quinta-feira, 16 de março de 2017

ZEE não protege os lençóis freáticos do DF!!!






Ofício PWR 130 /2017                                                        Brasília, 11 de março de 2017.


Excelentíssimo Senhor
André Rodolfo de Lima
Secretario de Estado do Meio Ambiente
Assunto: Audiência Pública ZEE


Senhor Secretário,


A maior parte da Região Administrativa do Park Way está localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) Gama Cabeça de Veado. Esta unidade de conservação está inserida dentro programa internacional da UNESCO de Reservas da Biosfera. De acordo com o Inventário Florestal do Distrito Federal, publicado recentemente, o Território possui menos de 40% de Cerrado íntegro. Lembrando que esse bioma faz parte dos chamados hotspots, que são áreas do Planeta com alta biodiversidade, alto endemismo e ameaçadas de desaparecer. No caso do Brasil, temos apenas duas: Cerrado e Mata Atlântica. Diante disso, e considerando que o bioma Cerrado ainda não é um patrimônio nacional inserido na Constituição, devemos preservar todos os fragmentos de Cerrado que ainda existem no Distrito Federal. Nesse contexto, acreditamos que os moradores do Park Way têm dado uma grande contribuição, pois possuímos a mais baixa densidade urbana tanto da APA Gama Cabeça de Veado como das bacias hidrográficas que compõem essa unidade de conservação.

2. De acordo com o novo Plano de Ação de Lima, do Programa MAB/UNESCO, as Reservas da Biosfera passam a ser os “laboratórios vivos” de trabalhos referentes às mudanças climáticas e aplicação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).  As Reservas da Biosfera devem se transformar em “áreas-piloto” ou “vitrines” mundiais de sustentabilidade do século XXI. Nesse contexto, é preciso cumprir compromissos internacionais assumidos pelo governo brasileiro, e, por conseguinte, pelo Distrito Federal quais sejam: Convenção da Diversidade Biológica; Metas de Aichi; Agenda 21; Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas; e Agenda 2030 referente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Nesta questão, recentemente, ficamos muito satisfeitos ao receber a notícia pela imprensa de que o Governador Rollemberg assinou decreto instituindo o Grupo de Trabalho para implementar os dezessete objetivos e 149 metas dos ODS dentro do planejamento e das políticas públicas do Distrito Federal.

3. No que se refere a nós, da comunidade do Park Way, gostaríamos de informar que há anos trabalhamos pela preservação de nossos ecossistemas terrestres e aquáticos e a sustentabilidade de nossas atividades, de forma a mitigar nossos impactos. É freqüente estarmos disponibilizando nas redes sociais o trabalho de revegetação de Cerrado que vários moradores fazem ao longo de anos. Todos sabem da nossa luta por manter os últimos fragmentos de cerrado contíguos às nossas residências, e do empenho em transformá-los em bosques, reconhecidos pela legislação da APA Gama Cabeça de Veado. Não é novidade a pressão que tivemos, na última revisão do PDOT, para parcelarmos ainda mais os nossos lotes. Também é notória a pressão recente de elaboração da Lei de Uso e Ocupação do Solo – LUOS, tentando transformar nosso bairro em uso misto, onde cabe até indústria. 

4.Por tudo isso, temos consciência da importância estratégica de continuarmos sendo um bairro residencial onde o cerrado predomina dentro da sua poligonal. Temos claro que os oitenta metros de Área de Preservação Permanente dos cursos d’água que passam ao largo de nossas casas são fundamentais para garantir a qualidade da água que desemboca no Lago Paranoá. Temos clareza que podemos evitar ainda mais o assoreamento dos cursos d’água e do Lago. Possuímos informações científicas de professores da Universidade de Brasília e de pesquisadores da Reserva Ecológica do IBGE que nos mostram que adensar nosso bairro irá se refletir em piora da qualidade e quantidade hídrica da bacia.

5.Tendo por base o material do ZEE, que nos é apresentado nesta audiência pública e ao qual tivemos acesso, julgamos necessário tecer algumas considerações:
  1. É preciso apresentar as informações dos dados físicos e do mapa de vegetação em escala compatível com o Park Way, que é um bairro urbano. Fala-se no ZEE em manter os corredores ecológicos, áreas de preservação permanente, mas não há, no Zoneamento Ecológico Econômico, nenhuma menção ao principal: como estão nossas unidades de conservação?  Como elas se ligam em termos de fragmentos de cerrado? Onde estão nossos parques? Onde estão nossas Áreas de Preservação Permanente? Como podem produzir um mapa hidrográfico do Distrito Federal, contendo a nomenclatura de todos os cursos d’água e não aparecer, no produto final, nem os principais cursos de nosso bairro? Ainda mais lembrando do grande impacto que a segunda pista do Aeroporto trouxe ao Córrego do Cedro, sendo que ainda querem retirar mais cerrado, como também consta no mapa final do ZEE.  Como está a área núcleo da Reserva da Biosfera do Cerrado e sua zona de amortecimento, da qual fazemos parte? É preciso que a proposta encaminhada para a UNESCO, pelo MMA, no ano passado, de ampliação seja realmente assumida pelo Distrito Federal. Também é preciso que toda a vulnerabilidade física do lençol freático apontado pelo ZEE seja realmente norteadora na definição das zonas. Ou seja, é importante que o ZEE realmente dê destaque à parte ECOLÓGICA do trabalho. Afinal, deve ficar claro para o Governo do Distrito Federal, na elaboração do ZEE, que há quatro coisas que consideramos vitais para nossa comunidade:  

ü  ESTAR dentro de uma unidade de conservação e querer permanecer sendo vista como tal. Estar dentro de qualquer instrumento que trate de planejamento e gestão territorial e ambiental;

ü  ESTAR dentro de um programa internacional que é  a Reserva da Biosfera da UNESCO. E estar na zona de amortecimento da Reserva que EXIGE baixa densidade populacional;

ü  ESTAR na zona de tutela do IPHAN,  uma vez que o Park Way está na bacia do Paranoá, que é a área de tamponamento do Conjunto Urbanístico de Brasília. Logo, foi fixada altura máxima para as casas  dentro do nosso bairro e próximo, para não comprometer a visibilidade do horizonte a partir da área tombada;

ü  SER fornecedora de importante serviço ambiental para a população do Distrito Federal.  Afinal, a comunidade, há anos, preserva, regenera e recompõe o Cerrado, para garantir os corredores ecológicos para diversas espécies. E também contribui para a integridade dos ecossistemas aquáticos, ajudando a qualidade e quantidade de água das drenagens que correm para dentro do Lago Paranoá,  futuro reservatório para abastecimento da população do DF.



 Respeitosamente,



Flavia Ribeiro da Luz
Associação Park Way Residencial







quarta-feira, 15 de março de 2017

Parlamentares querem extinguir a Floresta Nacional de Jamanxim

Das 15 emendas apresentadas à MP 756, dez reduzem ainda mais a área que restou da Flona
14 de Março de 2017
 
Foto Projeto Área desmatada para produção agropecuária dentro da Floresta Nacional do Jamanxim / Crédito: Daniel Beltrá/Greenpeace



 
A Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim está mais uma vez ameaçada. Em dezembro de 2016, a área foi reduzida pelo governo Temer através de Medida Provisória 756, causando indignação entre ambientalistas. Parlamentares apresentaram mais de 10 emendas à proposta. Uma delas pretende extinguir a Flona e transformá-la em Área de Proteção Ambiental (APA), a categoria mais branda de conservação.



Medidas Provisórias emitidas pelo Poder Executivo são analisadas por uma comissão mista de deputados e senadores e devem ser votadas em um período de até 60 dias, prorrogável uma vez. Através de emendas, os parlamentares podem modificar ou acrescentar dispositivos à MP original.



O presidente da comissão mista é o senador ruralista Flexa Ribeiro (PSDB-PA), autor de três das 15 emendas à MP 756. A relatoria ficou com o deputado José Priante (PMDB-PA). A MP deverá ser votada até 30 de março.

Emendas

Os deputados Francisco Chapadinha (PTN-PA) e Zé Geraldo (PT-PA) são autores das emendas mais radicais, que propõem extinguir a Flona Jamanxim e transformar integralmente seus 1,3 milhão de hectares em APA. Na justificativa, Chapadinha argumenta que 74% do município de Novo Progresso está protegido por unidades de conservação; e que com a obrigação de reserva legal para vegetação nativa de 80% da área de fazendas na Amazônia Legal, sobrou pouco espaço para expandir a produção. Zé Geraldo é ligado à pequenos produtores. Em seu texto, ele aponta que Jamanxim foi criada em cima de uma região em que já estavam instalados milhares de produtores rurais.

"O que se pleiteia é o direito de desmatar essa área sensível. Quando o governo criou essas unidades de conservação dentro do contexto do asfaltamento da BR 163, o objetivo era impedir a ampliação da área de expansão agrícola em torno da rodovia. O que os parlamentares confessam no texto das emendas é: nós queremos essa área para expandir a atividade agropecuária", afirma Ciro Campos, do Programa de Política e Direito Socioambiental (PPDS), do Instituto Socioambiental (ISA).

As duas emendas propostas pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS) modificam a Lei 9985/2000, que institui o SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação). O texto de Flexa Ribeiro estabelece que a criação de UCs seja condicionada ao aval do estado da federação onde foi criada. Sem essa permissão, nada feito. A proposta de Heinze, ex-presidente da bancada ruralista, acrescenta um parágrafo ao artigo 22 do SNUC, que determina a indenização aos proprietários rurais por lucros cessantes e danos causados pelas limitações ao uso da propriedade, quando ocorrer a expiração do decreto de criação de uma área protegida.

Flexa Ribeiro apresentou outra emenda envolvendo área protegida que não está na proposta original. O senador pretende acabar com a Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo - categoria de unidade de conservação mais restritiva do país, que permite em seu interior apenas a realização de pesquisas científicas - e propõe, em seu lugar, a criação de um Parque Nacional e uma APA.

Esta não é a primeira vez que o senador tenta alterar a categoria da Serra do Cachimbo. Em 2011, quando o governo Dilma tentou alterar pela MP 542 os limites de três UCs (Parque Nacional Amazônia, Parque Nacional dos Campos Amazônicos e Parque Nacional da Mapinguari), Flexa apresentou a mesma proposta. A MP não foi votada a tempo e caducou.

Dalirio Beber (PSDB-SC) seguiu o mesmo caminho. Sua proposta é reduzir em 21% o Parque Nacional de São Joaquim e mudar seu nome para Parque Nacional da Serra Catarinense.


Com informações do O Eco

Conheça os três novos sítios Ramsar brasileiros


Parque Nacional de Anavilhanas. Foto: Cadu Young


O Brasil aprovou, junto à Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, três das suas propostas para sítios Ramsar. Os novos sítios serão o Parque Nacional de Anavilhanas (AM), o Parque Nacional do Viruá (RR) e a Estação Ecológica do Taim (RS), o que aumenta de 13 para 16 o número de áreas reconhecidas brasileiras. A certificação ocorrerá ainda no primeiro semestre de 2017, em data a definir.


A Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Convenção Ramsar, estabelece marcos para ações nacionais e para a cooperação entre países com o objetivo de promover a conservação e o uso racional de áreas úmidas no mundo. Essas ações estão fundamentadas no reconhecimento, pelos países, da importância ecológica e do valor social, econômico, cultural, científico e recreativo de tais áreas.


Desde sua adesão à Convenção, em 1996, o Brasil promoveu a inclusão de 16 unidades  de conservação à Lista de Ramsar, o que permite a obtenção de apoio internacional para o desenvolvimento de pesquisas, o acesso a fundos internacionais para o financiamento de projetos e a criação de um cenário favorável à cooperação internacional. Em contrapartida, o país assume o compromisso de manter as características ecológicas dos sítios – os elementos da biodiversidade e os processos que os mantêm – e deve atribuir prioridade para sua consolidação diante de outras áreas protegidas.


Os novos sítios Ramsar estão em áreas úmidas da região amazônica e no litoral sul do país. Saiba mais:


Parque Nacional de Anavilhanas (AM)
Parque Nacional de Anavilhanas. Foto: Andre Zumak
Parque Nacional de Anavilhanas. Foto: Andre Zumak


Além de sítio Ramsar, o parque também é Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco, e uma das 16 unidades de conservação federais consideradas prioritárias para estruturação da visitação por parte do ICMBio.



De grande beleza cênica, apresenta formações florestais diversas, como floresta ombrófila densa, igapó, campina e campinarana, caatinga-gapó e chavascal, além de ecossistemas fluviais e lacustres. O arquipélago fluvial, com mais de 400 ilhas, representa 60% da unidade, enquanto a porção de terra firme representa 40%. Cerca de 70 lagos desenham a paisagem com formatos elípticos alongados.


Parque Nacional Viruá (RR)
Fauna do Parque Nacional do Viruá. Foto: Nelson Yoneda/ Arquivo ICMBio
Fauna do Parque Nacional do Viruá. Foto: Nelson Yoneda/ Arquivo ICMBio


É a unidade de conservação com a maior riqueza de espécies de vertebrados registradas no país com mais de 1,2 mil espécies. Abriga 119 espécies de mamíferos, 531 espécies de aves, 71 espécies de répteis, 47 espécies de anfíbios e 500 espécies de peixes. A diversidade da flora está estimada em mais de 4 mil espécies. Em 2014, foi o parque nacional da Amazônia mais pesquisado e o terceiro na taxa anual de recebimento de turistas.


O parque realiza programas de combate ao incêndio, monitoramento da biodiversidade, ecoturismo de base comunitária, controle da caça de tartaruga no rio Amazonas, além de campanhas e programas educativos.


Estação Ecológica de Taim (RS)
Estação Ecológica do Taim. Foto: Leila Fachinetto
Estação Ecológica do Taim. Foto: Leila Fachinetto


A unidade se destaca pelas praias, falésias, sistema de banhados e áreas alagadas. É uma das zonas úmidas mais ricas em aves aquáticas da América do Sul, contando com espécies residentes, nidificantes e invernantes. Por ser um dos remanescentes deste tipo de ecossistema, tem grande valor como patrimônio genético e paisagístico.



O banhado do Taim possui uma função muito importante para a manutenção do equilíbrio ecológico da região, como a produção de alimento, a conservação da biodiversidade, a contenção de enchentes e o controle da poluição. Os processos mais importantes nesse ecossistema são a geração de solo, a produção vegetal e a estocagem de nutrientes, água e biodiversidade.

*Com informações da Ascom/MMA

Baleias Jubarte são vistas em grupo na África


Por Sabrina Rodrigues
Foto: Rui Freitas Rego/Flickr.
Foto: Rui Freitas Rego/Flickr.


A baleia jubarte (Megaptera novaeangliae) dificilmente é fotografada em bando e a aparição de cerca de 200 delas, juntinhas, em Benguela, Angola, na costa sudoeste da África, chamou a atenção dos cientistas, que publicaram um artigo revista científica PLOS ONE, há duas semanas. Em quase um século, as jubartes foram vistas se alimentando nessa região da costa sul-africana apenas uma vez.


Não é um local comum onde elas se encontram para se alimentar e ainda não se sabe ao certo o que provocou essa mudança de comportamento.  Uma das hipóteses está nas alterações na disponibilidade de krill, um dos alvos da alimentação das Jubartes. Os pesquisadores observaram que o tamanho, as concentrações e a identidade das presas estão provocando comportamentos alimentares desconhecidos pelos cientistas e que requer investigação.


No Brasil
Retirada há 2 anos da lista vermelha de espécies ameaçadas, a Jubarte já esteve muito próxima de ser exterminada da costa brasileira. Em 1980, havia apenas 500 exemplares da espécie, o que motivou a proibição definitiva da caça desde 2000.

Zoo comemora 59 anos de dedicação à conservação da Biodiversidade




Para festejar, a entidade programou uma série de atividades. Participe!

No dia 16 de março de 2017, a Fundação Parque Zoológico de São Paulo estará em ritmo de festa para comemorar seu 59º aniversário. Os visitantes estão convidados para participar desta grande comemoração com programação especial ao longo de toda a semana, confira!
Dias 18 e 19/03, às 14h – Espetáculo Zoo-Ilógico
Os artistas da “Cia Truks” farão uma apresentação de peça teatral articulando a criatividade e os zoológicos.
Arena Cultural – Alameda Elefante
De 16 a 31/03 – Campanha “Vem comemorar no Zoo”
No aniversário do Zoo quem ganha o presente é você! Aniversariantes do mês de março, apresentando documento de identificação com foto, não pagam a entrada no parque.
Dia 16/03 – Encontro Animal no Aniversário da Fundação
Sessões às 11h e às 14h
Quer conhecer de pertinho alguns animais que vivem no Zoo? Então participe das apresentações especiais que acontecerão pra festejar o aniversário do parque.
Arena Cultural – Alameda Elefante
De 11 a 19/03 -Apresentações didáticas sobre os animais mais antigos do Zoo
Venha conhecer os moradores mais antigos do Zoo e o mais novo também. Visite os recintos e aproveite essa oportunidade para conhecer a história da instituição.
Apresentações em frente aos recintos:
10h00 – Elefante-africano
10h30 – Rinoceronte
11h30 – Condor-andino
13h30 – Jabuti-gigante
14h30 – Hipopótamo
15h00 – Mico-leão-preto
De 11 a 19/03 – Contação de histórias no Espaço Era uma vez…
Sessões às 10h, 11h, 14h e 15h
Histórias sobre a Fundação Parque Zoológico de São Paulo e exposição de fotos antigas que retratam as transformações da instituição ao longo dos anos.
Espaço Educador Na Trilha da Kinha – Alameda Urso
Fundação Parque Zoológico de São Paulo
Avenida Miguel Stéfano, 4241
Água Funda – São Paulo-SP
Fone: (11) 5073-0811 / Fax: (11) 5058-0564
Estacionamento para ônibus e veículos de passeio: em frente à Bilheteria Principal.
A Cia. Truks apresenta o Espetáculo Zoo-Ilógico

Celebre o Dia da Água com os parque estaduais paulistas


O Dia Mundial da Água é celebrado no dia 22 de março. A data é uma oportunidade para refletir sobre a fundamental importância da água em nossas vidas. Desta forma, a Fundação Florestal, órgão responsável pelas unidades de conservação no Estado de São Paulo, preparou uma programação diversificada para falar sobre o tema e conscientizar a população. Serão realizadas palestras, atividades lúdicas, trilhas, exposições, contação de historia e muito mais. Algumas atividades são abertas ao público e outras são direcionadas para escolas da região.

Confira a programação:
Reservatório Paulo de Paiva Castro. Parque Estadual Juquery. Foto: Francisco de Assis Honda/Fundação Florestal
Reservatório Paulo de Paiva Castro. Parque Estadual Juquery. 
Foto: Francisco de Assis Honda/Fundação Florestal

Durante todo o dia 22, funcionários, parceiros e voluntários do Parque Estadual Juquery (SP) realizarão a VI Megaoperação de Limpeza do Reservatório Juquery/Paulo Paiva Castro, no município de Franco da Rocha. Este reservatório é responsável pelo abastecimento de mais de seis milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo. O evento tem por objetivo fiscalizar, monitorar e retirar resíduos descartados de forma irregular ao longo dos 8 km da represa dentro dos limites da unidade de conservação. Os interessados em ser voluntários na ação podem obter mais informações no telefone (11) 4449-5545.
Cachoeira dentro do Núcleo Cunha do Parque Estadual da Serra do Mar. Foto: Fundação Florestal
Cachoeira dentro do Núcleo Cunha do Parque Estadual da Serra do Mar. Foto: Fundação Florestal

O Parque Estadual Serra do Mar (SP) realizará diferentes atividades em cada um dos seus núcleos. No Núcleo Caraguatatuba, a exposição Proteja os Mananciais ensina aos visitantes o que é um manancial e qual a importância de protegê-lo. Das 08h30 às 17h00, o evento gratuito e aberto ao público também apresenta as principais ameaças à produção de água para o consumo, além de algumas alternativas à sua recuperação e preservação. Para mais informações, o contato se dá pelo telefone (12) 3882-5999.


O Núcleo Picinguaba organizará a II Semana Temática das Águas e Florestas. O evento contará com a participação das escolas municipais locais em atividades de trilhas interpretativas e plantio de mudas nativas. Para o público em geral haverá exibição de filmes e palestras. No dia 23/03, às 14h00, será exibido o filme A Lei da Água, seguido de uma roda de conversa sobre o tema. No dia 24, às 14h00 acontece a palestra Dinâmica e estrutura de populações vegetais, com o pesquisador da Unicamp, Lucas Rosa. Mais detalhes no e-mail pesm.picinguaba@fflorestal.sp.gov.br .


No Núcleo Cunha será realizada a sexta edição de seu Projeto Agenda Ambiental que, das 08h às 11h00, receberá alunos das escolas municipais e estaduais de seu entorno para atividades como: palestras, exibição de vídeos educativos e um passeio pelo parque. Enquanto isso, o Núcleo Curucutu, em Parelheiros, realizará o evento aberto ao público Unidades de Conservação e a Proteção de suas Nascentes – Curucutu: A Importância de suas Nascentes. Entre 09h00 e 16h00, o dia será marcado por palestras, vídeos e um passeio pela Trilha da Bica, com foco no rio Embu Guaçu, que contribui para o abastecimento da represa Guarapiranga. Os interessados devem agendar a presença pelo telefone (13) 3422-5657 ou pelos e-mails

pesm.curucutu@fflorestal.sp.gov.br e pesmcurucutu@gmail.com.
As atividades do Dia Mundial da Água coincidirão com as comemorações do aniversário de criação do Núcleo Padre Dória. De 20 a 26 de março, serão realizadas atividades de educação ambiental, trilhas, exposições temáticas e roda de conversa. Entre 20 e 24/03, as exposições Água na Medida Certa e Proteja os Mananciais estarão abertas às escolas municipais locais. No dia 25/03, à partir das 08h00 acontecem atividades de educação ambiental na Trilha do Guardião, além de uma roda de conversa com a comunidade do entorno e exposição Eco Cidadão, na Sede da Associação do Bairro do Pintos (UMAP).


Por fim, às 09h00 do dia 26/03, acontece uma atividade de educação ambiental aberta ao público, mediante agendamento prévio, na Trilha do Guardião, assim como as exposições que neste dia estarão hospedadas na sede da Secretaria de Meio Ambiente. Para os eventos abertos, as inscrições devem ser feitas até 24/03 pelo e-mail pesm.padredoria@fflorestal.sp.gov.br. Para mais informações o telefone é (11) 4696-0981.


Parque Estadual De Campos do Jordão. Foto: Fundação Florestal
Parque Estadual De Campos do Jordão. Foto: Fundação Florestal

Entre os dias 25 a 27/03, o Parque Estadual Campos do Jordão (SP) realizará a Oficina Dia da Água 2017, direcionada para a capacitação de professores. O objetivo é a promoção do conhecimento sobre a hidrologia da Bacia do Rio Grande, onde o município está inserido. Ao final do curso, será realizado um Workshop de exposição dos trabalhos e debate sobre resultados. Os interessados podem se inscrever de 20 a 22/03, pelos telefones (12) 3663-3762, (12) 3663-1977 e (12) 3663-3804.
Guará Vermelho na Área de Relevante Interesse Ecológico Guará. Foto: Fernanda de Franco/Fundação Florestal
Guará Vermelho na Área de Relevante Interesse Ecológico Guará.
 Foto: Fernanda de Franco/Fundação Florestal

De 20 a 24 de março, a Área de Proteção Ambiental Marinha Litoral Sul (SP), a Área de Relevante Interesse Ecológico Guará (SP) e o Parque Estadual Lagamar de Cananéia (SP) participarão do evento organizado pelo Comitê de Bacias do Vale do Ribeira e Litoral Sul. As unidades de conservação realizarão atividades de educação ambiental voltadas para alunos do 3º ano do ensino fundamental do município de Cananeia. A Área de Proteção Ambiental Silveiras (SP) também realizará um evento educacional. No dia 20, alunos e professores de uma escola do município poderão conferir a peça A Última Gota.
Cachoeira Sete Quedas. Estação Ecológica Bananal. Foto: Fstação Floresta
Cachoeira Sete Quedas. Estação Ecológica Bananal. Foto: Estação Floresta

A Estação Ecológica Bananal (SP) realizará o evento A importância das Matas Ciliares e Ciclo das Águas, no dia 13/03, às 09h00. O evento gratuito é direcionado aos alunos do 3º ano do ensino médio da Escola Visconde de São Laurindo. Além de uma palestra, os alunos terão uma aula ao ar livre, visitando in loco as matas ciliares da Unidade de Conservação e suas cachoeiras.

*Com informações da Fundação Florestal

Caçadores matam rinoceronte em zoológico na França


((o))eco
Rinocerontes brancos. Foto: Eric Murdock/Flickr.
Rinocerontes brancos. Foto: Eric Murdock/Flickr.


Na manhã de terça-feira (7), os guardas do jardim zoológico Thory, na França, encontraram o corpo de Vince, um rinoceronte branco de quatro anos de idade, atingido com três balas na cabeça e com um de seus chifres cortados, provavelmente por uma motosserra. Em comunicado em sua página do Facebook, o zoológico afirma ainda que existem mais dois rinocerontes feridos, mas que sobreviveram: Grace, de 37 anos, e Bruce, de 5 anos.


Na noite anterior, os criminosos forçaram as grades e quebraram a fechadura do pátio onde estavam os rinocerontes. Apesar de cinco membros da equipe do zoológico estarem no local e da presença de câmeras de vigilância, ninguém viu nada e não se sabe quantos criminosos eram.


O motivo para tal ato chocante é o comércio ilegal de chifres de rinocerontes brancos, que colocaram esses animais a beira da extinção. Os animais são mortos e têm seus chifres arrancados para abastecer o mercado negro asiático devido à crença de que são milagrosos e curam todo tipo de doença. A China e o Vietnã são os maiores compradores


Os principais lugares para onde os chifres são contrabandeados são China e Vietnã. Nesses países, os chifres são usados em esculturas valiosas e aplicados na “medicina tradicional”. A crença é que o pó do chifre de rinoceronte é milagroso e cura todo tipo de doença.



Segundo informações do zoológico de Thory, em 2015, no mercado ilegal, 1 kg de chifre de rinoceronte era vendido 51 mil euros, o que hoje corresponde a um pouco mais de R$ 171 mil reais.
No ano passado, a França proibiu a venda de chifres de rinoceronte e marfim de elefante dentro de suas fronteiras. Na China e no Vietnã também há a proibição do comércio de chifres de rinoceronte, mas os ambientalistas gostariam de ver uma imposição mais forte, principalmente no Vietnã.



Em relação ao assassinato do rinoceronte Vince, a investigação está em andamento.

terça-feira, 14 de março de 2017

O ZEE só foi feito agora porque atende aos interesses da especulação imobiliária.

AUDIÊNCIA DO ZEE-DF

A audiência do ZEE-DF - Zoneamento Ecológico Econômico do Distrito Federal, como em qualquer audiência que afete uso da terra, foi bem concorrida. Já no início, o auditório estava praticamente lotado. Segundo a lista de presença, compareceram pouco mais de 300 pessoas. Diante dessa forte presença, foi dito que cada fala seria de apenas 2 min.

Assim, eu (presidente do CCAS) e o Sérgio (presidente do CCAN) preferimos unir nossos tempos ao da Heliete (membro da Frente Comunitária do Sítio Histórico de Brasília e do DF), para que ela lesse, em nome dos cidadãos do Plano Piloto, nosso documento conjunto (CCAS-CCAN), que depois foi entregue ao Secretário de Meio Ambiente (SEMA) – André Lima, ao Secretário de Gestão do Território e Habitação (SEGETH) – Thiago de Andrade, e à Promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural – Dra. Marta Eliana de Oliveira. Esse documento também foi protocolado, e segue abaixo.

Alertamos para a grave crise hídrica pela qual estamos passando e defendemos que ZEE-DF deve contemplar o tombamento de Brasília e a proteção do seu entorno no que diz respeito às áreas naturais.  Que o ZEE deve conjugar a preservação da escala bucólica do Conjunto Urbanístico de Brasília com a ampliação das áreas de cerrado no seu entorno imediato, sendo ambos na bacia do Lago Paranoá, para que não se comprometa a autenticidade e integridade da Cidade-Parque.

Cobramos também que o ZEE-DF, como instrumento de ordenamento territorial, deve nortear o Plano Diretor de Ordenamento Territorial – PDOT, a Lei de Uso e Ocupação do Solo – LUOS, e o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília – PPCUB.  Além disso, é preciso haver sinergia entre as Secretarias de Governo, não apenas nestes instrumentos, mas na formulação de políticas públicas integradas de curto, médio e longo prazos.


Mas, as melhores falas foram da Mônica Veríssimo, Doutora da UnB e membro do Fórum das ONGs Ambientalistas, e do Dr. Mauro Ribeiro, diretor da Reserva Ecológica do IBGE. Foram falas muito bem embasadas tecnicamente e contundentes, mostrando que o ZEE-DF carece de base científica.


Apontaram os mais graves erros da minuta de lei do ZEE-DF, em especial uma permissividade em relação a um possível loteamento para 1 milhão de pessoas, que vai "ilhar" uma importantíssima área de preservação do cerrado. Mauro disse que esse ZEE incorpora os erros do PDOT. Mônica cobrou: Onde é mencionada a crise hídrica? Onde estão as unidades de conservação? E as áreas da Reserva da biosfera da UNESCO? As APPs e as Reservas Legais? As diretrizes?

Houve outras falas também importantes, como a do Prof. Frederico Flósculo, da UnB, que disse que este ZEE é da Caixa de Pandora. Outro, em especial, disse uma fala curta e certeira: que o ZEE não foi feito nesses 24 anos (está previsto desde 1993 pela lei orgânica) porque não atendia aos interesses da especulação imobiliária, e que esse de agora vai ser aprovado porque os atende.

Por fim, a audiência se prolongou por mais uma hora. Todos os inscritos puderam falar (à exceção dos que cederam seu tempo). Ao final, o Secretário se comprometeu a fazer uma nova consulta pública, para esgotar o debate (não prometeu que seria uma audiência pública, propriamente dita, por questões práticas).

Acredito que o Secretário André Lima é sério e bem intencionado. Porém, ele acredita já se passaram 24 anos sem um ZEE e isso prejudicou o DF. Penso que ele considera que é melhor um ZEE de meio termo, negociado com as forças políticas, do que um ZEE perfeito, utópico, que vire letra morta, pois não seria respeitado. Então, ao final da audiência, eu disse a ele que esse período de crise hídrica é propício para que a Secretaria de Meio Ambiente, com o apoio dos cidadãos do DF, possa se impor perante as outras forças do próprio governo, e as forças do mercado imobiliário, e apresente um ZEE bem melhor.

Vamos ver. Vai depender da sociedade organizada.

 

Governo lança plataforma de gestão florestal

Por Sabrina Rodrigues*
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O Ministério do Meio Ambiente lançou na terça-feira (7) o Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor), um sistema nacional integrado para a gestão florestal no país.


A plataforma, desenvolvida pelo Ibama, tem como objetivo controlar todo o processo da origem da madeira, do carvão e de outros produtos e subprodutos florestais. A ideia é rastrear desde a autorização de exploração até o transporte, armazenamento, industrialização e exportação.



A instauração da plataforma vem em observância aos artigos 35 e 36 da Lei nº 12.651/2012, da nova Lei Florestal. A previsão é que o Sinaflor esteja em funcionamento em todo o país até o fim do ano e a sua utilização será obrigatória a partir de janeiro de 2018.


“Desde o plano de manejo até o produto final, haverá uma marcação eletrônica de tudo o que aconteceu”, explicou a presidente do Ibama, Suely Araújo. “Isso vai trazer segurança e reduzir o número de fraudes”, acrescentou.


O estado de Roraima foi o primeiro a emitir as primeiras autorizações no sistema. Estados que já estão com o Sinaflor instaurado ou que tem o seu próprio mecanismo de gestão florestal deverão ser integrados ao Sinaflor como os estados do Maranhão, Pará, Tocantins e Mato Grosso.



*Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério do Meio Ambiente.

Unesco inicia resgate do gelo da Terra

Por Claudio Angelo, do Observatório do Clima
Geleira do Monte Illimani, na Bolívia, que será amostrada por brasileiros em junho. Foto: Patrick Ginot/IRD.
Geleira do Monte Illimani, na Bolívia, que será amostrada por brasileiros em junho. 
Foto: Patrick Ginot/IRD.


Um grupo internacional de cientistas, sob os auspícios da Unesco, lançou nesta semana em Paris um projeto ousado para salvar a memória das geleiras de montanhas do mundo inteiro. Eles percorrerão os glaciares mais vulneráveis ao aquecimento global, como os dos Alpes e dos Andes tropicais, coletando amostras de gelo que preservam informações sobre o clima da Terra no passado. Essas amostras serão estocadas numa caverna artificial na Antártida, e preservadas para as gerações futuras.



A próxima expedição do projeto, batizado Ice Memory, já tem data e local para acontecer: será em junho, no monte Illimani, nos arredores de La Paz, Bolívia. E terá envolvimento de cientistas brasileiros.


Eles farão uma penosa subida até o glaciar do pico andino, a 6.000 metros de altitude, carregando nas costas as partes de uma broca elétrica, que será usada para perfurar os 140 metros de espessura do gelo e coletar dois cilindros de 10 centímetros de diâmetro. Um deles será mandado para a Antártida, para ser conservado a -54oC, na estação polar ítalo-francesa Concordia. O outro será analisado quimicamente na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e outras instituições da França, da Rússia e dos EUA.


O trabalho é arriscado, tanto pelas dificuldades da ascensão com o equipamento – é impossível chegar ao alto do Illimani de helicóptero – quanto pelas condições de trabalho em alta montanha, onde cientistas já passaram mal devido à altitude em uma expedição da UFRGS em 1999.



O sacrifício é compensado pelo baú de tesouros de informações que o gelo glacial traz em si: os cilindros, conhecidos como testemunhos de gelo, guardam o registro preciso de como era o clima da Terra no passado.


Estudando-os, é possível saber exatamente qual era a composição da atmosfera séculos e milênios atrás, com precisão anual: afinal, uma geleira é formada pela lenta deposição e compactação de camadas de neve do inverno.


As geleiras de montanha guardam, ainda, dados preciosos sobre a variação do clima local. No caso das montanhas da Bolívia, por exemplo, todo o histórico de grandes queimadas na Amazônia nos últimos 18 mil anos está preservado no gelo.


Só que o aquecimento global está erodindo essa memória.
“Embora o Donald Trump não acredite, essas geleiras estão sofrendo grande derretimento no verão”, disse ao OC o glaciologista Jefferson Simões, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera, um dos líderes do projeto. O derretimento causa amnésia nas geleiras: a água da superfície penetra até camadas de gelo mais no fundo, bagunçando a ordem cronológica perfeita de camadas de neve, eliminando as bolhas de ar que aprisionam a atmosfera do passado tornando o gelo imprestável para análises.


“Estamos perdendo esses registros”, afirmou Simões.
Algumas geleiras estão ficando inutilizadas para a ciência. Essas são as sortudas. As azaradas estão simplesmente desaparecendo ou já desapareceram, como a do monte Kilimanjaro, na Tanzânia, e a do monte Chacaltaya, vizinho do Illimani.


Os cientistas estimam que ao longo deste século não reste mais nenhuma geleira abaixo de 3.500 metros de altitude nos Alpes e abaixo de 5.000 m nos Andes, caso o aquecimento da Terra siga o curso que o atual presidente americano e seu gabinete de lobistas do petróleo desejam que siga.



O Ice Memory já coletou, no ano passado, testemunhos da geleira Col du Dôme, no Mont Blanc, ponto culminante da Europa. Em 2020, será construída a caverna artificial para abrigar as amostras de todo o projeto, que conta com equipes de 11 países (França, Suíça, Itália, Brasil, Suécia, Japão, Bolívia, EUA, Rússia, Alemanha e China). Será o primeiro santuário de amostras de gelo do mundo, numa região, o leste antártico, que por enquanto está a salvo dos impactos da mudança do clima.

Republicado do Observatório do Clima através de parceria de conteúdo. logo-observatorio-clima

MPF quer que mineradora pague por danos ambientais na Bahia


Por Sabrina Rodrigues*
Santo Amaro, Bahia. foto: Andrea Moroni/Flickr.
Santo Amaro, Bahia. foto: Andrea Moroni/Flickr.



O Ministério Público Federal entrou com uma ação na sexta-feira (10) junto à Justiça Federal para que a mineradora Plumbum Comércio e Representações de Produtos Minerais e Industriais Ltda seja obrigada a pagar multa no valor de R$ 59.332.082,50 por danos ambientais em Santo Amaro, na Bahia.


A mineradora Plubum vem sendo acionada desde 1993, ano em que encerrou as suas atividades na região. Mesmo 24 anos depois do fim das atividades, os danos causados à população e ao meio ambiente ficaram: o solo da região foi contaminado por cádmio e chumbo.



Uma liminar emitida pelo MPF em 2003 determinava o cercamento da área contaminada, a implantação de placas indicativas da existência de material tóxico no local, o controle da área para evitar o trânsito de pessoas e de animais a instalação de uma “área alagadiça”, que evitasse a migração de resíduos para o leito do Rio Subaé, a 300 metros do local. Mas, a Plubum não obedeceu às determinações judiciais e agora o MPF quer que ela pague por isso.



*Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF.

Relatório classifica água do Rio Doce como péssima


Por Sabrina Rodrigues
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A Fundação SOS Mata Atlântica acaba de publicar o relatório em que analisa o trecho do rio Doce destruído pelo vazamento dos resíduos de minério de ferro da mineradora Samarco, ocorrido há 16 meses. O estudo é fruto de uma expedição realizada entre os dias 19 a 28 de outubro de 2016 por 650 km de rio. Os resultados, já divulgados em novembro, estão agora reunidos na publicação Rio Doce: o retrato da qualidade da água.


O relatório concluiu que nos 18 pontos analisados pela Fundação, a qualidade da água é considerada péssima, totalmente imprópria para consumo e está em desconformidade com a legislação vigente por apresentarem altas concentrações de magnésio, cobre, alumínio e manganês acima do permitido. Em vista disso, a população das regiões afetadas devem ficar atentas e não consumir a água diretamente do Rio Doce, não nadar e que não deem água do rio para os animais, ainda que seja fervida antes, e somente beber água tratada pelas companhias de saneamento.


A publicação descreve também que nos pontos protegidos pela Mata Atlântica, em que a vegetação não foi arrastada e devastada, registram-se os melhores e únicos índices de recuperação da condição ambiental da bacia do rio Doce.


“O mais grave desse retorno à bacia do Rio Doce foi constatar que, em primeiro lugar, a contaminação não cessou. Além disso, passados 12 meses ainda há arrasto de sedimentos por toda a bacia. E notamos como a presença de vegetação nativa protege a água, pois nos trechos onde existe remanescente de Mata Atlântica, nas áreas protegidas que não foram arrastadas pela lama, três pontos se recuperaram”, afirma Malu Ribeiro, coordenadora de Águas da SOS Mata Atlântica.


O estudo aponta como essencial medidas de restauração florestal com espécies nativas para a recuperação da qualidade da água. Além disso, destaca a necessidade de serviços de saneamento básico e ambiental nos municípios da bacia para a diminuição das demais fontes de poluição registradas e que foram agravadas com a degradação provocada pelo rompimento da barragem.

Conheça mais sobre os papagaios e porque é importante preservá-los


Por Sabrina Rodrigues*
A cartilha faz parte das comemorações do Ano do Papagaio que se encerram ainda este ano. Foto: Anselmo Garrido/Flickr.
A cartilha faz parte das comemorações do Ano do Papagaio que se encerram ainda este ano. 
Foto: Anselmo Garrido/Flickr.


Uma das aves mais populares do país ganharam uma cartilha na última sexta-feira (10). O Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Sociedade Brasileira de Zoológicos e Aquários e os Projetos de Conservação dos Papagaios do Brasil uniram-se com o objetivo de lançar uma publicação que possa incentivar a conservação dos papagaios e de coibir o comércio ilegal dessas aves no país.


A cartilha pode ser acessada de forma digital e também terá a versão impressa. O lançamento da publicação faz parte das comemorações do Ano do Papagaio, uma campanha que teve início em 2016 com a finalidade de chamar a atenção para a conservação de papagaios no Brasil com ênfase nas espécies papagaio-da-cara-roxa, papagaio-do-peito-roxo, papagaio-charão, papagaio-chauá e papagaio-verdadeiro. A obra possui linguagem acessível a todas as faixas etárias e busca a conscientização da população para a preservação das aves e acentua as questões ambientais de educação ambiental tão abordados no Ano do Papagaio.


A publicação toca em temas pertinentes à realidade dessas aves, como as principais ameaças às espécies, entre elas o comércio ilegal, o desmatamento e alteração dos ambientes em que vivem os papagaios. Mas, não é só de temas fortes que se trata a obra, o leitor também irá se deparar com curiosidades a respeito do porquê, em 1500, o Brasil era chamado de Terra dos Papagaios.


*Com informações da Assessoria de Comunicação do ICMBio

segunda-feira, 13 de março de 2017

ZEE ou ZE?





Há alguns meses eu publiquei neste BLOG uma matéria na qual eu transmitia minha impressão de que o ZEE teria sido capturado pelo econômico.


Fui muito criticada pelos responsáveis pela elaboração daquele documento. Esses responsáveis me garantiram que o ZEE tinha ideais elevados, estaria realmente imbuído do sentimento de preservação ambiental e de proteção dos nossos recursos hídricos.


Ao folhear hoje o catalogo do ZEE ("ZEE-Um DF melhor para todos!" Lindo, não é mesmo?), contudo, chego à conclusão de que minha impressão inicial estava correta. Após a linda apresentação inicial, após um prefacio que exalta a importância do meio ambiente para a qualidade de vida dos moradores do DF, o documento muda de cara e de teor. 

De Zoneamento ecológico econômico- ZEE-  transforma-se em ZE. O Ecológico desaparece. As leis de proteção ambiental são ignoradas. Indicio de que agua logo vai desaparecer também.

Vejam um exemplo: A área que o ZEE pretende desmatar e transformar em SZDPE  4 é uma Zona de Vida Silvestre, pertencente à APA Gama Cabeça de Veado e à Reserva da Biosfera do Cerrado. Tem avifauna endêmica e também nela vivem alguns dos últimos  exemplares do lobo Guará. 


De acordo, inclusive, com o parecer dos técnicos que elaboraram o ZEE, é a área que apresenta o risco mais alto de contaminação do solo, de erosão do solo e da perda de área de recarga de aquífera. Ainda de acordo com os dados disponíveis no documento, é a região mais importante para a manutenção e continuidade do ciclo de agua. No entanto, justamente essa área foi escolhida para a “dinamização econômica com equidade” ( Não é linda essa preocupação com a equidade ?).


Não deveria ser o contrário? Não deveria essa área tão importante para a preservação dos recursos hídricos a mais protegida?

A única resposta que encontro para uma iniciativa tão absurda é que o ZEE foi capturado pelo Econômico. Transformou-se em um ZE.

E o meio ambiente como fica? E quando acabar a agua como ficaremos? Perguntem às empreiteiras.


Parlamentares podem até extinguir a Floresta Nacional de Jamanxim


Por Daniele Bragança
Área desmatada para produção agropecuária dentro da Floresta Nacional de Jamanxim. Foto: Daniel Beltrá/Greenpeace.
Área desmatada para produção agropecuária dentro da Floresta Nacional do Jamanxim. 
Foto: Daniel Beltrá/Greenpeace.


Em dezembro de 2016, a redução da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, feita pelo governo Temer através de Medida Provisória, causou indignação entre ambientalistas. Eles interpretaram o movimento como uma rendição aos invasores locais e um sinal de que a estratégia de invadir e pressionar funciona para redesenhar unidades de conservação na Amazônia. No entanto, a redução desta Flona tampouco agradou os ruralistas, que a acharam tímida. Por isso, há um segundo round em andamento, que, desta vez, pode até extinguir a área protegida e transformá-la toda em uma APA (Área de Proteção Ambiental), a categoria mais branda de conservação.



Medidas Provisórias emitidas pelo Poder Executivo são analisadas por uma comissão mista de deputados e senadores e devem ser votadas em um período de até 60 dias, prorrogável uma vez. Através de emendas, eles podem modificar ou acrescentar dispositivos à MP original. A MP 756, que reduziu a Flona Jamanxim, deverá ser votada até o dia 30 de março. Ela dará carona a 15 emendas parlamentares geradas por membros da comissão mista, enviadas antes da sua instalação: 10 delas reduzem ainda mais a área que restou da Flona.



Duas mudam outras unidades de conservação: a Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo, no Pará, e o Parque Nacional São Joaquim, em Santa Catarina. Outras duas vão além: propõem alterar a própria lei do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), que rege todas as unidades de conservação. Por fim, há uma emenda que trata da regularização fundiária dentro de APAs (Veja a tabela, no final da reportagem).
No caso das emendas que tentam reduzir ainda mais a Floresta Nacional do Jamanxim, os especialistas consultados pelo ((o))eco veem uma tentativa de alargar a área de produção agropecuária ao longo da BR 163, que liga Cuiabá-MT a Santarém-PA. No caso das demais, que investem contras outras UCs e o próprio SNUC, veem um caso de flagrante de inconstitucionalidade.


Comissão
Na quinta-feira (09), instaurou-se a comissão mista, que elegeu para seu presidente o senador ruralista Flexa Ribeiro (PSDB-PA), autor de três das 15 emendas à MP 756. A relatoria ficou com o deputado José Priante (PMDB-PA).



“É verdade que nesta medida provisória ele [o Presidente da República] resolveu o problema das pessoas que estavam dentro da Flona e que não poderiam produzir. Na APA, eles vão poder manter a sua atividade. Mas, ao mesmo tempo em que criou essa APA, diminuiu a área branca, aumentando a APA para cima daqueles que não estavam atingidos”, discursou Flexa Ribeiro (PSDB-PA), no plenário do Senado, na terça-feira (07).
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A APA de Jamanxim, de 542 mil hectares, foi formada pela parte mais desmatada da Floresta Nacional de Jamanxim (304 mil hectares) e mais 238 mil hectares de uma área onde não havia nenhuma unidade de conservação. Arte: Paulo André Vieira.



A chamada área branca representa o território onde se pode produzir sem limitações impostas por unidades de conservação. A MP 756, agora em questão, desmembrou os 1,3 milhão de hectares originais da Flona Jamanxim. Desse total, 438 mil hectares foram adicionados ao Parque Nacional do Rio Novo.



A MP também criou a APA Jamanxim, composta por 304 mil hectares retirados da Flona e outros 238 hectares de terras onde ainda não havia qualquer UC. Ou seja, a nova APA avançou sobre a área branca. Esse é o ponto-chave para entender porque os ruralistas também não gostaram do resultado.


As associações de produtores e os políticos de Novo Progresso protestaram contra o que chamam de limitação ainda maior da área produtiva do município. No começo de fevereiro, eles organizaram um protesto contra a MP 756, que fechou a BR 163 por 48 horas.



Uma dos reclamações está relacionada a negócios com frigoríficos. O Ministério Público firmou um acordo assinado por um número substancial de frigoríficos grandes e médios que os impede de comprar carne produzida dentro de UCs, incluindo a categoria APA. Ou seja, quem foi englobado pela APA Jamanxim não pode mais vender gado para frigoríficos.



As 10 emendas que elevam a redução da Flona Jamanxim anulam a transferência dos 438 mil hectares da Flona para o Parque Nacional do Rio Novo e aumentam o tamanho da APA Jamanxim em terras que restaram à Flona. Além disso, querem retirar da nova APA as terras de área branca, que o traçado original abarcou.



Se forem aprovadas, o Parque Nacional do Rio Novo fica do tamanho que estava. O aumento do Rio Novo era uma compensação para a redução da Flona, pois um parque nacional é uma Unidade de Conservação (UC) de proteção integral onde só é permitido a visitação, enquanto que Flonas e APAs são UCs da categoria uso sustentável. As Flonas não permitem propriedade privada, mas permitem exploração de produtos florestais (madeiras, sementes, etc), enquanto as APAs, a categoria de UC mais branda de todas, permitem propriedade privada e produção no seu interior.



A anulação do aumento do Parque Nacional do Rio Novo também atende a demanda de garimpeiros locais que querem continuar acessando um garimpo na vizinha APA do Tapajós, através da Flona do Jamanxim. Se a área se tornar parque nacional isso será proibido.



"Contrabando"
Os deputados Francisco Chapadinha (PTN-PA) e Zé Geraldo (PT-PA) são autores das emendas mais radicais, que propõem extinguir a Flona Jamanxim e transformar integralmente seus 1,3 milhão de hectares em APA. Na sua justificativa, Chapadinha argumenta que 74% do município de Novo Progresso está protegido por unidades de conservação; e que a obrigação de reserva legal para vegetação nativa de 80% da área de fazendas na Amazônia Legal sobrou pouco espaço para expandir a produção. Zé Geraldo é ligado a pequenos produtores.



No seu texto, ele diz que a APA de Jamanxim foi criada em cima de uma região em que já estavam instalados milhares de produtores rurais.



Para Ciro Campos, do Programa de Política e Direito Socioambiental (PPDS), do Instituto Socioambiental (ISA), “O que se pleiteia é o direito de desmatar essa área sensível. Quando o governo criou essas unidades de conservação dentro do contexto do asfaltamento da BR 163, o objetivo era impedir a ampliação da área de expansão agrícola em torno da rodovia. O que os parlamentares confessam no texto das emendas é: nós queremos essa área para expandir a atividade agropecuária”.
Em discurso, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) defende a revisão dos limites da APA de Jamanxim. Foto: Pedro França/Agência Senado
Em discurso, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) defende a revisão dos limites da APA de Jamanxim. Foto: Pedro França/Agência Senado



As duas emendas propostas pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS) modificam a Lei 9985/2000, que institui o SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação). O texto de Flexa Ribeiro estabelece que a criação de UCs seja condicionada ao aval do estado da federação onde foi criada. Sem essa permissão, nada feito. A proposta de Heinze, ex-presidente da bancada ruralista, acrescenta um parágrafo ao artigo 22 do SNUC, que determina a indenização aos proprietários rurais por lucros cessantes e danos causados pelas limitações ao uso da propriedade, quando ocorrer a expiração do decreto de criação de uma área protegida.



Acréscimo de UCs
Os senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Dalirio Beber (PSDB - SC) apresentaram emendas envolvendo áreas protegidas que não estão na proposta original da matéria.
Flexa quer acabar com a Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo -- a categoria de unidade de conservação mais restritiva do país, que permite em seu interior apenas a realização de pesquisas científicas -- e propõe, em seu lugar, a criação de um Parque Nacional e uma APA (Área de Proteção Ambiental).



Não é a primeira vez que o senador tenta alterar a categoria da Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo através de emenda à Medida Provisória. Em 2011, quando o governo Dilma tentou alterar pela MP542 os limites de três UCs (Parque Nacional Amazônia, Parque Nacional dos Campos Amazônicos e Parque Nacional da Mapinguari), Flexa apresentou a mesma proposta. A MP não foi votada a tempo e caducou.



A emenda do senador Dalirio Beber (PSDB/SC) reduz em 21% o Parque Nacional de São Joaquim e muda o seu nome para Parque Nacional da Serra Catarinense.



Para Maurício Guetta, advogado do ISA, "o Supremo consolidou o entendimento de que não é possível realizar o que chamam de 'contrabando legislativo'", termo que ele usa para descrever a prática de parlamentares usarem emendas estranhas à MP original para defender grupos de interesse. "A prática é comum, infelizmente, mas a boa notícia é que o Supremo Tribunal Federal tem anulado a aprovação desse tipo de emenda, diz Guetta. "É consenso entre os juristas que a redução de área protegida ou extinção de unidades de conservação só pode ser feito através de lei no sentido stricto".



Embora consideradas ilegais, a inclusão de unidades de conservação estranhas ao objetivo de uma MP começou quando o governo Dilma usou o recurso para alterar  7 unidades de conservação na Amazônia com o intuito de facilitar a construção de hidrelétricas na bacia do Rio Tapajós. Na ocasião, uma emenda parlamentar à MP diminuiu também a Floresta Nacional do Tapajós, que não estava na lista original.


Uma Ação Civil Pública, ajuizada pelo então Procurador-Geral da República (PGR), Roberto Gurgel, questiona no STF a constitucionalidade de alterar áreas protegidas via Medidas Provisórias. Segundo o PGR, essas alterações só poderiam ser realizadas por projetos de leis, cuja tramitação segue o curso normal (e mais lento) do Legislativo.

Tipo Político Emenda O que muda
Transforma a FLONA em APA
Deputado Francisco Chapadinha (PTN-PA) 4 Transforma o tamanho da Floresta Nacional original em Área de Proteção Ambiental do Jamanxim
Deputado Zé Geraldo (PT-PA) 7 Transforma o tamanho da Floresta Nacional original em Área de Proteção Ambiental do Jamanxim
Aumenta a APA de Jamanxim e anula as alterações nos limites do Parque Nacional do Rio Novo Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) 1 Floresta Nacional de Jamanxim fica com  814.682,00 e Área de Proteção Ambiental de Jamanxim com 486.438,00 ha. Anula a alteração nos limites do Parque Nacional do Rio Novo (PA)
Deputado José Priante (PMDB-PA) 8 Mesma redação da emenda 1
Deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) 9 Mesma redação da emenda 1
Deputada Júlia Marinho (PSC-PA) 11 Mesma redação da emenda 1
Deputado Joaquim Passarinho (PSD - PA) 5 Deixa criada a APA de Jamanxim, com o tamanho atual. Anula a alteração no Parque do Rio Novo
Deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) 10 Floresta Nacional vai para  814.682,00. Anula a criação da Área de Proteção Ambiental e o aumento nos limites do Parque Nacional do Rio Novo
Senador Paulo Rocha (PT-PA) 12 Cria a Área de Proteção Ambiental do Jamanxim, com 814.682 hectares
Senador Jader Barbalho (PMDB-PA) 14 Mesma redação da emenda 12
Modifica outras unidades de conservação Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) 2 Alterada a categoria da Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo para Parque Nacional Nascentes da Serra do Cachimbo e Área de Proteção Ambiental Vale do XV. Reserva Biológica da Serra do Cachimbo = 342.192,00 hectares; Parque Nacional Nascentes da Serra do Cachimbo = 162.306 ha e Área de Proteção Ambiental Vale do XV = 178.386 hectares.
Senador Dalirio Beber (PSDB - SC) 6 Parque Nacional de São Joaquim (SC) passa a se chamar Parque Nacional da Serra Catarinense e tem seu tamanho atual diminuido de 49,800 hectares para 39.405 hectares.
Modifica o SNUC
Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) 3 Modifica o parágrafo 2º e acrescenta o parágrafo 8º no artigo 22 do SNUC:
§2º. A criação de uma unidade de conservação deve ser precedida de estudos técnicos, de anuência dos Estados – e do Distrito Federal – abrangidos e de consulta pública que permitam identificar a localização, a dimensão e os limites mais adequados para a unidade, conforme se dispuser em regulamento
§ 8º. A alteração dos limites depende de anuência dos Estados e do DF abrangidos.
Deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS) 13 Acrescenta um parágrafo no artigo 22 do SNUC. Estabelece indenização e prazo para desapropriação.
§ 3º. Na hipótese de caducidade do decreto que criou a unidade de conservação, o Poder Público responderá pelos lucros cessantes e os danos emergentes decorrentes das limitações impostas ao uso da propriedade.
Outros Senador Wellington Fagundes (PR-MT) 15 Regularização fundiária dos proprietários rurais das Áreas de Proteção Ambiental