quarta-feira, 4 de março de 2015

Metalúrgicos protestam na porta da Petrobras: "Trabalhador na rua! Corrupto, a culpa é sua". Lula e Dilma fazem de conta que não é com eles


Thais Lobo - O Globo

Metalúrgicos fazem protesto em frente à Petrobras

Metalúrgicos fazem protesto em frente à sede da Petrobras - Alexandre Cassiano / O Globo

Cerca de 250 metalúrgicos participam de um protesto nesta quarta-feira. Segundo a CCR Barcas, os manifestantes saíram da Praça Araribóia, em Niterói, em uma barca em direção à Praça XV, no Centro do Rio, onde chegaram aos gritos de "trabalhador na rua, Petrobras a culpa é sua". Depois, o grito foi trocado por "trabalhador na rua, corrupto a culpa é sua".

Concentrados diante da sede da Petrobras, os metalúrgicos exigiram um encontro com o presidente da Petrobras para entregar uma carta com as demandas da categoria.

Conseguiram que uma comissão do Sindicato dos Metalúrgicos fosse recebida na empresa.

Eles questionam a paralisação de obras, e a consequente demissão de trabalhadores, na esteira da investigação da operação Lava-Jato.

— Os metalúrgicos do Brasil não vão aceitar o retrocesso da indústria naval. Para isso, queremos a garantia da Petrobras de que as operações do pré-sal e pós-sal, as embarcações de apoio, os navios de transporte de petróleo continuarão sendo construídos no Brasil.

Nós trabalhadores queremos estar na mesa de negociação da Petrobras — afirmou Edson Rocha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói/RJ e Diretor da CNM/CUT. — Se tem culpado que puna o culpado, mas o povo brasileiro não pode sofrer.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, Alex Santos, afirmou que vai se encontrar na noite desta quarta-feira com o ministro de Minas e Energia para discutir a situação do setor naval no país.

Segundo ele, mais de 10 mil metalúrgicos foram demitidos em todo o país desde setembro do ano passado. No Rio, 3.500 foram dispensados.

O sindicato da categoria informou que os trabalhadores do estaleiro Mauá não participaram do ato, pois não foram liberados de suas atividades. A expectativa dos organizadores era reunir 10 mil manifestantes.

Cerca de 120 policiais foram deslocados para acompanhar os manifestantes no trajeto. Outros 300 homens também dão apoio, incluindo agentes do Batalhão de Choque.


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