Publicado em maio 6, 2015 por
Redação
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o Ministério
do Meio Ambiente lançaram ontem (5) o programa BNDES Restauração
Ecológica, que vai financiar com recursos não reembolsáveis, projetos de
recuperação da vegetação nativa em biomas como a Mata Atlântica, os
Pampas e o Cerrado.
A
Mata Atlântica é considerada prioritária por estar próxima da população
urbana, por ser a que possui menor vegetação nativa e também por seu
papel na manutenção do abastecimento de água na Região Sudeste. Foto de
Tânia Rêgo/Agência Brasil
A primeira fase do programa contará com recursos de R$ 20 milhões e
começará com foco na Mata Atlântica, bioma que era atendido pelo
programa BNDES Mata Atlântica, já encerrado e que contribuiu para a
formulação do atual programa. A Mata Atlântica é considerada prioritária
por estar próxima da população urbana, por ser a que possui menor
vegetação nativa remanescente e também por seu papel na manutenção do
abastecimento de água na região Sudeste.
O presidente do banco, Luciano Coutinho, considerou o programa um
passo inicial para aumentar a escala da restauração ecológica no Brasil:
“Temos um imenso desafio pela frente, e esse desafio é de 12 milhões de
hectares nos próximos 20 anos, de recuperação no Plano Nacional de
Recuperação da Vegetação Nativa. É um superdesafio, e esse é um pequeno
passo inicial. Um passo que temos muito orgulho de fazer e ao qual se
sucederão outros”.
A ministra Izabella Teixeira considerou 12 milhões de hectares um
prognóstico conservador. “Mas, para quem tinha zero, 12 milhões passa a
ser um sonho de consumo”, disse. Segundo a ministra, o Cadastro
Ambiental Rural mostrou que há, pelo menos, 22 milhões de hectares a
serem restaurados: ” temos que ser competitivos, temos que ter inovação
tecnológica e temos que usar isso a favor do nosso desenvolvimento e não
como restrição”.
As regras para se candidatar ao financiamento serão divulgadas na
tarde de hoje, no site do banco, e o prazo para submeter um projeto vai
até o próximo dia 3 de julho. As iniciativas deverão propor a
recuperação de áreas com entre 200 e 400 hectares, sem a necessidade de
serem contínuas.
As áreas a serem recuperadas poderão ser em unidades de conservação,
de posse ou domínio público, em Reserva Particular do Patrimônio Natural
constituídas voluntariamente, em Reserva Legal e em Assentamentos da
Reforma Agrária ou em Territórios Quilombolas, em terras indígenas
reconhecidas pela Fundação Nacional do Índio e em áreas de preservação
permanente (APP). Poderão ser financiadas aquisição de sementes, mudas,
insumos, máquinas e equipamentos, cercas, viveiros de espécies nativas,
mão de obra, pesquisas e outros investimentos.
O diretor do BNDES José Henrique Paim, que está à frente do projeto,
afirmou que a iniciativa vai atender a um aumento da demanda por
restauração que virá como resultado do Código Florestal e um dos
objetivos será fortalecer a cadeia técnica do setor de restauração
ecológica no Brasil.
Todos os biomas brasileiros poderão ser contemplados, com atual exceção da Amazônia, que já conta com o Fundo Amazônia.
Na iniciativa Mata Atlântica, encerrada com o lançamento do Programa
BNDES Restauração Ecológica, 15 projetos foram financiados com R$ 43
milhões para a recuperação de 3 mil hectares. Os trabalhos já foram
iniciados em 1,8 mil hectares.
Por Vinícius Lisboa, da
Agência Brasil.
** Veja as regras e orientações completas aqui:
http://bit.ly/1F28xdc
Publicado no Portal
EcoDebate, 06/05/2015
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Leiam sobre este assunto:
Obra da Rio-2016 derruba mata, e devastação olímpica atinge 34 'Maracanãs'
A Prefeitura do Rio de Janeiro deu início no final do mês de junho a
mais um projeto viário necessário para a Olimpíada de 2016: a duplicação
do Elevado do Joá. Com isso, ampliou a derrubada da vegetação da cidade
causada pela preparação da capital fluminense para os próximos Jogos
Olímpicos e Paraolímpicos.
A duplicação do Elevado do Joá, pista que liga à Zona Sul do Rio à
região da Barra da Tijuca, vai derrubar cerca de 6,9 hectares (69 mil
m²) de vegetação à beira do Oceano Atlântico. Já considerando essa área,
a devastação vegetal causada pela Rio-2016 atingiu 270 mil², área
equivalente a 34 campos de futebol do Maracanã.
Além do Elevado do Joá, a construção da Transolímpica também demandará a
derrubada de vegetação. A obra da avenida ligando o Parque de Deodoro à
região do Parque Olímpico vai suprimir 20 hectares, ou seja, 200 mil m²
de Mata Atlântica na Zona Oeste.
Já no caso do elevado do Joá, dos 6,9 hectares de mata que serão
derrubados, só uma parte é de espécies de mata nativa. A maior área é
constituída por espécies já replantadas, como amendoeiras e bananeiras,
segundo a Fundação Geo-Rio (Fundação Instituto de Geotécnica do Rio de
Janeiro).
Mesmo assim, tudo o que será desmatado será compensado. De acordo com a
SMO (Secretaria Municipal de Obras do Rio), 12,5 hectares de vegetação
serão plantados na cidade. O local onde isso será feito não está
definido.
A derrubada das árvores, tanto no caso do Elevado do Joá quanto no da
Transolímpica, foi autorizada pelo Inea (Instituto Estadual do
Ambiente), órgão do governo do Estado do Rio de Janeiro. A Secretaria
Estadual de Meio Ambiente, aliás, foi questionada pelo UOL Esporte sobre
como avaliava a devastação causada pela preparação para a Rio-2016. Não
respondeu.
Vale ressaltar que realizar uma Olimpíada sustentável é uma das missões
dos organizadores do evento. O próprio Comitê Organizador dos Jogos
Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 já informou que só compra madeira ou
papel com certificado de manejo florestal, vai servir pescado produzido
de forma sustentável nas refeições durante os Jogos e trabalha para a
ampliação da acessibilidade em hotéis do Rio visando à sustentabilidade.
Esse objetivo é visto com desconfiança por ambientalistas e movimentos
sociais. Pessoas que acompanham a organização da Olímpiada questionam a
construção de um campo de golfe para os Jogos numa área de preservação
ambiental, e apontam falta de vontade de governos para despoluir a Baía
de Guanabara e a Lagoa Rodrigo de Freitas –dois locais de competição da
Rio-2016.
Detalhes das obras
A obra de duplicação do Elevado do Joá deve ser concluída em março de
2016. A prefeitura vai gastar R$ 458 milhões para ampliar a via de
acesso à Barra, bairro que é considerado o "coração da Olimpíada". É lá
que vai ficar o Parque Olímpico da Rio-2016.
A Transolímpica vai custar R$ 1,6 bilhão. Desse valor, R$ 1,1 bilhão
será pago com recursos públicos. O restante será pago por um grupo de
empresas, que depois vai lucrar com a cobrança de um pedágio na nova
avenida.
A Transolímpica terá três pistas em cada sentido. Uma delas será uma
faixa para tráfego exclusivo de ônibus expressos BRT (Bus Rapid
Transit). A obra deve ser concluída no primeiro semestre de 2016.
Comentário
1.Será que depois dos Jogos Olímpicos vai sobrar alguma Mata Atlântica para ser "salva"? Ou a verba destinada ao suposto salvamento da Mata, a ser assassinada em nome dos Jogos Olímpicos vai ser utilizada para alguma nova "lavagem"?Bem mais provável!
Anônimo
2.Essa hipocrisia aconteceu também no DF.Um distrital fez publicar um enorme artigo em defesa da APA GAMA de VEADO, para conseguir votos dos moradores do Park Way, dando uma de protetor do Meio Ambiente e, ao mesmo tempo, concordou com a inclusão no PDOT de um artigo que entregava a área à SEDHAB. Safadeza em todos os níveis!!!
Ana Lia
3.Se o MMA quisesse proteger a Mata Atlântica, como alega, não teria dado permissão para seu desmatamento.Não nas proporções em que está sendo feito! 69 mil metros quadrados é muita coisa para uma Mata que, atualmente, tem apenas uns 5% de vegetação remanescente!
O MMA morde e assopra como diz a minha avó!
José Gilberto Fortes.
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/05/07/nota-tecnica-do-senado-diz-que-dupla-atividade-exercida-por-fachin-violou-a-lei.htm
Tudo de forma cortes, civilizada e totalmente diferente da atitude de qualquer petista em qualquer função ou manifestação. Fica aqui um lembrete; eu coloquei no vidro retrovisor central de meu carro e na traseira do veículo um cartaz em tamanho 1/4 de papel A4 com o fora Dilma. Não consegui entender até agora como não vejo carros com tal manifestação.
Seria como se estivéssemos em uma passeata de protesto permanente. Se não conseguirem comprar um adesivo, improvisem. É só procurar no Google “Fora Dilma, mais imagens” salvar e imprimir. Não entendi porque as pessoas que estão organizando passeatas, panelaços e outras manifestações não pensaram nisto. Vamos mostrar que somos criativos e que também tomamos a iniciativa. O inimigo é muito perigoso e não podemos parar de fustigá-los. Não podemos ter a mesma atitude das mariquinhas do PSDB, que são uma decepção só. Serra, Aécio, Aluysio, etc., cadê vocês?
Se o PSDB votar no Fachin, para o supremo, não votarei nunca mais neste partidinho de marocas. Vou procurar outra turma. Para terminar, lembro a todos, sempre que cruzarem com um PM, lembrem de cumprimentá-los, eles merecem, estão do nosso lado, e o pt pretende ou gostaria de desarmá-los; o que é um absurdo e nos deixaria totalmente a mercê dos vândalos. Pensem nisto. Gostaria de circular pelas ruas e ver milhares de carros em passeata constante. Como acontece na copa do mundo e em outros eventos menos importantes. Saudações a todos.