segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Desmatamento na Amazônia afeta chuvas em todo o país

terça-feira, 27 de janeiro de 2015


Desmatamento na Amazônia afeta chuvas em todo o país

Ana_Cotta / Flickr

Desmatamento da floresta amazônica causa desequilíbro e afeta regime de chuvas no resto do país
Maria Guimarães - Revista Pesquisa FAPESP


Amazônia é 'bomba de água' para toda a América do Sul e seca que afeta parte do Brasil estaria relacionada a alterações neste bioma; pesquisadores veem risco de que floresta não consiga produzir chuva para suprir as próprias necessidades

A Amazônia não é apenas a maior floresta tropical que restou no mundo. Este sem-fim de verde entrecortado por rios serpenteantes de tamanhos e cores variadas também não se limita a ser a morada de uma incrível diversidade de animais e plantas. A floresta amazônica é também um motor capaz de alterar o sentido dos ventos e uma bomba que suga água do ar sobre o oceano Atlântico e do solo e a faz circular pela América do Sul, causando em regiões distantes as chuvas pelas quais os paulistas hoje anseiam. Mas o funcionamento dessa bomba depende da manutenção da floresta, cuja porção brasileira, até 2013, perdeu 763 mil quilômetros quadrados de sua área original, o equivalente a três estados de São Paulo.

Antonio Donato Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), não aponta o dedo para culpados. O que importa para ele é reverter esse processo e não apenas zerar o desmatamento, mas recuperar a floresta. No relatório “O futuro climático da Amazônia”, divulgado em outubro de 2014, ele deixa claro que o único motivo para não se tomarem providências imediatas para reduzir o desmatamento é desconhecer o que a ciência sabe. Para ele, o caminho é conscientizar a população. “Agora é um bom momento porque as torneiras estão secando”, afirma.

No relatório, elaborado a partir da análise de cerca de 200 trabalhos científicos, ele mostra que a cada dia a floresta da bacia amazônica transpira 20 bilhões de toneladas de água (20 trilhões de litros). É mais do que os 17 bilhões de toneladas que o rio Amazonas despeja no Atlântico por dia. Esse rio vertical é que alimenta as nuvens e ajuda a alterar a rota dos ventos. Nobre explica que os mapas de ventos sobre o Atlântico mostram que, no hemisfério Sul e a baixas altitudes, o ar se move para noroeste na direção do equador. “Na Amazônia a floresta desvia essa ordem”, diz. “Em parte do ano, os ventos alísios carregados de umidade vêm do hemisfério Norte e convergem para oeste/sudoeste, adentrando a América do Sul.”

Essa circulação viola um paradigma meteorológico que diz que os ventos deveriam soprar das regiões com superfícies mais frias para aquelas com superfícies mais quentes. “Na Amazônia, o ano todo eles vão do quente, o Atlântico equatorial, para o frio, a floresta”, explica.




Uma parceria com os russos Anastasia Makarieva e Victor Gorshkov, do Instituto de Física Nuclear de Petersburgo, tem ajudado a explicar do ponto de vista físico os fenômenos meteorológicos da Amazônia. Em artigo publicado em fevereiro de 2014 no Journal of Hydrometeorology, eles afirmam, com base em análises teóricas confirmadas por observações empíricas, que o desmatamento altera os padrões de pressão e pode causar o declínio dos ventos carregados de umidade que vêm do oceano para o continente.



O grupo analisou os dados de 28 estações meteorológicas em duas áreas do Brasil e viu que os ventos que vêm da floresta amazônica carregam mais água e estão associados a maiores índices de chuvas do que ventos que partem de áreas sem floresta e chegam à mesma estação.

Isso acontece, segundo os pesquisadores, por causa da bomba biótica de umidade, uma teoria proposta pela dupla russa em 2007 para explicar a dinâmica de ventos impulsionada por florestas.

Essa ideia completa a descrição feita pelo climatologista José Antonio Marengo, à época pesquisador do Inpe, de como a Amazônia exporta chuvas para regiões mais meridionais da América do Sul. A teoria da bomba biótica aplica uma física não usual à meteorologia e postula que a condensação da água, favorecida pela transpiração da floresta, reduz a pressão atmosférica que suga do mar para a terra as correntes de ar carregadas de água.




Os fundamentos da influência da condensação sobre os ventos foram apresentados em artigo publicado em 2013 por Anastasia e Gorshkov, em parceria com Nobre e outros colaboradores, na Atmospheric Chemistry and Physics, uma das revistas mais importantes da área. Por meio de uma série de equações, eles mostram que o vapor de água lançado à atmosfera pela transpiração da floresta gera, ao condensar, um fluxo capaz de propelir os ventos a grandes distâncias.


De acordo com Nobre, a nova física da condensação proposta por eles gerou, ainda durante a revisão do artigo, uma controvérsia com meteorologistas, que debateram o assunto furiosamente em blogs científicos com a intenção de derrubar a principal equação do trabalho.


Não conseguiram e o trabalho foi publicado. O pesquisador do Inpe explica a polêmica. “É uma física que atribui à condensação, um fenômeno básico e central do funcionamento atmosférico, um efeito oposto ao que se acreditava”, diz. “Será necessário reescrever os livros didáticos da área.”



Para dar a dimensão da dificuldade de diálogo entre físicos teóricos e meteorologistas, Nobre lembra que a física desenvolve um entendimento dos fenômenos atmosféricos a partir de leis fundamentais da natureza, enquanto a meteorologia o faz, em grande parte, com base na observação de padrões do clima do passado, cuja estatística é absorvida em modelos matemáticos. Tais modelos representam bem as flutuações climáticas observadas, mas apresentam falhas quando há alterações significativas no padrão.

É o caso agora, quando um novo contexto – ocasionado por desmatamento, mudanças globais no clima ou outros fatores – gera fenômenos climáticos inesperados para certas regiões, como chuvas mais torrenciais e secas mais extensas. A teoria física acerta onde extrapolações do passado erram, por isso é preciso, segundo ele, construir novos modelos climatológicos que recoloquem a física no centro dos esforços da meteorologia.



O momento agora é crucial porque o clima amazônico vem mudando. Secas importantes nessa região marcaram os anos de 2005 e 2010. “Antes a Amazônia tinha a estação úmida e a mais úmida, agora há uma estação seca”, diz Nobre. Os danos dessas secas na floresta não foram aniquiladores porque ela consegue se regenerar, mas o acúmulo dos danos aos poucos erode essa capacidade. Um efeito importante que já se observa, previsto há 20 anos por modelos climáticos, é um prolongamento da estação seca, que tem prejudicado a produção agrícola em porções do estado do Mato Grosso. 



A grande preocupação é que se chegue a um ponto de não retorno, em que a floresta já não consiga produzir chuva suficiente para suprir nem a si própria. Trabalhos de modelagem que levam em conta clima e vegetação indicam que esse ponto será atingido quando 40% da área original de floresta for perdida, um número que não é unânime. Segundo o relatório de Nobre, 20% da floresta já foi cortada e outros 20%, alterados a ponto de terem perdido parte de suas propriedades.



Se a teoria da bomba biótica estiver correta, os efeitos desse ponto de não retorno devem ser mais graves do que a savanização proposta pelo climatologista Carlos Nobre, irmão mais velho de Antonio. “Se a floresta perder a capacidade de trazer a umidade do oceano, a chuva na região pode cessar por completo”, diz o Nobre caçula. Sem água para sustentar uma savana, o resultado poderia ser uma desertificação na Amazônia. Se isso ocorrer, o cenário que ele infere para o Sul e o Sudeste do país poderia ser semelhante ao de outras regiões na mesma latitude: tornar-se um deserto.
Antonio Nobre não se arrisca a falar muito sobre São Paulo. “Meu relatório é sobre a Amazônia.”

Mas ele acredita que a seca por aqui não independe do que acontece no Norte. Em sua opinião, foi possível devastar boa parte da mata atlântica sem sentir uma redução nas chuvas porque a Amazônia era capaz de suprir a falta de água na atmosfera local. Mas isso já não parece acontecer mais. Ele aproveita o ensejo para sugerir que não apenas a floresta amazônica, mas também a que acompanhava a costa de quase todo o Brasil precisa ser recuperada imediatamente. Se não for por outro motivo, o esgotamento a que chegaram as represas que alimentam boa parte da população paulista deveria bastar como argumento.

A exportação de água desde a Amazônia para outras regiões do Brasil, sobretudo o Sudeste e o Sul, é uma realidade, por meio do fenômeno conhecido como rios voadores. Um indício dessa linha direta foram as intensas chuvas no sudoeste da Amazônia no início de 2014, praticamente o dobro do volume habitual, ao mesmo tempo que São Paulo passava pelo pior momento de uma seca histórica.

“A chuva ficou presa em Rondônia, no Acre e na Bolívia por causa de um bloqueio atmosférico, algo como uma bolha de ar que impedia a passagem da umidade. Isso criou uma estabilidade atmosférica, inibiu a formação de chuvas e elevou as temperaturas”, conta Marengo, agora pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Ele é coautor de um artigo liderado por Jhan Carlo Espinoza, do Instituto Geofísico do Peru, que está em processo de publicação pela Environmental Research Letters e é parte dos resultados do programa Green Ocean (GO) Amazon, que tem apoio da FAPESP.

Não é possível, porém, afirmar o quanto essa relação determina a estiagem paulista. “Ainda não se sabe calcular quanto das chuvas do Sudeste vem da Amazônia nem quanto chega aqui trazido por frentes frias vindas do Sul, pela umidade carregada por brisas marinhas ou pela evaporação local”, diz. Para ele, o desmatamento pode ter um impacto no longo prazo, mas ainda é impossível dizer se ele está relacionado com a seca atual.


 “O Sudeste pode não virar um deserto”, pondera, “mas os extremos climáticos podem se tornar mais intensos”. Estudos usando modelos climáticos criados pelo grupo de Marengo já previam uma redistribuição do total das chuvas, com um volume muito grande em poucos dias e estiagens mais prolongadas, algo que já tem sido observado no Sudeste e no Sul do país nos últimos 50 anos.

Além desse efeito a distância, em escala nacional, a relação entre vegetação e recursos hídricos também se dá numa escala mais local, de acordo com o engenheiro agrônomo Walter de Paula Lima, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador científico do Programa Cooperativo de Monitoramento Ambiental em Microbacias (Promab) do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais.


Em seus estudos sobre o efeito das florestas (ou sua remoção) em microbacias hidrográficas, ele mostrou que a mata ciliar, que acompanha os cursos de água, ajuda a manter a boa saúde de pequenos rios. “O sistema Cantareira, que abastece São Paulo, é formado por milhares de microbacias”, conta. “As que estão mais degradadas não contribuem para o manancial.”

Essa avaliação, porém, carece de dados experimentais concretos. Segundo Lima, para se saber exatamente o efeito das matas ciliares nos mananciais seria necessário estudar uma microbacia experimental em que se possa medir propriedades dos cursos d’água com e sem a proteção de floresta, sem que haja outros fatores envolvidos. Um quadro praticamente inatingível.

O Brasil à beira do apagão: Furnas e Três Marias caminham para a paralisação



É claro que o Brasil está à beira do apagão, que pode ser chamado, eufemisticamente, de “racionalização de energia”. Aliás, caso o ministro Eduardo Braga decidisse pôr em prática o que ele mesmo anunciou, medidas de contenção de consumo teriam de ser postas em prática já. Por quê? 


Segundo ele disse, se os reservatórios das usinas chegassem a 10%, seria preciso deflagrar a operação. Chegaram. Nesta quarta-feira, informa o Estadão, a Hidrelétrica Três Marias, no rio São Francisco, chegou a 10,34%, e Furnas, no rio Grande (MG), a 9,87%. Atenção! A capacidade de geração da primeira usina é de 396 megawatts (MW). Com apenas uma das seis turbinas em funcionamento, está gerando menos de um décimo: 36 MW. Furnas, com capacidade de 1.216 MW, ainda tem em operação seis das oito turbinas, mas a expectativa é que vá haver redução.


Por que a situação é ainda mais dramática do que parece? Porque esse é o período chuvoso. Para comparar: em janeiro do ano passado, informa o Estadão, Três Marias contava com 28% de sua capacidade; chegou a outubro com 2,89%; Furnas tinha 47% e chegou a 11,64% em novembro. Caso não chova muito acima de qualquer expectativa, as duas usinas caminham para a paralisação.


O mais impressionante é que, até agora, por motivos meramente políticos, o governo federal se nega a fazer o óbvio: uma campanha nacional em favor da economia de energia. E a única responsável por mais essa decisão equivocada é Dilma Rousseff, a mesma que decidiu baixar na marra a tarifa de energia e antecipar as concessões do setor elétrico, o que, na prática, quebrou a área, que teve de ser socorrido com empréstimos bilionários.


Nesta quinta, o ministro Eduardo Braga afirmou que o governo negocia com um grupo de bancos o alongamento do pagamento da dívida das distribuidoras, que é de R$ 17,8 bilhões. Quer elevar o prazo de 24 para 48 meses.


Impressionante, não é? Petróleo e energia elétrica eram as duas áreas sob os cuidados de Dilma, aquela supergerentona, lembram-se? Ela ganhou as eleições de 2010 com essa conversa. E teve seu mandato renovado em 2014. A Petrobras está na pindaíba, e o Brasil à beira do apagão. Não é um amador qualquer que produz uma obra desse vulto. É preciso ser muito incompetente.


Por Reinaldo Azevedo

Sobre este assunto, leia, por favor: 

http://associacaoparkwayresidencial.blogspot.com.ar/2015/02/desmatamento-na-amazonia-afeta-chuvas.html

Venina depõe contra Graça Foster.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015


(O Globo) A 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba começa a ouvir nesta segunda-feira 13 testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público Federal em seis ações relativas ao escândalo da Petrobras.

No grupo, o destaque é a geóloga e ex-diretora da estatal Venina Velosa, que acusa a presidente da empresa, Graça Foster, de ter sido avisada sobre os casos de corrupção. Sua audiência está marcada para amanhã. Além dela, a Justiça também ouvirá os empresários Augusto Mendonça Neto, do Grupo Toyo Setal, e Júlio Camargo, da Camargo Corrêa, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef.

Os demais depoentes são o doleiro Leonardo Meirelles, a contadora Meire Poza, Carlos Alberto Pereira da Costa, que foi sócio de Youssef, e Marcelino Guedes Ferreira Mosqueira Gomes, ex-presidente da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Mauro Grecco, funcionário do setor jurídico da Camargo Corrêa, declinou de ser testemunha pelo vínculo empregatício com a construtora, mas ainda não é certo que não comparecerá.

As outras três testemunhas trabalharam na investigação. São o delegado Márcio Adriano Anselmo e dois funcionários da Petrobras que trabalharam nas Comissões Internas de Apuração da estatal, Gerson Luiz Gonçalves e Pedro Aramis de Lima Arruda.

Ontem, diante de entrevista concedida por Leonardo Meirelles à “Folha de S.Paulo”, o procurador Deltan Dallagnol disse que, se ficar provado que Youssef não listou todos seus bens na delação premiada, como sugere Meirelles, há risco de ser declarada quebra de acordo e serem reduzidos benefícios que ele obteve. As provas, porém, seguiriam válidas.

O país começa a pagar o preço da eleição de Eduardo Cunha para Presidência da Câmara. E o preço será muito caro.


Pouquíssimas nomeações foram feitas na Esplanada dos ministérios. As edições do Diário Oficial saíram magérrimas no primeiro mês do governo Dilma II. Agora vai deslanchar. Dilma vai ter que pagara a conta da derrota do PT para Eduardo Cunha na presidência da Câmara. O preço não será baixo. O país que se prepare, pois fisiologismo como veremos jamais existiu.
 
 
(Estadão) Depois de sofrer a primeira derrota política do segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff iniciou um movimento para reconstruir pontes com o PMDB e a base aliada do governo no Congresso. Antes mesmo do resultado da eleição que levou à presidência da Câmara o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ministros do PT entraram em campo para propor um "pacto de governabilidade" ao antigo desafeto. 
 
 
Dilma acompanhou a disputa do Palácio da Alvorada e almoçou com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Jaques Wagner (Defesa), Pepe Vargas (Relações Institucionais) e Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência). A presidente deu carta branca para a aproximação com Cunha e o vice Michel Temer (PMDB) foi acionado para ajudar nesse movimento. 
 
 
"Não acredito que Eduardo Cunha vá agir como inimigo. Durante o processo eleitoral, ele rompeu alguns cercadinhos que eu não rompi, mas ninguém pode sentar na cadeira de presidente da Câmara e virar oposição", afirmou o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que perdeu a eleição para Cunha. O petista admitiu, porém, que a partir de agora o governo fica "no limite da instabilidade" na Câmara. "Não se pode, depois da eleição, ser sangue para todo o lado. Vamos apostar no diálogo para garantir a governabilidade", emendou José Guimarães (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Chinaglia. 
 
 
Pauta. A derrota do petista é preocupante para Dilma porque expôs a insatisfação dos deputados com o Planalto e com o PT, além de escancarar a fragilidade da articulação política com o Congresso. No Senado, o governo comemorou a recondução de Renan Calheiros (PMDB) à presidência da Casa e acredita que, apesar de dividido, o PMDB ali não dará dor de cabeça porque é mais fácil a "repactuação". 
 
 
O temor do Planalto e da cúpula do PT, agora, é com a inclusão de uma "pauta bomba" na Câmara, com projetos que aumentem as despesas do governo, em tempos de dificuldades na economia. Não é só: Cunha também já prometeu apoiar uma nova CPI sobre corrupção na Petrobrás. 
 
 
Na avaliação do Planalto, a eleição de ontem foi marcada por um jogo de traições da base aliada, no rastro da Operação Lava Jato, que escancarou um esquema de corrupção na Petrobrás. Em conversa reservada, um ministro disse ao Estado que Cunha se comportará como "embaixador dos grandes interesses econômicos". O governo, agora, vai usar as nomeações do segundo escalão para abrir o diálogo com o PMDB e outros partidos. 
 
 
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PT vira nanico na Câmara.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015


Além de não presidir a Mesa, que terá à frente o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o PT não possui nenhum representante na direção da Câmara dos Deputados. Estes são os membros da Mesa para 2015-2016:
 
 
  • Presidente: Eduardo Cunha (PMDB-RJ)- 267 votos
  • 1ª Vice-Presidência: Waldir Maranhão (PP-MA) - 428 votos
  • 2ª Vice-Presidência: Giacobo (PR-PR) - 322 votos
  • 1ª Secretaria: Beto Mansur (PRB-SP) - 436 votos
  • 2ª Secretaria: Felipe Bornier (PSD-RJ) - 437 votos
  • 3ª Secretaria: Mara Gabrilli (PSDB-SP) - 456 votos
  • 4ª secretaria: Alex Canziani (PTB-PR) - 457 votos
  • 1ª suplência: Mandetta (DEM-MS) - 424 votos
  • 2ª suplência: Gilberto Nascimento (PSC-SP) - 382 votos
  • 3ª suplência: Luiza Erundina (PSB-SP) - 372 votos
  • 4ª suplência: Ricardo Izar (PSD-SP) - 187 votos
 
 
Para a derrota ficar completa, o PT perderá a presidência de comissões permanentes importantes. Um resultado realmente acachapante.

A palhaçada continua! Cunha oferta Comissão de Justiça a réu no STF


Josias de Souza


O novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ofertou o comando da Comissão de Constituição e Justiça a um deputado do PP de Alagoas. Chama-se Arthur Lira. Enquadrado na Lei Maria da Penha e denunciado pela Procuradoria da República, tornou-se réu no STF em dezembro de 2013. É acusado no processo de agredir com “tapas, chutes e pancadas'' uma ex-companheira, Jullyene Cristine Santos Lins.


A denúncia contra Arthur Lira foi convertida em ação penal por maioria de votos. Posicionaram-se a favor do arquivamento os ministros Luiz Fux (relator), Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Votaram a favor do envio do deputado ao banco dos réus os magistrados Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Faltaram à sessão o então ministro Joaquim Barbosa e a ministra Cármen Lúcia, em viagem oficial na época.


A despeito das pressões que recebeu do Planalto, o PP integrou o bloco partidário que apoiou Eduardo Cunha na briga contra o petista Arlindo Chinaglia. Cunha decidiu premiar o aliado com duas das poltronas mais vistosas do organograma da Casa: além da presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a primeira vice-presidência da Câmara.


Com o aval da maioria do plenário, foi alçado à vice-presidência da Câmara neste domingo o deputado Waldir Maranhão (PP-MA). A escolha do presidente da Comissão de Justiça é feita mediante acordo, sem a necessidade de um aval do plenário. O posto caberia a um peemedebista. Mas Cunha decidiu cedê-lo ao PP, sob a condição de que a legenda indique o alagoano Arthur Lira.


A agressão imputada ao deputado ocorreu em novembro de 2006. Lira estava separado de sua ex-companheira havia sete meses. Só em março de 2012 o caso foi denunciado pela Procuradoria. Os defensores do deputado alegaram no Supremo que a acusação feita contra ele, por “inverossímil”, não se sustenta. Acrescentaram que a própria agredida voltara atrás em seu relato, manifestando o desejo de retirar a queixa.


Favorável ao arquivamento, o relator Luiz Fux impressionou-se com a versão segundo a qual a agressão do deputado contra a ex-companheira durara 40 minutos. “Isso não pode ter ocorrido”, duvidou o ministro. Apreciador de lutas, Fux afirmou que nem em torneio de artes marciais uma pessoa apanha por período tão longo. “Uma surra de quarenta minutos é conducente à morte. […] Só para nós termos uma ideia, esses lutadores bem preparados fisicamente lutam três rounds de cinco minutos por um de descanso.”


Na sua vez de votar, Marco Aurélio Mello fez questão de contrapor às dúvidas do colega trechos do depoimento original de Jullyene. Citou a agredida entre aspas: “Que Arthur apareceu entre 21h e 22h na residência da declarante, e quando esta abriu a porta, foi recebida com tapas, chutes, pancadas, foi arrastada pelos cabelos, tendo sido chutada no chão.”


Marco Aurélio prosseguiu: “a declarante indefesa perguntava o porquê daquilo, dizendo a seu ex-companheiro que este não era seu dono e que não tinha razão daquilo acontecer, até porque ambos já estavam separados há cerca de sete meses (…).''


As cadeiras que Eduardo Cunha oferece ao PP eram ocupadas pelo PT, que não terá nenhum representante na Mesa da Câmara no biênio 2015—2016.


Ironicamente, ao lado do PMDB de Cunha e do PT de Chinaglia, o PP é o partido mais enrolado na Operação Lava Jato. Foi por indicação do PP que, em 2004, o engenheiro Paulo Roberto Costa, hoje um delator e corrupto confesso, tornou-se diretor de Abastecimento da Petrobras.

Vale a pena ler de novo: Bolsa família – o maior programa oficial de compra de votos do mundo, e seus efeitos colaterais


Publicado por em 4 abril, as 16 : 34 PM Print
Bolsa família – o maior programa oficial de compra de votos do mundo, e seus efeitos colaterais
Antes de ser eleito, em uma de suas aparições em horários políticos na TV, Lula deixou claro sua visão sobre como se perpetuar um governo no poder. Segundo Lula, dadas as condições sociais do povo, as pessoas votam com a barriga e não com a cabeça, e as cestas básicas e assistencialismo acabam  sendo ações eleitoreiras que funcionam como uma espécie de “arma” que cativa o voto do povo. Assista o vídeo: Lula declara que povo pensa com a barriga e distribuição de alimentos é arma pra manter governo no poder.


Desde sua primeira gestão, diversas formas de assistencialismo foram implantadas no Brasil, a mais famosa e abrangente é o Bolsa-Família, que atende dezenas de milhões de brasileiros. Nos vídeos abaixo você verá os resultados deste benefício, que, tem tornado pessoas improdutivas e cativado eleitores, no segundo vídeo uma brasileira irá declarar porque vota no PT, independente de quem quer que seja o candidato, a visão dela, certamente também a da maioria dos beneficiários do Bolsa-Família, é que é um ótimo benefício, e que, saindo o PT do poder, esse benefício acabaria.


Um projeto de lei, do Senador Aécio Neves, que torna o Bolsa-Família lei, e que, como tal tiraria o cabresto dos beneficiários do programa com o PT, pois garantiria, que independente do governo, o benefício seria mantido e acabaria com o receio dos bolsistas e “eleitores” de que, saindo o PT do poder, o benefício se extinguiria, tem mexido com os ânimos dos petistas e base aliada do governo, que lutam para impedir a votação do projeto. Veja mais sobre o assunto: Senador apresenta projeto para tornar Bolsa-família lei e PT luta para impedir.


Não se deixe enganar brasileiro. Esse governo quer o poder pelo poder e se perpetuar, implantando uma ditadura civil e censurando os meios de comunicação e os comunicadores que se opõe a esta corja, todos temos observado isso ocorrendo. A ultima arma está sendo a aprovação do Marco Civil da Internet, pois sabem que a maior arma contra a corrupção hoje é a internet. A verdade só é aceita até onde não fere os interesses do governo. Acorda Brasil. Pessoas estão morrendo a míngua no SUS por falta de investimentos na saúde pública, a educação do Brasil é uma das piores do mundo, as forças armadas estão sendo sucateadas, a distribuição de renda é uma das piores do mundo também. 



A maior estatal do país, uma das maiores empresas do mundo, a Petrobras perdeu mais da metade de seu valor devido a escândalos envolvendo inclusive Dilma Rousseff e o congresso tem feito diversas manobras para adiar e jogar para debaixo dos panos a CPI da Petrobras, pois se aprovada, investigará a própria Presidenta Dilma. Enquanto isso fortunas são gastas com a Copa do Mundo e outras fortunas são enviadas para países comandados por ditadores. O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER! ACORDA BRASIL!!!

Agora assista com bastante atenção os vídeos abaixo e tire suas próprias conclusões:


 Efeitos colaterais do Bolsa família 



Redação

Revolta Brasil

Música “Vou viver da bolsa do Fome Zero” faz sucesso nas redes sociais. Confira!



Música “Vou viver da bolsa do Fome Zero” faz sucesso nas redes sociais. Confira!

Publicado por em 2 julho, as 21 : 40 PM Print
Música “Vou viver da bolsa do Fome Zero” faz sucesso nas redes sociais. Confira!
A música, segundo a descrição do vídeo, foi censurada. Essa informação não foi confirmada, mas com o teor da letra, não é de se espantar caso tenha realmente sido censurada.


O assunto tratado na canção é a distribuição de dinheiro sem critérios pelo governo, que tem feito diversas pessoas deixarem até mesmo seus trabalhos para viverem exclusivamente das “tetas do governo” (não, não estou falando dos políticos).


Confira a letra, e logo abaixo ouça  a música:


Chega de trabalho, basta de tanto “lero-lero”, não vou mais encher minhas mãos de calo, Vou viver da bolsa do “Fome Zero”. 

Minha mulher está muito feliz, já pediu dispensa do trabalho. Não quer mais ser uma faxineira Pra Viver dessa bolsa brasileira. Por isso, eu canto “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão, Distribuindo esmola via cartão, Reeleição retribuido com uma sua. 

Este é o país que vai pra frente com essa massa ociosa e contente, Vivendo na ociosidade, diz ainda que isso é brasilidade. Por isso, eu canto “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão, Distribuindo esmola via cartão, contrariando o nosso “Rei do Baião” Chega de trabalho, basta de tanto “lero-lero”, não vou mais encher minhas mãos de calo, Vou viver da bolsa do “Fome Zero”. 

Minha mulher está muito feliz, já pediu dispensa do trabalho. Não quer mais ser uma faxineira Pra Viver dessa bolsa brasileira. Por isso, eu canto “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão, Distribuindo esmola via cartão, Reeleição retribuido com uma sua. Este é o país que vai pra frente com essa massa ociosa e contente, Vivendo na ociosidade, diz ainda que isso é brasilidade. 


Por isso eu canto “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão, Distribuindo esmola via cartão, contrariando o nosso “Rei do Baião” Por isso, eu digo “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão, Distribuindo esmola via cartão, Reeleição retribuido com uma sua. Por isso, eu digo “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão, Distribuindo esmola via cartão, contrariando o nosso “Rei do Baião”. 


Por isso, eu digo “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão, Distribuindo esmola via cartão, Reeleição retribuido com uma sua. Por isso eu digo “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão, Distribuindo esmola via cartão, contrariando o nosso “Rei do Baião”
  

 Veja mais sobre Bolsa Família:

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Dirceu, condenado pelo Mensalão e investigado pelo Petrolão, pede ‘aposentadoria’ de R$ 10 mil


Publicado por em 1 fevereiro, as 20 : 52 PM Print
Dirceu, condenado pelo Mensalão e investigado pelo Petrolão, pede ‘aposentadoria’ de R$ 10 mil
O ex-ministro do governo Lula, ex-presidente do PT e ex-morador do presídio da Papuda, José Dirceu, condenado pelo Mensalão como um dos líderes do esquema e atualmente tendo sua empresa de consultoria investigada por lavagem de dinheiro das propinas da Petrobras quer considerar os 11 anos em que viveu na clandestinidade, durante a ditadura militar, na contagem para sua aposentadoria. Ele quer se aposentar.


A pretensão de Dirceu precisa ser apreciada pela Comissão de Anistia, ligada ao Ministério da Justiça, órgão que julga e concede, ou não, contagem para a aposentadoria dos anos de perseguição política, além de indenização financeira. O ex-ministro já foi anistiado em fevereiro de 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Seu processo foi aprovado por unanimidade de nove votos, e a comissão concedeu a Dirceu o direito de reparação econômica, em prestação única, de R$ 59,4 mil.


Condenado pelo Mensalão, Dirceu toma banho em cachoeira tranquilamente, autorizado pelo STF
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Esfriando a memória – Dirceu fala sobre caixa 2 no PT, se esquiva e reclama da imprensa


Dirceu, à época, não solicitou contagem de tempo para se aposentar, o que vai fazer agora, para tentar completar o tempo que falta para a aposentaria. Ele argumenta que os anos de perseguição o impediam de exercer atividade profissional.


José Dirceu foi deputado estadual em São Paulo e deputado federal por dez anos e dez meses, até ser cassado em 2005. Esse período como parlamentar em Brasília conta para sua aposentadoria. Destes, quatro anos foram pelo Instituto de Previdência dos Congressistas e seis anos e dez meses pelo Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC).


Teto
Valor. Se comprovar 35 anos de tempo de serviço, Dirceu poderá receber, pela Câmara, proporcional à aposentadoria integral, cerca de R$ 10 mil. Valor superior ao teto do INSS, de R$ 4.300.


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Com informações do portal ‘O Tempo’

Na política brasileira absurdo não se mede. Política é feita para servir ao povo (em países sérios é assim que funciona), mas no Brasil a coisa é muito diferente disso. Mulheres de deputados querem “cotas” de passagens aéreas (as custas do povo)


Publicado por em 1 fevereiro, as 10 : 58 AM Print
Mulheres de deputados querem “cotas” de passagens aéreas (as custas do povo)
Na política brasileira absurdo não se mede. Política é feita para servir ao povo (em países sérios é assim que funciona), mas no Brasil a coisa é muito diferente disso.


Agora, quem quer embarcar nas boquinhas bancadas pelo povo brasileiro são mulheres de deputados federais, que, segundo informações do site político ‘Diário do Poder’, se reuniram com o candidato à presidência da Câmara, Eduardo Cunha – PMDB-RJ, para que, se eleito, volte a incluir a previsão de passagens aéreas das esposas na verba de gabinete dos parlamentares.


Novo Ministro da Fazenda de Dilma já assumiu falando em aumento de impostos
Segundo o DP a resposta do parlamentar foi “não esqueci”, mostrando sua flexibilidade para lutar pelo benefício à uma das participantes do chá organizado pela deputada Nilda Gondim (PMDB-PB).

Mulheres de deputados que estavam no evento afirmaram que Cunha procura sempre incluí-las nas conversas. Esposa do deputado Carlos Marun (PMDB-RS), Luciane Marun afirmou participar dos eventos políticos sempre que necessário. “Atuamos por tabela. Estou aqui para mostrar apoio”, disse.
E o povo, como sempre, vai aturando e bancando toda essa vida de reis e rainhas de seus “representantes” enquanto perece sem educação, saúde e todos os serviços públicos.


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Odebrecht enfim passou a ser a “bola da vez” na Lava Jato


Ricardo Brandt e Fausto Macedo
Estadão
Três contratos envolvendo a construtora Norberto Odebrecht nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, estão sendo investigados pela Operação Lava Jato. Os acordos, assinados entre julho de 2007 e dezembro de 2009, tiveram 61 aditivos que elevaram em R$ 960 milhões o valor final – de R$ 5,1 bilhões para cerca de R$ 6 bilhões – pago pela Petrobrás. Além de desvios, a Polícia Federal apura se houve cartelização.


Em um desses contratos, referente às obras de unidades de hidrotratamento e de geração de hidrogênio (UHDT e UGH), foram firmados 19 aditivos, que elevaram em R$ 539 milhões o valor contratual. O valor inicial saltou de R$ 3,19 bilhões para R$ 3,73 bilhões. No outro, assinado no mesmo dia – 10 de dezembro de 2009 -, para obras da unidade de destilação atmosférica (UDA), o valor inicial foi de R$ 1,48 bilhão para R$ 1,77 bilhão, com 25 aditivos. O terceiro contrato, firmado em 31 de julho de 2007, referente a obras de terraplanagem, subiu de R$ 429 milhões para R$ 534 milhões – após um total de 17 aditivos.


Essas informações fazem parte de uma sindicância interna da Petrobrás sobre as obras da Abreu e Lima, aberta após a deflagração da Lava Jato. O documento da estatal, anexado ao inquérito, afirma que houve elevação de custo e “necessidade de grande quantidade de aditivos contratuais” em decorrência de um plano de antecipação das obras, para 2010, que teve como figura central Costa. Nesse período, o delator era diretor de Abastecimento – indicado pelo PP – e o primeiro presidente do Conselho de Administração da companhia criada para gerir a construção de Abreu e Lima. Segundo o TCU, há problemas de sobrepreço e de projeto que elevaram os custos gerais.


CAIXA DA PROPINA
A PF suspeita que valores supostamente desviados das obras da Abreu e Lima podem ter abastecido o caixa da propina movimentada pelo esquema de corrupção na estatal. Por isso, vai aprofundar as análises técnicas dos contratos e dos apontamentos de irregularidades identificados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela própria Petrobrás.


Primeiro delator do processo, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa confessou ter recebido US$ 23 milhões em propina da Odebrecht. O valor foi pago entre 2008 e 2009 por meio de uma conta aberta na Suíça, por indicação de um executivo do grupo, afirmou ele em sua delação premiada.


A sindicância apontou outros dois problemas nos contratos assinados em 2009. Um dos problemas foi o de “relicitação” ocorrida no decorrer do processo de contratação, que fez com que os “contratos assinados no ‘topo’ da estimativa”, indicando “cartelização”.


“A Comissão identificou, analisando o comportamento dos resultados destes processos licitatórios (primeira e segunda rodadas de licitação), que o valor das propostas aproximou-se do ‘teto’ (valor de referência mais 20%) das estimativas elaboradas pela Diretoria de Engenharia”, informa a Comissão de Sindicância em seu relatório final.


Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e outras empresas que participaram das obras iniciadas em 2007, alvos da sindicância, integram o suposto cartel de empreiteiras – autodenominado “clube” -, que fatiava os contratos da Petrobrás, mediante pagamento de propina.


Na semana passada, a PF cobrou da presidente da Petrobrás, Graça Foster, o envio dos documentos com detalhes dos contratos da estatal com a Odebrecht nas obras de Abreu e Lima.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Estava pegando mal o “protecionismo” da Polícia Federal em relação à Odebrecht e à Andrade Gutierrez. Seria por falta de agentes e de verbas? Afinal, sabe-se que o governo está boicotando a PF há bastante tempo… Agora falta prender de novo o ex-diretor Renato Duque, solto surpreendentemente pelo ministro Teori Zavascki, e enfim colocar atrás das grades também o tesoureiro do PT, José Vaccari, que inexplicavelmente continua livre, leve e solto. (C.N.)

Judiação!!Vietnã intercepta caminhão com milhares de gatos para consumo

  29/01/2015 16h35


Lei local determina que produtos de contrabando devem ser destruídos.
Polícia ainda não sabe o que fazer com os animais.


Da France Presse
 Foto tirada em 27 de janeiro mostra gatos contrabandeados que seriam usados para "consumo humano"  (Foto: STR/AFP) Foto tirada em 27 de janeiro mostra gatos contrabandeados que seriam usados para "consumo humano" (Foto: STR/AFP)
 
Milhares de gatos vivos, importados ilegalmente da China para o mercado vietnamita, foram encontrados pela polícia deste país, dentro de caixas empilhadas em um caminhão, anunciaram as autoridades.

A carne de gato, conhecida localmente como o "pequeno tigre", é apreciada no Vietnã, apesar de o consumo estar oficialmente proibido.


 Gatos eram transportados em caixas de bambu (Foto: STR/AFP) Gatos eram transportados em caixas de bambu
(Foto: STR/AFP)
 
O caminhão, interceptado na terça-feira (27), tinha quase três toneladas de gatos. O motorista confessou que comprou os animais na província chinesa de Quang Ninh, perto da fronteira com o Vietnã.

Aparentemente os gatos estavam destinados aos restaurantes de Hanói, segundo a polícia. "Não sabemos o que fazer com eles, são muitos", disse um policial. A lei afirma que os produtos de contrabando devem ser destruídos.

Dezenas de restaurantes servem carne gato em Hanói, onde é pouco frequente observar algum felino livre nas ruas, já que os proprietários temem roubos. A carne de cachorro também é muito apreciada.
A alfândega confisca regularmente grandes quantidades de animais mortos, incluindo tigres, que também são utilizados na medicina tradicional vietnamita.
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 Motorista do caminhão pegou gatos na fronteira com a China  (Foto: STR/AFP) Motorista do caminhão pegou gatos na fronteira com a China (Foto: STR/AFP)
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Milhares de gatos foram apreendidos em Hanói; ainda não se sabe o que será feito deles  (Foto: STR/AFP)Milhares de gatos foram apreendidos em Hanói; ainda não se sabe o que será feito deles (Foto: STR/AFP)

Estudo indica que as ondas de calor aumentaram nas zonas urbanas ( a solução para combater ilhas de calor seria criar mais ilhas verdes, com ARVORES)


France Presse 30/01/2015 10h41 - Atualizado em 30/01/2015 10h42


Trabalho também mostra que houve queda das ondas de frio.
Aumento de ondas de calor não significou aumento de chuvas.


Da France Presse
Guarda-chuva foi usado como guarda-sol nesta segunda de recorde de calor em SP (Foto: REUTERS/Nacho Doce)Guarda-chuva foi usado como guarda-sol em dia de recorde de calor em São Paulo (Foto: Reuters/Nacho Doce)
 
 
As zonas urbanas vivenciaram em escala mundial uma multiplicação das ondas de calor nos últimos 40 anos, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira (30).


Entre 1973 e 2012, quase a metade (48%) das 217 aglomerações estudadas passaram por um aumento dos dias muito quentes, e dois terços delas de noites também de muito calor.


Este agravamento das ondas de calor se acelerou nos últimos anos, segundo este estudo publicado pelo jornal britânico "Environmental Research Letters": "entre os cinco anos em que foram registrados, os maiores números de ondas de calor aparecem 2009, 2010, 2011 e 2012".


Neste estudo, uma onda de calor é definida como um período de ao menos seis dias durante o qual a temperatura máxima supera 99% das temperaturas registradas em todo o período.


Ao mesmo tempo, sempre em zonas urbanas, este trabalho mostra uma queda das ondas de frio (as mais importantes datam de 1973, 1974, 1976, 1981 e 1983) e em 60% delas os dias com ventos violentos também diminuíram.


Por sua vez, apenas 17% das zonas urbanas registraram um aumento dos dias de fortes chuvas, e 10% das de caráter torrencial.
São Paulo teve mais um dia de calor e temperatura máxima na cidade nesta terça-feira (13) chegou a 34,2º às 15h (Foto: Caio Kenji/G1)Menino se refresca em parque de São Paulo em dia
de calor (Foto: Caio Kenji/G1)
 
 
"Mais da metade da população mundial vive atualmente em cidades, razão pela qual é particularmente importante entender como o clima, e em especial os episódios climáticos extremos, mudam nestas zonas", explica um dos autores do estudo, o professor Vimal Mishra, do Instituto de tecnologia de Gandhinagar, Índia.


Mishra e seus colegas das universidades americanas de Califórnia (Los Angeles), Washington e Boston (Northeastern University) utilizaram para seu trabalho observações meteorológicas do NCDC (National Climatic Data Center).


O estudo envolve 217 zonas urbanas de mais de 250 mil habitantes divididas em todos os continentes, que contam com estações meteorológicas capazes de fornecer dados completos sobre 40 anos, entre 1973 e 2012.


No âmbito do Quinto Relatório de Avaliação, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) declarou no ano passado que era provável que as ondas de calor já tivessem se tornado mais frequentes na Europa, Ásia e Austrália, embora não tenha feito diferenciação entre zonas urbanas e rurais.


São Paulo teve mais um dia de calor e temperatura máxima na cidade nesta terça-feira (13) chegou a 34,2º às 15h (Foto: Caio Kenji/G1)Palistanos enfrentam calor no dia 13 de janeiro
(Foto: Caio Kenji/G1)
 
 
O IPCC informou que é muito provável que as ondas de calor se tornem comuns e durem mais tempo no futuro, com grandes consequências para a saúde, os negócios e o planejamento urbano.


Cidades que são vulneráveis a ondas de calor são vítimas frequentes de um fenômeno chamado de ilha de calor urbano.

Isso ocorre porque o calor que atinge estes locais é armazenado durante o dia em edifícios de concreto e estradas asfaltadas e liberado à noite.


Como resultado, transforma facilmente a cidade em uma ilha de calor durante 24 horas por dia, já que ela não esfria adequadamente com o anoitecer.

ONU confirma que 2014 foi o ano mais quente registrado na Terra


France Presse   02/02/2015 09h34


Temperatura média do ar na superfície superou em 0,57 grau a média.
Organização acredita que o reaquecimento mundial se manterá.

Da France Presse
Guarda-chuva foi usado como guarda-sol nesta segunda de recorde de calor em SP (Foto: REUTERS/Nacho Doce)Guarda-chuva foi usado como guarda-sol no dia 19 de janeiro, dia de recorde de calor em SP (Foto: REUTERS/Nacho Doce)
 
 
O ano de 2014 foi o mais quente registrado na Terra, confirmou nesta segunda-feira (2) a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma instituição especializada das Nações Unidas com sede em Genebra.


A temperatura média do ar no ano passado na superfície do planeta superou em 0,57 grau Celsius a média caculada para o período de referência 1961-1990, que foi de 14,00 graus. Também supera os máximos de 2010 (0,55 grau acima) e de 2005 (+0,54 grau), segundo a OMM.


"Nosso século conta com 14 dos 15 anos mais quentes. Acreditamos que este reaquecimento mundial se manterá, já que a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera e o aumento da entalpia (calor contido) dos oceanos nos levam a um futuro mais quente", indicou seu secretário-geral, Michel Jarraud.


O ano de "2014 é, em valores nominais, o ano mais quente já observado, embora exista uma diferença muito pequena entre os três anos mais quentes", explicou.


A organização meteorológica calculou que 93% do calor preso na atmosfera pelos gases de efeito estufa, que procedem da exploração de combustíveis fósseis e de outras atividades humanas, está armazenado nos oceanos.


Eles desempenham um papel essencial em termos de regulação térmica do sistema climático mundial. "A temperatura média na superfície dos oceanos alcançou novos recordes em 2014", adverte a OMM.


O organismo lembra que este máximo de calor em 2014 ocorreu na ausência de um verdadeiro episódio do El Niño, um fenômeno que reaquece o clima, e que ocorre quando as temperaturas da superfície do mar, mais altas que o normal no leste do Pacífico tropical, interagem com os sistemas de pressões atmosféricas.


A OMM publicou sua análise das temperaturas mundiais diante da perspectiva de negociações anuais sobre as mudanças climáticas que serão realizadas em Genebra de 9 a 14 de fevereiro. Estas negociações ajudarão a alcançar um acordo na cúpula sobre o clima que será realizada em Paris em dezembro.

Só no Brasil, mesmo! Não é a toa que somos motivo de pilheria na imprensa internacional!! 39 deputados federais que tomam posse são réus em processos criminais.

02/02/2015 09h50 - Atualizado em 02/02/2015 09h50

Entenda a metodologia utilizada pelo G1 em reportagem sobre processos

39 deputados federais que tomam posse são réus em processos criminais.
É o terceiro levantamento realizado pelo G1; primeiro foi feito em 2007.

Do G1, em São Paulo

arte metodologia deputados (Foto: Arte/G1)

Para identificar os 39 deputados federais réus em processos criminais, o G1 pesquisou os nomes dos 513 deputados federais eleitos que tomam posse, de acordo com lista oficial da Secretaria Geral da Mesa da Câmara dos Deputados.

A metodologia foi a mesma utilizada no levantamento anterior, de 2011 (leia a reportagem).


Cada nome foi verificado na consulta processual online do tribunal de Justiça e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado pelo qual o parlamentar se candidatou; nos cinco tribunais regionais federais (TRFs); no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois da identificação dos processos nos sites dos tribunais, eventuais dúvidas sobre a validade dos processos foram esclarecidas pela reportagem com as assessorias de cada Corte.

A consulta processual foi feita somente na segunda instância – a Lei da Ficha Limpa considera inelegível o político condenado em decisões colegiadas, o que só ocorre a partir da segunda instância.
O G1 considerou somente os parlamentares na condição de réus, ou seja, que tenham sido denunciados e cuja denúncia tenha sido aceita pelo Judiciário.

A reportagem não consultou ações na área cível, somente na área criminal. Na área cível, as condenações geralmente são estipuladas em forma de multa ou por meio da determinação de ressarcimento aos cofres públicos, como nos casos de improbidade administrativa.image