(Valor) Uma pesquisa encomendada pelo
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostrou o clima de ceticismo do
eleitor em relação ao processo político. Clique aqui e baixe a apresentação completa.
O levantamento, feito pela
empresa Checon, teve 1.964 entrevistas feitas em dezembro e teve caráter
tanto qualitativo quanto quantitativo. De acordo com a sondagem, disponível desde ontem na página do TSE na
internet, 76% dos pesquisados se disseram contra o voto obrigatório e
55% se mostraram favoráveis às candidaturas avulsas, sem filiação
partidária, o que evidencia a descrença na representatividade dos
partidos.
O levantamento mostra também que é expressiva a desconfiança do
eleitor em relação à segurança das urnas eletrônicas. Dos pesquisados,
38% avaliaram a confiabilidade do sistema com notas de zero a 4. Outros
27% afirmaram que a confiabilidade oscila entre 5 e 7. E apenas 35%
afirmaram que a confiabilidade das urnas está acima de 8.
A pesquisa encomendada pelo TSE registrou indícios de que a compra de
votos ainda é expressiva. Dos pesquisados, 28% afirmaram ter
testemunhado ou tido notícias de compra de votos, enquanto outros 8%
preferiram não responder a pergunta. Esta foi parte específica da
pesquisa que teve o resultado antecipado pelo jornal "Folha de S.
Paulo". A
pesquisa busca segmentar o resultado para todos os Estados pesquisados.
Na Paraíba, o percentual foi de 39%, com 101 entrevistas locais. No Rio
de Janeiro, com 105 entrevistas, ficou em 23%. O caso extremo foi
Roraima, com 71%, mas com amostragem extremamente reduzida, de apenas
dezessete entrevistas.
Ao responderem a um questionário sobre qual "o recado" que gostariam
de mandar para o TSE, 14% apontou o fim do voto obrigatório, 7% pediram
mais controle sobre a segurança da urna e 5% reivindicaram transparência
na apuração e aplicação da Lei da Ficha Limpa.
A eleição presidencial no ano passado, a mais acirrada desde o
retorno da redemocratização, teve pela primeira vez um pedido de
auditoria na contagem de votos por parte da candidatura perdedora no
segundo turno. O PSDB, tendo por base notícias esparsas em redes
sociais, levantou dúvidas sobre a totalização dos votos, que deram a
vitória para a presidente Dilma Rousseff por três pontos percentuais de
diferença. O TSE autorizou o partido a ter acesso às urnas do segundo
turno.
No dia da diplomação da presidente como reeleita, representantes do
PSDB pediram formalmente a cassação do registro de candidatura de Dilma,
alegando irregularidades durante a campanha e solicitaram que o
perdedor fosse proclamado presidente eleito. O presidente do TSE, José
Antonio Dias Toffoli, em um pronunciamento contundente horas mais tarde,
afirmou que não iria permitir "um terceiro turno". "As eleições de
2014, para o Poder Judiciário, são uma página virada. Não haverá
terceiro turno na Justiça Eleitoral. Que os especuladores se calem",
disse na ocasião Dias Toffoli.
A finalidade principal da pesquisa era medir o grau de "recall" das
campanhas publicitárias feitas pelo TSE para estimular o eleitorado a
comparecer às urnas. O grau de lembrança das peças publicitárias foi
alto, acima de 70%.
(Estadão) A defesa do doleiro Alberto Youssef, personagem central da Operação
Lava Jato, comparou o esquema de corrupção e propinas na Petrobrás ao
mensalão, escândalo que abalou o primeiro governo Lula e culminou com a
condenação do ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu. Em defesa
prévia entregue à Justiça Federal do Paraná, base da Lava Jato, os
advogados de Youssef refutaram a acusação de que ele foi o líder da
organização criminosa que se instalou na estatal petrolífera e afirmaram
que “o domínio da organização criminosa estava nas mãos de agentes
políticos”.
“Sua participação foi subsidiária às
ordens de agentes políticos e públicos os maiores responsáveis pelo
esquema que desviou fabulosas quantias dos cofres da Petrobrás visando a
manutenção de um projeto de poder bem definido, a vontade de submeter
partidos, corromper ideias e subverter a ordem constitucional”, afirma o
criminalista Antonio Figueiredo Basto, que coordena o núcleo de defesa
do doleiro.
“Embora esse projeto de poder não
seja novo, haja vista já ter sido implementado antes em outros órgãos
públicos conforme restou provado no julgamento da Ação Penal 470/MG,
conhecido como ‘mensalão’, no caso vertente foi superlativo quer pelo
requinte dos malfeitos quer pela audácia e desmedida ganância dos
agentes políticos, que incrustados no poder fizeram movimentar a máquina
pública para atender suas exigências desviando valores vultosos da
maior empresa do País a Petrobrás”, sustenta Basto.
O criminalista assegura que Youssef “não tinha poder para determinar o
favorecimento de qualquer empresa ou pessoa junto à Petrobrás, somente
atuava quando os acertos entre políticos, agentes públicos e empresas já
haviam sido premeditados e executados”. “Sua função era fazer o dinheiro chegar aos corruptos e irrigar
contas de partidos políticos, conforme ele mesmo informou em seu
interrogatório”, destaca a defesa. “Podemos afirmar sem qualquer margem
de erro que as propinas somente existiram por vontade dos agentes
políticos.”
Basto invoca a delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás,
Paulo Roberto Costa. “A questão esta cifrada na gestão da Petrobrás.
Conforme dito por Paulo Roberto Costa, “réu colaborador”, ele foi
“colocado” na Diretoria de Abastecimento com as funções de atender aos
pleitos dos partidos da base aliada do governo, PT, PP e PMDB, sendo
certo que esses partidos dividiam os valores arrecadados pelo esquema de
corrupção na base de 1% a 3%.”
O advogado do doleiro vai além. “Não é preciso grandes malabarismos
intelectuais para reconhecer que o domínio da organização criminosa
estava nas mãos de agentes políticos que não se contentavam em obter
riqueza material, ambicionavam poder ilimitado com total desprezo pela
ordem legal e democrática, ao ponto do dinheiro subtraído dos cofres da
Petrobrás ter sido usado para financiar campanhas políticas no
legislativo e executivo. Agentes políticos das mais variadas cataduras
racionalizaram os delitos para permanecer no poder, pois sabiam que
enquanto triunfassem podiam permitir e realizar qualquer ilicitude, na
certeza que a opinião pública os absolveria nas urnas.”
Ao final do documento de 86 páginas anexado aos autos da Lava Jato , a
defesa do doleiro pede ainda a unificação de todas as ações penais e a
nulidade das escutas telefônicas realizadas pela Polícia Federal.
Governo declara "cenário de alerta" para falta d'água no Espírito Santo
Do UOL, no Rio
Os mananciais que fazem parte do sistema de abastecimento de água no Espírito Santo
apresentam níveis de 30% a 39% do total esperado para o mês de janeiro,
o que fez com que o governo do Estado declarasse, na última terça-feira
(27), um "cenário de alerta" para a possibilidade de falta d'água no
território capixaba.
De acordo com a Agerh (Agência Estadual de Recursos Hídricos), por
orientação do Executivo, técnicos fazem o monitoramento da vazão dos
rios Jucu, Santa Maria da Vitória, Benevente, Jabuti e Conceição, entre
outros. Juntos, eles são a principal fonte de captação de água para
tratamento e distribuição.
O CHG (Comitê Hídrico Governamental), órgão criado para formular
medidas de enfrentamento da crise hídrica --essa é a pior estiagem dos
últimos 40 anos no Espírito Santo, na avaliação técnica do comitê--,
informou que há estudos para que, se a falta de chuvas permanecer
durante o mês de fevereiro, seja realizada a captação de água do rio
Reis Magos e do rio Doce para a grande Vitória.
"O período chuvoso, que historicamente se inicia no mês de outubro,
contribui para ocorrência destas vazões. Mas a falta de chuvas
significativas no Estado durante o verão até o presente momento tem
contribuído para redução dos níveis dos rios", informou o governo do
Estado, em nota.
Governo quer punir desperdício
A Agência Estadual de Recursos Hídricos estabeleceu nesta semana uma
resolução por meio da qual recomenda que as prefeituras em todo o
Espírito Santo punam o desperdício de água, tais como "lavagem de
vidraças e fachadas, calçadas, pisos, muros e veículos com uso de
mangueiras, rega de gramados e jardins, resfriamento de telhados com
umectação ou sistemas abertos de troca de calor e umectação de vias
públicas e outras fontes de emissão de poeiras, exceto quando a fonte
for o reuso de águas residuais tratadas".
O governo também decidiu suspender a concessão de novas permissões de
uso de recursos hídricos na agricultura e na indústria, o que inclui
atividades como irrigação, aquicultura, piscicultura, entre outros.
Margem seca da represa Billings é ocupada por moradores da região de Pedreira
Moradores da região de Pedreira, na zona sul, invadiram há um mês uma
margem seca da represa Billings para construir moradias. Segundo um
líder comunitário, que não quis ser identificado, a área foi dividida em
12 terrenos e terá ruas dando acesso para a estrada do Alvarenga,
energia e água.
"Aqui está seco há três anos e a água nunca mais
vai subir. Conheço a região", afirmou. A invasão é uma extensão da
favela da Fumaça, que há pelo menos 15 anos está instalada em um das
margens do manancial.
No início da tarde desta quarta-feira (28), algumas famílias capinavam o
mato seco na margem da represa, cada uma em seu respectivo lote. De
acordo com os futuros moradores, alguns fiscais da Empresa Metropolitana
de Águas e Energia (Emae), responsável por administrar o manancial, já
estiveram no local, mas não impediram a demarcação da área.
As famílias admitem que vão buscar energia e água de forma irregular, até que ocorra uma futura legalização dos serviços.
"Vamos contar com a ajuda da Sabesp e da Eletropaulo quando a
comunidade estiver consolidada. Eles vão ter consideração com a gente",
disse uma faxineira de 36 anos, que não se identificou e participa da
ocupação.
Disputa na Justiça
A Emae disse que
solicitou à Justiça, em 2008, a reintegração de posse das áreas às
margens da represa e aguarda "manifestação do Judiciário".
Segundo a empresa, em 2012 foi realizado um cadastramento de 150
famílias. A Emae afirmou também que, durante o andamento da ação, "tem
notificado os órgãos municipais" sobre o adensamento irregular da área.
A Prefeitura disse que o local é de responsabilidade da Emae, mas que
já foi "alvo de diversas ações de remoção" da Subprefeitura da Cidade
Ademar, que também apreendeu materiais de construção.
As informações são
do jornal "O Estado de S. Paulo".
Em 2014, foi registrado primeiro déficit nas contas do governo em 18 anos. Neste ano, governo já anunciou alta de tributos e limitação de benefícios.
Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
CONTAS PÚBLICAS
Resultado primário no ano (em R$ bilhões)
Fonte: Tesouro Nacional
O governo bateu recorde de gastos em 2014 – ano marcado pelas eleições
presidenciais – e, com isso, as contas públicas do ano passado tiveram o
pior resultado de toda a série histórica do Tesouro Nacional.
Os dados divulgados nesta quinta-feira (29) mostram que as contas do
governo registraram o primeiro déficit primário (receitas menos
despesas, sem contar juros da dívida pública) em 18 anos, de R$ 17,24
bilhões, pelo conceito "acima da linha", utilizado pelo Tesouro.
Pelo cálculo por outra metodologia, conhecida como "abaixo da linha",
usada pelo Banco Central e que serve de referência para as metas
fiscais, o déficit foi maior ainda: R$ 20,2 bilhões em 2014. O novo
secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, declarou que o
resultado do ano passado "não é bom".
Em 2013, as contas haviam registrado um superávit de R$ 76,99 bilhões, o
equivalente a 1,6% do PIB. Até o momento, o pior resultado havia sido
registrado em 1997 (superávit de R$ 1,8 bilhão, ou 0,2% do PIB).
Não é bom"
Marcelo Saintive, do Tesouro, sobre o resultado das contas
No ano passado, as contas públicas registraram forte deterioração
devido ao aumento de gastos públicos, à ajuda para a Conta de
Desenvolvimento Energético (CDE) e à queda real da arrecadação –
resultado do fraco nível de atividade da economia e das desonerações de
tributos anunciadas nos últimos anos pelo governo federal.
Meta fiscal
No início de 2014, a equipe econômica informou que o objetivo para as
contas de todo o setor público (governo, estados e municípios), em 2014,
seria de um superávit de R$ 99 bilhões – o equivalente a 1,9% do PIB, o
mesmo percentual registrado em 2013. Deste total, R$ 80,8 bilhões
corresponderiam ao esforço que somente o governo central estaria
buscando em 2014.
Em novembro de 2014, porém, com o fraco resultado das contas públicas, o
governo enviou um projeto de lei ao Congresso Nacional para alterar a
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e abandonar a meta fiscal acertada no início do ano passado.
O projeto, que admitia a possibilidade de haver até mesmo déficit
primário em 2014 (como de fato aconteceu), foi fruto de debates intensos
no Legislativo, mas acabou sendo aprovado pelos parlamentares.
GASTOS DO GOVERNO
Gastos anuais, R$ bilhões
Fonte: Tesouro Nacional
Receitas, despesas e investimentos
De acordo com dados do governo federal, as receitas totais subiram 3,6%
em todo ano passado, contra 2013, para R$ 1,22 trilhão. O crescimento
das receitas foi de R$ 42,93 bilhões no último ano.
Ao mesmo tempo, as despesas totais cresceram 12,8% em 2014, ou seja,
mais que o triplo da expansão das receitas, para R$ 1,03 trilhão. Neste
caso, a elevação foi de R$ 116,99 bilhões em 2014. Os gastos somente de
custeio, por sua vez, avançaram bem mais no ano passado: 18,2%, para R$
222 bilhões.
Na proporção com o Produto Interno Bruto (PIB), ainda segundo números
da Secretaria do Tesouro Nacional, os gastos públicos bateram recorde no
ano passado – ao somarem 21,3% do PIB. Foi a primeira fez que as
despesas do governo superaram a marca dos 20% do PIB. O recorde anterior
havia sido registrado em 2013 (18,9% do PIB).
Já no caso dos investimentos, os gastos somaram R$ 77,53 bilhões no ano
de 2014, informou o Tesouro Nacional, valor que representa um aumento
de 22,6% frente a 2013 (R$ 63,22 bilhões).
Dividendos, concessões e CDE
Segundo o governo, as receitas de concessões recuaram fortemente no ano
passado. De acordo com dados oficiais, somaram R$ 7,92 bilhões em 2014,
em comparação com R$ 22,07 bilhões no ano anterior. A queda foi de R$
14,15 bilhões. Os números da série histórica mostram que o resultado de
2014 não foi ruim, mas sim que o valor registrado em 2013 foi
excepcional.
Ao mesmo tempo, o governo recolheu um pouco mais de dividendos das
empresas estatais no ano passado. De acordo com o Tesouro Nacional, os
dividendos pagos pelas empresas estatais ao Tesouro Nacional somaram R$
18,93 bilhões em 2014, contra R$ 17,14 bilhões em 2013. O aumento foi de
R$ 1,79 bilhão no último ano.
O governo informou ainda que subiram os pagamentos feitos à Conta de
Desenvolvimento Energético (CDE) em 2014. Segundo o governo, foram pagos
R$ 9,2 bilhões para a CDE em 2014, em comparação com R$ 7,86 bilhões em
2013. Havia a previsão de um novo pagamento de R$ 9 bilhões em 2015,
mas o governo já informou que não haverá mais esse repasse, o que
encarecerá ainda mais a conta de energia neste ano.
Meta fiscal de 2015
A nova equipe econômica já anunciou, no fim do ano passado, uma meta de
superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública)
de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 66,3 bilhões
para todo o setor público – que inclui também os estados, municípios e
empresas estatais.
Desse montante, R$ 55,3 bilhões correspondem à meta para o governo e R$
11 bilhões são uma estimativa para estados e municípios.
O fraco resultado de 2014, com um déficit primário da ordem de cerca de
R$ 20 bilhões nas contas do governo, tormam mais difícil o ajuste das
contas públicas neste ano – uma vez que o esforço terá de ser maior para
atingir a meta pré-definida. Somente para as contas do governo, o
ajuste fiscal será de cerca de R$ 75 bilhões.
Medidas já anunciadas
Nos últimos meses, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já anunciou uma série de medidas para tentar reequilibrar as contas públicas.
Entre elas estão a limitação de benefícios sociais, como
seguro-desemprego, auxílio-doença, abono salarial e pensão por morte,
que ainda têm de passar pelo crivo do Congresso Nacional.
Outra medida foi a alta do IPI para automóveis, no início deste ano, e o
aumento de tributos sobre combustíveis, importados e operações de
crédito. O governo também já confirmou que não haverá mais repasses do
governo ao setor elétrico.
As medidas já anunciadas para 2015 já superam a marca dos R$ 50 bilhões
de ajuste fiscal, segundo números oficiais divulgados pelo governo. Com
a mudança dos benefícios sociais, o governo prevê um impacto de R$ 18
bilhões a menos em gastos, ao mesmo tempo em que a ausência dos repasses
à CDE tem um impacto de R$ 9 bilhões.
Com o aumento do IPI de automóveis, a previsão é de aumentar a
arrecadação em mais R$ 5 bilhões em 2015, enquanto que, com a alta da
tributação sobre combustíveis, importados e crédito, estão previstos
mais R$ 20 bilhões em arrecadação neste ano.
Analistas observam, porém, que a limitação de benefícios sociais, cuja
previsão é de impacto de R$ 18 bilhões nas contas públicas neste ano,
foi enviada ao Congresso Nacional por meio de Medidas Provisórias.
Com
isso, ainda têm de passar pelo crivo do Legislativo. As centrais
sindicais pressionam contra as alterações.
Oficialmente, GDF diz que não fará "toma lá, dá cá", para aprovar medidas
millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br
O governo deve enfrentar sérios problemas para aprovar seu pacote de
medidas na Câmara Legislativa do DF. A própria base de governo deve
dificultar a tramitação das propostas. Um dos distritais alinhados com o
governador diz, com ênfase, que será preciso “muita, muita, muita”
conversa para que as medidas passem.
O Buriti, a exemplo do que o governador Rodrigo Rollemberg prega
desde a campanha, diz esperar uma relação diferente com a Câmara
Legislativa —apesar de todos os indícios de que cargos têm sido
negociados entre os partidos. “A gente gostaria que, nos termos de uma
nova política, de um novo modo de governar que nós estamos tentando
implantar, que não haja barganha política em torno dos interesses
maiores da população do DF”, afirmou o chefe da Casa Civil, Hélio
Doyle.
Ele diz esperar que a insatisfação dos parlamentares da base que
gostariam de ter mais participação no governo não interfira na
tramitação dos projetos. “Temos de criar uma cultura nova na política do
Distrito Federal. Se a gente ficar acomodado à velha cultura política,
aí vamos ter que entrar no ‘toma lá, dá cá’, para aprovar medidas de
interesse da população, estaremos seguindo pelo mau caminho”, argumentou
Hélio Doyle.
Na reunião que fez com os distritais, anteontem, o governador deixou
clara a importância de se aprovar as medidas para ajustar as contas. A
maioria dos deputados, no entanto, sinalizou preocupação com o pacote.
Na Câmara Legislativa, ontem, os verbos mais pronunciados eram “estudar”
e “analisar”.
O distrital Rodrigo Delmasso (PTN) disse que encomendou à sua equipe
um estudo que responda a uma questão: “Estas medidas são a última
saída?”
Namoro com bloco do PMDB
As presenças de Dr. Michel (PP), Rafael Prudente (PMDB), Wellington
Luiz (PMDB) e Cristiano Araújo (PTB) foram a maior surpresa da reunião
organizada na Residência Oficial de Águas Claras, anteontem. Do bloco
Juntos por Brasília, faltou apenas Robério Negreiros (PMDB), que,
segundo Michel, está viajando. Não fosse isso, ele garante, “com certeza
absoluta”, lá estaria.
O governador tem namorado o bloco, Michel não esconde. Mas os
deputados têm uma condição que já foi dita a Rollemberg: “Para sermos da
base, precisamos ser do tamanho dos deputados que estão na base. Não
seremos de segundo escalão”. O deputado do PP reconheceu que o
governador já sinalizou que quer os cinco do seu lado.
Na saída de Águas Claras, Prudente fez jus ao sobrenome e à
recomendação do presidente do partido no DF, Tadeu Filippelli: “A
orientação que a gente permaneça independente. Não será oito ou 80. Não
aprovaremos tudo o que o governo quer, mas também não seremos uma
oposição burra.”
Sobre o pacote de medidas, o filho de Leonardo Prudente disse que o momento é de “análise”.
O Ministério Público Federal lançou nesta quarta-feira, 28, um site
que reunirá as principais informações sobre a Operação Lava Jato. A
página reúne uma série de dados, como número de pessoas sob
investigação, quantidade de procedimentos instaurados e a íntegra das
denúncias apresentadas pelo MPF. O site foi produzido pela força-tarefa
que cuida da Lava Jato, criada em abril de 2014 pelo MPF, em parceria
com a Secretaria de Comunicação da Procuradoria-Geral da República
(PGR).
Em nota divulgada pela assessoria do MPF, o coordenador
da força-tarefa, o procurador da República Deltan Martinazzo Dallagnol,
afirma que o site reforça o compromisso do órgão "com a transparência e a
prestação de contas do trabalho já realizado". "Trata-se da maior
investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o país já teve. Com
as denúncias, o MPF começa a romper a impunidade dos poderosos grupos
econômicos e políticos que, há muitos anos, articulam-se contra os
interesses do país", disse Dallagnol em nota. O objetivo é que o site
seja atualizado constantemente com os novos desdobramentos da Operação.
O
site compila ainda os principais resultados, em números, da Lava Jato
até agora. Os crimes já denunciados envolvem cerca de R$ 2,1 bilhões,
sendo que R$ 450 milhões já são considerados recuperados e R$ 200
milhões foram bloqueados em bens. Os números consideram atualizações até
dezembro. Segundo a Procuradoria, foram apresentadas 18 acusações
criminais realizadas pelo órgão até o momento, contra 86 pessoas, pelos
crimes de corrupção, crime contra o sistema financeiro nacional, tráfico
transnacional de drogas, formação de organização criminosa, lavagem de
ativos, entre outros. São 150 pessoas e 232 empresas sob investigação.
No total, 12 acordos de colaboração premiada - a exemplo do que fez o
doleiro Alberto Youssef - foram feitos com pessoas físicas.
É
possível ainda tirar dúvidas como o que originou a Operação e qual a
relação do caso com outros escândalos, com o do Banestado, no qual o
doleiro Youssef também estava envolvido. Com linguagem didática e com
uso de artes e diagramas, o site traz curiosidades como "por que alguém
procura um doleiro?". Estão disponíveis explicações de termos técnicos
como o conceito de delação premiada e empresa offshore. Há ainda uma
área de interação com o MPF, por meio de um link "denuncie aqui", que
disponibiliza um endereço de e-mail para contato.
Equipe
Duas
equipes trabalham na linha de frente dos desdobramentos da Lava Jato. A
primeira, a chamada de Força Tarefa, atua na Justiça Federal do Paraná,
onde o caso é conduzido. Fazem parte deste grupo os procuradores da
República Deltan Martinazzo Dallagnol, Antônio Carlos Welter, Carlos
Fernando dos Santos Lima, Januário Paludo, Orlando Martello Junior,
Athayde Ribeiro Costa, Diogo Castor de Mattos, Roberson Henrique
Pozzobon, Paulo Roberto Galvão e Andrey Borges, que atua como
colaborador.
Em Brasília, um grupo de trabalho instituído
na última semana pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atua
para auxiliar o PGR nos processos em trâmite no Supremo, com
investigação e acusação de parlamentares e autoridades que têm foro
privilegiado. O segundo grupo é composto pelos procuradores regionais da
República Douglas Fischer, Vladimir Aras, Danilo Dias; pelos
procuradores da República Andrey Borges de Mendonça, Bruno Calabrich,
Fábio Coimbra, Rodrigo Telles de Souza, Daniel Resende Salgado; e os
promotores Sergio Fernandes e Wilton Queiroz.
A oposição reagiu com indignação ao pronunciamento feito nesta
terça-feira, 27, pela presidente Dilma Rousseff na abertura da primeira
reunião ministerial deste segundo governo, em Brasília. Para deputados e
senadores oposicionistas, em sua primeira fala desde a posse, a petista
mentiu e mostrou "falta de vergonha" ao afirmar que as medidas
econômicas adotadas no início deste ano são necessárias para "manter o
rumo, preservando as prioridades sociais". Eles também voltaram a
apontar contradição entre o discurso de campanha e as práticas atuais, o
que Dilma negou em seu pronunciamento.
"A quem ela pensa que
pode enganar? Esse tipo de mentira recorrente e a tentativa permanente
de iludir a opinião pública causa revolta e a descredencia ainda mais.
Não basta mentir durante toda a campanha como candidata e agora vai
continuar mentindo como presidente? Tem que ter vergonha. Está faltando
vergonha", disse o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA).
Para
líderes do DEM no Congresso, a fala de Dilma demonstra que o governo
quer combater a crise com "retórica". Para o líder da bancada na Câmara,
Mendonça Filho (PE), e para o líder da oposição no Congresso, deputado
federal e senador eleito Ronaldo Caiado (GO), Dilma tenta adotar agora o
marketing da campanha eleitoral petista de "vender uma versão
fantasiosa" da situação econômica do País.
"Dilma venceu a
eleição defenestrando seus opositores e agora recorre ao 'estilo João
Santana'(marqueteiro da campanha presidencial) para que ministros vendam
esse Brasil de ilusão que foi forjado durante a campanha. Não se vence
uma crise econômica com palavras. Não é com a continuação da mentira que
a inflação vai diminuir e o país vai voltar a crescer ", atacou Caiado
em nota divulgada pela bancada do partido.
O senador eleito
apontou contradições no discurso da presidente. "Como é que depois de
suspender R$ 10 bilhões em direitos trabalhistas se pode falar que eles
são intocáveis? Como é que o Brasil quer ser uma pátria educadora
retirando recursos do MEC e bolsas de ensino?", questionou.
"Dilma
prometeu uma coisa na campanha, fez o inverso assim que assumiu, mandou
a conta do descalabro econômico para a classe média e ainda tem a
coragem de ir a público pregar diante de seus ministros a continuação da
guerra de comunicação", afirmou Mendonça Filho. Mendonça disse que o
atual governo se utiliza da "enganação" como método de gestão.
Nesta
tarde, a presidente disse que as medidas de ajuste adotadas pelo
governo são de "caráter corretivo". Para a oposição, o governo faz uma
"confissão" de falhas na condução da política econômica nos últimos
anos. "Se é caráter corretivo é para se corrigir algo que falhou e ainda
precisa ser corrigido", afirmou Mendonça.
No Lago Norte, mato alto evidencia que poda não é feita há tempos
raphael.costa@jornaldebrasilia.com.br
Uma
das principais opções de entretenimento gratuito no Distrito Federal
são os parques. Durante o período de férias, estes locais têm um volume
maior de frequentadores – o que, em teoria, demanda uma maior atenção no
que diz respeito à manutenção. Porém, a realidade que se vê em alguns
parques é o oposto do esperado. Falta de poda e lixo espalhado são
alguns dos problemas que podem ser observados.
O socorrista Egnaldo Lopes, 41 anos, é frequentador do Parque
Vivencial do Lago Norte, local que se encontra em más condições.
“Costumo frequentar aqui sempre com a minha família. Desde novembro do
ano passado, sempre que chego aqui tenho a sensação de que o parque
está abandonado. O mato está muito alto e há muita sujeira espalhada”,
relata o socorrista.
Egnaldo vê a situação como mais um problema em meio à crise
financeira do GDF. “Se setores essenciais como educação e a saúde estão
em condições precárias, a situação do parque não seria diferente”,
lamentou.
Segurança
Já Rodrigo Pereira Gomes, vigilante de 41 anos, não é frequentador
assíduo do parque do Lago Norte, mas também afirma não ter gostado do
que viu na última visita. “Queria ficar até mais tarde, mas com essa
grande quantidade de mato temo pela minha segurança e a de minha
família. Sei que aqui tem vigilantes, mas com o mato alto e fechado da
maneira que está, temo que atraia usuários de drogas”, explicou.
Insatisfeito, Rodrigo descreveu a sensação ao checar a situação do
parque: “Fico chateado. Você vem aproveitar uma opção de lazer e não
está em condições apropriadas. É triste”.
Previsão para limpeza
Responsável pelos parques, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram)
informou que conta com o apoio da Novacap para a poda e roçagem da
vegetação. No Parque Vivencial do Lago Norte, este trabalho deve ter
início nesta segunda.
Sobre a limpeza do parque, o instituto afirmou que conta com
funcionários de empresa terceirizada para manter a conservação de
espaços comuns, como sede administrativa e banheiros. Em razão da greve
feita por esses funcionários recentemente, o trabalho foi interrompido,
mas está sendo retomado. O Ibram também conta com o apoio do SLU e das
administrações regionais para demais serviços.
No parque Olhos D'água, na Asa Norte, o mato também está alto. O
bancário Paulo Lourenço, de 56 anos frequenta o local diariamente e
afirma que a situação foi piorando gradativamente. “Apesar de a limpeza
estar sempre em ordem, a questão da poda não tem sido vista com tanto
rigor”, contou.
Segundo o Ibram, o Parque Olhos D'água ficará fechado nesta segunda feira para que a Novacap faça os serviços de manutenção.
Após pacto causar polêmica, GDF alega que não há imposição
Entram na lista de reajustes IPVA,
IPTU e o ICMS sobre gasolina e telefonia. Em compensação, os impostos
sobre remédios, alimentos da cesta básica e taxas de transferência de
bens serão reduzidas
daniel.cardozo@jornaldebrasilia.com.br
Após
o anúncio de aumento de impostos, o Governo do Distrito Federal
garantiu que não existem imposições.
As propostas, reforçam as
autoridades, dependem de debate com a sociedade e aprovação na Câmara
Legislativa. Mesmo assim, fica a advertência: caso alguma das 21 medidas
fique pelo caminho, será necessário conseguir outras fontes de
recursos.
Entram na lista de reajustes IPVA, IPTU e o ICMS sobre gasolina e
telefonia.
Em compensação, os impostos sobre remédios, alimentos da
cesta básica e taxas de transferência de bens serão reduzidas. As 21
medidas incluem também revisão nos contratos – muitos deles
superfaturados, segundo o governo – corte no número de cargos
comissionados e diminuição de gastos considerados supérfluos.
Para esclarecer os pontos da proposta, o governador Rodrigo
Rollemberg (PSB) ligou para entidades representativas do setor
produtivo, enquanto o secretário de Relações Institucionais, Marcos
Dantas, se encarregou de falar com sindicatos.
O secretário-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, concedeu entrevista
coletiva na tentativa de acalmar os ânimos. Para ele, não se pode
pensar apenas em prejuízos com as propostas, que visam reequilibrar as
finanças do governo e, a partir daí, ter benefícios na economia.
Alternativas
O planejamento do governo prevê R$ 400 milhões a mais já neste ano,
com reforço na fiscalização tributária e economia nos contratos. Para
2015, está nos planos ter R$ 800 milhões extras. No entanto, caso não
seja possível colocar todas os ajustes em prática, será necessário
discutir alternativas.
“Queremos definir o impacto positivo que cada medida vai ter. Porque
vamos supor que caso alguma delas não seja aprovada, alguma coisa vai
ter que ser colocada no lugar. Está tudo feito na ponta do lápis”, disse
Hélio Doyle, que garantiu que o governo pretende ouvir vários segmentos
para chegar a propostas viáveis.
Segundo o chefe da Casa Civil, uma novidade nas propostas é que os
deputados distritais estão sendo chamados a conhecer os pontos onde
haverá alterações. Doyle assegura que o procedimento não é comum no caso
de projetos de lei a serem apreciados ao Legislativo.
Nova tentativa de antecipar verba da União
Todos os projetos de lei com as 21 medidas seguem para a Câmara
Legislativa na segunda-feira. Isso também inclui a Antecipação de
Receita Orçamentária (ARO), que servirá para cobrir os benefícios
atrasados de servidores, como 13º e horas extras do ano passado. Também
haverá uma nova tentativa de antecipar recursos do Fundo Constitucional
junto à União.
Há anos, a regularização fundiária é colocada em pauta, mas não sai
do papel. Com a crise financeira, essa poderia também ser uma medida
para fazer caixa. O secretário-chefe da Casa Civil afirma que a situação
é avaliada, mas ainda não é possível definir quando os terrenos serão
legalizados, por se tratar de uma questão complexa.
“É interessante também para atrair receitas, desde que seja feita nos
critérios legais e ambientais, como também para a correção de
distorções. Hoje em muitos casos se cobra imposto sobre X metros
quadrados, mas aí você vai ver a pessoa tem X vezes quatro”, avaliou.
A sugestão de cobrar pelos terrenos sem regularização foi levantada
por deputados distritais no mesmo dia do anúncio das 21 medidas. Seria
uma forma de “queimar patrimônio”.
Contribuinte já sente o impacto
Qualquer possibilidade de aumento de impostos mexe com a população. O
contribuinte já pensa logo no impacto que terá com o tributo a mais e é
impossível não reclamar de reajustes.
A indignação toma conta do taxista Luís Júnior. Quando o assunto é
pagar mais caro pela gasolina, por exemplo, ele pensa em arranjar outras
medidas que o governo poderia adotar para ter prejuízo. “É muita
mordomia. Os políticos têm até auxílio paletó. Tinha que acabar com tudo
isso”, reclama.
Para quem pode sentir na pele, o aumento no ICMS dos combustíveis, o
cenário não é animador. “O gás é muito caro aqui em Brasília, então não
compensa. O preço da gasolina está cada vez mais alto. O jeito é usar
etanol. Vamos torcer para que compense”, afirmou.
Já o securitário Rogério Portilho contesta a necessidade de aumento
nos impostos. Para ele, o Distrito Federal tem condições de se manter já
com os tributos atuais. “É mentira isso que o caixa está quebrado. O
déficit do DF é um dos menores do Brasil. E ainda por cima recebemos um
grande repasse da União, um dos melhores. Esse tipo de conversa em
começo de governo é a coisa mais comum que existe”, disparou.
“Absurdo”
Absurdo foi a palavra usada pela servidora pública Bruna Lopes para
definir os possíveis reajustes. Um dos motivos para a crise financeira
seria o excesso de gastos. “Aumento tudo, menos o nosso salário.
Precisavam diminuir os próprios salários. Como eles podem ganhar bem em
tempos de crise?”, questionou.
Crise deve aumentar desemprego
A Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal foi
divulgada, ontem, pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) — em
parceria com o Departamento Intersindical de Estatística de Estudos
Socioeconômicos (Dieese) e com a Secretaria do Trabalho e do
Empreendedorismo. Os dados mostram que o desemprego no DF recuou de
12,2%, em novembro, para 11,7% no mês passado. Isso significa que 177
mil pessoas estavam sem trabalhar em dezembro, seis mil a menos que no
mês anterior.
Apesar da queda, o índice analisado aumentou em relação a dezembro
de 2012 (era 11,1%) e é preocupante, segundo o presidente da Codeplan,
Júlio Miragaya. "A sazonalidade faz com que os dois últimos meses do ano
sejam melhores. Em janeiro, começa uma temporada normal de perdas de
postos de trabalho, que perdura até março ou abril. Isso, associado a um
período muito ruim na economia nacional, nos leva a acreditar que os
próximos meses serão difíceis", disse.
O
Governo do PT faz gastos sem medir as consequências,gastou com copa pra
um time de m. Perder,gastou com campanha politica,chantageando e
subornando os bolsistas idiotas que esses deveriam pagar a conta dona
dilma,senão essa petista não ganhava,o governo que economizar?acaba com a
bolsa familia,ajuda de reclusão,bolsa de presença na escola,etc....e
com os alugueis dos parlamentares,e tick gasolina,e dos moteis tbém.e
corta a mesadas das amantes!
1 Gostei1 Não gostei
Alex Morgana Morgana
Leiloa
o mané garricha,prende o agnelo,até ele devolver o dinheiro público que
roubou,querer que o povo pague a conta pelos rombos,isso e
corvadia,nós cidadãos temos que ir pra ruas,manifestar,exigir que
ladrões que tão no governo ou passaram por ele sejam presos.
4 Gostei1 Não gostei
carlos
Lamento
a velocidade em se achar a solução do problema financeiro de um Estado!
arrocha o trabalhador. Devia avisar antes das eleições para podermos
avaliar esse tipo de solução que vem direto no bolso do lascado.
8 Gostei0 Não gostei
osmar sevilha da silva de jesus
OLA,BOM
DIA O GOVERNO ALEGA QUE NAO HA IMPOSIÇÃO? CLARO QUE HA, O BRASILIENSE
VAI PAGAR A CONTA COM AUMENTO DE IMPOSTOS COMO:IPVA,IPTU.ICMS,ISTO E UM
ABSURDO??????
Os
consultores da Unesco que estiveram por quatro dias na capital federal
detalharam uma série de irregularidades neste Patrimônio Cultural da
Humanidade,título pomposo conquistado pela Toca da Corrupção.
Os
moços da Unesco alertaram para descoordenação entre o governo da
capital e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, áreas
verdes no amarelo,construções irregulares, abandono,desinteresse em
conservação.
Escreveram tudo na prancheta,assinaram,carimbaram,compraram umas lembrancinhas de índios,algumas coisinhas tipo fui à Brasília,lembrei-me de você e foram embora,prometendo voltar em dois anos. Por sua vez a Secretaria de Habitação do Distrito Federal (SEDHAB!!)declarou quejá está adotando medidas em todas as áreas da administração pública para regularizar os pontos observados pela Unesco como
a prática e contundente ação de declarar 2012 como o Ano de
Valorização de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade. Assinado
e carimbado. Pronto,todo mundo feliz,mãos lavadas e vamos ao whisky com
gelo que ninguém é de ferro...
O
retrato de Brasília pintado pelos mocinhos da Unesco é a fotografia 3x4
sem retoques do próprio Brasil:ocupação desordenada,desinteresse,falta
de conservação e manutenção da infraestrutura,órgãos públicos sem
coordenação entre si, medidas pífias para remendar e nunca para
prevenir, ação apenas sobre pressão e geralmente com medidas de
propaganda para mostrar serviço que não dão em nada,confiando no
esquecimento. O país apodrece debaixo de uma pintura às pressas sempre
que há uma crítica,uma passada de cal branca no meio-fio na hora do
desfile.
A
Era Lula deixará sequelas que se um dia voltarmos a ter um regime
democrático,com governantes alfabetizados e honestos,praticamente terão
de começar do zero,pois a infraestrutura do país caminha para um ponto
que não haverá mais conserto,não há atualmente governo e sim um contínuo
saquear,um descontrole de órgãos públicos inertes chefiados por
apadrinhados políticos sem formação e sem noção,cujo único fito é se dar
bem e que se dane o resto.
Não é Brasília que está sendo favelizada,é o
próprio Brasil. A capital federal não necessita da intervenção da
Unesco,necessita,para o bem do país,da intervenção das Forças Armadas,da
instalação de uma gigantesca UPP que expulse os criminosos do
poder,elimine os traficantes de cargos,os saqueadores das
instituições,os estupradores da Constituição e promova a reurbanização
da Pátria favelizada...
Não
importa onde você vá, eles estarão sempre prontos para te abordar. Os
pedidos podem vir das mais variadas formas, mas o objetivo é um só:
sobreviver nas ruas em troca de doações e esmolas. O ato, porém, é
contestado por aqueles que se sentem prejudicados e até mesmo coagidos a
"colaborar" com os pedintes.
Na quadra 302 Sul, comerciantes espalharam
cartazes próximo aos caixas e balcões de atendimento sugerindo que os
fregueses não deem esmolas aos moradores de rua. Hoje, aproximadamente
duas mil pessoas vivem em situação de vulnerabilidade social no Distrito
Federal.
Os problemas, no entanto, vão muito além da contribuição.
Na 302 Sul,
as vielas entre o comércio e o setor residencial estão cheias de
pertences dos moradores de rua, que chegam a disputar os melhores
espaços para passar a noite. Além disso, o cheiro de urina e os restos
de comida contribuem para um cenário desolador.
A iniciativa de distribuir panfletos aos comerciantes da 302 Sul
partiu da prefeitura local. Um dos principais motivos apontados é que,
em muitos casos, as esmolas são usadas para o consumo de drogas. O aviso
também destaca que "o GDF disponibiliza atendimento à população de rua
na 903 Sul, das 8h às 18h em duas úteis, com atendimento médico e
psicossocial, banheiros, guarda de pertences, oficinas, cursos de
capacitação, café da manhã e almoço. Às 17h, há transporte para
abrigos."
Reclamações
"Eles pedem por comida e dinheiro
toda hora. O problema é que abordam nossos clientes logo que saem da
porta e já tivemos reclamações. Não sabemos mais quem é mendigo, quem é
guardador de carro. Está difícil até mesmo trabalhar", disse Iranice
Rodrigues, gerente de uma doceria na 302 Sul.
Ela conta que já foi ameaçada por moradores de rua que estavam
nitidamente sob efeito de álcool ou drogas, e por conta disso teve que
contratar um segurança para o comércio. "A gente pede para eles não
entrarem, mas eles nos mandam calar a boca e perguntam o que tem pra
comer. Parece até que temos a obrigação de dar algo", reclama a
comerciante.
Situação se torna ciclo vicioso Gerente
de um varejão na 302 Sul, Wesley Alves de Sousa, 30, diz que nunca deu
esmolas nem mesmo restos de frutas ou verduras aos moradores de rua que
procuraram o seu comércio.
"Acontece que se você dá qualquer coisa num
dia, eles vão voltar no próximo e continuar pedindo, é um processo
inevitável. Além disso, eles trazem mais moradores de rua para o local.
Eu nego de cara, eles saem xingando, reclamando, mas é melhor assim do
que contribuir e criar esse vínculo", aconselha.
E para quem faz compras diariamente na 302 Sul, o convívio com os
moradores de rua também pode ser incômodo. "Já dei esmola, mas hoje não
dou mais. O problema é que isso já cria a insatisfação neles, e acaba
que eles te marcam", ressaltou o aposentado Maurício Martins de Faria,
de 68 anos.
Para ele, quem dá esmola ou até mesmo comida aos pedintes está agindo
de forma errada e irresponsável. "O governo não propicia soluções para
isso, mas sei que há abrigos que ajudam estas pessoas. O que quero dizer
é que eles dão a moradia, mas não capacitam ou oferecem condições para
que eles saiam das ruas de vez", realça.
Faria afirma que já se sentiu coagido em diversas situações, e que
teve que "driblar" os pedintes da 302 Sul. "Venho a este setor comercial
há mais de 20 anos, mas já deixei até de vir de carro para não ser
abordado pelos guardadores de carro e neguei ajuda mesmo podendo",
confessou.
Nem mesmo os bairros mais nobres de Brasília estão livres das ações
dos moradores de rua. Gerente de uma padaria na quadra 301 do Sudoeste,
Simone Freire de Souza conta já ter tido dificuldades até mesmo para
abrir o estabelecimento. "Teve dia que não dava nem para abrir as portas
de tanta gente que tinha dormindo aqui. A padaria não é autorizada a
dar nada para eles, mas os próprios fregueses têm feito isso. É um
costume e isso contribui para que eles não larguem essa vida", confessa.
Moradores do Sudoeste também já fizeram campanha para que não se dê
esmola, mas, ao que tudo indica, isso não preocupou os moradores de rua.
Segundo Simone, os horários de pico são os que mais atraem os mendigos.
"Eles aproveitam que as pessoas vêm comprar comida e saem pedindo.
Semana passada vi um sair do mercado com um carrinho cheio", conta.
Abordagem assusta clientes
No Distrito Federal,
difícil mesmo é encontrar uma cidade onde não existam moradores de rua.
Os grupos se concentram, principalmente, em áreas movimentadas. No Guará
I, por exemplo, o ponto escolhido por muitos é a QE 7. Ali estão
situadas muitas lojas e agências bancárias.
Na quadra, a única solução encontrada pela Caixa Econômica Federal
parece ter sido isolar a área externa com grades. Moradores do Guará
lembram que há anos local abrigava muitos moradores de rua que passavam a
noite ali e faziam suas necessidades fisiológicas nos arredores.
Resultado: cheiro de urina, restos de comida espalhados em volta do
prédio e constantes abordagens aos clientes. Antes do cercamento, essa
população só se multiplicava.
Medo
"Agora eles encontraram um novo meio.
Abordam você antes de chegar à agência e entregam um papel escrito com o
que querem. Eles estão sempre se locomovendo, não ficam estáticos.
Possuo conta nesta agência, venho só para ver se caiu pagamento e não
ando mais com dinheiro ou carteira", afirmou o aposentado Júlio Pereira
dos Santos, de 56 anos.
Além disso, ele reclama dos chamados "guardadores de carro". "Não são
credenciados, muito menos vigiam o veículo. Só estão ali para pegar
algum dinheiro e depois ir atrás da droga. E se você não dá, podem
riscar seu carro ou fazer alguma maldade", denuncia o aposentado.
Versão Oficial
O secretário de Desenvolvimento
Social e Transferência de Renda (Sedest), Osvaldo Russo, disse estar
ciente de que os moradores de rua incomodam comerciantes e a população. O
titular da pasta também defende que as ajudas oferecidas aos pedintes
não são a melhor forma de combater o problema. "Temos programas sociais
em que oferecemos tudo o que eles precisam para sair das ruas, a exemplo
do DF Sem Miséria.
O que acontece, infelizmente, é que muitos ainda
relutam em procurar ajuda, mas garanto que o número de moradores de rua
tem diminuído drasticamente", alegou. Russo afirmou que existe também um
preconceito com os moradores de rua, e que eles não optaram por esta
vida, mas sim passaram por situações sociais que os levaram a tais
condições. O secretário disse ainda que vai propor uma reunião com os
comerciantes e moradores da 302 Sul para acompanhar de perto o problema
relatado.
Retrato de um governo não consegue se entender e cada um diz uma coisa
Carlos Newton
Um ministro anuncia uma coisa, logo é desmentido pelo Planalto ou por
outro ministro. A confusão é geral é só faz aumentar. Ainda não
satisfeita em ter 39 ministros, a maioria sem a menor expressão ou
importância, a presidente Dilma Rousseff já elevou este número para 40,
porque o assessor especial Marco Aurélio Garcia, tido como consultor da
Presidência para Assuntos Internacionais, conquistou assento permanente
junto aos demais e participa das reuniões ministeriais.
Mas esse espantoso número passa a 41 quando se entende que o
marqueteiro João Santana também merece idêntica qualificação de ministro
sem pasta. Na verdade, deveria até ser considerado como principal
ministro, uma espécie de Rasputin imberbe, pois é o único que consegue
ser escutado com atenção por Dilma Rousseff, que acata sem discutir
todas as sugestões dele, embora algumas tenham sido inteiramente
idiotas, como vazar para a mídia que a presidente Dilma costumava andar
sozinha de motocicleta por Brasília, à noite.
No dia seguinte, vergonhosamente o Planalto teve de desmentir a falsa
notícia, porque Dilma não tem habilitação nem sabe dirigir motocicleta.
Foi patético, porque, na tentativa de desfazer a mancada de Santana, a
Secretária de Comunicação Social então inventou que a presidente andava
de carona na moto do então secretário-executivo da Previdência Social,
Carlos Gabas, que amavelmente se apressou a confirmar a veracidade da
informação. E todos puderam imaginar a cena daquela volumosa senhora
esforçando para subir na garupa de uma motocicleta para se abraçar
fortemente a um jovem funcionário do governo, pelo simples prazer de dar
um passeio pela capital…
CRIANDO E IMITANDO…
Santana é um excepcional marqueteiro, mas se alimenta muito da
criatividade alheia, ao imitar ideias e situações. No caso do passeio de
moto, por exemplo, ele copiou descaradamente o jornalista Said Farah,
que era ministro da Comunicação do general João Figueiredo. Para
popularizá-lo, Farah espalhou a notícia de que o então presidente
gostava de andar de moto sozinho em Brasília, à noite, e divulgou até
uma foto dele, a caráter.
Depois, Santana imitou também Ulysses Guimarães e fez Dilma se
referir ao “Velho do Restelo”, o personagem de Luís de Camões que tentou
evitar a viagem de Vasco da Gama. A presidente da República
absurdamente aceitou a sugestão e tentou aparecer como conhecedora das
Lusíadas, como se realmente tivesse esse tipo de cultura literária,
vejam a que ponto os marqueteiros chegam.
Em outra ocasião, Santana inventou que Lula passara a ler livros e
teria até adorado a tradução da biografia de Abraham Lincoln escrita por
Doris Kearns Goodwin. Lula gostou da ideia e deu declarações sobre a
obra, destacando um episódio em que Lincoln estava numa estação de
telégrafo.
Só que, ao fazê-lo, Lula disse que o presidente americano
estava usando o “telex”, ao invés de telégrafo. Mas o pior da estória é
que esta cena não existe no livro, apenas no filme de Steven Spielberg,
pois foi criada pelo roteirista Tony Kushner. Ou seja, Lula viu o filme,
foi tirar uma onda de que teria lido a biografia e quebrou a cara.
Esses episódicos erros de Santana são desqualificantes, mas nada
consegue reduzir o prestígio do marqueteiro no Planalto e no Instituto
Lula, porque ele realmente funciona no que é mais importante – vencer
eleição.
SEM PASTA, MAS PRESTIGIADO
Quanto ao outro ministro sem pasta Marco Aurélio Garcia, é o
contrário do marqueteiro, pois tudo que o assessor de Assuntos
Internacionais faz dá errado. É da inspiração dele, por exemplo, a
abertura de embaixadas e consulados em países e cidades sem importância.
Com isso, aumentou os gastos do Itamaraty inutilmente, fazendo os
diplomatas passarem vergonha no exterior, com credores batendo à porta a
todo momento e a imagem no Brasil denegrida no plano internacional.
Quem aceita um assessor desse nível decididamente nem precisa de
inimigos. Mesmo assim, a presidente Dilma continua ouvindo os conselhos
de Garcia e lhe dá assento nas reuniões ministeriais.
REUNIÃO IMPROFÍCUA
Como todas as anteriores, a primeira reunião ministerial do segundo
mandato da presidenta Dilma foi totalmente improfícua. A governante (ou
seria governanta, como sugere a comentarista Teresa Fabricio?) demonstra
tanta consideração com os ministros que marcou a reunião para as 16
horas, para que tivesse a menor duração possível. Isso significa que
praticamente só quem falou foi ela, a quase totalidade dos ministros fez
como figurante de novela, que entra em cena mudo e sai calado.
Reunir 39 pessoas (na verdade 40, contando com o “ministro sem pasta”
Garcia) é de uma inutilidade constrangedora. Se tivesse o mínimo de
conhecimento de técnicas de Administração, a suposta “doutora” pela
Unicamp saberia que os ministros precisam ser reunidos por grupos. O
mais importante deles seria formado por Fazenda, Planejamento,
Desenvolvimento e Banco Central. Dependendo do tema, poderia incluir
Agricultura, Relações Exteriores, Turismo, Micro e Pequena Empresa e até
Transportes e Portos, em função da importância crescente da logística
no desempenho da economia.
Outro grupo seria formado por Educação, Cultura, Ciência e
Tecnologia, Esporte e Desenvolvimento Social. Mais um grupo, integrado
por Defesa, Relações Exteriores, Assuntos Estratégicos, Aviação Civil e
Segurança Institucional, incluindo os três comandantes das Forças
Armadas.
E por aí em diante. Mas quem se interessa por governar de uma forma racional e eficiente?