quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Australianos enterram cabeças na areia em alerta sobre danos ao clima


13/11/2014 09h02 - Atualizado em 13/11/2014 11h45


Ação visa alertar premiê sobre os riscos da mudança climática.
Protesto ocorreu em meio a chegada de líderes mundiais para o G20.

Do G1, em São Paulo
Cerca de 100 australianos enterraram suas cabeças na areia para alertar premiê sobre perigos da mudança climática (Foto: 350.org/Tim Cole/AFP)Cerca de 100 australianos enterraram suas cabeças na areia para alertar premiê sobre perigos da mudança climática
 
Quase 100 ecologistas australianos enterraram a cabeça na areia de uma conhecida praia de Sidney para debochar do primeiro-ministro Tony Abbott, acusado de agir como um avestruz diante do perigo do aquecimento global.

Os ecologistas acusam Tony Abbott de ter abolido a taxa de emissões de carbono aplicadas às empresas mais poluentes.

Eles também criticam Abbott por ter excluído os temas climáticos da cúpula do G20 que será realizada neste fim de semana em Brisbane, Austrália.

"A recusa de Tony Abbott de incluir a mudança climática na agenda do G20 e as tentativas de seu governo de asfixiar o setor das energias renováveis mostram que está determinado a manter a cabeça afundada na terra diante da questão mais importante de nossa época", declarou o organizador da manifestação Eden Tehan.
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Protesto aconteceu nesta quinta-feira (13) em uma praia de Sydney (Foto: 350.org/Tim Cole/AFP)Protesto aconteceu nesta quinta-feira (13) em uma praia de Sydney
Protesto ocorreu em meio a chegada de líderes mundiais para o G20. (Foto: 350.org/Tim Cole/AFP)Protesto ocorreu em meio a chegada de líderes mundiais para o G20.

Planalto pede urgência na tramitação do projeto que abandona a meta fiscal


13/11/2014 11h45 - Atualizado em 13/11/2014 13h23


O próprio relator da proposta no Congresso solicitou o caráter de urgência.
Pedido para acelerar tramitação foi publicado nesta quinta no 'Diário Oficial'.

Fernanda Calgaro Do G1, em Brasília

O Palácio do Planalto pediu nesta quinta-feira (13) ao Congresso Nacional regime de urgência ao projeto de lei que autoriza o governo federal a abandonar a meta fiscal prevista para este ano para o pagamento de juros da dívida pública. A solicitação para acelerar a tramitação da proposta, assinada pelo presidente em exercício Michel Temer, foi publicada na edição desta quinta do “Diário Oficial da União”.

O projeto propõe mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), eliminando o teto de abatimento do superávit primário (que é a economia feita para pagar juros da dívida pública). Em 2014, ano de eleições, as contas do governo federal tiveram o pior resultado da história.

O texto foi enviado pelo governo ao Legislativo na última terça (11) sem o pedido de urgência. Nesta quarta (12), o relator da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR), solicitou que a Presidência retirasse o projeto que já havia sido encaminhado ao parlamento e enviasse um novo texto com o regime de urgência constitucional para agilizar a tramitação no parlamento.

Segundo o peemedebista, sem esse rito, a proposta só poderá ser apreciada na Comissão Mista de Orçamento (CMO) após o dia 20 de novembro, quando termina o prazo de oito dias previsto para apresentação de emendas ao texto.

A intenção do Executivo com o projeto é tentar ajustar as metas fiscais em razão do cenário econômico com fraco resultado das contas públicas até setembro. Uma das causas da deficiência de caixa é o fato de o governo ter aumentado as despesas em ano eleitoral. Também houve queda na arrecadação federal devido ao baixo ritmo de crescimento da economia e das desonerações de tributos.

No Congresso Nacional, o projeto de lei terá de ser apreciado inicialimente pela Comissão Mista do Orçamento, composta por deputados e senadores. Se aprovado pelo colegiado, o texto seguirá para análise em sessão do Congresso Nacional (conjunta da Câmara e do Senado).
Divergência
Apesar de o Executivo ter formalizado o pedido de urgência constitucional para o projeto de lei, não há consenso no parlamento sobre se o governo poderia solicitar agilidade na tramitação do texto. Por se tratar de uma proposta orçamentária, o projeto do Executivo que desiste do superávit primário de 2014 tramita diretamente no Congresso, sem passar separadamente pela Câmara e o Senado.
Técnicos da Secretaria-Geral da Câmara e da Secretaria-Geral do Congresso ouvidos pelo G1 ressaltam que, segundo a Constituição, não é possível o presidente da República impor regime de urgência a projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, mas apenas em propostas que iniciam a tramitação na Câmara.

Abatimento da meta fiscal
O projeto de lei enviado ao Congresso "preserva o conceito de abatimento do superávit primário, restrito exclusivamente aos recursos executados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pelas desonerações realizadas com impacto em 2014.

Deste modo, o Executivo poderá, teoricamente, abater da meta "cheia" de superávit primário fixada para o Governo Central (União, Previdência e BC) neste ano, de R$ 116,07 bilhões, todos gastos com investimentos e as desonerações de tributos implementadas. Até o momento, o abatimento máximo permitido era de R$ 67 bilhões. A meta a ser considerada é a do governo, e não a de todo setor público, porque não há mais a obrigação de o Executivo compensar eventuais superávits menores dos estados e municípios.

Segundo informações do Tesouro Nacional, as despesas do PAC somaram, até setembro, R$ 47,2 bilhões. Ao mesmo tempo, a Receita Federal informou que o impacto das desonerações feitas nos últimos anos, também até setembro, somou R$ 75,69 bilhões.

Até setembro, portanto, o Executivo poderia abater até R$ 122,89 bilhões da meta de R$ 116 bihões. Ou seja, poderá haver déficit primário neste ano sem que a meta seja formalmente descumprida – na prática, o governo abandona a meta fiscal deste ano.

O governo federal ainda continuará gastando recursos com o PAC, e também haverá impacto das desonerações de tributos, entre outubro e dezembro deste ano. De modo que o abatimento permitido por meio do projeto de lei enviado nesta terça-feira ao parlamento tende a ser maior ainda do que os R$ 122 bilhões possíveis até setembro. O Fisco estima que somente as desonerações devem somar cerca de R$ 100 bilhões neste ano.

Parabens MPDFT!Se depender do IBRAM o DF vai virar um deserto!

MPDFT questiona decreto que reduz área de proteção ambiental do Lago Paranoá

A ação do MPDFT sustenta que, com a edição do referido Decreto, a área de preservação permanente relativa ao Lago Paranoá e seu entorno sofreu significativa redução
 
A Procuradoria-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios ajuizou nessa quinta-feira, dia 13, ação direta de inconstitucionalidade contra o art. 1º do Decreto n.º 35.850/14, que alterou o Decreto nº 24.499/04, do Governador do Distrito Federal, que "dispõe sobre o uso e ocupação do Lago Paranoá, de sua Área de Preservação Permanente e Entorno".

A ação do MPDFT sustenta que, com a edição do referido Decreto, a área de preservação permanente relativa ao Lago Paranoá e seu entorno sofreu significativa redução, o que deverá impactar não somente na preservação ambiental, mas na captação de água.

Para o Ministério Público, o Decreto é inconstitucional porque excede o exercício do poder regulamentar do chefe do Poder Executivo e contraria expressamente o que dispõe o Código Florestal Brasileiro (Lei federal 12.651/2012) sobre o tema.

A edição do decreto pelo governador do Distrito Federal também invadiu a competência da União para editar normas gerais sobre a matéria e representou uma violação ao princípio constitucional da separação dos Poderes. O MPDFT também alerta que a jurisprudência pacificada do TJDFT tem impedido qualquer retrocesso no que diz respeito ao regime constitucional e legal da proteção ambiental fixada ao Lago Paranoá.


Fonte: MPDFT

Falta de pagamento: R$ 130 mi só na Saúde, afirma SindMédico



Crescem as dívidas com prestadores de serviço. Efeito é preocupante

jessica.antunes@jornaldebrasilia.com.br


Falta de médicos e de remédios, problemas em unidades de Terapia Intensiva, suspensão do fornecimento de alimentos, falhas na internet. Aos poucos, os problemas com a prestação de serviços da Saúde do DF se evidenciam. Estima-se que a lista de dívidas acumuladas com serviços prioritários já somam mais de R$ 130 milhões, segundo informações do Sindicato dos Médicos (SindMédico).


Ontem, a Sanoli, responsável pelas refeições de 16 hospitais e cinco unidades de Pronto Atendimento (UPAs), deixou de fornecer os alimentos aos acompanhantes dos pacientes.


A suspensão já afetava os funcionários, que agora têm de deixar os postos para se alimentar.


Como se não bastasse, funcionários terceirizados do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) receberam orientação da empresa Intensicare Gestão em Saúde para não receber novos pacientes nas UTIs.


O SindMédico    se reuniu com os funcionários para esclarecer que a orientação da gestora é ilegal.  O contrato    entre empresa e profissionais  não deveria prejudicar o funcionamento das UTIs, mesmo com a inadimplência da pasta.


A partir disso, os médicos “decidiram notificar a empresa de que entrarão com ação de rescisão indireta e devem se desligar da empresa na próxima semana”.


Diretor financeiro da prestadora de serviços, Renato Almeida revelou que as dívidas do GDF se estendem há meses. Apesar de não precisar o valor ou o tempo de espera, garantiu que há representantes da empresa goiana em Brasília para negociação.

Somando apenas a Sanoli e a Intensicare, a dívida do governo chega a R$ 42 milhões. O restante citado seria para compra de medicamentos e repasses ao Hospital da Criança.


DESACOMPANHADOS
“Os insumos existentes em nossos estoques, que já estavam escassos, não sendo sequer suficientes para atender à totalidade do serviço, estão chegando ao mínimo necessário para garantir o atendimento aos pacientes e acompanhantes, que representam a parcela mais significativa do contrato”, revelou a Sanoli, em carta enviada à Secretaria de Saúde.


Sem ter como conseguir recursos, a medida de ampliar a suspensão da comida aos acompanhantes é uma tentativa de manter as refeições aos pacientes internados. Mas a Sanoli avisa: não vai durar muito tempo. Espera-se que o governo pague os R$ 27,5 milhões que a empresa precisa para dar continuidade ao serviço.


Revolta em Ceilândia
No Hospital Regional de Ceilândia, a suspensão da alimentação causou revolta e motivou uma manifestação. Acompanhantes aproveitaram o acúmulo de lixo provocado pela greve dos garis, terminada ontem, para bloquear a rua em frente ao hospital. Os manifestantes atearam fogo em   lixo e em pneus. Segundo testemunhas, foram mais de 40 minutos de protestos. Apenas ambulâncias conseguiam passar. A via foi desobstruída cerca de uma hora depois pelos bombeiros.  A secretária Camila do Nascimento, 18, aguardava atendimento da mãe na Emergência quando a confusão começou.   “O protesto foi por causa da falta de comida, e tinha até enfermeiros no meio”, revelou.
Pausa para refeição deixa lacuna


Atualmente, profissionais e familiares têm de deixar os pacientes sozinhos para poder comer. Apressada, a costureira Maria Lúcia da Silva, 58, aproveitou que a sogra, de 89 anos, dormia  para fazer a primeira refeição do dia, às 12h. “A gente não pode largar a pessoa. Vou sair correndo para deixá-la   pelo menor tempo possível. Eu também preciso me alimentar, mas tenho que cuidar dela”, lamenta.


A professora Patrícia Amaral, 36, aproveitou que a mãe, de 68, entrou para a sala de cirurgia a fim de operar o fêmur, para almoçar. “Minha mãe é idosa, deficiente e depende da gente para tudo. Agora temos que largá-la sozinha para sair e comer. Hoje vou tranquila porque ela está sendo operada, mas não sei como será amanhã”, diz.


A situação também é complicada nas UPas. Em Sobradinho II, os funcionários têm de deixar os postos da emergência. O servidor Paulo Alves, 55, conta que nos 15 anos que trabalha para a saúde do DF, nunca viu algo parecido acontecer. “Isso é um absurdo”, reclama.


Saiba mais
A Secretaria de Saúde  informou   estar fazendo remanejamento orçamentário para quitar as dívidas, mas não esclareceu se haverá realocação de verba federal para suprir a demanda.


A pasta não confirmou nem negou o valor informado pelo SindMédico, de que a dívida com serviços prioritários passa dos R$ 130 milhões. Mas declarou que “os débitos existentes serão quitados até o fim do ano, assim como já sinalizou a área econômica do GDF”.


Versão oficial
A Secretaria de Saúde informou e o diretor da Intensicare confirmou que a conversa segue para o parcelamento da dívida. Até amanhã, devem ser repassados R$ 4,5 milhões e, até o fim da semana seguinte, mais R$ 10 milhões devem ser pagos. Apesar de os funcionários terem recebido ordens da empresa de não receber novos pacientes, a pasta garante que os locais estão funcionando normalmente e que ninguém será prejudicado. A pasta declarou, ainda, que a situação com a Sanoli deve ser normalizada nos próximos dias. Em nota, disse que o governo e a empresa entraram em acordo na última terça-feira   e foi repassado o valor de R$ 2,5 milhões. Até o fim da semana devem ser transferidos mais R$ 8 milhões para as prestadores de serviço.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília



1 Comentário
alex

Cadê o Ministério Público para intervir ??
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ANS suspende comercialização de 65 planos de saúde

Desrespeito
A medida foi tomada em razão de desrespeito aos prazos máximos de atendimento

Publicado: 13 de novembro de 2014 às 9:36 - Atualizado às 9:37

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou hoje (13) a suspensão de 65 planos de saúde de 16 operadoras. De acordo com o órgão, a medida foi tomada em razão de desrespeito aos prazos máximos de atendimento e por negativas indevidas de cobertura. A estimativa do governo é que a decisão beneficie 586 mil consumidores que já contrataram esses planos e devem ter seus problemas assistenciais sanados.

Das 16 operadoras com planos suspensos, 14 já tinham planos em suspensão no ciclo de monitoramento anterior. Duas operadoras não constavam da última lista de suspensões – dessas, uma tem plano suspenso pela primeira vez. A medida é preventiva e perdura até a divulgação do 12º ciclo de monitoramento.

Ainda de acordo com a ANS, 81 planos de saúde que haviam sido suspensos há três meses tiveram melhoria de atendimento comprovada e estão autorizados a voltar à atividade. Da 28 operadoras suspensas no ciclo anterior, dez conseguiram direito de reativação total dos planos e dez conseguiram a reativação parcial dos planos. Além disso, duas entraram em portabilidade especial, uma teve decretada a portabilidade extraordinária e uma entrou em alienação compulsória de carteira.


O ciclo de monitoramento mais recente registrou 12.031 reclamações. O número de queixas consideradas procedentes (que tiveram a infração constatada) teve queda de 40% em relação ao ciclo anterior. Para a ANS, isso sinaliza que o monitoramento induziu as operadoras a um maior esforço para o atendimento oportuno e adequado dos beneficiários. A maior redução foi constatada nas operadoras de grande porte (acima de 100 mil consumidores), que apresentaram queda de cerca de 60% no número de reclamações procedentes nos dois últimos ciclos.

Os dados mostram ainda que 87,4% dos conflitos foram resolvidos pela mediação feita pela ANS, por meio de Notificação de Intermediação Preliminar. “Esse é o maior índice já alcançado desde o início do monitoramento. A mediação de conflitos agiliza a solução de problemas do beneficiário de plano de saúde”, avaliou a agência. O processo prevê que as operadoras sejam notificadas diretamente pelo portal da ANS, em espaço próprio, onde acompanham as demandas. O prazo máximo para a adoção das medidas necessárias é até cinco dias úteis em casos assistenciais e até dez dias úteis para não assistenciais.

O 11º ciclo de Monitoramento da Garantia de Atendimento reuniu reclamações recebidas no período de 19 de junho a 18 de setembro deste ano. Desde o início do programa de monitoramento, 1.017 planos de 142 operadoras já tiveram as vendas suspensas – 847 planos voltaram ao mercado após comprovar melhorias no atendimento.

Atualmente, existem 50,9 milhões de consumidores com planos de assistência médica e 21 milhões com planos exclusivamente odontológicos no país. (Paula Laboissièr)

Cassação de Vargas deve ir a voto em 13 dias


Josias de Souza


O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, comunicou a caciques do PT que não pretende apressar nem retardar a chegada do pedido de cassação de André Vargas ao plenário da Câmara. Submeterá o companheiro aos rigores do regimento. Estima que o processo entrará na pauta em 13 dias.

Após seis tentativas frustradas, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara conseguiu votar o recurso no qual Vargas alegava cerceamento de defesa. Em votação simbólica, a petição foi rejeitada. Nesta quarta (12), a decisão deve chegar à mesa de Henrique Alves. Ele mandará publicar no Diário do Congresso.

Nesta quinta-feira (13), a partir da publicação, o regimento manda que sejam contadas duas sessões ordinárias. Entre quinta e segunda-feira não costuma haver quórum nas sessões da Câmara. Assim, o prazo de 48 horas só deve começar a ser contado na próxima próxima terça-feira (18), expirando na quarta (19).

Em tese, os deputados poderiam votar o pedido de cassação já no dia seguinte. Mas a falta de quórum, de novo, empurrará a encrenca para a terça seguinte, dia 25 de novembro.


Quem quiser salvar o mandato de André Vargas, acusado de traficar influência em troca de favores monetários do doleiro Alberto Youssef, terá de levar a cara à vitrine. O voto será aberto. Não é por outra razão que a defesa de André Vargas deve tentar melar a votação pela via do Judiciário.

Para Aécio, Dilma é caso para ‘Procon eleitoral’




Josias de Souza


Um dia depois de Dilma Rousseff enviar ao Congresso projeto que autoriza o governo a descumprir sua meta fiscal de 2014, Aécio Neves comparou sua ex-rival na campanha eleitoral a uma mercadoria defeituosa. “Se houvesse um Procon das eleições, a presidente Dilma ia estar sendo hoje instada a devolver o mandato que recebeu'', disse.

Para Aécio, Dilma comete estelionato eleitoral ao adotar providências que condenara durante a disputa sucessória. Avalia que a ex-candidata propagandeou ilusões: “Dilma vendeu aos brasileiros um país que não necessitava de aumento da taxa de juros, sem inflação e com as contas em ordem.''


Sobre o projeto que flexibiliza as regras do superávit primário, Aécio disse que o tucanato votará contra: “A posição do PSDB é contrária a qualquer alteração na lei'', afirmou.

Presidente do PSDB, Aécio tratou o projeto do governo como uma manobra: “Um governante é obrigado a cumprir a lei. Quando não cumpre a lei, ele não pode ter como alternativa a mudança da lei.'' Acrescentou: “O governo na verdade quer produzir um déficit e chamá-lo de superávit.''


Aliados cobram caro para deixar Dilma descumprir a meta de superávit fiscal

Blog do Josias de Souza


Josias de Souza


A crise fiscal do governo Dilma Rousseff deu ao atual Congresso uma sensação de utilidade que deputados e senadores não esperavam ter neste final de legislatura. Acompanhada de um discurso de beco sem saída, a crise valorizou o voto dos congressistas. E os aliados do Planalto pretendem cobrar caro por isso. Condicionam a aprovação do projeto que autoriza o governo a descumprir a meta de superávit de caixa a acertos que vão da composição do ministério à escolha do próximo presidente da Câmara.


Dilma não aproveitou as oportunidades que teve nos quatro anos do seu primeiro mandato para demonstrar compromisso com a austeridade fiscal. E acabou se tornando a oportunidade que seus apoiadores aproveitam a um mês e meio do início do segundo mandato. Radicalizada, a oposição se organiza para obstruir a votação dos remendos que Dilma quer fazer na Lei de Diretrizes Orçamentárias. A presidente está à mercê dos múltiplos interesses dos partidos que compõem sua base congressual. De resto, terá de negociar até com os cerca de 230 deputados que não se reelegeram.


A crise deu meia-sola no PMDB. Súbito, os operadores políticos de Dilma passaram a achar, por exemplo, que Eduardo Cunha não é 100% desprezível. Incorporaram-no às reuniões em que são traçados os planos para aprovar o que Dilma necessita. Líder do partido do vice-presidente Michel Temer na Câmara, Cunha pode ajudar muito. Desfruta da confiança da grossa maioria de sua bancada. Mas espera que Dilma pare de ser um estorvo à sua pretensão de tornar-se presidente da Câmara a partir de fevereiro de 2015.


Nesta quarta-feira, Eduardo Cunha reuniu sua tropa para discutir a proposta que, na prática, deixará o governo livre da obrigação de ter que fazer economia de gastos para pagar os juros da dívida pública em 2014. Terminada a reunião, o deputado falou não sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias, mas sobre sua candidatura ao comando da Câmara. Foi como se fizesse questão de juntar as duas coisas. “A partir desse momento, minha candidatura é irremovível“, disse.


Um cacique do PMDB desenhou o quadro para o blog: “O governo vai precisar dialogar muito. E tem que fazer isso logo. O dia 31 de dezembro está mais próximo do que parece. Dilma não faz restrições à recondução de Renan Calheiros ao comando do Senado. Diante disso, querer barrar Eduardo Cunha na Câmara era uma esquisitice. Agora, é burrice.”


Outro morubixaba pemedebista declarou que nem só de Eduardo Cunha são feitas as inquietações do PMDB. “Quis o destino que as necessidades fiscais da presidente coincidissem com a fase de remontagem do governo. A Dilma terá de motivar os partidos, não o contrário.”


O analista do PMDB prosseguiu: “Na montagem do governo, o PT quer o Ministério de Minas e Energia, que hoje é do PMDB do Senado. O PT já tem 17 ministérios. E não abre mão de nada! O PT tem as melhores pastas: Educação, Saúde, Desenvolvimento Social, Fazenda, Planejamento… Seria bom compartilhar.”


A crise fiscal de Dilma é boa para quem precisa limpar reputações. Responsável pela nomeação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobas Paulo Roberto Costa, hoje um corrupto confesso, o PP acompanhava com preocupação as articulações do Planalto para retirar o Ministério das Cidades dos seus domínios, entregando-o a Gilberto Kassab, presidente do PSD. Hoje, o PP avalia que Dilma talvez não se anime a desafiá-lo. Uma deserção rumo às falanges oposicionistas pode representar a derrota do governo. “O partido não precisa nem se interessar em prejudicar o governo”, explicou um deputado da legenda. “Basta que se desinteresse de ajudar.”


O senador pernambucano Humberto Costa, combativo líder do PT, incluiu num discurso pronunciado nesta quarta-feira (12) algo muito parecido com uma ameaça. Disse que, sonegando a Dilma a alteração das regras do superávit fiscal, os congressistas podem esquecer as emendas que costumam pendurar no Orçamento da União para destinar verbas aos seus redutos eleitorais. Insinuou que esse dinheiro seria passado na lâmina pela Fazenda. Se fosse um personagem do famoso comercial de tevê, o senador ouviria: “Sabe de nada, inocente!”


A crise fiscal de Dilma deu novo alento às mais de duas centenas de deputados federais que não foram reeleitos no pleito do mês passado. Todos têm emendas orçamentárias pendentes de liberação. Já não esperavam ganhar nada. Perceberam que não têm nada a perder. O governo tem pressa em aprovar os ajustes na LDO. Seus aliados, nem tanto.

Irresponsabilidade fiscal - RENATO ANDRADE




FOLHA DE SP - 13/11


BRASÍLIA - O governo federal deu mais um passo firme em direção ao descrédito total em relação ao seu comprometimento com a transparência e a manutenção do equilíbrio das contas públicas do país.

A proposta apresentada pelo Palácio do Planalto para resolver a caótica situação de 2014 é a institucionalização da irresponsabilidade fiscal.

Se temos uma meta que não será alcançada de jeito algum, o melhor é esquecê-la e seguir em frente.

De forma simplificada, foi essa a solução encontrada pela equipe econômica, chancelada pela presidente Dilma e encaminhada ao Congresso.

Para resolver o descompasso entre despesas que avançam em ritmo contínuo e receitas minguantes, a opção encontrada foi ampliar o limite de descontos que podem ser aplicados sobre o volume de dinheiro que deveria ser economizado no ano.

Na prática, seguindo o que foi escrito no projeto de lei, o governo poderá fechar o ano com as contas no vermelho (como estão agora) e, ainda assim, Guido Mantega, Arno Augustin e demais colegas de equipe vão afirmar que a meta foi cumprida. Um verdadeiro espanto.
A forma como o país controla suas despesas e receitas não é um dogma. É uma política de governo. Para alguns, a melhor opção é manter o que FHC e Lula fizeram durante boa parte de seus mandatos: define-se quanto vai economizar por ano e aperta ou afrouxa os gastos de acordo com o andar da economia.

Os críticos dessa alternativa argumentam que o Estado brasileiro não pode abrir mão de vários programas sociais que seriam afetados com uma política muito restritiva de gastos. Mas cabe ao governo instalado definir sua política e apresentar de forma clara o que pretende fazer.

O que não faz sentido é afirmar em discurso que terá mão firme e na hora de fechar o balanço deixar tudo correr solto. Cantar o hino do Atlético Mineiro vestindo a camisa do Cruzeiro é o caminho certo para desagradar as duas torcidas.
 

Universo paralelo - DORA KRAMER


O ESTADÃO - 13/11

A presidente Dilma Rousseff procurou aparentar tranquilidade diante do gestual animoso escolhido pela senadora Marta Suplicy para deixar o ministério da Cultura. Acabou, porém, tropeçando nas palavras e atropelando a realidade.

Principalmente quando, na mesma entrevista dada no Catar a caminho da reunião do G-20, na Austrália, Dilma considerou que a reforma do Ministério não é uma questão urgente. "Vou fazer por partes", anunciou a presidente.

De duas, uma: ou se trata de mero despiste ou a chefe da Nação parece ser a única a não se dar conta de que o seu segundo mandato já começou. As circunstâncias não lhe oferecem período de carência. Carrega o ônus da vitória, sendo alvo de pressões de todo o lado. Não bastasse a oposição fortalecida e o maior partido aliado, o PMDB, em estado de rebelião surda, há movimentos estranhos partindo dentro do próprio PT, todo cheio de insatisfações.

Isso sem falar no que não se sabe que vem por aí em decorrência das investigações dos ilícitos cometidos na Petrobrás. Só se sabe que não é coisa de pequena monta. Nada está mais sob o controle do governo, há investigação no âmbito internacional, trata-se, pois, de um fato de ganhou pernas próprias. Estava desde o início claríssimo que o menor dos problemas nesse episódio era a repercussão eleitoral.

Desse caso é bem possível que se extrai uma terceira hipótese para alegada falta de pressa na reforma ministerial. Como envolve políticos da base governista e partidos que seriam contemplados com cargos na administração federal, é de se imaginar que a presidente esteja atuando com cautela.

Provavelmente aguardando informações mais seguras decorrentes dos acordos de delação premiada de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef para não correr o risco de indicar pessoas que estejam envolvidas no esquema de corrupção montado na estatal sobre cuja existência já não resta dúvida.

De qualquer forma, a pasta da Fazenda estaria fora dessa zona de perigo. Ademais, a presidente havia indicado que anunciaria o nome após a reunião do G-20. Ontem deixou a questão em aberto. Esse tipo de ambiguidade pode até ter razões estratégicas, mas não ajuda a reconstruir o capital de confiabilidade, cuja erosão foi ainda mais aprofundada na campanha eleitoral. A palavra da presidente saiu dela gravemente ferida no quesito credibilidade e continua sendo massacrada. Em questões de maior ou menor relevância.

Por exemplo, a versão de que os termos e o rito da demissão de Marta Suplicy estavam previamente combinados entre as duas é inverossímil. Fosse assim, não teriam sido de surpresa e perplexidade as reações em Brasília. O ministro da Fazenda tampouco teria rebatido as críticas de Marta à equipe econômica.

Guido Mantega, aliás, ficou falando sozinho depois que Dilma resolveu dizer que a ministra demissionária nada havia feito de diferente "de outros ministros", todos, segundo a presidente, donos do pleno direito de "dar opinião".

Não foi o que se viu ao longo dos últimos quatro anos, não é o que se depreende das palavras e atitudes de Dilma, de Mantega e agora mesmo na justificativa da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, ao Congresso sobre a proposta de alteração da meta fiscal. Não obstante as evidências de que há descontrole nas contas - expressas em todas as medidas pós-eleitorais - para o governo vai tudo bem e quem diz o contrário é mensageiro do fracasso.

A respeito do que entende como o perfeito direito "das pessoas de dar opinião", a presidente teve oportunidade de detalhar ao desautorizar especulações sobre a reforma ministerial: "O Palácio não fala. O Palácio é integrado por paredes mudas, só quem fala sobre reforma ministerial é esta modesta pessoa que vos fala aqui". Modéstia à parte.


Dilma 15 e Lula 2003 - CARLOS ALBERTO SARDENBERG


O GLOBO - 13/11

Por necessidade, Lula voltou a campo. Quer levar Meirelles para a Fazenda, com poder para comandar e mudar a política econômica


O regime de superávit primário foi introduzido nas contas públicas brasileiras em 1999, no segundo mandato de FHC, em meio à crise de desvalorização do real. Até aquele momento, havia déficits e a dívida pública subia todos os anos. Os títulos do Tesouro Nacional, as promissórias do governo, eram papel podre no mercado internacional. Depois de dez anos seguidos de superávits — os mais altos no primeiro governo Lula — e de constante redução da dívida, o Brasil foi premiado com o grau de investimento em 2008. Lula comemorou dizendo que a gente finalmente se tornara um país sério.

Tudo melhorou: dívida menor, juros reais menores, inflação baixa e na meta, custo menor de financiamento no exterior. O regime de superávits primários (economia no orçamento para pagar juros e reduzir a dívida), o sistema de metas de inflação, também de 1999, e o câmbio flutuante formaram a base da estabilidade macroeconômica daqueles anos. É tudo isso que começou a ser derrubado no primeiro governo Dilma. Não por acaso, uma das agências, a Standard&Poors, reduziu a nota brasileira em março último.

Surpreende esse comportamento de Dilma? Não. Olhando um pouco para trás, fica mais fácil entender.

O PT combateu ferozmente todas as bases do Real. Prometia suspender pagamentos das dívidas interna e externa. Como dizia Lula, sim, ele mesmo, não fazia sentido gastar o dinheiro público pagando credores enquanto o povo passava fome.

Os economistas do partido, Guido Mantega à frente, diziam: fazer superávits primários elevados era “suicídio”, política recessiva e nefasta. A saída era aumentar o gasto público em tudo, de salários a obras, em vez de remunerar banqueiros e rentistas.

A campanha de Lula em 2002 começou com esses parâmetros. Mantega era o principal assessor econômico. Maria da Conceição Tavares, a inspiradora de documentos que pregavam a ruptura com o modelo neoliberal.

E aconteceu o quase milagre. Eleito em 2002, Lula, em vez de jogar fora o modelo FHC, mandou para o lixo todos os documentos petistas. Seguiu direitinho a cartilha ortodoxa. Fez superávits primários anuais superiores a 3% do Produto Interno Bruto, bastante elevados e previstos no plano anunciado por FHC em 1999, em acordo com o FMI.

Por que Lula mudou? Porque o dólar foi a R$ 4,00 na véspera de sua eleição; capitais fugiram do país; uma promissória do governo brasileiro de 100 dólares era negociada a 35 dólares, “junk bonds", puro lixo; o Tesouro não conseguia se financiar, ou seja, tomar mais dinheiro emprestado aqui mesmo, porque os credores, quando apareciam, exigiam juros absurdos.

Diziam os petistas que era a reação do capital internacional. Mas o que queriam? Quem seria idiota de financiar um governo que promete dar o calote?

A sorte é que Lula não era economista do PT, muito menos seu principal colaborador da época, o médico e político Antonio Palocci. Este convenceu o presidente eleito que a opção era simples: ou a cartilha ortodoxa ou o caos (inflação disparando, financiamento zero da dívida, calotes, recessão).

Lula topou. Por necessidade. Provavelmente, não estava convencido do acerto daquela política econômica, assim como provavelmente não se entusiasmava com a linha petista. Pragmático, usou a que cabia para o momento.

No governo, quando a situação se equilibrou, o mercado e o FMI ficaram felicíssimos e Lula pode então tocar seus programas sociais. E mais coisas neoliberais, como legislação que garantiu o sistema de crédito. Pois é, a coisa funcionava.

Mas com a ira dos economistas petistas, grupo que então já incluía a ministra Dilma. Durante vários momentos esse pessoal tentou derrubar Palocci e, especialmente, o então presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Guido Mantega se empenhou nisso. Lula quase topou em pelo menos uma ocasião. Luiz Gonzaga Belluzzo seria o presidente do BC.

Palocci caiu por outros motivos. Meirelles tocou o barco até o fim, com uma gestão independente no BC. Entregou estabilidade, inflação e juros menores, credibilidade.

Entra Dilma e começa a derrubar os pilares daquela base macroeconômica. Não anunciou que as metas mudavam, mas fez a coisa. Dizia ter compromisso com a meta de inflação de 4,5%, mas deixou-a correr para 6,5%. Dizia ter compromisso com a estabilidade das contas públicas, mas aumentou o gasto sistematicamente, enquanto reduzia o superávit primário, até transformá-lo em déficit.

O resultado dessa virada é isso aí: inflação alta, juros altos e estagnação.

Por necessidade, de novo, Lula voltou a campo. Quer levar Henrique Meirelles para o Ministério da Fazenda, com poderes para comandar e mudar a política econômica. Quer que Dilma 15 seja igual Lula 2003. Dilma resiste.

Exatamente a mesma disputa de 2002. Com uma diferença: o presidente era Lula.

O mundo fala, o Brasil se cala - CLÓVIS ROSSI


FOLHA DE SP - 13/11

Proliferam, mundo afora, acordos comerciais até entre rivais,

 enquanto o governo Dilma se omite

Reuniões de cúpula como a do G20, neste próximo fim de semana, servem 

sobretudo para falar de negócios entre os governantes.

Pena que o Brasil de Dilma Rousseff tenha pouco ou nada a dizer a 

respeito nos encontros previstos com pesos-pesados como Vladimir Putin, 
Barack Obama e Xi Jinping.

Pouco porque todos vêm de suculentas conversas em outra cúpula, 

a da Apec, sigla em inglês para Cooperação Econômica Ásia-Pacífico.

Com Putin, Dilma poderia falar da crise na Ucrânia, mas o Brasil 

não tem posição a respeito. Não é contra nem a favor da intervenção
 russa no país vizinho.

Com Xi, pode falar do banco dos Brics, um nada perto do que o 

líder chinês tratou com seus colegas da Apec e até com seu rival Obama.

Tratou, por exemplo, do relançamento da FTAAP 

(Área de Livre-Comércio Ásia-Pacífico), conglomerado de 21 países que
 representam 50% do PIB global e 44% do comércio planetário.

O Brasil, claro, está fora. Não é banhado pelo Pacífico. Mas também não

 tem acordos com os países banhados pelo Atlântico, exceto o 
cambaleante Mercosul.

Se a política externa brasileira tem um viés ideológico, no que prefiro

 não crer, então talvez Dilma possa aprender algo com Xi Jinping.

A China, como se sabe, é o único outro polo ideológico a contrapor-se

 ao capitalismo liberal americano com seu capitalismo de Estado.

Não obstante, assinou com Obama um acordo para liberalização do 

comércio de bens de tecnologia, que abrange algo em torno de US$
 1 trilhão em comércio, cerca de 45% do PIB brasileiro.

Será agora levado à Organização Mundial do Comércio, enquanto a 

Confederação Nacional da Indústria batalha, inutilmente, para que
 o Brasil 
entre no acordo, também em discussão na OMC, sobre liberalização do 
comércio de serviços.

É verdade que está prevista, paralelamente à cúpula do G20, uma 

reunião dos Brics, mas é puro cumprimento de tabela, como diriam os
 cronistas esportivos.

Se a China pode se entender com os EUA até em matéria de ambiente --

justamente eles, os dois maiores poluidores--, para que vai dar bola para 
os Brics, que, sem ela, perderiam todo o sentido?

A Índia, também dos Brics, não está parada: vai negociar, à margem do G20

, um acordo de livre-comércio com a anfitriã Austrália, que, aliás, 
também discute mecanismo idêntico com a China.

Até na área de segurança a Índia fala grosso, ao contrário do omisso 

Brasil: está relançando a chamada "Otan Asiática", aliança militar 
entre ela, Japão e Austrália.

Para ser justo, é preciso dizer que o Brasil também tenta estabelecer um 

mecanismo de defesa conjunta no âmbito sul-americano. Mas o avanço 
é lento, talvez porque a América do Sul tenha o mérito de não ter os
 problemas de segurança da Ásia e do Oriente Médio, por exemplo.

Numa triste compensação, tem sérios problemas com a criminalidade, 

que, se não for combatida em conjunto, não será derrotada.

Tudo somado, não há como deixar de citar o bordão do genial José Simão:

 quem fica parado é poste, cara Dilma.
 

O “ethos” reaça e o fim da farsa do isentismo.



A isenção é mercadoria valiosa no mercado profissional. Médicos, advogados, jornalistas, administradores e até mesmo químicos, engenheiros e matemáticos são vistos com bons olhos se não deixam suas visões pessoais influenciarem nas atividades que exercem.


Essa valorização, nos últimos tempos, espalhou-se para as convicções pessoais e políticas. Hoje ser uma pessoa “isenta” ideologicamente e nas relações familiares e interpessoais parece ser o objetivo buscado por muitos. É compreensível. O isento ideológico ou  afetivo mantém-se em uma zona de conforto onde os conflitos e embates ficam à distância segura, sob responsabilidade de outros, os emotivos, os radicais, os impetuosos.


Sem tomar posições com ao menos uma ressalva que garanta ao outro lado seu quinhão de virtude ou razão, o isento não confronta, não é confrontado, fica (sob o ponto de vista dele) bem quisto por todos, sem deixar de dar sua opinião. São estes os valores aceitos como corretos por boa parte dos bem-pensantes atuais, principalmente se este “bom-pensamento” for de viés progressista.


O progressismo de esquerda conseguiu, ao menos nos meios de comunicação, na política e na burocracia estatal, firmar-se como centro médio dos valores que regem esses setores, deixando de fora deste “senso comum”, à esquerda, apenas alguns poucos radicais sectários que abandonaram o “centro adernado à esquerda” por conta própria (mas que atuam como linha auxiliar sempre que as circunstâncias apresentam alguma ameaça ao “status quo”) e, à direita, todos os que não lhe prestarem as devidas homenagens e reconhecimentos.


Nos últimos 12 anos, os formadores e frequentadores desse campo de isenção viveram em zona de conforto sem precedentes: suas pautas eram as únicas em discussão no país; o autoritarismo e o clientelismo nelas embutidos eram meros efeitos colaterais, inevitáveis em um país “atrasado, injusto e com uma dívida social de 500 anos para com seu povo”; as roubalheiras, falcatruas e desmontes realizados em nome deste “resgate da justiça social”, contingências impostas a seus autores, vítimas de seu altruísmo ante a perversidade das elites e do sistema político falido; os poucos adversários, membros ressentidos da elite que espoliou o país desde 1500, deslegitimados inclusive de seu papel de opositores (no que esses opositores aquiesceram com uma servidão das mais repulsivas). Uma zona de conforto construída metodicamente, mas sempre com muita isenção.


Eis que, em algum momento, a redoma retórica que protege esse isentismo de críticas e contraditas começa a apresentar fissuras. Falas e textos conservadores começam a aparecer na imprensa sem pagar pedágio ideológico ao progressismo; discursos outrora incensados como o ápice da inteligência são questionados e ironizados; pautas executadas sem óbices começam a ser confrontadas com suas incongruências e efeitos, propostas alternativas à direita surgem no debate político. O desvio do prumo ideológico começa a aparecer.


Aos que pouco vivenciaram situação diversa, estes questionamentos ao senso comum progressista, indevidamente levado ao centro do espectro ideológico, causa profundo desconforto. A reação vem em forma de desqualificação. Quem não reza pela cartilha progressista é atrasado, ignorante, autoritário, elitista, excludente, em suma: reaça.


Heureca! Encontrou-se uma expressão, um termo, capaz de resumir e rotular os inimigos do povo. Talvez com isso eles aquietem e deixem os progressistas continuarem a sua obra de justiça social reparadora de séculos de iniquidades.
Mas aí os “reaças” assumem a expressão, tomam as rédeas da construção do seu significado, agrupam pessoas sob o termo e resolvem construir suas próprias pautas. Sem pagar pedágio ideológico a progressismos ou esquerdismos para ficar bem com a turma da opinião sensata.


Não contentes, os reaças começam a fazer paródias sarcásticas do discurso progressista. Perfis notórios das redes sociais por seu progressismo inflamado são analisados e suas fragilidades teóricas, retóricas e morais são expostas por análises absolutamente não isentas. O filtro conservador começa a tomar forma e ser utilizado por cada vez mais pessoas. É um ruído que, paulatinamente, mostra onde de fato está o centro da prumada ideológica e qual a verdadeira posição que cabe ao progressismo nesse espectro.


O incômodo, cada vez maior e menos silente, ainda é residual. Os reaças são vistos como outsiders  quase que benéficos ao “status quo”, pois ao existirem sem ameaçar, acabam comprovando a tolerância e capacidade de convívio com a diversidade do “establishment”, além de ser mais um indício do vigor de nossa democracia.


Alguns textos geram muxoxos aqui, uns questionamentos geram grita e “blocks” acolá, o humor sarcástico é visto como “coisa de mau gosto”, mas nada que demande maiores reações.


Até que ocorrem as eleições, Dilma vence e, para surpresa de muitos, surge uma militância popular, espontânea, de reaças indignados com a vitória de uma campanha suja, imoral, que se valeu de mentiras disseminadas no horário político, nas redes sociais, em panfletos, cartazes, por telefone, mensagens de texto e carros de som para difamar adversários, pregar o medo da mudança e chantagear os eleitores mais vulneráveis, tudo com o objetivo de garantir mais quatro anos de poder aos protagonistas dos maiores desmandos e escândalos de corrupção desde a redemocratização.


Aí os reaças já estavam abusando. Quem essa turma pensa que é para questionar a presidente reeleita, seu partido e seus áulicos, uma vez que as urnas lhes deram a vitória? Para os progressistas, urna é tribunal, confessionário e lavanderia de reputações (menos quando seus adversários vencem).


Se a reaçada vai protestar, pedir apuração dos escândalos, pedir o impeachment da presidente se comprovado seu conhecimento sobre os bilionários escândalos de corrupção na Petrobrás, o que resta aos isentistas senão desqualificar, de todas as formas possíveis (de preferência, as piores) esses agitadores?


Ocorre que os progressistas, em especial os mais novos, são lenientes, mal-preparados, presunçosos, folgados. Não participaram do processo de construção da pauta hegemônica, nem do partido que a executa, mas são beneficiários diretos do processo. Resultado: consideram a conjuntura o estado natural das coisas. Não se atentam para a imoralidade inerente a boa parte do que defendem, e a replicam. Não levam a sério a legitimidade da oposição e a liberdade de expressão. Daí consideram, por raciocínio reverso, que qualquer estratégia é legítima para combater o outro, ilegítimo por natureza e destino histórico.


Quando são pegos com a boca na botija, aproveitando-se de suas funções profissionais, para, coordenadamente, executar uma missão político-partidária, fazem o papel da vítima com maestria; os colegas de profissão, por corporativismo e por afinidade ideológica, fazem coro às reclamações de perseguição, apontando um “macartismo à brasileira” de difícil compreensão (posto que o macartismo, por essência, é a defesa, por métodos questionáveis, do “status quo” por gente do “status quo”); os profissionais do ramo, os servos voluntários e os acólitos de diversos matizes fazem sua parte e reverberam a grita, acusando os reaças de perseguidores que ameaçam a liberdade de imprensa, brandindo denúncias a entidades de classe, pedidos de processo e todo o tipo de ação que consiga, de algum modo, calar aqueles que apontam a atuação deliberada e coordenada desses falsos isentos, que agora fingem-se de vítimas para acobertar sua pusilanimidade.


Tempos estranhos estes em que a exposição de posicionamentos ideológicos de simpatizantes do governo (simpatia esta só conhecida porque eles fizeram questão de expô-la nas redes sociais) gera tamanha comoção, como se a vinculação de pessoas ao petismo fosse uma ofensa grave. Talvez seja.


Talvez o isentismo progressista, cada vez mais estridente em textos e matérias jornalísticas, em posts de redes sociais, em conversas de bar, não esteja mais resistindo como dantes à introspecção, ao silêncio que dá espaço à consciência, àqueles valores mais profundos que foram renegados em nome de um projeto mas que, de alguma forma, teimam em lhe dizer quando algo está profundamente errado, mas você faz ouvidos moucos.


Talvez essa reação toda seja um pedido de socorro, uma súplica para que todas essas incongruências entre discurso e prática sumam e a mentira em que todos se enredaram, e que ainda beneficia a muitos, permaneça sem resistências.  Se for isso, não contem conosco.


Agora, se o maior incômodo for o conflito de consciência, e a reclamação seja porque vocês não sabem como sair dessa enrascada sem parecerem os imorais que estão sendo, fiquem tranquilos. Vai acabar. Já está acabando. Aí vocês terão muito tempo para entender as consequências desse bom-mocismo isento e repensar o que fizeram de suas vidas.

3 comentários para “O “ethos” reaça e o fim da farsa do isentismo.”

  1. Carvalho
    Bacana o comentário da Vera. Nascido em 1971, acho que fui criado dessa forma, com o “É proibido proibir.” E agora sofro um pouco para impor limites às minhas filhas. Essa inversão de valores que corresponde à agenda esquerdista no mundo todo está entranhada em todos nós mesmo. É importante ter espaços onde possamos alertar e ser alertados para isso, nos ajuda a manter a sanidade nesse mundo sem eira nem beira de hoje. Esse site ajuda muito nisso, está de oarabéns. Como sugestão, acho que poderia falar um pouco mais sobre valores também. É algo muito importante que está sendo constantemente agredido pela agenda esquerdopata. 

     
  2. Vera Resende
    Após o fim do militarismo, surgiu um monstro chamado excesso de liberdade. “Proibido proibir” era, e ainda é, a máxima que rege o convívio brasileiro. “Abaixo qualquer tipo de autoridade”; “Naõ ao limite, que interdita, cerceia e retira a livre expressão do pensamento”; Não questione, aceite; não pense, faça adesões, se não quiser ser visto como gente da direita reacionária. Para evitar isto, as pessoas se fecharam no bom mocismo. Mas, agora não dá mais para ficar em cima do muro. As urnas mostraram isto.

    • Luiz
      Não sou sociólogo, mas acredito se isso uma reverberação das revoluções estudantis de Maio de 1968 na França. Essa exata frase que você usou era um dos motes do movimento: “Il est interdit d’interdire”

Explicação e Convite para a manifestação de 15 de novembro no MASP




A “Coluna do Leitor” de hoje traz um artigo sob encomenda pedido para a pessoa certa: Paula Rosiska além de amiga de todos aqui no Reaçonaria é uma das pessoas que vai em manifestações contra corrupção e arbitrariedades do PT desde lá atrás, quando jornalistas faziam graça com o número reduzido de manifestantes.  Ela irá ao protesto neste próximo sábado e, neste post, explica porque há tantas pautas e porque é importante mostrar um lado nas ruas enquanto é possível.
Explicação e Convite para a manifestação de 15 de novembro no MASP
No próximo feriado da Proclamação da República, milhares de brasileiros indignados estarão nas ruas para se manifestar contra uma série de fatores que têm colocado nossa democracia em risco. A pauta, que contém muitos itens – do impeachment da presidente Dilma à exigência do voto impresso, passando pela investigação do Petrolão -,  tem sido alvo de críticas, especialmente pelos que apoiam incondicional e ideologicamente o atual governo.


Alguns ironizam o movimento, sugerindo que os manifestantes não sabem o que querem. Ora, essa aparente falta de foco tem um explicação: muitos acontecimentos preocupantes sucederam nos últimos anos diante dos olhos um povo que, via de regra, só pensa em política quando é obrigado a ir às urnas e, portanto, não se alarmava com o que via. Quem batalha para garantir a sobrevivência não tem vocação para o autoritarismo e, portanto, não faz ideia de que políticos possam almejar mais do que a mordomia vitalícia sustentada pelos que trabalham de fato.


Afirmar uma década atrás que havia um plano para dominação socialista na América Latina, do qual todos os seus presidentes faziam parte, e que a “La Patria Grande” seria o objetivo de um presidente brasileiro, soava a teoria da conspiração. Quem alertava sobre o incêndio sob a chuva rala assemelhava-se antes aos profetas de porta de igreja a prever o Apocalipse a alguém com inteligência suficiente para dar ouvidos. Porém agora o quebra-cabeça está montado e as pessoas comuns estão indo às ruas, pela primeira vez, sem a convocação de qualquer liderança, com quase uma década de atraso.
Neste momento tudo vem à tona e haverá, consequentemente, o desejo de correr atrás do prejuízo num único ato.


Esse afobamento por si já é prova de que os que estavam no MASP dia 1º de novembro e os que estarão no próximo dia 15 não são militantes partidários ou os manifestantes profissionais, como os que recebem dinheiro e lanche para dar volume a certos protestos. Estavam e estarão lá para gritar o que lhes aflige, para encontrar interlocutores e renovar as esperanças de que podemos mudar o caminho e não ter mais como destino o mesmo lamaçal em que se encontram os mais avançados nesse processo bolivariano: Cuba, Venezuela e Argentina.


A sucessão de fatos ocorridos nesses países nos permitiram enxergar que o tal Golpe Comunista, na forma em que o concebemos, não existe. Não haverá luta armada, assim como não houve na terra de Chávez e Kirchner. Estão tirando nossos direitos e nossas liberdades aos poucos.


Com o perdão do exemplo batido, mas é o caso do sapo que pula quando jogado num caldeirão de água fervente, mas morre cozido se for colocado na água morna, se aquecida gradativamente. Não vimos o finado Chávez declarando o golpe. Havia (há) até eleições lá e todas as medidas autoritárias eram (são) aprovadas democraticamente...


A similaridade entre o que tem acontecido lá e o que começamos a observar aqui é deveras preocupante. Não é coincidência, por exemplo, que a imprensa livre seja atacada pelo governo regularmente. A revista Veja, detonada nos palanques petistas, teve sua sede depredada por publicar a transcrição de um depoimento dado à Polícia Federal – ainda que a reportagem afirmasse se tratar somente da fala do doleiro, que, por sua vez, ainda não havia apresentado provas das acusações feitas a Lula e Dilma-.


Espantosamente, alguns jornalistas da imprensa chapa-branca comemoraram essa represália à maior revista do país. O sapo realmente não nota a temperatura da água a subir. Há quantos anos se fala em “democratização da mídia”, que tem por objetivo atacar a Abril, a Globo e demais jornais que critiquem o governo? Na Argentina, esse ataque ganhou o nome de Lei de Medios e praticamente destruiu o jornal de oposição à Kirchner. Tudo com o objetivo de favorecer a “liberdade de expressão por impedir a concertação de mercado”.


Voltando à Venezuela, o país recebe militares cubanos desde o ano 2000, com o objetivo de defender o regime chavista a todo custo. A repressão aos protestos lá ocorridos durante este ano foi promovida em boa parte pelos soldados vindos de Cuba, que não tiveram piedade nem de jovens, nem de mulheres. Enquanto o vizinho vive seu momento trágico, descobre-se que vários dos médicos vindos da ilha de Fidel Castro para o famigerado programa Mais Médicos, são, na verdade, militares infiltrados. Além do quadro assustador, cabe lembrar que o Brasil, sob o governo do PT, tem repassado verbas imensas para os amigos bolivarianos. Afinal, por que construir um porto em Cuba? Por que construir outro no Uruguai? Por que repassar quase meio bilhão de reais da Petrobras para a campanha à reeleição de Evo Morales?


O povo brasileiro é escravo dos demais presidentes latino-americanos. Estamos financiando governos ruins, autoritários e incompetentes. Governos que estão empobrecendo seus países e tratando à paulada quem ouse falar o contrário. E já vislumbramos esse cenário perigoso tomando conta do Brasil.


É possível entender a indignação e o desespero de quem está utilizando seu tempo de descanso para gritar isso nas ruas, debaixo de sol forte ou de chuva. A gasolina aumentou, mas a Petrobrás pôde enviar meio bilhão para uma campanha política de um amigo do PT. Aumento de combustível traz consigo o aumento de todos os demais produtos, evidentemente.

Pagamos impostos em comida, medicamentos e água. Não temos um único serviço público à altura das quantias que nos tomam à força, não temos segurança, enfrentamos filas em hospitais, nossas estradas são assassinas, e sabemos que a vida de um brasileiro nada vale, pois 60 mil assassinatos por ano não geram mais comoção.

Enquanto pagávamos a conta de toda essa obscenidade calados, estava tudo bem. Agora que passamos a falar contra isso, tentam nos calar. Se não pela imposição, fazem-no por meio de ofensas, deboche e cinismo. Ora chamando os manifestantes de fascistas, ora afirmando quepertencem à elite insatisfeitíssima com a ascensão da classe C – alguém crê que um pobre cursando uma universidade federal atrapalha em qualquer coisa a vida do colega playboy?

Ou que os passageiros da primeira classe entram em depressão porque os da classe econômica estão na aeronave? – ou ainda destacando o fato de que senhoras compareceram à primeira passeata utilizando guarda-chuvas para se protegerem do sol forte. Sim, proteger-se do sol, para os jornalistas isentões, parece mais grave do que portar coquetéis Molotov na mochila e vandalizar a cidade utilizando máscaras.

A esses últimos chamam ativistas. Já os que mostram a cara ao participar de manifestações pacíficas, sem ocorrências policiais e quebra-quebra, são ridicularizados.

Esclarecidos os pontos principais da manifestação, passemos ao ato do próximo sábado. Alguns temem ser confundidos com os que pedem intervenção militar e separatismo. Lamentavelmente, haverá grupos com essa pauta na multidão.

E sim, por mais que ergamos faixas imensas pedindo liberdade de imprensa e democracia, haverá pessoas da própria imprensa a fotografar aquela minoria com seus cartazes estúpidos e tomando o todo pela ínfima parte no momento de narrar o fato. A Internet ajudará a desmentir isso, como desmentiu os “cerca de mil” manifestantes contados pela Folha com este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=7DwDC5X-APg

Outra crítica frequente é o desentendimento entre os líderes da manifestação. Mas em se tratando de um movimento que surgiu espontaneamente, fica difícil até mesmo atribuir-lhe uma liderança. O que parece desprestigiar o ato, antes o legitima como movimento verdadeiramente popular. Haverá sim um caminhão de som que será seguido até o Ibirapuera. Nele, os que subirão para discursar apresentarão uma pluralidade de visões políticas, porém, retirado o manto das divergências, restará o mesmo conteúdo: amor pelo Brasil, o respeito à democracia e a luta pela liberdade.

Aquele que suportar ser ridicularizado pelos esquerdistas das redações depois de longa caminhada ao sol, ou debaixo de chuva como da última vez, por gritar contra o Foro de São Paulo e a favor do Brasil, será bem-vindo. Partiremos do MASP às 14h.

“A liberdade nunca está a mais do que uma geração de sua extinção. Não a transmitimos aos nossos filhos pelo sangue. Devemos lutar por ela, protegê-la, e entregá-la a eles para que façam o mesmo”. (Ronald Reagan)

Paula Rosiska é brasileira. No Twitter, @PaulaRosiska
protesto_SaoPaulo_MASP

6 comentários para “Explicação e Convite para a manifestação de 15 de novembro no MASP”

  1. catarina topazi
    Moro no interior mas quero ir a São Paulo, participar.A que horas começará?Alguma cor especial de camiseta? Sairá de onde?
    GRATA e parabéns pela iniciativa.

  2. Parabéns turma organizadora vamos com fé e orações porque muitas batalhas virão e para vence-las teremos que participar