terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Irresponsavelmente, Dilma faz o pior governo da História


Charge de Fernando Cabral (reprodução site do PSDB)


Wagner Pires
Induzir a economia com gasto público via BNDES, principalmente, e não ter atacado os problemas básicos, como a baixa produtividade, a falta de infraestrutura e o elevado custo Brasil – esta estratégia nos trouxe até aqui e nos levará a uma situação muito pior, ainda. Os números negativos da nossa economia tomarão maior vulto em 2016 após os festejos populares.


Os especialistas estimam que a Petrobrás teve uma quebra de caixa de mais de R$ 60 bilhões por conta do represamento dos preços dos combustíveis. Agora vamos pagar com uma inflação muito mais alta, com preços dos combustíveis muito mais altos, obviamente, para tentar recuperar a situação financeira da empresa.


As empresas que tem suas dívidas em dólar, como é o caso da Petrobras vão enfrentar muita dificuldade para resgatarem suas dívidas. A coisa vai, realmente, feder! Haja elevação nos preços dos combustíveis para tentar equilibrar o caixa da Petrobras.



DILMA NÃO MUDA
Na verdade, tudo já está no cronograma de manutenção da “política” do desequilíbrio fiscal adotada propositadamente pela presidente Dilma Rousseff. Tudo isso já era mais do que previsível, e ainda no final do primeiro mandato o ministro Guido Mantega mandou um recado que a mídia não reverberou, como deveria ter propagado. Mantega disse que Dilma levaria a sua política até às últimas consequências.


Ora, Joaquim Levy foi mais um imbecil que não entendeu o recado até estar dentro do sistema e ver de perto o que todos nós já sabíamos de antemão pelo desabafo do ex-ministro Mantega.
O Brasil nunca experimentou uma irresponsabilidade fiscal deste porte e, portanto, um abismo econômico desta dimensão.


NÃO HOUVE AJUSTE
A falta de ajuste fiscal empurra enlaça a economia em recessão de três períodos, no mínimo. Não houve ajuste fiscal em 2015. Portanto, a recessão já está contratada até 2018.


Ocorre, porém, que os efeitos da crise estão se aprofundando não muito rapidamente. E isto porque o setor de serviços, que é o maior setor de nossa economia e o último a refletir a recessão, está deteriorando mais lentamente. Mas, vai ficar mais clara esta deterioração no decorrer do próximo ano que já está para se iniciar.


Fique claro que, sem ajuste fiscal em 2016, a recessão ou estagnação alcançará também 2019. A dupla Dilma e Mantega nos empurrou para uma cilada estagflacionária de dificílima solução. É uma desgraça em cima da outra, infelizmente.

Ciro Gomes diz que o governo de Dilma é “indefensável”


Ciro continua o mesmo e fala mal de todo mundo


Deu no Globo
Cotado para a disputa presidencial de 2018, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) afirmou que o vice-presidente Michel Temer se comporta como “ombudsman” do governo, tentando se eximir de responsabilidade, e criticou a aliança feita pela presidente Dilma Rousseff com a “turma do ramo da esculhambação” do PMDB.

Apesar de considerar a gestão Dilma “praticamente indefensável”, ele afirmou que não há motivo para impeachment. As declarações foram dadas no programa “Preto no Branco”, do jornalista Jorge Bastos Moreno, no Canal Brasil:

— O PMDB faz o quê? Não se responsabiliza por nada, tem hoje sete ministros. E o Michel Temer mandando cartinha com mi-mi-mi, como se fosse um ombudsman do governo. Um homem que posa de jurista e vai dizer que as assinaturas dele nos decretos das pedaladas não são de responsabilidade dele.

No início do mês, Temer enviou uma carta a Dilma com queixas a respeito do tratamento dispensado a ele. O documento era repleto de reclamações sobre cargos e questões pessoais.

— Como é que um vice-presidente da República manda uma carta para a presidente da República: “A senhora demitiu meu amiguinho”, “A senhora chamou a Beyoncé para jantar e não me chamou também”? — disse o ex-ministro.

CRÍTICA A AÉCIO
Ciro também criticou a postura adotada pelo presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), depois de ser derrotado nas eleições presidenciais do ano passado. E disse que o comportamento do tucano contrasta com o que ele teve no escândalo do mensalão, quando “ajudou num bastidor digno, correto e decente”:

— Política não é MMA, UFC. Ele agora está no UFC.

Para Ciro, tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto Fernando Henrique Cardoso estão prestando um “desserviço” ao país. Questionado se acha Lula honesto, Ciro disse que não:

— Na vida pública não basta não roubar. Eu acho que ele não rouba, mas é preciso cumprir a outra tarefa de não deixar roubar. Eu acho que ele não está nem aí — afirmou Ciro, que foi ministro de Lula.

Segundo Ciro, FH também não mantém uma postura adequada para um ex-presidente e estaria “comprometendo, pelo menos para a atual geração, uma biografia brilhante”:

COSTEANDO O ALAMBRADO
— O Fernando Henrique sabe como é que fazem os ex-presidentes americanos e franceses que ele cultiva com tanto carinho. Aqui está vulgarizado, costeando, como dizia o Brizola, o alambrado do golpe.

Já quanto ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro aposta que sua prisão é questão de tempo:

— Esse o brasileiro vai assistir indo para a cadeia. É só termos um pouco de paciência com os tempos. As instituições brasileiras estão funcionando, eu acredito que assistiremos (à prisão de Cunha) e que não demora.

Bom para os bancos, ruim para o resto do país




Charge de Aroeira (reprodução de O Dia)

Vittorio Medioli

O Tempo

Joaquim Levy herdou uma situação complicada do seu antecessor, Guido Mantega, no fim de 2014, e devolve agora a Nelson Barbosa uma escabrosa. Deixa para trás um milhão e meio de desempregados, fechamento de milhares de indústrias, mercados em pânico, redução da arrecadação pública, apesar de estrondosos índices de alíquotas de impostos.


A inflação, com ele, passou de 6% para 10%, o dólar subiu de R$ 2,30 para R$ 4. O PIB, de um crescimento de 0,1% para uma queda de 2,7%.

Um conjunto de negatividades imperdoavelmente grave para uma economia afortunada por natureza. Ainda larga um Brasil rebaixado, num patamar ocupado por republiquetas de risco. Investir no Brasil, que era moda, passou a ser atividade especulativa com razoável possibilidade de levar calote.


Levy se queixa, agora, como ao longo de sua gestão, da falta de aprovação do ajuste fiscal. Mas muitas das medidas que pediu foram aprovadas, embora piorassem a situação. Jogou a culpa no Congresso, mas o que dependia dele (cortar despesas) não o fez. Faltou-lhe a CPMF, que é o tipo de imposto mais perverso e insustentável de confisco.

Nem a capacidade de formular algo mais tragável e politicamente correto – não cumulativo para as atividades produtivas – foi capaz de inventar. Sobre a CPMF, que é retida pelos bancos, sempre existiu a sombra de altas apropriações indevidas dos bancos que nunca ninguém conseguiu investigar.

Levy usou a CPMF como um aríete na parede do Congresso. Quebrou seu chifre. Demonstrou falta de sensibilidade política, fixou-se no que havia de pior e encareceria produtos básicos de consumo popular. A culpa é dele, insistir em teses ultrapassadas e insustentáveis.


SEM SABEDORIA
Na altura galáctica de seu cargo, evidentemente, se exigem habilidade e conhecimento, mesmo que falte sabedoria. Ele mostrou incapacidade de pilotar em curvas, de usar acelerador e freio no momento certo e o volante na medida precisa. Distribuiu, ainda, carga nos pontos que de mais alívio precisam. Levy capotou por imperícia dele, insistindo no modo errado de alcançar o equilíbrio entre receitas e despesas. Deixou ainda menos competitivos os setores primários, aqueles que sustentam a economia, e permitiu lucros exorbitantes aos setores financeiros e especulativos.


Faz lembrar Zélia Cardoso, a ministra do confisco de Collor. Levy enxerga curvas e retas, subidas e descidas, reclama do freio e do acelerador que não sabe usar. Fosse piloto de corrida, não conseguiria sair do boxe. Steve Jobs não era um técnico de informática, mas montou a Apple. Churchill não era general, mas acabou fazendo da Inglaterra um país vitorioso. FHC não era economista, e conseguiu o Plano Real. Técnicos têm importância no boxe, não na pista onde se disputa.


Embora Levy, ao se despedir do ministério, tenha dito que o futuro mostrará suas bondades, o presente deixa números consideravelmente negativos e um clima de desarranjos terríveis.

Com a faca e o queijo nas mãos, não soube agradar a ninguém, à exceção do sistema bancário, que o emprestou ao governo. Os bancos, que no meio da devastação econômica de 2015 registraram seus melhores balanços, o acolheram de volta como herói.


O Estado, os setores produtivos, a população em geral e os trabalhadores foram destroçados. Registrou-se uma transferência de saldos dos setores produtivos para o setor bancário.


COMO EXPLICAR?
Os investimentos que afluíam ao país entraram em rota de fuga. As atividades principais das empresas produtivas passaram a ser o fechamento de vagas, o corte de investimentos, o enxugamento e, quando não é suficiente para a sobrevida, o fechamento das portas.


A presidente Dilma, mais em consideração aos escândalos que assolam seu governo, se encontra em apuros pelo descontentamento da classe média e da população castigada ao mesmo tempo pelos aumentos de tarifas que dependem do controle do governo, pelo desemprego galopante, pela inflação medonha, pela corrosão das rendas familiares.

Nas ações de Levy não se enxergou uma medida para cortar privilégios de categorias encasteladas que sangram o Estado.

Raras as citações ao castigo decretado, pela sua política econômica, aos jovens e às famílias. Essa falta de consideração não é doutrinariamente “liberalismo”, mas a velha conspiração que quebra o Estado e o faz refém de dívidas impagáveis. Bom para os bancos, ruim para o resto.

ESTÍMULO À INDÚSTRIA?
Dilma, ao lado de Nelson Barbosa, deverá anunciar um pacote de medidas de estímulo à produção industrial, especialmente o plano de substituição de veículos poluidores por outros mais econômicos, atendendo o compromisso de diminuição de emissões de CO2 da COP21. Será um impulso à recuperação da atividade industrial, do emprego e de uma arrecadação saudável.

Também deverá ser anunciada a polêmica repatriação de capitais mantidos clandestinamente por brasileiros no exterior. Interessante seria que esses capitais, além de pagarem impostos atrasados, voltassem sob a condição de investimentos ambientalmente corretos, promovendo a conversão de energias fósseis para renováveis. O Brasil poderia ficar mais acolhedor.

Para o nosso país ainda é imprescindível aumentar as atividades econômicas, criar oportunidades de trabalho, conseguir, assim, virtuosamente, reequilibrar as contas públicas e a solidez do Estado.


Aproveito a data para desejar aos meus leitores um feliz Natal. Que a esperança ilumine sempre nossos corações e alimente nossas vidas.

Só quero ver quem vai votar contra o impeachment…

Willy Sandoval


Muitos políticos, representantes de partidos meio que em cima do muro, resolvem declarar que não há motivos para impeachment e outras lenga-lengas. Mas há milhões de pessoas como eu, que podem chegar a até 90% da população, que julgam diferente e querem ver, na hora do voto aberto pelo impeachment, quem se atreverá a declarar voto favorável à continuidade dessa corja de bandidos petralhas no governo.

De minha parte, uma decisão já está tomada: pode ser o meu melhor amigo(a), candidato(a) a vereador(a) ou a prefeito(a) em 2016, e também nas eleições de 2018, se pertencer a um partido que não foi 100% a favor do impeachment, então não terá meu voto. Simples assim.

Espero que milhões de pessoas se posicionem dessa forma, as redes sociais são um bom meio para se fazer essa declaração. Chega de empulhação, ou se é a favor do Brasil ou a favor dos bandidos petralhas no poder. Chega também de omissão – está ouvindo(ou lendo), dona Marina Silva?

SEM CREDIBILIDADE
Articulistas ridículos, com argumentos cada vez mais fracos e piores, insistem em defender a “gestão” de dona Dilma Rousseff! Vamos resumir a coisa:

Dona Dilma, presidanta, providencie para que a oposição não consiga os 342 votos na Câmara. Mas mesmo assim, vamos supor que a oposição consiga 335 votos, faltando 7 para conseguir encaminhar o impeachment e o seu afastamento do cargo. Que tipo de governo (ou desgoverno) irá fazer tendo um número tão absurdo de deputados contrários ao seu mandato? E, além disso, com mais de 90% de desaprovação popular? É muita imbecilidade!

Ainda assim poderia haver uma hipótese de conseguir chegar ao final do mandato de maneira menos conturbada: abra mão de continuar governando dentro desse presidencialismo furado de coalizão (ou seria de corrupção), deixe que Michel Temer assuma um papel de primeiro-ministro, forme o novo gabinete dele e comece a governar.

E a senhora ficaria até 2018, só como chefe de estado, curtindo viagens, regabofes, lindas praias de fortes da Marinha, como na Bahia e outros mordomiazinhas do cargo. Mas, pelo amor de Deus, desista de governar, o país não aguenta mais sua incompetência gerencial e seus desatinos!

Planalto “planta” notícias para desestabilizar Michel Temer


Michel Temer sabe que é a bola da vez

Carlos Newton
A manipulação da imprensa, especialmente na internet, é uma realidade flagrante, não somente através do pagamento a importantes jornalistas, que se vendem ao governo por 30 dinheiros, mas também através da utilização de notícias “plantadas” por repórteres que ainda acreditam que é melhor ficar com Dilma do que encarar Michel Temer na Presidência.

Reparem que nos sites da grande imprensa entrou na moda um tipo de reportagem política que não tem entrevistados, mas traz informações fortíssimas sobre “bastidores da política”, quase sempre semeando brigas entre os adversários do governo, para dividir as oposições. Esta estratégia na mídia é chamada de “desconstrução”. O vice-presidente Michel Temer é hoje vítima do momento.

Geralmente, não se consegue emplacar essas falsas matérias na imprensa escrita, onde trabalham os jornalistas mais experientes, que logo percebem a armação. Nos sites e blogs, porém, é bem mais fácil fazer essa plantação de notícias, porque a correria é muito grande, não há uma supervisão mais preparada profissionalmente, e esse tipo de notícia acaba sendo publicada. Mas não são fatos,  apenas factóides (notícias inventadas e que parecem verdadeiras).


TEMER E RENAN


A briga que está sendo incentivada no momento é entre o vice-presidente Michel Temer, que  preside o PMDB, e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, que estariam envolvidos num duelo de vida ou morte. Curiosamente, as informações são atribuídas a “aliados” de Renan, que teriam vazado informações de que o político alagoano teria montado um “mapa da guerra” para tirar Michel Temer do comando nacional do PMDB.


Há várias versões desta briga. o fato real é Renan Calheiros está num momento delicadíssimo, respondendo a seis inquéritos no Supremo e assistindo ao cerco da Polícia Federal a personagens de sua total intimidade, como Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, e o deputado Anibal Gomes (PMDB-CE), enquanto se avolumam também as acusações contra ele próprio. O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, por exemplo, acaba de afirmar ter pago US$ 6 milhões em propinas ao presidente do Senado.


Renan está desesperado, joga todas as suas fichas na derrocada do impeachment de Dilma, na esperança de que ela siga contando com a conivência do Supremo e da Procuradoria-Geral da República, e sonhar ainda não é proibido.


ESCAPOU POR POUCO…
Na semana passada, Renan escapou por pouco da operação Catilinárias, que fez busca e apreensão nas residências do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e de dois ministros indicados pelo PMDB – Henrique Eduardo Alves, do Turismo, e Celso Pansera, da Ciência e Tecnologia.


A verdade é que o nome do presidente do Senado foi tirado da lista da busca e apreensão na chamada undécima hora, por obra e graça do ministro Teori Zavascki, que ainda se julga devedor do Planalto por sua indicação ao Supremo, mas logo vai superar isso ou acabará manchando sua biografia, no estilo Lewandowiski/Barroso, enquanto até mesmo Dias Toffoli já decidiu escapar desta fria.


Para não pegar muito mal, Zavascki aceitou mandar quebrar os sigilos fiscal e telefônico de Renan, porque sabia que pouca coisa será encontrada. Desde que foi vítima de processo por falta de decoro e teve de renunciar para não ser cassado, Renan é supercauteloso e evita deixar rabo de palha, como diz o senador José Agripino Maia (DEM-RN), também investigado pelos federais.


SEM CARTAS NA MANGA
De toda forma, Renan sabe que não tem mais cartas na manga, sua incriminação é apenas uma questão de tempo. Não pode esperar que a presidente Dilma Rousseff consiga protegê-lo através dos tempos. Na verdade, ela está na mesma situação dele, equilibrando-se sobre uma corda bamba, sem rede de proteção.


Renan não tinha motivo para comprar briga com Temer, muito pelo contrário. Mas o Planalto tem o maior interesse em que esta briga ocorra. Por isso está regando sua plantação de matérias manipuladas.

Aécio Neves acaba de mudar o rumo do PSDB, e do país.

Pedro do Coutto


 Aécio ataca Temer, rebate Serra, o PSDB se afasta do impeachment

Na entrevista de página inteira a Daniela Lima, edição de ontem da Folha de São Paulo, o senador Aécio Neves atacou fortemente o vice Michel Temer, acusando-o de parceiro da administração atual, ao mesmo tempo, de forma praticamente direta, rebateu José Serra, que, também entrevistado por Daniela Lima, colocou-se disposto a colaborar com eventual governo Temer, do PMDB.


Com isso, sem dúvida, o senador mineiro expôs – e destacou a cisão aberta sobre o tema no reduto dos tucanos. De difícil, o impeachment da presidente da República desfocou-se no horizonte.


Não por acaso, também ontem, no Globo, reportagem de Eduardo Basciani e Maria Lima revelaram com intensidade nas letras a mudança de rumo do PSDB, incluindo opiniões dos senadores Cássio Cunha Lima e Álvaro Dias. A matéria acentua que o foco predominante na legenda volta-se agora para o Tribunal Superior Eleitoral, na esperança de o Tribunal anular as eleições de 2014 e convocar novo pleito presidencial.


Este pensamento inspira-se no retorno às urnas com a posição de Aécio Neves fortalecida pelo desabamento de Dilma Rousseff na opinião pública. Afinal de contas, sua aprovação melhorou alguns centímetros, porém como demonstra a pesquisa Datafolha, a qual comentei neste site, permanece submersa na rejeição. Mas tal condição nada tem a ver com seu impedimento. O Supremo já havia distanciado essa hipótese. Agora também o principal partido da oposição ao governo

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SERRA COM TEMER
O conflito Aécio Neves e José Serra veio à tona claramente. José Serra joga ao lado de Michel Temer, tentando obter seu apoio para 2018. Aécio lança os dados em busca de nova eleição, em 2016. Geraldo Alckmin inspira-se no silêncio. Quer se tornar uma terceira opção.


As atuais posições de Aécio Neves e José Serra são impossíveis de conciliar e também difíceis de alcançar. Vamos por partes. Primeiro com o voo do impeachment para além do horizonte, provável reino de OZ, Serra saiu atingido no debate, na medida e que deixou claro o seu projeto. Em segundo lugar, Aécio, como o Datafolha mostrou na reportagem de Ricardo Mendonça, é o candidato mais forte contra o PT, mas na perspectiva de 2018. Não no momento.

Pois é quase impraticável que o TSE anule o pleito  do ano passado. A decisão básica já representa uma ruptura histórica e cirúrgica. Na sequência, viriam recursos da chapa vencedora Dilma-Temer ao Supremo Tribunal Federal.


Como tal anulação colide com o projeto de Michel Temer, ela não pode ser objeto de interesse por parte do PMDB. Muito menos por parte da situação, é absolutamente claro.


TENDÊNCIA DA NUVEM…
Portanto, ao conservarmos – sem torcer por um desfecho – o panorama exposto, traduzimos inevitavelmente que a tendência natural é que o movimento político continue em frente, com os lances imprevisíveis que caracterizam a política.


Como a nuvem, na definição de Magalhães Pinto, dita a mim, durante uma conversa com José Aparecido de Oliveira e Sebastião Nery, na sala do antigo Banco Nacional que desapareceu no tempo. Quem poderá esperar esse fato?


Pois é. Em matéria de política, as tendências e direções mudam a todo o momento. Com Aécio Neves acaba de mudar o rumo do PSDB, e do país.

Dilma e Barbosa derrubam a Bolsa e dólar passa de R$ 4


Kennedy Alencar
 
Ig Notícias
Apesar de o principal desafio do novo ministro da Fazenda ser recuperar a confiança dos agentes econômicos, Nelson Barbosa falhou no primeiro dia no cargo. As expectativas econômicas pioraram após uma conferência de Barbosa com investidores estrangeiros no final da manhã. O dólar subiu. A Bolsa caiu. Os agentes econômicos aguardam mais atos e menos palavras do governo.

De tarde, na posse do novo ministro, a presidente Dilma fez um discurso rápido, dizendo que não haverá guinada na economia, mas afirmando que ajuste não é apenas cortar gastos. A fala da presidente foi considerada ruim até por ministros. O discurso de posse de Barbosa também foi visto como fraco.

É fato que o governo perdeu a credibilidade fiscal. Para os agentes econômicos, não adiantam palavras. São necessários gestos do governo Dilma.

GANHAR TEMPO
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, vai pedir esclarecimentos sobre a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) a respeito do rito do impeachment. O pano de fundo dessa estratégia é ganhar tempo, na espera de que a piora na economia ajude a fortalecer novamente a tese de impeachment da presidente Dilma.

O recurso ao Supremo deverá ser respondido pelo tribunal logo no início de fevereiro. Na época, o tribunal também deverá se manifestar sobre o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para afastar Cunha da presidência da Câmara e do mandato de deputado federal.
A oposição e Cunha acreditam que tentar votar o impeachment em março aumentará a chance de queda da presidente Dilma.

### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Com “ministros” dedicados como Nelson Barbosa, o Brasil nem precisa de inimigos. O próprio governo se encarrega de destruí-lo. (C.N.)

Novo secretário da Fazenda é investigado na Operação Zelotes


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Dyogo Oliveira está na mira da Polícia Federal

Deu no Correio Braziliense
Anunciado na segunda-feira (21/12) como o novo secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique Oliveira é alvo da Operação Zelotes, que apura suposto esquema de compra de medidas provisórias nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O Ministério Público Federal pediu em outubro as quebras dos sigilos bancário e fiscal dele entre 2008 e 2015, o que teria sido autorizado pela Justiça Federal, segundo investigadores. O processo tramita sob sigilo.


Atual “número 2” do Planejamento, Oliveira é citado na investigação como possível elo, no governo federal, dos lobistas suspeitos de “comprar” medidas provisórias. As provas já colhidas apontam que os lobistas tinham contatos no Palácio do Planalto e em ao menos dois ministérios para, supostamente, tratar da edição das normas, que concederam incentivos fiscais a montadoras de veículos.

Oliveira já era braço direito do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que o manteve no cargo mesmo depois que seu nome foi citado na Operação Zelotes. Agora, vai acompanhar Barbosa na Fazenda.


MEDIDAS PROVISÓRIAS
Dyogo Henrique Oliveira era secretário adjunto de Direito Econômico do Ministério da Fazenda em 2009 e 2011, quando foram discutidas, editadas e aprovadas as Medidas Provisórias 471 e 512, que estão sob suspeita de “encomenda” e que ampliaram o prazo de incentivos fiscais dados à montadoras de veículos instaladas nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Ele é citado em anotações do lobista Alexandre Paes dos Santos, o APS, nas quais registrava dados sobre a negociação das normas. Num dos trechos, ele anotou “Diogo/José Ricardo”, seguido de “Secretaria de Política Econômica” e “SPE”.

Num documento de 2011, a Marcondes e Mautoni Empreendimentos, empresa que teria atuado na compra das MPs, também registra uma reunião com Dyogo entre 28 e 31 de março. O sócio da Marcondes, o lobista Mauro Marcondes, e APS estão presos e já foram denunciados por envolvimento no esquema. Marcondes também é investigado pelo repasse de R$ 2,5 milhões à uma empresa de Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula no mesmo período da edição de medidas provisórias de interesse do setor automotivo.

REUNIÕES
Em nota enviada à reportagem em outubro, Dyogo Oliveira afirmou que, como secretário da Fazenda, tinha como uma de suas atribuições “manter reuniões regulares com diversos setores produtivos, durante as quais esclarecia aspectos legais e técnicos das medidas econômicas em debate”.
Dyogo Henrique Oliveira assegurou que “não mantém qualquer tipo de relacionamento com as pessoas citadas como lobistas pela imprensa e que está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades da investigação”. (da Agência Estado)

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A que ponto chegamos… Um presidente como Itamar Franco jamais assinaria esta nomeação. Mas a presidente Dilma é diferente. Julga-se acima da lei da lei e da ordem, do bem e do mal. Trata-se de um caso psiquiátrico, que nem Freud explicaria. (C.N.)

Coluna Claudio Humberto


Diário do Poder
Por meio dos advogados, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) chama de “delirante e fantasioso” o conteúdo da gravação em que ele insinua influência sobre políticos e magistrados, e de “blefes e bazófias” o que afirmou na conversa com Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que o levou à prisão no dia 25 passado. Ele também inocenta o banqueiro André Esteves, solto neste sábado (19).
A referência a Esteves, diz a defesa de Delcídio, “foi um blefe” para dar à família Ceveró a ideia de que poderia obter “consolo” ou “vantagem”.
Delcídio também procurou inocentar seu chefe de gabinete, Diogo Ferreira, afirmando que ele sempre agiu sob sua ordem e confiança.
O criminalista Kakay disse ter feito forte prova da inocência de Esteves e confia que a Justiça nem sequer receberá a denúncia contra ele.
Delcídio lembra que cópia do acordo de delação de Ceveró, apreendida com investigados, já havia sido publicado em revistas semanais.
Publicidade
Ataques ao vice Michel Temer, pelo PMDB do Rio e senadores ligados ao Planalto, provocam a reação de parlamentares do partido favoráveis ao impeachment de Dilma. Parte segue a liderança de Eduardo Cunha (RJ) e ameaça recriar o PMDB sem adesistas, na convenção de março, rompendo com o PT. Eles deram várias provas de força, impondo ao governo derrotas como a eleição da comissão do impeachment.
O clima do PMDB pró-impeachment é o de promover uma espécie de “guerra de guerrilha” contra os que aderiram ao governo.
“Do jeito que vai, terá que recomeçar tudo do zero”, avisa o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). “Terá que se recriar a política no Brasil.”
Do tipo conciliador, o vice Michel Temer pede cautela aos insatisfeitos. Para ele, as brigas internas prejudicam mais o PMDB que o governo.
Levantamento do Paraná Pesquisas, entre os dias 10 e 14, mostra que 62,4% dos paranaenses defendem o impeachment de Dilma e que 71,4% não acham isso “golpe”. E 84,4% desaprovam o governo petista.
O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas aponta também que 82,7% dos 1.520 entrevistados querem o afastamento do deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara.
Acusando o Ministério Público de perseguição, Eduardo Cunha diz que Renan Calheiros responde a seis inquéritos. Cunha, a três. “Sabe-se tudo sobre os meus inquéritos e quase nada sobre os do Renan”, diz.
Ao contrário de Rodrigo Janot, o salvador do mandato de Dilma, o Palácio do Planalto defende a permanência de Eduardo Cunha na presidência da Câmara – a melhor maneira de impedir o impeachment.
Agentes do governo escalados para trabalhar nas Olimpíadas do Rio não vão contar com sinal de Wi-Fi. Nem nas áreas onde haverá jogos, tampouco nas bases operacionais. Inclui aí a equipe de segurança.
O advogado Antônio Figueiredo Basto, que defende Delcídio Amaral, pediu ao STF a revogação da prisão ou sua substituição por medidas cautelares, como afastamento do exercício do mandato de senador.
O ministro Gilberto Kassab assedia Jerônimo Goergen (PP-RS) para se filiar ao PSD. Ele recusou o convite. Na janela de transferência, Kassab quer transformar sua bancada na segunda maior da Câmara.
Fiel escudeiro de Leonardo Picciani, o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR) reconhece a dificuldade do garotão de ouvir a bancada: “Ele precisa respeitar a vontade da maioria”.
...Dilma trocou Joaquim Levy, economista respeitado, por um ciclista no Ministério da Fazenda: Nelson Barbosa é especialista em “pedaladas”.

Só falta a Moody's



A Moody's está decidindo se rebaixa o Brasil um grau ou mais.

Seu analista chefe disse à Reuters:

"Estamos avaliando um rebaixamento de um degrau, e não de vários. A questão é, se rebaixarmos, qual será a nova perspectiva, porque ela precisaria refletir se acredtamos que a posição é estável ou se pode piorar"

 

Perda de tempo



O primeiro semestre de 2016 já está perdido.

Lauro Jardim informa que o julgamento do TSE para cassar o mandato de Dilma Rousseff só deve ocorrer em maio.


Vamos acelerar o impeachment



Dilma Rousseff, segundo o Valor, "determinou que os ministros do núcleo político que a assessoram avaliem a viabilidade de uma convocação extraordinária do Congresso Nacional na segunda quinzena de janeiro, a fim de abreviar o recesso legislativo e acelerar a votação do processo de impeachment".

Isso mesmo, Dilma: vamos acelerar o impeachment e abreviar seu mandato.

Expectativa ainda mais baixa ( a respeito da Folha de São Paulo)


“Reservadamente, assessores presidenciais afirmam que Barbosa tem tudo para ‘surpreender’ porque ele assume com baixa expectativa do mercado”, disse a Folha de S. Paulo.

Esse comentário abaixou ainda mais nossas expectativas a respeito da Folha de S. Paulo.

É preciso rejeitar o capitalismo de quadrilhas do PT



Gustavo Franco, entrevistado pelo Infomoney, disse que 2015 pode ser ainda pior do que 2016:

“O biênio 2015-16 está a caminho de ser o pior de nossa história. Nem 1930-31 foi tão ruim. Só acredito em inflexão para melhor com a mudanças relevantes no terreno da política. Sempre pode haver, é claro, inflexão para pior”.

Para melhorar, segundo ele, só o afastamento de Dilma Rousseff:

“Há muito valor simbólico em a presidente cair por conta de pedaladas, ou seja, por desobedecer a Lei de Responsabilidade Fiscal. É um sinal claro de que houve amadurecimento institucional. Acho que o processo todo, incluindo os desdobramentos da Lava Jato, funciona como uma espécie de reforma que ataca o assunto da corrupção. Não há dúvida que isso nos fará um País muito melhor, inclusive no tocante às nossas possibilidades de crescimento”.

Gustavo Franco acredita no impeachment:

“As chances são grandes por que não existe pequeno crime, ainda mais para presidentes da República. Ademais, trata-se de rejeitar o modelo econômico de capitalismo de compadrio, ou de quadrilhas, introduzido no país pelo PT”.

Tianjin é a segunda cidade chinesa com alerta vermelho por poluição


  • 22/12/2015 07h02
  • Pequim
Da Agência Lusa
A cidade de Tianjin, que fica a uma hora de Pequim, de carro, anunciou hoje (22) o primeiro alerta vermelho - o mais alto - por poluição do ar, que deve começar quando o mesmo alerta cessar na capital chinesa.


A medida, que começa à meia-noite de hoje (hora local) e vai durar 30 horas, inclui a redução ou a suspensão do funcionamento das fábricas e dos estaleiros mais poluentes.
As creches e as escolas de ensino básico e médio são também aconselhadas a suspender as aulas e as empresas a adotar "um horário de trabalho flexível", enquanto a circulação de veículos é reduzida à metade.


Na capital chinesa, a densidade das partículas PM 2.5 - as mais finas e suscetíveis de se infiltrar nos pulmões - aproxima-se dos 450 microgramas por metro cúbico. A Organização Mundial da Saúde  estabelece o máximo de 25 microgramas para que o ar seja considerado saudável.


Tianjin é a segunda cidade da China a fazer o alerta vermelho por poluição, depois de Pequim ter anunciado o alerta por duas ocasiões este mês, a última em vigor desde sábado (19) e com duração até a meia-noite de hoje.


Uma onda de poluição atinge grande parte do Norte da China, em uma situação considerada "normal" para a época, já que a ativação do aquecimento central implica o aumento da queima de carvão, a principal fonte de energia no país.

Capital de um município com cerca de 15 milhões de habitantes, Tianjin é a principal cidade portuária do Norte da China, e foi, em agosto, palco de um dos maiores acidentes industriais no país, quando duas explosões em um terminal de contêineres deixaram 173 mortos.

Algo que faça minha alma feliz - LUIZ FELIPE PONDÉ

Folha de SP - 21/12

Venho discutindo temas relacionados à vida afetiva entre homens e mulheres há algum tempo. Percebo algumas mudanças de comportamento nos dois sexos que não receberam a devida atenção da moçada "especializada" porque essa moçada está muito ocupada com o mito da vez chamado "gênero". A obsessão pelas "exceções" é tanta que os seres mais "básicos", os héteros, estão fora do radar da "nova ciência do sexo", a menos que seja para criticá-los.

Essa tendência a mitomania em assuntos do sexo já tinha sido apontada por Freud, mas hoje ele está fora de moda, pelo menos naquilo que ele mais interessa: sua "ciência do destino dos sexos". A razão para a aparente cegueira quanto a algumas das dificuldades que passam homens e mulheres hoje é porque o debate é dominado por mitos ideológicos "das minorias" que devem explicar as "maiorias", aparentemente invisíveis.

No caso de uma séria crise no sistema de produção de riqueza, homens e mulheres voltariam ao que sempre viveram: homens matando para viver, mulheres lutando para não morrer no parto. Sei que a ideia parece absurda, mas, para mim, que "vivo" na pré-história, isso é óbvio.

Quero contar o caso de um amigo de 60 anos que me parece paradigmático. Mas, antes, um pequeno comentário sobre homens mais jovens.

Temo que os homens mais jovens estejam cada vez mais medrosos, principalmente na lida com as meninas e com situações de tensão pública. As meninas, na sua sabedoria uterina pré-histórica, já têm sentido o cheiro da covardia nos homens há algum tempo, mas, como são obrigadas a pensar neles como seus "inimigos de gênero", não conseguem pôr em palavras o odor do medo que eles exalam. Há 50 mil anos, já teriam identificado o processo.

Mas voltemos ao "case" específico de hoje. Imagine um homem que diga a seguinte frase para sua mulher: "Quero encontrar algo que faça minha alma feliz". Agora imagine que esse homem tem cerca de 60 anos e pertence à classe média alta graças ao seu sucesso como profissional liberal especializado.

Segundo o que relata meu amigo, sua mulher tem estado tensa desde que ele decidiu que não trabalharia mais do que três dias por semana, deixando os dois dias úteis restantes para buscar algo que "faça sua alma feliz". Atenção: não estamos falando de alguém religioso, ok? "Alma" aqui significa apenas algo como seu "eu" ou sua "vida pessoal".

Para tomar essa decisão, nosso herói teve que, antes, pensar o seguinte (segundo o que ele mesmo me relatou): "Se trabalhar mais do que trabalho hoje, não mudarei meu padrão, não ficarei mais um centavo melhor do que estou hoje".

Logo, abriu mão, especificamente, de ganhar mais dinheiro. A ideia de que ele esteja "desocupado", buscando algo que deixe sua alma mais feliz, parece estranho para sua mulher (que, se perguntada diretamente sobre o assunto, provavelmente dirá que está achando ótimo que seu marido procure mais "qualidade de vida").

Dirá isso porque hoje em dia todos queremos parecer bem resolvidos, sem angústias ou fragilidades afetivas.

Mas, se de fato é ótimo "ele buscar mais qualidade de vida" (eu que criei essa frase, não faz parte do relato, mas me parece razoável no contexto), por que a tensão?

Porque, simplesmente, homens "não têm alma", apenas trabalham e pensam em mulheres. O repertório do senso comum sobre homens implica que eles são simples, e as mulheres, complexas –provavelmente, por razões evolucionárias.

Uma mulher, mesmo que não confesse, imagina que quando seu marido decide parar de trabalhar dois dias por semana é porque ele está procurando outra mulher. No catálogo de comportamento masculino não existe a ideia de um homem se indagar verdadeiramente sobre o estilo de vida que ele quer ter ou se quer ou não ganhar mais dinheiro. As mulheres e os gays vivem se perguntando coisas assim, mas os homens héteros não.

A pergunta que não quer calar é: por que os homens começaram a se perguntar coisas assim? E se a resposta deles não for "quero uma mulher e uma cerveja, uma pelada e a outra gelada"?