quarta-feira, 13 de julho de 2016

Empreendimento ilegal desmata 10 mil m2 e leva riscos à represa Guarapiranga

segunda-feira, 11 de julho de 2016


O que se vê é uma enorme faixa de desmatamento que chega até a represa, onde casas já começam a ser construídas.

A Guarapiranga é um dos principais mananciais e reservatórios de abastecimento hídrico da cidade de São Paulo. No entanto, não é de hoje que a represa sofre com o desmatamento e com a ocupação irregular no seu entorno. Uma denúncia feita pelo G1 mostrou recentemente mais um desses casos. Um empreendimento imobiliário que já devastou dez mil metros quadrados da mata ciliar da represa.
 
 
 
De acordo com a reportagem, as casas irregulares têm sido construídas em um terreno localizado a apenas 150 metros da represa. A área, que deveria ser de proteção ambiental, não poderia ser usada para fins imobiliários. Sendo parte da Mata Atlântica, as únicas atividades permitidas para o local seriam lazer e agricultura sustentável. Mas, o que se vê é bem diferente disso.
 
 
 
A primeira vez que o empreendimento foi denunciado pela equipe de reportagem foi em outubro de 2015, no início das obras. Meses depois, o que se vê é uma enorme faixa de desmatamento que chega até a represa, enquanto as casas já começam a ser construídas, os lotes demarcados e até ruas planejadas.
O terreno, que já pertenceu ao Clube de Regatas Tietê, foi vendido à empresa Minha Casa, Meu Doce Lar por R$ 15 milhões. Ilegalmente, a empreiteira dividiu o lote e iniciou a venda dos espaços para fins imobiliários.
 
 
As obras representam diversos perigos à represa Guarapiranga. Além de destruir o bioma original, o desmatamento também colabora para o empobrecimento do solo e poluição dos recursos hídricos.
 
Ao ser questionada, a Prefeitura de São Paulo informou que a subprefeitura de Capela do Socorro já havia embargado a obra e multado o loteamento irregular, que também foi embargado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e não tem autorização ambiental. No entanto, mesmo com as proibições, as obras continuam.
Fonte: Ciclo Vivo

Olimpíada acentua desequilíbrios

segunda-feira, 11 de julho de 2016


O plano olímpico agrava os desequilíbrios do Rio, ao concentrar os investimentos na Barra da Tijuca, uma equivocada expansão urbana para o oeste, iniciada nos anos 1970, com “elevados investimentos em túneis, estradas e viadutos, em um circuito especulativo de altos custos sociais”.

Rio de Janeiro, Brasil, 11/7/2016 – Os Jogos Olímpicos começarão no dia 5 de agosto, na cidade do Rio de Janeiro, como um alívio para os taxistas locais, não pelos ganhos adicionais que poderão obter com turistas, mas pelo fim das obras que bloquearam muitas avenidas nos dois últimos anos. Porém, dezenas de milhares de famílias se sentem excluídas do festival esportivo e da cidade. São as vítimas de deslocamentos forçados pela construção de vias de transporte e instalações para a Olimpíada.


“Mais de 77 mil pessoas perderam suas casas desde 2009”, quando o Rio de Janeiro foi escolhida sede dos Jogos Olímpicos 2016, denunciou Mario Campagnani, membro do Comitê Popular da Copa e da Olimpíada, como representante da organização não governamental Justiça Global. Nem todas essas pessoas foram deslocadas, mas muitas comunidades pobres, como Vila Harmonia e Recreio II, foram totalmente desalojadas, em razão do que “chamamos de jogos da exclusão”, explicou à IPS.


Este será o quarto grande evento esportivo que afeta a cidade desde os Jogos Pan-Americanos de 2007. Depois vieram a Copa das Confederações em 2013 e o Mundial da Fifa no ano seguinte, esta disputada em várias cidades mas com encerramento no Rio de Janeiro, a sede principal. A maioria das famílias foi reassentada em bairros distantes do centro e de locais de trabalho, com infraestrutura precária; outras receberam indenizações insuficientes para refazerem suas vidas e alguns não receberam qualquer compensação por suas casas ou comércios demolidos, segundo o Comitê.


Quatro linhas de BRT (TransporteRápido por Ônibus) somando mais de 150 quilômetros, uma linha de metrô de 16 quilômetros, uma reforma radical da zona portuária central, agora denominada Porto Maravilha, e alguns estádios foram as principais obras impulsionadas pela Olimpíada. O BRT Transcarioca, que une a Barra da Tijuca, o novo bairro rico onde foi construído o Parque Olímpico e outros estádios, ao aeroporto internacional do Rio de Janeiro, reflete o objetivo de servir ao turismo primeiro, antes da população local.


O Rio Janeiro se converteu em uma das capitais mundiais dos megaeventos, que são “uma máquina de entretenimento, uma indústria múltipla que gerou um novo conceito de lazer turístico, ativo e não mais contemplativo”, afirmou à IPS Luiz Cesar Ribeiro, professor de planejamento urbano na Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Trata-se de um setor complexo, que envolve em sua preparação e realização vários serviços, obras públicas, meios de comunicação e outros negócios, como a indústria de material esportivo, além da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional”, acrescentou.


A cidade se adequa a essa atividade, “por ser uma grande metrópole, de paisagem natural maravilhosa e um centro cultural atraente, onde até a pobreza das favelas se converteu em produção interessante”, destacou o professor, que coordena o Observatório de Metrópoles, uma rede de pesquisa. Além disso, essa inclinação por grandes espetáculos e seus negócios tem um desenvolvimento endógeno.


O carnaval local se converteu em um negócio turístico e televisivo internacional. Em 1950, o Rio foi o coração da Copa do Mundo de Futebol, construindo o Maracanã, maior estádio do mundo durante muitas décadas. Em 1985, o empresário Roberto Medina criou o Rock in Rio, reunindo multidões, bandas e cantores internacionais. Mas os megaeventos custam muito e exigem grandes investimentos em detrimento de serviços públicos, como saúde e educação.


“Somente cidades ricas e sem problemas deveriam recebê-los”, opinou Ribeiro. “Mas não é assim, porque a indústria do entretenimento prefere cidades como o Rio de Janeiro, Com mecanismos de corrupção que facilitam seus negócios, o que inclui as da Rússia e África do Sul, ou mesmo países ou cidades-empresas como o Catar”, acrescentou, ressaltando que se trata de uma atividade cujos preços não são fixados pelo mercado, mas por acordos, sem parâmetros.


O Brasil é um pouco o inventor do novo conceito, já que foi um brasileiro, João Havelange, como presidente da Fifa entre 1974 e 1998, que “se deu conta do grande negócio que o futebol poderia representar ao ser globalizado” e envolvendo diferentes setores, desde a venda do espetáculo, até a indústria e o comércio de jogadores.


Agora, Ribeiro se preocupa principalmente com o que virá depois dos Jogos Olímpicos. “Teremos uma fragilidade econômica acentuada, uma volta aos anos 1980, com crise social, desemprego e mais violência”, previu. Isso porque o Rio não conta com uma base industrial estruturada e é mais vulnerável do que outras cidades à crise econômica nacional. Acabarão os empregos gerados pelo megaevento, em um momento em que o Estado do Rio de Janeiro está quebrado e em crise de governabilidade.


Além disso, o momento anterior, de relativa melhora econômica e social, gerou expectativas que serão frustradas depois dos Jogos, com a população perdendo renda e sofrendo a deterioração de serviços de saúde, ressaltou Ribeiro. O grande avanço nos transportes coletivos urbanos, anunciado como legado da Olimpíada, não ocorrerá, porque se investiu muito nos BRT, de efeitos limitados aos seus circuitos, sem uma política geral de transporte de massa, o que exigiria melhorias nos trens suburbanos,“nos quais não houve nenhum investimento”, lamentou.


O plano olímpico também agrava os desequilíbrios do Rio, ao concentrar os investimentos na Barra da Tijuca, uma equivocada expansão urbana para o oeste, iniciada nos anos 1970, com “elevados investimentos em túneis, estradas e viadutos, em um circuito especulativo de altos custos sociais” para a cidade, destacou Ribeiro. Assim, segundo o professor, se perdeu a oportunidade da Olimpíada para “criar outras centralidades a fim de equilibrar a cidade”, revitalizar o centro e “sair do modelo que amplia investimentos em áreas ricas, ao contrário do que fez Londres” para os Jogos de 2012.


Por outro lado, a violência na cidade está aumentando, segundo Campagnani. As mortes provocadas pela Polícia Militar local chegaram a 40 em maio, 138% mais do que em igual mês de 2015, e a maioria das vítimas é de jovens negros. A sucessão de megaeventos fomenta uma crescente militarização da cidade, com o exército convocado para manter a segurança pública. Durante os Jogos, que acontecerão de 4 a 21 de agosto, atuarão 21 mil militares no Rio e mais 20 mil em outras cidades onde também haverá competições, como os jogos de futebol.


Os cerca de 10.500 atletas e 25 mil jornalistas, além de um número maior de turistas, chegarão ao Rio em um momento desfavorável. Além da crise econômica e política, o Brasil sofre, desde o ano passado, um foco do vírus Zika, transmitido pelo Aedes aegypti e fator de microcefalia em bebês de mães contagiadas.

O ministro dos Esportes, Leonardo Picciani, no cargo há apenas dois meses, descartou riscos, em uma teleconferência com jornalistas estrangeiros no dia 7 de julho. Os casos de zika já caíram 90% no Rio, passando para 700 em maio e deverão “se aproximar de zero em agosto”, assegurou o ministro.Sobre segurança, recordou que a cidade tem longa experiência com o Mundial de Futebol e outros megaeventos, a visita do papa Francisco em 2013, sem incidentes, e afirmou que haverá um número sem precedentes de policiais e militares.

Fonte: Envolverde

RJ não cumpriu nenhuma meta ambiental estabelecida para a Olimpíada

segunda-feira, 11 de julho de 2016


A poluição na Baía de Guanabara não é o único problema da cidade.

Ao se candidatar para ser sede dos jogos olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro elaborou um dossiê com uma série de metas ambientais que seriam deixadas na cidade após o evento esportivo. A pouco menos de um mês para o início dos jogos, a cidade não conseguiu cumprir nenhum dos compromissos pré-estabelecidos.

O assunto foi tema e uma reportagem especial do jornal Folha de S. Paulo, que detalhou a situação do saneamento básico e da recuperação ambiental na capital fluminense. A Baía de Guanabara, que tem sido um dos principais assuntos quando se fala em áreas inapropriadas para as atividades náuticas, não é o único problema da cidade.

Durante a candidatura, o dossiê com compromissos para os jogos exaltou o legado que seria deixado à população e isso foi um dos grandes motivos que colaboraram para a escolha da cidade-sede. No entanto, o que se viu foram promessas não cumpridas e uma série de incertezas.

A Lagoa de Jacarepaguá, por exemplo, que está ao lado do Parque Olímpico tem sido usada há décadas para o despejo de esgoto sem tratamento. Nem o saneamento usado na Vila Olímpica está finalizado. A Cedae, empresa carioca de saneamento básico, promete concluir o sistema que abrangerá a área olímpica até 15 de julho. Mesmo assim, outras cem mil pessoas que moram na região continuarão tendo seu esgoto indo direto para a lagoa.

Baía de Guanabara
Na Baía de Guanabara a situação é ainda pior. O local receberá as competições de vela e é um dos principais símbolos do fracasso do planejamento ambiental da Rio 2016. A intenção era conseguir limpar 80% do esgoto emitido pelas 9 milhões de pessoas que dependem da Baía. No entanto, o sistema de saneamento só foi de 16% para 48%.

De acordo com a Secretaria Ambiental, seriam necessários R$ 12 bilhões para universalizar o saneamento básico dos 15 municípios no entorno do Rio, mas a verba é inviável para o governo, que passa por uma grave crise financeira.

Rodrigo de Freitas
O projeto era deixar a Lagoa Rodrigo de Freitas em condições ideais para banho. Apesar de ter conseguido melhorar as condições da água na lagoa, o objetivo foi abandonado, já que a avaliação ambiental é de que isso é inviável.

Compensação Ambiental
De acordo com a Secretaria Ambiental do Rio de Janeiro, foram recuperados 3.275 hectares de Mata Atlântica, o equivalente a 69% do total necessário para a compensação das emissões de gases poluentes ligadas às obras públicas.

Clique aqui para acessar a reportagem completa.

Fonte: Ciclo Vivo

terça-feira, 12 de julho de 2016

ICMBio quer contratar 1.152 brigadistas

ICMBio conseguiu junto ao Ministério do Meio Ambiente, a liberação de recursos para a contratação de 1.152 brigadistas. Foto: ICMBio
ICMBio conseguiu junto ao Ministério do Meio Ambiente, a liberação de recursos para a contratação de 1.152 brigadistas. Foto: ICMBio


Todos os anos, no período entre junho a outubro, as regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste sofrem com muitos incêndios florestais. Em função disto, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) conseguiu recursos para a contratação de 1.152 brigadistas que vão atuar em 72 unidades de conservação (UCs) federais, a maioria localizada em áreas de maior risco de fogo nesse período do ano.

Veja aqui a lista de vagas por unidade

Além do treinamento e contratação de brigadistas, o ICMBio promove uma série de ações preventivas nas unidades de conservação para evitar incêndios, como orientações às comunidades no entorno das UCs sobre condutas que colocam em risco a natureza. Em sua grande maioria, incêndios são causados por ação humana, seja por negligência ou ação criminosa. Entre as principais causas estão a limpeza de pastagem para agricultura e pecuária, a queima de entulho, as fogueiras e a prática ilegal de soltar balões.

“Essa ampliação vai nos ajudar muito. Já temos brigadistas capacitados em várias unidades. Agora, é só providenciar a contratação e colocar as equipes em campo”, disse o coordenador de Emergências Ambientais do ICMBio, Christian Berlinck.


Saiba mais sobre o processo seletivo para contratação de brigadistas aqui

*Com informações da Comunicação ICMBio

Parque Nacional Marinho dos Abrolhos é cenário para observação da baleia jubarte

Observação da baleia jubarte no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Foto: Instituto Baleia Jubarte
Observação da baleia jubarte no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Foto: Instituto Baleia Jubarte
Entre os meses de julho a novembro, milhares de baleias jubarte migram da Antártica para o litoral brasileiro a procura de águas rasas e quentes para a reprodução. Por possuir estas características, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA) é um dos principais pontos de concentração desses mamíferos.

Anualmente, este evento natural se transforma em uma grande atração turística. A observação de baleias é um dos principais chamarizes da unidade de conservação, já que os visitantes têm a oportunidade de presenciar a exibição natural desses animais.

Como o número de visitações aumenta consideravelmente nesse período, o Parque Nacional adotou medidas a fim de garantir que o turismo de observação ocorra de forma ordenada. Uma delas foi um curso de capacitação voltado para marinheiros, operadores de turismo, donos de pousada da região, com o intuito principal de promover um turismo responsável e que preserve o ambiente onde vivem as baleias.

Antes em risco, as baleias jubarte foram recentemente excluídas da lista nacional de espécies ameaçadas de extinção, como consequência da recuperação de sua população em águas brasileiras. Isto se deve, entre outros fatores, às ações de educação ambiental junto a comunidades e pescadores, além à ações como as descritas acima.


*Com informações da ASCom ICMBio

Parque Estadual da Pedra Branca ganha duas novas atrações

Inauguração do bromeliário sustentável. Fotos: Ingrid Pena
Inauguração do bromeliário sustentável. Fotos: Ingrid Pena


Na sexta-feira (08/07), foram inaugurados dois novos atrativos para os visitantes do Parque Estadual da Pedra Branca (RJ): um bromeliário sustentável e a Trilha do Mel, uma nova trilha com 30 colmeias ornamentais.  As atrações são fruto de uma parceria com a empresa Furnas e a ONG Natureza Doce para fomentar a educação ambiental e a pesquisa científica.


O novo bromeliário conta com uma exposição de bromélias e, dentre outras, abriga uma espécie endêmica do parque, a Neoregelia camorian. A estrutura, construída com material oriundo das torres de transmissão de energia da Empresa Furnas, fica localizada na entrada da Trilha do Mel.


A outra novidade é a própria trilha do Mel, concebida para proteger e expor abelhas nativas da Mata Atlântica. Em um percurso de aproximadamente 300 metros, as abelhas estão dispostas em 30 colmeias ornamentais em forma de casa. A trilha começa no bromeliário, situado na sede do Parque (Núcleo Pau da Fome) e termina na trilha do Rio Grande.


A unidade de conservação também ganhou uma placa que conta a história da comunidade quilombola local, Cafundá Astrogilda. Por fim, foi inaugurada uma guarita, reformada em mutirão com os quilombolas.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Entenda como as árvores ajudam a combater as ilhas de calor nas cidades

sexta-feira, 8 de julho de 2016


As ilhas de calor acontecem devido à falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição extrema.

Ilha de calor é um termo usado para se referir ao aumento da temperatura em áreas urbanas. Em geral, isso acontece devido à falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição extrema. A forma mais eficaz de combater este efeito é com o plantio de árvores.

A primeira maneira de uma árvore contribuir para o combate às ilhas de calor é o fato de fornecerem sombras. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, uma área sombreada pode ser até sete graus mais fresca do que áreas expostas ao sol.

Amenizando o calor, ameniza-se também a quantidade de energia gasta para a refrigeração de ambientes, o que, consequentemente, também diminui a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.

As árvores ainda realizam naturalmente um processo de evapotranspiração, que é a transpiração das plantas. Isso acontece de maneira muito semelhante aos humanos. Durante este processo, as árvores liberam vapor de água na atmosfera, ajudando a refrescar naturalmente o ambiente.

O terceiro ponto, e de extrema importância, é a influência das plantas na manutenção do ar. As árvores têm poder para limpar os poluentes atmosféricos. Elas conseguem absorver óxido e dióxido de nitrogênio, dióxido sulfúrico e outros poluentes que costumam elevar a temperatura local. Enquanto isso, ela aspira oxigênio, gás totalmente necessário para a nossa própria existência.

Outro benefício oferecido pelas árvores é a purificação da água. Ao envolver o solo, as plantas funcionam como um filtro natural e retentor de águas. Quanto mais árvores presentes nas cidades, melhor é o escoamento de água durante as tempestades e mais limpo o recurso será.

Ter uma ou mais árvores perto de casa é um jeito simples de obter muitos benefícios pessoais e ambientais.

Fonte: Ciclo Vivo

Condomínio italiano possui uma verdadeira floresta em seus terraços




sexta-feira, 8 de julho de 2016


A estrutura conta com 150 árvores altas e outros 50 tipos de plantas.

O arquiteto italiano Luciano Pia é o responsável por um projeto que prova que a natureza e o ambiente urbano podem combinar perfeitamente. Ele planejou um “condomínio-floresta”. A estrutura combina apartamentos com terraços repletos de árvores.

O edifício foi construído na cidade italiana de Turim. Sua estrutura é feita em aço e madeira. Todos os andares possuem terraços únicos, que se espalham por toda a fachada e são repletos de vasos gigantes com diferentes tipos de vegetações. O condomínio troca a ideia de moradias criadas como blocos fechados por espaços permeáveis, mutáveis e habitáveis.

De acordo com os detalhes do projeto, a estrutura conta com 150 árvores altas que, juntamente com outras 50 plantas. Esta vegetação produz 150 mil litros de oxigênio por hora. Durante à noite elas são capazes de absorver até 200 mil litros de dióxido de carbono.

Este formato cria um microclima ideal no interior, atenuando os extremos de calor durante o verão e frio no inverno. A madeira, colocada de forma irregular nos terraços, filtra parte dos raios de sol, mas, ao mesmo tempo deixa a luz entrar parcialmente nas casas.

Quem olha de fora consegue perceber a floresta que cerca o edifício. Mas, este não é o único diferencial da estrutura. O prédio, que possui 63 unidades residenciais, recebeu diversas soluções para minimizar seu impacto ambiental. Entre elas estão: isolamento térmico, paredes ventiladas, proteção contra a luz solar direta, sistemas de calefação que usam a água subterrânea, coleta de água de chuva, armazenamento e reuso para a irrigação.

As árvores usadas no telhado verde são de alturas diversas, que vão de 2,5 a nove metros de altura. De acordo com o arquiteto, quando toda a vegetação estiver em plena floração, os moradores sentirão como se vivessem em uma casa na árvore.


Fonte: Ciclo Vivo

Nove dicas para evitar o consumismo infantil


Publicado em julho 11, 2016 por


consumo infantil na contramão da sustentabilidade

Por Fundação Maria Cecília Souto Vidigal / Portal EBC

Mas por que será que o consumismo é tão nocivo para os pequenos? Porque as crianças, motivadas pelos apelos de mercado – e sem a maturidade necessária –, se tornam consumidoras desde cedo, o que não é necessário, gerando impactos no seu desenvolvimento físico, cognitivo e emocional, além de contribuir para ampliar problemas como obesidade infantil, erotização precoce, consumo de álcool e tabaco, estresse familiar, violência e falta de um brincar livre.

Por isso, vamos compartilhar nove dicas para ajudar a combater esse consumismo precoce, extraídas do site Criança e Consumo:

– Procure reduzir o tempo de TV da criança
– Busque canais de TV e páginas da internet livres de publicidade
– No intervalo comercial, sugira colocar no mudo e ensine as crianças a importância disso
– Substitua o tempo de TV por tempo juntos e passeios ao ar livre
– Reduza o próprio tempo de TV, tablet e smartphone (telas em geral)
– Informe às pessoas que passam tempo com seus filhos sobre sua intenção de reduzir o tempo de telas dos pequenos
– Comente com as crianças sobre as publicidades que encontrar pelas ruas e nos ambientes que frequenta para estimular uma visão crítica
– Ensine a criança a diferenciar o programa do intervalo comercial
– Brinque com as crianças de encontrar publicidade e marcas em lugares improváveis – clipes de música, filmes, livros e outros.


O supermercado é uma vitrine de tentações para a criança e um espaço educativo riquíssimo. Ela pede balas, chocolates, refrigerantes… O adulto pode explicar os males que tais produtos fazem à saúde e indicar o que é melhor consumir e se precisa mesmo consumir.

Introduzir a criança à prática de ler rótulos, desde pequena, é uma boa estratégia. Os pequenos ouvirão o que o adulto vai ler para eles. Os maiores já dominarão algumas palavras e essa troca, esse bate-bola sobre o que é adequado ou não, é uma maneira eficaz de combater a obesidade, por exemplo.

Sugerimos que você assista ao filme “Criança, a alma do negócio”, para entender melhor o problema do consumismo na infância e compartilhar com todo mundo. A direção é da Estela Renner, que também dirigiu o filme “O Começo da Vida”.


Mais uma sugestão é você ler (ou reler) a entrevista exclusiva que Mario Cortella concedeu ao blog, em que ele faz um paralelo entre a publicidade e o consumo infantil.

in EcoDebate, 11/07/2016

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Jovens resgatam bebê baleia órfã que ficou encalhada em praia, no Canadá

Beluga


11 de julho de 2016 às 9:00

Divulgação
Divulgação

Uma bebê baleia órfã foi resgatada por um grupo de adolescentes após ficar encalhada na praia de St. Lawrence, em Riviere-du-Loup, no Canadá.

O mamífero foi encontrado por uma família que passava suas férias no município. A maré abaixou e deixou a baleia completamente fora d’água. Os garotos da família começaram a jogar água nela e protegê-la do sol. Engenhosos, eles cavaram um buraco para que a água se acumulasse e hidratasse sua pele.

Com a ajuda de membros do Grupo de Pesquisa e Educação de Mamíferos Marinhos (GREMM), eles descobriram o sexo da baleia e que possivelmente ela tinha apenas mais algumas horas de vida, pois ainda estava com o cordão umbilical em seu corpo.

As baleias da espécie beluga precisam de amamentação por dois. Como a mãe dessa órfã não foi encontrada, é preciso encontrar outro animal de sua espécie que a alimente.

Especialistas acreditam que a poluição química, ruídos e o estresse causado pelo aumento do tráfego marítimo na zona e menos formação de gelo no estuário de St Lawrence durante o inverno tenham sido as causas para o desaparecimento da mãe.

domingo, 10 de julho de 2016

Evento reúne food bikes, negócios sobre duas rodas, no Parque da Cidade


Na primeira edição, evento reúne 22 empresários em dia voltado para gastronomia

postado em 09/07/2016 19:47
Ricardo Daehn
Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press


Difundir aspectos de sustentabilidade, dar espaço para atividades de lazer que extrapolem o uso corriqueiro de bicicletas (avançando em vitrine para a possibilidade de comércio) e estimular ideais de mobilidade estão entre as frentes abertas pelo Food Bike, evento que transcorreu, ao longo do dia, no Parque da Cidade.

Pela primeira vez, houve organização de Carol Nemetala no sentido de agrupar 22 donos de atividades comerciais vinculadas à exposição de bicicletas enfeitadas, com forte foco para alimentos do filão gourmet. Atriz e empresária, Carol contou com apoio de Alexandro Ribeiro, há mais de um ano, administrador do Parque.

Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press


Das atividades desenvolvidas no estacionamento 4 (na área dos pinheiros e das churrasqueiras), e que atraíram cerca de mil interessados, Alexandro destacou traços fundamentais, entre os quais os preços mais acessíveis e especialmente a viabilidade e a ocupação das áreas públicas de modo espontâneo pela população. Diante do sucesso, ele até pretende incorporar o evento como atividade regular no local.

A exemplo do que acontece com azeite (no Parque da Cidade), houve recolhimento de lixo seletivo, na realização do Food Bike. Entre o público, a servidora pública Janaína de Araújo brincou ter "feito a feira". Hambúrguer, cerveja artesanal, brownie, churros,
alfajor e macaron estavam embalados ou já haviam sido consumidos por ela e pelo marido, o militar Fábio Henrique.

Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press


Com média diária mínima de uma hora de uso das bicicletas, o casal é exemplar, não apenas no consumo. "A ciclovia já tem uma certa tranquilidade e a natureza ajuda muito em termos de condições", comentou o militar adepto da bike para o trajeto até o trabalho. "Falta conscientização entre ciclistas e carros. Já há uma estrutura na cidade; mas o aproveitamento das ciclovias nem sempre é o melhor", completou a carioca Janaína.

Mais de 50 animais silvestres estão disponíveis para adoção em Mato Grosso




  • 10/07/2016 18h22
  • Manaus
Bianca Paiva - Correspondente da Agência Brasil
Nos primeiros seis meses deste ano, cerca de 330 animais silvestres foram acolhidos pelo Centro de Triagem da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema). Destes, 185 foram soltos e 15 foram adotados por voluntários. Dos 133 animais que estão na unidade, 55 estão aptos para guarda provisória. A maioria dos bichos, segundo o órgão, foi vítima de atropelamento em estradas ou era mantida ilegalmente em propriedades privadas.
As aves correspondem a 75% dos bichos recebidos pelo centro de triagem, que funciona dentro do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, em Várzea Grande. Estão disponíveis para adoção papagaios, araras, maritaca de cabeça roxa, periquitos, falcões, gaviões, corujas, entre outras espécies.


“A gente concede a guarda de animal silvestre respaldado na Resolução 457 do Conama [Conselho Nacional do Meio Ambiente], que dá uma alternativa para os animais que não conseguem ser reintroduzidos na natureza novamente, seja por mutilação ou por amputação. A gente recebe muitos animais maltratados e, em determinados casos, o maltrato é tão intenso que eles não conseguem se reabilitar para serem reintroduzidos na natureza”, contou a coordenadora de Fauna da Sema, Danny Moraes.


Segundo a coordenadora, os bichos só são oferecidos para adoção quando não é possível encontrar outros centros de reabilitação ou instituições mantenedoras de animais.


Condições
A guarda provisória só pode ser concedida a moradores de Mato Grosso, que é a área de jurisdição da Sema. “Primeiro tem o trâmite processual. A pessoa entra com a solicitação aqui na Secretaria, tem os documentos básicos que a gente pede como cópia do RG, CPF, comprovante de residência, o requerimento padrão da Sema e a declaração de custas, explicando que a pessoa tem condições financeiras de manter o animal. Chegando aqui esse processo a gente faz a triagem”, explicou.


Após a triagem, os técnicos da Sema visitam as residências dos interessados e orientam os candidatos à adoção sobre as condições necessárias para abrigar o animal. Quem consegue a guarda provisória fica sujeito à fiscalização de vários órgãos ambientais. A adoção voluntária vale por dois anos, mas pode ser renovada.


Dúvidas sobre a guarda provisória de animais e Mato Grosso podem ser esclarecidas no telefone (65) 3613-7291 ou no email faunaepesca@sema.mt.gov.br .


Quem quiser fazer denúncias ou entregar animais silvestres pode ligar para a Sema ou para a Delegacia Especializada do Meio Ambiente no número (65) 3623-7681.


Edição: Luana Lourenço

Cinco brutais tradições de maus-tratos a animais que seguem sendo praticadas no mundo


Este ano não se celebrará o Festival do Toro de la Veja, na Espanha. Contudo, ainda há um longo caminho a ser percorrido para extinguir os maus-tratos em festivais tradicionais. 
Por Alba Losada / Tradução de Nelson Paim

Na última semana de junho foi declarado que em 2016 não vai ser celebrado o Festival do Toro de la Vega, na Espanha. Sem dúvida, uma grande notícia para todos aqueles que lutam contra os maus-tratos dos animais. Mas, ainda assim, há muitas tradições ao redor do mundo nas quais os animais são maltratados, e ainda que, década a década, sejamos mais sensíveis frente ao sofrimento animal ainda há um longo caminho a ser percorrido.


Há tradições que lembram que por mais que cada vez sejamos mais civilizados, o abuso ainda tem distintas formas de ser expresso, e uma delas é na cultura. Frequentemente, quando se trata de um hábito arraigado e identidade popular as regras morais tendem a ser relativizadas.


Mas há tradições que deveriam ser questionadas, como, por exemplo, estas seis:

Trichane na kucheta (Giro do cão)
Espanha seis brutais tradicoes
Esta tradição se celebra na Bulgária, em nome da boa sorte, com a intenção de afastar os maus espíritos e prevenir a raiva em cães. A cada 6 de março, no povoado de Brodilovo, os locais levantam um cão em uma corda que foi retorcida previamente e que está presa a dois pilares cravados as margens de um rio.


Uma vez no alto, o cão gira sobre si mesmo a grande velocidade para terminar caindo na água, assustado, enjoado e sem ter consciência do que está ocorrendo.


Em 2006, com a entrada do país na Comunidade Europeia a prática foi proibida, mas em 2011 o prefeito a legalizou de novo com o objetivo de atrair mais turistas para o local.


Ainda que protetores dos direitos dos animais na Bulgária, Europa e América tenham mostrado sua contrariedade, a cada 6 de março ainda se podem ver cães girando sobre si mesmos.


Grindadráp
Espanha seis brutais tradicoes2
Desde muitos séculos, há um dia do ano em que nas ilhas Feroe, na Dinamarca, o mar se tinge de vermelho. Se trata do rastro que deixa o Grindadráp, uma tradição que consiste em massacrar baleias e golfinhos cortando-lhes a cabeça.


Em 2015, foram exterminadas 250 baleias nas praias de Bour e Tórshavn.
Originalmente, o objetivo desta tradição era de aproveitar a gordura e a carne destes animais, já que era uma valiosa fonte de proteinas. Mas agora seu consumo não é recomendado pelos responsáveis pela saúde das ilhas. Contudo, os pescadores continuam aparecendo na praia na data assinalada.


Mais além da pesca, a prática tem conotações ritualísticas, já que é um modo de iniciação a idade adulta, que está profundamente arraigada as raízes culturais do local.


Ainda que associações de defesa dos direitos animais de todo o mundo lutem ativamente contra, o governo dinamarquês ignora estes pedidos e o mar continua enchendo-se de sangue no arquipélago do atlântico.


Briga de galos
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Em uma espécie de ringue, dois galos brigam com um único objetivo: fazer que seus tutores ganhem dinheiro através de apostas. Para acentuar sua agressividade, estes incitam um contra outro. Muitas vezes, são brigas até a morte, para o qual são adaptadas esporas de aço nas patas.


Existem vários países em que esta tradição é legalizada. No caso da Espanha, unicamente na Andaluzia e nas Ilhas Canárias, sendo que no arquipélago é comum a mais de cinco séculos sendo justificado por sua antiguidade.


No dia 1º de julho a formação política do partido Podemos, em Tenerife, apresentou uma moção para proibir o uso de animais em espetáculos, proibindo as brigas de galo. Contudo, ainda não se sabe se isso vai chegar a se concretizar.


Festival de Carne de Cão de Yulin
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Em Yulin, uma cidade do sul da China, os residentes possuem sua própria  forma de celebrar o solstício de verão: o Festival de Carne de Cão de Yulin. Desde os anos 90, neste dia aproximadamente dez mil cães se convertem em comida para os visitantes.


Além disso, a tradição comporta o sacrifício de muitos cães de rua e de outros que, mesmo que tenham um tutor, são sequestrados. Também há muitos que vivem em granjas em condições precárias. Para a edição de 2016 quase 11 milhões de pessoas já expressaram seu apoio a campanha do Change.org, realizada com o objetivo de que o festival não fosse celebrado, mas seus pedidos não chegaram a Yulin.


Seu futuro é incerto já que, como Javier Moreno, do Igualdad Animal, comentou, ainda que as campanhas não tenham conseguido terminar com esta prática elas estão exercendo pressão sobre o governo chinês.


Caça de focas no Canadá
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Quando é primavera no Canadá, o governo dá luz verde para a matança de focas na costa, onde milhares destes animais, na maioria filhotes, morrem golpeados brutalmente com bastões com o único objetivo de adornar paredes.


O governo argumenta que esta prática é autorizada por controlar a superpopulação de focas, de forma que possam evitar que se exterminem os cardumes de bacalhau e, ao mesmo tempo, garantir trabalho aos pescadores.


Diferentes associações vêm por anos protestando, sem cessar, contra este selvagem hábito, mas não tem conseguido mudar nada. Ainda que agora com o novo governo liberal do Canadá há esperança de mudanças.


Fonte: Play Ground

Rondônia efetiva 313 professores indígenas, cria Conselho, garante identidade e conserva língua materna

EDUCAÇÃO INDÍGENA


06 de julho de 2016 | Governo do Estado de Rondônia
II Semináro de Desenvolvimento Sustentável em Terras Indígenas_19.04.16_Foto_Daiane Mendonça (24)
Governo estadual  garante a diversas etnias o estudo de línguas maternas


Cento e sete escolas indígenas, 3,5 mil alunos e 14 coordenações escolares ganham fôlego em Rondônia. Depois de 20 anos, desde que a Fundação Nacional do Índio (Funai) transferiu o ensino indígena aos estados, o governo estadual efetiva a maioria dos 313 professores concursados de 2015, que já trabalhavam na condição de emergenciais.


No dia 30 de junho passado, o Governo de Rondônia publicou o edital nº 168 convocando mais 60 professores nível A Magistério Indígena e 20 nível B Magistério Superior Indígena.


“Começa de fato, agora, a construção de políticas públicas com a efetiva participação dos povos indígenas”, comentou o coordenador do Ensino Indígena na Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Antonio Puruborá.


Mais quatro escolas indígenas estão em construção com recursos do Programa Integrado de Desenvolvimento e Inclusão Socioeconômica do Estado de Rondônia (Pidise), em Alta Floresta, Guajará-Mirim (duas), e Vilhena.


Elas situam-se na Aldeia Ricardo Franco, TI Rio Branco, TI Tubarão-Latundé e TI Tanajura, Pakaas-novas.


“O estado evoluiu bem em termos de legislação: temos agora leis complementares específicas. Antes, era aplicada a Lei 349, com a contratação do professor indígena via CDS [cargo de direção superior], hoje vigora a Lei 578/2010, que trata exclusivamente da carreira do magistério indígena”, afirma Puruborá.


54 ALDEIAS BENEFICIADAS
Puruborá assumiu o cargo em dois de fevereiro deste ano, porém, conhece a realidade geográfica e humana rondoniense. “Antes eu já participava do debate educacional na condição de membro do Conselho Estadual de Educação e como líder indígena”, lembrou.
O concurso para professores indígenas beneficiou 54 aldeias com os seguintes povos: Aikanã, Arara, Amondowa, Arowa, Canoê, Cujubim, Cinta-larga, Dalamaré, Djeoromiti (Jaboti), Gavião, Karitiana, Kassupá, Kaxarari, Kithãulu Kwazá, Oro Waram, Xijein, Oro Mon, Oro Nao’, Latundê, Mamaindê, Macurap, Massacá, Manduca, Miqueleno, Puruborá, Tawandê, Tupari, Sabanê, Sakirabiat, Suruí, Suruí-Tupi Mondé, Oro eo, Cao Oro Wage, Wari, Wajuru, Uru eu au au, Xijein.


Eles habitam os seguintes municípios: Alta Floresta do Oeste, Cacoal, Espigão do Oeste, Extrema de Rondônia, Guajará-Mirim, Jaru, Mirante da Serra, Nova Mamoré, Pimenta Bueno, Porto Velho, São Francisco do Guaporé, Seringueiras e Vilhena.


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Antônio Puruborá, coordenador indígena


CONSELHO ESTADUAL INDÍGENA
Rondônia tem agora o Conselho Estadual de Educação Indígena, aprovada pela Lei Complementar nº 884, de 27 de junho de 2016, sancionada pelo governador Confúcio Moura, no dia 27.


Deliberativo e de assessoramento técnico, o Conselho será formado por representantes do poder público, da Universidade Federal de Rondônia (Unir), da Seduc, organizações não governamentais, Organização dos Professores Indígenas de Rondônia (Opiron) e representantes dos povos indígenas.


“Nossos indicados atendem à organização social de cada povo e serão eleitos ainda neste semestre”, informou Antonio Puruborá. Ele explicou que 25 conselheiros indígenas serão responsáveis por regiões: Guajará-Mirim, dois titulares e três suplentes; Nova Mamoré, Extrema, Porto Velho, Jaru-Mirante da Serra, Ji-Paraná, Alta Floresta, São Francisco-Seringueiras, Cacoal, Pimenta Bueno e Espigão do Oeste, cada qual com um titular e um suplente.


“Teremos de fato uma educação diferenciada. O Conselho irá propor e acompanhará ações interinstitucionais que garantam a identidade cultural de nossos povos e estratégias para o ensino bilíngue e multilíngue ministrado na língua materna e na língua portuguesa”, assinalou o coordenador.


Povos indígenas em Rondônia falam as seguintes línguas maternas:


Aikanã
Amondawa
Arara
Cinta-larga Tupi Mondé
Djeoromitxi, Gavião [Ikôro]
Gavião[Okôro]
Karitiana/Tupi-Ariken
Karipuna
Kassupá/Aikanã
Kaxarari/Pano
Kwazá/Sakirabiat
Kwazá/Aikanã
Miqueleno/Puruburá
Puruburá
Nambikwara [há dois falantes do idioma Sabanê e um idioma Manduca]
Sakirabiat
Suruí Tupi-Mondé
Tupari [à exceção da etnia Aruá, que é língua do tronco Tupi Mondé]
Wari Txapakura
Uru eu wau
Uru eu Wau wau


Leia mais:


Convocação para posse de professores indígenas

Animação mostra a importância das abelhas e porque elas estão morrendo.

http://www.b9.com.br/60786/web-video/animacao-mostra-a-importancia-das-abelhas-e-por-que-elas-estao-morrendo/






Animação mostra a importância das abelhas e por que elas estão morrendo

Mais triste e real do que “Bee Movie”



A história das abelhas e da civilização humana está intimamente ligada desde tempos imemoriais. Não apenas pelo mel, mas principalmente pela polinização das colheitas, as abelhas são extremamente importantes para a nossa alimentação. Seria praticamente impossível chegar aonde nossa sociedade chegou sem a ajuda das abelhas.


Mas a história não é tão feliz assim. As abelhas estão morrendo. Seja por parasitas, venenos ou pela ação humana, grande parte da população de abelhas está sofrendo de um fenômeno chamado distúrbio do colapso das colônias. E para conscientizar mais pessoas sobre o problema, o canal In a Nutshell – Kurzgesagt criou um vídeo que mostra a importância das abelhas e por que elas estão morrendo.


Confira acima (tem legendas em português).
abelhas