sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Cada vez mais frequentes, assassinatos e roubos levam medo aos moradores

Em Taguatinga, casas viram fortalezas e, mesmo assim, não intimidam a ação de bandidos


Saulo Araújo
Mara Puljiz
Publicação: 17/01/2014 Correio Braziliense


Maria da Conceição gastou R$ 5 mil para deixar a residência, na QNL 13 de Taguatinga, mais segura. Mesmo assim, sofreu uma tentativa de assalto (Saulo Araújo/CB/D.A Press)
Maria da Conceição gastou R$ 5 mil para deixar a residência, na QNL 13 de Taguatinga, mais segura. Mesmo assim, sofreu uma tentativa de assalto


Assustados com a crescente violência, moradores do Plano Piloto mudam hábitos e adotam estratégias de prevenção à criminalidade. Mas se a falta de policiamento amedronta quem mora em Brasília, apavora ainda mais aqueles que vivem nas cidades mais afastadas do centro. Com a Operação Tartaruga da Polícia Militar iniciada, as equipes de patrulhamentos se tornaram escassas nas ruas de Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e outras regiões administrativas.

Na QNL 13 de Taguatinga, os constantes assaltos mudaram a paisagem da quadra. Cansados de esperar uma ação do Estado, os moradores transformam as casas em fortalezas. A pensionista Maria da Conceição Holanda, 62 anos, teve a residência invadida duas vezes por bandidos. No ano passado, ela investiu na segurança do imóvel. De uma só vez, ela mandou instalar 60m de cerca elétrica, lanças perfurantes, alarme e arame semelhante ao usado por exércitos em zonas de conflito e por presídios a fim de evitar a fuga de detentos. Estima um gasto de cerca R$ 5 mil.

Mesmo com todo esse aparato, ladrões não se intimidaram e tentaram, no início do ano, entrar na casa dela novamente. “Eles cortaram a cerca elétrica, mas se assustaram com o alarme e correram. Ou seja, nem tudo isso garante a tranquilidade da minha família”, lamentou.

Sem esperanças de que a sensação de tranquilidade retorne à quadra, o aposentado José Vieira Diniz, 63 anos, morador do Conjunto G da QNL, preferiu vender a casa. “Já tirei até a placa porque o negócio está fechado. É algo que realmente vai minando a gente, deixando desiludido”, lamentou.

O grande perigo é a introdução do racismo como um fenômeno da consciência popular.

Autor: Comunicação Millenium

As recentes declarações do ministro Carlos Alberto Reis de Paula ao jornal “Valor Econômico” trouxeram as cotas raciais mais uma vez para o centro do debate.

Presidente da maior instância trabalhista do país, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), Reis de Paula defende a aplicação de cotas raciais em todos os ambientes de trabalho – inclusive em empresas privadas – como forma de sanar a desigualdade entre pretos e brancos no mercado brasileiro.

O ministro acredita ainda que o Judiciário deve atuar mais na mobilização da sociedade em prol de avanços nas relações de trabalho.

Para o sociólogo e especialista no tema, Demétrio Magnoli, a opinião do presidente do TST reflete um consenso da elite política brasileira, que não enfrenta oposição às classificações raciais na vida do cidadão brasileiro. Magnoli reafirma a inconstitucionalidade da questão e critica o que chama de “negociação de direitos em função da raça”. Leia a entrevista.

Instituto Millenium – Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, o presidente do TST, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, se mostra favorável à ampliação das cotas raciais. No órgão já há uma regulamentação que fixa cotas para negros em 10% para a terceirização de serviços. O ministro defende a ampliação das cotas para todos os ambientes de trabalho, inclusive nas empresas privadas, como meio de fomentar a igualdade. Como o senhor avalia a opinião do ministro?

Demétrio Magnoli – Eu lamento, mas não me surpreendo com a posição do ministro. A reprodução de cotas raciais no Brasil não teve reação por parte do nosso sistema. Nenhum partido relevante ou liderança política se posicionou contra. O que o ministro faz, além de provavelmente expressar uma opinião própria, é revelar um consenso da nossa elite política, que é muito diferente de um consenso nacional. Ao considerar legais as cotas raciais, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu o caminho para a extensão das cotas para todo o mercado de trabalho.

Imil – Hoje o cidadão é obrigado a declarar a qual “raça” pertence no formulário de declaração do Imposto de Renda e até na hora de preencher o Currículo Lattes…

Magnoli – Veja bem, as políticas de preferências raciais não visam, como fica cada vez mais claro, oferecer oportunidades para pessoas menos favorecidas. Se fosse por isso, se proporia cotas sociais, por renda etc. As cotas raciais são adotadas para promover uma pedagogia da raça, ou seja, impor compulsoriamente aos brasileiros a classificação racial de cada um. As pessoas começam a se identificar de acordo com a cor da pele e não apenas com a cidadania brasileira. Essa é a função das politicas raciais, a negociação de direitos em função da raça. Isso tende a crescer no país.

Imil – Na defesa das cotas, o ministro citou o artigo 170 da Constituição para destacar que as ações afirmativas estão respaldas pela Constituição. Ele é favorável a cotas em todos os ambientes de trabalho. Isso não seria inconstitucional?

Magnoli – Claro! A Constituição diz que todos os cidadãos são iguais perante a lei independentemente de raça, gênero, orientação politica etc. No entanto, a letra da Constituição foi violada pelo STF com base em considerações puramente ideológicas. É ativismo judicial. O Supremo rasgou a Carta Magna para atender uma demanda ideológica sem enfrentar uma oposição política forte.

Imil – Na mesma entrevista, o ministro afirma que o poder Judiciário deve ser mais atuante no sentido de organizar mobilizações junto à sociedade. O Estado de Direito comporta essa espécie de ativismo?

Magnoli - O ministro propõe que o Judiciário se torne um partido político, que faça as leis por meio de decisões de tribunais. Além disso, quer que o judiciário tenha um programa político independente de provocações. Isso é ilegal, mas muita coisa ilegal acontece no Brasil.

Imil – É difícil encontramos uma liderança que bata de frente com a cultura racial que está sendo criada no país, já que, por exemplo, grande parte da população brasileira é “beneficiada” pelas cotas raciais e pode vir a votar a favor desse tipo de política? É um peso eleitoral que desafia os políticos?

Magnoli – Sua premissa é especulativa e errada. Nas poucas pesquisas que foram feitas com o grande público sobre cotas raciais, verificou-se no Rio de Janeiro uma majoritária oposição às cotas raciais por pessoas de todas as cores de pele. A oposição às cotas dos que se autodeclaram pretos e pardos foi similar, até um pouco maior, que a dos brancos. As cotas não são uma decisão popular.
É evidente que isso depende das perguntas que são feitas nas pesquisas, pois elas orientam respostas.

Se a pergunta for, por exemplo, se “cotas raciais visam a oferecer direitos para quem é pobre”, se a pergunta levar as pessoas a acreditarem que raça e renda são a mesma coisa, vai haver resultado favorável.

Mas quando as pessoas são indagadas com perguntas mais objetivas, as respostas são contrárias.

Apesar de mais de uma década de pedagogia racial, os brasileiros resistem à ideia de negociaram seus direitos em função da raça. Não sei até quando vão resistir.

O grande perigo é a introdução do racismo como um fenômeno da consciência popular. Existe racismo no Brasil, como em todo lugar do mundo, mas ele não é um fenômeno de massas, da consciência popular.

Minha Casa Minha Vida= inadimplência, roubo, puxadinhos,e trafico de drogas

Minha Casa Minha Vida enfrenta problemas como contas não pagas, puxadinhos e tráfico

  • Resultado tem sido altos índices de inadimplência, em alguns casos próximos de 90%; muitos conjuntos estão atolados em dívidas
  • Desde que o programa foi lançado, em 2009, 50,9 mil imóveis foram entregues no estado
  • São cerca de 200 mil pessoas vivendo nessas unidades
O Globo

Fábio Vasconcellos 
Atualizado:

Inaugurado em 2012, o Condomínio Ayres, em Senador Camará, acumula mais de R$ 100 mil em contas não pagas; o local já tem “gatos” de energia e imóveis invadidos
Foto: Leo Martins / O Globo
Inaugurado em 2012, o Condomínio Ayres, em Senador Camará, acumula mais de R$ 100 mil em contas não pagas; o local já tem “gatos” de energia e imóveis invadidos Leo Martins / O Globo
RIO — Uma vizinha desavisada estende as roupas num varal improvisado do lado de fora da janela do seu apartamento. Um gatuno observa de longe. Na calada da noite, usa vara de pescar, linha, anzol e, com habilidade cirúrgica, consegue desprender e levar a roupa da vítima. No dia seguinte, há discussão entre vizinhos para saber quem furtou a peça. A cena pitoresca é apenas um detalhe em meio aos desafios que bateram à porta do Programa Minha Casa Minha Vida, que completa cinco anos em março.
Acostumados ao estilo de vida informal das comunidades onde viviam, os moradores dos conjuntos construídos pelo projeto passam agora pelos dilemas impostos pelas regras de convivência dos condomínios.

Além das dificuldades na relação com os novos vizinhos e da adaptação dos seus antigos hábitos, há problemas graves, como o caso daqueles sem condições de arcar com as despesas de água, luz, gás e taxa de condomínio.

O resultado tem sido altos índices de inadimplência, em alguns casos próximos de 90%.

Muitos conjuntos estão atolados em dívidas. Há ainda práticas que começam a se disseminar, como o “gato” de energia elétrica, o tráfico de drogas e a instalação de puxadinhos que funcionam como bares, cabeleireiros e vendas de alimentos, entre outros serviços.

Desde que o programa foi lançado, em 2009 — entre a contratação e a construção foram quase três anos —, 50,9 mil imóveis do Minha Casa Minha Vida foram entregues no Estado do Rio. São cerca de 200 mil pessoas vivendo nesses imóveis.

Do total de unidades concluídas, 17,6 mil (34%) estão ocupados por famílias com renda de zero a três salários, faixa que concentra até 65% do déficit habitacional do Rio.

São famílias que foram sorteadas pelo programa ou ganharam os imóveis para deixarem áreas de risco onde viviam. Para essa faixa de renda, existem mais 98 mil imóveis contratados, ou seja, em fase de construção em todo o estado. Somente na capital, são 66 mil, entre contratados e entregues.

O Condomínio Destri, com 421 unidades, em Senador Camará, foi o primeiro a ser inaugurado no Rio pelo Minha Casa e hoje, com apenas dois anos de uso, acumula dívida de R$ 60 mil de luz e R$ 40 mil de água. 

 Arnaldo Rosa Bruzaco Filho, presidente da Associação de Moradores Beato João Paulo II, que reúne outros cinco condomínio do Minha Casa Minha Vida em Senador Camará, diz que o problema é comum nesses empreendimentos.

— Muitos moradores não se sentem obrigados a pagar as contas. Fui síndico do Destri, e lá enfrentamos problemas. Temos muitos gastos de manutenção. Para você ter uma ideia, quando chegamos aqui, até as mangueiras de incêndio tinham sido furtadas — diz Bruzaco.

Bares instalados em puxadinhos

No Condomínio Ayres (vizinho ao Destri), entregue também em 2012, a situação é mais grave. A síndica Iraci da Costa afirma que as contas já somam mais de R$ 100 mil. Como também não pagam pela luz, alguns moradores passaram a fazer “gato” de energia. O Ayres enfrenta outros problemas. Os 421 imóveis foram entregues a famílias que vieram de diferentes comunidades do Rio, controladas por facções rivais.

Quase 90 apartamentos foram abandonados por moradores que se sentiam intimidados pelos vizinhos. Outros deixaram os imóveis, hoje já invadidos, porque não aceitaram pagar as contas. Já existem também bares instalados dentro do condomínio, em puxadinhos feitos pelos moradores.

— Os moradores não estavam preparados para morar num condomínio e estão transformando isso numa favela. A nossa inadimplência já chega a uns 90% — diz Iraci.

No município de Queimados, onde foi entregue em 2012 o condomínio Valdoriosa I, II e III, com quase 1,5 mil apartamentos, os problemas se repetem. Já há registro de venda de drogas. 

No Valdoriosa I, o síndico Jocely da Silva Gonçalves, de 42 anos, é quem faz a capina, pintura e manutenção das áreas de uso comum, porque falta dinheiro para contratar o serviço. É ele também quem tem de resolver as desavenças entre os moradores.

— Acabei de mediar uma discussão em que um morador queria esfaquear o outro — conta.

Especialistas ouvidos pelo GLOBO consideram que o Minha Casa Minha Vida precisa passar por ajustes.

Diretor do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), o economista Manuel Thedim diz que a questão a ser pensada é como levar pessoas que viviam na informalidade a se adaptarem à vida formal, com todos os custos de morar num condomínio. A falta de renda leva os moradores a instalarem pequenos negócios, repetindo a lógica da favela.

— Criar formas de ganhar dinheiro com um pequeno comércio é uma característica do empreendedorismo das comunidades do Rio. Não podemos condenar isso. Mas é evidente que existe um dilema dentro dos condomínios do Minha Casa Minha Vida. As pessoas foram levadas de uma hora para outra a viverem uma situação de formalidade a que não estavam acostumadas. Na favela, tudo era resolvido como cada um queria. É uma política de habitação que não foi conversada com os moradores — afirma Thedim.

Ex-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Sérgio Magalhães é ainda mais crítico. Para ele, o Minha Casa não poderia sequer ser chamado de programa de habitação popular, porque não leva em consideração as expectativas dos moradores:

— O programa não envolve os moradores na discussão do tipo de moradia. O crédito imobiliário teria que ser universalizado no Brasil, deixar de ser tão restrito. A sua restrição se traduz nesse programa, no qual são o governo e a empreiteira que decidem quem vai morar e onde.

A secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, ressalta que o programa tem conseguido entregar moradias a moradores com renda de zero a três salários, justamente os que mais sofrem com o déficit habitacional no país.

Ela reconhece, no entanto, que a adaptação à vida formal dos condomínios é um desafio. Inês acrescenta que o ministério repassa até 2% do valor dos empreendimentos para o trabalho de formação de gestores dos condomínios e para a área social. Ela diz que, no Rio, esse trabalho ainda não foi feito integralmente:

— Esse é o maior desafio que temos. Como é que eu trago um conjunto de família para uma outra situação (vida formal)? Por isso, é imprescindível que o poder público local esteja envolvido nesse processo. No Rio, quase metade do poder público (prefeituras) ainda não conseguiu contratar esse trabalho.

Em nota, a Secretaria municipal de Habitação informou que o trabalho de informação e preparo dos moradores é realizado nos três meses antes da entrega das chaves e durante um ano após a mudança, podendo ser prorrogado por mais um ano. Essa tarefa consiste, por exemplo, no esclarecimento de dúvidas e na prestação de informações (sobre pagamento de condomínio e contas individuais, sobre a vida nos conjuntos etc). A secretaria informou ainda que iniciou uma campanha para tentar reduzir a inadimplência, “mostrando a importância da taxa do condomínio para a preservação dos espaços comuns”.

Projeto ouve demandas de moradores em queimados

Para tentar reduzir as dificuldades dos condomínios do Minha Casa Minha Vida para as famílias com renda de zero a três salários, a Caixa Econômica Federal começou a financiar uma pesquisa para identificar soluções.

O projeto, que vem sendo feito no Valdoriosa I, II e III, em Queimados, começou em outubro passado e deve ficar pronto em 2015. A iniciativa tem quatro eixos: geração de trabalho e renda, juventude e cultura, mulheres e ações socioambientais e de segurança alimentar.

Coordenador do projeto, também conhecido como #MaisValdoriosa, o sociólogo Paulo Magalhães, explica que os condomínios do Minha Casa Minha Vida passam por um processo de institucionalização — ou seja, do mundo mais informal para o espaço de maior formalidade —, e isso leva algum tempo.

Segundo ele, estão sendo feitas reuniões com os moradores para identificar as principais queixas e o potencial do local. Ao final do projeto, será apresentado um plano de desenvolvimento integrado e sustentável do Valdoriosa. A iniciativa é tocada pelo Iets, pelo Ibase e pela Metrópoles Projetos Urbanos (MPU).

— Neste momento, estamos no processo de identificação das demandas dos moradores. Fazemos reuniões com eles para discutir esses temas. Tudo será feito conforme o interesse deles. Há dezenas de formas de gerar renda. Um outro foco do programa é discutir como podemos minimizar as tensões geradas pela convivência com novos moradores. A ideia não é impor nenhum modelo. Vamos construir com os moradores uma mescla do mundo formal e informal — explica Magalhães.

Minha Casa, Minha Vida já gasta mais que 30 dos 39 ministérios


Minha Casa, Minha Vida já gasta mais que 30 dos 39 ministérios

Por Dinheiro Público & Cia- Folha de São Pualo
09/01/14 11:19
Com menos de cinco anos desde sua criação, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida já consome mais dinheiro dos cofres federais que 30 dos 39 ministérios e secretarias especiais da administração federal.

Os gastos chegaram a R$ 14,2 bilhões no ano passado,  segundo dados atualizados até o último dia 28, quase todos na forma de subsídios para os financiamentos imobiliários em condições favorecidas.

A despesa só não foi maior porque o governo Dilma Rousseff deixou parte dos pagamentos para este ano, o que ajudou a melhorar o resultado das contas do Tesouro Nacional no ano passado, 

Trata-se de uma expansão impressionante para um programa cujos desembolsos não passaram de R$ 1,6 bilhão em 2010, último ano do governo Lula. Os montantes de hoje superam os de ministérios tradicionais como Justiça, Agricultura e Planejamento.

Nem o Bolsa Família, prioridade mais celebrada da administração petista, gastava tanto com tão pouco tempo de existência: em valores corrigidos pela inflação, foram R$ 12,1 bilhões em 2007.

O Minha Casa foi lançado durante a crise econômica de 2009 com o propósito ambicioso de subsidiar quase integralmente, com recursos do Tesouro, o financiamento de imóveis para a população com renda até três salários mínimos.

Essa faixa de renda tradicionalmente é o maior obstáculo enfrentado pelas políticas habitacionais, devido à falta de acesso ao crédito. Devido ao alto custo dos subsídios, os programas anteriores para esse segmento eram de escala reduzida.

Com algo em torno de 3 milhões de moradias contratadas, considerando todas as faixas de renda, o Minha Casa gerou custos que, muito provavelmente, serão deixados para o próximo governo.

Todos os anos o governo tem atrasado os pagamentos de subsídios à Caixa Econômica Federal. Os dados oficiais ainda não são conhecido, mas deve haver mais de R$ 5 bilhões em compromissos remanescentes de anos anteriores -além dos R$ 14,8 bilhões programados no Orçamento deste ano.

Postes no meio das calçadas virou moda!Parabens GDF!


16/01/2014 15h01 - Atualizado em 16/01/2014 15h01

Calçada do DF tem postes no caminho e gestor diz que obra é 'de primeira'

Concreto também apresenta rachaduras e moradores reclamam da obra.
'Postes vão ficar, projeto está correto', diz administrador do Jardim Botânico.

Do G1 DF
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Uma calçada ainda em obras na entrada de três condomínios do Jardim Botânico, região do Distrito Federal a 15 quilômetros do centro de Brasília, foi construída com postes de luz no meio do caminho. 

A calçada, que começou a ser feita há aproximadamente dois meses, também apresenta rachaduras.

Os moradores dos condomínios Mansões Itaipu, Quintas da Alvorada e Solar da Serra reclamam da nova calçada em construção. Segundo a administração do Jardim Botânico, mais de 500 metros de calçada já estão prontos.

"Eu acho que não precisa ser nenhum gênio da construção para saber que está errado. Um poste no meio da calçada impede que a pessoa consiga andar. Não tem acessibilidade para a pessoa deficiente, carrinho de bebê, e além disso a qualidade da obra, que é trágica", disse um o arquiteto Marcelo Bokel, morador de um dos condomínios.

O administrador do Jardim Botânico, Cesar Trajano de Lacerda, defendeu a obra e disse que a construção está correta porque é 'um projeto da Novacap'.

"Está correto porque isso é um projeto da Novacap. A gente só pode julgar uma obra depois que ela está pronta. Essa obra é de primeira, é uma obra boa, bem feita", afirmou. 

Segundo Lacerda, os postes que estão no meio da calçada vão continuar até que a obra seja concluída e as rachaduras no concreto serão corrigidas.

"[Os postes] vão ficar [no meio do caminho]. Nós vamos fazer em volta, para a passagem das pessoas deficientes, vamos fazer uma meia-lua para beneficiar. Mas por enquanto vão ficar porque quem resolve o problema dos postes é a CEB. Já fizemos [o pedido para a retirada]. E quando for retirado, a CEB então recompõe a calçada."

Outras falhas são encontradas na obra. Rachaduras apareceram antes mesmo da conclusão dos trabalhos. As placas apresentam trincas. O presidente do Crea/DF, Flávio Corrêa, diz que a calçada não segue as normas técnicas exigidas.

“Totalmente errado. Aqui tinha que ter uma conciliação de projeto com a CEB, com a administração certo?”, afirma. “Eu acho que não poderia ter iniciado uma obra com  essas interferências que estão acontecendo exatamente na faixa de passeio.”

Direita já!

Direita já! 

Folha de São Paulo

Atentemos para o país que está à volta da Papuda, ou acabaremos reféns daquele Nosferatu, o morto-vivo que insiste em roubar nosso vigor, nosso tempo e o espaço do colunista. Por mim, ele trabalharia é no "Hotel Califórnia", o da lendária música dos Eagles, onde se pode entrar, mas não sair. Mas nada de certos aromas densos... Quem não conhece a canção tem agora a chance. Essa é do baú. Coisa de velho, meninos! Adiante.

O autor destas mal traçadas ficará feliz se estiver errado. Avalia que a presidente Dilma Rousseff vai se reeleger no ano que vem. Como não vê vantagem em confundir seu gosto pessoal (não votará nela de jeito nenhum!) com os fatos, escreve o que acha. A razão de seu realismo, nunca de seu desencanto, é que não acredita em candidatura de oposição sem valores de oposição. 

Segundo pesquisa Datafolha, publicada por esta Folha no domingo, no cenário mais provável, se a disputa fosse hoje, Dilma seria reeleita no primeiro turno, com 47% dos votos. Aécio Neves ficaria em segundo, com 19%. Em terceiro, viria Eduardo Campos, com 11%. Há, como sempre, tempo o bastante para o inesperado, mas ele é insuficiente para plasmar uma nova esperança. 

Que nova esperança? Em todo o mundo democrático, pobre ou rico, partidos da direita democrática, mais conservadores ou menos, disputam o poder e são bem-sucedidos. Depois de algum tempo, perdem para os "progressistas", que serão apeados mais adiante. A democracia não é finalista. Seu fim é uma economia dos meios. É modorrenta e fria. Política quente resulta em guilhotina, linchamento, suicídio, paredão ou condenação ao atraso eterno. A democracia é o regime dos homens aborrecidos. Também é coisa de velho. Por que nós a queremos? Para mantê-la. 

O Brasil insiste em ser a exceção. A elite intelectual e a imprensa não sabem ou fingem não saber --pouco importa se é burrice ou má-fé-- a diferença entre direita democrática e extrema direita. 

Sufocam o debate com sua ignorância bem-intencionada, com sua má-fé ignorante e, às vezes, até com seu humor iletrado. 

Extrema-esquerda e esquerda divergem nos métodos, não na ambição de subordinar a sociedade a um ente de razão que, num primeiro momento, a domine e, depois, a substitua, pouco importando se pensam num partido ou num conselho de sábios. 

Já a extrema direita é o avesso da direita democrática; a diferença é de essência, não de grau, como já demonstrou Olavo de Carvalho. 

Isso é história, não opinião. Procurem os respectivos manifestos dos vários fascismos do século passado. Seu verdadeiro inimigo é o liberalismo, não o comunismo, no qual os fascistas sempre reconheceram o queixo de papai... "Direita", no entanto, virou palavrão no Brasil. Na academia, o liberalismo é tratado como sinônimo de exclusão social. 

Ocorre que a maioria da população, já evidenciou o Datafolha, se identifica mais com valores ditos de "direita" do que de "esquerda".  

Mas inexistem por aqui os republicanos, os conservadores ou os democratas-cristãos. As referências de progresso social e político de alguns dos nossos intelectuais não são os EUA, a Grã-Bretanha ou a Alemanha, mas a Venezuela, o Equador e Cuba. 

Há muito tempo a oposição é prisioneira dessa falácia e não só evita o confronto de valores como aceita que o PT seja o seu juiz ideológico. Ao disputar o poder, perde-se num administrativismo etéreo. Alguns cronistas, achando que a rendição é insuficiente, recomendam-lhe que vá ainda mais para a esquerda e tente tomar do PT a bandeira do distributivismo da pobreza. Seria seu último suspiro. 

"Você reclama do quê? O modelo funciona!" Quem dera! Teríamos ao menos uma escola melhor do que a do Cazaquistão. Mas ela é pior.

Direita já! Em nome do futuro. 

twitter.com/reinaldoazevedo
reinaldo azevedo Reinaldo Azevedo, jornalista, é colunista da Folha e autor de um blog na revista "Veja". Escreveu, entre outros livros, "Contra o Consenso" (ed. Barracuda), "O País dos Petralhas" (ed. Record) e "Máximas de um País Mínimo" (ed. Record). Escreve às sextas-feiras.

A taxa de crimes violentos letais no Brasil saltou de 24 para 25,8 mortos por 100 mil habitantes. Na Alemanha, é de 0,8.


Se ninguém dá bola quando bandidos matam pais de família, por que haveria indignação quando presos resolvem decapitar seus pares no Maranhão, onde José Sarney é a fé, a lei e o rei? Que se virem! As trevas maranhenses são apenas um sintoma de um desastre humanitário silencioso. 

Em novembro, veio a público o Anuário Brasileiro de Segurança Pública com os dados referentes a 2012. Os "crimes violentos letais intencionais" (CVLI) somaram 50.108, contra 46.177 em 2011. A taxa saltou de 24 para 25,8 mortos por 100 mil habitantes. Na Alemanha, é de 0,8. No Chile, 3,2.  

Os "CVLI" incluem homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Nota: esses são números oficiais. A verdade deve ser mais sangrenta. 

Segundo a ONU, na América Latina e Caribe, com população estimada em 600 milhões, são assassinadas 100 mil pessoas por ano. Com pouco menos de um terço dos habitantes, o Brasil responde por mais da metade dos cadáveres

O governo federal, o PT, o PMDB, o PSDB e o PSB silenciaram. Esse é um país real demais para produtivistas, administrativistas e nefelibatas. A campanha eleitoral já está aí. Situação e oposição engrolarão irrelevâncias sobre o tema. Prometerão mais escolas e mais esmolas. Presídios não! 

Algumas dezenas de black blocs mobilizaram o ministro da Justiça, os respectivos secretários de Segurança de São Paulo e Rio e representantes da OAB, do CNJ e do Ministério Público. 

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, quer até um fórum de conciliação para juntar policiais e manifestantes. Sobre a carnificina de todos os dias, nada!

Quem liga para cadáveres "pobres de tão pretos e pretos de tão pobres", como cantavam aqueles? 

No país em que os aristocratas são, assim, "meio de esquerda", segurança pública é assunto da "direita que rosna", certo? Os 400 e poucos mortos da ditadura mobilizam a máquina do Estado e a imprensa. É justo. Os 50 mil a cada ano só produzem silêncio. Dentro e fora dos presídios, são cadáveres sem pedigree. 

E por que esse silêncio? É que os fatos sepultaram as teses "progressistas" sobre a violência

A falácia de que a pobreza induz o crime é preconceito de classe fantasiado de generosidade humanista. A "intelligentsia" acha que pobre é incapaz de fazer escolhas morais sem o concurso de sua mística redentora. 

Diminuiu a desigualdade nos últimos anos, e a criminalidade explodiu. 

O crescimento econômico do Nordeste foi superior ao do Brasil, e a violência assumiu dimensões estupefacientes. 

Os Estados da região estão entre os que mais matam por 100 mil habitantes: Alagoas: 61,8; Ceará: 42,5; Bahia: 40,7, para citar alguns. Comparem: a taxa de "CVLI" de São Paulo, a segunda menor do país, é de 12,4 (descarta-se a primeira porque inconfiável). Se a nacional correspondesse à paulista, salvar-se-iam por ano 26.027 vidas. 

Com 22% da população, São Paulo concentra 36% (195.695) dos presos do país (549.786), ou 633,1 por 100 mil. A taxa de "CVLI" do Rio é quase o dobro (24,5) da paulista, mas a de presos é inferior à metade (281,5). 

A Bahia tem a maior desproporção entre mortos por 100 mil e (40,7) e encarcerados: 134. Estudo quantitativo do Ipea (bit.ly/1gll0rL) evidencia que "prender mais bandidos e colocar mais policiais na rua são políticas públicas que funcionam na redução da taxa de homicídios". 

Isso afronta a estupidez politicamente correta e cruel. Em 2013, o governo federal investiu em presídios 34,2% menos do que no ano anterior -caiu de R$ 361,9 milhões para R$ 238 milhões. 

Para mais mortos, menos investimento. Os progressistas meio de esquerda são eles. Este colunista é só um reacionário da aritmética. Eles fazem Pedrinhas. Alguém tem de dar as pedradas. 

twitter.com/reinaldoazevedo
reinaldo azevedo

MSL - O Movimento dos Sem-Lei




Na semana passada, comentei aqui uma declaração do ministro Luís Roberto Barroso, do STF. Ele entende que uma de suas funções é "empurrar a história", como Lênin.

Não existe democracia sem um Poder Judiciário independente, mas essa independência tem balizas.

A decisão que desrespeita ou ignora a letra da lei agride o regime democrático, ainda que sob o pretexto de aperfeiçoá-lo.

Juízes também são produto da ordem legal que eventualmente transgridem.

Pergunta-se a Barroso: aquele que manda às favas uma decisão judicial porque está "empurrando a história" merece aplauso ou punição? Sempre se pode argumentar que há o jeito certo e o errado de dar esse empurrãozinho, mas isso é guerrilha ideológica, não Estado de Direito. Vamos ver.

Liminar concedida dia desses por uma juíza do Mato Grosso do Sul impedia que proprietários rurais realizassem um leilão de gado, grãos e equinos. O objetivo do evento era arrecadar recursos para mobilizar produtores contra a onda de invasões de terra promovida por índios, ONGs e padres. 

 Na liminar, depois cassada, a juíza alegava que sitiantes e fazendeiros pretendiam contratar segurança privada -essa era precisamente a acusação feita pelos invasores-, o que implicaria "substituir o Estado na solução do conflito existente entre a classe ruralista e os povos indígenas".

Quando os militantes invadem as propriedades, eles não estão tentando "substituir o Estado"? Então o coitado que tem esbulhado o seu direito deve ser proibido até de se defender? De resto, quem quer dinheiro para contratar milícias não realiza leilões à luz do dia. 

Em outubro, um juiz negou liminar de reintegração de posse à reitoria da USP, invadida por delinquentes de extrema esquerda.

O juiz que se negou a devolver o prédio a seus legítimos usuários escreveu, espancando o bom senso e a língua: "Outrossim, frise-se que nenhuma luta social que não cause qualquer transtorno, alteração da normalidade, não tem força de pressão e, portanto, sequer poderia se caracterizar como tal".

Quando os criminosos deixaram o prédio, o saldo de destruição impressionava. "Transtorno"? 

O meritíssimo pertence a uma Associação de Juízes que se denomina "Para a Democracia", algo notável porque nos faz supor que possa existir outra -no caso, "para a ditadura". 

Tal associação já produziu uma pérola, também na defesa de invasores.

Escreveu: "Não é verdade que ninguém está acima da lei (...): estão, sim, acima da lei, todas as pessoas que vivem no cimo preponderante das normas e princípios constitucionais e que, por isso, rompendo com o estereótipo da alienação, e alimentados de esperança, insistem em colocar o seu ousio e a sua juventude a serviço da alteridade, da democracia e do império dos direitos fundamentais".

O estilo brega mal esconde a concepção totalitária de direito. Ora, se há pessoas acima da lei, cesse o que o antigo Estado de Direito canta.

Tudo lhes é permitido, muito especialmente o crime. 

O ano começa com o STF prestes a jogar o sistema político na clandestinidade.

Quatro ministros já acolheram a Ação Direta de Inconstitucionalidade que quer proibir a doação de empresas a campanhas eleitorais.

Se acontecer, as contribuições hoje ilegais assim continuarão.

E boa parte das legais migrará para o crime. 

Esse mesmo tribunal, e não entro no mérito de cada decisão, "constitucionalizou", por exemplo, o casamento gay, o aborto de anencéfalos e a marcha da maconha. Legislou na contramão da vontade explícita do Congresso. No caso das cotas raciais, condescendeu com a agressão à Constituição promovida pelos dois outros Poderes. E sempre contra a escrita.

Se as leis não limitam as ações dos homens, quem disciplina os homens sem limites?

João Paulo Cunha diz que reeleição de Dilma é 'fundamental' (para me salvar!)



Em ato, João Paulo Cunha diz que reeleição de Dilma é 'fundamental'

O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) participa de ato organizado por aliados em Osasco
LEGENDA
O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) participa de ato organizado por aliados em Osasco

O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) afirmou nesta quinta-feira (16) que a reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014 é "fundamental" para os petistas condenados no processo do mensalão.

"Para nós, da Ação Penal 470 [mensalão], eu, José Dirceu, José Genoino e o companheiro Delúbio Soares, é fundamental ganhar a eleição porque queremos mostrar que toda essa armação em torno da nossa ação penal é política", disse o petista durante ato de desagravo organizado por aliados em Osasco (SP), seu reduto eleitoral.

Condenado a 9 anos e 4 meses de prisão por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato, João Paulo aguarda a expedição de seu mandado de prisão pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, que saiu em férias na semana passada sem assinar o mandado. 

"Joaquim Barbosa é cruel. Acha que não tenho mãe, mulher, filhos? Acha que sou um bandoleiro que anda pelo Brasil?", criticou o deputado. 

Ao dizer que está "preparado" para se apresentar à Polícia Federal "de cabeça erguida", João Paulo recorreu ao bom humor e disse que não pretende "dividir a escova de dentes com Delúbio" e que os correligionários presos no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, afirmaram que "tem um lençol sobrando".

João Paulo Cunha em ato de desagravo


Juca Varella/Folhapress
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O deputado federal João Paulo Cunha participa de ato organizado por aliados

O deputado disse ainda que o segundo mandado de Dilma precisa "ser melhor que o primeiro" e que a presidente deve "fazer uma reforma agrária para valer". "Não podemos acelerar os juros e depois fazer os juros voltarem [a crescer]", criticou.


Em sua defesa, João Paulo disse que o mensalão "não foi o maior escândalo político ou financeiro que já existiu na história do Brasil". "É mentira que houve desvio de dinheiro público e votações orquestradas na Câmara", afirmou. 

"Esse sofrimento tem que valer de alguma coisa", disse o deputado durante discurso de 40 minutos em que pediu para que amigos e familiares escrevam cartas para ele enquanto estiver preso. "Quero que vocês fiquem firmes aqui fora. E se alguém acha que vou parar, pode tirar o cavalo da chuva. A luta continua".
 
ATO
 
O ato de desagravo a João Paulo Cunha contou com cerca de 300 pessoas. Durante o evento foi relançada a revista "A verdade, nada mais que a verdade", organizada pelo petista e seus aliados, e que contesta sua participação no esquema de corrupção. 

Uma das filhas de Dirceu, Joana, compareceu ao ato. "Mesmo preso, meu está lutando como pode para provar sua inocência", disse. "A gente acredita que essa história vai ser contada pelo PT com orgulho lá na frente".

Filhos do ex-presidente do PT José Genoino, que cumpre pena desde novembro pelo mensalão, Ronan e Miruna enviaram um vídeo de solidariedade a João Paulo.

"Não tenho dúvidas sobre o seu caráter", disse Ronan durante o vídeo. "Viemos aqui trazer nosso abraço e dizer que a verdade vai aparecer", completou Miruna.

Estavam presentes ainda o presidente do diretório estadual do PT de Osasco, José Pedro, os deputados federais Carlos Zarattini (PT-SP), Devanir Ribeiro (PT-SP), Newton Lima (PT-SP) e José Mentor (PT-SP), além de prefeitos e vereadores de cidades próximas à capital paulista.

Em seus discursos, os deputados afirmaram que irão "lutar para que João Paulo não perca seu mandato de deputado federal".

POUCOS PETISTAS
 
Nenhum petista da alta cúpula do partido compareceu ao ato e uma das dirigentes do diretório estadual do PT-SP disse que "muita gente que deveria estar aqui não está". "É inadmissível que o PT não esteja todo na rua defendendo isso", criticou.

Sua Excelência, a invasora!

17/01/2014
às 7:12

A manifestante-invasora confessa: “Eu sempre venho ao shopping, assim como meus filhos, e a gente gasta muito dinheiro”. Sim, excelência invasora! Eu sempre soube!

MTST leva suas bandeiras vermelhas ao shopping Campo Limpo e usam seus reféns para dar sotaque político ao "rolê" (Foto: Marlene Bergamo/FolhaPress)
MTST leva suas bandeiras vermelhas ao shopping Campo Limpo e usa seus reféns para dar sotaque político ao “rolê” (Foto: Marlene Bergamo/FolhaPress)

Dois shoppings fecharam as portas nesta quinta para evitar os “rolezões” convocados por extremistas de esquerda do MTST: o Jardim Sul e o Campo Limpo. Mesmo assim, a turma resolveu fazer um “protesto” em frente aos dois estabelecimentos. Sim, havia pessoas portando tinta. Sujaram o lado de fora dos dois prédios. Os ministros Gilberto Carvalho e Luíza Bairros acham que eles têm de sujar é o lado de dentro. Ou é assim, ou se trata, na visão destes dois pensadores, de discriminação contra pobres e contra negros. A vigarice política assume proporções escandalosas.


No Shopping Campo Limpo, um dos que ficam na periferia de São Paulo, a fala de uma das “manifestantes” é por demais eloquente. Leiam o que ela disse, segundo informa a Folha Online:

“É um absurdo eu não poder entrar no shopping hoje. Eu sempre venho, assim como meus filhos, e a gente gasta muito dinheiro. O direito de entrar no shopping é de todo mundo, não só dos ‘filhinhos de papai’”.


A declaração é de Renilda Pereira dos Santos. Ela mora na ocupação da Capadócia, na Vila Andrade, na Zona Sul. Ora, se ela própria confessa que frequenta o estabelecimento, em companhia dos filhos, onde gasta “muito dinheiro”, estava lá protestando por quê? É sinal de que nunca foi discriminada!


Mas eu explico a razão. Esta senhora mora numa área invadida. As invasões são comandadas pelo tal MTST. Os que aceitam morar em invasões lideradas por eles se submetem às suas regras, às suas leis. Os invasores são obrigados a cumprir tarefas, seguindo as ordens da direção do movimento. Nesta quinta, era para fazer o rolezão nos dois estabelecimentos. E lá foram eles agitar as bandeiras vermelhas do MTST.


Reitero: shoppings nas áreas ricas ou pobres da cidade não discriminam ninguém. Trata-se de uma farsa. Os rolezinhos eram brincadeiras de adolescentes que foram, e com razão, coibidas porque põem em risco a segurança dos frequentadores e deles próprios. Os grupos de extrema esquerda, agora com o apoio de ministros da presidente Dilma, decidiram dar um caráter racial, social e político à coisa.


Pior: páginas da Internet ligadas aos black blocs anunciam a adesão aos rolezinhos. Na segunda-feira, escrevi aqui sobre os riscos. Militantes de esquerda, setores da própria imprensa e alguns pseudointelectuais do miolo mole, no entanto, resolveram acenar para o perigo. Dilma deveria dar um cala-boca em seus ministros. Se não o fizer, então estará ela própria flertando com a irresponsabilidade.


Shoppings são espaços de uso público, mas são áreas privadas. Os compradores que lá entram — inclusive estes que são coagidos pelos leninistas pés de chinelo a participar de rolezões — estão fazendo girar a roda da economia, garantindo o emprego de milhares de pessoas — muito especialmente dos mais pobres.


É espantoso que os mistificadores não recuem nem diante do óbvio perigo que manifestações dessa natureza comportam. Atenção! Ainda que fosse verdade — é uma mentira espetacular — que os shoppings são espaços privilegiados dos ricos, a invasão e a perturbação da ordem não são instrumentos adequados e eficazes de luta. Para encerrar, cumpre indagar de novo: “Qual é a pauta?”.

Por Reinaldo Azevedo

Prefeitura tenta conter novas invasões de sem-teto em São Paulo



O secretário municipal de Relações Governamentais, João Antonio da Silva Filho, reuniu-se anteontem com os sem-teto e se comprometeu a fazer reuniões mensais entre o movimento e a Secretaria de Habitação -contanto que não haja novas invasões.
Será discutida a destinação de um percentual das 55 mil moradias projetadas pela prefeitura para membros de ocupações. A negociação ocorre após a gestão Fernando Haddad (PT) sofrer um "boom" de invasões de prédios e terrenos.

Em 1 mês, SP ganha acampamento com 8.000 famílias de sem-teto
 
Em setembro de 2013 eram mais de 90 ocupações na cidade, metade iniciada no ano passado. Não há dados mais recentes.

João Antonio afirma que não pode atender à demanda do MTST em Nova Palestina imediatamente, pois o terreno foi declarado de interesse público para a criação de um parque. 

"O terreno é área de preservação e, por isso, só 10% dele podem atender à habitação popular. Por força do zoneamento e do Plano Diretor atuais, não poderíamos construir moradias na área", afirma.

Técnicos farão um estudo para ver se é possível aumentar o percentual de habitação no local sem danos ao meio ambiente.

Ocupação Vila Nova Palestina

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Leonardo Soares/Folhapress
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Ocupação na região do Jardim Ângela, batizada pelo MTST de Vila Nova Palestina Leia mais

O golpe dos "sem teto".A capital paulista ( e Brasilia) desce aos infernos.

11/01/2014
às 6:10

São Paulo é agora refém dos sem-teto de Fernando Haddad. Ou: A capital paulista desce aos infernos

Cerca de 5 mil manifestantes, sob o comando do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), promoveram um protesto nesta sexta, em São Paulo, e chegaram a obstruir o trânsito na marginal Pinheiros, na ponte do Socorro e na estrada do M’Boi Mirim. 

Era um protesto contra uma declaração do prefeito Fernando Haddad, que defendeu que uma área invadida no Jardim Ângela, conhecida como Nova Palestina, seja transformada em parque. Eles exigem que a região seja destinada a moradias. Já volto ao ponto. Antes, algumas considerações importantes.

O dito MTST não é formado por pessoas sem teto, assim como o MST não é formado por pessoas sem terra. Os dois movimentos são, deixem-me ver como chamar, empresas de produzir ideologias, de produzir valores. Quando alguém ingressa num desses grupos que se dizem sem-teto, é obrigado a cumprir determinadas tarefas para ganhar pontos e ascender na hierarquia interna. Uma das tarefas, por exemplo, é promover paralisações cidade afora. Outra é invadir prédios públicos, moradias em construção e áreas destinadas à construção de casas populares.

Boa parte desses ditos sem-teto já tem um teto, obtido na marra. Essas invasões têm coordenadores, chefes, que formam o núcleo duro do movimento. Eles é que decidem quem pode e quem não pode permanecer nas áreas invadidas. E qual é o critério? MILITÂNCIA. Para que o sujeito possa ficar nas invasões ilegais, é obrigado a ajudar a promover… novas invasões ilegais. Entenderam?

É o modelo vigente no MST — que forneceu aos tais sem-teto a régua e compasso.

O MST é, sim, mais sofisticado e infinitamente mais rico porque já estabeleceu os canais para receber dinheiro público, especialmente da agricultura familiar. Explico também. A massa de manobra do MST se divide em dois grupos: os acampados e os assentados. 

Os acampados podem estar às margens de rodovias ou em alguma área pública ou privada invadida. Em qualquer caso, o sujeito é obrigado a se submeter à rígida disciplina do MST, de caráter quase militar. Para ter o “direito” de ficar no local, tem de cumprir tarefas — uma delas é… invadir mais novas áreas.

E há os assentados. Não pensem que estes, de posse de sua terra, se livram do jugo de João Pedro Stedile. De jeito nenhum! A produção nos assentamentos é organizada e mediada por cooperativas. São elas que recebem o dinheiro da agricultura familiar, por exemplo. E quem controla essas cooperativas é justamente o MST. Mesmo com a sua terra assegurada, o assentado é obrigado a promover novas invasões. Ou cumpre as suas “obrigações” ou será um marginal na comunidade.

Assim, meus caros, movimentos de sem-teto e de sem-terra tendem a não ter fim, já que não basta dar — e a palavra é esta: DAR — a casa e a terra. 

Sem-teto e sem-terra viraram uma espécie de casta, de grupo social ao qual se pertence para sempre. Se o assentado morre, a “obrigação” é transferida para os filhos. 

Por que afirmo que se trata de máquina de produzir ideologias? Porque cada um desses movimentos tem a ambição de, a partir de sua causa, conduzir a revolução social no Brasil.  

Mais recentemente, assistimos à “versão coxinha” dessa concepção política, que é o Movimento Passe Livre, formado, em boa parte, de jovens da fina flor da elite brasileira. Alguns vão de motorista particular para a escola e, de lá, saem para depredar uns ônibus por aí… 

O MPL já disse que o socialismo começa… pela catraca. Mas volto ao MTST.
Aliados de Haddad
  O MTST, assim como o MPL, ajudou a fazer a campanha de Fernando Haddad. Alguns dos líderes dos sem-teto são também militantes petistas. No fim das contas, é a base do PT que agora procura impedir, na prática, o prefeito de formular e executar uma política de moradia.

Os chefões da causa — muitos deles moram em residências confortáveis, bem longe da confusão — exigem que o prefeito lhes entregue o controle do setor. Eles querem os recursos e os bens púbicos para distribuir entre seus militantes.

Informa a Folha: “A Nova Palestina é o maior acampamento de São Paulo hoje. Começou com 2.000 famílias em 29 de novembro e, um mês depois, já tinha 8.000. Há lista de espera para ter um barraco no local. A área invadida, de um milhão de metros quadrados, é particular e foi declarada de interesse social para preservação ambiental. Por lei, 10% dela podem ser destinados à habitação, mas os sem-teto querem aumentar esse percentual para 30%. Para isso, eles querem que a prefeitura apoie a mudança no zoneamento, que precisa passar pela Câmara.”

Viram só? Em pouco mais de um mês, uma invasão com 2 mil pessoas passou a reunir 8 mil. Por quê? O apressadinho de bom coração e cérebro distraído logo responde: “Porque o déficit habitacional na cidade é grande!”. Resposta errada! A expansão tão rápida se dá porque invadir passou a ser um bom negócio. O invasor poderia se cadastrar nos programas habitacionais, submeter-se a critérios objetivos, esperar a sua vez… 

Mas quê! A área é hoje refém dos grupos que integram o tal movimento, e engrossar as suas fileiras passou a ser um caminho mais curto para ganhar a casa. E os outros, os que já haviam se cadastrado, igualmente pobres? Ora, se quiserem, que passem a integrar também as fileiras do MTST. É, insisto, o modelo do MST transplantado para a cidade.

Assim, observem que a política pública deixa de ser voltada para os cidadãos e passa a ser propriedade privada dos que se proclamam os donos da causa. Como eles todos acham que estão promovendo a revolução social no Brasil, não veem mal nenhum em paralisar a cidade — ameaçam fazê-lo caso Haddad não ceda — e submeter o conjunto dos paulistanos a seus desígnios.

É evidente que isso se parece mais com uma milícia fascistoide do que com um movimento social. Esses truculentos, de resto, aproveitam-se do fato de contar com a simpatia da imprensa.

 Como já escrevi aqui tantas vezes, boa parte dos jornalistas costuma ser sensível ao que julga ser o cheiro do povo. Um autoproclamado sem-qualquer-coisa será sempre tratado como herói pelo jornalismo brasileiro. 

Consolidou-se no país a visão espantosa de que uma reivindicação nasce necessariamente de um direito e que sua consequência óbvia é a plena satisfação.

Haddad prometeu uma São Paulo como ninguém havia antes visto. Parece que vai mesmo cumprir a promessa, se é que me entendem…

Por Reinaldo Azevedo

As gerações futuras terão de retirar os gases-estufa da atmosfera para preservar a viabilidade do planeta.

Atraso para lidar com clima pode sair caro, diz relatório da ONU


The New York Times Os países demoraram tanto para combater as mudanças climáticas que a situação chegou num ponto crítico, e o risco de gastar quantias enormes para resolver o problema está aumentando, segundo a versão preliminar de um novo relatório do IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU) que vazou na semana passada. 

De acordo com os especialistas, outros 15 anos de fracasso em limitar as emissões de carbono podem tornar impossível resolver o problema com as tecnologias atuais. 

Esse atraso provavelmente forçará as gerações futuras a desenvolver meios de retirar os gases-estufa da atmosfera para preservar a viabilidade do planeta. 

O texto diz também que os países ainda gastam mais para subsidiar combustíveis fósseis do que para acelerar a mudança em direção a fontes de energia mais limpas. 

E é verdade, segundo o texto, que a vontade política de atacar o problema das mudanças climáticas cresce em muitos países, mas a iniciativa está sendo superada pelo aumento das emissões. 

O rascunho que vazou é a terceira e última parte do relatório que o IPCC está elaborando e deve ser publicado em abril, em Berlim. 

A recomendação do painel é que as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono fiquem abaixo das 500 partes por milhão. Se os países permitirem que as emissões continuem a crescer até 2030, será impossível manter esse alvo –não sem um programa extremamente caro para reconstruir o sistema energético.

Os que fazem "rolezinhos" não estão cobrando mais democracia, como quer a esquerda rosa-chique.

Rolezinho e mistificações baratas


Setores da imprensa e alguns subintelectuais, com ignorância alastrante, tentaram ver o "rolezinho" como manifestação da luta de classes. Os shoppings, chamados de "templos de consumo" por bocós dos clichês superlativos, seriam a expressão mais evidente e crua do "fetichismo da mercadoria", uma estrovenga que "sedizentes" marxistas não conseguem definir sem engrolar incongruências e abstrações inanes. Deu errado. Boa parte dos shoppings está nas periferias e é frequentada por pobres. Quando a luta de classes falha, é o caso de convocar a guerra racial. 

Mais uma vez, a PM é vista como algoz, e "jovens pobres, negros e da periferia", como arautos de um novo tempo. Os deserdados da "modernização conservadora" teriam decidido invadir o espaço privado do capitalismo excludente: o shopping! Quanto besteirol, Santo Deus! 

O "rolezinho", na sua atual configuração, é uma criação da imprensa. Os "brancos da nossa classe" fazem "flash mobs". Já os pobres negros, vistos com curiosidade antropológica, fazem "rolezinhos", que são exaltados em nome da diversidade. 

O pobrismo racialista é a mais vistosa manifestação de vigarice intelectual do jornalismo e da academia. 

Esse olhar que supostamente defende os "excluídos" acaba por confiná-los num gueto conceitual, numa jaula de boa-consciência. 

Jovens que aderem a eventos por intermédio do Facebook não são excluídos sociais, mas incluídos da cultura digital, que já é pós-shopping, pós-mercadoria física e pós-racial. O que mais se troca nas redes sociais são bens simbólicos, são valores, que definem tribos e grupos com pautas cada vez mais específicas. 

Está em curso, entre pobres e ricos, brancos e negros, uma espécie de fetichização, sim, mas é a da vontade. Cada um desses nichos de opinião considera que tem o direito de impor a sua pauta ou seus hábitos ao conjunto da sociedade –se necessário, pela força. Os que fazem "rolezinhos" não estão cobrando mais democracia, como quer a esquerda rosa-chique. Eles manifestam, na prática, é desprezo pela cultura democrática. E são bem-sucedidos. Fernando Haddad os chamou para uma reunião na prefeitura. A ministra Luiza Bairros lhes atribui uma agenda libertadora. Imposturas! 

Não se percebia, originalmente, nenhuma motivação de classe ou de "raça" nessas manifestações. Agora, sim, grupos de esquerda, os tais "movimentos sociais" e os petistas estão tentando tomar as rédeas do que pretendem transformar em protesto de caráter político. Se há, hoje, espaços de fato públicos, são os shoppings. As praças de alimentação, por exemplo, são verdadeiras ágoras da boa e saudável democratização do consumo e dos serviços. Lá estão pobres, ricos, remediados, brancos, pretos, pardos, jovens, velhos, crianças... 

Lula, que é Apedeuta, mas não burro, jamais hostilizou essa conquista dos ex-excluídos. Só o cretinismo subintelectual cai nessa conversa. 

Ocorre que o jornalismo e a academia são reféns morais das ideias mortas que oprimem o cérebro dos vivos. Continuam na expectativa da grande virada de mesa, uma ilusão redentora que só sobreviveu na América Latina. Se os participantes dos "rolezinhos" fossem rebeldes políticos, ainda que primitivos, o seu papel seria o de uma protovanguarda revolucionária à espera do Lênin dos shoppings. 

Para encerrar, uma curiosidade: por que jornalistas se referem a frequentadores habituais de shoppings como "gente de bem", assim, entre aspas, como se quisessem sugerir que eles, na verdade, são do mal? O que há de errado, coleguinhas, com aquela gente? Ela assina os jornais e revistas que fazemos, lê as coisas que escrevemos nos portais, sites e blogs e, na prática, paga os nossos salários. Quando menos, parem de cuspir no prato em que comem. Aquela gente de bem, sem aspas, é inocente.

twitter.com/reinaldoazevedo
reinaldo azevedo

O volume de dinheiro era tão grande que o avião teve dificuldades de levantar voo.

Testemunha da máfia do ISS diz que Kassab recebeu 'fortuna' da Controlar



Uma testemunha ouvida pelo Ministério Público na investigação da máfia do ISS disse que o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) recebeu uma "fortuna" da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na capital. 

Segundo ela, esse dinheiro ficou no apartamento do então prefeito e foi transferido de avião para uma fazenda em Mato Grosso, numa operação capitaneada pelo empresário Marco Aurélio Garcia. 

A informação foi revelada na noite desta quinta-feira pelo "Jornal Nacional" e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". 

Ex-prefeito diz que o depoimento é "falso e fantasioso"; a Controlar nega "veementemente".

Marco Aurélio é irmão de Rodrigo Garcia, ex-secretário da gestão Kassab que emprestava um imóvel no centro para os integrantes da máfia do ISS se reunirem. Rodrigo é hoje secretário do governo Geraldo Alckmin (PSDB). 

De acordo com o promotor Roberto Bodini, a testemunha disse não saber o valor supostamente dado pela empresa ao prefeito. Mas afirmou que o volume era tão grande que o avião teve dificuldades de levantar voo. 

A versão da testemunha, identificada como Gama, é baseada em conversas ouvidas por ela dos integrantes da máfia do ISS, principalmente Ronilson Bezerra Rodrigues, subsecretário da Receita da gestão Kassab. O grupo é acusado de reduzir o ISS de empresas, em troca de propina. 

A transferência do dinheiro do apartamento para a fazenda ocorreu, conforme a testemunha, após a Promotoria iniciar investigação contra Kassab e a Controlar. 

Em 2011, a Justiça chegou a determinar o bloqueio de bens do prefeito e de empresas e empresários ligados à Controlar. A medida foi revertida tempos depois. 

Em 2007, a gestão Kassab desengavetou um contrato com a Controlar que estava parado havia dez anos.

Isso ocorreu contrariando alertas sobre irregularidades feitos por técnicos da prefeitura. Um parecer da Secretaria de Negócios Jurídicos, de 2006, recomendou a rescisão do contrato. Kassab responde judicialmente por isso.





BOLSA
 
A testemunha também disse que Mauro Ricardo, que foi secretário de Finanças da gestão Kassab, recebeu propina para diminuir o ISS pago pela Bolsa de Valores de São Paulo em suas operações. 

Com a ajuda de Ronilson, eles teriam reduzido o valor máximo cobrado para o mínimo. "E isso de fato aconteceu. Desde 2011", disse Bodini. 

É a primeira vez que Kassab e Ricardo são acusados de receber propina. 

Antes, ambos tinham sido implicados indiretamente numa conversa por telefone entre Ronilson e Paula Nagamati, fiscal investigada por ter recebido dinheiro do grupo. 

Eles falavam da investigação da Controladoria Geral do Município sobre a quadrilha. 

"Tinham que chamar o secretário e o prefeito também, você não acha? Chama o secretário e o prefeito com quem eu trabalhei. Eles tinham ciência de tudo", disse Ronilson. 

Gama também afirmou ter ouvido que a máfia do ISS pagou mais de R$ 5 milhões, em parcelas, para os vereadores Antonio Donato (PT) e Aurélio Miguel (PR) não abrirem uma CPI do caso.



Presos e policiais trocam tiros em novo motim no MA




Um grupo de detentos da CCJ (Central de Custódia de Presos de Justiça) de Pedrinhas, em São Luis (MA), fez um novo motim por volta das 20h de quinta-feira (16) no mesmo bloco onde houve outro tumulto à tarde. 

Seis presos de uma cela quebraram o cadeado e deram início ao motim, que foi controlado duas horas depois pela Força Nacional de Segurança e policiais da Força Tática. 

Segundo a Sejap (Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária), durante o motim os presos atiraram contra os policiais, que revidaram com balas de borracha. Não houve feridos. 

Após a confusão ser controlada, os policiais fizeram uma vistoria geral e apreenderam armas artesanais, um revólver calibre 38 e ao menos nove cápsulas deflagradas. 

À 0h30 desta sexta-feira, a polícia fazia a contagem dos presos no pátio do presídio.

Cadeia superlotada em São Luís


Marlene Bergamo/Folhapress
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Presos em cadeia superlotada no MA, que não faz parte do complexo de Pedrinhas 

PRIMEIRO MOTIM

O primeiro motim ocorreu na tarde de ontem no bloco A da CCPJ, a central de custódia de presos, uma das unidades onde os detentos iniciaram nesta semana uma greve de fome.

Segundo o governo maranhense, o tumulto foi controlado por homens da Polícia Militar e do Geop, grupo especial de operações que atua nos presídios.

Não houve reféns nem feridos, segundo informações de agentes penitenciários. Assim como o governo, eles não souberam informar o motivo para o início do tumulto, mas detentos estão em greve de fome, entre outras razões, para protestar contra a presença de PMs em Pedrinhas.

Pedrinhas está no epicentro de uma crise no governo Roseana Sarney (PMDB). Projetado para 1.770 homens, o complexo abriga 2.196. Desde o ano passado, 62 presos morreram na unidade, muitos de forma truculenta, decapitados.