Nacional de Armas, a emissão do registro e porte de armas de fogo. O PL também sugere a extinção da obrigatoriedade de renovação do registro de arma de fogo a cada três anos, tornando-o definitivo. A justificativa alegada é o excesso de burocracia, como o pagamento de taxas tidas como elevadas, a comprovação da necessidade de porte de arma e a observância a outros pré-requisitos formais.

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