terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Alckmin não descarta que facção criminosa tenha feito ação contra filho


04/02/2014 12h47 - Atualizado em 04/02/2014 13h56


Thomaz Alckmin e a filha ficaram no meio de tiroteio em rua do Morumbi.
Polícia investiga todas as hipóteses, segundo o governador.

Márico Pinho Do G1 São Paulo

Alckmin e Haddad em evento para anunciar construção de 30 mil casas (Foto: Márcio Pinho/G1) 
 
Alckmin e Haddad em evento para anunciar
construção de 30 mil casas (Foto: Márcio Pinho/G1)
 
 
 
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não descartou nesta terça-feira (4) que a suposta tentativa de assalto a seu filho na noite de domingo (2) na capital paulista, tenha sido uma ação da facção que age dentro e fora dos presídios.

Thomaz Rodrigues Alckmin, de 30 anos, e a filha dele, de 9 anos, ficaram no meio de um tiroteio em uma rua que dá acesso à Marginal Pinheiros, no Morumbi. Homens armados pararam o carro subitamente na frente do veículo de Thomaz. Houve troca de tiros entre os homens e os seguranças do filho do governador.

Thomaz e a filha foram retirados do local em segurança, sem ferimentos. Os criminosos fugiram em seguida. O carro usado por eles foi encontrado logo depois abandonado e com marcas de sangue.
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Alckmin afirmou que a polícia investiga todas as hipóteses. “A Secretaria da Segurança Pública está investigando todas as hipóteses. Não tem nada descartado. Hipótese de tentativa de roubo do carro, de ação deliberada sabendo quem é, acidental, enfim. Aí é aguardar a investigação”, disse.

O governador relatou que seu filho estava dirigindo e que levava a filha dele no banco de trás para a casa da mãe dela. Disse ainda que seu sentimento foi de “preocupação, como todo pai”, mas que confia no trabalho da polícia. “Essa é uma guerra que nós temos que vencer batalha todo dia. O governo não se intimida com ação criminosa”, disse.

Alckmin citou algumas iniciativas que estão sendo adotadas no combate à criminalidade. Uma delas é a lei contra desmanche irregular, sancionada no início do ano, e a outra é a criação de bônus para policiais por redução de crimes.

Secretaria
 
A postura do governador é a mesma adotada pela Secretaria da Segurança Pública. Em nota, a pasta diz que “não descarta nenhuma hipótese até o momento” sobre o caso. "Pode ser uma tentativa de assalto ou um atentado pela condição dele como filho do governador, só a investigação vai poder elucidar", disse o secretário da Segurança, Fernando Grella Vieira.


Thomaz é o filho mais novo do governador Geraldo Alckmin. Em 2002, ele já havia sido alvo de criminosos. Um PM que fazia a segurança de Thomaz foi baleado e morreu após trocar tiros com bandidos na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo.

Vice-governador
 
Em abril do ano passado, a filha do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, foi vítima de uma tentativa de assalto também no Morumbi. O caso aconteceu quando Maria Cecília Domingos Sahyoun levava o filho de 2 anos para a escola.


Ela parou no cruzamento entre as ruas Dr. Flávio Américo Maurano e Dr. Getúlio de Paula Santos para que dois homens atravessassem a rua. Eles se aproximaram do carro, sacaram as armas e anunciaram o assalto. Ela, então, acelerou o veículo, que é blindado. Os ladrões dispararam dois ou três tiros que acertaram o vidro e a lataria do carro.

PSDB pede apuração sobre suposta quebra de decoro em gesto de Vargas


04/02/2014 17h52 - Atualizado em 04/02/2014 17h52


Solicitação tucana será encaminhada para a Presidência da Câmara.


Em evento, Vargas levantou o punho cerrado ao lado de Joaquim Barbosa.




Filipe Matoso Do G1, em Brasília

 

O vice-presidente da Câmara, deputado André Vargas (PT-PR), faz o mesmo gesto usado por petistas presos do mensalão, ao lado do presidente do STF, Joaquim Barbosa, na abertura do ano legislativo no Congresso (Foto: Laycer Tomaz/Ag.Câmara) 
Sentado ao lado de Joaquim Barbosa, o vice-presidente da Câmara, André Vargas, repetiu gesto usado por petistas presos no processo do mensalão (Foto: Laycer Tomaz/Ag.Câmara)

O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), informou nesta terça-feira (4) que protocolou representação na Corregedoria Parlamentar do Legislativo pedindo que seja investigado se o vice-presidente da Casa, André Vargas (PT-PR), quebrou o decoro parlamentar durante a cerimônia que abriu os trabalhos do ano no Congresso Nacional. 

Na ocasião, Vargas, que estava sentado ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, repetiu diversas vezes gesto usado por petistas presos no processo do mensalão.

Em meio à solenidade, o parlamentar do PT  ergueu os braços para o alto com o punho cerrado, gesto usado pelo ex-deputado José Genoino (PT-SP) e pelo ex-ministro José Dirceu no momento em que se entregaram à polícia. Além disso, ele aproveitou a proximidade com o relator do mensalão para fazer autoretratos com o magistrado ao fundo.

Apesar do constrangimento, Joaquim Barbosa permaneceu calado e não respondeu às supostas provocações. Após a cerimônia, André Vargas manifestou apoio aos petistas condenados pelo STF e disse que o gesto que ele fez tem sido usado pelo PT como sinal de "resistência".

“A gente tem se cumprimentado assim, um símbolo de reação aos nossos companheiros que foram injustamente condenados”, justificou Vargas.
 
 

Corregedoria
Na representação, o líder do PSDB pede que a Corregedoria apure se houve quebra de decoro parlamentar ou infração ética por parte de Vargas durante o gesto ao lado do presidente da Suprema Corte.

A Corregedoria da Câmara confirmou o recebimento do pedido do PSDB e informou que o processo já foi aberto e será encaminhado à Presidência da Câmara, que definirá o que deverá ser feito com a representação.

No documento, o PSDB alega que houve “nítido intuito” de André Vargas em “afrontar” o ministro Joaquim Barbosa. Antonio Imbassahy afirma ainda que a atitude do vice-presidente da Câmara constitui “desrespeito” ao presidente do Supremo.

“Vargas é vice-presidente de um Poder, o Legislativo, e deve se comportar com a dignidade que o cargo requer, e não desrespeitando o presidente de outro poder, o Judiciário. Foi uma chacota à Justiça, um total acinte. A sociedade não aceita esse tipo de desrespeito. Ele perdeu todas as condições de permanecer no cargo”, afirmou o líder do PSDB na representação.

‘Direito dele’

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), se manifestou sobre o assunto nesta terça-feira (4) e afirmou que André Vargas tem o "direito" de protestar contra as condenações do julgamento do mensalão.

Para Henrique Alves, atitude do colega não configura quebra de decoro parlamentar. "Foi uma manifestação pessoal de um parlamentar. Logicamente que foi uma atitude de protesto, o partido e ele estão discordando dos procedimentos do Judiciário. É um direito dele", disse o presidente da Câmara.

Cotovelada

Reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" publicada nesta terça-feira (4) revelou que, durante sessão de abertura do ano legislativo, Vargas que estava sentado ao lado de Barbosa, conversava por mensagem de celular e escreveu para o interlocutor: "Da uma cutovelada (sic)".

O deputado André Vargas (PT-PR) negou nesta terça-feira (4) que tenha tido vontade de dar uma cotovelada em Joaquim Barbosa. A conversa por mensagem de celular, flagrada em foto pela reportagem do jornal, começou com o interlocutor de Vargas perguntando se haveria diálogo entre ele e Barbosa.

João Paulo diz que vai seguir a lei e cumprir pena 'injusta' e 'absurda'

04/02/2014 18h54 


Em carta, deputado condenado e com prisão decretada criticou julgamento. Petista disse que 'não teme' enfrentar processo de cassação na Câmara.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
 
O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), que teve a prisão decretada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta terça-feira (4) que vai se entregar para cumprir a pena imposta no julgamento do mensalão. Em carta divulgada pelo PT, o parlamentar classificou a punição de "injusta" e "absurda", mas destacou que não irá violar a lei.

“Apesar do desrespeito à legislação vigente ao longo deste processo, vou seguir a lei e me entregar para cumprir a injusta e absurda a que fui sentenciado. Continuarei lutando em defesa da verdade e da justiça, para que este julgamento seja revisto”, afirmou.

O deputado também disse que enfrentará processo de cassação do mandato parlamentar, se ele for instaurado pela Mesa Diretora da Câmara. A postura é diferente da adotada pelos outros três deputados condenados no processo do mensalão- Valdemar Costa Neto, José Genoino e Pedro Henry- que renunciaram ao mandato quando tiveram a prisão decretada.

“Não temo enfrentar, se necessário, um novo julgamento na Câmara dos Deputados. Deste caso [denúncia de participação no esquema do mensalão], já fui absolvido pelo plenário da Casa e nas urnas, em duas eleições, em disputas marcadas pelo uso deslavado e leviano do chamado mensalão contra o PT”, disse.

Condenado a 9 anos e 4 meses por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva em regime fechado, João Paulo Cunha deverá cumprir inicialmente a pena de 6 anos e 4 meses no semiaberto, que dá direito a autorização para trabalho externo durante o dia, porque tem recurso pendente em relação à pena de lavagem, cuja punição é de três anos.

Loja na comercial norte é vítima da gangue da macha a ré


Assaltantes levaram tênis e relógios de lojas
 
Na madrugada desta terça-feira (04), uma loja de artigo esportivo foi vítima da "gangue da marcha a ré", em Taguatinga Norte. 

Os assaltantes entraram com um carro na loja, localizada na Avenida Comercial Norte. De acordo com o proprietário do estabelecimento, eles levaram vários relógios.

Na ação, os bandidos também levaram vários pares de tênis. No entanto, ainda segundo o proprietário, todos com pés trocados. A polícia vai investigar o caso. 

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

PSDB pede apuração de doações a condenados do mensalão


Representação do líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), questiona não só o volume de recursos doado aos petistas como o curto tempo em que a soma foi conseguida
 

A bancada do PSDB na Câmara dos Deputados protocolou, nesta terça-feira, 4, na Procuradoria-Geral da República, pedido de apuração dos supostos crimes de apologia a crime ou a criminoso e lavagem de dinheiro no processo de arrecadação de doações para petistas condenados no esquema do mensalão. 

Os tucanos questionam ato de desagravo realizado no 5º Congresso do PT, em dezembro passado, e o volume de recursos encaminhado ao ex-deputado José Genoino e ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.


Na representação, o atual líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), que nesta tarde passa a função ao deputado da Bahia Antônio Imbassahy, questiona não só o volume de recursos doado aos petistas como o curto tempo em que a soma foi conseguida.


Com o apoio de familiares, amigos, apoiadores e militantes petistas, José Genoino arrecadou mais de R$ 700 mil em doações por meio de um site criado exclusivamente para a "vaquinha eletrônica". 

Com o recurso, obtido em aproximadamente 10 dias, o petista conseguiu pagar multa de R$ 667,5 mil, decorrente da condenação no processo do mensalão. Delúbio Soares usou a mesma estratégia e conseguiu arrecadar R$ 1 milhão. 

A multa imposta pelo Supremo Tribunal Federal a Delúbio foi de R$ 466,8 mil.


Fonte: Agencia Estado-  Jornal de Brasília

"Nem político, nem criminosos"

Sai tartaruga, entra padrão: PMs prometem endurecer fiscalização 

 Representante de associação de PMs afirma que vai obedecer Justiça e promete policiamento do qual não escapará "nem político, nem criminosos", como uma resposta à sociedade. 

Ontem, o Diário Oficial publicou a apuração contra um dos líderes do movimento


Renato Alves
Mara Puljiz

Publicação: 04/02/2014 06:02 Correio Braziliense
 

Ação de policiais militares no Parque da Cidade: operação padrão, segundo representante da Aspra, vai pelo menos até sexta-feira (Monique Renne/CB/D.A Press )
Ação de policiais militares no Parque da Cidade: operação padrão, segundo representante da Aspra, vai pelo menos até sexta-feira

Diante da decretação da ilegalidade da operação tartaruga, por parte do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT), e do anúncio de punições, pelo comando da Polícia Militar e pelo Governo do Distrito Federal (GDF), as entidades representativas dos praças e oficiais brasilienses decidiram mudar de tática. 


Vão suspender a operação tartaruga, iniciada em outubro. Por outro lado, entram, a partir de hoje, em operação-padrão. Anunciam como alvo principal as autoridades. Prometem fiscalizar todos os políticos moradores de Brasília para multá-los e, principalmente, apreender os veículos que estiverem irregulares. 

Em contrapartida, até a noite de ontem, ao menos seis homens apontados como líderes do movimento haviam virado réu em investigações, podendo ser presos e expulsos do serviço público.

Maior entidade dos militares brasilienses, a Associação dos Praças (Aspra-DF), que representa 8 mil homens e mulheres das duas corporações, decidiu acatar a decisão do TJDFT e suspendeu o movimento. No entanto, a mobilização da categoria por melhores salários e outros benefícios apenas mudou de nome e tática. “Agora, a gente está em operação-padrão. Não vai escapar ninguém, político nem criminoso. 


Vamos mostrar à população que a gente sabe trabalhar e trabalha muito. Vamos encher as delegacias e os depósitos do Detran”, avisou o sargento Manoel Sansão, vice-presidente da Aspra. A operação-padrão vai pelo menos até sexta-feira, quando será realizada uma assembleia entre PMs e bombeiros para determinar os rumos do movimento.

Assim, segundo lideranças, a ordem é flagrar principalmente autoridades trafegando de carro em condição irregular. Seria uma forma de constranger os políticos e dar uma resposta positiva à sociedade. 


A Aspra tomou a decisão na tarde de ontem, após ser notificada oficialmente sobre a determinação da desembargadora Nilsoni de Freitas Custódio, do TJDFT, que, na primeira hora de sábado, acatou parcialmente o pedido do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e declarou ilegal a operação tartaruga. 

A magistrada mandou pôr fim ao movimento dos militares da capital, obrigando todos a voltarem imediatamente ao trabalho após a notificação.

Já o coronel Mauro Manoel Brambilla, presidente da Associação dos Oficiais da Reserva Remunerada e Reformados da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar do Distro Federal (Assor-PM/BM) e coordenador do Fórum das Associações Representativas dos PMs e BMs do DF, preferiu recuar.


“Os policiais militares são homens da lei e vão cumprir a determinação (da Justiça”, afirmou, dizendo desconhecer as declarações dos representantes da Aspra. “Nos próximos dias, o trabalho ostensivo da PM será restabelecido”, garantiu.

Assassinato de Coutinho evidencia perigos da esquizofrenia não tratada

 A doença afeta cerca de 0,7% da população. Especialistas criticam a falta de tratamento adequado no SUS


Leandro Kleber

Publicação: 04/02/2014 08:37 Correio Braziliense 

Cineasta foi sepultado na tarde de ontem no cemitério São João Batista, no Rio. Internado, filho de Coutinho teve a prisão preventiva decretada (Ale Silva/Futura Press)
Cineasta foi sepultado na tarde de ontem no cemitério São João Batista, no Rio. Internado, filho de Coutinho teve a prisão preventiva decretada


A morte do cineasta Eduardo Coutinho, no domingo, supostamente assassinado a facadas pelo filho que sofre de esquizofrenia, colocou a doença mais uma vez em evidência. Psiquiatras dizem que é possível controlar o transtorno mental com tratamentos à base de medicamentos e acompanhamento psiquiátrico, principalmente se a doença for verificada precocemente. 


Mas o Estado, que disponibiliza os remédios por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), ainda tem dificuldades para oferecer leitos e tratamento psiquiátrico aos pacientes. Cerca de 0,7% da população tem esquizofrenia, que atinge mais os homens. 

Os sintomas começam a aparecer entre a adolescência e a fase adulta e incluem alucinações, delírios e perda de vontade de realizar atividades diversas. Não existe cura para a doença, responsável por 25% das internações psiquiátricas, e ainda não se descobriu o que causa a enfermidade.


 
Em 2010, o cartunista Glauco e o filho Raoni foram mortos por tiros disparados por Carlos Eduardo Nunes, que também sofre de esquizofrenia. 
O quadro foi confirmado pela Justiça no ano seguinte à tragédia. Atualmente, não há leitos suficientes para internação de pacientes com surtos psicóticos, principalmente, nas grandes cidades brasileiras. 

O fechamento de centros de internação, mais conhecidos como grandes asilos, onde eram tratadas as pessoas com deficiência mental, muitas vezes de forma equivocada, diminuiu a quantidade de leitos específicos para surtos.

Orquidário Nacional está entre os 100 imóveis sucateados do Ibama

Correio Braziliense   03.02.2014  -- Amanda Almeida


Enquanto mantém R$ 50 milhões em imóveis inutilizados, o instituto suspende a visitação ao Orquidário Nacional por risco de desabamento


 
Dono de 528 imóveis, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mantém parte desse patrimônio ocioso, enquanto paga aluguéis para funcionar em outros espaços e deixa algumas de suas principais instalações no país se deteriorarem. 

Referência mundial, o Orquidário Nacional, localizado no Setor de Clubes Norte, está fechado há cerca de três meses por risco de desabamento. A poucos quilômetros dali, casas de luxo, lojas e salas comerciais estão vazias ou servem apenas de arquivo morto.

casa de 380m², em área nobre, no Lago Sul: caso os imóveis fossem vendidos, a projeção é de que valeriam R$ 50 milhões ( Iano Andrade/CB/D.A Press)
casa de 380m², em área nobre, no Lago Sul: caso os imóveis fossem vendidos, a projeção é de que valeriam R$ 50 milhões


O Ibama não sabe sequer qual é a situação do patrimônio. O órgão diz que ainda prepara uma pesquisa para identificar e legalizar seus bens. Só depois disso, saberá de quais poderá abrir mão. 


O Correio teve acesso a levantamento extraoficial, elaborado por funcionários do órgão que estima em ao menos 100 os imóveis ociosos ou não usados para atividades do instituto ambiental. Caso fossem vendidos, a projeção é de que valeriam R$ 50 milhões.

A falta de organização do Ibama em relação ao seu patrimônio foi identificada pela Controladoria-Geral da União (CGU). Em auditoria sobre a prestação de contas anual do órgão de 2012, a CGU diz que o controle interno do instituto sobre o assunto se mostrou “insuficiente e inadequado para a gestão”.


O órgão aponta uma série de erros, como “ausência de controle das despesas relacionadas com manutenção e reforma dos bens imóveis”, “ausência de critérios adotados para reavaliações (valorizações/desvalorizações)” e “imóveis sem registro imobiliário patrimonial”.

Incêndio no Liceu de Artes e Ofícios

Atualizado: 04/02/2014 08:23

Acervo foi atingido; entidade é uma das mais tradicionais instituições de ensino de SP

Acervo foi atingido; entidade é uma das mais tradicionais instituições de ensino de SP - 1 (© Hélvio Romero Estadão)
Uma das mais tradicionais instituições de ensino da capital, o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, na Luz, região central da cidade, teve seu centro cultural atingido por um incêndio de grandes proporções na madrugada desta terça-feira, 4. Ninguém se feriu, mas diversas obras de arte, como esculturas, foram destruídas ou danificadas.

Associação de PMs é notificada e suspende operação tartaruga no DF


  • 03/02/2014 22h50
  • Brasília
Da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel
 
 
A Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal (Aspra -DF) informou que foi notificada na tarde de hoje (3) da decisão judicial que determinou o fim da operação tartaruga. De acordo com o vice-presidente da Aspra, sargento Manoel Sansão, os policiais irão respeitar a decisão, interrompendo a ação. Ele disse ainda que a Aspra vai recorrer.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) acatou parcialmente pedido do Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) e determinou que os policiais militares encerrem a operação tartaruga que, desde outubro de 2013, é feita com o intuito de pressionar o governo a conceder reajuste salarial, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios aos PMs em atividade ou na reserva. 

 De acordo com a assessoria do TJDF, a decisão foi deferida parcialmente pela desembargadora Nilsoni de Freitas Custódio no plantão da madrugada do dia 1º.  Caso a determinação não seja cumprida, será aplicada multa diária de R$ 100 mil à representação da categoria.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, do dia 1º de janeiro até a manhã do dia 30, foram registrados 68 homicídios, 19 a mais do que em janeiro do ano passado. Na média, são mais de duas mortes violentas por dia. O grande número de homicídios foi provocado pela operação tartaruga.

De acordo com Sansão, os filiados à associação vão ser reunir no próximo dia 7 para debater os rumos do movimento.

Turistas abraçam coalas para tirar fotos em parques na Austrália

04/02/2014 


Prática é permitida apenas em algumas regiões do país.
Animal dorme até 22 horas por dia; saiba outras curiosidades.



Flávia Mantovani Do G1, em Hamilton Island e em Sydney - 



Crianças tiram foto abraçada com coala no parque de Hamilton Island (Foto: Flávia Mantovani/G1) 
Crianças tiram foto abraçada com coala no parque de Hamilton Island (Foto: Flávia Mantovani/G1)

Coalas cheiram a eucalipto e têm textura de tapete felpudo. Essas são algumas constatações que é possível fazer ao chegar perto desse simpático animal que é um dos símbolos da Austrália.

No Wild Life Hamilton Island – uma espécie de zoológico na ilha de Hamilton, na costa leste do país --, turistas fazem fila para tirar fotos abraçados ao bichinho que parece um pequeno urso, mas na verdade é um marsupial e, assim como os cangurus, carrega seus filhotes em uma bolsa em seu corpo. 

O estado de Queensland, onde fica a ilha, é um dos poucos a permitir esse tipo de aproximação.

A estrela do “Koala Cuddle” no dia da visita do G1 era Willy, um macho adulto que era colocado no colo dos visitantes pelas cuidadoras do parque e ficou quietinho durante os cliques. A foto é cobrada no final da visita.

O parque, que tem também cangurus, cacatuas e outros animais típicos da fauna australiana, serve buffet de café da manhã em um espaço rodeado por árvores às quais se agarram outros coalas.


Menino tira foto abraçado a coala em Hamilton Island (Foto: Flávia Mantovani/G1) 
Menino tira foto abraçado a coala em Hamilton
Island (Foto: Flávia Mantovani/G1)


Na maioria das vezes eles estão dormindo – a espécie só fica acordada de duas a seis horas por dia, já que precisa poupar energia para digerir as folhas de eucalipto que compõem a sua dieta e que são fibrosas e cheias de componentes tóxicos.

Placas alertam os turistas para que não incomodem os bichos e não usem flash nas fotos que tirarem deles.

Bem-estar animal

Outros lugares que permitem abraçar coalas para tirar fotos são o Lone Pine Koala Sanctuary, em Brisbane, o Kuranda Koala Gardens, em Kuranda, e o Cairns Tropical Zoo, em Cairns.

Os parques negam que a atividade deixe os animais estressados. Eles afirmam que seguem o código de baos práticas sobre o tema do estado de Queensland, que determina que os coalas só podem "trabalhar" até 30 minutos por dia, e não mais de dois dias seguidos. Dizem ainda que possue, uma grande colônia de animais para que nenhum deles fique sobrecarregado.

Segundo os administradores do Cairns Tropical Zoo, pesquisas mostram que a maioria dos coalas criados em cativeiro ficam confortáveis enquanto são tocados e não sofrem impacto  na saúde ou no comportamento.





Mas em New South Wales, estado onde fica Sydney, a prática é banida desde 1997. No Featherdale Wildlife Park, perto da famosa cidade australiana, o que é permitido é tirar fotos acariciando o animal em um tronco específico do zoológico. Os visitantes podem usar a própria câmera fotográfica, portanto não é preciso pagar pela imagem.

No dia da visita do G1, quem estava no tronco era um macho de dois anos que dormia, indiferente aos cliques e às caras maravilhadas dos turistas.

Na beira da estrada
Em seu habitat natural, os coalas são encontrados especialmente do leste e do sul da Austrália: Queensland, New South Wales, Victoria e South Australia são alguns estados onde eles podem ser vistos nas florestas de eucalipto.


Bebê coala ao lado da mãe em uma das árvores do Parque Nacional Cape Otway (Foto: Flávia Mantovani/G1) 
Bebê coala ao lado da mãe em uma das árvores
do Parque Nacional Cape Otway
(Foto: Flávia Mantovani/G1)


Um exemplo é a região do Cape Otway National Park, próxima a Melbourne. Ao passar de carro por lá, basta prestar atenção às árvores na beira da estrada para encontrar adultos e filhotes pendurados, dormindo, mastigando folhas de eucalipto ou se esticando preguiçosamente.

Só existe uma espécie de coala, e ela vive uma média de dez anos quando em seu habitat natural. É proibido mantê-los como animais de estimação.

A perda do habitat devido a incêndios, doenças nos eucaliptos e à ocupação urbana é um grave problema enfrentado por esses animais. A Australian Koala Foundation estima que haja menos de 80 mil exemplares no país – antes da colonização europeia, eram milhões. A entidade também estima que 4 mil coalas sejam mortos a cada ano atropelados por carros ou atacados por cães.

 INFORMAÇÕES CURIOSAS SOBRE OS COALAS



Turista tira foto com coala no Featherdale Park, perto de Sydney; nessa região não é possível abraçar o bicho, mas dá para tocá-lo levemente para a imagem (Foto: Flávia Mantovani/G1) 
Turista tira foto com coala no Featherdale Park, perto de Sydney; nessa região não é possível abraçar o bicho, mas dá para tocá-lo levemente para a imagem (Foto: Flávia Mantovani/G1)
 

1) Eles não são ursos
Assim como os cangurus, coalas são marsupiais, ou seja, seus filhotes nascem imaturos e se desenvolvem em uma bolsa no corpo da mãe. Eles começaram a ser chamados de ursos pelos europeus que colonizaram a Austrália e acharam que eles se pareciam a esses animais.



Coala no Featherdale Park, perto de Sydney (Foto: Flávia Mantovani/G1) 
Coala no Featherdale Park, perto de Sydney
(Foto: Flávia Mantovani/G1)

2) Comida tóxica
A dieta do coala é composta por folhas de eucalipto, que são tóxicas para a maioria dos mamíferos, mas que eles conseguem digerir graças a adaptações em seu sistema digestivo.

Ainda assim, só absorvem 25% da fibra consumida, e por isso precisam de muita quantidade para se nutrir. Um coala adulto come cerca de meio quilo de folhas por dia.
 
3) Bêbado, não!
Coalas dormem entre 18 e 22 horas diariamente, pois precisam economizar energia para digerir as folhas de eucalipto, que são fibrosas, tóxicas e pouco nutritivas. Há um mito de que eles dormem muito porque ficam “bêbados” com essa planta, mas ele não tem fundamento.

 
4) Cada um por si
Coalas são animais solitários e não andam em grupos. Cada um deles visita regularmente um conjunto de árvores, que passa a ser sua casa. Um coala não costuma ir à “casa” de outros, exceto para acasalamento. Os machos adultos têm uma glândula no centro do peito que exala uma substância grudenta e preta que é esfregada nas árvores para demarcar território.



Coala bebê em Hamilton Island (Foto: Flávia Mantovani/G1) 
Coala filhote em Hamilton Island
(Foto: Flávia Mantovani/G1)
 
5) Na bolsa da mãe
As fêmeas normalmente têm um filhote por ano quando jovens e um a cada dois ou três anos quando mais velhas. O filhote nasce com apenas 2 cm, cego, surdo e sem pelos. Ele fica na bolsa por seis a sete meses, bebendo apenas leite materno.

Após sair da bolsa, monta nas costas ou no abdome da mãe e continua retornando à sua bolsa para beber leite até ser grande demais para caber lá dentro.

6) Seletivos
Há mais de 600 variedades de eucalipto, mas os coalas comem apenas algumas poucas, que eles detectam serem mais nutritivas e terem menos toxinas. As demais servem apenas como apoio para eles.

 
7) Sem sede
Acredita-se que a palavra “coala” significasse “não beber” em uma das línguas aborígenes antigas. Esses animais normalmente não precisam beber água porque obtêm a hidratação das folhas de eucalipto – portanto, só buscam o líquido isolado
quando necessário.

Defensoria entra com ação que questiona correção do FGTS


04/02/2014 

Pedido é para que seja usado índice que 'reflita melhor a inflação'.


Caixa promete recorrer de toda decisão contrária à atual forma de correção.

Do G1, em São Paulo

A Defensoria Pública da União (DPU) entrou com ação na Justiça Federal do Rio Grande do Sul contra a Caixa Econômica Federal pedindo que a correção monetária do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) seja feita pelo índice "que melhor reflita a inflação a partir de janeiro de 1999".

A Ação Civil Pública, de acordo com a defensoria, ajuizada nesta segunda-feira (3), tem pedido de abrangência nacional e parte do entendimento de que a Taxa Referencial (TR), usada atualmente para corrigir o saldo do FGTS, não repõe as perdas inflacionárias.

saiba mais
 
"A DPU optou pelo ajuizamento da ACP, de caráter coletivo, devido ao número expressivo de trabalhadores que têm buscado a instituição para pleitear a correção dos depósitos de suas contas do FGTS. O objetivo é evitar a multiplicação de milhares de demandas judiciais com mesmo objeto e pedido, que sobrecarregam o Poder Judiciário e também as unidades de atendimento da DPU em todo o país", afirma a Defensoria Pública, em nota.

Em nota, a Caixa informou que, até o momento, foram ajuizadas 39.269 ações contra o FGTS. "Foram proferidas 18.363 decisões favoráveis ao critério de correção aplicado pela Caixa/FGTS. A Caixa recorrerá de qualquer decisão contrária ao Fundo de Garantia."

Entenda

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de março do ano passado, que considerou a TR (Taxa Referencial) inapropriada para corrigir perdas inflacionárias de papéis emitidos pelo governo, abriu caminho para a revisão dos saldos também do FGTS calculados desde agosto de 1999. Diante dessa possibilidade, inúmeros trabalhadores brasileiros começaram a buscar a Justiça em busca da correção, mas não há garantia de que eles possam ser bem sucedidos.


A questão é polêmica e deve se arrastar por um longo período. Ministros do STF e outros juristas se dividem sobre o que vai acontecer. Todos preveem, de qualquer forma, uma batalha jurídica por causa da posição adotada pela Corte em relação aos precatórios (títulos de dívidas que o governo emite para pagar quem vence na Justiça processos contra o poder público). Esses papéis, assim como o FGTS, também eram corrigidos pela TR, mas o Supremo decidiu em março de 2013 que o índice não pode ser usado para repor perdas da inflação.

Efeito cascata

O ministro aposentado do STF Carlos Ayres Britto, ex-presidente da Corte, participou do julgamento dos precatórios e votou contra o uso da TR para atualizá-los. Ao G1, ele afirmou acreditar que o entendimento do tribunal não pode ser “generalizado”, pois isto poderia gerar um “efeito cascata”.


Para Ayres Britto, o Judiciário precisa analisar individualmente a legislação que rege o FGTS para verificar se o índice é adequado ao fundo. “Para cada instituto jurídico, é preciso haver uma análise individualizada. Pode haver um efeito cascata, então tem que examinar o regime constitucional, o regime da correção monetária atinente a cada instituto”, ressaltou.

Para o atual ministro do STF Marco Aurélio Mello, no entanto, o entendimento do tribunal no julgamento dos precatórios, de que a TR não é adequada para compensar as perdas inflacionárias, pode, sim, ser aplicado em ações que envolvam FGTS. “A premissa é a mesma, porque se o Supremo proclamou que a TR não reflete a inflação do período (de 1999 a 2014) isso se aplica a outras questões jurídicas, como o Fundo de Garantia."

Na linha do que acredita Marco Aurélio Mello, trabalhadores obtiveram uma vitória inédita contra a Caixa em três ações na Justiça Federal do Paraná (2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Foz do Iguaçu). O juiz de primeira instância Diego Viegas Veras aplicou a interpretação do Supremo e fixou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) como parâmetro para o reajuste do fundo. A sentença foi promulgada no dia 15 de janeiro.

Outro ministro do STF ouvido pelo G1, mas que não quis ter o nome citado, disse acreditar que o posicionamento atual do tribunal “preocupa”, pois pode repercutir em vários casos de cobrança que envolvem o poder público, podendo gerar prejuízos financeiros para o Estado.

“Temos que esperar o posicionamento final da Corte, pois ainda julgaremos recursos, os embargos de declaração. Acho que essa decisão é uma das piores já produzidas. Se o Supremo mantiver a posição de que a TR não é aplicável, ela vai repercutir, sim, em outros casos, inclusive no FGTS”, disse o ministro.

"Cada juiz vai decidir como quiser"

O advogado Ives Gandra, especialista em Direito Tributário, acredita que a posição do Supremo em relação aos precatórios é aplicável ao FGTS. Ele destacou, porém, que como o tribunal não adotou posicionamento específico para a correção do Fundo de Garantia, possivelmente haverá uma profusão de decisões variadas na primeira instância até que o tema chegue à mais alta corte do país.


“A proibição da TR como base de correção dos precatórios vai repercutir nas ações do FGTS. Agora, enquanto não há jurisprudência específica, cada juiz vai decidir como quiser. Evidentemente que o entendimento deve afetar as decisões das instâncias inferiores, que têm, sim, fundamento para considerar o IPCA o referencial de correção mais adequado”, destacou o jurista.

Na visão de Ives Gandra, o poder público não pode corrigir o FGTS e os precatórios com base em referencial menor que a perda inflacionária. “É preciso respeitar o princípio da isonomia.”

Outro especialista em Direito Tributário, o advogado Pedro Teixeira Siqueira diverge da interpretação de Ives Gandra. Ele defende que a decisão da Suprema Corte no caso dos precatórios não pode ser aplicada em ações que não envolvam débitos com a União.

Siqueira destacou que os precatórios são débitos “líquidos e certos” dos contribuintes com o poder público e que o atraso no pagamento, neste caso, não pode penalizar o credor. No entanto, para o especialista, o entendimento não se aplica ao FGTS, porque o fundo seria apenas uma espécie de “poupança”, não um débito que precisa passar por correção monetária.

“No caso do FGTS, por outro lado, a lógica desenvolvida naquele julgamento parece não se aplicar. Isso porque o FGTS não é mais do que uma poupança compulsória dos trabalhadores, de forma a socorrê-los em períodos de necessidade, devidamente previstas em lei. Tendo em vista a segurança da aplicação financeira e sua proximidade com a própria caderneta de poupança, não nos parece que a correção de seu saldo pela TR represente qualquer tipo de ilegalidade/inconstitucionalidade”, justificou o advogado tributarista.

Perdas

Pela legislação, o saldo do Fundo de Garantia é corrigido pela TR – índice usado para atualizar o rendimento das poupanças – mais juros de 3% ao ano. No entanto, a TR, que foi criada em 1991 e é definida pelo Banco Central, começou a ser reduzida paulatinamente e, desde julho de 1999, passou a ficar abaixo da inflação, encolhendo também a remuneração do FGTS. 


Em 2013, por exemplo, a taxa acumulada foi de 0,19%, enquanto a inflação do país, calculada pelo IPCA, fechou o ano em 5,91%.

Segundo o Instituto FGTS Fácil, organização não governamental que auxilia e recebe reclamações de trabalhadores, o uso do atual indicador resultou em perdas acumuladas de até 101,3% desde 1999, e R$ 201 bilhões deixaram de ser depositados no período nas contas de cerca de 65 milhões de trabalhadores.

De acordo com cálculos do FGTS Fácil, o rendimento dos saldos no fundo de garantia nos últimos 15 anos foi de 99,01%, ao passo que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência em questões trabalhistas pelo governo, acumulou variação de 157,12%.

Dentro dessa lógica, um trabalhador que tinha em junho de 1999 um saldo de R$ 10 mil no FGTS, por exemplo, teria acumulado uma perda de mais de R$ 20 mil.

Segundo a entidade, todo trabalhador admitido ou com saldo no FGTS a partir de 10 de agosto de 1999, mesmo que já tenha sacado posteriormente seu FGTS, teve perdas com os expurgos da TR.

'São anjos da guarda', diz idoso que foi salvo por irmãos de 3 e 5 anos


04/02/2014 07h05 - 

Daniel e João Pedro saltaram em piscina e resgataram homem em Caxias.


Síndico de 65 anos teve mal súbito ao mergulhar e agora está internado.



Do G1 RS




Irmãos de 3 e 5 anos salvam idoso de afogamento em Caxias do Sul, RS (Foto: Jonas Ramos/Agência RBS) 

Irmãos de 3 e 5 anos salvaram idoso e depois foram visitá-lo no hospital (Foto: Jonas Ramos/Agência RBS)

Ainda internado no Hospital da Saúde de Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul, o síndico que foi resgatado de uma piscina por dois irmãos de 3 e 5 anos ainda se emociona quando lembra da atitude de Daniel e João Pedro Michelin. 

Armindo Gargioni, de 65 anos, teve um mal súbito quando mergulhou, e foi retirado pelos meninos, que estavam fora da água aguardando a mãe trazer toalhas para que pudessem se secar.



 "Ele salvaram a minha vida, são heróis, meus anjos da guarda. Um nenê de 3 e um de 5, imagina. São anjinhos", disse Gargioni ao G1 por telefone, ainda no hospital. O idoso é síndico do condomínio onde os irmãos vivem com os pais, no bairro São Pelegrino, em Caxias.

A dupla visitou Gargioni no hospital no domingo (2), usando roupas que fizeram jus à atitude: Daniel, o caçula, usava a fantasia do personagem The Flash, enquanto João Pedro estava vestido de Batman.

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"Fiquei feliz por terem me salvado. Estou acostumado a entrar na água todo o dia, nunca tinha ocorrido nada parecido", contou o paciente.

O resgate ocorreu no fim da tarde do dia 28 de janeiro, há uma semana. 

Após o incidente, o síndico passou cinco dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. No sábado (1°), ele foi para o quarto. Seu estado é bom e ele deve ter alta nesta quarta-feira (5).

No dia do salvamento, fazia muito calor, e Gargioni resolveu dar um mergulho. Passado algum tempo, Daniel notou que o idoso estava há muito tempo embaixo d'água e avisou João Pedro. Os dois conversaram e então saltaram na piscina para salvar o homem.

"A ideia foi dele", afirmou João Pedro, apontando para o irmão mais novo. "Sim, eu disse 'Pepe' [apelido de João Pedro]", completou Daniel. O menino de 5 anos explicou como foi o resgate: "Quando a gente resolveu entrar, ele [o idoso] já estava se afogando. Aí a gente pulou bem rápido para pegar. Daí eu fechei o nariz, puxei pela cabeça e o Dani, pelo braço".

Segundo o pai dos garotos, João Paulo Michelin, a piscina tem 1,50 m de profundidade e nenhum dos dois dava pé: Daniel tem 1,10 m e João Pedro, 1,20 m. "Desde que nasceram, eles são acostumados a brincar na água. Fazem natação, e eu e a mãe deles sempre estimulamos as brincadeiras na piscina", revelou o pai.

Em seguida, os meninos avisaram alguns vizinhos adultos, que socorreram o síndico. Ele foi internado com insuficiência respiratória aguda, em decorrência do afogamento.

Montagem guris piscina (Foto: Reprodução/RBS TV) 

Daniel (esq.) e João Pedro contaram como foi o resgate do síndico do prédio (Foto: Reprodução/RBS TV)
 

Aos 10 anos, Facebook irrita um terço dos usuários com compartilhamentos


04/02/2014

Pew Research ouviu norte-americanos, que têm, em média, 338 amigos.


Do total, 25% afirmam nunca ter publicado nada na rede social.

Do G1, em São Paulo

Facebook em sua versão de 2004 (Foto: Divulgação/Facebook) 
 
Página do Facebook em sua versão de 2004 (Foto:
Divulgação/Facebook)
 
 
Pouco mais de um terço dos usuários do Facebook nos Estados Unidos, país com maior presença na rede social, se irrita com pessoas que compartilham muitas informações pessoais e com indivíduos que publicam fotos suas sem pedir permissão antes.

Os números fazem parte de uma pesquisa feita pelo Pew Research para comemorar os 10 anos do site, completos nesta terça-feira (4).

Com uma população de 1,19 bilhão, o Facebook instiga outras ações que incomodam os usuários na rede social. Em terceiro lugar, citado por 27% dos entrevistados, o irritante é o fato de qualquer um poder ver postagens ou comentários sem que eles tenham sido necessariamente direcionados a essas pessoas.

Nem só de características desagradáveis é feita a primeira década do Facebook. O Pew também identificou que homens e mulheres reagem de forma diferente às publicações no Facebook. A maioria delas diz usar o Facebook para ver fotos (54%) e compartilhar uma só publicação com muitas pessoas (50%).

Apesar de um terço não gostar de se ver em fotos não autorizadas, 31% disseram que costumam comentar diariamente em fotos postadas por amigos. Dos usuários, 44% dizem que curtem as postagens de seus contatos.

Curtidores

Mesmo bastante ativos para interagir com as publicações de outros membros, poucos usuários do Facebook afirmam postar diariamente: apenas 10%. Um quarto disse nunca ter feito uma atualização na vida.


O Pew Research ouviu 1,8 mil pessoas, entre agosto e setembro de 2013, dos quais 960 eram usuários do Facebook. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

O instituto constatou que, nos EUA, 57% dos adultos e 73% dos adolescentes (12 aos 17 anos) estão no Facebook. De todos os maiores de idade ouvidos pela entidade, 35% possuem mais de 250 amigos na rede social. A média de contatos é 338 amigos.

338 amigos

Os mais jovens costumam ter mais amigos. Entre os usuários com 18 e 29 anos, 27% possuem mais de 500 amigos no site.


Mesmo sendo um serviço para conectar pessoas e usado para manter os amigos mais próximos, não é raro que gere tensões entre conhecidos.

Segundo a pesquisa, 12% dos usuários disseram que alguém já pediu para que eles deixassem de manter relações com algum usuário da rede. As solicitações são feitas por namorados e namoradas e por amigos também.

Medicos e pacientes.Os "cibercondríacos".

Profissionais e amadores - JOÃO PEREIRA COUTINHO

FOLHA DE SP - 04/02

Como o corpo não é bicho confiável, haverá sempre qualquer dissonância na orquestra para os perturbar

Uma amiga minha, mãe solteira, fez-me um pedido dramático: se ela não sobreviver a um linfoma, estarei disposto a cuidar do filho de oito anos? Caí do céu: pela doença e pela responsabilidade do pedido.

Mas primeiro concentrei-me na doença: que dizem os médicos? Que tratamentos existem? Que perspectivas de cura?

Ela respondeu-me que ainda não sabia. Mas os sintomas --gânglios linfáticos inchados, fadiga extrema, febre persistente etc.-- apontavam para o pior. Ela própria, furando noites e noites de insônias, lera a respeito na internet e até conversara com vários doentes nos fóruns respectivos. Gente com os mesmos sintomas, a mesma doença, os mesmos terrores futuros.

Voltei a cair do céu. E, antes de aconselhar ajuda psiquiátrica, perguntei com medo: e que tal esquecer a internet e consultar um médico verdadeiro? Um daqueles personagens que fazem exames e avaliam resultados com base na "ciência" e na "experiência"?

E foi assim que o linfoma se transformou num caso tratável de mononucleose infecciosa. E foi assim que a promessa de quimioterapia, ou radioterapia, ou ambas, se transformou em simples repouso. E foi assim que eu conheci os "cibercondríacos", uma nova forma de hipocondria que a internet promoveu e disseminou.

Quando li pela primeira vez a respeito, confesso que não comprei o diagnóstico: os "cibercondríacos" são hipocondríacos que usam a internet para pesquisarem todas as doenças que existem no cardápio?

Estranho. Sei do que falo. Sou um hipocondríaco profissional há 37 anos. E qualquer hipocondríaco profissional sabe que só existe uma coisa pior do que as doenças; é a informação sobre elas.
Porque um hipocondríaco profissional é um camaleão natural: se ele ler literatura médica com regularidade, ele pode ter câncer à segunda-feira, esclerose à terça, insuficiência renal à quarta e princípios de Alzheimer à quinta. Ou talvez à sexta, já não sei bem.
É a ignorância que protege o hipocondríaco profissional, não o conhecimento. Qualquer hipocondríaco profissional, quando compra um novo remédio, sabe que a primeira coisa a jogar fora é a bula do medicamento. Cometer a imprudência de a ler é começar a sentir todos os efeitos adversos --da simples coceira às crises psicóticas-- o que por vezes agrava a doença real que se procura tratar.

Os "cibercondríacos" não passam de amadores que só dão mau nome ao fascinante mundo da hipocondria. Mas o pior é que o futuro será deles.

A revista "The Economist" dedicou uma matéria extensa aos futuros "gadgets" que prometem revolucionar a medicina. Falo de brinquedos para usar no pulso, no peito, até nos olhos e que servem para medir a pressão sanguínea, o batimento cardíaco, os níveis de glicose nas lágrimas. De preferência, várias vezes ao dia, como quem toma um cafezinho ou fuma cigarro na pausa do trabalho.

Depois, os dados são enviados para o celular e o celular encaminha os ditos cujos para o médico especialista.

Os Estados Unidos estão na vanguarda do investimento e a "Economist", aplaudindo os avanços, pergunta se eles não irão soterrar os profissionais de saúde com quantidades avassaladoras de informação. Não apenas de doentes comprovados, mas de hipocondríacos amadores.

A revista não precisa sequer perguntar. Com o declínio das religiões tradicionais no Ocidente e o fim de qualquer possibilidade de transcendência, tudo que resta aos homens modernos é a tirania da imanência: os seus corpos, as suas patéticas carcaças --e o medo permanente de que a Deusa Saúde, a única que resistiu no Panteão, os possa atraiçoar a qualquer momento.

Por isso imagino esses hipocondríacos amadores, com brinquedos no pulso, no peito ou nos olhos, em vigilância permanente, medindo o comportamento do corpo com paranoica obsessão.

Qualquer sinal de alarme será uma nova preocupação, um novo temor, um novo terror. E como o corpo não é bicho confiável, haverá sempre qualquer dissonância na orquestra para os perturbar, entristecer, angustiar.

Nós, os hipocondríacos profissionais, renunciamos a esses brinquedos como um ex-alcoólatra recusa a mais inocente das cervejas.

Mas o futuro é dos amadores: gente tão preocupada em ser saudável que passará pela vida na perpétua condição de doentes.