terça-feira, 24 de novembro de 2015

PÂNICO TOTAL: BUMLAI, “O AMIGO ÍNTIMO” DE LULA ESTÁ PRESO



BUMLAI E LULA COSTAS
Definitivamente a Lava Jato chegou em Lula e na sua família!


Passe Livre é o nome da operação deflagrada esta manhã. Refere-se ao “chachá” que Bumlai usava quando chegava ao palácio do Planalto. A Polícia Federal prendeu José Carlos Bumlai no hotel em que estava hospedado em Brasília, à espera para depor na CPI do BNDES. A CAMA ESTAVA QUENTINHA… Vai ser transferido para Curitiba na tarde desta quarta-feira.


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“Terror no Brasil” Sede do jornal ‘O Estado de S. Paulo’ é evacuada por ameaça de bomba

24/11/2015





A sede do jornal O Estado de S. Paulo, no bairro do Limão, Zona Oeste de São Paulo, foi evacuada em razão de uma ameaça de bomba na tarde desta segunda-feira. Funcionários do jornal relataram que uma secretária recebeu uma ligação anônima, informando que havia uma bomba dentro do prédio. 


Os funcionários foram avisados e se retiraram rapidamente do local. A assessoria de imprensa da Polícia Militar informa que recebeu um chamado para a sede do jornal às 16 horas. A PM e o Corpo de Bombeiros vasculharam o prédio, mas nada foi encontrado. De acordo com o site do jornal, os funcionários já foram autorizados a voltar ao trabalho.

Complicou Dona Dilma, Corte de ‘Nova York’ começará julgar ações movidas por investidores da Petrobras

24/11/2015


O juiz da Corte de Nova York responsável pelos processos da Petrobras, Jed Rakoff, definiu que o julgamento dos processos abertos contra a empresa brasileira vai começar dia 19 de setembro de 2016. O julgamento deve ser longo, mas não deve durar mais do que dois meses, determinou o juiz, de acordo com documentos divulgados pela Corte.

Os advogados, tanto de acusação quanto de defesa, sugeriram ao juiz que o julgamento começasse dia 26 de setembro do ano que vem. Mas, com a intenção de evitar que se arraste até os feriados de final de ano nos Estados Unidos, incluindo o dia de Ação de Graças, em novembro, o juiz antecipou em uma semana, fixando a data no dia 19.


Os processos acusam a Petrobras de ter escondido as informações sobre corrupção e pagamento de propinas, inflando ativos e não divulgando o que sabia em seus comunicados oficiais. Com isso, quando a Operação Lava Jato veio a público, os papéis da empresa despencaram no mercado, provocando prejuízos milionários aos investidores, que agora pedem indenização.


Até agora, além da ação coletiva, foram abertas 21 ações individuais de fundos e investidores institucionais de várias partes do mundo, incluindo de vários Estados dos EUA, Europa, Austrália e Ásia. O último deles foi do fundo Discovery Global Citizens, no último dia 19. Antes, dia 16, o Estado do Alaska entrou com processo. Rakoff determinou ainda que para fazer parte do atual julgamento, só vai considerar ações de investidores que entrem na Corte até dezembro. Quem ingressar com processo após esse prazo ficará impedido de participar do processo, “congelado” na Corte até que termine o caso.


O julgamento da ação coletiva e das individuais será unificado, de acordo com determinação de Rakoff. Pelo cronograma, o julgamento será feito em duas partes, a primeira para tratar dos interesses coletivos e a segunda dos individuais.
(Via estadão e agências)

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou nesta segunda-feira, 23, que os números de corrupção da Operação Lava Jato são ‘estratosféricos’.

Se um Barusco vale 100 milhões, quanto valerá um Eurolula ?

Quando um Barusco corresponde a 100 milhões de reais, disse o ministro Gilmar Mendes, do STF, "temos um outro quadro". E bota quadro horripilante nisto: 


O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou nesta segunda-feira, 23, que os números de corrupção da Operação Lava Jato são ‘estratosféricos’. O magistrado participa de debate no Lide (Grupo de Líderes Empresarias), em São Paulo, e destacou que quando o tribunal avaliou o caso do mensalão, aquele era considerado o maior caso de corrupção da história do País.

Gilmar Mendes considera que o julgamento do processo do Mensalão foi ‘extremamente importante’ para a Lava Jato ter sucesso. O ministro citou o caso do ex-gerente executivo da Petrobrás Pedro Barusco, que confessou ter recebido propinas do esquema de corrupção instalado na estatal e investigado pela Lava Jato. Um dos delatores da Lava Jato, Barusco devolveu US$ 96 milhões em propina.

“As investigações que agora se desenvolvem seriam impensáveis se nós não tivéssemos aquele julgamento do Mensalão”, afirmou. “Depois surge o Petrolão, os números são estratosféricos, quando 1 Barusco corresponde a 100 milhões nos temos um outro quadro.”

Mendes afirmou também que a Lava Jato tem sucesso até o momento por ter uma força-tarefa dedicada a isso e um juiz – Sérgio Moro. (Estadão).

Moro critica a "lei bolivariana" que pode ter como desfecho a censura


Para o juiz Sérgio Moro, a "Lei do Direito de Resposta", chamada de lei bolivariana pelos blogueiros, é extremamente vaga e, por isso mesmo, pode conduzir à censura dos órgãos de imprensa:
O juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato, comentou nesta segunda-feira, 23, sobre a lei do Direito de Resposta, aprovada recentemente no Congresso e disse que a legislação, da forma como passou, ficou vaga ao classificar quem seriam os “ofendidos” que teriam direito a utilizar do mecanismo legal.
“A minha crítica não é contra o direito de resposta em si, isso é assegurado constitucionalmente e, em princípio, amplia o debate. Mas a forma, o procedimento, a vagueza da lei em não estabelecer as hipóteses em que esse direito deve ser exercido acabam possibilitando que que ela seja usada como instrumento de censura”, afirmou o magistrado durante palestra no IX Fórum da Associação Nacional de Editores de Revista em São Paulo.
Para ele, a legislação deveria ser mais clara ao estabelecer em quais casos em que a pessoa que se sentir atingida por uma reportagem deve ter o direito de resposta no veiculo tal qual prevê a lei.
“Podem até ter sido boas intenções na formatação, ela (Lei do Direito de Resposta) ficou vaga demais. Ofendido em qualquer circunstância? Mesmo se o fato for verídico? Mesmo se o fato for informado com base em informações devidamente com aquele razoável cuidado pelo órgão de imprensa?”, disse. (Estadão).

Macri e a decadência do populismo na Argentina


Reproduzo abaixo artigo de Carlos Alberto Montaner sobre a derrota do kirchnerismo, um dos braços do populismo sul-americano. Maurício Macri, o presidente eleito da Argentina, pode de fato conduzir a Argentina ao século XXI, além de encabeçar um movimento continental em favor das liberdades - algo que, vergonhosamente, o Brasil não tem condições de fazer sob a estupidez ideológica do partido totalitário:


La victoria de Mauricio Macri en Argentina es el triunfo del sentido común sobre el discurso crispado y fallido de las emociones. Es, también, el arribo de la modernidad y el entierro de una etapa populista que debió desaparecer hace mucho tiempo.

Hay una exitosa manera de gobernar. Es la que se emplea en las 25 naciones punteras del planeta, donde debiera estar Argentina, donde estuvo en el primer cuarto del siglo XX. La esperanza de todos es que Macri encamine al país en ese rumbo.

¿Cuáles son esas naciones? Las que consignan todos los manuales rigurosos, desde el Índice de desarrollo humano que publica Naciones Unidas hasta el Doing Business del Banco Mundial, pasando por Transparencia Internacional. Son una veintena de compilaciones y da igual cómo se crucen: a la cabeza siempre comparecen los mismos.

¿Cuáles? Los sospechosos habituales: Noruega, Inglaterra, Suiza, Canadá, Alemania, Estados Unidos, Holanda, Dinamarca, Japón, y el consabido etcétera. ¿Cómo lo hacen? Con una mezcla de respeto a la ley, reglas claras, fortaleza institucional, mercado, apertura comercial, razonable honradez administrativa, buen nivel educativo, innovaciones, competencia, productividad y, sobre todo, confianza.

A veces los gobiernos son liberales, democristianos o socialdemócratas. A veces se combinan en coaliciones. Pese a las disputas, todos forman parte de la extendida familia de la democracia liberal. Lo que suelen discutir en las elecciones no es la forma en que se relacionan la sociedad y el Estado, sino el monto de la presión fiscal y la fórmula distributiva del gasto social. No se juegan en las urnas el modelo económico sobre el que descansa el aparato productivo ni el modelo político que organiza la convivencia y garantiza las libertades. En eso están de acuerdo.

Son naciones, en fin, sedadas, sin sobresaltos, sin ruido de sables ni rumores de caos, maravillosamente aburridas, en las que las voces antisistema son demasiado débiles para tomarlas en cuenta, y en las que se pueden hacer planes a largo plazo porque es muy difícil que la moneda pierda su valor súbitamente o que el gobierno te secuestre los ahorros en un infame e ilegal corralito.

Eso no quiere decir que no surjan crisis y burbujas especulativas, o que algunos, como Grecia, hagan trampas y haya que sacarles las castañas del fuego. Claro que ocurren, pero se superan y la economía se recupera sin que se rompa el juego democrático. Son los ciclos inevitables que se producen en los mercados libres, en los que la codicia, cada cierto tiempo, distancia a compradores y vendedores. Las naciones punteras han aprendido a superarlos y seguir adelante.

Todos esperan que Mauricio Macri se desplace en esa misma dirección por el bien de los argentinos, pero, tratándose del país mayor y mejor instruido de América Latina, puede aventurarse que su triunfo va a tener notables consecuencias en todo el continente. Por lo pronto, es muy importante que Argentina haya abandonado la deriva chavista en que la introdujo el kirchnerismo.

El triunfo de Macri va a repercutir en las elecciones venezolanas del 6 de diciembre próximo, a las que la oposición democrática llegará con la certeza de que tiene un nuevo y valioso amigo que se negará a convalidar el fraude que prepara Maduro, y mucho menos la opresiva junta cívico-militar con la que ha amenazado si las urnas le son adversas.

Va a tener efectos sobre el panorama electoral brasileño, fortaleciendo a las fuerzas de centroderecha que se oponen a Lula; y sobre el chileno, cuando la señora Bachelet, cuya popularidad está en el suelo, convoque a unas nuevas elecciones en las que no podrá ser candidata.

No sólo Mauricio Macri, como acertadamente señala Joaquín Martínez Solá en La Nación, es la expresión del relevo generacional que el país necesita, con hombres y mujeres que no sufrieron el trauma de la dictadura militar ni la barbarie guerrillera de la oposición armada, sino que puede ser quien encabece en América Latina la lucha por la democracia y las libertades. Alguien que conduzca al país a ese siglo XXI que empezó hace casi 16 años, y lo saque del viejo pantano populista en el que lo atascó el peronismo hace muchas décadas.

Pocos gobernantes han comenzado su mandato con tantas ilusiones nacionales e internacionales puestas en su gestión. Tiene un gran país que merece a un gran presidente.
 
 

Liberação do jogo no Brasil

O rei da jogatina

Blairo Maggi, que já foi o rei da soja, apresentará na quarta-feira no Senado um novo relatório sobre o projeto que legaliza o funcionamento de cassinos, bingos e o jogo do bicho.

O G1 informa que o texto prevê até 35 cassinos no país, com no mínimo um por unidade da federação – alguns estados poderão ter até três, conforme critérios populacionais e econômicos.


"Por mais proibidos que sejam, os jogos acontecem hoje. Tem cassinos clandestinos, e acaba sempre tendo, por mais que haja fiscalização", diz o senador, que é investigado na Operação Ararath. Blairo acha que a autorização do jogo vai gerar uma "corrida" da população às casas de jogos.


O tema está em tramitação na Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, que analisa as propostas da Agenda Brasil, de Renan Calheiros.

Conselho de Ética Deputados montam plano contra manobra de Eduardo Cunha Ausência em plenário e obstrução estão no plano anti-Cunha

Diario do Poder
Publicado: 23 de novembro de 2015 às 15:21


Ausência em plenário e obstrução estão no plano anti-Cunha (Foto: Antônio Cruz)
Deve ser lido nesta terça-feira (24), no Conselho de Ética da Câmara, o relatório preliminar apresentado pelo deputado Fausto Pinato (PRB-SP) sobre a continuidade ou não do processo contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por quebra de decoro parlamentar. A expectativa é que Pinato decida pela continuidade do processo.
 O parecer deveria ter sido apresentado na última quinta-feira (19), mas uma manobra acabou impedindo a ação. Cunha abriu sessão do plenário da Casa para votar uma medida provisória e, de acordo com o deputado, pelo regimento interno, os trabalhos das comissões deveriam ser suspensos.

Contra possíveis manobras protelatórias, parlamentares se organizam para boicotar votações nesta semana caso Cunha interfira nas sessões do Conselho de Ética. A ordem é para não registrar presença em Plenário ou obstruir votações, dificultando a aprovação de matérias.

Moro afirma que eleição não alterou o trâmite da Lava Jato Para o juiz, eleição reforça necessidade de acesso às informações

Informação é poder

Publicado: 23 de novembro de 2015 às 18:33 - Atualizado às 18:36

Para o juiz, eleição reforça necessidade de acesso às informações. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
O juiz Sérgio Moro, responsável pelo julgamento das ações da Lava Jato, disse nesta segunda-feira, 23, que optou não retardar o andamento do processo das investigações durante o período eleitoral do ano passado, embora tenha sido criticado por isso. "Eu não vou retardar o andamento do processo por causa de uma eleição. Durante o período eleitoral, tanto mais se justifica ter o pleno acesso às informações", explicou, durante o Fórum da Associação Nacional de Editores de Revistas, na capital paulista. "A democracia e a liberdade demanda que as coisas públicas sejam tratadas em público", afirmou o magistrado.

Moro explicou que a própria Constituição brasileira prevê a publicidade de ações judiciais envolvendo crimes contra a administração pública, como é o caso dos crimes envolvendo a Petrobras investigados na Lava Jato desde o ano passado. Moro disse ainda que os jornalistas têm contribuído para as investigações, muitas vezes lançando informações em primeira mão que são o pontapé inicial para a investigação da Polícia Federal ou do Ministério Público.


"Os jornalistas podem chegar primeiro a uma informação que talvez a polícia demorasse mais para chegar ou talvez não chegasse", disse. O juiz se disse fã da proteção que se dá à liberdade de imprensa nos Estados Unidos e afirmou que o Brasil caminha para chegar ao nível norte-americano. "Informação é poder. Quanto mais você tem informação, mais você pulveriza o poder", declarou. "Tem uma frase de um juiz americano da qual eu gosto muito: o livre intercâmbio das ideias é o meio de alcançar o bem maior", disse.


Moro lamentou não ter percebido nenhuma melhora nas instituições brasileiras a partir das investigações da operação. "Fiquei muito decepcionado, pois, apesar das revelações da Operação Lava Jato, não assisti a uma resposta das instituições, como o Congresso e o governo. Não tivemos respostas", afirmou.


"A Lava Jato não vai resolver os problemas de corrupção, não serei eu, não será a ação penal 470 (mensalão), seremos o que nós, cidadãos, vamos fazer a partir de agora. Precisamos de uma melhora nas instituições, e eu não vejo isso acontecendo de maneira nenhuma", criticou o magistrado.


Ele disse em seguida que tem visto um "deserto" nas iniciativas gerais contra a corrupção. "A Lava Jato tem uma única voz pregando nesse deserto", afirmou. Para Moro, a corrupção no Brasil é sistêmica e tem atuado em várias esferas do poder. "Se você imaginar que tudo o que os delatores estão dizendo é verdade, o quadro é preocupante", afirmou.

Conselho de Ética se reúne para leitura de parecer sobre processo contra Cunha


  • 23/11/2015 21h51
  • Brasília
Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil
O Conselho de Ética da Câmara faz amanhã (24) reunião para a leitura do relatório preliminar sobre processo contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Marcada para a última quinta-feira (19), a leitura do parecer do deputado Fausto Pinato (PRB-SP) pela continuidade das investigações contra Cunha foi adiada após o início da ordem do dia na Casa antes do horário habitual.


Naquele dia, a sessão no Plenário foi aberta às 10h44, determinando o fim da reunião do conselho, uma vez que o Regimento Interno da Câmara impede a votação nas comissões quando se inicia a “ordem do dia”. Deputados questionaram o início da sessão, aberta, segundo os parlamentares, antes do “habitual” e consideraram o ato uma manobra de Cunha para adiar o processo na Comissão de Ética.


À tarde, após o encerramento das atividades no Plenário, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), chamou nova reunião do colegiado, mas o presidente em exercício da Câmara, Felipe Bornier (PSD-RJ), cancelou a reunião, o que gerou revolta nos deputados que deixaram o plenário aos gritos de “vergonha!” e “fora, Cunha!”. Com a repercussão, Cunha suspendeu decisão de Bornier, que é Segundo-Secretário da Mesa Diretora.


O pedido de cassação do mandato de Cunha foi protocolado no dia 13 de outubro pelo PSOL e a Rede. Cunha foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de ter recebido US$ 5 milhões em propina do esquema investigado pela Operação Lava Jato.


O pedido tem por base documento encaminhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), atestando como verdadeiras as informações de que Cunha e parentes têm contas secretas na Suíça e que teriam recebido dinheiro fruto do pagamento de propina em contratos da Petrobras. O parlamentar nega e diz que os recursos no exterior vêm de negócios de venda de carne no continente africano.


Na reunião desta terça-feira o Conselho de Ética também deve apreciar o parecer preliminar do deputado Washington Reis (PMDB-RJ) referente à representação do PCdoB contra o deputado Alberto Fraga (DEM-DF).


O partido entrou com o pedido após Fraga ter afirmado, durante sessão plenária, que "mulher que participa da política e bate como homem, tem que apanhar como homem", em referência à deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). O parlamentar disse que não fez apologia da violência física contra mulheres, mas que se referiu ao debate político.

* matéria alterada às 21h52 para alteração de informação


Edição: Fábio Massalli

Olimpíadas do Rio: Abin estará atenta aos chamados “lobos solitários"


  • 23/11/2015 21h56
  • Brasília
Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
A maior preocupação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, não são organizações terroristas, como o Estado Islâmico, por exemplo. As atenções dos órgãos de segurança e inteligência estarão voltadas, principalmente, para os chamados “lobos solitários”, pessoas que conhecem, pela internet, a ideologia de uma organização terrorista e agem em prol dela sem jamais ter tido contato com seus membros.
Brasília - O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Roberto Trezza, participa do Seminário internacional Enfrentamento ao terrorismo no Brasil (Valter Campanato/Agência Brasil)
O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Roberto Trezza, participa do Seminário internacional Enfrentamento ao terrorismo no BrasilValter Campanato/Agência Brasil
“Nós, no Brasil, temos uma distância física muito grande, controlamos muito bem essa movimentação em âmbito internacional e não temos células terroristas instaladas no nosso território. A nossa preocupação é exatamente com esse indivíduo que vive no nosso país e se radicalizou por intermédio da internet”, disse o diretor de Contraterrorismo da Abin, Luiz Sallaberry.


Segundo ele, os recentes atentados terroristas em Paris, no dia 13 de novembro, provocou um “alerta” nos serviços de inteligência para os Jogos de 2016. “A gente está vendo que está ocorrendo um recrudescimento dessas ações e isso gera um alerta adicional para nós. Não é nada que gere uma preocupação excessiva ou temor. Mas, certamente, um avanço nesse tipo de medida deve ocorrer no nosso dia a dia”, explicou.


Sallaberry ressaltou, no entanto, que os eixos de segurança pública e de defesa, que junto com a inteligência, compõem a segurança dos Jogos Olímpicos, não farão alterações em virtude do ocorrido em Paris. Os investimentos, segundo ele, já foram “maciços” em várias áreas e são adequados.


A Abin abriu hoje (23) o Seminário Internacional Enfrentamento ao Terrorismo no Brasil, que reunirá durante toda a semana profissionais de segurança e inteligência dos Jogos de 2016. Em sua fala de abertura do evento, o diretor-geral da agência, Wilson Trezza, explicou que delegações de dez países são consideradas de “alta sensibilidade” a ações terroristas.


Trezza se referiu às delegações dos Estados Unidos, do Canadá, Egito, da França, Grã-Bretanha, do Irã, Iraque, de Israel, da Rússia e Síria. Outras delegações são vistas com menor preocupação, mas ainda merecem atenção, como a da Alemanha, Espanha e Jordânia.


Para os dois diretores da agência, o Brasil está pronto para receber os Jogos Olímpicos e oferecer a segurança adequada. “Temos um papel desafiador, mas nos consideramos à altura do desafio”, disse Trezza. Presente à abertura do seminário, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Ricardo Berzoini, destacou a importância da cooperação internacional na prevenção de atentados terroristas.


“Precisamos trabalhar com muita cooperação internacional porque esse é um assunto que não se resume às fronteiras de cada país, como bem deixou claro os atentados em Paris e depois no Mali. A prevenção tem que ser internacional”, disse Berzoini. O ministrou mencionou o trabalho de segurança feito na Copa do Mundo de 2014 e acrescentou que as Olimpíadas contam com mais países e mais diversidade cultural e política.


“Evidentemente, as Olimpíadas têm muito mais países e com uma diversidade política e de relações internacionais muito mais complexa. Então, temos que redobrar os esforços, aproveitar o que foi feito na Copa e produzir iniciativas e resoluções que sejam capazes de melhorar o que já foi feito”.


O ministro também demonstrou cautela com o tema. Apesar de admitir não entender profundamente do assunto, disse que “todo cuidado é pouco” com atentados terroristas durante os jogos. “[O terrorismo] é um desafio para grandes potências, países que já têm experiência com esse tipo de evento. Portanto, temos que ter a mesma preocupação, saber que todo cuidado é pouco e que todos os preparativos têm que ser feitos com muita responsabilidade”, afirmou.


Edição: Aécio Amado

Ministra reconhece que lama vai causar morte de muitas espécies no mar


  • 23/11/2015 22h26
  • Brasília
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
 
 
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse hoje (23) que o esforço do governo é mitigar o impacto ambiental, mas reconheceu que muitas espécies de fauna vão morrer por causa da lama com rejeitos de minério que vazou do rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), no dia 5 deste mês. A lama atingiu o mar nesse domingo (22) e se espalhou por uma extensão de cerca de 10 quilômetros no litoral do Espírito Santo.


A ministra sobrevoou nesta segunda-feira a área atingida pela lama na foz do Rio Doce e em parte do litoral capixaba e depois falou à imprensa: “Amanhã chega aqui um barco de pesquisa da Marinha, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo, exatamente para fazer os testes e avaliar. Mas, obviamente, teremos morte de fauna. Para isso, os biólogos estão monitorando e preparando os laudos”, disse Izabella Teixeira em Linhares (ES), após reunião com o governador Paulo Hartung, representantes de instituições da sociedade civil e demais instituições envolvidas.


Segundo a ministra, a lama não terminou de cruzar o Rio Doce e ainda não é possível estimar um prazo para o término desse processo: “Obviamente, tem as barreiras de contenção. Isso ajuda a minimizar o impacto na fauna, mas teremos impacto bastante expressivo. Tem ainda muita lama no leito do rio, a lama ainda está descendo. Eu determinei que o monitoramento seja de, no mínimo, entre 90 e 120 dias”.


Para Izabella, o cenário atual requer continuidade dos atendimentos emergenciais à população.A prefeitura de Linhares interditou as praias de Regência e Povoação após a chegada ao mar da lama. A população dessas localidades vive da pesca e do turismo e tem as atividades prejudicadas com a água barrenta que avança no mar.


“Conversamos com as autoridades sobre as medidas emergenciais para avisar as populações isoladas que vivem ao longo do Rio Doce ou os pescadores na foz do rio. Estamos notificando a empresa [Samarco] para que ela atenda essas populações de maneira articulada com o governo do estado e com o município”, afirmou a ministra.
 
 
Edição: Jorge Wamburg

Responsável por Parque da Chapada Diamantina suspeita de incêndios criminosos


  • 23/11/2015 16h30
  • Brasília
Marieta Cazarré – Repórter da Agência Brasil
 
 O chefe substituto do Parque Nacional da Chapada Diamantina, César Gonçalves, disse hoje que os sucessivos incêndios que atingem a região desde o dia 26 de outubro são causados pela ação do homem. “Incêndios naturais são causados por tempestades de raios. Não é o caso. Sabemos que a causa é humana”, afirmou, após uma equipe de especialistas avaliar as ocorrências.


Para Gonçalves, as motivações podem ser diversas, como colocar fogo para renovar pastagens ou para diminuir a vegetação e facilitar a caça.


Em toda a Chapada Diamantina – região que extrapola os limites do Parque Nacional –, mais de 240 homens estão trabalhando para controlar o fogo, que já consumiu aproximadamente entre 15 mil e 30 mil hectares, segundo a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) da Bahia. Os incêndios florestais sucessivos já afetaram os municípios de Lençóis, Palmeiras, Mucugê, Ibicoara, Jacobina, Jaborandi e Andaraí.


O Parque Nacional da Chapada Diamantina é uma área de preservação ambiental e turismo ecológico, que conta com uma área de 152.000 hectares. De acordo com Gonçalves, aproximadamente 10 mil hectares já foram queimados, o que equivale a 6,5% da área do Parque.


Ele disse, em entrevista à Agência Brasil, que a região normalmente tem temporadas de queimadas no período entre julho e novembro. No entanto, a intensidade dos incêndios está mais alta este ano, devido ao fenômeno do El Niño, “que é o mais forte registrado na história”, afirmou o chefe substituto do PNCD. O fenômeno, que tem causado forte seca na região nordeste, dificulta o combate ao fogo.


Reforços estão sendo enviados para ajudar na tarefa. Sábado passado (21), 47 bombeiros de Brasília chegaram ao local. Ontem (22), 40 homens da Defesa Nacional também se juntaram à força-tarefa, que conta com bombeiros militares, brigadistas voluntários, técnicos da Secretaria de Meio Ambiente da Bahia, além da colaboração da Força Aérea Brasileira, do Exército e da Defesa Nacional.


A visitação no Parque Nacional, como um todo, não está interrompida. Apenas as trilhas Pai Inácio-Águas Claras; Pai Inácio-Barro Branco e Conceição dos Gatos-Águas Claras estão em áreas de incêndios.


Na semana passada, dia 16, o Ministério Público Federal (MPF) em Irecê, Bahia, instaurou procedimento para apurar as providências adotadas pelos órgãos competentes para combater os focos de incêndio. Foram oficiados a unidade do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) responsável pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina, a Superintendência do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) na Bahia e a Secretaria do Meio Ambiente no Estado da Bahia.


Entre as informações solicitadas estão a quantidade, localização e extensão de todos os focos de incêndios, principalmente os que se situam no interior e nas proximidades do Parque Nacional da Chapada Diamantina; as providências adotadas por cada órgão visando o combate ao incêndio; e os recursos materiais e humanos utilizados.


Neste momento, o Ministério Público aguarda o recebimento das informações para dar seguimento à investigação e adotar as medidas cabíveis.


O Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em 1985 e abrange os municípios de Andaraí, Ibicoara, Itaetê, Lençóis, Mucugê e Palmeiras.


Edição: Maria Claudia

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Forças Armadas do Brasil não tem armas, munições e serviço de inteligência para Rio 2016, isso preocupa o mundo.

23/11/2015


No momento em que o Estado Islâmico realiza atentados contra países como França e Rússia, o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, defendeu nesta segunda-feira (23) que o Brasil aceite a cooperação de órgãos de inteligência internacionais para reduzir os riscos de eventuais episódios de terrorismo na Olimpíada e na Paralímpiada de 2016 no Rio de Janeiro.

Brasil se torna alvo fácil para um ataque terrorista nas olimpíadas 2016 e isso preocupa o mundo. 

Em cerimônia de abertura do Seminário Internacional de Enfrentamento ao Terrorismo no Brasil, promovido em Brasília, o ministro afirmou que “não há limite” para a preocupação do governo brasileiro e disse que a cooperação internacional é “fundamental para tratar desse assunto”.


O discurso do ministro contrapõe declaração da presidente Dilma Rousseff durante reunião do G20, na Turquia. A petista afirmou na ocasião, após os atentados em Paris, que o Brasil está “muito longe” do foco dos ataques recentes. Segundo ela, o terrorismo está hoje muito concentrado na Europa.


No domingo (22), o governo francês ofereceu à presidente Dilma Rousseff os serviços de inteligência e informação do país europeu para a Olimpíada e Paralímpiada de 2016.


“Os eventos recentes e outros mostram que todo cuidado é pouco e toda preparação é pouca. Países que têm já uma história de enfrentamento dessa questão foram alvo de ataques significativos. Nesse campo, não há limite para a nossa preocupação e para tomar todas as providencias ao alcance das autoridades brasileiras”, disse.


Segundo o ministro, o Brasil deve ter a mesma preocupação sobre os riscos de um ataque terrorista que países com histórico de episódios de violência deste tipo.


Ele lembrou que, por envolver delegações maiores e com maior complexidade de posições políticas, os esforços do governo federal devem ser redobrados no evento esportivo do ano que vem em relação aos adotados na Copa do Mundo de 2014.


“É necessário que, diante de um evento com a magnitude das Olimpíadas do ano que vem e diante da responsabilidade pública do estado brasileiro, a sociedade brasileira discuta com profundidade como prevenir e combater de maneira incansável a prática do terrorismo. 


Prática que no Brasil tem poucos registros de acontecimentos, mas que evidentemente merece toda a atenção pela característica da globalização econômica e cultural atual”, disse.
O ministro classificou os ataques terroristas em Paris, que deixaram 130 mortos, como trágicos e ressaltou que eles “chocaram todo o mundo”. “Foi uma violência covarde e uma tentativa de instauração de um cenário de terror”, criticou.


ABIN
No mesmo evento, o diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Wilson Trezza, afirmou que não há no mundo nenhum país “100% preparado” para riscos de ataques terroristas. Ele considerou, contudo, que as avaliações de risco do órgão federal não mostram, por enquanto, o terrorismo como uma das principais ameaças para a Olimpíada no Rio de janeiro.


“É lógico que nós trabalhamos em busca do erro zero e, em relação ao terrorismo, como se tivéssemos uma ameça concreta. Nós sempre trabalhamos como se tivesse alguma coisa para acontecer”, disse. “Não há país no mundo 100% preparado. Nós tivemos o exemplo dos Estados Unidos e agora na França. Mas acreditamos que, pelo trabalho que realizamos na Copa das Confederações e na Copa do Mundo, temos todas as condições de dizer que estamos preparados”, acrescentou.


Ele ressaltou que os órgãos de inteligência brasileiros não encontraram até agora nenhuma célula do Estado Islâmico no Brasil, mas lembrou que a Abin monitora alvos com potencial de terem vínculos com grupos terroristas e conta inclusive com cooperação de órgão internacionais na iniciativa de monitoramento.


“Um atentado terrorista não é necessariamente promovido e executado por estrangeiros, mas poderíamos em tese ter alguém dentro do país que tivesse envolvido em atividades desse tipo. Hoje em dia, fala-se muito no chamado ‘lobo solitário’, o cidadão que atua sozinho”, afirmou. “Nós temos alvos não necessariamente que estejam desenvolvendo atividades, mas, em uma ação preventiva, fazemos acompanhamento de pessoas que potencialmente poderiam ter algum tipo de vínculo (com grupos terroristas)”, acrescentou.


O ministro disse ainda que algumas delegações internacionais, como as de países como Estados Unidos, França e Iraque, terão um reforço maior de segurança dos órgãos brasileiros durante os Jogos Olímpicos.
(via agências)

Que tal nadar no céu?

Projeto de uma piscina de vidro entre dois edifícios em Londres. Misterios do Mundo.